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1 SISTEMA REPRODUTIVO SISTEMA REPRODUTIVO, Introdução Fenômenos Reprodutivos (Tabelas) Períodos de Gestação Períodos de Incubação Características do Ciclo Reprodutivo Gônadas Trato Genital Tubular Feminino Trato Genital Tubular Masculino Infertilidade e suas Manifestações Método Diagnóstico para os Problemas de Infertilidade Princípios de Terapia ABORTO, GR AN Indução do Aborto e do Parto Aborto nos Suínos Abortamento Clamidiano Bovinos Abortamento Enzoótico nos Ovinos e Caprinos Aborto Bovino Epizoótico Campilobacteriose Genital Ovina ABORTO, PQ AN (ver MCN) SÍNDROME DE AGALACTIA Porcas Insuficiência Lactacional nas Porcas Periparturientes Agalactia Contagiosa e Outras Mastites Micoplasmais dos Pequenos Ruminantes CAMPILOBACTERIOSE GENITAL BOVINA TRICOMONÍASE BOVINA UBEROPATIAS BOVINAS Mamilite Ulcerativa Bovina Doenças Congênitas e Fisiológicas Mastite (ver adiante) Pseudovaríola Bovina (ver PEL) Doenças Traumáticas Acne do Úbere BRUCELOSE Brucelose nos Bovinos Brucelose nos Cães Brucelose nos Caprinos Brucelose nos Eqüinos Brucelose nos Suínos Brucelose nos Ovinos ANOMALIAS CONGÊNITAS E HEREDITÁRIAS OVARIOPATIA CÍSTICA Ovariopatia Cística Folicular

2 Sistema Reprodutivo 774 Ovariopatia Cística como um Problema no Rebanho Ovariopatia Cística Lútea DOENÇAS DO SISTEMA REPRODUTIVO, PQ AN Distúrbios da Fêmea Metrite Aguda Distocia Pseudoprenhez nas Cadelas Cistos Foliculares: Ninfomania Mastite Piometria Hiperplasia Vaginal Vaginite Distúrbios do Macho Orquite Aguda/Epididimite Orquite Crônica/Epididimite Balanopostite Parafimose Fimose Tumor Venéreo Canino Transmissível EXANTEMA COITAL EQÜINO TUMORES MAMÁRIOS MASTITE, GR AN Teste de Mastite da Califórnia Mastite nas Vacas Controle da Mastite Bovina Mastite nas Cabras Mastite nas Éguas Mastite nas Ovelhas Mastite nas Porcas METRITE, GR AN Metrite Contagiosa Eqüina GESTAÇÃO PROLONGADA NOS BOVINOS E NOS OVINOS PROSTATOPATIAS Hiperplasia Prostática Benigna Cálculos Neoplasias Cistos Prostáticos e Paraprostáticos Prostatite RETENÇÃO DA PLACENTA, GR AN Vacas Éguas Outras Espécies POSTITE E VULVITE ULCERATIVAS PROLAPSO E EVERSÃO UTERINOS PROLAPSOS VAGINAL E CERVICAL VAGINITE E VULVITE, GR AN

3 SISTEMA REPRODUTIVO, INTRODUÇÃO Devem-se considerar todas as funções do sistema reprodutivo ao se resolver problemas de reprodução. As diferenças do sistema reprodutivo entre os sexos e as espécies são complexas. Em ambos os sexos, existem órgãos sexuais primários e centros reguladores primários. Também em ambos os sexos, as gônadas e os órgãos genitais tubulares adaptados à função constituem os órgãos sexuais primários. A hipófise e o hipotálamo são os centros reguladores primários principais; conseqüentemente, a função reguladora é, em parte, neurendócrina em natureza. Nas fêmeas prenhes, a unidade fetoplacentária tem um papel significativo na manutenção e na terminação da prenhez. FENÔMENOS REPRODUTIVOS As características cronológicas e fisiológicas do ciclo reprodutivo nas várias espécies se encontram resumidas nas tabelas seguintes. GÔNADAS Sistema Reprodutivo, Introdução 775 Ambos os sexos possuem um par de gônadas, cujas funções principais são a gametogênese e a esteroidogênese. Ambas as funções são reguladas primariamente pelas gonadotrofinas liberadas pela hipófise anterior, sob a influência do hipotálamo. Este último é mediado por um peptídeo, o hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH); a secreção e a liberação do GnRH são governadas por estímulos do SNC e um mecanismo de feedback, por hormônios produzidos por outros órgãos endócrinos como as gônadas, a hipófise, a tireóide e as adrenais. Ovários As gônadas femininas intra-abdominais variam em tamanho e localização dependendo da espécie. Apenas as da vaca e as da égua podem ser examinadas diretamente por palpação retal. Uma vez que se atinja a puberdade (ver TABELA 3) e um animal comece a ciclar, alteram-se o tamanho e a forma dos ovários por meio de estruturas funcionais cíclicas, isto é, os corpos lúteos (CL) e os folículos. De acordo com um conceito simplificado, o hormônio folículo-estimulante (FSH), é responsável pelo desenvolvimento do(s) folículo(s) e pela síntese de estrogênios por parte das células tecais. Uma vez que se atinja um determinado nível de estrogênio, libera-se o hormônio luteinizante (LH) nas espécies de ovulação espontânea. Esse pico de LH precede a ovulação, que é seguida pelo desenvolvimento do CL. O aumento do número de células lúteas ocorre paralelo a uma elevação na progesterona sérica. Nas fêmeas poliéstricas sazonais e poliéstricas não prenhes (ver TABELA 3), a vida funcional e morfológica do CL é terminada pela prostaglandina endogenosa (PG)F 2α proveniente do útero. À medida que o CL regride, desenvolve(m)-se novo(s) folículo(s) ovulatório(s), que completa(m) o ciclo estral. Podem-se monitorar as alterações hormonais durante o ciclo estral por radioimunoensaio e ELISA dos hormônios no sangue, no leite ou nos outros fluidos corporais. A ciclagem estral continua após a puberdade, a menos que seja interrompida pela prenhez, e em algumas espécies, pela estação ou pela lactação durante o período pós-parto imediato. A ciclagem também é bloqueada pelas afecções patológicas dos ovários (por exemplo, atrofia nutricional e estressante e cistos ovarianos) e pelas doenças uterinas (por exemplo, piometria e endometrite severa), que podem resultar em um CL persistente. Os estrogênios e a progesterona, os principais hormônios gonadais, atuam localmente, afetam os órgãos-alvo tais como o trato genital tubular, e regulam a liberação de gonado-

4 Sistema Reprodutivo, Introdução 776 TABELA 1 Períodos de Gestação* Animais domésticos Dias Animais silvestres DiasM a- Gato Bovinos, angus 281 ayrshire 279 brahman 292 suíço castanho 290 charolês 289 guernsey 283 hereford 285 holstein 279 jersey 279 limousin 289 shorthorn 282 simmental 289 Cão Asno 365 Caprino Eqüino pesado leve Lhama 330 Suíno Ovino, raças de carne raças de lã Animais de pele Dias Chinchila Furão 42 Raposa Marta européia Visom Ondatra Ratão-do-banhado (coypu) Lontra Coelho Lobo caco de Gibraltar 210 Urso preto 210 Bisão 270 Camelo 410 Coiote Veado da Virgínia Elefante Cervo nobre (uapiti) Girafa Lebre 38 Hipopótamo Canguru vermelho 38** Leopardo Leão 108 Sagüi Macaco, mico Alce Boi almiscarado 270 Gambá Pantera Porco-espinho 112 Antilocabra Guaxinim 63 Rena Rinoceronte africano Foca 330 Musaranho 20 Cangambá Esquilo cinzento Anta Tigre Morsa Cachalote Marmota * Ver também ALGUNS DADOS FISIOLÓGICOS DOS ANIMAIS DE LABORATÓRIO, página ** O atraso do desenvolvimento demora tanto quanto um canguruzinho fica na bolsa. Aves domésticas Galinha Pato Pato selvagem 35 Ganso Galinha-d angola 28 Peru 28 TABELA 2 Períodos de Incubação Dias Aves de caça e gaiola Dias Periquito australiano Tentilhão Papagaio Faisão 24 Pombo Codorniz Cisne 33 36

