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1 Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha TEMA: SAÚDE E SEGURIDADE SOCIAL Sinopse 01 FRANCISCO ISAÍAS, FARMACÊUTICO, (PDT-RS) Tese: SAÚDE ENQUANTO POLÍTICA PÚBLICA: UMA BANDEIRA DO TRABALHISMO BRASILEIRO O direito de acesso aos serviços de saúde, em quantidade suficiente e com qualidade assegurada, é um direito constitucional da cidadania brasileira; um dever do Estado. (...) A população além de ser o público-alvo de toda a ação de saúde preventiva, assistencial ou de promoção participa do Sistema Nacional de Saúde (SUS) através dos Conselhos de Saúde. (...) Evolução das políticas públicas de saúde, no Brasil, efetuadas pelos governos de Vargas e Jango, claramente voltadas para as classes trabalhadoras urbanas, centradas em quatro grandes temas: situação sanitária dos brasileiros; distribuição e coordenação das atividades médico-sanitárias; municipalização dos serviços de saúde; e elaboração do Plano Nacional de Saúde. (...) O regime militar implantou a lógica da exclusão. A expansão no fornecimento de serviços sociais deveria se dirigir especificamente aos consumidores, sendo esta época de importantes mudanças conceituais que antecederam reforma sanitária que impulsionou a construção do novo sistema de saúde. (...) Na década de 90, tentou-se romper com o modelo distorcido anterior, e as políticas de saúde se colocaram na contramão do que estava sendo preconizado nos campos da política econômica. (...) Vários autores, porém, reconhecem que o esforço da década de 90 não conseguiu romper com as desigualdades de acesso, nem diminuiu as distorções no modelo de atenção traduzidas pelo excesso de medicalização e uso inadequado de tecnologia. (...) A universalização do acesso está intimamente vinculada à descentralização da gestão. (...) Passados 23 anos da institucionalização da saúde como um direito do cidadão e um dever do Estado, muito precisa ser feito para que este axioma constitucional se transforme numa prática ao alcance da população. (...) Até agora nenhum partido empunhou a bandeira da saúde como prioridade (...) Há necessidade de teses norteadoras; e cabe ao PDT subsidiar seus quadros para o exercício do poder (...) Sobre a importância, otimização e pleno funcionamento do sistema de saúde como forma de promover o bem comum. (...) Propostas discussão do papel do Estado e do Município na garantia de acesso aos serviços de saúde no Brasil; atenção primária fortalecida e organizada; articulação e organização da rede de atenção à saúde, envolvendo média e alta complexidade; sistemas de urgência/emergência/ambulancioterapia; política de pessoal para o SUS.

2 Sinopse 02 ORION HERTER CABRAL, Movimento Autenticidade Trabalhista Tese: PLANOS DE SAÚDE EMPRESARIAIS Os planos de saúde empresariais, a exceção daqueles das estatais, cessam a cobertura com a aposentadoria do empregado (...) determinando ao aposentado a contratação de plano familiar sob condição extremamente desfavorável em decorrência da idade. (...) Não é justo aumentar as despesas dos aposentados exatamente quando diminui seu salário e aumentam as necessidades de assistência. (...) Este é problema a ser resolvido pelo governo; e o Partido Democrático Trabalhista, fiel a seus compromissos sociais, deve realizar o necessário emprenho para corrigir aquelas injustiças com os trabalhadores e suas famílias. (...) Os planos de saúde devem ter portabilidade e vitaliciedade portabilidade, para o empregado que troca de empresa; vitaliciedade, mantendo o plano para o empregado aposentado, falecido ou demitido nas mesmas condições do plano empresarial aceitando 10% do valor pago pela empresa pelo empregado e sua família. Sinopse 03 REINALDO SCHMITT RIBEIRO, Advogado OAB /RS Tese: COMBATE AO TRÁFICO DE DROGAS Para combater o tráfico de drogas são necessárias três medidas, todas no âmbito legislativo e operacional: 1. Aprimoramento da legislação nos itens sequestro de bens e lavagem de dinheiro, para que o proveito com o tráfico seja revertido em beneficio de instituições focadas na recuperação e tratamento de dependentes químicos e melhor aparelhamento da polícia; 2. O Brasil deveria equipar melhor as Forças Armadas para resguardar as fronteiras, pois a Polícia Federal, diante do tamanho delas, não tem condições de fazer isto; 3. Maior controle das operadoras de celulares, especialmente com uso da tecnologia do GPS para proporcionar a localização exata e rápida de determinado telefone móvel, para impedir que presos continuem usando dezenas de chips dificultando o rastreamento pelas autoridades. Sinopse 04 ALDERICO ALVES SENA, presidente do MAPI da Bahia Tese: ENVELHECIMENTO POPULACIONAL NO NOVO SÉCULO

