HISTÓRIA DO LAZER EM PIRACICABA-SP ( )

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "HISTÓRIA DO LAZER EM PIRACICABA-SP (1900-1912)"

Transcrição

1 HISTÓRIA DO LAZER EM PIRACICABA-SP ( ) José Luís Simões Doutorando em Educação Universidade Metodista de Piracicaba/CNPQ Introdução A cidade de Piracicaba, no início do século XX, constituía-se numa formação social e cultural bastante diversa da que se apresenta hoje. Resguardadas as condições históricas específicas do processo de desenvolvimento de Piracicaba, o que lemos nas páginas dos jornais que circulavam no primeiro quartel do século XX mostra uma sociedade com demandas e problemas que guarda muitos contrastes em relação aos que vivenciamos atualmente. As cadeias de relações de interdependência possuíam outro desenho, uma sociedade de contorno mais rural do que urbano. Esse processo de desenvolvimento da cidade e, consequentemente, surgimento e crescimento das características urbanas no modo de vida dos indivíduos, marca a História de Piracicaba. Nesse contexto de formação da cidade buscamos entender como eram vivenciadas as práticas de lazer, qual era o tempo e quais os espaços mais destacados pela imprensa da época enquanto locus privilegiado para vivência dos momentos de lazer dos indivíduos. Elegemos como fonte documental o Jornal de Piracicaba, que se constituía num dos principais veículos de informação na cidade. Tendo em vista as limitações inerentes à proposta deste trabalho, delimitamos a análise no período de 12 anos, resgatando, portanto, as notícias mais recorrentes sobre as práticas e, principalmente, os espaços e as características do lazer vivenciadas naquele período. A leitura desse material possibilitou a visualização de uma imagem do cenário social da época na medida em que a imprensa escrita acaba por cobrir diversos aspectos da vida em sociedade, das condições econômicas e do cenário político em voga, enfim, abarcando todo contexto social de uma época e de um povo. As Características e os Espaços de Lazer O Teatro Santo Estevam Um dos espaços mais lembrados pela imprensa era o teatro municipal Santo Estevam. Nesse espaço aconteciam as principais apresentações teatrais e musicais

2 2 que passavam pela cidade. o Santo Estevam ocupava grande espaço nos noticiários da imprensa um indicativo de sua importância social para a cidade. Esse espaço de lazer era majoritariamente freqüentado pelas elites da cidade que cultivavam o hábito da freqüência a peças teatrais e concertos musicais. Alguns dos grandes bailes que aconteciam na cidade também encontravam no Teatro Santo Estevam o espaço privilegiado para a divulgação do encontro das elites da cidade, como vemos na notícia a seguir: Baile teve o mais desusado e intenso brilhantismo o baile hontem levado ao effeito no salão nobre do theatro Santo Estevam, que se achava repleto de gentis senhoritas. Para aquelles que tiveram a ventura de comparecer a brilhante soirée, o máximo vulgor de que ella se revestiu proporcionou-lhes de certo uma noite de magico encontro. Dentre as senhoritas presentes vimos as seguintes... 1 Em seguida, a matéria reproduz o nome de mais de vinte mulheres que teriam comparecido ao baile. A notícia encerra registrando a presença do Dr. Osório de Sousa, e lembrando que o representante do jornal saíra antes do término do baile, contudo, prevendo que a festa deveria prolongar-se até alta madrugada. A partir da análise da imprensa da época, podemos inferir que o Teatro Santo Estevam constituía-se num dos principais espaços sociais de lazer e entretenimento; um espaço bastante prestigiado pelas elites e substancialmente lembrado pelas notas da imprensa local. O destaque, a seguir, reforça a importância do Santo Estevam para as elites da cidade. Representou-se hontem, neste theatro, pela segunda vez, o belíssimo drama de Victorien Sardou A Tosca. À parte alguns senões, o desempenho foi bom; agradou. Hoje, cremos que pela primeira vez nesta cidade, será representado pela companhia dramatica Santos Silva, o sensacional drama, em 5 actos, A causa celebre. Prevemos, pois, para esta noitada, o Santo Estevam completamente cheio. 2 1 Jornal de Piracicaba, 15 de julho de Jornal de Piracicaba, 22 de fevereiro de 1911.

3 3 Observando atentamente a linguagem utilizada pela imprensa, percebemos que o teatro Santo Estevam recebia não somente um espaço grandioso na imprensa da cidade, mas, além disto, recebia um tratamento que glorificava esse espaço de lazer ao mesmo tempo que destacava os indivíduos que o freqüentavam e as atrações apresentadas no seu interior. De acordo com as fontes consultadas, um elemento comum nas práticas de lazer dos piracicabanos no início do século XX pode ser destacado: havia espaços específicos para a vivência dos momentos de lazer das elites, e o teatro Santo Estevam era um dos principais espaços de convívio deste grupo social. As Festas Populares As festas populares constituíam-se espaço privilegiado para o encontro e a vivência do lazer no início do século XX. O processo de organização dessas festas, assim como a motivação e os principais momentos recebiam destaque especial pela imprensa da cidade. Enquanto espaço para vivência do lazer, as festas populares possibilitavam o encontro de diferentes grupos sociais. Podemos dizer que havia um hibridismo maior no público que freqüentava esse tipo de espaço, especialmente se compararmos com aqueles que se ocupavam com a freqüência a peças teatrais ou concertos musicais no teatro Santo Estevam. A notícia que segue revela o alto nível de organização dessas festas, assim como o grande número de pessoas que se envolviam no processo de preparação. Já está definitivamente organisado o programma do festival de Domingo, no jardim da praça Rezende. Por elle verá o público a série de attrahentes doversões que lhe estão reservadas para a tarde de amanhã. Repetir-se- á o apreciado jogo dos cartõs postaes, que tanto interesse despertou ao ser aqui introduzido no principio do anno, mas, desta vez, apenas com eleição da rainha. Servirão de juizes os seguintes cavalheiros: drs. Luiz Teixeira Mendes, Antonio de Padua Dias e Pereira Leite e srs. Major Antonio B. Ferraz Netto, José Martins D. de Mello e Paulo Barbosa de Campos. Da venda de postaes encarregar-se-ão as senhoritas Adelia e Dudu de Mattos, Marina e Olga Ferraz e Cecilia Pinto. A comissão de directores será composta dos srs Jornal de Piracicaba, 15 de julho de 1911.

4 4 Essa matéria segue denominando outros membros que participavam da organização da festa e se encerra prevendo que essa bella festa leve amanhã ao jardim da ponte uma concorrência colossal. 4 Pela maneira que a imprensa registrava a ocorrência dessas festas populares percebemos uma linguagem menos formal do ponto de vista do tratamento reservado aos atores envolvidos, assim com na maneira como a noticia era produzida. Menos rebuscadas eram as palavras escolhidas para registrar os preparativos das festas populares se comparamos com o tipo de texto descrevendo a previsão de um concerto musical a ser executado no teatro Santo Estevam. As festas populares geralmente eram realizadas em praças públicas e também serviam como possibilidade de arrecadação de recursos para sociedades beneficentes ou mesmo para as obras da Igreja Católica. Aliás, a presença do catolicismo na imprensa dessa época evidencia a influência do pensamento e do modo de vida cristão-católico sobre o cotidiano da cidade. Os momentos de descanso e lazer, quando não fossem dedicados às atividades da Igreja, deveriam seguir regras sociais como, por exemplo, o não consumo de bebidas alcoólicas nos bares da cidade uma hábito muito cultivado e mostrado pela imprensa, mas, em geral, associado à vagabundagem e desordem social. 5 As Festas Escolares Os cerimonias escolares ganhavam destacado espaço na imprensa. Em geral, as datas cívicas, as comemorações de início ou encerramento do ano letivo eram momentos prestigiados pela imprensa da cidade. Apresentado pela imprensa como principais momentos da vida na cidade, esses eventos eram marcados por um ritual rigorosamente organizado e majoritariamente freqüentado pelas elites da cidade. As festas escolares, entre outras coisas, eram oportunidades de encontro e glorificação das elites da cidade. Havia poucas escolas em Piracicaba, os segmentos menos abastados não participavam desses rituais e sequer tinham acesso às oportunidades de educação formal. As festas escolares eram momentos de encontro e lazer das elites estabelecidas. Não raramente, alguma autoridade da cidade recebia homenagens durante essas festividades. 4 Ibidem. 5 Tivemos a oportunidade aprofundar melhor essa questão no artigo intitulado Os Clubes Sociais em Piracicaba-SP ( ), publicado e apresentado durante o III Congresso Latino Americano de Educação Física e Lazer, realizado na Universidade Metodista de Piracicaba, 09/06 a 12/06/2004.

