Anais do IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos

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1 ACADEMIA NACIONAL DE CUIDADOS PALIATIVOS Anais do IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos Educar para Paliar São Paulo Outubro de 2010 Este documento apresenta todos os trabalhos científicos apresentados no IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos em suas duas modalidades: apresentações orais e pôsteres.

2 Anais do IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos 2 Introdução O IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos aconteceu entre os dia 6 e 9 de outubro de 2010, na cidade de São Paulo. Reuniu cerca de 600 participantes e 75 congressistas que discutiram o tema Educar para Paliar. O Congresso recebeu 234 inscrições de trabalhos científicos. Deste total, 136 foram escolhidos para os pôsteres e 24, apresentações orais. Agora, este material está publicado na forma dos Anais do IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos. As inscrições foram feitas online, pelo site /congresso, e estiveram abertas do período de maio a julho de Os trabalhos versaram sobre diversos assuntos, entre eles, a educação em Cuidados Paliativos (tema do Congresso), o apoio ao paciente e a seus familiares, espiritualidade e religiosidade, terapia ocupacional, psicologia, oncologia, neurologia, uso de opióides, controle de sintomas, revisão de literatura, experiências na implantação de serviços e muitos outros. São trabalhos de instituições e pesquisadores localizados de norte a sul do Brasil, de universidades públicas e privadas, serviços públicos e privados, que mostram um amplo painel do atual desenvolvimento teórico e prático da área paliativa brasileira. Sobre os Anais do IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos A presente publicação está dividida em duas partes: Apresentações Orais e Apresentações de Pôsteres. Os trabalhos estão distribuídos em ordem alfabética pelo título. Além desta informação, há também os nomes dos autores e das instituições às quais estão vinculados. Pequenas formatações foram realizadas para padronizar esta publicação, sem interferência no conteúdo. Premiação De acordo com as categorias, a comissão julgadora escolheu os seguintes trabalhos: Primeiro Lugar: Categoria Apresentações Orais

3 Anais do IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos 3 Construindo um cuidado: a família e seu familiar em regime de Cuidados Paliativos oncológicos no domicílio. Autores: Lorena Brandão Costa Melo; Beatriz Santana de Souza Lima; Marianna Tavares Tomaz; Maria Cristina Soares Figueiredo Trezza. Segundo lugar: Programa de religiosidade e espiritualidade de uma enfermaria de geriatria. Autor: Luis Saporetti; José Antonio Esper Curiati; Ruth Beresin. Terceiro Lugar: A criança e a morte: construindo significados. Autor: Nely Aparecida Guernelli Nucci. Categoria Pôster Primeiro Lugar: Liga Acadêmica Baiana de Cuidados Paliativos: relato sobre formação de uma liga acadêmica. Autores: Aline Fernanda Araújo Palmeira; Ladymirian de Oliveira Santos; Analu Pereira Gianezeli; Alice de Andrade Santos; Brunna Lima de Carvalho Passo; Emanuela Santos Oliveira; Ruth Fernandes de Oliveira; Juliana Bezerra do Amaral. Segundo Lugar: Ensino médico em terminalidade da vida: a sua obrigatoriedade é válida? Autores: Andréia Padilha de Toledo; Lilian Zaghis Martinelo; Denise Gonçalves Priolli. Terceiro Lugar: Produção de trabalhos acadêmicos de enfermagem em Cuidados Paliativos. Autores: Ricardo Quintão Vieira; João Victor Fornari. A diretoria da Academia Nacional de Cuidados Paliativos, a Comissão Científica e Comissão Organizadora do IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos agradecem a todos os participantes por terem ajudo a realizar um encontro científico de alta qualidade científica e excelente representatividade. Parabéns a todos. São Paulo, outubro de 2010.

4 Anais do IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos 4 ÍNDICE Introdução 2 Premiados 3 Apresentações orais 5 Pôsteres 29

5 Anais do IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos 5 Apresentações orais

6 Anais do IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos 6 Apresentações orais Um ano de experiência: perfil de atendimento da equipe de Cuidados Paliativos em um hospital universitário Autores: Munir Murad Junior; Diana Carvalho Ferreira; Laila Carine Ferreira Lodi Junqueira; Raissa Silva Souza Instituição: Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Introdução: O aumento do número de pacientes portadores de doenças crônicas em estágio avançado evidencia a demanda por atendimento especializado em controle de sintomas e suporte no fim de vida. A equipe de Cuidados Paliativos deste hospital foi formada em 2009 e atua como equipe interconsultora ambulatorial e hospitalar (pronto atendimento e unidade de internação). Material e métodos: Estudo descritivo, através de consulta em banco de dados dos pacientes atendidos no hospital pela equipe de CP de outubro de 2009 a abril de Resultados: Foram avaliados 149 pacientes no período de 07 meses, com idade média de 60,2 anos (16 a 95 anos). Destes, 53% eram idosos e 10,7% tinham 80 anos ou mais. Os principais motivos de admissão foram: dor (38,9%), dispnéia (17,4%), sinais e sintomas neurológicos (9,4%) e hiporexia (6,7%) - sendo estes responsáveis por 78,4% do total. Apenas 28 pacientes (18,8%) tinham condições não-oncológicas: sequela de AVC (39,3%), demências (10,7%) e patologias neurológicas diversas (25,7%). Os sítios primários oncológicos mais frequentes foram: trato gastrointestinal 24,1%, mama 20,7%, pulmão 13,2%, ginecológicos 9% e cabeça e pescoço e fígado e vias biliares com 6,6% cada. As metástases ocorreram predominantemente para fígado (24,8%), ossos (14,7%), pulmão (12,8%) e sistema nervoso central (2,8%). Não foi relatado metástase em 36,7% dos casos. A performance física foi avaliada pelo PPS: -15,4% dos pacientes com PPS 10%, 41,6% tinham PPS inferior a 40% e a maioria (81,9%) com dependência parcial para autocuidado e com mobilidade reduzida (PPS 60%). Os sintomas foram avaliados quantitativamente pela escala ESAS a maioria sendo estratificada como leve. Dor, sonolência, ansiedade e dispnéia foram de moderada a forte intensidade em 35%, 36%, 33% e 28% respectivamente. Constipação, delirium e insônia ocorreram em 37, 7%, 28,6% e 27,5% dos pacientes. 53,5% dos pacientes avaliados tiveram alta para o domicílio e 46,5% faleceram. Conclusão: Os dados apresentados demonstram um perfil de pacientes em fim de vida com patologias predominantemente oncológicas. Os dados estão em concordância com a literatura. A elevada taxa de alta hospitalar possivelmente decorre da linha de cuidado bem planejada e da possibilidade de transferência de cuidados para o programa de assistência domiciliar. A criança e a morte: construindo significados Autora: Nely Aparecida Guernelli Nucci Instituição: Hospital Municipal Dr. Mário Gatti Campinas (SP) Introdução: A morte sempre fez parte de nossa vida, desde seu início, e, conforme vamos nos desenvolvendo, ocorre o processo de compreensão desse conceito. A tendência dos adultos,