5 Espécie Idade na puberdade Bovina 4 18 (12) meses. Geralmente primeiro acasalamento 15 meses Tipo do ciclo Poliéstrico, o ano todo TABELA 3 Características do Ciclo Reprodutivo Duração do ciclo 21 dias (18 24) Duração do estro 18h (10 24) Melhor época de acasalamento Inseminação da metade do estro até 6h após o final Sistema Reprodutivo, Introdução 777 Primeiro estro após o parto Varia*, melhor acasalar em dias Observações Ovulação 10 12h após o fim do estro. Sangramento uterino 24h depois da ovulação na maioria, mas pode exigir um exame vaginal para detecção Eqüina (18) meses Poliéstrico sazonal no início da primavera Muito variável, 21 dias (19 26) 6 dias (2 10) Dura poucos dias; deve-se acasalar a intervalos de 2 dias 4 14 dias (9) Ocorre ovulação dupla em 20% dos períodos estrais, mas os gêmeos raramente progridem até o termo Ovina 7 12 (9) meses Poliéstrico sazonal, início do outono até inverno. Estações prolongadas nos dorsets e nos merinos dias (14 20) 24 48h 18 20h após o início do estro Próximo outono Ovulação perto do final do estro Suína 4 9 (7) meses Poliéstrico, o ano todo 21 dias (16 24) 2 3 dias 24h após o início do estro 4 10 dias após o desmame Ovulação usualmente 40h após o começo do estro Caprina 4 8 (5) meses Poliéstrico sazonal, do início do outono até o fim do inverno dias (19) 2 3 dias Diariamente durante o estro Próximo outono Muitos intersexos nascem em linhagens mochas (Continua)

6 Sistema Reprodutivo, Introdução 778 Espécie Cão Gato Idade na puberdade 5 24 meses. Mais cedo nas raças pequenas. Mais tarde nas raças maiores 4 12 meses (10 meses); meses nos persas) Tipo do ciclo Monoéstrico não sazonal Ovulação provocada, poliestro sazonal na primavera e início do outono TABELA 3 (Cont.) Características do Ciclo Reprodutivo Duração do ciclo meses Duração do estro 2 21 dias (média de 6 12) Melhor época de acasalamento A partir do segundo dia de estro e em dias alternados, daí para o final do estro dias 6 7 dias Diariamente, a partir do segundo dia do estro Primeiro estro após o parto Poucos meses (um período de metestro de meses seguido de um período de anestro altamente variável) Observações Sangramento do proestro por 7 10 dias. Ovulação geralmente 1 3 dias após a primeira aceitação. Óvulos eliminados antes de se expulsar o 1º corpúsculo polar. A pseudoprenhez geralmente termina entre 60 e 70 dias 4 6 semanas Ovulação 24 48h após coito. Pseudoprenhez dura 36 dias. Cruzamentos inférteis prolongam o aparecimento do próximo ciclo 45 dias Raposa 10 meses Monestro de dezembro a março, mas sobretudo do fim de janeiro a fevereiro 2 4 dias Próximo inverno Ovulação usualmente no primeiro ou segundo dia de receptividade. Óvulo solto antes da expulsão do primeiro corpo polar. Nenhum sangramento do proestro Visom 10 meses Ovulação provocada. Poliestro sazonal da metade de fevereiro ao início de abril Ondas de folículos em intervalos de 7 10 dias 2 dias Ovulação induzida Próxima primavera A ovulação começa 36 48h após o coito, que deve durar 30min

7 Sistema Reprodutivo, Introdução 779 Chinchila g ( meses) Ratão-do-banhado Coelho Macaco rhesus (Macaca mulatta) Poliestro intenso de novembro a maio dias (41) Vagina perfurada dias durante o estro; acasalamento à noite Acasala na segunda noite, raramente na terceira 5 a 8 meses Poliéstrico dias 2 a 4 dias 48h 5 a 9 meses. Varia de 4 a 12 meses na maioria das raças Ovulação provocada. Acasala mais ou menos o ano todo; pode apresentar anestro sazonal 3 anos Poliéstrico o ano todo; tendência para ciclos anovulatórios no verão norte-americano Ciclos estrais irregulares dias (23 33) Até 1 mês Quando a vulva fica aumentada de volume e hiperêmica 3 dias Perto da ovulação dias do ciclo 2 48h. Ovulação na segunda noite Imediatamente, mas os blastocistos morrem se a coelha amamentar uma grande ninhada Após o desmame dos filhotes anteriores Nos EUA, não acasala bem no verão. Ovulação h após o coito. A pseudoprenhez dura dias A menstruação dura 4 6 dias; a ovulação, geralmente 13 dias após o início Rato Camundongo 37 a 67 dias, varia conforme a linhagem; comprimento do corpo na puberdade de mm 35 dias (28 a 49) Poliéstrico o ano todo Poliéstrico o ano todo 4 5 dias 14h (12 18) geralmente, inicia-se em 7h da noite Geralmente 4 ou 5 dias Algumas horas a partir das 10h da noite Perto da ovulação Dentro de 24h Ovulação logo após a meianoite. A estimulação cervical causa pseudoprenhez que dura por dias Fêmea mais receptiva durante as primeiras 3h Dentro de 24h Ovulação logo após a meianoite. A estimulação da cérvix causa pseudoprenhez que dura dias (Continua)

8 Sistema Reprodutivo, Introdução 780 TABELA 3 (Cont.) Características do Ciclo Reprodutivo Espécie Idade na puberdade Tipo do ciclo Duração do ciclo Duração do estro Melhor época de acasalamento Primeiro estro após o parto Observações Cobaia dias Poliéstrico o ano todo dias 6 11h. Começa geralmente à noite A partir do meio do estro Em geral imediatamente Ovulação 10h após o início do estro Hâmster 4 6 semanas Poliéstrico o ano todo. Poucas prenhezes no inverno Gerbilo da Mongólia 4 5 dias 12h, uma noite Meio do estro Após o desmame Ovulação 8 12h após o início do estro. A pseudoprenhez dura 7 13 dias 9 a 12 semanas Poliéstrico 4 a 6 dias 12 15h Meio do estro 1 a 3 dias Ovulação espontânea 6 a 10h após o cruzamento * Muitas vacas normais ovulam logo em 8 a 12 dias após o parto, com ou sem sinais detectáveis de estro.

