UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE ESTUDOS EM SAÚDE COLETIVA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA MESTRADO EM SAÚDE COLETIVA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE ESTUDOS EM SAÚDE COLETIVA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA MESTRADO EM SAÚDE COLETIVA"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE ESTUDOS EM SAÚDE COLETIVA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA MESTRADO EM SAÚDE COLETIVA LUIZA LENA BASTOS O CONSÓRCIO INTERNACIONAL SOBRE CONTRACEPÇÃO DE EMERGÊNCIA: UM ESTUDO DOS ARGUMENTOS PARA DIFUSÃO DOS CONTRACEPTIVOS DE EMERGÊNCIA EM PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO DISSERTAÇÃO DE MESTRADO RIO DE JANEIRO JANEIRO 2015

2 LUIZA LENA BASTOS O CONSÓRCIO INTERNACIONAL SOBRE CONTRACEPÇÃO DE EMERGÊNCIA: UM ESTUDO DOS ARGUMENTOS PARA DIFUSÃO DOS CONTRACEPTIVOS DE EMERGÊNCIA EM PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro, como requisito para a obtenção do título de Mestre em Saúde Coletiva. ORIENTADORAS: PROFA. DRA. MIRIAM VENTURA DA SILVA PROFA. DRA. ELAINE REIS BRANDÃO RIO DE JANEIRO 2015

3 B334 Bastos, Luíza Lena. O Consórcio Internacional sobre Contracepção de Emergência: um estudo dos argumentos para difusão dos contraceptivos de emergência em países em desenvolvimento / Luíza Lena Bastos. Rio de Janeiro: UFRJ / Instituto de Estudos em Saúde Coletiva, f.; 30 cm. Orientadora: Miriam Ventura da Silva. Co-orientadora: Elaine Reis Brandão. Dissertação (Mestrado) - UFRJ / Instituto de Estudos em Saúde Coletiva, Referências: f Anticoncepção pós-coito. 2. Sexualidade. 3. Gênero. 4. Direitos reprodutivos. 5. Saúde reprodutiva. I. Silva, Miriam Ventura da. II. Brandão, Elaine Reis. III. Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Estudos em Saúde Coletiva. IV. Título. CDD

4 AGRADECIMENTOS Este trabalho de dissertação de mestrado é resultado de muitos esforços tanto individuais como coletivos. Não poderia ter sido realizado sem o apoio de muitos e muitas que cruzaram meu caminho. Meus profundos agradecimentos às minhas orientadoras: Miriam Ventura e Elaine Reis Brandão, pela imensa generosidade, amizade, compreensão e brilhantes contribuições teóricas e metodológicas. Sem o trabalho incessante das orientadoras, de correções e avaliação crítica, questionando-me e fazendo-me refletir sobre meus próprios pressupostos, este trabalho não teria sido possível. A vocês, a minha eterna admiração. Agradeço aos órgãos de fomento à pesquisa que deram suporte material, bolsas de estudo, para realização do trabalho: à Coordenação de Aperfeiçoamente de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e ao Insituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IESC/UFRJ) pelo acolhimento institucional. Agradeço às professoras que fizeram parte de minha banca de defesa, as quais acompanham o trabalho desde a qualificação do projeto de mestrado: Cristiane Cabral, Daniela Manica, Jaqueline Ferreira e Neide Emy Kurokawa. As contribuições e o diálogo dentro e fora do IESC foram fundamentais para a realização deste trabalho. Agradeço também aos professores da área de Ciências Sociais e Humanas do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva, com os quais estabeleci maior diálogo durante o curso de mestrado: Rachel Aisengart Menezes, Mauro Brigeiro, Veriano Terto e Fernanda Alzuguir. Agradeço às amigas e colegas do grupo de pesquisa que integrei no Instituto de Estudos em Saúde Coletiva: Sabrina Pereira Paiva, Iolanda Szabo e Naira Vidal de Oliveira pelo carinho, amizade e aprendizado. Agradeço as/aos amigas/amigos do mestrado e doutorado do IESC/UFRJ: Alan Camargo, Angela Speroni, Priscila Castro, Fernanda Monteiro, Micheli Machado, Mariana Alves, Raquel Guimarães e Mária Pires. Agradeço aos funcionários do IESC/UFRJ, os quais foram solícitos quando precisei: Roberto Unger e Sheila Ferreira da biblioteca, Fátima Gonçalves e Nadja Oliveira da secretaria do Programa de Pós-Graduação do IESC/UFRJ. Agradeço também aos professores e coordenadores do curso de Especialização em Gênero e Sexualidade (EGeS) do Instituto de Medicina Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, o qual tive a oportunidade de participar durante a construção deste trabalho.

5 Especialmente ao meu professor e orientador no curso, Lucas Tramontano pelas discussões sempre inteligentes, o carinho e a amizade. Agradeço também aos meus amigos e colegas do curso de Farmácia da Universidade Federal de Santa Maria, com os quais iniciei esta jornada até a Saúde Coletiva. Tenho certeza que sem o seu apoio e amizade nada seria possível: Lídia Einsfeld, Lívia Bueno, Marília Abreu, Diego Fontana de Andrade, Aline Schwertner Palma, Cláudia Romero, Izabelle Gindri, Fernanda Bacin, Vanessa Trindade Bortoluzzi, Robson Borba, Leila Somavilla e Cláudia Sala de Andrade. Agradeço às minhas queridas amigas Joyce das Flores e Marcela Alves de Abreu do IESC/UFRJ, com quem muito aprendi sobre saúde coletiva, amizade e solidariedade. Agradeço aos amigos do EGeS que contribuíram tanto para este trabalho, seja nas discussões durante o curso, seja nas mesas de bar: Carolina Maia, Vanini Lima, Lívia, Carolyna Barroca, Jaqueline Sant ana e Vanessa. Obrigada amigos e amigas pelo fé no café and keep going, pelas discussões acaloradas, pelas conversas jogadas fora ou pelos ombros amigos. Por último, mas não menos importante, agradeço à minha família, minha mãe Cleonice, meu pai Luiz e minha irmã Laura pelo amor incondicional em todos os momentos de minha vida. Agradeço a toda minha família, tios, primos e avós tão importantes nessa jornada. Agradeço também à família do Vinícius pelo amor e carinho, por ser uma família que também posso chamar de minha. Aos meus familiares e amigos o meu muito obrigada por entenderem as ausências, pela força em momentos difíceis. Finalmente agradeço ao Vinícius, meu companheiro, amigo, amor e porto seguro. Definitivamente, ao Vinícius todo meu amor e admiração: obrigada por tudo!

6 E lá, onde hoje vemos a história de uma censura dificilmente suprimida, reconhecer-se-á, ao contrário, a lenta ascensão, através dos séculos, de um dispositivo complexo para nos fazer falar do sexo, para lhe dedicarmos nossa atenção e preocupação, para nos fazer acreditar na soberania de sua lei, quando, de fato, somos atingidos pelos mecanismos de poder da sexualidade (Michel Foucault, 1977, p.148).

7 RESUMO BASTOS, Luiza Lena. O Consórcio Internacional sobre Contracepção de Emergência: um estudo dos argumentos para difusão dos contraceptivos de emergência em países em desenvolvimento. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Instituto de Estudos em Saúde Coletiva, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, O Consórcio Internacional sobre Contracepção de Emergência (ICEC) é uma organização não governamental formada em 1996, por um conjunto de organizações, cuja formação foi uma iniciativa da Fundação Rockefeller. O ICEC tem sido o principal interlocutor no cenário mundial na defesa do acesso aos contraceptivos de emergência (CE) e na difusão deste medicamento nos países em desenvolvimento. Seu website é uma importante fonte de informação e veículo para advogar em prol dos CE. Para compreender os argumentos deste consórcio para expansão do uso dos CE foi realizado um estudo socioantropológico, de natureza documental, no website do ICEC, no período de 2013 e O estudo se justificativa diante da necessidade de compreendermos os sentidos da difusão dos CE, e ampliarmos no Brasil a discussão sobre o uso dos medicamentos de contracepção de emergência como mais uma tecnologia, que possa vir a possibilitar uma melhor vivência da reprodução e sexualidade para mulheres e homens. O resultado da pesquisa revelou três linhas argumentativas preponderantes para expansão do uso dos CE nesses países. A sanitária que enfatiza problemas de saúde pública, advogando-se em prol dos CE pela redução da mortalidade materna, das taxas de abortos e de uma epidemia de gravidezes imprevistas, com especial ênfase na gravidez na adolescência. A farmacêutica, que enfatiza a segurança, eficácia e o mecanismo de ação das pílulas, ressaltando os contraceptivos de emergência na forma farmacêutica de comprimido, e que podem ser utilizados livremente pelas mulheres para evitar as gravidezes imprevistas, destacando-se o fato de não ser abortiva. A dos direitos, em especial os direitos reprodutivos das mulheres e adolescentes ao controle de sua fecundidade e o acesso aos contraceptivos e CE como meios para garantia desses direitos, enfatizando o direito à saúde, à autonomia sexual e reprodutiva, e ao planejamento familiar. Concluiu-se que os contraceptivos de emergência aparecem simbolizados pelo consórcio como medicamentos de estilo de vida os quais poderiam ampliar as oportunidades de melhoria das condições sociais para mulheres e adolescentes, e, consequentemente, o desenvolvimento humano e social dos países.

