O que é o aborto? natural. Aborto Induzido: causado quando existe uma ação humana deliberada, isto é, a interrupção voluntária da gravidez.

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1 Aborto

2 O que é o aborto? A remoção prematura de um embrião ou feto do útero. Isto pode ocorrer de forma espontânea ou artificial, provocando-se o fim da gestação, mediante técnicas médicas, cirúrgicas entre outras. Aborto espontêneo: natural. ocorre de maneira acidental ou Aborto Induzido: causado quando existe uma ação humana deliberada, isto é, a interrupção voluntária da gravidez.

3 Aborto e depressão Pesquisas mostram que mulheres que fazem o aborto contra sua vontade tem maiores tendências a: - se suicidarem - a usarem drogas - a ficarem em uma depressão clínica ou uma depressão neurótica

4 Aborto na adolescência O aborto na adolescência tem crescido, nos últimos anos na mesma proporção que a gravidez. De 1 milhão de adolescentes de 10 a 19 anos que ficam grávidas a cada ano, mais de abortam. A maioria é da classe média. Nas classes menos favorecidas, 80% das jovens que engravidam levam a gravidez até o final. Nas classes mais altas acontece o oposto: 80% abortam. A principal razão dessa diferença é que a adolescente de classe média tem mais facilidades e recursos para abortar do que um adolescente de menor poder econômico.

5 Legislação: Código Penal Título I Dos Crimes Contra a Pessoa Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento Art. 124 Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lhe provoque: Pena-detenção, de 1(um) a 3(três) anos. Aborto provocado por terceiro Art. 125 Provocar aborto, sem o consentimento da gestante: Pena- reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos. Art. 126 Provoca aborto com o consentimento da gestante: Pena- Reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos. Parágrafo único. Aplica-se a pena do artigo anterior, se a gestante não é maior de 14 (quatorze) anos, ou é alienada ou débil mental, ou se o consentimento é obtido mediante fraude, grave ameaça ou violência. Forma qualificada Art As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um terço, se, em conseqüência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo, a gestante sofre lesão corporal de natureza grave; e são duplicadas, se, por qualquer dessas causas, lhe sobrevém a morte. Art. 128 Não se pune o aborto praticado por médico: Aborto necessário I se não há outro meio de salvar a vida da gestante; Aborto no caso de gravidez resultante de estupro II se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.

6 Aborto no Brasil Quando não há outro meio para salvar a vida da mãe. Permitido quando: Quando a gravidez resulta de estupro.

7 Mortalidade materna Total de abortos Abortos legais Abortos ilegais Aborto não criminalizado Aborto criminalizado Aborto não criminalizado

8 Países e o aborto

9

10 Clínicas Clandestinas São clínicas que fazem aborto sem autorização. O que provoca um grande número de mortes maternas. Em Porto Alegre estas placas são símbolo de clínicas clandestinas, que ficam geralmente próximas a colégios e locais mais frequentados por jovens.

11 Países e o aborto: Alemanha: Desde os anos 70 que a mulher na Alemanha pode optar pela prática de aborto até à 12 semanas por razões pessoais. Os custos ficam a cargo do Estado quando os utentes provam que não têm meios financeiros. EUA: O aborto é permitido até aos 9 meses França: O aborto na França é permitido até as doze semanas a pedido da mulher caso não tenha razões para ser mãe; razões sociais ou económias. É exigido o aconselhamento da mulher. Permitida após as 12 semanas em caso de risco de vida ou saúde física da mulher, risco de malformação do feto. É necessária a certificação de dois médicos da situação.

12 Um terço dos países do mundo já conta com leis que permitem o aborto por motivos econômicos e sociais. A ONU, aponta que a maioria dos governos que adotam a autorização do aborto por questões econômicas e sociais está no bloco de países ricos. Segundo o levantamento, 78% das economias desenvolvidas estabeleciam leis nesse sentido. Entre os países pobres, apenas 19% deles tem autorização.

13 Efeitos físicos e psicológicos do aborto Efeitos Físicos Esterilidade Abortos espontâneos Gravidez ectópica Natimortos Hemorragias e Infecções Choques e comas Útero perfurado Peritonite Febre/Suor Frio Dor intensa Perda de órgãos do corpo Choros/Suspiros Insônia Perda de apetite Exaustão Perda de peso Nervosismo Capacidade de trabalho diminuída Vômitos Distúrbios Gastro-intestinais Efeitos Psicológicos Sentimento de culpa Impulsos suicidas Pesar/Abandono Arrependimento/Remorso Perda da fé Baixa auto-estima Preocupação com a morte Hostilidade/Raiva Desespero/Desamparo Desejo de lembrar da data de nascimento Alto interesse em bebês Frustração do instinto maternal Ódio por pessoas ligadas ao aborto Desejo de terminar o relacionamento com o parceiro Perda de interesse sexual/frigidez Incapacidade de se auto-perdoar Pesadelos Tonturas e tremores Sentimento de estar sendo explorada Horror ao abuso de crianças

14 Religiões e o aborto A religião Católica condena o aborto. Quatro princípios, são utilizados como justificativa: 1º Deus é o autor da vida; 2ºA vida se inicia no momento da concepção; 3º Ninguém tem o direito de tirar a vida humana inocente; 4º O aborto, em qualquer estagio de desenvolvimento fetal, significa tirar uma vida humana inocente

15 Budismo, Hinduismo e o Hare Krishma: pelas visões diferenciadas dos corpos masculino e feminino, que essas religiões defendem, que o homem é o portador da vida, e a mulher portadora de um corpo cuja única finalidade é proteger o feto. Ambas as religiões defendem uma visão machista, onde o homem é quem tem o direito de decidir pela continuidade ou não da gestação.