5 5 As festas escolares faziam parte dos costumes da cidade e eram prerrogativa das elites. Apenas importantes comerciantes, políticos, fazendeiros, médicos, engenheiros, advogados ou professores eram lembrados nas matérias jornalísticas que divulgavam os cerimoniais escolares. Há relativa conjugação entre momento de lazer e ritual de glorificação das elites educadas quando tentamos interpretar essas festas escolares. Diferentemente das festas populares, que aconteciam em praça pública e tinham o objetivo de arrecadar recursos para campanhas da Igreja Católica, as festas escolares eram mais reservadas, não apenas pelo espaço em que se realizavam, mas, principalmente, pelo público alvo que as freqüentavam. É importante ressaltar ainda que as festas escolares ganhavam grandioso espaço na imprensa. Evidência disto é a reportagem a seguir, que ocupa praticamente toda primeira página da edição de 1 o de dezembro de 1910: Escola Complementar As Festas de Hontem no salão nobre da Escola Complementar, o qual se achava lindamente ornamentado com flores artificiaes e folhagens, realizou-se hontem, ao meio dia, na presença de muitas exmas senhoras e senhoritas, que ostentavam ricas toilettes da moda, e de muitos cavalheiros, a sessão solemne da formatura dos professorandos deste anno... 6 Na seqüência da notícia, o Jornal de Piracicaba reproduz toda programação da solenidade, destacando a presença de membros das elites da cidade e, ainda, valorizando a importância social do evento ao reproduzir parte dos discursos proferidos solenemente. As festas na ESALQ (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), no Colégio Piracicabano e na Escola Normal as principais instituições escolares da cidade no início dos século XX recebiam grande destaque na imprensa local e significavam muito mais do que momento de lazer ou encontro entre os indivíduos, serviam como espaço de glorificação e prestígio dos grupos com maior gradiente de poder que viviam na cidade, as elites piracicabanas. O bar e seu significado social Na primeira década do século XX, os bares sintetizavam um espaço peculiar para a vivência de momentos de ociosidade. Sobretudo, os bares significavam espaço privilegiado para o encontro entre amigos. Todavia, para a imprensa da época, os bares simbolizavam o principal ponto de encontro de desordeiros e vagabundos, os 6 Jornal de Piracicaba, 01 de dezembro de 1910.

6 6 outsiders 7 da cidade. A imprensa repugnava a vagabundagem e o consumo de bebidas alcoólicas, especialmente se em locais públicos como acontecia nos bares. 8 Para a imprensa, desordeiros, vagabundos e consumidores de bebidas alcoólicas, representavam uma só casta, um grupo social que passava as horas freqüentando os bares da cidade. Ociosidade e vagabundagem se constituíam sinônimos quando nos debruçamos sobre a imprensa piracicabana do início do século XX. Um editorial publicado na primeira página da edição de 17 de maio de 1902 denota a ojeriza da imprensa da cidade em relação aos indivíduos denominados vagabundos : Coisas da Cidade A Vagabundagem há dias nestas mesmas columnas chamamos a attenção da polícia para o estado em que se acha a mendicidade nesta terra. Hoje vamos tratar de um assumpto tão imporatante como aquele que muito importa para a nossa tranquilidade, para o nosso bem estar a vagabundagem. É incalentável o número de desocupados que passeiam pela cidade, perturbando a ordem e tranquilidade publica. Como se sabe, a ociosidade é o caminho do crime; é ella que arma o braço do assassino, que assula ao roubo e à emboscada; e ainda a causadora do vício, transformando caracteres. O homem que trabalha está isento desses perigos, é útil à sociedade e à família. É pois, em nome da nossa tranquilidade que pedimos à polícia providências no sentido de fazer com que cesse essa vagabundagem, germen pernicioso que infesta a nossa cidade... 9 Um eixo importante da temática do lazer como a ociosidade que, no atual estágio do conhecimento em ciências sociais 10, é tratado como um tempo privilegiado 7 O termo outsiders é abstraído da obra Estabelecidos e Outsiders, de Norbert Elias e John Scotson. Emprestamos este termo proposto por Elias e Scotson não apenas porque a teoria de Norbert Elias nos serve de inspiração teórica e metodológica há alguns anos, mas, principalmente, pela semelhança entre a análise desenvolvida por Elias nessa obra ao caracterizar os grupos estabelecidos e outsiders convivendo num mesmo contexto social, e a realidade que encontramos quando investigamos as reportagens jornalísticas que retratavam as relações de poder em Piracicaba no início do século XX. 8 São inúmeras as reportagens jornalísticas que encontramos fazendo associação entre os bares da cidade, consumo de bebidas alcoólicas, vagabundagem, desordem e violência. 9 Jornal de Piracicaba, 17 de maio de Esse estágio atual do conhecimento sobre teorias do lazer trata-se fundamentalmente dos trabalhos publicados no Brasil a partir da década de Um trabalho emblemático para a teoria do lazer e que

7 7 para a vivência de múltiplas possibilidades de desenvolvimento pessoal e social, recebia o tratamento da imprensa como se fosse um tempo pernicioso, favorável às práticas de violência e desregramento social. A imprensa condenava a vagabundagem, considerava caso de polícia e estímulo à desordem social. Identificava nos bares que comercializavam bebida alcoólica o espaço por excelência desses vagabundos, que provavelmente fossem ex-escravos e imigrantes pobres que se encontravam nesses estabelecimentos. 11 Enquanto os outsiders protagonizavam notícias de violência e agressividade em seus espaços de lazer principalmente nos bares a elite estabelecida consumia refrescos no interior dos clubes sociais de acesso restrito. Os bares simbolizavam espaço de encontro entre os vagabundos e desordeiros da cidade; a imprensa não aprofundava a reflexão acerca dos indivíduos que freqüentavam esses estabelecimentos. Julgava aprioristicamente a freqüência aos bares e o consumo de bebidas alcoólicas como práticas de vadiagem e desregramento social. Pelo que emerge das páginas dos jornais, os bares serviam de ambiente privilegiado para o bate-papo, o encontro entre trabalhadores de baixa qualificação e indivíduos sem função social definida. Os bares agregavam esses grupos sociais com menos oportunidades de poder e, portanto, menos influentes na dinâmica da vida da cidade sendo, consequentemente, desprestigiados pela imprensa local. Percebemos que era muito comum a associação desse tipo de lazer com manifestações de violência, por meio de brigas e discussões que ganhavam repercussão na imprensa. O Jornal de Piracicaba atribuía grande destaque para esses acontecimentos, reforçando a noção de que os bares se constituíam num ponto de agregação de vagabundos e desordeiros, então, espaço de lazer prejudicial, maléfico para os habitantes da cidade- como se esses indivíduos não fizessem parte da cidade. Vemos que o espaço das não-elites é estigmatizado tanto quanto seus freqüentadores. Em suma, os outsiders freqüentavam espaços específicos para outsiders, enquanto as elites da continua servindo como matriz teórica para muitos trabalhos sobre o tema, é a obra Lazer e Cultura Popular do sociólogo francês Jofre Dumazedier. A partir do trabalho de Dumazedier, a sociologia do Lazer ganha impulso como problema sociológico. A noção que apresentamos no sentido de que o lazer é um tempo privilegiado para o desenvolvimento pessoal e social dos indivíduos se inspira na teoria de Dumazedier, que continua exercendo grande influência nos trabalhos publicados no Brasil, especialmente os as pesquisas desenvolvidas durante as décadas de 1970 e Dois livros servem de ratificação de nossos argumentos: As Dimensões do Lazer, de Renato Requixa e O que é Lazer, de Luiz Octávio Camargo. 11 O levantamento e análise que vimos realizando por conta da produção da tese de doutorado, por enquanto, inspira e permite essa afirmação.

