O PAPEL DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS SOBRE O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO BRASILEIRO: UMA ANÁLISE REGIONAL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O PAPEL DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS SOBRE O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO BRASILEIRO: UMA ANÁLISE REGIONAL"

Transcrição

1 O PAPEL DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS SOBRE O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO BRASILEIRO: UMA ANÁLISE REGIONAL Natália Gabriela da Silva Cruz 1 Patrícia Lopes Rosado 2 Simone de Faria Narciso Shiki 3 Bruno Henrique Picon De Carvalho 4 Resumo: O presente estudo tem como objetivo avaliar a relação das micro e pequenas empresas com o desenvolvimento econômico brasileiro. Especificamente, pretende-se investigar a influência das micro e pequenas empresas nas variáveis: pobreza, desemprego, renda per capita e índice de Gini dos estados brasileiros, no período de 2001 a O método de análise utilizado no estudo é o de dados em painel Os resultados obtidos mostraram a relevância das micro e pequenas empresas para o desenvolvimento do país, pois, as mesmas apresentam potencial para aumentar a renda per capita, reduções do percentual de pobres abaixo da linha de pobreza e da taxa de desemprego e possibilitar uma redução da concentração de renda. No que diz respeito à análise por estado, observou-se uma diversidade de resultados em alguns estados, que se contradisseram, talvez em virtude de essas empresas ainda não serem suficientes para melhorar o crescimento e desenvolvimento de alguns estados. Deste modo, seriam necessárias algumas medidas políticas, que possam se associar a essas empresas e melhorar seu desempenho no papel que lhes foi inferido. Diante dos resultados obtidos, percebe-se o potencial das micro e pequenas empresas para melhorar os níveis de desenvolvimento econômico do país. Palavras-chave: Micro e pequenas empresas, desenvolvimento econômico, dados em painel. Abstrat: The present study aims to evaluate the relationship of micro and small business with the Brazilian economic development. Specifically, we intend to investigate the influence of micro and small business in the variables: poverty, unemployment, per capita income and the Gini coefficient of the Brazilian states in the period The method of analysis used in the study is the panel data. The results show the relevance of micro and small business for the development of the country, because they present potential to increase per capita income, reductions in the percentage of poor below the poverty line and the unemployment rate and enable the reduction of the concentration of income. With regard to the analysis by state, there was a diversity of results in some states, perhaps because such companies are still not sufficient to improve the growth and development of some states. Thus, some policy measures would be required, which may be associated with these companies and improve their performance as they have been inferred. Based on these results, we can see the potential of micro and small business to improve the levels of economic development of the country. Keywords: Micro and small business; economic development; panel data. 1 Economista pela Universidade Federal de São João Del-Rei 2 Professora Adjunta do Departamento de Ciências Econômicas da Universidade Federal de São João Del-Rei 3 Professora Adjunta do Departamento de Ciências Econômicas da Universidade Federal de São João Del-Rei 4 Mestrando do Curso de Pós Graduação em Economia da Universidade Federal do Espírito Santo

2 Abstracto: El presente estudio tiene como objetivo evaluar la relación de las micro y pequeñas empresas con el desarrollo económico brasileño. Específicamente, se pretende investigar la influencia de la micro y pequeña empresa en las variables: pobreza, el desempleo, el ingreso per cápita y el índice de Gini de los estados de Brasil en el período El método de análisis utilizado en el estudio es que los datos em panel. Los resultados muestran la importancia de las micro y pequeñas empresas para el desarrollo del país, porque tienen el potencial de aumentar el ingreso per cápita, la reducción en el porcentaje de pobres por debajo de la línea de pobreza y la tasa de desempleo y permitir una reducción la concentración del ingreso. En cuanto al análisis por estado, había una diversidad de resultados en algunos estados, que se contradecían, quizás porque estas empresas todavía no son suficientes para mejorar el crecimiento y el desarrollo de algunos estados. Por lo tanto, algunas medidas de política que se pueden asociar con estas empresas y mejoren su actuación en el papel se infiere que se necesitarían. Con base en estos resultados, uno se da cuenta del potencial de las micro y pequeñas empresas para mejorar los niveles de desarrollo económico del país. Palabras claves: micro y pequeñas empresas; desarrollo económico; datos em panel 1 INTRODUÇÃO Ao longo dos anos, muito se vêm discutindo sobre uma melhora no que diz respeito ao desenvolvimento econômico do Brasil, havendo uma tendência para estudos voltados para o desenvolvimento regional. Estes estudos mostram que o desenvolvimento não está atrelado apenas à estabilidade macroeconômica, com crescimento da renda da população, mas, também, em termos de qualidade de vida e redução das desigualdades sociais e regionais. Quando se fala em desenvolvimento regional, geralmente, se pensa no papel das micro e pequenas empresas (MPE s). Essas apresentam potencial para diminuir as desigualdades sociais e regionais. Isso porque, em um país com a dimensão territorial como a do Brasil, essas empresas significam uma importante atividade no interior e nas zonas periféricas, capaz de melhorar as condições de vida da população. Por serem muitas vezes empreendimentos que surgiram de bases familiares, em fundos de quintal, essas podem apresentar baixos custos de investimento e mão de obra, mas à medida que vão crescendo e ganhando mercado, vem a necessidade de expandir para lugares maiores e de contratar pessoas, isso lhes permite ser também um dos pontos para a diminuição da pobreza e dos níveis de desemprego. As MPE s representam mais de 90% do total de empresas no país. De acordo com informações do Anuário do Trabalho ( ), no Brasil, o número dessas empresas passou de 4,2 milhões, em 2000, para 6,1 milhões, em 2010, apresentando um crescimento de 45,2%. Em termos de volume de pessoal ocupado, as MPE s passaram de 5,5 milhões de pessoas, em 1998, para 7,3 milhões em 2001, chegando a 14,7 milhões de pessoas ocupadas, em 2010, representando um aumento de aproximadamente 8,5% ao ano, no período referenciado. As MPE s distribuem-se em diversos setores da economia, mas, é no setor de serviços que mais oferecem vagas de emprego. Segundo a revista Fenacon n 147 de 2011, o setor oferece 40% dos empregos formais ofertados, sendo justificado, talvez, pelo fenômeno da

3 terceirização de alguns serviços, que antes eram prestados pelas grandes empresas, mas, que no geral, não é vantajoso para as mesmas, uma vez que isso pesa muito nas folhas de pagamentos e contribuições. Pelo que foi supracitado, anteriormente, em torno dos benefício que a implantação de micro e pequenas trazem para a população, faz-se necessário um aprofundamento de sua real importância, pois não basta saber quantas empresas foram criadas, quantas permaneceram atuando no mercado ou o número de pessoas que foram contratadas. A importância das mesmas para o desenvolvimento deve ir muito além disso, sendo necessário observar dados empíricos que comprovam sua importância em termos de desenvolvimento regional para o Brasil. Diante do exposto, o presente estudo tem como objetivo examinar em que medida o desenvolvimento econômico das unidades federativas foi afetado pelas MPE s, no período de 2001 a Especificamente, pretende-se investigar a influência das micro e pequenas empresas nas variáveis: pobreza, desemprego, índice de Gini e renda per capita dos estados brasileiros; determinar se os impactos das micro e pequenas empresas são diferenciados entre os estados brasileiros. Como hipótese desse estudo tem-se que as micro e pequenas empresas são um ponto chave na redução dos níveis de pobreza, desemprego e concentração de renda, aumentando a renda e condições de vida da população brasileira, contribuindo dessa forma para o desenvolvimento econômico dos estados brasileiros. 2 REFERENCIAL TEÓRICO Pensar o desenvolvimento remete inevitavelmente à indagação do que se compreende por desenvolvimento. Teoricamente, o termo desenvolvimento passou por várias interpretações dentro da economia, muito bem trabalhadas por Veiga (2005), não sendo necessário uma explanação exaustiva sobre esse debate. É importante, entretanto, ressaltar os questionamentos que a realidade foi impondo à teoria que defendia o desenvolvimento como crescimento econômico, pela qual a produção interna (ou Produto Interno Bruto - PIB) de cada país determinava o seu grau de desenvolvimento. Esses questionamentos começam a partir dos anos 1950, quando o crescimento da produção de vários países não se traduziu em benefícios materiais e culturais para a sua população pobre. (VEIGA, 2005, p.19) Isso não significa que o crescimento econômico não seja importante. É por meio do crescimento econômico que se amplia a produção, a renda e a oferta de emprego, elementos essenciais para atender uma demanda crescente, vinculada ao crescimento populacional e/ou às carências existentes em uma sociedade. De acordo com Sachs (2001), se o crescimento econômico for repensado a serviço de objetivos socialmente desejáveis, é uma condição necessária, pois é mais fácil obter a reabilitação social com crescimento do PIB do que em uma economia estagnada. Silva e Michel (2005) são mais contundentes, atrelando a redução das enormes desigualdades sociais a obtenção de altas taxas de crescimento do produto Teoricamente, a dimensão social foi sendo posta como necessária para se pensar o desenvolvimento, somando-se à dimensão econômica. A argumentação nesse sentido era que o crescimento econômico não é um fim em si mesmo, mas um meio para a ampliação do bemestar da população. De acordo com Sen (2000), o desenvolvimento deve ser visto como liberdade, que pode ser traduzido como capacidade do indivíduo de ser, de escolher. Isso não significa apenas o crescimento do Produto Nacional Bruto e/ou das rendas individuais, mas outros

4 determinantes, como as disposições sociais e econômicas - serviços de saúde e de educação -, os direitos civis - discussões públicas -, acesso ao mercado de produtos, regulamentação pública e boa condução dos negócios do Estado, participação no mercado de trabalho. Neste ponto, remete-se a capacidade do indivíduo atuar em sociedade, diante disso, as redes de seguridade social pela redistribuição não são soluções duradouras, pois não vão a raiz do problemas. É necessário mecanismos de reinserção no processo produtivo. Por essa razão, é tão urgente centrar o debate no pleno emprego e em seus equivalentes (...) tratando, mais especificamente, das estratégias de crescimento impulsionadas pelo emprego. (SACHS, 2001, p. 159) Entre os equivalentes do pleno emprego o autor ressalta o auto emprego, como as pequenas empresas e propriedades agrícolas familiares, relevantes nos países em desenvolvimento. Segundo Salm (2005), para o desenvolvimento é necessário associar crescimento com incentivo a escassez de mão de obra ou à redução do exército industrial de reserva. Isto significa que o crescimento com redistribuição vem associado ao investimento que elevem a produtividade dos segmentos atrasados e das atividades que atendam às necessidades básicas. Assim, a inclusão social viria tanto pela geração de empregos de melhor qualidade quanto pelo acesso a bens e serviços com preços relativos menores. Nesse sentido, a distribuição de renda torna-se menos concentrada, o que significa uma melhora no desenvolvimento, principalmente no caso do Brasil, segundo Bresser-Pereira (2007). Isto porque a elite ao copiarem os padrões de consumo norte americano, não poupam para investir e endividam o país no exterior. Desenvolvimento e crescimento tornar-se-iam sinônimos na visão de Bresser Pereira (2008), quando o desenvolvimento implica mudanças em termos culturais e estruturais da sociedade, gerando um crescimento econômico da mesma, em virtude de um aprimoramento da geração de renda e distribuição dessa de forma igualitária. Para ele, a medida usual do desenvolvimento econômico continua sendo o aumento da renda per capita. Porém, havendo um aumento dessa renda, mas sem a transformação da economia, por não existir um aumento da produtividade de toda ela, mas apenas de um enclave, geralmente de baixo valor adicionado per capita, não ocorre nem o desenvolvimento tampouco crescimento econômico. Neste contexto, Kalecki é essencial, pois demonstra que se o movimento de investimento for suficientemente alto, impulsionará a demanda por bens de consumo até que o excedente nesse departamento encontre a maior demanda de trabalhadores e capitalistas no departamento de bens de capital. Portanto, ter-se-á um movimento de investimento e geração de demanda efetiva, pelo qual se pode deduzir uma ampliação do emprego e desconcentração de renda, elemento essenciais para a promoção do desenvolvimento. Dentro desta perspectiva, este trabalho procura analisar até que ponto as micro e pequenas empresas têm a capacidade de promover o desenvolvimento no Brasil, mediante as reduções da taxa de desemprego e da pobreza, possibilitando a geração de renda e diminuindo a concentração de renda. 3 METODOLOGIA O método de análise utilizado no presente estudo é o de dados em painel A escolha do método de dados em painel se deve ao fato do mesmo apresentar vantagens quando comparado com dados de séries temporais e de cross-sectional. Sabe-se que um conjunto de dados em painel possibilita acompanhar uma dada amostra de indivíduos, países, unidades federativas, regiões etc no tempo, o que leva a séries longas sobre cada unidade na amostra. Gujarati (2006, p. 513) apresenta diversas vantagens da análise de dados em painel para a pesquisa, sendo elas: os modelos de dados em painel permite controlar a heterogeneidade

