A INFORMÁT!CA LINGUÍSTICA E O FUTURO DO PORTUGUÊS: ELEMENTOS PARA A DEFINIÇÃO DE UMA POLÍTICA NACIONAL EM PORTUGAL *

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1 A INFORMÁT!CA LINGUÍSTICA E O FUTURO DO PORTUGUÊS: ELEMENTOS PARA A DEFINIÇÃO DE UMA POLÍTICA NACIONAL EM PORTUGAL * Assessoria para países de língua portuguesa União Latina Paris, França RESUMO Aborda aspectos da informática linguística e seus riscos para a língua e cultura portuguesas tendo em vista a tendência para se renunciar a um esforço de adaptação e de se aceitar, sem resistência, as propostas estrangeiras. Torna-se necessária uma ação linguística, a nível nacional, desenvolvida prioritariamente nos campos da descrição da língua e da terminologia, para que a língua portuguesa, falada por 172 milhões de pessoas em quatro continentes, seja também um veículo e instrumento do progresso em ciência e tecnologia. Para isso, são apontados elementos para a definição de uma política nacional em informática lingüística e os esforços que organismos como a União Latina, de caráter intergovernamental, reunindo atua/mente 22 países de língua neolatina, têm envidado em prol da língua portuguesa. Comenta também sobre projetos ligados ao processamento automático das línguas da Comunidade Económica Europeia (CEE), o EUROTRA e EUREKA, dos quais Portugal participa face sua entrada na CEE. 1 - INTRODUÇÃO A terceira revolução industrial faz-se acompanhar pelo desafio que constitui a entrada numa sociedade da informação. Neste fim de século, com efeito, assistimos a uma mutação tecnológica que se prende fundamentalmente com as tecnologias da informação e do comando numérico (informática, telecomunicações, biotecnologias, robótica, etc.). A natureza deste progresso técnico é agora muito diferente. A manipulação, a ação exercida pelo homem sobre os objetos, passa a processar-se por intermédio de sinais, códigos, memórias e linguagens. A informática, sendo uma técnica de processamento eletrônico da informação, apresenta riscos para a língua e cultura nacionais, na medida em que tem origem nos países anglo-saxônicos. Se bem que as suas aplicações em escritórios automatizados comportassem já antes alguns aspectos linguísticos, esses riscos eram relativamente limitados, dado ela fazer essencialmente apelo a grandezas numéricas. Comunicação apresentada no colóquio Portugal face à III Revolução Industrial, realizado em Lisboa, de 16 a 17 de janeiro de A sua importância é agora crescente visto ela se orientar, cada vez mais, para o processamento de dados cognitivos, da linguagem natural e para a inteligência artificial em geral. Além disso, a tendência para renunciar a um esforço de adaptação e aceitar as propostas estrangeiras sem resistência poderá vir a ser cada vez mais forte. Não serão poucos os que acharão cada vez mais natural trabalhar num inglês aproximativo em vez de o fazer na própria língua. O esforço da investigação em informática far-se-á, a partir de agora, no sentido de facilitar a comunicação homem-máquina, o que corresponderá à utilização crescente das línguas naturais no processamento eletrônico da informação. Esta evolução, no entanto, se for enquadrada numa política nacional de proteção linguística que permita controlar os riscos acima referidos, fornece-nos os instrumentos para acompanhar o progresso técnico salvaguardando os valores culturais e linguísticos que nos são próprios. Na medida em que cria instrumentos que permitem tirar o maior partido da utilização da língua nacional e difundir através desta utilização as aquisições mundiais do saber, a informática é um meio providencial de adaptação à sociedade informacional. Ci. Inf., Brasília, 15 (1): 27-32, jan./jun

2 Ela torna finalmente possível controlar e difundir a neologia, pôr ao alcance do maior número de pessoas o capital cultural comum e acelerar a difusão de documentação científica e técnica traduzida, tudo isto com um custo e suportes acessíveis a uma grande parte da população. Tentaremos em seguida apontar, no domínio das técnicas de processamento da informação, quais os instrumentos cujo desenvolvimento permitirá a Portugal participar, como interveniente, na terceira revolução industrial. 