8 8 cidade apareciam nos espaços mais prestigiosos, recebendo o ensejo favorável da imprensa local. Apreendemos a partir dessa investigação que a prática de lazer não se tratava simplesmente da escolha pessoal, possibilitava maior grau de liberdade ou tinha como pano de fundo a gratuidade na vivência de experiências pessoais e culturais. Lazer e vivência do tempo-livre estiveram e estão umbilicalmente ligados à questão da oportunidade. A escolha de vivências culturais, sociais ou pessoais limita-se às oportunidades que se encontram disponíveis, depende do contexto social e do jogo que emerge a partir das disputas por oportunidades. Essas oportunidades estão vinculadas ao desenvolvimento econômico da cidade, aos costumes de seu povo, portanto, são limitadas e de acesso restrito, conforme as oportunidades de poder distribuídas entre os indivíduos que habitam a cidade num determinado período histórico. Circos e cinemas Praticamente todos os dias, o Jornal de Piracicaba divulgava os filmes exibidos no cinema Eden Cinema e as atrações por ocasião da chegada do circo na cidade. A imprensa valorizava a existências desses espaços de lazer. O circo e o cinema significavam espaços de bastante prestígio pela imprensa e muito procurados pela população. Certamente, talvez fossem os principais símbolos do entretenimento e da diversão, elementos sempre presentes na vivência do lazer. Alguns exemplos: Circo Americano: mais um explendido espectaculo prepara a companhia do Circo Americano para hoje. O applaudido ciclysta Holl Jocky exhibir-se-á em novos trabalhos. Será levada à scena, mais uma vez, a pantomina Vespera de S. João. 12 Companhia Silva Pinto por lhe não Ter ainda chegado a bagagem, a companhia Silva Pintosó se estreará na próxima Quarta-feira. Parte dos actopres já aqui se acha, devendo chegar hoje de Campinas o resto. 13 Eden Cinema serão exhibidas hoje, neste alegre e apreciado cinema, lindíssimas fitas cinematographicas, destacando-se 12 Jornal de Piracicaba, 28 de agosto de Jornal de Piracicaba, 18 de setembro de 1910.

9 9 especialmente a de 500 metros Mulher Vermelha e Inundações em Paris. 14 Eden Cinema Hoje, como todos os domingos, serão exhibidas novas e interessantes fitas neste cinema. 15 Quando observamos a linguagem da imprensa temos a impressão de que o circo e o cinema eram espaços que atendiam um público mais diversificado, talvez um momento de mistura entre elites e não-elites das cidade, a exemplo do que acontecia nas festas populares. Uma pesquisa mais profunda acerca desse problema talvez tornasse mais lúcida a diferença da linguagem da imprensa em relação as reportagens que, quase diariamente, divulgavam os espetáculos circenses e os filmes que eram exibidos naquela época, pois, notamos que a maneira como esse tipo de notícia divulgando opções de lazer para a população local se distinguia tanto das reportagens e editoriais que condenavam a vagabundagem e o consumo de bebidas alcoólicas nos bares, quanto as matérias que temperavam com glorificação e prestígio social as elites da cidade quando estas freqüentavam as festas escolares e os bailes em clubes de acesso restrito. O cinema e o circo seriam, portanto, possibilidades de lazer localizadas entre as elites e os outsiders. A partir da análise da imprensa escrita entendemos que a separação espacial dos momentos de lazer entre elites e outsiders somava-se aos espaços do cinema e do circo que, em realidade, figuravam como espaços de convívio social que abrangiam toda cidade intermediário entre os espaços das elites e os dos outsiders, mas, ao mesmo tempo, ambivalente e democrático, afinal, a linguagem de divulgação dos espetáculos circences e dos filmes em exibição mostrava certo grau de unificação entre os diferentes setores da sociedade em torno de alternativas de contemplação da arte, diversão e entretenimento. Considerações Finais Durante o transcorrer deste artigo procuramos resgatar parte da história das possibilidades de lazer em Piracicaba no início do século XX. Percebemos que a questão do lazer no início do século já se pronunciava enquanto um problema político, social e econômico. Enquanto as elites vivenciavam os lazeres educados dos clubes sociais ou prestigiavam o teatro e as festas escolares, os outsiders 14 Ibidem. 15 Jornal de Piracicaba, 28 de agosto de 1910.

10 10 freqüentavam os bares na cidade e essa modalidade de lazer não raramente se confundia com vagabundagem, desordem e embriaguez. O espaço da escola reduto das elites da cidade enquanto momento de celebração cívica ou festiva era majoritariamente freqüentado pelas elites da cidade. As elites recebiam as honras e o prestígio social durante as solenidades de formaturas, festas de final de ano letivo ou comemorações de datas cívicas. Pelo que emerge das páginas do Jornal de Piracicaba, esses momentos eram peculiares na vida da cidade, tinham elevado grau de significação enquanto oportunidades de encontro a afirmação de uma posição social no contexto da cidade. As festas populares, o cinema e os espetáculos circences se destacavam nas notícias de Piracicaba, talvez pela diversidade e grandiosidade de público que recebiam. Possivelmente, o cinema, as festas populares e o circo fossem espaços de lazer com caráter mais híbrido, ou seja, espaços de encontro entre elites e não-elites da cidade; espaços que possibilitassem visualizar com maior rigor a heterogeneidade do povo de Piracicaba em torno da vivência do lazer, uma pista para tentar entender o processo de formação de uma identidade local. Bibliografia CAMARGO, Luiz Octávio de Lima. O que é Lazer? São Paulo: Brasiliense, DUMAZEDIER, Jofre. Lazer e Cultura Popular. São Paulo: Brasiliense, ELIAS, Norbert & SCOTSON, John. Os Estabelecidos e os Outsiders. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, REQUIXA, Renato. As Dimensões do Lazer. São Paulo: Publicação do Serviço Social do Comércio (SESC), SIMÕES, José Luis. Os Clubes Sociais em Piracicaba-SP ( ). Artigo publicado em Anais Eletrônico do III CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE EDUCAÇÃO FÍSICA, ESPORTE E LAZER, Universidade Metodista de Piracicaba, 09/06/2002 a 12/06/2004. Edições do Jornal de Piracicaba 17 de maio de de agosto de de setembro de de dezembro de de fevereiro de de julho de 1911

INTRODUÇÃO. Sobre o Sou da Paz: Sobre os Festivais Esportivos:

INTRODUÇÃO. Sobre o Sou da Paz: Sobre os Festivais Esportivos: 1 INTRODUÇÃO Sobre o Sou da Paz: O Sou da Paz é uma organização que há mais de 10 anos trabalha para a prevenção da violência e promoção da cultura de paz no Brasil, atuando nas seguintes áreas complementares:

Leia mais

Comunidade cruzeirense e população de cidades vizinhas.

Comunidade cruzeirense e população de cidades vizinhas. P R O J E T O Apresentação O projeto Semana Cultural do Município constitui-se em uma série de eventos com atividades artísticas diversas, previstos para realização na semana do cinquentenário de Cruzeiro

Leia mais

CERIMONIAIS ESCOLARES EM PIRACICABA NA REPÚBLICA VELHA: ESPAÇO DAS ELITES, FOCO DA IMPRENSA

CERIMONIAIS ESCOLARES EM PIRACICABA NA REPÚBLICA VELHA: ESPAÇO DAS ELITES, FOCO DA IMPRENSA CERIMONIAIS ESCOLARES EM PIRACICABA NA REPÚBLICA VELHA: ESPAÇO DAS ELITES, FOCO DA IMPRENSA José Luis Simões Centro de Educação Universidade Federal de Pernambuco Introdução Na República Velha, a cidade

Leia mais

A EXPERIÊNCIA DO DIA-A-DIA, APRESENTA DA EM NOSSA SOCIEDADE E SUAS CONTRADIÇÕES E DESIGUALDADES. * Tais disparidades ocorrem devido a quê?

A EXPERIÊNCIA DO DIA-A-DIA, APRESENTA DA EM NOSSA SOCIEDADE E SUAS CONTRADIÇÕES E DESIGUALDADES. * Tais disparidades ocorrem devido a quê? A EXPERIÊNCIA DO DIA-A-DIA, APRESENTA DA EM NOSSA SOCIEDADE E SUAS CONTRADIÇÕES E DESIGUALDADES. * Tais disparidades ocorrem devido a quê? DÍVIDA SOCIAL ESCRAVIDÃO E IMIGRAÇÃO FALTA DE ESTRUTURA SOCIAL

Leia mais

Faculdade de Ciências Humanas Programa de Pós-Graduação em Educação RESUMO EXPANDIDO DO PROJETO DE PESQUISA

Faculdade de Ciências Humanas Programa de Pós-Graduação em Educação RESUMO EXPANDIDO DO PROJETO DE PESQUISA RESUMO EXPANDIDO DO PROJETO DE PESQUISA TÍTULO: TRABALHO DOCENTE NO ESTADO DE SÃO PAULO: ANÁLISE DA JORNADA DE TRABALHO E SALÁRIOS DOS PROFESSORES DA REDE PÚBLICA PAULISTA RESUMO O cenário atual do trabalho

Leia mais

INED PROJETO EDUCATIVO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO MAIA

INED PROJETO EDUCATIVO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO MAIA INED INSTITUTO DE EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO PROJETO EDUCATIVO MAIA PROJETO EDUCATIVO I. Apresentação do INED O Instituto de Educação e Desenvolvimento (INED) é uma escola secundária a funcionar desde

