IX PLANO DIRETOR DE RESÍDUOS SÓLIDOS DA REGIÃO METROPOLITANA DE PORTO ALEGRE

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1 IX PLANO DIRETOR DE RESÍDUOS SÓLIDOS DA REGIÃO METROPOLITANA DE PORTO ALEGRE Jussara Kalil Pires (1) Socióloga. Coordenadora de Planejamento Territorial e Ambiental da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional Rio Grande do Sul/Brasil. Dione Dantas Waquil Engenheira Civil. Mestre em Técnica da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional. Álvaro Antônio Daitx Valls Engenheiro Químico. Técnico da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional. Consórcio executor do plano: PROESP/Azambuja (PROESP Engenharia S/C LTDA e AZAMBUJA Engenharia e Geotecnia Ltda.) Coordenação: Eng. Eduardo Azambuja Eng. Carlos Eduardo Ferreira de Melo Carvalho Eng. Dione Barbosa Cancelier Eng. José Carlos Leite Diehl FOTOGRAFIA Endereço (1) : Rua Pinaré 213, Vila Assunção - Porto Alegre - RS - CEP: Brasil - NÃO DISPONÍVEL RESUMO A Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) dispõe de poucas áreas para dispor seus resíduos sólidos. Esta realidade impulsionou o Governo do Estado a envolver-se com o tema, tradicionalmente vinculado às atribuições municipais. Pensar o tema resíduos sólidos de forma regional, no entanto, pressupõe alterações de comportamento desde os técnicos estaduais até os municipais, passando pelos dirigentes de ambos os níveis de governo e da própria sociedade. Esta mudança é lenta e exige ações em diferentes sentidos. O Plano Diretor de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Porto Alegre foi o meio encontrado para alavancar este processo de mudança de orientação. A concepção do plano, iniciada em 1990, incorporou a noção de gerenciamento integrado de resíduos sólidos. A elaboração do trabalho foi feita entre e considerou os diferentes elementos de um sistema de limpeza pública. O Plano, no entanto, é uma peça em constante alteração, considerando a importância de adequá-lo às condições efetivas de implantação O projeto aqui apresentado é fruto da experiência da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (METROPLAN), órgão do Governo do Estado do Rio Grande do Sul - Brasil. A elaboração do Plano Diretor de Resíduos Sólidos da RMPA e o início de sua implantação foram financiados com recursos do Programa Pró-Guaíba (programa de recuperação ambiental da Região Hidrográfica do Rio Guaíba). A execução da peça técnica intitulada Plano Diretor de Resíduos Sólidos foi de responsabilidade do Consórcio PROESP/Azambuja, com o acompanhamento da equipe técnica da METROPLAN. O resumo constante dos anais do congresso é de elaboração da autora. Estão descritos os passos iniciais de elaboração do Plano Diretor de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana e Porto Alegre, os resultados obtidos com a execução do plano e a atual fase de implantação do plano. PALAVRAS-CHAVE: Gerenciamento, Resíduos sólidos, Plano Diretor, Região Metropolitana, Lixo. INTRODUÇÃO O Plano Diretor de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Porto Alegre (PDRS) é parte integrante do Programa para o Desenvolvimento Racional, Recuperação e Gerenciamento Ambiental da Bacia Hidrográfica do Guaíba - Rio Grande do Sul/Brasil (Pró-Guaíba). A Região Hidrográfica do Guaíba compreende 251 municípios, 25 dos quais faziam parte da Região Metropolitana de Porto Alegre em 1997, e, em cujo ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 1

2 território, concentrava-se 30% da população do estado, ou seja, aproximadamente 3,5 milhões de habitantes. Parte significativa desta população concentra-se nos municípios situados ao longo da Rodovia Br 116. Tal concentração resulta em escassez de áreas para tratamento e disposição final de resíduos. O esgotamento de áreas e a prática usual de disposição a céu aberto conduziram à inclusão entre os projetos do Pró-Guaíba de um plano de gerenciamento de resíduos que oferecesse uma visão regional da problemática e permitisse ao Estado orientar suas políticas. Tal atitude repousava na convicção de que em regiões metropolitanas a temática dos resíduos sólidos não pode ser vista como um problema municipal e, sim, regional. Em 1990 foi, então, encomendado à Fundação de Planejamento Metropolitano (METROPLAN) a concepção e condução do PDRS. Em 1996, após o período de negociação do Pró-Guaíba, finalmente iniciou-se o processo de contratação do PDRS. Concluído o plano em novembro de 1998, passou-se à atual fase de implementação e consolidação. A seguir são descritas as diferentes etapas do Plano e os condicionantes que as influenciaram e apresentados alguns de seus resultados. DESCRIÇÃO DO PROJETO FASE 1 ELABORAÇÃO DOS TERMOS DE REFERÊNCIA PARA CONTRATAÇÃO O pensamento técnico, em 1990, já identificava a necessidade de gerenciamento integrado dos resíduos sólidos. Sabia-se que na RMPA, além dos lixões, também os focos de lixo e o descarte diretamente em cursos d água constituíam parte importante dos impactos ambientais causados