Formulário de Referência BANCO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL SA Versão : 7

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1 Índice 1. Responsáveis pelo formulário Declaração e Identificação dos responsáveis 1 2. Auditores independentes 2.1/2.2 - Identificação e remuneração dos Auditores Outras informações relevantes 4 3. Informações financ. selecionadas Informações Financeiras Medições não contábeis Eventos subsequentes às últimas demonstrações financeiras Política de destinação dos resultados Distribuição de dividendos e retenção de lucro líquido Declaração de dividendos à conta de lucros retidos ou reservas Nível de endividamento Obrigações de acordo com a natureza e prazo de vencimento Outras informações relevantes Fatores de risco Descrição dos fatores de risco Comentários sobre expectativas de alterações na exposição aos fatores de risco Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos cujas partes contrárias sejam administradores, ex-administradores, controladores, ex-controladores ou investidores Processos sigilosos relevantes Processos judiciais, administrativos ou arbitrais repetitivos ou conexos, não sigilosos e relevantes em conjunto Outras contingências relevantes Regras do país de origem e do país em que os valores mobiliários estão custodiados Risco de mercado Descrição dos principais riscos de mercado 31

2 Índice Descrição da política de gerenciamento de riscos de mercado Alterações significativas nos principais riscos de mercado Outras informações relevantes Histórico do emissor 6.1 / 6.2 / Constituição do emissor, prazo de duração e data de registro na CVM Breve histórico Principais eventos societários ocorridos no emissor, controladas ou coligadas Informações de pedido de falência fundado em valor relevante ou de recuperação judicial ou extrajudicial Outras informações relevantes Atividades do emissor Descrição das atividades do emissor e suas controladas Informações sobre segmentos operacionais Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais Clientes responsáveis por mais de 10% da receita líquida total Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades Receitas relevantes provenientes do exterior Efeitos da regulação estrangeira nas atividades Relações de longo prazo relevantes Outras informações relevantes Grupo econômico Descrição do Grupo Econômico Organograma do Grupo Econômico Operações de reestruturação Outras informações relevantes Ativos relevantes Bens do ativo não-circulante relevantes - outros Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.a - Ativos imobilizados 97

3 Índice Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.c - Participações em sociedades Outras informações relevantes Comentários dos diretores Condições financeiras e patrimoniais gerais Resultado operacional e financeiro Eventos com efeitos relevantes, ocorridos e esperados, nas demonstrações financeiras Mudanças significativas nas práticas contábeis - Ressalvas e ênfases no parecer do auditor Políticas contábeis críticas Controles internos relativos à elaboração das demonstrações financeiras - Grau de eficiência e deficiência e recomendações presentes no relatório do auditor Destinação de recursos de ofertas públicas de distribuição e eventuais desvios Itens relevantes não evidenciados nas demonstrações financeiras Comentários sobre itens não evidenciados nas demonstrações financeiras Plano de negócios Outros fatores com influência relevante Projeções Projeções divulgadas e premissas Acompanhamento e alterações das projeções divulgadas Assembleia e administração Descrição da estrutura administrativa Regras, políticas e práticas relativas às assembleias gerais Datas e jornais de publicação das informações exigidas pela Lei nº6.404/ Regras, políticas e práticas relativas ao Conselho de Administração Descrição da cláusula compromissória para resolução de conflitos por meio de arbitragem / 8 - Composição e experiência profissional da administração e do conselho fiscal Composição dos comitês estatutários e dos comitês de auditoria, financeiro e de remuneração Existência de relação conjugal, união estável ou parentesco até o 2º grau relacionadas a administradores do emissor, controladas e controladores 185

4 Índice Relações de subordinação, prestação de serviço ou controle entre administradores e controladas, controladores e outros Acordos, inclusive apólices de seguros, para pagamento ou reembolso de despesas suportadas pelos administradores Outras informações relevantes Remuneração dos administradores Descrição da política ou prática de remuneração, inclusive da diretoria não estatutária Remuneração total do conselho de administração, diretoria estatutária e conselho fiscal Remuneração variável do conselho de administração, diretoria estatutária e conselho fiscal Plano de remuneração baseado em ações do conselho de administração e diretoria estatutária Participações em ações, cotas e outros valores mobiliários conversíveis, detidas por administradores e conselheiros fiscais - por órgão Remuneração baseada em ações do conselho de administração e da diretoria estatutária Informações sobre as opções em aberto detidas pelo conselho de administração e pela diretoria estatutária Opções exercidas e ações entregues relativas à remuneração baseada em ações do conselho de administração e da diretoria estatutária Informações necessárias para a compreensão dos dados divulgados nos itens 13.6 a Método de precificação do valor das ações e das opções Informações sobre planos de previdência conferidos aos membros do conselho de administração e aos diretores estatutários Remuneração individual máxima, mínima e média do conselho de administração, da diretoria estatutária e do conselho fiscal Mecanismos de remuneração ou indenização para os administradores em caso de destituição do cargo ou de aposentadoria Percentual na remuneração total detido por administradores e membros do conselho fiscal que sejam partes relacionadas aos controladores Remuneração de administradores e membros do conselho fiscal, agrupados por órgão, recebida por qualquer razão que não a função que ocupam Remuneração de administradores e membros do conselho fiscal reconhecida no resultado de controladores, diretos ou indiretos, de sociedades sob controle comum e de controladas do emissor Outras informações relevantes Recursos humanos Descrição dos recursos humanos Alterações relevantes - Recursos humanos Descrição da política de remuneração dos empregados 217

5 Índice Descrição das relações entre o emissor e sindicatos Controle 15.1 / Posição acionária Distribuição de capital Organograma dos acionistas Acordo de acionistas arquivado na sede do emissor ou do qual o controlador seja parte Alterações relevantes nas participações dos membros do grupo de controle e administradores do emissor Outras informações relevantes Transações partes relacionadas Descrição das regras, políticas e práticas do emissor quanto à realização de transações com partes relacionadas Informações sobre as transações com partes relacionadas Identificação das medidas tomadas para tratar de conflitos de interesses e demonstração do caráter estritamente comutativo das condições pactuadas ou do pagamento compensatório adequado Capital social Informações sobre o capital social Aumentos do capital social Informações sobre desdobramentos, grupamentos e bonificações de ações Informações sobre reduções do capital social Outras informações relevantes Valores mobiliários Direitos das ações Descrição de eventuais regras estatutárias que limitem o direito de voto de acionistas significativos ou que os obriguem a realizar oferta pública Descrição de exceções e cláusulas suspensivas relativas a direitos patrimoniais ou políticos previstos no estatuto Volume de negociações e maiores e menores cotações dos valores mobiliários negociados Descrição dos outros valores mobiliários emitidos Mercados brasileiros em que valores mobiliários são admitidos à negociação 267

6 Índice Informação sobre classe e espécie de valor mobiliário admitida à negociação em mercados estrangeiros Ofertas públicas de distribuição efetuadas pelo emissor ou por terceiros, incluindo controladores e sociedades coligadas e controladas, relativas a valores mobiliários do emissor Descrição das ofertas públicas de aquisição feitas pelo emissor relativas a ações de emissão de terceiros Outras informações relevantes Planos de recompra/tesouraria Informações sobre planos de recompra de ações do emissor Movimentação dos valores mobiliários mantidos em tesouraria Informações sobre valores mobiliários mantidos em tesouraria na data de encerramento do último exercício social Outras informações relevantes Política de negociação Informações sobre a política de negociação de valores mobiliários Outras informações relevantes Política de divulgação Descrição das normas, regimentos ou procedimentos internos relativos à divulgação de informações Descrever a política de divulgação de ato ou fato relevante indicando o canal ou canais de comunicação utilizado(s) para sua disseminação e os procedimentos relativos à manutenção de sigilo acerca de informações relevantes não divulgadas Administradores responsáveis pela implementação, manutenção, avaliação e fiscalização da política de divulgação de informações Outras informações relevantes Negócios extraordinários Aquisição ou alienação de qualquer ativo relevante que não se enquadre como operação normal nos negócios do emissor Alterações significativas na forma de condução dos negócios do emissor Contratos relevantes celebrados pelo emissor e suas controladas não diretamente relacionados com suas atividades operacionais Outras informações relevantes 285

7 1.1 - Declaração e Identificação dos responsáveis Nome do responsável pelo conteúdo do formulário Cargo do responsável João Emílio Gazzana Diretor de Relações com Investidores Os diretores acima qualificados, declaram que: a. reviram o formulário de referência b. todas as informações contidas no formulário atendem ao disposto na Instrução CVM nº 480, em especial aos arts. 14 a 19 c. o conjunto de informações nele contido é um retrato verdadeiro, preciso e completo da situação econômico-financeira do emissor e dos riscos inerentes às suas atividades e dos valores mobiliários por ele emitidos PÁGINA: 1 de 285

8 2.1/2.2 - Identificação e remuneração dos Auditores Possui auditor? SIM Código CVM Tipo auditor Nome/Razão social Nacional Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes CPF/CNPJ / Período de prestação de serviço 15/03/2010 a 14/03/2011 Descrição do serviço contratado Para o Exercício Social findo em 31 de Dezembro de 2010: - Auditoria das demonstrações financeiras, individuais e consolidadas, do Banco e suas investidas, para o semestre findo em 30 de junho de 2010 e semestre e exercício findos em 31 de dezembro de Revisão das Informações Financeiras Trimestrais (IFT), revisão das Informações Trimestrais (ITR), revisão das Informações do Formulário de Referência (FR) e demonstrações financeiras intermediárias. - Avaliação do desenho dos controles internos do Banco para atendimento da Instrução CVM 89/ Análise dos Serviços de Custódia Qualificada em Atendimento ao Código de Autorregulação da ANBIMA. - Revisão dos procedimentos adotados pelo Banrisul relativos a estrutura, sistemas e procedimentos da área de Ouvidoria, conforme requerido pelo Banco Central do Brasil. - Auditoria das demonstrações financeiras dos fundos de investimento administrados pelo Banco e pela Banrisul S.A. Corretora de Valores Mobiliários e Câmbio. - Auditoria das demonstrações financeiras em preparação para o IFRS. Montante total da remuneração dos auditores independentes segregado por serviço Justificativa da substituição Razão apresentada pelo auditor em caso da discordância da justificativa do emissor Nome responsável técnico Não houve substituição do auditor. Não houve substituição do auditor. FERNANDO CARRASCO 15/03/2010 a 14/03/ No exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, os auditores independentes receberam honorários que totalizaram o valor de R$ ,56, referentes aos serviços de auditoria das demonstrações financeiras da Companhia e subsidiárias, dos fundos de investimento, auditoria das demonstrações financeiras em preparação para o IFRS e revisão do Formulário de Referência. Período de prestação de serviço CPF Endereço rua José Guerra, 127, chácara Santo Antôni, São Paulo, SP, Brasil, CEP , Telefone (011) , Fax (011) , PÁGINA: 2 de 285

9 Possui auditor? SIM Código CVM Tipo auditor Nome/Razão social Nacional Ernst & Young Auditores Independentes S/S CPF/CNPJ / Período de prestação de serviço 15/03/2011 Descrição do serviço contratado Montante total da remuneração dos auditores independentes segregado por serviço Justificativa da substituição Auditoria das demonstrações financeiras, individuais e consolidadas, do Banco e suas investidas, para o semestre findo em junho de 2013 e semestre e exercícios findos em 31 de dezembro de Revisão das Informações Trimestrais (ITR), revisão das Informações do Formulário de Referência (FR) e demonstrações financeiras intermediárias. Avaliação do desenho dos controles internos do Banco para atendimento da Instrução CVM 89/1988. Análise dos Serviços de Custódia Qualificada em Atendimento ao Código de Autorregulação da ANBIMA. Avaliação da qualidade e adequação do sistema de controles internos, inclusive sistemas de processamento eletrônico de dados e de gerenciamento de riscos. Revisão dos critérios adotados pela instituição quanto à classificação nos níveis de risco e de avaliação do provisionamento registrado nas demonstrações financeiras. Revisão dos procedimentos adotados pelo Banrisul relativos a estrutura, sistemas e procedimentos da área de Ouvidoria, conforme requerido pelo Banco Central do Brasil. Auditoria das demonstrações financeiras dos fundos de investimento administrados pelo Banco. Auditoria das demonstrações financeiras consolidadas, elaboradas adotando-se o padrão contábil internacional (International Financial Reporting Standards IFRS), de acordo com os pronunciamentos emitidos pelo International Accounting Standards Board. O valor contratado para o exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2013 é no montante de R$ ,00, referente aos serviços de auditoria das demonstrações financeiras da Companhia e subsidiárias, dos fundos de investimento, auditoria das demonstrações financeiras consolidadas, elaboradas adotando-se o padrão contábil internacional (IFRS), revisão do Formulário de Referência, e emissão de Carta Conforto da Dívida Subordinada. Não houve substituição do auditor. Razão apresentada pelo auditor em caso da discordância da justificativa do emissor Nome responsável técnico Não houve substituição do auditor. Américo Franklin Ferreira Neto 15/03/2011 a 30/10/ Dario Ramos da Cunha 31/10/ Período de prestação de serviço CPF Endereço Av. Mostardeiro, andar, Moinhos de Vento, Porto Alegre, RS, Brasil, CEP , Telefone (51) , Fax (51) , Av. Mostardeiro, andar, Moinhos de Vento, Porto Alegre, RS, Brasil, CEP , Telefone (51) , Fax (51) , PÁGINA: 3 de 285

10 2.3 - Outras informações relevantes 2.3 Outras informações que a Companhia julga relevantes Quando da contratação de empresas de auditoria independente, adotamos procedimentos para evitar a existência de conflito de interesses no que diz respeito ao relacionamento com o auditor independente das demonstrações financeiras do Banco e empresas coligadas. Via de regra, esses procedimentos estão associados ao processo de contratação, o qual é iniciado pela própria área demandante, independentemente da necessidade de processo licitatório. A avaliação da necessidade da contratação e do enquadramento dos serviços prestados nas normas aplicáveis, tais como a Instrução nº 381/2003, da Comissão de Valores Mobiliários e, a Resolução nº 3.198/2004, do Conselho Monetário Nacional, cabem à área Jurídica do Banco que, em última instância, emite posição formal acerca da contratação de serviços. PÁGINA: 4 de 285

11 3.1 - Informações Financeiras - Consolidado Rec. Liq./Rec. Intermed. Fin./Prem. Seg. Ganhos (Reais) Exercício social (31/12/2013) Exercício social (31/12/2012) Exercício social (31/12/2011) Patrimônio Líquido , , ,40 Ativo Total , , ,42 Resultado Bruto , , ,65 Resultado Líquido , , ,24 Número de Ações, Ex-Tesouraria (Unidades) Valor Patrimonial de Ação (Reais Unidade) , , , , , , Resultado Líquido por Ação 1, , , PÁGINA: 5 de 285

12 3.2 - Medições não contábeis 3.2 Medições não contábeis Não divulgamos quaisquer medições não contábeis. PÁGINA: 6 de 285

13 3.3 - Eventos subsequentes às últimas demonstrações financeiras 3.3 Eventos subsequentes às últimas demonstrações financeiras Em reunião de 07 de janeiro de 2014, foi aprovada pelo Conselho de Administração do Banrisul a implementação do plano de aposentadoria incentivada (PAI), por intermédio do qual os empregados aptos à aposentadoria, elegíveis na Fundação Banrisul até 31 de dezembro de 2014, receberão em torno de 0,43 salários por ano de serviço ao Banco para homologar o seu desligamento. O plano foi divulgado aos funcionários do Banrisul em 07 de janeiro de 2014 e possui prazo de adesão de 07/01/2014 a 31/03/2014. Portanto não foi reconhecido nenhum passivo em decorrência desse assunto no exercício de 2013 conforme requer o Pronunciamento Técnico CPC 33 (R1) Benefícios a Empregados. PÁGINA: 7 de 285

