UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA REGIONAL DE CHAPECÓ CENTRO TECNOLÓGICO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO

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1 UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA REGIONAL DE CHAPECÓ CENTRO TECNOLÓGICO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO ESTRESSE NO TRABALHO: UM ESTUDO EM RELAÇÃO AOS FATORES, CAUSAS E SINTOMAS DECORRENTES DO AMBIENTE DE TRABALHO NO CORPO DE BOMBEIROS. CLAUDINE URNAU CHAPECÓ - SC 2007

2 CLAUDINE URNAU ESTRESSE NO TRABALHO: UM ESTUDO EM RELAÇÃO AOS FATORES, CAUSAS E SINTOMAS DECORRENTES DO AMBIENTE DE TRABALHO NO CORPO DE BOMBEIROS. Monografia apresentada à Unochapecó, como parte dos requisitos para obtenção do grau de Especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho. Orientadora: Prof.ª Márcia Gisela de Lima CHAPECÓ SC 2007

3 DEDICATÓRIA Àqueles que sempre serão meu exemplo de vida, pai José Armando e minha amada mãe Dulce. A meus queridos irmãos Claudir Luiz e Milton, que sempre me conduzem para o melhor caminho. Ao meu noivo Charles, que não mede esforços para me propiciar uma vida saudável e agradável de viver, que me acompanhou e me apoiou nesta luta, para que pudéssemos juntos, atingir mais este objetivo em nossa vida.

4 AGRADECIMENTO A Deus, fonte infinita de perdão e amor, que mantém viva a chama da Fé em meu coração. A minha orientadora, Professora Márcia Gisela de Lima, pelo seu empenho e comprometimento durante a construção dessa pesquisa. Aos grandes amigos do Corpo de Bombeiros, que foram muito importantes na operacionalização deste estudo, minha eterna gratidão pelo carinho, respeito, esforço e acolhimento.

5 Homens e mulheres desejam fazer um bom trabalho. Se lhes for dado o ambiente adequado, eles o farão. Bill Hewlett

6 RESUMO A presente pesquisa tem como objetivo principal compreender a influência de estresse, bem como suas causas, fatores e sintomas decorrentes do ambiente de trabalho junto a uma Corporação de Bombeiros do município de Pinhalzinho/SC. A opção pelo tema da pesquisa justifica-se pelo desgaste em que os funcionários são submetidos nos ambientes e nas relações de trabalho, ou seja, os problemas que afetam o bem-estar dos integrantes da corporação influenciam de forma negativa no desenvolvimento do seu potencial humano e profissional, surgindo dessa forma, uma grande preocupação, pois os mesmos exercem funções de grande importância para a segurança da população. Trata-se de uma análise feita através de uma pesquisa descritiva, seguida do método quantitativo para caracterizar a amostra e qualitativo através das falas dos respondentes e resgate do referencial teórico. A amostra pesquisada foi de 13 indivíduos, correspondendo a 100% dos membros efetivos da Corporação. Os resultados apontaram a existência de estresse entre os membros da Corporação, em decorrência da elevada sobrecarga de responsabilidades e das cenas traumáticas, principalmente aquelas envolvendo crianças, onde muitas vezes fica explícito que o sofrimento delas é a falta de cuidado dos pais ou das leis de trânsito. A pesquisa apontou ainda a necessidade de conhecer, compreender e controlar as causas, sintomas e fatores decorrentes do estresse do trabalho, para que possamos conduzir a vida de maneira mais eficiente. Investir em um acompanhamento é o caminho certo para o aumento da produtividade, da eficácia e motivação, melhorando assim a qualidade de vida dos oficiais do Corpo de Bombeiros de Pinhalzinho. Palavras Chaves: Estresse; Bombeiros; Desgaste; Fatores; Causas; Sintomas; Doença Ocupacional; Trabalho.

7 ABSTRACT The present research has as main goal to comprehend the stress influence, as well as its causes, factors and symptoms due to the work environment engaged to a Firemen Corporation from Pinhalzinho/SC city. The option in choosing this theme justifies itself by the wastage employees are subjected to in their work environment and relationships, it means, the problems that affect the corporation team s welfare influence in a negative way in relation to their human and professional potential development, raising a huge concern toward this context, as they practice very important functions to population s security. It is about an analysis made through a descriptive research, followed by a quantitative method in order to characterize the sample and it is also qualitative as it bases itself through replier s speeches and the theoretical reference redemption. The researched sample was performed by 13 people, corresponding to 100% from the effective Corporation members. The results have adopted the stress existence among Corporation members toward the high responsibilities overburden and toward the traumatic scenes, mainly those which involve children, in which, in major times, it is easy to see that their suffering is caused from the lack of care from their own parents or from the traffic s laws. The research has also pointed the need to know, understand and control the causes, symptoms and factors current from work s stress in order to make it possible for us to live in a more efficient way. Investing an accompaniment is the right path to follow in order to reach productivity increase efficiency and motivations, making life better for the Fire Brigade s officials from Pinhalzinho city. Key Words: Stress; Firemen; Wastage; Factors; Causes; Symptoms; Occupational Disease; Work.

8 SUMÁRIO RESUMO...05 ABSTRACT...06 LISTA DE ANEXOS...08 LISTA DE GRÁFICOS...09 LISTA DE SIGLAS INTRODUÇÃO Justificativa Problema e Tema Objetivos Objetivo geral Objetivos específicos FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O sentido do trabalho Conceito de estresse Manifestações do estresse Fatores geradores do estresse Sintomas do estresse Causas do estresse Excesso de trabalho Falta de controle Remuneração insuficiente O colapso da união Ausência de equidade Valores conflitantes O indivíduo frente ao estresse Estresse e sociedade Estresse ocupacional O processo de prevenção do estresse Estresse: possibilidades e limites A legislação de controle e prevenção do estresse no trabalho A ESTRUTURA DA INSTITUIÇÃO PESQUISADA METODOLOGIA Caracterização da pesquisa Universo e amostragem Coleta e análise dos dados RESULTADO DA PESQUISA Caracterização da amostra Análise quantitativa Análise qualitativa CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...72 ANEXOS...74

