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1 Revista Jurídica FACULDADES COC Ano VII - Nº 7 - Outubro 2010 ISSN

2 CONSELHO EDITORIAL O Conselho Editorial da Revista Jurídica FACULDADES COC é composto por docentes convidados das FACULDADES COC e outras intituições de ensino superior, bem como profissionais da área jurídica. Alexandre de Moraes Aloísio Pires de Castro André Luiz Carrenho Geia Andrey Borges de Mendonça Antônio Alberto Machado Augusto MArtinez Perez Carlos Alexandre Domingos Gonzales Cláudia Regina de Brito Cleuber Rufino da Silva Dirceu José Vieira Chrysostomo Eliana Cristina Stankevicius Ferreira Elizabete David Novaes Enio Santarelli Zuliani Fabiana Cristina Severi Fernanda Elias Zucarelli Fernando H Costa Roxo da Fonseca Gilberto Andrade de Abreu Giovanni Comodaro Ferreira Guacy Sibille Leite Iara Romeiro Silva Santiago Jair Manoel Casquel Júnior João Fernando Ostini Joceli Mara Magna Jorge Antônio Conti Cintra José Carlos Evangelista Araújo José Gaspar Figueiredo Menna Barreto José Roberto Bernardi Liberal José Rodrigues Arimatéa Juliano Fernandes Escoura Leopoldo Rocha Soares Lucas de Souza Lehfeld Luciano Alves Rossato Marcelo Garcia Nunes Marcelo Velludo Garcia de Lima Márcia Cristina Samapaio Mendes Maria Cláudia de Jesus Machado Maria Ester V. Arroyo Monteiro de Barros Maria Gabriela Jahnel de Araújo Maria Hylma Alcaraz Carmona Maurício Lins Ferraz Noemi Olimpia Costa Pereira Sibille Olavo Augusto Vianna Alves Ferreira Paulo Roberto Colombo Arnoldi Paulo Sá Elias Ronaldo Batista Pinto Sebastião Donizete Lopes dos Santos Sérgio Ricardo Vieira Sérgio Roxo da Fonseca Sílvio César Oranges

3 EXPEDIENTE A Revista Jurídica FACULDADES COC é uma publicação anual do curso de Direito das FACULDADES COC - Ribeirão Preto - São Paulo (Brasil). CHAIM ZAHER Presidente do Sistema COC de Educação e Comunicação ADRIANA BAPTISTON CEFALI ZAHER Vice - Presidente do Sistema COC de Educação e Comunicação NILSON CURTI Diretor Superintende do Sistema COC de Educação e Comunicação DURVAL ANTUNES FILHO Diretor-Geral das FACULDADES COC FERNANDO H. COSTA ROXO DA FONSECA Diretor de Governança Corporativa ROMUALDO GAMA CEFORP - Centro de Formação de Professores das FACULDADES COC DIRCEU JOSÉ VIEIRA CHRYSOSTOMO Coordenador do Curso de Direito Editor Responsável Instituto de Ensino Superior COC CNPJ (MF) / Rua Abrahão Issa Halack, Ribeirânia Ribeirão Preto - São Paulo Tel. (16) * As opiniões expressas pelos autores em seus trabalhos, artigos e entrevistas não refletem necessariamente a opinião das FACULDADES COC, do Sistema COC de Educação e Comunicação, de seus mantenedores, diretores, coordenadores, docentes, discentes e membros do Conselho Editorial. Por terem ampla liberdade de opinião e de crítica, cabe aos colaboradores das Revistas Jurídicas FACULDADES COC a responsabilidade pelas ideias e pelos conceitos emitidos em seus trabalhos. ** Não serão devidos direitos autorais ou qualquer remuneração pela publicação dos trabalhos nas Revistas Jurídicas FACULDADES COC. O autor recebrá gratuitamente um exemplar da revista (versão impressa) em cujo número seu trabalho tenha sido publicado. ACEITAMOS PERMUTA - EXCHANGE DESIRED INTERCÂMBIO DESEÓ - ÉCHANGE DESIRÉ

4 Ficha Catalográfica R281 Revista Jurídica UNICOC / Faculdades COC. Ano 1. n.1 (jun.2004) -.- Ribeirão Preto, SP: Editora COC, Ano VII. n. 7 (out. 2010) Anual ISSN: (versão impressa) 1. Ciências Jurídicas. 2. Direito Nacional. 3. Direito Internacional. 4. Doutrina. 5. Jurisprudência. I. Faculdades COC. II. Revista Jurídica UNICOC. CDD 340