14 3.4 - Política de destinação dos resultados 3.4 Política de destinação dos resultados a.regras sobre retenção de lucros Exercícios Encerrados em 31 de dezembro de 2011, 2012 e 2013 Juntamente com as demonstrações financeiras do exercício, o Conselho de Administração apresentou à Assembleia Geral Ordinária proposta sobre a destinação do lucro líquido do exercício, calculado após a dedução das participações referidas no Artigo 190, da Lei das Sociedades por Ações, ajustado para fins do cálculo de dividendos nos termos do Artigo 202, da mesma lei, observada a seguinte ordem de dedução: (i) 5% será aplicado antes de qualquer outra destinação, na constituição da reserva legal, que não excederá 20% do capital social. No exercício em que o saldo da reserva legal acrescido do montante das reservas de capital, de que trata o Parágrafo 1º, do Artigo 182, da Lei das Sociedades por Ações, exceder 30% do capital social, não será obrigatória a destinação de parte do lucro líquido do exercício para a reserva legal; (ii) uma parcela, por proposta dos órgãos da administração, poderá ser destinada à formação de reserva para contingências e reversão das mesmas reservas formadas em exercícios anteriores, nos termos do Artigo 195, da Lei das Sociedades por Ações; (iii) no exercício em que o montante do dividendo obrigatório ultrapassar a parcela realizada do lucro do exercício, a Assembleia Geral poderá, por proposta do Conselho de Administração, destinar o excesso à formação de Reserva para Investimentos, observado o disposto no Artigo 197, da Lei das Sociedades por Ações; (iv) uma parcela, por proposta dos órgãos da administração, poderá ser retida com base em orçamento de capital previamente aprovado, nos termos do Artigo 196, da Lei das Sociedades por Ações; (v) o saldo terá a destinação que lhe for dada pela Assembleia Geral, observadas as prescrições legais, sendo que qualquer retenção de lucros do exercício pela Companhia deverá ser obrigatoriamente acompanhada de proposta de orçamento de capital previamente aprovado pelo Conselho de Administração. Caso o saldo das reservas de lucros ultrapasse o capital social, a Assembleia Geral deliberará sobre a aplicação do excesso na integralização ou no aumento do capital social ou, ainda, na distribuição de dividendos aos acionistas. b. Regras sobre distribuição de dividendos Exercícios Encerrados em 31 de dezembro de 2011, 2012 e 2013 Em atendimento ao disposto na Lei das Sociedades por Ações, o dividendo obrigatório anual fixado no Estatuto Social não pode ser inferior a 25% do lucro líquido do exercício, diminuído ou acrescido dos seguintes valores: (i) importância destinada à constituição de reserva legal; (ii) importância destinada à formação de reserva para contingências e reversão das mesmas reservas formadas em exercícios anteriores; e (iii) importância decorrente da reversão da reserva de lucros a realizar formada em exercícios anteriores, nos termos do Artigo 202, inciso II, da Lei das Sociedades por Ações. Nosso Estatuto Social permite o pagamento de Juros Sobre o Capital Próprio, como forma alternativa de pagamento de dividendos. Os Juros Sobre o Capital Próprio ficam limitados à variação pro rata die da Taxa de Juros de Longo Prazo, ou TJLP e, o valor pago, líquido de imposto de renda, poderá ser imputado como parte do valor do dividendo mínimo obrigatório. De acordo com a legislação aplicável, somos obrigados a pagar aos acionistas valor suficiente para assegurar que a quantia líquida por eles recebida, a título de Juros Sobre o Capital Próprio, descontado o pagamento do imposto retido na fonte e, acrescida do valor dos dividendos declarados, seja ao menos equivalente ao montante do dividendo mínimo obrigatório. Em decisão do nosso Conselho de Administração, em reunião realizada em 06 de maio de 2008, em consonância com o disposto no artigo 79, do Estatuto Social, que institui o pagamento de Juros Sobre o Capital Próprio e determina que o pagamento seja imputado ao dividendo mínimo obrigatório, foi aprovada a adoção de Política de Pagamento de Juros Sobre o Capital Próprio antes do encerramento de cada trimestre. Desde então, os pagamentos passaram a ocorrer até o último dia útil do respectivo trimestre. Adicionalmente, foi encaminhada por nosso Conselho de Administração, proposta de distribuição de dividendos sobre o lucro líquido para o exercício de 2011, de 40% (quarenta por cento), dos quais 15% (quinze por cento) sob a forma de dividendos extraordinários, conforme faculta a Lei nº 6.404/76, aprovada em Assembleia Geral Ordinária, em reunião realizada em 29 de abril de O pagamento de Juros Sobre o Capital Próprio a acionistas, residentes ou não no Brasil, está sujeito à retenção de imposto de renda nas seguintes alíquotas: i. 15% (quinze por cento), para pessoas físicas e jurídicas em geral; PÁGINA: 8 de 285

15 3.4 - Política de destinação dos resultados ii. 25% (vinte e cinco por cento), quando acionista residente em paraíso fiscal, isto é, país onde não exista imposto de renda ou que tenha seu percentual fixado abaixo de 20% (vinte por cento), ou onde a legislação local imponha restrições à divulgação da composição dos acionistas ou do proprietário do investimento; iii. 12,5% (doze vírgula cinquenta por cento), para acionistas residentes no Japão; e iv. 0% (zero por cento), para acionistas pessoas jurídicas que comprovem condição de imunes ou isentos. Quando do encerramento do respectivo exercício financeiro, é apurado o total de dividendos propostos (40% para o ano), dos quais são deduzidos os Juros Sobre o Capital Próprio líquidos de imposto de renda já pagos, restando à disposição da Assembleia Geral de Acionistas a deliberação quanto ao seu pagamento, o qual deve ser feito no prazo de 60 dias a contar de sua declaração, a menos que a deliberação de acionistas estabeleça outra data de pagamento. Em qualquer hipótese, deverá ocorrer antes do encerramento do exercício social em que o dividendo tenha sido declarado. c. Periodicidade das distribuições de dividendos Anualmente, devemos realizar Assembleia Geral Ordinária até o quarto mês subsequente ao encerramento de cada exercício social na qual, entre outras matérias, os acionistas deverão deliberar sobre o pagamento de dividendos do exercício social encerrado. O pagamento de dividendos de determinado exercício social encerrado tem por base as demonstrações financeiras auditadas não consolidadas, referentes ao exercício social imediatamente anterior. Em decisão do nosso Conselho de Administração, em reunião realizada em 06 de maio de 2008, em consonância com o disposto no artigo 79, do Estatuto Social, que institui o pagamento de juros sobre o Capital Próprio e, determina que o seu pagamento seja imputado ao dividendo mínimo obrigatório, foi aprovada a adoção de Política de Pagamento de Juros sobre o Capital Próprio antes do encerramento de cada trimestre. Desde então, os pagamentos passaram a ocorrer até o último dia útil do respectivo trimestre. d. Restrições à distribuição de dividendos Não há. 2 PÁGINA: 9 de 285

16 3.5 - Distribuição de dividendos e retenção de lucro líquido (Reais) Exercício social 31/12/2013 Exercício social 31/12/2012 Exercício social 31/12/2011 Lucro líquido ajustado , , ,08 Dividendo distribuído em relação ao lucro líquido ajustado 40, , , Taxa de retorno em relação ao patrimônio líquido do emissor 16, , , Dividendo distribuído total , , ,43 Lucro líquido retido 0,00 0,00 0,00 Data da aprovação da retenção Lucro líquido retido Montante Pagamento dividendo Montante Pagamento dividendo Montante Pagamento dividendo Juros Sobre Capital Próprio Ordinária ,32 23/03/ ,36 28/03/ ,33 21/06/2011 Ordinária ,86 27/06/2013 Ordinária ,23 26/09/2013 Ordinária ,00 18/12/2013 Preferencial Preferencial Classe A ,47 23/03/ ,74 28/03/ ,30 31/03/2011 Preferencial Preferencial Classe A ,15 27/06/2013 Preferencial Preferencial Classe A ,90 26/09/2013 Preferencial Preferencial Classe A ,95 18/12/2013 Preferencial Preferencial Classe B ,28 23/03/2013 Preferencial Preferencial Classe B ,25 27/06/2013 Preferencial Preferencial Classe B ,83 26/09/2013 Preferencial Preferencial Classe B ,42 18/12/2013 Ordinária ,21 29/06/2012 Ordinária ,54 27/09/2012 Ordinária ,74 14/12/2012 Preferencial Preferencial Classe A ,22 29/06/2012 Preferencial Preferencial Classe A ,66 27/09/2012 Preferencial Preferencial Classe A ,46 14/12/2012 Preferencial Preferencial Classe B ,33 28/03/2012 Preferencial Preferencial Classe B ,25 29/06/2012 Preferencial Preferencial Classe B ,88 27/09/2012 Preferencial Preferencial Classe B ,90 14/12/2012 Preferencial Preferencial Classe A ,81 21/06/2011 Preferencial Preferencial Classe A ,07 28/09/2011 Preferencial Preferencial Classe A ,31 16/12/2011 Preferencial Preferencial Classe B ,17 16/12/2011 Preferencial Preferencial Classe B ,29 21/06/2011 Preferencial Preferencial Classe B ,76 28/09/2011 Preferencial Preferencial Classe B ,30 31/03/2011 PÁGINA: 10 de 285

17 Ordinária ,65 28/09/2011 Ordinária ,61 31/03/2011 Dividendo Obrigatório Ordinária ,01 23/05/ ,17 28/12/ ,00 25/05/2012 Preferencial Preferencial Classe A ,87 23/05/ ,49 28/12/ ,64 14/12/2011 Preferencial Preferencial Classe B ,32 23/05/2014 Ordinária ,64 28/05/2013 Preferencial Preferencial Classe A ,78 28/05/2013 Preferencial Preferencial Classe B ,34 28/12/2012 Preferencial Preferencial Classe B ,34 28/05/2013 Preferencial Preferencial Classe A ,18 25/05/2011 Preferencial Preferencial Classe B ,34 14/12/2011 Preferencial Preferencial Classe B ,83 25/05/2012 Ordinária ,02 14/12/2011 Dividendo Prioritário Mínimo Ordinária ,82 16/12/2011 PÁGINA: 11 de 285

18 3.6 - Declaração de dividendos à conta de lucros retidos ou reservas 3.6 Dividendos declarados a conta de lucros retidos ou reservas constituídas nos 3 últimos exercícios sociais Não declaramos dividendos a conta de lucros retidos ou reservas constituídas nos três últimos exercícios sociais. PÁGINA: 12 de 285

19 3.7 - Nível de endividamento Exercício Social Montante total da dívida, de qualquer natureza Tipo de índice Índice de endividamento Descrição e motivo da utilização de outro índice 31/12/2013 0,00 Outros índices 18, c.1 Método utilizado para calcular o índice de Basileia: Os modelos de estrutura de capital propostos pelo Comitê de Gestão Bancária de Basileia buscam desenvolver uma estrutura de capital significativamente sensível aos riscos e, ao mesmo tempo, considerar as características particulares de cada instituição, de cada sistema de supervisão e da contabilidade de cada país. Os requerimentos mínimos de capital são calculados à partir da ponderação de risco dos ativos. Neste escopo, o Acordo de Basileia II, complementa estrutura relacionada aos riscos considerados no cálculo da exigência de capital, que já incluía os riscos de crédito e de mercado, introduzindo o risco operacional. A reformulação feita pelo Acordo de Basileia II também permitiu a utilização de modelos internos de mensuração de capital para riscos, além de normatizar maior transparência no mercado e ratificar o papel da supervisão. Suficiência de Capital A Resolução nº 3.490/07, do Banco Central do Brasil - BACEN, instituiu modificações no cálculo do patrimônio mínimo exigido, para cobertura dos riscos dos ativos e das atividades das instituições financeiras. O BACEN exige que o valor do Patrimônio de Referência PR deve ser compatível com os riscos assumidos, ou seja, superior ao Patrimônio de Referência Exigido PRE, que é calculado pelo somatório das parcelas descritas a seguir. PRE = PEPR + PCAM + PJUR + PCOM + PACS + POPR PEPR Parcela referente às exposições ponderadas pelo fator de ponderação de risco a elas atribuído. PCAM - Parcela referente ao risco das exposições em ouro, em moeda estrangeira e em operações sujeitas à variação cambial. PJUR Parcela referente ao risco das operações sujeitas à variação de taxa de juros e classificação na carteira de negociação (Pjur1+Pjur2+Pjur3+Pjur4) PÁGINA: 13 de 285

20 31/12/2013 0,00 Outros índices 18, PJUR1 - referente às exposições sujeitas à variação de taxas de juros prefixadas denominadas em real. PJUR2 - referente às exposições sujeitas à variação da taxa dos cupons de moedas estrangeiras. PJUR3 - referente às exposições sujeitas à variação da taxa dos cupons dos índices de preços. PJUR4 - referente às exposições sujeitas à variação da taxa dos cupons de taxas de juros. PCOM Parcela referente ao risco das operações sujeitas à variação do preço de mercadorias (commodities). PACS Parcela referente ao risco das operações sujeitas à variação do preço de ações e classificadas na carteira de negociação. POPR Parcela referente ao risco operacional. RBAN Além dessas parcelas, o BACEN passou a exigir, por parte das Instituições Financeiras, a manutenção de capital suficiente para a cobertura do risco de taxas de juros das operações não incluídas na carteira de negociação, na forma das Resoluções nº 3.464/07 e 3.490/07 e, Circular nº 3.365/07. O Banrisul possui sistema próprio que consolida as informações do Conglomerado Financeiro e do Consolidado Econômico-Financeiro para a apuração do Patrimônio de Referência e do Patrimônio de Referência Exigido. O gerenciamento do capital mínimo ocorre a partir da mensuração de todos os riscos envolvidos na apuração do Patrimônio de Referência Exigido por meio da consolidação das informações dos sistemas de riscos da Instituição. O cálculo da parcela de risco de crédito PEPR é realizado diariamente, através da interface com todos os sistemas operacionais da Instituição. É possível identificar as principais carteiras de negócio do Banco que participam da mensuração do risco de crédito. Para apuração da parcela de risco operacional POPR, o Banco adotou a Metodologia do Indicador Básico. O cálculo da parcela é realizado por meio das informações contábeis. As parcelas que integram o risco de mercado Pjur1234, Pacs, Pcom, Pcam, são calculadas por sistema específico PÁGINA: 14 de 285

21 31/12/2013 0,00 Outros índices 18, e enviadas ao sistema consolidador, para a apuração do Patrimônio de Referência Exigido, juntamente com as demais parcelas que o compõe. A geração dos Demonstrativos de Limites Operacionais - DLOs é realizado PÁGINA: 15 de 285

22 31/12/2013 0,00 Outros índices 18, c.1 Método utilizado para calcular o índice de Basileia: Os modelos de estrutura de capital propostos pelo Comitê de Gestão Bancária de Basileia buscam desenvolver uma estrutura de capital significativamente sensível aos riscos e, ao mesmo tempo, considerar as características particulares de cada instituição, de cada sistema de supervisão e da contabilidade de cada país. Os requerimentos mínimos de capital são calculados à partir da ponderação de risco dos ativos. Neste escopo, o Acordo de Basileia II, complementa estrutura relacionada aos riscos considerados no cálculo da exigência de capital, que já incluía os riscos de crédito e de mercado, introduzindo o risco operacional. A reformulação feita pelo Acordo de Basileia II também permitiu a utilização de modelos internos de mensuração de capital para riscos, além de normatizar maior transparência no mercado e ratificar o papel da supervisão. Suficiência de Capital A Resolução nº 3.490/07, do Banco Central do Brasil - BACEN, instituiu modificações no cálculo do patrimônio mínimo exigido, para cobertura dos riscos dos ativos e das atividades das instituições financeiras. O BACEN exige que o valor do Patrimônio de Referência PR deve ser compatível com os riscos assumidos, ou seja, superior ao Patrimônio de Referência Exigido PRE, que é calculado pelo somatório das parcelas descritas a seguir. PRE = PEPR + PCAM + PJUR + PCOM + PACS + POPR PEPR Parcela referente às exposições ponderadas pelo fator de ponderação de risco a elas atribuído. PCAM - Parcela referente ao risco das exposições em ouro, em moeda estrangeira e em operações sujeitas à variação cambial. PJUR Parcela referente ao risco das operações sujeitas à variação de taxa de juros e classificação na carteira de negociação (Pjur1+Pjur2+Pjur3+Pjur4) PJUR1 - referente às exposições sujeitas à variação de taxas de juros prefixadas denominadas em real. PJUR2 - referente às exposições sujeitas à variação da taxa dos cupons de moedas estrangeiras. PÁGINA: 16 de 285

23 31/12/2013 0,00 Outros índices 18, PJUR3 - referente às exposições sujeitas à variação da taxa dos cupons dos índices de preços. PJUR4 - referente às exposições sujeitas à variação da taxa dos cupons de taxas de juros. PCOM Parcela referente ao risco das operações sujeitas à variação do preço de mercadorias (commodities). PACS Parcela referente ao risco das operações sujeitas à variação do preço de ações e classificadas na carteira de negociação. POPR Parcela referente ao risco operacional. RBAN Além dessas parcelas, o BACEN passou a exigir, por parte das Instituições Financeiras, a manutenção de capital suficiente para a cobertura do risco de taxas de juros das operações não incluídas na carteira de negociação, na forma das Resoluções nº 3.464/07 e 3.490/07 e, Circular nº 3.365/07. O Banrisul possui sistema próprio que consolida as informações do Conglomerado Financeiro e do Consolidado Econômico-Financeiro para a apuração do Patrimônio de Referência e do Patrimônio de Referência Exigido. O gerenciamento do capital mínimo ocorre a partir da mensuração de todos os riscos envolvidos na apuração do Patrimônio de Referência Exigido por meio da consolidação das informações dos sistemas de riscos da Instituição. O cálculo da parcela de risco de crédito PEPR é realizado diariamente, através da interface com todos os sistemas operacionais da Instituição. É possível identificar as principais carteiras de negócio do Banco que participam da mensuração do risco de crédito. Para apuração da parcela de risco operacional POPR, o Banco adotou a Metodologia do Indicador Básico. O cálculo da parcela é realizado por meio das informações contábeis. PÁGINA: 17 de 285

24 31/12/2013 0,00 Outros índices 18, As parcelas que integram o risco de mercado Pjur1234, Pacs, Pcom, Pcam, são calculadas por sistema específico e enviadas ao sistema consolidador, para a apuração do Patrimônio de Referência Exigido, juntamente com as demais parcelas que o compõe. A geração dos Demonstrativos de Limites Operacionais - DLOs é realizado PÁGINA: 18 de 285

25 3.8 - Obrigações de acordo com a natureza e prazo de vencimento Exercício social (31/12/2013) Tipo de dívida Inferior a um ano Um a três anos Três a cinco anos Superior a cinco anos Total Quirografárias , , , , ,90 Total , , , , ,90 Observação O Banrisul não possui dívidas com garantia real ou flutuante. A informação anterior, item 3.8 Obrigações de acordo com natureza e prazo de vencimento, refere-se às nossas Demonstrações Financeiras Consolidadas, não estão incluídos os depósitos, visto constituírem-se em atividade negocial do Banco. PÁGINA: 19 de 285

26 3.9 - Outras informações relevantes 3.9 Outras informações que a Companhia julga relevantes Em outubro de 2013, ocorreu a integração das operações da Rede de Adquirência Banrisul às atividades da Banrisul Serviços, empresa administradora de vouchers do Grupo Banrisul. A reorganização administrativa e operacional implicou na alteração da razão social da empresa, passando a chamar-se Banrisul Cartões S.A. Com a reestruturação, os processos são otimizados, ampliando a força estratégica dos negócios com vouchers e adquirência. Destaca-se que a linha de vouchers contava, em 2013, com 652 mil usuários, 8,5 mil empresas conveniadas e mais de 79 mil pontos credenciados. No que se refere à Rede Banricompras, em 2013 contava com 139 mil estabelecimentos credenciados e volume transacionado de R$10.550,2 milhões. O lucro líquido da Banrisul Cartões alcançou R$41,1 milhões no ano de 2013, contemplando, nos últimos dois meses, as operações da Rede de Adquirência. PÁGINA: 20 de 285