9 LISTA DE ANEXOS Anexo 1: Pesquisa sobre Estresse no Trabalho: um estudo em relação aos fatores, causas e sintomas decorrentes do ambiente de trabalho no Corpo de Bombeiros Entrevista Roteiro Base...75 Anexo 2: Termo de Consentimento Livre e Esclarecido...77

10 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1: Sexo...58 Gráfico 2: Idade...58 Gráfico 3: Estado Civil...59 Gráfico 4: Tempo de serviço...59 Gráfico 5: Formação/Escolaridade...60

11 LISTA DE SIGLAS CAT...Comunicação de Acidentes do Trabalho CIPA...Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CLT...Consolidação das Leis do Trabalho EPI...Equipamento de Proteção Individual NR...Norma Regulamentadora PCMSO...Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PPRA...Programa de Prevenção de Riscos Ambientais SESMT... Serviços Especializados de Segurança e Medicina do Trabalho

12 1 - INTRODUÇÃO A preocupação com a qualidade de vida vem se tornando um ponto crucial nas organizações de trabalho, devido ao impacto sobre a produtividade e os custos crescentes em conseqüência do afastamento de funcionários por problemas emocionais. Talvez o ambiente de trabalho tenha se modificado e acompanhado o avanço das tecnologias com mais velocidade do que a capacidade de adaptação dos trabalhadores. Os profissionais vivem hoje sob contínua tensão, não só no ambiente de trabalho, como também na vida em geral. Estamos vivendo um tempo de enormes exigências de atualidade, de profundas e rápidas mudanças, como: novos caminhos, muitas contradições, poucas certezas, avanços tecnológicos, aumento da competição, dificuldades do dia-a-dia, novas e diferentes maneiras de pensar, agir e ser. Há, portanto, uma ampla área da vida moderna onde se misturam os estressores do trabalho e da vida cotidiana. A pessoa, além das habituais responsabilidades ocupacionais, além da alta competitividade exigida pelas empresas, além das necessidades de aprendizado constante, tem que lidar com os estressores normais da vida em sociedade, tais como a segurança social, a manutenção da família, as exigências culturais, etc. É bem possível que todos esses novos desafios superem os limites adaptativos levando ao estresse. A expressiva mudança em todos os níveis da sociedade passou a exigir do ser humano uma grande capacidade de adaptação física, mental e social. Muitas vezes, a grande exigência imposta às pessoas pelas mudanças da vida moderna e, conseqüentemente, a necessidade imperiosa de se ajustar a tais mudanças, acabaram por expor as pessoas a uma freqüente situação de conflito, ansiedade, angústia e desestabilização emocional. A vulnerabilidade individual e a capacidade de adaptação são muito importantes na ocorrência e na gravidade das reações ao processo de estresse. O desenvolvimento do processo de estresse depende tanto da personalidade do indivíduo quanto do estado de saúde em que este se encontra (equilíbrio orgânico e mental), por isso nem

13 todos desenvolvem o mesmo tipo de resposta diante dos mesmos estímulos. Estilo de vida, experiências passadas, atitudes, crenças, valores, doenças e predisposição genética são fatores importantes no desenvolvimento do processo de estresse. Apesar de estarmos acostumados em nosso dia-a-dia a associar a palavra estresse somente a situações que tenham conotações negativas, consideramos importante ressaltar que também são entendidas como estresse reações relacionadas às conotações positivas, a situações prazerosas e com contorno agradável para o individuo. Com isso, constatamos que nem sempre o agente disparador de um processo de estresse é um acontecimento ruim. Uma paixão, um emprego novo tão desejado, uma aprovação ou uma promoção também pode gerar alterações no equilíbrio interno do organismo. O estresse a princípio não é uma doença, é apenas a preparação do organismo para lidar com algumas situações, mas, quando estas passam a acumular-se gradativamente, crescente em extensão e complexidade, podem gerar alterações indesejáveis. O estresse não depende só do estímulo estressor e a resposta biológica a ele, mas também da maneira pela qual a pessoa avalia e enfrenta este estímulo, levando em consideração as características do indivíduo e ao tipo de ambiente em que ele vive. Entretanto, esta análise está voltada apenas ao estresse do trabalho, ou seja, o desgaste em que os funcionários são submetidos nos ambientes e nas relações de trabalho JUSTIFICATIVA Este trabalho tem como base estudar a influência de estresse junto ao Corpo de Bombeiros Comunitário de Pinhalzinho/SC, por apresentar uma preocupação neste campo de trabalho, pois os mesmos exercem funções de grande importância para a segurança da população.

14 Grande parte das atividades desenvolvidas por estes profissionais são de natureza estressante, envolvendo perigo de vida iminente, cenas traumáticas, além de dificuldades técnicas e carência de recursos (equipamentos, veículos, instalações, etc), quadro que indica a necessidade de capacitá-los para enfrentar o problema. O ponto que mais chama a atenção é o estado de alerta constante, sendo este o comportamento esperado numa profissão em que esta palavra é o fator presente no cotidiano. De plantão em alerta, eles sabem que o acidente ou incêndio pode ocorrer, mas não sabem a hora, o local ou grau de gravidade a que serão submetidos. Surge daí a necessidade de pesquisar e estudar essas situações, mesmo não sendo possível eliminarmos todos os fatores geradores da doença, mas cabe aqui a importância de reconhecê-los e saber lidar com cada um deles, já que o estresse, além de diminuir muito a produtividade e a eficiência dos serviços prestados, contribui para o aparecimento de doenças que, muitas vezes, podem afastar o indivíduo de suas atividades e influenciar de forma negativa no desenvolvimento do seu potencial humano e profissional. Sendo assim, o estresse não é um fenômeno novo, mas sim, um novo campo de estudo que surgiu com o aparecimento de doenças vinculadas ao estresse do trabalho, necessitando dessa forma uma melhor compreensão teórica acerca do assunto. Referente à viabilidade da pesquisa, esta se torna importante e necessária uma vez que existe grande preocupação, interesse e pré-disposição dos respondentes quanto ao assunto em questão, sendo que praticamente não existe pesquisa de cunho acadêmico direcionado a esse campo de trabalho, mas existe, em contrapartida, um vasto referencial teórico sobre o tema estresse. Dessa forma, esta pesquisa foi de grande relevância, uma vez que trás possibilidade para os profissionais da área de Engenharia de Segurança refletirem sobre suas atividades, independente de suas áreas de atuação, sendo que para o profissional é fundamental que tenha um perfil voltado tanto para as habilidades técnicas, estratégicas e humanas, pois, em todas as atividades, por detrás da máquina está o homem.

