ANÍSIO TEIXEIRA: UM OMBRO GIGANTE NO CAMPO EDUCACIONAL BRASILEIRO

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1 1 ANÍSIO TEIXEIRA: UM OMBRO GIGANTE NO CAMPO EDUCACIONAL BRASILEIRO Francely Aparecida dos Santos Universidade Metodista de Piracicaba UNIMEP Universidade Estadual de Montes Claros- UNIMONTES Bolsista da FAPEMIG Grupo de Trabalho: Intelectuais e Pensamento Educacional Dizem que os homens se amparam em ombros de gigantes, ou seja, nos ombros de outros homens, que muito significaram e que historicamente deixaram e demonstraram algum sentido em suas vidas, principalmente quando são impedidos de falar, de expor os pensamentos, perseguidos e acusados injustamente ou até mesmo incompreendidos. Anísio Teixeira foi um gigante no ramo educacional e político do contexto brasileiro e realçar a contribuição dele para a nossa educação é, de certa forma, prestar uma homenagem não apenas a este grande educador, que pagou um alto preço pela defesa concreta e intransigente de que a educação não é privilégio, e sim direito. Nessa perspectiva, ele tratou a educação a partir do ângulo que mais a torna digna: o do direito social e da democratização de um ensino de qualidade, o da pesquisa qualificada e comprometida com os problemas sociais, o da organização de homens e instituições a serviço da reinvenção da ciência, da cultura e da política, da própria sociedade brasileira. Lembrar Anísio Teixeira, é chamar a atenção para o fato de que os homens capazes de manter o desejo pela educação por toda uma vida, como ele o fez, apesar das rupturas que lhe foram impostas pelas conjunturas políticas de 1935 e 1964, são imprescindíveis e, hoje, cada vez mais raros. Dessa forma ele, vivo em nossa memória, pois o seu devotamento incondicional à democracia e à educação para a democracia, traduzido em tantos trabalhos publicados mas, principalmente, em uma excepcional obra de administração pública, ainda se manifesta à frente dos estudos e análises de muitos outros brasileiros importantes, que são também tão comprometidos quanto ele, e que sonham com o que ele tanto sonhou. Um dos grandes educadores brasileiros, formado em Direito pela Universidade do Rio de Janeiro, em 1922, grande intelectual, educador e escritor, foi nosso grande mestre baiano de Caetité, nascido Anísio Spínola Teixeira, mais conhecido como Anísio Teixeira. Nasceu aos 12 dias do mês de julho de 1900, e faleceu misteriosamente aos 11 dias do mês de

2 2 março de 1971, na cidade do Rio de Janeiro. Pode-se dizer que foi um profissional que honrou e defendeu o país, a democracia, a educação e o povo brasileiro e de suas causas, e que por ele lutou até a morte. Os estudos iniciais dele foram realizados no Estado da Bahia, em Caetité, no Colégio São Luiz Gonzaga,e os estudos secundaristas, no Colégio Antônio Vieira, na capital da Bahia, em ambas as escolas, o ensino era baseado nos preceitos da Ordem Religiosa dos Jesuítas; inclusive por isso cogitou em certo momento de sua vida, em seguir a vida de missionário jesuíta, idéia logo afastada pelo pai, Sr. Deocleciano Pires Teixeira, médico, que teceu outros planos para o filho, que obediente ao pai, os cumpriu, pela pouca idade que tinha ou pelo costume da época, ou pela formação que recebeu. Ou então como ele mesmo criticava (...) Sociológica e espiritualmente, vivemos os três primeiros séculos em um regime praticamente teocrático e intencionalmente de transplantação- restauração feudal, educados, formados e verdadeiramente governados pelos padres jesuítas e outros com acidentais conflitos entre o poder temporal e o espiritual, graças aos quais, às vezes conseguia o indivíduo parcelas de liberdade, quando as conseguia (1976, p.64) Foi docente e administrador de instituições educacionais públicas brasileiras e durante toda a sua vida em solo brasileiro ou estrangeiro, nessas funções sempre defendendo, inovando e organizando o sistema educacional através de discursos e de ações. Em sua administração a escola primária, a escola técnica secundária e o ensino de adultos