27 4.1 - Descrição dos fatores de risco 4.1 Fatores de risco que possam influenciar a decisão de investimento, em especial, aqueles relacionados: a. Ao emissor O Banco do Estado do Rio Grande do Sul, S.A. é instituição financeira controlada pelo Estado do Rio Grande do Sul, cujos interesses, em algum momento, podem divergir dos interesses dos investidores. O Estado detém participação de 99,59% do capital votante e 56,97% do capital total, assegurando o controle do Banco e garantindo a aprovação de ações/políticas que visem aos interesses do Estado, e que necessitem da aprovação dos acionistas, tais como transações com partes relacionadas, reorganizações societárias, pagamento de dividendos, abertura de pontos de atendimento em comunidades de pequeno porte, escolha da maioria dos administradores etc..., portanto, o Estado tem influência nas decisões estratégicas da instituição. No âmbito interno da instituição, a existência de controles de segurança de informação e de parque tecnológico atualizado, proveniente de contínuos investimentos nesta área, não elimina o risco de interrupção temporária nos sistemas automatizados, proveniente de uma série de fatores, incluindo eventos que são totalmente ou parcialmente fora de controle do Banco, como por exemplo: falhas elétricas ou de telecomunicações, colapsos nos sistemas abastecedores, falhas nos sistemas automatizados ou outros eventos afetando terceiros com os quais são realizados negócios, incluindo câmbio, câmaras de compensação, intermediários financeiros ou provedores de serviços e, eventos atípicos relacionados a problemas sociais e ataques cibernéticos. Situações como as citadas podem resultar em custos adicionais e impactar os resultados. b. A seu controlador, direto ou indireto, ou grupo de controle Na condição de acionista controlador, o Estado do Rio Grande do Sul pode adotar determinadas medidas com o intuito de promover seus objetivos políticos, econômicos ou sociais, os quais não necessariamente irão ao encontro dos interesses dos demais acionistas, podendo refletir na geração de negócios e no resultado operacional. Salienta-se que o Estado do Rio Grande do Sul é responsável pela nomeação da maioria dos membros do Conselho de Administração e de todos os membros da Diretoria Executiva. Mudanças na administração do Estado, que podem ocorrer de 4 em 4 anos em decorrência das eleições estaduais, podem gerar descontinuidades administrativas com possíveis reflexos na gestão e no resultado da instituição. c. A seus acionistas A volatilidade e a baixa liquidez dos mercados podem, eventualmente, reduzir a capacidade dos investidores venderem as ações do Banco no mercado pelo preço desejado e no momento oportuno. d. A suas controladas e coligadas As empresas controladas e coligadas do grupo Banrisul estão submetidas aos riscos inerentes às suas respectivas atividades. Eventuais insucessos em seus negócios serão reconhecidos contabilmente nos balanços do Banco, segundo a legislação e princípios contábeis vigentes, podendo refletir nos resultados da instituição. e. A seus fornecedores O Banrisul não identifica riscos relevantes associados aos seus fornecedores que possam interferir em decisões de investidores em seus valores mobiliários. f. A seus clientes Devido à expressiva concentração dos clientes estar localizada no Estado do Rio Grande do Sul, as atividades e os resultados do Banco são dependentes, em grande escala, do desempenho da economia do Estado. Portanto, a redução na atividade econômica regional, entre outros efeitos, poderia reduzir a procura por crédito e pelos serviços bancários ofertados, aumentar o nível de inadimplência no crédito, aumentar o volume de saques e, consequentemente, limitar as opções para a expansão dos negócios. A combinação destes eventos, ou cada um deles individualmente, podem comprometer a estratégia de crescimento e, a geração de resultados da instituição, refletindo no valor de mercado das ações do Banco. g. Aos setores da economia nos quais o emissor atue O principal negócio do Banco é a intermediação financeira, o crédito, que depende diretamente do crescimento da economia, dos investimentos realizados pelas empresas e, do nível de renda e consumo das pessoas. Eventuais dificuldades enfrentadas em cenários econômicos adversos, onde tenhamos baixos níveis de crescimento, queda na renda, emprego, consumo e investimentos, podem ter reflexos negativos nos resultados da instituição. PÁGINA: 21 de 285

28 4.1 - Descrição dos fatores de risco A variação da taxa básica de juros e da taxa de câmbio também são variáveis importantes que influenciam nos resultados. h. A regulação dos setores em que o emissor atue O Banrisul está inserido em mercado que se caracteriza por extensa e contínua fiscalização regulamentar por parte do governo brasileiro. Não há controle dos bancos sobre a regulamentação governamental a qual atinge todas as operações, inclusive a imposição de: a) exigências de capital mínimo; b) requisitos de depósitos compulsórios/reservas; c) requisitos de investimento em ativos fixos; d) requisitos contábeis e estatísticos; e) limites de empréstimos e outras restrições de crédito; f) margens de solvência; e g) políticas obrigatórias de provisionamento. A estrutura reguladora do sistema bancário está em contínua evolução. As normas regulamentares sofrem alterações e, o modo pelo qual elas são aplicadas e interpretadas, pode mudar, e novas normas serem adotadas. A ocorrência de tais mudanças pode afetar significativamente e, de modo adverso, às operações e receitas do Banco. O governo brasileiro institui regularmente reformas para regimes fiscais que afetam todo o mercado. A criação de novos tributos ou o aumento nas taxas de incidência dos atuais impostos são exemplos de mudanças que não se pode quantificar, mas que podem ter efeito adverso sobre os negócios. Além do exposto, tais mudanças podem gerar incertezas no sistema financeiro, aumentando o custo dos empréstimos e potencializando a inadimplência. Os negócios do Banco, sua situação financeira e, o valor de mercado das ações, preferenciais e ordinárias, podem ser afetadas negativamente por alterações em políticas envolvendo controles cambiais, impostos e outros fatores como: a) medidas macroprudenciais; b) inflação; c) políticas monetárias; d) crescimento econômico interno e externo; e) comportamento da taxa básica de juros; f) comportamento da taxa de câmbio; g) política fiscal; h) liquidez dos mercados; i) níveis de emprego, renda e consumo; e j) demais eventos políticos e econômicos no Brasil e no exterior que afetem o cenário interno. i. Aos países estrangeiros onde o emissor atue. A atuação do Banrisul no exterior está concentrada nas agências localizadas em Grand Cayman e Miami, e mudanças adversas que afetem a economia destas localidades podem impactar os resultados das respectivas dependências. 2 PÁGINA: 22 de 285

29 4.2 - Comentários sobre expectativas de alterações na exposição aos fatores de risco 4.2 Em relação a cada um dos riscos acima mencionados, caso relevantes, comentar sobre eventuais expectativas de redução ou aumento na exposição do emissor a tais riscos: Temos como prática a análise constante dos riscos aos quais estamos expostos e que possam afetar nossos negócios, situação financeira e os resultados das nossas operações de forma adversa. Estamos constantemente monitorando mudanças no cenário macroeconômico e setorial que possam influenciar nossas atividades, através do acompanhamento dos principais indicadores de performance. Acreditamos possuir elevado grau de controle sob nossos fornecedores visando evitar qualquer tipo de efeito adverso nos nossas atividades. PÁGINA: 23 de 285

30 4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes 4.3 Processos judiciais, administrativos ou arbitrais em que a Companhia ou suas controladas sejam parte, discriminando entre trabalhistas, tributários, cíveis e outros: (i) que não estejam sob sigilo, e (ii) que sejam relevantes para os negócios da Companhia ou de suas controladas Nós e nossas controladas somos parte em processos judiciais e administrativos tributários, trabalhistas e cíveis. Decisões contrárias em uma ou mais ações nas quais somos parte podem afetar de maneira adversa os nossos resultados e o preço de nossas ações. Somos parte em diversos processos na esfera judicial e administrativa, incluindo ações cíveis, trabalhistas e tributárias, algumas delas envolvendo montantes significativos, e temos como política fazer provisões para tais contingências. Em 31 de dezembro de 2013, o montante total discutido em processos judiciais e administrativos, dos quais o Banrisul é parte, nas esferas, civil, judicial, administrativo, tributário e trabalhista, no valor de R$ ,91 dos quais R$ ,12 estão provisionados. Esse valor não inclui as ações coletivas, ações cíveis públicas e ações populares das quais fazemos parte, mas cujos valores não são passíveis de serem mensurados. O resultado desfavorável em uma ou mais dessas ações, poderá afetar adversamente nossos negócios e a nossa situação financeira. Constituímos nossas provisões para contingências com base em opinião de nossos assessores legais, através da utilização de modelos e critérios que permitam a sua mensuração da forma mais adequada possível, apesar da incerteza inerente ao seu prazo e valor de desfecho de causa. Informamos a seguir os critérios utilizados, segundo a natureza da contingência. Provisões para Riscos Trabalhistas Constituídas para as ações trabalhistas ajuizadas contra as empresas do conglomerado, quando da notificação judicial e quando o risco de perda for considerado provável. Isto é feito na fase inicial. Nas demais fases, quando ocorre a publicação da sentença ou acórdão, há alteração na classificação da probabilidade de perda de acordo com o resultado do processo e/ou avaliação técnica do advogado, sendo, na fase de execução, ajustada ao valor do depósito judicial. Possuíamos, no consolidado, em 31 de dezembro de 2011 a provisão trabalhista alcançou R$ Em 2012, a provisão constituída para as ações trabalhistas, cujo risco de perda é considerado provável, atingiu R$ mil, dos quais R$ mil depositados judicialmente. Adicionalmente, o valor de R$ mil foi exigido para recursos processuais. Em 2013, o valor de provisão é de R$ mil, dos quais R$ mil depositados judicialmente. Em relação aos valores de recursos processuais, o montante é de R$ mil. Existem causas trabalhistas que, de acordo com a sua natureza, são consideradas como de perda possível, no montante aproximado de R$ mil. Nas causas trabalhistas que possuem pedidos considerados de perda provável e já provisionados, existem também pedidos na mesma ação que são considerados como de perda possível, no montante de R$ mil. De acordo com as práticas contábeis, não foi registrada provisão para contingências. Provisões para Riscos Cíveis Constituídas, quando da citação judicial, e ajustadas oportunamente, pelo valor indenizatório pretendido, com base nas provas apresentadas e na avaliação de assessores legais que consideram jurisprudência, doutrina, subsídios fáticos levantados, provas produzidas nos autos e decisões que venham a ser proferidas na ação, quanto ao grau de risco de perda da ação judicial. O Banco tem sido demandado em ações indenizatórias por danos moral e material, debatendo a eficácia da prestação de serviços. A maioria dessas ações é de valor econômico inexpressivo e sem impacto significativo e, ainda assim, independentemente do valor, são provisionadas sempre que a perda for avaliada como provável. Há, também, ações postulando diferenças dos índices de atualização da caderneta de poupança decorrentes dos planos econômicos. Em relação às ações envolvendo os planos econômicos, são elas classificadas como remotas, pois, quando dos fatos, o Banco não possuía autorização para captação de recursos em Caderneta de Poupança, à exceção do período abrangido pelo Plano Collor II ( ). Na maioria das ações o BANRISUL é demandado em decorrência da transferência das contas de poupança da extinta Caixa Econômico Estadual do Rio Grande do Sul, sendo excluído por ser parte ilegítima para responder à demanda quando comprovado que a conta poupança não migrou para o Banco. Considerando que novas ações estão inibidas pelo instituto da prescrição e, também, a expectativa de êxito decorrente da existência da Ação de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental Ação n.º ADPF 165, pendente de julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, proposta pela Confederação Nacional do Sistema Financeiro, que objetiva suspender todos os processos envolvendo os planos econômicos, nosso contingenciamento está devidamente posicionado. Provisões para Riscos Fiscais e Previdenciários Provisões de contingências fiscais e previdenciárias referem-se basicamente a exigíveis relativos a tributos cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação administrativa ou judicial, cuja probabilidade de perda é, ou em estágios anteriores dos processos já foi, considerada provável, e estão constituídas pelo valor integral em discussão. PÁGINA: 24 de 285

31 4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes Para causas que possuem os respectivos depósitos em garantia, os valores envolvidos não se encontram atualizados, exceto quando da expedição do alvará de levantamento, em função da ação julgada favorável. Adicionalmente, constituímos provisões específicas para processos judiciais e administrativos que, a critério de nossa administração, envolvam valores e assuntos tais que possam impactar, de forma relevante, na nossa situação financeira e patrimonial, e/ou nos nossos resultados. Nestes casos, incluímos notas explicativas específicas em nossas demonstrações financeiras divulgando tais contingências e as provisões constituídas. A avaliação de probabilidade de perda, ainda que realizada com base em avaliações específicas de nossos assessores jurídicos, pode ser revisada como resultado de modificações no andamento dos processos, mudanças na jurisprudência ou outros fatores. Tais fatores podem afetar a nossa estimativa de provisões para riscos cíveis, trabalhistas, fiscais e previdenciários. Em 29 de setembro de 2000, o Banrisul recebeu autuação imposta pelo Banco Central do Brasil em conexão com processos administrativos abertos por aquela Autoridade Monetária, relativamente a supostas irregularidades cometidas em operações de câmbio entre 1987 e Em deliberação administrativa de segunda instância, foi determinado ao Banrisul o pagamento de multa equivalente a 100% do valor das operações supostamente irregulares, decisão essa que está sendo contestada judicialmente por sua Administração, que de forma preventiva e atendendo aos requisitos do BACEN, decidiu pela constituição de provisão para possíveis perdas no montante de R$ mil. A seguir apresentamos relação do principal processo judicial, administrativo ou arbitral, em que nós ou nossas controladas somos parte (que não estejam sob sigilo, e que sejam relevantes para os nossos negócios): Tributários Processo n Juízo Instância 1ª Vara Federal Tributária de Porto Alegre 2ª Instância Data de instauração Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Principais fatos Chance de perda Análise do impacto em caso de perda Banrisul e União Federal R$ ,85 Anular o crédito tributário correspondente ao Auto de Lançamento e declarar a inexistência de relação jurídica que proíba o autor de deduzir, no lucro líquido do exercício de 1977, o montante total do ônus previdenciário reconhecido à entidade de previdência privada complementar, bem como de deduzir a variação monetária e os juros sobre recursos assumidos pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, ficando reconstituído o prejuízo fiscal, com a consequente inexigibilidade, pela União, dos valores decorrentes de glosa das deduções. Possível Desencaixe do valor provisionado Valor provisionado R$ ,33 2 PÁGINA: 25 de 285

32 4.4 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos cujas partes contrárias sejam administradores, ex-administradores, controladores, ex-controladores ou investidores 4.4 Processos judiciais, administrativos ou arbitrais, que não estejam sob sigilo, em que a Companhia ou suas controladas sejam parte e cujas partes contrárias sejam administradores ou ex-administradores, controladores ou ex-controladores ou investidores da Companhia ou de suas controladas. Na presente data, não há processos sigilosos relevantes em que nós ou nossas controladas sejam parte e que não tenham sido divulgados nos itens acima. PÁGINA: 26 de 285

33 4.5 - Processos sigilosos relevantes 4.5 Análise do impacto em caso de perda dos processos sigilosos relevantes e que não tenham sido divulgados nos itens 4.3 e 4.4 acima, informando valores envolvidos Na presente data, não há processos sigilosos relevantes em que nós ou nossas controladas sejam parte e que não tenham sido divulgados nos itens acima. PÁGINA: 27 de 285

34 4.6 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais repetitivos ou conexos, não sigilosos e relevantes em conjunto 4.6 Processos judiciais, administrativos ou arbitrais repetitivos ou conexos, baseados em fatos e causas jurídicas semelhantes, que não estão sob sigilo e que em conjunto são relevantes, em que a Companhia ou suas controladas sejam parte, discriminando entre trabalhistas, tributários, cíveis e outros Na presente data, nós e nossas controladas não possuímos processos judiciais, administrativos e arbitrais repetitivos ou conexos, baseados em fatos e causas jurídicas semelhantes, que não estejam sob sigilo e que em conjunto sejam relevantes, além dos processos judiciais ou administrativos mencionados nos itens acima. PÁGINA: 28 de 285

35 4.7 - Outras contingências relevantes 4.7 Outras Contingências Relevantes Na presente data, nós e nossas controladas não possuímos outras contingências relevantes além dos processos judiciais ou administrativos mencionados no item 4.3 acima. PÁGINA: 29 de 285

36 4.8 - Regras do país de origem e do país em que os valores mobiliários estão custodiados 4.8 Regras do país de origem do emissor estrangeiro e regras do país no qual os valores mobiliários da Companhia estrangeiro estão custodiados, se diferente do país de origem Não aplicável. PÁGINA: 30 de 285