15 1.2 - PROBLEMA E TEMA Quais são os fatores, causas e sintomas que levam o profissional que trabalha como Bombeiro a desencadear o estresse? Desse problema emergiu o tema dessa monografia, cujo título se deu: Estresse no Trabalho: um estudo em relação aos fatores, causas e sintomas decorrentes do ambiente de trabalho no Corpo de Bombeiros OBJETIVOS Objetivo geral Bombeiros. Compreender a influência de estresse nas atividades junto ao Corpo de Objetivos específicos Identificar as principais causas do estresse; Detectar sintomas decorrentes do estresse; Levantar fatores que levam o indivíduo ao estresse no trabalho; Verificar que meios os respondentes utilizam para aliviar o estresse decorrente do trabalho; Detectar de que forma os profissionais da área de Engenharia de Segurança do Trabalho podem intervir junto a essa problemática.

16 2 - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O SENTIDO DO TRABALHO O trabalho é dentro da história da humanidade um elemento que se confunde com a própria vida, já que é ele o instrumento utilizado pelo próprio homem a fim de satisfazer as suas necessidades mais primárias, ou seja, de saciedade corporal e de sobrevivência, ou seja, o homem interage junto aos recursos naturais a ele disponíveis a fim de buscar e assegurar junto a estes a sua existência. Conforme Albornoz (1992, p.11), Todo trabalho supõe tendência para um fim e esforço. Para alguns trabalhos, este esforço será preponderantemente físico; para outros, preponderantemente intelectual. Mas, na maioria das vezes esses esforços ocorrem simultaneamente, ou seja, geralmente onde existe o trabalho físico também existe o trabalho intelectual, assim como o esforço intelectual geralmente vem acompanhado de esforço corporal. Há aqueles que julgam o trabalho como um dever, mas, na verdade ele é um direito, pois através dele o homem cria, entra em relação com os outros, com o seu tempo, cria o seu mundo, se torna reconhecido e deixa registrada a marca de sua passagem. O indivíduo tem de ser competitivo, procurando observar seus valores, tem de procurar fazer o melhor, indo além de suas limitações, cumprindo uma série de exigências, vendo-se dessa forma, diante de uma série de desafios: pressões para aumentar os lucros, diminuição de seu salário, cobrança de resultado, entre outros. É possível que essas barreiras psicológicas possam geram grandes conflito no indivíduo, influenciando no seu desempenho profissional. É muito fácil sermos apanhados pelas armadilhas da vida, diariamente reagimos às mudanças, eventos, pessoas e ao meio ambiente. Estamos na era das grandes realizações e conquistas a preocupação excessiva com a profissão leva o indivíduo a uma má qualidade na sua vida emocional, pois vive sob pressão psicológica. Seria uma

17 cadeia indivíduo com problemas no trabalho, influenciando no próprio trabalho e no seu meio familiar. As organizações podem oferecer melhores condições de vida e trabalho a seus funcionários, atuando de duas formas distintas. No ambiente físico: o ambiente físico relaciona-se basicamente em duas áreas da saúde ocupacional: higiene ocupacional e ergonomia. O ambiente de trabalho construído e mantido em adequado ambiente físico, previne doenças e desconfortos, diminuindo custo com a saúde e causas jurídicas. No ambiente psicossocial: o ambiente de trabalho deverá ter um clima organizacional, em vista que as pessoas passam grande parte do tempo de sua vida no trabalho, sendo assim, de suma importância, um clima organizacional em que haja um desenvolvimento de condições favoráveis a uma boa qualidade de vida no trabalho e, indiretamente, fora dele; e a prevenção e o controle do estresse CONCEITO DE ESTRESSE Para conhecermos os verdadeiros conceitos de estresse é interessante conhecer o que há de científico sobre o tema. Hans Selye, um médico endocrinologista da Universidade de Montreal, foi o primeiro cientista a estudar e observar os sintomas de estresse. Selye observou que seus pacientes apresentavam sintomas que nada tinham a ver com a doença específica para a qual eles o consultavam, mas sim, uma condição geral de estar enfermo, que mais tarde veio a se chamar síndrome de adaptação geral. A síndrome envolve uma série de sintomas que o indivíduo apresenta quando submetido a situações que exijam uma adaptação do organismo para enfrentá-los. Ou seja, de acordo com Hans Selye, O estresse é um conjunto de relações que o organismo desenvolve ao ser submetido a uma situação que exige esforço para adaptação. (CARVALHO, 1995, p.123) Dessa forma, as características pessoais são consideradas como determinantes dos níveis de estresse experimentados por uma pessoa. Nesse sentido, não são propriamente os estressores que determinam se o impacto será grande ou pequeno,

18 mas sim a vulnerabilidade individual às pressões que, por sua vez, encontra-se atrelada à estrutura psicofísica de cada um. Segundo Baccaro (1990, p.16), Estresse é toda a capacidade de adaptação do indivíduo frente a um novo desafio, isto é, que pode deixar o organismo em tensão e inquietude, não só a nível de suas forças físicas, mas principalmente psíquicas. Assim, o estressado não se dá conta da carga emocional que recebe, entrando num estado de confusão mental, provocando um descontrole das funções normais de seu organismo. Em conseqüência, o indivíduo perde o ritmo de suas reações psicológicas. Segundo Teles (1993, p.17), O termo estresse é utilizado para indicar quando o indivíduo ultrapassa o seu limite limiar de resistência à tensão e entra num processo que pode-se chamar de colapso. Dependendo da predisposição orgânica do indivíduo, o estressado pode causar desde transtornos psicológicos falta de vontade de fazer as coisas, ansiedade, etc. até manifestações físicas mais sérias como úlcera, infarto, câncer e mesmo manifestações mentais como tentativa de suicídio. À medida que a pessoa torna-se emocionalmente frágil, suas defesas orgânicas diminuem, deixando-a mais vulnerável aos diversos tipos de doenças. Chegando a um ponto em que o indivíduo não consegue controlar seus conflitos internos, gerando um excesso de energia e, conseqüentemente, fadiga, cansaço, tristeza, euforia, etc. Conforme França (2002, p.27), Tem-se responsabilizado o stress por inúmeros acontecimentos, desde a úlcera do executivo, ao acidente de automóvel de uma personalidade, ao baixo rendimento de um atleta, ou mesmo de uma equipe esportiva, da incapacidade de uma pessoa em desfrutar uma relação íntima com sua (seu) parceira (o), e assim por diante. Muitas vezes o termo estresse é apresentado de forma distorcida. Ou seja, ele está sendo relacionado como um dos maiores vilões da atualidade, sendo considerado uma das grandes desgraças pessoais e de saúde da população. Como essência, temos