9 Sistema Reprodutivo, Introdução 781 trofinas por meio de um mecanismo de feedback tanto no hipotálamo como na hipófise anterior. Além desses locais de ação, os hormônios sexuais femininos também são responsáveis pelas características sexuais, pelo comportamento e pela lactação. Testículos Como os ovários, os testículos possuem uma função dupla: espermatogênese e secreção de hormônios esteróides. Em termos simples, a espermatogênese é estimulada pelo FSH e aumentada pelos androgênios, primariamente a testosterona. As células de Leydig, sob a influência do LH, produzem a testosterona e, em algumas espécies (por exemplo, a eqüina), também produzem estrogênios. Exige-se a testosterona para o desenvolvimento e a função das glândulas acessórias, dos órgãos copulatórios, das características sexuais masculinas e do comportamento. Para uma espermatogênese ideal, os testículos dos mamíferos devem descer para a cavidade escrotal; no entanto, ocorre esteroidogênese testicular intra-abdominal, e não se prejudica a libido dos garanhões, cachaços e cães criptorquídicos. O fotoperíodo afeta tanto a formação de células espermáticas como a esteroidogênese nos machos das espécies com um padrão reprodutivo sazonal. Reduzem-se a qualidade do sêmen, a libido e a capacidade de acasalamento durante o período anestral das fêmeas. Encontram-se disponíveis métodos de avaliação de amostras representativas de sêmen e ensaios hormonais para a avaliação da função testicular. A palpação e a mensuração dos testículos podem revelar afecções patológicas. TRATO GENITAL TUBULAR FEMININO Exceto quanto ao vestíbulo, que se desenvolve a partir do seio urogenital, o trato genital feminino deriva dos dutos paramesonéfricos (müllerianos) embrionários. Cada um dos segmentos se adapta para preencher a sua função. Assim, o oviduto (por meio de sua motilidade) adquire o(s) óvulo(s) e propele o zigoto(s) para o útero, enquanto a sua secreção proporciona um ambiente apropriado para a sobrevivência dos gametas, a fertilização e os primeiros dias críticos da vida embrionária. A interferência na motilidade ou na secreção leva à infertilidade. A variação entre as espécies do útero bicórneo e em forma de Y envolve o tamanho do corpo e o comprimento dos cornos, que se adaptam para acomodar um número e uma forma de feto(s) espécie-específico(s). A cérvix proporciona uma barreira protetora, relativamente efetiva, contra as infecções ascendentes, exceto nas espécies em que o sêmen se deposita intra-uterinamente, por exemplo, na espécie eqüina. Exige-se uma integridade morfológica e funcional do útero e da cérvix para o estabelecimento e a manutenção da prenhez e para o parto. As infecções contraídas no acasalamento e durante o parto e puerpério e as suas seqüelas são causas comuns da infertilidade das fêmeas. Elas interferem na função uterina normal, incluindo a liberação da PGF 2α. A aplicabilidade dos métodos diagnósticos para a detecção das anormalidades uterinas e cervicais depende da espécie, do tamanho do animal e da anatomia da cérvix. Clinicamente, diagnosticam-se os casos por meio de palpação retal e abdominal, vaginoscopia e histeroscopia por fibra óptica, radiografia e ultra-sonografia transretal. Os auxílios diagnósticos laboratoriais incluem o exame microbiológico e citológico dos exsudatos ou das secreções, o exame histológico das biópsias, a citologia endometrial e os ensaios hormonais. O trato posterior (que consiste de vagina, vestíbulo e vulva) serve como o órgão copulatório e como o último segmento do canal de nascimento. Também proporciona um caminho para as infecções ascendentes, particularmente quando se perde ou se reduz a efetividade do esfíncter da vulva devido a um traumatismo ou a um relaxamento. As infecções puerperais envolvem comumente o trato tubular inteiro. Além disso, a infecção vestibulovaginal perpetuada pela urovagina e pela pneumovagina sustenta uma infecção crônica no útero bovino e no eqüino. No

10 Sistema Reprodutivo, Introdução 782 entanto, o vestíbulo e a vagina podem-se inflamar, mesmo quando o útero estiver normal, ou mesmo prenhe. Ao contrário, nas piometrias de cérvix fechada nas vacas e nas cadelas, a vagina e o vestíbulo podem estar essencialmente normais. TRATO GENITAL TUBULAR MASCULINO Nos machos, o trato tubular proporciona um caminho para as células espermáticas e o sêmen. Ele começa como os dútulos eferentes dos testículos, incluindo a cabeça, o corpo e a cauda do epidídimo, e continua como duto deferente. O duto deferente sobe para a cavidade abdominal através do anel inguinal e passa pela face dorsal da bexiga para entrar na uretra pélvica. As uretras peniana e pélvica são divididas como saídas para o sêmen e a urina. Ao longo desse caminho, determinados segmentos do trato evoluíram morfológica e funcionalmente para realizarem funções específicas adicionais. Os epidídimos se envolvem na maturação e no armazenamento das células espermáticas e na absorção seletiva dos espermatozóides anormais. As ampolas e as glândulas sexuais acessórias (ou seja, as vesículas seminais, a próstata e as glândulas bulbouretrais) contribuem para a formação do plasma seminal. O tamanho e a forma das glândulas sexuais acessórias variam entre as espécies. As vesículas seminais e as glândulas bulbouretrais (ou de Cowper) se encontram ausentes nos cães. Nos touros, os epidídimos e as vesículas seminais são locais comuns de infecção. A epididimite também é comum nos carneiros. A hipertrofia e a neoplasia prostáticas se encontram primariamente nos cães, e podem ser detectadas por palpação retal. Na maioria dos animais, podem-se diagnosticar as afecções patológicas dos epidídimos (por exemplo, as várias formas de inflamação, dilatação cística [espermiostasia] e aplasia segmentar) por meio de palpação escrotal. As outras doenças ou distúrbios funcionais podem exigir a avaliação de uma ou várias amostras de sêmen. Podem-se avaliar clinicamente as vesículas seminais apenas nos animais que sejam grandes o suficiente para uma palpação retal. INFERTILIDADE E SUAS MANIFESTAÇÕES A interação do SNC, do hipotálamo, da hipófise, das gônadas e dos seus órgãosalvo resulta em cadeias muito bem coordenadas de eventos fisiológicos que levam ao estro e à ovulação na fêmea, e à ejaculação do sêmen fértil pelo macho. Para resultados ideais, a ovulação e a deposição do sêmen no trato genital feminino devem estar intimamente sincronizadas. A falha de qualquer evento funcional único em ambos os sexos leva à infertilidade ou à esterilidade. A manifestação definitiva de infertilidade é a falha na produção de filhotes. Nos animais poliéstricos, um número subnormal de filhotes também constitui infertilidade. Nas fêmeas, a infertilidade pode se dever a uma falha no ciclo, a aberrações no ciclo e período estrais (com base na disfunção dos ovários ou do eixo hipotalâmicohipofisário), a uma falha na concepção ou à morte pré e perinatal. Os problemas de infertilidade principais dos machos são os distúrbios da produção, do transporte ou do armazenamento de espermatozóides; a aberração da libido; e a incapacidade parcial ou total para acasalar. A maioria, se não a totalidade, dos principais problemas de infertilidade possui uma etiologia complexa; vários fatores, sozinhos ou em combinação, podem causar falhas reprodutivas. A patogenia pode ser igualmente complexa. Método diagnóstico para os problemas de infertilidade Já que a fêmea dá à luz os filhotes, ela reflete ou o sucesso ou a falha da reprodução. No entanto, especialmente nos animais naturalmente acasalados mas também na IA, o primeiro passo diagnóstico (independentemente da queixa) consiste no estabelecimento do papel etiológico da fêmea e do macho.

