INFORMATIVO DO CENTRO HEBRAICO RIOGRANDENSE

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1 INFORMATIVO DO CENTRO HEBRAICO RIOGRANDENSE

2 EL DJUDIÓ SETEMBRO 2014 Coordenação Editorial: Davi Castiel Menda Assistente de Coordenação: Ana Maria Castiel Menda Diagramação: Micheli Vargas Correspondentes: Curitiba - José Zokner Israel - Nelson Burd USA - David Nelson Menda Colaboradores: Abraham Bar Chiyya, Aron Hazan, Cecilia Fonseca da Silva, Cynthia Castiel Menda, D. Benjoya, Dael Rodrigues, David Mandel, David Nelson Menda, Duda Levi, Enrique Saporta y Beja, Idel Menda, Irvin Mandel, Israel Blajberg, Joel Yudd, José Zokner (Juca), Luiz Fernando Figueiredo, Nelson Burd, Peter Wolff, Samantha Castiel Menda e Rabino Shmuel Binjamini Colaboração especial nesta edição: Dora Niyego, Gad Nassi, J.R. Guzzo, Medi Cohen-Malki, Patrick Pat Condell, Paulo José, Valter Nagelstein, Victor Toledo Selman e Teresa Bausili Banco de Imagens: Ddraw, Digicon, Dolphy_tv, Evirat, Lucidwaters, Rimmagraf1, Tatianat, Vladimirs Impressão: Ideograf - Gráfica e Editora Fone: (51) Porto Alegre Nossos endereços: Site: Rua Cel. Fernando Machado 1008 Telefone CEP Porto Alegre RS BRASIL Distribuição gratuita, restrita a mailing determinado pela Diretoria da entidade. Venda terminantemente proibida. Os artigos expressos em matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores. Fica vedada a reprodução total ou parcial de matérias, fotos e imagens contidas neste informativo, sem autorização expressa, por escrito. DIRETORIA DO CENTRO HEBRAICO Presidente: Samantha Castiel Menda Vice-Presidente: Ester Mirian Menda Secretário: Roberto Davi Tevah Diretor Finanças/Patrimônio: Davi Castiel Menda Diretor Sócio-Cultural: Fernando Salama Diretor Religioso: Victor Elnecavé Diretor Assuntos Internacionais: David Nelson Menda Comunicação Social: André Barqui Steren Secretária Executiva: Beatriz Nagelstein Conselho Fiscal: David Magrisso, Maurício Azubel e Moisés Pontremoli - Suplente: Abdalah Rahal Rabino: Shmuel Binjamini Editorial - Nós não lutaremos mais Religião Kidush Hashem O legado de Hilel / Reflexão Artigos/Crônicas/Ensaios Entrevistas/Reportagens São eles nossos parentes? David Mandel - Ponto de Vista Aron Hazan - Crônicas de Izmir José Zokner - Los gauchos judios Israel Blajberg Em defesa do Estado de Israel e da democracia Saindo do armário As parábolas e a ética Hipocrisia sobre Gaza Panorama Noticiário Coluna Social Memória Amigos do El Djudió Cozinha Sefaradi Refranero Festas judaicas - Rosh Hashaná Foto Lucidwaters Internacional Ladino - Entre Rosh Hashana i Kipur Ladino - La puerta de Damasko En busca de las raíces judías de España Global Jewish Humor ÚNICA SINAGOGA SEFARADI DO SUL DO BRASIL VISITE NOSSO SITE

3 Editorial NÓS NÃO LUTAREMOS MAIS Davi Castiel Menda PRÓLOGO - Desde tempos imemoriais, líderes de religiões absolutistas julgam-se no direito de impor suas crenças aos demais povos, pois segundo eles, são as únicas verdadeiras. Utilizam-se desta idiossincrasia para promover guerras e genocídios, como se o Senhor das religiões abraâmicas ou qualquer outra Divindade Superior pudesse estar a favor de tamanha selvageria e brutalidade. Os adeptos do cristianismo, ao longo dos séculos, tentaram impor sua religião a todos os povos, principalmente aos judeus durante a malfadada Inquisição, sob a argumentação da Teoria da Guerra Justa, segundo a qual, uma guerra pode ser justificada numa fundamentação religiosa. A Igreja Católica Romana, ao longo dos séculos, baseou-se neste paradigma como se fosse um direito universal e uma verdade. O conceito islâmico do Jihad, não foge muito à Teoria da Guerra Justa e, o grande sonho do mundo islâmico é a conversão em massa da totalidade da raça humana à sua religião. Em contrapartida, o judaísmo, a primeira religião monoteísta comprovada da história, é a única que, nestes milhares anos de existência, jamais pensou em catequizar, convencer ou converter quem quer que seja, filosofia que mantém até os dias atuais. É um direito rabínico crer que o Talmud e seus conceitos sejam os únicos verdadeiros, a exemplo de qualquer religião, mas isso é somente para consumo interno. Você jamais verá um rabino tentando convencer alguém a adotar o judaísmo como religião! A GUERRA E A MÍDIA - Israel, na sua luta contra o terrorismo, está perdendo a batalha do marketing, já que não está eticamente preparado para mentir e nem desenvolveu planos de propaganda enganosa, a exemplo do Hamas que, inescrupulosamente, divulga em seu site como proceder com a imprensa mundial, divulgando as notícias sob a sua ótica distorcida. Este confronto entre terroristas e o Estado de Israel está servindo para mostrar que, parcela da mídia, tem em seu seio filósofos, sociólogos, advogados especializados em jurisprudência internacional, historiadores, antropólogos e, todos esses, ao analisar o conflito, chegaram ao veredito de que Israel e os judeus são os culpados. Culpados pelo singelo motivo de ter um território. Culpados por existir. Esta guerra está parindo jornalistas que cobiçam desfrutar dos seus 15 minutos de fama a qualquer preço, nem imaginando que, o segmento que eles pretendem agradar, ou melhor, bajular, muito provavelmente, num futuro próximo, se volte contra eles. É uma mídia que apregoa aos quatro ventos o que desconhece, desprovida de intelecto, operando pelo visual imaginativo e não pela cognição. Mídia que chegou ao absurdo de desenvolver a Teoria da Desproporcionalidade, praticamente exigindo que mais judeus morressem, dando justeza à guerra! E, estendendo seu conhecimento matemático, o corolário de que o lado que tivesse mais baixas era o lado com a razão, tentando demonstrar ao mundo que os terroristas do Hamas são os mocinhos e, Israel, os bandidos. A isto se dá o nome de estelionato geopolítico. O GENOCÍDIO ANUNCIADO - Esta guerra prova definitivamente que o problema não é territorial, não se trata de reassentamento dos palestinos e muito menos se cogita discutir a paz. O real e verdadeiro objetivo, latente desde 1948, quando Israel proclamou sua independência, trata-se de jogar os judeus ao mar e liquidar com a única democracia da região. Israel, para o Hamas e outros grupos terroristas, é só um balão de ensaio. Conquistado o Oriente Médio, os próximos da fila serão os franceses, depois a Europa e, enfim, todo o Ocidente. ISRAEL E O DIREITO DE EXISTIR - Não consigo entender o motivo de Israel ter que pedir licença para existir a países descomprometidos com a democracia. Não consigo entender o motivo pelo qual os judeus sempre tiveram que pedir permissão para professar o judaísmo. Não consigo entender como sociedades, notoriamente envolvidas com o terrorismo, se arvoram no direito de pregar lições de moral ao único país na história mundial que, mesmo envolvido numa guerra, avisa antecipadamente aos seus oponentes, dia, hora e local dos ataques para que os civis possam fugir. Não consigo entender como republiquetas bananeiras, que matam aos milhares seus próprios cidadãos por motivos políticos, acusam Israel de genocídio, o mesmo Israel que oferece seus hospitais aos feridos do lado contrário. Na contramão da ética, os líderes do Hamas usam seus hospitais para esconder armas e mísseis. Estou entendendo tudo errado! POSFÁCIO - Israel definitivamente cansou e está fazendo o que qualquer pessoa, grupo ou país faz quando é atacado: defendendo o seu direito de existir e a vida de seus cidadãos; nada mais legítimo, histórico e humano. Vamos pressupor: se amanhã ou depois, Israel depusesse suas armas e afirmasse: Nós não lutaremos mais! Haveria a imediata destruição do Estado de Israel e o assassinato em massa do povo judeu. E, num devaneio surreal: se os países árabes, ao redor de Israel, deixassem suas armas e declarassem: Nós não lutaremos mais! Sabe o que aconteceria? Haveria paz no dia seguinte. 03

