Ellayne Karoline Bezerra da Silva 1 Lúcia Cristina dos Santos Rosa 2

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Ellayne Karoline Bezerra da Silva 1 Lúcia Cristina dos Santos Rosa 2"

Transcrição

1 AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS: estudo dos serviços do CAPS II Leste Teresina/PI na visão dos familiares cuidadores das pessoas com transtornos mentais Ellayne Karoline Bezerra da Silva 1 Lúcia Cristina dos Santos Rosa 2 Este estudo centra-se na avaliação dos familiares cuidadores sobre os serviços oferecidos pelo CAPS II Leste, buscando verificar em que aspectos a vida destes personagens tiveram modificações no provimento de cuidado à pessoa com transtorno mental. Para alcançar esses objetivos utilizou-se a metodologia quanto-qualitativa, a primeira referente ao perfil sócio demográfico dos familiares e a segunda, serviu para análise e compreensão das informações fornecidas através das entrevistas. Os resultados obtidos informaram que os familiares avaliam positivamente os serviços oferecidos pelo CAPS II Leste. Ressaltaram também como principais aspectos positivos do CAPS II Leste a humanização do serviço materializado no bom acolhimento, atendimento, vínculo profissional, usuário, família e comunidade. Quanto aos aspectos negativos enfatizaram a acessibilidade da instituição, no que se refere ao fluxo do trânsito; a repetição de atividades, o que ocasiona a falta de estímulos dos usuários para participar; e sobrecarga familiar mesmo com a existência do CAPS. Palavras chaves: Famílias. Avaliação. Saúde Mental. 1 INTRODUÇÃO O movimento de Reforma Psiquiátrica traz um novo modelo de assistência na área de saúde mental, pautado na desinstitucionalização dos manicômios. Sua busca pela cidadania das pessoas com transtornos mentais (PCTM) vem ao longo dos anos moldando novos espaços para a garantia dos direitos da PCTM e dos seus familiares, bem como uma nova visão dos profissionais da área. 1 Assistente Social formada pela Universidade Federal do Piauí (2010) e mestranda em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Piauí ( ). 2 Assistente Social formada pela Faculdade de Serviço Social de Piracicaba (1985). Mestre em Serviço Social pela Universidade Federal de Pernambuco (1994). Doutora em Sociologia pela Universidade Federal de Pernambuco (2000). Doutora em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2000). Pósdoutoranda em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Campinas Unicamp. 1

2 Assim, essas transformações que surgiram no modelo de assistência em saúde mental, também trouxeram às famílias novas atribuições e tarefas, sendo uma dessas, como avaliadora dos serviços de saúde mental. Diante da relevância desse novo papel das famílias nos serviços de saúde, busca-se a compreensão e análise da avaliação dos familiares cuidadores frente às ações do CAPS II Leste de Teresina Piauí, no provimento de cuidado à Pessoa com Transtorno Mental, uma vez que eles, os familiares, são diretamente afetados nas ações dos serviços, tendo em vista suas vivências e experiências diretas com a PCTM. Portanto, o presente estudo objetiva, mais especificamente, identificar as atividades oferecidas pelo CAPS II Leste que promovem mudanças no cotidiano dos familiares cuidadores da PCTM, apreender a visão dos familiares acerca da abordagem feita pela instituição, analisar as mudanças ocorridas no cotidiano desses familiares após o início do tratamento, e comparar as repercussões dos serviços oferecidos pelos Hospitais Psiquiátricos e pelos CAPS II Leste no cotidiano dos familiares cuidadores. E para tanto, utilizou a pesquisa de caráter exploratória, bibliográfica e estudo de caso. O estudo foi realizado no Centro de Atenção Psicossocial CAPS II Leste, visto que a pesquisadora já tinha aproximação do campo através do estágio obrigatório em Serviço Social da Universidade Federal do Piauí. Os sujeitos da pesquisa foram familiares cuidadores de pessoas com transtornos mentais que tinham mais de um ano no CAPS e que tiveram a pessoa sob seus cuidados internadas em hospitais psiquiátricos. De um modo geral, empregou-se a metodologia quanto-qualitativa, pois foram utilizados dados quantitativos oriundos do perfil sócio econômico dos familiares; e os dados qualitativos referentes à análise das entrevistas com os familiares. Os instrumentos de coleta de dados da pesquisa foram: observação participativa, entrevista semiestruturada e questionário socioeconômico. Visando alcançar os objetivos propostos, este trabalho busca inicialmente apontar a família no contexto da Reforma Psiquiátrica, mostrando a transferência de papéis e tarefas para os grupos familiares nesse processo e, posteriormente faz a apreciação das informações coletadas e interpretadas através das entrevistas semiestruturadas assim como da observação da pesquisadora durante a aproximação com o sujeito pesquisado, de modo a entender a avaliação dos familiares cuidadores sobre as ações do CAPS II Leste no provimento de cuidado à Pessoa com Transtorno Mental. 2

3 2 A família no contexto da Reforma Psiquiátrica A família consiste na primeira rede social da pessoa e é no seio desta que as sociabilidades são desenvolvidas, no contexto das relações sociais. Na família, é onde se produz e reproduz a teia de relações desenvolvidas pela sociedade, sejam seus valores, bons ou ruins, como também seus preconceitos, ou seja, a família não está isolada do mundo social, interferindo e sofrendo influência na manutenção ou ruptura dos padrões existentes na sociedade. Em se tratando das famílias das pessoas com transtorno mental, observa-se que houve transformações, surgidas com o modelo assistencial em saúde mental advindas com a Reforma Psiquiátrica Brasileira, principalmente no que concerne a sua organização e atribuições de tarefas. Isso é explicado pelas novas demandas que são colocadas para a família, pelo redirecionamento do modelo assistencial, e que no dia-a-dia aparecem como exigências à forma de lidar com situações como: o preconceito; o manejo e os conflitos cotidianos. Anteriormente com o modelo hospitalocêntrico, a família era tratada como uma mera visita, desresponsabilizando - a parcialmente do cuidado e atenção da pessoa com transtorno mental, o que foi modificado diante das propostas da Reforma Psiquiátrica, na qual a família ganha notoriedade e torna-se uma protagonista e sujeito político na recuperação do seu familiar. Assim, no modelo hospitalocêntrico, a família, bem como explicita Rosa: [...] fica restrita ao papel de identificar a loucura, encaminhar o seu portador ao asilo para os cuidados médicos, visitá-lo, bem como fornecer as informações necessárias sobre a história de sua enfermidade. Ou seja, a relação da família com o portador de transtorno mental passa a ser mediatizada por agentes médicos e por agências estatais, encarregadas da cura, da custódia e da assistência (ROSA, 2002, p.144). Dessa forma, às famílias eram tratadas como informantes; como um recurso episódico ou como uma visita, muitas vezes inconveniente (ROSA, 2009, p. 161), tendo horário marcado para tal. De acordo com Rosa (2009), esse cenário vem se modificando desde a implantação da Portaria nº 251/GM, de 31 de janeiro de 2002, que estabelece as diretrizes e normas para a assistência hospitalar em psiquiatria, reclassifica os hospitais psiquiátricos, define e estrutura, a porta de entrada para as internações psiquiátricas na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). 3

4 Essa portaria prevê o preparo para o retorno da PCTM à residência e, o consequente preparo da família quanto à orientação acerca do diagnóstico e tratamento do usuário. Assim, com o novo modelo assistencial pautado na desinstitucionalização psiquiátrica, e na visão ampliada da pessoa com transtorno mental, vai além do modelo médico e da doença em si, para só então dar conta da complexidade do novo objeto: a pessoa em suas múltiplas conexões com o social (MELMAN, 2001, p. 60), orientando também para uma nova forma de ver a família no tratamento e na reabilitação da PCTM. Desse modo, com a Reforma Psiquiátrica, a família: [...] ganha uma pluralidade de sentidos e dimensões, preponderantemente como: 1) um grupo que precisa de assistência e cuidados; 2) como um recursos ou lugar, como outro qualquer, mas não o único; 3) como provedora de cuidados; 4) como avaliadora dos serviços e 5) como sujeito político (ROSA, 2009, p. 162). Dito de outro modo, a família é vista como uma parceira e partícipe fundamental nos serviços psiquiátricos, sendo, portanto um sujeito político e avaliador das políticas públicas. É considerado um sujeito cuidador, mas também precisa de cuidados e atenção, principalmente por geralmente, ser apenas um cuidador que se sobrecarrega ou é sobrecarregado. A família então, não é mais tida como um sujeito extra no tratamento, e sim como fazendo parte deste, cuidadora. A família inserida no contexto da Reforma Psiquiátrica é responsável por mediar o seu ente familiar que tem transtorno mental com os serviços de saúde, e com os profissionais que prestam atendimento aos mesmos, bem como dar o suporte e apoio no convívio social. Entretanto, é relevante elencar o quão sofrida é a vida dos familiares das pessoas com transtornos mentais, visto que esses compartilham com seu ente todo o sofrimento e até mesmo o preconceito que ainda está presente na sociedade em relação à enfermidade. Quando uma pessoa apresenta transtorno mental, não apenas ela sofre, mas toda a família, precisando ambos de apoio e cuidado. O convívio com uma pessoa que possua algum tipo de transtorno mental, principalmente se for prolongado ou que apresente constantes crises, podem proporcionar uma sobrecarga a alguns membros da família e desgastes de caráter emocional, físico e econômico. As dificuldades no lidar cotidiano constitui sempre uma demanda importante dos familiares cuidadores e a permanência da pessoa com transtorno mental na comunidade depende exatamente do potencial dos familiares cuidadores em se sentirem capazes em cuidar e também em contribuir na minimização do estigma social. 4