19 o estresse como um estímulo estressor sobre o organismo, e este pode ser observado em pelo menos duas dimensões: como processo e como estado. Conforme França (2002, p.31), O stress como processo é a tensão diante de uma situação de desafio por ameaça ou conquista. O stress como estado é o resultado positivo (eustress) ou negativo (distress) do esforço gerado pela tensão mobilizada pela pessoa. Dessa forma, dizemos que o estresse desencadeia de meios externos, como o ambiente de trabalho, o meio social, condições familiares, sendo estes fatores encontrados fora do seu corpo e da sua mente, ou seja, que fogem do seu controle imediato, e de meios internos, como o que acontece dentro do seu organismo, que são: as decepções, angústias, medos, atitudes, valores, crenças, enfim a sua maneira de ser, pensar e agir e, portanto, sob seu controle. As fontes externas são facilmente reconhecidas e vários instrumentos permitem avaliar o impacto que tem no funcionamento humano. A situação torna-se, no entanto, muito mais complicada quando se almeja identificar as fontes internas de estresse. Segundo Lipp (2004, p.26), Elas são complexas e de difícil acesso ao observador por serem, muitas vezes, encobertas e se constituem de pensamentos, emoções, valores, comportamentos, vulnerabilidades bio ou psicológicas inatas ou adquiridas e, como está sendo proposto agora, dos temas de vida. Nesses casos, as atividades cognitivas usadas pelo indivíduo para interpretar eventos ambientais são fundamentais no processo de estresse e as características de personalidade podem ser fontes internas de estresse altamente significativas, determinando como cada pessoa reage aos eventos da vida. De acordo com Lipp (2004, p. 53), Como no início da reação do stress não existe ainda a doença manifesta, mas já começa a ocorrer um enfraquecimento do organismo, importante se torna diagnosticar o stress logo que ele comece a se instalar, a fim de tentar interromper o processo do adoecimento que pode ser desencadeado pela tensão excessiva.

20 Uma das grandes dificuldades é a do diagnóstico diferencial dos sintomas e da fase do estresse em que a pessoa possa se encontrar. Portanto, é fundamental que tenhamos uma visão mais racional, uma interpretação mais realista dos fatos relacionados ao estresse MANIFESTAÇÕES DO ESTRESSE Sabemos hoje, que o indivíduo, ainda no útero, já recebe influências do seu meio ambiente. Ao nascer, o seu primeiro contato com o mundo já representava um corte, um rompimento; ele tem de ter forças para viver. A partir daí, ele vai se relacionar diretamente com o seu ambiente, recebendo dele marcas que influenciarão no desenvolvimento de sua personalidade. Se pegarmos a história da evolução do homem, veremos que, por viver em habitat natural, ficava exposto a grandes perigos nas selvas. Quando se via diante de situações que ameaçavam sua vida, entrava em estado de alerta, onde aparecia o medo, sentimento apreendido. Neste momento, naturalmente, toda sua musculatura se contraía, seu coração pulsava mais forte, caracterizando um estado de tensão. Considerando estes aspectos, podemos entender que o estresse não é uma coisa nova. Esta alteração emocional vem acompanhando o homem nas diversas fases da sua evolução: a saída de casa em busca de alimentos para sua sobrevivência, o trabalho no campo, a revolução industrial, as guerras, as grandes conquistas nas diversas áreas, destacando-se hoje a tecnologia. Sem dúvida, esses fatos contribuem para reafirmar essa posição do homem atual, diante de sua vida agitada, precisando, para sobreviver, pensar e agir com mais rapidez, tomar grandes decisões, deixando-o sempre num estado de tensão. Sabemos que fatores externos e internos atuam no universo do indivíduo, tais como, fatores externos: seu meio ambiente, seu tipo de vida, condições familiares, a escolha e o local de trabalho, as circunstâncias em que exerce a profissão, características desse trabalho, tempo que permanece nele, tarefas que lhe são atribuídas, além dos problemas em relação à locomoção (tempo, tipo e qualidade) e

21 problemas emocionais. Fatores internos: podemos citar a relação do indivíduo com o meio em que vive, como enfrenta as dificuldades e mudanças no trabalho, suas limitações, etc. Na segunda metade do século XIX, o fisiologista francês Claude Bernard defendeu que um dos aspectos fundamentais para a manutenção do bem-estar é a habilidade do organismo para manter a constância do seu ambiente interno, mesmo com as mudanças que ocorrem externamente. Em 1936, buscando interpretar as repercussões fisiológicas do estresse, Hans Selye descreveu a Síndrome Geral de Adaptação (General Adaptation Syndrome GAS) ou Síndrome do Estresse Biológico, como uma reação defensiva fisiológica do organismo, que surge como resposta a qualquer estímulo aversivo. Este modelo inclui o estágio da reação de alarme, um estágio de resistência e um estágio de exaustão. Para Selye, a maioria dos indivíduos experiencia pelo menos os dois primeiros estágios em diversos momentos de suas vidas. No primeiro estágio, reação de alarme ou alerta, mudanças fisiológicas do organismo refletem reações iniciais necessárias para enfrentar as demandas provocadas pelo agente estressor. Esta fase é caracterizada por manifestações agudas, com a liberação de adrenalina e corticóides. Nesta fase, o organismo apresenta uma reação de luta ou fuga, ou reação de emergência, em que todas as energias são mobilizadas diante de um perigo externo. A segunda fase da síndrome é a de resistência, em que o organismo usa suas forças para manter sua resposta. Nesta fase, as reações são opostas à fase anterior e muitos dos sintomas iniciais desaparecem, podendo ocorrer uma sensação de desgaste. Quando esta situação persiste, ou seja, quando o estressor é contínuo, temos a terceira fase, a fase de exaustão, que representa o estágio mais severo. Quando o organismo não tem mais como reagir e diante de longas e continuadas exposições ao mesmo estressor, ao qual o corpo tenta se ajustar, os sinais de reação de alarme reaparecem, mas agora são irreversíveis e o indivíduo não resiste, podendo vir a falecer.

