METODOLOGIA DO ENSINO DA GINÁSTICA: NOVOS OLHARES, NOVAS PERSPECTIVAS

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1 METODOLOGIA DO ENSINO DA GINÁSTICA: NOVOS OLHARES, NOVAS PERSPECTIVAS LUCIANA MARCASSA 2004 Leandro Alves; Leandro Borges, Neir da Luz, Rafael Martins; Renato Lima.

2 INTRODUÇÃO A Ginástica é um importante conteúdo da Educação Física Escolar e expressivo componente da Cultura Corporal; Porém, ao contrário do que se acha, sua concepção e manifestação têm empobrecido muito na atualidade; reduzindo o vasto conteúdo Ginástica a mera atividade física (MARCASSA, 2004).

3 A Ginástica deve ser tratada como tema que se insere na Cultura Corporal, e que deve ser experimentado, conhecido e transformado em sua inteireza, principalmente na escola (AYOUB, 2003 apud MARCASSA, 2004). Na escola, a criação, expressão, interpretação de gestos e movimentos na GG culminam numa mescla de linguagens, se mostrando interdisciplinar; tendo como principal a linguagem corporal, servindo como veículo e objeto de comunicação (MARCASSA, 2004).

4 GINÁSTICA GERAL Ginástica Geral é aquela capaz de garantir a identidade da ginástica, mantendo seu conteúdo e forma, mas transcendendo aos aspectos meramente técnicos que predominam nas concepções mais tradicionais (MARCASSA, 2004). Ou seja, a GG é uma leitura contemporânea da Ginástica, agrupando elementos de dança, circo, capoeira, jogos e lutas (MARCASSA, 2004).

5 A diferenciação da Ginástica de outras práticas corporais não significa individualizar os conhecimentos (dança, a ginástica e o circo); junto à dança, à música, e às artes cênicas e visuais, se permite ampliar, interagir e mesclar a Ginástica a outras expressões (AYOUB, 2003 apud MARCASSA, 2004). Como a GG não tem finalidade competitiva, dá abertura ao Como a GG não tem finalidade competitiva, dá abertura ao divertimento, simplicidade de movimentos e participação irrestrita; gerando integração entre pessoas e grupos e liberdade de expressão, respeitando os limites de cada um (AYOUB, 2003 apud MARCASSA, 2004); além de privilegiar a confecção, a exploração e o desenvolvimento de ações com materiais alternativos (MARCASSA, 2004).

6 CORPO, CULTURA E GINÁSTICA No corpo e nas suas manifestações são gravadas as impressões da cultura. Sendo assim, o corpo, os gestos, os movimentos e as práticas corporais se tornam um campo fértil para conhecermos e intervirmos na realidade (MARCASSA, 2004). O corpo é um meio de comunicação com o mundo, que diz muito sobre a nossa formação cultural, além de revelar aspectos da dimensão social que fundamentam nosso modo de ser, viver e compreender a realidade (GOLÇALVES, 1994 apud MARCASSA, 2004).

7 A Educação Física coloca à disposição de todos os grupos e classes sociais os conhecimentos e experiências que foram produzidos historicamente pela humanidade, contribuindo efetivamente para ampliarmos nossa compreensão sobre o corpo e as atividades corporais (MARCASSA, 2004). Os corpos são educados por toda realidade que os circunda, Os corpos são educados por toda realidade que os circunda, por todas as coisas com as quais convivem, pelas relações que estabelecem em espaços definidos e delimitados por atos de conhecimento (SOARES, 2001 apud MARCASSA, 2004). Por isso, o corpo e as práticas corporais estão no centro do processo de ensino-aprendizagem, pela cultura que os envolve e seus significados presentes no cotidiano (MARCASSA, 2004).

8 GINÁSTICA E COMUNICAÇÃO Expressar através do corpo e da linguagem da ginástica os dados da realidade que nos cerca torna-se um caminho interessante para conhecermos melhor a nós mesmos, a nossa situação real e atual, como para a compreensão e interpretação da história (MARCASSA, 2004). Quando nos referimos ao corpo e às práticas corporais, nos referimos a uma linguagem muda, porém, carregada de sons, imagens, cores, odores, sensações, percepções, valores, conhecimentos, sentidos e significados (MARCASSA, 2004).

9 A linguagem corporal desenvolve uma reflexão das formas de representação do mundo que o homem tem produzido no decorrer da história através da expressão corporal: jogos, danças, lutas, exercícios ginásticos, esporte, malabarismo, contorcionismo, mímica e outros são identificados como formas de representação simbólica de realidades vividas pelo homem, historicamente criadas e culturalmente desenvolvidas (COLETIVO DE AUTORES, 1992 apud MARCASSA, 2004).

10 O movimento gímnico é expressivo, e essa expressão é uma possibilidade não só de comunicação interna (de percepção e conhecimento de suas próprias qualidades corporais) mas também de comunicação entre pessoas que partilham do mesmo meio social, ou de uma mesma sociedade e/ou cultura. Se configura assim numa linguagem que segue os mesmos padrões e estruturas da linguagem escrita (MARCASSA, 2004).

11 METODOLOGIA É importante implantar uma alternativa didática e uma orientação metodológica em que prevaleça o envolvimento coletivo, nas difíceis tarefas de criação, aprendizado e expressão em conjunto, sempre respeitando os limites pessoais de cada um. Essas são as aulas abertas à experiência, cujo principal objetivo é a participação coletiva dos alunos na direção do processo ensino-aprendizagem, participando em todas as decisões (MARCASSA, 2004).

12 Incentivar a autonomia e interferência dos sujeitos participantes nas decisões e ações a serem desencadeadas pelo coletivo tende a promover uma reflexão sobre a cultura corporal (MARCASSA, 2004). Essa proposta é capaz de promover conhecimento aguçado sobre o corpo, suas qualidades, bem como expressão cênica e a capacidade de comunicação dos conteúdos desejados (MARCASSA, 2004). O processo de criação é a chave da ação pedagógica, pois se realiza a partir de referências anteriores que os indivíduos e grupos trazem para o contexto da aula (MARCASSA, 2004).

13 tornar o homem cada vez mais capaz de conhecer os elementos de sua situação para intervir nela transformando-a, no sentido de uma ampliação da liberdade, da comunicação e da colaboração entre os homens (SAVIANI, 1996 apud MARCASSA, 2004).

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