THOMAS HENRY HUXLEY: HISTÓRIA, FILOSOFIA DA CIÊNCIA E FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO

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1 THOMAS HENRY HUXLEY: HISTÓRIA, FILOSOFIA DA CIÊNCIA E FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO Simone Sartori Jabur - UEM Guaraciaba Aparecida Tullio UEM RESUMO - O presente texto parte de uma pesquisa finalizada em 2001 e apresentada no Mestrado de Educação da Universidade Estadual de Maringá. A mesma tem por objeto de estudo dois autores ingleses do século XIX: o naturalista Charles Darwin ( ) que elaborou a teoria da evolução orgânica e Thomas Henry Huxley ( ), também naturalista e respeitado educador. Neste século a biologia é projetada como ciência tendo como base à ciência da natureza de Darwin. A produção teórica do segundo autor, aqui priorizada, está diretamente vinculada às idéias do primeiro no terreno da defesa da ciência. Huxley não só voltou sua atenção para a filosofia da ciência - uma discussão já estabelecida no nascimento da sociedade moderna - mas foi, também, um grande defensor do ensino desta ciência. O autor foi um grande defensor da teoria de Darwin e lutou para fazer dela o conhecimento científico que deveria impulsionar a instrução na escola como verdade elaborada pela observação dos fatos e pela experimentação. Neste esforço, ele se comprometeu com o ensino das ciências naturais em escolas noturnas destinadas a operários e ministrou conferencias abertas para a população em geral. Em meados do século XIX, na Europa, a sociedade burguesa expressou um grande desenvolvimento das forças produtivas, a defesa do socialismo, os levantes operários e, na produção da ciência, progressos que num número restrito de páginas é impossível fazer mais do que selecionar as suas conquistas mais importantes. O desenvolvimento das ciências, neste século, não só a física e a química se afirmaram como conhecimento necessário à sociedade que tem sua produção marcada pelo lucro, mas, também, a biologia ciência ligada à teoria da evolução orgânica de Charles Darwin. O surgimento da biologia, e da teoria de Charles Darwin que lhe dá suporte, revela uma classe industrial preocupada com o controle da natureza voltado para a produção de alimentos em grande escala a serem colocados na esfera da circulação. Ao necessitar dela, a produção capitalista solicita, controla e coordena, de forma privada, o desenvolvimento da ciência e seu próprio uso. Neste sentido, o desenvolvimento da ciência biológica, seguida pela produção industrial de alimentos, higiene e remédios fazem parte do processo histórico direcionado pela sociedade burguesa como acumulação. Paulo Vanzoline, zoólogo brasileiro, ao contar sua paixão pela biologia, pela teoria da evolução e pelos répteis respondeu, em entrevista dada ao Caderno Mais da Folha de S.Paulo (29 abr. 2001) sobre a pergunta: Para que lado vai a ciência biológica? que: A ciência biológica vai num caminho só, que é o da medicina. A ciência hoje, é descoberta de moléstias genéticas, é biotecnologia para identificar e curar moléstias geneticamente. É tudo. O funil está nesta direção. Todas as boas cabeças estão nisso. Todo o dinheiro está nisso. Um grande defeito é que, no sistema capitalista, a iniciativa privada tem muito peso. Então, as coisas ficam caras, as coisas ficam difíceis, as coisas ficam diferenciadas. Cada vez que eu compro um remédio eu penso: e se eu fosse pobre? (Vanzoline, 2001, p.10).