7 Anais do IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos 7 geralmente, é não falar sobre morte com as crianças, justificando que elas nada sabem a respeito, que devem ser poupadas dessa realidade ou que é difícil fazê-lo, que não sabem abordar tema tão angustiante. No entanto, a necessidade de que o adulto esclareça a questão da morte com a criança torna-se importante, principalmente, quando a família vivencia a situação de terminalidade de um de seus membros. Só assim a criança terá a oportunidade de expressar sua representação da morte, o significado que lhe atribui e a percepção da morte dos seres queridos, mesmo quando essa realidade lhe é ocultada, quando há sua iminência ou quando a morte já é um fato.. Material e métodos: Relato de caso. Paciente do sexo masculino, 49 anos, casado, 02 filhos, sexo masculino (22 e 20 anos) e uma filha caçula (09 anos). Apresentava câncer de língua, em estado avançado, tendo sido submetido a cirurgia e radioterapia. Desde o início teve acompanhamento psicológico, estendido aos familiares. O estado clínico do paciente piorou, progredindo para a impossibilidade de procedimentos terapêuticos de cura, mas de Cuidados Paliativos. A esposa e os dois filhos mais velhos revezavam-se na assistência ao paciente, ocultando da filha menor a gravidade do caso, procurando poupá-la do sofrimento. Essa filha, que era muito vinculada ao pai e no início de sua doença participava de seus cuidados, passou a apresentar alteração de comportamento, isolamento do pai e da família. Esses aspectos foram trabalhados em psicoterapia, preparando-a para a realidade e buscando a reaproximação para melhorar a qualidade de vida do paciente que entendia esse distanciamento como uma punição. A atenção à criança foi intensificada com atendimentos semanais durante o período de agravamento da doença e com dez sessões após o óbito do paciente, para favorecimento da elaboração do luto. Essas últimas sessões foram trabalhadas com atividades adaptadas de um livro de HEEGAARD (1998). Resultados: A reaproximação entre pai e filha foi conquistada ao longo dos atendimentos psicológicos, melhorando a qualidade de vida e a qualidade da morte do paciente que encontrou sua finitude cercado pelo afeto de quem amava. Ao acontecer o óbito, sua filha já tinha conhecimento da gravidade da situação e assimilado a possibilidade do fim da existência paterna, preservando a afetividade. Percebeu-se maior aceitação da realidade, bem como do apoio familiar e social. Os atendimentos pós-óbito proporcionaram um espaço de expressão dos sentimentos vivenciados e a busca de significados para a experiência da morte, representados em 16 desenhos. Conclusão: Há muito tempo subestimamos a presença da morte no dia-a-dia das crianças. Embora negada, encoberta, escondida, não nomeada ou disfarçada, a criança sente e percebe sua presença, criando significados e explicações imaginárias e particulares. A dor gerada pelas perdas deve ser vivenciada no luto que, necessariamente, as acompanha. Cuidados Paliativos, portanto, deve necessariamente considerar e enfatizar a compreensão da história de vida de cada um de seus membros, sem esquecer as crianças envolvidas, permitindo a proposta de projetos terapêuticos que viabilizem intervenções adequadas durante o acompanhamento ao paciente e após sua morte, em busca da qualidade e humanização desse atendimento. Abordagem multidimensional em Cuidados Paliativos geriátricos: relato de experiência Autores: Luis Saporetti; Simone da Silva Henriques; Keite Priscila Paia; Alini Maria Orathes Ponte Silva; Letícia Andrade; Maria de Fátima Abrantes Sachs; Mary Helen Lessi dos Santos; Sumatra Melo da Costa Pereira Jales. Instituição: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

8 Anais do IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos 8 Introdução: A abordagem dos aspectos físicos, familiares, emocionais e espirituais nos Cuidados Paliativos é de grande importância para o alívio do sofrimento do paciente e sua família. A utilização de uma forma sistematizada de raciocínio auxilia a equipe a identificar problemas e tomar decisões. O presente tema livre tem como objetivo apresentar o Diagrama de Abordagem Multidimensional utilizado no Ambulatório de Cuidados Paliativos Geriátrico do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (ACPG/HC/FMUSP). Material e métodos: Apresentação descritiva do Diagrama de Abordagem Multidimensional (DAM). O presente diagrama é uma forma gráfica que facilita a compreensão do caso como um todo sendo aplicado inicialmente nas discussões multiprofissionais do ACPG. É estruturado na forma de 3 círculos concêntricos divididos em 4 quadrantes. Os 4 quadrantes representam os aspectos físicos, familiares, emocionais e espirituais e os 3 círculos concêntricos representam as características do paciente, seus sofrimentos e as atitudes a serem tomadas pela equipe. Na porção externa de cada quadrante somam-se os objetivos a serem alcançados para cada uma das dimensões. Durante as discussões o diagrama é desenhado sobre uma grande folha de papel ou quadro branco e os dados obtidos registrados nos seus respectivos locais. Resultados: O DAM foi utilizado no último ano nas discussões de enfermaria e ambulatório sendo útil para o aprendizado em Cuidados Paliativos e na criação de um raciocínio claro a respeito das prioridades no atendimento. A presença de objetivos atribuídos a cada uma das dimensões, representadas no diagrama nas porções externas, mantém o foco da equipe nas atitudes que conduzem o caso ao alívio do sofrimento e a uma morte digna e pacífica. O DAM também facilita a percepção de quais dimensões estão acometidas e como ocorrem as diferentes interações entre os fatores e o sofrimento. Outro aspecto a ser considerado é que todas as dimensões são expressas de maneira semelhante do ponto de vista gráfico, reforçando a importância de todas. Conclusão: O Diagrama de Abordagem Multidimensional utilizado no ACPG constitui uma forma gráfica de abordar as diversas formas do sofrimento humano e oferece um racional aos cuidados a serem prestados ao paciente e sua família, auxiliando também no aprendizado da equipe. Atuação inicial de um grupo consultor em Cuidados Paliativos em um hospital universitário Autor: Ricardo Tavares de Carvalho Instituição: Comissão de Cuidados Paliativos (HC-FMUSP) Introdução: A ação de um grupo consultor em Cuidados Paliativos é frequentemente marcada por dificuldades relativas à falta de cultura paliativa nos hospitais levando à falta de compreensão apropriada de algumas propostas. Esse fato pode comprometer a eficiência do trabalho pela má aderência as condutas, constituindo-se fator de frustração além de comprometer a credibilidade da equipe. O objetivo do estudo foi levantar as questões mais importantes dessa realidade quantificando dados que a caracterizem. Material e métodos: Foram analisados prospectivamente, através de instrumento desenvolvido para esse fim, os primeiros casos acompanhados por um grupo consultor em Cuidados Paliativos, entre os meses de março e julho de Foram analisados dados relativos às ações dos profissionais caracterizando o trabalho e impacto na evolução dos casos.