11 Sistema Reprodutivo, Introdução 783 Nos anos recentes, o homem tem assumido mais e mais responsabilidade para determinados aspectos da reprodução, tais como a observação do estro, a preservação do sêmen e a inseminação; cada ponto de interferência é uma fonte potencial de erro. Conseqüentemente, devem-se considerar os erros humanos, que são detectados ou descartados pela avaliação do desempenho com a ênfase principal nas técnicas e nos procedimentos, e sua adequação e qualidade. Têm-se desenvolvido métodos diagnósticos para testar a sanidade anatômica e funcional de ambos os sexos. Esses métodos variam do exame clínico sustentado por auxílios diagnósticos tais como a endoscopia e a ultra-sonografia, até testes laboratoriais incluindo ensaios hormonais, microbiologia, citologia, sorologia, exame citogenético, avaliação do sêmen, etc. A escolha dos métodos de exame é determinada pela espécie e pelo tamanho do animal. As decisões com relação ao tipo e à extensão dos testes de laboratório se baseiam na história e na informação obtidas durante o curso do exame. O plano diagnóstico deve fornecer evidências para o estabelecimento do papel da fêmea, do macho e do criador em cada caso de falha reprodutiva. Os problemas reprodutivos raramente são acompanhados por sinais alarmantes de doença. Além disso, existe um intervalo entre a ocorrência da falha e a sua manifestação aparente. Os exemplos incluem os intervalos entre um serviço sem sucesso e o retorno ao estro ou uma falha em parir. Este período de atraso pode permitir uma recuperação do animal e assim o exame pode produzir resultados negativos. A interpretação dos resultados também deve levar em conta as diferenças entre as espécies, e naquelas com um padrão reprodutivo sazonal, a infertilidade pode ser fisiológica durante determinados períodos do ano. PRINCÍPIOS DE TERAPIA (Ver também MANEJO DA REPRODUÇÃO, pág ) As demandas crescentes pela eficiência de produção, junto com as alterações ambientais (por exemplo, o alojamento e os sistemas de manejo) e, em muitos casos, com a erradicação de sucesso de infecções específicas (por exemplo, a brucelose, a tuberculose e a campilobacteriose), causaram uma modificação nas estratégias terapêuticas nas várias espécies domésticas. Especialmente nos animais de consumo alimentar, e em até certo grau nos eqüinos, o método terapêutico de escolha consiste freqüentemente de uma combinação de agentes farmacológicos e da correção dos problemas de manejo. Os tratamentos com base no rebanho também se tornaram mais importantes, especialmente à luz da necessidade de uma efetividade de custo (por exemplo, o aumento do uso de agentes farmacológicos no manejo reprodutivo tal como a sincronização do estro, a superovulação, a indução do parto e o tratamento do anestro e do subestro). As outras tendências terapêuticas nos animais de consumo alimentar são o resultado de um aumento no conhecimento dos possíveis riscos dos resíduos antimicrobianos e hormonais nos tecidos e no leite; as alternativas a uma antibioticoterapia justificam uma atenção aumentada. Nos animais pequenos, a alteração da estratégia terapêutica não é tão evidente quanto nos animais grandes. O animal individual ainda permanece em foco, e o ambiente dessas espécies não passa pelas mesmas alterações como no caso dos animais grandes. Porém, as técnicas diagnósticas e os tratamentos se tornaram mais sofisticados. Uma terapia mais eficiente pode propagar uma predisposição hereditária para uma redução da fertilidade por cura de doenças que antes eram autolimitantes; deve-se considerar isso sempre que se lidar com problemas de fertilidade. Controle farmacológico da reprodução O controle do ciclo estral mais comumente a sincronização do estro geralmente se baseia em agentes que agem diretamente nos ovários (por exemplo, o FSH, o LH ou as preparações com efeitos

12 Sistema Reprodutivo, Introdução 784 semelhantes, tais como a gonadotrofina sérica da égua prenhe [PMSG] ou a gonadotrofina coriônica humana [HCG] e as prostaglandinas) ou em agentes que agem principalmente no nível hipofisário-hipotalâmico (GnRH, progesterona, progestinas). A superovulação, que se tornou uma parte essencial da transferência de embriões, geralmente é obtida por meio de um tratamento hormonal durante um determinado estágio do ciclo com o FSH ou com agentes com o efeito deste (por exemplo, a PMSG) combinados com uma droga com o efeito do LH (por exemplo, a HCG). Nos ruminantes, utiliza-se a PGF 2α ou os seus análogos para lise do CL e indução do estro após a estimulação do desenvolvimento folicular múltiplo pelo FSH. As afecções patológicas dos ovários (ovários císticos, retardamento da ovulação) são tratadas freqüentemente com preparações com o efeito do LH (por exemplo, a HCG) ou com o GnRH. No caso do CL persistente, as prostaglandinas se tornaram o tratamento de escolha. Tem-se tratado experimentalmente a inatividade ovariana pósparto (anestro pós-parto) com pulsos de FSH ou de GnRH repetidos com o tempo. No entanto, os sistemas práticos de entrega desses produtos não se encontram disponíveis atualmente, e as afecções tais como o anestro da lactação permanecem difíceis de tratar. Em algumas espécies (por exemplo, os suínos), o retardamento da puberdade responde freqüentemente ao tratamento com uma droga com um efeito folículoestimulante (FSH, PMSG ou uma combinação de PMSG e HCG). As outras áreas nas quais os hormônios exógenos podem exercer um papel no controle da reprodução são a prenhez e o parto. Utilizam-se os estrogênios como abortivos em algumas espécies (por exemplo, os bovinos), mas as prostaglandinas geralmente são mais eficazes. Também se utilizam estrogênios no impedimento de uma prenhez após um acasalamento indesejado (por exemplo, nos cães). Pode-se utilizar a progesterona ou os vários progestogênios na supressão do estro para impedir o acasalamento em todas as espécies. Na indução do parto, que se tornou uma ferramenta importante de manejo em algumas espécies (por exemplo, os suínos e os bovinos), utiliza-se o tratamento com corticosteróides ou PGF 2α ou uma combinação disso. As fêmeas com um feto morto geralmente não respondem bem aos corticosteróides. Nos suínos, parece que tanto a PGF 2α como uma combinação desta e da ocitocina são melhores. Nas éguas, a ocitocina é mais eficaz. Em todas as espécies, torna-se importante que o animal seja preparado para o parto. Quanto menos preparado estiver o trato reprodutivo (por exemplo, a cérvix, a unidade fetoplacentária e a glândula mamária), maior será o risco de complicações. No caso das afecções tais como o prolongamento da gestação, utilizam-se os mesmos agentes que no caso da indução do parto nos animais normais. Nos distúrbios uterinos (piometria, retenção da placenta e endometrite), os melhores agentes não antibióticos são os que podem causar contrações do miométrio, aumentar o fluxo de sangue uterino e mobilizar os mecanismos de defesa para o útero. Pode-se conseguir isso com os estrogênios e a ocitocina. As prostaglandinas possuem um estímulo forte nas contrações do miométrio nos cães e nas vacas em ciclagem, mas não nas vacas em pós-parto. A piometria nas vacas é melhor tratada com a PGF 2α, já que a afecção se define como incluindo a presença de um CL. Tratamento antimicrobiano Utilizam-se os agentes antimicrobianos, mais comumente os antibióticos, no tratamento das infecções do trato reprodutivo em todas as espécies. A seleção da droga deve-se basear na identificação microbiológica e nos testes de sensibilidade. A dose, a via de administração e o intervalo de dosagem variam entre as espécies e com o estado microbiológico, a distribuição tecidual e sangüínea, etc. A maioria dos antibióticos administrados sistemicamente penetra melhor nos tecidos do trato reprodutivo que aqueles administrados localmente, em especial quando se encontrar presente uma endometrite ou uma metrite severa. Uma tendência recente consiste no uso de doses mais altas ou de um intervalo de dosagem mais curto para se obterem níveis sangüíneos, distribuição