37 5.1 - Descrição dos principais riscos de mercado 5.1 Descrição, quantitativa e qualitativamente, dos principais riscos de mercado a que a Companhia está exposta, inclusive em relação a riscos cambiais e a taxas de juros No curso normal dos negócios, estamos expostos a vários riscos que são inerentes às atividades bancárias. A maneira como identificamos e gerimos de forma adequada estes riscos é determinante para o resultado da instituição. Dentre os riscos existentes, faz-se necessário o monitoramento das seguintes exposições: Risco de Crédito; Risco de Mercado: Risco à taxa de Juros; Risco à taxa de Câmbio; Análise de Sensibilidade; Risco de Liquidez; e Risco Operacional. RISCO DE CRÉDITO Possuímos diferentes processos para avaliar operações e riscos de clientes, estabelecidos mediante instruções normativas internas e decisões de nossos Comitês. No processo de identificação e avaliação do risco de crédito, o Banrisul adota metodologias estatísticas e/ou o princípio de decisão técnica colegiada. A concessão de crédito alicerçada em modelos de escoragem (Credit Score e Behaviour Score) oportuniza o estabelecimento de créditos pré-aprovados de acordo com as classificações de risco previstas nos modelos estatísticos. A concessão de crédito fundamentada na decisão colegiada ocorre por políticas de alçada. Os Comitês de Crédito das Agências podem deferir/indeferir operações de crédito até os limites de sua alçada, estabelecidos de acordo com a categoria de cada agência e/ou produto. Os Comitês de Crédito e de Risco da Direção-Geral deferem operações e Limites de Risco para clientes em alçadas superiores a dos Comitês de Crédito das Agências. A Diretoria aprova operações específicas e Limites de Risco de operações em montantes que não ultrapassem 3% do Patrimônio Líquido. Operações superiores a esse limite são submetidas à apreciação do Conselho de Administração. Para o segmento Corporate, o Banrisul adota estudos técnicos efetuados por área interna de análise de riscos, que avaliam as empresas sob o prisma financeiro, de gestão, mercadológico e produtivo, com revisões periódicas, observando ainda os cenários econômicos, com a inserção das empresas nestes ambientes. Com vistas a aferir de modo mais preciso o risco das empresas, periodicamente, são realizadas visitas "in loco" por profissionais de nossa Unidade de Política de Crédito e Análise Risco aos clientes da Pessoa Jurídica. Nossa Diretoria e os Comitês de Risco I e II podem conceder Limite de Risco com prazos de até 360 dias, quando deverão ser renovados, e definir percentual superior ao máximo vigente para garantias fidejussórias. O Limite de Risco também pode ser cancelado durante o prazo de validade, desde que constatado algum fato relevante em detrimento do cliente. As decisões de crédito são colegiadas pelos Comitês de Crédito, dentro de suas respectivas alçadas. Os Comitês de Crédito e Comitês de Risco da Direção-Geral possuem as seguintes alçadas decisórias: Comitê Limites de Alçada do Comitê de Crédito Limites de Alçada do Comitê de Risco Comitê de Crédito ou de Risco Grupo Decisório II Até o valor de R$ 1,0 milhão. Comitê de Crédito Grupo Decisório II Acima de R$ 1,0 milhão e até o valor de Alçada Superior R$ 3,0 milhões Comitê de Crédito ou de Risco Grupo Acima de R$ 3,0 milhões e até o valor de Decisório I R$ 5,0 milhões Comitê de Diretoria, com parecer do Acima de R$ 5,0 milhões e até 3% do nosso Comitê de Crédito ou de Risco Grupo I Patrimônio Líquido Conselho de Administração, com parecer do Comitê de Crédito ou de Acima de 3% do nosso Patrimônio Líquido Risco I e Diretoria Até o valor de R$ 1,0 milhão - Acima de R$ 1,0 milhão e até o valor de R$ 5,0 milhões Acima de R$ 5,0 milhões e até 3% do nosso Patrimônio Líquido Acima de 3% do nosso Patrimônio Líquido PÁGINA: 31 de 285

38 5.1 - Descrição dos principais riscos de mercado A tabela abaixo indica a composição de nossos Comitês com competência para decidir sobre operações de crédito e limites: Comitê Comitê de Crédito - Grupo Decisório I Comitê de Crédito - Grupo Decisório II Comitê de Risco - Grupo Decisório I Comitê de Risco - Grupo Decisório II Composição Superintendente da Unidade de Crédito-Coordenador Superintendente da Unidade de Câmbio Superintendente da Unidade Comercial Corporativa Superintendente da Unidade Comercial e varejo Superintendente da Unidade de Política de Crédito e Análise de Risco Analistas Superintendente da Unidade de Política de Crédito e Análise de Risco, Gerente de Informações e Análise de Risco e Coordenador da área. Coordenador da área e Analistas RISCO DE MERCADO O Banrisul está exposto aos riscos de mercado decorrentes da possibilidade de perda financeira por oscilação dos preços e taxas de juros de mercados das suas operações, em razão do descasamento de prazos entre ativos e passivos, moedas e indexadores. O gerenciamento do risco de mercado no Banrisul é realizado pela Unidade de Gestão de Riscos Corporativos a qual é responsável por executar e atualizar anualmente a política e as estratégias de gerenciamento do risco de mercado do Banco, estabelecer limites operacionais para acompanhar as exposições ao risco, identificar, avaliar, monitorar e controlar a exposição aos riscos das carteiras de negociação e não negociação. O risco de mercado é apurado tanto para as operações classificadas na carteira de negociação quanto para as operações não classificadas na carteira de negociação. A carteira trading compreende as operações em instrumentos financeiros detidos com intenção de negociação, destinados para revenda, obtenção de benefícios da flutuação dos preços ou realização de arbitragem. A carteira banking compreende todas as operações da Instituição não classificadas na carteira de negociação, sem intenção de venda, ou seja, carteira de crédito, carteira de títulos mantidos até o vencimento, captação de depósito a prazo, depósito de poupança e demais operações mantidas até o vencimento. Na mensuração do risco de mercado da carteira trading utilizamos a metodologia Value at Risk (VaR) para a apuração da exposição das operações com fator de risco de taxas de juros pré-fixadas. O VaR é uma medida da perda máxima esperada em valores monetários sob condições normais de mercado, em horizonte de tempo determinado de dez dias, com nível de probabilidade de 99%, utilizado para mensurar as exposições sujeitas a risco de mercado. Para a apuração das exposições nos demais indexadores é utilizada a metodologia Maturity Ladder. A apuração do risco das operações da carteira banking é realizada por meio de modelo próprio da Instituição e a metodologia utilizada é o VaR. A Instituição também realiza trimestralmente análise de sensibilidade com base em cenários específicos para cada fator de risco. O objetivo é mensurar o impacto das oscilações de mercado sobre as carteiras da Instituição e a sua capacidade de recuperação em eventual agravamento de crise. RISCO À TAXA DE JUROS O risco de taxa de juros decorre dos efeitos de flutuações das taxas de juros vigentes no mercado tanto sobre o valor justo dos seus instrumentos financeiros como sobre seus fluxos de caixa. As margens de juros podem aumentar em decorrência dessas mudanças, mas podem diminuir as perdas se ocorrerem movimentações inesperadas. A sensibilidade às taxas de juros decorre da exposição ao risco de movimentação das taxas praticadas nas operações ativas e passivas, em relação às taxas de juros praticadas pelo mercado. Qualquer descasamento entre a receita dos ativos e o custo dos passivos é conhecido como gap de posição. A sensibilidade à exposição da taxa de juros decorre da estrutura da carteira e dos diferentes fatores de risco que a compõem, sendo que oscilações significativas podem ocorrer a qualquer momento, influenciadas pelas forças de mercado. A tabela a seguir apresenta a posição de ativos geradores de receitas e passivos geradores de despesas em 31 de dezembro 2013, porém não reflete as posições de gap da taxa de juros que possam existir em outras datas. 2 PÁGINA: 32 de 285

39 5.1 - Descrição dos principais riscos de mercado Até 90 dias Em 31 de dezembro de posição Banco (em R$ milhões, exceto percentagens) Até 1 ano 1 a 3 anos 3 a 5 anos Acima de 5 anos Ativos Geradores de Receitas Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Depósitos compulsórios - Banco Central Operações de Crédito, Arrendamento Mercantil e Outros Créditos¹ Total Créditos Vinculados ao SFH Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos² Passivos Geradores de Despesas Depósitos Depósitos a Prazo Depósitos de Poupança³ Depósitos Interfinanceiros Outros Depósitos Obrigações por Operações Compromissadas Recursos por Aceite e Emissão de Títulos Dívida Subordinada Fundo de Reservas para Depósitos Judiciais Empréstimos no País Empréstimos no Exterior Repasses do País Repasses do Exterior Diferença Ativo/Passivo Diferença Acumulada Percentual da Diferença Acumulada sobre o total -11,99% -5,93% -3,49% 18,86% 17,12% de ativos geradores de Receita ¹ Nas operações de crédito, arrendamento mercantil e outros créditos estão incluídas as operações em atraso no montante de R$1.014 milhões. ² Na rubrica títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos estão incluídos os títulos vinculados a depósitos compulsórios no Banco Central. ³ Embora a Poupança não seja contratada com prazo estabelecido, o Banco possui histórico consistente de depósitos. RISCO À TAXA DE CÂMBIO O risco de câmbio decorre dos ativos, passivos e itens não contabilizados no balanço, que são denominados ou indexados em moedas estrangeiras, no curso normal das atividades bancárias. Embora a grande maioria das operações da Instituição seja realizada no mercado doméstico, e não haja exposição relevante às variações das taxas de câmbio, quando comparados ao mercado, a exposição é controlada através do monitoramento diário, em conformidade com a política de negócios instituída. A Instituição detêm ativos e passivos denominados em moedas estrangeiras, principalmente em dólares norte-americanos. Em 31 de dezembro de 2013, a exposição cambial consolidada somou R$ 184,9 milhões, para um Patrimônio de Referência de R$ 6.743,9 milhões, sendo o máximo permitido 30% do PR, de acordo com as normas estabelecidas pelo Banco Central. O risco cambial é monitorado de forma a se manter inferior a 5% do Patrimônio de Referência da Instituição, conforme política de risco de mercado em vigor até 31 de dezembro de 2013, resultando, em parcela de capital regulamentar para riscos relacionados à oscilação de ouro e moeda estrangeira - PCAM no valor de R$ 672,4 milhões. A tabela a seguir apresenta os ativos denominados em reais e indexados em moedas estrangeiras, em termos de operações com posições compradas e vendidas, respectivamente, em 31 de dezembro de 2013: 3 PÁGINA: 33 de 285

40 5.1 - Descrição dos principais riscos de mercado Posições em R$ milhões, exceto percentagens Compradas Vendidas Exposição Ativos 3.358,3 0, ,4 Disponibilidades¹ 165,4 0,0 165,4 Títulos e Valores Mobiliários² 0,0 0,0 0,0 Operações de Crédito³ 729,4 0,0 729,4 Outros Créditos ,6 0, ,6 Passivos 0, , ,2 Depósitos 5 0,0 55,6-55,6 Obrigações por Empréstimos 6 0, , ,6 Outras Obrigações no País 7 0,0 67,0-67,0 No País 0,0 64,2-64,2 No Exterior 0,0 2,8-2,8 Participação no Patrimônio de Referência 0,8% 0,8% 0,8% Posições em Outras Moedas Estrangeiras 8 10,9 0,0 10,9 Patrimônio de Referência , , ,9 Limite Máximo (30% do Patrimônio de Referência) 2.023, , ,2 Exposição total/limite máximo (%) 2,8% 2,8% 2,8% ¹ Depósitos mantidos com outras instituições no exterior. 2 Títulos emitidos no Brasil indexados ao dólar norte-americano. 3 Financiamentos e empréstimos em moeda estrangeira. 4 Compra de moeda estrangeira junto a clientes ou outras instituições e operações de exportação negociadas. 5 Recursos depositados em nossas agências no exterior. 6 Operações com recursos captados em moeda estrangeira no exterior para repasse no Brasil. 7 Inclui operações de comércio exterior efetuadas por terceiros com intermediação do Banrisul. 8 Exceto dólares norte-americanos. ANÁLISE DE SENSIBILIDADE Buscando aprimorar a gestão de riscos e estar em conformidade com as práticas e governança corporativa e atender as exigências da Instrução Normativa CVM nº 475 de 17 de dezembro de 2008, o Banrisul realizou a análise de sensibilidade das suas posições classificadas na carteira de negociação (Trading Book). Foram aplicados choques para mais e para menos nos seguintes Cenários: 1% (Cenário 1), 25% (Cenário 2) e 50% (Cenário 3). Carteira de Negociação - Para a elaboração dos cenários que compõem o quadro de análises de sensibilidade foram levadas em consideração as situações propostas pela Instrução Normativa CVM nº 475, no qual seriam as seguintes condições: Cenário 1: Situação provável. Foi considerada como premissa a deterioração de 1% nas variáveis de risco de mercado, levando-se em consideração as condições existentes em 31/12/2013. Cenário 2: Situação possível. Foi considerada como premissa a elevação de 25% nas variáveis de risco de mercado, levando-se em consideração as condições existentes em 31/12/2013. Cenário 3: Situação remota. Foi considerada como premissa a elevação de 50% nas variáveis de risco de mercado, levando-se em consideração as condições existentes em 31/12/2013. O quadro a seguir apresenta a maior perda esperada considerando os cenários 1, 2 e 3 e suas variações para mais e para menos. Para o Fator de Risco Moeda Estrangeira, foi considerada a cotação de R$ 2,3426 de 31/12/2013 (PTAX - BACEN). As análises de sensibilidade a seguir identificadas, não consideram a capacidade de reação das áreas de risco e de tesouraria, pois uma vez constatada perda relativa a estas posições, medidas mitigadoras do risco são rapidamente acionadas, minimizando a possibilidade de perdas significativas. Valores Resultantes do Teste de Sensibilidade Valores em R$ mil Cenários Fatores de Risco Taxa de juros Moedas Ações Total 1% % % PÁGINA: 34 de 285

41 5.1 - Descrição dos principais riscos de mercado Definições: Taxa de Juros Exposições sujeitas à variações de taxas de juros prefixadas e cupons de taxas de juros. Moeda Estrangeira Exposições sujeitas à variação cambial. Renda Variável Exposições sujeitas à variação do preço de ações. Analisando os resultados, podemos identificar no Fator de Risco Moedas Estrangeiras a maior perda esperada, que representa aproximadamente 90% de toda a perda esperada para os três cenários. Do Cenário 2 para o Cenário 3, a variação é de 86,6%. A maior perda esperada nestes Cenários do Teste de Sensibilidade, ocorre no Cenário 3, no valor total de R$ 46 milhões. RISCO DE LIQUIDEZ O Risco de Liquidez advém da incapacidade potencial de financiar o ativo financeiro e satisfazer as responsabilidades exigidas nas datas devidas e da existência de dificuldades de liquidação de posições em carteira sem incorrer em perdas significativas. A Gestão Consolidada do Risco de Liquidez do Banrisul é atribuição da Unidade de Gestão de Riscos Corporativos. Esta gestão tem por objetivo acompanhar a disponibilidade de recursos para fazer face às suas necessidades financeiras sob o ponto de vista das captações e alocações, maturidade dos negócios e referenciais, a fim de evitar desajustes significativos, que possam comprometer a liquidez da Instituição e o planejamento orçamentário. A Instituição mantém seus controles sob o ponto de vista prudencial, calculados segundo as regras da Resolução n 4.090/12, do Conselho Monetário Nacional - CMN e da Circular nº 3.393/07 do BACEN, que estabelece acompanhamento condizente com as posições assumidas no mercado financeiro, de modo a evidenciar o risco de liquidez decorrente dessas exposições. Periodicamente é elaborado o Relatório de Risco de Mercado e Liquidez com os principais fatos ocorridos no mês. Este procedimento tem como propósito evidenciar as diretrizes e políticas vigentes da Instituição e garantir a observância de limites das exposições para o risco de e liquidez. RISCO OPERACIONAL O Risco Operacional é definido, conforme a Resolução Bacen 3.380/06, como a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos externos. A definição inclui o risco legal associado à inadequação ou deficiência em contratos firmados, bem como, a sanções em razão de descumprimento de dispositivos legais e a indenizações por danos a terceiros decorrentes de atividades desenvolvidas pela instituição. Política A Política de Gerenciamento do Risco Operacional no Banrisul, revisada anualmente e aprovada pelo Conselho de Administração, contém as diretrizes, princípios, modelos e métodos para a identificação, avaliação, monitoramento, controle e mitigação de riscos operacionais, visando garantir a efetividade do modelo de gestão. Metodologia e Gestão O objetivo do gerenciamento do risco operacional é obter controle sobre os riscos inerentes ao negócio e gerenciá-los, buscando minimizá-los para proteger o patrimônio da Instituição e, consequentemente, salvaguardar o patrimônio e os interesses de seus clientes, acionistas, empregados e demais partes interessadas. O gerenciamento adequado do risco operacional está diretamente relacionado ao conhecimento dos processos existentes na Instituição. Todos os processos críticos, produtos e serviços terceirizados relevantes devem ter seus riscos operacionais identificados, avaliados, monitorados, controlados e mitigados. A metodologia utilizada pelo Banrisul para realização de análises qualitativas consiste na avaliação, de maneira descentralizada e pela visão dos gestores dos processos do banco, da efetividade dos controles e da potencialidade dos riscos, possibilitando a detecção de exposições indesejadas e a implementação de medidas corretivas. Base de Dados Interna A Base de Dados Interna de Risco Operacional objetiva prover a instituição de informações referentes a eventos de perda e quase perda ocorridos, de forma a conferir maior efetividade ao gerenciamento de riscos operacionais da organização e atender as normatizações pertinentes. 5 PÁGINA: 35 de 285