4 SÃO ELES NOSSOS PARENTES? Victor Toledo Selman * Tradução: Ana Maria Castiel Menda Tenho visto como muitos palestinos no Chile defendem o conflito em Gaza, com um patriotismo quase fanático, como se fossem seus familiares mais próximos que estão em perigo de morte. Comentam com diferentes graus de conhecimento, sobre a situação do Oriente Médio e com uma dose constante de antijudaísmo - ou antissemitismo se preferirem. Acho que as causas que motivaram a operação israelense contra o Hamas são perfeitamente justificáveis. Cada um pode ter sua opinião. É certo também que a estas alturas a situação está nos escapando das mãos, pois centenas de civis inocentes estão sendo mortos, o que, obviamente, ninguém consegue justificar. O problema é o que as redes sociais, diariamente, mostram opiniões de centenas de chilenos, motivados por uma solidariedade humanitária, que sem dúvida é compreensível. Mas, muitos chilenos, com herança palestina, adicionam a seus comentários uma ênfase ultrapatriótica e antijudaica, a mesma repetição que ocorre desde os anos 70, e que parece combinar muito bem com seu fiel consumo de folhinhas de parreira e kibe cru. E já que a guerra de Gaza é uma guerra de propagandas, tanto como de mísseis, vejo-me na obrigação de recordar-lhes alguns pontos importantes a respeito deste tão entusiasta Patrimônio Palestino. 04 A Palestina é a Terra Santa. Na Terra Santa, tua religião é que define tua identidade e tua história. A grande maioria dos palestinos no Chile é de origem cristã do West Bank (principalmente Belém e Beit- Jala). Portanto, pouco ou nada temos em comum com os muçulmanos de Gaza. Existiu uma comunidade cristã em Belém desde tempos imemoriais, seguramente desde os tempos de Jesus mesmo. Esta comunidade falava aramaico, grego e, finalmente, a história determinou que utilizavam o idioma árabe. Se deram conta que ninguém dos que aparecem nas notícias da Palestina tem o sobrenome Zaror, Saieh, Selman, Abumohor, Chahuán, Jadue, Lasen, Bendeck, Bishara, etc...? Alguém de vocês têm algum bisavô que se chame Mohamed? Certamente mais de um, mas são minoria. Por outro lado, não devem ser poucos os antepassados de vocês que se chamavam Abraham, Elias, José, João, etc. Adivinhem que origem tem esses nomes? A diáspora palestina para o mundo (e ao Chile) não foi motivada pela imigração israelense. Os judeus não expulsaram nossos tataravós. A Palestina, no ano de 1910, era uma terra pobre, decadente, boa para nada. Os 400 anos de domínio turco serviram exclusivamente para rebentar a sua população com impostos. Para os turcos, a Palestina não era mais que a Síria do Sul, uma terra de pouca relevância, exceto pelo valor espiritual de Jerusalém. Os palestinos no Chile - quase todos - saíram ao mundo buscando melhores oportunidades que aquelas oferecidas pelo decadente império turco. A imigração judaica para Israel ( ) foi o que reavivou a terra. Durante esses anos, não lhes tiraram a terra porque não havia nada para tirar. Os judeus chegaram com dinheiro, esperança e vontade de construir seu próprio país. Criaram focos de atividades judaicas que ressuscitaram a economia local; uma nova agricultura e um bom manejo da água, juntamente com a criação de milhares de postos de trabalho, permitiram que a Palestina pudesse sustentar uma população mil vezes maior. Os árabes, empobrecidos há séculos, chegaram das terras vizinhas para aproveitar as novas condições que os judeus lhes ofereciam. A população da Palestina multiplicou-se como nunca antes em sua história, à custa da imigração árabe (mais que a imigração judia). Os palestinos do Chile, portanto, tem pouco ou nenhum vínculo com a população palestina pós A ocupação militar de Israel em territórios palestinos (e a militarização de Israel) é o resultado direto da agressão

5 conjunta da Síria, Egito e Jordânia entre 1948 a Se os estados árabes tivessem permitido que Israel tão somente existisse, todas as fronteiras seriam respeitadas. Israel provavelmente estaria funcionando com cidades prósperas e modernas em Tel Aviv, Haifa, Galiléia e o Neguev; enquanto os palestinos, ainda que seja triste reconhecer, estariam lutando entre si, afundados num estado de 3º mundo de Gaza/Cisjordânia (digo isso pelo histórico que tem caracterizado a Síria, Egito, Iraque, Afeganistão, etc.). Há muitos parecerá que estou diminuindo ou justificando as calamidades que sofreu o povo palestino depois de Não é esta minha intenção. Entretanto, afirmo que as coisas teriam sido muito diferentes se os países árabes, vizinhos de Israel, tivessem sido mais tolerantes. Sempre houve judeus na Palestina. Depois de Cristo, sempre houve cristãos na Palestina. Judeus e cristãos sempre conviveram pacificamente na Palestina. Nunca houve um estado árabe-muçulmano baseado na Palestina. Nunca existiu um estado árabe-cristão na Palestina. Não há motivos para que os palestinos chilenos tenham sentimentos antijudaicos. O Hamas quer destruir Israel. Se o Hamas conseguisse esse objetivo, criaria um estado islâmico na Palestina. Não seria tão diferente do que foi o Afeganistão com os talibãs. Seria um país pobre, retrógrado, militarizado, opressor, as mulheres andariam todas cobertas, e se não o fizessem, seguramente seriam castigadas. A peregrinação e o turismo à Terra Santa seriam restringidos. Sem contar com as maravilhas arqueológicas que seriam destruídas ou mal utilizadas. É isto o que querem para a Terra Santa? Pensem sobre tudo isso. Os fatos são os fatos, mas cada qual é livre em suas opiniões. Eu atualmente não me considero cristão e de nenhuma religião. Sou chileno, e minha herança palestina não é mais que ¼ pelo lado de minha mãe. Assim, preferiria que a Terra Santa continuasse sendo administrada por Israel. Construíram um país maravilhoso, próspero e tolerante com todas as crenças. Se não fosse pelos homens-bomba-suicidas, não haveria necessidade do muro de separação com o West Bank (Cisjordânia); haveria convivência e paz. Senhores palestinos no Chile, não digo que não devam se horrorizar com a situação atual. Digo que, se o façam, que seja por solidariedade humanitária, e não por escolher um lado com o qual tenham maior vínculo. Se a preocupação de vocês é com a situação árabe, onde estavam seus comentários nos grandes massacres dos nossos irmãos da Líbia por Muammar-al- Gaddafi, a guerra civil na Síria comandada pela dinastia Al- Assad, no Iraque pelo grupo Isis ou pelo tirano Saddam, os aiatolás no Irã, no Egito para derrubar o ditador Mubarak, ou o fanatismo que a Irmandade Muçulmana tentou impor, ou como muitos outros cenários de opressão, abuso e falta de liberdade? Com todo respeito que merecem as pessoas, independente de sua raça ou religião, poucas podem negar que o islamismo tem sido uma religião rígida e intransigente. Suas formas mais radicais tem sido a origem direta e indireta de muitos dos mais sangrentos conflitos do Oriente Médio. Mas, também é verdade, que muitos muçulmanos palestinos seguem o regime do Hamas somente pelo terror, oprimidos e subjugados pelo regime da força. A convivência entre muçulmanos e judeus é possível; mas, se não interpretarmos corretamente a história, continuaremos eternamente presos nesta mesma e eterna situação. * Árabe Palestino Chileno, médico gineco-obstetra, em mensagem à comunidade palestina no Chile ( ) Pelo plano aprovado em 29 de Novembro de 1947 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, através da sua Resolução 181, haveria partição da banda ocidental daquele território em dois Estados - um judeu e outro árabe (em laranja na imagem). Segundo a ONU, na área que lhes tocava, viveriam árabes. Os que, atualmente se intitulam refugiados palestinos, não quiseram aceitar, pois queriam para si toda a área. Judeus provenientes da Europa ocidental e do norte da África já haviam imigrado à região, juntandose a outros milhares de judeus que ali viviam historicamente, além de terem comprado parcela de terras do antigo mandato Turco-Otomano (por esse motivo a diferença percentual de áreas). 05

