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1 retrato dobrasil economia AS EMPREITEIRAS ESTÃO BOMBANDO E LUCRAM COMO NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE PAÍS r$ 8,00 n O 40 novembro de 2010 ciência EM NOVO LIVRO, STEPHEN HAWKING DIZ QUE O UNIVERSO NÃO PRECISOU DE DEUS PARA SER CRIADO

2 retrato dobrasil n o 40 novembro de Ponto de Vista com dilma, no segundo turno A direção da Editora Manifesto reafirma sua recomendação de voto na candidata petista 14 Quanto vale a liberdade? Os crimes de bagatela envolvem furtos de pequeno valor, tratados, em sua maioria, com penas muito severas [Ricardo Viel] 08 À BEIRA DA INTERNAção O caso do Sistema Único de Saúde é grave, apontam diferentes diagnósticos na primeira de duas reportagens sobre o tema [Tânia Caliari] 20 modelo insano A repressão a usuários de drogas fracassou, dizem especialistas. O debate agora é pautado por saúde pública e direitos humanos [Júlio Delmanto] Caco Bressane 24 o presidente do caos Após confronto com policiais rebelados, Rafael Correa, do Equador, vai às ruas defender seu governo e ganha popularidade [Tadeu Breda] 36 eles estão bombando Grupos econômicos que controlam as grandes empreiteiras se dão muito bem atuando, inclusive, na ultralucrativa exploração de rodovias [Rafael Hernandes] 28 a guerra da mídia Na Argentina, o kirchnerismo, de olho na eleição de 2011, trava uma batalha para reduzir o poder dos grandes jornais [Mariana Camarotti] 32 crise e revolta Protesto popular contra o aumento do custo de vida surpreende o governo e aumenta a tensão em Moçambique [Yuri Martins Fontes] Lovatto 44 o novo velho cangaço Livro traça um panorama histórico da realidade econômico-cultural do cangaço após seu desaparecimento [Yuri Martins Fontes]

3 fale conosco: cartas à REDAÇÃO rua fidalga, 146 conj. 42 cep são paulo - sp assinaturas tel ou de 2 a a 6 a, das 9h30 às 17h atendimento AO ASSINANTE tel de 2 a a 6 a, das 9h às 17h Para anunciar tel ou de 2 a a 6 a, das 9h30 às 17h 40 a engenharia do cosmo Em sua mais recente obra, Stephen Hawking diz que Deus não é necessário na criação do Universo, mas, contraditoriamente, baseia suas análises na fé [Flávio de Carvalho Serpa] 46 contribuição À história Uma leitura para os interessados em saber mais sobre a trajetória do Partido Comunista do Brasil, o PCdoB [Jean Rodrigues Sales] 48 uma pedagogia do encanto A Ação Griô Nacional, a rica experiência cultural que vai servir de base para uma política pública permanente [Beatriz Rangel] CIRCULAÇÃO em bancas edições anteriores REDAÇÃO Entre em contato com a redação de Retrato do Brasil. Dê sua sugestão, critique, opine. Reservamo-nos o direito de editar as mensagens recebidas para adequá-las ao espaço disponível ou para facilitar a compreensão. errata Na reportagem Sob fogo cruzado, pág. 22 da última edição, o autor da frase do primeiro parágrafo do bloco Critérios do PISA é João Ricardo, da Associação de Moradores de Vigário Geral. capa Imagem Getty Images / Elaboração Pedro Ivo Sartori EXPEDIENTE - SUPERVISÃO EDITORIAL Raimundo Rodrigues Pereira EDIÇÃO Armando Sartori SECRETÁRIO DE REDAÇÃO Thiago Domenici REDAÇÃO Carlos Azevedo Flávio Dieguez Leandro Saraiva Lia Imanishi Rafael Hernandes Sônia Mesquita Tânia Caliari EDIÇÃO DE ARTE Pedro Ivo Sartori ESTAGIÁRIOS Simone Freire de Carvalho Willian Monte Olívio REVISÃO Silvio Lourenço Felipe Bio Beatriz Camacho Helder Profeta [OK Linguística] COLABORARAM NESTA EDIÇÃO Beatriz Rangel Caco Bressane Carla Bispo Flávio de Carvalho Serpa Jean Rodrigues Sales Júlio Delmanto Lovatto Mariana Camarotti Ricardo Viel Tadeu Breda Weberson Santiago Yuri Martins Fontes Retrato do BRASIL é uma publicação mensal da Editora Manifesto S.A. EDITORA MANIFESTO S.A. PRESIDENTE Roberto Davis DIRETOR VICE-PRESIDENTE Armando Sartori DIRETOR ADMINISTRATIVO Marcos Montenegro DIRETOR EDITORIAL Raimundo Rodrigues Pereira DIRETOR DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS Sérgio Miranda GERENTE COMERCIAL Daniela Dornellas REPRESENTANTE EM BRASÍLIA Joaquim Barroncas Tel ADMINISTRAÇÃO Neuza Gontijo Maria Aparecida Carvalho OPERAÇÃO EM BANCAS Assessoria EDICASE [www.edicase.com.br] Distribuição Exclusiva em Bancas Fernando Chinaglia Comercial e Distribuidora S/A Manuseio FG Press