42 5.2 - Descrição da política de gerenciamento de riscos de mercado 5.2 Política de Gerenciamento de riscos de mercado. a. Riscos para os quais se busca proteção A Instituição busca, permanentemente, o casamento entre suas posições ativas e passivas, prazos e taxas, visando o equilíbrio das exposições. A Instituição também procura mitigar o risco de variações das operações com taxas de juros, índices de preços e moeda estrangeira. b. Estratégia de proteção patrimonial (hedge) A Instituição utiliza operações com instrumentos financeiros derivativos como hedge de operações específicas, com objetivo de realizar a compensação de variações no valor justo ou nos fluxos de caixa dos itens protegidos por hedge e mitigar os riscos decorrentes das oscilações cambiais. Os instrumentos derivativos na modalidade Swap são de longo prazo, acompanhando o fluxo e vencimento da captação externa realizada pela Instituição e as operações na modalidade de termo de moeda são de curto prazo, vencendo na medida em que frações da captação externa são protegidas por hedge natural. c. Instrumentos utilizados para proteção patrimonial (hedge) A Instituição utiliza operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos na modalidade swap e termo de moeda para proteção da exposição da variação em moeda estrangeira. d. Parâmetros utilizados para o gerenciamento desses riscos No risco de mercado são incluídas as operações sujeitas à variação cambial, taxas de juros e preços de ações, sendo classificadas nas carteiras de negociação (trading) e não negociação (banking). Na mensuração do risco de mercado da carteira trading é utilizada a metodologia Value at Risk (VaR) para a apuração da exposição das operações com fator de risco de taxas de juros pré-fixadas. Para a apuração das exposições nos demais indexadores é utilizada a metodologia Maturity Ladder. A apuração do risco das operações da carteira banking é realizada por meio de modelo próprio da Instituição e a metodologia utilizada é o VaR. Os parâmetros utilizados para o gerenciamento do Risco de Crédito estão embasados em metodologias estatísticas utilizadas para avaliação do risco de clientes, alinhadas às políticas de crédito, e à otimização de controles. A adoção de sistemas de Credit Score e Behaviour Score oportuniza o estabelecimento de créditos pré-aprovados de acordo com as classificações de risco previstas nos modelos estatísticos, os quais consideram como componente básico a probabilidade de inadimplência do cliente. A estrutura de avaliação de riscos está alicerçada no princípio de decisão técnica colegiada, com definição de alçadas para concessão de crédito correspondentes aos níveis decisórios, que abrangem desde a rede de agências até as esferas diretivas e seus comitês de crédito e risco da Direção-Geral, Diretoria Executiva e Conselho de Administração. O risco de liquidez é gerenciado através da análise e evolução das exposições e acompanhamento do Caixa Mínimo. Nas posições ativas são consideradas a evolução e disponibilidade de posições com alta e baixa liquidez. Para as posições passivas, as premissas adotadas incluem a possibilidade de resgates antecipados e também de rolagem das captações menor do que o previsto. A Instituição procura manter níveis mínimos de ativos com alta liquidez de mercado, juntamente com o acesso a outras fontes de liquidez, assim como busca assegurar uma base de operações de captação (funding) adequadamente diversificada, cumprindo os níveis mínimos exigidos pelos requerimentos regulatórios. Os parâmetros utilizados no gerenciamento do Risco Operacional são a Frequência e o Impacto dos eventos, projetados para o período de um ano. Estes, quando multiplicados, representam a Exposição Financeira do Banco a cada evento de risco identificado. A identificação dos riscos se dá por meio dos ciclos de avaliação, do mapeamento dos processos, relatórios de auditoria interna e externa, apontamentos de órgãos reguladores, registros na Ouvidoria e no Registro de Denúncias e Reclamações do BACEN, além de reportes de eventos de risco operacional. Os resultados das análises e os planos de ações de mitigação para tratamento dos riscos são submetidos à Alta Administração e ao Conselho de Administração para deliberação. e. Se a Companhia opera instrumentos financeiros com objetivos diversos de proteção patrimonial (hedge) e quais são esses objetivos. A Instituição não possui instrumentos financeiros nos exercícios de 2011, 2012 e 2013, com objetivos que não sejam a proteção patrimonial. f. Estrutura organizacional de controle de gerenciamento de riscos A Estrutura Organizacional de Controle e Gerenciamento de Riscos, no Banrisul, está organizada da seguinte forma: PÁGINA: 36 de 285

43 5.2 - Descrição da política de gerenciamento de riscos de mercado As competências e atribuições elencadas na sequência estão descritas em normativos, resoluções e regimentos internos da instituição. Conselho de Administração no âmbito da Gestão de Riscos a) aprovar a indicação do diretor responsável e a estrutura organizacional para o gerenciamento de riscos; b) aprovar as Políticas de Gerenciamento de Riscos do Banrisul, por proposição da Diretoria, conforme atribuição estatutária, na forma do regimento desses órgãos colegiados; c) manifestar-se, expressamente, acerca das ações para correção tempestiva das deficiências apontadas nos relatórios sobre a estrutura de gerenciamento de riscos tratadas nas Políticas; d) responsabilizar-se pelas informações divulgadas em relatório de acesso público, contendo a descrição das estruturas de gerenciamento de riscos; e) garantir o cumprimento das exigências dos Órgãos Regulares e Supervisores. Diretoria a) cumprir e fazer cumprir as leis fundamentais do Banco e executar as deliberações da Assembleia Geral e do Conselho de Administração; b) propor ao conselho de Administração a orientação geral dos negócios e operações do Banco; c) organizar o regulamento interno dos serviços do Banco e modificá-lo, quando conveniente; d) autorizar a outorga de garantias, alienação de bens e transação ou a renúncia de direitos, observadas as disposições pertinentes do Estatuto Social; e) estabelecer normas gerias e uniformes para a nomeação, promoção, punição, demissão, licenças, faltas, salários, gratificações e demais vantagens para funcionários não comissionados em cargos de confiança, delegando competência para a execução dessas normas; f) criar modificar e suprimir cargos ou funções de confiança, fixando-lhes o valor das respectivas comissões e vantagens, prover, destituir, punir, demitir, conceder licenças aos titulares de tais cargos ou funções; g) distribuir e aplicar os lucros apurados, respeitando, dentro dos limites do resultado de cada semestre, a obrigatoriedade da distribuição dos dividendos fixos e mínimo previsto no Estatuto Social e as demais normas legais e regulamentares sobre a espécie; h) criar e suprimir agências e representações em qualquer localidade do país e do exterior; i) elaborar e revisar, anualmente, plano estratégico, indicando as diretrizes principais sobre a política administrativa, recursos humanos, investimentos e tecnologia, produtos e serviços. Auditoria Interna No que se refere à Gestão de Riscos, a Auditoria Interna é responsável pelas seguintes atividades: a) avaliar, com periodicidade mínima anual, o processo de gerenciamento de riscos; b) verificar o cumprimento das políticas de gerenciamento de riscos. Comitê de Gestão Bancária a) consolidar a visão estratégica global do Banco, que envolve os aspectos de negócios, administrativos, de risco, de tecnologia de informação, de controles internos e demais; 2 PÁGINA: 37 de 285

44 5.2 - Descrição da política de gerenciamento de riscos de mercado b) consolidar, adequar e deliberar sobre as propostas dos diversos Comitês, tornando-as convergentes à visão estratégica, e, quando se tratar de competências privativas da Diretoria estabelecidas no Estatuto Social do Banco, recomendá-las à Diretoria na forma de Políticas ou Diretrizes; c) monitorar e acompanhar as ações propostas e realizadas quanto a aderência às diretrizes estabelecidas pela Diretoria; d) aprovar o valor apurado para pagamento das Remunerações Variáveis RV1, RV2 e RV4, e definir datas para divulgação e pagamento; e) definir e propor à Diretoria as diretrizes do Modelo Comercial e das Remunerações Variáveis 1, 2, 3 e 4; f) deliberar sobre as propostas de Meta Comercial, nos segmentos varejo e corporativo, e de Meta de Despesas; g) deliberar sobre apuração e publicação do resultado da Meta Comercial e da Certificação de Agências; h) definir a política de expansão dos pontos de venda Rede de Agências - do Banco; i) deliberar sobre investimentos relacionados ao Programa de Expansão do Banco, de acordo com diretrizes estratégicas estabelecidas pela Diretoria; j) avaliar, recomendar e propor à Diretoria medidas para assuntos analisados, que ultrapassem sua alçada e/ou competência; k) arbitrar sobre posicionamentos divergentes advindos dos demais Comitês, e l) praticar os demais atos e exercer as demais competências que lhe sejam atribuídas pela Diretoria. Diretor Executivo de Controle e Risco No que se refere à Gestão de Riscos, o Diretor Executivo de Controle e Risco é responsável pelas seguintes atividades: a) assegurar o processo de gerenciamento de risco que irá apurar, monitorar e controlar os riscos aos quais o Conglomerado Financeiro e o Consolidado Econômico-Financeiro estão expostos; e comunicar às instâncias diretivas e aos órgãos reguladores; b) assegurar a aplicação das diretrizes das políticas Institucionais de Gerenciamento de Riscos; c) atender ao Órgão Regulador nos quesitos definidos por Resoluções específicas de do Conselho Monetário Nacional (CMN). Comitê de Riscos Corporativos O Comitê de Riscos Corporativos é integrado pelos membros descritos a seguir: - Superintendente Executivo da Unidade de Gestão de Riscos Corporativos Coordenador; - Controller da Controladoria; - Superintendente Executivo da Unidade de Contabilidade; - Superintendente Executivo da Unidade de Crédito; - Superintendente Executivo da Unidade de Política de Crédito e Análise de Risco; - Superintendente Executivo da Unidade de Recuperação de Créditos; - Superintendente Executivo da Unidade de Segurança da Tecnologia da Informação; - Superintendente Executivo da Unidade Financeira. É de competência do Comitê de Gestão de Riscos Corporativos: a) aprovar metodologias aplicadas na mensuração de riscos; b) assegurar a correta aplicação das políticas de gerenciamento de risco de crédito, de mercado, de liquidez, operacional e de capital; c) realizar a gestão estratégica do risco de crédito, de mercado, de liquidez, operacional e de capital; d) deliberar sobre a política de gestão de risco de crédito, de mercado, de liquidez, operacional e de capital, praticar os demais atos e exercer as demais competências que lhe sejam atribuídas pela Diretoria; e) avaliar e monitorar a tendência a risco da Instituição frente aos objetivos estratégicos, garantindo o alinhamento entre ambos; f) definir mecanismos para melhora contínua da cultura de riscos; g) acompanhar, sistematicamente, os níveis de inadimplência da Instituição, e propor mudanças nas políticas de risco e de crédito, quando necessário; h) aprovar limites de exposição pelo nível adequado de risco; i) comunicar à Diretoria e ao Conselho de Administração as posições de risco do Banco e alocação de capital. g. Adequação da estrutura operacional e controles internos para verificação da efetividade da política adotada A administração da Instituição entende que a estrutura operacional e controles internos adotados são adequados para o acompanhamento dos riscos aos quais a Companhia está exposta. 3 PÁGINA: 38 de 285

45 5.3 - Alterações significativas nos principais riscos de mercado 5.3 Em relação ao último exercício social, indicação de alterações significativas nos principais riscos de mercado a que a Companhia está exposta ou na política de gerenciamento de riscos adotada Não houve alteração significativa nos principais riscos de mercado a que a Instituição está exposta ou em sua política de gerenciamento de riscos no último exercício social. PÁGINA: 39 de 285

46 5.4 - Outras informações relevantes 5.4 Outras informações que a Companhia julga relevantes Não existem outras informações relevantes sobre este item 5. PÁGINA: 40 de 285

47 6.1 / 6.2 / Constituição do emissor, prazo de duração e data de registro na CVM Data de Constituição do Emissor 12/09/1928 Forma de Constituição do Emissor Sociedade por ações País de Constituição Brasil Prazo de Duração Prazo de Duração Indeterminado Data de Registro CVM 20/07/1977 PÁGINA: 41 de 285

48 6.3 - Breve histórico 6.3 Histórico da Companhia Fomos constituídos no ano de 1928 como Banco público de crédito rural e hipotecário, cuja principal atividade era a realização de empréstimos em longo prazo com garantia hipotecária. Em 1931, após incorporar o Banco Pelotense, passamos à condição de arrecadador de tributos do Estado do Rio Grande do Sul. Em 1934, iniciamos nosso processo de expansão, com a abertura de agências em diversos municípios do Estado, tendo prosseguido em nosso processo de crescimento e consolidação mediante a incorporação das instituições financeiras públicas como o Banco Real de Pernambuco (1969), Banco Sul do Brasil (1970), Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Sul, BADESUL (1992) e DIVERGS - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários do Estado do Rio Grande do Sul (1992). Em março de 1990, passamos a ser Banco múltiplo, com carteira comercial, crédito imobiliário e crédito, financiamento e investimento. Em 1997, absorvemos a estrutura de agências, clientes e determinados ativos da Caixa Econômica Estadual e, a partir deste momento, passamos a concentrar o pagamento da folha do funcionalismo estadual, os serviços financeiros para o Estado do Rio Grande do Sul e demais entidades ligadas ao Estado. Em 1998, em razão de nossa inclusão no PROES, passamos por processo de reestruturação, por meio do qual fomos capitalizados em R$1.400,0 milhões sendo que (i) R$700,0 milhões foram aportados em títulos emitidos pelo Governo Federal e Banco Central e (ii) os R$700,0 milhões restantes, referentes ao passivo atuarial com a Fundação Banrisul e por valores devidos ao BNDES, assumidos pelo Estado do Rio Grande do Sul e posteriormente convertidos em participação no nosso capital social. Os R$700,0 milhões capitalizados em títulos foram por nós utilizados para a constituição de provisões para (i) perdas em nossas operações, especialmente as de crédito, e provisão para riscos trabalhistas, (ii) baixa parcial de créditos tributários e ativos diferidos e (iii) investimentos em informática. No ano de 2007, concluímos o processo de capitalização da Instituição, mediante Distribuição Pública Primária e Secundária de Ações Preferenciais classe B. Os recursos provenientes da capitalização, no montante de R$800 milhões, reforçaram nossa base de capital, permitindo financiar a expansão das operações de crédito e implementar estratégias comerciais e de investimentos em tecnologia da informação, garantindo maior competitividade e solidificando nosso papel como instrumento voltado ao desenvolvimento da economia do Estado Rio Grande do Sul. Adequando-se às exigências de mercado, aderimos ao Nível 1 de Governança Corporativa, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), e instituiu-se a Unidade de Relações com Investidores, Mercado de Capitais e Governança, propiciando a manutenção e ampliação do relacionamento com as partes interessadas. Em 2008, o Banrisul inaugurou a Superintendência de Santa Catarina, ampliando sua inserção no Estado. O projeto de expansão no Estado de Santa Catarina tem como propósitos aprofundar relacionamentos com clientes locais, favorecer parcerias que fortaleçam o desenvolvimento do Estado catarinense e ampliar a escala de atuação do Banrisul. Ainda em 2008, o Conselho de Administração do Banrisul apresentou proposta de instituição de dividendos adicionais de 10%, vigentes nos exercícios sociais de 2007 e Essa proposta foi aprovada em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, realizada em , resultando no pagamento de dividendos totais de 35%, incidentes sobre o lucro líquido ajustado. O ano de 2009 foi marcado pela consolidação da estratégia de agregar eficiência e qualidade à gestão, que tomou forma com a implementação de modelo de gestão voltado para a geração de resultados, decisão que implicou em mudança profunda e abrangente em todos os canais do Banco, na modernização do parque tecnológico, na revisão de processos internos, no desenvolvimento de novo modelo de crédito, na reestruturação da modelagem de metas comerciais e de remuneração aos empregados e, na implementação de oportuna ação financeira, que foi a capitalização da Instituição em A montagem dessa infraestrutura operacional e financeira sustenta a manutenção da posição de liderança conquistada pelo Banco do Rio Grande do Sul e expansão em outros mercados, ampliação da receita gerada por base de clientes ampla, diversificada e em perspectiva de expansão, incorporação de tecnologias inovadoras. O Banrisul apresentou, no ano de 2010, crescimento consistente de sua base patrimonial e encerrou o período com indicadores de solvência e rentabilidade favoráveis, estando boa parte deles acima do guidance divulgado ao mercado em março e mantido até o final do ano de A ampliação da oferta de crédito, em linha com o maior dinamismo da atividade econômica nacional e regional e com a boa performance dos indicadores do mercado de trabalho, constituiu-se em estratégia preponderante praticada em 2010 no que diz respeito à alocação de ativos. Em 2011, foram firmadas parcerias com as bandeiras VISA, MasterCard e VerdeCard, além de convênio com o sistema SafetyPay para compras internacionais no web site Amazon.com. O fortalecimento da Rede Banricompras contribui para a execução da estratégia de desconcentração regional e de sustentação do crescimento do Banco. Nessa mesma linha, outra iniciativa empreendida pelo Banrisul, foi a assinatura, em dezembro de 2011, do Memorando de Entendimento e a abertura de processo de due diligence para a aquisição de 49,9% da Bem-Vindo Promotora de Vendas e Serviços, rede de lojas e estrutura especializada na originação de créditos consignados do INSS e a servidores públicos federais, estaduais e municipais. A operação, realizada em parceria com a MatoneInvest Holding, é parte do movimento estratégico concebido PÁGINA: 42 de 285

49 6.3 - Breve histórico para alavancar canais de relacionamento com clientes, aumentar a carteira de crédito e expandir o potencial de distribuição de produtos e serviços financeiros em escala nacional. No mercado competitivo, o Banrisul ocupava, em setembro de 2011, a 11ª posição entre os bancos médios e grandes do Sistema Financeiro Nacional em ativos totais, 11ª posição em patrimônio líquido, 8ª posição em depósitos totais e 7ª em número de agências, de acordo com o ranking divulgado pelo Banco Central do Brasil, excluído o BNDES. No mercado competitivo, o Banrisul ocupava, no final do ano de 2012, a 11ª posição entre os bancos médios e grandes do Sistema Financeiro Nacional em ativos totais, mantendo a 11ª posição em patrimônio líquido, a 7ª posição em depósitos totais e, a 7ª posição em número de agências, de acordo com o ranking divulgado pelo Banco Central do Brasil, excluído o BNDES. Encerramos o ano de 2013 ocupando a 11ª posição entre os bancos médios e grandes do Sistema Financeiro Nacional em ativos totais, mantendo a 11ª posição em patrimônio líquido, a 7ª posição em depósitos totais e, a 7ª posição em número de agências, de acordo com o ranking divulgado pelo Banco Central do Brasil, excluído o BNDES. 2 PÁGINA: 43 de 285