6 Rabino do Centro Hebraico Riograndense KIDUSH HASHEM Após alguns anos de relativa paz para a maioria do povo judeu, voltamos a testemunhar ameaças de algumas nações contra Israel. Neste momento sombrio, os soldados judeus voltaram a demonstrar, para quem quiser enxergar, a força interna que todos os judeu têm. Estou falando do poder que só se revela diante de uma ameaça fatal, o poder de entregar a vida pela causa maior que é a identidade judaica. Todo judeu tem esta força em potencial. A história é testemunha: muitíssimos judeus preferiram pagar com suas vidas antes que alterar suas identidades. É notável a valorização que um judeu dá para sua identidade, para o seu passado. A história relata os legados acumulados de nossos antepassados, legados que o próprio D us valoriza e diferencia, entre aqueles que seguem estes legados e os que não. É óbvio que nosso instinto animal contraria esta abnegação. Mas, quando um judeu é colocado diante da opção, e tem clareza sobre a questão em jogo, surge nele uma força que não aparecia antes. Até um judeu não observador das leis, mesmo esse preferirá a morte ao invés do abandono de sua identidade verdadeira e inalterável. A Torá exige a todos os homens que respeitem a D us. Mas, a exigência de, em certos casos, dar sua vida, só foi exigida para o povo de Israel. E considerando que D us jamais sobrecarrega alguém com algo impossível, Ele nos dá forças inexplicáveis para cumprir este tipo de tarefa. Maimônides detalha quais são esses momentos peculiares, onde mesmo o judeu, que faz tudo para viver, abre mão de sua existência. Logo após detalhar a descrição de D us, segundo o judaísmo, Maimônides escreve: todos os Israelitas são ordenados a santificar (i.e. dar destaque positivo) ao nome de D us, assim como são advertidos a não Lhe profanar. Por exemplo: se alguém forçar um judeu a transgredir uma das leis da Torá, e caso não o faça é ameaçado de morte, o judeu deverá transgredir para permanecer vivo. Pois está escrito sobre as leis da Torá: Os mandamentos foram feitos para que o homem viva segundo eles e não morra por eles. Se eventualmente o judeu insistir e morrer, sua alma estará portando a culpa de sua própria morte. ISSO VALE EM TODAS AS MITZVOT COM ALGUMAS EXCEÇÕES: 1. praticar idolatria, relações ilícitas ou assassinato sob qualquer pretexto; 2. qualquer transgressão das leis da Torá se o pretexto é desprezar a fé judaica em D us, ocorrendo na presença de dez judeus conscientes; 3. ao viver num reino que persegue a prática judaica com ameaça de morte, deve-se entregar a vida para qualquer detalhe da lei. 06

7 O LEGADO DE HILEL O Talmud (Shabat 31a), relata como certa vez um gentio se apresentou para o sábio Shamai com o pedido de aprender a Torá na sua totalidade enquanto se apoiava num único pé. Shamai não aceitou dialogar com ele; o gentio então foi até Hilel, que era o líder de outra escola Talmúdica. Hilel respondeu a ele: Aquilo que tu detestas, não faça aos outros! Esta é toda a Torá e o restante vá estudar (a mitzvá de amar a seus companheiros de fé). Vamos analisar este preceito de amar ao próximo na literatura judaica. Há quatro mitzvot que tratam do sentimento do amor: 1. Amor a D us. 2. Seguir o caminho de D us. Assim como D us deseja dar vida a todas as criaturas, nós temos o dever moral de buscar boas condições de vida também para essas criaturas, de acordo com nosso alcance. 3. Amor a companheiros de fé: evitar a crítica e a desunião entre judeus. 4. Amor ao prosélito (e de fato a toda pessoa que esteja frágil emocionalmente). Uma forma de compreender como o preceito de amor resume toda a Torá, é a premissa de que as mitzvot da Torá estão direcionadas para refinar o caráter das pessoas e aumentar e sobrepor o valor da alma acima dos valores materiais e corporais. O melhor parâmetro para testar a sinceridade do amor e da dedicação aos mandamentos de D us, está no mandamento do amor. Todos nós somos atiçados repetidamente a reagir agressivamente aos feitos das demais pessoas; aqui está um instinto natural forte que pode ser controlado, desde que tenhamos parâmetros morais coesos. As demais mitzvot da Torá, de um jeito ou de outro, ajudam a desenvolver uma espiritualidade fortificada e um maior controle sobre nossas reações. (Likutei Amarim cap.32) REFLEXÃO As últimas ocorrências em Israel mostram como ainda existem ideologias que desvalorizam a vida. Pode alguém questionar: se o judaísmo prega a importância do espiritual e despreza o lado material, será que realmente há valor para a vida? Se um judeu deve dar a sua vida para não cometer idolatria, uma vez sequer, então como pode o judaísmo alegar que a vida no mundo físico é terminantemente mais valiosa que a vida das almas isentas do corpo? A resposta que parece apropriada é: ambas as vidas, a corporal e a da alma são desprovidas de valor próprio. Quem as valoriza são as potenciais tarefas que elas podem cumprir perante seu Criador. O Criador escolheu determinada energia para realizar tarefas onde é necessário um conjunto do corpo e da alma e, quem destrói ou separa esta conjuntura, impede a realização da tarefa cuja importância está alicerçada na escolha de D us. Por isso, o judaísmo permite, e em alguns casos ordena, tirar uma vida. Seja a de um animal, que foi criado justamente para servir de alimento ao homem. O judeu que medita, ao consumir essa carne, recorda-se de que a sua vida não é apenas o seu corpo, como a vida do animal. Também em relação a vidas humanas, há situações extremas onde a negação a D us e os efeitos posteriores de um ato corrupto são tão prejudiciais, que é melhor sacrificar o restante de nossa vida no sentido de impedir a profanação de tudo que nos é santo, correto e positivo. 07

8 PONTO DE VISTA Tradução: Davi Castiel Menda Direto de Israel David Mandel QUANDO OS ÁRABES MATAM, EXPULSAM OU DISCRIMINAM OS PALESTINOS Uma determinada organização terrorista palestina sequestrou cinco aviões no mês de setembro Três dos aviões foram obrigaram a pousar na Jordânia; e os explodiram. O rei Hussein enviou seu exército. Houve uma intensa batalha entre os combatentes da OLP e as forças jordanianas palestinos foram mortos e cerca de palestinos ficaram sem suas casas. Ninguém protestou, não houve manifestações na Europa e os meios internacionais de comunicação não demonizaram a Jordânia. No Kuwait, antes da Guerra do Golfo, residiam palestinos. Arafat cometeu o erro de apoiar Saddam Hussein em sua tentativa de anexar o Kuwait. Durante e depois da guerra, todos os palestinos foram expulsos. Ao longo dos anos, alguns foram autorizados a voltar e, hoje, 80 mil palestinos vivem no Kuwait. Ninguém protestou contra a expulsão, não houve manifestações na Europa e, os meios internacionais de comunicação, não demonizaram o Kuwait. Na guerra civil da Síria, palestinos que lá residiam perderam suas casas se refugiaram na Jordânia, em campos de refugiados, sob estritas condições, além de estarem proibidos de entrar nas cidades jordanianas. Ninguém, incluindo a OLP, protesta contra este tratamento discriminatório dado aos palestinos, sem manifestações na Europa, além dos meios de comunicação não criticarem a Jordânia. No Líbano, vivem cerca de descendentes de refugiados palestinos. A maioria deles nasceu no Líbano, mas não lhes concedem a cidadania libanesa, não têm direito de comprar propriedades e são proibidos por lei de exercer uma longa lista de profissões. No Líbano, para trabalhar, é necessário um Documento de Autorização de Trabalho que o governo outorga aos trabalhadores africanos, asiáticos e a árabes de outros países, mas não aos palestinos. Ninguém, inclusive a OLP, protesta contra este tratamento discriminatório dado aos palestinos, não há manifestações na Europa e os meios de comunicação não criticam o Líbano. O Egito bloqueia Gaza, controla a entrada e saída de pessoas na sua fronteira com aquela região, e destruiu túneis pelos quais o Hamas contrabandeava armas e bens. Ninguém protesta contra o bloqueio egípcio, os manifestantes anti-israelenses na Europa não o mencionam e muito menos é relatado pela mídia internacional. CONCLUSÃO: as violentas manifestações na Europa não são realmente a favor dos palestinos, senão contra Israel e contra os judeus. Ninguém protesta contra o tratamento discriminatório que os palestinos recebem na Jordânia, Líbano e Egito, já que, se não se pode culpar aos judeus, não há motivo para o dito protesto. od/jordan/a/jordan-blackseptember.htm 08