pelos resíduos sólidos. A par disto, identificava-se uma forte relação entre tais problemas e os serviços de coleta, as característica sócio-culturais do gerador, a gestão administrativa e financeira e outros fatores. Em vista disto, dividiu-se o Plano em cinco etapas: a) Busca de informações; b) Diagnóstico; c) Prognóstico; d) Proposição de soluções e e) Atualização e reavaliação. Para cada uma destas etapas foram elaboradas fichas que descreviam os elementos mínimos a serem buscados e as atividades a serem desempenhadas. Cada elemento do sistema de limpeza pública deu origem a pelo menos duas fichas: a do diagnóstico e a das proposições de soluções, visando deixar claros os resultados esperados. FASE 2 ELABORAÇÃO DO PLANO O trabalho foi contratado ao Consórcio PROESP/Azambuja, formado por duas empresas de consultoria, em maio de Coube ao consórcio desenvolver as atividades especificadas nos termos de referência e a uma equipe de acompanhamento da METROPLAN a análise de seu conteúdo e a aprovação de cada uma das cinco etapas. As informações contidas nesta parte do trabalho foram extraídas do "Plano Diretor de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Porto Alegre - Volume Síntese", elaborado pelo consórcio de empresas supracitado. ETAPA 1 BUSCA DE INFORMAÇÕES Esta etapa constituiu-se do levantamento das diferentes abordagens e alternativas técnicas de enfrentamento do problema no Brasil e no mundo. Deste trabalho resultaram um volume síntese das informações levantadas e, posteriormente, um banco de dados de referências bibliográficas catalogadas por tema e grau de profundidade da abordagem e de legislações relativas ao tema. É organizado sob a forma de caixas de diálogo que remetem o usuário às obras que efetivamente atendam seu interesse de pesquisa. ETAPA 2 DIAGNÓSTICO A segunda etapa do trabalho foi constituída pela construção do cenário metropolitano com respeito às condições de gerenciamento dos resíduos sólidos de cada município à época. Os dados foram levantados em 1997 e abrangeram os seguintes eixos temáticos: ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 2

3 a) Planejamento urbano e da limpeza pública; b) Coleta regular e seletiva dos resíduos sólidos domiciliares; c) Características quali-quantitativas dos resíduos sólidos domiciliares; d) Serviços complementares de limpeza pública (varrição de logradouros, limpezas de parques e jardins, capina e roçada, remoção de resíduos em locais de grande acúmulo, limpeza de feiras públicas, limpeza de praias, limpeza de cemitérios e remoção de animais mortos); e) Serviços opcionais de limpeza pública: a remoção de entulhos, a limpeza de terrenos baldios e a gestão dos resíduos especiais, como o lodo de estações de tratamento e dos resíduos de serviços de saúde. f) Resíduos sólidos industriais; g) Processamento e destinação final de resíduos sólidos domiciliares; h) Aspectos institucionais para prestação dos serviços de limpeza pública; i) Aspectos sócio-culturais; j) Situação econômico-financeira relativa ao setor de resíduos sólidos. O texto a seguir é extraído do Volume Síntese do Plano Diretor de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Porto Alegre reproduz as principais informações relativas ao diagnóstico do setor e que estão contidas no mesmo. " DIAGNÓSTICO DA GESTÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS NA RMPA. 1. GERAÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES A geração dos resíduos sólidos domiciliares em 1997, estimada a partir dos dados coletados durante a elaboração do Plano Diretor de Resíduos Sólidos (PDRS), foi de toneladas. Quase metade desse lixo é gerado na capital. A Figura 1 apresenta a distribuição desta geração nos municípios da RMPA, pela qual evidencia-se que os quatro maiores municípios são responsáveis por mais de 70% da geração de resíduos sólidos domiciliares. 8,3% 6,8% 5,7% 29,5% Porto Alegre Canoas N.Hamburgo Viamão demais municípios 49,7% Figura1 Distribuição da geração de resíduos sólidos domiciliares na RMPA. A taxa de geração média na RMPA é de 0,55 kg/hab.dia, mas os municípios possuem taxas de geração bastante distintas, em função de suas características urbanas, econômicas, etc. Enquanto que a capital possui uma taxa da ordem de 0,69 kg/hab.dia, os demais valores variam entre 0,28 e 0,54 kg/hab.dia, sendo que os valores mais baixos representam os municípios com menor grau de urbanização (Araricá) ou municípios dormitório (Alvorada). Já as maiores taxas de geração representam os municípios com maior grau de urbanização e comércio intenso (Novo Hamburgo, Canoas). ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 3