5 Portanto, a família é o principal elo de enfrentamento das dificuldades no que se refere ao relacionar-se com a enfermidade, com os estigmas e com o isolamento social ao qual está propícia a pessoa com transtorno mental, reconstruindo assim, o convívio do ente com a sociedade. Nesse contexto, com o novo modelo assistencial, a família é reconhecida em sua complexidade, sendo protagonista e principal parceira dos serviços no provimento do cuidado à pessoa com transtorno mental, visto desse modo com relevância. Além de ser requisitada no modelo comunitário e construtor de cidadania da PCTM como principal elo de reconstrução de estímulos sociais e permanência nos espaços públicos das diferentes políticas públicas. Desse modo, considera-se importante a nova visão dos familiares no tratamento da pessoa com transtorno mental colocada pela Reforma Psiquiátrica, visto que o contexto atual busca a permanência do elo sócio-familiar, o cuidado e a cidadania. 3 Avaliação do CAPS - Mudanças produzidas pelo serviço na vida dos familiares e PCTM O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou Núcleo de Atenção Psicossocial (NAPS), de acordo com Brasil (2004a) é um serviço aberto que trata pessoas que sofrem com transtornos mentais, psicoses, neuroses graves e demais quadros, cuja severidade e/ou pertinência justifiquem sua permanência num dispositivo de cuidado intensivo, comunitário, personalizado e promotor de vida. (BRASIL, 2004a, p.13) Os CAPS encontram-se num processo de transições entre o modelo manicomial e comunitário, por considerar recente a sua implantação, principalmente no contexto piauiense, sendo este um processo lento e gradual. Desse modo, considerou-se importante direcionar os estudos para um CAPS por estar inserido em um contexto de transição, que surge como um dos serviços substitutivos ao tratamento destinado à saúde mental. E mais relevante ainda direcionar a avaliação desses serviços aos familiares cuidadores, pela importância que ganham esses sujeitos na manutenção da Pessoa com Transtorno Mental na comunidade, bem como a retaguarda que recebem em termos de capacitação para se sentirem habilitados na preservação dos direitos de cidadania dos mesmos. Nesse contexto, a avaliação deu-se na medida em que os serviços oferecidos pelo CAPS acompanham os objetivos estabelecidos na sua implementação. Também está aqui 5

6 incluído o reflexo desses serviços no bem estar e na vida das pessoas com transtorno mentais e de sua família, no sentido de verificar as possíveis mudanças que os serviços trouxeram a estes sujeitos, especificamente no que diz respeito à reabilitação psicossocial, em especial a diminuição da internação em hospitais psiquiátricos. É importante frisar que se tem conhecimento dos prejuízos de valor e sentido que o termo reabilitação psicossocial carrega consigo, especialmente na sua matriz etimológica, tendo em vista que: O prefixo RE evoca um sentimento para traz e/ou, também, traduz a idéia de repetição, mudança de estado ou realce, algumas vezes. HABILITAÇÃO, por sua vez, é o ato ou efeito de habilitar-se através de um conjunto de aptidões, capacidades. [...] Quando juntos na palavra Reabilitação, impõe um sentido de recobrança de crédito, estima ou bom conceito perante a sociedade. [...]. Os serviços de reabilitação física existem concretamente e são conhecidos e utilizados pelos usuários, prevalecendo um modelo mecânico de concerto de disfunções, fraturas, buscando um retorno à fisiologia normal. (PITTA, 2010, p.23) Entretanto, adota-se tal expressão por acreditar na definição da Organização Mundial da Saúde apud Pitta (2010, p. 21), em que reabilitação psicossocial seria o conjunto de atividades capazes de maximizar oportunidades de recuperação de indivíduos e minimizar os efeitos desabilitantes da cronificação das doenças através do desenvolvimento de insumos individuais, familiares e comunitários. Para avaliar o CAPS II Leste buscou-se o conceito relacionado à avaliação de processo, caracterizado por estabelecer a relação entre o produto e as metas propostas (SILVA, 2001). Então se procurou analisar o nível de satisfação dos familiares quanto à acessibilidade dos serviços, as atividades que trouxeram mudanças no seu e no cotidiano da PCTM, as repercussões dos serviços oferecidos pelo CAPS em contrapartida aos serviços anteriores. Enfim observar em que medida esses elementos contribuem para que a instituição alcance seus objetivos traçados pela Portaria 336/2002. Adotou-se nesse estudo também a concepção de LANCETTI (2008) sobre CAPS Burocrático como o próprio nome sugere, burocratizado, com práticas corporativistas e centrado no modelo biomédico, e CAPS Turbinado, conquista dos ideais da Reforma Psiquiátrica, que funciona na interação com a rede de serviços de saúde e com a comunidade; para se avaliar em qual dos dois modelos o CAPS II Leste se enquadra, no que se referem ao tratamento oferecido. 6

7 Inicialmente é importante mencionar o que propõe os CAPS, de acordo com a legislação, para só então elencar em que aspectos o CAPS II Leste atende (ou não) a esses princípios. A Portaria 336/GM de 19 de fevereiro de 2002, no seu artigo 4º, estabelece as modalidades de tratamento oferecido aos três tipos de CAPS, sendo reservado ao CAPS II, os seguintes serviços: A assistência prestada ao paciente no CAPS II inclui as seguintes atividades: a atendimento individual (medicamentoso, psicoterápico, de orientação, entre outros); b atendimento em grupos (psicoterapia, grupo operativo, atividades de suporte social, entre outros); c atendimento em oficinas terapêuticas executadas por profissional de nível superior ou nível médio; d visitas domiciliares; e atendimento à família; f atividades comunitárias enfocando a integração do doente mental na comunidade e sua inserção familiar e social; g os pacientes assistidos em um turno (quatro horas) receberão uma refeição diária: os assistidos em dois turnos (oito horas) receberão duas refeições diárias. (BRASIL, 2002, p. 02) Complementando o já explicitado pela referida portaria, BRASIL (2004a) informa que os CAPS devem oferecer: Atendimento individual: prescrição de medicamentos, psicoterapia, orientação; Atendimento em grupo: oficinas terapêuticas, oficinas expressivas, oficinas geradoras de renda, oficinas de alfabetização, oficinas culturais, grupos terapêuticos, atividades esportivas, atividades de suporte social, grupos de leitura e debate, grupos de confecção de jornal; Atendimento para a família: atendimento nuclear e a grupo de familiares, atendimento individualizado a familiares, visitas domiciliares, atividades de ensino, atividades de lazer com familiares; Atividades comunitárias: atividades desenvolvidas em conjunto com associações de bairro e outras instituições existentes na comunidade, que têm como objetivo as trocas sociais, a integração do serviço e do usuário com a família, a comunidade e a sociedade em geral. Essas atividades podem ser: festas comunitárias, caminhadas com grupos da comunidade, participação em eventos e grupos dos centros comunitários; Assembléias ou Reuniões de Organização do Serviço: a Assembléia é um instrumento importante para o efetivo funcionamento dos CAPS como um lugar de convivência. É uma atividade, preferencialmente semanal, que reúne técnicos, usuários, familiares e outros convidados, 7

8 que juntos discutem, avaliam e propõem encaminhamentos para o serviço. Discutem-se os problemas e sugestões sobre a convivência, as atividades e a organização do CAPS, ajudando a melhorar o atendimento oferecido. (BRASIL, 2004a, p. 17) No geral, é possível verificar que os serviços avaliados e expostos aproximam-se bastante do perfil definido pela Portaria 336/2002 e pelo Manual de CAPS, tendo em vista que engloba parte significativa das atividades, mesmo que algumas de maneira incipiente. A respeito disso, relatam os familiares que: [...] tem comida, tem tudo aqui, remédio, atendimento aqui direto. (Familiar 03) Então o atendimento deles [médicos], o atendimento da terapeuta, aqui agente faz trabalho. (Familiar 04) [...] aqui tem atividade física, tem brincadeira, aí tem reunião com família, tem tarefas que ajudam no tratamento. (Familiar 05) A terapia ocupacional, né, que ela faz, trabalhos. (Familiar 06) Contudo, os familiares cuidadores ao avaliar os serviços oferecidos pelo CAPS II Leste com base no seu cotidiano com a PCTM e suas precárias condições de vida sentem-se aliviadas por encontrar na comunidade um recurso que lhe permite a reposição da energia dispendida materializadas em múltiplas sobrecargas e dificuldades pelas quais passam. No que se refere aos aspectos organizacionais, sobretudo ao acesso e localização, obteve-se uma avaliação negativa, tendo em vista que a localização do CAPS não é muito acessível, por não ter parada de ônibus tão próximo, além de ter um fluxo intenso no trânsito, o que de acordo com os familiares torna-se perigoso para as PCTM, principalmente aos que frequentam o CAPS sozinho. Todavia, a análise da qualidade dos serviços foi avaliada por todos os familiares como positiva, sobretudo pelo acolhimento e humanização materializados no bom atendimento, com boa receptividade por parte dos profissionais e resolutividade frente as suas necessidades, produzindo um impacto substancial nas suas vidas. 3.1 Diminuição das internações em hospitais psiquiátricos O sentimento de impotência e incapacidade em lidar com a PCTM no ambiente doméstico são alguns dos fatores que levam o familiar a internar seus parentes com 8

9 transtornos mentais, entretanto com o novo modelo de assistência a esse público, conquistados com a Reforma Psiquiátrica, este quadro vem passando por mudanças. Assim, observa-se que as internações geram muitos sofrimentos também entre os familiares, pois constituem no geral, o último recurso em que lançam mão diante das dificuldades de cuidar em liberdade, constituindo em um dispositivo imposto contra a vontade da PCTM, prejudicando as relações familiares com a mesma. Historicamente, as famílias acreditavam que o hospital detivesse um saber que poderia instrumentalizá-la para o cuidado, o que de fato não aconteceu nos hospitais psiquiátricos, uma vez que eles tomavam para si as responsabilidades, excluindo as famílias do tratamento, limitada a ser visita ou informante. (ROSA, 2008) No contexto da Reforma Psiquiátrica essas famílias são incorporadas como sujeitos primordiais no tratamento, valorizando os saberes que elas possuem, pois são elas que convivem diariamente com as PCTM, conhecendo as suas necessidades e possibilidades. Portanto, com as entrevistas constatou-se que as internações psiquiátricas diminuíram ou cessaram após a entrada das PCTM no CAPS II Leste, por acreditarem serem detentores do conhecimento e partícipe do processo de reabilitação de seu ente familiar, como retrata a fala dos familiares abaixo: [...] depois do CAPS minha filha não se internou mais. (Familiar 01) [...] não teve mais crise, aí não foi preciso internar, depois da medicação e depois do CAPS, melhorou. (Familiar 02) [...] ele foi pro CAPS e não foi mais internado não. Teve internado mais não. (Familiar 03) Outro ponto interessante é o significado das internações para os familiares que a associam a morte, diante de tanto sofrimento, além de ser uma forma de descanso e segurança para eles. Em contraponto ao modelo hospitalocêntrico, segregador; o CAPS é visto como fonte de vida por diminuir o sofrimento subjacente a uma internação involuntária, ser um serviço, cuidado aceito pela PCTM. 3.2 Aumento da autonomia da PCTM e do cuidador De acordo com o depoimento dos familiares, a entrada do seu ente no CAPS II Leste proporcionou a ampliação da autonomia da PCTM, bem como sua autonomia. 9