Leia mais

Comemoração da 1ª semana de Meio Ambiente do Município de Chuvisca/RS

Comemoração da 1ª semana de Meio Ambiente do Município de Chuvisca/RS Comemoração da 1ª semana de Meio Ambiente do Município de Chuvisca/RS Sustentabilidade: Reflexões sobre a temática ambiental P R E F E I T O M U N I C I P A L E R V I N O W A C H H O L S V I C E - P R

Leia mais

Bianca Arantes dos Santos 2 Célio José Losnak 3

Bianca Arantes dos Santos 2 Célio José Losnak 3 Cultura, história e gastronomia: análise de enquadramento do jornalismo gastronômico 1 RESUMO Bianca Arantes dos Santos 2 Célio José Losnak 3 O texto parte de uma pesquisa que tem como proposta realizar

Leia mais

CURSO DE ENFERMAGEM EDITAL PARA APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS DO CURSO DE ENFERMAGEM Nº 01 /2013

CURSO DE ENFERMAGEM EDITAL PARA APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS DO CURSO DE ENFERMAGEM Nº 01 /2013 CURSO DE ENFERMAGEM EDITAL PARA APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS DO CURSO DE ENFERMAGEM Nº 01 /2013 A Coordenação do Curso de Enfermagem da Faculdade São Salvador, no uso de suas atribuições, torna

Leia mais

CÂMARA DOS DEPUTADOS

CÂMARA DOS DEPUTADOS CÂMARA DOS DEPUTADOS CEFOR - CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO ESPECIALIZAÇÃO EM INSTITUIÇÕES E PROCESSOS POLÍTICOS DO LEGISLATIVO. PROJETO DE PESQUISA CIENTÍFICA. Projeto de Pesquisa Aluno:

Leia mais

A Contribuição Sírio-Libanesa para o Desenvolvimento de Anápolis 1907 a 1949.

A Contribuição Sírio-Libanesa para o Desenvolvimento de Anápolis 1907 a 1949. A Contribuição Sírio-Libanesa para o Desenvolvimento de Anápolis 1907 a 1949. Palavras-chave: Anápolis, árabe, desenvolvimento, comércio. LUPPI, Sheila Cristina Alves de Lima 1 POLONIAL, Juscelino Martins

Leia mais

PIBID HISTÓRIA 1 COORDENAÇÃO: PROFA. DRA. KARINA KOSICKI BELLOTTI SUPERVISÃO: PROF. DANIEL JACOB NODARI COLÉGIO D. PEDRO II 28 de novembro de 2014

PIBID HISTÓRIA 1 COORDENAÇÃO: PROFA. DRA. KARINA KOSICKI BELLOTTI SUPERVISÃO: PROF. DANIEL JACOB NODARI COLÉGIO D. PEDRO II 28 de novembro de 2014 PIBID HISTÓRIA 1 COORDENAÇÃO: PROFA. DRA. KARINA KOSICKI BELLOTTI SUPERVISÃO: PROF. DANIEL JACOB NODARI COLÉGIO D. PEDRO II 28 de novembro de 2014 RELATÓRIO FINAL ATIVIDADE SOBRE DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Leia mais

DIAGNÓSTICO DO PERFIL DO LEITOR: ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE O ENSINO PÚBLICO E PRIVADO NA REGIÃO OESTE DO ESTADO DE SÃO PAULO

DIAGNÓSTICO DO PERFIL DO LEITOR: ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE O ENSINO PÚBLICO E PRIVADO NA REGIÃO OESTE DO ESTADO DE SÃO PAULO DIAGNÓSTICO DO PERFIL DO LEITOR: ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE O ENSINO PÚBLICO E PRIVADO NA REGIÃO OESTE DO ESTADO DE SÃO PAULO Érika Cristina Mashorca Fiorelli, UNESP - Presidente Prudente-SP, SESI/SP; Ana

Leia mais

Teorias de Media e Comunicação

Teorias de Media e Comunicação Teorias de Media e Comunicação (4) Teóricos Contemporâneos Rita Espanha Mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação 1º Semestre 2012/2013 terça-feira, 20 de Novembro de 2012 Página 2 Jürgen

Leia mais

Questões - Festas populares do mês de junho

Questões - Festas populares do mês de junho Questões - Festas populares do mês de junho 1. Descreva os elementos característicos da Festa Junina presentes nas imagens. Abertura de São João 2011, no Pelourinho http://commons.wikimedia.org/wiki/file:s%c3%a3o_jo%c3%a3o_no_pel%c3%b4_2.jpg

Leia mais

ANÁLISE DOS CRITÉRIOS DE SELEÇÃO PREVISTOS NO EDITAL Nº 02, DE 15 DE JANEIRO DE 2015 (SGTES/MS) E IMPACTOS NAS SELEÇÕES PARA

ANÁLISE DOS CRITÉRIOS DE SELEÇÃO PREVISTOS NO EDITAL Nº 02, DE 15 DE JANEIRO DE 2015 (SGTES/MS) E IMPACTOS NAS SELEÇÕES PARA ANÁLISE DOS CRITÉRIOS DE SELEÇÃO PREVISTOS NO EDITAL Nº 02, DE 15 DE JANEIRO DE 2015 (SGTES/MS) E IMPACTOS NAS SELEÇÕES PARA PROGRAMAS DE RESIDÊNCIA MÉDICA DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS 23 de janeiro de 2015.

Leia mais

Projeto de meios informais de educação

Projeto de meios informais de educação Projeto de meios informais de educação Plano para 1963 Recife 1. O PME visa o aproveitamento dos meios coletivos de comunicação, ressaltando os aspectos positivos de seu conteúdo recreativo e explorando

Leia mais

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL Curso: Tecnologia Social e Educação: para além dos muros da escola Resumo da experiência de Avaliação do Programa "Apoio

Leia mais

MÍDIA E VIOLÊNCIA COMO OS JORNAIS RETRATAM A VIOLÊNCIA E A SEGURANÇA PÚBLICA NA BAIXADA FLUMINENSE. Silvia Ramos

MÍDIA E VIOLÊNCIA COMO OS JORNAIS RETRATAM A VIOLÊNCIA E A SEGURANÇA PÚBLICA NA BAIXADA FLUMINENSE. Silvia Ramos MÍDIA E VIOLÊNCIA COMO OS JORNAIS RETRATAM A VIOLÊNCIA E A SEGURANÇA PÚBLICA NA BAIXADA FLUMINENSE Silvia Ramos A pesquisa mídia e violência O Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade

Leia mais

A PRÁTICA DE PROJETOS ESCOLARES COMO MEIO DE APRENDIZAGEM: UMA EXPERIENCIA EM BARRA DO GARÇAS (MT)

A PRÁTICA DE PROJETOS ESCOLARES COMO MEIO DE APRENDIZAGEM: UMA EXPERIENCIA EM BARRA DO GARÇAS (MT) A PRÁTICA DE PROJETOS ESCOLARES COMO MEIO DE APRENDIZAGEM: UMA EXPERIENCIA EM BARRA DO GARÇAS (MT) Rosinei Borges de Mendonça UFMT-Araguaia rosineibm@gmail.com Adriana Queiroz do Nascimento UFMT-Araguaia

Leia mais

Conheça também! As demais disciplinas desta coleção nas páginas 4, 8, 32, 36, 72 e 90.

Conheça também! As demais disciplinas desta coleção nas páginas 4, 8, 32, 36, 72 e 90. porta aberta Nova edição Geografia 2º ao 5º ano O estudo das categorias lugar, paisagem e espaço tem prioridade nesta obra. 25383COL05 Conheça também! As demais disciplinas desta coleção nas páginas 4,

Leia mais

PROPAGANDAS DE CERVEJA: UMA RELAÇÃO DE CONSUMO E PRAZER PARA O PÚBLICO JOVEM

PROPAGANDAS DE CERVEJA: UMA RELAÇÃO DE CONSUMO E PRAZER PARA O PÚBLICO JOVEM PROPAGANDAS DE CERVEJA: UMA RELAÇÃO DE CONSUMO E PRAZER PARA O PÚBLICO JOVEM Autoras: Profª Ms. Mayara Arina Bertolo UNIMEP Profª. Drª. Liana Abrão Romera UFES Por questões culturais as bebidas alcoólicas

Leia mais

Educação Integral, Escola de Tempo Integral e Aluno em Tempo Integral na Escola.

