Kenia Alberto Tolêdo

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1 UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO COORDENAÇÃO DE PÓS-GRADUAÇAO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO "LATO SENSU" EM PRODUÇÃO E REPRODUÇÃO DE BOVINOS BRUCELOSE BOVINA Kenia Alberto Tolêdo Brasília, set. 2006

2 KENIA ALBERTO TOLÊDO Aluna do Curso de Especialização Lato sensu em Produção e Reprodução de Bovinos BRUCELOSE BOVINA Trabalho monográfico do curso de pós-graduação "Lato Sensu" em Produção e Reprodução de Bovinos apresentado à UCB como requisito parcial para a obtenção de título de Especialista em Produção e Reprodução de Bovinos, sob a orientação do Prof. Dr.Luís Fernando Fiori Castilho. Brasília, set. 2006

3 BRUCELOSE BOVINA Elaborado por Kenia Alberto Tolêdo Aluna do Curso de Produção e Reprodução de Bovinos da Qualittas Foi analisada e aprovada com grau:... Brasília, de de. Membro Membro Professor Orientador Presidente Brasília, set. 2006

4 Agradecimentos A Deus, minha família, ao meu Orientador e a Carol pela ajuda e paciência que teve durante a realização desse trabalho.

5 RESUMO Em 10 de Janeiro de 2001, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento lançou o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT). Esse programa deverá ser implementado por todas as unidades federativas brasileiras, respeitando suas especificidades. Assim sendo, com o intuito de colaborar com esse processo, esta monografia, composta por uma revisão da doença, foi elaborada abordando temas como: histórico, situação no Brasil, sinais clínicos, transmissão, diagnóstico, controle e prevenção, tratamento, saúde pública entre outros. PALAVRAS-CHAVE: Brucelose, abortamento, sorodiagnóstico, epidemiologia, Brucella abortus. ABSTRACT BRUCELLOOSIS. On January 10 th, 2001, the Brazilian Ministry of Agriculture [Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento] launched the National Program for Control and Eradication of Brucellosis and Tuberculosis [Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT)].This program is to be implemented in all Brazilian states according to the specificities of each of them. This article was written in order to collaborate with process. It is review on brucellosis and involves the following aspects: historic, situation of Brazil, clinical manifestations, transmission, diagnosis, control end prevention, treatment end public heth. KEY WORDS: Brucellosis, abortion, serodiagnosis, epidemiology, Brucella abortus.

6 SUMÁRIO Resumo... iv 1- Introdução Objetivo Histórico Histórico no Brasil Iniciativas Brasileiras no Combate à Brucelose Bovina Situação no Brasil Perdas Econômicas Sinonímia Etiologia Isolamento Resistência Transmissão Patogenia Reservatórios Geográficos e Zoológicos Sinais Clínicos Diagnóstico Diagnóstico clínico Diagnóstico laboratorial Diagnóstico laboratorial indireto Testes de triagem Testes confirmatórios Diagnóstico laboratorial direto Novos métodos de diagnóstico Diagnóstico patológico... 21

7 17- Prognóstico Controle e prevenção Vacinação Vacina B Vacina não indutora de anticorpos aglutinantes (amostra RB51) Tratamento Diagnóstico diferencial Saúde pública Conclusão Referências Bibliográficas Anexos Anexo 1- Fotos Anexo 2- Legislação PNCEBT... 36

8 1- INTRODUÇÃO Brucelose é uma doença bacteriana infecciosa causada por membros do gênero Brucella. Brucella são parasitos obrigatórios que necessitam de um animal hospedeiro para sua manutenção. As infecções tendem a se localizar no sistema retículo endotelial e no trato genital, tendo como sinais clínicos mais comuns abortos em fêmeas e epididimite e orquite em machos (HIRSH et al., 2003). A brucelose é uma antropozoonose de evolução preferencialmente crônica, caracterizada pela infecção das células do sistema mononuclear fagocitário (METCALF et al., 1994). Além dos problemas causados à saúde pública, a brucelose também gera prejuízos econômicos ao tornar-se o produto vulnerável às barreiras sanitárias, comprometendo a sua competitividade no comércio internacional (PAULIN, 2003). A Organização Internacional de Epizootias (OIE) classifica a brucelose como doença da lista B, onde estão incluídas as enfermidades que têm importância sócio-econômica e/ou para saúde pública e conseqüências significativas no comércio internacional de animais e seus produtos (OIE, 2006). 2- OBJETIVO O objetivo deste trabalho é fazer uma revisão bibliográfica sobre a Brucelose bovina (Brucella abortus). 3- HISTÓRICO Provavelmente, esta doença era conhecida pelo homem no século V a.c. Nos séculos XVIII e XIX, é citada repetidamente, mas não é separada como entidade nasológica independente (BEER, 1999). Uma das mais minuciosas entre as antigas descrições de brucelose foi feita por Marston, em 1863 (CORRÊA et al., 1992).