8 Palavras-chave: Contracepção de emergência, sexualidade, gênero, direitos sexuais e reprodutivos, saúde reprodutiva.

9 ABSTRACT BASTOS, Luiza Lena.The International Consortium for Emergency Contraception: A study of the arguments for dissemination of emergency contraception in developing countries. Rio de Janeiro, 2014 Master thesis (Master in Public Health) Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Instituto de Estudos em Saúde Coletiva, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, ICEC is a non governmental organization founded in 1996 by a group of a consortium organizatinos. The consortium formation was a Rockefeller Foundation initiative. Its website is an important source of information about EC, considering that ICEC has been the main interlocutor worldwide in defense the difusion of emergency contraceptives for developing countries. This master's thesis is a socioantropological study, with a documental nature, accomplished in the ICEC's website in the 2013 and 2014 period. The aim of the study was to understand the arguments of this consortium to expand de use of EC. The study is justified given the need to broaden the discussion in Brazil about the use of EC as another technology that may enable a better reproductive and sexual experience for women and men. The results revealed three predominant argumentative lines for expanding the use of the EC in these countries. The sanitarian that emphasizes "public health problems", advocating on behalf of the EC by reducing maternal mortality, the abortion rate and an "epidemic of unplanned pregnancies," with special emphasis on teenage pregnancy. The pharmaceutical, which emphasizes the existence of a hormonal pharmaceutical form of EC, the emergency contraceptive drug safe and effective, which can be freely used by women to prevent unplanned pregnancies; accordingly, the mechanism of action and the fact of not being abortive emerge as important discursive aspects. The "right argument" which is the reproductive rights of women and girls to control their fertility and access to contraceptives and EC as a means to guarantee these rights, recognized in the United Nations International Conferences, in particular, under the right to health, sexual and reproductive autonomy and family planning. Emergency Contraceptives appear symbolized by the consortium as "lifestyle" drugs which could enhance opportunities for improvement of social conditions for women and adolescents, and consequently, the human and social development of countries. Keywords: Emergency contraception; sexuality; gender; reproductive rights; reproductive health.

10 LISTA DE FIGURAS Figura 1: Representação da pílula de emergência como back up control Figura 2: Mapa do website do Consórcio Internacional sobre Contracepção de Emergência Figura 3: Registro de CE no mundo Figura 4: Propaganda do Postpill na Etiópia Figura 5: Propaganda da empresa Pfizer sobre Viagra Figura 6: Sistema articulado entre saúde reprodutiva e resultados econômicos Figura 7: Cartaz de campanha pela venda OTC em farmácias Figura 8: Página Inicial do website do ICEC

11 LISTA DE QUADROS Quadro 1: Número de documentos selecionados Quadro 2: Tipos de documentos e datas de publicações Quadro 3: Principais argumentos para difusão dos CE Quadro 4: Parceiros do ICEC - ano de fundação, país de origem e sede da organização Quadro5: Financiadores/Parceiros do Consórcio Internacional sobre Contracepção de Emergência Quadro 6: Documentos do ICEC - seção "What is EC?" Quadro 7: Documentos do ICEC - Seção "Country-by-Country Information" Quadro 8: Documentos do ICEC - Seção "EC Issues" Quadro 9: Documentos do ICEC - Seção "Publications and Resources"

12 LISTA DE ABREVIATURAS AIM - Ativistas pela Informação Médica ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária ARABWORLD - Arab World Regional EC Network ASEC - American Society of Emergency Contraception BEMFAM - Sociedade Civil de Bem-Estar Familiar no Brasil BMGF - Bill and Melinda Gates Foundation BPAS British Pregnancy Advisory Service CDH/ONU- Conselho de Direitos Humanos/ Organização das Nações Unidas CE - Contracepção de Emergência CIADH - Comissão Interamericana de Direitos Humanos CIPD - Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento CLADEM - Comité de América Latina y el Caribe para la Defensa de los Derechos de la Mujer CLAE - Consorcio Latino Americano de Anticoncepción de Emergencia CMCE - Consórcio Mexicano de Contracepção de Emergência CMM - IV Conferência Mundial sobre a Mulher DES - Dietilbestrol DIU - Dispositivo Intra-Uterino ECEC European Consortium for Emergency Contraception FDA - Food and Drug Administration FHI - Family Health International FIGO - International Federation of Gynecology and Obstetrics FLASOG - Federación Latinoamericana de Sociedades de Obstetricia y Ginecología GA - Gravidez na Adolescência GIRE - Grupo de Información em Reproducción Elegida GRAVAD - Gravidez na adolescência: Estudo Multicêntrico sobre Jovens, Sexualidade e Reprodução no Brasil ICEC - The International Consortium for Emergency Contraception IFPMA - Federação Internacional de Produtores e Associações Farmacêuticas IMAP - International Medical Advisory Panel IMC Índice de Massa Corporal IMIFAP - Instituto Mexicano de Investigación em Familia y Poblácion

13 IPPF - International Planned Parenthood Federation LGBTTQI - Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Transexuais, Queer e Pessoas Intersex LME - Lista de Medicamentos Essenciais MOA Mechanism of Action NAFTA - North American Free Trade Agreement NEPAIDS - Núcleo de Estudos para a Prevenção de Aids da Universidade de São Paulo NICHHD - Center for Population Reasearch at the National Institute of Child Health and Human Development OMS - Organização Mundial da Saúde ONG - Organização não Governamental ONU - Organização das Nações Unidas OPAS - Organização Pan-Americana de Saúde OTC - Over the Counter PAISM Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher PATH - Program for Appropriate Technology in Health PCO - Pílulas Contraceptivas Orais PIWH - Pacific Institute for Women s Health PNDS - Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher PP-WP - Planned Parenthood World Population REDE CE - Rede Brasileira de Promoção de Informações e Disponibilização da Contracepção de Emergência RHTP - Reproductive Health Technologies Project RRC - Rock Reproductive Clinic UNFPA - United Nations Population Fund UPA - Acetato de Ulipristal USAID - United States Agency for International Development WCC - Women s Capital Coorporation WFEB - Worcester Foundation for Experimental Biology WHO/HRP - World Health Organization Special Programme of Research, Development, and Research Training in Human Reproduction

14 SUMÁRIO Entre a Farmácia e as Ciências Sociais em Saúde INTRODUÇÃO CAPÍTULO 1: Uma segunda alternativa para conter a explosão demográfica Contracepção de Emergência: contraceptivos de reforço A construção de um consenso para a difusão dos contraceptivos de emergência CAPÍTULO 2: Abordagens Teóricas Sexualidade e reprodução em cena: a vontade de saber Biopolítica e Biopoder: antigos e novos campos e modos de atuação. Saúde Pública, Direitos Reprodutivos e Farmacologização CAPÍTULO 3: Percurso metodológico A pesquisa documental como estratégia metodológica A fonte dos dados: o website do ICEC Seleção de documentos e principais resultados Análise dos documentos CAPÍTULO 4: O ICEC e a missão de expandir o acesso aos Contraceptivos de Emergência para os países em desenvolvimento O Consórcio Internacional sobre Contracepção de Emergência Nossa missão permanece crucial: expandir o acesso aos CE no mundo, com foco nos países em desenvolvimento... 57

15 4.3. A expansão dos contraceptivos de emergência no cenário brasileiro CAPÍTULO 5: Os argumentos do Consórcio Internacional sobre Contracepção de Emergência: uma articulação de diferentes discursos O argumento sanitário: a gravidez imprevista como um problema de saúde pública A redução das taxas de gravidezes imprevistas como indicador da melhoria da saúde pública A preocupação com a gravidez na adolescência e a epidemia de gravidezes não intencionais e de abortos inseguros O argumento farmacêutico: entre a autonomia reprodutiva e a farmacologização do corpo feminino Segurança e eficácia dos contraceptivos de emergência como questões centrais Contracepção de emergência entre a ciência e a política: Para algumas pessoas o mundo ainda é plano e Galileo Galilei ainda um herege O argumento do direito: o direito ao acesso aos contraceptivos de emergência O direito ao acesso aos contraceptivos de emergência e à saúde reprodutiva CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS APÊNDICES ANEXO PÁGINA INICIAL DO WEBSITE