2 2 Entretanto, se a biologia, no século XIX, é projetada como ciência tendo como base à ciência da natureza de Charles Darwin, por sua vez, a defesa do conhecimento científico é uma formulação que já está dada pela filosofia da ciência já no século XVI. Bacon, considerado o profeta da ciência moderna revela, nas suas obras, uma aguçada intuição entre a defesa da ciência e da sociedade que estava, à sua época, a deitar raízes em negação da ordem social que a antecede. Para Bacon (1979), entender a natureza é dominá-la para poder colocar seu conhecimento a serviço da sociedade. Sua fé e defesa de um mundo melhor repousavam no método científico indutivo e na investigação empírica. A defesa filosófica no poder deste método se expõe em Nova Atlântida, publicada em 1629, após sua morte. Nela o autor ousa sonhar com uma sociedade ideal, cuja meta primordial era a descoberta científica ao redor da qual a ordem social deveria se erguer como conseqüência. Para o filosofo inglês, a ciência era a porta para a felicidade da humanidade. A filosofia da ciência projetada na obra do autor, na aurora do capitalismo, se expõe no processo de desenvolvimento da ciência da sociedade moderna em contradição com a própria função social desta ciência que na sociedade capitalista se constrói voltada para a acumulação e para troca, portanto, regida pela economia e não pela filosofia. Até onde a Revolução Industrial havia se desenvolvido, na metade do século XIX, expressou conquistas que evidentemente representavam o trabalho de homens práticos de negócios mais do que homens portadores de conhecimentos teóricos. Foi também em meados do século XIX que a defesa da escola ganha forma na Europa e, com ela, começa a desmoronar a resistência que a educação escolástica possuía em relação a nova ciência desenvolvida desde o século XVI. Esta luta produziu uma imensa literatura na qual destacamos o cientista evolucionista e educador inglês Thomas H. Huxley ( ) que contribui para o desenvolvimento do ensino das ciências naturais no final do século XIX mais do que qualquer outro dos escritores ingleses da época. Suas obras analisadas na pesquisa em questão são: As Sciencias Naturaes, Coleção de Ensaios e A educação e as ciências naturais. Huxley além de naturalista, ou melhor, antes de sê-lo, se formou em medicina. Seu interesse pela natureza se expressou em estudos marinhos que realizou enquanto médico da marinha mercante inglesa que foi durante quatro anos quando se formou médico. Ao abraçar, mais tarde, definitivamente, a profissão de naturalista Huxley lecionou em Londres a disciplina de História Natural. O homem de ciência que ele vê em cada indivíduo particular, independentemente da sua posição social, é um ser que detém o conhecimento da natureza como condição de vida. Thomas Henry Huxley, que era amigo de Charles Darwin e defensor de suas idéias, nasceu em Earling. Sua formação foi dirigida para a medicina, mas, desenvolveu seus estudos para o campo da história natural, dando aulas e palestras como naturalista. Como tal, participou de uma expedição à Austrália colecionando animais marinhos e deste momento em diante, tornou-se guardião da ciência natural, incorporando a idéia de evolução orgânica do mestre Charles Darwin. A este respeito, afirmou Huxley (1998, p.105):

3 3 No princípio do século XVIII, De Maillet foi o primeiro a tentar explicar a doutrina da evolução para o mundo. Logo depois Eramus Darwin, Goethe, Treviranus e Lamarck levaram o trabalho adiante e com melhores resultados. A principal pergunta sobre como ocorreu a criação, acabou em disputas ferozes que começaram na Academia Francesa entre Cuvier e St. Hilaire, e, durante muito tempo foram os partidários da evolução biológica silenciados por Cuvier, o maior naturalista de seu tempo. Catastrofismo, uma teologia míope, e ainda uma ortodoxia mais míope ainda, uniram às forças para esmagar a evolução. Eleito reitor da London School Board em 1870, atuou na escola secundária. Como naturalista e pesquisador, Huxley (1998) divulgou seus estudos através de uma extensa publicação de artigos em periódicos, revistas