9 Segundo Reis (1977), a história da brucelose parece estar ligada a própria história da medicina. Pacheco e Mello dividem-na em três períodos: o 1º desde Hipócrates, o 2º com Bruce e Bang e o 3º de Alice Evans até hoje (REIS, 1977). Em 1886, Sir David Bruce, médico inglês, foi a Malta estudar uma doença febril que acometia os soldados ingleses lá estacionados e, em soldados mortos pela doença, observou numerosos organismos cocóides (CORRÊA et al., 1992). Em 1887, mediante culturas, isolou e descreveu a presença do agente no baço de soldados ingleses mortos de febre de Malta, o qual denominou Micrococcus melitenses (BEER, 1999; CORRÊA et al., 1992). Independente, Nocard, em 1885, havia observado numerosos organismos cocóides em casos de obortos bovinos (CORRÊA et al., 1992). Entretanto, foram Bang e Stribolt que em 1897 cultivaram e isolaram o agente dos abortos, mostrando ser o aborto epizoótico das vacas igualmente provocado por um bacilo a que deram o nome de Bacillus abortus infectiosi (CORRÊA, 1992; FERREIRA et al., 1990). Wright, em 1896, idealizou uma soro-aglutinação lenta com cultivos do agente da febre de Malta e soro de enfermos e, em 1905, Zammit, em Malta e sob a direção de Sir David Bruce, verificou que o soro de grande proporção de cabras maltesas dava reação positiva com o antígeno de Wright, e que seu leite continha o agente (CORRÊA et al., 1992). Zammit verificou também que era possível isolar o microrganismo do sangue de pessoas doentes, quando tinham mais de 39 C, e de urina dos mesmos pacientes e, relativamente às cabras, verificou que o seu leite e, melhor ainda, o soro lácteo aglutinavam o antígeno (CORRÊA et al., 1992). Por outro lado, Lawrence e Skelett, em princípios do século passado, haviam assinalado a contagiosidade do aborto das vacas, mas a demonstração deste contágio só foi feita por Frank em 1876 e por Lehnert em 1878, e ainda por Braeuer em 1880, os quais provocaram o aborto introduzindo, na vagina de vacas prenhes, corrimento vaginal e invólucros fetais de animais abortados (FERREIRA et al., 1990). Em 1909, Hutyra isolou, na Hungria, o agente do aborto epidêmico suíno (BEER, 1999). Alice Evans, nos EUA, em 1918, demonstrou que as bactérias isoladas por Bruce e por Bang eram similares e propôs o nome genérico Brucella, em homenagem ao pesquisador inglês, o qual foi aceito oficialmente em 1920 para esses dois agentes (CORRÊA et al., 1992) a designação das espécies respectivamente B. melitensis e B. abortus. Traum em 1914, nos EUA, isolou de suínos um microrganismo similar aos agentes da febre de Malta e dos abortos bovinos de Bang (CORRÊA et al., 1992). Huddleson, em 1928, propôs a distinção de uma nova espécie a B. suis. E assim, estas doenças têm a designação global de brucelose (FERREIRA et al., 1990).