5 entre as unidades analisadas; são mais informativos com respeito à série de tempo e de dados de sessão cruzada; apresentam mais variabilidade; menos colinearidade entre as variáveis; mais graus de liberdade e mais eficiência; e são mais adequados a dinâmica da mudança das unidades individuais dentre outros. Portanto, como o presente estudo analisa o papel das micro e pequenas empresas em relação às variáveis pobreza, desemprego, renda per capita e concentração de renda dos estados brasileiros, e se os impactos dessas são diferenciados entre os estados brasileiros, o método de dados em painel possibilita essa análise, pois, o mesmo sugere características diferenciadas das unidades. Essas características podem ou não ser constante ao longo do tempo, de tal forma que estudos temporais ou seccionais, que tenham em conta tal heterogeneidade, poderão levar a resultados enviesados. Vale ressaltar, ainda, que a inclusão da dimensão seccional num estudo temporal agregado possibilita maior variabilidade aos dados, na medida em que a utilização de dados agregados resulta em séries mais suaves do que as séries individuais que lhes serve de base. Esse aumento na variabilidade dos dados contribui para a redução da eventual colinearidade entre as variáveis, principalmente em modelos de defasagem distribuídos. O modelo de dados em painel utilizado no presente estudo é o estático. De acordo com Gujarati (2006), Judge et al (1988), Greene (1997), Marques (2000) e Silva e Junior (2004), no modelo estático de dados em painel a inclinação da função de regressão é considerada constante e o intercepto variável. A forma geral do modelo de dados em painel é a seguinte: Y it = β 1it +ΣB kit X kit + e it i = 1,2..., N e t = 1.2,., N (1) em que i são as seções cruzadas das variáveis PIB per capita, desemprego, taxa de pobreza, taxa de crescimento do PIB, índice de concentração de renda (índice de Gini), t observações de série temporal e o número de MPE s como varável explicativa, β 1it representa o intercepto diferenciado para cada unidade de seção cruzada i no período t, B kit representa as diferentes inclinações para cada unidade de seção cruzada i analisada em cada período t e e it é um termo de erro. Por se tratar de modelo estático, as variáveis explicativas são independentes do termo de erro e o tratamento dado ao e it é essencial para definir qual modelo de estimação é o mais apropriado, se o de efeitos fixos (EF) ou o de efeitos aleatórios (EA). O modelo de EF assume que as diferenças entre as unidades de corte seccional podem ser obtidas através do termo de intercepto, porém são consideradas constantes no tempo. O termo de erro (e it ) é independente e identicamente distribuído (i.i.d) com média zero e variância constante. O modelo de efeitos fixos (EF) é apresentado pelo formula: N Y it = j 1 K β 1j D jt + k 2 β k X kit + it (2) em que D jt assume valores de 0 ou 1, se j = i e j i, para representar cada unidade de corte seccional analisada. O método de estimação utilizado é o de Mínimos Quadrados das Variáveis Dummy (MQVD), cuja estimação se dá por MQO com desvios das variáveis em relação à média eliminando todos os efeitos que não sofrem variações com o tempo. Este permite a obtenção de N termos de intercepto, um para cada unidade, considerando o coeficiente de inclinação β k como constante para todas as unidades. Portanto, este método permite captar as diferenças entre as unidades através dos diferentes interceptos, mas com as mesmas inclinações. Esses efeitos pretendem verificar se as unidades analisadas são heterogêneas nas suas estruturas

6 econômicas, sociais e políticas, uma vez que possibilita que o intercepto seja diferente para cada unidade considerada na análise. Para testar se o modelo é adequado à introdução das variáveis dummies, isto é, se os efeitos das variáveis explicativas são ou não diferentes entre as unidades, considerando que os interceptos são ou não diferentes. No caso de ser diferente, o método dos MQO é preferível. Para testar qual método é mais apropriado, foi utilizado o teste de Chowm, comparando as Somas dos Quadrados dos Resíduos (SQR) de regressões estadas na forma restrita (com intercepto comum para todas as unidades) e irrestrita (com variáveis dummies para representar diferenças entre as unidades analisadas). A hipótese nula a ser testada é a de que todos os parâmetros de intercepto estimados são iguais, enquanto a hipótese alternativa considera que pelo menos um deles é diferente dos demais. Já o modelo de efeitos aleatórios ou também conhecido pelo modelo de componentes de erro, o intercepto da unidade individual é uma fração aleatória de população maior. A vantagem de utiliza-lo é que ele estima o valor médio do intercepto, é viável sua utilização quando esse intercepto não se correlaciona com os regressores. Ele difere do modelo de EF, por assumir que cada β it é uma variável aleatória representativa de uma população maior conforme salientado, que pode ser escrita da seguinte forma: Β 1t = β 1 + µ i, em que β 1 é um parâmetro desconhecido que representa o intercepto populacional médio e µ i é um termo de erro aleatório e não observado, que mostra as diferenças individuais no comportamento de cada unidade. A adequação dos parâmetros do modelo de EA é feita de acordo com o sugerido por Greene (1997) da seguinte forma: N T 2 eit ² NT LM= i 1 t 1 1 N T ~ X ².(3) 2( T 1) eit ² i 1 t 1 O método utilizado para estimar o modelo de EA é o de Mínimo Quadrado Generalizado (MQG). Por último, vale destacar, que os métodos de EF e EA produzem estimadores consistentes, pelos quais o MQO produz os mesmos estimadores não tendenciosos no modelo EF e o MQG produz os melhores estimadores no modelo de EA. A escolha dos modelos pode ser feita relativamente aos tamanhos de N e T. Quando T para um dado N, β (estimador de EF) e β (estimador de EA) tornam se iguais. Assim, T grandes e N pequenos, vai haver pouca diferença entre os modelos, e a decisão fica a critério do pesquisador. Há ainda que acrescentar que será trabalhado com um painel dito equilibrado, pois cada variável apresenta o mesmo número de observações, ou seja, o mesmo período temporal. Os modelos estimados em forma logarítmica foram utilizados como forma de garantir a linearidade e permitir melhor comparação entre os estimadores obtidos. Assim, o coeficiente comum estimado representa a elasticidade das variáveis dependentes em relação à variável explicativa, enquanto, o coeficiente específico estimado fornecerá a relação entre o número de MPE s de cada uma das unidades federativas e o PIB per capita, a taxa de desemprego, a taxa de pobreza e o índice de Gini destas. Para verificar os impactos ocorridos nos estados brasileiros e qual a diferença apresentada foi necessário criar uma Dummie para cada estado brasileiro. As dummies, ou variáveis binárias são artifícios utilizados para classificar os dados, no caso das unidades federativas brasileiras, permitindo assim calcular as regressões de maneira individual para cada subgrupo de acordo com suas qualidades. Pela regra, uma categoria(m) deve ser omitida ao se criar as variáveis binárias, (m-1),e essa deve ser usada como categoria base ou

7 referência, e não há um critério especifico que defina qual a melhor forma para definir essa categoria. Portanto, como são 27 unidades federativas, foram criadas 26 dummies e uma categoria que nesse caso foi o estado do Acre. Quando não se designa essa categoria pode-se cair na armadilha das variáveis binárias segundo Gujarati, ou de colinearidade que é uma relação exata entre as variáveis. Objetivando analisar a sensibilidade dos estados em relação as micro e pequenas empresas nas variáveis de estudo, preferiu-se variar o coeficiente angular das variáveis binárias ou a inclinação da reta que indica um aumento ou redução dessas variáveis dependentes para cada aumento da variável explicativa. Para conhecer o valor do coeficiente especifico de cada dummy utilizou-se da formula LogY=β 1 +β 2 X it+ β i (X it D i ) (4) em que Y é ln(logaritmo natural) da variável explicada, nesse caso PIB per capita, taxa de pobreza, taxa de desemprego e índice de Gini, X it= ln do número de MPE s dos estados brasileiros variando no tempo, D i são as dummies para os estados brasileiros excluindo o estado do Acre que é categoria base utilizada, β i é o coeficiente angular diferencial que indica quanto do coeficiente angular de cada estado difere do estado base (Acre). Como todas as estimações apresentaram, a princípio, problemas na variância entre os termos de erros, ou problemas de heterocedasticidade, foi necessário rodar novamente os testes utilizando o Bootstrap que corrige esses erros. Para atender aos objetivos supracitados anteriormente, foram selecionadas variáveis relacionadas ao desenvolvimento econômico, como renda per capta, índice de pobreza ou percentagens de pobres, desemprego, índice de Gini como forma de medir a concentração de renda e como variável explicativa foi selecionado o número de micro e pequenas empresas por estado. O número de micro e pequenas empresas por unidade federativa foi obtido através dos anuários do trabalho em parceria entre SEBRAE e DIEESE O PIB (Produto interno bruto) foi extraído do IBGE, já o PIB per capita (PIBpc) é resultado do PIB encontrado por estado dividido pelos dados da população brasileira nas 27 unidades federativas, que foram obtidos na PNAD para os anos 2001 a 2009 e no censo de A taxa de desemprego foi retirada do IPEADATA, que apresenta dados para 2001 até 2009 e para o ano de 2010 foi feita uma estimação, o mesmo ocorreu para a taxa de pobreza, que também não apresentou dados para o ano de 2010 no IPEADATA, sendo necessário estimá-lo por interpolação. O índice de Gini foi extraído no IPEADATA para os anos 2001 a 2009 e do Censo realizado pelo IBGE para o ano RESULTADOS 4.1 Análise da relação entre as MPE s e as variáveis PIB per capita, desemprego, índice de pobreza e índice de Gini Considerando o objetivo proposto de investigar a influência das micro e pequenas empresas no desenvolvimento econômico das unidades federativas, a partir dos indicadores estabelecidos, aplicou-se o método de dados em painel com efeitos fixos, conforme metodologia adotada. Antes de proceder nas análises dos resultados, deve-se primeiro verificar a violação dos pressupostos do modelo. Testou-se, portanto, a presença de autocorrelação nos modelos estimados e esta não foi detectada, o que significa que os termos de erros das observações não estão relacionados uns aos outros. Em relação à presença de heterocedasticidade, esta foi