9 ISRAEL ESTÁ EM GUERRA COM O HAMÁS, NÃO COM O POVO PALESTINO O Estado de Israel não está em guerra com o povo palestino. O conflito é entre Israel (um Estado internacionalmente reconhecido, democrático e liberal, que tem tratados de paz com dois vizinhos árabes, Jordânia e Egito, e está negociando a paz com a Autoridade Palestina) e o Hamás, uma organização terrorista islâmica extremista que governa de forma ilegal a Faixa de Gaza desde junho de 2007, quando, em uma violenta revolta (que incluiu jogar do alto de edifícios seus adversários), expulsou a Autoridade Palestina, a legítima autoridade dos palestinos. O Hamás foi declarado uma organização terrorista pelos Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, União Europeia, Japão e por dois países árabes, Jordânia e Egito. Israel retirou-se unilateralmente de Gaza em agosto de 2005, deixando estufas intactas e indústrias que proporcionavam trabalho para milhares de palestinos, que geravam milhões de dólares em exportações. Ao invés de continuar utilizando essas instalações, os palestinos de Gaza as destruíram. As centenas de milhões de dólares doados por generosos países árabes e europeus a Gaza não foram usados para construir hospitais, hotéis e escolas, mas para construir túneis (em cuja construção o Hamás usou crianças, 160 das quais morreram, de acordo com o Washington Post) pelos quais o Hamás estava planejando um ataque surpresa contra Israel, provocando o massacre de moradores fronteiriços à Gaza. Além disso, para importar foguetes da Síria e do Irã, que, unidos à sua única indústria (fabricação de mísseis), com o objetivo de dispará-los diariamente contra assentamentos israelenses. De 2001 até junho deste ano de 2014, o Hamás disparou foguetes contra populações israelenses. Durante esta guerra já foram disparados mais de foguetes contra Israel. O crime do Hamás é duplo: a) dispara foguetes contra populações civis e cidades com o único propósito de matar o máximo possível de pessoas, e b) pior ainda, enquanto os chefes de Hamas e os combatentes estão escondidos em túneis, usam o seu próprio povo como escudo humano, como testemunhou o arcebispo cristão de Gaza, numa reportagem da televisão indiana, ou mesmo através do Manual de Guerrilha Urbana do Hamás. Israel lamenta a morte de civis inocentes, que não é intencional, mas o resultado direto da política do Hamás de disparar a partir de áreas residenciais, hospitais e escolas, forçando sua população a ficar nos locais de onde se originam os túneis, apesar dos reiterados apelos do exército israelense para desocupar esses bairros, com o objetivo de Israel destruir os túneis do Hamás, projetados para massacrar os habitantes das cidades israelenses fronteiriças à Gaza. Finalmente, se o leitor quiser verificar por si mesmo se o Hamás é uma organização humanitária ou de uma organização terrorista islâmica extremista, eu recomendo que você leia a constituição do Hamás que afirma o seguinte: Artigo 2º. O Hamás é parte da Irmandade Muçulmana (organização islâmica extremista declarada ilegal pelo atual governo egípcio). Artigo 7º. O Hamás tem a intenção genocida de matar a todos os judeus, não só em Israel, mas em todo o mundo. Artigo 8º. O slogan do Hamas é A morte pela causa de Allah é o nosso mais sublime desejo. Nota - toda a matéria acima mencionada, está fundamentada nos seguintes links: blogs/right-turn/wp/2014/07/31/ if-liberal-elites-really-cared-aboutgazan-children/ century/hamas.asp insideisrael/2014/august/gaza-bispo- Hamas-Usado-Igreja-de-Fogo- Rockets-/ article/indian-tv-channels-reporton-gaza-goes-viral-in-israel/ world/2014/08/06/israel-diz-hamasmanual-explica o uso de-homemshields/ LICITAÇÃO PARA A CONSTRUÇÃO DO METRÔ DE TEL AVIV Na licitação recente e imaginária realizada pela Prefeitura de Tel Aviv para a construção do metrô na cidade, foi recebida a seguinte proposta: Prezados Senhores Município de Tel Aviv Tel Aviv Tendo nos inteirado de que há uma licitação para a construção de um metrô para sua cidade, é com grande prazer que apresentamos a nossa oferta. Além do nosso preço, altamente competitivo, oferecemos as seguintes vantagens: Nossa experiência em construir grandes túneis é incomparável, com ar condicionado, grandes extensões, nos quais utilizamos concreto da melhor qualidade, fabricado em Israel. Nosso trabalho é totalmente silencioso, como podem atestar os habitantes das áreas onde nós temos construído túneis, sem causar ruídos que provoquem desconforto para aqueles que estão na superfície. Muitos dos nossos trabalhadores são crianças, ideal para o trabalho pela sua pequena estatura, baixo salário que pagamos e por serem facilmente substituíveis. Aguardando sua resposta, queiram aceitar nossos cumprimentos. Hamas Tunnel Construction Company 09

10 Último mês do verão, estação interrompida pela guerra. Conflito, infelizmente, prossegue. Restaurantes, bares e hotéis reduziram contratações temporárias e dispensaram funcionários. Turistas e nativos sentiram os efeitos da chuva de mísseis. Premiê israelense, Bibi Netanyahu, exalta derrota militar do Hamas, mas ainda não evita ataques inimigos. Já o presidente Rueven Rivlin deu aula de diplomacia ao Ministério de Relações Exteriores, ao telefonar para Dilma Roussef, abafando o mal estar entre os países amigos. Ligas Nacionais de Futebol e Basquete começam nas datas marcadas. Turismo interno aumentou, principalmente, na região norte. A praia de Nahariya é um dos principais destinos. Espetáculos musicais agitam os meses de agosto e setembro. Os palcos principais são a Piscina do Sultão - Jerusalém, Anfiteatro de Cesaréa e o Parque Yarkon, em Tel Aviv. Clima de união, neste momento difícil, comoveu, até mesmo, quem já viveu outras guerras. 10º REALIZAÇÃO: CONFARAD CONSELHO SEFARADI EMBAIXADA DE ISRAEL FEDERAÇÃO ISRAELITA RJ 13 a 15 DE SETEMBRO de 2014 Clube Israelita Brasileiro (CIB) - Copacabana Rua Barata Ribeiro, Copacabana/RJ TEMA DO 10º. CONFARAD A História dos Sefaradis e B nei Anussim na Colonização do Brasil 10