10 Durante o período em que a pessoa com transtorno mental permanece no CAPS, os familiares podem realizar as demais atividades que se tornam inviabilizados quando o seu ente está presente em sua casa, por que, na maioria das vezes, o familiar com transtorno grave exige muita atenção, sujeição 24 horas; e dificulta a rotina de manutenção do lar. Além do mais, o familiar sente-se tranquilo em dividir o cuidado com a instituição, já que confiam na responsabilidade dos profissionais com as PCTM, como explicita uma familiar: [...] porque às vezes eu tenho que sair, e ele já fica aqui o dia todo. Eu deixo ele pela manhã e a tarde eu venho pegar. Eu sei que ele tá sendo bem cuidado, então fica mais fácil pra mim depois dessa vinda dele pro CAPS. (Familiar 02) Dessa forma, há uma divisão de cuidado entre o CAPS e o cuidador, diminuindo a sobrecarga do familiar, que pode se dedicar a outras atividades, refletindo na autonomia dos familiares cuidadores, que tem mais tempo para se dedicar a outras esferas de sua vida. No que concerne à autonomia dos sujeitos com transtornos mentais, esta pode estar relacionada às condições de domínio do meio, no que se refere ao espaço físico e social, que permite ao PTM [portador de transtorno mental] preservar ao máximo sua privacidade e dignidade (SASSAKI, 1999 apud ROSA, 2008, p. 291). A autonomia, portanto, é uma prerrogativa dos CAPS, de modo a oferecer cuidado para desenvolver ao máximo a independência deles, resgatando a cidadania na perspectiva do convívio social, apesar dos familiares já se contentarem no desenvolvimento das PCTM dentro do ambiente doméstico. O termo independência aqui se refere à faculdade de o PTM [portador de transtorno mental] decidir autonomamente, isto é independente de outras pessoas, em relação às questões que lhe dizem respeito. (SASSAKI, 1999 apud ROSA, 2008, p. 291), Embora os familiares cuidadores destaquem a importância da autonomia, ainda há o predomínio da valorização do poder do médico, tendo em vista em seus discursos a presença marcante do médico e do medicamento como primordiais no cuidado. Há uma questão cultural subjacente a esse tema posto que serviço de saúde no país foi equiparado a atenção médica. Dessa maneira, os usuários e seus familiares tendem a destacar a figura do médico, secundarizando os demais profissionais da equipe. Neste aspecto centra-se o principal desafio das equipes de saúde mental para efetivamente consolidar a atenção psicossocial, que visa à reinserção social, a inclusão em 10

11 múltiplas esferas sociais da PCTM, diversificando sua identidade para além do transtorno mental. 4 Atividades do CAPS que fizeram a diferença na vida dos familiares O estudo apontou que a atividade na qual os familiares cuidadores mais frequentam e que fizeram diferença nas suas vidas, é a Reunião de Família, que ocorre semanalmente na instituição, embora um familiar afirme que a nova proposta da reunião ser semanalmente não o agradou por ter outras atividades a serem realizadas, preferindo quando a mesma era quinzenalmente. Na realidade, o sofrimento e a dor pelo qual passam os familiares comumente fazem com que estes se isolem socialmente como refúgio ao auto-estigma e até mesmo pelo estigma da sociedade com tal público, porém, a Reunião de Família desconstrói essa concepção, sendo considerado um espaço em que as famílias compartilham seu sofrimento, dificuldades e trocam conhecimentos e experiências. Além disso, a reunião permite um processo de identificação de problemas comuns entre eles, o que ameniza a dor, por saber que outros familiares também dividem a mesma situação, se não pior. E mais, a troca de experiência com outras famílias ajudam no entendimento e melhor convivência com a PCTM, e proporciona um sentimento solidário entre os participantes da reunião. Tais fatos podem ser observados nos depoimentos dos participantes da pesquisa quando mencionam: [...] ajuda muito, muito agente se lidar com a pessoa que realmente tem transtorno mental. (Familiar 01) Agente aprende é com os relatos de outras pessoas e agente também é, tem também a oferecer algo, né, pra que as pessoas compreendam mais o relacionamento que existem entre os familiares. (Familiar 02) É muito boa também, e agente aprende muita coisa, sobre o transtorno mental e essas coisas. (Familiar 03) Bom, a reunião de família eu acho bem interessante porque agente participa com as mães e vê que tem, vê que tem problemas iguais aos nossos, são as formas da gente aceitar, aceitar aquela condição dos nossos filhos, né, porque é muito bom agente, é melhor. Agente aceita 11

12 quando agente vê que tem um outro que tá em pior situação, pior situação que agente. (Familiar 06) Melman (2001) descreve a importância da construção dos grupos familiares como estratégia do cuidado às pessoas com transtorno mentais. O estímulo às trocas de experiências tem se revelado uma importante ferramenta para ampliar a capacidade de lidar com os problemas, assim como tem permitido que um familiar possa se abrir para o discurso do seu companheiro. Ouvir o relato de outra pessoa pressupõe uma disponibilidade para acolher o sofrimento e a angústia do outro, assim como perceber pontos de contato e vivências semelhantes às suas próprias narrativas. O processo de identificação facilita aos participantes ver no outro o reflexo de sua própria realidade, aliviando a sensação de isolamento e solidão, muito comum entre eles, além de contribuir para a própria construção do grupo como espaço de referência e de experimentação (MELMAN, 2001, p.95). Esse aspecto reafirma a importância da nova abordagem direcionada aos familiares, advindas com o processo da Reforma Psiquiátrica, onde esta é tida como parceira dos serviços. O familiar é apontado como ator fundamental na recuperação do seu ente, visto como um sujeito capaz de exercer sua função de cuidador, que também necessita de cuidados. Com a mudança no modelo assistencial, a família compõe o cenário da assistência a PCTM, e os novos serviços precisam implementar estratégias para colaborar no processo de provimento de cuidado doméstico. Deste modo, os CAPS, têm por objetivo firmar e incentivar a participação dos familiares, uma vez que estes são os principais parceiros dos serviços para um fim maior: promover a reabilitação psicossocial dos usuários, efetivando sua cidadania. 5 Atividades do CAPS que fizeram a diferença na vida das PCTM De acordo com o depoimento dos familiares cuidadores, as atividades que fizeram a diferença na vida das pessoas com transtornos mentais estão relacionadas com a terapia ocupacional: escrever, ler, pintar, regar, atividade física e brincadeiras. Compreende-se por terapia ocupacional o tratamento das condições físicas, mentais e sociais, através de atividades específicas para ajudar as pessoas a alcançarem seu nível máximo de funcionalidade e independência (NOBRE, 2010, p. 01). 12

13 No caso do CAPS II Leste, a terapia ocupacional objetiva recuperar as PCTM através de ações motoras e mentais com as atividades, de modo a contribuir na reabilitação biopsicossocial, ou seja, em sua totalidade. Os familiares cuidadores entendem que a realização de atividades é de suma relevância para o tratamento, tendo em vista o engajamento e as relações produzidas durante este momento, além de acreditarem que diminui a ociosidade da PCTM Não fica praticamente a mente vazia. Pra que pensar coisas que não pode pensar. (Familiar 01). Reforçam também a idéia de que quanto mais atividades e maior engajamento nestas, maior será a melhora dos entes familiares. Depois do início do cuidado no CAPS II Leste, verificou-se pelos depoimentos dos familiares que a qualidade de vida das PCTM melhorou substancialmente, visto que saíram do isolamento, pois a maior parte ficava trancada em algum cômodo da casa, sem nenhuma disposição para sair; além de mostrarem-se mais calmos e alegres. As falas em seguida, retratam essa realidade: Não, depois da vinda dele pra cá, eu acho que ele se abriu mais, porque antes ele era mais fechado, antes ele é, ficava muito isolado. Não conversava, ele num abria nem a boca pra falar nada. Hoje ele já fala pouco, mas fala. Então eu acho que ele tem mais alegria, ele acha que é assim uma, uma, eu acho que pra ele é uma terapia. (Familiar 02) O trabalho, o trabalho que ela tem aqui, né, tem os trabalhos, tem brincadeiras. Tudo mudou a vida dela, melhorou muito, muito mesmo a vida dela. (Familiar 07) Agora melhorou muito, hoje ele tá mais calmo, mudou muito ele, né. Ele já sai, antigamente ele queria ficar só preso dentro do quarto. (Familiar 03) Dessa forma, a participação das pessoas com transtornos mentais nas atividades realizadas pelos profissionais do CAPS II Leste favorece a reabilitação psicossocial, no entanto, devem levar em consideração as diferentes subjetividades das PCTM, bem como potencializar e descobrir as competências que cada um pode apresentar para de fato conseguir efetivar seus objetivos. De um modo geral, as atividades promovidas pelo CAPS permitiram maior interatividade social, em contrapartida ao isolamento anteriormente constatado. 13

14 Os trabalhos modificaram o comportamento, deixando a PCTM mais calma, o que assegura o desejo de cuidar da mesma na comunidade, pois enseja controle, certa previsibilidade e uma qualidade de vida melhorada. 7 Limitações do CAPS Os dados analisados mostram que poucos familiares apontaram limitações ou críticas aos serviços, afirmando estar satisfeito com o CAPS e investindo para que continue assim. Assegura-se que essa satisfação está relacionada tanto a qualidade dos serviços, quanto a questão cultural da população, que no geral, tinham uma condição de acesso limitado ao hospital psiquiátrico e bem pior antes da existência do CAPS. Assim, relatam os familiares: Tá bom do jeito que tá. (Familiar 03) De modo geral, só que continue do jeito que está [...] Melhorar sempre. (Familiar 05) Tá caminhando muito bem, muito bom, não tenho o que dizer não. (Familiar 07) Desse modo, os que colocaram críticas relacionaram a acessibilidade, no que se refere ao fluxo do trânsito; a repetição de atividades, o que acarreta a falta de estímulos dos usuários para participar; e sobrecarga familiar mesmo com a existência do CAPS, ainda se sentem sobrecarregados em suas atividades. 8 CONSIDERAÇÕES FINAIS A Reforma Psiquiátrica marcou o percurso histórico da construção e reconhecimento da cidadania da PCTM, moldando um dos avanços fundamentais para a mudança no modelo assistencial rumo à liberdade e comunidade, os CAPS. Embora ainda estejam em processo de implantação, na realidade teresinense tais serviços passam por várias dificuldades, por estar muito imbricado ao antigo modelo assistencial, o hospitalocêntrico, sobretudo no contexto das crises psiquiátricas. No contexto reformista, um novo olhar também é direcionado ao papel das famílias que são vistas como partícipes dos serviços de saúde mental; protagonistas no cuidado a pessoa com transtorno mental, bem como sujeito que precisa de cuidado diante da trajetória 14