4 Os modelos prognósticos gerados no PDRS para estimar o crescimento populacional consideraram, além do crescimento vegetativo, a atratividade dos empreendimentos industriais nos fenômenos migratórios. Apoiando-se nesses modelos prognósticos e admitindo um aumento dos padrões de consumo, estima-se que a geração de lixo doméstico deverá atingir toneladas até o ano 2010 para uma população de habitantes. Durante o diagnóstico foram realizadas amostragens no lixo gerado em todos os 25 municípios da RMPA, contemplando-se diferentes dias e períodos de coleta. Ponderando-se os resultados dessas análises qualiquantitativas, foi possível caracterizar o lixo da RMPA em função de seus materiais constituintes, conforme ilustra a Figura 2. 54,0% 7,4% 14,6% 6,6% 13,7% 1,1% 2,8% Papel/papelão Plásticos Metais Vidro Material misto Matéria orgânica Outros Figura 2 Composição média dos resíduos domiciliares na RMPA. A COLETA DE RESÍDUOS DOMICILIARES A maioria dos municípios da RMPA administra diretamente a atividade de coleta de resíduos sólidos domiciliares. A forma de gerenciamento da coleta, com poucas exceções, é caracterizada pela inexistência de um planejamento técnico, operacional e econômico para a atividade. Em 16 dos 25 municípios, a ausência ou a insuficiência do planejamento das atividades implica em uma coleta com indicadores operacionais insatisfatórios. Com referência às características da frota disponibilizada para a realização da coleta regular de resíduos domiciliares, foi diagnosticado que a maioria dos municípios da RMPA utilizam veículos com idade avançada ou em estado de conservação precário, comprometendo a eficiência dos serviços, além de onerar o custo das operações. Em 13 municípios as características gerais da frota são inadequadas para atender as demandas previstas para o setor. A maioria dos municípios com administração direta opera suas frotas com índices de desempenho pouco satisfatórios. Por outro lado, os melhores desempenhos estão associados a sistemas bem planejados, convenientemente controlados e operados pela iniciativa privada. A Figura 3 ilustra o panorama do desempenho dos sistemas de coleta nos municípios da RMPA. O déficit de coleta atual é modesto porque a maioria dos municípios populosos possuem sistemas de coleta com abrangência expressiva. Estima-se que cerca de toneladas não são abarcadas, anualmente, pelos sistemas formais de coleta, traduzindo-se em focos de lixo, disposições clandestinas, queimas irregulares e despejos nos cursos d água. Se os sistemas de coleta não forem implementados, o déficit de coleta até o ano deverá atingir toneladas por ano. Além da coleta regular, nove municípios também operam sistemas de coleta seletiva. À exceção do município de Canoas, que fundamenta seu sistema de coleta segregativa exclusivamente em PEV s (postos de entrega voluntária), todos os outros utilizam-se da coleta porta-a-porta. (... ) ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 4

5 Todos os sistemas de coleta seletiva são administrados diretamente e, tal como na coleta regular, existem deficiências de controle e planejamento que prejudicam a operação na maior parte dos municípios Satisfatório Deficiente Figura 3 Desempenho dos sistemas de coleta de resíduos domiciliares nos municípios da RMPA. Ao monitorar-se os desempenhos dos sistemas de coleta seletiva, ficou evidenciado que o modelo de coleta porta-a-porta utilizando caminhões de carroceria aberta possui um custo operacional muito elevado e baixo rendimento. Os sistemas que lograram melhor desempenho foram aqueles que procuraram utilizar caminhões compactadores e seguindo itinerários semelhantes aos da coleta regular. OS SERVIÇOS OPCIONAIS DE LIMPEZA PÚBLICA Os serviços opcionais são aqueles que as administrações municipais realizam por sua iniciativa, sem que tenham a obrigação de realizá-los. Os serviços enquadrados nesta categoria são: a remoção de entulhos, a limpeza de terrenos baldios e a gestão dos resíduos especiais, como o lodo de estações de tratamento e dos resíduos de serviços de saúde. Os resíduos desta categoria que apresentam a demanda mais expressiva no contexto municipal são os entulhos, gerados pela atividade construtiva. A geração de entulho em 1997 foi estimada em toneladas (excluindo-se os bota-foras de escavações). Estes resíduos representam 26% de todos os resíduos gerados na RMPA. Os resíduos gerados pelos serviços de saúde constituem uma demanda pouco expressiva, se comparada com os demais resíduos sólidos urbanos. Contudo, pelo seu potencial patogênico, constituem-se preocupação das administrações municipais. Cerca de estabelecimentos de saúde da RMPA geram toneladas/ano, representando 0,6% da demanda total de lixo. Os maiores geradores são os estabelecimentos hospitalares, responsáveis por 87% dessa geração. Durante o diagnóstico identificou-se que apenas os municípios de Porto Alegre e Estância Velha possuíam um cadastro atualizado dos geradores de resíduos de saúde, possuindo uma estrutura de fiscalização e de atendimento às demandas deste setor. Durante as amostragens realizadas pelo PDRS, foi constatado que apenas 8% da geração dos resíduos de saúde em 1997 podem ser considerados sépticos, representando uma demanda de 830 toneladas anuais. Os demais resíduos constituem resíduos inertes ou de refeitórios que, por deficiências de segregação, acabam misturados com os resíduos perigosos. Todos os municípios da RMPA possuem algum tipo de atividade opcional de limpeza pública prestada à comunidade. Entretanto, 60% das administrações não realizam uma cobrança de taxa ou tarifa para a prestação deste serviço, apesar dos geradores serem privados e perfeitamente identificáveis. ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 5