científicas e palestras abertas para leigos. Foi um homem comprometido com a divulgação da ciência de sua época. Como consultor do Departamento de Ciências e Artes do Estado Inglês ele estimulou a introdução das disciplinas científicas nas escolas, supervisionando o treinamento de professores e fez críticas à influência da religião nas instituições educacionais daquele período. De todos os intérpretes da evolução foi o que mais lutou contra as forças do dogmatismo protegendo não só a ciência, mas a filosofia da ciência. Foi um defensor da sociedade traçada pela ciência e voltada para a humanidade. Em meados do século XIX, onde Huxley viveu, Londres expressava o fervor dos ideais revolucionários que tomaram conta da Europa. É o ambiente de fundo para o autor se apresentar como professor e defensor de seus projetos de ciência e de sociedade. Ao se iniciar, na profissão de professor de História Natural, na Escola Oficial de Minas, na capital da Inglaterra, ele pôs em prática a vontade de lecionar gratuitamente para operários. Na Inglaterra ele se alinhou àqueles homens que explicaram o papel social da ciência pela filosofia como Bacon, Descartes e D Alembert. Antes de Huxley (1998), Descartes (1998, p.76), preocupado com o bem geral de todos os homens, escreveu: Mas tão pronto adquiri algumas noções gerais relativas à física que, começando a pô-las em prática, observei até onde podem nos conduzir, de quanto diferem dos princípios que se tem feito uso até agora acreditei que não podia guarda-las ocultas sem pecar grandemente contra a lei que nos obriga a procurar na medida de todos nós o bem geral dos homens, pois me fizeram ver que é possível chegar a conhecimentos que podem ser muito úteis à vida, e que, em lugar dessa filosofia especulativa que se ensina nas escolas se pode encontrar uma outra prática, pela qual, conhecendo a força e a ação do fogo, da água, do ar, dos astros, dos céus e de todos os outros corpos que nos cercam, tão distintamente como conhecemos os diversos misteres de nossos artífices, poderíamos emprega-los da mesma maneira em todos os usos para os quais são próprios, e, assim, nos tornar como que senhores e possuidores da natureza. Aproximadamente, duzentos anos depois de Descartes, Huxley defendeu a mesma filosofia tratando a ciência como fonte de melhoria de vida da humanidade. Em outras palavras, a defesa de Huxley, ao incorporar uma já elaborada filosofia da ciência, ocorreu num tempo histórico distante daquele em que esta filosofia foi elaborada. A

4 4 sociedade capitalista, no século XIX, já havia desenvolvido, inclusive, a própria ciência que Bacon pleiteava colocando-a serviço da propriedade privada. No terreno desta história a filosofia idealizadora da função social da ciência, ao ser abraçada por Huxley, serve como instrumento de análise discordante dos mecanismos da sociedade capitalista. O autor abre toda uma frente de crítica à própria sociedade burguesa quando se opõe a utilização da ciência voltada meramente para o lucro e a defende nos moldes da filosofia dos iluministas. Nas obras de Huxley, a defesa do conhecimento está voltada para a ciência moderna. Ao participar das discussões de sua época, inclusive daquela que defendia a leitura da bíblia sagrada nas escolas inglesas, ele assim se manifestou no debate: [...] Em geral, eu sou a favor da leitura da bíblia, orientada por um professor, com as devidas explicações gramaticais, geográficas e históricas, como deve ser necessário, e com a exclusão rígida do ensino teológico [...] (Huxley, 1998, p.399). A bíblia, para o autor, não deve ser utilizada para ensinar a fé, mas, para ensinar gramática, geografia e história. Ela passa a representar mais uma obra didática entre tantas outras. Como disse Huxley (1998, p.399): [...] declaro que o professor não deve levar ao pé da letra as palavras da bíblia, mas, em primeiro lugar, empreender uma tarefa histórica para compreender as relações conflituosas de dois mil anos entre as seitas judaicas e cristãs. Para o autor, entre o povo judeu e o povo cristão, existe uma discussão teológica que não