Educação Integral, Escola de Tempo Integral e Aluno em Tempo Integral na Escola. Educação Integral, Escola de Tempo Integral e Aluno em Tempo Integral na Escola. Chico Poli Algumas vezes, fora da escola há até mais formação do que na própria escola. (M. G. Arroyo) É preciso toda uma

Leia mais

Proposta de publicidade

Proposta de publicidade Proposta de publicidade Olá, prezado (a) Vimos por meio deste apresentar nosso Jornal e a nossa proposta de publicidade para seu negocio ou serviço, que segue-se adiante. Informação é fundamental nos dias

Leia mais

TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA

TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA RESUMO Os educadores têm se utilizado de uma metodologia Linear, que traz uma característica conteudista; É possível notar que o Lúdico não se limita

Leia mais

RESUMO O HOMEM E O RIO: EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA A SUSTENTABILIDADE DO RIO PARAÍBA DO SUL

RESUMO O HOMEM E O RIO: EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA A SUSTENTABILIDADE DO RIO PARAÍBA DO SUL RESUMO O HOMEM E O RIO: EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA A SUSTENTABILIDADE DO RIO PARAÍBA DO SUL UNITAU - Universidade de Taubaté CBH-PS Comitê de Bacias Hidrográficas do Rio Paraíba do Sul Trabalho realizado

Leia mais

O MUNDO DAS FORMIGAS LAMANA, Isabel C. A. C. MESSIAS, Leidi Renata SPRESSOLA, Nilmara H.

O MUNDO DAS FORMIGAS LAMANA, Isabel C. A. C. MESSIAS, Leidi Renata SPRESSOLA, Nilmara H. O MUNDO DAS FORMIGAS LAMANA, Isabel C. A. C. MESSIAS, Leidi Renata SPRESSOLA, Nilmara H. Resumo O tema das formigas foi escolhido de maneira espontânea devido ao grande número das mesmas em nossa escola,

Leia mais

Elaboração de Projetos

Elaboração de Projetos Elaboração de Projetos 2 1. ProjetoS Projeto de Vida MACHADO, Nilson José. Projeto de vida. Entrevista concedida ao Diário na Escola-Santo André, em 2004. Disponível em: .

Leia mais

Valéria Carrilho da Costa

Valéria Carrilho da Costa A FOLIA NA ESCOLA: ENTRE CORES E CANTOS Valéria Carrilho da Costa gmacala@netsite.com.br Prefeitura Municipal de Uberlândia E.M. Profª Maria Leonor de Freitas Barbosa Relato de Experiência Resumo O projeto

Leia mais

Família. Escola. Trabalho e vida econômica. Vida Comunitária e Religião

Família. Escola. Trabalho e vida econômica. Vida Comunitária e Religião Família Qual era a profissão dos seus pais? Como eles conciliavam trabalho e família? Como era a vida de vocês: muito apertada, mais ou menos, ou viviam com folga? Fale mais sobre isso. Seus pais estudaram

Leia mais

Pólos da Paz e Praças da Paz SulAmérica

Pólos da Paz e Praças da Paz SulAmérica A iniciativa O projeto Praças é uma iniciativa do Instituto Sou da Paz, em parceria com a SulAmérica, que promove a revitalização de praças públicas da periferia de São Paulo com a participação da comunidade

Leia mais

A Fundação Victor Civita (FVC) divulgou nesta terça-feira, 7, a relação de projetos e professores vencedores da 15ª edição do Prêmio Educador Nota

A Fundação Victor Civita (FVC) divulgou nesta terça-feira, 7, a relação de projetos e professores vencedores da 15ª edição do Prêmio Educador Nota A Fundação Victor Civita (FVC) divulgou nesta terça-feira, 7, a relação de projetos e professores vencedores da 15ª edição do Prêmio Educador Nota 10. Entre os cerca de 2.500 professores, coordenadores

Leia mais

Um olhar sobre a Educomunicação enquanto prática em expansão

Um olhar sobre a Educomunicação enquanto prática em expansão Um olhar sobre a Educomunicação enquanto prática em expansão Cláudio Messias 1 Resumo Investigamos, por meio de pesquisa quantitativa e qualitativa, referenciais que dão sustentação à expansão da prática

Leia mais

35 anos. Raça Cia de Dança. Venha fazer parte da nossa história!

35 anos. Raça Cia de Dança. Venha fazer parte da nossa história! 35 anos Raça Cia de Dança Venha fazer parte da nossa história! Sua empresa já pensou em reverter parte do valor pago ao Imposto de Renda em um projeto cultural? Incentivar uma iniciativa que envolve cultura,

Leia mais

AGROECOLOGIA E EDUCAÇÃO DO CAMPO: pesquisa, ação e reflexão a partir das escolas do campo no município de Goiás-GO 1

AGROECOLOGIA E EDUCAÇÃO DO CAMPO: pesquisa, ação e reflexão a partir das escolas do campo no município de Goiás-GO 1 AGROECOLOGIA E EDUCAÇÃO DO CAMPO: pesquisa, ação e reflexão a partir das escolas do campo no município de Goiás-GO 1 SOUZA, Murilo M. O. 2 ; COSTA, Auristela A. 2 ; SANT ANNA, Thiago S. 3 ; SILVA, Fábio

Leia mais

Resumo. GT Produção Laboratorial Impresso Jornal cultural 2ª Opinião Márcia Eliane Rosa Professora de Jornalismo, doutoranda na ECA/USP

Resumo. GT Produção Laboratorial Impresso Jornal cultural 2ª Opinião Márcia Eliane Rosa Professora de Jornalismo, doutoranda na ECA/USP GT Produção Laboratorial Impresso Jornal cultural 2ª Opinião Márcia Eliane Rosa Professora de Jornalismo, doutoranda na ECA/USP Resumo O 2ª Opinião - Espaço cultural é um jornal-laboratório que vem sendo

Leia mais

O TRAJE DA CRIANÇA NA IDADE MÉDIA

O TRAJE DA CRIANÇA NA IDADE MÉDIA 11º Colóquio de Moda 8ª Edição Internacional 2º Congresso Brasileiro de Iniciação Científica em Design e Moda 2015 O TRAJE DA CRIANÇA NA IDADE MÉDIA The Child's Costume in The Middle Ages Neotte, Linda

Leia mais

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA NACIONAL

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA NACIONAL Relatório Analítico PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA NACIONAL PESQUISA SOBRE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER DATASENADO SECS PESQUISA SOBRE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER Há dois anos, o DataSenado

Leia mais

Interação das Escolas do Tocantins

Interação das Escolas do Tocantins SINDICATO DOS PEDAGOGOS DO ESTADO DO TOCANTINS - SINPETO www.sinpeto.com.br Interação das Escolas do Tocantins Palmas 2010. SINDICATO DOS PEDAGOGOS DO ESTADO DO TOCANTINS - SINPETO www.sinpeto.com.br Projeto:

Leia mais

FONTES PRIMÁRIAS SOBRE A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL: BOLETINS E CIRCULARES DO APOSTOLADO POSITIVISTA (1881-1927) APRESENTAÇÃO

FONTES PRIMÁRIAS SOBRE A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL: BOLETINS E CIRCULARES DO APOSTOLADO POSITIVISTA (1881-1927) APRESENTAÇÃO FONTES PRIMÁRIAS SOBRE A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL: BOLETINS E CIRCULARES DO APOSTOLADO POSITIVISTA (1881-1927) APRESENTAÇÃO João Carlos da Silva 1 A produção da IPB reúne uma farta publicação de

Leia mais

LEITURA E ESCRITA: HABILIDADES SOCIAIS DE TRANSCREVER SENTIDOS

LEITURA E ESCRITA: HABILIDADES SOCIAIS DE TRANSCREVER SENTIDOS LEITURA E ESCRITA: HABILIDADES SOCIAIS DE TRANSCREVER SENTIDOS Driely Xavier de Holanda Kátia Fabiana Lopes de Goes Valmira Cavalcante Marques Regina Celi Mendes Pereira Universidade Federal da Paraíba

Leia mais

Fotografia e Escola. Marcelo Valle 1

Fotografia e Escola. Marcelo Valle 1 Fotografia e Escola Marcelo Valle 1 Desde 1839, ano do registro da invenção da fotografia na França, quase tudo vem sendo fotografado, não há atualmente quase nenhuma atividade humana que não passe, direta

Leia mais

O DIREITO ÀS MEMÓRIAS NEGRAS E A OUTRAS HISTÓRIAS : AS COLEÇÕES DO JORNAL O EXEMPLO. Maria Angélica Zubaran

O DIREITO ÀS MEMÓRIAS NEGRAS E A OUTRAS HISTÓRIAS : AS COLEÇÕES DO JORNAL O EXEMPLO. Maria Angélica Zubaran O DIREITO ÀS MEMÓRIAS NEGRAS E A OUTRAS HISTÓRIAS : AS COLEÇÕES DO JORNAL O EXEMPLO Maria Angélica Zubaran Sabemos que, no âmbito das ciências humanas, a memória está relacionada aos processos da lembrança

Leia mais

Tribunal do Trabalho da Paraíba 13ª Região

Tribunal do Trabalho da Paraíba 13ª Região Tribunal do Trabalho da Paraíba 13ª Região Apresentação 1.Identificação do órgão:tribunal do Trabalho da Paraíba/ Assessoria de Comunicação Social 2.E-mail para contato:rdaguiar@trt13.jus.br, rosa.jp@terra.com.br

Leia mais

SÉRIES INDICADAS 8.º e 9.º ano do Ensino Fundamental e Ensino Médio.