2-0 PROCESSAMENTO DAS LÍNGUAS NATURAIS A informática linguística esforça-se por formalizar a descrição lógica da linguagem natural enquanto vetor da informação transmitida pelo locutor ao interlocutor. Numerosos estudos e diferentes teorias procuram analisar e explicar este fenómeno. No entanto, as divergências teóricas não têm impedido os engenheiros de criarem instrumentos informáticos permitindo, graças também ao desenvolvimento da eletrônica, lançar no mercado produtos cada vez mais eficazes: dicionários eletrônicos, bases de dados documentais, sistemas de interrogação em linguagem quase natural, tradução assistida por computador, sistema de ensino das línguas e de síntese vocal, etc. Em primeira análise, podem registrar-se duas correntes de pensamento quanto ao processo a seguir para chegar ao modelo universal a partir do qual se concretiza a aplicação da linguagem natural em informática. Pode-se partir da representação cognitiva para chegar à sua expressão em língua natural, ou seja, partir da estrutura profunda para chegar à estrutura de superfície, ou então partir da expressão quer escrita quer oral do pensamento para chegar à sua representação interna. Os problemas com que se defronta a informática linguística são, mais do que teóricos, empíricos. Como a possibilidade de introduzir, com sucesso absoluto, a linguagem natural em máquina parece excluída, dever-se-á explorar ao máximo os resultados práticos a que se pode chegar a partir da linguagem quase natural. Assim como o sucesso comercial dos dicionários e das enciclopédias tradicionais depende da facilidade com que o utilizador tem acesso à informação que procura e da qualidade desta, também o sucesso de uma "indústria da língua" dependerá de se saber realizar as aproximações necessárias em relação aos resultados práticos que se pretende atingir. Ora, combinando o melhor possível as capacidades de uma máquina e as regras algorítmicas conhecidas, é possível operar qualquer tradução de uma língua de partida para uma língua de chegada, em um domínio relativamente restrito e servindo um numero considerável de utilizadores-clientes. No Japão comercializa-se já uma pequena máquina que substitui os guias tradicionais de tradução para turistas. O seu aperfeiçoamento e aplicação para outros fins virá a assegurar, futuramente, um novo espaço à indústria eletrônica japonesa. A esquematização arborescente que a seguir reproduzimos pretende ilustrar os problemas levantados pelo processamento da linguagem natural assim como o encadeamento a que este se deve submeter. Tal como acontece com a circulação da seiva numa árvore, as operações a efetuar nos dois sentidos, de cima para baixo ou de baixo para cima, são complementares e indispensáveis. Na realidade, a maior dificuldade reside mais nas modalidades de encadeamento do que no sentido em que este se processa quais os traços semânticos, quais as categorias lexicais a reter? etc.. -, segundo o resultado a que se pretende chegar. As apreensões suscitadas pela implantação de uma indústria informática da língua têm sobretudo origem nos vários níveis a que está submetida a compreensão da linguagem natural e que apontamos no esquema transcrito. (Figura 1). Em vários países desenvolveu-se já, em diferentes graus, para cada um deles, um esforço industrial. FIGURA 1 Compreensão da linguagem natural e suas aplicações 28 Ci. Inf., Brasília, 15 (1): 27-32, jan./jun. 1986

3 No primeiro nível, que é o do processamento dos dados do discurso, começou-se por desenvolver largamente a normalização e codificação, pelo menos no que diz respeito aos vários alfabetos e ideogramas. No entanto, muito resta ainda a fazer no campo do processamento multilingüe de textos, podendo-se esperar que todos os problemas deste tipo sejam ultrapassados até o fim do século, dado tratar-se exclusivamente de dificuldades técnicas. O segundo nível diz respeito ao vocabulário. As dificuldades aí encontradas são a definição das palavras, a sua variabilidade e quantidade. A industrialização consiste, a este nível, em construir dicionários estruturados a partir de uma escolha de regras permitindo otimizar a procura e o processamento das ocorrências. Atualmente já se fabricam analisadores morfológicos e dispõe-se de técnicas válidas de organização dos dicionários. A dificuldade principal reside na introdução em máquina das palavras e em acompanhar a evolução do vocabulário da língua (neologia). As técnicas mais recentes orientam-se para a construção de dicionários-máquina, ou seja, de dicionários podendo ser lidos diretamente pelo computador, e para a criação de bases de conhecimento lexicais, isto é, para a descrição lógica das propriedades do significado. No nível seguinte situa-se a análise sintática, o que corresponde à análise das regras de combinação das unidades significativas fixadas no nível morfológico. As aplicações deste domínio particular da informática linguística estão em fase de industrialização, residindo a principal dificuldade em ultrapassar problemas provocados pela variabilidade da língua. Frequentemente, se é assim levado a pôr em questão a escolha de regras a que se procedeu para tratar um determinado domínio ou um conjunto de textos, desde que se muda de domínio ou até, simplesmente, de autor de textos relativos a um mesmo domínio. Os instrumentos informáticos que começam a ser criados pela engenharia do "software" deverão permitir ultrapassar as dificuldades