8 detectada em todos os modelos, ou seja, os termos de erros não possuem mesma variância para efeitos fixos, o que foi corrigido com o modelo rodado por Bootstrap. Em relação às equações estimadas pelo Bootstrap, estas apresentaram valores satisfatórios dos coeficientes de determinação (R 2 ), o que evidenciou que as MPE s têm poder de explicação nas variações das variáveis PIB per capita, desemprego, taxa de pobreza e índice de Gini dos estados brasileiros conforme tabelas 1, 2,3,e 4. De acordo com a tabela 1, fica evidente que o número de micro e pequenas empresas é uma função positiva com o PIB PC, tanto para o coeficiente de efeito comum, quanto para o de efeito específico para cada estado, pois, ambos apresentaram-se estatisticamente significativo a 5%. Tabela 1 Número de micro e pequenas empresas e PIB per capita do Brasil, 2001 a 2010 Variável dependente: logaritmo do PIB per capita Estaduais Coeficient Estatística z Coeficiente e comum P>z Específico P>z Variáveis Explicativas ( LMPE s ) Estatística z Acre 0,0808 0,000 3,48 Alagoas 0,0249 0,000-7,58 Amapá 0,0882 0,239 1,18 Amazonas 0,1109 0,000 3,58 Bahia 0,0472 0,000-3,94 Ceara 0,0304 0,000-6,01 Distrito Federal 0,2037 0,000 16,46 Espírito Santo 0,1150 0,000 4,07 Goiás 0,0813 0,948 0,07 Maranhão 0,0081 0,000-8,96 Mato Grosso 0,1097 0,000 3,6 Mato Grosso do Sul 0,837 (0,00) 3,51 0,0935 0,080 1,75 Minas Gerais 0,0787 0,831-0,21 Pará 0,0506 0,000-4,07 Paraíba 0,0282 0,000-7,3 Paraná 0,0989 0,048 1,98 Pernambuco 0,0432 0,000-4,54 Piauí 0,0042 0,000-8,67 Rio de Janeiro 0,1164 0,000 4,17 Rio Grande do Norte 0,0458 0,000-4,56 Rio grande do Sul 0,1048 0,008 2,65 Rondônia 0,0941 0,091 1,69 Roraima 0,1051 0,020 2,33 Santa Catarina 0,1112 0,000 3,7 São Paulo 0,1153 0,001 3,34 Sergipe 0,0644 0,008-2,64 Tocantins 0,0669 0,040-2,05 Constante ,00 42,9 R² 0,1681 0,9461 R 2 ajustado 0,94 N o de observações Fonte: Resultados da pesquisa. Tomando como base os resultados de efeito comum, pode-se observar pela tabela 2 que as MPE s contribuem com 0,837% para o crescimento econômico a cada 1% de aumento no número dessas.

9 Em relação aos efeitos das MPE s por unidade federativa, pode-se observar uma pequena variação do crescimento econômico dos estados brasileiros a cada aumento do número de MPE s. Os estados mais sensíveis, na variação do PIBpc em relação ao aumento das MPEs, foram o Distrito Federal, em que um aumento de 10% no número de MPE s leva a um crescimento econômico de 2%, seguido do Rio de Janeiro, apresentando valores bem próximos aos estados de São Paulo e Espírito Santo, nos quais o referido aumento provoca crescimento econômico em, aproximadamente, 1,2%. Os estados menos sensíveis a variação do aumento do número de MPEs em relação ao PIB per capita foram o estado do Piauí seguido do Maranhão. Esses estados são os piores na acumulação e distribuição da renda per capita, do Brasil, em virtude ou de uma baixa produção, que gera um baixo índice do PIB para o estado, ou devido a uma concentração de empresas somente mais ao centro do estado, não atingindo o interior, que não tem possibilidade de gerar produção e tão pouco contribuir para promover o crescimento econômico. Cabe acrescentar que, o grande número de negócios informais que não foi contabilizado nas análises do presente estudo, mas que segundo estimativas existentes no SEBRAE representam o dobro das MPE no Brasil, pode estar contribuindo para alavancar o crescimento econômico dos estados brasileiros, pois estes negócios contribuem para garantir o sustento e a ocupação das famílias e respondem, informalmente, pela ocupação de terceiros. Analisando a relação entre o número de MPE e a taxa de desemprego, pode-se observar, pela tabela 2, que um aumento de 1% no número de MPE gerou uma redução de 0,064% na taxa de desemprego. Essa relação entre MPE e taxa de desemprego mostra que a quantidade de pessoas empregadas pelas MPE s ainda não é o bastante para contribuir em grandes proporções com a redução dos níveis de desemprego do Brasil como um todo. Porém, vale ressaltar que, apesar da magnitude ser baixa, graças ao crescimento das MPE s, dentre outras variáveis, a taxa que, em 2002, era de 12,6% passou para 6,7%, em 2010, apresentando queda de 46,8% entre esses anos, de acordo com dados do IBGE (2012). Portanto, um maior incentivo, por parte do governo, para a abertura, permanência e crescimento das empresas MPE, pode vir a aumentar, significativamente, esses números. Observou-se que, os níveis de redução da taxa de desemprego não se mostraram tão discrepantes entre os estados, variando entre redução de 0,10 para o estado do Piauí, seguido por Santa Catarina, e 0,02 para o estado do Amapá seguido do Distrito Federal e Amazonas, mostrando-se os estados menos sensíveis a um aumento do número de MPEs, levando a crer que nesses estados, essas empresas não tem presença marcante como foco de atividades. Portanto, não contribuem de forma significativa para a redução das taxas de desemprego, o que não significa que essas não são relevantes, dado o grande número de MPE s informais nesses estados. O Piauí, embora não tenha a melhor distribuição de renda per capita do Brasil, é o que mais conseguiu diminuir seus índices de desemprego, quando se relaciona às micro e pequenas empresas, o oposto se observa no Distrito Federal, que tem o maior PIB per capita e o segundo pior índice de redução da taxa de desemprego do país. Uma pesquisa publicada no informativo do IPEA (COMUNICADO IPEA 76, 2011) mostra que a maior taxa de desemprego se deu entre os mais pobres, passando de 14,4%, em 2005, para 18,5%, em 2010, aumentando em 28,5% nesses 5 anos, ao contrário dos não pobres em que a taxa caiu 37,8% no mesmo período. Assim como na análise da taxa de desemprego, esperava-se que a relação entre a taxa de pobreza explicada pelas variáveis MPE fosse negativa, em que ao aumentar o número de micros e pequenas empresas brasileiras, houvesse um estímulo na redução da taxa de pobreza do país, o que foi constatado no presente estudo. De acordo com os dados, um aumento de 1%

10 nas MPE indica uma redução de 0,30 na taxa de pobreza do Brasil. Essa porcentagem, embora baixa, é bastante significativa para melhorar os níveis de redução de pobreza, no Brasil. Tabela 2 Número de micro e pequenas empresas e Taxa de Desemprego do Brasil, 2001 a 2010 Variáveis Variável dependente: logaritmo da taxa de desemprego Estaduais Explicativas Coeficiente Estatística Coeficiente Estatística z ( LMPE s ) comum P>z z Específico P>z Acre -0,0823 0,001-3,41 Alagoas -0,0517 0,001 3,47 Amapá -0,0205 0,000 5,66 Amazonas -0,0327 0,000 5,96 Bahia -0,0352 0,000 5,46 Ceara -0,0605 0,010 2,58 Distrito Federal -0,0242 0,000 6,49 Espírito Santo -0,0555 0,002 3,05 Goiás -0,0607 0,017 2,4 Maranhão -0,064 0,003-3,02-0,0730 0,240 1,18 Mato Grosso -0,0740 0,288 1,06 Mato Grosso do Sul -0,0682 0,089 1,7 Minas Gerais -0,0486 0,001 3,26 Pará -0,0558 0,001 3,39 Paraíba -0,0566 0,002 3,09 Paraná -0,0697 0,218 1,23 Pernambuco -0,0270 0,000 6,41 Piauí -0,1075 0,003-3,02 Rio de Janeiro -0,0314 0,000 5,08 Rio Grande do Norte -0,0481 0,000 3,71 Rio Grande do Sul -0,0659 0,089 1,7 Rondônia -0,0722 0,234 1,19 Roraima -0,0545 0,059 1,89 Santa Catarina -0,0951 0,137-1,49 São Paulo -0,0328 0,000 4,4 Sergipe -0,0425 0,000 4,42 Tocantins -0,0881 0,520-0,64 Constante ,00 12,81 R 2 0,028 0,736 R 2 ajustado 0,706 N o de observações Fonte: Resultados da pesquisa. Levando em conta que o IPEA (2011) considerou pobres os indivíduos com rendimento domiciliar per capita abaixo de 0,5 salário mínimo mensal e confrontando esses dados com o anuário do trabalho de 2010/2011(DIEESE,2011), em que 37,3% dos trabalhadores nas micro e pequenas empresas recebiam até um salário mínimo, no ano de 2009, e que essa porcentagem não tenha se alterado muito para 2010, era de se esperar que as MPE s tivessem contribuído para a redução da pobreza no país. Isto porque a maior parte de seus trabalhadores tem um baixo nível salarial, isso pode ser modificado a partir do momento que os níveis de distribuição de renda se igualem entre todas as camadas da sociedade e entre as regiões brasileiras.

11 Os resultados da tabela 3, quando criadas as dummies para verificar os impactos das micro e pequenas empresas na redução das taxas de pobreza no Brasil, mostraram dez estados não significativos estatisticamente quanto ao valor P, sendo eles o Amapá, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Tocantins e o Rio de Janeiro. Apesar disso, todos os estados brasileiros apresentaram sinal negativo, conforme esperado, uma vez que o natural seria uma relação inversa entre aumento das MPE s e redução da taxa de pobreza brasileira, pois quanto maior o número de MPE s menor a taxa de pobreza. Tabela 3 Número de micro e pequenas empresas e Taxa de Pobreza do Brasil, 2001 a 2010 Variável dependente: logaritmo da taxa de pobreza Estaduais Variáveis Explicativas Coeficiente Estatística Coeficiente Estatística z ( LMPE s ) comum P>z z Específico P>z Acre -0,3252 0,000-8,53 Alagoas -0,2471 0,000 7,79 Amapá -0,3420 0,107-1,61 Amazonas -0,2902 0,000 3,66 Bahia -0,2234 0,000 7,32 Ceara -0,2338 0,000 7,42 Distrito Federal -0,3716 0,236-1,19 Espírito Santo -0,3339 0,470-0,72 Goiás -0,3219 0,846 0,19 Maranhão -0,2426 0,000 7,69 Mato Grosso -0,3376 0,317-1 Mato Grosso do Sul -0,3534 0,033-2,13 Minas Gerais -0,2857 0,008 2,66 Pará -0,3095 0,00-6,35-0,2674 0,000 5,85 Paraíba -0,2537 0,000 6,32 Paraná -0,2919 0,037 2,09 Pernambuco -0,2294 0,000 8,38 Piauí -0,2574 0,000 7,73 Rio de Janeiro -0,2927 0,023 2,27 Rio Grande do Norte -0,2652 0,000 5,56 Rio Grande do Sul -0,2852 0,003 3,02 Rondônia -0,3179 0,447 0,76 Roraima -0,3380 0,254-1,14 Santa Catarina -0,3538 0,090-1,69 São Paulo -0,2765 0,009 2,63 Sergipe -0,2817 0,000 4,8 Tocantins -0,3057 0,120 1,55 Constante ,00 20,21 R 2 0,2858 0,778 R 2 ajustado 0,753 N o de observações Fonte: Resultados da pesquisa. Pelo que se pode observar, os melhores resultados em termos de porcentagem estão variando entre 0,37 e 0,22. Novamente, o estado do Distrito Federal aparece como melhor relação entre a redução da taxa de pobreza frente ao aumento das MPE s, seguido dessa vez por Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Os estados da Bahia, Pernambuco e Ceará foram os que apresentaram menor redução das taxas de pobreza, respectivamente, em relação as micro