SÉRIES INDICADAS 8.º e 9.º ano do Ensino Fundamental e Ensino Médio. SÉRIES INDICADAS 8.º e 9.º ano do Ensino Fundamental e Ensino Médio. RESUMO Nós, jovens brasileiros, é uma continuidade do conhecido Este jovem brasileiro, sucesso do portal por 6 edições consecutivas.

Leia mais

O consumo de conteúdos noticiosos dos estudantes de Ciências da Comunicação da Faculdade de Letras da Universidade do Porto

O consumo de conteúdos noticiosos dos estudantes de Ciências da Comunicação da Faculdade de Letras da Universidade do Porto Ciências da Comunicação: Jornalismo, Assessoria e Multimédia O consumo de conteúdos noticiosos dos estudantes de Ciências da Comunicação da Faculdade de Letras da Universidade do Porto Metodologia da Investigaça

Leia mais

Leitura e Literatura

Leitura e Literatura MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO BÁSICAB Diretoria de Políticas de Formação, Materiais Didáticos e de Tecnologias para Educação BásicaB Leitura e Literatura Dia e Semana Nacional da Leitura

Leia mais

A EXPERIÊNCIA DO CONTEUDO DANÇA NA INTERFACE E FORMAÇÃO CULTURAL NA EDUCAÇÃO FÍSICA A PARTIR DAS INTERVENÇÕES DO PIBID UFG/CAC

A EXPERIÊNCIA DO CONTEUDO DANÇA NA INTERFACE E FORMAÇÃO CULTURAL NA EDUCAÇÃO FÍSICA A PARTIR DAS INTERVENÇÕES DO PIBID UFG/CAC A EXPERIÊNCIA DO CONTEUDO DANÇA NA INTERFACE E FORMAÇÃO CULTURAL NA EDUCAÇÃO FÍSICA A PARTIR DAS INTERVENÇÕES DO PIBID UFG/CAC Fernanda Costa SANTOS UFG/CAC- nandacostasantos@hotmail.com Karolina Santana

Leia mais

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO CAMPUS BARRETOS

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO CAMPUS BARRETOS INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO CAMPUS BARRETOS Licenciatura em Ciências Biológicas Instruções para desenvolvimento e registro das Atividades Acadêmico-Científico-

Leia mais

Convivência. Revista do PEN Clube do Brasil. 2ª Fase - 1º Semestre 2012 - Número 2 - Rio de Janeiro Brasil / ISSN 1518-9996 ESPECIAL

Convivência. Revista do PEN Clube do Brasil. 2ª Fase - 1º Semestre 2012 - Número 2 - Rio de Janeiro Brasil / ISSN 1518-9996 ESPECIAL Convivência Revista do PEN Clube do Brasil 2ª Fase - 1º Semestre 2012 - Número 2 - Rio de Janeiro Brasil / ISSN 1518-9996 ESPECIAL PEN CLUBE DO BRASIL: 76 ANOS (1936-2012) Cláudio Aguiar O sentido de qualquer

Leia mais

Sua Escola, Nossa Escola

Sua Escola, Nossa Escola Sua Escola, Nossa Escola Episódio: Andréa Natália e o Ensino na Fronteira Ponta Porã Resumo Esse vídeo integra a série Sua Escola, Nossa Escola, composta por dezessete programas, os quais mostram experiências

Leia mais

4. ACTIVIDADES QUOTIDIANAS E USOS DO TEMPO DOS UTILIZADORES DA INTERNET

4. ACTIVIDADES QUOTIDIANAS E USOS DO TEMPO DOS UTILIZADORES DA INTERNET 4. ACTIVIDADES QUOTIDIANAS E USOS DO TEMPO DOS UTILIZADORES DA INTERNET Usos diários do tempo: utilizadores dedicam menos tempo às actividades domésticas Outra questão interessante é a dos usos do tempo

Leia mais

CONSELHO DE CLASSE DICIONÁRIO

CONSELHO DE CLASSE DICIONÁRIO CONSELHO DE CLASSE O Conselho de Classe é um órgão colegiado, de cunho decisório, presente no interior da organização escolar, responsável pelo processo de avaliação do desempenho pedagógico do aluno.

Leia mais

SÃO PAULO: UM PASSEIO HISTÓRICO PELA MINHA CIDADE

SÃO PAULO: UM PASSEIO HISTÓRICO PELA MINHA CIDADE SÃO PAULO: UM PASSEIO HISTÓRICO PELA MINHA CIDADE Escola Estadual Dr. Luís Arrôbas Martins Sala 11 / Sessão 1 Professor(es) Apresentador(es): Maria Lucia de O C Queirolo Josilene de L Sinezio Realização:

Leia mais

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Ensino Médio Elaborar uma proposta curricular para implica considerar as concepções anteriores que orientaram, em diferentes momentos, os

Leia mais

SEMANA 3 A CONTRIBUIÇAO DOS ESTUDOS DE GÊNERO

SEMANA 3 A CONTRIBUIÇAO DOS ESTUDOS DE GÊNERO SEMANA 3 A CONTRIBUIÇAO DOS ESTUDOS DE GÊNERO Autor (unidade 1 e 2): Prof. Dr. Emerson Izidoro dos Santos Colaboração: Paula Teixeira Araujo, Bernardo Gonzalez Cepeda Alvarez, Lívia Sousa Anjos Objetivos:

Leia mais

Grupo de Trabalho: Temas Livres

Grupo de Trabalho: Temas Livres ATIVIDADE FÍSICA, LAZER E SAÚDE NA ADOLESCÊNCIA: POSSÍVEIS APROXIMAÇÕES Alipio Rodrigues Pines Junior (alipio.rodrigues@gmail.com) Grupo Interdisciplinar de Estudos do Lazer - GIEL/USP/CNPq Tiago Aquino

Leia mais

atuarte jovens ativos na inclusão pela arte

atuarte jovens ativos na inclusão pela arte 2 Os TUB possuem um autocarro convertido num teatro que é um excelente recurso para levar aos bairros da periferia da cidade (Enguardas, Santa Tecla, Andorinhas, Parretas ou outros), oficinas de artes

Leia mais

A pintura de natureza-morta (com temática de arranjos de frutas, legumes e utensílios domésticos) surgiu como um gênero mais simplório, no início do

A pintura de natureza-morta (com temática de arranjos de frutas, legumes e utensílios domésticos) surgiu como um gênero mais simplório, no início do A pintura de natureza-morta (com temática de arranjos de frutas, legumes e utensílios domésticos) surgiu como um gênero mais simplório, no início do Barroco, derivado das pinturas que representavam cenas

Leia mais

6. Considerações finais

6. Considerações finais 84 6. Considerações finais Nesta dissertação, encontram-se registros de mudanças sociais que influenciaram as vidas de homens e mulheres a partir da chegada das novas tecnologias. Partiu-se da Revolução

Leia mais

ANÁLISE DOS OBJETIVOS PRESENTES NOS TRABALHOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL APRESENTADOS NO IX EPEA-PR

ANÁLISE DOS OBJETIVOS PRESENTES NOS TRABALHOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL APRESENTADOS NO IX EPEA-PR ANÁLISE DOS OBJETIVOS PRESENTES NOS TRABALHOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL APRESENTADOS NO IX EPEA-PR Resumo FRANZÃO, Thiago Albieri UEPG/GEPEA thiagofranzao@hotmail.com RAMOS, Cinthia Borges de UEPG/GEPEA cinthiaramos88@yahoo.com.br

Leia mais

O ENSINO DE CIÊNCIAS NATURAIS NO FAZER PEDAGÓGICO

O ENSINO DE CIÊNCIAS NATURAIS NO FAZER PEDAGÓGICO ESTADO DE MATO GROSSO PREFEITURA MUNICIPAL DE LAMBARI D OESTE SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA MATOS, Alaíde Arjona de 1 OLIVEIRA, Sônia Fernandes de 2 Professora da rede municipal de ensino

Leia mais

O Mercado de Trabalho nas Atividades Culturais no Brasil, 1992-2001

O Mercado de Trabalho nas Atividades Culturais no Brasil, 1992-2001 1 Ministério da Cultura Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) Data de elaboração da ficha: Ago 2007 Dados das organizações: Nome: Ministério da Cultura (MinC) Endereço: Esplanada dos Ministérios,