9 Anais do IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos 9 Resultados: No período estudado foram avaliados 36 pacientes com idade média de 66+/- 18anos, 22 do sexo masculino e 14 do sexo feminino. O atendimento foi prestado por um médico destacado especificamente e que fazia uso da equipe multiprofissional local para compor a discussão multiprofissional. Três casos não puderam ser avaliados pelo grupo por terem evoluído a óbito antes da visita inicial. Dos 33 casos avaliados, em cerca de 75% de todos os chamados (25 casos) havia pelo menos um sintoma a ser paliado apesar de apenas em 22% dos chamados (8) essa ter sido a demanda que havia motivado a interconsulta. Dos sintomas a paliar, a dor foi presente em 50% das vezes, dispnéia em 50%, náuseas/vômitos em 25%, delirium em 12% e outros sintomas em 18%. Nesse contexto, 50% dos casos tinham dois sintomas a paliar e 25% tinham mais de 3 sintomas. Constatou-se haver indicação do uso de opióide em 73% de todos os casos avaliados. Porém, em apenas 25% deles essas drogas estavam sendo utilizadas de forma correta, antes da interconsulta. Os motivos de erro na prescrição foram: em 60% deles, erro no intervalo posológico, 60% apresentavam ausência de resgates, em 38% havia mistura de mais de um tipo de opióide e em 28% havia dose excessiva prescrita. Após discussão e orientação por escrito das condutas sugeridas notou-se que elas foram seguidas plenamente em 55% dos casos, parcialmente em 32% e não seguidas em 13%. A equipe multiprofissional esteve envolvida em apenas 2/3 das avaliações sendo que em 65% delas houve mais de um profissional da equipe envolvido. A mediana do número de visitas foi de três. Constatou-se que cerca de 25% deles estaria melhor alocado em uma enfermaria de Cuidados Paliativos,44% em uma unidade hospitalar de Cuidados Paliativos (hospice), 25% não poderiam estar um outro local (eram pacientes em UTI sem condição de remoção) e apenas 6% tinha condição de encaminhamento para ambulatório ou domicilio. Finalmente, a mediana do número de dias em acompanhamento, até o óbito ou alta, foi de cinco dias. Apesar de todos os pacientes apresentarem indicação de Cuidados Paliativos na internação, a mediana de dias entre a internação e o chamado para a equipe de Cuidados Paliativos foi de 19 dias. Conclusão: A experiência inicial mostrou que o desconhecimento a respeito do conceito de Cuidados Paliativos ainda é grande. Boa parte dos chamados se deu nos dias finais da vida, de forma a dificultar o estabelecimento de vínculos. Além disso, existe desconhecimento sobre o manejo de drogas, notadamente opióides nesse contexto. Observa-se que há espaço, no hospital analisado, para ampliação da ação em Cuidados Paliativos com outras modalidades de assistência. Caso clínico com narrativa oral de paciente em Cuidados Paliativos internado em domicilio PIDI/Pelotas (RS) Autores: Julieta Carriconde Fripp; Aline Simoes; Eliana Coelho Instituições: Fundação de Apoio Universitário e Universidade Federal de Pelotas UFpel (RS) Introdução: Os Cuidados Paliativos se baseiam na prevenção e alívio do sofrimento, com a identificação e tratamento da dor e outros problemas físicos, psicossociais e espirituais, promovendo qualidade de vida até as situações de terminalidade e óbito, estendendo à fase de luto. O Programa de Internação Domiciliar Interdisciplinar PIDI/HE/UFPel atende pacientes com diagnóstico de câncer em várias formas de apresentação. A maioria dos usuários do programa apresenta sobrevida de 3 a 6 meses. Alem da assistência aos usuários, o PIDI também, no seu processo de trabalho, realiza discussões de casos clínicos, com a participação de profissionais e estudantes de medicina, enfermagem, nutrição, psicologia, serviço social, odontologia e teologia. Os casos clínicos apresentam periodicidade semanal com a utilização de recurso multimídia. Objetivos: relatar um caso clínico de paciente em Cuidados Paliativos inserido no Programa de