5 SUMÁRIO O DIREITO INTERNACIONAL DO TRABALHO E O DESAFIO DA EFETIVAÇÃO DO TRABALHO DECENTE PARA AS TRABALHADORAS DOMÉSTICAS...11 Beatriz Rigoleto Campoy ABORTO: ASPECTOS JURÍDICOS E POLÍTICOS...23 André Gonçalves Fernandes A EMPRESA INDIVIDUAL DE RESPONSABILIDADE LIMITADA...33 Wagner José Penereiro Armani OS TRATADOS INTERNACIONAIS E SEUS REFLEXOS JURÍDICOS NA ORDEM INTERNA BRASILEIRA...45 Paulo Henrique Miotto Donadeli GLOBALIZAÇÃO E OIT: ANÁLISE SÓCIO-JURÍDICA DAS MUDANÇAS DO MUNDO DO TRABALHO E DO DIREITO DO TRABALHO...57 César Augusto R. Nunes ASSÉDIO PROCESSUAL NO PROCESSO DO TRABALHO...73 Bruno Hiroshi Kuae Neves LUHMANN E OS SISTEMAS SOCIAIS: APORTES TEÓRICOS PARA A COMPREENSÃO DO DIREITO AUTOPOIÉTICO...87 Jailson José Gomes da Rocha ASSEMBLÉIAS GERAIS EM MEIO ELETRÔNICO: VALIDADE E EFICÁCIA JURÍDICA Felipe Alberto Verza Ferreira REFLEXÕES CRÍTICAS SOBRE A PRESCRIÇÃO TRINTENÁRIA RELATIVA AO FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO - FGTS Mario Augusto Carboni O NEXO TÉCNICO EPIDEMIOLÓGICO PREVIDENCIÁRIO E A GARANTIA DA ESTABILIDADE PROVISÓRIA NOS CONTRATOS DE TRABALHO Thássia Proença Cremasco Gushiken SOBRE UM ENSINO JURÍDICO MAIS ZETÉTICO NO BRASIL Samuel Mendonça / Felipe Adaid HOMOCONJUGALIDADE E HOMOPARENTALIDADE: REGULAMENTAÇÕES JURÍDICAS DAS UNIÕES ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO Letícia Duarte Hernandez / Elizabete David Novaes / Karina Prado Franchini Bizerra

6 OS LIMITES DA PUBLICIDADE NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO Cleuber Rufino / Leticia Pozzer de Souza O PODER DE INVESTIGAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO Paulo José Freire Teotônio / Carla Toloi Pereira

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9 O DIREITO INTERNACIONAL DO TRABALHO E O DESAFIO DA EFETIVAÇÃO DO TRABALHO DECENTE PARA AS TRABALHADORAS DOMÉSTICAS BEATRIZ RIGOLETO CAMPOY 1 Resumo O trabalho doméstico remunerado constitui-se hoje como uma das atividades mais realizadas por mulheres em todo o mundo. Caracterizado pela informalidade, clandestinidade e precariedade esta atividade fez com que a Organização Internacional do Trabalho - OIT aprovasse no ano de 2011 a Convenção nº 189, que visa garantir o trabalho decente para trabalhadores e trabalhadoras domésticas em todo o mundo. Desde modo, o presente artigo visa revelar o atual cenário mundial referente ao trabalho doméstico remunerado, tendo em vista os parâmetros do direito internacional do trabalho, sua constituição, organização, princípios e objetivos. Palavras-Chave: Trabalho doméstico remunerado, convenção 189, trabalho decente, direito internacional do trabalho, OIT. INTRODUÇÃO A Organização Internacional do Trabalho adotou em Junho de 2011 a Convenção nº 189, a qual visa estabelecer parâmetros internacionais de garantia ao trabalho decente para trabalhadores domésticos em todo o mundo. Embora constitua um grande avanço na promoção do trabalho decente este documento, ainda não ratificado por nenhum Estado membro, suscita diversas discussões acerca de sua viabilidade e até necessidade. Deste modo, questiona-se, no presente trabalho, quais as razões que levaram a OIT a adotar este documento, e neste sentido, qual o papel do direito internacional do trabalho na proteção do trabalho decente atualmente? Para responder a estes questionamentos é necessário, em primeiro lugar, contextualizar o trabalho doméstico remunerado na atualidade, ou seja, como este desenvolvese no Brasil e no mundo, além de esclarecer sob que aspectos históricos ele se desenvolveu e quais os estigmas que ainda carrega. Este exercício de delimitação temporal e espacial da referida atividade nos ajudará a compreender sua importância na sociedade atual, bem como as razões que levaram a OIT a aprovar e adotar a referida convenção no ano de Em seguida, busca-se delinear a importância do direito internacional do trabalho na proteção do trabalho decente, não sem antes retomar a história, estrutura e princípios da mais importante instância internacional 1 Bacharel em Direito pelas Faculdades Integradas Antônio Eufrásio de Toledo de Presidente Prudente/ SP, Especialista em Direitos Humanos e Democracia pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, Mestranda em Sociologia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