Leia mais

Como utilizar este caderno

Como utilizar este caderno INTRODUÇÃO O objetivo deste livreto é de ajudar os grupos da Pastoral de Jovens do Meio Popular da cidade e do campo a definir a sua identidade. A consciência de classe, ou seja, a consciência de "quem

Leia mais

Arcoverde: Páginas que Ninguém Leu 1. Aline de Souza Silva SIQUEIRA 2 Adriana Xavier Dória MATOS 3 Universidade Católica de Pernambuco, Recife, PE

Arcoverde: Páginas que Ninguém Leu 1. Aline de Souza Silva SIQUEIRA 2 Adriana Xavier Dória MATOS 3 Universidade Católica de Pernambuco, Recife, PE Arcoverde: Páginas que Ninguém Leu 1 Aline de Souza Silva SIQUEIRA 2 Adriana avier Dória MATOS 3 Universidade Católica de Pernambuco, Recife, PE RESUMO Este trabalho se propõe uma jornada Arcoverde adentro

Leia mais

A CONSTRUÇÃO DE UM CIDADÃO CRÍTICO POR MEIO DO PROGRAMA MAIS EDUCAÇÃO. 1

A CONSTRUÇÃO DE UM CIDADÃO CRÍTICO POR MEIO DO PROGRAMA MAIS EDUCAÇÃO. 1 1 A CONSTRUÇÃO DE UM CIDADÃO CRÍTICO POR MEIO DO PROGRAMA MAIS EDUCAÇÃO. 1 Fabiana Bezerra Mangili Edilene Précoma Marcela Bianca Malosso Graça Caroline Felizardo Carrazedo de Souza 2 RESUMO: O presente

Leia mais

A Educação Musical em atividades interdisciplinares: um relato de experiência em uma oficina 1

A Educação Musical em atividades interdisciplinares: um relato de experiência em uma oficina 1 A Educação Musical em atividades interdisciplinares: um relato de experiência em uma oficina 1 Fernanda de Assis Oliveira 2 Universidade Federal do Rio Grande do Sul UFRGS Resumo: Este relato descreve

Leia mais

ORGANIZAÇÃO CURRICULAR do Curso de Serviço Social

ORGANIZAÇÃO CURRICULAR do Curso de Serviço Social ORGANIZAÇÃO CURRICULAR do Curso de Serviço Social O Projeto pedagógico do Curso de Serviço Social do Pólo Universitário de Rio das Ostras sua direção social, seus objetivos, suas diretrizes, princípios,

Leia mais

Circular NPJ nº 01/2008:

Circular NPJ nº 01/2008: Rio de Janeiro, 14 de março de 2008. Circular NPJ nº 01/2008: Apresenta o funcionamento do Núcleo de Prática Jurídica e do Escritório Modelo. Estimados Alunos, Essa circular visa ao esclarecimento do funcionamento

Leia mais

PROJETO DE LEI N o 197, DE 2011 (Apensos os PLs nºs 2.320/11, 2.560/11, 3.330/12, 3.780/12 e 3.816/12)

PROJETO DE LEI N o 197, DE 2011 (Apensos os PLs nºs 2.320/11, 2.560/11, 3.330/12, 3.780/12 e 3.816/12) COMISSÃO DE CULTURA 1 PROJETO DE LEI N o 197, DE 2011 (Apensos os PLs nºs 2.320/11, 2.560/11, 3.330/12, 3.780/12 e 3.816/12) Dispõe sobre o desconto de 50% (cinquenta por cento) em eventos culturais e

Leia mais

Equipe: Ronaldo Laranjeira Helena Sakiyama Maria de Fátima Rato Padin Sandro Mitsuhiro Clarice Sandi Madruga

Equipe: Ronaldo Laranjeira Helena Sakiyama Maria de Fátima Rato Padin Sandro Mitsuhiro Clarice Sandi Madruga Equipe: Ronaldo Laranjeira Helena Sakiyama Maria de Fátima Rato Padin Sandro Mitsuhiro Clarice Sandi Madruga 1. Por que este estudo é relevante? Segundo o relatório sobre a Carga Global das Doenças (Global

Leia mais

Programação Geral. Música Regional Brasileira. A música do Brasil - Seg/Dom 6h.

Programação Geral. Música Regional Brasileira. A música do Brasil - Seg/Dom 6h. Programação Geral Música Regional Brasileira A música do Brasil - Seg/Dom 6h. Programa destinado a divulgar a música típica das regiões do Brasil. Toca os grandes mestres da música nordestina e mostra

Leia mais

AGENDA DE NOVEMBRO E DEZEMBRO DE 2014

AGENDA DE NOVEMBRO E DEZEMBRO DE 2014 AGENDA DE NOVEMBRO E DEZEMBRO DE 2014 O Agrupamento de Escolas N.º2 de Abrantes tem como um dos seus objetivos a plena integração na comunidade de que faz parte. Surge assim como natural a divulgação das

Leia mais

Desigualdade e desempenho: uma introdução à sociologia da escola brasileira

Desigualdade e desempenho: uma introdução à sociologia da escola brasileira Desigualdade e desempenho: uma introdução à sociologia da escola brasileira Maria Lígia de Oliveira Barbosa Belo Horizonte, MG: Argvmentvm, 2009, 272 p. Maria Lígia de Oliveira Barbosa, que há algum tempo

Leia mais

MEMÓRIA URBANA DE PALMAS-TO: LEVANTAMENTO DE INFORMAÇÕES E MATERIAL SOBRE O PLANO DE PALMAS E SEUS ANTECEDENTES

MEMÓRIA URBANA DE PALMAS-TO: LEVANTAMENTO DE INFORMAÇÕES E MATERIAL SOBRE O PLANO DE PALMAS E SEUS ANTECEDENTES MEMÓRIA URBANA DE PALMAS-TO: LEVANTAMENTO DE INFORMAÇÕES E MATERIAL SOBRE O PLANO DE PALMAS E SEUS ANTECEDENTES Tânia de Sousa Lemos 1 ; Ana Beatriz Araujo Velasques 2 1 Aluna do Curso de Arquitetura e

Leia mais

CARTILHA D. JOTINHA A ORIENTAÇÃO DO PROFESSOR DE ARTES VISUAIS SOBRE A CONSERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO ARTÍSTICO E CULTURAL

CARTILHA D. JOTINHA A ORIENTAÇÃO DO PROFESSOR DE ARTES VISUAIS SOBRE A CONSERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO ARTÍSTICO E CULTURAL CARTILHA D. JOTINHA A ORIENTAÇÃO DO PROFESSOR DE ARTES VISUAIS SOBRE A CONSERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO ARTÍSTICO E CULTURAL Universidade Federal de Goiá/Faculdade de Artes Visuais Rodrigo Cesário RANGEL Rodrigoc_rangel@hotmail.com

Leia mais

O lazer, a educação e o Programa Segundo Tempo. Victor Melo, Angela Brêtas, Monica Monteiro

O lazer, a educação e o Programa Segundo Tempo. Victor Melo, Angela Brêtas, Monica Monteiro O lazer, a educação e o Programa Segundo Tempo Victor Melo, Angela Brêtas, Monica Monteiro Universidade Federal do Rio de Janeiro O que é lazer? Quando atuamos no âmbito do lazer podemos destacar dois

Leia mais

João Pessoa Tão grandiosa, tão rica, tão diversa, que é até difícil descrever uma capital de tantos sinônimos. Uma cidade que transmite sossego ao atravessar longos caminhos de verdes abundantes, inspira

Leia mais

LINGUAGENS ARTÍSTICAS E LÚDICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL.