10 Internação Domiciliar Interdisciplinar - PIDI/HE/UFPel. Anais do IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos 10 Material e métodos: Foi escolhido de forma aleatória um paciente internado no PIDI e construída a historia clinica, através de anamnese e exame físico. O prontuário do paciente contribuiu com informações de exames complementares e condutas terapêuticas. No período de uma semana, a acadêmica de medicina, estagiária do programa, construiu o caso clinico para apresentação na reunião de equipe do programa. Os dados foram coletados após o consentimento livre e esclarecido do paciente. Resultados: A partir das informações coletadas, foi elaborado um vídeo com tempo de dez minutos, apresentando a narrativa em primeira pessoa da historia clinica, seguida de depoimento do paciente. O vídeo foi enriquecido com imagens correlacionadas com o relato oral.. Conclusão: O vídeo colaborou com instrumento educativo, no qual foi possível demonstrar, para estudantes e profissionais do PIDI, todos os aspectos que envolvem o cuidado paliativo em domicilio. Construindo um cuidado: a família e o seu familiar em regime de Cuidados Paliativos oncológicos no domicílio Autores: Lorena Brandão Costa Melo; Beatriz Santana de Souza Lima; Marianna Tavares Tomaz; Maria Cristina Soares Figueiredo Trezza Instituição: Universidade Federal de Alagoas (UFAL) Introdução: Este trabalho tem como objeto de estudo a família que cuidou de seu familiar em regime de Cuidados Paliativos oncológicos no domicílio. Seu objetivo é caracterizar o perfil das famílias que passaram pela experiência de cuidar em domicílio do familiar em fase final de câncer e que fizeram parte do projeto Cuid(a)ção, projeto de extenção no qual os acadêmicos capacitam a família a cuidar de seu familiar em fase final de câncer no domicilio. Conforme Silva e Hortale (2006), a família e o indivíduo são entendidos como uma unidade única, uma vez que, a maior parte dos indivíduos passa o seu último ano de vida no convívio com seus familiares em casa que passam a influenciá-los e sofrerem suas influências comportando-se, assim, como um único núcleo de cuidado. Caracterizar e identificar as diversas formas de cuidar das famílias vai ajudar e apoiar outras famílias nesta hora de difícil enfrentamento, como também vai identificar os sentimentos apresentados pelo grupo familiar neste momento delicado, ajudando assim a compreender esta vivência. Material e métodos: O trabalho é do tipo descritivo-exploratório com desenho quantitativo. O local do estudo foi o domicílio das famílias que possuíam um ente em Cuidados Paliativos, pois este tem a vantagem de conter os membros significativos da família. A população e amostra foram 50% das famílias atendidas no primeiro ano de implantação do Projeto CUID(A)ÇÃO, com a produção de informação através de um formulário de entrevista estruturado, sendo utilizado como recurso para gravação um aparelho de mp4. Os resultados da pesquisa foram analisados através de tabelas, gráficos e percentuais.. Resultados: Após a tabulação e analise dos dados coletados percebemos que as famílias têm de 3 a 5 membros, 85% residem em casa de tijolo, tendo as mesmas de 4 a 8 cômodos; 75% realizam tratamento de água, com fornecimento através de poço ou nascente ou da rede geral; 75% possuem

11 Anais do IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos 11 fossa em casa; todas possuem energia elétrica e telefone, sendo estes em 85% celular pré pago. Todas têm o transporte público como referência, porém 85% das famílias utilizam taxi ou carro de amigos em emergências com o doente. As principais dificuldades enfrentadas durante a estadia do familiar doente na residência foram alimentação, alivio da dor, manuseio de medicamentos e dificuldade financeira para compra dos suplementos alimentares. Além disso, os familiares enfrentaram problemas como afastamento do trabalho, inexperiência em cuidar do doente, além da falta de apoio técnico de médicos e enfermeiros. Sendo assim, diante da situação, é possível apontar alguns fatores que contribuíram durante esse período de Cuidados Paliativos no domicílio para essas famílias como o apoio familiar, a fé junto a religião, o projeto CUID(A)ÇÃO e o CACON.. Conclusão: Apesar das baixas condições sócio-econômicas das famílias e da falta de conhecimento técnico-científico para realizarem o cuidado necessário ao familiar doente, as mesmas encontraram formas de proporcionar alívio, conforto e carinho ao familiar, estando sempre perto dele num momento tão delicado, o da proximidade da morte. Através desse projeto pode-se constatar, que alguns serviços e profissionais ainda não estão capacitados para atender esta população, entretanto, visualiza-se a importância de iniciativas como o projeto CUID(A)ÇÃO, que capacita e ajuda as famílias a estarem mais próximas a cuidarem do familiar em regime de Cuidados Paliativos oncológicos. Criação de um protocolo de cuidados específicos aos pacientes em cuidados ao fim de vida sob sedação Autores: Iris Rocha e Silva; Luciana Aparecida Faria de Oliveira; Vera de Lima Belo; Rosenice Clemente Instituição: Instituto Nacional do Câncer (INCA) Introdução: Numa unidade de Cuidado Paliativo, um grupo de enfermeiras percebeu que havia a necessidade de padronizar as condutas e os cuidados relacionados aos pacientes em cuidados ao fim de vida sob sedação controlada. Cada profissional estava atuando com ênfases distintas e para que houvesse um padrão de cuidado, visando oferecer a melhor assistência a esses pacientes, buscou-se na literatura sobre o assunto com o objetivo de propor um protocolo de cuidados de enfermagem para os pacientes em cuidados ao fim de vida sob sedação controlada. Material e métodos: Foi realizado um levantamento bibliográfico onde foram analisados artigos científicos, livros e periódicos que versavam sobre os seguintes assuntos: Cuidados Paliativos, doente terminal, sedação paliativa, assistência de enfermagem tanto na língua portuguesa, como estrangeira (inglês e espanhol), no período de 2003 a Diante do material revisado foi criado um protocolo de cuidados específicos aos pacientes em cuidados ao fim de vida sob sedação controlada. Resultados: Os pacientes em Cuidados Paliativos com o avanço da doença podem, em algum momento, apresentar sintomas incontroláveis ou refratários, após terem sido utilizadas todas as ferramentas possíveis, em um tempo razoável sem comprometer a consciência. Os sintomas refratários mais comuns na literatura são dispnéia, delirium hiperativo e dor. Estes também são mais prevalentes na fase final de vida. Tais sintomas causam um incessante sofrimento e para aliviá-los, o tratamento de escolha é a sedação paliativa ou controlada. Não se trata de eutanásia ou qualquer outra forma de decisão em fim de vida está relacionada a controlar os sintomas e aliviar o sofrimento. Assim a assistência de enfermagem também deve ser revisada, com o intuito de