chegou, e nem chegará a um consenso. Se a religião não une os povos, numa visão comum da vida, superando as diferenças sociais, o conhecimento da ciência, onde não cabe dúvida, poderia fazer esta união. A ciência, ao ser incorporada como consciência dominante acabaria com o conflito estabelecido no campo da fé. Ciência, paz e democracia para o conhecimento, não são coisas distintas no pensamento do autor. Fazem parte da vida liberal cuja atenção deve estar voltada para o culto inquestionável da natureza. Uma defesa estabelecida pelo caminho da filosofia e nunca compreendida pelos tramites da economia. Nas suas palavras: As noções do começo e o fim do mundo compreendido por nossos antepassados estão desacreditados. É certo que a terra não é o corpo principal no universo material [...]. É, também, certo que a natureza é a expressão de uma ordem definida na qual nada interfere, e que o empreendimento principal do gênero humano é apreender nesta ordem e saber governá-la adequadamente. (Huxley, 1998, p.203). O fazer dos homens deve estar sempre dirigido para o domínio neutro da natureza que resultaria num conhecimento cientifico organizado, verdadeiro e voltado para a melhoria da vida de todos e, neste sentido, provedor do bem geral. A essência boa da vida estaria embutida na natureza da própria ciência. Assim, ele defendeu o desenvolvimento da ciência pela ciência. Esta defesa aparece inúmeras vezes em seus ensaios e livros, como se pode perceber nas citações abaixo: Todos os presentes da ciência (transporte à vapor, telégrafo elétrico) são necessários no processo da remoção dos preconceitos ignorantes e perniciosos de nação contra nação, província contra província, classe contra classe, e conduzirão ao bem social. (Huxley, 1998, p.109)

5 5 [...] Deixe-me dirigir sua atenção para a imensa influência que a ciência possui em algumas profissões. Eu pergunto a qualquer um que adotou a profissão de engenheiro quanto tempo ele perdeu quando deixou a escola para se dedicar a compreender as modernas e estranhas tecnologias da qual ele não tinha sequer conhecimento ou o menor conceito ministrado por seus instrutores? Ele teve que se familiarizar com as idéias em curso e com o poder da natureza para qual a sua atenção nunca tinha sido dirigida, e aprender pela primeira vez, que um mundo de mentiras é incompatível com um mundo de fatos. (Huxley, 1998, p.115) [...] para esses que pretendem fazer da ciência a ocupação séria, ou pretendem seguir a profissão de médico ou que têm que entrar cedo no trabalho; para estes, em minha opinião, educação clássica é um engano [...]. (Huxley, 1998, p.149) Para Huxley a ciência, que em si mesma carrega um valor moral do bem-estar, é desviada de seu caminho pelos homens gananciosos que habitam na sociedade moderna: O valor do conhecimento em ciência física é extremamente necessário [...] Como a indústria que atinge fases cada vez mais altas de seu desenvolvimento, e portanto seus processos se tornam cada vez mais refinados e complexos tornando a competição mais intensa, levando as ciências a fazerem parte desta rixa, mas o vencedor é o homem que conseguir ficar fora da luta pela existência que aparece ferozmente na sociedade moderna como entre os habitantes selvagens dos bosques. (Huxley, 1998, p.115). Neste sentido Huxley admite, como Charles Darwin, a idéia de competição na natureza. Ele a idolatrou como um livro aberto a ser conhecido pelos homens de ciência. Entretanto, ao discutir a ciência sob os parâmetros da neutralidade, a sua função social compreendida fora da própria história que a produziu, fica somente explicada como redentora dos males da sociedade que a produziu. Os homens que saberão usá-la para o bem serão aqueles que se manterão distantes da competição econômica que marca a vida dos homens. Há nesta pregação uma visão romântica em relação à história do capitalismo e da produção social da ciência burguesa. Huxley (1998, p.134) entendeu que o predomínio da competição sangrenta definia o comportamento da natureza como um sistema amoral afirmando que: Do ponto de vista da moral, o mundo animal se