50 6.5 - Principais eventos societários ocorridos no emissor, controladas ou coligadas 6.5 Principais eventos societários, tais como incorporações, fusões, cisões, incorporações de ações, alienações e aquisições de controle societário, aquisições e alienações de ativos importantes, pelos quais a Companhia ou qualquer de suas controladas ou coligadas passaram a. Evento 1 Em julho de 2007, realizamos aumento de capital, via Distribuição Pública Primária e Secundária de Ações Preferenciais, classe B, de nossa emissão. b. Principais condições do negócio A Oferta compreendeu, inicialmente, a distribuição pública de novas Ações Preferenciais Classe B, emitidas por nós. Adicionalmente, houve a distribuição pública de Ações Preferenciais Classe B, de titularidade do Estado do Rio Grande do Sul (Acionista Vendedor). A Oferta no Brasil foi realizada, em mercado de balcão não-organizado, em regime de garantia firme de liquidação, nos termos do Contrato de Colocação celebrado entre o Banrisul, o Estado do Rio Grande do Sul (Acionista Vendedor), o Banco de Investimentos Credit Suisse (Brasil) S.A. (Coordenador Líder), o Banco UBS Pactual S.A. (Coordenador) e a CBLC, em conformidade com os termos da Instrução CVM 400. Ao montante de Ações Preferenciais Classe B, objeto da Oferta, havia a faculdade do acréscimo de lote suplementar de até Ações Preferenciais Classe B, de titularidade do Estado do Rio Grande do Sul (Acionista Vendedor), equivalente até 15% do total das Ações Preferenciais Classe B, inicialmente ofertadas, conforme opção para subscrição e/ou aquisição de tais Ações Suplementares outorgada pelo Estado do Rio Grande do Sul (Acionista Vendedor) ao Banco UBS Pactual S.A. (Coordenador), a ser exercida, parcial ou integralmente, após notificação ao Banco de Investimentos Credit Suisse (Brasil) S.A. (Coordenador Líder), desde que a decisão de sobrealocação das Ações Preferenciais Classe B, no momento da precificação da Oferta tivesse sido tomada em comum acordo pelos Coordenadores, nas mesmas condições e preço das Ações Preferenciais Classe B, inicialmente ofertadas, para atender a eventual excesso de demanda que viesse a ser constatado no decorrer da Oferta, nos termos do artigo 24, da Instrução CVM 400. A Opção de Ações Suplementares não foi exercida pelo Banco UBS Pactual S.A. (Coordenador), no prazo de até 34 dias contados da data de publicação do Anúncio de Início, inclusive. c. sociedades envolvidas Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. e Estado do Rio Grande do Sul. d. efeitos resultantes da operação no quadro acionário, especialmente, sobre a participação do controlador, de acionistas com mais de 5% do capital social e dos administradores do emissor Em razão da oferta pública primária e secundária de ações de nossa emissão, a participação acionária total do Estado do Rio Grande do Sul (nosso Controlador e Acionista Vendedor na Oferta) foi reduzida de 99,4% para 57%, tendo sido mantida inalterada sua participação de 99,62% no capital votante da Sociedade. O free float do Banco foi alterado para 43,03%, superior aos 25% exigidos pelo Nível 1 de Governança Corporativa, ao qual aderimos na oferta. Em decorrência do aumento no free float e, consequente expansão da base acionária, foram realizadas eleições de membros para o Conselho de Administração e Conselho Fiscal do Banco, eleitos por nossos acionistas preferencialistas. e. quadro societário antes e depois da operação Posição antes da Oferta Pública de Ações (Julho de 2007) Acionista ON % PNA % PNB % TOTAL % Estado do Rio Grande do Sul ,6% ,0% ,0% ,4% Fund. Banrisul de Seguridade Social Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul ,2% ,0% ,2% ,0% ,2% ,1% Administradores 12 0,0% 12 0,0% Outros ,1% ,8% ,4% TOTAL ,0% ,0% ,0% ,0% PÁGINA: 44 de 285

51 6.5 - Principais eventos societários ocorridos no emissor, controladas ou coligadas Posição após a Oferta Pública de Ações (Julho de 2007) Acionista ON % PNA % PNB % TOTAL % Estado do Rio Grande do Sul ,6% ,0% ,0% ,0% Fund. Banrisul de Seguridade Social Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul ,2% ,0% ,1% ,0% ,2% ,1% Administradores 12 0,0% 12 0,0% Outros ,1% ,8% ,0% ,8% TOTAL ,0% ,0% ,0% ,0% Posição em 31 de Dezembro de 2011 Acionista ON % PNA % PNB % TOTAL % Estado do Rio Grande do Sul ,59% ,08% ,02% ,97% Fundação Banrisul de Seguridade Social Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul ,22% ,44% - 0,00% ,15% ,02% ,71% - 0,00% ,05% Administradores 9 0,00% 15 0,00% - 0,00% 24 0,00% Free Float ,17% ,76% ,98% ,83% TOTAL ,00% ,00% ,00% ,00% Posição em 31 de Maio de 2012 Acionista ON % PNA % PNB % TOTAL % Estado do Rio Grande do Sul ,59% ,83% ,02% ,97% Fundação Banrisul de Seguridade Social Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul ,22% ,49% - 0,00% ,15% ,02% ,76% - 0,00% ,05% Administradores 9 0,00% 6 0,00% 100 0,00% 115 0,00% Free Float ,17% ,28% ,98% ,83% TOTAL ,00% ,00% ,00% ,00% Posição em 29 de Maio de 2013 (FR 2013, por conta de conversões de ações ocorridas até a data) Acionista ON % PNA % PNB % TOTAL % Estado do Rio Grande do Sul ,59% ,83% ,02% ,97% Fundação Banrisul de Seguridade Social Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul ,22% ,49% - 0,00% ,15% ,02% ,76% - 0,00% ,05% Administradores 8 0,00% 6 0,00% 100 0,00% 114 0,00% Free Float ,17% ,92% ,98% ,83% TOTAL ,00% ,00% ,00% ,00% Posição em 30 de Maio de 2014 (FR 2014, por conta de conversões de ações ocorridas até a data) Acionista ON % PNA % PNB % TOTAL % Estado do Rio Grande do Sul ,59% ,09% ,02% ,97% Fundação Banrisul de Seguridade Social Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul ,22% ,50% - 0,00% ,15% ,02% ,78% - 0,00% ,05% Administradores 8 0,00% 6 0,00% 100 0,00% 114 0,00% Free Float ,17% ,63% ,98% ,83% TOTAL ,00% ,00% ,00% ,00% 2 PÁGINA: 45 de 285

52 6.5 - Principais eventos societários ocorridos no emissor, controladas ou coligadas a. Evento 2 Incorporamos, em , a carteira de cartões de crédito da controlada Banrisul Serviços Ltda., através de Contrato de Cessão de Créditos e Outras Avenças, que regulou a transferência dos direitos e obrigações relativos às operações dos cartões Visa e Mastercard. b. Principais condições do negócio A incorporação foi realizada pelo valor contábil de balancete de todos os ativos representativos de valores a receber de clientes, relativos a compras faturadas ou a faturar, além da assunção de todos os passivos referentes a obrigações junto aos lojistas credenciados e demais obrigações junto às bandeiras, totalizando o valor líquido de R$ ,07. c. Sociedades envolvidas Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. e Banrisul Serviços Ltda. d. Efeitos resultantes da operação no quadro acionário, especialmente, sobre a participação do controlador, de acionistas com mais de 5% do capital social e dos administradores do emissor Não houve. e. Quadro societário antes e depois da operação Não houve alteração. a. Evento 3 Em março de 2012, o Banrisul adquiriu 49,9% do capital da Credimatone Promotora de Vendas e Serviços S/A. b. Principais condições do negócio A Credimatone Promotora de Vendas e Serviços S/A, é especializada na originação de crédito consignado, ao qual vem a integrar a estratégia de crescimento do Banco, focada na ampliação de canais de relacionamento, aumento do volume de crédito e distribuição de produtos e serviços financeiros em escala nacional. O saldo de operações de crédito originadas através da Rede Bem-Vindo alcançou R$1.674,9 milhões ao final de c. Sociedades envolvidas Banco do Estado do Rio Grande do Sul. d. Efeitos resultantes da operação no quadro acionário, especialmente, sobre a participação do controlador, de acionistas com mais de 5% do capital social e dos administradores do emissor Não houve. e. Quadro societário antes e depois da operação Não houve alteração. a. Evento 4 Em outubro 2013, a Banrisul Serviços, especializada na administração de vouchers, integrou às suas atividades as operações da Rede de Adquirência Banrisul. A reorganização administrativa e operacional implicou na alteração do objeto e razão social da Empresa, que passou a chamar-se Banrisul Cartões S.A. Com a reestruturação, os processos são otimizados, ampliando a força estratégica dos negócios com vouchers e adquirência. No segmento de vouchers, a linha de produtos ganhou nova identidade visual, passando a se chamar BanriCard, marca já utilizada nos novos produtos lançados: cartão Vale Cultura, que possibilita aos conveniados a participação no Programa de Cultura do Trabalhador, e o cartão Desenvolvimento Rural, por meio do qual são repassados financiamentos subsidiados pelo Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais. Ao final de 2013, a Empresa contava com mais de 652 mil usuários, 8,5 mil empresas conveniadas e mais de 79 mil pontos credenciados. Durante o ano de 2013, foram realizadas 19,6 milhões de transações. A Rede Banricompras, cujas operações foram incorporadas à Banrisul Cartões em novembro de 2013, encerrou o ano com 139 mil estabelecimentos credenciados e volume financeiro transacionado de R$10.550,2 milhões. Esse desempenho foi impulsionado pelos 3 PÁGINA: 46 de 285

53 6.5 - Principais eventos societários ocorridos no emissor, controladas ou coligadas convênios firmados com entidades e com mercados de profissionais autônomos. O lucro líquido da Banrisul Cartões alcançou R$41,1 milhões em 2013, contemplando, nos últimos dois meses, a operação da rede de adquirência. b. Principais condições do negócio A integração das atividades da administradora de vouchers e rede de adquirência amplia o potencial de força estratégica dos negócios. c. Sociedades envolvidas Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. e Banrisul S.A. Administradora de Consórcios d. Efeitos resultantes da operação no quadro acionário, especialmente, sobre a participação do controlador, de acionistas com mais de 5% do capital social e dos administradores do emissor Não houve. e. Quadro societário antes e depois da operação Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. 99,78% Banrisul S.A. Administradora de Consórcios 0,22% 4 PÁGINA: 47 de 285

54 6.6 - Informações de pedido de falência fundado em valor relevante ou de recuperação judicial ou extrajudicial 6.6 Pedidos de Falência Até a presente data, não foi protocolado nenhum pedido requerendo a nossa falência e/ou nossa recuperação judicial ou extrajudicial. PÁGINA: 48 de 285

55 6.7 - Outras informações relevantes 6.7 Outras informações que a Companhia julga relevantes Não existem outras informações relevantes sobre este item 6. PÁGINA: 49 de 285

56 7.1 - Descrição das atividades do emissor e suas controladas 7.1 Descrição sumária das atividades desenvolvidas pela Companhia e suas controladas Operações de Crédito Empréstimos à Pessoa Física No que diz respeito à carteira de crédito, focamos nossa atuação no aumento das operações de crédito para pessoas físicas, principalmente na modalidade de crédito consignado com desconto em folha de pagamento, embora o segmento empresarial seja também representativo no conjunto das operações. Acreditamos que essa modalidade de empréstimo representa excelente economia de escala. A tabela abaixo mostra a carteira de operações de crédito comercial para nossos clientes pessoas físicas, em 31 de dezembro de 2013: Tipo Montante total % Inadimplência >60 % de Créditos (em milhões de R$) dias Crédito Pessoal (1) 1.132,6 11,4% 5,01% Cheque Especial 546,3 5,5% 11,27% Crédito Consignado (2) 7.361,6 74,2% 3,84% Outros 875,3 8,9% 15,14% Total 9.915,8 100,0% 5,38% (1) Inclui crédito 1 minuto, crédito pessoal automático e crédito não consignado. (2) Inclui crédito originado através da rede de agências Banrisul, do canal Bem-Vindo e a aquisição de carteiras. O direcionamento do Banco, em operações de crédito consignado, se concentra em funcionários públicos estaduais, aposentados e pensionistas do INSS, tendo em vista que este mercado é bastante representativo no produto. Entretanto, o Banrisul também atua em convênios com Prefeituras, empresas privadas e entidades fora do Estado do RS. Essa modalidade é bastante atrativa tanto para os clientes quanto para o Banco. Para o cliente, o desconto diretamente na sua folha de pagamento representa uma comodidade, considerando que ele não precisa se preocupar com o pagamento, já que o convênio retém os valores em folha e efetua o repasse ao Banco mensalmente. Da mesma forma, para o Banco, esse tipo de empréstimo é vantajoso, tendo em vista que o convênio firmado diretamente com a empresa reduz o risco de liquidez das operações. Em 31 de dezembro de 2013, tínhamos R$7.361,6 milhões em operações de crédito consignado em aberto, representando 74,2% do total de empréstimos a pessoas físicas. Por outro lado, o Banrisul também oferta crédito pessoal não consignado, cuja forma de pagamento é o débito em conta corrente. Para essas modalidades o prazo pode chegar até 24 meses e o valor máximo que o cliente pode contratar é definido com base em risco calculado individualmente. Além de crédito rotativo, com pagamentos mensais, o Banrisul oferece linhas de crédito específicas, com pagamento único, como a antecipação de 13º salário e restituição do imposto de renda. Adicionalmente, nossos clientes possuem linhas de crédito pré-aprovadas em conta corrente, podendo fazer a contratação eletronicamente por meio de terminais eletrônicos, Banrifone ou Internet. Em 31 de dezembro de 2013, detínhamos R$1.132,6 milhões de empréstimos de crédito pessoal em aberto, representando 11,4% de todos os empréstimos a pessoas físicas. Além dos programas acima, o Banrisul possui uma carteira de crédito direto ao consumidor, para a aquisição financiada de veículos novos ou usados de fabricação nacional ou importados. O limite de CDC/Veículos é calculado por cliente em função de sua classificação de risco. O limite máximo de financiamento varia conforme o ano de fabricação do veículo, sendo limitado em 80% para veículos novos e com consignação em folha, e a garantia para esse financiamento é a alienação fiduciária do veículo objeto do financiamento. Oferecemos aos nossos clientes pessoas físicas, como produto fidelizador, o cheque especial, que consiste em um limite rotativo para ser utilizado com cartão magnético,inclusive por meio do sistema Banricompras, e cheques. Os limites de cheque especial são estabelecidos por sistema com cálculo de classificação de risco, sendo o limite mínimo de R$100,00 e o máximo de acordo com a capacidade de pagamento do cliente. As taxas de juros do cheque especial são diferenciadas de acordo com o perfil do cliente. O total das operações de crédito à pessoa física em nossa carteira comercial cresceu 9,2% em 2011, totalizando R$8.079,4 milhões no final de tal exercício, 14,5% em 2012, totalizando R$9.252,1 milhões no final de tal exercício e 7,2% em 2013, totalizando R$9.915,8 milhões no final de tal exercício. Em 31 de dezembro de 2013, detínhamos uma carteira de crédito consignado de R$7.361,6 milhões. As demais linhas alcançaram saldo de R$2.554,2 milhões, representando 25,8% da carteira total de nossas operações de crédito. A receita das operações de empréstimo à pessoa física alcançou R$2.674,9 milhões no período encerrado em 31 de dezembro de 2013, comparado a R$2.679,6 milhões no mesmo período correspondente de PÁGINA: 50 de 285

57 7.1 - Descrição das atividades do emissor e suas controladas Adicionalmente, o percentual dos empréstimos em atraso na carteira comercial com relação ao total da carteira de créditos à pessoa física, em 31 de dezembro de 2013, foi de 5,38%, afetada pelo atraso das operações adquiridas de banco em liquidação extrajudicial. Empréstimo à Pessoa Jurídica A base de nossos clientes pessoas jurídicas é composta, principalmente, por micro empresas e empresas de pequeno e médio porte, com faturamento médio mensal de até R$25,0 milhões, que representam cerca de 57,9% do montante total aplicado na pessoa jurídica. Temos linhas de crédito diferenciadas para micro e pequenas empresas, que são um segmento considerado estratégico para nós, e para empresas médias e grandes. Os valores, taxas e prazos para o segmento de varejo são pré-estabelecidos como política do produto, enquanto para médias e grandes empresas são negociados em cada caso específico. Nossas principais linhas de crédito incluem empréstimos de capital de giro e conta garantida, descontos de títulos e antecipação de recebíveis. A tabela abaixo mostra nossa carteira comercial de empréstimos para pessoas jurídicas em 31 de dezembro de 2013: Tipo Montante total (em milhões de R$) % de Créditos % Inadimplência >60 dias Capital de Giro 6.531,9 75,8% 3,04% Conta Garantida 570,4 6,6% 4,97% Conta Devedora Caução 241,7 2,8% 0,81% Desconto de Recebíveis 315,9 3,7% 3,73% Outros 956,1 11,1% 14,29% Total 8.616,0 100,0% 4,38% As operações de crédito com a vinculação de recebíveis Banricompras são um diferencial para nós frente ao mercado, sendo muito importante para aumentar a sinergia entre nossas atividades de administração de cartão de débito com bandeira própria e, ao mesmo tempo, possibilitam otimizar nossa carteira de crédito com operações de excelente liquidez. Financiamos, também, a aquisição de equipamentos para estabelecimentos que desejem o convênio com o sistema Banricompras. Oferecemos aos clientes com sede no Estado do Rio Grande do Sul opções de financiamento de valores devidos a título de ICMS, recolhido mensalmente. Os valores variam para cada cliente, uma vez que resultam de seu faturamento, e os prazos são de até 27 dias. Esta modalidade de financiamento apresenta sinergia com as atividades de arrecadação, pois, de um lado, a empresa não precisará dispor de seu fluxo de caixa para efetuar o pagamento do imposto e, de outro, a Fazenda Pública manterá a arrecadação devida. Nossa carteira de CDC para pessoas jurídicas inclui o financiamento para aquisição de máquinas e veículos para utilização da empresa contratante. O financiamento de veículos poderá ser de até 80% do valor do bem e o de máquinas poderá ser de até 90% do valor do bem, ambos variando em virtude do ano de fabricação. Os prazos e taxas variam de acordo com o tipo de bem e a situação econômico-financeira da empresa. As garantias exigidas, geralmente, são o aval de sócios e a alienação fiduciária do bem objeto do financiamento. O total das operações de crédito da carteira comercial à pessoa jurídica registrou aumento de 25,5% em 2011, atingindo R$7.191,2 milhões no final de tal exercício, cresceu 17,4% em 2012, totalizando R$8.445,6 milhões no final de tal exercício e ampliou 2,0% em 2013, alcançando R$8.616,0 milhões no final de tal exercício. Em 31 de dezembro de 2013, nossa carteira de crédito comercial à pessoa jurídica representava 32,3% de nossas operações de crédito. A receita das operações de empréstimo à pessoa jurídica apresentou redução de 6,9%, para R$1.386,6 milhões, no período encerrado em 31 de dezembro de 2013, comparado a R$1.490,1 milhões no período correspondente de O percentual dos empréstimos em atraso com relação ao total da carteira de crédito comercial à pessoa jurídica, em 31 de dezembro de 2013, foi de 4,38%. Financiamento Imobiliário Oferecemos ao mercado diversas modalidades de financiamento imobiliário para pessoas físicas e jurídicas, para a aquisição, construção e reforma de imóveis. Estes financiamentos possuem especificidades próprias, com prazos mais longos e taxas de juros, em regra, menores que aqueles praticados em operações de crédito pessoal. As garantias no financiamento imobiliário consistem no bem objeto do financiamento, mediante a alienação fiduciária ou hipoteca. 2 PÁGINA: 51 de 285