16 Espirita: Espírito, sempre existiu, desligando-se pela morte e reencarnando em outro corpo. Portanto não há, no caso de um aborto, a "morte" de um ser. O que existe é a frustração de um Espírito que tem seu corpo abortado. Se as razões para esta interrupção da gravidez forem injustificáveis, os causadores terão naquele espírito um inimigo perigoso, causa de males futuros.

17 Islâmica: Os líderes islâmicos em geral se mostraram desfavoráveis ao aborto. "Nós o colocamos, como uma gota de semente,em local seguro,preso com firmeza: depois fundimos,a gota em coalhos, moldamos, um (feto) bolo; então desse bolo talhamos ossos, e vestimos os ossos com carne; Então o produzimos como outra criatura assim, bendito é Deus o melhor Criador". Só depois de ser "vestido" com carne e osso, se torna ser humano. Só a partir desse momento é que o aborto seria punido como assassinato

18 O aborto e a liberdade "O aborto é uma manifestação desesperada das dificuldades da mulher para realizar uma opção livre e consciente na procriação e uma forma traumática de controle da natalidade. Mesmo numa consideração não religiosa, o aborto é um signo de uma rendição,nunca uma afirmação de liberdade".

19 Planejamento Familiar O planejamento familiar é um ato consciente: torna possível ao casal programar quantos filhos terá e quando os terá. Permite às pessoas e aos casais a oportunidade de escolher entre ter ou não filhos de acordo com seus planos e expectativas. Este projeto beneficia casais em muitos aspectos, como economicamente, na saúde da mulher que muitas vezes não tem conhecimento amplo sobre quando pode tornar a ter mais um filho, e ainda diminui o risco de uma gravidez indesejada o que diminui o risco do aborto.

20 Curiosidades A cada ano 19 milhões de mulheres se submetem a um aborto inseguro; 13% de todas mortes maternas são provocadas pelo aborto; Proibir o aborto não diminui a ocorrência; O ministério da saúde estima que 31% de todas as gravidezes terminam em abortamento.

21 No Código Hamurabi, destacava aspectos da reparação devida a mulheres livres em casos de abortos provocados mediante violência por golpes, exigindo o pagamento de 10 siclos pelo feto perdido. Segundo o direito romano, não se considerava persona ao nascituros, pelo que na Roma Antiga o aborto era permitido, embora se lhes reconhecesse direitos. Por exemplo se a mulher grávida fosse condenada à morte, suspendia-se a execução até ao nascimento. Aristóteles defendia que o feto se convertia em humano aos 40 dias da sua concepção se fosse masculino, e aos 90 se fosse feminino. Aristóteles recomendava o aborto para limitar o tamanho da família e na sua obra Política reservava esse direito à mãe. Na Grécia, Sócrates defendia que o aborto fosse um direito materno. A primeira referência ao aborto, na Grécia Antiga, encontra-se nos livros atribuídos a Hipócrates, que negava o direito ao aborto e exigia aos médicos jurar não dar às mulheres bebidas fatais para a criança no ventre.

22 Aborto deve ser crime?

23 Referências:

24 REFERÊNCIAS ANTUNES, Paulo Bessa. Direito Ambiental. 2ed. Amplamente Reformulado. 14ª ed., Rio de Janeiro: Atlas, Amaral, Diogo Freitas, Ciência Política, vol I,Coimbra,1990 AQUINO, Rubim Santos Leão de. et al. História das Sociedades Americanas. 7 ed. Rio de Janeiro: Record, ARANHA, Maria Lúcia. Filosofando: Introdução á Filosofia. São Paulo: Moderna, ARRUDA, José Jobson de A. e PILETTI, Nelson. Toda a História. 4 ed. São Paulo: Ática, ASCENSÃO, José de Oliveira. Breves Observações ao Projeto de Substitutivo da Lei de Direitos Autorais. Direito da Internet e da Sociedade da Informação. Rio de Janeiro: Ed. Forense, BRANCO JR., Sérgio Vieira. Direitos Autorais na Internet e o Uso de Obras Alheias. Ed. Lúmen Júris, BUZZI, Arcângelo. Introdução ao Pensar. Petrópolis; ed. Vozes, CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal. V. 2, Parte Especial. 10. Ed. São Paulo: Saraiva, CERQUEIRA, João da Gama. Tratado da Propriedade Industrial, vol. II, parte II. Revista Forense: Rio de Janeiro, CHAUÍ, Marilena. Convite á Filosofia. São Paulo,10ª. Ed.,Ática,1998. COTRIM, Gilberto. História Global: Brasil e Geral. 6 ed. São Paulo: Saraiva, CRETELLA JÚNIOR, José. Curso de Direito Administrativo. Rio de Janeiro: Forense, DEON SETTE, MARLI T. Direito ambiental. Coordenadores: Marcelo Magalhães Peixoto e Sérgio Augusto Zampol DINIZ, Maria Helena. Curso de direito civil brasileiro: teoria das obrigações contratuais e extracontratuais. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 1998, v. 3. DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. São Paulo: Atlas, COELHO, Fábio Ulhoa. Curso de direito comercial. 6. ed. São Paulo: Saraiva, 2002, v. 1, 2 e 3.