acha, aproximadamente, ao mesmo nível de um espetáculo de gladiadores. Os animais estão tratados e preparados para lutar e assim os mais fortes, os mais rápidos e os mais espertos sobrevivem para poderem continuar a lutar no dia seguinte. O autor vai, ainda, mais adiante quando entende que qualquer sociedade humana estabelecida nestas normas acabará por se degenerar na anarquia e na miséria: é o mundo brutal de Thomas Hobbes ( ). Portanto, o principal objetivo da sociedade é resistir ao chamado da luta que define o caminho da natureza. Estudar a seleção natural é fazer o contrário na sociedade humana. A conclusão de Huxley se resume na defesa de que a natureza é avessa à moral e que a própria não se constitui em guia para a moralidade, mas se expressa como um indicador

6 6 do deve ser evitado na sociedade humana. Huxley aceitava nessa defesa a competição na natureza mas a competição na sociedade, para o autor, era um reflexo da própria natureza que devia ser evitado e corrigido pela educação. Na atividade de professor, Huxley revelou-se um professor ideal, de linguagem viva e simples e de estilo vigoroso. (Garozzo, 1975, p.89). Num contexto social em que a natureza estava sendo proclamada como um livro aberto a ser estudado [...] suas aulas, de fato, começaram a receber, dia a dia sempre mais pessoas ávidas de aprender alguma coisa relacionada com os progressos da ciência. (Garozzo, 1975, p.89-90). O esforço do autor pela construção do conhecimento da natureza se deu vinculando à luta pela defesa de divulgação deste conhecimento entre os homens. O homem desenvolvido no sentido de sua verdadeira essência, o conhecimento científico, enquanto homem que alcança a verdade implícita na matéria é sempre defendido por ele. A defesa deste homem é o caminho pelo qual Huxley ajudou a introduzir a ciência da natureza na sociedade burguesa do século XIX. Se a economia de mercado solicitava, à sua época, o desenvolvimento objetivo da ciência da natureza; se o burguês prático, preocupado com o lucro e a reprodução da riqueza privada a requer como ciência voltada para o processo produtivo, o cientista a desenvolve justificando-a por outros caminhos: o da vida melhorada. Huxley, ao defender a ciência como conhecimento que põe movimento para o progresso na vida dos homens, vê a educação obrigatória como condição necessária na sociedade de seu tempo. Para ele a formação de professores conduziria à possibilidade da instrução ser difundida para todos. A nova sociedade, o novo conhecimento e a aprendizagem, compõem um todo unido no seu pensamento. A defesa da educação obrigatória faz parte da defesa do novo homem o homem-cientista, o homem instruído, o homem que conhece a ciência enfim, o homem que o autor quer para a Inglaterra de seu tempo. Para Huxley, que reconhece na ciência toda a fonte do conhecimento verdadeiro, a educação obrigatória é algo inquestionável e necessário. Esta defesa se manifesta na suas obras, como registro de uma vontade geral quando ele diz, por exemplo, que [...] há um grito para a educação obrigatória. (Huxley, 1998, p.122) na Inglaterra. Ou quando afirma [...] eu creio que deveríamos possuir uma lei para a educação obrigatória nos próximos cursos. (Huxley, 1998, p.122). O Parlamento Inglês deveria, segundo o autor, tratar desta questão com máxima urgência, pois seus membros devem acatar uma vontade geral que ele acreditava ser do povo inglês. Neste sentido Huxley (1998, p.122) escreveu: Nós ingleses, apesar de experiências constantes para pensarmos em contrario, preservamos uma fé comovedora na eficácia dos Atos do Parlamento. [...] se pelo menos houvesse a probabilidade de que meia dúzia de principais estadistas de partidos diferentes concordassem com a educação obrigatória. É muito mais pelo terreno da idealização filosófica da função social da ciência, do que pela luta acumulativa da riqueza privada da economia que o naturalista inglês Huxley estendeu suas atividades para além da pesquisa fazendo-se educador de operários em escolas noturnas ou em palestras para o público em geral. Como educador ele lutou muito por essa causa.