3 O envelhecimento da população é uma realidade; em 2020, o Brasil ocupará o 5 lugar no ranking mundial de população idosa, quando 15% de sua população, 32 milhões de pessoas, terão 60 anos ou mais. (...) O PDT deve organizar um seminário sobre envelhecimento populacional para discutir um programa para o novo século, definindo princípios e diretrizes para ações que possam melhorar significativamente a qualidade de vida dos idosos. (...) É inevitável uma mudança e paradigma no papel do Estado e no modelo de gestão pública voltada para os idosos para que ele permaneça junto à sua família e comunidade, em parceria com entidades e organizações públicas e privadas. (...) O Ministério da Previdência Social, responsável pela coordenação da política nacional do idoso, não vem cumprindo sua finalidade no que se refere à assistência ao idoso; o idoso precisa ser reconhecido também como trabalhador, porque foram eles que contribuíram para o crescimento do país. (...) O envelhecimento da população é uma realidade; alguns países já enfrentam esta questão, mas o Brasil só agora começa a sentir este fenômeno. (...) Só mais recentemente, e de forma tímida, o envelhecimento populacional passou a integrar a agenda de discussão do país (...) Nos anos 90, era possível se aposentar a partir dos 37 anos de idade, sem regras especiais. Determinadas categorias de alta qualificação profissional se aposentavam, em grande parte, na faixa etária dos 45 a 50 anos de idade. Cabe questionar: a previdência social é deficitária ou a pasta sempre foi usada e mal gerida, usada para politicagem? Sinopse 05 JURANDI FRUTUOSO SILVA, Conselho Nacional de Secretários de Saúde, médico/ce Tese: PDT EM DEFESA DO SUS, UMA ATITUDE POLÍTICA E DE SOLIDARIEDADE SOCIAL A Constituição do Brasil diz que a saúde é um direito de todos e dever do Estado; o Estatuto do PDT, artigo 1, assinala que o partido é uma organização política da Nação, para defesa de seus interesses, de seu patrimônio, de sua identidade e integridade etc. Tomando-se por base a Constituição e o nosso Estatuto, impõem-se a necessidade de colocarmos o Sistema Único de Saúde (SUS) na pauta partidária, pois ele se tornou, na prática, patrimônio do povo brasileiro; e por ser responsável pelas maiores transformações sociais no Brasil, nas duas últimas décadas, contribuindo para a democratização do acesso aos serviços de saúde e para a qualificação dos indicadores de saúde. Se não bastar os argumentos citados, arguo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, artigo 21, alínea 2, onde diz que toda pessoa tem igual direito de acesso ao serviço público do seu país. (...) Balizo-me nesses três documentos amplamente conhecidos e respeitados para invocar o espírito democrático de todos os pedetistas em defesa peremptória do SUS, até aqui, sem proteção claramente definida no estatuto dos partidos políticos do Brasil. (...) É necessário que todos os brasileiros saibam o que é o SUS, pois somos o único país do mundo com população superior a 100 milhões de habitantes que teve a ousadia de criar um sistema de saúde universal, integral e gratuito embora exista há mais de 20 anos, apenas 40% dos brasileiros sabem o que significa. Suas dimensões são gigantescas; sua rede assistencial envolve estabelecimentos, além de 66 mil