6 OS RESÍDUOS SÓLIDOS INDUSTRIAIS A questão da gestão dos resíduos sólidos industriais obteve uma importância destacada no desenvolvimento do PDRS, em decorrência das quantidades geradas serem superiores às demandas de resíduos sólidos domiciliares. Apenas sete municípios da RMPA tiveram a iniciativa de compor um cadastro de fontes geradoras. É fácil imaginar que, sem um cadastro de geradores, as fiscalizações virtualmente inexistem e permitem que uma fração expressiva desses resíduos (cerca de 10% da geração de resíduos perigosos e 30% dos resíduos não inertes, segundo estimativa realizada pela FEPAM através de seu cadastro de licenciamento ambiental) acabem sendo dispostos nos aterros municipais ou em lixões. As centrais de tratamento de resíduos sólidos industriais implantadas na RMPA não possuem capacidade física e nem operacional para absorver a demanda existente. Agrava-se ainda o fato de que nenhuma central possui sistemas seguros de confinamento dos resíduos perigosos (duplos sistemas de impermeabilização, drenagens testemunho, unidades de emergência, Tc), possivelmente em virtude das dificuldades de garantir a sustentabilidade econômica de suas atividades. Além destes aspectos, outra questão importante observada foi a limitação de acessibilidade destas centrais por parte dos geradores privados, ou seja, cerca de 90% destas foram implantadas visando atender as necessidades de alguns grupos industriais. Na fase de diagnóstico foram identificadas 11 centrais de tratamento de resíduos sólidos industriais. (... ) Os municípios da Região Metropolitana com maior geração de resíduos industriais Classe I (perigosos), ou seja, quantidades superiores a t em 1997 foram Estância Velha e Novo Hamburgo. A partir do modelo prognóstico gerado no PDRS, estima-se que os resíduos sólidos industriais (somando-se os perigosos e os não inertes) que são descartados constituíram em 1997 mais de toneladas. A expectativa, é de que esse descarte anual ultrapasse de toneladas até O PROCESSAMENTO E A RECICLAGEM DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES O diagnóstico aponta para um panorama não muito animador dos sistemas de processamento de resíduos sólidos na RMPA, indicando resultados que desestimulam o desenvolvimento desta atividade, pelo menos nos moldes atuais. Os sistemas existentes não encaram esta atividade como geradora de novos produtos e eximem-se de qualificar e valorizar os mesmos com vistas a melhorar o retorno comercial. Os atuais sistemas de processamento foram concebidos e operam de forma a minimizar um problema (o lixo), não viabilizando os investimentos realizados, tampouco alcançam satisfatoriamente seus objetivos. Em 1997 os sistemas municipais foram responsáveis pela reciclagem de toneladas, representando 2,4% da geração total de lixo. Estima-se que os catadores informais que atuam antes do sistema de coleta municipal tenham proporcionado a reciclagem de pelo menos toneladas, ou seja, 2,6% da geração de lixo, totalizando um reaproveitamento de 5% de materiais. A incipiência do processamento de resíduos urbanos é realçada quando se constata que toneladas de materiais aproveitáveis são anualmente abandonados em lixões ou aterros municipais, representando 15,4% da geração total de lixo. Basicamente as iniciativas de processamento dos municípios da RMPA se dividem em dois modelos: aqueles que se baseiam em frentes de catação (galpões e assemelhados) e aqueles que se baseiam na mecanização da triagem (usinas de triagem). (... ) As iniciativas de compostagem praticamente inexistem. Os Municípios de Campo Bom e São Leopoldo, apesar dos esforços não produzem um composto de qualidade suficiente para ter colocação no mercado. ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 6

7 DISPOSIÇÃO FINAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES Com relação à forma de disposição final de resíduos domiciliares, o lixão ainda é o modelo predominante entre os municípios da RMPA. Contudo, a maior parte dos resíduos domiciliares gerados são destinados para aterros controlados, conforme apresenta a Figura 4, porque os municípios com maior geração utilizam esse tipo de procedimento. Na RMPA, existe apenas um aterro sanitário (Aterro da Extrema em Porto Alegre) com condições controladas de confinamento e coleção de percolados. Na época do diagnóstico do PDRS, o Aterro da Extrema recebia uma fração pequena da geração da capital, daí a pequena fração de resíduos destinada a aterros sanitários. A avaliação do estado atual da disposição final na RMPA identificou as diferentes formas de disposição, diagnosticando o grau de criticidade desta atividade, a partir da consideração dos aspectos legais, características físicas, bióticas e antrópicas do local, além das condições operacionais. 