se expandiram e melhoraram a sua qualidade. A escola técnica foi um interessante pomo de discórdia, não apenas porque reuniu, pela primeira vez no país, num curso secundário, a cultura geral aos cursos técnicos profissionais, antes existentes apenas ao nível primário, mas também porque valorizou os seus diplomas, além de introduzir a participação dos estudantes, organizados em conselhos, na gestão escolar (NUNES, 2001). As bibliotecas, sobretudo a biblioteca infantil, grande novidade, e as bibliotecas de classe dinamizaram a pedagogia. A rádio educativa colocava o governo municipal falando diretamente aos corações e mentes das famílias cariocas. O professor primário foi prestigiado pois, pela primeira vez no país, sua formação ocorreu em nível superior na então recém-criada Universidade do Distrito Federal. A educação foi instituída como área de investigação acadêmica. Ao mesmo tempo, porém, sob sua ciência na educação. A concepção que sustenta essas iniciativas é a compreensão de que o ensino primário como o secundário têm uma finalidade cultural e devem atingir idealmente todas as crianças até a idade de 18 anos. Dentro dessa perspectiva ampla é que, para Anísio Teixeira,

3 3 se colocaria a preparação das elites em todas as atividades e classes e não apenas nas atividades intelectuais. Essa postura é que o leva à proposta de articulação do ensino secundário com o ensino primário e superior e à defesa de transferências razoáveis de alunos entre os vários ramos do ensino secundário existentes à época. É pelo seu amor a ambas que, mesmo tendo escrito um programa partidário no momento em que sua obra estava ameaçada, se afasta dos partidos. Ele recusava a noção radical de ordem, lealdade, hierarquia e o desprezo pela discussão teórica, comuns nas hostes partidárias de então. Esses aspectos criavam, em Anísio, uma antipatia por qualquer filiação, mas não impediram que ele convidasse homens de partido, comunistas como Leônidas Rezende e Edgardo Castro Rebelo, para ingressarem nos quadros da Universidade Federal. Essa atitude de Anísio não era isolada. Nesse caso, ele se aproximava de artistas e escritores que defendiam explicitamente sua independência de criação e a usavam para justificar a sua não-adesão a partidos políticos de qualquer espécie. Essa não adesão convivia com uma certa simpatia militante por algumas idéias comunistas. (NUNES, 2001). Como um dos maiores pensadores contemporâneos brasileiros, que sempre defendeu na sua obra escrita e administrativa, a condição democrática da educação, como possibilidade comum a todas as crianças pelo maior tempo possível, foi um dos personagens importantíssimo que difundiu os princípios da Escola Nova, adquiridos ao fazer o curso de pós-graduação, em 1928, na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, com outro grande educador americano John Dewey, que dele foi aluno e tradutor de vários de seus livros no Brasil. O liberalismo deweyano forneceu a Anísio Teixeira um guia teórico que combateu a improvisação e o autodidatismo, abriu a possibilidade de operacionalizar uma política e criar a pesquisa educacional no país (NUNES, 2001). Acreditava também que a universidade era o caminho para resolver grandes problemas educacionais pois são as universidades que fazem hoje, com efeito a vida marchar. Nada as substitui.nada as dispensa. Nenhuma outra instituição é tão assombrosamente útil ( TEIXEIRA apud BARROS, 2000, agradecimentos), mas uma instituição forte e coesa, séria e comprometida com suas funções e não a do rompante de criação de muitas instituições sem a mínima condição material, intelectual e social que passaram a funcionar ainda em sua época e porque não podemos dizer, na atualidade. Sobre essa questão Anísio dizia que E daí partimos para o ensino superior. Escasso até bem pouco tempo, prolifera hoje, quase repentinamente, em cerca de 595 cursos, com mais de alunos. Se refletirmos que vinte anos atrás, não tínhamos senão 286 cursos com apenas