15 intensa pela qual comumente passa, sendo avaliadora dos novos serviços em função das melhorias que pode trazer a seu cotidiano com a PCTM. Com a entrada da PCTM no CAPS II Leste, os familiares afirmam ter melhorado a vida, principalmente pela mudança comportamental da PCTM, permitindo melhora na interação social; por diminuir as crises, e por consequente as internações psiquiátricas. É importante destacar que foi colocada a questão de ter tarefas e atribuições para os seus entes realizar no CAPS II Leste, ocupando suas mentes, mudando sua imagem social de incapaz para capaz. Os familiares cuidadores participam apenas da Reunião de Família, sendo esta uma atividade relevante por proporcionar um espaço de escuta, trocas de experiência e conhecimentos, além de ser uma forma de conforto para os familiares, visto que conhecem a realidade de outros familiares. O público entrevistado avaliou os serviços oferecidos pelo CAPS II Leste como satisfatórios, sobretudo quanto à humanização materializada em melhora no atendimento dos profissionais, a relação entre os próprios usuários, enfim a qualidade do serviço na concepção dos familiares é muito agradável. Além disso, pode-se perceber que o cuidado é pouco politizado, sendo percebido preponderantemente como encargo privado, mas que quando dividido com o CAPS II auxilia os cuidadores na sua melhoria de vida. Com a aproximação cotidiana durante o estágio obrigatório em Serviço Social da Universidade Federal do Piauí, na instituição pesquisada percebeu-se o entrelaçamento do que Lancetti (2008) denomina por CAPS Burocrático com o CAPS Turbinado, isso porque ainda encontram-se resquícios do modelo biomédico nos serviços substitutivos, tendo em vista a recente proposta de transformação desse modelo, bem como o descaso por parte dos gestores com a Política de Saúde Mental. Isso também é implicado por práticas da equipe profissional que por vezes, atuam em ambos os modelos e que ainda não se desvincularam dos discursos e comportamentos do modelo manicomial. Deste modo, apesar do modelo de atenção a saúde mental, estar diretamente ligado ao resgate da cidadania, ampliação dos espaços sociais e, portanto, autonomia dos sujeitos, ainda há no CAPS práticas que impossibilitam esses pressupostos. Logo, registra-se o desafio da consolidação dos direitos da Pessoa com Transtorno Mental diante dos serviços oferecidos aos mesmos, que se mostram ainda muito imbricados ao modelo psiquiátrico, além de manifestar práticas desumanas e preconceituosas, 15

16 comprometendo diretamente na reabilitação, enfrentamento do estigma e, consequentemente na cidadania dos usuários destes serviços. Recomenda-se, portanto: Ações mais articuladas entre a equipe do CAPS com a rede sócio assistencial de saúde mental Atuações preponderantemente no território de vida das PCTM Maiores investimentos em atividades de alfabetização, profissionalização, geração de renda e trabalho. Reflexões acerca deste tema com toda a equipe técnica, visto que novas demandas são impostas aos profissionais que necessitam traçar novas estratégias de forma a suprir as necessidades do público do CAPS II Leste. REFERÊNCIAS : BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Saúde Mental no SUS: os Centros de Atenção Psicossocial Brasília: Ministério da Saúde, 2004a. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. HumanizaSUS: Política Nacional de Humanização: a humanização como eixo norteador das práticas de atenção e gestão em todas as instâncias do SUS. Brasília: Ministério da Saúde, 2004b. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Lei n , de 6 de abril de 2001.Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Lei Orgânica da saúde 8.080, de 19 de setembro de Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Portaria 336/GM de 19 de fevereiro de LANCETTI, Antônio. Clínica Peripatética. São Paulo: Hucitec, MELMAN, Jonas. Família e doença mental: repensando a relação entre profissionais de saúde e familiares. São Paulo: Escrituras,

17 MERHY, Emerson Elias. Em busca do tempo perdido: a micropolítica do Trabalho Vivo em saúde. In: MERHY, E. E.; ONOCKO, R. (Org.), Agir em saúde: um desafio para o público. São Paulo:Hucitec, p MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 11ed. São Paulo: Hucitec, NOBRE, Érika. Terapia Ocupacional. Disponível em <http://www.terapeutaocupacional.com.br/definicao.htm> Acesso em 04 de novembro de PITTA, Anna Maria Fernandes (Org.) Reabilitação Psicossocial: uma estratégia para a passagem para o novo milênio; O que é Reabilitação Psicossocial no Brasil, hoje? IN: Reabilitação Psicossocial no Brasil. São Paulo: HUCITEC, 2010, p.13-18; ROSA, Lúcia Cristina dos Santos. Transtorno mental e o cuidado na família. 2º ed. São Paulo: Cortez, Provimento de cuidado doméstico à pessoa com transtorno mental: a questão de gênero em evidência. In: VASCONCELOS, Eduardo Mourão. Abordagens psicossociais, Volume II: perspectivas para o serviço social. São Paulo: Aderaldo & Rothschild, P A família como usuária de serviços e como sujeito político no processo de reforma psiquiátrica. IN: Vasconcelos, Eduardo Mourão (org.). Abordagens Psicossociais, vol III: Perspectivas para o Serviço Social. São Paulo: Hucitec, Os saberes construídos sobre a família na área da saúde metal. In: Revista Serviço Social e Sociedade Nº71 ano XXIII Especial São Paulo: Cortez, p SCHMILDT, Moema Belloni; FIGUEIREDO, Ana Cristina. Os três As: acesso, acolhimento e acompanhamento- uma proposta da avaiação de serviços de saúde para o trabalho nos CAPS. In:COUTO, Maria Cristina Ventura; MARTINEZ, Renata Gomes (orgs.). Saúde mental e saúde pública: questões para a agenda da reforma psiquiátrica. Rio de Janeiro: NUPPSAM/ IPUB/ UFRJ SILVA, Maria Ozanira da S. e. Avaliação de políticas e programas sociais: aspectos conceituais e metodológicos. In: SILVA, Maria O. da S. e (org). Avaliação de políticas e programas sociais: teoria & prática. São Paulo: Veras Editora,

SAÚDE MENTAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA:

SAÚDE MENTAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: SAÚDE MENTAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: CRENÇAS DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE ACERCA DO CUIDADO DA PESSOA EM SOFRIMENTO MENTAL. Programa de Pós-Graduação em Psicologia Faculdade de Filosofia Ciências

Leia mais

REUNIÃO DE CONDOMINIO: UMA (RE) INVENÇÃO À SAÚDE MENTAL

REUNIÃO DE CONDOMINIO: UMA (RE) INVENÇÃO À SAÚDE MENTAL REUNIÃO DE CONDOMINIO: UMA (RE) INVENÇÃO À SAÚDE MENTAL Bárbara Leite 1 Paula Filippom 2 Francilene Raimone 3 Stelamaris Gluck 4 O problema é procurar aquilo que sai da terra, isto é, o que acontece quando

Leia mais

SAÚDE MENTAL NA RODA :A SENSIBILIZAÇÃO DOS TRABALHADORES DA REDE DE ATENÇÃO BÁSICA

SAÚDE MENTAL NA RODA :A SENSIBILIZAÇÃO DOS TRABALHADORES DA REDE DE ATENÇÃO BÁSICA SAÚDE MENTAL NA RODA :A SENSIBILIZAÇÃO DOS TRABALHADORES DA REDE DE ATENÇÃO BÁSICA Romaldo Bomfim Medina Jr 1 Luciane Silva Ramos 2 Fernanda Franceschi de Freitas 3 Carmem Lúcia Colomé Beck 4 O movimento

Leia mais

Oficinas de tratamento. Redes sociais. Centros de Atenção Psicossocial Álcool e drogas

Oficinas de tratamento. Redes sociais. Centros de Atenção Psicossocial Álcool e drogas Oficinas de tratamento Redes sociais Centros de Atenção Psicossocial Álcool e drogas Irma Rossa Médica Residência em Medicina Interna- HNSC Médica Clínica- CAPS ad HNSC Mestre em Clínica Médica- UFRGS

Leia mais

6 Considerações finais

6 Considerações finais 6 Considerações finais Este pesquisa objetivou investigar como vem se caracterizando o processo de reforma psiquiátrica em Juiz de Fora e suas repercussões no trabalho dos assistentes sociais no campo

Leia mais

Plano Integrado de Capacitação de Recursos Humanos para a Área da Assistência Social PAPÉIS COMPETÊNCIAS

Plano Integrado de Capacitação de Recursos Humanos para a Área da Assistência Social PAPÉIS COMPETÊNCIAS PAPÉIS E COMPETÊNCIAS O SERVIÇO PSICOSSOCIAL NO CREAS... O atendimento psicossocial no serviço é efetuar e garantir o atendimento especializado (brasil,2006). Os profissionais envolvidos no atendimento

Leia mais

De volta para vida: a inserção social e qualidade de vida de usuários de um Centro de Atenção Psicossocial

De volta para vida: a inserção social e qualidade de vida de usuários de um Centro de Atenção Psicossocial De volta para vida: a inserção social e qualidade de vida de usuários de um Centro de Atenção Psicossocial Eliane Maria Monteiro da Fonte DCS / PPGS UFPE Recife PE - Brasil Pesquisa realizada pelo NUCEM,

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Conhecendo e compartilhando com Rosário e a rede de saúde

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Conhecendo e compartilhando com Rosário e a rede de saúde UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS Faculdade de Ciências Médicas Departamento de Saúde Coletiva Residência Multiprofissional em Saúde Mental e Coletiva Relatório Referente à experiência de Estágio Eletivo

Leia mais

CONSELHO DE CLASSE DICIONÁRIO

CONSELHO DE CLASSE DICIONÁRIO CONSELHO DE CLASSE O Conselho de Classe é um órgão colegiado, de cunho decisório, presente no interior da organização escolar, responsável pelo processo de avaliação do desempenho pedagógico do aluno.