apontadas. O último nível é o da análise semântica e da representação cognitiva. O ideal seria, evidentemente, poder representar-se em máquina, de maneira abstrata e universal, os conhecimentos do homem. Na prática, utilizam-se atualmente traços semânticos (marcadores) permitindo irradiar, tanto quanto possível, a ambiguidade, em domínios bem determinados, a um custo mínimo. A compreensão inerente a este nível só poderá melhorar se se desenvolver a análise estrutural e sistemática da língua. Isto está já sendo feito para o francês, na Universidade de Paris VII, a análise estendendo-se, atualmente, a verbos. A criação de uma indústria da língua apóia-se, portanto, na criação concomitante de novos instrumentos informáticos especificamente apropriados ao processamento da linguagem natural. Essas novas técnicas de inteligência artificial apresentam um duplo interesse, já que servem para representar os conhecimentos e as relações que estes estabelecem entre si e, o que é ainda mais importante, para programar em lógica. Este tipo de programação, ao contrário dos métodos sequenciais de programação, adapta-se bem à variabilidade da linguagem natural e à necessidade de reprogramar gramáticas que exigem modificações frequentes, pois a coerência dos programas é assegurada automaticamente em caso de modificação. 3 - ELEMENTOS PARA A DEFINIÇÃO DE UMA POLÍTICA NACIONAL EM INFORMÁTICA LINGUÍSTICA Pode-se dizer que a indústria da língua se baseia no fabrico de produtos de informática linguística que vão ao encontro das necessidades criadas pela chegada da sociedade informacional. Ora a defesa da língua e da cultura nacionais exige que estes produtos sejam fabricados no próprio país. O controle do Estado, sendo necessário, deverá limitar-se, no entanto, à arbitragem de problemas de interpretação linguística, à promulgação de normas terminológicas ou informáticas e à definição do papel do Ministério da Educação e dos organismos estatais de investigação. Estes diferentes tipos de intervenção do Estado estão ligados entre si, já que devem ser objeto de um conjunto de decisões coerentes que se inscrevam no quadro de uma política ou de um plano nacional, apoiado em programas e meios orçamentais. Esse conjunto de decisões situa-se em torno de dois eixos, o linguístico e o informático, e tem como objetivo a difusão rápida, e cada vez menos dispendiosa, dos conhecimentos que permitirão ao país acompanhar a nova revolução industrial. A intervenção do Estado no campo da informática linguística confunde-se, em grande medida, com a sua política industrial informática. No entanto, existem algumas medidas específicas ao primeiro que merecem ser aqui mencionadas. No que concerne à fixação das normas a que deve obedecer o fabrico de material de escritório Ci. Inf., Brasília, 15 (1): 27-32, jan./jun

4 automatizado, convirá ter sempre em conta o aspecto lingüístico que elas podem comportar. Os produtos lógicos de processamento da língua nacional deverão seguir as regras admitidas pelo conjunto dos produtores e dos utilizadores ("standard"), ainda antes que elas se instituam em normas. Esta prática facilitará a industrialização e difusão destes produtos e a conquista do mercado, evitando assim que a indústria nacional se encontre em situação de inferioridade face a regras impostas pelas indústrias estrangeiras. Uma das maneiras de assegurar a produção nacional é estabelecer um sistema de formação em que os aspectos linguísticos sejam apreendidos em conformidade com os instrumentos fornecidos pela inteligência artificial. A existência de uma formação para engenheiros linguistas, sobretudo, fornecerá as especialidades de que uma indústria da língua necessita e acelerará a transferência tecnológica, ou seja, a aplicação de ideias novas, fruto da mais recente investigação, em realizações concretas. Dado Portugal possuir já, no campo da inteligência artificial, investigadores conhecidos internacionalmente, pode-se encarar facilmente a possibilidade de criar, a médio prazo, duas ou três equipes reduzidas de engenheiros de cuja atividade surgiriam produtos de rentabilidade máxima nos campos cultural e técnico. É evidente que essas equipes não deveriam, de modo nenhum, desperdiçar esforços tentando refazer, com atraso considerável, o que já foi feito com sucesso no estrangeiro. Por outro lado, também uma política de difusão da informação científica e técnica pode ser delineada em torno de realizações-piloto de informática-lingüística. A tradução é um dos meios em que assenta inevitavelmente a difusão de textos científicos e técnicos, dado 70% da edição destes se fazer em língua inglesa, tal como refere o "Chemical Abstract". Assim, revela-se prioritária a criação, em Portugal, de um núcleo de tradução automatizada, o que provocaria a diminuição dos custos atuais de tradução