4 alunos, podemos medir a tremenda expansão, que não só no tempo, mas também no espaço, por todos estes vários Brasis, se pode observar ( 1976, p. 73) O que torna a trajetória de Anísio Teixeira admirável é a persistência na defesa da democracia e da educação para a democracia, que constituiu o motivo central de devotamento da sua vida. Essa defesa não é apenas apaixonada. É polida por uma filosofia da educação e uma compreensão aguda da história da sociedade brasileira. É iluminada, pela sua imaginação pedagógica (FERNANDES, apud LIMA ROCHA, 1992, p. 46). Embora seu nome também esteja vinculado às questões da Filosofia, exerceu de certa forma um discurso que também está vinculado à Sociologia, pois embora seja considerado um Liberal, não deixava de se preocupar com as questões sociais do povo brasileiro. Com apenas 24 anos, em 1931, foi nomeado Inspetor Geral do Estado da Bahia, cargo que se refere na atualidade ao de Secretário Estadual de Educação, nesse cargo ficou até que o governo do estado, foi ocupado por outra pessoa, que não afinando com as idéias de tal governo, preferiu largar o posto. Nesse aspecto Anísio Teixeira pode também ser considerado um sujeito honesto e sério em seus pensamentos e valores como dos que representavam popularmente e politicamente, não se perdendo nos devaneios de interesse politiqueiros e pessoais, em detrimento do bem comum. Ação rara de se ver nos dias de hoje, no que se refere às políticas públicas educacionais. Trata-se de um pensador que se colocou na defesa de uma sociedade democrática em que os indivíduos, a despeito de diferenças individuais de talento, aptidão, ocupação, dinheiro, raça, religião e, mesmo posição social, se encontrem como seres humanos fundamentalmente iguais, independentes, mas solidários. ( NASCIMENTO, 2000, pp.9-10) Anísio Teixeira tinha algumas resistências que respondiam ao que ele defendia, como por exemplo, ele era contra a educação como processo exclusivo de formação de uma elite, era contra o analfabetismo e a ausência, a evasão ou a repetência da criança na escola; lutava contra a falta de consciência pública para situação tão grave no pais; brigava contra a desvinculação do ensino médio das exigências da sociedade moderna; era um rebelde contra a seletividade extrema no ingresso às universidades e o esvaziamento do ensino superior, além da dispersão de esforços pela multiplicidade, nesse nível de ensino, de escolas improvisadas ao invés da expansão e fortalecimento das boas escolas. Mas era também um gigante na luta e defesa por uma escola primária organizada e séria, com seis anos de estudo nas áreas urbanas e quatro na zona rural, destinada à formação básica e comum do povo brasileiro; por uma escola média em que a língua, a civilização nacional e a ciência fossem os verdadeiros instrumentos de cultura do aluno; pela aplicação

5 5 dos recursos públicos assegurados pela Constituição à educação à luz de dois critérios básicos: assegurar a cada brasileiro ou brasileira, o mínimo fundamental da educação gratuita e de somente custear com recursos públicos a educação pós-primária de alunos escolhidos em competição por esforço e inteligência. Declarava-se, enfim, a favor de uma educação voltada para o desenvolvimento, que realmente fornecesse a juventude brasileira, através de uma habilitação séria e compromissada, à tomada de consciência do processo de autonomia pessoal e de âmbito nacional. Foi mais uma pessoa que sofreu no período do Estado Novo, e da Ditadura Militar, tendo que se ausentar do pais, nessas épocas; e nessas ausências foi professor em duas universidades estrangeiras (Universidade de Colúmbia e da Califórnia), por isso Anísio Teixeira, segundo Nascimento ( apud SMOLKA; MENEZES, 2000, p.2) nunca deixou de perturbar, provocar e inspirar pessoas, foi, e continua sendo, uma figura-chave no panorama intelectual e cultural brasileiro, e é preciso conferir o devido valor a seu pensamento, pois embora com a necessidade de ausência, nesse período, continuou sendo figura de forte marca no Brasil. Para ele a civilização da abundância estava exagerando