7 7 A filosofia da ciência marcada pela defesa da vida como progresso, ou seja, como evolução da existência dos homens direcionada para a felicidade foi assumida por cientistas naturalistas como Enerst Haeckel e Robert Wallace, no século XIX, e alimentou a formulação política pedagógica de necessidade de educação científica para todos. Os meados desse período apontavam não só para uma completa ordenação das ciências naturais, mas, também, expressavam suas exigências educativas na forma da organização curricular. O ensino das ciências na escola estava justificado, à época, pela idéia de função social das ciências burguesas que os naturalistas assumiam e pregavam repetindo Francis Bacon: o profeta da ciência. A luta pelo saber como conhecimento, consolidado pelo conteúdo da ciência burguesa e pelo método que ela carrega, está presente de forma intensiva na obra de Huxley. Seu livro denominado As sciencias naturaes representa um minucioso texto didático pedagógico para introduzir os métodos indutivos e dedutivos no conhecimento da natureza. A sua crítica ao ensino até então existente na Inglaterra, em favor do método experimental, é revelada na sua obra com ironia em passagens como a que segue: Todos sabemos que é difícil encontrar um rapaz da classe média e superior que saiba ler algo decentemente ou seja capaz de exprimir os seus pensamentos no papel numa linguagem clara e correta sob o ponto de vista gramatical. (Huxley, s.d., p.174). Para Huxley (s.d., p.128) a educação, controlada pelos religiosos, estava a produzir homens atrasados e estúpidos. Nas palavras do próprio autor: A estupidez, em nove casos de cada vez [...] desenvolve-se por um longo período de repressão paternal e pedagógica dos apetites intelectuais, acompanhada por uma tentativa persistente de criar apetites artificiais por comida que não só não tem sabor como é particularmente indigesta. De forma sistemática o autor buscou abrir espaço para as ciências naturais no programa escolar inglês. Nesta luta ele adverte que à sua época a escola e seus profissionais se mantinham distantes de uma educação liberal, entendida como portadora do chamado método científico traduzido como liberdade de escolha da grade curricular. Para ele cabia à escola entrar em sintonia com os tempos modernos. Nesta defesa escreveu: O que é educação? Acima de tudo em que consiste a nossa idéia de uma educação liberal? [...] que considerássemos de primeira necessidade aprender pelo menos os nomes das peças e dos seus movimentos, ter uma noção do gambito, e uma visão dos meios de conseguir cheque-mate [...] É uma verdade comum que a vida, a fortuna e a felicidade de cada um de nós e de quase todos os que estão em contato conosco, dependem de nosso conhecimento das regras do jogo infinitamente mais difícil e complicado do que o xadrez. É um jogo de lances incontáveis, em que cada um de nós, homem e mulher, é um dos jogadores. O tabuleiro de xadrez é o mundo, as peças são os fenômenos do Universo, as regras do jogo aquilo que nós chamamos de leis da natureza. O jogador do outro lado escondido, é um mistério, não o conhecemos. Dele sabemos apenas que seu jogo é sempre correto e devagar. Mas também sabemos, à nossa própria custa, que ele jamais perdoa um engano ou faz a menor concessão à ignorância. Ao homem que joga bem, confere-se os melhores prêmios, e aquele que joga mal, dá-se cheque-mate que chega sem pressa, mas também sem inúteis remorsos. [...]

8 8 Chamo educação à aprendizagem das regras deste imenso jogo. Por outras palavras, a educação é a instrução do intelecto sobre as leis da natureza e aqui incluo não só as coisas e as suas forças como os homens e os seus processos. É ainda o modelar dos afetos e da vontade num desejo sério de agir em harmonia com todas as leis. (Huxley, s.d., p.83) Para Huxley a educação literária e formal da época não era capaz de colocar as novas gerações na evolução do progresso científico e técnico industrial. Neste sentido ele fez par com autores que abriram luta contra a educação controlada pela Igreja. Para este cientista, somente o exercício rigoroso da razão e da observação científica se identificavam com a verdade e com o conhecimento. Como destacou Huxley, o novo homem deve buscar sua essência na máquina : [...] recebeu uma educação liberal o homem que foi de tal modo treinado na sua juventude de forma que seu corpo se faça um servo obediente da sua vontade, e realize com facilidade e prazer todo o trabalho que, como um mecanismo, seja capaz de fazer; aquele cuja inteligência é uma máquina clara, fria e lógica, com todas as suas partes de igual energia e, em condições de trabalho uniforme, esteja pronto como uma máquina a vapor, voltada para qualquer espécie de trabalho e capaz de tecer filandras tão bem como forjar âncoras da inteligência; cujo espírito está provido do conhecimento das grandes verdades fundamentais da natureza, e das leis de suas operações; não um asceta atrofiado mas um homem cheio de vida e fogo, cujas paixões estão acostumadas a ser