22 Segundo Lair Ribeiro: O que conta não é o que acontece com você, mas o modo como você percebe o que acontece. (CARVALHO, 1995, p.131) Dessa forma, o estresse é definido como as situações em que a pessoa percebe seu ambiente de trabalho como ameaçador às suas necessidades de realização pessoal, profissional ou de sua saúde física e mental, prejudicando, dessa forma, a interação desta com o trabalho e com o ambiente de trabalho. Segundo Lipp (2003, p.140), O corpo e a mente dão muitos sinais antes que a pessoa realmente venha a ter problemas sérios. O importante é aprender a ouvir o que o organismo lhe diz e tomar providências de acordo com as mensagens. O estresse é um processo e não surge num passe de mágica. O seu desenvolvimento vai depender da resistência psicológica do indivíduo, da sua personalidade, do seu modo de perceber as coisas que se passam a sua volta. Pode ser rápido ou longo. Não é apenas uma situação à parte que leva o indivíduo ao estresse, mas sim uma sucessão de situações tensas. Cada um de nós tem um caminho para enfrentar o estresse. Para isso, é importante identificá-lo para saber como lidar com ele FATORES GERADORES DO ESTRESSE Existem no ambiente de trabalho, diversos fatores que provocam o estresse no empregado. Se não for possível eliminarmos todos esses fatores, é importante reconhecê-los e saber lidar com cada um deles, já que o estresse, além de diminuir muito a produtividade e a eficiência do trabalho, contribui para o aparecimento de doenças que, muitas vezes, podem afastar o indivíduo de suas atividades. Por um lado, tais fatores consistem em interações entre o trabalho, seu meio ambiente laboral, a satisfação laboral e as condições da organização e, por outro lado, as características pessoais do trabalhador, suas necessidades, sua cultura, suas experiências e sua percepção de mundo.

23 As atuais tendências na promoção da seguridade e higiene no trabalho incluem não somente os risco físicos, químicos e biológicos dos ambientes laborais, mas também os diversos e múltiplos fatores psicossociais inerentes à empresa e a maneira como influem no bem-estar físico e mental do trabalhador. Os principais fatores psicossociais geradores de estresse presentes no meio ambiente do trabalho envolvem aspectos de organização, administração e sistemas de trabalho e a qualidade das relações humanas. Por isso, o clima organizacional de uma empresa vincula-se não somente a sua estrutura e às condições de vida da coletividade do trabalhador, como também a seu contexto histórico com seu conjunto de problemas demográficos, econômicos e sociais. Assim, o crescimento econômico da empresa, o progresso técnico, o aumento da produtividade e a estabilidade da organização dependem também dos meios de produção, das condições de trabalho, dos estilos de vida, do nível de saúde e bem-estar de seus trabalhadores. Outros fatores externos ao local de trabalho, porém que guardam estreita relação com as preocupações do trabalhador, derivam-se de suas circunstâncias familiares ou de sua vida privada, de seus elementos culturais, sua nutrição, suas facilidades de transporte, a moradia, a saúde e a segurança no emprego. Dentre os mais freqüentes fatores psicossociais condicionantes da presença de estresse laboral estão: Quanto ao desempenho profissional: trabalho de auto grau de dificuldade; trabalho com grande demanda de atenção; atividades de grande responsabilidade; funções contraditórias; criatividade e iniciativas restringidas; exigência de decisões complexas; mudanças tecnológicas intempestivas; ausência de plano de vida laboral; ameaça de demandas laborais. Quanto à direção: liderança inadequada; má utilização das habilidades; má delegação de responsabilidades; relações laborais ambivalentes; manipulação e coação do trabalhador; motivação deficiente; falta de capacidade e desenvolvimento do pessoal; carência de reconhecimento; ausência de incentivos; remuneração não eqüitativa; promoções laborais aleatórias. Quanto à organização e função: práticas administrativas inapropriadas atribuições ambíguas; desinformação e rumores; conflito de autoridade; trabalho burocrático; planejamento deficiente; supervisão punitiva. Quanto às tarefas e

24 atividades: carga de trabalho excessiva; autonomia laboral deficiente; ritmo de trabalho apressado; exigências excessivas de desempenho; atividades laborais múltiplas; rotinas de trabalho obsessivo; competição excessiva, desleal ou destrutiva; trabalho monótono ou rotineiro; pouca satisfação laboral. Quanto ao meio ambiente de trabalho: condições físicas inadequadas; espaço físico restringido; exposição a risco físico constante; ambiente laboral conflitivo; trabalho não solidário; menosprezo ou desprezo ao trabalhador. Quanto à jornada laboral: rotação de turnos; jornada de trabalho excessiva; duração indefinida da jornada; atividade física corporal excessiva. Quanto à empresa e contexto social: políticas instáveis na empresa; ausência de corporativismo; falta de suporte jurídico pela empresa; intervenção e ação sindical; salário insuficiente; falta de segurança no emprego; subemprego ou desemprego na comunidade; opções de emprego e mercado laboral. Atualmente, produzem-se aceleradas mudanças tecnológicas nas formas de produção que afetam, conseqüentemente, os trabalhadores em suas rotinas de trabalho, modificando seu entorno laboral e aumentando o aparecimento ou o desenvolvimento de enfermidades crônicas pelo estresse SINTOMAS DO ESTRESSE As pessoas podem apresentar seus sintomas relacionados ao estresse de forma diferenciada, algumas manifestam poucos sintomas e outras mais. A vulnerabilidade psicológica varia, conseqüentemente, de acordo com a estrutura psíquica de cada indivíduo. Entre os principais sintomas do estresse, destacam-se: sinais de cansaço, dores musculares, sensação de fraqueza muscular e exaustão; angústia; sudorese intensa; perda de memória e dificuldade de concentração: pensamentos em turbilhão, preocupações recorrentes com o futuro, dificuldade de prestar atenção a leituras, esquecimentos de assuntos e compromissos importantes, sensação de estar sempre em falta, sempre correndo atrás de algo incompleto e mal feito; queixas freqüentes; esgotamento; tristeza; aflição; prostração; dor de cabeça intensa ao final do dia,