10 12 Revista Jurídica FACULDADES COC de proteção dos direitos dos trabalhadores, a Organização Internacional do Trabalho. Com isso almeja-se traçar um panorama da relevância da temática do trabalho doméstico remunerado na atualidade no contexto do atual direito internacional do trabalho. O TRABALHO DOMÉSTICO REMUNERADO NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA: FLUXOS MIGRATÓRIOS E CADEIAIS GLOBAIS DE CUIDADOS A Organização Internacional do Trabalho estima que existam hoje cerca de 100 milhões de trabalhadores domésticos em todo o mundo, dos quais 83% são mulheres e meninas, na sua maioria imigrante. Segundo ainda a OIT, o trabalho doméstico remunerado é essencial para a manutenção da economia mundial, sendo certo que nos países em desenvolvimento chega a representar 10% da mão-de-obra feminina (OIT, 2010; Glantz, 2005). No entanto, esta atividade carrega o estigma da subvalorização econômica, do colonialismo, da informalidade e da desigualdade de gênero (OIT, 2010; Schwenken e Heimschoff, 2011). Estes fatores refletem-se na proteção jurídica dada ao trabalho doméstico remunerado que, apesar da heterogeneidade de situações encontradas consoante o país analisado, possui um fator em comum, qual seja, a desigualdade normativa existente relativa às demais atividades laborais (Smith, 2000). Um exemplo disto é o fato de em países industrializados como a Suíça, Canadá, Dinamarca, Finlândia e Japão os trabalhadores domésticos não terem direito as garantias relativas ao salário mínimo, por exemplo. Quanto à jornada de trabalho, cerca de metade dos países abrangidos pelo estudo Decent Work for Domestic Workers da OIT não possui jornada laboral delimitada por lei para os trabalhadores domésticos (OIT, 2010). No Brasil constitui-se a seguinte realidade, a qual se pode depreender do Relatório de 2011 do Grupo de Trabalho sobre o Trabalho Doméstico designado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo Federal (Secretaria de Políticas para as Mulheres, 2011), desenvolvido com base no Programa Nacional por Amostra de Domicílio de 2008, segundo o qual está estimado o dado de que o trabalho doméstico remunerado constitua 15,8% do total da mão-de-obra feminina no Brasil, o que representa o número de 6,2 milhões de mulheres. Deste percentual 74,2% de trabalhadoras não possuem inscrição na Segurança Social através de registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social CTPS. Ademais, entre as trabalhadoras negras este percentual é ligeiramente maior, pois equivale a 76% do total de mulheres pesquisadas. Em relação à carga horária de trabalho, que para os demais trabalhadores no Brasil corresponde a 8 horas de ativação por dia, não excedendo 44 horas semanais, este número chega a atingir, em média, 36,5 horas por semana, muito embora em algumas