16 16 Entre a Farmácia e as Ciências Sociais em Saúde No ano de 2006 entrei para a Faculdade de Farmácia na Universidade Federal de Santa Maria no Rio Grande do Sul. Naquele mesmo ano, cheia de curiosidades pela experimentação e manipulação de substâncias químicas, ingressei em um dos laboratórios de pesquisa em Bioquímica Toxicológica no Departamento de Ciências Naturais e Exatas da UFSM (CCNE/UFSM), onde fiz iniciação científica até o ano de Durante este período, para além de aprender muito sobre diversas vias metabólicas e compostos químicos, observava como se dava o cenário da ciência biomédica brasileira. O contato com a hard science e a leitura de obras críticas ao modelo biomédico atual acabaram gerando conflitos entre mim e a profissão que havia escolhido. Quanto mais eu lia e debatia com colegas sobre aqueles textos que clamavam por uma saúde democrática, holística e participativa, mais eu me distanciava dos laboratórios. Certa vez Monteiro Lobato escreveu que o Farmacêutico sorri filosoficamente dentro do seu laboratório, pois bem, decidi que precisava sorrir filosoficamente para além daquelas quatro paredes. Fui então à busca de novos caminhos que pudessem me colocar mais em contato, no âmbito profissional, com meus anseios. Em 2010 saí do laboratório de Bioquímica e conheci a Unidade Dispensadora de Medicamentos Antirretrovirais do Hospital Universitário de Santa Maria (UDM/HUSM), ingressei em um estágio durante todo o ano de 2010 junto à equipe de farmacêuticos coordenada pela Farmacêutica Cláudia Sala para a dispensação desses medicamentos e realização de Atenção Farmacêutica para as pessoas vivendo com HIV/Aids. Ali pude observar diversos casos e histórias de vida e, apesar de uma parca infraestrutura para o atendimento, em uma sala muito pequena, vivíamos diariamente absortos em diversas trocas e emoções, interagindo e sendo afetados por nossos usuários. Além disso, ingressei em um projeto de extensão, em uma escola de ensino fundamental da cidade, que visava à promoção de saúde para os alunos com uma equipe multiprofissional. Éramos estudantes de medicina, nutrição, farmácia e enfermagem e esse contato com outros colegas universitários, professores, alunos e funcionários da escola, todos os dias, acabou acirrando cada vez mais minha vontade de entender aquelas trajetórias e as relações que estabelecíamos. Assim, observando aquele espaço e dialogando com colegas acadêmicos e farmacêuticos, ingressei na disciplina de Saúde Coletiva, um curso oferecido pela Faculdade de Enfermagem da mesma instituição. Nesse momento, pude aprender um pouco sobre sociologia, políticas públicas de saúde e escrever um pequeno diário de campo sobre as visitas domiciliares que realizei com as colegas em uma comunidade de classe média baixa da

17 17 cidade. Além disso, tive a oportunidade também de participar das aulas de Educação e Saúde do curso de Enfermagem, onde conheci as obras de Paulo Freire, sua visão relativizadora, sua metodologia dialógica e sua pedagogia da libertação. Essa descoberta teve muita influência sobre minha trajetória, pensar a metodologia de Freire no campo da saúde foi também um dos motivos que me levou a querer desvendar o universo da antropologia e sociologia. Entretanto, meu encontro com a saúde coletiva precisou esperar mais um pouco. No final de 2010 surgiu a oportunidade de estagiar em uma indústria farmacêutica de grande porte da região sul do país. Como eu precisava deste estágio para a finalização de meu curso de graduação em Farmácia, fui para a entrevista na empresa e comecei então a trabalhar no local. Por diversos motivos pessoais e éticos, decidi que não ficaria na empresa para além do período de estágio obrigatório. Logo após minha formatura, no dia 4 de setembro de 2011 embarquei em um vôo de Porto Alegre para o Rio de Janeiro sem ter muita certeza do que viria pela frente em minha vida profissional. Alguns meses antes eu havia pesquisado sobre alguns professores para realizar contato e conversar sobre a possibilidade de um mestrado em Saúde Coletiva. Qual foi minha surpresa quando a professora Elaine Brandão respondeu meu contato. Justamente a professora que estava pesquisando sobre farmacêuticos e contracepção de emergência. No começo, foi a ideia de problematizar minha própria profissão que me impulsionou a escrever para a professora, por um momento, ainda mergulhada no universo biomédico e tentando dele me despir, estranhei a pesquisa ser sobre contracepção de emergência - o que haveria de pesquisas na área de saúde coletiva sobre isso? O que a área de ciências sociais em saúde, mais especificamente a área de meu interesse, teria a questionar sobre temas que envolvessem esse contraceptivo? Dias se passaram até que finalmente fui ao encontro marcado com a professora e rapidamente comecei a integrar o grupo de pesquisa por ela coordenado no Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IESC/UFRJ). Ao longo do tempo fui percebendo o quanto eu não mais poderia separar aquilo que em minha formação sempre foi segregado: de um lado a ciência, a técnica e as moléculas, de outro o social e a política. Como a professora Daniela Manica bem recordou durante minha qualificação do projeto de dissertação: "A técnica também é política". E como Latour (2009) argumenta em Jamais fomos modernos : natureza e sociedade são ambas efeitos de redes heterogêneas. Apesar de Latour e Lévi-Strauss apresentarem algumas divergências teóricas, o próprio Lévi-Strauss (1985) já nos dizia em seu clássico Antropologia Estrutural que a técnica também preenche uma função sociológica.

18 18 Em História da sexualidade, Foucault (1977) questiona se sua análise da sexualidade enquanto um dispositivo político implicaria na elisão do corpo, da anatomia, do funcional. Ao passo que ele mesmo responde que não. Muito longe de apagar o corpo, as tecnologias, o biológico ou de constituir o biológico e o histórico enquanto uma sequência como no evolucionismo de antigos sociólogos é importante ligar a complexidade crescente destes domínios. O projeto intitulado "Uma investigação socioantropológica no âmbito das farmácias/drogarias: posição de farmacêuticos e balconistas sobre a contracepção de emergência 1 foi minha primeira experiência nos estudos sobre contracepção e também sobre ciências sociais e a motivação para este trabalho. Foi neste grupo que aprendi o quão pode ser instigante, por vezes contraditório, mas sempre complexo, estudar a luz das ciências sociais, temas relativos à reprodução humana e à contracepção. Minha participação no grupo permitiu que eu fosse construindo meu objeto de pesquisa. Tive a grande oportunidade de discutir com profissionais experientes no campo dos direitos sexuais e reprodutivos, como as professoras Cristiane Cabral, Elaine Brandão e Miriam Ventura, sobre a contracepção de emergência e também sobre a atuação e o papel dos farmacêuticos no Brasil. Logo que comecei a trabalhar na pesquisa atuei como assistente de pesquisa e uma de minhas tarefas era observar a lista de s trocados por membros do Consórcio Internacional sobre Contracepção de Emergência (ICEC), bem como seu website. Observava semanalmente suas discussões e de forma mensal fiz alguns relatórios que serviam de material para os pesquisadores pensarem o que estava sendo debatido no âmbito internacional sobre CE. Foi nesse momento que comecei a ter meu primeiro contato com o ICEC e seus atores institucionais. Meu interesse em estudar os documentos disponibilizados no website se deu porque percebi que esta era uma ferramenta importante para o consórcio difundir argumentos para difundir CE para países em desenvolvimento. Em paralelo, pude ir participando de aulas no IESC. Aprendi muito com professores como Mauro Brigeiro, Rachel Aisengart Menezes e Jaqueline Ferreira sobre o universo da antropologia e das ciências sociais. Foram estas aulas que me introduziram à Geertz, 1 Esta dissertação de mestrado foi concebida no âmbito da pesquisa Uma investigação socioantropológica no âmbito das farmácias/drogarias: posição de farmacêuticos e balconistas sobre a contracepção de emergência ( ),coordenada pela Profa. Elaine Reis Brandão, no IESC-UFRJ. A equipe é composta por Profa. Miriam Ventura (IESC-UFRJ); Profa. Cristiane da Silva Cabral (FSP-USP); Naira Vidal de Oliveira (FF-UFRJ) e Iolanda Szabo (FF-UFRJ); Sabrina Pereira Paiva e Luiza Lena Bastos (IESC-UFRJ). O estudo conta com apoio FAPERJ e CNPq. Trata-se de desdobramento de projeto anterior, vinculado ao Programa JCNE-2008 (apoio FAPERJ).

19 19 Foucault, Bourdieu, entre tantos outros autores que marcaram minha trajetória acadêmica de modo profundo, e com os quais aprendi a importância de desnaturalizar o objeto a ser observado. De vestir "lentes" para olhar o mundo. De que todo discurso traz consigo uma ordem e um poder que dele emanam. Foi em uma aula de discussões sobre "O poder simbólico" de Bourdieu que aprendi com a professora Elaine Brandão que a partir do momento em que vestimos nossas "lentes" começamos uma travessia que nos permite olhar diferente, de forma distanciada e analítica. A medida que o tempo foi passando, a professora Miriam Ventura costurou e cristalizou em minha trajetória dentro do Instituto a importância do rigor metodológico e da argumentação fina. Não me deixou esquecer nunca que os discursos são performáticos e poderosos. Também em 2013 ingressei no curso de Especialização em Gênero e Sexualidade do Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos e Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (EGeS/CLAM/IMS-UERJ). As discussões no EGeS foram fundamentais para complementar esta trajetória que se iniciou no IESC/UFRJ e ajudaram a refletir sobre meu objeto de estudo. Distanciar-me deste objeto foi, por muitos momentos, difícil. Enquanto mulher a minha relação é íntima com os contraceptivos e assim o tema perpassou meu corpo, questionou posicionamentos, desafiou me. No contexto em que nasci e vivi, falar sobre os aspectos técnicos da contracepção sempre foi corriqueiro. Sendo este um assunto de mulher, ao longo da adolescência fui aprendendo a como me cuidar para não por a perder a juventude e uma carreira profissional que já estava sendo forjada para mim, independente do ofício que eu me direcionasse. Aqueles tantos questionamentos com os quais cheguei ao Rio deram lugar a muitos outros, mas com certeza hoje sei que muito temos a dizer e refletir sobre o tema da contracepção de emergência. Assim como diria Lévi-Strauss, este contraceptivo e o próprio consórcio são bons para pensar sobre como se encontram atualmente os discursos internacionais sobre sexualidade e reprodução. Estas mudanças de território e de perspectivas acadêmicas abriram mais um processo de ritualização em minha vida. Van Gennep (2011) consagrou bem as etapas desses rituais, inclusive os de "primeira vez". No meu caso, a primeira vez que me distanciei do local que considero meu lar. Concordo com Da Matta (2009, p.9) quando diz: [...] O importante, o arriscado, o fatal, o que tem a ver com entrega e doação sempre implica uma primeira vez [...]. Toda primeira vez sinaliza um empacotamento de vida. Toda estreia assinala a possibilidade de (re)fazer uma história que, por ter

20 20 início, meio e fim, como descobriu Van Gennep, aniquila um pouco a indiferença ao pipocar de vida e de paixão que eventualmente surge em seu seio (Da Matta, 2009, p.9). Ao embarcar no campo da Saúde Coletiva, experimentei este (re)fazer de minha história, resignificando minha trajetória e encontrando um novo espaço para discutir questões que muito me interessam e me instigam. Foi neste começo que pude (re)encontrar as ciências humanas e delas me apropriar para olhar meu universo profissional, meu objeto de estudo e também a mim mesma.