10 Em 1953, Buddle e Boyes, na Austrália, isolaram de ovinos uma nova espécie que foi denominada B. ovis (CORRÊA et al., 1992). Em 1957, nos EUA, Stoenner e Lachman isolaram de um rato do deserto (Neotoma lepida), outra espécie que denominaram B. neotomae, que até hoje não se mostrou patogênica para os animais domésticos e o homem (CORRÊA et al., 1992). Em 1966, também nos EUA, Carmichael isolou de cães uma espécie que mostrava patogenicidade para cães e para o homem, denominando-a B. canis (CORRÊA et al., 1992). Em anos posteriores, a descoberta cada vez mais freqüente de Brucella nas espécies animais mais variadas, assim como o isolamento de agentes semelhantes a elas em abortos e outros processos patológicos, deram motivo a repetidas propostas taxonômicas e de classificação de brucelas e, também, à caracterização das espécies. Foi demonstrada que numerosas propostas não tinham base e, devido a isso, não foram reconhecidas por comissões internacionais especiais. Depois que o subcomitê FAO/OMS para a taxonomia das brucelas introduziu, em 1962, a denominação da espécie B. ovis, em 1970 o comitê de integrantes mistos FAO/OMS recomendou o reconhecimento das espécies B. neomatae e B. canis dentro do gênero Brucella, mas se pronunciou contra a espécie B. rangiferi. Entretanto, ainda falta a confirmação do subcomitê de taxonomia brucelar da FAO/OMS. O estágio alcançado atualmente na classificação, taxonomia e nomenclatura continua sendo objeto de amplas discussões em alguns países, mas apresenta uma base real para o combate à brucelose (BEER, 1992). As brucelas são hoje classificadas em: abortus, melitensis, suis, neotomae, ovis e canis (FERREIRA et al., 1990). Independentemente dos importantes avanços dos últimos decênios no terreno da investigação sobre a brucelose e o seu combate, esta antropozoonose continua sendo um sério problema econômico e de saúde pública (BEER, 1999). 4- HISTÓRICO NO BRASIL Em 1914, Danton Seixas diagnosticou clinicamente pela primeira vez a brucelose bovina no Rio Grande do Sul. Três anos depois, no Ceará, Thomaz Pompeu Sobrinho observou casos raros de abortamento bovino, sendo mais comum em eqüinos e freqüente em ovinos, sem verificar um padrão de ocorrência epidêmica (BOLETIM, 1988).

11 O primeiro estudo sobre brucelose bovina no Brasil foi feito por Tineciro Icibaci que, através de pesquisas epidemiológicas e exames microscópicos de tecidos provenientes de fetos abortados, descreveu um foco de brucelose bovina ocorrido no município de São Carlos, SP, em Mello e Neiva, em 1928, isolaram B. abortus do sangue de uma vaca que havia abortado (PAULIN et al., 2002). Em 1931, Sílvio Torres verificou a existência de oito animais soropositivos para brucelose e 19 suspeitos em um lote de 51 bovinos importados. Como conseqüência, em 1933 Cézar Pinto propôs a implementação de protocolo de testes em animais importados como forma de impedir a disseminação da doença no país (BOLETIM, 1988). Em 1936, Desidério Finamor detectou a brucelose bovina pela primeira vez no Rio Grande do Sul pelo sorodiagnóstico e propôs plano para o seu combate (BOLETIM, 1988). Thiago de Mello, em 1950, relatou a disseminação da brucelose bovina por todo o país apontando para uma prevalência de 10 a 20%, sendo que os índices mais altos estavam nas regiões leiteiras do Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais (GARCIA-CARRILLO, 1987). Entre 1950 e 1974, vários estudos sorológicos foram conduzidos. Em 1975, o Ministério da Agricultura realizou o primeiro inquérito sorológico nacional e, desde então, apenas cinco estudos estaduais foram conduzidos (PAULIN et al., 2002). Giorgi et al. (1972) estudaram cepas de B. abortus isoladas no Estado de São Paulo e caracterizaram sete como pertencentes ao biovar 1 e nove ao biovar 2. Também Langenegger et al. (1975), no Estado do Rio de Janeiro, caracterizaram quatro cepas como pertencentes ao biovar 1 e seis ao biovar INICIATIVAS BRASILEIRAS NO COMBATE À BRUCELOSE BOVINA Em 1944, cria-se o Decreto de Lei n.º 6922 que estabelece a identificação de bovinos vacinados. Outros decretos foram criados sem constituir avanços importantes na prevenção ou no controle da brucelose (GARCIA-CARRÍLLO, 1987). Em 1954, Mário D Apice propôs quatro planos de combate para a brucelose bovina baseados no programa americano: - Plano A: sorodiagnóstico, sacrifício dos reatores e repetição do teste em 30 dias nos não reatores;