11 Revista Jurídica FACULDADES COC cidades este percentual seja ainda mais elevado. Quanto à remuneração percebida, o rendimento médio mensal entre as trabalhadoras com registro na Previdência Social é de R$ 350,77, (trezentos e cinquenta Reais e setenta e sete centavos), enquanto que a renda média de empregadas de outras categorias chega a R$ 826,11 (oitocentos e vinte e seis Reais e onze centavos). Pode-se perceber dos dados acima citados dois pontos principais: em primeiro lugar, o trabalho doméstico remunerado continua a ter uma grande expressividade na sociedade contemporânea tanto nos países desenvolvidos quanto naqueles em desenvolvimento, contrariando as expectativas lançadas nos anos do século XX, de que este tipo de atividade tenderia a se extinguir nas sociedades industrializadas. E em segundo lugar, apesar de ainda subsistir hodiernamente esta atividade continua a carregar o estigma da precariedade e de valores arcaicos como a discriminação de gênero e de raça, do colonialismo e de todas as formas de violência e elas inerentes. Neste sentido, duas questões são aqui de extrema importância para compreender o porquê da persistência desta atividade nos dias de hoje, bem como das características acima citadas: a primeira refere-se às cadeias globais de cuidados e a segunda aos fluxos migratórios por ela acarretados. Cadeias globais de cuidados foi a terminologia utilizada por Hondagneu-Sotelo (2007) para um fenômeno típico da sociedade contemporânea, qual seja, a delegação das tarefas de cuidados. Sabe-se que as mulheres foram historicamente incumbidas da realização das tarefas de cuidados típicas do espaço privado, também conhecidas como tarefas de reprodução, enquanto aos homens cabia o desenvolvimento das tarefas de produção, típicas do espaço público. Os anos 1970 marcaram uma transformação nesta realidade, principalmente nos países industrializados ou em processo de industrialização com a entrada maciça das mulheres no mercado de trabalho (Hirata e Kergoat, 2007). A questão colocada neste período foi, mas quem realizaria as tarefas de cuidados para as mulheres inseridas no mercado de trabalho? Embora algumas discussões acerca da divisão das tarefas de cuidados no seio das famílias entre homens e mulheres tenham surgido neste período, persistiu o modelo da atribuição exclusiva do trabalho reprodutivo às mulheres (Hirata e Kergoat, 2007). Uma pesquisa comparada entre a França e os Estados Unidos da América demonstra que o tempo gasto pelas mulheres maiores de 15 anos com trabalho doméstico nos Estados Unidos é de 3 horas e 24 minutos por dia, enquanto dos homens é de 1 hora e 9 minutos. Já na França o tempo gasto pelas mulheres é de 4 horas e 38 minutos por dia e pelos homens de 2 horas e 4 minutos (Rizavi e Sofer, 2008). Deste modo, a solução encontrada foi a delegação destas tarefas para outras mulheres. E quem seriam estas outras mulheres? No caso dos países desenvolvidos são imigrantes oriundas de países em desenvolvimento, normalmente que já possuem um histórico de 13

12 14 Revista Jurídica FACULDADES COC colonialismo. No caso brasileiro são mulheres que migram de regiões menos industrializadas para regiões mais industrializadas. Este fluxo migratório caracterizado pela realização de tarefas de cuidados denomina-se cadeias globais de cuidados (Hondagneu-Sotelo, 2007). Estas trabalhadoras imigram muitas vezes através de redes ilegais, são vítimas de tráfico de seres humanos e devido a sua condição de ilegalidade submetidas as mais diversas formas de tratamentos desumanos e degradantes. Tereza Kleba Lisboa (2007) cita algumas das principais violações sofridas por estas trabalhadoras: [...] a falta de comprometimento por parte dos patrões em relação à regularização dos papéis, documentos legais ou visto de permanência; estando ilegais no país não possuem acesso aos serviços básicos, e quando adoecem não possuem plano de saúde que cubra atendimento e tratamento de doenças; o não pagamento de horas extras; os baixos salários ou a negação de salário para mulheres que comunicam aviso prévio ; a violência e abuso sexual por parte dos patrões. (Lisboa, 2007: 810) Em relação à sociedade brasileira, muito embora a mão-de-obra estrangeira para a realização destas atividades não seja comum, estas trabalhadoras são oriundas de classes sociais mais baixas, o que aumenta sua condição de vulnerabilidade social. Pode-se concluir, portanto, que o trabalho doméstico remunerado na atualidade envolve questões preocupantes de violações aos direitos humanos como o tráfico de pessoas, a violência domésticas, trabalho infantil e condições precárias de segurança e saúde destas trabalhadoras. Em suma, foi a partir desta realidade que após um longo período de discussões, estudos e negociações que a Organização Internacional do Trabalho adotou a Convenção nº 189, denominada Convenção sobre o Trabalho Decente para as Trabalhadoras e os Trabalhadores Domésticos, fato este ocorrido na 100ª Conferência Internacional do Trabalho. Consta no preâmbulo desta convenção: As trabalhadoras/es domésticas/os seguem, portanto, sendo vítimas frequentes de violação dos direitos humanos e dos direitos fundamentais no trabalho, como o trabalho forçado, o trabalho infantil e a discriminação. O trabalho doméstico é uma das atividades para as quais a noção de trabalho decente2 tem especial importância e, considerando as discriminações de gênero e raça envolvidas, tem estreita relação com a questão mais ampla da igualdade de oportunidades e tratamento no mundo do trabalho (OIT, 2011: 02). Neste sentido, a Convenção de 127 artigos subdivide-se da seguinte maneira: os artigos 1ª e 2º conceituam o que deve se compreender por trabalho doméstico remunerado e as atividades que não são abrangidas por este conceito, delimitando, assim, a cobertura da Convenção; os artigos 3º e