21 21 INTRODUÇÃO O Consórcio Internacional sobre Contracepção de Emergência (ICEC) se constitui como uma rede integrada por atores - principalmente organizações filantrópicas e organizações de planejamento familiar - que tem por objetivo expandir ao redor do mundo o uso de contraceptivos de emergência (CE), os quais podem ser utilizados pelas mulheres após as relações sexuais como um recurso importante para evitar a gravidez. O ICEC tem como parceiros as indústrias farmacêuticas e às chamadas organizações de planejamento familiar, e é o principal ator na discussão e difusão deste tipo de contraceptivo tendo seu foco direcionado para os países em desenvolvimento. A existência de um consórcio dedicado exclusivamente a advogar em prol de um tipo específico de contraceptivo materializa a tensão dialética permanente que transpassa a sexualidade, o corpo, o prazer e a reprodução; e nos remete para a discussão da biopolítica e do gerenciamento social e político dos corpos, especialmente do corpo feminino nos âmbitos da saúde pública, biomedicina e o direito. A pergunta norteadora desse estudo é se o ICEC, considerando sua posição estratégica de organização internacional privilegiada no diálago com as instâncias internacionais das Nações Unidas, Estados e suas agências regulatórias, organizações feministas e de saúde, e indústrias farmacêuticas, tem contribuído à ampliação da autonomia e autodeterminação reprodutiva ou fortalece dispositivos de poder em prol do gerenciamento do corpo feminino? Para observar esta problemática busquei analisar os documentos do website do ICEC e também diálogos entre seus membros na lista de s do consórcio. Utilizei referenciais teóricos que discutem conceitos de medicalização, farmacologização e biopolítica. O objeto de estudo é o conjunto de argumentos do consórcio em prol da difusão dos CE para os países em desenvolvimento, e busca discutir como esses atores se mobilizam e discursam sobre a importância deste tipo de contraceptivo. Nesse sentido, o objetivo geral foi compreender a partir dos documentos disponibilizados no website do ICEC e na sua lista de e- mails os argumentos desta organização. O estudo se justificativa diante da necessidade de ampliarmos no Brasil a discussão sobre o uso dos medicamentos de contracepção de emergência como mais uma tecnologia que possa vir a possibilitar uma melhor vivência da reprodução e sexualidade para mulheres e homens.

A história da pílula contraceptiva

A história da pílula contraceptiva A história da pílula contraceptiva É para mim um enorme prazer recordar a história desta pílula, tanto mais que em 1958 trabalhei nos EUA, na Worcester Foundation for Experimental Biology, uma instituição

Leia mais

SAÚDE INTEGRAL, REPRODUTIVA E SEXUAL DA MULHER

SAÚDE INTEGRAL, REPRODUTIVA E SEXUAL DA MULHER SAÚDE INTEGRAL, REPRODUTIVA E SEXUAL DA MULHER Redefinindo o objeto de trabalho a partir do conceito de gênero e da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento Wilza Villela* É difícil

Leia mais

Tradução: Regina Figueiredo REDE CE ww.redece.org

Tradução: Regina Figueiredo REDE CE ww.redece.org 24 julh 2014 EMA/440549/2014 Documento Original: http://www.ema.europa.eu/docs/en_gb/document_library/press_release/2014/07/wc50017 0056.pdf Tradução: Regina Figueiredo REDE CE ww.redece.org LEVONORGESTREL

Leia mais

número 15 - dezembro/2015 RELATÓRIO PARA A SOCIEDADE informações sobre recomendações de incorporação de medicamentos e outras tecnologias no SUS

número 15 - dezembro/2015 RELATÓRIO PARA A SOCIEDADE informações sobre recomendações de incorporação de medicamentos e outras tecnologias no SUS número 15 - dezembro/2015 RELATÓRIO PARA A SOCIEDADE informações sobre recomendações de incorporação de medicamentos e outras tecnologias no SUS RELATÓRIO PARA A SOCIEDADE Este relatório é uma versão resumida

Leia mais

Prefeitura do Município de São Paulo Secretaria Municipal de Saúde Área Técnica de Saúde da Mulher

Prefeitura do Município de São Paulo Secretaria Municipal de Saúde Área Técnica de Saúde da Mulher Prefeitura do Município de São Paulo Secretaria Municipal de Saúde Área Técnica de Saúde da Mulher PROTOCOLO PARA O FORNECIMENTO DE CONTRACEPTIVOS REVERSÍVEIS NA REDE DE ATENÇÃO BÁSICA DO MUNICÍPIO DE

Leia mais

Protocolo para Utilização do Levonorgestrel na Anticoncepção Hormonal de Emergência.

Protocolo para Utilização do Levonorgestrel na Anticoncepção Hormonal de Emergência. Protocolo para Utilização do Levonorgestrel na Anticoncepção Hormonal de Emergência. A Rede Cegonha instituída em junho de 2011 consiste numa rede de cuidados que visa assegurar à mulher o direito ao planejamento

Leia mais

Protocolo para Utilização do Levonorgestrel na Anticoncepção Hormonal de Emergência

Protocolo para Utilização do Levonorgestrel na Anticoncepção Hormonal de Emergência Protocolo para Utilização do Levonorgestrel na Anticoncepção Hormonal de Emergência A Rede Cegonha, instituída em junho de 2011, consiste numa rede de cuidados que visa assegurar à mulher o direito ao

Leia mais

Para FICAR numa boa...

Para FICAR numa boa... visite: www.redece.org NAMORAR Para FICAR numa boa... TRANSAR e sem sustos... livreto regina_indesign.indd 1 Acontece cada coisa... A Camisinha vazou??!! E agora?!! 2 Engravidar sem querer pode ser um

Leia mais

*Publicado em Revista da SOGIA-BR, ano 6, nº 2, abril/maio/junho 2005. USO DE CONTRACEPÇÃO DE EMERGÊNCIA E CAMISINHA ENTRE ADOLESCENTES E JOVENS

*Publicado em Revista da SOGIA-BR, ano 6, nº 2, abril/maio/junho 2005. USO DE CONTRACEPÇÃO DE EMERGÊNCIA E CAMISINHA ENTRE ADOLESCENTES E JOVENS *Publicado em Revista da SOGIA-BR, ano 6, nº 2, abril/maio/junho 2005. USO DE CONTRACEPÇÃO DE EMERGÊNCIA E CAMISINHA ENTRE ADOLESCENTES E JOVENS Sumário: Regina Figueiredo*; Jorge Andalaft Neto** * Mestre

Leia mais

PROJETO DE LEI N o, DE 2007.

PROJETO DE LEI N o, DE 2007. PROJETO DE LEI N o, DE 2007. (Do Srº Luiz Bassuma) Dá nova redação ao parágrafo único do art. 6º e ao parágrafo único do art. 9º, ambos da Lei nº 9.263/96, que regula o 7º do art. 266 da Constituição Federal.

Leia mais

Planejamento Familiar: Conflitos e Soluções

Planejamento Familiar: Conflitos e Soluções Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Florianópolis, de 25 a 28 de agosto de 2008 Planejamento Familiar: Conflitos e Soluções Maria Aparecida Rodrigues de Oliveira Lima (Prefeitura Municipal de Piraí);

Leia mais

RELATO DE EXPERIÊNCIA: ADOLESCENTES E ATIVIDADE SEXUAL PRECOCE EM UMA UNIDADE DE SAÚDE NA ZONA OESTE RJ

RELATO DE EXPERIÊNCIA: ADOLESCENTES E ATIVIDADE SEXUAL PRECOCE EM UMA UNIDADE DE SAÚDE NA ZONA OESTE RJ Revista Eletrônica Novo Enfoque, ano 2013, v. 17, n. 17, p. 134 138 RELATO DE EXPERIÊNCIA: ADOLESCENTES E ATIVIDADE SEXUAL PRECOCE EM UMA UNIDADE DE SAÚDE NA ZONA OESTE RJ PORTO, Adriana Vianna Costa 1

Leia mais

XXV JORNADA PARAIBANA DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

XXV JORNADA PARAIBANA DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA XXV JORNADA PARAIBANA DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA ANTICONCEPÇÃO DE ROBERTO BENZECRY PROF. TITULAR DE OBSTETRÍCIA DA FM DA UFRJ PRESIDENTE DA BEMFAM JOÃO PESSOA, 01/12/2006 SINONÍMIA CONTRAGESTÃO INTERCEPÇÃO