25 privilegiado a nuca e parte posterior da cabeça, que se somam freqüentemente a dores nas costas; perturbação; bruxismo, que é ranger dentes à noite; dor na coluna; dor no peito, essa sensação de opressão dá ao sujeito uma sensação de respiração encurtada, como se os pulmões estivessem amarrados, impedindo de se expandir e receber ar; grande agitação; fala desordenada; roer unhas; diarréias constantes, sem razão aparente; nó na garganta; aceleração do batimento cardíaco; insônia, dificuldades em iniciar ou manter o sono, com sonolência durante o dia; Obesidade; dificuldades na vida sexual com diminuição ou excesso do libido, ejaculação precoce, impotência, dores no ato sexual; pigarro; irritação; hipertensão; úlcera; isolamento; medo; mau humor; colite; pânico; melancolia; manchas roxas; alteração do desempenho de suas funções normais; lamentações; tonturas, sensação de desmaio ou perda de sentidos iminentes, sensação de estar pisando em nuvens ou de anestesia, como que distante emocionalmente das pessoas, dificuldade em entender sentimentos alheios. Esses sintomas são de natureza geral e inexpecífica, sujeitos a surgirem em todas as pessoas indistintamente. Longe de considerar o estresse uma armadilha da natureza, esse conjunto de alterações fisiológicas tem como principal objetivo adaptar o indivíduo a situação proporcionada pelo estímulo estressor. O estado de estresse está, então, intimamente relacionado com a capacidade de adaptação do indivíduo a circunstância atual CAUSAS DO ESTRESSE Muitas das causas localizam-se mais no ambiente de trabalho do que no indivíduo. Mais especificamente, porém, tem origem em seis pontos de desequilíbrio entre os indivíduos e seus trabalhos, sendo eles: excesso de trabalho, falta de controle, remuneração insuficiente, colapso da união, ausência de equilíbrio e valores conflitantes. Esses seis fatores causam desequilíbrio no bem estar das pessoas influenciando na eficiência e eficácia do trabalho. Mas, devemos tentar alcançar uma melhor compreensão do que está acontecendo nessas seis áreas.

26 Excesso de Trabalho A carga de trabalho é uma dimensão crucial da vida da empresa. Do ponto de vista da empresa, carga de trabalho significa produtividade. Do ponto de vista do indivíduo, carga de trabalho significa tempo e energia. Encontrar um ponto de equilíbrio entre esses dois pontos de vista é um desafio fundamental para a manutenção de uma relação equilibrada com o trabalho. Na competição acirrada por maior produtividade, as empresas pressionam os indivíduos muito além do que eles podem suportar. Um plano ideal seria: trabalhando com mais inteligência e não trabalhando mais arduamente -, as pessoas conseguem fazer mais, com menos. Com melhor planejamento, fluxo de trabalho mais regular e menos pessoas fingindo que estão extremamente ocupadas, as empresas podem fazer com que uma força de trabalho menor torne-se mais produtiva. É difícil encontrar alívio no trabalho, momentos tranqüilos entre os acontecimentos já não existem mais. Cada exigência se prolonga sem interrupção até a seguinte, não dando tempo para tomar fôlego. Também é difícil encontrar alívio fora do trabalho, as pessoas estão mais preocupadas em todos os campos de suas vidas: crianças, pais idosos, casa e outras responsabilidades preenchem uma grande parte do dia. Há menos dinheiro para suavizar o caminho. O trabalho está ficando cada vez mais complexo, pois as pessoas realizam tarefas múltiplas, desempenhando mais papeis simultaneamente. A exaustão - emocional, criativa ou física mina a eficiência, a saúde e o bemestar. A exaustão causa frustração em função da sua incapacidade de realizar o que é realmente importante para ela Falta de controle A capacidade de estabelecer prioridades no trabalho cotidiano, de selecionar abordagens para a realização desse trabalho e de tomar decisões sobre o uso de recursos é essencial para ser profissional. Quando as pessoas não têm controle sobre

27 dimensões importantes de suas atividades profissionais, isso impede que resolvam os problemas que identificam. Sem alçadas para tomas decisões importantes, as pessoas talvez gastem seu tempo fazendo coisas que não contribuem para a finalização do trabalho. Sem controle, elas não conseguem equilibrar seus interesses e os interessados da empresa. Perdem o interesse e não sentem que estão fazendo as coisas aconteceram Remuneração insuficiente A atual crise no ambiente de trabalho reduz a capacidade das empresas de remunerar seu pessoal de forma significativa. As pessoas esperam que seu empregos lhe tragam a recompensa material do dinheiro, do prestígio e da segurança, mas, ultimamente, os empregos estão proporcionando menos de todos esses pontos, mesmo quando as pessoas trabalham mais. As empresas pedem aos funcionários que aceitem cortes de salário para continuar viáveis diante da competição. Um problema mais profundo em relação à recompensa é a perda da satisfação intrínseca do trabalho. As pessoas que são boas no que fazem tiram prazer do próprio processo de trabalhar. Tais pessoas reagem a uma situação complexa como o problema de um cliente, uma questão de diagnóstico ou uma dúvida técnica, utilizando suas habilidades e sua experiência com uma iniciativa criativa. Isso é trabalho. Alcançar esse estado de espírito individualmente ou em grupo é a recompensa mais notável da atividade profissional. O excesso de trabalho impede que os indivíduos usufruam plenamente dessa experiência. A falta de remuneração não é simplesmente uma conseqüência da falta de dinheiro. No entanto, a escassez de dinheiro aumenta a importância que as pessoas atribuem à remuneração quando avaliam o próprio trabalho. A medida que o trabalho se torna mais tenso, menos agradável e menos compensador, a qualidade do tempo despendido com colaboradores diminui e o local de trabalho não chega a constituir uma comunidade.