12 e pequenas empresas. Isso indica mais uma vez uma concentração dos piores índices no Nordeste do país, entre estados quase vizinhos. O mesmo era esperado em virtude de todos os problemas que esses estados nordestinos ainda enfrentam com relação a infraestrutura, saúde e educação, que contribuem seguramente para manter a taxa de pobreza nesses estados. Para esses é necessário mais que investimento nas MPE s, também se torna necessário investir em educação, saneamento básico, entre outros problemas enfrentados pela população dessas localidades. O fato de o Distrito Federal apresentar melhor relação entre as variáveis confirma o resultado apresentado na tabela 1, com ótimos resultados entre crescimento do PIB per capita e MPE s, sendo um sinal de que o problema que ainda preocupa nesse estado é o nível de desemprego e a forma para reduzi-lo. Os estados que compõem o Sudeste ficaram em uma situação intermediária, ou seja, as micro e pequenas empresas ainda não desempenham papel importante para a redução da taxa de pobreza desses estados, fato esse que pode estar relacionado, segundo estimativas do SEBRAE, à presença de setores informais nesses estados. Por último, foi feito uma análise da relação entre as micro e pequenas empresas e o índice de Gini (ver tabela 4), que mede o índice de concentração da renda em um determinado país, variando entre 0 e 1. O esperado entre as variáveis seria uma relação inversa, ou seja, uma redução no índice de Gini a medida que o número de MPE s aumentassem, ou seja, uma redução na concentração da renda. De acordo com os resultados obtidos na tabela 4, um aumento de 1% nas MPE s mostrou uma redução de 0,02 no índice de Gini. Já a análise em nível regional mostrou que mais da metade dos estados não apresentaram um valor P estatisticamente significativos, destacando-se Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Sergipe, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo. Buscava-se uma relação negativa entre o índice de Gini e as Micro e Pequenas Empresas, isso foi obtido, apesar dos dados não significativos, o que indica que essas empresas contribuem para reduzir a concentração de renda dos estados brasileiros. Os estados do Amapá e Santa Catarina tiveram os melhores resultados, tendo uma redução de 0,03 no índice de Gini, na presença de micro e pequenas empresas nesses estados, ou seja, a concentração de renda caiu para esses estados. Em contrapartida, o Distrito Federal apresentou o pior resultado, uma redução de apenas 0,008, seguido pelo estado de Pernambuco, significando que as MPE s não são suficientes para aumentar a igualdade de renda nesses estados. Novamente é preciso destacar o Distrito Federal na análise, pois, o mesmo mostrou melhor variação do PIB per capita e da redução da taxa de pobreza, de acordo com as tabelas 1 e 3 respectivamente, e os piores resultados para taxa de desemprego e índice de Gini. A explicação para tal divergência decorre do fato de apesar do PIB per capita ser considerado sinônimo de renda per capita, ele dá uma ideia muito imperfeita dessa renda, pois, não leva em consideração a desigualdade da população, isso é indicado pelo Gini. Outro fato é que nesse estado o desemprego se associa também a fatores raciais, de acordo com uma reportagem publicada pelo correios brasiliense (2012), o maior índice de desemprego está entre a população negra, que dificilmente encontra trabalho e quando tem oportunidade recebe uma remuneração mais baixa em comparação a população não-negra,...os salários continuam apresentando uma diferença considerável: negros ganham, em média, 35% menos. Os negros apenas estão saindo de uma situação de desemprego para uma de emprego precário e mal remunerado. Essa colocação vem justificar que um estado para se desenvolver de fato, deve levar em consideração uma infinidade de variáveis, sendo necessário ampliar a renda

13 gerada pela sua produção, mas também preocupar-se em modificar as questões de bem estar e sobretudo culturais da população que compõem esse estado. Tabela 4 Número de micro e pequenas empresas e Índice de Gini do Brasil, 2001 a 2010 Variáveis Variável dependente: logaritmo da Índice de Gini Estaduais Explicativas Coeficiente Estatística z Coeficiente Estatística z ( LMPE s ) comum P>z Específico P>z Acre -0,0164 0,007-2,7 Alagoas -0,0140 0,165 1,39 Amapá -0,0310 0,000-4,4 Amazonas -0,0235 0,002-3,14 Bahia -0,0151 0,552 0,59 Ceara -0,0161 0,901 0,12 Distrito Federal -0,0084 0,000 4,79 Espírito Santo -0,0193 0,134-1,5 Goiás -0,0211 0,020-2,33 Maranhão -0,0184 0,410-0,82 Mato Grosso -0,0216 0,00-5,91-0,0219 0,003-3 Mato Grosso do Sul -0,0211 0,005-2,79 Minas Gerais -0,0187 0,265-1,11 Pará -0,0244 0,000-3,73 Paraíba -0,0146 0,295 1,05 Paraná -0,0198 0,103-1,63 Pernambuco -0,0135 0,105 1,62 Piauí -0,0144 0,235 1,19 Rio de Janeiro -0,0165 0,950-0,06 Rio Grande do Norte -0,0172 0,589-0,54 Rio Grande do Sul -0,0205 0,067-1,83 Rondônia -0,0261 0,000-5,56 Roraima -0,0263 0,000-3,99 Santa Catarina -0,0302 0,000-6,99 São Paulo -0,0183 0,442-0,77 Sergipe -0,0196 0,060-1,88 Tocantins -0,0225 0,000-3,94 Constante 0,3803 0,00-6,81 R 2 0,07 0,69 R 2 ajustado 0,655 N o de observações Fonte: Resultados da pesquisa. 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente estudo tem como objetivo avaliar a relação das micro e pequenas empresas com o desenvolvimento econômico brasileiro. Especificamente, investigou a influência das micro e pequenas empresas nas variáveis: e renda per capita, desemprego, pobreza e índice de gini dos estados brasileiros e determinou se os impactos das micro e pequenas empresas são

14 diferenciados entre os estados brasileiros. Os resultados permitem inferir que as micro e pequenas empresas são um ponto chave na redução dos níveis de pobreza que o país enfrenta e dos níveis da taxa de desemprego e melhoram a renda e condições de vida da população brasileira, contribuindo dessa forma para o desenvolvimento econômico do Brasil. Em relação aos estados do nordeste, estes apresentaram um dos piores níveis de desenvolvimento, necessitando de políticas públicas para melhorar as condições desses estados. Visto que nos mesmos não há forte presença das micro e pequenas empresas e as mesmas apresentaram potencial para alavancar o desenvolvimento, pois estas se mostraram eficazes na redução do desemprego, pobreza e ainda para amenizar os problemas de concentração de renda e também para aumentar a renda per capita da população. Portanto, o governo deve direcionar políticas públicas para as MPE s, para que as mesmas possam contribuir para o desenvolvimento e crescimento econômico dessa região e para o país como um todo. REFERÊNCIAS ALMEIDA, Eduardo. Econometria Espacial Aplicada. Apostila, FEA/UFJF,2007. AMORIM, D Negros compõem maioria dos desempregados no DF e recebem salários menores. Brasilia-DF, Disponível em Acesso em 17/04/2013. ARAÚJO, E. M. JAIR. Crescimento Econômico e Concentração De Renda: Seus Efeitos na Pobreza no Brasil. Rio de Janeiro: Disponível em os/download/pde2010_emerson_jair.pdf. Acesso em 17/04/2013. BEDÊ, M. A. Onde estão as Micro e Pequenas Empresas no Brasil.1ª ed. São Paulo: SEBRAE, 2006 Disponível em 16.pdf. Acesso em 17/10/2012. BERTASSO, S. C.R. A importância socioeconômica do micro e pequeno empreendedor no contexto brasileiro. ETIC - encontro de iniciação científica - issn , vol. 6, no 6, Disponível em Acesso em 11/03/13. BIELSCHOWSKY, R. Cinquenta anos de pensamento na Cepal. Rio de Janeiro: Record, BRESSER-PEREIRA, L. C. B. Crescimento e Desenvolvimento Econômico, Disponível emhttp://www.bresserpereira.org.br/papers/2007/07.22.crescimentodesenvolvimento.junho pdf. Acesso em 17/04/2013.

15 . Celso Furtado: o desenvolvimento como missão. In: SABOIA, J.; CARVALHO, F. J. C. (Orgs.) Celso Furtado e o Século XXI. Barueri: Manole; Rio de Janeiro: Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, GABRIEL,S. A influência da micro e pequena empresa no desenvolvimento econômico do Brasil Subsídios para compreensão do significado de micro e pequena empresa. São Paulo/SP,2011 Disponível em /$File/NT0003DE3E.pdf Acesso em 15/07/2012. GREENE, W.H. Econometric analysis. 3.ed. New Jersey: Prentice-Hall, p. GUIGINSKI,J. T.; ROCHA, L. E. V. Índice de Desenvolvimento da Fam ília (IDF) e Convergência de Renda : uma Análise Espacial para os Municípios da Região Nordeste do Brasil,monografia, GUJARATI, D. N.Econometria Básica. Rio de Janeiro: Elsevier, IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em IPEADATA. (Comunicado IPEA n 76)- Desemprego e desigualdade no Brasil metropolitano, Disponível em df. Acesso em 09/04/2013 JUDGEE, G.G.; GRIFFTHS, W.E.; HILL, R.C.; LÜTKEPOHL, H.; LEE, T.C. The theory and pactice of econometrics 2.ed. New York: Wiley, p. KOTESKI, M. A. As micro e pequenas empresas no contexto econômico brasileiro. Revista FAE BUSINESS n 8, maio LEONE, N. A dimensão física das pequenas e medias empresas: a procura de um critério homogeneizador. Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v.31,n.2, abril/junho MARIANI, CHANTÓS G.A. Aplicações da Econometria Espacial ao resultado da eleição presidencial de 2010 em Santa Catarina. Rio Grande do Sul, Disponível em LICA%C3%87%C3%95ES%20DA%20ECONOMETRIA%20ESPACIAL%20AO%20RES ULTADO.pdf. Acesso em 18/04/2013. MARQUES, L.D. Modelos dinâmicos com dados em painel: revisão de literatura. Centro de Estudos Macroeconômicos e Previsão, Faculdade de Economia do Porto, p. (Texto para discussão, 100). MATTOS,L.B.; TEIXEIRA,E.C.;FONTES,R.M.O. Politicas Públicas e Desenvolvimento. Viçosa-MG: UFV/DER/DEE, 2011.

16 MONTAÑO, CARLOS. Micro empresa na era da globalização: uma abordagem crítica. São Paulo: Cortez, MPE DATA. Disponível em Acesso em 18/10/2012. OLIVEIRA, A. G. Um estudo sobre a contribuição das micro e pequenas empresas na geração de emprego e renda brasileira. Revista FAE BUSINESS n 1, v9, jan/jun PORTAL BRASIL. País fecha 2012 com menor taxa de desemprego desde Disponível em Acesso em 22/04/201.3 REVISTA- Plano Brasil sem Miséria REVISTA FENACON- Sistema SESCAP/SESCON, ano XIII-147 Setembro-Outubro REVISTA FENACON-Sistema SESCAP/SESCON, ano XIII-148 Novembro-Dezembro REVISTA FENACON- Sistema SESCAP/SESCON, ano XIV-149 Janeiro-Fevereiro REVISTA FENACON- Sistema SESCAP/SESCON, ano XIV-150 Março-Abril REVISTA FENACON- Sistema SESCAP/SESCON, ano XIV-151 Maio-Junho RIBEIRO, TELEGINSKI, SOUZA, GUGELMIM. A evolução do Produto Interno Bruto Brasileiro entre 1993 e Vitrine da Conjuntura, Curitiba, v3, n 5, julho Disponível em Acesso em 08/04/2013. RODRIGUEZ, O. Teoria do Subdesenvolvimento da Cepal. Rio de Janeiro: Ed Forense Universitária, SACKS, I. Repensando o Crescimento Econômico e o Progresso Social: o âmbito da política. In: ARBIX, G.; ZILBOVICIUS, M.; ABRAMOVAY, R. (orgs.) Razões e Ficções do Desenvolvimento. São Paulo: Unesp, Edusp, SALM, C. Estagnação Econômica, Desemprego e Exclusão Social. In: SICSÚ, J.; PAULA, L. F. de; MICHEL, R. (Orgs.). Novo-Desenvolvimentismo: um projeto nacional de crescimento com equidade social. Barueri: Manole; Rio de Janeiro: Fundação Konrad Adenauer, SEBRAE. Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Org.);Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos[responsável pela elaboração da pesquisa, dos textos, tabelas e gráficos]. Anuário do trabalho na micro e pequena empresa: Brasília, DF: DIEESE, SEBRAE. Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas; Departamento Intersindical de Estatística eestudos Socieconômicos [responsável pela elaboração da pesquisa, dos textos, tabelas e gráfi cos]. -- Anuário do trabalho na micro e pequena empresa: Brasília, DF : DIEESE, 2008.