63% Aterros sanitários Lixões Aterros controlados 34% 3% Figura 4 Distribuição conforme o tipo de disposição final nos municípios da RMPA em Atualmente, apenas o município de Esteio não dispõe, em seu território, de áreas favoráveis à implantação de aterros sanitários, o que lhe obriga a associar-se a outros municípios para o descarte de seus resíduos urbanos. O modelo prognóstico de crescimento populacional e espacialização urbana elaborado pelo PDRS prenuncia que, em um horizonte de 10 a 15 anos, vários municípios enfrentarão o mesmo problema, entre os quais destacam-se: Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Campo Bom, São Leopoldo e Novo Hamburgo (excluindo-se o distrito de Lomba Grande). Este exercício projetivo destaca a necessidade de estabelecer políticas públicas que disciplinem o uso do solo, reservando espaços apropriados para a disposição racional dos resíduos sólidos. ADMINISTRAÇÃO DO SETOR DE LIMPEZA PÚBLICA As estruturas administrativas dos municípios e a forma como estes gerenciam seus resíduos sólidos caracterizam-se pela estreita ligação existente entre os aspectos institucionais e as condições financeiras dos mesmos. Do ponto de vista institucional, os principais problemas encontrados foram: Falta de autonomia no setor de limpeza pública; Deficiências de planejamento; inexistência de controle e fiscalização das atividades na maioria dos municípios. Do ponto de vista financeiro, os principais problemas encontrados foram: falta de sustentabilidade econômica do setor; inexistência de taxas específicas para limpeza pública ou sistemas de cobrança ineficientes; prestação de serviços especiais sem cobrança. " ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 7

8 ETAPA 3 PROGNÓSTICO Esta etapa constituiu-se em um esforço de configurar um cenário futuro sem as transformações dos atuais padrões de regulação dos processos produtivos e de gerenciamento dos resíduos. Foram consideradas as seguintes variáveis fundamentais: população residentes, densidade populacional, mancha urbana, taxas de geração de resíduos sólidos domiciliares, geração de resíduos sólidos domésticos e déficits de coleta, passivo de disposição final, geração de resíduos de serviços de saúde e geração de resíduos industriais. A definição dos horizontes de tempo seguiu a necessidade de implementação de ações emergenciais (até 2001), de curto prazo (até 2004), de médio prazo (até 2010) e de longo prazo (até 2030). Sabe-se que a confiabilidade das projeções de longo prazo é discutível, no entanto, tais projeções destinaram-se a consubstanciar ações simples que não dependem da exatidão quantitativa da geração de resíduos. ETAPA 4 PROPOSIÇÃO DE SOLUÇÕES Para definir que ações seriam propostas partiu-se da avaliação de que o lixo só é problema quando encontrase disposto em locais inadequados. Com esta visão, as ações propostas concentraram-se na eliminação dos focos de lixo e das disposições irregulares. As ações emergenciais destinadas a cumprir este objetivo relacionaram-se com a melhoria do desempenho dos sistemas de coleta (de forma a evitar focos) e de disposição final dos resíduos (de forma a evitar depósitos irregulares). Todas as demais ações coleta segregativa, processamento, articulações institucionais e administrativas, sustentabilidade econômica e etc. desdobraram-se a partir deste objetivo e teceram um conjunto de processos e técnicas que, em última análise, configuram um manejo integrado dos resíduos sólidos. a) Ações correspondentes à solução dos focos de lixo: O Plano propõe programas voltados à melhoria do gerenciamento e planejamento da limpeza pública e medidas buscando a melhoria do sistema de coleta regular dos municípios. Quanto ao primeiro item, são propostos dois programas: programa de fomento à elaboração de projetos executivos para a limpeza pública municipal e programa permanente de apoio e capacitação técnica e gerencial. Quanto ao segundo item, são propostas outras duas ações: a) renovação da frota de veículos coletores, através da flexibilização de regras operacionais e financeiras de fundos de financiamento e b) implementação dos sistemas de controle de coleta, especialmente no que se refere ao controle de pesagem dos caminhões. b) Ações correspondentes à solução das disposições inadequadas As propostas do PDRS percorrem as questões de regulação e de fomento que abarcam tanto o setor público como o setor privado e concentram-se nos seguintes aspectos: recuperas passivos ambientais de resíduos sólidos, estimular a disposição controlada de resíduos industriais, estimular a disposição controlada de resíduos da atividade construtiva e disciplinar e estimular a implantação de aterros sanitários. As ações destinadas a recuperar lixões em operação ou recentemente encerrados são divididas em duas ênfases: a elaboração de diretrizes técnicas para projetos de saneamento