12 - Plano B: vacinação de bezerras e separação do rebanho em reatores e não reatores, sem sacrifício dos reatores; - Plano C: vacinação de bezerras com idade entre seis a oito meses; - Plano D: vacinação de adultos, se necessário. Em 1958, Vinha propôs uma campanha nacional de combate à brucelose bovina também baseada no modelo dos EUA, recomendando a formação de comissões estaduais e municipais integradas com representantes de organizações agropecuárias, empresários rurais, comerciantes de carne e leite, associações médicas, Secretarias de Saúde Pública e meios de comunicação em massa (PAULIN et al., 2002). No mesmo ano, a Resolução nº 438 trouxe o Regulamento de Importação e Exportação de Animais. Os animais importados para reprodução deveriam vir acompanhados de certificados negativos ao soro diagnóstico, as provas deveriam ser repetidas na fronteira e os reatores sacrificados sem ressarcimento ao proprietário. Outro regulamento foi o de Controle de Trânsito Interno de Animais, que permitia o movimento dos positivos somente para o matadouro e animais que fossem apresentar-se em exposições deveriam ser livres da doença (GARCIA-CARRILLO, 1987). Em 1965, o Ministério da Agricultura elaborou outro plano de controle baseado na vacinação de bezerras, que não foi colocado em prática (GARCIA-CARRILLO, 1987). Em 1976, criou-se a Portaria nº 23 contendo medidas regulamentadas para a profilaxia da brucelose animal, prevendo a notificação de focos, a eliminação dos positivos e a vacinação de fêmeas entre três a oito meses de idade. As normas contidas nesse documento estão em vigência até hoje, mas não institui a obrigatoriedade no combate à doença (BRASIL, 1976). Em janeiro de 2001, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), verificando a ineficácia das medidas até então adotadas, lançou o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose - PNCEBT (PAULIN et al., 2002). 6- SITUAÇÃO NO BRASIL No Brasil, estudos mostram que a brucelose bovina parece estar disseminada por todo o território, com maior ou menor prevalência dependendo da região estudada. Em 1975, foram verificadas as seguintes prevalências em animais, por regiões: Sul, 4%; Sudeste, 7,5%; Centro- Oeste, 6,8%; Nordeste, 2,5% e Norte, 4,1% (BRASIL, 2005). Posteriormente, alguns Estados realizaram estudos sorológicos por amostragem, os quais não evidenciaram grandes alterações em relação aos índices nacionais verificados em No

13 Rio Grande do Sul, a prevalência decresceu de 2%, em 1975, para 0,3%, em Em Santa Catarina, passou de 0,2%, em 1975, para 0,6%, em No Mato Grosso do Sul, a prevalência estimada em 1998 foi de 6,3%, semelhante à de 1975 no antigo Estado do Mato Grosso. Em Minas Gerais, passou de 7,6%, em 1975, para 6,7%, em No Paraná, a prevalência estimada em 1975 foi de 9,6%, passando para 4,6% em Os dados oficiais, publicados no Boletim de Defesa Sanitária Animal, mostram que a prevalência de animais positivos no Brasil se manteve entre 4% e 5% no período entre 1988 e 1998 (BRASIL, 2005). Apesar dos poucos estudos realizados visando à identificação das biovariedades de Brucella isoladas de bovídeos no Brasil, já foram identificadas B. abortus biovar 1, 2 e 3 e B. suis biovar 1. Além dessas espécies, de igual modo já foram identificadas B. canis e B. ovis infectando animais domésticos. Até o presente momento, B. melitensis, o principal agente etiológico da brucelose caprina, não foi identificada no Brasil (BRASIL, 2005). 7- PERDAS ECONÔMICAS Do ponto de vista econômico, a brucelose bovina parece ser a que assume maior importância (REIS, 1977). Nos bovinos e bubalinos, a brucelose acomete, de modo especial, o trato reprodutivo, gerando perdas diretas devido, principalmente a abortos, baixos índices reprodutivos, aumento do intervalo entre partos, diminuição da produção de leite, morte de bezerros e interrupção de linhagens genéticas. As propriedades onde a doença está presente, o valor comercial de seus animais ficam depreciado; as regiões onde a doença é endêmica encontra-se em posição desvantajosa na disputa de novos mercados (BRASIL, 2005). Estimativas mostram ser a brucelose responsável pela diminuição de 25% na produção de leite e de carne e pela redução de 15% na produção de bezerros. Mostram ainda que, em cada cinco vacas infectadas, uma aborta ou torna-se permanentemente estéril (BRASIL, 2005). Dentro das perdas indiretas, deve-se salientar as que resultam em infecções humanas. Na maioria das vezes, quando a enfermidade não é tratada na fase adulta, o curso crônico da doença no homem produz perdas econômicas de vulto. Essas perdas estão relacionadas com os custos do diagnóstico e tratamento, muitas vezes requerendo internações prolongadas. Além disso, não deve ser esquecido o custo do período decorrente da ausência ao trabalho (BRASIL, 2005). No Brasil, não existem estudos concretos sobre os prejuízos econômicos ocasionados pela brucelose bovina ou bubalina. Nos Estados Unidos, estimou-se, em 1983, que as perdas por