28 O colapso da união Outro impacto da crise atual é o colapso da união no trabalho. A união é destruída pela perda da segurança no emprego e por um enfoque excessivo no lucro de curto prazo, que exclui a consideração pelas pessoas. A falta de união é visível nos conflitos entre as pessoas, no apoio e no respeito mútuo menores e no sentimento crescente de isolamento. O sentimento de pertencer a uma comunidade desaparece quando as pessoas trabalham separadamente ao invés de trabalharem juntas. Segundo Maslach (1999, p. 30), Falta de união é o resultado que se obtém quando as pessoas perdem o contato positivo com as demais no local de trabalho. Quando não existe segurança no emprego, rompem-se os vínculos pessoais íntimos, que são os elementos básicos da união. À medida que as empresas enfraquecem o compromisso que têm com seu pessoal, os funcionários ficam sem base para estabelecer compromissos uns com os outros. Contratos por prazos limitados dizem respeito a apenas uma parte do indivíduo, ou seja, a empresa exige as habilidades e a energia do indivíduo, sem estabelecer um compromisso com o desenvolvimento de seu potencial a longo prazo. Essa abordagem estimula uma visão utilitária as pessoas, que empobrece o ambiente social da empresa. As empresas em que não há união são vulneráveis ao conflito entre seus membros. A união é econômica, o conflito gasta tempo. Debater as questões, fofocar sobre o problema, ruminar sobre ele tudo isso toma tempo e energia do trabalho Ausência de Eqüidade Um local de trabalho é considerado justo quando três elementos fundamentais estão presentes: confiança, franqueza e respeito. Quando uma empresa age com eqüidade, valoriza cada indivíduo que contribui para seu sucesso, e isso indica que todas as pessoas são importantes. Todos os elementos da eqüidade são essenciais para manter o compromisso de um indivíduo com o trabalho. Sua ausência, ao contrário, contribui diretamente para o desgaste físico e emocional.

29 Na crise atual, as empresas freqüentemente tomam atitudes que prejudicam o terceiro elemento da eqüidade, o respeito pelas pessoas. Enfocar exclusivamente o resultado estimula necessariamente uma visão manipuladora das pessoas, por estas serem valorizadas somente até o ponto em que se adaptam ao plano da empresa Valores conflitantes Os valores influenciam em nossa relação com o trabalho. Um sistema de valores de curto prazo, baseado na sobrevivência e no lucro, vai de encontro aos valores que os empregados mais dedicados cultivam em relação a seu trabalho. O que as pessoas acham especialmente grave é que, com freqüência, as empresas enfatizam a dedicação ao serviço ou a produção, ao passo que tomam atitudes que prejudicam a qualidade do trabalho O INDIVÍDUO FRENTE AO ESTRESSE Nas relações com os outros, o indivíduo como ser social necessita conviver com outras pessoas para a sua sobrevivência. A sua primeira organização social é a família, seguida do grupo de amigos, a partir do qual ele vai adquirindo padrões sociais que considera correto diante das leis que essa sociedade lhe impõe. Esses fatores vão influenciar no seu comportamento, caracterizando seu papel social e a determinação da sua relação com as pessoas. A flexibilidade para lidar com o meio externo está consigo mesmo. As condições externas são mais rígidas, encontrando o indivíduo, muitas vezes, dificuldades em mudá-las, precisando, para isso, aprender a lidar com ela. De acordo com Teles (1993, p.60), São raras as pessoas que trabalham naquilo que gostam, sentem alegria no que fazem e não se deixam dominar pela compulsão do trabalho. Sim, porque existe muita gente que, desejando fugir de uma série de coisas, inclusive de seus conflitos inconscientes e de sua ansiedade, trabalha num ritmo acelerado, numa verdadeira compulsão.

30 Daí, a importância de ter suas funções bem delineadas e bem traçadas e os seus objetivos pessoais e profissionais claramente definidos, proporcionando-lhe uma vida mais equilibrada. A busca de melhor qualidade no trabalho tem levado o indivíduo a exigir mais de si, podendo gerar uma relação conflituosa com a empresa. Esta se volta para resultados, exigindo mais qualidade, passando do controle para o exercício de qualidade total, exigindo assim a manutenção de produtividade e concentração de esforços. Uma pessoa trabalha produtivamente quando executa com competência tarefas que trazem algum tipo de recompensa. Para uma empresa atingir os seus objetivos, é necessário que se busque certo equilíbrio entre as necessidades de produção e os interesses do funcionário. Os fatores estressantes no cotidiano do trabalho podem ser classificados em três categorias: físicos, emocionais e sociais. Os fatores físicos são os aspectos do ambiente as instalações da empresa que fazem com que o indivíduo se sinta cansado ou ansioso em demasia. Qualquer dos itens a seguir, em quantidade exagerada, pode ser determinante de um grau indesejável de estresse: calor, frio, umidade, secura, barulho, vibração, luz muito forte, proximidade de máquinas perigosas. Todos esses fatores podem ser controlados ou minimizados pelo administrador interessado no bem-estar de seus empregados. Os fatores sociais (o chefe, os colegas de trabalho, os fregueses ou clientes e avaliação externa de atividades) e os emocionais (prazos, risco financeiro, expectativa de fracasso, tarefas de alto risco, expectativa de desaprovação por um superior) são muito complexos. As conseqüências deste fato atual podem afetar o estado emocional do indivíduo, declinando a sua produtividade, podendo levá-lo ao estresse, caso tenha uma personalidade frágil. De acordo com França (2002, p.39), Manter a vida, enquanto se luta para ganhar a vida, nem sempre é fácil. O desgaste a que as pessoas são submetidas, nos ambientes e nas relações com o trabalho, é um dos fatores na determinação das doenças dos mais significativos.