a importância dos bens de consumo e não era neles que residia a felicidade humana. Essa tão acalentada felicidade só se concretizaria com a integração do homem ao trabalho e à cultura. Caberia ao Estado ser o principal promotor da escolarização e difusor da cultura junto às classes populares. Ao lado dessa convicção carregava também, na sua valise de peregrino, a incômoda questão que o acompanhou desde a juventude e que, já na maturidade, vislumbrava no seu ponto mais agudo: Qual a magnitude da pobreza brasileira? Aprendera, na primeira metade da sua vida, que a pobreza não é só a destituição dos bens materiais. É também a repressão do acesso às vantagens sociais. Não é só fome! É também segregação, degradação, subserviência, aceitação de um Estado avassalador e prepotente. A pobreza brasileira era também, e no mesmo grau de importância da pobreza material, a pobreza política. O seu contrário emergia no horizonte dos direitos humanos e civis: a cidadania organizada (NUNES, 2001) Como administrador criou várias escolas e discutiu enormemente a legislação brasileira. Criou a Universidade do Distrito Federal (1935) extinta com a entrada do Estado Novo; em 1940 foi conselheiro da Unesco; construiu a Escola Parque ( 1946), que serviu de modelo para os CIACs e os CIEPs do governo do Estado do Rio de Janeiro e de outros estados; em 1950 criou o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, na Bahia; foi secretário-geral da Campanha de Aperfeiçoamento do Pessoal do Ensino Superior (Capes), em 1951;e até 1954, foi diretor do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (Inep); em 1963 foi Reitor da

6 6 Universidade de Brasília (UnB), que com a Ditadura Militar acabou sendo deposto do cargo; importante lembrar que o projeto de criação/idealização, dessa universidade foi dele, que em sua saída entregou a condução do projeto para seu grande amigo Darcy Ribeiro. A obra comum da equipe de Anísio não impediu as divergências e as críticas aos seus colaboradores e até mesmo aos amigos mais queridos. Críticas que despontam pelas margens ou, como ele preferia dizer, em pontos menos exatos. Ao comentar, no começo dos anos trinta, o bem-sucedido livro de Lourenço Filho Introdução ao estudo da Escola Nova, Anísio apontou a sua visão rígida da técnica pelo esvaziamento de aspectos substantivos do pensamento filosófico (NUNES, 2001). Ao considerar a avaliação da aprendizagem como uma atitude inerente a qualquer iniciativa escolar, ele abriu espaço para recolocar a avaliação enquanto prática suscetível de crítica no seu processo mediante os seus resultados, relativizando o valor dos testes tão defendidos por Lourenço Filho e Isaías Alves. Já nos anos quarenta, ao comentar, a obra Sociologia Educacional, de autoria de Fernando de Azevedo, afirmava numa belíssima carta que a educação é sobretudo um sentido. Perguntava-se: e este sentido é arbitrário ou imposto pelas instituições? (...). Afirmava: Creio que em educação sempre haverá mais necessidade de filosofia do que de ciência (...) a educação é, sobretudo, uma arte que progride como progride a música (VIDAL, 2000, p. 43). Anísio nunca abandonou a concepção da educação como uma prática atravessada pela ciência e, ao mesmo tempo, pela arte. Outra efetiva participação de Anísio Teixeira ocorreu na discussão e escrita do Manisfesto dos Pioneiros da Educação, documento que propagou no Brasil, como um marco zero na defesa do ensino público, laico e obrigatório, apresentado à sociedade brasileira em 1932; esse documento também trazia a divulgação dos valores e interesses dos intelectuais do movimento da Escola Nova, e nele seu nome junto com mais outros tantos representantes brasileiros, foi um eixo principal de apresentação, sendo inclusive considerado como o primeiro Plano Nacional da Educação brasileira. Era um otimista da educação, e embora compreendendo criticamente o contexto brasileiro, nos aspectos econômicos, sociais e culturais, referiu-se às necessidades sociais as transformações que elas poderiam ser feitas através da escola, da nova escola, através das bases científicas, rompendo com os ensaismos e empirismos que não traziam em sua fonte um forte conhecimento epistemológico e metodológico do fazer educacional de forma crítica. Anísio Teixeira participava da mentalidade da sua época e acabou endossando o papel disciplinador da escola sobre a cidade, ao lidar com a heterogeneidade das classes populares e de suas crianças dentro delas, mas não o fez, como alguns de seus colaboradores,