Leia mais

O APOIO MATRICIAL COMO PROCESSO DE CUIDADO NA SAÚDE MENTAL

O APOIO MATRICIAL COMO PROCESSO DE CUIDADO NA SAÚDE MENTAL O APOIO MATRICIAL COMO PROCESSO DE CUIDADO NA SAÚDE MENTAL Patrícia de Bitencourt Toscani 1 Durante a década de 70, o processo da Reforma Psiquiátrica possibilitou construir uma nova política de saúde

Leia mais

Política de humanização no estado de São Paulo

Política de humanização no estado de São Paulo Artigo Política de humanização no estado de São Paulo Por Eliana Ribas A autora é psicanalista e doutora em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Atua como coordenadora

Leia mais

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR. 15:04 1

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR. 15:04 1 ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR. 15:04 1 Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão no SUS-PNH Processos de trabalho e a interdisciplinaridade nas organizações

Leia mais

Construção de Redes Intersetoriais para a atenção dos usuários em saúde mental, álcool, crack e outras drogas

Construção de Redes Intersetoriais para a atenção dos usuários em saúde mental, álcool, crack e outras drogas Construção de Redes Intersetoriais para a atenção dos usuários em saúde mental, álcool, crack e outras drogas EDUCAÇÃO PERMANENTE SAÚDE MENTAL - CGR CAMPINAS MÓDULO GESTÃO E PLANEJAMENTO 2012 Nelson Figueira

Leia mais

Politica Nacional de Humanizacao , ~ PNH. 1ª edição 1ª reimpressão. Brasília DF 2013

Politica Nacional de Humanizacao , ~ PNH. 1ª edição 1ª reimpressão. Brasília DF 2013 ,, ~ Politica Nacional de Humanizacao PNH 1ª edição 1ª reimpressão Brasília DF 2013 ,, O que e a Politica Nacional de ~ Humanizacao?, Lançada em 2003, a Política Nacional de Humanização (PNH) busca pôr

Leia mais

Capítulo 50: centro de atenção psicossocial de álcool e drogas

Capítulo 50: centro de atenção psicossocial de álcool e drogas Capítulo 50: centro de atenção psicossocial de álcool e drogas Fernanda Marques Paz 1 Dependência Química: prevenção, tratamento e politicas públicas (Artmed; 2011; 528 páginas) é o novo livro de Ronaldo

Leia mais

CENTRO DE CONVIVÊNCIA E CULTURA - TRABALHANDO A INSERÇÃO SOCIAL DO PACIENTE COM TRANSTORNO MENTAL

CENTRO DE CONVIVÊNCIA E CULTURA - TRABALHANDO A INSERÇÃO SOCIAL DO PACIENTE COM TRANSTORNO MENTAL CENTRO DE CONVIVÊNCIA E CULTURA - TRABALHANDO A INSERÇÃO SOCIAL DO PACIENTE COM TRANSTORNO MENTAL 1 SANTOS, Kassila Conceição Ferreira; 2 SOUZA, Ana Lúcia Rezende; 3 SOUZA, Marise Ramos de; 4 BORGES, Cristiane

Leia mais

Matriciamento em saúde Mental. Experiência em uma UBS do Modelo Tradicional de Atenção Primária à Saúde

Matriciamento em saúde Mental. Experiência em uma UBS do Modelo Tradicional de Atenção Primária à Saúde Matriciamento em saúde Mental Experiência em uma UBS do Modelo Tradicional de Atenção Primária à Saúde Matriciamento - conceito O suporte realizado por profissionais e diversas áreas especializadas dado

Leia mais

Redes Intersetoriais no Campo da Saúde Mental Infanto-Juvenil

Redes Intersetoriais no Campo da Saúde Mental Infanto-Juvenil Redes Intersetoriais no Campo da Saúde Mental Infanto-Juvenil Cintia Santos Nery dos Anjos 1 O tema deste estudo refere-se a operacionalização da intersetorialidade no campo da Saúde Mental Infanto-Juvenil

Leia mais

Carta de Campinas 1) QUANTO AO PROBLEMA DO MANEJO DAS CRISES E REGULAÇÃO DA PORTA DE INTERNAÇÃO E URGÊNCIA E EMERGÊNCIA,

Carta de Campinas 1) QUANTO AO PROBLEMA DO MANEJO DAS CRISES E REGULAÇÃO DA PORTA DE INTERNAÇÃO E URGÊNCIA E EMERGÊNCIA, Carta de Campinas Nos dias 17 e 18 de junho de 2008, na cidade de Campinas (SP), gestores de saúde mental dos 22 maiores municípios do Brasil, e dos Estados-sede desses municípios, além de profissionais

Leia mais

PLANO VIVER SEM LIMITE

PLANO VIVER SEM LIMITE PLANO VIVER SEM LIMITE O Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência PLANO VIVER SEM LIMITE 2011-2014 foi instituído por meio do Decreto da Presidência da República nº 7.612, de 17/11/2011 e

Leia mais

relataram que mesmo com os cursos de treinamento oferecidos, muitas vezes se

relataram que mesmo com os cursos de treinamento oferecidos, muitas vezes se PEDAGOGIA HOSPITALAR: PERSPECTIVAS PARA O TRABALHO DO PROFESSOR. Bergamo, M.G. (Graduanda em Pedagogia, Faculdades Coc); Silva, D.M. (Graduanda em Pedagogia, Faculdades Coc); Moreira, G.M. (Curso de Pedagogia,

Leia mais

Trabalho em Equipe e Educação Permanente para o SUS: A Experiência do CDG-SUS-MT. Fátima Ticianel CDG-SUS/UFMT/ISC-NDS

Trabalho em Equipe e Educação Permanente para o SUS: A Experiência do CDG-SUS-MT. Fátima Ticianel CDG-SUS/UFMT/ISC-NDS Trabalho em Equipe e Educação Permanente para o SUS: A Experiência do CDG-SUS-MT Proposta do CDG-SUS Desenvolver pessoas e suas práticas de gestão e do cuidado em saúde. Perspectiva da ética e da integralidade

Leia mais

Projeto de Lei n.º 36/2013-L

Projeto de Lei n.º 36/2013-L Projeto de Lei n.º 36/2013-L AUTORIZA A CRIAÇÃO DE UMA CASA DE PASSAGEM PARA MULHERES NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO DA ESTÂNCIA TURÍSTICA DE BARRA BONITA. Art. 1º Fica o Executivo autorizado a criar no âmbito

Leia mais

O Trabalho do Assistente Social no Contexto Hospitalar em Porto Alegre: Uma Análise na Perspectiva do Trabalho em Equipe

O Trabalho do Assistente Social no Contexto Hospitalar em Porto Alegre: Uma Análise na Perspectiva do Trabalho em Equipe 1378 O Trabalho do Assistente Social no Contexto Hospitalar em Porto Alegre: Uma Análise na Perspectiva do Trabalho em Equipe V Mostra de Pesquisa da Pós- Graduação Cristiane Ferraz Quevedo de Mello 1,

Leia mais

Programa de Apoio a Pacientes Oncológicos e

Programa de Apoio a Pacientes Oncológicos e Programa de Apoio a Pacientes Oncológicos e Família Secretaria Municipal de Saúde CASC - Centro de Atenção a Saúde Coletiva Administração Municipal Horizontina RS Noroeste do Estado Distante 520 Km da

Leia mais

Por uma pedagogia da juventude

Por uma pedagogia da juventude Por uma pedagogia da juventude Juarez Dayrell * Uma reflexão sobre a questão do projeto de vida no âmbito da juventude e o papel da escola nesse processo, exige primeiramente o esclarecimento do que se

Leia mais

SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE X ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO EM UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE INTRODUÇÃO

SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE X ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO EM UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE INTRODUÇÃO LÍVIA CRISTINA FRIAS DA SILVA SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE X ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO EM UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE Ms. Maria de Fátima Lires Paiva Orientadora São Luís 2004 INTRODUÇÃO Sistema Único de Saúde - Universalidade

Leia mais

Patrícia Dorneles 1) Por que é necessária a desinstitucionalização na Saúde Mental?

Patrícia Dorneles 1) Por que é necessária a desinstitucionalização na Saúde Mental? Entrevista com Patrícia Dorneles, terapeuta ocupacional, professora do curso de Terapia Ocupacional da UFRJ e ex-assessora técnica do Ministério da Cultura na implementação de políticas públicas de Cultura

Leia mais

APOIO MATRICIAL EM SAÚDE MENTAL PARA REDE BÁSICA EM BELO HORIZONTE

APOIO MATRICIAL EM SAÚDE MENTAL PARA REDE BÁSICA EM BELO HORIZONTE APOIO MATRICIAL EM SAÚDE MENTAL PARA REDE BÁSICA EM BELO HORIZONTE ALEXANDRE DE ARAÚJO PEREIRA Na última década, a Estratégia de Saúde da Família (ESF) - e a Reforma Psiquiátrica Brasileira (RPB) têm trazido

Leia mais

O SERVIÇO SOCIAL E A PRÁTICA PROFISSIONAL NA CASA DA ACOLHIDA

O SERVIÇO SOCIAL E A PRÁTICA PROFISSIONAL NA CASA DA ACOLHIDA O SERVIÇO SOCIAL E A PRÁTICA PROFISSIONAL NA CASA DA ACOLHIDA LEMOS, Josiane (estágio I), e-mail: lemosjosi@hotmail.com SANTOS, Lourdes de Fátima dos (estágio I). e-mail: lurdesfsantos84@hotmail.com SCHEMIGUEL,

Leia mais

Ação Integrada Centro Legal Nova Luz (Cracolândia) Cidade de Sao Paulo. Luca Santoro Gomes Cooordenadoria de Atencao as Drogas Secretaria Municipal

Ação Integrada Centro Legal Nova Luz (Cracolândia) Cidade de Sao Paulo. Luca Santoro Gomes Cooordenadoria de Atencao as Drogas Secretaria Municipal II JORNADA REGIONAL SOBRE DROGAS ABEAD/MPPE Recife, 9&10 Setembro Ação Integrada Centro Legal Nova Luz (Cracolândia) Cidade de Sao Paulo. Luca Santoro Gomes Cooordenadoria de Atencao as Drogas Secretaria

Leia mais

TÍTULO: EXPERIÊNCIA COM OS FAMILIARES DOS PORTADORES DE ESQUIZOFRENIA USUÁRIOS DO SERVIÇO CAPS

TÍTULO: EXPERIÊNCIA COM OS FAMILIARES DOS PORTADORES DE ESQUIZOFRENIA USUÁRIOS DO SERVIÇO CAPS TÍTULO: EXPERIÊNCIA COM OS FAMILIARES DOS PORTADORES DE ESQUIZOFRENIA USUÁRIOS DO SERVIÇO CAPS CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: ENFERMAGEM INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DO

Leia mais

SAÚDE MENTAL E ATENÇÃO BÁSICA O VÍNCULO E O DIÁLOGO NECESSÁRIOS ÍNDICE

SAÚDE MENTAL E ATENÇÃO BÁSICA O VÍNCULO E O DIÁLOGO NECESSÁRIOS ÍNDICE MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE AÇÕES PROGRAMÁTICAS ESTRATÉGICAS / DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO GERAL DE SAÚDE MENTAL COORDENAÇÃO DE GESTÃO DA ATENÇÃO BÁSICA

Leia mais

ORGANIZAÇÃO DE ESPAÇO FÍSICO NA CRECHE ( os cantinhos ), que possibilitou entender o espaço como aliado do trabalho pedagógico, ou seja, aquele que

ORGANIZAÇÃO DE ESPAÇO FÍSICO NA CRECHE ( os cantinhos ), que possibilitou entender o espaço como aliado do trabalho pedagógico, ou seja, aquele que Introdução A formação continuada iniciou-se com um diagnóstico com os profissionais que atuam nos Centros de Educação Infantil do nosso município para saber o que pensavam a respeito de conceitos essenciais

Leia mais

li'm(i)~mr:.\r&~ ~[~ ~~~ ~~~.l, ~~~:r,,~{íe.c.~ ~~ ~@)g ~ 1liiJ~mmrl!&

li'm(i)~mr:.\r&~ ~[~ ~~~ ~~~.l, ~~~:r,,~{íe.c.~ ~~ ~@)g ~ 1liiJ~mmrl!& li'm(i)~mr:.\r&~ ~[~ ~~~ ~~~.l, ~~~:r,,~{íe.c.~ ~~ ~@)g ~ 1liiJ~mmrl!& A RENTEGRACÃOSOCAL ~ É O MELHOR TRATAMENTO Na história da atenção às pessoas com transtornos mentais no Brasil, por muito tempo o

Leia mais

ENVELHECIMENTO E A PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL

ENVELHECIMENTO E A PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL ENVELHECIMENTO E A PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL O processo de envelhecimento e a velhice devem ser considerados como parte integrante do ciclo de vida. Ao longo dos tempos, o conceito de envelhecimento e as

Leia mais

Formação Profissional em Psicologia Social: Um estudo sobre os interesses dos estudantes pela área.

