Configuração de um servidor SSH

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1 Configuração de um servidor SSH Disciplina: Serviços de Rede Campus Cachoeiro Curso Técnico em Informática

2 SSH SSH(Secure Shell) é um padrão para comunicação e acesso remoto a máquinas Linux de forma segura, ou seja, utilizando criptografia. Ele permite administrar máquinas remotamente, executando inclusive aplicativos gráficos e permite transferir arquivos de várias formas diferentes.

3 SSH A grande vantagem do SSH sobre outras ferramentas de acesso remoto é a grande ênfase na segurança. Um servidor SSH bem configurado é virtualmente impenetrável e você pode acessá-lo de forma segura, mesmo que a sua rede local esteja comprometida. Ele utiliza um conjunto de técnicas de criptografia para assegurar que apenas as pessoas autorizadas terão acesso ao servidor, que todos os dados transmitidos sejam impossíveis de decifrar e que a integridade da conexão seja mantida.

4 SSH O SSH é dividido em dois módulos. O sshd é o módulo servidor, um serviço que fica residente na máquina que será acessada, enquanto o ssh é o módulo cliente, um utilitário que você utiliza para acessá-lo. A configuração do servidor, independentemente da distribuição usada, vai no arquivo "/etc/ssh/sshd_config", enquanto a configuração do cliente vai no "/etc/ssh/ssh_config".

5 Criptografia Kryptos: significa oculto, envolto, escondido, secreto; Graphos: significa escrever, grafar. Portanto, criptografia significa escrita secreta ou escrita oculta. As formas de ocultar mensagens são as mais diversas.

6 Controles Criptográficos Texto em claro Chave Criptograma Texto original Algoritmo Texto cifrado Algoritmo: seqüência de passos e operações matemáticas que transformam o texto em claro em texto cifrado e viceversa. Chave: número ou conjunto de números; é o parâmetro variável do algoritmo; característica singular/única; para cada chave existe um criptograma diferente Tamanho das chaves: medido em bits (40,56, 128)

7 Criptografia Convencional, Simétrica ou de Chave Secreta Texto original Chave Secreta Compartilhada Texto Chave Secreta Compartilhada Algoritmo de Cifragem cifrado Texto Algoritmo de original Decifragem (inverso do algo. de cifragem) Utiliza a mesma chave para encriptar e decriptar uma mensagem. A segurança de cifragem convencional depende do segredo da chave e não do segredo do algoritmo Implementações dos algoritmos de cifragem em chips (baixo custo)

8 Gerenciamento de Chaves Manter todas as suas chaves seguras e disponíveis para utilização Chave de sessão usada para comunicação entre cliente e servidor, por exemplo, no SSH. KEK Chave de criptografia de chave Chave protegida To: From: Trata-se de um assunto confidencial Chave de sessão Algoritmo de cifragem Algoritmo de cifragem &(Ijaij(& 9 0j9 {?(*2-0 Qh09124çl9 dn 9~j2{

9 Criptografia de Chave Pública ou Assimétrica O uso do par de chaves tem consequência na: distribuição de chaves, confidencialidade e autenticação. Não são idênticas mas são parceiras. Estão matematicamente relacionadas Decifra Cifra Cada usuário gera o seu par de chaves Privada Pública

10 Criptografia de Chave Pública ou Assimétrica Nesta implementação usuários podem difundir a chave pública para todos que queiram enviar mensagens para eles, visto que apenas com a chave privada será possível a decriptação. Chave Pública é distribuída e a Privada mantida em segredo.

11 Cifragem usando Sistema de Chave Pública (1) A chave pública deve ser colocada em um registrador público (2) A chave privada deve ser muito bem guardada

12 Requisitos para Algoritmos de Criptografia de Chave Pública 1. Computacionalmente fácil para A gerar o par de chaves (pública KPUBb, privada KPRIV b ) 2. Fácil para o emissor gerar o texto cifrado 3. Facil para o Receptor decifrar o texto cifrado com a chave privada 4. Computacionalmente difícil determinar a chave privada (KPRI b ) conhecendo a chave pública (KPUB b ) 5. Computacionalmente difícil recuperar a mensagem M, conhecendo KPUB b e o texto cifrado C 6. Uma das chaves é usada para cifragem e com a outra sendo usada para decifragem

13 Vantagens e desvantagens Vantagens Não há necessidade de canal seguro na troca de chaves, pois não há riscos. Desvantagens A performance do sistema cai demasiadamente se existe uma grande quantidade de dados para decriptografar.