4 Ponto de Vista Rodrigo Paiva/Folhapress Com Dilma, no segundo turno E pela unidade das forças democrático-populares, para enfrentar os grandes problemas que o País terá pela frente Na edição de setembro, Retrato do Brasil apresentou a seus leitores a recomendação da diretoria da Editora Manifesto para que votassem no primeiro turno na candidata Dilma Rousseff, da coligação liderada pelo PT, para a Presidência da República. Encerrada essa etapa eleitoral, com a passagem para o segundo turno da candidata petista e de José Serra, do PSDB, os dirigentes da empresa reafirmam tal recomendação lembrando que, como na decisão anterior, esta também não foi unânime. As duas candidaturas, no primeiro turno, a rigor, não debateram questões consideradas centrais, como já dissemos e voltamos a reafirmar mais adiante. No primeiro turno e muito mais na campanha do segundo, o debate, inclusive, piorou, quando se arrastou para o campo de um moralismo mesquinho e de uma religiosidade quase medieval. A principal razão que fundamentava nossa proposta de apoio à candidatura Dilma, no entanto, não se alterou: por representar o movimento de amplas forças progressistas articuladas, desde o final dos anos 1980, em torno das candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva e de seus dois governos, ela é a candidata com mais condições de conduzir o governo do País na difícil tarefa de dar mais alguns passos na superação dos seus grandes problemas, especialmente agravados, para o povo mais pobre, pelas reformas liberais dos anos Nova prova disso é a quantidade de entidades desse campo progressista representativas dos trabalhadores, de intelectuais, de religiosos de diversas crenças que se manifestaram em defesa de sua candidatura diante da odiosa campanha de difamação movida contra ela nesses dias finais do pleito. A vitória de Dilma será mais difícil do que muitos imaginavam. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou articular, a partir do campo das forças governistas, uma eleição plebiscitária, já no primeiro turno. Para isso, construiu uma chapa com o grande partido do centro, o PMDB, tendo Michel Temer como vice de Dilma, e alguns partidos da direita. E desestimulou seus aliados mais à esquerda PSB, PDT e PCdoB a construírem outra candidatura, como a de Ciro Gomes. A sua amplíssima margem de aprovação, possivelmente, foi o que levou Lula a crer que poderia decidir o pleito pessoalmente. A rigor, no entanto, ele se colocou tão acima de tudo que boa parte daqueles que tanto o admiram acabaram achando que 4 retratodobrasil 40

5 ele é insubstituível. E o que é pior: essa postura empobreceu o debate político. Para amplas camadas populares, Lula deu a entender que o País ia muito bem e que, por exemplo, talvez graças ao seu excepcional gênio, tinha, como se diz, surfado na marolinha que teria sido, aqui, a grande crise recente do capitalismo global. A contagem dos votos do primeiro turno lançou por terra parte dessas ilusões. Dilma não ganhou como se esperava. Obteve 47,6 milhões de votos, uma votação extraordinária, principalmente quando se leva em conta o fato de ela nunca ter se candidatado a cargo eletivo. Bateu por larga margem seu principal oponente, Serra que obteve 33,1 milhões de votos, candidato com currículo político bem mais extenso. Mas a candidatura de Marina Silva, do PV, nos últimos dias antes da eleição, saltou de aproximadamente 11% das intenções de votos reveladas nas pesquisas para 19,3% obtidos nas urnas. E, na soma final dos votos válidos, Dilma ficou apenas com 46,9%, menos que os 50% necessários para ganhar no primeiro turno. CAMPANHA CONSERVADORA Marina se beneficiou mais diretamente do clima eleitoral que predominou nos 30 dias que antecederam a eleição, quando denúncias de tráfico de influência atingiram Erenice Guerra, a substituta de Dilma na Casa Civil. E, simultaneamente, foi disparada uma campanha, de início silenciosa, mas pouco a pouco mais e mais barulhenta, voltada contra a candidata petista, envolvendo temas como a legalização do aborto e o casamento entre homossexuais. Como Marina tem posições sabidamente conservadoras nessas questões, é razoável supor que parte do eleitorado, que manifestava simpatia pela petista nas pesquisas ou se declarava indecisa, tenha optado pela ex-ministra do Meio Ambiente. O fato