17 SEBRAE. / Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas; Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socieconômicos [responsável pela elaboração da pesquisa, dos textos, tabelas e gráfi cos]. - Anuário do trabalho na micro e pequena empresa: Brasília, DF: DIEESE, Disponível na internet em. Acesso em 17/10/2012. SEN, Amartya. Desenvolvimento como Liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, SILVA, Orlando M. e JÚNIOR, José César C. Dados em painel: Uma análise do modelo estático. Métodos Quantitativos em Economia.Viçosa,MG: Ed. UFV, SILVA, J.C.F da; MICHEL, R. A Macroeconomia da Concentração de Renda e da Estagnação. In: SICSÚ, J.; PAULA, L. F. de; MICHEL, R. (Orgs.). Novo- Desenvolvimentismo: um projeto nacional de crescimento com equidade social. Barueri: Manole; Rio de Janeiro: Fundação Konrad Adenauer, SIMONSEN, M.H.; CYSNE,R.P. Macroeconomia. 4ed, São Paulo: Atlas, 2009 SOUZA,N.J. Desenvolvimento Econômico. São Paulo: Atlas, SOUSA, FILHO. Análise por dados em painel do status de saúde no Nordeste Brasileiro. Revista Saúde Pública, 2008; 42(5): Disponível em Acesso em 05/04/2013. VEIGA, J. E. da. Desenvolvimento Sustentável: o Desafio do Século XXI. Rio de Janeiro: Garamond, VIEIRA, M. L.. A contribuição das micro e pequenas empresas para a redução da pobreza no Brasil. Fortaleza, Disponível em $File/NT A.pdf. Acesso em 26/07/2012. WOOLDRIDGE, J.,M. Introdução à econometria: Uma abordagem moderna; tradução José Ferreira; revisão técnica Galo Carlos Lopez Noriega, São Paulo: Cengage Learning,2010

Analfabetismo no Brasil

Analfabetismo no Brasil Analfabetismo no Brasil Ricardo Paes de Barros (IPEA) Mirela de Carvalho (IETS) Samuel Franco (IETS) Parte 1: Magnitude e evolução do analfabetismo no Brasil Magnitude Segundo estimativas obtidas com base

Leia mais

Estudo Estratégico n o 4. Como anda o desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro? Valéria Pero Adriana Fontes Luisa de Azevedo Samuel Franco

Estudo Estratégico n o 4. Como anda o desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro? Valéria Pero Adriana Fontes Luisa de Azevedo Samuel Franco Estudo Estratégico n o 4 Como anda o desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro? Valéria Pero Adriana Fontes Luisa de Azevedo Samuel Franco PANORAMA GERAL ERJ receberá investimentos recordes da ordem

Leia mais

RESULTADOS DO ÍNDICE DE VULNERABILIDADE SOCIAL DO PARANÁ - 2010 *

RESULTADOS DO ÍNDICE DE VULNERABILIDADE SOCIAL DO PARANÁ - 2010 * RESULTADOS DO ÍNDICE DE VULNERABILIDADE SOCIAL DO PARANÁ - 2010 * Os resultados aqui apresentados foram extraídos do Atlas da Vulnerabilidade Social nos Municípios Brasileiros, elaborado pelo Instituto

Leia mais

Relatório produzido em conjunto por três agências das Nações Unidas

Relatório produzido em conjunto por três agências das Nações Unidas Relatório produzido em conjunto por três agências das Nações Unidas Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) Organização Internacional

Leia mais

Dimensão social. Educação

Dimensão social. Educação Dimensão social Educação 218 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 36 Taxa de escolarização Representa a proporção da população infanto-juvenil que freqüenta a escola. Descrição As variáveis

Leia mais

DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE DOS PADRÕES RECENTES

DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE DOS PADRÕES RECENTES DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE DOS PADRÕES RECENTES Barbara Christine Nentwig Silva Professora do Programa de Pós Graduação em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Social /

Leia mais

Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009

Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009 Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE Diretoria de Pesquisas Coordenação detrabalho e Rendimento Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009

Leia mais

F.19 - Cobertura de coleta de lixo

F.19 - Cobertura de coleta de lixo Comentários sobre os Indicadores de Cobertura até 6 F.19 - Cobertura de coleta de lixo Limitações: Requer informações adicionais sobre as condições de funcionamento (freqüência, assiduidade, volume transportado

Leia mais

Tabela 1 - Conta de produção por operações e saldos, segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação - 2004-2008

Tabela 1 - Conta de produção por operações e saldos, segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação - 2004-2008 (continua) Produção 5 308 622 4 624 012 4 122 416 3 786 683 3 432 735 1 766 477 1 944 430 2 087 995 2 336 154 2 728 512 Consumo intermediário produtos 451 754 373 487 335 063 304 986 275 240 1 941 498

Leia mais

na região metropolitana do Rio de Janeiro

na região metropolitana do Rio de Janeiro O PERFIL DOS JOVENS EMPREENDEDORES na região metropolitana do Rio de Janeiro NOTA CONJUNTURAL MARÇO DE 2013 Nº21 PANORAMA GERAL Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE) de 2011,

Leia mais

7(&12/2*,$'$,1)250$d 2'(),1,d 2 5(35(6(17$7,9,'$'((7(1'Ç1&,$6

7(&12/2*,$'$,1)250$d 2'(),1,d 2 5(35(6(17$7,9,'$'((7(1'Ç1&,$6 7(&12/2*,$'$,1)250$d 2'(),1,d 2 5(35(6(17$7,9,'$'((7(1'Ç1&,$6 O setor de tecnologia da informação está incluído, de forma mais agregada, nas atividades de serviços prestados às empresas, segundo a &ODVVLILFDomR1DFLRQDOGH$WLYLGDGHV

Leia mais

Nº 19 Novembro de 2011. A Evolução da Desigualdade de Renda entre os anos de 2000 e 2010 no Ceará e Estados Brasileiros Quais foram os avanços?

Nº 19 Novembro de 2011. A Evolução da Desigualdade de Renda entre os anos de 2000 e 2010 no Ceará e Estados Brasileiros Quais foram os avanços? Nº 19 Novembro de 2011 A Evolução da Desigualdade de Renda entre os anos de 2000 e 2010 no Ceará e Estados Brasileiros Quais foram os avanços? GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ Cid Ferreira Gomes Governador Domingos

Leia mais

Taxa de analfabetismo

Taxa de analfabetismo B Taxa de analfabetismo B.1................................ 92 Níveis de escolaridade B.2................................ 94 Produto Interno Bruto (PIB) per capita B.3....................... 96 Razão de

Leia mais

RANKING NACIONAL DO TRABALHO INFANTIL (5 a 17 ANOS) QUADRO COMPARATIVO DOS DADOS DA PNAD (2008 e 2009)

RANKING NACIONAL DO TRABALHO INFANTIL (5 a 17 ANOS) QUADRO COMPARATIVO DOS DADOS DA PNAD (2008 e 2009) NACIONAL DO TRABALHO INFANTIL (5 a 17 ANOS) QUADRO COMPARATIVO DOS DADOS DA PNAD (2008 e 2009) População Ocupada 5 a 17 anos 2008 Taxa de Ocupação 2008 Posição no Ranking 2008 População Ocupada 5 a 17

Leia mais

Avaliação das Contas Regionais do Piauí 2008

Avaliação das Contas Regionais do Piauí 2008 Avaliação das Contas Regionais do Piauí 2008 A economia piauiense, em 2008, apresentou expansão em volume do Produto Interno Bruto (PIB) de 8,8% em relação ao ano anterior. Foi a maior taxa de crescimento

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE Mercado de trabalho. Campos Gerais. Análise setorial do mercado de trabalho. Paraná.

PALAVRAS-CHAVE Mercado de trabalho. Campos Gerais. Análise setorial do mercado de trabalho. Paraná. 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE (x ) TRABALHO (

Leia mais

FLUXO ATIVIDADES DOS SERVIÇOS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO, POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO NO ESTADO DA PARAÍBA 2009

FLUXO ATIVIDADES DOS SERVIÇOS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO, POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO NO ESTADO DA PARAÍBA 2009 FLUXO ATIVIDADES DOS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO, POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO NO ESTADO DA PARAÍBA 2009 Entradas e Saídas de Mercadorias Base 2009 FLUXO, POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO NO ESTADO DA PARAÍBA - 2009

Leia mais

11.1. INFORMAÇÕES GERAIS

11.1. INFORMAÇÕES GERAIS ASPECTOS 11 SOCIOECONÔMICOS 11.1. INFORMAÇÕES GERAIS O suprimento de energia elétrica tem-se tornado fator indispensável ao bem-estar social e ao crescimento econômico do Brasil. Contudo, é ainda muito

Leia mais

ÍNDICE DE CONFIANÇA DOS PEQUENOS NEGÓCIOS NO BRASIL. ICPN Outubro de 2015

ÍNDICE DE CONFIANÇA DOS PEQUENOS NEGÓCIOS NO BRASIL. ICPN Outubro de 2015 ÍNDICE DE CONFIANÇA DOS PEQUENOS NEGÓCIOS NO BRASIL ICPN Outubro de 2015 ÍNDICE DE CONFIANÇA DOS PEQUENOS NEGÓCIOS NO BRASIL ICPN Outubro de 2015 Sumário Executivo Indicadores de confiança são indicadores

Leia mais

setembro de 2014 Fundação Perseu Abramo - Partido dos Trabalhadores MUDANÇA REGIONAL E DESIGUALDADE DE RENDA NO BRASIL

setembro de 2014 Fundação Perseu Abramo - Partido dos Trabalhadores MUDANÇA REGIONAL E DESIGUALDADE DE RENDA NO BRASIL 15 setembro de 2014 Fundação Perseu Abramo - Partido dos Trabalhadores MUDANÇA REGIONAL E DESIGUALDADE DE RENDA NO BRASIL Expediente Esta é uma publicação da Fundação Perseu Abramo. Diretoria Executiva

Leia mais

ECONOMIA DA CULTURA - EQUIPAMENTOS AUDIOVISUAIS NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS

ECONOMIA DA CULTURA - EQUIPAMENTOS AUDIOVISUAIS NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS IV ENECULT - Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura 28 a 30 de maio de 2008 Faculdade de Comunicação/UFBa, Salvador-Bahia-Brasil. ECONOMIA DA CULTURA - EQUIPAMENTOS AUDIOVISUAIS NOS MUNICÍPIOS

Leia mais

Comentários sobre os Indicadores de Mortalidade

Comentários sobre os Indicadores de Mortalidade C.1 Taxa de mortalidade infantil O indicador estima o risco de morte dos nascidos vivos durante o seu primeiro ano de vida e consiste em relacionar o número de óbitos de menores de um ano de idade, por