4 unidades de atendimento ambulatorial; possui equipes de saúde da família, agentes comunitários, equipes de saúde bucal distribuídas por municípios. Também impressiona o número de pessoas que dedicam suas vidas a promover e recuperar a saúde dos brasileiros o SUS emprega trabalhadores, sendo de nível superior, de nível técnico/auxiliar; de nível elementar e na área administrativa. A produção do SUS é gigantesca: de janeiro a dezembro de 2008, foram realizadas mais de 11 milhões de internações hospitalares; 1 milhão e 849 partos; 18 mil transplantes; mais de 10 milhões de procedimentos de hemodiálise; 389 milhões de exames laboratoriais; 1 milhão e 600 mil tomografias. (...) Apesar dos avanços, há problemas a superar, que extrapolam a capacidade de governança do setor saúde, comprometendo a qualidade e retardando o desenvolvimento do sistema. (...) Dentre os mais complexos e de difícil resolução estão insuficiência de financiamento, a inconformidade da formação de recursos humanos e da gestão do trabalho, além do avanço da rede privada na área da assistência hospitalar e ambulatorial, em detrimento da rede pública, que, subfinanciada, se deteriora. (...) Ao tempo em que países assumiram seus sistema de saúde como universais, o Brasil traz tal informação na lei e no discurso, mas não na prática. A cada dia, o governo mantém preciso repolitizar o SUS que não significa partidarizar o debate, mas engajar os partidos na luta pela efetivação das políticas públicas caras à população, garantindo cidadania aos brasileiros, sobretudo aos mais desprotegidos. A responsabilidade pela manutenção, aprimoramento e crescimento do sistema de saúde não pode estar restrito apenas aos profissionais, gestores e conselheiros de saúde. Os partidos têm essa obrigação!. (...) Propostas: defesa da EC-29, que protege o SUS e os brasileiros; mais recursos para a saúde no orçamento da União; engajar as centrais sindicais nas reivindicações do SUS, criar o movimento PDT Saúde. Sinopse 06 JURANDI FRUTUOSO SILVA, Conselho Nacional de Secretários de Saúde, médico Ceará Tese: CRACK, DESAFIO PARA A SOCIEDADE A PARA A SAÚDE PÚBLICA O Crack tornou-se um problema de saúde pública. Ultrapassou fronteiras e classes sociais, e hoje atinge todas as camadas da população. O seu poder de destruição é devastador e as suas consequências atingem não apenas os seus usuários, mas toda a sociedade; além e provocar a exclusão social do usuário e a desagregação familiar, também estimula a criminalidade. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que o Brasil tenha 3% de sua população usuária de crack, equivalente a 6 milhões de brasileiros. Estudo da Universidade Federal de São Paulo demonstrou que 1/3 dos usuários encontra a cura; 1/3 mantém o uso; e outro 1/3 morre; sendo que, em 85% dos casos, as mortes estão relacionadas à violência. (...) Não existe ainda um medicamento específico para o tratamento dos usuários. Os psiquiatras preconizam internação, para desintoxicação, por um período entre 7 e 14 dias (...) devendo o paciente ter acesso à rede de tratamento ambulatorial, com abordagem interdisciplinar, através de uma rede integrada de atenção psicossocial. (...) Atendimento que privilegiaram um em detrimento

5 do outro, mostraram-se ineficazes. Neste sentido, centros especializados para tratamento ambulatorial ou internação, ambos com equipe multidisciplinar, são tão importante quanto moradias assistidas, centros para reabilitação e grupos de autoajuda. O crack sobrecarregou o sistema. (...) Está claro, com base em depoimentos, que para o enfrentamento deste grave problema social e de saúde pública será necessário grande envolvimento e comprometimento de toda a sociedade e implementação de políticas públicas integradas. Dentro destas políticas, o SUS já combalido por crônica falta de recursos tem o desafio de rever conceitos e, ao mesmo tempo, ampliar, reestruturar e integrar seus serviços, especialmente na área de saúde mental e atenção aos dependentes químicos. Sinopse 07 HESIO CORDEIRO, Coordenador do Mestrado em Saúde da Família da UNESA, membro do PDT Tese: O Direito e Qualidade no SUS A reforma sanitária está longe de estar concluída, cabendo ao PDT e outros partidos democráticos levar adiante a qualidade dos serviços de saúde Sinopse 08 PAULO MAC DONALD GHISI, PREFEITO DE FOZ DO IGUAÇU (PR) Tese: Saúde, estruturas físicas Os projetos de postos de saúde não têm levado em consideração a situação dos pacientes: é reservado para eles a espera em corredores mal ventilados, mal iluminados e apertados; ao mesmo tempo em que consultórios precisam de equipamentos mínimos, como ar-condicionado e banheiro privativo. Nossa proposta é um novo modelo de posto de saúde, com ampla sala central, iluminação, ventilação etc.. (...) O acúmulo de pessoas é um verdadeiro horror nos hospitais e pronto-atendimentos, por conta da demora nos atendimentos. É normal que feridos aguardem até 10 dias por uma avaliação médica. A rapidez na avaliação resolveria o acúmulo e o amontoamento de pessoas nas instalações. Em anexo, nossa planta para UPA. (...) Sugestão de horários para equipes, prazo para fornecimento de laudos, para exames laboratoriais etc. (...) Cada vez mais a gestão hospitalar se transforma em objeto de administradores capacitados com o que de melhor há na ciência de gestão. (...) É indispensável a avaliação permanente dos resultados do trabalho nos postos, com o objetivo de saber se os recursos aplicados estão produzindo os resultados esperados.

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