14 brucelose bovina foram da ordem de 32 milhões de dólares, apesar de o programa americano terse iniciado há mais de 40 anos (BRASIL, 2005). 8- SINONÍMIA Aborto epidêmico, Aborto endêmico, Febre ondulante (BEER, 1999). Febre de Malta (CORRÊA et al., 1992; FERREIRA, 1964; BAILEY, 1987). Doença de Bang (AIELLO, 2001; AIELLO, 1997; DOMINGUES et al., 2001; FERREIRA, 1964; BAILEY, 1987). Febre Mediterrânea e Aborto epizoótico (FERREIRA, 1964). Aborto contagioso (AIELLO, 2001; AIELLO, 1997; BAILEY, 1987) e Febre da brucelose (BAILEY, 1987). 9- ETIOLOGIA Brucelose é uma doença bacteriana infecciosa causada por membros do gênero Brucella (HIRSH et al., 2003). Dentro desse gênero são descritas seis espécies independentes, cada um com seu hospedeiro preferencial: B. abortus (bovinos e bubalinos), B. melitensis (caprinos e ovinos), B. suis (suínos), B. ovis (ovinos), B. canis (cães) e B. neotomae (rato do deserto) (BRASIL, 2005), mas raramente limita a infecção somente a uma espécie de hospedeiro (REBHUN, 2000). No Reino Unido foi isolado a partir de mamíferos marinhos um grupo de brucela distinto das espécies conhecidas, as quais foram referidas provisoriamente como B. maris (CORBEL, 1997). De acordo com Metcalf et al. (1994), as Brucellas podem ser divididas em dois grupos antigenicamente distintos: as lisas (B. abortus, B. melitensis, B. suis e B. neotomae) e as rugosas (B. bovis e B. canis). E segundo Hirsh et al. (2003), em geral, cepas lisas de Brucella são mais virulentas que as rugosas. Esses dois grupos são determinados pela presença ou ausência, respectivamente, da cadeia lateral de polissacarídeo no lipopolissacarídeo. As três principais espécies, também denominadas clássicas, são subdivididas em biovariedades ou biovares: B. abortus 7 biovares; B. melitensis 3 biovares; B. suis 5 biovares (BRASIL, 2005). Trata-se de bacilos curtos ou em forma de cocos (BEER, 1999), podendo apresentar-se ovóides ou alongados (FERREIRA et al., 1990) e são parasitos intracelulares facultativos

15 (BRASIL, 2005), com medidas de 0,5 0,7 x 0,6 1,55 µm, que são dispostos isoladamente e, raramente, em cadeias curtas, são imóveis, gram-negativos e não apresentam coloração bipolar (BEER, 1999). São aeróbias ou microaerófilas (CORRÊA et al., 1992). Às vezes apresentam-se como diplococos e, em meios de cultura, observam-se formas de involução (FERREIRA et al., 1990). Não são produzidos cápsulas, flagelos ou esporos, porém um envoltório externo foi demonstrado por microscopia eletrônica em alguns dos gêneros (HIRSH et al., 2003). As colônias após 3 5 dias atingem 1 2 mm e são cinza-brancas, translúcidas ou de cor amarela-caramelo (CORRÊA et al., 1992). Mas segundo Hirsh et al. (2003), as colônias não são observadas antes de 3 a 5 dias de incubação e a maioria das colônias são detectadas em 10 a 14 dias, mais em alguns casos é necessário incubação por até 21 dias. As colônias de Brucella possuem coloração azulada característica quando examinadas sob luz transmitida obliquamente. O crescimento é melhor em ambiente aeróbio a 37 C, porém ocorre entre 20 C e 40 C e o ph ideal está entre 6,6 e 7,4 (HIRSH et al., 2003). Apesar das exigências de crescimento complexo in vitro, a bactéria pode resistir em determinados produtos animais e no ambiente por períodos prolongados sob circunstâncias favoráveis. Em geral o organismo gosta de umidade e temperaturas frescas, mas se ressente da luz solar, ressecamento e calor (REBHUN, 2000). 10- ISOLAMENTO Para o isolamento de B. abortus, geralmente necessita da adição de, aproximadamente, 5% de CO 2, em especial ao isolá-la pela primeira vez; forma H 2 S em pequenas quantidades, apesar de existirem estirpes negativas. Cresce, na maioria das vezes, em presença de fucsina básica e é inibida frente à tionina. Geralmente, predomina o antígeno A. As culturas em fase S ou intermediários S são lisadas pelos fagos de referência Tiflis na diluição do exame de rotina (RTD = Routine Test Dilution ). A estirpe de referência é B. abortus 544 (BEER, 1999). 11- RESISTÊNCIA