e um ganho de tempo que se situaria entre 60% e 70% em relação à tradução manual, permitindo em consequência difundir um número elevado de documentos ao público especializado. As técnicas a utilizar seriam diversas e combinar-se-iam para efetuar o processamento, a tradução, a revisão e a edição de textos. Algumas delas, como o processamento óptico, o "windowing" e a edição laser, encontram-se já mais ou menos avançadas. Outras deverão ser adaptadas à língua portuguesa: análise generativa para a tradução assistida por computador e criação de dicionários. Outras ainda, como as que permitem passar da composição no écran ao texto impresso diretamente ou a interrogação de dicionários sobre suporte magnético, encontram-se apenas disponíveis em certos materiais, mas a sua generalização está para breve. As possibilidades de acesso aos textos impressos estão longe de poder acompanhar, em quantidade e rapidez, a produção mundial de documentos de caráter científico ou técnico. Afim de permitir acompanhar o ritmo dessa produção, criaram-se bases de dados documentais. No entanto, estes sistemas telemáticos de informação não apresentam uma total eficácia em países como Portugal, dado o seu acesso ser dispendioso e ter de ser feito em língua estrangeira. Atualmente, existem vários projetos de bancos de dados cuja interrogação se processa em língua nacional. As técnicas em que assentam já foram utilizadas no sistema francês TITUS, por exemplo, e constam das propostas de aperfeiçoamento e generalização apresentadas recentemente por grandes empresas de informática que participarão no projeto EUREKA. Estas técnicas repousam em um processamento dos textos em linguagem quase natural utilizando uma gramática relativamente simplificada, seguido de uma representação do texto no interior da máquina de maneira a que ele possa ser reproduzido na língua do utilizador. O sistema que acabamos de apontar resolve a questão linguística, mas não do custo do acesso à informação. Esta só desde há pouco parece poder ser ultrapassada através da técnica dos CD-ROM, discos compactos utilizados como memórias mortas. Cada disco deste tipo pode comportar entre 500 a 600 milhões de caracteres e ser lido em um microcomputador do tipo IBM-PC, cuja adaptação para o efeito não deverá custar mais de dólares. Cada disco, reproduzido em mil exemplares, e isento de direitos de autor, custa apenas cerca de 3 dólares. A difusão de bancos de dados terminológicos sob forma de discos compactos ROM facilitará bastante 30 Ci. Inf., Brasília, 15 (1): 27-32, jan./jun. 1986

5 A informática lingüística e o futuro do português: elementos para definição de uma política nacional em Portugal a sua utilização profissional e, além disso, a diminuição do custo dessa utilização virá permitir que esta se generalize. 4 - CONCLUSÃO A existência de uma indústria da língua pressupõe uma ação linguística concertada a nível nacional, sendo os dois campos em que essa ação se deverá desenvolver, prioritariamente, o da descrição da língua e o da terminologia. Diretamente associados, estes dois aspectos implicam uma mobilização progressiva dos núcleos linguísticos universitários, dos organismos científicos e dos meios industriais e informáticos. Dado a língua portuguesa ter vindo a acompanhar com razoável lentidão a evolução da ciência e da tecnologia registrada nos últimos trinta anos, dever-se-á empreender, a curto prazo, um esforço considerável no sentido de a dotar dos termos especializados de que se vê privada. Nesse sentido, revela-se fundamental a criação de grande número de comissões de terminologia cuja atividade deverá ser coordenada, e impulsionada, por um organismo centralizador. A atividade neológica dessas comissões seria facilitada pelo fato de se poder dispor, como referência auxiliar, do caudal terminológico de outros países latinos, nomeadamente francófonos. Por outro lado, torna-se cada vez mais urgente estabelecer, num quadro estritamente lusófono, uma cooperação visando o enriquecimento dos vocabulários científicos e técnicos. Essa cooperação, que a uniformização a curto prazo da ortografia tornará já menos difícil em relação ao Brasil, deverá encontrar na criação de um Conselho Internacional do Português Científico e Técnico a base organizacional que lhe é indispensável. A União Latina, organização intergovernamental que reúne atualmente vinte e dois países de língua neolatina, entre os quais figuram Portugal e o Brasil, tem vindo a desenvolver, no quadro do seu II Programa - inventário, enriquecimento e informatização dos vocabulários científicos e técnicos das línguas latinas várias ações em prol da língua portuguesa. Alem de ter concluído vários acordos de cooperação técnica de que beneficiarão as suas cinco línguas oficiais, e de ter submetido aos governos português e brasileiro o