Leia mais

FLUXO TRANSPORTE AQUAVIÁRIO POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO NO ESTADO DA PARAÍBA - 2009

FLUXO TRANSPORTE AQUAVIÁRIO POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO NO ESTADO DA PARAÍBA - 2009 FLUXO POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO NO ESTADO DA PARAÍBA - 2009 Entradas e Saídas de Mercadorias Base 2009 FLUXO, POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO NO ESTADO DA PARAÍBA - 2009 Estados Norte 0 0,00 0 0 0 0,00 Rondônia

Leia mais

Sumário PNAD/SIMPOC 2001 Pontos importantes

Sumário PNAD/SIMPOC 2001 Pontos importantes Sumário PNAD/SIMPOC 2001 Pontos importantes Sistema de pesquisas domiciliares existe no Brasil desde 1967, com a criação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNAD; Trata-se de um sistema de pesquisas

Leia mais

Boletim Econômico. Federação Nacional dos Portuários. Sumário

Boletim Econômico. Federação Nacional dos Portuários. Sumário Boletim Econômico Federação Nacional dos Portuários Agosto de 2014 Sumário Indicadores de desenvolvimento brasileiro... 2 Emprego... 2 Reajuste dos salários e do salário mínimo... 3 Desigualdade Social

Leia mais

Grandes Regiões e Unidades da Federação: Esperança de vida ao nascer segundo projeção populacional: 1980, 1991-2030 - Ambos os sexos

Grandes Regiões e Unidades da Federação: Esperança de vida ao nascer segundo projeção populacional: 1980, 1991-2030 - Ambos os sexos e Unidades da Federação: Esperança de vida ao nascer segundo projeção populacional: 1980, 1991-2030 - Ambos os sexos Unidades da Federação 1980 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002

Leia mais

INDICE DE CONFIANÇA DAS MICRO E PEQUENAS. Outubro/2012 (dados até setembro)

INDICE DE CONFIANÇA DAS MICRO E PEQUENAS. Outubro/2012 (dados até setembro) INDICE DE CONFIANÇA DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS (ICMPE) NO BRASIL Outubro/2012 (dados até setembro) Características da pesquisa Objetivo: - medir o impacto da conjuntura econômica nas MPE brasileiras

Leia mais

FLUXO ATIVIDADES DE SEDES DE EMPRESAS E DE CONSULTORIA EM GESTÃO EMPRESARIAL POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO DO ESTADO DA PARAÍBA 2009

FLUXO ATIVIDADES DE SEDES DE EMPRESAS E DE CONSULTORIA EM GESTÃO EMPRESARIAL POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO DO ESTADO DA PARAÍBA 2009 FLUXO ATIVIDADES DE SEDES DE EMPRESAS E DE CONSULTORIA EM GESTÃO EMPRESARIAL POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO DO ESTADO DA PARAÍBA 2009 Entradas e Saídas de Mercadorias Base 2009 FLUXO ATIVIDADES DE SEDES DE EMPRESAS

Leia mais

Boletim Informativo* Agosto de 2015

Boletim Informativo* Agosto de 2015 Boletim Informativo* Agosto de 2015 *Documento atualizado em 15/09/2015 (Erratas páginas 2, 3, 4 e 9) EXTRATO GERAL BRASIL 1 EXTRATO BRASIL 396.399.248 ha 233.712.312 ha 58,96% Número de Imóveis Cadastrados²:

Leia mais

FLUXO DE ATIVIDADES DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO NO ESTADO DA PARAÍBA 2009

FLUXO DE ATIVIDADES DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO NO ESTADO DA PARAÍBA 2009 FLUXO DE ATIVIDADES DE PRESTAÇÃO DE DE INFORMAÇÃO POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO NO ESTADO DA PARAÍBA 2009 Entradas e Saídas de Mercadorias Base 2009 FLUXO DE, POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO NO ESTADO DA PARAÍBA -

Leia mais

RENDA, POBREZA E DESIGUALDADE NOTA CONJUNTURAL JANEIRO DE 2014 Nº28

RENDA, POBREZA E DESIGUALDADE NOTA CONJUNTURAL JANEIRO DE 2014 Nº28 RENDA, POBREZA E DESIGUALDADE NOTA CONJUNTURAL JANEIRO DE 2014 Nº28 no Estado do Rio de Janeiro NOTA CONJUNTURAL JANEIRO DE 2014 Nº28 PANORAMA GERAL Na última década, o Brasil passou por profundas mudanças

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE Indicadores sócio-econômicos. Campos Gerais. Paraná.

PALAVRAS-CHAVE Indicadores sócio-econômicos. Campos Gerais. Paraná. 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( x ) TRABALHO

Leia mais

MIGRAÇÃO MIGRAÇÃO INTERNA

MIGRAÇÃO MIGRAÇÃO INTERNA MIGRAÇÃO Os resultados da migração interna e internacional apresentados foram analisados tomando por base a informação do lugar de residência (Unidade da Federação ou país estrangeiro) há exatamente cinco

Leia mais

Oficina Índice de Desenvolvimento Humano IDH

Oficina Índice de Desenvolvimento Humano IDH Oficina Índice de Desenvolvimento Humano IDH Oficina CH/EM Caro Aluno, Esta oficina tem por objetivo analisar as principais características de um dos principais indicadores socioeconômicos utilizados na

Leia mais

Entenda o que é IDH Secretaria de Saúde Pública do Pará

Entenda o que é IDH Secretaria de Saúde Pública do Pará Entenda o que é IDH Secretaria de Saúde Pública do Pará O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), divulgado pela ONU, parte do pressuposto de que para aferir o avanço de uma população não se deve considerar

Leia mais

PDR - Critério de classificação de microrregiões

PDR - Critério de classificação de microrregiões PDR - Critério de classificação de microrregiões Na definição deste critério, procurou-se inspiração na metodologia desenvolvida por ocasião da elaboração da Política Nacional de Desenvolvimento Regional

Leia mais

Estudo Estratégico n o 5. Desenvolvimento socioeconômico na metrópole e no interior do Rio de Janeiro Adriana Fontes Valéria Pero Camila Ferraz

Estudo Estratégico n o 5. Desenvolvimento socioeconômico na metrópole e no interior do Rio de Janeiro Adriana Fontes Valéria Pero Camila Ferraz Estudo Estratégico n o 5 Desenvolvimento socioeconômico na metrópole e no interior do Rio de Janeiro Adriana Fontes Valéria Pero Camila Ferraz PANORAMA GERAL ERJ é o estado mais urbano e metropolitano

Leia mais

ipea A ESCOLARIDADE DOS PAIS E OS RETORNOS À EDUCAÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO 1 INTRODUÇÃO 2 DADOS

ipea A ESCOLARIDADE DOS PAIS E OS RETORNOS À EDUCAÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO 1 INTRODUÇÃO 2 DADOS A ESCOLARIDADE DOS PAIS E OS RETORNOS À EDUCAÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO Lauro Ramos* Maurício Cortez Reis** 1 INTRODUÇÃO O conjunto de evidências empíricas apresentadas por Ferreira e Veloso (23) mostra

Leia mais

Nº 60. Desigualdade da renda no território brasileiro

Nº 60. Desigualdade da renda no território brasileiro Nº 60 Desigualdade da renda no território brasileiro 12 de agosto de 2010 Governo Federal Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República Ministro Samuel Pinheiro Guimarães Neto Fundação

Leia mais

A POSIÇÃO DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP) EM RELAÇÃO AO ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO (IDH) E AO ÍNDICE DE GINI

A POSIÇÃO DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP) EM RELAÇÃO AO ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO (IDH) E AO ÍNDICE DE GINI A POSIÇÃO DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP) EM RELAÇÃO AO ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO (IDH) E AO ÍNDICE DE GINI Roland Anton Zottele 1, Friedhilde M. K. Manulescu 2 1, 2 Faculdade de Ciências

Leia mais

O Mercado de Trabalho nas Atividades Culturais no Brasil, 1992-2001

O Mercado de Trabalho nas Atividades Culturais no Brasil, 1992-2001 1 Ministério da Cultura Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) Data de elaboração da ficha: Ago 2007 Dados das organizações: Nome: Ministério da Cultura (MinC) Endereço: Esplanada dos Ministérios,

Leia mais

75,4. 1,95 mulher, PNAD/08) Taxa de analfabetismo (15 anos ou mais em %) 4,4% População urbana 5.066.324

75,4. 1,95 mulher, PNAD/08) Taxa de analfabetismo (15 anos ou mais em %) 4,4% População urbana 5.066.324 SEMINÁRIO ESTRUTURA E PROCESSO DA NEGOCIAÇÃO COLETIVA CONJUNTURA DO SETOR RURAL E MERCADODETRABALHOEMSANTA DE EM CATARINA CONTAG CARACTERÍSTICAS C C S GERAIS CARACTERÍSTICA GERAIS DE SANTA CATARINA Área

Leia mais

FLUXO ATIVIDADES FINANCEIRAS, DE SEGUROS E SERVIÇOS RELACIONADOS POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO NO ESTADO DA PARAÍBA 2009

FLUXO ATIVIDADES FINANCEIRAS, DE SEGUROS E SERVIÇOS RELACIONADOS POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO NO ESTADO DA PARAÍBA 2009 FLUXO ATIVIDADES FINANCEIRAS, DE SEGUROS E RELACIONADOS POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO NO ESTADO DA PARAÍBA 2009 Entradas e Saídas de Mercadorias Base 2009 FLUXO, POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO NO ESTADO DA PARAÍBA

Leia mais

Número 24. Carga horária de trabalho: evolução e principais mudanças no Brasil

Número 24. Carga horária de trabalho: evolução e principais mudanças no Brasil Número 24 Carga horária de trabalho: evolução e principais mudanças no 29 de julho de 2009 COMUNICADO DA PRESIDÊNCIA Carga horária de trabalho: evolução e principais mudanças no 2 1. Apresentação Este

Leia mais

INDICADORES DEMOGRÁFICOS E NORDESTE

INDICADORES DEMOGRÁFICOS E NORDESTE INDICADORES DEMOGRÁFICOS E SOCIAIS E ECONÔMICOS DO NORDESTE Verônica Maria Miranda Brasileiro Consultora Legislativa da Área XI Meio Ambiente e Direito Ambiental, Organização Territorial, Desenvolvimento

Leia mais

POLÍTICAS PÚBLICAS EM PROL DA ERRADICAÇÃO DO ANALFABETISMO EM MINAS GERAIS

POLÍTICAS PÚBLICAS EM PROL DA ERRADICAÇÃO DO ANALFABETISMO EM MINAS GERAIS POLÍTICAS PÚBLICAS EM PROL DA ERRADICAÇÃO DO ANALFABETISMO EM MINAS GERAIS TRINDADE, Jéssica Ingrid Silva Graduanda em Geografia Universidade Estadual de Montes Claros Unimontes jessica.ingrid.mg@hotmail.com

Leia mais

PNAD - Segurança Alimentar 2004 2009. Insegurança alimentar diminui, mas ainda atinge 30,2% dos domicílios brasileiros

PNAD - Segurança Alimentar 2004 2009. Insegurança alimentar diminui, mas ainda atinge 30,2% dos domicílios brasileiros 1 of 5 11/26/2010 2:57 PM Comunicação Social 26 de novembro de 2010 PNAD - Segurança Alimentar 2004 2009 Insegurança alimentar diminui, mas ainda atinge 30,2% dos domicílios brasileiros O número de domicílios

Leia mais

Fernanda de Paula Ramos Conte Lílian Santos Marques Severino RESUMO:

Fernanda de Paula Ramos Conte Lílian Santos Marques Severino RESUMO: O Brasil e suas políticas sociais: características e consequências para com o desenvolvimento do país e para os agrupamentos sociais de nível de renda mais baixo nas duas últimas décadas RESUMO: Fernanda

Leia mais

Pobreza e Prosperidade. Metropolitanas Brasileiras: Balanço e Identificação de Prioridades. Compartilhada nas Regiões