de Marina ser assumidamente evangélica também contribuiu para seu crescimento na onda ultraconservadora que se formou: pastores evangélicos assim como bispos e padres católicos se colocaram na linha de frente da campanha contra a ex-titular da Casa Civil. Serra, o candidato que mais lucrou com essa onda, ao ganhar o direito de disputar o segundo turno, algo que uma semana antes do pleito parecia uma missão impossível, não teve qualquer constrangimento, no caso da discussão sobre o aborto, em se colocar francamente ao lado dos mais reacionários. A discussão surgiu a partir da campanha dos grandes jornais conservadores e de organizações da direita militar contra o III Programa Nacional de Direitos Humanos, lançado no final do ano passado pela Secretaria de Direitos Humanos do governo Lula. O programa propõe, entre outros pontos, a criação de uma Comissão Nacional da Verdade, para investigar a violação dos direitos humanos na época da ditadura militar e a instituição do chamado controle social da mídia, pelo qual emissoras de rádio e televisão devem ter obrigações sociais e que dá ao governo a responsabilidade de cassar as concessões caso transmitam programas que violem Para tentar decidir a eleição ainda no primeiro turno, Lula construiu uma chapa com o grande partido do centro, o PMDB, e alguns da direita. E desestimulou seus aliados mais à esquerda a construírem outra candidatura os direitos humanos. Defende também a aprovação de projeto de lei para descriminalizar o aborto, assim como a instituição de legislação que permita a união civil entre pessoas do mesmo sexo. Num primeiro momento, o que mais chamou a atenção para a iniciativa da secretaria foram as propostas relativas à investigação dos casos de tortura e ao controle social da mídia. Nas vésperas da eleição, no entanto, pastores e padres ultraconservadores, aproveitando-se do clima eleitoral, passaram a destacar as questões do aborto e dos homossexuais. E abriu-se uma brecha. Dilma, quando ocupante da Casa Civil, era a segunda maior autoridade do governo que produziu o PNDH3. Por que não o defende em aspectos cruciais? A campanha serrista se aproveitou dessa ambiguidade e a martelou continuamente: apresentou um Serra coerente ele se diz convictamente contra o aborto. E uma Dilma que mudou de opinião no passado, foi a favor da descriminalização do aborto e, agora, mudou de posição. A opinião pública é na sua grande maioria contra a legalização ampla do aborto. Segundo pesquisa realizada pelo Datafolha em 2008, 68% da população brasileira é contrária à mudança na atual legislação, que permite o aborto somente em duas situações: em caso de gravidez provocada por estupro ou quando a gravidez coloca em risco a vida da mulher. Favoráveis à descriminalização são 11% dos brasileiros, enquanto 14% admitem que a legalização seja ampliada para contemplar outras situações. NEM TUDO VAI BEM O peso do conservadorismo nesse debate e sua grande influência no resultado eleitoral é uma das provas de que o País não vai tão bem como pretende nosso presidente. É evidente que o aborto é um problema de saúde pública, dada a enorme quantidade de mulheres que recorrem ao procedimento apesar de sua ilegalidade e nas condições mais precárias. Diante de tal quadro, é mais racional atender a essas pessoas com cuidados médicos adequados. Daí a necessidade da descriminalização. Foi no sentido de defender os direitos femininos que atuaram tanto o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso quanto o de Lula. Na era FHC, aliás, com Serra como ministro da Saúde, ocorreu a normatização para os efeitos dos serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) das formas de aborto permitidas legalmente. Como lembra a nota divulgada em meados do mês passado pela Associação Brasileira de Lésbicas Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), no Ministério da Saúde, Serra também implantou uma política progressista de combate à epidemia do HIV/Aids e, como prefeito e governador, criou as Coordenadorias da Diversidade Sexual. Com relação a Dilma, a entidade afirma que ela fez parte do governo que mais fez pela população LGBT [lésbicas, gays, bissexuais, tra- 40 retratodobrasil 5