Leia mais

AVALIAÇÃO DO CONSUMO DE CONTRACETIVO DE EMERGÊNCIA EM FARMÁCIAS DE DISPENSAÇÃO

AVALIAÇÃO DO CONSUMO DE CONTRACETIVO DE EMERGÊNCIA EM FARMÁCIAS DE DISPENSAÇÃO ISBN 978-85-61091-05-7 Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar 27 a 30 de outubro de 2009 AVALIAÇÃO DO CONSUMO DE CONTRACETIVO DE EMERGÊNCIA EM FARMÁCIAS DE DISPENSAÇÃO Claudinei Moisés Buzelato

Leia mais

Acesso à anticoncepção de emergência: direito das mulheres e dever do Estado Beatriz Galli

Acesso à anticoncepção de emergência: direito das mulheres e dever do Estado Beatriz Galli Acesso à anticoncepção de emergência: direito das mulheres e dever do Estado Beatriz Galli A anticoncepção, ou contracepção de emergência é um método contraceptivo que pode evitar a gravidez após a relação

Leia mais

Pronunciamento da Deputada Telma de Souza no dia 09 de Agosto de 2005 Breves Comunicações. Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Parlamentares

Pronunciamento da Deputada Telma de Souza no dia 09 de Agosto de 2005 Breves Comunicações. Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Parlamentares Pronunciamento da Deputada Telma de Souza no dia 09 de Agosto de 2005 Breves Comunicações Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Parlamentares Para dar ciência à Câmara Federal, solicitando sua transcrição

Leia mais

Índice do Capítulo: Início de Uso 7 Critérios Médicos de Elegibilidade 8 Procedimentos para Iniciar o Uso do Método 9 Acompanhamento 11

Índice do Capítulo: Início de Uso 7 Critérios Médicos de Elegibilidade 8 Procedimentos para Iniciar o Uso do Método 9 Acompanhamento 11 Anticoncepção Oral de Emergência Anualmente, a Organização Mundial da Saúde estima que 585.000 mortes maternas ocorrem em todo o mundo, muitas das quais secundárias ao aborto. A anticoncepção oral de emergência

Leia mais

Métodos contraceptivos podem ser:

Métodos contraceptivos podem ser: Oqueéacontracepção? É todo o método que vise impedir a fertilização de um óvulo ou impedir a nidificação do embrião. Métodos contraceptivos podem ser: Métodos naturais. Métodos não naturais Métodos mecânicos.

Leia mais

MÉTODOS CONTRACEPTIVOS

MÉTODOS CONTRACEPTIVOS MÉTODOS CONTRACEPTIVOS MÉTODOS CONTRACEPTIVOS 1. MÉTODOS COMPORTAMENTAIS Os métodos contraceptivos são utilizados por pessoas que têm vida sexual ativa e querem evitar uma gravidez. Além disso, alguns

Leia mais

CASO PRISCILA: CONTRACEPÇÃO- ALGUMAS CONSIDERAÇÕES.

CASO PRISCILA: CONTRACEPÇÃO- ALGUMAS CONSIDERAÇÕES. CASO PRISCILA: CONTRACEPÇÃO- ALGUMAS CONSIDERAÇÕES. Aline A. Torres Aline Iara Sousa Valesca Pastore Dias Emfermeiras Procedimentos para iniciar o uso do método ACO algumas considerações: anamnese cuidadosa,

Leia mais

ESPECIAL 2014. SAÚDE da Mulher

ESPECIAL 2014. SAÚDE da Mulher ESPECIAL 2014 SAÚDE da Mulher ESPECIAL 2014 SAÚDE da MULHER APRESENTAÇÃO A mulher redefiniu seu papel na sociedade e tem hoje grandes desafios e variadas demandas que terminam por impactar no seu estilo

Leia mais

Marcos Cueto. O valor da saúde: história da Organização Pan-Americana da Saúde

Marcos Cueto. O valor da saúde: história da Organização Pan-Americana da Saúde Marcos Cueto. O valor da saúde: história da Organização Pan-Americana da Saúde (Trad. Vera Ribeiro) Eduardo Silveira Netto Nunes* Rio de Janeiro: Ed. Fiocruz, 2007. 241p. Na história das políticas de saúde

Leia mais

A SituAção da 2015 PAternidAde no Mundo: resumo e recomendações

A SituAção da 2015 PAternidAde no Mundo: resumo e recomendações Situação a 2015 aternidade o Mundo: esumo e ecomendações ais são importantes. As relações pai-filho/a, em todas as comunidades e em todas as fases da vida de uma criança, têm impactos profundos e abrangentes

Leia mais

SAÚDE SEXUAL DAS MULHERES ATENDIDAS NO SERVIÇO MUNICIPAL DE SAÚDE DE CAMPINA GRANDE-PB.

SAÚDE SEXUAL DAS MULHERES ATENDIDAS NO SERVIÇO MUNICIPAL DE SAÚDE DE CAMPINA GRANDE-PB. SAÚDE SEXUAL DAS MULHERES ATENDIDAS NO SERVIÇO MUNICIPAL DE SAÚDE DE CAMPINA GRANDE-PB. Idalina Maria Freitas Lima Santiago Mary Help Ibiapina Alves. I - INTRODUÇÃO A história recente do Brasil, no que

Leia mais

MÉTODOS HORMONAIS. São comprimidos que contêm estrogênio e progestogênio associados.

MÉTODOS HORMONAIS. São comprimidos que contêm estrogênio e progestogênio associados. MÉTODOS HORMONAIS 1 - ANTICONCEPCIONAIS HORMONAIS ORAIS (PÍLULAS) É o método mais difundido e usado no mundo. As pílulas são consideradas um método reversível muito eficaz e o mais efetivo dos métodos

Leia mais

As posições da OMS nas conferências de população da ONU nos últimos 50 anos 1

As posições da OMS nas conferências de população da ONU nos últimos 50 anos 1 Capítulo 1 As posições da OMS nas conferências de população da ONU nos últimos 50 anos 1 Elza Berquó 2 Às vésperas da comemoração dos 20 anos da Conferência Internacional de População hoje, pareceu-me

Leia mais

Fator emocional. Fertilidade Natural: Fator emocional CAPÍTULO 8

Fator emocional. Fertilidade Natural: Fator emocional CAPÍTULO 8 CAPÍTULO 8 Fator emocional O projeto comum de ter filhos, construir a própria família, constitui um momento existencial muito importante, tanto para o homem como para a mulher. A maternidade e a paternidade

Leia mais

Gravidez na adolescência por anos de estudo Mulheres 15-19 anos

Gravidez na adolescência por anos de estudo Mulheres 15-19 anos X- CONGRESSO NORTE-NORDESTE DE REPRODUÇÃO HUMANA XXVI- JORNADA PARAIBANA DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA - 2007 Gravidez na Adolescência e Abortamento Dr. Ney Costa GRAVIDEZ NÃO PLANEJADA NA ADOLESCÊNCIA

Leia mais

Noções Básicas da CONTRACEPÇÃO

Noções Básicas da CONTRACEPÇÃO Noções Básicas da CONTRACEPÇÃO Texto dirigido ao trabalho com adolescentes MÉTODOS ANTICONCEPCIONAIS OU CONTRACEPTIVOS Reversíveis: É o método que pode ser parado a qualquer momento, se for por vontade

Leia mais

Mosaico de experiências: construindo sentidos sobre a gravidez na adolescência

Mosaico de experiências: construindo sentidos sobre a gravidez na adolescência Elisângela Ribeiro da Silva Mosaico de experiências: construindo sentidos sobre a gravidez na adolescência Dissertação de Mestrado Dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação em psicologia da

Leia mais

CONTRACEPÇÃO HORMONAL PÍLULA

CONTRACEPÇÃO HORMONAL PÍLULA CONTRACEPÇÃO HORMONAL PÍLULA A Pílula é o método contraceptivo hormonal mais utilizado, pelas mulheres em todo o mundo. O QUE É? Um método contraceptivo que contém hormonas sintéticas que são semelhantes

Leia mais

ÍNDICE - 21/08/2006 O Popular (GO)...2 Cidades...2

ÍNDICE - 21/08/2006 O Popular (GO)...2 Cidades...2 ÍNDICE - 21/08/2006 O Popular (GO)...2 Cidades...2 Pais doam embrião congelado para engravidar mulher infértil...2 Adormecidos no nitrogênio líquido há até dez anos...3 À espera da chance de ser mãe...3

Leia mais

26 de Setembro Dia Mundial da Contraceção

26 de Setembro Dia Mundial da Contraceção 26 de Setembro Dia Mundial da Contraceção Semana da contraceção Não corra riscos Campanha promovida por: Com a colaboração A contraceção na Europa 70 ou mais Percentagem de mulheres que utilizam qualquer

Leia mais

Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)

Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) 15/07/2011 METALÚRGICO, 26 ANOS Não costumo fazer exame porque sinto meu corpo bom, ótimo. Nunca senti uma dor. Senti uma dor uma vez na

Leia mais

FEFUC - FOLDER EXPLICATIVO DE FUNCIONAMENTO DE CURSOS CURSO DE FARMÁCIA 1ª LINHA CONCEITUAL: CARACTERIZAÇÃO DO PROFISSIONAL DE FARMÁCIA

FEFUC - FOLDER EXPLICATIVO DE FUNCIONAMENTO DE CURSOS CURSO DE FARMÁCIA 1ª LINHA CONCEITUAL: CARACTERIZAÇÃO DO PROFISSIONAL DE FARMÁCIA 1 FEFUC - FOLDER EXPLICATIVO DE FUNCIONAMENTO DE CURSOS CURSO DE FARMÁCIA 1ª LINHA CONCEITUAL: CARACTERIZAÇÃO DO PROFISSIONAL DE FARMÁCIA O PROFISSIONAL FARMACÊUTICO O Farmacêutico é um profissional da

Leia mais

Fortalecendo o Sistema de Farmacovigilância para a introdução de novos medicamentos para a tuberculose no Brasil

Fortalecendo o Sistema de Farmacovigilância para a introdução de novos medicamentos para a tuberculose no Brasil Fortalecendo o Sistema de Farmacovigilância para a introdução de novos medicamentos para a tuberculose no Brasil Introdução Em 2009, o Ministério da Saúde (MS) do Brasil mudou seu esquema de tratamento

Leia mais

ANTICONCEPÇÃO NA ADOLESCÊNCIA. Francisco Cabral Margarita Díaz

ANTICONCEPÇÃO NA ADOLESCÊNCIA. Francisco Cabral Margarita Díaz ANTICONCEPÇÃO NA ADOLESCÊNCIA Francisco Cabral Margarita Díaz Estamos quase na virada do século e mais de 30 anos se passaram desde a descoberta da pílula que favoreceu a liberação sexual, especialmente

Leia mais

Grasiela - Bom à gente pode começar a nossa conversa, você contando para a gente como funciona o sistema de saúde na Inglaterra?