11 Crônicas de Aron Hazan O KOL NIDREI NA VIAGEM DE COLOMBO Na tripulação do Santa Maria, Pinta e Niña havia muitos conversos, mas que ainda praticavam secretamente o judaísmo. O principal escriba da frota chamava-se Luis de Torres, cujo nome em hebraico era Yossef ben Levi Haivri. Luis nasceu em Córdoba e era um Sofer, um escriba especializado em hebraico, em aramaico e até mesmo em árabe, afinal ele era de El Andaluz (Andaluzia). Era fluente em hebraico, ofício que herdou da família e, por esse motivo, foi colocado na expedição de Colombo como intérprete, caso eles encontrassem as 10 tribos perdidas de Israel. Colombo acreditava na Terra Redonda, dado também à passagem bíblica do Profeta Isaías que afirma a esfericidade da Terra. Os três navios navegaram durante muitos dias e muitas noites. Tinham saído da Espanha no dia 9 de Av (Tisha Be Av) uma data muito significativa para os judeus que choravam a destruição do 1º e 2º Templo. Na véspera de Yom Kipur, Luis de Torres conta no seu diário que subiu ao convés, vestiu o talit (chale de oração) e cantou a tradicional prece Kol Nidrei, recitado liturgicamente em toda Véspera do Dia do Perdão: Kol nidrei ve esarei, Ush Vuel Vacharemei, Vekonamei,Vekinusei, Vechinuei, D indarna, Udishtabana, Ud Acharimna, Ud assarna al Nafshatana.. Mas, Luis não ficou sozinho. As vozes da Pinta e Ninã ecoaram e se uniram a dele em oração na imensidão do Atlântico e chegava aos ouvidos do nosso D us, Todo Poderoso. Era o lamento daqueles que tinham perdido o direito de cantá-lo nas suas Casas de Oração. Concluído o Kol Nidrei, Colombo se aproximou de Luis e disse: Você sabia que Colombo, o meu sobrenome, significa pomba. Não estamos velejando esse barco em vão... no mesmo dia que os judeus foram expulsos da Espanha, nesse dia foi-me dada uma oportunidade para ir em busca de novas terras cruzando o oceano, e continuou: Eu percebi alguns ramos finos com folhas ovais flutuantes perto dos nossos barcos. E assim puderam cumprir a mitzvá Hoshaná Rabá. Era, de fato, Hoshaná Rabá, o último dia de Sucot (Tabernáculos) quando se rodeia o Altar da Sinagoga sete vezes, agitando-se galhos e ramos de espécies bíblicas. Luis agitou os ramos e os outros marinheiros dos demais barcos lhe copiaram. Como manda o costume judaico, Luis ficou de vigília com Rodrigo de Triana lendo o Salmo 118. Louvai ao Senhor, porque ele é bom, porque a sua benignidade é para sempre... Invoquei o Senhor na angústia; o Senhor me ouviu, e me pôs em um lugar largo. O Senhor está comigo entre aqueles que me ajudam pelo que verei cumprido meu desejo sobre os que me aborrecem. Não morrerei, mas viverei; e contarei as obras do Senhor. O Senhor castigou-me muito, mas não me entregou à morte. Abri-me as portas da justiça: entrarei por elas, e louvarei ao Senhor. Como estavam de vigília, foram os primeiros a avistar terra. Desembarcaram na praia da Baía Fernandes e entoaram um louvor de agradecimento a D us por tê-los conduzido a um lugar onde poderiam praticar livremente a sua fé. 11

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13 DE OPINIÕES, DE EXPLICAÇÕES E, EVENTUALMENTE, DE INQUIETAÇÕES José Zokner - JUCA LOS GAUCHOS JUDIOS ÚLTIMA PARTE Eis-nos às voltas com nova tradução do livro Los Gauchos Judios, de Alberto Gerchunoff. Desta vez é uma estória de amor fun iene tzaitn, daqueles tempos. Com esta, completamos 24 colaborações para a revista El Djudió. Dedico para meu grande amigo Henrique Leão Kiperman a presente e última tradução da série Los Gauchos Judios. O CÂNTICO DOS CÂNTICOS Porque teu amor é melhor que o vinho... Não longe da nora* o moço encontrou a Ester separando melancias, cujas folhas e flores formavam tecido no bosque de troncos curvos do milharai. Uma I uz forte avivava o fog - Já do trabalho? Jaime não respondeu. Erguido sobre o cavalo, olhou sem entender a pergunta. Contemplava com avidez o duro perfil da moça desgrenhada e ofegante. Ao respirar, seu peito movia as folhas de milho que lhe chegavam até a garganta. A inquietude dilatava suas pupilas, negras como terra arada depois da chuva. Ela não ignorava o objeto de tão brusca aparição. Jaime a perseguia há muito tempo. Para ela eram as canções entoadas nos intervalos dos bailes da Colônia, para ela as proezas nos rodeios. E não lhe desgostava aquele bravo rapagão, áspero como um tronco e ágil como um esquilo. Um pouco mais tranquila, olhou seu rosto tostado. Sem dar-se conta repetiu a pergunta: - Do trabalho, tchê? Jaime exclamou: - Veja, Ester! O camponês, com gesto inseguro, ofereceu-lhe algo que ela não pode distinguir no primeiro momento: - O que é isso? - É para ti. Eram ovos de perdiz que havia encontrado perto da lombada próxima. Ester os aceitou, e para melhor acomodá-los, o homem apeou do c avalo. - Assim não; vão se quebrar. Ao envolvê-los, ajoelhados no solo, Ester lhe roçou a cara com o cabelo; sentiu o estremecimento que esse roçar lhe produziu. - Ester... Os dois se quedaram em silêncio; um silêncio angustioso e comprido. Um tanto reposta, tentou ela dissimular sua perturbação. Porém, nada lhe ocorria. -É alto este milharal. -Sim, é muito alto. - Em compensação, o de Isaac... - Ester - tornou a dizer o moço - tenho que te falar. Ester baixou a cabeça enquanto desfolhava com as mãos trêmulas folhas de milho. - Me falaram - continuou - que queres te casar com um tipo de São Miguel. Sabes quem me disse? Foi Miryam; não, não foi Miryam, foi a cunhada do prefeito... - Ela sim! - respondeu Ester - porque quer que eu me case com seu primo, o manco... - Me falaram também que o pai do noivo lhes daria dois pares de bois e uma vaca. Ester tratou de negar; Jaime insistiu: - Que pensas tu? - Ainda não sei. - Ester, eu vim te dizer que quero me casar contigo. A moça não respondeu no começo, e tão somente depois que ele repetiu várias vezes a mesma coisa, conseguiu responder: - Fale com meu pai, eu não sei... Um vento ligeiro assobiou no milharal. Algumas folhinhas de girassol caíram sobre a cabeleira escura da moça, e uma deslizou pela garganta, deixando ver sua pontinha amarela. - Vou para casa... - Te acompanho. Ao pôr-se de pé, inopinadamente, Jaime a atraiu e a imobilizou em um abraço rude e com um beijo forte, que ressoou no milharal e sufocou sua surpresa. Retirou-se, e com os braços caídos. olhava-a espantado. Não falaram mais nada. Jaime montou seu cavalo e lentamente se encaminhou para a colônia. Antes de chegar em casa, Ester lhe disse: - Como me invejarão. - E a mim. Olha, vou domar para ti essa minha eguinha branca... Já na casa, Jaime chamou para fora o pai e iniciou sua proposta deste modo: - Sabe o senhor, Rabi Eliezer, como meu campo está perto do seu... *nora = Aparelho para tirar água dos poços, cisternas, rios, etc., cuja peça principal é uma grande roda de madeira em volta da qual passa uma corda a que estão presos caçambas (Aurélio). 13

14 FESTAS RELIGIOSAS EL DJUDIÓ CHEGA A MAIS UM PAÍS Na edição anterior, erramos. Corrija as datas. Rosh Hashanah: 25 e 26 de setembro. Yom Kipur: 4 de outubro. Sucot: 9 e 10 de outubro. Simchat Torá: 16 e 17 de outubro. Agora são leitores de 16 países, incluindo o Brasil, que passam a receber mensalmente a nossa revista. É com grande prazer e satisfação que o El Djudió passa a ser enviado para a novelista paraguaia, Susana Gertopán Brudner, de origem judaica, por indicação do prezado cônsul do Paraguay em Porto Alegre, Augusto Ocampos Caballero, nosso leitor assíduo. O Paraguay tem uma coletividade israeli estimada em 1000 pessoas e esperamos que este primeiro passo, através de Susana Gertopán e do cônsul Ocampos, nos permita conhecer melhor a história, a vida e os costumes dos judeus daquele país. A entidade que congrega os judeus paraguaios é a Union Hebraica, localizada em Assunción. NOVO EMBAIXADOR DE ISRAEL NO BRASIL Assumirá como embaixador de Israel no Brasil, o senhor Reda Mansour, um árabe-druso. Essa indicação demonstra o quão o estado de Israel é democrático e inclusivo, nomeando para o maior país da américa latina, e um dos seus mais importantes parceiros comerciais, um diplomata árabe. Reda Mansour é poeta, historiador e diplomata de carreira. A revista El Djudió, que é enviada à Embaixada de Israel em Brasília, dá as boas vindas ao novo embaixador. PARTIDO NANICO Realmente há partidos que merecem ser chamados de nanicos literalmente. Um destes atende pela sigla PSTU. Sabem qual o grande projeto deste partido, através do seu candidato Cyro Garcia, a deputado federal pelo Rio de Janeiro, para resolver os problemas brasileiros? O fim do Estado de Israel. Bandeira palestina é exibida na sua propaganda acintosamente. E o candidato ainda apela para que o governo brasileiro «rompa economicamente com Israel». Afinal, as eleições são aqui ou na Faixa de Gaza? ANIVERSARIANTES DE SETEMBRO Parabéns 1 - Eduarda Hercovitz Jaeger 2 - Shai Milstein Gomes 3 - Márcia Maria Rabeno 4 - Karen Poyastro Milstein 7 - Estela Levy 9 - Fernando Levy Balbe 9 - Maurício Molina Magrisso 11 - Sidnei Henrique Pardo 11 - Tânia Stern 14 - Eduardo Cozza Magrisso 16 - Rebeca Amar 19 - Graciela Pinheiro 19 - Leão Milnitsky 21 - Marino Rodrigues 24 - Jeny Wolff 24 - Moisés Pontremoli 25 - Pamela Menda Poyastro 28 - Theo Isdra Sniadower 30 - Isaac Barqui 14