13 Revista Jurídica FACULDADES COC 4º prevêem respectivamente a implementação de medidas, por cada Estado, para a efetivação dos direitos humanos e dos direitos fundamentais do trabalho e o combate ao trabalho infantil doméstico estabelecendo a idade mínima para a realização desta atividade em consonância com as Convenções nº 138 e nº 182 da própria OIT; O artigo 5º determina a adoção de medidas de combate aos abusos, assédios e violências; O artigo 6º a efetivação de condições de emprego equitativas e trabalho decente; o artigo 7º estabelece termos e condições mínimas que devem conter nos contratos de trabalho para esta categoria; o artigo 8 trata especificamente da proteção às trabalhadoras domésticas imigrantes, como a exigência de contrato escrito nos termos do artigo 7º assinado no país de origem além de oferta de emprego também por escrito; O artigo 9º garante a liberdade de manter a posse de seus documentos, de decidir a respeito de sua moradia, bem como, se acompanha ou não os empregadores em suas férias; O artigo 10º requer a regulamentação da jornada de trabalho, a garantia de descansos diários e semanais, o gozo de férias e o período que o empregado fica a disposição do empregador. Ademais, os outros artigos versam sobre remuneração mínima, limites para o pagamento in natura, condições de saúde e segurança no ambiente de trabalho, inspeção no local do trabalho, além de estabelecer regras para as agências de empregos privadas que atuam nessa área específica. Consta ainda no artigo 18 que as disposições da Convenção devem ser colocadas em prática de acordo com a legislação e práticas nacionais (OIT, 2011). Diante de tantas discussões acerca da referida Convenção faz-se importante estabelecer qual a relevância do contexto social que levou a sua adoção, e qual o seu real conteúdo. Pode-se notar que não há se não medidas que visam a garantia de direitos humanos do trabalhador. Quanto a equiparação de diretos prevista no artigo 6º esta refere-se a: ( ) condições de emprego e trabalho decentes e deverá ocorrer de acordo com as condições sociais, políticas e econômicas de cada país (OIT, 2011). Isto demonstra a importância deste documento no combate a discriminações e violações dos direitos humanos do trabalhador de uma parcela da população tão vulnerável e excluída. Este não por acaso vem sendo o papel do direito internacional do trabalho no cenário mundial, ou seja, o estabelecimento de padrões mínimos, de modelos de conduta a serem seguidos pelos Estados na garantia dos direitos dos trabalhadores. É neste sentido que no próximo tópico será traçado um sucinto quadro teórico do direito internacional do trabalho, mais especificamente de seu organismo por excelência, a OIT. Qual a sua origem, sua composição, suas atividades e seus princípios que hoje representam o maior valor protetivo no universo do direito do trabalho. 15