31 Um dos métodos mais promissores de que dispõem os executivos para reduzir o estresse e aumentar a produtividade é uma nova ciência chamada Engenharia do Trabalho. O empresário moderno não parte mais da premissa de que os seus empregados são meras extensões da máquina administrativa. Neste sentido, é fundamental adotar uma visão mais global e realista do processo de interação emprego-empresa. Conta a lenda hindu, citado por Brandão e Crema: Houve um tempo em que todos os homens eram deuses. Mas eles abusaram tanto da sua divindade que Brahma, o mestre dos deuses, tomou a decisão de lhes retirar o poder divino. Resolveu escondê-lo num lugar onde seria absolutamente impossível reencontra-lo. Mas o grande problema era encontrar um esconderijo. Brahma convocou então um conselho dos deuses menores para resolver o problema. Enterramos a divindade do homem na terra, foi a primeira idéia dos deuses. Não, isso não basta, pois o homem vai cavar e encontra-la, respondeu Brahma. Então os deuses retrucaram: Então jogaremos a divindade no fundo dos oceanos. Mas Brahma não aceitou a proposta, pois achou que o homem um dia iria explorar as profundezas dos mares e a recuperaria. Mas os deuses menores concluíram: Não sabemos onde escondê-la, pois não existe na terra ou no mar lugar que o homem não possa alcançar um dia. Então, Brahma se pronunciou: Eis o que vamos fazer com a divindade do homem: vamos escondê-la na maior profundeza dele mesmo, pois é o único lugar que ele jamais pensará em procurá-la. Desde esse tempo, concluiu a lenda, o homem fez a volta da Terra, explorou, escalou, mergulhou e cavou, em busca de algo que se encontra nele mesmo. (CARVALHO, 1995, p.138) Nenhum ser humano é igual ao outro, onde alguns encontram a realização em poucas coisas, outros por mais que as tenha nunca às encontra, surgem então, pessoas que se perdem e ultrapassam a tênue linha divisória entre o trabalho pontual e o trabalho fictício, o trabalho justo e o injusto, o trabalho momentâneo e o trabalho de uma vida. O conhecimento de si próprio, sua mente, seus sentimentos, seus desejos e limites, valores, as características que o definem, a representação dele no mundo, o seu potencial refletem as primeiras experiências de relação vividas pelo indivíduo. A relação desse indivíduo consigo mesmo, a sua auto-estima, um ego forte e equilibrado, certamente, favorecerão uma boa relação no seu meio social.

32 2.8 - ESTRESSE E SOCIEDADE O processo cultural é formado pelas práticas e significados partilhados nos grupos sociais, e que permanecem no tempo. Por meio da cultura, a realidade vai sendo construída e reconhecida, porém, o homem não é apenas o produtor da cultura. Esta interfere no biológico, produzindo respostas psicossomáticas, as quais sofrem influências diferentes em cada cultura. Os processos psicossociais são constituídos, em parte, por percepções e atitudes dos indivíduos e, em parte, por elementos culturais que direcionam os vínculos. O estresse está estreitamente relacionado com o modo como a sociedade está organizada, cabendo a cada um se controlar, pela redução do número de exposições à agressão. O homem ao confrontar-se com um estímulo estressor no trabalho, é impedido de manifestar reação, ficando prisioneiro da agressão ou do medo, e é obrigado a apresentar um comportamento emocional ou motor incongruente com sua real situação. Se durar tempo suficiente essa situação de discrepância entre a reação apresentada e o estado fisiológico real, ocorrerá um elevado desgaste do organismo, o que pode produzir a doença. Assim, o estresse vincula-se com o desajustamento do indivíduo em relação ao grupo social, à família, ao trabalho e consigo mesmo. O desenvolvimento acelerado nas áreas de tecnologia é um produtor de estresse potencial de grande monta. O fenômeno do consumo atinge todas as classes econômicas nunca visto na história humana. A fim de manter o poder aquisitivo para o consumo, o ser humano muitas vezes extrapola na competição e na tentativa de ganhar e possuir mais. Assim, a qualidade de vida é confundida com a quantidade. O modo de perceber e reagir aos acontecimentos é que determina a reação final do indivíduo nas atividades de vida. Isto sugere que não é a situação em si que leva ao estresse, mas a reação que se tem a ela e o modo de percebê-la. Portanto, é difícil manter o equilíbrio no mundo atual, e o bem-estar do organismo fica de lado diante das aspirações de crescimento individual, que acaba sendo absorvido pelo trabalho.

33 2.9 - ESTRESSE OCUPACIONAL O estresse ocupacional não é um fenômeno novo, mas um novo campo de estudo que surgiu com o aparecimento de doenças vinculadas ao estresse no trabalho. Toda empresa é um conjunto sociocultural organizado para a realização de serviços e implica num sistema de redes, status e papéis. A coordenação das atividades é possibilitada pela divisão de trabalho, hierarquia, autoridade e responsabilidade. Tais atividades visam à satisfação das necessidades organizacionais, mas dependem da eficiência dos indivíduos. Na cultura empresarial, o indivíduo é visto de forma incompleta, apenas com habilidades específicas para a realização de tarefas. Assim durante a relação indivíduoempresa, há uma cisão do comportamento: de um lado a força de trabalho com subordinação às regras da empresa; de outro, o vivenciar, a vida individual. A maioria das empresas coloca a produção como o mais importante, como o objetivo que deve ser cumprido a qualquer preço. Os trabalhadores sacrificam finais de semana, feriados, fazer hora-extra para conseguir concluir a demanda das empresas, sem recompensa adequada. Isso gera um nível muito alto de ansiedade no trabalhador, pois ele se vê privado de seu lazer, de sua vida familiar, de seu descanso, para dar conta do trabalho. De acordo com Ferreira, et al. (2002, p.190), Nestas circunstâncias, ocorre um desgaste anormal e/ou uma diminuição da capacidade do organismo para o trabalho, em conseqüência da sua incapacidade para tolerar, superar ou se adaptar às exigências da natureza psicológica, percebidas como demasiadas, insuperáveis e intermináveis. O homem não pode ser colocado no mesmo patamar que as máquinas para execução do trabalho. O lazer e o descanso são primordiais para a manutenção da qualidade de vida e da saúde. Segundo Mendes (2002, p.190),

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