Formação Profissional em Psicologia Social: Um estudo sobre os interesses dos estudantes pela área. Formação Profissional em Psicologia Social: Um estudo sobre os interesses dos estudantes pela área. Autores: Ligia Claudia Gomes de Souza Universidade Salgado de Oliveira Faculdades Integradas Maria Thereza.

Leia mais

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE. CAPÍTULO I Da Finalidade. CAPÍTULO II Dos Princípios, Objetivos e Metas Seção I Dos Princípios

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE. CAPÍTULO I Da Finalidade. CAPÍTULO II Dos Princípios, Objetivos e Metas Seção I Dos Princípios LEI N. 1.343, DE 21 DE JULHO DE 2000 Institui a Política Estadual do Idoso - PEI e dá outras providências. O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE seguinte Lei: FAÇO SABER que a Assembléia Legislativa do Estado

Leia mais

TERAPEUTA OCUPACIONAL E O SUS

TERAPEUTA OCUPACIONAL E O SUS TERAPEUTA OCUPACIONAL E O SUS TERAPIA OCUPACIONAL UMA PROFISSÃO NATURALMENTE PARA A SAÚDE PUBLICA Senhor Gestor, gostaríamos de apresentar as possibilidades de cuidado que o terapeuta ocupacional oferece

Leia mais

Ministério da Saúde Área Técnica de Saúde Mental Álcool e outras Drogas Miriam Di Giovanni Curitiba/PR - 12/11/2010

Ministério da Saúde Área Técnica de Saúde Mental Álcool e outras Drogas Miriam Di Giovanni Curitiba/PR - 12/11/2010 Saúde da População em Situação de Rua, com foco em Saúde Mental Consultório de Rua Ministério da Saúde Área Técnica de Saúde Mental Álcool e outras Drogas Miriam Di Giovanni Curitiba/PR - 12/11/2010 Saúde

Leia mais

componente de avaliação de desempenho para sistemas de informação em recursos humanos do SUS

componente de avaliação de desempenho para sistemas de informação em recursos humanos do SUS Informação como suporte à gestão: desenvolvimento de componente de avaliação de desempenho para sistemas de Esta atividade buscou desenvolver instrumentos e ferramentas gerenciais para subsidiar a qualificação

Leia mais

Rede de Atenção Psicossocial

Rede de Atenção Psicossocial NOTA TÉCNICA 62 2011 Rede de Atenção Psicossocial Altera a portaria GM nº 1.169 de 07 de julho de 2005 que destina incentivo financeiro para municípios que desenvolvem Projetos de Inclusão Social pelo

Leia mais

Atuação do psicólogo na Assistência Social. Iolete Ribeiro da Silva Conselho Federal de Psicologia

Atuação do psicólogo na Assistência Social. Iolete Ribeiro da Silva Conselho Federal de Psicologia Atuação do psicólogo na Assistência Social Iolete Ribeiro da Silva Conselho Federal de Psicologia Concepção de Assistência Social Assistência social direito social e dever estatal Marco legal: Constituição

Leia mais

OFICINAS PEDAGÓGICAS: CONSTRUINDO UM COMPORTAMENTO SAUDÁVEL E ÉTICO EM CRIANÇAS COM CÂNCER

OFICINAS PEDAGÓGICAS: CONSTRUINDO UM COMPORTAMENTO SAUDÁVEL E ÉTICO EM CRIANÇAS COM CÂNCER OFICINAS PEDAGÓGICAS: CONSTRUINDO UM COMPORTAMENTO SAUDÁVEL E ÉTICO EM CRIANÇAS COM CÂNCER Autores RESUMO LIMA 1, Matheus OCCHIUZZO 2, Anna Rosa Centro de Ciências da Saúde Departamento de Enfermagem Psiquiatria

Leia mais

O TRABALHO DOCENTE NUM PROGRAMA DE ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: CONTRADIÇÕES E PERSPECTIVAS

O TRABALHO DOCENTE NUM PROGRAMA DE ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: CONTRADIÇÕES E PERSPECTIVAS O TRABALHO DOCENTE NUM PROGRAMA DE ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: CONTRADIÇÕES E PERSPECTIVAS Daiana Rodrigues dos Santos Prado¹; Francine de Paulo Martins² Estudante do Curso de Pedagogia; e-mail:

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA CENTRO DE REFERÊNCIAS TÉCNICAS EM PSICOLOGIA E POLÍTICAS PÚBLICAS CONVERSANDO SOBRE A PSICOLOGIA E O SUAS

CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA CENTRO DE REFERÊNCIAS TÉCNICAS EM PSICOLOGIA E POLÍTICAS PÚBLICAS CONVERSANDO SOBRE A PSICOLOGIA E O SUAS 1. Categorias profissionais que já compõem o SUAS RS: - Psicólogo - Assistente Social - Advogado - Educador Social - Nutricionista - Pedagogo - Enfermeiro - Estagiários - Supervisores e Coordenação - Técnico

Leia mais

Formação em Saúde Mental (crack, álcool e outras drogas) para agentes comunitários de saúde e auxiliares/técnicos de enfermagem da Atenção Básica

Formação em Saúde Mental (crack, álcool e outras drogas) para agentes comunitários de saúde e auxiliares/técnicos de enfermagem da Atenção Básica Formação em Saúde Mental (crack, álcool e outras drogas) para agentes comunitários de saúde e auxiliares/técnicos de enfermagem da Atenção Básica Introdução O projeto de formação de Agentes Comunitários

Leia mais

Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária

Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária Manaus/AM 29 de Abril de 2014 Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança

Leia mais

VIII Jornada de Estágio de Serviço Social ASSOCIAÇÃO REVIVER DE ASSISTÊNCIA AO PORTADOR DO VÍRUS HIV

VIII Jornada de Estágio de Serviço Social ASSOCIAÇÃO REVIVER DE ASSISTÊNCIA AO PORTADOR DO VÍRUS HIV VIII Jornada de Estágio de Serviço Social ASSOCIAÇÃO REVIVER DE ASSISTÊNCIA AO PORTADOR DO VÍRUS HIV HEY, Claudia Maria 1 BONOMETO, Tatiane Caroline 2 TRENTINI, Fabiana Vosgerau 3 Apresentador (es): Claudia

Leia mais

SAÚDE DA FAMÍLIA E VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: UM DESAFIO PARA A SAÚDE PUBLICA DE UM MUNICIPIO DA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO Brasil

SAÚDE DA FAMÍLIA E VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: UM DESAFIO PARA A SAÚDE PUBLICA DE UM MUNICIPIO DA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO Brasil ID 1676 SAÚDE DA FAMÍLIA E VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: UM DESAFIO PARA A SAÚDE PUBLICA DE UM MUNICIPIO DA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO Brasil Dutra, Laís; Eugênio, Flávia; Camargo, Aline; Ferreira

Leia mais

6. Considerações Finais

6. Considerações Finais 6. Considerações Finais O estudo desenvolvido não permite nenhuma afirmação conclusiva sobre o significado da família para o enfrentamento da doença, a partir da fala das pessoas que têm HIV, pois nenhum

Leia mais

IMPLANTAÇÃO DA QUALIDADE NA ATENÇÃO EM SAÚDE: O PAPEL DO ENFERMEIRO 1

IMPLANTAÇÃO DA QUALIDADE NA ATENÇÃO EM SAÚDE: O PAPEL DO ENFERMEIRO 1 IMPLANTAÇÃO DA QUALIDADE NA ATENÇÃO EM SAÚDE: O PAPEL DO ENFERMEIRO 1 BRUM, Jane Lilian Ribeiro 2 ; GABATZ, Ruth Irmgard Bärtschi 3 ; ALMEIDA, Anelise Schell 4 RESUMO Trata-se de um relato de experiência

Leia mais

Guia de Tratamento para Dependentes Químicos. Tudo isso você vai saber agora neste Guia de Tratamento para Dependentes Químicos

Guia de Tratamento para Dependentes Químicos. Tudo isso você vai saber agora neste Guia de Tratamento para Dependentes Químicos Guia de para Dependentes Químicos O que fazer para ajudar um dependente químico? Qual é o melhor procedimento para um bom tratamento? Internação Voluntária ou Involuntária Como decidir? Como fazer? O que

Leia mais

HUMANIZAÇÃO NO TRABALHO. MARCIA REGINA DE ALMEIDA (MBA em marketing e gestão de pessoas)

HUMANIZAÇÃO NO TRABALHO. MARCIA REGINA DE ALMEIDA (MBA em marketing e gestão de pessoas) HUMANIZAÇÃO NO TRABALHO ANGELA MARIA RUIZ (MBA em marketing e gestão de pessoas) MARCIA REGINA DE ALMEIDA (MBA em marketing e gestão de pessoas) NILDA APARECIDA NUNES DOS REIS (MBA em marketing e gestão

Leia mais

ANAIS DA 4ª MOSTRA DE TRABALHOS EM SAÚDE PÚBLICA 29 e 30 de novembro de 2010 Unioeste Campus de Cascavel ISSN 2176-4778

ANAIS DA 4ª MOSTRA DE TRABALHOS EM SAÚDE PÚBLICA 29 e 30 de novembro de 2010 Unioeste Campus de Cascavel ISSN 2176-4778 A REFORMA PSIQUIATRICA E A (DES) ATENÇÃO A FAMÍLIA CUIDADORA Diuslene Rodrigues Fabris 1 RESUMO: O artigo visa proporcionar uma aproximação acerca da realidade socialmente construída no que diz respeito