6 vestis e transexuais], sendo responsável juntamente com Lula pela convocação da primeira Conferência LGBT do mundo. O problema que o resultado eleitoral do primeiro turno revela é político. O presidente Lula tem qualidades extraordinárias. Uma delas é a de ser um emérito conciliador. Mas, como sua própria experiência passada indica, a conciliação pode fazer parte de um processo de democratização social, mas o que garante o avanço desse processo é a luta dos trabalhadores. E de que forma avançar, por exemplo, em questões como a do aborto? Resolução aprovada pelo 3º Congresso do PT, realizado em 2007, diz que um governo progressista deve agir em defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público, evitando assim a gravidez não desejada e a morte de centenas de mulheres na sua maioria pobres e negras em decorrência do aborto clandestino. O PT chegou a suspender das atividades partidárias os deputados federais Luiz Bossuma (BA) e Henrique Afonso (SC), que se manifestaram contra a resolução e, posterior e sintomaticamente, deixaram o partido, ingressando no PV. Nesse caso, o presidente deve apoiar seu partido e suas resoluções e procurar usar seu prestígio junto ao povo mais pobre e menos esclarecido para elevar a compreensão do problema ou deve adotar uma postura de tolerância em relação aos que querem que o Estado brasileiro, em vez de prestar solidariedade material às mulheres, especialmente as mais pobres e que precisam ser atendidas em casos de aborto, torne-se o gendarme do comportamento de cada uma, para agradar essa ou aquela corrente religiosa fundamentalista? SEM GRANDES TEMAS O rebaixamento do nível do debate nessas eleições é ainda mais grave em relação aos grandes problemas sociais, econômicos e políticos que o País tem pela frente. A campanha de Dilma deixou de abordar as dificuldades que seu possível governo teria na conjuntura que se vislumbra, e em função de o governo Lula ter mantido alguns dos pilares das reformas econômicas liberais dos governos de Fernando Collor de Mello e FHC para melhorar os programas de assistência aos mais pobres que tantos votos lhe proporcionaram. A despeito de todos os avanços mais recentes, o certo é que os níveis de desemprego no País são ainda muito altos, o rendimento real do trabalho é muito baixo e o mercado com empregos formais e bons salários é ainda muito limitado. A porcentagem de trabalhadores ocupados com carteira assinada, que já era relativamente baixa no final dos anos 1980 estava perto de 60%, quando nos países ricos era de 80% despencou para menos de 45% no início de 2004, graças ao longo período liberal e ao comportamento do governo Lula no seu primeiro ano. E, com todos os avanços recentes, ainda está em pouco mais de 50%, agora. Como conclui um documento recente do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), uma das boas criações do governo Lula: o mercado de trabalho formal do Brasil não foi capaz de incorporar parte importante dos trabalhadores; e, quando o faz, em sua maioria é com baixos salários. O documento do MDS diz que, ao ritmo atual, de inclusão no mercado formal de meio milhão de trabalhadores por ano, seriam necessários mais de 90 anos para incluir na produção formal todos os inscritos no chamado cadastro único o cadastro oficial, com 50,4 milhões de pessoas em idade ativa com necessidade de ajuda, entre os quais estão os 32,7 milhões inscritos no Bolsa Família, o principal programa do governo de ajuda aos mais pobres. A candidatura Dilma prometeu melhorar substancialmente essa situação, mas não apresentou no seu programa uma crítica de fundo às políticas liberais que agravaram esse antigo problema brasileiro, nem o caminho a ser seguido para superá-lo. Como se um avanço na sua solução fosse apenas uma questão de manter as mesmas políticas do governo Lula. Uma análise mais detalhada do Bolsa Família e sua discussão num contexto mais amplo é relevante para compreender as dificuldades que terá um possível governo Dilma. O Bolsa Família evoluiu 6 retratodobrasil 40