12 Anais do IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos 12 proporcionar conforto e mantê-lo, assegurar que o paciente e sua família estarão amparados, pois também fazem parte deste cuidado. Após indicar a sedação, a equipe discutirá com o paciente e a família sobre a possibilidade, havendo aceitação o médico providenciará o TCLE. A atenção holística, prática já incorporada e constante nos cuidados de enfermagem, será imprescindível neste momento, o profissional estará atento a tudo que envolve o paciente, ou seja, as questões físicas, ambientais, sociais e espirituais, estendendo este apoio aos familiares. Os pacientes serão acompanhados após o início da sedação por um enfermeiro de trinta em trinta minutos na primeira hora, após de uma em uma hora nas primeiras quatro horas e após de quatro em quatro horas ou quando houver necessidade. Serão avaliados o grau de sedação, de acordo com a Escala de Ramsay, o padrão respiratório, classificado em esforço leve, moderado ou intenso juntamente com a freqüência respiratória, a freqüência cardíaca, fácies de dor e/ou desconforto, os sinais vitais serão verificados duas vezes ao dia nas primeiras 24 horas, sendo tudo registrado.. Conclusão: Consideramos de suma importância que o enfermeiro que prestará assistência a esses pacientes deva ter formação profissional em relação ao cuidado paliativo, pois desempenhará um papel crucial já que é o único da equipe multidisciplinar disponível 24 horas por dia para o paciente e sua família. Por isso faz-se necessária uma sistematização da conduta de enfermagem como a que foi proposta, fazendo com que o enfermeiro seja capaz de garantir, com dignidade e respeito, o conforto necessário ao paciente em sua fase final da vida. Critérios de identificação de demanda para Cuidados Paliativos e de regulação no contexto do SUS Autores: Marysia Mara Rodrigues do Prado de Carlo; Nereida Kilza L. Lima; Paulo Fernandes Formighieri; Fernanda Maris Peria Instituição: Universidade de São Paulo (USP) Introdução: Pacientes que estão "fora de possibilidades curativas" e seus familiares vivem, em geral, precário controle de sintomas e múltiplas formas de sofrimento físico, psicológico, social e espiritual. Além disso, não encontram serviços adequados e profissionais capacitados, dentro do Sistema Único de Saúde, para o atendimento a suas necessidades, principalmente quando na condição de terminalidade da vida. Com o propósito de melhorar o oferecimento de serviços de saúde e a assistência à população em Cuidados Paliativos, está em implantação o Serviço de Cuidados Paliativos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP- USP) uma Unidade de Cuidados Paliativos, com leitos de internação e assistência ambulatorial para atendimento a pacientes SUS em hospital do complexo HCFMRP-USP em outra cidade interior do estado. Para isso, uma das tarefas da organização e gestão de serviços é o desenvolvimento de protocolos de cuidado e de organização de serviços de Cuidados Paliativos. OBJETIVO: analisar o processo de desenvolvimento de um protocolo clínico de avaliação de demanda, de um protocolo de organização de serviços de Cuidados Paliativos no complexo HCFMRP-USP e de critérios que permitam a regulação, no contexto do SUS, destes pacientes dentre diferentes equipamentos de atenção à saúde de diferentes níveis de complexidade e rede social de suporte. Material e métodos: MÉTODO: Descrição e análise do processo identificação de demanda para Cuidados Paliativos no complexo HCFMRP-USP e de fortalecimento da Rede de Apoio em Cuidados Paliativos em contexto loco-regional, com a apresentação do protocolo de avaliação e de regulação no contexto do SUS, entendendo que os Cuidados Paliativos devem ser entendidos como política pública e devem integrar o sistema de saúde, nos diferentes níveis de complexidade da

13 Anais do IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos 13 atenção à saúde.. Resultados: Os Cuidados Paliativos promovem bem-estar e qualidade de vida aos doentes portadores de doença crônico-degenerativa potencialmente fatal e a seus familiares e/ou cuidadores. As ações das equipes de Cuidados Paliativos devem oferecer cuidados integrais, integrados e humanizados no contexto do SUS, sem abandonar suas competências técnicas; esses cuidados devem ser entendidos como cuidados preventivos, pois previnem sofrimentos motivados por sintomas de difícil controle e pelas múltiplas perdas (físicas e psicossociais) a que as pessoas vão sendo submetidas, e devem entender a pessoa doente e sua família como o centro gerador das decisões. Tem como enfoque central a ajuda à pessoa doente para que ela possa viver tão ativa e intensamente quanto possível até sua morte, com dignidade e respeito, aceitando a morte como uma etapa natural da vida. As ações propostas têm resultado em avanços significativos para a ampliação da atuação regional do Grupo de Cuidados Paliativos e indução de políticas públicas na área de Cuidados Paliativos na região de Ribeirão Preto. Conclusão: Este trabalho permitiu construir um instrumento com indicadores para estabelecimento de demandas de Cuidados Paliativos oncológicos e não-oncológicos no complexo do HCFMRP- USP, que contribuirão também como critérios para regulação destes pacientes dentre diferentes serviços da rede assistencial do SUS e da rede de suporte social, para uma melhor assistência em Cuidados Paliativos. Diário de dor: apresentação de um instrumento para avaliação da dor em paciente com dor crônica Autores: Adriana Thomaz; Lara Patrícia Kretzer Instituições: CENTRON e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Introdução: A avaliação sistemática da dor é a base para ter sucesso no seu tratamento. No entanto, é difícil avaliar a intensidade da dor do paciente. Um instrumento especialmente dedicado a tal mensuração foi desenvolvido, em formato de diário de dor semanal, com base em uma escala numérica de 0 a 10 e espaço para anotações em branco destinado ao registro de eventos correlacionados à dor, emoções, uso de doses de resgate, constipação, etc. Neste estudo, o uso de um diário da dor será avaliado.. Material e métodos: Um instrumento especialmente dedicado a mensuração da dor foi desenvolvido, em formato de diário para uma semana por folha, com base em uma escala numérica de 0 a 10 e espaço para anotações em branco destinado ao registro de eventos correlacionados à dor, emoções, uso de doses de resgate, constipação, etc. Projeto de pesquisa: Um grupo de pacientes com dor por pelo menos um mês, causada pelo câncer ou pelo tratamento do câncer, receberá um diário, com espaço para anotações também diárias. Estes pacientes serão orientados a registrar a intensidade da dor em seu ambiente domestico, bem como a utilização de doses de resgate, emoções fortes e constipação. Os pacientes serão orientados por um médico sobre o uso do diário incluindo atenção especial à explicação do registro da dor em uma escala de 0-10, a cada manhã, tarde e noite por um período de dois meses. Neste estudo, o uso de um diário da dor será avaliado. Para determinar os efeitos do diário da dor, os pacientes serão entrevistados antes, durante e ao final do projeto. Resultados: Os resultados pretendem mostrar se o uso de um diário de dor é uma forma adequada