7 7 de forma a identificar a heterogeneidade como carência de atributos intrínsecos do sujeito pobre. Ele deslocou a carência do indivíduo para a omissão dos governos na direção da reconstrução das condições sociais e escolares. Não considerou as classes populares urbanas como obstáculos sociais e políticos e por esse motivo defendeu a educação como instrumento de superação de uma carência que não é do indivíduo, mas da cultura erudita que lhe faz falta. Pode perceber que a desigualdade entre as pessoas não estava dada. Era feita. Com isso ele, conforme Teles ao analisar a importância da educação, como centro de uma política de desenvolvimento social, criticou nossos sistemas arcaicos de ensino, com métodos obsoletos, as falhas na organização das escolas e a formação equivocada dos professores, enfim, tocou em todos os pontos que se referem à educação. Nada passou incólume aos olhos daquele pensador.( PALESTRA PROFERIDA NA ABE, 2000) Do ângulo da formação dos intelectuais, a trajetória de Anísio Teixeira em defesa da universidade pública e de instituições públicas de pesquisa ou de financiamento à ela, como a CAPES Campanha de Aperfeiçoamento do Pessoal do Ensino Superior, que sob a sua condução se transformou em órgão, tem implícita a convicção de que não há país capaz de sobrevivência digna sem instituições, sobretudo como a universidade, capazes de produzir conhecimentos e propor soluções próprias às questões que o afligem. Banido, suspeito, excluído. Respondeu à violência com o seu trabalho, o trabalho possível, como professor visitante em universidades estrangeiras, tradutor, conferencista, membro integrante do Conselho Nacional de Educação, idealizador do Instituto de Estudos Avançados em Educação (IESAE) no Rio de Janeiro. Numa carta que Anísio Teixeira escreve a Monteiro Lobato, em janeiro de 1947, ele afirma: [...] Os sonhos não se realizam sem que primeiro se armem os andaimes. E uma construção em andaimes pede imaginação e amor para ser compreendida (VIANNA & FRAIZ, 1986, p. 104). Uma escola pública com um ensino básico de qualidade para todos, onde a pesquisa é assumida como componente do ensino, e em que os espaços e os tempos da educação sejam significativos para cada sujeito dentro dela. Uma escola bonita, moderna, integral em que o trabalho pedagógico apaixona e compromete professores e alunos. Uma escola que construa um solidário destino humano, histórico e social foi o grande sonho de Anísio Teixeira, para o qual procurou construir os andaimes A violência barrou suas iniciativas, mas não venceu a sua implacável denúncia de que a privação da educação torna impossível até a simples sobrevivência. Anísio estava

8 8 convencido de que sem a qualidade cognitiva e psicossocial das experiências de conhecimento não existem vivências da esperança. E a escola, tal como ele e seus colaboradores pensaram, e concretamente criaram, pretendia instituir-se como organizadora da esperança em vidas humanas concretas. Mas a organização da esperança assusta, porque desestabiliza privilégios. Porque exige, sobretudo, a paciência dos recomeços ( NUNES, 2001). A obra de Anísio Teixeira é resultado da eleição da educação como foco de trabalho. Sua motivação em torno desse foco torna-se um campo de significado justamente pela sua persistência. Como explicar essa paixão pela educação? A rigor, a paixão não se explica. Vive-se. Ela se coloca, até para quem a vive, como mistério, cuja força leva o sujeito a responder às provocações da vida. Anísio Teixeira respondeu a essas provocações, lapidando o