15 Direto do Rio A crônica de ISRAEL Blajberg Israel Blajberg TERIA A PESTE NEGRA TANGIDO OS BLAJBERG DA ÁUSTRIA PARA A POLÔNIA? A Peste Negra, pandemia do século XIV, matou algo entre 75 e 200 milhões de pessoas de 1348 a 1350, metade da população europeia. Hoje sabemos que se tratava da peste bubônica, propagada pelas pulgas que infestavam os ratos trazidos da China em navios. Logo culparam os judeus, o que levou a destruição para mais de 200 comunidades judaicas. Por serem os menos atingidos, graças aos preceitos religiosos que mandavam lavar as mãos antes das refeições, tomarem banho ao Shabbat e lavar os corpos ao sepultamento. Nos guetos, eram mais protegidos do contágio e, praticando a limpeza de restos de farelo antes de Pessach, privavam os ratos de alimento, minimizando a propagação da doença. As perseguições modificaram a história, com o epicentro da vida judaica migrando do Oeste para Leste, o que poderia reforçar a tradição oral sobre as origens da nossa Família Blajberg, transmitida pelo meu saudoso genitor Abram Blajberg, Z L: nossos antepassados remotos entraram na Polônia vindos da localidade de Bleiberg, nas montanhas dos Cárpatos (Carpathia Áustria). Era o que vinha sendo passado per secula seculorum, de geração em geração, chegando assim ao nosso tempo. Abram nos deixou em 1994, sem saber que a história era real. Isto porque ainda não existia a Internet como hoje a conhecemos, com banda larga e o Google. Quando foi possível pesquisar com mais profundidade, Abram já não estava mais aqui. Como teria gostado de saber!! Nos meandros da Grande Rede, o milagre tecnológico nos revelava a pequenina Bad Bleiberg, em torno de antiga mina de chumbo (alemão - Blei). Nosso sobrenome é, pois, um toponímico: montanha de chumbo. Um dia, a exaustão do minério determinou a desativação da mina, mas suas águas quentes permaneceram fluindo das profundezas, o que ensejou sua revitalização como atração turística: passeios de trenzinho pelas galerias, um spa muito frequentado, parques de diversões, algo como um misto de Bariloche e Gstaad, uma Caldas Novas ou Poços de Caldas austríaca. Estava pois confirmada a história passada de geração a geração. Na hipótese que ora formulamos, os Bleiberg, tangidos pela intolerância, escaparam naquela época do morticínio na Áustria, que como Alemanha e Holanda, ficaram quase desprovidas de judeus. Dirigiram-se ao Leste, na direção da Rússia e Polônia, que não sofreram com a Peste Negra e, portanto, menos hostis aos judeus. Por alguma razão os Bleiberg escolheram estabelecer-se em Ostrowiec, Polônia, onde permaneceram pelos próximos 600 anos, até 1942, quando todos os judeus da cidade foram levados para o Campo da Morte de Treblinka, onde pereceram Al Kidush hashem (pelo Santificado Nome). Quando chegaram a Ostrowiec, nossos antepassados apolonizaram a ortografia de Bleiberg para Blajberg, para obter o mesmo efeito fonético da leitura em alemão, soando como Blaiberg em português. Mas, na verdade, Bleiberg e Ostrowiec foram apenas pontos de passagem. Somos Levitas, conforme a tradição oral passada ao meu pai por meu avô, que por sua vez a recebeu de seu pai, e assim por diante, até chegar a um remoto antepassado da Tribo de Levi, que em pleno Deserto ao sopé do Monte Sinai, não quis acreditar naquele bezerro de ouro, preferindo aguardar o retorno do nosso Grande Patriarca Moisés trazendo as Tábuas da Lei. Pela demonstração de fé e fidelidade, foram os Levitas nomeados auxiliares dos membros da casta sacerdotal, descendentes do Cohen hagadol (Sumo Sacerdote) Aharon, irmão de Moisés. Até hoje os Levitas detêm esta função e o privilégio de serem chamados a Torá, logo após os Cohanim. Nestes momentos, quando um Cohen une as mãos elevando-as para o alto, na benção sacerdotal, a congregação evita olhá-lo, cobrindo os olhos com o Talit (manto ritual), pois ali, naquele instante se manifesta a Presença Divina. Não fora a pandemia, os Bleiberg teriam permanecido nos Cárpatos? Não sabemos a resposta, nem se estaríamos aqui no Brasil ou alguma outra paragem que nos acolheu na busca de um mundo melhor, onde não nos fosse lançada pejorativamente a palavra Zsyjd (judeu). As únicas certezas são de que através dos séculos seguimos fieis a Lei de Moisés, tementes a D us, o Grande Arquiteto do Universo, sendo hoje tão brasileiros quanto qualquer outro brasileiro. 15

16 EM DEFESA DO ESTADO DE ISRAEL E DA DEMOCRACIA Valter Nagelstein Discurso proferido pelo Vereador Valter Nagelstein na Câmara Municipal de Porto Alegre em Eu acho muito curioso, Senhor Presidente, Senhores Vereadores, que alguns movimentos venham aqui falar em liberdade, em direito dos homossexuais, em direito das mulheres, em liberdade religiosa. Os partidos de esquerda está aqui o Vereador Pedro Ruas se apresentam como arautos dessas liberdades e defendem esses regimes, que absolutamente não prezam nenhum desses valores; Vereador Pedro Ruas, Vossa Excelência é um homem inteligente. Eu quero lhe fazer este desafio: o de enumerar, por favor, um desses regimes que respeite o direito das mulheres. Não há nenhum. Não há democracia, Vereadores do PT, em nenhum. Estão fazendo isto hoje aqui, incensando o regime do Hamas, mas silenciam em relação ao Egito! Por quê? Porque é uma visão hipócrita da esquerda brasileira, dessa odiosa postura que a esquerda brasileira adotou nos últimos tempos e que, na verdade, amplia o preconceito antissemita. Essa visão é absolutamente equivocada. Incensam regimes que diariamente É óbvio, Vereador Villela, que é preciso fazer um parêntesis: ninguém aqui é insensível ao ver uma criança, por exemplo, sendo vítima de um bombardeio. Todos nós nos horrorizamos com isso. Não é essa a questão que está em jogo, Vereadora Mônica. A questão é o direito à existência pacífica e soberana do Estado de Israel, e a visão assimétrica e unilateral da nossa esquerda, Vereador Pedro Ruas, patrocinado pelo seu partido, pelo PSOL, patrocinado pelo Partido dos Trabalhadores, patrocinado pelo PCdoB, que está importando, trazendo para dentro do nosso País, um ódio que aqui não tínhamos. O que está estimulando o antissemitismo, que está atacando a histórica comunidade judaica brasileira, que, por exemplo, na Alemanha, viveu 40 gerações até ser exterminada. Foram heróis, inclusive, na 1ª Guerra, até irem para as câmaras 16