14 Anais do IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos 14 para avaliar a intensidade da dor do paciente em seu ambiente doméstico, a adesão dos pacientes a completar o diário de dor ajudou-os a lidar melhor com sua dor. Os resultados deverão mostrar, inclusive, se a ferramenta é útil para o acompanhamento e ajuste de doses, especialmente durante a titulação de opióides e para melhor identificar episódios de dor incidental e preveni-los. Apesar da população do estudo ser pacientes com câncer, é possível que tal instrumento possa ser validado para outros tipos de dor crônica. Conclusão: Trata-se de um instrumento especialmente criado com observações criteriosas em relação à facilidade de seu preenchimento pelo paciente, inclusive paciente idoso ou pelo seu cuidador de forma simples e direta, através da marcação de uma nota de 0-10, durante a manhã, tarde e noite, com espaço diário reservado às anotações de fatores que possam influenciar o nível de dor, assim como a presença de constipação intestinal ou outras situações clínicas importantes que possam ou não traduzir efeitos colaterais das drogas utilizadas e ainda o registro do uso de doses de resgate e dores incidentais ou episódicas. Os resultados deverão mostrar se o uso de um diário de dor é também útil ao médico para o acompanhamento e ajuste de doses, especialmente durante a titulação de opióides uma vez que a disposição gráfica facilita a leitura imediata de melhora ou piora da dor de forma precisa, não dependendo da memória do paciente, cujas lembranças podem estar alteradas por várias razões, físicas ou emocionais, dependendo neste caso, de aspectos socioambientais, espirituais e psicológicos. Pretende-se também, observar se, uma vez que a avaliação é mais precisa e o ajuste de doses puder acompanhar tal precisão, haverá menos necessidade de troca precoce da terapêutica analgésica, permitindo ainda, melhor identificar episódios de dor incidental e preveni-los. Educação em Cuidados Paliativos na rede municipal de saúde de Campinas (SP) Autores: Cecilia de Lourdes Eugênio Bernardo; Suzel Frem Bougerie; Manuela Nassan Instituições: Lo Tedhal e Hospital Municipal Dr. Mário Gatti Introdução: Cuidado paliativo é a abordagem que promove qualidade de vida de pacientes e seus familiares diante de doenças que ameaçam a continuidade da vida, através de prevenção e alívio do sofrimento. A prática adequada dos Cuidados Paliativos preconiza a atenção individualizada ao doente e à sua família, a busca de excelência no controle de todos os sintomas e a prevenção do sofrimento. A construção de uma boa política de Cuidados Paliativos depende de três pilares: decisão, política de medicamentos e educação. A região metropolitana de Campinas tem uma população de 2,6 milhões de habitantes, sendo que 9,7% de idosos e as neoplasias representam 19,76% das causas de óbitos. Valorizando estes dados epidemiológicos, o objetivo deste estudo foi criar um projeto de educação em Cuidados Paliativos para profissionais da saúde da rede municipal com o intuito de instrumentalizar estes profissionais para o estabelecimento de metas para um suporte básico de atendimento das necessidades dos pacientes e seus familiares diante de doenças com poucas chances de cura e, também, diminuir a demanda destes pacientes em pronto-socorros onde é sabido que a resolutilidade em Cuidados Paliativos é baixa. Material e métodos: O programa educativo está sendo oferecido para profissionais da saúde da rede municipal de Campinas há dois anos, de várias categorias profissionais, entre elas, médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas, dentistas, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem, terapeuta ocupacional e auxiliares administrativos. O conteúdo programático conta com seis módulos, com duração de 3 meses, sendo 3 horas quinzenais, com capacidade de 40 vagas, com carga horária total de 18 horas. São ministradas aulas expositivas,

15 Anais do IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos 15 discussão de casos, dinâmicas de grupos e apresentação de filmes por profissionais com formação em Cuidados Paliativos. Resultados: Dois cursos foram oferecidos até o momento, com um total de 41 participantes, sendo 6 médicos, 12 enfermeiros, 3 técnicos de enfermagem, 4 auxiliares de enfermagem, 1 terapeuta ocupacional, 1 assistente social, 9 auxiliares de enfermagem, 2 assistentes administrativos, 2 psicólogas e 3 nutricionistas. A média de frequência foi de 95%. Avaliação do curso foi feita pelos participantes com 100% de retorno e contou com 100% de aprovação e comentários incentivadores.. Conclusão: Concluímos que há uma grande necessidade de educação em Cuidados Paliativos baseado no interesse significativo manifestado por estes profissionais de saúde da rede municipal de Campinas e que este interesse deve ser aproveitado para dar uma sustentabilidade à esta especialidade emergente e transformá-la em aprimoramento da prática profissional em Cuidados Paliativos; concluímos também que estes profissionais treinados podem ser multiplicadores de conhecimento em Cuidados Paliativos e podem se tornar uma referência na área de abrangência do município de Campinas para um suporte no atendimento e orientação de cuidadores e para a família destes pacientes. Por último, como uma meta em médio prazo, com um número cada vez maior de profissionais treinados, pode-se esperar uma diminuição da demanda de pacientes na fase de Cuidados Paliativos em pronto-socorros da região, onde, é conhecido, que a resolutilidade no atendimento é baixa. Estudo comparativo por grupo etário de pacientes em Cuidados Paliativos atendidos em um hospital universitário Autores: Munir Murad Junior; Diana Carvalho Ferreira; Laila Carine Ferreira Lodi Junqueira; Raissa Silva Souza; Fabiano Moraes Pereira; Jordana Carvalhais Barroso Instituição: Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Introdução: Os pacientes em Cuidados Paliativos (CP) são em sua maioria portadores de doenças oncológicas. Apesar disto, diferenças etárias podem determinar condições que devem ser reconhecidas para o atendimento adequado destes pacientes. Material e métodos: Objetivos: Descrever as características dos pacientes em CP por grupos etários. Métodos: Estudo comparativo, a partir do banco de dados de pacientes atendidos no hospital pela equipe de CP de Outubro/2009 a Abril/2010, entre 03 grupos etários: menor que 60 anos (não idosos), maior ou igual a 60 anos (idosos) e maior ou igual a 80 anos (muito idosos). Resultados: Foram avaliados 149 pacientes no período de 07 meses, com idades de 16 a 95 anos. A distribuição dos grupos foi de: 73 (49%) não-idosos e 76 (51%) idosos. Os muito idosos foram 16 (10,7%). Motivos de admissão mais frequentes dos não-idosos, idosos e muito idosos foram dor (45%, 32% e 18%) e dispnéia (17,8 %, 17% e 25%) em cada. Alterações neurológicas não associadas à alteração do nível de consciência foram relevantes nos idosos e muito idosos (13% e 18%). Delirium foi importante nos muito idosos (12,5%). Doenças oncológicas foram responsáveis por 90,4% dos atendimentos dos não-idosos, 72,1% dos idosos e 37,5% dos muito idosos. Os sítios oncológicos primários principais nos não-idosos foram: mama 28,6%, TGI 24,3% e ginecológico 16,6%. Nos idosos: TGI 25,4%, pulmão 23% e mama 10,9%. Nos muito idosos predominou pulmão (33%). Dentre as afecções não-oncológicas, nos idosos e muito idosos, foram AVC (47% e