16 As bactérias do gênero Brucella, apesar de permanecerem no ambiente, não se multiplicam nele; elas são medianamente sensíveis aos fatores ambientais. Entretanto, a resistência diminui quando aumentam a temperatura e a luz solar direta ou diminui a umidade (BRASIL, 2005). São bastante sensíveis aos desinfetantes comuns (CORRÊA et al., 1992; Hirsh et al., 2003) e à dessecação; em cadáveres, ou tecidos contaminados enterrados, podem resistir vivas por um a dois meses em clima frio, mas morrem em 24 horas no verão ou regiões quentes (CORRÊA et al, 1992). A pasteurização é um método eficiente de destruição de Brucella sp (BRASIL, 2005; CORRÊA et al., 1992; HIRSH et al., 2003), assim como as radiações ionizantes (BRASIL, 2005) e a simples fervura (CORRÊA et al., 1992). Essas bactérias sobrevivem a congelamento e descongelamento e, sob condições ambientais propícias, sobrevive por até quatro meses em leite, urina, água e solo úmido (HIRSH et al., 2003). A sobrevivência da Brucella sp em esterco líquido é inversamente proporcional à temperatura dele, pois pode sobreviver nesse material por oito meses a 15 C, enquanto que só resiste por quatro horas se a temperatura do material for de C (BRASIL, 2005). 12- TRANSMISSÃO As brucelas entram no organismo hospedeiro pela mucosa do trato digestivo, genital ou nasal, conjuntiva ocular ou por soluções de continuidade da pele (BISHOP et al., 1994; BRASIL, 2005). A principal porta de entrada para os bovinos é a mucosa orofaringeana (BISHOP et al., 1994). O sexo, a estação do ano e o clima não têm influencia na apresentação da doença, mas a idade sim, pois as Brucellas são muito mais infectantes para animais púberes, ainda que possam ocorrer em impúberes (CORRÊA et al., 1992). As Brucellas são disseminadas por contato direto ou indireto com animais infectados. A principal fonte de infecção é a vaca prenhe (BRASIL, 2005) através de fetos abortados, a placenta e líquido uterinos após aborto (HIRSH et al., 2003), como também a água, alimentos e fômites contaminados pelo aborto, placenta, secundinas e lóquios (CARMICHAEL, 1966; CARMICHAEL, 1968).

17 O touro tem o seu papel, quer inoculando as brucelas que alberga nas suas vias genitais, quer transportando-as mecanicamente no pênis, de uma vaca para outra, porque as brucelas conservam-se muito tempo em latência nos órgãos genitais (FERREIRA et al., 1990). Infecções das glândulas sexuais acessórias de machos permitem disseminação da bactéria por meio do sêmen (HIRSH et al., 2003), seja de modo natural ou artificial (BAILEY, 1987). Em contra partida o BRASIL (2005) cita que, a monta natural não tem grande importância para a transmissão da doença, já que o sêmen é depositado na vagina onde há defesas inespecíficas que dificultam o processo de infecção. Entretanto, um touro infectado não pode ser utilizado como doador de sêmen na inseminação artificial, porque este é introduzido diretamente no útero, permitindo infecção da fêmea com pequenas quantidades do agente. Ingestão de leite pelo bezerro é outra fonte de infecção, como também a transferência direta da brucela por via uterina (HIRSH et al., 2003). Insetos podem desempenhar um papel secundário na transmissão e manutenção da infecção no rebanho, pois foi demonstrado que moscas do chifre transportam e excretam Brucella nas fezes (HIRSH et al., 2003). Outro meio de transmissão são as mãos do ordenhador que podem transportar Brucellas e depositá-las à superfície das erosões dos tetos (FERREIRA et al., 1990). A transferência de embriões (realizada segundo os protocolos internacionalmente preconizados de lavagem e tratamento para a redução da transmissão de agentes infecciosos) não apresenta risco de transmissão de brucelose entre doadoras infectadas e receptoras livre da doença (BRASIL, 2005). Pensa-se que também os artrópodes hematófagos sejam agentes transmissores e que as carraças façam a transmissão por picada e pelas secreções das glândulas coxais (FERREIRA et al., 1990). A principal forma de entrada da brucelose em uma propriedade é a introdução de animais infectados, devendo-se evitar quando a condição sanitária é desconhecida (BRASIL, 2005). 13- PATOGENIA Após sua entrada no organismo, as Brucellas são fagocitadas principalmente pelos macrófagos e carreados até os linfonodos regionais, onde se multiplicam e podem permanecer por semanas a meses (BATHKE, 1988; BISHOP et al., 1994). Após multiplicação inicial, ganham a corrente sanguínea por meio do duto torácico, dentro dos macrófagos ou livres no plasma. Vários