Leia mais

VIVENCIANDO ATIVIDADE DE EXTENSÃO NUMA COMUNIDADE CARENTE ATRAVÉS DA CONSULTA DE ENFERMAGEM À MULHERES 1

VIVENCIANDO ATIVIDADE DE EXTENSÃO NUMA COMUNIDADE CARENTE ATRAVÉS DA CONSULTA DE ENFERMAGEM À MULHERES 1 1 VIVENCIANDO ATIVIDADE DE EXTENSÃO NUMA COMUNIDADE CARENTE ATRAVÉS DA CONSULTA DE ENFERMAGEM À MULHERES 1 Anna Maria de Oliveira Salimena 2 Maria Carmen Simões Cardoso de Melo 3 Ívis Emília de Oliveira

Leia mais

INSERÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM UMA UNIDADE DE SAÚDE EM PONTA GROSSA-PR

INSERÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM UMA UNIDADE DE SAÚDE EM PONTA GROSSA-PR INSERÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM UMA UNIDADE DE SAÚDE EM PONTA GROSSA-PR SANTOS, Elaine Ferreira dos (estagio II), WERNER, Rosiléa Clara (supervisor), rosileawerner@yahoo.com.br

Leia mais

O PAPEL DO SERVIÇO SOCIAL EM UMA EQUIPE INTERDISCIPLINAR Edmarcia Fidelis ROCHA 1 Simone Tavares GIMENEZ 2

O PAPEL DO SERVIÇO SOCIAL EM UMA EQUIPE INTERDISCIPLINAR Edmarcia Fidelis ROCHA 1 Simone Tavares GIMENEZ 2 O PAPEL DO SERVIÇO SOCIAL EM UMA EQUIPE INTERDISCIPLINAR Edmarcia Fidelis ROCHA 1 Simone Tavares GIMENEZ 2 RESUMO: Este artigo tem como objetivo, mostrar o papel do assistente social dentro de uma equipe

Leia mais

ESTÁGIO EM PSICOLOGIA EM PROCESSOS SOCIAIS: CRIANDO E RECRIANDO O PROCESSO DE AUTONOMIA DOS SUJEITOS NO CAPS AD. 1

ESTÁGIO EM PSICOLOGIA EM PROCESSOS SOCIAIS: CRIANDO E RECRIANDO O PROCESSO DE AUTONOMIA DOS SUJEITOS NO CAPS AD. 1 ESTÁGIO EM PSICOLOGIA EM PROCESSOS SOCIAIS: CRIANDO E RECRIANDO O PROCESSO DE AUTONOMIA DOS SUJEITOS NO CAPS AD. 1 Kenia S. Freire 2, Sabrina Corrêa Da Silva 3, Jaqueline Oliveira 4, Carolina B. Gross

Leia mais

VIII JORNADA DE ESTÁGIO DE SERVIÇO SOCIAL

VIII JORNADA DE ESTÁGIO DE SERVIÇO SOCIAL VIII JORNADA DE ESTÁGIO DE SERVIÇO SOCIAL CONSIDERAÇÕES SOBRE O TRABALHO REALIZADO PELO SERVIÇO SOCIAL NO CENTRO PONTAGROSSENSE DE REABILITAÇÃO AUDITIVA E DA FALA (CEPRAF) TRENTINI, Fabiana Vosgerau 1

Leia mais

REPERCUSSÕES NO ENSINO DA ENFERMAGEM: A VISÃO DOS PROFISSIONAIS À LUZ DAS SUAS EXPERIÊNCIAS

REPERCUSSÕES NO ENSINO DA ENFERMAGEM: A VISÃO DOS PROFISSIONAIS À LUZ DAS SUAS EXPERIÊNCIAS REPERCUSSÕES NO ENSINO DA ENFERMAGEM: A VISÃO DOS PROFISSIONAIS À LUZ DAS SUAS EXPERIÊNCIAS CRIZÓSTOMO, Cilene Delgado MILANEZ, Maria Rosa de Morais SOUSA, Rejane Lúcia Rodrigues Veloso ALBUQUERQUE, Judith

Leia mais

THALITA KUM PROJETO - CUIDANDO COM HUMANIDADE DOS ACAMADOS E DE SEUS CUIDADORES.

THALITA KUM PROJETO - CUIDANDO COM HUMANIDADE DOS ACAMADOS E DE SEUS CUIDADORES. THALITA KUM PROJETO - CUIDANDO COM HUMANIDADE DOS ACAMADOS E DE SEUS CUIDADORES. ANA LUCIA MESQUITA DUMONT; Elisa Nunes Figueiredo. Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte SMSA-BH (Atenção Básica)

Leia mais

A AÇÃO COMUNITÁRIA NO PROJOVEM. Síntese da proposta de Ação Comunitária de seus desafios 2007

A AÇÃO COMUNITÁRIA NO PROJOVEM. Síntese da proposta de Ação Comunitária de seus desafios 2007 A AÇÃO COMUNITÁRIA NO PROJOVEM Síntese da proposta de Ação Comunitária de seus desafios 2007 A AÇÃO COMUNITÁRIA NO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO Dimensão formativa do programa voltada à educação para a cidadania

Leia mais

Maria Angela Alves do Nascimento 2 Marluce Maria Araújo Assis 3

Maria Angela Alves do Nascimento 2 Marluce Maria Araújo Assis 3 Universidade Estadual de Feira de Santana Departamento de saúde Núcleo de Pesquisa Integrada em Saúde Coletiva - NUPISC NUPISC NÚCLEO DE PESQUISA INTEGRADA EM SAÚDE COLETIVA PRÁTICAS DO PROGRAMA SAÚDE

Leia mais

TÍTULO: A DIMENSÃO TÉCNICO-OPERATIVO DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL: RELEITURA DOS INSTRUMENTOS E TÉCNICAS UTILIZADOS NA PROFISSÃO

TÍTULO: A DIMENSÃO TÉCNICO-OPERATIVO DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL: RELEITURA DOS INSTRUMENTOS E TÉCNICAS UTILIZADOS NA PROFISSÃO TÍTULO: A DIMENSÃO TÉCNICO-OPERATIVO DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL: RELEITURA DOS INSTRUMENTOS E TÉCNICAS UTILIZADOS NA PROFISSÃO CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SUBÁREA: SERVIÇO

Leia mais

¹Assistente Social da Associação Reviver do Portador do Vírus HIV, graduada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa.

¹Assistente Social da Associação Reviver do Portador do Vírus HIV, graduada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa. IX Jornada de Estágio de Serviço Social ASSOCIAÇÃO REVIVER DE ASSISTÊNCIA AO PORTADOR DO VÍRUS HIV HEY, Claudia Maria¹ BONOMETO, Tatiane Caroline² PREUSS, Lislei Teresinha³ Apresentador (a): Tatiane Caroline

Leia mais

2 Agentes Comunitários de Saúde e sua atuação

2 Agentes Comunitários de Saúde e sua atuação 2 Agentes Comunitários de Saúde e sua atuação 1. A saúde é direito de todos. 2. O direito à saúde deve ser garantido pelo Estado. Aqui, deve-se entender Estado como Poder Público: governo federal, governos

Leia mais

TERAPIA OCUPACIONAL CONSTRUINDO POSSIBILIDADES PARA DIVERSÃO E SOCIALIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA EM PARQUES INFANTIS

TERAPIA OCUPACIONAL CONSTRUINDO POSSIBILIDADES PARA DIVERSÃO E SOCIALIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA EM PARQUES INFANTIS TERAPIA OCUPACIONAL CONSTRUINDO POSSIBILIDADES PARA DIVERSÃO E SOCIALIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA EM PARQUES INFANTIS Karina Félix de Vilhena Santoro¹, Cláudia Franco Monteiro² ¹Universidade

Leia mais

MÓDULO V Experiência de acolhimento em família solidária Aula 08. 1. Acompanhamento dos casos na modalidade de proteção em Família Solidária

MÓDULO V Experiência de acolhimento em família solidária Aula 08. 1. Acompanhamento dos casos na modalidade de proteção em Família Solidária MÓDULO V Experiência de acolhimento em família solidária Aula 08 Por Leonardo Rodrigues Rezende 1 1. Acompanhamento dos casos na modalidade de proteção em Família Solidária Os casos encaminhados à modalidade

Leia mais

TERAPIA OCUPACIONAL PADRÃO DE RESPOSTA

TERAPIA OCUPACIONAL PADRÃO DE RESPOSTA TERAPIA OCUPACIONAL PADRÃO DE RESPOSTA QUESTÃO 38 Rosa está com 56 anos de idade e vive em um hospital psiquiátrico desde os 28 anos de idade. Em seu prontuário, encontra-se que ela é doente mental desde

Leia mais

FAMÍLIA X ESCOLA: A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO NAS TOMADAS DE DECISÕES

FAMÍLIA X ESCOLA: A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO NAS TOMADAS DE DECISÕES FAMÍLIA X ESCOLA: A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO NAS TOMADAS DE DECISÕES Erika Alencar de Moura 1 ; Ângela Maria da Silva 2 ; Nailde Gonçalves da Silva 3 ; Maria dos Prazeres Albuquerque 4 ; Luciana Maria

Leia mais

O desenvolvimento do Terceiro Setor e a profissionalização

O desenvolvimento do Terceiro Setor e a profissionalização O desenvolvimento do Terceiro Setor e a profissionalização Cristiane dos Santos Schleiniger * Lise Mari Nitsche Ortiz * O Terceiro Setor é o setor da sociedade que emprega aproximadamente 1 milhão de pessoas.

Leia mais

Avanços na Assistência Social brasileira: o trabalho multidisciplinar e a prática com grupos.

Avanços na Assistência Social brasileira: o trabalho multidisciplinar e a prática com grupos. Avanços na Assistência Social brasileira: o trabalho multidisciplinar e a prática com grupos. Autores Aline Xavier Melo alinexaviermelo@yahoo.com.br Juliana Roman dos Santos Oliveira ju_roman@hotmail.com

Leia mais

REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL. Patricia Maia von Flach

REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL. Patricia Maia von Flach REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL Patricia Maia von Flach Rede de Atenção Psicossocial PORTARIA 3088 DE 23 DE DEZEMBRO DE 2011 OBJETIVOS: I - Ampliar o acesso à atenção psicossocial da população em geral; II

Leia mais

PAIF. Programa de Atenção Integral à Família - PAIF CRAS

PAIF. Programa de Atenção Integral à Família - PAIF CRAS Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Secretaria Nacional de Assistência Social Programa de Atenção Integral à Família - PAIF CRAS PAIF IMPORTANTE INTERRELAÇÃO ENTRE PAIF E CRAS CRAS O

Leia mais

PSICOLOGIA E PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO: EVIDÊNCIAS DE UMA RELAÇÃO.

