Modelos de atenção revisando conceitos e práticas no SUS

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1 Modelos de atenção revisando conceitos e práticas no SUS

2 Voltando às perguntas simples O que é atenção à saúde? O que é saúde? O que é atenção à saúde? Prestar atenção= Cuidar? Cuidar de si, cuidar do outro, cuidar dos outros... Cuidar como trabalho... profissão... Cuidar da saúde individual e coletiva

3 Voltando às perguntas simples Como se organiza o cuidado à saúde? Cuidado à saúde individual: nascimento (e desenvolvimento) da clínica (conformação do modelo médico-assistencial hospitalocêntrico Cuidado à saúde coletiva: surgimento (e desenvolvimento) da saúde pública (conformação do modelo sanitarista)

4 Saúde no mundo contemporâneo Reflexão sobre o conceito de Saúde Complexificação das abordagens teóricometodológicas para o estudo do processo saúde- doença (vários níveis de determinação) Diversificação de perspectivas de análise das ações e serviços de saúde: (das micropráticas de trabalho aos sistemas e relações internacionais)

5 Noções e conceitos importantes Estado de saúde da população: Indivíduo, grupo populacional, população Necessidades de saúde (sentidas, não sentidas, consentidas) Problemas de saúde da população Indicadores (descritores) dos problemas: mortes, danos, doenças, agravos, acidentes, riscosr iscos, Modelos explicativos em saúde: causas, fatores de risco, determinantes

6 Noções e conceitos importantes Sistema de serviços de saúde Ações (práticas) de saúde (promocionais, preventivas curativas e reabilitadoras) Práticas profissionais em saúde Processo de trabalho em saúde Tecnologias (duras, leves e leve-duras) Programas, serviços, redes, sistemas...(formas de organização do processo de trabalho/prestação de serviços/ações e práticas de saúde)

7 Noções e conceitos importantes Atenção à saúde: Domiciliar - Ambulatorial Hospitalar Primária, Secundária, Terciária (OMS/OPAS) Básica, Média e Alta Complexidade (MS-Brasil) Formas de organização da Atenção à saúde Sistemas oficiais / Sistemas alternativos Sistema público / Sistema particular (privado) Serviços isolados / Organização em Rede (integrada)

8 Modelo assistencial Forma de organização das unidades de prestação de serviços de saúde (MPSS): Estabelecimentos: : unidades de produção de serviços desde os mais simples aos mais complexos Ex: centros de saúde, policlínicas, hospitais Redes: : conjunto de estabelecimentos voltados à prestação de serviços comuns ou interligados (SR E CR) Ex: rede ambulatorial, hospitalar, laboratorial; redes integradas de atenção a problemas/grupos populacionais específicos.

9 Modelo assistencial Forma de organização do processo de prestação de serviços: atenção à demanda espontânea (consultação) oferta organizada (necessidades/problemas( de indivíduos, famílias/grupos populacionais) ações programáticas (programação) programas de controle de doenças programas de atenção a grupos populacionais específicos vigilância da saúde (adequação oferta/demanda/necessidades e problemas) território, condições e modos de vida integralidade

10 Modelo assistencial São formas de organização das relações entre sujeitos (profissionais de saúde e usuários) mediadas por tecnologias (materiais e não materiais) utilizadas no processo de trabalho em saúde,, cujo propósito é intervir sobre problemas (danos e riscos) e necessidades sociais de saúde históricamente definidas (Paim, 2002)

11 Modelo assistencial Forma de organização das práticas de saúde dirigidas ao atendimento às necessidades e problemas de saúde individual e coletiva: Promoção da saúde: políticas públicas intersetoriais e ações voltadas à melhoria das condições de vida Prevenção de riscos e agravos: ações de vigilância sanitária e epidemiológica voltadas ao controle de riscos e de doenças (epidemias e endemias), vigilância ambiental, vigilância nutricional e SAT Diagnóstico, Tratamento e Reabilitação: diagnóstico precoce, tratamento imediato, redução de danos e sequelas, recuperação da capacidade física, mental e social Processo de redefinição do conteúdos das relações entre usuários/profissionais de saúde Acolhimento e vínculo (humanização)

12 Modelos assistenciais no Brasil Modelos hegemônicos modelo médico-assistencial hospitalocêntrico modelo sanitarista Modelos alternativos oferta organizada ações programáticas de saúde modelo em defesa da vida vigilância da saúde Saúde da família

13 Modelo médico-assistencial hospitalocêntrico Medicina liberal: modelo em extinção Medicina previdenciária: CAPS, IAPS, INPS e INAMPS Rede de serviços assistenciais do SUS: mix: rede própria e rede contratada e conveniada (SAS/MS) A expansão do SAMS

14 Modelo sanitarista Campanhas sanitárias Programas de controle de doenças/fsesp Criação do SNS e Programas de Extensão de Cobertura (PMI, PCT, PECE, PIASS, etc) Programas de controle de doenças e ações de vigilância epidemiológica e sanitária (SVS/MS e ANVISA)

15 Modelo Sujeito Objeto Meios de Trabalho Formas de Organização Médico- assistencial Médico Doença e Doentes Tecnologia médica (indivíduo) duo) Rede de serviços de saúde Hospital Sanitarista Sanitarista Auxiliares Modelos de transmissão; Tecnologia sanitária Campanhas Sanitárias, Fatores de risco (educação em Programas das diversas saúde, especiais doenças. controle de Sistemas de vetores, vigilância imunização epidemiológica e etc.) sanitária (Teixeira, Paim, Vilasbôas. SUS, Modelos Assistenciais e vigilância da Saúde. IN: Promoção e vigilância da Saúde. ISC/CEPS, Salvador, 2002)