de áreas degradadas pela disposição de resíduos e a estruturação de um programa para financiamento de obras de recuperação dos lixões. As ações destinadas a estimular a disposição controlada de resíduos industriais partem do princípio que tais resíduos são de competência da fonte geradora e que o poder público pode estimular a redução na fonte, através do estímulo ao desenvolvimento de processos industriais que empreguem tecnologias limpas e regular a implantação de centrais. O PDRS estabelece um zoneamento, indicando áreas prioritárias para implantação de centrais de resíduos industriais e aterros sanitários, buscando a racionalização dos espaços físicos disponíveis e propõe medidas de estímulo à implantação de centrais privadas de tratamento e disposição de resíduos industriais. O PDRS recomenda o desenvolvimento de projetos pilotos de reciclagem de entulhos, bem como o exercício, pelo Estado e municípios de sua função de regulação e fiscalização, financiando tais atividades com as receitas provenientes de tarifas específicas para a atividade de disposição de resíduos construtivos em aterros próprios de inertes. ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 8

9 Em função da geração de resíduos e dos espaços disponíveis, as soluções operacionais propostas para a disposição final contemplaram a implantação de aterros sanitários municipais e de aterros compartilhados por mais de um município, configurando o Projeto Metropolitano para Disposição Final de Resíduos Sólidos Urbanos. O PDRS propõe, ainda, o estabelecimento de diretrizes técnicas para projetos de novos aterros sanitários além de uma série de ações estratégicas que garantam a perenidade das soluções propostas e de ações que busquem a sustentabilidade econômica das atividades de processamento dos resíduos. AS AÇÕES ESTRATÉGICAS ESTÃO RELACIONADAS AO PROCESSAMENTO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS E COMPREENDEM a) ações de incentivo à compostagem - entre as quais a regulamentação da qualidade do composto, a facilitação ao crédito para culturas que privilegiam a agricultura orgânica, a recuperação de áreas com solos empobrecidos ou desertificados e a criação do Comitê de Compostagem; b) ações de incentivo à reciclagem - entre as quais uma bolsa de negociação de materiais recicláveis que permita a comercialização direta entre usina de lixo e indústria de transformação e a criação de linhas de crédito para a qualificação das usinas existentes, incorporando o beneficiamento dos materiais triados; c) diretrizes para o aproveitamento energético; d) avaliação da viabilidade de adoção da alternativa de incineração; e) diretrizes para gestão da coleta segregativa - com ênfase na separação dos resíduos orgânicos e buscando a diminuição dos custos, utilizando-se de um experimento piloto que permita a coleta segregativa simultânea; f) diretrizes para a gestão de resíduos sólidos de serviços de saúde; g) diretrizes para gestão de embalagens de agrotóxicos intensificação da orientação para a utilização de técnicas de tríplice lavagem e estruturação de entrepostos para o recebimento de embalagens, objetivando facilitar o retorno aos fabricantes; h) diretrizes para programas de educação ambiental e comunicação social, incorporando ações de curto, médio e longo prazo. ETAPA 5 ATUALIZAÇÃO E REAVALIAÇÃO O sistema propõe um conjunto de indicadores que permite a atualização e avaliação das ações propostas pelo PDRS, permitindo ao Estado conhecer a resposta dos municípios e da comunidade às ações do PDRS. Foram escolhidos indicadores, baseados em trabalho desenvolvido pelo CEPIS (CETESB-1982) e definidos os seguintes macroindicadores: taxa de geração; idade da frota de coleta; consumo de mão-de-obra na coleta; significância do sistema de processamento; qualidade da destinação final; qualidade do processamento; participação do orçamento da limpeza pública; satisfação do usuário com a limpeza pública e sustentabilidade da limpeza pública. FASE 3 IMPLANTAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DO PLANO A elaboração do PDRS foi concluída no final de 1998, coincidindo com o final da administração estadual. Tal situação, aliada ao fato dos municípios não terem sido envolvidos na elaboração do Plano, exigiu uma revisão crítica dos resultados e recomendações. Foram identificados alguns pontos que deveriam ser complementados e descartadas algumas das proposições, tendo em vista não estarem de acordo com a nova orientação governamental. No entanto, os principais pontos levantados foram respeitados. Um elemento central nas proposições de soluções do Plano foi a necessidade de implantação de aterros sanitários de grande porte, acompanhados de ações que busquem a redução das quantidades de lixo a serem encaminhadas para depósito. Este é, também, o eixo das ações que a METROPLAN vem buscando implementar. Atualmente, encontra-se em estudo a ampliação do aterro metropolitano já existente e já está sendo iniciado o processo de escolha de área para um outro