Grasiela - Bom à gente pode começar a nossa conversa, você contando para a gente como funciona o sistema de saúde na Inglaterra? Rádio Web Saúde dos estudantes de Saúde Coletiva da UnB em parceria com Rádio Web Saúde da UFRGS em entrevista com: Sarah Donetto pesquisadora Inglesa falando sobre o NHS - National Health Service, Sistema

Leia mais

iagnóstico de Situação Secundária com 3º Ciclo do Marco de Canaveses

iagnóstico de Situação Secundária com 3º Ciclo do Marco de Canaveses No Marco Sabemos Mais Sobre @ Doenças Sexualmente Transmissíveis / Métodos Contracetivos (SMS@DST) Dia iagnóstico de Situação na Escola Secundária com 3º Ciclo do Marco de Canaveses Realizado pela: ASSOCIAÇÃO

Leia mais

Os caminhos e descaminhos de uma epidemia global

Os caminhos e descaminhos de uma epidemia global Os caminhos e descaminhos de uma epidemia global Por Rodrigo Cunha 5 de junho de 1981. O Relatório Semanal de Morbidez e Mortalidade do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos

Leia mais

SPECIAL SECTION. Você é mulher em um campo dominado por homens? Entrevistas com Márcia Regina Barros da Silva e Léa Maria Leme Strini Velho

SPECIAL SECTION. Você é mulher em um campo dominado por homens? Entrevistas com Márcia Regina Barros da Silva e Léa Maria Leme Strini Velho Critical Reviews on Latin American Research 78 SPECIAL SECTION Você é mulher em um campo dominado por homens? Entrevistas com Márcia Regina Barros da Silva e Léa Maria Leme Strini Velho Entrevista realizada

Leia mais

Legalização do aborto em Moçambique: "A nova lei visa a assegurar os direitos sexuais e reprodutivos", diz ativista -

Legalização do aborto em Moçambique: A nova lei visa a assegurar os direitos sexuais e reprodutivos, diz ativista - Legalização do aborto em Moçambique: "A nova lei visa a assegurar os direitos sexuais e reprodutivos", diz ativista por Por Dentro da África - terça-feira, abril 14, 2015 http://www.pordentrodaafrica.com/ciencia/legalizacao-do-aborto-em-mocambique-a-nova-lei-visaassegurar-os-direitos-sexuais-e-reprodutivos-diz-ativista

Leia mais

Contracepção na Adolescência. Fátima Palma - 2007

Contracepção na Adolescência. Fátima Palma - 2007 Contracepção na Adolescência Fátima Palma - 2007 Os adolescentes são considerados um grupo de risco em termos de saúde sexual e reprodutiva OMS 1980 Educação sexual Cultura, Religião, Industrialização

Leia mais

O QUE É SER MÃE ADOLESCENTE PELA PRIMEIRA VEZ? INTRODUÇÃO

O QUE É SER MÃE ADOLESCENTE PELA PRIMEIRA VEZ? INTRODUÇÃO O QUE É SER MÃE ADOLESCENTE PELA PRIMEIRA VEZ? INTRODUÇÃO Esta investigação tem como enfoque o atendimento às gestantes adolescentes primigestas nas equipes de ESF. Visa conhecer o universo destas gestantes

Leia mais

Projeto de Serviços: proposta de modelo teórico para sites de compras coletivas

Projeto de Serviços: proposta de modelo teórico para sites de compras coletivas Iris Campos Martins Projeto de Serviços: proposta de modelo teórico para sites de compras coletivas Dissertação de Mestrado Dissertação apresentada como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre

Leia mais

Uso de Contracepção de Emergência entre Jovens Estudantes de São Paulo (Brasil): necessidade ou ameaça a prevenção de DST/aids

Uso de Contracepção de Emergência entre Jovens Estudantes de São Paulo (Brasil): necessidade ou ameaça a prevenção de DST/aids Uso de Contracepção de Emergência entre Jovens Estudantes de São Paulo (Brasil): necessidade ou ameaça a prevenção de DST/aids - Regina Figueiredo (socióloga, Mestre em Antropologia Social e Coordenadora

Leia mais

PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO ANEXO I. PROJETO DE ( X ) CURTA DURAÇÃO ( ) LONGA DURAÇÃO

PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO ANEXO I. PROJETO DE ( X ) CURTA DURAÇÃO ( ) LONGA DURAÇÃO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA FARROUPILHA PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO ANEXO I. PROJETO DE ( X ) CURTA DURAÇÃO ( ) LONGA DURAÇÃO 1. IDENTIFICAÇÃO

Leia mais

Termos de Referência Projeto BRA5U201

Termos de Referência Projeto BRA5U201 (02 cópias) Data limite para o envio das candidaturas: Endereço eletrônico para envio das candidaturas: Tipo de contrato : 02 de novembro de 2012 às 10h selecao@unfpa.org.br SSA consultoria por produto

Leia mais

contracepção de emergência normativas, usos, mitos e estigmas

contracepção de emergência normativas, usos, mitos e estigmas contracepção de emergência normativas, usos, mitos e estigmas Jefferson Drezett, MD PhD Sociedade Brasileira de Reprodução Humana Consórcio Latinoamericano de Anticoncepção de Emergência Consórcio Internacional

Leia mais

Origem e Histórico do método de ABP

Origem e Histórico do método de ABP Origem e Histórico do método de ABP PERÍODO OCORRÊNCIAS REGISTRADAS NA LITERATURA REFERÊNCIAS 500 a.c. O conceito de aprendizagem autodirigida, um dos pilares do curso de medicina da McMaster, já seencontrava

Leia mais

VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR CONTRA A MULHER E AS REDES DE ATENDIMENTO

VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR CONTRA A MULHER E AS REDES DE ATENDIMENTO CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR CONTRA A MULHER E AS REDES DE ATENDIMENTO

Leia mais

PORTARIA 295/04 - SMS - Publicada em DOM de 19 de Maio de 2.004

PORTARIA 295/04 - SMS - Publicada em DOM de 19 de Maio de 2.004 PORTARIA 295/04 - SMS - Publicada em DOM de 19 de Maio de 2.004 GONZALO VECINA NETO, Secretário Municipal da Saúde, no uso das atribuições que lhe são conferidas por Lei, Considerando que a porcentagem

Leia mais

Ministério da Saúde SAÚDE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: SAÚDE NA RIO + 20

Ministério da Saúde SAÚDE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: SAÚDE NA RIO + 20 Ministério da Saúde SAÚDE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: SAÚDE NA RIO + 20 INTRODUÇÃO A Organização das Nações Unidas realizará em junho de 2012, no Rio de Janeiro, a Conferência das Nações Unidas sobre

Leia mais

Portaria SMS.G Nº 295, de 19 de maio de 2004

Portaria SMS.G Nº 295, de 19 de maio de 2004 LEGISLAÇÃO MUNICIPAL Portaria SMS.G Nº 295, de 19 de maio de 2004 GONZALO VECINA NETO, Secretário Municipal da Saúde, no uso das atribuições que lhe são conferidas por Lei, Considerando que a porcentagem

Leia mais

LEVONORGESTREL: CONSIDERAÇÕES SOBRE O USO NA CONTRACEPÇÃO DE EMERGÊNCIA - ORIENTAÇÕES BÁSICAS

LEVONORGESTREL: CONSIDERAÇÕES SOBRE O USO NA CONTRACEPÇÃO DE EMERGÊNCIA - ORIENTAÇÕES BÁSICAS LEVONORGESTREL: CONSIDERAÇÕES SOBRE O USO NA CONTRACEPÇÃO DE EMERGÊNCIA - ORIENTAÇÕES BÁSICAS Adalto Garcia Braz 1 Juliana Gomes de Faria 2 Prof. Ms. João Marcelo A. B. B. Nabas 3 RESUMO Este artigo tem

Leia mais

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS CONFERÊNCIA SOBRE OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS CONFERÊNCIA SOBRE OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS CONFERÊNCIA SOBRE OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO Grupo de Trabalho 4: Fortalecendo a educação e o envolvimento da sociedade civil com relação ao vírus HIV, malária

Leia mais

Sandoz Uma decisão saudável A pílula do dia seguinte

Sandoz Uma decisão saudável A pílula do dia seguinte Sandoz Uma decisão saudável A pílula do dia seguinte 1 O que é um anticonceptivo de emergência ou a "pílula do dia seguinte"? A "pílula do dia seguinte" é um anticonceptivo que previne uma gravidez não

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE PSICOLOGIA Ementário/abordagem temática/bibliografia básica (3) e complementar (5) Morfofisiologia e Comportamento Humano Ementa: Estudo anátomo funcional

Leia mais

SESI AMIGA. Assuntos. Gravidez Menstruação Higiene Doenças Sexualidade

SESI AMIGA. Assuntos. Gravidez Menstruação Higiene Doenças Sexualidade SEXO? Eu prefiro contar para minhas colegas do que para minha mãe ou meu pai. Eu sinto medo de conversar com eles, porque eles não gostam de conversar, não consigo, eles não conversam comigo.. SESI AMIGA

Leia mais

Prefácio. Paulo Marchiori Buss

Prefácio. Paulo Marchiori Buss Prefácio Paulo Marchiori Buss SciELO Books / SciELO Livros / SciELO Libros LEAL, MC., and FREITAS, CM., orgs. Cenários possíveis: experiências e desafios do mestrado profissional na saúde coletiva [online].