13 Muitos abortos nos bovinos e nos ovinos resultam de uma infecção que alcança o feto através da circulação materna. O primeiro passo consiste na identificação da causa do aborto para que se possam tomar as medidas preventivas. Porém, o diagnóstico da causa é difícil e só se faz um diagnóstico positivo em 25% dos casos. Discutem-se as infecções importantes que podem levar ao aborto em seus respectivos tópicos (ver MANEJO DA REPRODUÇÃO: BOVINOS CAUSAS DO ABORTO, pág. 1374, e DOS EQÜINOS ABORTO, pág. 1386). Nos ovinos nos EUA, a causa mais comum de aborto é a campilobacteriose. Os outros agentes associados com o aborto nos ovinos incluem: a Toxoplasma gondii, o vírus da língua azul, a Brucella ovis, as clamídias, as leptospiras, a Listeria monocytogenes e as Salmonella spp. Semelhantemente, as doenças infecciosas importantes que causam aborto nos suínos (ver adiante) incluem brucelose, a leptospirose, a pseudo-raiva e a parvovirose. Aborto, Gr An 785 tecidual e uma concentração inibitória mínima efetivos da droga. Em geral, isso significa que se devem utilizar doses mais altas que as oficialmente aprovadas. Alternativas não antibióticas Os resultados insatisfatórios com os antibióticos e o aumento do interesse acerca da resistência bacteriana e dos resíduos teciduais, pelo menos no caso dos animais de consumo alimentar, enfatizam a necessidade de alternativas não antibióticas para o tratamento das infecções reprodutivas. Em geral, existem 2 efeitos de não antibióticos no trato reprodutivo que são desejáveis: o efeito contrátil que causa a evacuação do trato tubular e o efeito positivo na defesa local humoral e celular. As drogas de interesse primário para a evacuação do útero são a ocitocina, a ergonovina, os estrogênios, e em algumas espécies (por exemplo, nos cães), a PGF 2α. Dessas drogas, os estrogênios e a PGF 2α podem ter um efeito benéfico duplo, estimulando as contrações do útero (por exemplo, nos casos de retenção da placenta ou dos lóquios, ou de metrite pós-parto) e estimulando a defesa celular local. Além do seu efeito contrátil no miométrio, a PGF 2α causa a regressão do CL em várias espécies. Isso induz estro, o que reforça o efeito no miométrio e produz um estrogênio endogenoso. Na piometria, esses efeitos podem trabalhar sinergisticamente. As drogas com efeito contrátil no trato tubular, ou com efeito estimulatório na defesa local, são utilizadas em combinação com antibióticos ou como o único tratamento em casos de retenção da placenta, metrite, retardamento da involução uterina, retenção dos lóquios, metrorragia, prolapso uterino, piometria, etc. Utiliza-se comumente a ocitocina para estimular a ejeção do leite na mastite em algumas espécies (bovinos, eqüinos, cães e suínos). No passado, o uso de duchas desinfetantes (por exemplo, com solução de lugol, clorexidina, peróxido de hidrogênio, vários iodóforos, etc.) era muito mais comum para determinadas infecções. Elas ainda são utilizadas para esse propósito, especialmente nos grandes animais; no entanto, algumas dessas substâncias são irritantes, e há indicações de que o uso local de desinfetantes possa perturbar a defesa imune local (por exemplo, a capacidade fagocítica dos leucócitos). Como não se confirmaram os efeitos benéficos, recomenda-se hoje menos freqüentemente esse tipo de tratamento. Para determinados propósitos, por exemplo, a indução do estro prematuro nas vacas durante um estágio determinado do ciclo, isso ainda poderia ter um lugar entre os tratamentos possíveis. No entanto, o efeito benéfico em tais casos se encontra associado mais com a indução da produção de PGF 2α e de estrogênios endogenosos que com o efeito antimicrobiano da droga. ABORTO, GR AN

14 Os abortos freqüentemente são dramáticos, mas geralmente apenas como eventos individuais. A reabsorção fetal precoce sem um aborto óbvio pode ser mais importante economicamente. A maioria dos abortos resulta de causas não infecciosas. Apesar de uma história e de uma avaliação laboratorial completas, freqüentemente torna-se impossível a determinação da causa específica. A falha reprodu- Têm-se incriminado o trauma, a fadiga, o choque cirúrgico, os venenos e determinadas drogas e produtos químicos como causas de aborto, mas geralmente faltam provas específicas. Podem ser envolvidos determinados genes (recessivos ou letais). Tem-se mencionado freqüentemente o envenenamento por nitrato como uma causa de aborto; entretanto, todos os experimentos controlados e as observações relativas aos efeitos do nitrato no feto não conseguiram ligar esse produto químico a uma doença fetal ou um aborto. Os fatores listados anteriormente podem afetar a prenhez por meio do estresse ou do efeito direto no feto. Em todo caso, a maioria dos produtos químicos exerce o seu efeito atravessando a placenta e afetando o feto ou a mesma, ou ambos. Tais produtos químicos podem causar morte fetal e/ou anomalias com severidade variável. Seu efeito no feto depende da dosagem e do momento específico da gestação (diminui com a idade do feto), por exemplo, a Veratrum californicum produz uma aplasia adeno-hipofisária e malformações esqueléticas nos cordeiros fetais quando ingerida pela ovelha no 14º dia de gestação (ver pág. 699). A maioria das prenhezes gemelares em eqüinos termina em aborto. A introdução de bactérias contaminantes no útero, por uma pipeta de IA ou por outros meios, pode causar morte fetal e aborto. INDUÇÃO DO ABORTO E DO PARTO Podem-se abortar os bovinos por meio de uma injeção IM de uma dose luteolítica de prostaglandina (PG)F 2α ou de seus análogos. Isso é quase 100% efetivo na altura do quarto mês, mas tende a ser menos efetivo à medida que a prenhez progride. Pode-se induzir o aborto (95%) durante o quinto a oitavo meses pela injeção de uma combinação de uma dose luteolítica de PG e de 25mg de dexametasona. Ambas as drogas induzem o parto; porém, quando se administram ambas, os bezerros tendem a nascer em um momento mais previsível após o tratamento (39 ± 1,5h). Induz-se o parto em 85 a 100% das vacas quando as drogas são injetadas 0 a 14 dias antes do termo, mas até 75% das induções de sucesso retêm as placentas; não se afeta significativamente a produção de colostro e de leite. Os bezerros que nascem em até 14 dias antes do termo apresentam viabilidade normal e níveis sangüíneos normais de γ-globulinas. Podem-se abortar as éguas com PG. Após o quarto mês, torna-se necessária uma dose dupla ou uma repetição do tratamento a intervalos de 48h (ou ambos). No final da prenhez, a PG irá induzir o parto mas não de um potro vivo. A lavagem do útero com um anti-séptico diluído, uma solução salina ou soluções antibióticas resulta no aborto da égua em qualquer estágio da prenhez. Dependendo do estágio da prenhez, 200 a 500mL de fluido são suficientes. Nas éguas, quando a cérvix começa a relaxar e o colostro está no úbere, podese induzir o parto pela administração de 40u de ocitocina EV. O parto ocorre em 30min. Ele é acompanhado por uma liberação prematura do alantocório, e devese encontrar disponível uma assistência para auxiliar no nascimento e na remoção das membranas do potro. Uma variação desse tratamento é a administração de 3 doses de 5u de ocitocina a intervalos de 15min, e depois o aumento da dosagem para 10u a intervalos de 15min até que ocorra o parto. ABORTO NOS SUÍNOS Aborto, Gr An 786