dominadas por uma vontade rigorosa, servo de uma consciência sensível que aprendeu a mar a beleza na natureza ou na arte e a odiar a vilania e a respeitar aos outros como si mesmo. [...] Esse e não outro, eu considero como tendo, recebido uma educação liberal, porque ele está, tanto quanto pode um homem. Em harmonia com a natureza. (Huxley, s.d., p.86) O homem cientista que Huxley quer na sociedade capitalista, de forma ampla e acima das próprias classes sociais nela constituídas se identifica, quase sempre, com aquilo que ele chamou com o termo de educação liberal. Seus traços devem estar no homem, seja ele proprietário ou trabalhador. Aliás, Huxley (s.d., p.95) já reconhecia na classe média inglesa muitos traços do homem que ele queria reproduzir na Inglaterra: O mais comercial dos povos, os mais aventureiros e colonizadores voluntários que o mundo jamais viu, são precisamente a classe média deste país. Se há um povo que tenha estado ocupado em fazer história em grande escala, durante os últimos trezentos anos e a história mais absorventemente interessante, história que fosse da Grécia ou de Roma estudaríamos com avidez é o povo inglês. Se há um povo que, durante o mesmo período, tenha desenvolvido uma literatura notável é o nosso. Se há uma nação cuja prosperidade depende absoluta e completamente do domínio das forças da natureza, e de sua apreensão inteligente e da obediência às leis da criação, da distribuição da riqueza, e do equilíbrio estável das forças da sociedade, é precisamente esta nação. (Huxley, s.d., p.95) Em sua obra o autor não está a criticar a sociedade da ciência e do progresso mas a desigualdade nela estabelecida que ele compreende poder ser superada pela ciência. A idealização da sociedade, da escola, da ciência e do próprio homem como ser culto formado pela educação escolar que ensina o conhecimento científico caminham

9 9 paralelos à crítica que ele fez da escola vigente na Inglaterra. Crítica que Huxley acreditou ser feita, também, pela classe média inglesa a burguesia: Ele ainda escreveu: [...] E, contudo, está aqui que esta gente maravilhosa diz aos seus filhos (a burguesia) sobre a escola: A custa de uma ou duas mil libras do nosso dinheiro arduamente ganho, nós devotamos doze dos anos mais preciosos de nossa vida à escola. Ali lutareis, pelo menos em hipótese; mas, não aprendereis sequer uma única coisa das que necessitais diretamente conhecer, ao deixar a escola e entrar na vida pratica. Segundo todas as probabilidades, seguireis a vida de comércio, mas não sabereis onde nem como é produzido qualquer artigo do comércio, ou a diferença entre exportação e importação, ou o significado da palavra capital. [...] É possível que entreis na Câmara dos Comuns, que tenhais que partilhar a tarefa de fazer leis que poderão ser uma benção ou um anátema para milhões de homens. Mas não ouvireis uma palavra sequer a respeito da organização política de vosso país; o significado entre livre-cambistas e protecionistas nunca vos será mencionado; não sabereis que há coisas que chamam leis econômicas. (Huxley, s.d., p.96) É mais útil à felicidade do povo uma formação científica prévia. Os estudos em biologia, física, química e matemática, poderiam proporcionar neste período uma das mais favoráveis acolhidas dentro do publico, que a educação literária e de acessório usual. (Huxley, s.d., p.54) Ao colocar no conhecimento científico, o futuro feliz da sociedade, afirmou o autor: Não creio equivocar-me ao dizer que se tomarem a ciência como base da educação, em lugar de simples adorno, tal estado de coisas não poderia subsistir. (Huxley, s.d., p.53) Como naturalista Huxley buscou ensinar que a educação correta e verdadeira se identificava com o saber dado pela ciência nas suas aulas. Em seus escritos e palestras, este cientista-professor, apresentou os educadores como seres sempre felizes e úteis à humanidade. Em outras palavras: homens comprometidos com a evolução da mesma: Todo o objetivo da educação é, em primeiro lugar, treinar as faculdades mentais dos jovens de tal modo que os professores tenham a possibilidade de ser felizes e úteis na sua geração. E, em segundo lugar, fornece-lhes o aspecto mais importante dessa imensa experiência capitalizada da raça humana a que chamamos conhecimento de vários tipos. (Huxley, s.d., p.174) No processo educativo da escola professores e alunos se apresentam como indivíduos que aprendem conhecimentos de vários tipos fazendo evoluir a raça humana. Para um homem de atividade científica, Huxley ensinou que era necessário o mais perfeito curso de matemática. Mas o propósito de tal estudo seria inteiramente diverso do objeto disciplinar, como seriam os materiais e método de estudo. O ensino da matemática, na sua cabeça, se transforma em ensino da matemática aplicada. Com a predominância da liberdade na educação e reorganização de suas matérias seria possível para o profissional comum em qualquer das profissões, na sociedade de seu tempo, combinar instrução com o trabalho profissional ou técnico.