7 lenta mas continuamente no governo Lula, passando, entre 2004 e 2009, de 0,15% para 0,38% do PIB do País e de 2,3 bilhões para 11,8 bilhões de reais distribuídos nas camadas mais pobres da população. O programa foi estabelecido pelo governo Lula em E incorporou vários outros com o mesmo sentido já existentes: Bolsa Escola, Bolsa Alimentação, Vale Gás, Cartão Alimentação e Bolsa Cidadã, para jovens e para crianças em situação de trabalho infantil. Esses programas, criados pelos liberais, eram chamados de compensatórios. E, embora os políticos do PSDB e do atual DEM que os criaram não o admitam, visavam compensar, melhor dizendo, reduzir minimamente, o enorme peso que o ajuste liberal da economia brasileira jogou sobre as costas dos trabalhadores em geral e dos mais pobres e menos instruídos em particular. BOLSA CAPITAL O número que melhor mede o peso desse ajuste é o dos juros pagos pelo Estado sobre a dívida pública do País. O ajuste liberal os aumentou em 100%, de aproximadamente 2,5% do PIB em 1995, quando se firmou o chamado Plano Real, para os cerca de 5% atuais. Algo como 180 bilhões de reais neste ano, quase 20 vezes mais que os gastos previstos para o Bolsa Família. Os juros pagos sobre a dívida pública são chamados por alguns bons economistas como o Bolsa Capital. O Estado distribui o Bolsa Família como uma compensação para os pobres. O Bolsa Capital é uma compensação do Estado para os muito ricos. Funciona como uma espécie de muleta para os grandes capitalistas, numa economia muito limitada como a nossa, tanto pelo alto grau de exploração dos trabalhadores quanto pelas limitações do desenvolvimento nacional decorrente da remessa de riquezas para o centro do sistema capitalista desenvolvido, cujas empresas estão instaladas no País. Os que achavam ser a questão central a ser decidida nas atuais eleições brasileiras a de manter o rumo seguido atualmente não veem a grande mudança em curso no mundo, em função do enorme abalo verificado nos países capitalistas ricos com a crise do seu sistema e do grande ajuste imaginado por eles para despejar os custos de uma transição que os mantenha acima dos países emergentes e mais pobres. Mantega: o ministro se diz alarmado com a guerra cambial entre EUA e China Recentemente, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, chamou a atenção para o fato de que o mundo vive uma guerra cambial. Essa peleja, basicamente, está sendo travada pelo EUA e pela China. Os americanos, que há anos mantêm gigantescos déficits no seu comércio exterior e os financiam emitindo títulos da dívida pública, pressionam os chineses para que valorizem sua moeda nacional, o yuan, de forma que as mercadorias chinesas percam competitividade em relação às americanas. Dessa forma, esperam reduzir o déficit monumental dos EUA no comércio bilateral entre os dois países. Os chineses, por sua vez, se recusam a valorizar sua moeda da forma como os americanos gostariam algo como pelo menos 20%. E mantêm uma política cambial que atrela o yuan ao dólar. A moeda americana tem se desvalorizado frente a outras moedas, especialmente agora que os EUA tentam sair da crise emitindo dólares, comprando títulos de dívida privada de pagamento duvidoso, para estimular a economia e evitar que a crise volte. Mas o yuan acompanha o dólar e também se desvaloriza. E tudo continua na mesma. A política americana está despejando montanhas de dólares sobre as economias emergentes. E um dos seus resultados é a asfixia do setor produtivo dos países que não têm, como a China, políticas efetivas de controle do movimento de capitais. No caso brasileiro, como o câmbio é flutuante, as medidas adotadas pelos EUA para desvalorizar o dólar e, com isso, incentivar suas exportações, têm se refletido em valorização do real. A enorme liquidez do mercado financeiro internacional, fruto das iniciativas americanas, encontram no País um destino promissor, dada, principalmente, a elevada taxa de juro real aqui praticada, a maior do mundo desde 1992, quando o governo Collor a elevou e, assim, criou as bases para o Plano Real. Como um governo Dilma sairia dessa situação? Ela governaria eventualmente com uma amplíssima coligação de forças, pelo fato de a chamada base lulista ter crescido, de ter ampliado a vantagem que já tinha na Câmara dos Deputados e conquistado uma expressiva vitória no Senado. Mas essa aliança pode fazer o que, se é tão ampla? Poderia fazer avançar os direitos das mulheres? Poderia alterar a catastrófica política de juros estratosféricos? Eis perguntas que ficaram sem resposta. Getty Images 40 retratodobrasil 7

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