14 16 Revista Jurídica FACULDADES COC DIREITO INTERNACIONAL DO TRABALHO NA BUSCA PELA EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS DO TRABALHADOR O direito internacional do trabalho possui hoje um papel essencial na garantia dos direitos dos trabalhadores e do trabalho decente em todo o mundo. Trata-se de uma função histórica que começou a ser galgada com a constituição da Organização Internacional do Trabalho na Conferência da Paz assinada após o fim da Primeira Guerra Mundial, em Versalhes (França), no mês de Julho de Em 1944 os Delegados da Conferência Internacional do Trabalho adotaram a Convenção da Filadélfia como anexa a Constituição da OIT contendo seus princípios e objetivos. Este documento antecipou a criação da Organização das Nações Unidas em 1946 e a incorporação da OIT a sua estrutura como sua primeira agência especializada (Alvarenga, 2008). Segunda Rúbia Zanotelli de Alvarenga: A idéia da internacionalização da legislação social trabalhista surgiu, portanto, na primeira metade do século XX, quando se generalizou, em diversos estados nacionais, a tese de que o Estado deveria intervir nas relações sociopolíticas e econômicas, para assegurar um mínimo de direitos sociais aos indivíduos. Esse movimento da classe operária subsidiou o nascimento do direito social ao trabalho, que é considerado como um dos direitos fundamentais de segunda geração (Alvarenga, 2008: 03). Devido a sua construção histórica como órgão de proteção não só dos trabalhadores, mas das relações de trabalho tidas como essenciais para o desenvolvimento da humanidade e manutenção da paz, a OIT é estruturada de uma maneita sui generes em relação aos demais órgãos componentes da estrutura da Organização das Nações Unidas. Neste sentido, a OIT possui o chamado sistema de cooperação técnica tripartida composta por representantes dos empregadores, dos trabalhadores e dos Estados membros. A partir deste sistema formam-se três órgãos, a Conferência Internacional do Trabalho, o Conselho de Administração e a Repartição Internacional do Trabalho. O primeiro é na verdade uma assembléia-geral dos Estados membros, responsável pela elaboração das convenções e suas referentes regulamentações. Esta convenção possui quatro representantes de cada governo membro, dois delegados representantes dos Estados, um delegado representante dos trabalhadores e um delegado representante dos empregadores (Alvarenga, 2008). É importante ressaltar que este é o principal órgão de deliberação política da OIT, uma vez que, como já referido, é o responsável pela elaboração e aprovação de convenções. As convenções nada mais são que os tratados internacionais no âmbito da OIT. Segundo Maurício Godinho Delgado:

15 Revista Jurídica FACULDADES COC Convenções são espécies de tratados. Constituem-se em documentos obrigacionais, normativos e programáticos aprovados por entidade internacional a que aderem voluntariamente seus membros. Não obstante ser este o uso corrente da expressão, na verdade as convenções podem ser também subscritas apenas por Estados, sem a participação de entes internacionais. Tendencialmente, contudo, a Organização das Nações Unidas e a Organização Internacional do Trabalho (esta sempre) têm atribuído o nome convenção aos tratados multilaterais adotados por suas assembléia e conferências (Delgado, 2008: 154). 17 A Convenção Internacional do Trabalho ainda é responsável pela edição de recomendações que constituem, por sua vez em diploma programático expedido por ente internacional enunciando aperfeiçoamento normativo considerado relevante para ser incorporado pelos Estados (Delgado, 2008: 155). A principal diferença entre as convenções e as recomendações é que as segundas não constituem fontes formais do Direito e não vinculam os organismos celebrantes à direitos e obrigações. Já as primeiras são fontes formais do Direito. Importante ressaltar que hodiernamente existem duas formas de ingresso dos tratados e convenções internacionais no ordenamento jurídico brasileiro. O primeiro é que com a ratificação (devido ao principio da soberania do Estado) estas normas ingressariam no ordenamento jurídico como o status de normas infraconstitucionais, devendo submeter-se oportunamente a análise de sua constitucionalidade. Ocorre que a Emenda Constitucional nº 45 de 2004 introduziu o parágrafo 3º ao artigo 5º que determina que os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que tenham sido aprovados com rito e quorum similares aos de emenda ingressem no ordenamento jurídico como o status de normas constitucionais (Delgado, 2008). Retomando a questão da composição da OIT, o conselho de administração é um órgão de gestão responsável pela elaboração e execução de políticas e programas da entidade. É composto por 56 pessoas, sendo 28 representantes dos governos, 14 representantes dos trabalhadores e 14 representantes dos empregadores (Alvarenga, 2008). Dos 28 representantes dos governos 10 são nomeados pelos Estados membros de maior importância industrial e 18 pelos delegados de cada Estado membro excluídos os 10 de maior importância industrial. Os representantes dos trabalhadores e empregadores são eleitos entre seus membros. Por fim, a Repartição Internacional do Trabalho é um secretariado técnico-administrativo responsável pela realização dos objetivos da OIT e será coordenado por um diretor-geral nomeado pelo Conselho de Administração, segundo Rúbia Alvarenga: Assim, a repartição internacional do trabalho terá por funções