seu destino de educador no diálogo com os diversos educadores que dentro dele transitaram, na intensa experiência dos exercícios espirituais realizados na juventude, nas reflexões suscitadas pelas viagens, nas saborosas amizades. Infelizmente, o nosso país ainda com manias coronelistas, de fazer a vontade dos políticos que estão no poder em determinados tempos históricos, nessa época a Ditadura Militar, não deixou passar ileso, a bravura, coragem e determinação desse homem, que ao ensejar outro grande passo em sua vida, que era galgar um lugar como imortal, na Academia Brasileira de Letras, depois de uma entrevista ao grande amigo Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, no Rio de Janeiro, na Praia do Botafogo, desaparece, sendo procurado por seus familiares, que recebem informações de que ele está detido e após dois dias de busca, seu corpo é encontrado em um fosso de um elevador, no mesmo prédio onde tinha estado com o amigo Aurélio, e a investigação policial, define sua morte como acidental ; segundo informações da época, seu corpo não tinha nenhum hematoma, arranhão ou mesmo outro machucado. E em 1971, o Brasil perde seu grande defensor e lutador da democracia, e da escola pública, e fica vago a voz da defesa de quem acreditava na educação e nas demais instituições públicas educativas. E talvez em uma defesa passional, pode-se dizer que é um costume bem antigo o país não valorizar os grande homens que têm, em nome da Ordem e da Segurança Nacional, que no tempo do Estado Novo e da Ditadura Militar era de forma escancarada, e que na atualidade se dá talvez, pelo descaso com as instituições e com a formação do povo brasileiro. E ainda um pouco passional, também continuar minhas afirmativas dizendo que foi um prazer conhecer através da literatura um homem forte e sério que representou e

9 9 representa tão bem o Estado Brasileiro, no aspecto educacional, e que todos os professores, estudantes e administradores deveriam conhecer, e na medida do possível seguir o exemplo. Estudos mais aprofundados, sobre a influência dele na formação dos professores brasileiros, poderia nos trazer mais informações e reflexões, o que seria um bom caminho para novas investigações nas dissertações, teses e monografias, ou outras formas de relatórios de pesquisas, para obter esse conhecimento e avaliar a importância que a academia, que tem nele, um defensor, sendo um profissional com ombros de gigante do campo educacional brasileiro, lhe confere, e se confere. Bibliografia FERNANDES, F. Anísio Teixeira e a luta pela escola pública. In: LIMA ROCHA, J.A. de L. Anísio em movimento: a vida e as lutas de Anísio Teixeira pela escola pública e pela cultura no Brasil. Salvador: Fundação Anísio Teixeira, NASCIMENTO, Clara Germana Sá Gonçalves. Anísio Teixeira e a filosofia. In: SMOLKA, Ana Luiza Bustamante; MENEZES, Maria Cristina (orgs.). Anísio Teixeira : provocações em educação. Campinas,SP: Autores Associados; Bragança Paulista,SP: Universidade de São Francisco, NUNES, Clarice. Anísio Teixeira: a poesia da ação. Revista Brasileira de Educação. Jan/Fev/Mar/Abr 2001 Nº 16. SMOLKA, Ana Luiza Bustamante; MENEZES, Maria Cristina. Em favor da memória educacional brasileira. In: SMOLKA, Ana Luiza Bustamante; MENEZES, Maria Cristina (orgs.). Anísio Teixeira : provocações em educação. Campinas, SP: Autores Associados; Bragança Paulista, SP: Universidade de São Francisco, TEVES, Nilda. A atualidade do pensamento de Anísio Teixeira. Palestra proferida na Associação Brasileira de Educação. Rio de Janeiro, VIANNA, A. e FRAIZ, P. Conversa entre amigos Correspondência escolhida entre Anísio Teixeira e Monteiro Lobato. Rio de Janeiro/Salvador: FGV/ CPDOC e Fundação Cultural do Estado da Bahia, VIDAL, Diana Gonçalves, (org.), (2000). Na batalha da educação: correspondência entre Anísio Teixeira e Fernando de Azevedo ( ). Bragança Paulista: EDUSF. (Cartas de Anísio Teixeira a Fernando de Azevedo em 20/4/1940; 15/2/1960; 18/1/1971; 4/2/1971.

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