18 períodos de bacteremia podem ocorrer. A partir da circulação, difundem-se para os tecidos do hospedeiro, colonizando principalmente órgãos ricos em células do sistema mononuclear fagocitário, quais sejam, baço, fígado e linfonodos (principalmente os supra mamários), onde podem acarretar alterações inflamatórias e anátomo-patológicas caracterizadas por granulomas difusos levando à esplenomegalia, hepatomegalia e, às vezes, hiperplasia linfóide (BISHOP et al., 1994). Os órgãos de predileção são aqueles em que há maior disponibilidade de elementos necessários para seu metabolismo, como eritritol (álcool polihídrico de quatro carbonos), que está presente no útero gravídico, tecidos mamários e ósteos articulares e órgãos do sistema reprodutor masculino (CARTER, 1991). A partir do quinto mês de gestação, a concentração de eritritol elevase atingindo níveis máximos próximo ao parto, estimulando a multiplicação da bactéria de forma crescente (BISHOP et al., 1994). Na fêmea, a infecção deixa de ser latente geralmente no terço final da gestação, quando o tecido córion-alantoideano está bem desenvolvido e há disponibilidade dos metabólitos. Neste período, a multiplicação da Brucella é intensa e as endotoxinas liberadas após sua destruição (CARTER, 1991) geram lesões na placenta, principalmente, no tecido córion-alantoideano, levando a processo inflamatório dos tecidos e órgãos,causando placentite necrótica dos cotilédones, resultando no seu descolamento pela lise das suas vilosidades (GRASSO et al.,2000). Essas lesões comprometem a circulação materno-fetal, prejudicando sua respiração e alimentação, podendo levá-lo à morte. Nos casos agudos da doença, quanto maior a necrose, maior a chance de ocorrer abortamento, único sintoma aparente na maioria das infecções brucélicas (BATHKE, 1988). Por outro lado quanto menos intensa a necrose, maior será a deposição de fibrina e mais tardio o abortamento. Nesse caso, pode ocorrer a retenção de placenta, ou a gestação vir a termo, porém gerando produtos fracos que poderão morrer em alguns dias (TIMONEY, 1988). 14- RESERVATORIOS GEOGRÁFICOS E ZOOLÓGICOS Como parasitas obrigatórios, a Brucella exige um reservatório animal. A preferência pelo hospedeiro é demonstrada pelas diferentes espécies de Brucella, porém alta variedade de hospedeiro foi demonstrada por algumas espécies (HIRSH et al., 2003).