16 18 Revista Jurídica FACULDADES COC centralizar e distribuir todas as informações referentes à regulamentação internacional da condição dos trabalhadores e do regime do trabalho, particularmente o estudo das questões que lhe compete submeter às discussões da conferência para concluir as convenções internacionais, assim como realizar todos os inquéritos especiais prescritos pela conferência ou pelo conselho de administração (Alvarenga, 2008: 05). Pode-se depreender desta síntese da estrutura da Organização Internacional do Trabalho que esta funda-se no diálogo social e na cooperação não somente entre os Estados membros, mas também entre os representantes dos trabalhadores e empregadores na busca por relações de trabalho decentes e pelo respeito aos direitos humanos do trabalhador. Este fato ajuda na compreensão dos princípios que fundamentam a OIT, sempre voltados para a primazia da cooperação, do respeito mútuo entre os Estados membros e seus integrantes e, principalmente, pela primazia dos direitos humanos do trabalhador. Antes de fazer menção aos princípios próprios da OIT, é importante ressaltar que esta, por ser um organismo da Organização das Nações Unidas, vincula-se ainda aos princípios do direito internacional público, quais sejam: independência e igualdade jurídica, da boa-fé, manutenção da paz, proibição da ameaça, obrigação de cooperação internacional e da não ingerência nas matérias exclusivas do Estado (REZEC, 2005; Silva, 2002). Mas a OIT submete-se ainda aos princípios fundamentais do direito internacional do trabalho reconhecidos pela Convenção de Filadélfia ou Declaração Relativa aos Fins e Objetivos da Organização Internacional do Trabalho. São quatro os princípios fundamentais do direito internacional do trabalho. O primeiro que o trabalho não é uma mercadoria (OIT, 2007). Trata-se de um princípio fundamental ao posicionamento da OIT no cenário internacional, o da proteção do trabalho como referencial de desenvolvimento humano que deve ser preservado de qualquer forma de mercantilização que retire do trabalhador sua dignidade. Este princípio encontra-se em consonância com o próprio surgimento da OIT como um organismo de proteção das relações de trabalho contra abusos que levem a miséria, a degradação do trabalhador e coloque em risco a paz social (Delgado, 2006). O segundo princípio é o de que a liberdade de expressão e associação é uma condição indispensável para um progresso constante (OIT, 2007). Este princípio preza pela liberdade de criação e adesão a sindicatos, partidos políticos e associações de trabalhadores, bem como de expressão do pensamento. Entende-se que o trabalho decente somente pode se concretizar com liberdade e que o progresso está baseado no diálogo social proporcionado por uma arena pública livre em que os atores encontrem-se em igualdade de condições. O terceiro princípio pressupõe que a pobreza onde quer que exista constitui um perigo para a prosperidade de todos (OIT, 2007). Para a OIT o

17 Revista Jurídica FACULDADES COC combate a pobreza é tão importante para a manutenção de uma sociedade justa e pacifica que ela a elevou a um status de princípio. A eliminação da pobreza e, principalmente da pobreza dos trabalhadores e de todas as mazelas dela consequente, são essenciais à manutenção da dignidade da pessoa humana. Por fim a Declaração considera que a luta contra a necessidade deve ser conduzida com uma energia inesgotável por cada nação e através de um esforço internacional contínuo e organizado pelo qual os representantes dos trabalhadores e dos empregadores, colaborando em pé de igualdade com os dos Governos, participem em discussões livres e em decisões de caráter democrático tendo em vista promover o bem comum (OIT, 2007). Este princípio constitui a própria essencial da OIT, calcada no diálogo social, na democracia e na luta contra qualquer violação ao trabalho decente e aos direitos dos trabalhadores. Esta breve reconstituição da formação histórica, organizacional e principiológica da OIT demonstra seu papel na constituição e desenvolvimento do direito internacional do trabalho e sua importância na atualidade. Em um cenário mundial marcado pela precarização das relações de trabalho, aumento da pobreza entre os trabalhadores e, principalmente, pelas desigualdades no mercado de trabalho (Santos, 2002; Antunes, 1995) o papel da OIT na criação de normas internacionais, pautadas nos princípios do direito internacional do trabalho, afigura-se primordial para a proteção dos trabalhadores, principalmente aqueles mais vulneráveis. São precedentes internacionais capazes de vincular os três poderes e trazer inovações importantes ao ordenamento jurídico nacional (Trindade, 2000). 19 CONSIDERAÇÕES FINAIS Buscou-se compreender no presente trabalho qual o cenário internacional que leve ou a OIT a aprovar a Convenção nº. 189 que versa sobre o trabalho decente para as trabalhadoras domésticas, e neste sentido, qual o papel do direito internacional do trabalho na atualidade. Pode-se concluir que em relação ao trabalho doméstico remunerado, não obstante as previsões de meados do século XX acerca de sua potencial extinção, este manteve-se presente em todo o mundo porém com uma nova configuração, caracterizada pelos fluxos migratórios, pelas cadeias globais de cuidados e pelas condições de informalidade, clandestinidade e demais formas de violações aos direitos humanos. Este cenário já seria capaz de explicar o porquê da aprovação da referida Convenção no ano de 2011, mas a própria formação histórica do direito internacional do trabalho e de seu principal órgão, a OIT, dão ainda mais respaldo a referida Convenção. Sem dúvidas, a defesa dos direitos humanos do trabalhador, do trabalho decente, da democracia, do diálogo

