LICENCIAMENTO AMBIENTAL FUNDAMENTAÇÃO LEGAL:

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1 LICENCIAMENTO AMBIENTAL FUNDAMENTAÇÃO LEGAL: Lei 6938/81 (PNMA), art. 9º, inc. IV Dec /90, art. 7, inc. I Resolução CONAMA 001/86 e 237/97 e 006/86 CF/88 art. 225 (proteção e prevenção) Art. 2º da LC n. 140/2011

2 Procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização, instalação, ampliação e operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental... (art. 1º, I, da Res. n. 237/97 do CONAMA) Ação típica e indelegável do Poder Executivo, o licenciamento constitui importante instrumento de gestão do ambiente... (Édis Milaré) O licenciamento ambiental é o mais importante instrumento jurídico que materializa o princípio da prevenção, tão caro ao Direito Ambiental... (Paulo de Bessa Antunes)

3 LICENÇA AMBIENTAL Ato administrativo pelo qual o órgão ambiental competente, estabelece as condições, restrições e medidas de controle ambiental que deverão ser obedecidas pelo empreendedor, pessoa física ou jurídica, para localizar, instalar, ampliar e operar empreendimentos ou atividades utilizadoras dos recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental. (Resolução 237/97 CONAMA)

4 PECULIARIDADES DA LICENÇA AMBIENTAL Licença ambiental, enquanto licença, deixa de ser um ato vinculado para ser um ato com discricionariedade sui generis. A licença ambiental não assegura ao seu titular a manutenção do status quo vigorante ao tempo de sua expedição. O órgão ambiental poderá modificar os condicionantes e as medidas de controle e adequação da licença ambiental, assim como suspendê-la ou cancelá-la, quando ocorrer: I Violação ou inadequação de quaisquer condicionantes ou normas legais; II Omissão ou falsa descrição de informações relevantes que subsidiaram a expedição da licença; III superveniência de graves riscos ambientais e de saúde.

5 QUEM PRECISA DE LICENÇA? Toda atividade utilizadora de recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou capazes de causar degradação ambiental (art. 10, da Lei 6938/1981). O art. 17, da Lei 6.938, da ao IBAMA a administração de um cadastro de tais atividades, as quais estão relacionadas na Resolução 237/1997 e Lei /2000

6 ATENÇÃO A ausência da licença ambiental caracteriza o crime previsto no art. 60 da Lei 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), mantendo-se, praticamente, a mesma redação do art. 10, caput, da Lei n /81. Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente.

7 OBSERVAÇÃO: Licenciamento ambiental deverá ser elaborado de acordo com os PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. Assim, o licenciamento ambiental será regido pelo princípio da moralidade ambiental, legalidade ambiental, publicidade, finalidade ambiental, princípio da supremacia do interesse difuso sobre o privado, princípio da indisponibilidade do interesse público, entre outros.

8 COMPETÊNCIA PARA OUTORGA DAS LICENÇAS Órgãos ambientais integrantes do SISNAMA; Referida licença pode ser concedida pelos órgãos ambientais pertencentes à União, aos Estados ou ao Distrito Federal e também aos Municípios; Órgão público estadual (em geral); Poder Público federal, por meio do CONAMA, tem competência para fixar normas gerais para a concessão das licenças.

9 COMPETÊNCIA MUNICIPAL Impacto local Assim considerado o que não ultrapassa as fronteiras do território de um Município. COMPETÊNCIA ESTADUAL COMPETÊNCIA FEDERAL (IBAMA) Impacto estadual Assim considerado o que ultrapassa o território de um Município, mas fica adstrito às fronteiras de um Estado da federação. Impacto regional ou nacional Assim considerado o que ultrapassa o território de um Estado, abarcando uma região ou mesmo todo o território brasileiro.

10 ETAPAS DO LICENCIAMENTO AMBIENTAL (artigo 10, da Resolução CONAMA 237/1997 ) I Definição pelo órgão ambiental competente, com a participação do empreendedor, dos documentos, projetos e estudos ambientais, necessários ao início do processo de licenciamento correspondente à licença a ser requerida; II Requerimento da licença ambiental pelo empreendedor, acompanhado dos documentos, projetos e estudos ambientais pertinentes, dando-se a devida publicidade; III Análise pelo órgão ambiental competente, integrante do SISNAMA, dos documentos, projetos e estudos ambientais apresentados e a realização de vistorias técnicas, quando necessárias;

11 IV Solicitação de esclarecimentos e complementações pelo órgão ambiental competente, integrante do SISNAMA, uma única vez, em decorrência da análise dos documentos, projetos e estudos ambientais apresentados, quando couber, podendo haver a reiteração da mesma solicitação caso os esclarecimentos e complementações não tenham sido satisfatórios; V Audiência pública, quando couber, de acordo com a regulamentação pertinente; VI Solicitação de esclarecimentos e complementações pelo órgão ambiental competente, decorrentes de audiências públicas, quando couber, podendo haver reiteração da solicitação quando os esclarecimentos e complementações não tenham sido satisfatórios; VII Emissão de parecer técnico conclusivo e, quando couber, parecer jurídico; VIII Deferimento ou indeferimento do pedido de licença, dando-se a devida publicidade.

12 PUBLICIDADE DO LICENCIAMENTO AMBIENTAL Todos os documentos são acessíveis ao público, independentemente da comprovação de interesse específico, ressalvados os sigilos com proteção especial, a exemplo do industrial, devendo a entidade ambiental publicar em Diário Oficial e manter disponíveis após 30 dias da publicação os pedidos de licenciamento, renovação e concessão.

13 ESPÉCIES E PRAZOS DE VALIDADE DAS LICENÇAS

14 a) licença prévia (LP) concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação. Com o objetivo de suprir o requerente com parâmetros para lançamento de resíduos líquidos, sólidos, gasosos e para emissões sonoras no meio ambiente, adequados aos níveis de tolerância estabelecidos para a área requerida e para a tipologia do empreendimento. OBS: Esta licença não autoriza o início da implantação do empreendimento, atividade ou obra requerida. Prazo de Validade: Tem prazo de validade de até cinco anos. (art. 18, I, Resolução 237/1997).

15 b) licença de instalação (LI) obrigatoriamente precedida pela licença prévia, é aquela que autoriza a instalação do empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes, da qual constituem motivo determinante condicionada à apresentação do projeto detalhado do empreendimento, bem como a comprovação de que todas as exigências constantes da LP tenham sido atendidas. Prazo de Validade: a validade não poderá superar seis anos (art. 18, II, Resolução 237/1997).

16 c) licença de operação (LO) Também chamada de licença de funcionamento; Autoriza a operação da atividade ou empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores, com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados para a operação. Prazo de Validade: no mínimo, de quatro anos e, no máximo, de dez anos (art. 18, III, Resolução 237/1997). ATENÇÃO: a renovação da LO deverá ser requerida com antecedência mínima de 120 dias, contados da data de expiração de seu prazo de validade, que ficará automaticamente prorrogada até manifestação definitiva do setor de Licenciamento da SEMA (Art. 19, 5º da LC 38/95).

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