Leia mais

NOTA PREVIA PRIMEIRO CURRÍCULO DE ENFERMAGEM NO BRASIL E ARGENTINA: UM ESTUDO COMPARATIVO

NOTA PREVIA PRIMEIRO CURRÍCULO DE ENFERMAGEM NO BRASIL E ARGENTINA: UM ESTUDO COMPARATIVO 88 NOTA PREVIA PRIMEIRO CURRÍCULO DE ENFERMAGEM NO BRASIL E ARGENTINA: UM ESTUDO COMPARATIVO FIRST NURSING CURRICULUM IN BRAZIL AND ARGENTINA: A COMPARATIVE STUDY EN PRIMER CURRÍCULO DE ENFERMERÍA EN BRASIL

Leia mais

CURSO DE ENFERMAGEM Reconhecido pela Portaria nº 270 de 13/12/12 DOU Nº 242 de 17/12/12 Seção 1. Pág. 20 PLANO DE CURSO

CURSO DE ENFERMAGEM Reconhecido pela Portaria nº 270 de 13/12/12 DOU Nº 242 de 17/12/12 Seção 1. Pág. 20 PLANO DE CURSO CURSO DE ENFERMAGEM Reconhecido pela Portaria nº 270 de 13/12/12 DOU Nº 242 de 17/12/12 Seção 1. Pág. 20 Componente Curricular: ENFERMAGEM EM ATENÇÃO À SAÚDE DA MULHER E DO HOMEM I Código: ENF - 209 Pré-requisito:

Leia mais

FAEL comemora 15 anos de atividades

FAEL comemora 15 anos de atividades ANOS FAEL comemora 15 anos de atividades Hoje, comemoramos 15 anos de um projeto que visa à democratização do ensino e que tornou a FAEL uma referência em educação de qualidade. Com o objetivo de proporcionar

Leia mais

Fernando Luiz Vale Castro

Fernando Luiz Vale Castro Fernando Luiz Vale Castro Pensando um continente: A Revista Americana e a criação de um projeto cultural para a América do Sul Tese de Doutorado Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação de História

Leia mais

WORLDSKILLS... PROMOVENDO A EXCELÊNCIA ENTRE AS OCUPAÇÕES. v1 2

WORLDSKILLS... PROMOVENDO A EXCELÊNCIA ENTRE AS OCUPAÇÕES. v1 2 WORLDSKILLS... PROMOVENDO A EXCELÊNCIA ENTRE AS OCUPAÇÕES v1 2 3 v2 CONTEÚDO MoVE international 3 Aprendizagem para a Vida 4 5 O Caminho para a identidade profissional 6 7 Líderes na preparação 8 9 Fortalecendo

Leia mais

I - Ações de Intervenção e Eventos

I - Ações de Intervenção e Eventos BOLETIM DE INFORMES CONTRACEPÇÃO DE EMERGÊNCIA REDE BRASILEIRA DE PROMOÇÃO DE INFORMAÇÃO E DISPONIBILIZAÇÃO DA CONTRACEPÇÃO DE EMERGÊNCIA Maio-Julho de 2015 I - Ações de Intervenção e Eventos 11º Congresso

Leia mais

Marketing Direto faz bem para a saúde

Marketing Direto faz bem para a saúde capa Marketing Direto faz bem para a saúde Hospitais e laboratórios têm encontrado no Marketing Direto uma forma eficaz de comunicação, sem cair nas restrições da Anvisa. Levando-se em consideração que

Leia mais

RESOLUÇÃO CFM Nº 1.811/2006 (Publicada no D.O.U. de 17 jan. 2007, Seção I, p. 72)

RESOLUÇÃO CFM Nº 1.811/2006 (Publicada no D.O.U. de 17 jan. 2007, Seção I, p. 72) RESOLUÇÃO CFM Nº 1.811/2006 (Publicada no D.O.U. de 17 jan. 2007, Seção I, p. 72) Estabelece normas éticas para a utilização, pelos médicos, da Anticoncepção de Emergência, devido a mesma não ferir os

Leia mais

POLÍTICAS SOCIAIS E A ASSISTÊNCIA À SAÚDE MATERNA

POLÍTICAS SOCIAIS E A ASSISTÊNCIA À SAÚDE MATERNA POLÍTICAS SOCIAIS E A ASSISTÊNCIA À SAÚDE MATERNA CONCEITO DE SAÚDE da OMS Saúde é o perfeito bem estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença. Portanto: Ter saúde é fenômeno complexo

Leia mais

Guia de orientação e aconselhamento para contracepção hormonal com Sistema Intrauterino (SIU)

Guia de orientação e aconselhamento para contracepção hormonal com Sistema Intrauterino (SIU) Guia de orientação e aconselhamento para contracepção hormonal com Sistema Intrauterino (SIU) Material distribuído exclusivamente por profissionais de saúde às pacientes usuárias de SIU, a título de orientação.

Leia mais

Por Diego González Machín

Por Diego González Machín CENTROS DE REFERÊNCIA E APOIO ÀS EMERGÊNCIAS QUÍMICAS NA AMÉRICA LATINA E NO CARIBE: CENTROS DE RESPOSTA QUÍMICA E OS CENTROS DE INFORMAÇÃO E ASSESSORIA TOXICOLÓGICA 1. Introdução Por Diego González Machín

Leia mais

VISÃO DO PAI FRENTE À AMAMENTAÇÃO: SEIO EROTICO OU SEIO MATERNAL

VISÃO DO PAI FRENTE À AMAMENTAÇÃO: SEIO EROTICO OU SEIO MATERNAL V Mostra Interna de Trabalhos de Iniciação Científica 26 a 29 de outubro de 2010 ISBN 978-85-61091-69-9 VISÃO DO PAI FRENTE À AMAMENTAÇÃO: SEIO EROTICO OU SEIO MATERNAL Janete Giuliane Tavares 1 ; Laís

Leia mais

Aborto, Saúde e Direitos Reprodutivos

Aborto, Saúde e Direitos Reprodutivos BEM ESTAR FAMILIAR NO BRASIL Aborto, Saúde e Direitos Reprodutivos Vera Cabral João Pessoa - PB ABORTO Situação Mundial 210 milhões de gestações ocorrem a cada ano no mundo 46 milhões (22%) terminam em

Leia mais

Contracepção Resumo de diretriz NHG M02 (dezembro 2011)

Contracepção Resumo de diretriz NHG M02 (dezembro 2011) Contracepção Resumo de diretriz NHG M02 (dezembro 2011) Anke Brand, Anita Bruinsma, Kitty van Groeningen, Sandra Kalmijn, Ineke Kardolus, Monique Peerden, Rob Smeenk, Suzy de Swart, Miranda Kurver, Lex

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO CURSO DE PEDAGOGIA, Licenciatura REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO Das disposições gerais O presente documento

Leia mais

JORNAL A TARDE ONLINE DATA: 24/09/2009. SEÇÃO: BRASIL ASSUNTO: SAÚDE Obesidade na infância pode adiantar doença em 20 anos

JORNAL A TARDE ONLINE DATA: 24/09/2009. SEÇÃO: BRASIL ASSUNTO: SAÚDE Obesidade na infância pode adiantar doença em 20 anos JORNAL A TARDE ONLINE DATA: 24/09/2009 SAÚDE Obesidade na infância pode adiantar doença em 20 anos Agência Estado A obesidade na infância e na adolescência pode adiantar em até 20 anos os problemas cardiovasculares,

Leia mais

DIRETRIZES BÁSICAS DE ATENDIMENTO AO PLANEJAMENTO FAMILIAR NA REDE DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

DIRETRIZES BÁSICAS DE ATENDIMENTO AO PLANEJAMENTO FAMILIAR NA REDE DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE DIRETRIZES BÁSICAS DE ATENDIMENTO AO PLANEJAMENTO FAMILIAR NA REDE DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE Toda mulher em idade reprodutiva deverá ter avaliação de satisfação e adequação de método anticoncepcional

Leia mais

O sexo não mudou... Um avanço na contraceção de emergência 1. mas a pílula do dia seguinte, sim. Ahora sin receta en su farmacia

O sexo não mudou... Um avanço na contraceção de emergência 1. mas a pílula do dia seguinte, sim. Ahora sin receta en su farmacia comprimido 30 mg acetato de ulipristal Conservar por debajo de 25 C. Conservar en el embalaje original para protegerlo de la humedad. Conservar el bl ster en el embalaje exterior para protegerlo de la

Leia mais

RELATO DE EXPERIÊNCIA: EDUCAÇÃO EM SAÚDE DE ADOLESCENTES DE 11 A 15 ANOS DE UMA ESCOLA PÚBLICA DE BALNEARIO CAMBORIÚ

RELATO DE EXPERIÊNCIA: EDUCAÇÃO EM SAÚDE DE ADOLESCENTES DE 11 A 15 ANOS DE UMA ESCOLA PÚBLICA DE BALNEARIO CAMBORIÚ RELATO DE EXPERIÊNCIA: EDUCAÇÃO EM SAÚDE DE ADOLESCENTES DE 11 A 15 ANOS DE UMA ESCOLA PÚBLICA DE BALNEARIO CAMBORIÚ Resumo CUNHA, Mayara Ana da 1 - UNIVALI RAITZ, Tania Regina 2 - UNIVALI Grupo de Trabalho

Leia mais

Tecnologia para a regulação dos nascimentos? gravidez indesejada.