25 REFERÊNCIAS FERRAZ JUNIOR, Tercio Sampaio. Introdução ao Estudo do Direito: técnica, decisão, dominação. 6.ed. São Paulo: Atlas, FIORILLO, Celso Antonio Pacheco. Curso de Direito Ambiental Brasileiro. 13ª ed., rev., atual. E compl. São Paulo :Saraiva, FRAGOSO, Heleno Cláudio. Lições de direito penal: especial. 11. ed. atual. por Fernando Fragoso. Rio de Janeiro : Forense, GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro, vol I: Parte Geral. São Paulo: Saraiva, 2007 GAGLIANO, Plablo Stolze & PAMPLONA FILHO, Rodolfo. Novo curso de direito civil, v. 1-5 ed. São Paulo: Saraiva GRINOVER, Ada Pellegrini et al. Código Brasileiro de Defesa do Consumidor comentado pelos autores do anteprojeto. 8. ed. rev., ampl. e atual. Rio de Janeiro: FU, JESUS, Damásio E. de. Direito Penal V. 2 Parte Especial dos Crimes Contra a Pessoa a dos Crimes Contra o Patrimônio. 30 ed. São Paulo: Saraiva, LAKATOS, Eva Maria. Introdução à Sociologia. São Paulo: Atlas, 1997 LAKATOS, E. M. & MARCONI, M. A. Sociologia Geral. São Paulo: Atlas, 1999 MARQUES, Claudia Lima. Contratos no Código de Defesa do Consumidor: o novo regime das relações contratuais.4. ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: RT, MARTINS FILHO, Ives Gandra da Silva. Manual de direito e processo do trabalho. 18.ed. São Paulo: Saraiva, MARTINS, Sérgio Pinto.Direito do Trabalho. 25.ed. São Paulo: Atlas, MARTINS, Carlos Benedito. O que é Sociologia. Rio de Janeiro: Zahar, 1988 MEDAUAR, Odete. Direito Administrativo Moderno. São Paulo: RT, MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: Malheiros, MIRABETE, Julio Fabbrini. Processo penal. 18. ed. São Paulo: Editora Atlas, 2006.

26 REFERÊNCIAS MORAES, de Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, PEIXINHO, Manoel Messias. Os princípios da Constituição de Rio de Janeiro: Lúmen Júris, Piçarra, Nuno, A separação dos poderes como doutrina e princípio constitucional: um contributo para o estudo das suas origens e evolução, Coimbra, Coimbra Editora, 1989 NUCCI, Guilherme de Souza. Manual de processo penal e execução penal. 3. ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, PEREIRA, Caio Mario da Silva. Instituições de direito civil, v.1. Rio de Janeiro: Forense POLETTI, Ronaldo. Introdução ao Direito. 4. ed., São Paulo: Saraiva, PRADO, Luiz Regis. Curso de direito penal brasileiro. 11. ed. São Paulo : RT, 2007, v. 2. REALE, Miguel. Lições Preliminares de Direito. 27.ed São Paulo: Saraiva, REQUIÃO, Rubens. Curso de direito comercial. 8. ed. São Paulo: Saraiva, 1977, v. 1 e 2. RUSSOMANO, Mozart Victor. Comentários à Consolidação das Leis do Trabalho. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense, SELL, Carlos Eduardo. Sociologia Clássica. Itajai: EdUnivali, 2002 VENOSA, Sílvio de Salvo. Direito Civil (Parte Geral), v.1 3 ed. São Paulo: Atlas ATENÇÃO Parte deste material foi coletado na internet e não foi possível identificar a autoria. Este material se destina para fins de estudo e não se encontra completamente atualizado.

27 FIM Obrigado pela atenção!! Acimarney C. S. Freitas Advogado OAB-BA Nº Professor de Direito do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Bahia IFBA campus de Vitória da Conquista Diretor do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Bahia IFBA campus de Brumado. Bacharel em Teologia Especialista em Direito Educacional - FTC Especialista em Educação Profissional e de Jovens e Adultos - IFBA Mestrando em Filosofia - UFSC Facebook: Ney Maximus

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