58 7.1 - Descrição das atividades do emissor e suas controladas A tabela a seguir indica as principais características de nossos programas de financiamento imobiliário: Sistema Valor do Imóvel¹ Valor Máximo do Taxa Prazo Financiamento Nominal Máximo S.F.H Residencial Até R$ ,00 90% do valor do imóvel. 8,5% a.a. 35 anos S.F.H Residencial De R$ ,00 a R$ ,00³ 90% do valor do imóvel, limitado a R$ ,00. 9,5% a.a. 35 anos S.H Residencial Superior a R$ ,00³ ou financiamento superior a R$ ,00 90% do valor do imóvel. 10,50% a.a. 35 anos S.H - Comercial ² Comercial 70% do valor do imóvel. 12,28% a.a. 15 anos S.H. Residencial Ampliação Residencial (Ampliação) Mínimo de R$5.000,00-90% 12,00% a.a. 12 anos S.H. Residencial Reforma Residencial (Reforma) Mínimo de R$10.000,00-90% 12,00% a.a. 5 anos ¹ Valor constante da avaliação ou preço de compra e venda, o que for menor. ² IOF não é financiado (3%+0,38%) ³ Para SP, RJ, MG e DF, o valor de referência é de R$ ,00, conforme Resolução do Bacen nº (http://www.bcb.gov.br/pre/normativos/res/2013/pdf/res_4271_v1_o.pdf) Adicionalmente, oferecemos para pessoas jurídicas o Plano Empresário, para financiamento de atividades de incorporação imobiliária. A expansão do crédito imobiliário está diretamente atrelada ao cenário de estabilização da economia, aliado às mudanças importantes na legislação que permitiram uma redução dos riscos associados aos empreendimentos imobiliários, conferindo maior segurança às operações. No Plano Empresário, financiamos até 90% do custo da obra, com prazos para pagamento de 60 meses e juros que variam de 11,00% a 12,00% ao ano, acrescidos da variação da TR ao ano. O total das nossas operações de financiamento imobiliário expandiu 35,5% em 2011, perfazendo o valor de R$1.741,0 milhões no final do exercício, aumentou 29,0% em 2012, perfazendo o valor de R$2.245,9 milhões no final do exercício e cresceu 20,7% em 2013, alcançando R$2.710,9 milhões ao término do período. Segundo a regulamentação vigente do Banco Central aplicável a todos os agentes do SBPE, devemos aplicar, no mínimo, 65% da média da captação da caderneta de poupança em financiamentos imobiliários. Em 2013, concedemos financiamentos imobiliários que deveriam ser alocados para este fim no montante de R$1.046,3 milhões. No exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2013, o valor total sujeito a tal encaixe obrigatório era de R$3.790,6 milhões, estava aplicado em operações imobiliárias, R$3.922,9 milhões incluindo o valor de face dos créditos contra o FCVS, superando a exigibilidade mínima regulamentada. A receita das operações de financiamentos imobiliários no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2013 apresentou aumento de 19,5% em relação ao mesmo período de 2012, subindo de R$193,6 milhões para R$231,3 milhões. O percentual dos empréstimos em atraso acima de 60 dias com relação ao total da carteira de financiamento imobiliário, em 31 de dezembro de 2013, foi de 0,52%. Em 01 de dezembro de 2012 foi celebrado o Instrumento Particular de Cessão de Créditos e Outras Avenças ( Contrato de Cessão ), no qual o BANRISUL, credor dos Contratos de Financiamento, cedeu à CIBRASEC COMPANHIA BRASILEIRA DE SECURITIZAÇÃO os Créditos imobiliários oriundos destes contratos, no valor global de R$111,4 milhões, com coobrigação, ou seja, o BANRISUL continua com a administração e a cobrança destes créditos, efetuando repasse do montante de amortizações e juros recebidos dos mutuários à CIBRASEC. Esta operação foi vinculada à emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários ( CRI ). Em 31 de dezembro de 2013, a carteira cedida à CIBRASEC totalizou R$ 83,9 milhões. Em 31 de dezembro de 2013, detínhamos uma carteira de financiamento imobiliário de R$2.710,9 milhões, representando 10,2% de nossas operações de crédito. Financiamento Rural As aplicações dos recursos de crédito rural são direcionadas a todos os segmentos da agropecuária, abrangendo produtores rurais de pequeno, médio e grande porte - pessoas físicas - suas cooperativas e empresas ligadas. Participamos no fornecimento de crédito aos vários estágios da cadeia do agronegócio, tanto ao custeio como ao investimento, bem como financiando a comercialização e armazenamento da produção. Nossas linhas de financiamentos ao setor incluem: (i) financiamento dos custos de lavoura e criação de animais, (ii) antecipação de recebíveis e desconto de títulos, (iii) financiamento de armazenagem de produtos para comercialização posterior, (iv) programas de financiamentos através de repasses de recursos do BNDES/FINAME para aquisição de equipamentos e máquinas, realização de obras, construção de unidades de beneficiamento e infraestrutura e (v) programas de financiamentos através de repasse de recursos do BNDES no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar PRONAF e do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural PRONAMP, com condições favorecidas para estes segmentos de produtores, e financiamentos de investimentos da agricultura empresarial. 3 PÁGINA: 52 de 285

59 7.1 - Descrição das atividades do emissor e suas controladas Adicionalmente, temos produtos destinados especialmente para exposições e feiras das quais participamos, com os quais concedemos crédito para aquisição de animais, máquinas e equipamentos, de acordo com limites e parâmetros préaprovados. O objetivo destes critérios é propiciar rapidez na operação e a realização de negócios no próprio evento, e nestas modalidades é possível conceder financiamentos com recursos próprios ou repasses oriundos do BNDES/FINAME. No ano de 2013, foram realizadas operações de crédito rural, no volume total de R$1.588,3 milhões. Nos termos da regulamentação do Banco Central, o agente financeiro deve direcionar parte dos recursos que capta por meio de depósitos à vista e da poupança rural para o crédito rural e, deste total, percentuais destes recursos devem ser direcionados ao crédito para agricultura familiar - PRONAF, agricultura médio produtor PRONAMP, além de créditos a cooperativas. Nossas exigibilidades rurais, nesta data, apresentam-se próximas aos limites exigidos. No exercício social encerrado em 2013, o valor médio sujeito a encaixe obrigatório dos depósitos à vista, exigibilidade geral, foi de R$988,3 milhões, para os quais, a média aplicada esteve em R$989,1 milhões. A taxa de juros das operações desta categoria ficou no intervalo de 1,0 % a.a. 5,5% a.a. O valor médio sujeito a encaixe obrigatório dos recursos da poupança rural foi de R$319,7 milhões, dos quais, a média aplicada esteve em R$174,3 milhões. A taxa de juros das operações desta categoria variaram entre 9,5% a.a. 12,5% a.a. A projeção para o encerramento do período das exigibilidades em junho/2014 indica que ambas as exigibilidades serão cumpridas, com maior diligência na poupança rural. O saldo das operações de financiamento rural em nossa carteira, considerando àquelas realizadas com recursos próprios e repasses, apresentou expansão de 32,8% em 2011, onde, no final deste período detínhamos uma carteira de financiamentos rurais de R$1.705,1 milhões, em 2012 cresceu 6,3% totalizando R$1.811,9 milhões, e em 2013 ampliou 21,9%, totalizando R$2.209,5 milhões (inclui securitização). Deste total, R$1.454,6 milhões em operações com recursos próprios e R$754,9 milhões em operações de repasse. As receitas das operações de financiamentos rurais apresentaram redução de 16,2%, passando de R$124,0 milhões no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2012 para R$103,9 milhões no período correspondente de O percentual dos financiamentos em atraso acima de 60 dias com relação ao total da carteira com recursos próprios da exigibilidade rural, em 31 de dezembro 2013, era de 3,16%. Empréstimos ao Setor Público Oferecemos financiamentos de curto e longo prazo a entidades do setor público, exceto ao próprio Estado do Rio Grande do Sul, em observância às restrições existentes na Lei de Reforma Bancária. Os valores das operações e os tomadores dos recursos devem estar enquadrados no limite de contingenciamento de crédito ao setor público e conforme ordem de liberação da Secretaria do Tesouro Nacional. O total das nossas operações de crédito ao setor público, excluído o montante referente ao leasing, reduziu 3,9% em 2011, para R$118,5 milhões no final de tal exercício, apresentaram retração de 6,7% em 2012, para R$110,5 milhões no final de tal exercício, e registraram decréscimo de 11,8% em 2013 para R$97,5 milhões no final de tal exercício. Em 31 de dezembro de 2013, nossa carteira de crédito a entidades do setor público representava 0,4% de nossas operações de crédito. As receitas com estas operações reduziram 2,9%, para R$14,1 milhões, no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2013, comparado a R$14,5 milhões no período correspondente de Arrendamento Mercantil (Leasing) Oferecemos produtos de arrendamento mercantil na modalidade de leasing financeiro, com atuação no segmento da indústria, comércio, serviços e pessoas físicas, com foco em operações com veículos, máquinas, equipamentos e itens de informática. Nossos clientes nestas operações são, primordialmente, pessoas jurídicas, que respondem por 90,0% da carteira. O prazo mínimo de nossas operações de leasing é de 24 meses, e o prazo máximo varia caso a caso, inclusive em função do perfil do cliente, da natureza e vida útil fiscal do bem e do valor residual garantido negociado. A taxa média nas operações foi de 20,3% ao ano em 2011, de 19,2% ao ano em 2012 e de 16,2% ao ano em Em 31 de dezembro de 2013, possuíamos uma carteira de arrendamento mercantil com um saldo de recursos de R$77,0 milhões. O índice de operações em atraso há mais de 60 dias, naquela data, era de 2,98% do valor total de nossas operações de arrendamento mercantil. A receita das operações de arrendamento mercantil apresentou incremento de 1,4%, para R$13,2 milhões no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2013, comparado a R$13,0 milhões no período correspondente de PÁGINA: 53 de 285

60 7.1 - Descrição das atividades do emissor e suas controladas Sistema de Folhas de Pagamento Oferecemos aos nossos clientes do setor público e privado o serviço de transferência de valores para efetivação das suas folhas de pagamento de salários e benefícios. Buscamos agregar valor às nossas atividades nesta área, aproveitando as sinergias existentes com a concessão de crédito (especialmente crédito consignado, com desconto em folha) e oferecendo aos empregados públicos e privados aos quais fazemos os pagamentos a possibilidade de se tornarem nossos clientes e aproveitarem nossos demais serviços. Não auferimos receitas diretamente com esta atividade, que é utilizada como uma ferramenta para a captação e fidelização de clientes que demandam outros produtos e serviços bancários. Captação de Recursos Captamos recursos através da rede de agências por meio dos depósitos de nossos clientes e através de emissão de dívida e de letras financeiras e de crédito imobiliário. Oferecemos aos nossos clientes diversas modalidades de CDBs para atender ao perfil de cada investidor, além das modalidades de poupança: tradicional, programada e integrada. O saldo captado em depósitos alcançou R$30.644,6 milhões, dos quais 65,0% em depósitos a prazo, 22,8% em depósitos de poupança, 11,1% em depósitos a vista e 1,1% em outros depósitos. O saldo de depósitos totais apresentou incremento de 14,6% em 2013, comparado aos R$27.746,4 milhões do exercício social encerrado em 31 de dezembro de Os depósitos a prazo alcançaram, em dezembro de 2013, saldo de R$19.904,0 milhões com incremento de 16,5% ou R$2.813,9 milhões em relação a dezembro de Esse tipo de depósito é o principal instrumento de captação do Banco e é realizado com pessoas físicas e jurídicas, nas modalidades de encargos pós e pré-fixados, os quais correspondem a 94,3% e 5,7% do total da carteira, respectivamente. Os depósitos de poupança somaram R$6.991,0 milhões ao final de dezembro de 2013, com crescimento de 19,8% ou R$1.154,7 milhões na comparação com dezembro de Os depósitos à vista alcançaram em dezembro de 2013 R$3.397,8 milhões com retração de 0,1% ou R$2,6 milhões na comparação com dezembro de Em 2012, fizemos a primeira emissão de dívida no mercado internacional, colocando em duas tranches o valor total de U$S775 milhões em notas subordinadas, para compor o capital de nível II do Banco. As dívidas subordinadas totalizaram R$1.861,5 milhões ao final de dezembro de 2013, com crescimento de R$703,2 milhões na comparação com dezembro de Os recursos em letras alcançaram R$2.505,9 milhões em dezembro de 2013, com aumento de R$2.190,5 milhões na comparação com dezembro de Em agosto de 2013, o Banrisul concluiu a primeira emissão de letras financeiras, no valor total de R$1.600,0 milhões. A emissão foi realizada em três séries: a 1ª no montante de R$700,00 milhões e prazo de dois anos, a 2ª de R$870,00 milhões e prazo de três anos, e a 3ª de R$30,00 milhões e prazo de quatro anos. A operação representou um melhor posicionamento do Banco no mercado de renda fixa, além de oportunizar futuras operações com prazos mais alongados. Banricompras, Rede de Adquirência e Cartões de Crédito e Débito e Banrisul Cartões Rede de Adquirência e Banricompras Cartão de Débito A Rede Banricompras, um ano após a aquisição do status de multibandeira, segue em plena expansão. Ao final de 2013, contava com 139 mil estabelecimentos credenciados, nos quais foram realizadas 141,2 milhões de operações via Rede Banricompras, que resultaram em uma movimentação de R$10.550,2 milhões. O esforço de credenciamento de lojistas compôs igualmente a estratégia de expansão do canal e da utilização do cartão Banricompras. Nesse sentido, diversas ações comerciais e convênios com associações e profissionais liberais vêm sendo firmadas nos últimos anos. Além disso, a Rede Banricompras, em parceria com a empresa PAX e com apoio da VISA, lançou a primeira solução para pagamento móvel com smartphone ou tablet, que possibilita à Rede multibandeira Banricompras ampliar a atuação nos mercados de profissionais autônomos. No que se refere ao cartão de débito, os cartões com a bandeira Banricompras são exclusivos e gratuitos aos clientes Banrisul, que utilizam o cartão de conta corrente para efetuar o pagamento de suas compras em estabelecimentos credenciados, pagando à vista ou de forma pré-datada e parcelada, sem cobrança de juros ou anuidade, com o diferencial de segurança associado à utilização de cartão com chip. Em 2013, as operações com a bandeira Banricompras totalizaram R$7.299,8 milhões, somando 93,5 milhões de transações, respectivamente, 15,4% e 9,6% acima do realizado em PÁGINA: 54 de 285

61 7.1 - Descrição das atividades do emissor e suas controladas Nos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2011, 2012 e 2013 nossas receitas diretas com tarifas envolvendo o Banricompras foram de R$101,8 milhões, R$113,2 milhões e R$135,9 milhões, respectivamente. No que se refere à atividade de adquirência de forma geral, no final do ano de 2013 as operações da Rede de Adquirência do Banrisul foram incorporadas à Banrisul Cartões S.A. Cartões de Crédito Operamos cartões diretamente com as bandeiras Visa e Mastercard e somos responsáveis por todo o processo de administração, incluindo faturamento e liquidação financeira dos cartões. Oferecemos modalidade de cartão de crédito com consignação e desconto em folha de pagamento. A ampliação da base de cartões consignado também foi trabalhada pela efetivação de convênios com prefeituras, órgãos da administração estadual, fundações e instituições, abrangendo pacotes especiais de operações aos servidores. Em 31 de dezembro de 2013, tínhamos 592 mil cartões de crédito emitidos (comparados com 548 mil em 31 de dezembro de 2012 e 424,5 mil em 31 de dezembro de 2011). O volume das transações realizadas com cartões de crédito atingiu o montante de R$2,2 bilhões no ano de 2013, em 25,0 milhões de transações no período. Nos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2011, 2012 e 2013, nossa receita de tarifas de cartões de crédito foi de R$9,7 milhões, R$12,7 milhões e R$17,5 milhões respectivamente. Nos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2011, 2012 e 2013, as outras receitas de cartão de crédito (receitas de juros com operações de cartões de crédito e intercâmbio, especialmente) foram de R$72,0 milhões e R$89,8 milhões, R$105,1 milhões respectivamente. Banrisul Cartões Complementarmente aos produtos destinados a pessoas jurídicas, oferecemos aos nossos clientes corporativos serviço de administração de tíquete-refeição e tíquete-alimentação, na modalidade cartão, além de cartão combustível, cartão presente, linha private label e gestão de frotas. Em outubro 2013, a Banrisul Serviços, especializada na administração de vouchers, integrou às suas atividades as operações da Rede de Adquirência Banrisul. A reorganização administrativa e operacional implicou na alteração do objeto e razão social da Empresa, que passou a chamar-se Banrisul Cartões S.A.. Com a reestruturação, os processos são otimizados, ampliando a força estratégica dos negócios com vouchers e adquirência. No segmento de vouchers, a linha de produtos ganhou nova identidade visual, passando a se chamar BanriCard, marca já utilizada nos novos produtos lançados: cartão Vale Cultura e cartão Desenvolvimento Rural. Ao final de 2013, a Empresa contava com mais de 652 mil usuários, 8,5 mil empresas conveniadas e mais de 79 mil pontos credenciados. Nos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2012 e 2013, a receita operacional líquida da Banrisul Cartões foi de R$30,5 milhões e R$71,6 milhões, respectivamente. O lucro líquido da Banrisul Cartões alcançou R$41,1 milhões em 2013, contemplando, nos últimos dois meses, a operação da rede de adquirência. Administração de Consórcios Atuamos, por meio de nossa controlada Banrisul Consórcios, no ramo de administração de consórcios para pessoas físicas e jurídicas, para aquisição de imóveis, automóveis, tratores, caminhões e motocicletas, inclusive para pessoas que não sejam nossos correntistas. Em 31 de dezembro de 2013, administrávamos consorciados ativos, com uma carteira de R$1,4 bilhão. Nesta atividade, auferimos receita por meio da cobrança de taxa de administração dos grupos, que variam de 12% a 18% ao período. Nos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2011, 2012 e 2013, nossa receita direta com administração de consórcios foi de R$15,7 milhões, R$21,8 milhões e R$28,7 milhões, respectivamente. Negócios Internacionais e Câmbio Estamos autorizados pelo Banco Central a operar no mercado de câmbio. Nossos principais clientes nesta área são grandes e médias empresas, inclusive no setor rural. Para tanto, oferecemos produtos nas áreas de (i) financiamento à exportação (incluindo Adiantamento sobre Contrato de Câmbio e Adiantamento sobre Cambiais Entregues e PPE); (ii) prestação de garantias em operações internacionais (carta de crédito de importação) com o recebimento de contra 6 PÁGINA: 55 de 285