LINGUAGENS ARTÍSTICAS E LÚDICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL. LINGUAGENS ARTÍSTICAS E LÚDICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL. ANA PAULA CORDEIRO ARTE ARTE? O QUE É? QUAL SUA NECESSIDADE? QUAL SUA FUNÇÃO? ARTE: O QUE É? ARTE Uma forma de criação de linguagens- a linguagem visual,

Leia mais

UMA PROPOSTA DE DRAMATIZAÇÃO PARA ABORDAGEM DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS NO ENSINO MÉDIO

UMA PROPOSTA DE DRAMATIZAÇÃO PARA ABORDAGEM DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS NO ENSINO MÉDIO UMA PROPOSTA DE DRAMATIZAÇÃO PARA ABORDAGEM DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS NO ENSINO MÉDIO SOUZA, Caio Henrique Bueno de 1 RODRIGUES, Davi 2 SANTOS, Edna Silva 3 PIRES, Fábio José 4 OLIVEIRA, Jully Gabriela

Leia mais

2 Importância e contribuição dos eventos na atividade econômica, 3

2 Importância e contribuição dos eventos na atividade econômica, 3 Apresentação, xiii 1 Conceito e expressão de um evento, 1 2 Importância e contribuição dos eventos na atividade econômica, 3 3 Tipos e características dos eventos, 5 3.1 Banquete/jantar de gala, 6 3.2

Leia mais

4 Metodologia. 4.1. Primeira parte

4 Metodologia. 4.1. Primeira parte 4 Metodologia [...] a metodologia inclui as concepções teóricas de abordagem, o conjunto de técnicas que possibilitam a apreensão da realidade e também o potencial criativo do pesquisador. (Minayo, 1993,

Leia mais

Todos os campos do formulário são de preenchimento obrigatório e devem ser preenchidos seguindo as seguintes orientações:

Todos os campos do formulário são de preenchimento obrigatório e devem ser preenchidos seguindo as seguintes orientações: Introdução Este manual destina-se a orientar o preenchimento do Formulário de Eventos do Turismo, cujo conteúdo integrará o Calendário Nacional de Eventos Turísticos. Ressalta-se que o Calendário será

Leia mais

Do Jornalismo aos Media

Do Jornalismo aos Media Do Jornalismo aos Media Estudos sobre a realidade portuguesa Rogério Santos Universidade Católica Editora Índice Introdução 7 Parte I Elementos para a história dos media em Portugal Jornalismo português

Leia mais

Alunos de 6º ao 9 anos do Ensino Fundamental

Alunos de 6º ao 9 anos do Ensino Fundamental Alunos de 6º ao 9 anos do Ensino Fundamental Resumo Este projeto propõe a discussão da Década de Ações para a Segurança no Trânsito e a relação dessa com o cotidiano dos alunos, considerando como a prática

Leia mais

Ano: 6 Turma:6.1 e 6.2

Ano: 6 Turma:6.1 e 6.2 COLÉGIO NOSSA SENHORA DA PIEDADE Programa de Recuperação Final 3ª Etapa 2014 Disciplina: História Professor (a): Rodrigo Ano: 6 Turma:6.1 e 6.2 Caro aluno, você está recebendo o conteúdo de recuperação.

Leia mais

OS SABERES DOS PROFESSORES

OS SABERES DOS PROFESSORES OS SABERES DOS PROFESSORES Marcos históricos e sociais: Antes mesmo de serem um objeto científico, os saberes dos professores representam um fenômeno social. Em que contexto social nos interessamos por

Leia mais

LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA BRASILEIRA

LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA BRASILEIRA LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA BRASILEIRA Prova de 2 a Etapa SÓ ABRA QUANDO AUTORIZADO. Leia atentamente as instruções que se seguem. 1 - Este caderno contém seis questões, abrangendo um total de nove

Leia mais

Acelerar a resolução de litígios entre empresas e chamar arbitragens internacionais a Portugal são dois propósitos do novo quadro legal

Acelerar a resolução de litígios entre empresas e chamar arbitragens internacionais a Portugal são dois propósitos do novo quadro legal RESOLUÇÃO ALTERNATIVA DE LITÍGIOS Arbitragem voluntária tem nova lei a boleia da troika Acelerar a resolução de litígios entre empresas e chamar arbitragens internacionais a Portugal são dois propósitos

Leia mais

MANUAL DE COLAÇÃO DE GRAU DA ADJETIVO - CETEP

MANUAL DE COLAÇÃO DE GRAU DA ADJETIVO - CETEP MANUAL DE COLAÇÃO DE GRAU DA ADJETIVO - CETEP Solenidade de Colação de Grau A Colação de grau é o ato Institucional que se realiza para conferir graus acadêmicos aos formandos, em dia e hora marcados.

Leia mais

Eduardo Paes Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro

Eduardo Paes Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro O Rio de Janeiro se prepara para fazer da Olimpíada um momento inesquecível em sua história. Cariocas e milhões de visitantes terão a oportunidade de conhecer o bem mais valioso da Cidade Olímpica: a riqueza

Leia mais

VIOLÊNCIA GERA VIOLÊNCIA E DO CONTRÁRIO GENTILEZA GERA GENTILEZA

VIOLÊNCIA GERA VIOLÊNCIA E DO CONTRÁRIO GENTILEZA GERA GENTILEZA ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL CALDAS JUNIOR SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE NOVO HAMBURGO VIOLÊNCIA GERA VIOLÊNCIA E DO CONTRÁRIO GENTILEZA GERA GENTILEZA Professoras: Jane Engel Correa Patrícia

Leia mais

O ENVELHECIMENTO SOB A ÓTICA MASCULINA

O ENVELHECIMENTO SOB A ÓTICA MASCULINA O ENVELHECIMENTO SOB A ÓTICA MASCULINA Por: DANIELA NASCIMENTO AUGUSTO (Técnica em Gerontologia e Terapeuta Ocupacional) DIEGO MIGUEL (Artista Plástico, Técnico em Gerontologia e Coordenador do NCI Jova

Leia mais

ALGUNS ASPECTOS QUE INTERFEREM NA PRÁXIS DOS PROFESSORES DO ENSINO DA ARTE

ALGUNS ASPECTOS QUE INTERFEREM NA PRÁXIS DOS PROFESSORES DO ENSINO DA ARTE 7º Seminário de Pesquisa em Artes da Faculdade de Artes do Paraná Anais Eletrônicos ALGUNS ASPECTOS QUE INTERFEREM NA PRÁXIS DOS PROFESSORES DO ENSINO DA ARTE Bruna de Souza Martins 96 Amanda Iark 97 Instituto

Leia mais

O PERFIL DO FIÉL NO CULTO AO SANTO POPULAR: O CASO CLODIMAR PEDROSA LÔ EM MARINGÁ.

O PERFIL DO FIÉL NO CULTO AO SANTO POPULAR: O CASO CLODIMAR PEDROSA LÔ EM MARINGÁ. O PERFIL DO FIÉL NO CULTO AO SANTO POPULAR: O CASO CLODIMAR PEDROSA LÔ EM MARINGÁ. VIANA, Roberto dos Santos(LERR/UEM). ANDRADE, Solange Ramos Os estudos das diferentes praticas e manifestações do catolicismo,

Leia mais

Ociosidade Física no Prédio Legislativo X A falta de espaços para Cultura e Lazer que Compromete o futuro dos nossos jovens.

Ociosidade Física no Prédio Legislativo X A falta de espaços para Cultura e Lazer que Compromete o futuro dos nossos jovens. Ociosidade Física no Prédio Legislativo X A falta de espaços para Cultura e Lazer que Compromete o futuro dos nossos jovens....pois desse lado do muro o jogo é tão duro, meu Pai, que só ter piedade de

Leia mais

FORMULÁRIO DAS AÇÕES DE EXTENSÃO

FORMULÁRIO DAS AÇÕES DE EXTENSÃO FORMULÁRIO DAS AÇÕES DE EXTENSÃO 1. IDENTIFICAÇÃO DA ORIGEM 1.1. TÍTULO DO PROJETO: Image New York - Design, Arte e Fotografia 1.2. CURSO: Tecnologia em Design Gráfico / Design de Moda 1.3. IDENTIFICAÇÃO

Leia mais

Ensino/aprendizagem circense: projeto transversal de política social

Ensino/aprendizagem circense: projeto transversal de política social ENSINO/APRENDIZAGEM CIRCENSE: PROJETO TRANSVERSAL DE POLÍTICA SOCIAL Erminia Silva Centro de Formação Profissional em Artes Circenses CEFAC Teatralidade circense, circo como educação permanente, história

Leia mais

MIDIA E INCLUSÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIAS DE UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA VISUAL RESUMO. Fabiana Fator Gouvêa Bonilha Rede Anhanguera de Comunicação

MIDIA E INCLUSÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIAS DE UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA VISUAL RESUMO. Fabiana Fator Gouvêa Bonilha Rede Anhanguera de Comunicação MIDIA E INCLUSÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIAS DE UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA VISUAL Fabiana Fator Gouvêa Bonilha Rede Anhanguera de Comunicação fabiana.ebraille@gmail.com RESUMO No presente trabalho, tenciona-se

Leia mais

CONEXÃO CULTURAL. Projeto Itinerante de Teatro

CONEXÃO CULTURAL. Projeto Itinerante de Teatro CONEXÃO CULTURAL Projeto Itinerante de Teatro O teatro reflete a cultura da população. Ele permite que a sociedade tenha a possibilidade de apreciar a realidade em mudança por meio da exploração de idiomas

Leia mais