16 Anais do IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos 16 40%) e demências (28,6% e 30%, respectivamente) as principais. PPS de 10% esteve presente na admissão em 5,5% dos não-idosos, 25% dos idosos e 37,5% dos muito idosos. PPS menor ou igual a 30% incidiu em 17%, 52% e 62% e PPS menor ou igual a 60%, em 78,1%, 85% e 93,7%. Conclusão: O perfil das condições que definiram o mau prognóstico foi diferente nos distintos grupos etários. As doenças oncológicas predominaram nos grupos etários menores, e formam uma parcela menor nos muito idosos, onde condições não-oncológicas foram maioria (principalmente demências e seqüelas de AVC). Ainda assim, nos mais idosos, a proporção de doenças oncológicas foi maior que um terço, o que deve refletir o perfil do hospital. Os muito idosos apresentaram-se com pior PPS à admissão; mais de 90% com comprometimento para AVD s básicas e 62% restritos ao leito, demonstrando sua fragilidade. Fadiga em idosos portadores de neoplasia em ambulatório de Cuidados Paliativos Autores: Fábio César Gravina Olivieri; Toshio Chiba Instituição: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC/FMUSP) Introdução: Fadiga é uma queixa subjetiva, presente em diversas situações médicas. De acordo com a National Comprehensive Cancer Network, a denominação Fadiga Relacionada ao Câncer refere-se a uma sensação subjetiva e persistente de esgotamento emocional e cognitivo relacionado ao câncer ou seu tratamento, desproporcional às atividades recentes e que interfere nas funções habituais. A fisiopatologia do sintoma é multifatorial: inclui anormalidades metabólicas relacionadas à demanda energética crescente, menor disponibilidade de substratos metabólicos e produção de substâncias que alteram o funcionamento normal dos músculos. Estudos com pacientes oncológicos colocam a fadiga como sintoma de alta prevalência e impacto sobre a vida diária. Dados brasileiros ainda são escassos. Essa pesquisa avalia aspectos relacionados à fadiga em um subgrupo de pacientes oncológicos.. Material e métodos: Os dados foram coletados entre setembro de 2008 e abril de 2009, com pacientes oncológicos, de idade maior que 60 anos, acompanhados no Ambulatório de Cuidados Paliativos do Hospital das Clínicas da FMUSP. No total, 25 pacientes foram entrevistados quanto a características de sua fadiga, utilizando-se questionário estruturado para avaliação do sintoma o Inventário Breve Sobre Fadiga. Este questionário, elaborado e traduzido para o português pelo Centro de Estudos Oncológicos do M. D. Anderson Cancer Center, da Universidade do Texas (EUA), avalia a gravidade do sintoma e seu impacto no funcionamento diário. Os dados foram comparados com informações obtidas de prontuário quanto ao tipo de neoplasia, tratamento submetido, estado funcional, exames laboratoriais, medicações em uso e outros sintomas apresentados - avaliados por meio da Escala de Sintomas de Edmonton (ESAS). Esta escala visualanalógica gradua entre zero e dez pontos os seguintes sintomas: dor, cansaço, náuseas, depressão, ansiedade, sonolência, inapetência, mal estar e falta de ar. Na avaliação do estado funcional, foi utilizada a escala Karnofsky Performance Status (KPS), que gradua entre zero e cem pontos o desempenho do paciente para tarefas ordinárias e suas necessidades de assistência médica. A relação estatística entre os dados do Inventário Breve Sobre Fadiga com as demais variáveis foi analisada com base na Correlação de Spearman e o Teste de Correlação. Resultados: Sensação anormal de fadiga na última semana foi relatada por 56% dos entrevistados.