aterro metropolitano. Os resultados do PDRS estenderam aos dirigentes estaduais aquilo que já era convicção dos técnicos: em regiões metropolitanas cabe ao governo estadual parte da responsabilidade pelo solução do problema da escassez de áreas para destino final. É com esta convicção que foram feitos os primeiros investimentos em aterros metropolitanos. A concretização destas ações, no entanto, cumpre um objetivo maior que é dar visibilidade às outras medidas propostas. Entende-se fundamental aproximar-se dos municípios e da população em geral. O meio encontrado para tal foi a apresentação de resultados imediatos. Ainda dentro deste movimento de aproximação, estão sendo desencadeadas diferentes ações: ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 9

10 IMPLANTAÇÃO DE NOVOS GALPÕES DE RECICLAGEM DE LIXO LIMPO E DE UMA USINA DE BENEFICIAMENTO DE PLÁSTICOS QUE DEVERÁ ABSORVER OS MATERIAIS GERADOS EM DIFERENTES UNIDADES DE TRIAGEM DA RMPA: Tal ação é reivindicação de diversos municípios e permite aliar o estímulo à redução das quantidades a serem aterradas ao desenvolvimento de um projeto social de grande importância. Os recursos foram garantidos através de um instrumento chamado Consulta Popular, peça integrante do Orçamento Estadual de Cada galpão de reciclagem tem condições de ocupar 40 recicladores em um turno ou até 120 em três turnos. Os galpões são colocados à disposição de associações cooperativas de recicladores, oferecendo condições de resgatar socialmente parcela dos excluídos. Esta ação é entendida mais como uma obra social e um fator de sensibilização do gerador de resíduos para a necessidade de segregá-los e de responsabilizar-se com o destino que lhe é dado. Constata-se que a implantação de um galpão de reciclagem desencadeia no sociedade local um processo de mobilização para a segregação na origem. Tal forma não é, certamente, a maneira mais eficiente de reduzir volumes a serem aterrados. É, no entanto, um excelente meio de sensibilização da sociedade e do poder público municipal. O atendimento a esta reivindicação permite, portanto, levar às comunidades locais a discussão sobre temas tais como: a escassez de áreas; a necessidade de soluções compartilhadas entre os municípios; a importância de otimizar as atuais áreas para depósito através do processamento da maior quantidade possível de materiais; a responsabilidade do gerador com seus resíduos e outros temas. Há, no entanto, a preocupação em garantir a sustentabilidade econômica da atividade. Neste sentido, o Estado investiu na construção de um prédio para abrigar uma central de beneficiamento de plásticos que garanta um melhor preço de venda dos materiais triados. A Prefeitura de Porto Alegre e a Federação das Associações de Recicladores do Rio Grande do Sul assumiram os custos com equipamentos, manutenção e mão de obra. A REAPROXIMAÇÃO COM OS MUNICÍPIOS PARA DISCUTIR OS RESULTADOS, PROPOSIÇÕES DO PLANO E MONTAR EM CONJUNTO PROPOSTAS DE AÇÕES A SEREM EFETIVADAS Como estratégia para esta reaproximação buscou-se a atualização rápida da situação quanto ao destino final. Entende-se que este é o componente no qual o município mais investe e, por este motivo, constitui um importante indicador das condições gerais de enfrentamento do problema. Foram realizadas visitas aos locais de disposição final e entrevistas não-estruturadas com os responsáveis pelo setor. Este trabalho revelou que as condições gerais dos municípios sofreram alterações importantes deste o diagnóstico do PDRS. Parte destas mudanças pode ser atribuída a um processo de tomada de consciência sobre os diferentes elementos de um sistema de gerenciamento de resíduos sólidos deflagrado no contato com os consultores que elaboraram o plano. As perguntas dos questionários provocaram questionamentos internos nas prefeituras. A discussão com os consultores levou, ainda, a um processo de capacitação dos diferentes atores responsáveis pelo setor. Pode-se dizer, então, que o próprio processo de elaboração do Plano provocou alterações na situação dos municípios. As informações relativas às vistorias foram compilados em um volume intitulado Panorama da Destinação Final de Resíduos Sólidos na RMPA. Foram incluídas fotos de cada uma das áreas de disposição final e observações sobre o que foi possível perceber em um contato rápido. Os dados, no entanto, não revestem-se da mesma confiabilidade técnica do PDRS, visto que o objetivo era apenas atualizar o conhecimento sobre o que os municípios estavam fazendo em limpeza pública para poder discutir novamente o Plano com os responsáveis. Este levantamento rápido revelou que 53% dos resíduos são destinados àquelas áreas que possuem vida útil de até 2 anos. Destacam-se os municípios de Porto Alegre, Canoas e Novo Hamburgo. Visando equacionar tal situação, vem sendo buscada a ampliação do atual aterro metropolitano e a criação de um novo. Ainda, o Governo do Estado vem dando apoio ao município de Novo Hamburgo na busca de alternativas tecnológicas para redução da área necessária para disposição final. A figura 5 revela que, em relação ao destino que era dado aos resíduos domiciliares em 1997 a situação alterou-se positivamente. Tal fato deve-se, principalmente, à implantação do Aterro Metropolitano de Santa Tecla, localizado no município de Gravataí e que concentra os resíduos domiciliares de Gravataí, Esteio, Cachoeirinha e metade do de Porto Alegre. Atualmente doze municípios têm sistemas de coleta seletiva implantados e seis estão em fase de implantação. ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 10