18 20 Revista Jurídica FACULDADES COC social, bem como o combate a pobreza sempre foram os referenciais desta destacada organização. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALVARENGA, Rúbia Zanotelli de. A Organização Internacional do Trabalho e a proteção aos Direitos Humanos do trabalhador. Âmbito Jurídico, Rio Grande, XI, nº5, Disponível em: site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=2510http. Acesso em maio ANTUNES, Ricardo. Adeus ao trabalho? Ensaio sobre as metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho. 12º ed. Campinas-SP: Editora da Universidade Estadual de Campinas, DELGADO, Gabriela Neves. Direito fundamental ao trabalho digno. São Paulo: LTr, DELGADO, Maurício Godinho. Curso de direito do trabalho. 7ºed. São Paulo: LTr, GLANTZ, Namino M. Moving maids: dynamics of domestic service and development Political and Cultural. 23, , HIRATA, Helena e Kergoat, Daniele. Novas configurações da divisão sexual do trabalho. Cadernos de Pesquisa 132 (37), , HONDAGNEU-SOTELO, Pierrette. The job today. in Hondagneu-Sotelo, PierretteDoméstica: Immigrant workers cleaning and caring in the shadows of affluence. California: University of California Press, 1-28, LISBOA, Teresa Kleba. Fluxos migratórios de mulheres para o trabalho reprodutivo: a globalização da assistência. Revista Estudos Feministas. 15(3), ,2007. ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL do TRABALHO. Documentos Fundamentais da OIT. Gabinete para a Cooperação do Ministério do Trabalho e da Solidariedade de Portugal. Lisboa, Trabalho digno para o trabalho doméstico. Bureau Internacional do Trabalho Relatório IV (1) da Conferência Internacional do Trabalho 99ª. Genebra, 2010.

19 Revista Jurídica FACULDADES COC. Convenção e Recomendação sobre Trabalho Decente para as Trabalhadoras e os Trabalhadores Domésticos. Escritório no Brasil. Brasília, REZEK, José Francisco. Direito internacional público. 10ª. Ed. São Paulo: Saraiva, RIZAVI, Sayyid Salman e Sofer, Catherine. Trabalho doméstico e organização do tempo dos casais: uma comparação internacional. in Oliveira Costa, Albertina de et al. Mercado de trabalho e gênero: comparações internacionais. Rio de Janeiro: Editora FGV, ,2008. SANTOS, Boaventura de Sousa. Os processos da globalização in SANTOS, Boaventura de Sousa. A Globalização e as Ciências Sociais. São Paulo, Cortez Editora, Capítulo 1, p , SCHWENKEN, Helen e Heimeshoff, Lisa-Marie. Domestic workers count: global data on an often invisible sector Kassel. Kassel University Press, SECRETARIA DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES. Relatório do Grupo de Trabalho sobre os impactos socioeconômicos de uma proposta de ampliação dos direitos assegurados aos trabalhadores e trabalhadoras domésticas previsto na Constituição Federal. Brasília: Secretaria de Políticas para as Mulheres, SILVA, Roberto Luiz. Direito internacional público. 2ª. Ed. Belo Horizonte: Del Rey, SMITH, Peggie R. Regulating paid household work: Class, gender, race and agendas of reform. American University Law Review. 48 (4), ,1999. TRINDADE, Antonio Augusto Cançado. O amplo alcance das obrigações convencionais internacionais em material de proteção dos direitos humanos. In Trindade, Antonio Augusto Cançado: A proteção internacional dos direitos humanos e o Brasil. Brasília: Editora da Universidade de Brasília, 2000.

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