PSICOLOGIA E PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO: EVIDÊNCIAS DE UMA RELAÇÃO. PSICOLOGIA E PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO: EVIDÊNCIAS DE UMA RELAÇÃO. Betânia Maria Oliveira de Amorim UFCG betânia_maria@yahoo.com.br Polliany de Abrantes Silva UFCG pollianyabrantes_psico@hotmail.com

Leia mais

Proteção Infanto-Juvenil no campo: uma Colheita para o Futuro

Proteção Infanto-Juvenil no campo: uma Colheita para o Futuro Proteção Infanto-Juvenil no campo: uma Colheita para o Futuro A Campanha Nacional pela Proteção Infanto-Juvenil no campo: uma colheita para o futuro, é uma ação estratégica do Movimento Sindical de Trabalhadores

Leia mais

UM OLHAR SOBRE OS MORADORES DO SERVIÇO RESIDENCIAL TERAPÊUTICO E SUAS POSSIBILIDADES DE CIRCULAÇÃO E AÇÃO NA CIDADE DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP

UM OLHAR SOBRE OS MORADORES DO SERVIÇO RESIDENCIAL TERAPÊUTICO E SUAS POSSIBILIDADES DE CIRCULAÇÃO E AÇÃO NA CIDADE DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP UM OLHAR SOBRE OS MORADORES DO SERVIÇO RESIDENCIAL TERAPÊUTICO E SUAS POSSIBILIDADES DE CIRCULAÇÃO E AÇÃO NA CIDADE DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP Camila de Assis Covas 1 Karina Soares Montmasson 2 Ligia Moraes

Leia mais

Plano Municipal de Enfrentamento ao uso prejudicial de Crack, Álcool e Outras Drogas

Plano Municipal de Enfrentamento ao uso prejudicial de Crack, Álcool e Outras Drogas Plano Municipal de Enfrentamento ao uso prejudicial de Crack, Álcool e Outras Drogas 1. APRESENTAÇÃO e JUSTIFICATIVA: O consumo de crack vem aumentando nas grandes metrópoles, constituindo hoje um problema

Leia mais

POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Erika Cristina Pereira Guimarães (Pibid-UFT- Tocantinópolis) Anna Thércia José Carvalho de Amorim (UFT- Tocantinópolis) O presente artigo discute a realidade das

Leia mais

LIDERANÇA NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO Prof. Joel Dutra

LIDERANÇA NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO Prof. Joel Dutra LIDERANÇA NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO Prof. Joel Dutra INTRODUÇÃO As organizações vivem em um ambiente em constante transformação que exige respostas rápidas e efetivas, respostas dadas em função das especificidades

Leia mais

NÚCLEO TÉCNICO FEDERAL

NÚCLEO TÉCNICO FEDERAL NÚCLEO TÉCNICO FEDERAL Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte PPCAAM Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente Secretaria de Direitos Humanos Presidência

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA CENTRO DE REFERÊNCIAS TÉCNICAS EM PSICOLOGIA E POLÍTICAS PÚBLICAS CONVERSANDO SOBRE A PSICOLOGIA E O SUAS

CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA CENTRO DE REFERÊNCIAS TÉCNICAS EM PSICOLOGIA E POLÍTICAS PÚBLICAS CONVERSANDO SOBRE A PSICOLOGIA E O SUAS A sistematização que segue refere-se aos pontos trabalhados pelo grupo, no sentido de ativar a reflexão de questões que seriam tratadas no Encontro Estadual dos Trabalhadores do SUAS, realizado dia 16

Leia mais

Segundo seu Regulamento, aprovado em 17/08/83, a Clínica Psicológica do Departamento da UFPE tem como objetivos:

Segundo seu Regulamento, aprovado em 17/08/83, a Clínica Psicológica do Departamento da UFPE tem como objetivos: Clínica Psicológica da UFPE Plano Institucional de Estágio Supervisionado Apresentação A Clínica Psicológica é uma entidade pública, ligada ao Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Pernambuco,

Leia mais

SAÚDE MENTAL DO ENFERMEIRO E O SETOR DE EMERGÊNCIA: UMA QUESTÃO DE SAÚDE NO TRABALHO

SAÚDE MENTAL DO ENFERMEIRO E O SETOR DE EMERGÊNCIA: UMA QUESTÃO DE SAÚDE NO TRABALHO SAÚDE MENTAL DO ENFERMEIRO E O SETOR DE EMERGÊNCIA: UMA QUESTÃO DE SAÚDE NO TRABALHO Valesca Boarim da Silva 1 Regina Célia Gollner Zeitoune 2 Introdução:Trata-se de nota prévia de estudo que tem como

Leia mais

PROPOSTA DE SERVIÇOS EM PSICOLOGIA CLÍNICA

PROPOSTA DE SERVIÇOS EM PSICOLOGIA CLÍNICA PROPOSTA DE SERVIÇOS EM PSICOLOGIA CLÍNICA A importância do bem-estar psicológico dos funcionários é uma descoberta recente do meio corporativo. Com este benefício dentro da empresa, o colaborador pode

Leia mais

PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA

PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA PROPOSTA DE AÇÃO Criar um fórum permanente onde representantes dos vários segmentos do poder público e da sociedade civil atuem juntos em busca de uma educação

Leia mais

II TEXTO ORIENTADOR 1. APRESENTAÇÃO

II TEXTO ORIENTADOR 1. APRESENTAÇÃO II TEXTO ORIENTADOR 1. APRESENTAÇÃO A III Conferência Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência acontece em um momento histórico dos Movimentos Sociais, uma vez que atingiu o quarto ano de ratificação

Leia mais

O DIREITO À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

O DIREITO À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES O DIREITO À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES Josefa Adelaide Clementino Leite 1 Maria de Fátima Melo do Nascimento 2 Waleska Ramalho Ribeiro 3 RESUMO O direito à proteção social

Leia mais

Saúde M ent en al t --Álco Ál o co l o le Dro Dr g o as

Saúde M ent en al t --Álco Ál o co l o le Dro Dr g o as Saúde Mental-Álcool e Drogas Atenção Básica O nosso modelo tem como proposta a superação da lógica hospitalocêntrica, pressupondo a implantação de serviços substitutivos ao hospital psiquiátrico, quer

Leia mais

Trabalho apresentado no III Congresso Ibero-americano de Psicogerontologia, sendo de total responsabilidade de seu(s) autor(es).

Trabalho apresentado no III Congresso Ibero-americano de Psicogerontologia, sendo de total responsabilidade de seu(s) autor(es). A Temporalidade no Serviço de Residência Terapêutica Maria Aparecida Souza Rosa Vanessa Idargo Mutchnik Associação Saúde da Família. Pça. Mal.Cordeiro de Farias, 65. Higienópolis SP Brasil Centro de Atenção

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM TERAPIA OCUPACIONAL 1 º PERÍODO

EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM TERAPIA OCUPACIONAL 1 º PERÍODO EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM TERAPIA OCUPACIONAL 1 º PERÍODO 1) História da Terapia Ocupacional (30 hs) EMENTA: Marcos históricos que antecederam o surgimento formal da profissão de

Leia mais

********** É uma instituição destinada ao atendimento de crianças de 0 a 3 anos e faz parte da Educação Infantil. Integra as funções de cuidar e

********** É uma instituição destinada ao atendimento de crianças de 0 a 3 anos e faz parte da Educação Infantil. Integra as funções de cuidar e 1 CONCEPÇÃO DE CRECHE (0 A 3 ANOS): A Constituição Federal de 1988 assegura o reconhecimento do direito da criança a creche, garantindo a permanente atuação no campo educacional, deixando de ser meramente

Leia mais

O PROCESSO TERAPÊUTICO EM UM CAPSad: A VISÃO DOS TRABALHADORES

O PROCESSO TERAPÊUTICO EM UM CAPSad: A VISÃO DOS TRABALHADORES 122 O PROCESSO TERAPÊUTICO EM UM CAPSad: A VISÃO DOS TRABALHADORES Carlise Cadore Carmem Lúcia Colomé Beck Universidade Federal de Santa Maria Resumo Os movimentos da Reforma Sanitária e da Reforma Psiquiátrica

Leia mais

Universidade Federal de Juiz de Fora Hospital Universitário Programa de Avaliação de Desempenho (PROADES) Segunda Fase

Universidade Federal de Juiz de Fora Hospital Universitário Programa de Avaliação de Desempenho (PROADES) Segunda Fase Universidade Federal de Juiz de Fora Hospital Universitário Programa de Avaliação de Desempenho (PROADES) Segunda Fase Registro de reuniões setoriais Setor: Serviço Social Unidade Dom Bosco Data: 29.05.2009

Leia mais

10º Congreso Argentino y 5º Latinoamericano de Educación Física y Ciencias

10º Congreso Argentino y 5º Latinoamericano de Educación Física y Ciencias 10º Congreso Argentino y 5º Latinoamericano de Educación Física y Ciencias O Programa Esporte e Lazer da Cidade e o seu processo formativo para egressos do curso de educação física da Universidade Federal

Leia mais

RODA DE CONVERSA SOBRE PROFISSÕES

RODA DE CONVERSA SOBRE PROFISSÕES RODA DE CONVERSA SOBRE PROFISSÕES Kátia Hatsue Endo Unesp hatsueendo@yahoo.com.br Daniela Bittencourt Blum - UNIP danibittenc@bol.com.br Catarina Maria de Souza Thimóteo CEETEPS - catarinamst@netonne.com.br

Leia mais

A INSERÇÃO DO PROFISSIONAL BIOMÉDICO NO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA NO CONTEXTO DO PET/SAÚDE

A INSERÇÃO DO PROFISSIONAL BIOMÉDICO NO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA NO CONTEXTO DO PET/SAÚDE A INSERÇÃO DO PROFISSIONAL BIOMÉDICO NO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA NO CONTEXTO DO PET/SAÚDE MAIA, Indiara da 1 ; RUCKERT, Tatiane Konrad 2 ; BARBOSA, Elisa Gisélia dos Santos 3 ; KAEFER, Cristina T.

Leia mais

RESOLUÇÃO CNAS Nº 11, DE 23 DE SETEMBRO DE 2015.

RESOLUÇÃO CNAS Nº 11, DE 23 DE SETEMBRO DE 2015. RESOLUÇÃO CNAS Nº 11, DE 23 DE SETEMBRO DE 2015. Caracteriza os usuários, seus direitos e sua participação na Política Pública de Assistência Social e no Sistema Único de Assistência Social, e revoga a

Leia mais

ROGÉRIO SANTOS FERREIRA INTERVENÇÕES GRUPAIS VIOLÊNCIA URBANA NO TERRITÓRIO

ROGÉRIO SANTOS FERREIRA INTERVENÇÕES GRUPAIS VIOLÊNCIA URBANA NO TERRITÓRIO 1 Universidade Federal de São Paulo Campus Baixada Santista Programa de Pós-Graduação Ensino em Ciências da Saúde ROGÉRIO SANTOS FERREIRA INTERVENÇÕES GRUPAIS VIOLÊNCIA URBANA NO TERRITÓRIO SANTOS 2014

Leia mais