Pobreza e Prosperidade. Metropolitanas Brasileiras: Balanço e Identificação de Prioridades. Compartilhada nas Regiões Pobreza e Prosperidade Compartilhada nas Regiões Metropolitanas Brasileiras: Balanço e Identificação de Prioridades Aude-Sophie Rodella Grupo Sectorial da Pobreza Brasilia, June 2015 No Brasil, a pobreza

Leia mais

CONTAS REGIONAIS DO AMAZONAS 2009 PRODUTO INTERNO BRUTO DO ESTADO DO AMAZONAS

CONTAS REGIONAIS DO AMAZONAS 2009 PRODUTO INTERNO BRUTO DO ESTADO DO AMAZONAS CONTAS REGIONAIS DO AMAZONAS 2009 PRODUTO INTERNO BRUTO DO ESTADO DO AMAZONAS APRESENTAÇÃO A Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico SEPLAN em parceria com a SUFRAMA e sob a coordenação

Leia mais

Indicador do PIB Trimestral Espírito Santo IV Trimestre de 2011

Indicador do PIB Trimestral Espírito Santo IV Trimestre de 2011 Indicador do PIB Trimestral Espírito Santo IV Trimestre de 2011 Vitória, 29 de Maio de 2012 Indicador de PIB trimestral 17 atividades econômicas pesquisadas, em consonância com os setores das Contas Regionais

Leia mais

Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre

Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre N o Brasil há 2.361 municípios, em 23 estados, onde vivem mais de 38,3 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza. Para eles, o Governo Federal criou

Leia mais

Dimensão econômica. Quadro econômico

Dimensão econômica. Quadro econômico Dimensão econômica Quadro econômico Dimensão econômica 42 Produto interno bruto per capita O Produto Interno Bruto per capita indica a renda média da população em um país ou território e sua variação é

Leia mais

SISTEMA NACIONAL DE PESQUISA DE CUSTOS E ÍNDICES DA CONSTRUÇÃO CIVIL S I N A P I RESULTADOS DE AGOSTO/2014

SISTEMA NACIONAL DE PESQUISA DE CUSTOS E ÍNDICES DA CONSTRUÇÃO CIVIL S I N A P I RESULTADOS DE AGOSTO/2014 SISTEMA NACIONAL DE PESQUISA DE CUSTOS E ÍNDICES DA CONSTRUÇÃO CIVIL S I N A P I RESULTADOS DE AGOSTO/2014 COMENTÁRIOS Índice Nacional da Construção Civil varia 0,52% em agosto O Índice Nacional da Construção

Leia mais

FLUXO FABRICAÇÃO DE VEÍCULOS AUTOMOTORES, REBOQUES E CARROCERIAS POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO NO ESTADO DA PARAÍBA 2009

FLUXO FABRICAÇÃO DE VEÍCULOS AUTOMOTORES, REBOQUES E CARROCERIAS POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO NO ESTADO DA PARAÍBA 2009 FLUXO FABRICAÇÃO DE VEÍCULOS AUTOMOTORES, REBOQUES E CARROCERIAS POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO NO ESTADO DA PARAÍBA 2009 Entradas e Saídas de Mercadorias Base 2009 FLUXO, POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO NO ESTADO

Leia mais

SÍNTESE DE INDICADORES SOCIAIS

SÍNTESE DE INDICADORES SOCIAIS ESTUDOS & pesquisas INFORMAÇÃO DEMOGRÁFICA E SOCIoeconômica 5 SÍNTESE DE INDICADORES SOCIAIS 2000 IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Presidente da República Fernando Henrique Cardoso

Leia mais

ANUÁRIO DO TRABALHO. namicro e. Pequena 2010 / 2011. Empresa

ANUÁRIO DO TRABALHO. namicro e. Pequena 2010 / 2011. Empresa ANUÁRIO DO TRABALHO namicro e Pequena Empresa 2010 / 2011 SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Presidente do Conselho Deliberativo Nacional Roberto Simões Diretor-Presidente

Leia mais

NÚMERO DE ACIDENTES POR DIA DA SEMANA

NÚMERO DE ACIDENTES POR DIA DA SEMANA RODOVIÁRIAS Quadro 13 - UF: ACRE Ano de 211 82 5 6 8 9 5 3 14 4 11 9 4 4 63 2 4 7 6 6 9 4 8 4 4 3 6 68 4 2 8 3 1 8 4 9 2 6 7 5 63 3 6 3 2 13 9 8 7 5 1 5 1 67 4 2 9 6 8 5 5 7 6 6 4 5 85 3 7 1 1 4 7 9 6

Leia mais

SISTEMA NACIONAL DE PESQUISA DE CUSTOS E ÍNDICES DA CONSTRUÇÃO CIVIL S I N A P I RESULTADOS DE JUNHO/2014

SISTEMA NACIONAL DE PESQUISA DE CUSTOS E ÍNDICES DA CONSTRUÇÃO CIVIL S I N A P I RESULTADOS DE JUNHO/2014 SISTEMA NACIONAL DE PESQUISA DE CUSTOS E ÍNDICES DA CONSTRUÇÃO CIVIL S I N A P I RESULTADOS DE JUNHO/2014 COMENTÁRIOS Índice Nacional da Construção Civil varia 0,59% em Junho O Índice Nacional da Construção

Leia mais

GERAÇÃO DE EMPREGOS FORMAIS

GERAÇÃO DE EMPREGOS FORMAIS GERAÇÃO DE EMPREGOS FORMAIS no Estado do Rio de Janeiro JULHO DE 2014 BRASIL O mês de julho de 2014 fechou com um saldo líquido positivo de 11.796 novos empregos em todo país, segundo dados do Cadastro

Leia mais

Ministério da Educação Censo da Educação Superior 2012

Ministério da Educação Censo da Educação Superior 2012 Ministério da Educação Censo da Educação Superior 2012 Aloizio Mercadante Ministro de Estado da Educação Quadro Resumo- Estatísticas Gerais da Educação Superior por Categoria Administrativa - - 2012 Categoria

Leia mais

Organização da Aula. Política de Desenvolvimento Econômico. Aula 2. Contextualização

Organização da Aula. Política de Desenvolvimento Econômico. Aula 2. Contextualização Política de Desenvolvimento Econômico Aula 2 Prof. Nivaldo Vieira Lourenço Organização da Aula Aspectos conceituais do desenvolvimento regional Mudanças no conceito de região Regionalização brasileira

Leia mais

IDENTIDADE DE POLÍTICOS E DESENVOLVIMENTO DE LONGO- PRAZO

IDENTIDADE DE POLÍTICOS E DESENVOLVIMENTO DE LONGO- PRAZO IDENTIDADE DE POLÍTICOS E DESENVOLVIMENTO DE LONGO- PRAZO Aluno: Isabela Salgado Silva Pereira Orientador: Claudio Ferraz Introdução É de consentimento geral que o nível de desenvolvimento econômico de

Leia mais

A DEMANDA POR SAÚDE PÚBLICA EM GOIÁS

A DEMANDA POR SAÚDE PÚBLICA EM GOIÁS Título: A DEMANDA POR SAÚDE PÚBLICA EM GOIÁS Projeto de pesquisa: ANÁLISE REGIONAL DA OFERTA E DA DEMANDA POR SERVIÇOS DE SAÚDE NOS MUNICÍPIOS GOIANOS: GESTÃO E EFICIÊNCIA 35434 Autores: Sandro Eduardo

Leia mais

Informações sobre salários e escolaridade dos professores e comparativo com não-professores

Informações sobre salários e escolaridade dos professores e comparativo com não-professores Informações sobre salários e escolaridade dos professores e comparativo com não-professores Total de profissionais, independentemente da escolaridade 2003 2007 2008 Professores da Ed Básica (públicas não

Leia mais

Outubro de 2012. Proposta para:

Outubro de 2012. Proposta para: Outubro de 2012 - Proposta para: Desafios da Primeira Infância: Proposta na Agenda Municipal_2 _Argumento Existe consenso entre especialistas de que os primeiros anos de vida são um período crucial nas

Leia mais

IMPACTOS DO SISTEMA SIMPLES SOBRE A MORTALIDADE DE MICROS E PEQUENAS EMPRESAS: um estudo sobre os empreendimentos no município de Castanhal, PA

IMPACTOS DO SISTEMA SIMPLES SOBRE A MORTALIDADE DE MICROS E PEQUENAS EMPRESAS: um estudo sobre os empreendimentos no município de Castanhal, PA IMPACTOS DO SISTEMA SIMPLES SOBRE A MORTALIDADE DE MICROS E PEQUENAS EMPRESAS: um estudo sobre os empreendimentos no município de Castanhal, PA Rui Cidarta Araújo de Carvalho, Edson Aparecida de Araújo

Leia mais

1 O presente estudo foi concluído em junho de 2011. 2

1 O presente estudo foi concluído em junho de 2011. 2 Governo do Estado de Mato Grosso Secretaria de Estado de Planejamento e Coordenação Geral Superintendência de Planejamento Coordenadoria de Avaliação ET CAV/SP/SEPLAN nº 14/2015 Subsídios à política salarial

Leia mais

Boletim Informativo. Junho de 2015

Boletim Informativo. Junho de 2015 Boletim Informativo Junho de 2015 Extrato Geral Brasil 1 EXTRATO BRASIL ÁREA ** 397.562.970 ha 227.679.854 ha 57,27% Número de Imóveis cadastrados: 1.727.660 Observações: Dados obtidos do Sistema de Cadastro

Leia mais

A queda da desigualdade e da pobreza no Brasil

A queda da desigualdade e da pobreza no Brasil 28 set 2006 Nº 14 A queda da desigualdade e da pobreza no Brasil Por Antonio Prado 1 Economista do BNDES O salário mínimo subiu 97% de 1995 a 2006, enquanto a concentração de renda diminuiu O desenvolvimento

Leia mais

BOLETIM COMÉRCIO VAREJISTA

BOLETIM COMÉRCIO VAREJISTA BOLETIM COMÉRCIO VAREJISTA ISSN 2319-0205 Edição: 01/14 COMÉRCIO VAREJISTA PARAENSE EM JANEIRO DE 2014 O Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (IDESP), com base nas informações

Leia mais

ANUÁRIO DO TRABALHO. namicro e. Pequena. Empresa

ANUÁRIO DO TRABALHO. namicro e. Pequena. Empresa ANUÁRIO DO TRABALHO namicro e Pequena Empresa 2013 SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Presidente do Conselho Deliberativo Nacional Roberto Simões Diretor-Presidente Luiz

Leia mais

EVOLUÇÃO DAS MICROEMPRESAS NOS SETORES DE COMÉRCIO, INDÚSTRIA E SERVIÇOS NA CONURBAÇÃO CRAJUBAR NO PERÍODO DE 1995 A 2005

EVOLUÇÃO DAS MICROEMPRESAS NOS SETORES DE COMÉRCIO, INDÚSTRIA E SERVIÇOS NA CONURBAÇÃO CRAJUBAR NO PERÍODO DE 1995 A 2005 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 EVOLUÇÃO DAS MICROEMPRESAS NOS SETORES DE COMÉRCIO, INDÚSTRIA E SERVIÇOS NA CONURBAÇÃO CRAJUBAR NO PERÍODO DE 1995 A 2005 Nara dos Santos Ferreira 1, Maria

Leia mais

do estado do Rio Grande do Sul lidera o ranking estadual com 221%, seguido por Minas Gerais na vice-liderança, com 179%.

do estado do Rio Grande do Sul lidera o ranking estadual com 221%, seguido por Minas Gerais na vice-liderança, com 179%. IBEF apoia reequilíbrio das dívidas dos estados e municípios com a União Pernambuco está em situação confortável se comparado a outros estados. Confira os números O Instituto Brasileiro de Executivos de

Leia mais

FLUXO ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS E SERVIÇOS COMPLEMENTARES POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO NO ESTADO DA PARAÍBA 2009

FLUXO ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS E SERVIÇOS COMPLEMENTARES POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO NO ESTADO DA PARAÍBA 2009 FLUXO ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS E COMPLEMENTARES POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO NO ESTADO DA PARAÍBA 2009 Entradas e Saídas de Mercadorias Base 2009 FLUXO, POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO NO ESTADO DA PARAÍBA - 2009

Leia mais

Figura 1: Distribuição de CAPS no Brasil, 25. RORAIMA AMAPÁ AMAZONAS PARÁ MARANHÃO CEARÁ RIO GRANDE DO NORTE PAIUÍ PERNAMBUCO ACRE ALAGOAS SERGIPE TOCANTINS RONDÔNIA PARAÍBA BAHIA MATO GROSSO DISTRITO

Leia mais

É uma medida de desigualdade, mas comumente utilizada para calcular a desigualdade na distribuição de renda. É um número entre 0 e 1.