17 de extermínio. O que os seus partidos o PT, o PSOL e o PCdoB estão fazendo é isto: importando conflito, distorcendo os fatos, porque Israel não quer, não deseja nada além do seu direito de existir. Antes dessa ofensiva, que, volto a dizer, tem cenas terríveis, enlutam todos, recebeu nas suas cidades, todos os dias, barricadas e barricadas de foguetes lançados a esmo contra a população. Eu tenho uma filha de 19 anos, que mora na cidade de Haifa; cinco ou seis vezes por dia, ela tinha que ir para os abrigos subterrâneos. As cidades só não foram destruídas, porque Israel é uma nação desenvolvida e, se desenvolveu, porque é democrática, porque investiu em universidades, porque as mulheres, Verereadora Fernanda, a senhora que brada, lá são livres! Eu quero ver a senhora, no Afeganistão, vestida do jeito que se veste! Não caminha na rua, porque é uma postura hipócrita, a sua e a da esquerda. Não caminha na rua! No Egito, na Jordânia, na Faixa de Gaza, administrada pelo Hamas, a senhora não caminha na rua com as suas roupas, porque lá não há liberdade para mulheres. Lá as mulheres não têm direitos. Não tem esse problema na Cisjordânia, porque quem administra a Cisjordânia é a autoridade do Fatah. O que eu advogo, o que eu quero são dois Estados, duas Nações e os povos vivendo em paz. Vinte e cinco por cento da população de Israel é árabe! Só não sabe quem nunca foi lá. Caminhar em Jerusalém é entrar em mercados em que vários são donos. Em Haifa, a grande maioria dos habitantes é árabe. Perguntem a eles se querem morar na Faixa de Gaza, com os radicais do Hamas, que estrangulam, que enforcam, que matam, que incendeiam cristãos? Por quê não falam no problema da Síria, onde 120 mil pessoas foram mortas? Ah, isso não interessa para essa esquerda! Por quê não falam do Egito, onde derrubaram a tal da irmandade muçulmana, essa de radicais ligadas ao Hamas, que eles defendem aqui, e todos, mais de mil, foram condenados à morte no Egito, pelo tipo de política que faziam lá, essa política odiosa de extermínio. Por quê não mostram os cristãos nesses países sendo crucificados? Na África, no Oriente Médio. Isso não mostram! Sobre isso silenciam, porque, na verdade, escondem o seu preconceito, aqueles que se dizem libertários, a sua xenofobia, o seu ódio, o seu desejo de extinção do Estado de Israel, que, volto a dizer, é democrático. Lá tem Parlamento, tem árabes no Parlamento de Israel, Parlamento como o daqui. Vai ver se tem Parlamento na Faixa de Gaza, Vereador Pedro Ruas! Não tem Parlamento na Faixa de Gaza. O senhor não teria voz na Faixa de Gaza, Vereador Comassetto! Lá o povo não importa! Lá quem discorda morre! Israel, que vocês pintam como monstro, é uma nação absolutamente desenvolvida, num território que tem a metade do tamanho do Estado do Rio Grande do Sul, que é exemplo no tratamento de águas. Entre o mar e a fronteira da Cisjordânia são 18 quilômetros, é menos do que daqui a Belém Novo! Mas que imperialismo é esse? Não sabem sequer o que é sionismo e ficam repetindo bobagens não sabem o que é sionismo! Os judeus foram expulsos de sua terra por três vezes, voltaram, e o sionismo é o seu direito de viver na sua terra ancestral, porque, quem for a Jerusalém, ao Monte das Oliveiras, vai ver que há um cemitério com 5 mil anos. Há 5 mil anos os judeus estão na sua terra, lá é a terra deles. E o que vocês querem PT, PSOL, PCdoB é negar aos judeus o direito de ter a sua terra, o que os judeus querem é viver em paz, e que os árabes os respeitem, porque são 40 milhões à sua volta, e eles são 7 milhões, é menos do que a população do Estado do Rio Grande do Sul. É um país que, hoje, tem tecnologia espacial, que reaproveita 92% das suas águas, que, repito, é democrático, tem um parlamento que tem representação árabe, um país que tem universidades, que tem o segundo maior centro de excelência em pesquisa o Technion, em Haifa, melhor que ele só o MIT, nos Estados Unidos, tudo isso num paisinho desse tamanho, que a esquerda não quer que viva, que a esquerda quer extinguir, quer dizimar, porque, na verdade, atrás desse discurso está a vontade de dizimar os judeus, está o ódio. Israel aprendeu a se defender, depois de 6 milhões de pessoas serem levadas, como gado, a campos de concentração homens, mulheres, crianças, idosos, viajando dias e dias, em pé, presos em trens, em condições sub-humanas, indignas, mortos de maneira pior do que animais. Israel aprendeu a viver e a se defender. Não obstante ao que digam, que mintam, que falem, Israel vai continuar vivendo, e quer viver em paz. Se os movimentos radicais forem extintos, e se Israel viver em paz, sem bombardeios, sem foguetes, paz na Terra Santa nós teremos. Muito obrigado. 17

18 SAINDO DO ARMÁRIO de J.R. Guzzo Nada mais cômodo para o racista politicamente correto, que quer praticar seu racismo na frente de todo mundo, mas não quer correr nenhum risco legal ou social com isso, do que uma tragédia como a que aconteceu durante o último mês nessa infeliz Faixa de Gaza. Foi uma grande oportunidade para o crime perfeito. Como o Exército de Israel despejou sobre Gaza foguetes que destroem tudo o que encontram pela frente, incluindo gente de carne e osso, contra um restinho de terra onde 1,7 milhão de pessoas se apertam num miserável espaço de 360 quilômetros quadrados, só poderia haver um resultado: sangue, lágrimas, crianças mortas e feridas, hospitais e escolas que viram entulho, ruínas e todas as desgraças da guerra. As cenas desse horror aparecem todos os dias. Quem pode aprovar as imagens de pais e mães em desespero, carregando nos braços seus filhos ensanguentados? Ninguém que tenha um grama de compaixão dentro da alma. Entra rapidamente em cena, a essa altura, o praticante do racismo seguro: enfia-se na armadura moral fornecida pelo sofrimento dos inocentes, e dentro dela, com toda a segurança e conforto, põe para fora suas secretas convicções raciais contra os judeus. É claro que muitas pessoas bem-intencionadas podem manifestar sua indignação ética e política contra o bombardeio de Gaza e, ao mesmo tempo, não carregar dentro de si nenhum traço de antissemitismo; esperase, até, que sejam a maioria dos que criticam Israel no momento. Mas também é 100% certo que o 18 ódio contra os judeus, seja de altos teores, seja nas modalidades light, aproveitou o escudo oferecido pelos foguetes israelenses para mostrar a sua cara no Brasil e no mundo. Trata-se de sentimentos que estão aí há anos; podem estar anestesiados, mesmo porque não são aceitos nas sociedades democráticas, mas não vão embora. No caso, sua existência fica comprovada pela prática aberta do preconceito antes de examinarem qualquer fato, ou admitirem que a tragédia de Gaza tem mais de um lado, os antissemitas escondidos no armário vêm para fora afirmando que Israel está empenhado em exterminar fisicamente a população palestina em sua fronteira. Atribuem aos judeus, historicamente perseguidos, a conveniente posição de agressores cujo objetivo estratégico seria sobreviver à custa de um genocídio. Isso é simplesmente falso, a começar pelo fato de que genocídio é outra coisa. É possível, sem dúvida, ter simpatia pela gente eternamente sofrida da paupérrima Faixa de Gaza mas quem se sente assim não tem o direito de ignorar a verdade dos fatos e das realidades. O problema começa com a recusa de pensar por cinco minutos numa evidência pouco mencionada, mas indiscutível: a tragédia de Gaza só existe porque se disputa ali uma guerra, atividade que exige no mínimo duas partes. Como se sabe perfeitamente, não há guerras boas, ou justas, ou éticas, ou criteriosas, ou proporcionais, como gostaria a presidente Dilma Rousseff. De que jeito pensar em bons modos numa guerra, quando a sua meta principal é a prática do homicídio? Guerras exigem que os combatentes cometam assassinatos, por mais legais que sejam considerados; eles recebem ordens superiores para matar, e são obrigados a obedecê-las, sob pena de acabarem numa corte marcial. Aliás, quanto mais seres humanos matarem, melhor vão receber medalhas, promoções e diploma de heróis da pátria. Que moralidade pode haver diante dessa insânia? É excluído da discussão, também, o fato de que Israel está em guerra com os palestinos de Gaza porque responde aos ataques sistemáticos de foguetes lançados a esmo contra seu território. Não é sua culpa se, por defen der-se com mais competência, mata inimigos e suas baixas ficam limitadas a cinquenta ou sessenta pessoas. Qual a alternativa? Matar seus próprios cidadãos para equilibrar a conta, já que o comando palestino não consegue fazer isso? Recusar-se a responder à agressão também não é uma alternativa nem evitar a morte de civis do outro lado, num território sessenta vezes menor que o de Sergipe e onde os chefes usam hospitais e escolas como arsenais, com o único propósito de transformá-los em alvos militares e gerar as imagens que chocam todo o mundo. Não se sabe, enfim, como os judeus poderiam esperar uma negociação, quando o outro lado exige a extinção do Estado de Israel para baixar as armas aberração que muitos dos indignados com o desastre de Gaza insistem que os judeus deveriam aceitar para que se obtenha a paz. Sabem que não pode dar certo nunca. É isso mesmo que esperam.