10 10 Os antigos conhecimentos da escolástica, segundo Huxley, não se adaptavam mais às necessidades estabelecidas pelos homens para a sociedade industrial. Esta sociedade, para o autor, precisava de um novo conhecimento no fazer dos homens, no trabalho e na ciência. Admita a tese de que vale a pena estudar biologia, qual a melhor maneira de fazê-lo? Devo, aqui, assumir que, sendo a biologia uma ciência física, isto é, natural, seu método de estudo tem de ser análogo ao que é seguido nas outras ciências físicas. Desde muito tempo se admite que, se um homem deseja tornar-se um químico, não basta que leia livros de química e assista a preleções sobre esta matéria; deve, ele próprio, realizar experiências reais no laboratório e aprender, assim, a exata significação das palavras que encontra nos livros e ouve dos seus mestres. Se não faz isso, pode ler por toda a eternidade que não saberá nunca muita coisa de química. Isto é o que qualquer químico dirá e os físicos dirão o mesmo, quanto ao seu ramo de ciências. As grandes transformações e melhoramentos que ocorreram ultimamente no ensino científico da física e da química resultaram todos da combinação do ensino prático com a leitura dos livros e com as aulas de preleção. O mesmo é verdade para a biologia. Quem se limita a ler obras de botânica, zoologia e similares jamais saberá o que quer que seja de biologia, exceto à maneira dos diletantes filósofos livrescos. (Huxley, s.d., p.201) Na obra de Huxley, a educação científica ou liberal, deveria incluir um domínio rigoroso do conhecimento e da instrução técnica necessária para um mundo ordenado pela produção industrial. Para aqueles que pretendem ser cientistas, é valioso, ainda, para Huxley, o estudo das línguas francesa e alemã, pois elas dariam acesso às experiências de outros povos de civilização avançada. Desta forma, na sua concepção de educação, os estudos se tornam mais livres que aquele dado pelo aprendizado do grego e do latim, línguas já mortas como a suas civilizações. REFERÊNCIAS BACON, Francis. Novum organum ou verdadeiras indicações acerca da interpretação da natureza. 2.ed. São Paulo: Abril Cultural, [Os Pensadores]. DARWIN, Charles. El origen de las espécies. Madrid: Espasa Celpe, DESCARTES, René. Discurso del método. Barcelona: Losado Oceano, DIDEROT, Denis; D'ALEMBERT, Jean Le Rond. Enciclopédia ou dicionário raciocinado das ciências, das artes e dos ofícios por uma sociedade de letrados. São Paulo: UNESP, GAROZZO, Fillipo. Thomas H. Huxley. São Paulo: Três, [Coleção Os Homens que Mudaram a Humanidade]. HUXLEY, Thomas H. La educación y las ciencias naturales. Madrid: Biblioteca Econômica Filosófica-Espana-Moderna, s.d.. As sciencias naturaes. Rio de Janeiro: Biblioteca de Ensino Institutivo, Collect essays. London: Metheun & Co., VANZOLINE, Paulo. Samba abstrato. Folha de S.Paulo, São Paulo, Caderno Mais, p.9, 29 abr

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