19 Bovinos são os hospedeiros preferenciais de B. abortus, mas outros animais, incluindo bisões, camelos, iaques (HIRSH et al., 2003), como também eqüídeos, suínos, ovinos, caprinos, bubalinos e cães são comumente infectados (BATHKE et al., 1988; CARTER, 1991). Os diferentes biovares de B. abortus possuem distribuições geográficas distintas. Os biovares 1 e 2 tem distribuição mundial, enquanto o biovar 3 é encontrado predominantemente na Índia, no Egito e na África. O biovar 5 é encontrado mais comumente na Alemanha e no Reino Unido (HIRSH et al., 2003). A enfermidade foi relatada em bisões, alces, cervos, coiotes, gambá e guaxinins selvagens, alces americanos, camelos e outros ruminantes domésticos e selvagens, mais não há evidências diretas de que essas espécies sejam fontes de infecção para os bovinos. A inoculação experimental do microorganismo no texugo resultou no desenvolvimento de anticorpos e na eliminação do agente, indicando que esta espécie animal é relativamente resistente a infecção, sendo improvável que seja um reservatório para o microorganismo (BLOOD et al., 1991). O bisão e o alce são reservatórios em potencial para a brucelose e, como são espécies de escolha para jogos de fazenda, os quais se desenvolveram recentemente na América do Norte e em outros locais, poderiam servir como fonte de infecção para os bovinos. Um levantamento sorológico em eqüinos por um período de oito anos revelou que 8 a 16% das amostras séricas foram positivas. Entretanto, os eqüinos infectados experimentalmente não eliminam o microorganismo em número suficiente para infectar bovinos suscetíveis com os quais estão em contato direto (BLOOD et al., 1991). Embora os cães de fazenda não sejam, de um modo geral, considerados como o principal reservatório de B. abortus, o microorganismo é isolado destes animais que vivem em fazendas onde vários bovinos são sorologicamente positivos para brucelose e estes cães devem ser incluídos em qualquer pesquisa e planejamento visando a erradicação da doença (BLOOD et al., 1991). 15- SINAIS CLÍNICOS Nos bovinos, a doença evolui sem sintomas nítidos, pois nela é bem maior o número de infectados do que o de doentes. Rinjard (1933) distingue a brucelose em três fases: 1 ) Fase latente na qual nem mesmo o laboratório pode revelar a infecção, e que é sobretudo freqüente em animais filhos de mães infectadas; 2 ) Fase oculta sem sintomas clínicos mas já mostrando

20 aglutininas e sensibilidade alérgica; 3 ) Fase de localização na qual aparecem os sinais clínicos (FERREIRA et al., 1990). Os achados clínicos dependem muito do estado de imunidade do rebanho (BLOOD et al., 1991). Em um rebanho de vacas prenhes, não-vacinadas e altamente suscetíveis, a característica principal da doença é o aborto após o quinto mês de gestação (BLOOD et al, 1991; BEER, 1999; BRASIL, 2005). Após a infecção, o aborto quase sempre acontece na primeira gestação, mas, em decorrência do desenvolvimento da imunidade celular, é pouco freqüente na segunda gestação após a infecção e muito raro nas subseqüentes (BRASIL, 2005; HIRSH, 2003). Vacas infectadas podem conceber e levar o bezerro a termo integral, porém, são natimortos ou nascem fracos e permanecem geralmente portadores e disseminadores do agente que afetam as novilhas que estão em desenvolvimento e causam a perda de seus primeiros bezerros (BAILEY, 1987). A retenção de placenta e a metrite são as seqüelas comuns do aborto (BRASIL, 2005; BLOOD et al., 1991; HIRSH, 2003; BAILEY, 1987). As infecções mistas costumam ser causa de metrites que podem ser agudas, com septicemia seguida de morte, ou crônicas, levando à esterilidade (BLOOD et al., 1991). Segundo Ferreira et al (1990), pode ocorrer casos de ninfomania. Bailey (1987) cita outros sintomas como produção baixa de leite, condições corporais insuficientes e uma resistência baixa evidente contra outras doenças. Nos touros, a orquite e a epididimite ocorrem ocasionalmente. Um ou ambos os sacos escrotais podem ser acometidos por intumescimento agudo e doloroso e aumentam para o dobro do seu tamanho normal, embora os testículos possam não apresentar aumento de volume macroscópico (BLOOD et al., 1991; OMS, 1986). A inchação persiste por um período considerável e o testículo sofre necrose por liquefação, sendo por fim destruído. As vesículas seminais podem ser afetadas e seu aumento sentido à palpação retal. Os touros acometidos em geral ficam estéreis quando a orquite for aguda, mas podem recuperar a fertilidade normal se um dos testículos não for lesado (BLOOD et al., 1991). Como seqüela pode haver atrofia do órgão afetado (OMS, 1986). No aparelho locomotor causa infecções articulares levando a bursites, principalmente nas articulações carpianas e tarcianas e espondilites, especialmente nas vértebras torácicas e lombares, podendo também atingir medula óssea e bainha dos tendões (BATHKE, 1988; OMS, 1986).

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