14 Distribuição de Chaves Bob Chave pública de Alice Chave sessão cifrada To: Alice From: João Trata-se de um assunto confidencial Chave de Sessão Simétrica Algoritmo de Cifragem Simétrico Algoritmo de Cifragem de chave pública &(Ijaij(& 9 0j9 {?(*2-0 Qh09124çl9 dn 9~j2{ Alice

15 Assinatura Digital Usa uma informação única do emissor para prevenir a negação do envio e a possibilidade de forjar a mensagem Verificar o Autor e a data/hora da assinatura Autenticar o conteúdo original (não foi modificado e segue uma certa seqüência ou tempo) A assinatura deve poder ser verificável por terceiros (resolver disputas)

16 Assinatura Digital Mecanismo que pode garantir que uma mensagem assinada só pode ter sido gerada com informações privadas do signatário. O mecanismo de assinatura digital deve: A) Assegurar que o receptor possa verificar a identidade declarada pelo transmissor (assinatura); B) Assegurar que o transmissor não possa mais tarde negar a autoria da mensagem (verificação).

17 Assinatura Digital Bob Alice Chave privada do Bob Chave pública do Bob Mensagem autenticada em termos da fonte e da integridade do dado Não garante a confidencialidade da Mensagem

18 Assinatura Digital Mensagem Mensagem isto é isto segredo segredo Algoritmo de assinatura digital Chave privada Assinatura digital Permite ao receptor verificar a integridade da mensagem: O conteúdo não foi alterado durante a transmissão. O transmissor é quem ele diz ser.

19 Sumário de mensagem (message digest) O baixo desempenho no uso da criptografia assimétrica a torna ineficiente para mensagens de tamanhos grandes. Para contornar o problema, a mensagem não é criptografada por inteiro, mas na verdade é criado um extrato (hash, sumário) do documento propósito da função hash é produzir uma impressão digital (fingerprint) - um resumo As funções hash são funções irreversíveis

20 Sumário de mensagem (message digest) Gera um sumário de tamanho fixo para qualquer comprimento de mensagem Efetivamente impossível adivinhar a mensagem a partir do sumário Efetivamente impossível encontrar outra mensagem que gere o mesmo sumário Uma pequena mudança na mensagem muda muito o sumário

21 Sumário de mensagem (message digest) MD5 - Message Digest (RFC 1321) por Ron Rivest digest = 128 bits SHA-1 - Security Hash Algorithm NIST em 1995 digest = 160 bits RIPEMD-160 digest = 160 bits HMAC (RFC 2104) MAC derivado de um código de hash criptográfico, como o SHA-1 Funções hash se executam mais rápidas que o DES Bibliotecas de código são amplamente disponíveis Funções hash não tem restrição de exportação

22 Sumário de mensagem (message digest) Sites que geram hashes de mensagens: MD5 - SHA1 -

23 Assinatura Digital com Resumo ABFC01 FE012A0 2C897C D012DF 41 Algoritmo de Hashing DIGEST F18901B Algoritmo de Criptografia ASSINATURA DIGITAL ABFC01 FE012A0 2C897C D012DF 41 Mensagem com Assinatura Digital MENSAGEM aberta ASSINATURA criptografada

24 Função Hash de uma via H não usa uma chave como entrada Forma mais eficiente Verifica a origem e o conteúdo Mensagem autenticada em termos da fonte e da integridade do dado Não garante a confidencialidade da Mensagem

25 Configuração Para se logar em um servidor SSH, utilizar o comando ssh ip_servidor Para se logar no servidor com a possibilidade de abrir aplicativos gráficos entre com o comando:

26 Configuração ssh X servidor mas antes é necessário descomentar a opção ForwardX11 Yes no arquivo ssh_config e acrescentar X11Forwarding yes no arquivo sshd_config no servidor. Para se logar como um usuário específico ao invés do usuário padrão use o comando: ssh ssh -l usuário servidor

27 Configuração Uma das primeiras linhas do arquivo de configuração é: Port 22 Esta é a porta que será usada pelo servidor SSH para aceitar requisições do cliente. Protocol 1,2 Atualmente utilizamos o SSH 2, mas ainda existem alguns poucos clientes que utilizam a primeira versão do protocolo. Deixando a opção com as duas versões, o servidor aceitará clientes que utilizam ambas as versões do protocolo.