projeto de criação do Conselho Internacional do Português Científico e Técnico, a União Latina tomou também a iniciativa de proceder, em Portugal e no Brasil, ao inventário das publicações contendo terminologia em língua portuguesa. Com base nestes inventários torna-se desde já possível determinar quais as áreas que sofrem mais acentuadamente de lacunas terminológicas e precisar, estabelecendo comparações com línguas consideradas ricas em terminologia, como o inglês e o francês, qual o grau de empobrecimento da terminologia portuguesa de modo a orientar eficazmente o seu desenvolvimento. A entrada de Portugal na Comunidade Económica Europeia CEE reveste-se também de um aspecto linguístico cujas perspectivas, apesar de muito favoráveis, não têm merecido particular atenção até a data. Limitar-nos-emos aqui a fazer referência a dois projetos ligados, o primeiro diretamente, o segundo acessoriamente, ao processamento automático das línguas da Comunidade: EUROTRA e EUREKA. EUROTRA é um programa lançado pela própria CEE que tem como objetivo a realização de um novo sistema de tradução automática que.deverá substituir futuramente o sistema Systran, utilizado atualmente e criado em 1970, cuja manutenção e aperfeiçoamento, além de dispendiosos, levantam problemas de difícil solução. O projeto prolonga-se por três fases e corresponde a um investimento de 36 milhões de escudos europeus (ECUS). Prevê-se a sua entrada em funcionamento para 1 989, mas é provável que ela só se registre posteriormente. A primeira fase (1983, 1984/ ECUS) foi consagrada à organização do programa e à criação do suporte lógico de base, assim como aos trabalhos linguísticos preparatórios. A segunda fase (1985, 1986/ ECUS) permitirá desenvolver um suporte lógico protótipo, os modelos linguísticos e os pequenos dicionários necessários para proceder às primeiras experiências. A terceira fase (1987, 1988/ ECUS) servirá para desenvolver os trabalhos linguísticos e os dicionários e para pôr à prova o suporte lógico. A participação de Portugal neste projeto poderá permitir, eventualmente, a obtenção de um financiamento por parte da CEE destinado a desenvolver os trabalhos de investigação relativos ao português. Na França, desde 1985, encontram-se a trabalhar na investigação sobre o francês várias Ci. Inf., Brasília, 15 (1): 27-32, jan./jun

6 equipes do Centre National de Ia Recherche Scientifique (CNRS) que obteve para o efeito um financiamento da CEE cifrado em ECUS. No projeto EUREKA inscrevem-se, por seu turno, o plano EUROMATIQUE, que se orienta para a criação de um "sistema de informação multilíngüe" visando a criação de bases de dados de documentação técnica interrogáveis em línguas naturais, e o plano EUROLEXIC. Este último, pilotado pela editora Hachette, tem como objetivo a constituição de uma base de dados lexicográficos multilíngüe que visa a produção de dicionários sobre suportes ópticos numéricos (CD-ROM) no quadro de uma rede europeia de editores. A língua portuguesa não serviu só até hoje para descrever estados de alma. No passado, e a XVII Exposição Europeia veio lembrá-lo, ela serviu também para nomear novas técnicas e descrever novos mundos. Atualmente, os argumentos demográfico e geográfico sendo-lhe favoráveis é falada por 1 72 milhões de pessoas em quatro continentes - temos tendência para pensar que nada pode ameaçar o seu futuro. No entanto, se não forem tomadas, desde já, as medidas necessárias para que esta "língua de poetas" seja também língua da ciência e da tecnologia, isto é, veículo e até mesmo instrumento do progresso, o seu amanhã será sem dúvida incerto, como incerta será, amanhã, a sua presença internacional. The linguistic informatic and the future of the Portuguese language: elements for the deftnition of a national policy in Portugal. ABSTRACT Some aspects of linguistic informatics may imply risks for the preservation of the Portuguese language and culture, because adaptation is refused and foreign proposals are accepted without criticism. A linguistic action is required at national levei, with emphasis on the fíelds of language description and terminology. The Portuguese language is spoken by 172 millions of people throughout the world and its use should be enhanced for science and technology communication. Some elements are pointed out, to obtain a definition of national policy for linguistic informatics and some efforts that have been made by some organizations are described as, The União Latina, which is an intergovernmental institution of 22 countries where of Latin languages are spoken. Projects related to the automation processing of the languages spoken in countries of the European Economic Community (EEC) are also mentioned. 32 Ci. Inf., Brasília, 15 (1): 27-32, jan./jun. 1986

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