15 Aborto, Gr An 787 tiva se deve apenas raramente a uma doença única. Evita-se a maioria dos problemas por meio de um bom manejo e uma boa criação, e uma boa manutenção de registros. Torna-se crítica uma coleta cuidadosa de uma informação retrospectiva (ver MANEJO DA REPRODUÇÃO: SUÍNOS, pág. 1387). A seguir, listam-se algumas causas específicas de aborto ou de outras falhas reprodutivas. Podem-se localizar as discussões gerais das doenças específicas por meio do ÍNDICE. Parvovírus O vírus está presente na maioria das populações de suínos. A imunidade materna persiste nas marrãs até a maturidade sexual, e pode impedilas de se tornarem naturalmente imunes. Elas podem ficar expostas perto do período de acasalamento e experimentar uma falha reprodutiva. A reabsorção fetal precoce e o retorno irregular ao estro são mais comuns. Podem-se observar redução no tamanho da ninhada, abortamento e aumento no número de múmias. O diagnóstico se baseia melhor nos registros e no envio dos fetos mumificados ao laboratório diagnóstico. Pseudo-raiva Os problemas reprodutivos podem incluir abortos, natimortos, múmias e suínos fracos. Em um rebanho infectado recentemente, os outros sinais podem incluir febre e sinais nervosos e respiratórios. Podem-se utilizar vários testes laboratoriais diferentes para a confirmação, dependendo do tipo de amostras disponível. As evidências de uma falha reprodutiva podem ser sutis em um rebanho cronicamente infectado. Outros vírus Outros vírus (por exemplo, o enterovírus e o vírus da gripe) podem contribuir para a falha reprodutiva. Para a sua identificação exige-se uma investigação diagnóstica completa. Brucelose Uma doença incomum e rigidamente monitorada, é transmissível ao homem e é o objetivo dos regulamentos que governam a movimentação do lote reprodutor. A brucelose é a única doença venérea dos suínos. Todos os criadores de lote reprodutor devem manter um atestado de testes regulares e de isenção da doença. Ela pode causar abortos ou outras falhas, e é diagnosticada por testes laboratoriais, primariamente a sorologia das porcas. Leptospirose A epidemiologia da doença é complexa, sendo uma das causas mais comuns da falha reprodutiva. Existem várias fontes potenciais dos sorotipos infecciosos, e estes podem resultar em um número qualquer de manifestações clínicas, incluindo os abortamentos. A avaliação completa pode incluir a sorologia, mas torna-se difícil o diagnóstico específico sem uma investigação completa. Outras infecções bacterianas Vários patógenos bacterianos podem induzir a infertilidade e o abortamento: qualquer microrganismo que produzir uma resposta febril pode resultar em abortamento. As perdas resultantes são geralmente esporádicas e o diagnóstico pode ser difícil. Micotoxinas Os bolores podem produzir toxinas (geralmente nos grãos alimentares) que podem induzir abortos. O início súbito de uma recusa ao alimento, de diarréia ou de abortos pode justificar a consideração das micotoxinas. Geralmente, existe uma causa insidiosa da redução da eficiência reprodutiva. Deve-se conduzir um estudo epidemiológico completo tão logo quanto possível. O suporte laboratorial pode ser útil, mas o alimento afetado não se encontra freqüentemente disponível para avaliação. Essa é uma razão do valor de um programa regular para a amostragem e a retenção do alimento. Monóxido de carbono Várias influências ambientais, tais como as temperaturas ambientes severas, podem ter efeitos sutis na reprodução. Nas instalações com má ventilação e certos tipos de aquecedores geradores de monóxido de carbono, os acúmulos deste último podem causar abortos múltiplos e risco aos tratadores. A amostragem do ar e a avaliação diagnóstica dos suínos abortados podem resultar em um diagnóstico relativamente imediato.

16 Acidentes fisiológicos Nos suínos, muitos abortos resultam de vários incidentes fisiológicos nas porcas individuais. Esses abortos são freqüentemente hormonais e podem não ter qualquer relacionamento óbvio com a doença. As tentativas de diagnóstico são quase sempre retroativas e infrutíferas. Caso se reconheçam os abortamentos de outono e as ineficiências reprodutivas relativas à redução da luz solar, deve-se considerar uma iluminação artificial e um aumento no consumo de energia no final do verão e no início do outono. ABORTAMENTO CLAMIDIANO Aborto, Gr An 788 BOVINOS Têm-se identificado as clamídias como causas do aborto nos bovinos na América do Norte, na Europa, na África e na Ásia. Nos EUA, têm-se diagnosticado abortamentos clamidianos no Colorado, no Arizona, na Califórnia, em Utah, no Wisconsin, no Wyoming, em Montana e no Texas. Etiologia e epidemiologia Os abortos são causados pelas cepas do Imunotipo 1 da Chlamydia psittaci (ver também ABORTAMENTO ENZOÓTICO NOS OVINOS E NOS CAPRINOS, adiante). As cepas do Imunotipo 1 representam o único imunotipo recuperado a partir das placentas e dos fetos abortados das vacas, e elas também são isoladas freqüentemente a partir de vacas com infecções intestinais subclínicas. Uma entidade separada conhecida como abortamento bovino epizoótico ou abortamento do contraforte (ver adiante), que já se pensou ser causada por uma infecção clamidiana, encontra-se hoje associada com um agente borreliano transmitido pelo carrapato de casca mole Ornithodoros coriaceus. Têm-se isolado os agentes clamidianos a partir de abortamentos bovinos nos contrafortes californianos, onde se sabe que o carrapato ocorre, bem como em áreas onde ele não ocorre. A transmissão do agente do abortamento induzido por clamídias depende não de vetores, mas da via fecal oral. As infecções intestinais subclínicas (ver pág. 137) são comuns nos bovinos, e têm-se induzido experimentalmente abortamentos com tais isolados intestinais. As infecções clamidianas genitais dos touros causam uma síndrome de vesiculite seminal, na qual o sêmen contém clamídias. As novilhas inseminadas com tal sêmen não concebem porque uma endometrite induzida pela clamídia impede a nidação do embrião e resulta em esterilidade. A infertilidade torna-se um problema nos rebanhos com touros afetados, mas não se têm descrito abortamentos em tais rebanhos. Achados clínicos e lesões Os abortamentos ocorrem geralmente sem sinais anteriores. Eles são freqüentemente esporádicos na natureza, mas até 20% das vacas têm abortado em um dado rebanho. As vacas de todas as idades são suscetíveis; podem ocorrer abortos logo no quinto mês, embora a maioria ocorra durante o último trimestre. Também podem nascer natimortos e bezerros fracos. Podem-se reter as placentas e uma endometrite pode resultar em dificuldades de reacasalamento. Uma lesão consistente e significativa é a placentite severa, que pode ser localizada. O epitélio trofoblástico torna-se necrótico, especialmente nas áreas inter e periplacentomais. Pode-se encontrar presente um exsudato fibrinopurulento entre o endométrio e o córion. O córion intercotiledonário pode ter uma consistência gelatinosa (edematosa) ou coriácea. As lesões no feto variam consideravelmente dependendo do estágio da infecção. Essas lesões podem ser mínimas se a infecção permanecer localizada na placenta e o aborto for simplesmente um resultado de hipoxia fetal que ocorre antes da clamidemia fetal. Se o feto se infectar com as clamídias, podem-se observar então lesões tais como necrose focal, vasculite e outras reações inflamatórias em vários