28 Configuração ListenAddress Endereço onde o servidor SSH estará escutando por requisições HostKey arquivo da chave privada usado pelo servidor para descriptografar a informação. RSAAuthentication permite autenticação utilizando o algoritmo de criptografia RSA PubKeyAuthentication permite autenticação por chave pública

29 Negar login como root Para impedir que usuários se loguem como root no servidor, configurar a variável PermitRootLogin no arquivo sshd_config como No

30 Negar login como usuário específico Para impedir logins de usuários específicos, colocar no arquivo sshd_config a variável DenyUsers usuário Para permitir logins de usuários específicos, colocar no arquivo sshd_config a variável AllowUsers usuário

31 Modificar conteúdo do banner Banner: Alguns servidores exibem mensagens de advertência antes do prompt de login, avisando que todas as tentativas de acesso estão sendo monitoradas ou coisas do gênero. A mensagem é especificada através da opção "Banner", onde você indica um arquivo de texto com o conteúdo a ser mostrado, ou editar o arquivo padrão: - Descomentar a opção Banner no sshd_config e editar o arquivo /etc/issue.net

32 Uso de Criptografia no SSH Texto original Chave Secreta Compartilhada Texto Chave Secreta Compartilhada Algoritmo de Cifragem cifrado Texto Algoritmo de original Decifragem (inverso do algo. de cifragem) Quando você se conecta a um servidor SSH, seu computador e o servidor trocam suas chaves públicas, permitindo que um envie informações para o outro de forma segura. Através deste canal inicial é feita a autenticação, seja utilizando login e senha, seja utilizando chave e passphrase.

33 Criptografia no SSH Até aqui, tudo é feito utilizando chaves de 512 bits ou mais (de acordo com a configuração). O problema é que, embora impossível de quebrar, este nível de encriptação demanda uma quantidade muito grande de processamento. Se todas as informações fossem transmitidas desta forma, o SSH seria muito lento. Para solucionar este problema, depois de fazer a autenticação, o SSH passa a utilizar um algoritmo mais simples, que demanda muito menos processamento, para transmitir os dados. Por padrão é utilizado o 3DES (triple- DES), que é um algoritmo de criptografia simétrica.

34 Criptografia no SSH Para criação de chaves criptográficas para uso no ssh, é necessário utilizar o comando sempre como seu usuário padrão e não como root. ssh-keygen t rsa Generating public/private rsa key pair. Enter file in which to save the key (/home/morimoto/.ssh/id_rsa): Created directory '/home/morimoto/.ssh'. Enter passphrase (empty for no passphrase): Enter same passphrase again: Your identification has been saved in /home/morimoto/.ssh/id_rsa. Your public key has been saved in /home/morimoto/.ssh/id_rsa.pub. The key fingerprint is: ff:28:26:f6:87:67:9f:4c:9a:c8:0a:3b:21:81:88:b4

35 Criptografia no SSH Isso vai gerar os arquivos ".ssh/id_rsa" e ".ssh/id_rsa.pub" dentro do seu diretório home, que são respectivamente sua chave privada e a chave pública. O ".ssh/id_rsa" é um arquivo secreto, que deve usar obrigatoriamente o modo de acesso "600" (que você define usando o chmod), para evitar que outros usuários da máquina possam lê-lo. Muito servidores recusam a conexão caso os arquivos estejam com as permissões abertas.

36 Criptografia no SSH Para exportar a chave pública, de forma que seja possível uma comunicação criptografada com o servidor, é necessário o comando ssh-copy-id para que a chave pública seja enviada para o diretório remoto do usuário no servidor. A partir daí, ao invés de pedir sua senha, o servidor verifica a chave privada, instalada na sua máquina e em seguida pede a passphrase. Mesmo que alguém consiga roubar sua chave privada, não conseguirá conectar sem saber a passphrase e vice-versa.

37 Transferência de Arquivos no SSH O SSH possui uma primitiva de transferir arquivos chamada scp (secure copy). Tal ferramenta permite que arquivos sejam enviados entre máquinas utilizando os mesmos recursos de autenticação e criptografia que o ssh. Usando o comando scp é possível especificar em uma única linha o login e o endereço do servidor, junto com o arquivo que será transferido. A sintaxe é a seguinte: scp arquivo_local Exemplo: $ scp /home/arquivo.tar

38 SSH no Windows Existem diversas versões do SSH. A maioria das distribuições Linux inclui o OpenSSH, que não possui um cliente for Windows. No entanto, isso não chega a ser um problema, pois o SSH é um protocolo aberto, o que permite o desenvolvimento de clientes para várias plataformas, inclusive Windows.

39 SSH no Windows Um exemplo de cliente simples e gratuito é o Putty. Usar o putty para se conectar a servidores Linux é bem simples, pois não precisa sequer ser instalado. A grande limitação do uso de clientes SSH no Windows é que são limitados ao modo texto, sendo impossível executar aplicativos gráficos no mesmo, devido às diferenças entre as interfaces gráficas do Windows e Linux. Ambos podem ser baixados no: Outro exemplo é a versão da SSH Security, que tem vários recursos mas é gratuita apenas para universidades e usuários domésticos. O link é:

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