Tecnologia para a regulação dos nascimentos? gravidez indesejada. Quais os contributos da Ciência e da Tecnologia para a regulação dos nascimentos? São utilizados para prevenir uma São utilizados para prevenir uma gravidez indesejada. Mét. Contracepção A - Não Naturais

Leia mais

FUNDAÇÃO COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR

FUNDAÇÃO COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR FUNDAÇÃO COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR Sistema Brasileiro de Apoio à Ciência, Tecnologia e Formação de Recursos Humanos Os números indicam o ano de criação das Agências. Fonte:

Leia mais

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADE DE CEILÂNDIA CURSO DE FARMÁCIA MARTA SOARES PORTO

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADE DE CEILÂNDIA CURSO DE FARMÁCIA MARTA SOARES PORTO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADE DE CEILÂNDIA CURSO DE FARMÁCIA MARTA SOARES PORTO UTILIZAÇÃO DE ANTICONCEPÇÃO DE EMERGÊNCIA NO BRASIL: REVISÃO DA LITERATURA CEILÂNDIA, DF 2013 MARTA SOARES PORTO UTILIZAÇÃO

Leia mais

APROVEITE AS SUAS CONSULTAS PARA INFORMAR SOBRE O PLANEAMENTO FAMILIAR REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA SAÚDE

APROVEITE AS SUAS CONSULTAS PARA INFORMAR SOBRE O PLANEAMENTO FAMILIAR REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA SAÚDE APROVEITE AS SUAS CONSULTAS PARA INFORMAR SOBRE O PLANEAMENTO FAMILIAR REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA SAÚDE ACONSELHE SOBRE OS BENEFÍCIOS DO PLANEAMENTO FAMILIAR Permite aos casais tomarem decisões

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA FARROUPILHA PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA FARROUPILHA PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA FARROUPILHA PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO ANEXO I. PROJETO DE CURTA DURAÇÃO 1. IDENTIFICAÇÃO 1.1 Título do

Leia mais

COMPREENDENDO A POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA MULHER: UMA REFLEXÃO ACADÊMICA 1

COMPREENDENDO A POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA MULHER: UMA REFLEXÃO ACADÊMICA 1 COMPREENDENDO A POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA MULHER: UMA REFLEXÃO ACADÊMICA 1 BISOGNIN, Patrícia 2 ; SIQUEIRA, Alessandro 2 ; BÖELTER, Débora Cardoso 2 ; FONSECA, Mariana 2 ; PRUNZEL

Leia mais

VIOLÊNCIA DE GÊNERO. O trabalho com violência de gênero como questão de saúde. Como o tema da violência entra no trabalho

VIOLÊNCIA DE GÊNERO. O trabalho com violência de gênero como questão de saúde. Como o tema da violência entra no trabalho VIOLÊNCIA DE GÊNERO O trabalho com violência de gênero como questão de saúde Simone G. Diniz * O movimento de mulheres que reemerge na década de 60 teve o mérito de introduzir na agenda política questões

Leia mais

Descriminalização do aborto: um tabu no debate público

Descriminalização do aborto: um tabu no debate público Descriminalização do aborto: um tabu no debate público Greice Menezes, pesquisadora da Ufba A última Quinta-Encontros, realizada pela Adufs no dia 19 deste mês, contou com a presença da médica e membro

Leia mais

CHAMADO À AÇÃO DE TORONTO

CHAMADO À AÇÃO DE TORONTO Organização Pan-Americana da Saúde Ministério da Saúde CHAMADO À AÇÃO DE TORONTO 2006-2015 Rumo a uma Década de Recursos Humanos em Saúde nas américas Reunião Regional dos Observatórios de Recursos Humanos

Leia mais

A POLÍTICA DE PROTEÇÃO DA MATERNIDADE JULIO MAYER DE CASTRO FILHO

A POLÍTICA DE PROTEÇÃO DA MATERNIDADE JULIO MAYER DE CASTRO FILHO A POLÍTICA DE PROTEÇÃO DA MATERNIDADE JULIO MAYER DE CASTRO FILHO Ministério da Saúde Diretrizes gerais Pacto pela Saúde Estados ComissãoBi partite Municípios Plano Municipal de Saúde Objetivos Ações estratégicas

Leia mais

ÍNDICE GERAL ÍNDICE DE FIGURAS... ÍNDICE DE QUADROS...

ÍNDICE GERAL ÍNDICE DE FIGURAS... ÍNDICE DE QUADROS... ÍNDICE GERAL ÍNDICE DE FIGURAS... ÍNDICE DE QUADROS... SIGLÁRIO. XI XIV XVII 1. INTRODUÇÃO 1 1.1. Problemática de Investigação... 4 1.1.1. Problema.. 6 1.1.2. Natureza do Estudo... 9 1.1.3. Variáveis 10

Leia mais

FORUM Inter-profissional sobre Violência sexual e Aborto previsto na lei. 18 anos de história

FORUM Inter-profissional sobre Violência sexual e Aborto previsto na lei. 18 anos de história FORUM Inter-profissional sobre Violência sexual e Aborto previsto na lei. 18 anos de história Dr. Anibal Faundes XVIII Forum inter-profissional sobre Violencia Sexual e Aborto Previsto na Lei São Paulo,

Leia mais

Humberto Gonçalves de Carvalho. Manual do. Empreendedor. Guia prático. Conceitos, ideias e dicas

Humberto Gonçalves de Carvalho. Manual do. Empreendedor. Guia prático. Conceitos, ideias e dicas Humberto Gonçalves de Carvalho Manual do Empreendedor Guia prático Conceitos, ideias e dicas Rio de Janeiro 2011 Copyright Editora Ferreira Ltda., 2011 1. ed. 2011 Capa Theo Guedes Diagramação Theo Guedes

Leia mais

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável Sustentabilidade Socioambiental Resistência à pobreza Desenvolvimento Saúde/Segurança alimentar Saneamento básico Educação Habitação Lazer Trabalho/

Leia mais

POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL REDE GAZETA

POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL REDE GAZETA POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL REDE GAZETA Vitória, ES Janeiro 2010. 1ª Revisão Janeiro 2011. 2ª Revisão Janeiro 2012. POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL DA REDE GAZETA IDENTIDADE CORPORATIVA Missão

Leia mais

Este folheto fala de vida sexual, fertilidade e gravidez durante o seu tratamento. São informações que deverá consultar antes do tratamento iniciar,

Este folheto fala de vida sexual, fertilidade e gravidez durante o seu tratamento. São informações que deverá consultar antes do tratamento iniciar, Este folheto fala de vida sexual, fertilidade e gravidez durante o seu tratamento. São informações que deverá consultar antes do tratamento iniciar, para que possa ponderar, junto com o seu médico oncologista,

Leia mais

M t é o t d o os o Contraceptivos

M t é o t d o os o Contraceptivos Métodos Contraceptivos São meios utilizados para evitar a gravidez quando esta não é desejada, permitindo a vivência da sexualidade de forma responsável. Permitem o planeamento familiar. 2 Como se classificam

Leia mais

SAÚDE SEXUAL E SAÚDE REPRODUTIVA - práticas de ONG Feministas 1

SAÚDE SEXUAL E SAÚDE REPRODUTIVA - práticas de ONG Feministas 1 Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Florianópolis, de 25 a 28 de agosto de 2008 SAÚDE SEXUAL E SAÚDE REPRODUTIVA - práticas de ONG Feministas 1 Patrícia Figueiredo Marques 2 (UFBA), Silvia Lúcia

Leia mais

Saiba seus direitos. 90% das mortes. não existe meio direito, meia negligência ou meia morte.

Saiba seus direitos. 90% das mortes. não existe meio direito, meia negligência ou meia morte. não existe meio direito, meia negligência ou meia morte. 90% das mortes de mulheres grávidas poderiam ser evitadas com o atendimento adequado. Saiba seus direitos. A Organização Mundial de Saúde (OMS)

Leia mais

JÉSSICA PEDRO DOS SANTOS SARA KATIELI MORAIS DE JESUS GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

JÉSSICA PEDRO DOS SANTOS SARA KATIELI MORAIS DE JESUS GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA JÉSSICA PEDRO DOS SANTOS SARA KATIELI MORAIS DE JESUS GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA 1. Introdução No presente artigo iremos abordar uma questão quem está em grande destaque em nosso país que é a gravidez na

Leia mais