16 Crise dos modelos hegemônicos Elevação dos custos (incorporação tecnológica e reorganização do processo de trabalho) Redução de eficácia e da efetividade (mudança do perfil demográfico e epidemiológico da população) Insatisfação dos profissionais com as condições de trabalho e remuneração (assalariamento, sindicalização, greves) Insatisfação da população com as dificuldades de acesso, a baixa qualidade e a (des) humanização do atendimento

17 Construindo alternativas AIS: racionalização da oferta SUDS: criação de Distritos Sanitários SUS Municipalização Reorientação do modelo de atenção (propostas) Oferta organizada Ações programáticas Saúde da Família Clínica ampliada Vigilância da saúde Promoção da saúde

18 Principais características de propostas alternativas Vigilância à saúde Em Defesa da Vida (Clínica ampliada) Território processo Planejamento e programação local da intervenção sobre problemas de saúde (oferta-demanda-necessidades) Articulação intersetorial (promoção da saúde) Acolhimento (Humanização) Continuidade da assistência (Linhas de cuidado) Ações Programáticas em Saúde Saúde da Família Re-funcionalização dos programas especiais (mulher, criança, adulto, idoso, controle de tuberculose, hanseníase, hipertensão, diabetes) Base territorial (area de abrangencia das USF) Foco na família Trabalho em equipe multiprofissional Planejamento e programação das ações básicas

19 Diagrama da VISAU (Paim, 1994) CONTROLE DE CAUSAS CONTROLE DE RISCOS CONTROLE DE DANOS Epidemiologia Grupos de risco atuais Riscos potenciais Exposição Indícios Indícios Casos Exposição Danos Cura Sequela Óbito Senso comum Norma jurídica Expostos Suspeitos Assintomáticos Intervenção Social Organizada Ações Programáticas de Saúde - Oferta Organizada Políticas Públicas Transetoriais Vigilância Sanitária Vigilância Epidemiológica Assistência Médico - Hospitalar Promoção da Saúde Proteção da Saúde Screening Diagnóstico Precoce Limites Dano Reabilitação Consciência sanitária e ecológica / educação em saúde Fonte: PAIM, J.S. 1994

20 Por um modelo de atenção integral à saúde Sujeito (s) Equipe de saúde: gerente e profissionais. População usuária, organizada. Equipes de outros setores Objeto (s) Problemas de saúde: determinantes (modos de vida, (condições de vida e trabalho), riscos (atuais e potenciais) e danos (doenças, acidentes, etc) Meios de Epidemiologia, geografia crítica, clínica, ciências trabalho sociais aplicadas à saúde. Tecnologias médico-sanitárias integradas e tecnologias de gestão (planejamento situacional, manejo de informações epidemiológicas). Lócus Organização Territórios-processos com populações adscritas. Unidades de saúde, outros setores, domicílios, áreas de abrangência, micro-áreas de risco. Redes regionalizadas e integradas de serviços de saúde contemplando o desenho de linhas de cuidado a grupos populacionais e problemas prioritários

21 Dimensões do acolhimento Atitude do profissional de saúde frente ao usuário em seu processo de trabalho individual e coletivo (em equipe) (respeito e disponibilidade à escuta do Outro) (ETICA); Mudança na recepção ao usuários dos serviços a partir da releitura de suas necessidades e demandas e reorientação do processo de trabalho na unidade de saúde (TECNICA) Reorganização do gerenciamento da unidade visando ampliar a capacidade de disponibilizar as alternativas tecnológicas mais adequadas para o encaminhamento dos problemas dos usuários. (GERENCIAL); Diretriz para as políticas de saúde, com vistas a implementar e consolidar práticas de saúde coerentes com a defesa dos direitos dos usuários enquanto direitos humanos (POLITICA)

22 Estratégias de mudança do MA do SUS Universalização e qualificação da Atenção Básica através da expansão do PSF (PROESF) Política de expansão da atenção à Saúde Bucal (PSF) Consolidação dos programas e ações de Vigilância em saúde: VE, VISA, VA Implantação do atendimento pré-hospitalar SAMU 192 Reforma psiquiátrica (CAPS, RT)

23 Estratégias de mudança do MA ( ) Reforma da rede hospitalar (HpPorte; HUs; HPsi) Reorganização da média e alta complexidade: implantação de centrais de regulação da oferta e organização de redes assistenciais integradas Em direção a sistemas integrados de atenção? (Pactos pela vida, em defesa do SUS e de gestão) (2006)

24 VIGILÂNCIA DA SAÚDE POLÍTICAS PÚBLICAS PROMOÇÃO À SAÚDE CIDADE SAUDÁVEL ATENÇÃO PRIMÁRIA ATENÇÃO SECUNDÁRIA E TERCIÁRIA SAÚDE DA FAMÍLIA (PACS / PSF) CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL

25 Momento atual: desafios Políticas de promoção da EQUIDADE em saúde: Saúde do Índio: DSEI (lei Arouca) Saúde da população negra Saúde da população do campo e da floresta (em discussão) Saúde da população GLBTT e sua luta pela cidadania e direitos humanos (em discussão)

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