11 Atero Sanitário 45% Aterro Controlado 30% lixão 25% Figura 5 Distribuição conforme o tipo de disposição final nos municípios da RMPA em Até o final do ano 2000, serão desenvolvidos encontros técnicos com representantes dos 28 municípios que hoje fazem parte da Região Metropolitana em que serão fornecidos volumes individualizados com as informações referentes ao município e um quadro resumo da situação da RMPA. As reuniões serão feitas em pequenos grupos, segundo a ligação com cada um dos três principais comitês de gerenciamento de bacia hidrográfica relacionados com a RMPA. ARTICULAÇÃO INSTITUCIONAL PARA VIABILIZAÇÃO DAS AÇÕES QUE NÃO SÃO DE COMPETÊNCIA DA METROPLAN As ações estratégicas extrapolam o limite de atuação do órgão metropolitano e exigem a discussão com outras entidades do governo estadual, entre as quais as secretarias do Meio Ambiente, da Saúde, do Planejamento e da Fazenda e os organismos de financiamento. Além dos órgãos estaduais e das prefeituras municipais está se buscando discutir com as entidades associativas de recicladores, de indústrias, de profissionais do setor e outras ONGs. AÇÕES DE SENSIBILIZAÇÃO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL Um dos principais objetivos da associação com outras entidades é a criação de projetos de educação ambiental e de capacitação profissional perenes, visto que tais atividades sempre constituíram-se em ações isoladas, sem continuidade no tempo. A montagem de programas consistentes de Educação Ambiental e Capacitação Profissional, porém, dar-se-á após lograr-se êxito no envolvimento dos municípios. A atuação conjunta que daí resultar apontará as formas de viabilização das ações. É certo, no entanto, que a Educação Ambiental deverá despertar a preocupação com o destino da matéria orgânica, visto que a população já está sensibilizada para a necessidade de reciclagem dos resíduos limpos e, como os resultados do PDRS demonstraram, o grande problema ambiental continua sendo, na RMPA, a matéria orgânica. Será preciso, todavia, reforçar a mobilização para a mudança de hábitos. A estratégia, para isto, deverá ser o estímulo ao estabelecimento de uma relação direta entre o gerador de resíduos recicláveis e o reciclador. Estão sendo produzidos, com este fim, materiais de sensibilização para os aspectos sociais da reciclagem.. Busca-se levar o gerador de lixo a comprometer-se com a realidade social do catador e estabelecer vínculos que permitam a estes dois atores tornarem-se independentes do poder público na tarefa de reencaminhar resíduos recicláveis ao mercado. Estado e municípios passarão a fazer o papel de alavanca do processo, somente. Já a capacitação profissional deverá centrar-se não apenas nos aspectos técnicos, mas, principalmente, nos gerenciais. O PDRS deixou claro que boa parte das dificuldades que os municípios enfrentam deve-se à inexistência de controles gerenciais eficientes e, até mesmo, à despreocupação com o tema. ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 11

12 CONCLUSÃO A consolidação da atuação regional em uma área de competência municipal passa por dificuldades várias entre as quais figuram como principais a formação de uma consciência regional que leve os municípios a buscar soluções em conjunto para seus problemas e o convencimento dos organismos estaduais para a necessidade de envolvimento com a temática. Romper a tradição de tratamento individualizado do tema é, certamente, a maior dificuldade a ser vencida. É preciso, ainda, evitar a tendência do Estado assumir para si responsabilidades que são, também, dos municípios. Entendemos, que a Região Metropolitana de Porto Alegre está vencendo este desafio, não apenas por haver sido elaborado o PDRS, como também pela forma como vem se implantando, respeitando a autonomia municipal e fazendo-se com que o Estado incorpore-se como um parceiro, apenas, e não como o responsável único pelas soluções. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. AZAMBUJA, Eduardo et alli Plano Diretor de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Porto Alegre, Volume Síntese, Secretaria Estadual de Coordenação e Planejamento, Programa Pró-Guaíba, METROPLAN Panorama da Destinação Final de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Porto Alegre, METROPLAN Coordenação de Planejamento Territorial e Ambiental, ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 12

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