17 Aborto, Gr An 789 órgãos, inclusive o cérebro. Ocorrem petéquias no tecido subcutâneo, no timo e em várias superfícies mucosas/serosas. O fígado fica inchado e com uma superfície mosqueada, e ocorrem ascite e aumento de volume dos linfonodos. Diagnóstico As lesões fetais ou placentárias não são suficientemente características para um diagnóstico específico sem uma confirmação laboratorial. A citologia esfoliativa revela inclusões clamidianas intracitoplasmáticas ou corpúsculos elementares abundantes nas células epiteliais placentárias coriônicas das partes placentárias afetadas. Também se podem isolar as clamídias em embriões de galinha ou culturas teciduais da placenta ou de vários tecidos fetais, mas a infectividade dessas amostras pode ser baixa no momento do abortamento. As respostas dos anticorpos das vacas prenhes com infecções e abortamentos clamidianos fetais e placentários são detectáveis com o ELISA ou o teste de imunofluorescência por inclusão indireta. As respostas são diagnosticamente indicativas. Observa-se uma elevação inicial suave dos anticorpos. Os títulos descem até níveis baixos antes do aborto ou do parto, contanto que esses eventos ocorram em até mais de 4 semanas após a inoculação ou a exposição. O nascimento de fetos vivos ou mortos infectados por clamídias com placentas infectadas estimula uma rápida elevação no título de anticorpos que atinge níveis máximos 2 a 3 semanas após a terminação da prenhez. Da mesma forma, as amostras séricas pareadas (coletadas no momento do aborto e 2 a 3 semanas mais tarde) exibem uma elevação significativa no título de anticorpos se o aborto resulta de uma infecção clamidiana. Os principais antígenos clamidianos reativos nesses testes são os antígenos proteináceos específicos da espécie, do tipo e da cepa. O teste padrão de fixação de complemento (CF) empregado anteriormente era específico do gênero e relativamente insensível. Os fetos podem ter níveis elevados de imunoglobulinas que não são reativas no teste de CF, mas eles reagem aos antígenos clamidianos no teste de imunodifusão dupla ou no ELISA. Tratamento e prevenção Como as vacas não exibem nenhum sinal antes do abortamento, torna-se difícil a prevenção de abortos por meio de uma antibioticoterapia. A clortetraciclina, 2 a 5g/vaca/dia, incorporada em péletes de alfafa ou em blocos de melaço com proteína, reduziu a taxa de abortamento em uma experiência de campo. Porém, isso constitui um regime profilático caro e não prático, exceto em circunstâncias especiais nas quais existam problemas de abortamento clamidiano severos e confirmados em um dado rebanho. Não se encontram disponíveis vacinas clamidianas eficazes para uso nos bovinos. ABORTAMENTO ENZOÓTICO NOS OVINOS E CAPRINOS É uma doença infecciosa e mundial que se manifesta por abortamento e, em menor grau, por parto de natimortos ou prematuros. Têm-se descrito infecções oculares em trabalhadores de laboratório e abortos em mulheres que tiveram contato com ovinos em abortamento. Etiologia e epidemiologia O agente causador compreende as cepas do Imunotipo 1 da Chlamydia psittaci, idênticas àquelas associadas ao abortamento clamidiano bovino (ver anteriormente). As cepas recuperadas a partir de fetos abortados de ovinos ou bovinos causam abortos em ambas as espécies. Os microrganismos originários dos tecidos ovinos podem-se propagar no saco vitelino de embriões de galinha, nas células de cultura, nos camundongos (por instilação nasal) e nas cobaias (por inoculação IP). O modo natural de infecção consiste na exposição orofaríngea, na ingestão ou na inalação. As portas de entrada e de penetração se encontram na nasofaringe, possivelmente nas criptas amigdalinas e nos locais intestinais. Pode-se produzir

18 Aborto, Gr An 790 experimentalmente a doença tanto por inoculação oral como por parenteral. Não há evidências de transmissão mediada por artrópodes. Os carneiros podem ter infecções nos órgãos genitais e eliminar clamídias no sêmen que contém leucócitos abundantes. Reduz-se a taxa de concepção das ovelhas acasaladas com tais carneiros. As ovelhas receptivas se infectam e a infecção persiste. Após a concepção e o desenvolvimento placentário e fetal com respostas imunes associadas, ocorrem as fases clamidêmicas; o agente invade a placenta e o feto e segue-se o aborto. Ocasionalmente, será infectado apenas um cordeiro entre um par de gêmeos. Até 30% das ovelhas prenhes podem abortar quando a infecção for recémintroduzida em um rebanho, embora ocorram perdas menores ano após ano entre as ovelhas de 1 ano e as mais jovens nos rebanhos endemicamente infectados. Achados clínicos Tornam-se característicos o abortamento, a natimortalidade ou o parto prematuro no último mês de gestação. Retém-se a placenta em uma pequena porção dos abortos. Os fetos mortos podem-se manter no interior do útero, e algumas vezes se mumificam antes de serem expulsos. Tais ovelhas emaciam-se rapidamente e podem morrer. Afora esses casos, a doença possui pouco efeito na mãe. Lesões Os fetos abortados se encontram bem preservados e podem estar recobertos por um material floculento e com cor-de-barro. Podem-se detectar as petéquias no tecido subcutâneo durante a esfola, e os linfonodos se encontram aumentados e edematosos. A placentite é o achado mais consistente, com uma porção variável de cotilédones necróticas e um espessamento granular e viscoso do córion intercotiledonário. As margens das lesões ficam hiperêmicas. As outras partes da placenta podem parecer normais. Diagnóstico A assistência laboratorial torna-se essencial na diferenciação do abortamento clamidiano dos abortos devidos a outras causas infecciosas. Os corpúsculos elementares clamidianos aparecem como pintas avermelhadas, pequenas e únicas ou agregadas em decalques corados por Gimenez. As criossecções das cotilédones afetadas ou dos tecidos intercotiledonários contêm corpúsculos elementares avermelhados em inclusões citoplasmáticas. A imunofluorescência revela (com uma especificidade imunológica) os antígenos clamidianos nas amostras placentárias. O isolamento e a identificação das clamídias causadoras constituem um diagnóstico conclusivo, mas consomem muito tempo e possuem pouco valor em um surto. Eleva-se significativamente o nível de anticorpos contra antígenos clamidianos após o aborto. Podem-se detectar os anticorpos no soro fetal. Os testes de escolha são o ELISA ou o teste de imunofluorescência por inclusão indireta, que detecta principalmente os anticorpos contra os antígenos clamidianos proteicos. O teste de fixação de complemento utilizado anteriormente detecta apenas os anticorpos contra os antígenos específicos do gênero. Pode-se diferenciar o aborto devido à Campylobacter sp por meio do exame dos decalques e da cultura bacteriana. A Brucella ovis e a Coxiella burnetii causam síndromes semelhantes e podem ser diferenciadas por citologia esfoliativa ou cultura. Tratamento e controle Reduziram-se significativamente os abortos nas ovelhas suscetíveis por meio de 2 injeções (com intervalo de 2 semanas) de uma preparação de longa ação de oxitetraciclina no meio da gestação. Recomenda-se uma terapia de tetraciclina nos neonatos infectados e nas fêmeas que abortaram. Porém, ainda não se estabeleceram doses eficazes. Uma vacina de vírus mortos forneceu uma boa proteção quando administrada antes do acasalamento ou no início da gestação; deve-se repeti-la a intervalos de 3 anos ou menos. Entretanto, ela não é completamente efetiva e pode ainda ocorrer a eliminação do microrganismo em um rebanho vacinado. O isolamento das ovelhas abortantes por 2 a 3 semanas, a remoção de todas as placentas e a higienização das áreas reduzem o risco para o resto do rebanho.