É uma medida de desigualdade, mas comumente utilizada para calcular a desigualdade na distribuição de renda. É um número entre 0 e 1. COEFICIENTE GINI É uma medida de desigualdade, mas comumente utilizada para calcular a desigualdade na distribuição de renda. É um número entre 0 e 1. 0 = completa igualdade 1= completa desigualdade. Desigualdade

Leia mais

Classificação dos Países

Classificação dos Países Indicadores Sociais: Os indicadores sociais são meios utilizados para designar os países como sendo: Ricos (desenvolvidos), Em Desenvolvimento (economia emergente) ou Pobres (subdesenvolvidos). Com isso,

Leia mais

ANÁLISE DA MORTE VIOLENTA SEGUNDO RAÇA /COR

ANÁLISE DA MORTE VIOLENTA SEGUNDO RAÇA /COR 8 ANÁLISE DA MORTE VIOLENTA SEGUNDO RAÇA /COR Secretaria de Vigilância em Saúde/MS 435 ANÁLISE DA MORTE VIOLENTA SEGUNDO RAÇA/COR MORTALIDADE POR CAUSAS EXTERNAS Evolução da mortalidade por causas externas

Leia mais

Educação e trabalho em saúde

Educação e trabalho em saúde Educação e trabalho em saúde Dra. Celia Regina Pierantoni, MD, DSc Professora Associada do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva do IMS/UERJ. Coordenadora Geral do ObservaRH. Diretora do Centro Colaborador

Leia mais

PROGRAMA DE TRANSFERÊNCIA DE RENDA E DESIGUALDADE: IMPACTOS DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA SOBRE A DESIGUALDADE NO RIO GRANDE DO SUL DE 2004 A 2009

PROGRAMA DE TRANSFERÊNCIA DE RENDA E DESIGUALDADE: IMPACTOS DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA SOBRE A DESIGUALDADE NO RIO GRANDE DO SUL DE 2004 A 2009 PROGRAMA DE TRANSFERÊNCIA DE RENDA E DESIGUALDADE: IMPACTOS DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA SOBRE A DESIGUALDADE NO RIO GRANDE DO SUL DE 2004 A 2009 Douglas Mesquita Carneiro 1 Augusto Mussi Alvim 2 Izete Pengo

Leia mais

Contas Regionais do Brasil 2010

Contas Regionais do Brasil 2010 Diretoria de Pesquisas Contas Regionais do Brasil 2010 Coordenação de Contas Nacionais frederico.cunha@ibge.gov.br alessandra.poca@ibge.gov.br Rio, 23/11/2012 Contas Regionais do Brasil Projeto de Contas

Leia mais

A EVOLUÇÃO DO PIB PARANAENSE - 2009 A 2014

A EVOLUÇÃO DO PIB PARANAENSE - 2009 A 2014 A EVOLUÇÃO DO PIB PARANAENSE - 2009 A 2014 Marcelo Luis Montani marcelo.montani@hotmail.com Acadêmico do curso de Ciências Econômicas/UNICENTRO Mônica Antonowicz Muller monicamuller5@gmail.com Acadêmica

Leia mais

ACS Assessoria de Comunicação Social

ACS Assessoria de Comunicação Social Oferta de vagas por instituição UNIVERSIDADES FEDERAIS FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DE PORTO ALEGRE 408 FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA 636 FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO

Leia mais

A NECESSIDADE DE AUDITORES-FISCAIS DO TRABALHO NO BRASIL: UMA ANÁLISE CONTEMPLANDO O GRAU DE DESCUMPRIMENTO DA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA

A NECESSIDADE DE AUDITORES-FISCAIS DO TRABALHO NO BRASIL: UMA ANÁLISE CONTEMPLANDO O GRAU DE DESCUMPRIMENTO DA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA A NECESSIDADE DE AUDITORES-FISCAIS DO TRABALHO NO BRASIL: UMA ANÁLISE CONTEMPLANDO O GRAU DE DESCUMPRIMENTO DA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA RELATÓRIO FINAL ACORDO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA IPEA/SINAIT Nº 25/2010

Leia mais

março de 2014 Fundação Perseu Abramo - Partido dos Trabalhadores A DINÂMICA RECENTE DO MERCADO DE TRABALHO BRASILEIRO: O EMPREGO

março de 2014 Fundação Perseu Abramo - Partido dos Trabalhadores A DINÂMICA RECENTE DO MERCADO DE TRABALHO BRASILEIRO: O EMPREGO 12 março de 2014 Fundação Perseu Abramo - Partido dos Trabalhadores A DINÂMICA RECENTE DO MERCADO DE TRABALHO BRASILEIRO: O EMPREGO Expediente Esta é uma publicação da Fundação Perseu Abramo. Diretoria

Leia mais

IDEB ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA CONCEITOS E USOS

IDEB ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA CONCEITOS E USOS IDEB ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA CONCEITOS E USOS Elaine Toldo Pazello FEA-RP / USP epazello@usp.br Instituto Fonte 26/11/2013 Roteiro da apresentação Descrever o cálculo do IDEB, procurando

Leia mais

Boletim Informativo. Maio de 2015. * Errata: Tabela Fonte de Dados - Por Estado

Boletim Informativo. Maio de 2015. * Errata: Tabela Fonte de Dados - Por Estado Boletim Informativo Maio de 2015 * Errata: Tabela Fonte de Dados - Por Estado Extrato Geral Brasil EXTRATO BRASIL ÁREA ** 397.562.970 ha 212.920.419 ha 53,56 % Número de Imóveis cadastrados: 1.530.443

Leia mais

Redução de Homicídios no Brasil

Redução de Homicídios no Brasil Ministério da Saúde MS Secretaria de Vigilância em Saúde - SVS Redução de Homicídios no Brasil SUMÁRIO INTRODUÇÃO... 1 METODOLOGIA DE ANÁLISE... 1 RESULTADOS... 2 Homicídios no Brasil... 2 Óbitos por Arma

Leia mais

FLUXO TELECOMINICAÇÕES SEM FIO POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO NO ESTADO DA PARAÍBA - 2009

FLUXO TELECOMINICAÇÕES SEM FIO POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO NO ESTADO DA PARAÍBA - 2009 FLUXO TELECOMINICAÇÕES SEM FIO POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO NO ESTADO DA PARAÍBA - 2009 Entradas e Saídas de Mercadorias Base 2009 FLUXO TELECOMINICAÇÕES SEM FIO, POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO NO ESTADO DA PARAÍBA

Leia mais

TRABALHO INFANTIL E POBREZA DA POPULAÇÃO FEMININA BRASILEIRA: UMA DISCUSSÃO DA INTER-RELAÇÃO ENTRE ESTES DOIS FATORES

TRABALHO INFANTIL E POBREZA DA POPULAÇÃO FEMININA BRASILEIRA: UMA DISCUSSÃO DA INTER-RELAÇÃO ENTRE ESTES DOIS FATORES 1 CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X TRABALHO INFANTIL E POBREZA DA POPULAÇÃO FEMININA BRASILEIRA:

Leia mais

* Trabalho Apresentado no XV Encontro Nacional de Estudos populacionais, ABEP, realizado em Caxambu MG Brasil, de 18 a 22 de setembro de 2006.

* Trabalho Apresentado no XV Encontro Nacional de Estudos populacionais, ABEP, realizado em Caxambu MG Brasil, de 18 a 22 de setembro de 2006. DEMOGRAFIA E EDUCAÇÃO NO BRASIL: AS DESIGUALDADES REGIONAIS* FERNANDA R. BECKER UERJ Resumo: A População brasileira está se transformando, passando por mudanças significativas nas últimas décadas. Estas

Leia mais

O BOXPLOT. Ana Maria Lima de Farias Departamento de Estatística (GET/UFF)

O BOXPLOT. Ana Maria Lima de Farias Departamento de Estatística (GET/UFF) O BOXPLOT Ana Maria Lima de Farias Departamento de Estatística (GET/UFF) Introdução O boxplot é um gráfico construído com base no resumo dos cinco números, constituído por: Valor mínimo Primeiro quartil

Leia mais

Nº 75 Março 2014 Análise da Evolução das Vendas do Varejo Cearense - 2007 a 2013

Nº 75 Março 2014 Análise da Evolução das Vendas do Varejo Cearense - 2007 a 2013 Nº 75 Março 2014 Análise da Evolução das Vendas do Varejo Cearense - 2007 a 2013 GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ Cid Ferreira Gomes Governador Domingos Gomes de Aguiar Filho Vice Governador SECRETARIO DO PLANEJAMENTO

Leia mais

3 O Panorama Social Brasileiro

3 O Panorama Social Brasileiro 3 O Panorama Social Brasileiro 3.1 A Estrutura Social Brasileira O Brasil é um país caracterizado por uma distribuição desigual de renda. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios

Leia mais

Pnad: Um em cada cinco brasileiros é analfabeto funcional

Pnad: Um em cada cinco brasileiros é analfabeto funcional 08/09/2010-10h00 Pesquisa visitou mais de 150 mil domicílios em 2009 Do UOL Notícias A edição 2009 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia

Leia mais

HETEROGENEIDADE ESTRUTURAL NO SETOR DE SERVIÇOS BRASILEIRO

HETEROGENEIDADE ESTRUTURAL NO SETOR DE SERVIÇOS BRASILEIRO HETEROGENEIDADE ESTRUTURAL NO SETOR DE SERVIÇOS BRASILEIRO João Maria de Oliveira* 2 Alexandre Gervásio de Sousa* 1 INTRODUÇÃO O setor de serviços no Brasil ganhou importância nos últimos tempos. Sua taxa

Leia mais

Caracterização da coleta seletiva de resíduos sólidos no Brasil: avanços e dificuldades

Caracterização da coleta seletiva de resíduos sólidos no Brasil: avanços e dificuldades Revista Economia & Tecnologia (RET) Volume 9, Número 4, p. 129-136, Out/Dez 2013 Seção: Tecnologia & Inovação Caracterização da coleta seletiva de resíduos sólidos no Brasil: avanços e dificuldades Alessandra

Leia mais

Análise Setorial de Emprego

Análise Setorial de Emprego Análise Setorial de Emprego Maio de 2015 Ficha Técnica Governador do Estado de Minas Gerais Fernando Pimentel Secretário de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social André Quintão Secretária Adjunta

Leia mais

MAIOR POPULAÇÃO NEGRA DO PAÍS

MAIOR POPULAÇÃO NEGRA DO PAÍS MAIOR POPULAÇÃO NEGRA DO PAÍS A população brasileira foi estimada em 184,4 milhões de habitantes, em 2005, segundo a PNAD, sendo que 91 milhões de pessoas se declararam de cor/raça parda ou preta, aproximando-se

Leia mais