17 Anais do IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos 17 A média do sintoma em escala de 0 a 10 foi 3,7. Foi o 2º sintoma mais intenso entre 9 pesquisados, precedida do relato de dor. Os níveis de fadiga relatados demonstraram-se impactantes sobre as atividades em geral (p<0,001), o humor (p<0,001), a capacidade de andar (p=0,002), o trabalho normal (p=0,001), os relacionamentos (p<0,001) e a alegria de viver (p<0,001). O nível médio de fadiga nas 24 horas anteriores à avaliação esteve relacionado aos níveis de dor (p=0,019), náuseas (p=0,023) e mal estar (p=0,001). Observou-se tendências de correlação positiva entre o nível médio de fadiga nas últimas 24 horas e níveis de sonolência (p=0,088), e de correlação inversa com o valor na escala de estado funcional de Karnofsky (p=0,078).. Conclusão: Na presente amostra, fadiga foi sintoma de alta prevalência e de 2ª maior intensidade entre 9 avaliados. Apresentou impacto significativo sobre todos os aspectos de vida pesquisados. A associação de fadiga e dor confirma dados de literatura, que sugerem nexo etiológico entre os sintomas. Os resultados obtidos comprovam ser a fadiga um importante sintoma relacionado ao câncer. Núcleo de Cuidados Paliativos: os primeiros 30 meses Autores: Rosamri Wittmann Vieira; Aline Fantin Cervelin; Maria Henriqueta Luce Kruse; José Roberto Glodim Instituição: Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) Introdução: Cuidado Paliativo é um termo adotado para designar os cuidados prestados ao final da vida, em pacientes fora de possibilidades terapêuticas de cura de determinada doença. O conceito de Cuidado Paliativo teve origem com Cicely Saunders, idealizadora do movimento hospice, que disseminou pelo mundo uma filosofia sobre o cuidar, tendo como elementos fundamentais o controle efetivo da dor e de outros sintomas que estão presentes nas doenças avançadas, e o cuidado com as dimensões sociais, espirituais e psicológicas de pacientes e suas famílias (1,2). Este estudo objetiva descrever os primeiros trinta meses de funcionamento do Núcleo de Cuidados Paliativos do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, implantado em novembro de 2007, visando atender pacientes oncológicos adultos fora de possibilidades terapêuticas de cura e seus familiares (3). Material e métodos: Trata-se de uma pesquisa descritiva (4) com abordagem quantitativa. Está inserida no Projeto de Desenvolvimento do Núcleo de Cuidados Paliativos previamente submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da instituição para avaliação dos aspectos éticos. Este projeto de pesquisa contempla as exigências regulatórias da Resolução 196/96 e das demais legislações nacionais a este respeito. A coleta de dados ocorreu através da consulta nos registros do Núcleo de Cuidados Paliativos e ao sistema informatizado, onde foi levantado o perfil dos pacientes, nos primeiros trinta meses de implantação. Resultados: Neste período internaram 387 pacientes, dos quais 59% foram internados pela equipe médica de oncologia. Houve maior predomínio de internações masculinas com 52,45%, as mulheres representaram 47,55% das internações. A idade média dos pacientes masculinos internados foi 61 anos e femininos 56 anos. O tempo médio de dias de permanência no Núcleo de Cuidados Paliativos foi de 13,88 dias. Os cinco diagnósticos médicos mais freqüentes foram: câncer de mama com 14,21%, câncer de cólon com 7,24%, câncer de estômago com 6,72%, câncer de esôfago com 5,68% e câncer de pâncreas com 5,43%. A maioria dos pacientes que internaram (57,88%) teve óbito no Núcleo de Cuidados Paliativos, na primeira internação.

18 Anais do IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos 18 Conclusão: Pode-se inferir que os pacientes têm sido considerados fora de possibilidades terapêuticas de cura tardiamente, acredita-se que com a implantação na prática, das alterações realizadas no código de Ética Médica (5), que entrou em vigor em abril do presente ano, esta situação será amenizada. A proposta de Cuidados Paliativos pode beneficiar inúmeros pacientes e seus familiares através do alívio do sofrimento, da promoção da qualidade de vida, porém é necessário que os pacientes e seus familiares sejam encaminhados precocemente, evitando assim o prolongamento do sofrimento com exames e tratamentos fúteis. Percepção de coerção em pacientes internados em Cuidados Paliativos e seus familiares Autores: Rosmari Wittmann Vieira; José Roberto Goldim Instituição: Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) Introdução: Coerção é toda relação entre dois ou mais indivíduos na qual intervém um elemento de autoridade ou de prestígio. A voluntariedade garante o poder de optar por uma das alternativas propostas, com base nas informações e compreensão sobre as mesmas, e possibilita escolher no seu melhor interesse, livre de pressões externas. As pessoas com voluntariedade preservada organizam a sua vida com base em um conjunto de crenças, valores, interesses, desejos e objetivos. No momento em que um paciente oncológico do Hospital de Clínicas de Porto Alegre é diagnosticado como fora de possibilidades terapêuticas de cura, a equipe médica assistente solicita às enfermeiras do Núcleo de Cuidados Paliativos contato e avaliação do paciente e seus familiares para posterior transferência ou não ao Núcleo de Cuidados Paliativos. Um dos critérios para a transferência é o paciente e seu acompanhante aceitarem a troca de setor. Este estudo tem como objetivo avaliar a percepção de coerção dos pacientes internados no Núcleo de Cuidados Paliativos e seus familiares, a respeito do momento da proposta de transferência a este setor. Material e métodos: Estudo transversal, realizado em pacientes adultos, de ambos os sexos, com câncer, em estágio avançado, internados em unidade de Cuidados Paliativos e 88 acompanhantes, no período de 12 meses. Os pacientes e seus familiares, que aceitaram a transferência ao Núcleo de Cuidados Paliativos, foram convidados a participar do presente estudo. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do HCPA. Foi utilizado instrumento para avaliar a percepção de coerção, medida em uma escala de 0 a 5, adaptado de Gardner. Os dados obtidos foram avaliados com o uso do sistema SPSS, versão 16. O nível de significância foi de 5%. Resultados: A percepção de coerção obteve média de 1,81+1,20 nos pacientes e 1,96+1,46 nos familiares. Esta diferença não foi estatisticamente significativa. No grupo de pacientes, quando perguntados sobre Foi minha a idéia de ser transferido para a nova unidade de internação, a percepção de coerção foi de 77,33% e quando perguntados sobre Quem teve a maior influência para a transferência ao Núcleo de Cuidados Paliativos?, destacaram que a maior influência foi de seus familiares 39,3%,, seguida dos profissionais de saúde (médicos e enfermeiros) 35,7% e se colocaram em 3º lugar com 25,0%. No grupo de familiares quando perguntados Foi minha a idéia de transferir o meu familiar para o NCP, a percepção de coerção foi de 72,37% e quando perguntados sobre Quem teve a maior influência para a transferência ao Núcleo de Cuidados Paliativos?, obteve os seguintes resultados: pacientes 37,5%, médicos 33,3% e também se colocaram em 3º lugar com 29,2%.. Conclusão: A transferência ao Núcleo de Cuidados Paliativos foi uma decisão compartilhada entre

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