19 AS PARÁBOLAS E A ÉTICA Perguntaram certa vez ao Rabino Yakov Krantz, o Duvner Maggid: Porque razão as parábolas têm um efeito tão grande nas pessoas? O mestre respondeu: Posso explicar contando uma parábola? O termo parábola vem do grego parabolé e significa arte de comparar, ilustrar, fazer analogia. A parábola está muito presente na história do judaísmo, usada como um método eficaz de ensino da Torá por parte dos profetas e sábios. Mostrouse uma perspicaz maneira de inculcar no povo judeu ensinamentos éticos e históricos. As mais recentes pesquisas envolvendo o funcionamento do cérebro humano apontam para o fato de que na aquisição do conhecimento a mente recepciona de maneira mais eficaz e correta quando se usam de analogias, comparações e ilustrações sobre o que se quer ensinar, facilitando em muito a apreensão do sentido e significado das coisas. Sabemos todos que as parábolas eram reiteradamente usadas para fixar valores definidos pelo Eterno na Torá e garantir com isso a unidade do povo judeu em torno de princípios bem definidos. Os profetas partiam de situações corriqueiras, e dessas adentravam em preceitos mais complexos, que porventura pudessem estar sendo desrespeitados. Para ilustrar esta afirmação, vejamos um dos episódios mais sérios e profundos da história judaica. Os personagens: Bate-Seba, o rei David e o profeta Nathan. Esses membros da nação judaica demonstrarão, nos episódios que sucederam em suas vidas, como os deslizes nascem e se desenrolam e como as parábolas podem ser instrumentos fundamentais para a correção e defesa de condutas éticas. Conta-nos a tradição que certa tarde, de calor e sol em Yerushalaim, uma bela mulher chamada Bate-Seba lava-se em seu terraço. No mesmo momento, o então rei David, depois do descanso pós-almoço, passeava pelo terraço de sua residência. Em dado momento avistou a bela mulher. Subitamente foi tomado de uma paixão avassaladora, incontrolável e profunda. Imediatamente manda seus assessores buscá-la e lhe dedica momentos de prazer. Como tudo que inicia mal, o fato acaba por produzir também dissabores e aborrecimentos. David descobre situações envolvendo essa relação proibida da qual foi agente. Primeira, de que Bate-Seba era esposa de seu soldado Urias, o heteu. Segunda, de que a mesma não se encontra com seu marido nesse interim. E terceira, de que uma criança é gerada desse episódio. O relato nos diz que um David desesperado e apavorado inicia várias articulações no sentido de tentar anular o efeito de seus desejos incontidos. Falha todas as tentativas. Finalmente, em um ato transloucado, ordena ao chefe do exército israelita, Joabe, que preparasse certas condições que levassem Urias à morte, forma última de tentar atenuar o crime que cometera e de evitar o escândalo que poderia surgir. Naqueles dias, eis que comparece ao palácio real o profeta Nathan, homem sábio e detentor do conhecimento da Torá e da tradição oral judaica. O rei David o recebe calorosa e respeitosamente. Nathan, sabedor do ocorrido, passa a contar ao rei uma Parábola, que ficaria como exemplo para a história da Ética judaica e universal: Dois homens moravam na mesma cidade. Um rico, outro pobre. O rico possuía ovelhas e gado em abundância. O pobre, porém, só tinha uma ovelha, que era bem cuidada, crescia junto aos seus filhos e cercada de atenção e carinho. Veio um hóspede à casa do homem rico e este, penalizado de ter que matar uma ovelha, roubou a ovelhinha do homem pobre e preparou-a para o seu hóspede. O rei David enfureceu-se com a injustiça relatada por Nathan e afirma que era necessário recompensar o homem pobre por cerca de quatro vezes mais! O profeta Nathan sentencia: Tu és esse homem! David imediatamente dá-se conta do que Nathan estava falando, cai-lhe o semblante, reconhece seu erro e retrata-se para o mesmo. Nesse ato, o monarca judeu destoa de qualquer rei de sua época, que jamais reconheceriam falhas ou equívocos. Nathan passa a relatar o fato de serem inaceitáveis para o Eterno os atos praticados e antecipa uma série de eventos negativos que se sucederão à casa do rei David. Essa famosa parábola usada pelo profeta Nathan ilustra bem a importância que esse método de abordagem e ensino tinha no antigo Israel. As parábolas partiam de situações usuais, conhecidas de todos, para após discorrer sobre temas e leis que foram estabelecidas para o povo de Israel e que deveriam ser respeitadas. Também é de se destacar que o uso de parábolas, para usar de um paradigma atual, era um meio democrático, já que era perfeitamente compreendida e captada por todo e qualquer cidadão de Israel. Essa postura permitia o entendimento dos judeus da época e também fortalecia a autoridade ética e epistemológica dos profetas, eles então guardiões das leis e das tradições judaicas. Dael Rodrigues Filósofo e Professor 19

20 HIPOCRISIA SOBRE GAZA Patrick Pat Condell A hipocrisia tem sido sempre muito progressista, mas há tanta hipocrisia sendo disparada no momento que eu me sinto como que precisando de um colete à prova de progresso. É fácil criticar a distância, mas nenhuma das pessoas protestando atualmente contra Israel iria se comportar de forma diferente nas mesmas circunstâncias e, muitas delas, se comportariam muito pior, e é por isso que a indignação seletiva que temos visto é tão repugnante. Onde estavam todos vocês, humanitários progressistas, quando Assad estava massacrando milhares na Síria, ou Bashir no Sudão? Onde estavam as furiosas manifestações em massa para essas vítimas? Ou para as vítimas do massacre na Nigéria? Ou para os milhares assassinados no Iraque, recentemente, muitos deles alinhados de bruços em valas e executados a sangue frio. Onde estavam vocês então? Alguns hashtags no Twitter, e depois o silêncio. Mas, os judeus de Israel, finalmente, responderam ao serem constantemente atacados por terroristas islâmicos - e o mundo enlouquece. As pessoas enchem as ruas e começam a falar sobre crimes de guerra, enquanto todos nós sabemos que é o Hamas que comete verdadeiros crimes de guerra diariamente, e ninguém dá a mínima. Jornalistas progressistas focam exclusivamente em crianças tragicamente mortas, porque o Hamas as usa como escudos humanos (culpando Israel, é claro), mas se estes destemidos buscadores da verdade estivessem realmente preocupados com as crianças de Gaza, eles também nos diriam que os túneis terroristas do Hamas foram construídos com trabalho infantil, no qual centenas de crianças morreram. Progressistas adoram nos dizer que a Palestina deve ser livre, enquanto eles sabem muito bem que os bandidos do Hamas não estão lutando por liberdade. Eles estão lutando contra ela. Qualquer pessoa em Gaza que se atreva a protestar contra a destruição que o Hamas está trazendo sobre suas cabeças, é executada, como mais de 30 pessoas já foram durante este conflito. É assim que eles se julgam livres. A única região do Oriente Médio, onde qualquer um é livre, é Israel, o único país civilizado na região, onde judeus e árabes são 20

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