19 ABORTO BOVINO EPIZOÓTICO (ABE, Abortamento do contraforte dos bovinos) Aborto, Gr An 791 É uma doença infecciosa dos bovinos que se manifesta por abortamento ou nascimento de bezerros fracos. É endêmica nos contrafortes da Califórnia, em Nevada e no sul do Oregon. Etiologia e transmissão A distribuição do ABE se encontra intimamente associada com a do vetor, o carrapato pajaroello de casca mole (Ornithodoros coriaceus). Esse carrapato geralmente se encontra na palha do chão das áreas de repouso dos veados; sob o chaparral, o cerrado com carvalhos e as parreirasursinas dos contrafortes; bem como nas elevações das florestas mais altas nas cadeias de Sierra Nevada, das Cascatas e Costeira. A alimentação de combinações de carrapatos adultos e ninfas em vacas prenhes suscetíveis produz aborto no terceiro trimestre da prenhez, após um período de incubação de 90 a 150 dias. Como o carrapato se encontra ativo durante os meses quentes e secos do ano e relativamente dormente durante os meses úmidos mais frios, a infecção se torna mais comum entre maio e outubro. Isolaram-se o Chlamydia e a Borrelia spp e 3 vírus a partir dos carrapatos pajaroello. Cultivaram-se os microrganismos borrelianos a partir de tecidos maternos e fetais, mas eles não induziram um ABE quando inoculados em vacas prenhes. Os agentes virais provenientes dos carrapatos não induziram abortamentos em vacas prenhes, mas a inoculação clamidiana causou com certeza um aborto. Porém, o abortamento clamidiano (ver pág. 788) parece ser uma entidade separada do ABE. Ainda não se estabeleceu definitivamente a causa infecciosa do ABE. Os animais em risco são primariamente os que estão no segundo trimestre de prenhez, quando levados a uma área endêmica pela primeira vez. As novilhas jovens não parecem desenvolver imunidade nas áreas endêmicas do carrapato e permanecem suscetíveis ao aborto como novilhas prenhes de 1 ano. A incidência do abortamento e do nascimento de bezerros fracos a partir de vacas potencialmente expostas é de 10 a 90%, dependendo do grau de exposição ao carrapato, do estágio da gestação e da suscetibilidade dos animais no rebanho. Achados clínicos, lesões e diagnóstico As vacas infectadas não exibem normalmente nenhum sinal da doença; aquelas que abortam em geral se recuperam rapidamente com poucas seqüelas e concebem nos acasalamentos subseqüentes. As vacas que se estressarem adicionalmente ou que ficarem subnutridas são as mais prováveis de apresentarem uma retenção da placenta. Os bezerros infectados que nascem vivos podem ser prematuros ou menores que o normal. O aumento de volume palpável dos linfonodos ajuda na identificação dos bezerros afetados. A sobrevivência pode depender do clima e da disponibilidade de proteção e de alimento. As lesões diagnósticas não se desenvolvem no feto até > 100 dias após a infecção. A lesão mais característica corresponde ao aumento de volume e à nodulação do fígado, que resulta de uma congestão crônica. O tecido linfóide se encontra aumentado por todo o feto; os linfonodos podem ter 3 vezes o tamanho normal. As outras lesões nos fetos abortados incluem o edema do tecido subcutâneo e a ascite; pode-se encontrar presente um eritema sobre a pele do flanco e do abdome. As hemorragias petequiais se disseminam freqüentemente pelo tecido subcutâneo, pela superfície ventral da língua, pelas mucosas da traquéia e da cavidade oral e pelas conjuntivas. Histologicamente, as lesões necrosantes agudas se sobrepõem às lesões proliferativas crônicas. As lesões proliferativas envolvem as células do sistema monócito macrófago que se infiltram em vários órgãos, mais obviamente os linfonodos, o baço e o fígado. Os focos necrosantes agudos freqüentemente formam

20 É uma doença infecciosa caracterizada por abortamento e causada pela Campylobacter fetus subespécie fetus ou pela C. jejuni. Ela causa sérias perdas econômicas nos ovinos nos EUA e nos outros países. Ambas as espécies de Campylobacter causam aborto esporádico nos bovinos, e diarréia, bacteremia, abortamento e sepse perinatal no homem. Também tem-se associado a Campylobacter jejuni com a diarréia em vários outros animais (ver pág. 121). Etiologia e transmissão Ambos os microrganismos causam epidemias de aborto ovino. A ingestão com o alimento ou a água é seguida por uma bacteremia transitória e uma infecção da placenta e do feto. Os esforços experimentais falharam na transmissão venérea da doença. Os ovinos portadores provavelmente são a principal fonte de infecção por microrganismos eliminados nas fezes e oriundos de infecções gastrointestinais ou da vesícula biliar, ou nas descargas uterinas, ou ainda nos fetos e membranas abortados. A Campylobacter jejuni é muito disseminada na natureza e foi isolada a partir das fezes de ovinos, caprinos, bovinos, galinhas, perus, patos, muitas outras aves, gatos, cães e animais de zoológico. Na maioria dos casos os portadores eram assintomáticos. Isolou-se a Campylobacter fetus subespécie fetus a partir do sangue, das fezes, dos fetos abortados e da bile dos bovinos, dos ovinos e do homem. O período de incubação é de 7 a 53 dias após a ingestão do microrganismo. Seguem-se alguns surtos após algumas semanas de um aborto primário único. Um surto produz imunidade no rebanho, possivelmente pela vida inteira, mas não ocorre proteção cruzada entre as 2 espécies e ambas podem estar envolvidas. Não são incomuns os surtos nas ovelhas de reposição suscetíveis. Achados clínicos Um aborto durante as últimas 8 semanas de prenhez ou, em alguns casos, o nascimento de cordeiros fracos a termo constitui a síndrome típica. A morte fetal geralmente ocorre 1 a 2 dias após o aborto. Geralmente, não há indicação do aborto iminente, mas algumas ovelhas apresentam uma descarga vaginal anterior. Geralmente, a recuperação imediata e a fertilidade nas estações de Aborto, Gr An 792 piogranulomas em vários órgãos, particularmente nos linfonodos e no baço. Pode estar presente uma vasculite aguda em qualquer órgão. As únicas alterações que ocorrem no timo incluem a atrofia do revestimento cortical dos timócitos e a infiltração pelos macrófagos. As lesões agudas parecem semelhantes às alterações imunomediadas que resultam da deposição dos complexos tóxicos no tecido. Pode-se obter um diagnóstico por tentativa a partir da história e das lesões macroscópicas, e confirmá-lo por meio das alterações histológicas típicas. Embora a sorologia não seja confiável sob o ponto de vista de uma causa incerta, os testes específicos tornam-se úteis na diferenciação das outras causas infecciosas de aborto. Profilaxia e tratamento Os agentes imunizantes e os antibióticos não se mostraram úteis na prevenção ou no tratamento do ABE. O manejo minimiza com sucesso o impacto do ABE em áreas endêmicas conhecidas. A manutenção de novilhas e vacas prenhes suscetíveis conhecidas fora das áreas endêmicas durante os meses de atividade do carrapato pajaroello ou até que atinjam 6 meses de prenhez se mostrou benéfica. A manipulação dos bovinos na mesma fazenda entre pastos conhecidos de exposição e de não exposição ao carrapato, com base na suscetibilidade gestacional e na atividade sazonal dos carrapatos, tem ajudado a reduzir a incidência do ABE. Os bovinos expostos parecem não abortar uma segunda vez, embora se desconheça a extensão da proteção proveniente de uma exposição natural. A alteração da estação de partos (por exemplo, da primavera para o outono ou do outono para o final do verão) tem melhorado a produção de bezerros. CAMPILOBACTERIOSE GENITAL OVINA

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