62 7.1 - Descrição das atividades do emissor e suas controladas garantias no Brasil, (iii) financiamento a importação (FINIMP), e (iv) repasse de recursos captados em linhas no exterior (Resolução 3844, extinta Resolução 2770). As condições nas operações de câmbio, inclusive prazos, taxas de juros e custos de comissões são negociadas caso a caso, conforme características da operação e perfil do cliente. Também efetuamos operações de remessas do e para o exterior e câmbio manual. Nossa carteira de câmbio registrou a movimentação, volume anual de contratações, conforme tabela abaixo: Tipo (em milhões de US$) (em milhões de US$) (em milhões de US$) Exportações 1.004, , ,9 ACC e ACE (i) 524,3 546,1 501,9 Importações Prontas 944,5 789,7 863,0 Carta Crédito Importação 186,2 180,1 162,8 Finimp 205,1 163,8 214,9 Financeiros (Tipo 03 e 04) 365,1 533,0 625,1 (i) ACC e ACE incluídos no item Exportações Administração de Recursos de Terceiros Ao final do ano de 2013, o Banrisul administrava 40 fundos de investimento, sendo 23 fundos de renda fixa, 7 fundos de investimento em ações, 1 fundo multimercado, 1 fundo referenciado DI e 8 fundos exclusivos com relações risco-retorno adequadas aos perfis dos investidores e elevados níveis de controle. Adicionalmente, o Banco administrava, ainda, 1 fundo de aposentadoria programada individual e 2 carteiras de investimentos. Em 31 de dezembro de 2013, os recursos administrados provinham, prioritariamente, do segmento do varejo, divididos conforme segue: 25,8% de pessoas físicas, 28,0% de pessoas jurídicas e 46,1% do setor público. O volume total de recursos de terceiros administrados foi de R$6.638,3 milhões em 31 de dezembro de 2011, R$7.138,2 milhões em 31 de dezembro de 2012, e R$7.408,2 milhões em 31 de dezembro de 2013 representando um aumento de 9,9%, 7,5% e 3,8%, respectivamente, nos períodos. A taxa de administração média cobrada nos nossos fundos de investimentos foi, em 2013, de aproximadamente 1,01% (0,93% ). Nos exercícios terminados em 31 de dezembro de 2011, 2012 e 2013, recebemos, respectivamente, R$64,0 milhões, R$67,6 milhões e R$71,5 milhões em taxas de administração (incluindo os Clubes de Investimento). Em 2004, atendendo ao que determina a Instrução CVM nº 409, de 18 de agosto de 2004, foi criada a Diretoria de Administração de Recursos de Terceiros, exclusivamente dedicada à administração de carteiras de valores mobiliários. A criação da Diretoria de Administração de Recursos de Terceiros formalizou o conceito de Chinese Wall, uma vez que conferiu segregação entre as áreas de gestão de recursos de terceiros e de gestão dos recursos próprios, desempenhada pela Diretoria Financeira. Operações de Tesouraria As adequadas estratégias de tesouraria e gestão da liquidez geram valor e estabilidade nos resultados financeiros e contribuem para manutenção da solidez, rentabilidade e eficiência da Instituição. No Banrisul obtém-se uma parte importante das receitas operacionais através das operações de tesouraria, buscando assegurar o equilíbrio entre ativos negociáveis e passivos exigíveis considerando as diferentes moedas, taxas, indexadores e prazos das operações. Os Títulos e Valores Mobiliários do Banrisul estão classificados nas categorias para negociação, mantidos até o vencimento e disponíveis para venda, de acordo com a política de investimentos e a capacidade financeira da Instituição. Em dezembro de 2013, atingimos um total de R$ ,6 milhões em títulos e valores mobiliários, composta quase inteiramente por títulos do Governo Federal, e R$ 527,8 milhões de aplicações interfinanceiras de liquidez, na carteira consolidada de investimentos. A receita referente a títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos totalizou R$1.250,1 milhões, R$1.288,1 milhões e R$1.441,2 milhões nos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2011, 2012 e 2013, respectivamente. A tabela a seguir demonstra a classificação da carteira de títulos negociados em 31 de dezembro de 2011, 2012 e 2013: Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (em R$ milhões) (em R$ milhões) (em R$ milhões) Títulos para negociação 2.116, , ,3 Títulos disponíveis para venda 1.296, ,7 878,9 Títulos mantidos até o vencimento 6312, , ,7 Instrumentos Financeiros Derivativos - 242,3 315,7 Total 9.725, , ,6 7 PÁGINA: 56 de 285

63 7.1 - Descrição das atividades do emissor e suas controladas Aplicações Interfinanceiras de Liquidez (em R$ milhões) (em R$ milhões) (em R$ milhões) Aplicações no Mercado Aberto 2.572, ,5 398,2 Aplicações em Depósitos Interfinanceiros 113,4 52,9 129,6 Total 2.686, ,4 527,8 Agente Financeiro do Estado do Rio Grande do Sul e de seus Municípios Atuamos como agente financeiro do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, centralizando a administração das receitas e despesas do orçamento do Estado, por meio do recolhimento de tributos estaduais, da execução de repasses de recursos aos municípios do Estado, do serviço de folha de pagamento aos servidores e pagamento de fornecedores. O valor auferido com receitas na prestação de serviços de arrecadação de tributos e impostos ao setor público, inclusive federal, no ano de 2013, foi de R$27,0 milhões. A prestação desses serviços oportuniza a ampliação de negócios junto a entidades públicas, servidores federais, estaduais e municipais e, ainda, junto a pessoas físicas e jurídicas do segmento privado. Tributos Estaduais Somos responsáveis pela arrecadação do ICMS e IPVA para o Estado do Rio Grande do Sul, bem como pelo repasse dos valores aos municípios, de acordo com a legislação vigente. A tabela a seguir apresenta os valores de ICMS e IPVA arrecadados pelo Banrisul nos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2011, 2012 e Em 31 de dezembro (em R$ bilhões) Total de ICMS e IPVA arrecadado 18,1 19,5 21,3 Total de repasses aos municípios 3,7 4,0 4,6 Serviços de Folha de Pagamento para o Setor Público Durante o ano de 2013, efetivamos em média, mensalmente, o crédito de folhas de pagamento a servidores públicos, assim distribuídos por esfera: estadual, municipal e federal. Desde janeiro de 2010, o Banrisul possui a preferência para o pagamento de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Rio Grande do Sul, além de estar habilitado para pagamento nos municípios onde possui agências no restante do País. No decorrer de 2013, o Banrisul efetuou o pagamento a mais de 378 mil novos beneficiários do INSS, que agora contam com produtos diferenciados como o cartão Banricompras, o que possibilita a utilização em milhares de estabelecimentos conveniados no País. A satisfação e a fidelização dos clientes servidores públicos e beneficiários do INSS é busca constante do Banrisul. Serviço de Arrecadação para Municípios Realizamos a cobrança dos tributos devidos a municípios, entes da administração pública indireta, e concessionárias de água e esgoto, sobretudo no Estado do Rio Grande do Sul, colocando à disposição a rede de agências, meios de autoatendimento (Banrifone, Internet e Caixas Eletrônicos) e correspondentes bancários conveniados. Possibilitamos, ainda, o pagamento por meio de débito em conta corrente, desde que autorizado pelo contribuinte. Arrecadamos R$1,3 bilhão dos impostos e taxas municipais das prefeituras gaúchas no exercício de Setor Público Estadual O Banrisul, na condição de agente financeiro do Estado, atua como efetivo parceiro do governo na implementação de políticas, projetos e programas socioeconômicos voltados para o desenvolvimento regional. Ao longo dos últimos anos, a Instituição intensificou vínculos com as entidades do setor, através da participação em programas e da efetivação de convênios. 8 PÁGINA: 57 de 285

64 7.1 - Descrição das atividades do emissor e suas controladas Em 2013, com o objetivo de aperfeiçoar o atendimento aos servidores do Poder Judiciário, o Banco inaugurou as agências Palácio da Justiça e Tribunal de Justiça. Ao final de 2013, o Portal Fornecedores RS, lançado em maio de 2013, já havia disponibilizado cerca de R$5,8 milhões em antecipações de recebíveis para as empresas fornecedoras de produtos e serviços ao Banrisul e suas coligadas e Empresas Públicas Estaduais. Ao longo de 2013, foram realizadas atualizações cadastrais de servidores inativos e detentores de pensão da Administração Direta do Poder Executivo junto ao Banrisul. Setor Público Municipal O foco junto ao segmento municipal está na oferta de produtos e serviços, principalmente nas soluções de gestão, com o objetivo de reduzir os custos operacionais para os municípios. No ano de 2013, foi trabalhada a ampliação da base de convênios consignados e incentivada a portabilidade da folha de pagamento dos servidores públicos que recebem seus proventos em outras instituições financeiras. O direcionamento comercial do Banco focou na renovação dos contratos de arrecadação de tributos, motivado pela proximidade do final do ano e pela necessidade dos clientes em definir e organizar as ações de cobrança para o IPTU e ISSQN de Depósitos Judiciais Em abril de 2004, foi sancionada a Lei Estadual alterada pela Lei /2006, mediante a qual o Banrisul, quando solicitado, deverá disponibilizar ao Estado do Rio Grande do Sul até 85% dos depósitos judiciais efetuados por terceiros junto ao Banrisul (excetuando-se aqueles cuja parte litigante seja Município). A parcela não disponibilizada deverá constituir fundo de reserva destinado a garantir a restituição dos referidos depósitos judiciais. Em 31 de dezembro de 2013, o montante de depósitos judiciais efetuados por terceiros no Banrisul, atualizado pela variação da TR acrescida de juros de 6,17% a.a. até a data do balanço totalizava R$ mil ( R$ mil), do qual R$ mil ( R$ mil) foi transferido para o Estado, mediante sua solicitação, e baixado das respectivas contas patrimoniais. O saldo remanescente, que constitui a disponibilidade do fundo anteriormente mencionado, administrado pelo Banrisul, está registrado na rubrica Obrigações para Fundos Financeiros e de Desenvolvimento. Nos exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2011, 2012 e 2013, nossas receitas com a centralização de depósitos judiciais do Fundo de Reserva Judicial foram de R$25,7 milhões, R$14,1 milhões e R$14,9 milhões, respectivamente. Esta receita com a centralização é apurada mensalmente e refere-se a 10% da diferença entre o custo de remuneração pago aos depositantes e a receita produzida pela carteira de R$ mil dos depósitos judiciais, calculada com base na taxa SELIC. Distribuição de Seguros, Previdência Privada e Plano de Capitalização Atuamos como distribuidor de seguros, por meio de parcerias comerciais com as seguradoras Ace Seguros, HDI Seguros, Icatu Seguros e SulAmérica Seguros. O portfólio de produtos visa atender as necessidades de proteção dos clientes pessoas físicas e pessoas jurídicas, nos ramos vida e patrimonial. Em 2013, fortalecemos nossa estratégia de incentivar a comercialização de seguros massificados junto à base de clientes do banco, por meio de lançamento de novos produtos e abertura de novos canais de distribuição, buscando atender as necessidades de proteção dos nossos clientes e disponibilizar produtos com maior valor agregado, mais ágeis e contratação simplificada. Ingressamos no segmento de previdência privada com o lançamento dos produtos BanrisulPrev, BanrisulPrev Afinidade e BanrisulPrev Minha Previdência. No ramo de seguros de pessoas foram lançados os seguros Proteção Premiável, AP Premiável Mais, Fácil Mais e Vida Empresarial Mais. No ramo patrimonial iniciou-se a distribuição dos seguros Lar Protegido e Empresa Protegida. A abertura de novos canais de comercialização ocorreu por meio do início da comercialização de seguro de vida nos Correspondentes de Negócios e pelo Canal Telemarketing Ativo. A emissão de prêmios de seguros e contribuições de capitalização e previdência atingiu R$441,9 milhões, frente a R$ 320,6 milhões em 2012, evoluindo 37,8%. Os prêmios de seguros representaram 50,8% desse montante, com crescimento de 88,0% em relação ao ano anterior. Esse faturamento possibilitou que fossem geradas receitas de R$85,1 milhões, crescimento de 46,0% em relação a O Banrisul encerrou o ano com 1, 5 milhão de operações ativas de seguros, previdência e capitalização. 9 PÁGINA: 58 de 285

65 7.2 - Informações sobre segmentos operacionais 7.2 Segmentos Operacionais divulgados nas últimas demonstrações financeiras de encerramento de exercício social ou nas demonstrações financeiras consolidadas a. Produtos e serviços comercializados, e b. Receita proveniente do segmento e sua participação na receita líquida da Companhia A Administração do Banrisul trata os segmentos Varejo, Corporativo, Consignado Correspondentes e Tesouraria como segmentos operacionais distintos. A avaliação dos negócios é gerida de forma segmentada, a partir de relatórios específicos utilizados para a tomada de decisões estratégicas, revisadas periodicamente pela Diretoria. O segmento Varejo engloba um conjunto de serviços bancários, captações da rede de agências e operações de crédito direcionadas à base de clientes pessoas físicas e pessoas jurídicas, entre elas microempresas e empresas de pequeno e médio porte. O Banrisul dispõe de métricas detalhadas por agência que subsidiam a tomada de decisões nesse segmento. A atribuição de pontuação nas metas direcionada a alocação e captação de recursos. O segmento Consignado Correspondentes responde pela originação de crédito consignado em canal específico, fora da rede Banrisul. A aquisição de parte do capital social da promotora de vendas Bem-Vindo Banrisul Serviços Financeiros, em março de 2012, agregou ao Banco a possibilidade de expandir sua área geográfica de atuação, alcançando outras regiões do País. A originação de crédito consignado fora da rede Banrisul já representa 14,7% do total de operações de varejo registradas com clientes e não correntistas, requisitando, portanto, de políticas de concessão e controle específicas, constituindo-se em objeto de avaliação segmentada do ponto de vista da gestão. O segmento Corporativo é responsável pela gestão de produtos e serviços vinculados à captação de recursos e às operações de crédito comerciais, de longo prazo, rurais, habitacionais e de câmbio, focado no atendimento a órgãos e instituições públicas de governos e empresas de grande porte. A atuação do Banrisul no segmento Corporativo está focada no aproveitamento de oportunidades de mercado por meio de operações com as próprias entidades, como folha de pagamento, cobrança e outros serviços, bem como no aprofundamento do relacionamento comercial com os empregados dessas corporações, ampliando as operações do segmento Varejo. O segmento de Tesouraria é responsável pelo gerenciamento e controle de fluxo de caixa do Banrisul e pela administração da carteira própria de ativos financeiros do Banrisul. As políticas contábeis dos segmentos operacionais são as mesmas que aquelas descritas no sumário de políticas contábeis significativas. As receitas com prestação de serviços, as despesas gerais e administrativas, as perdas com ativos financeiros e o imposto de renda são monitorados centralmente e, portanto, não foram alocados em segmentos. As receitas e despesas com juros e similares por segmento de negócios para os anos de 2013, 2012 e 2011 estão descritas a seguir: R$ Milhões 31 de Dezembro de 2013 Receitas com Juros e similares Despesas com Juros e similares RECEITA LÍQUIDA DE JUROS ATIVO PASSIVO Varejo % Corporativo % Consignado % Tesouraria % Outros Correspondentes 3.153,8 50,6% 945,4 15,2% 276,0 4,4% 1.760,6 28,2% 97,0 1,6% 6.232, ,1 47,7% -436,3 14,2% ,8 37,4% -21,7 0,7% , ,7 53,4% 509,2 16,1% 276,0 8,8% 608,8 19,3% 75,2 2,4% 3.154, ,8 26,3% 9.570,9 17,7% 2.449,3 4,5% ,3 47,3% 2.276,7 4,2% , ,8 52,1% 6.929,0 14,2% ,6 26,4% 3.539,6 7,3% ,0 % Total Receitas com Juros e similares Despesas com Juros e similares RECEITA LÍQUIDA DE JUROS ATIVO PASSIVO *Reapresentado Varejo % Corporativo % 31 de Dezembro de 2012* Consignado Correspondentes % Tesouraria % Outros % Total R$ Milhões 3.375,2 56,5% 976,6 16,3% 147,6 2,5% 1.379,4 23,1% 95,2 1,6% 5.974, ,6 51,1% -332,6 13,3% ,6 34,8% -21,8 0,9% , ,5 60,4% 644,0 18,6% 147,6 4,3% 507,8 14,6% 73,5 2,1% 3.466, ,7 28,0% 8.978,0 18,9% 1.674,9 3,5% ,0 45,5% 1.939,1 4,1% , ,4 51,2% 6.642,4 15,5% ,4 26,0% 3.076,8 7,2% ,9 PÁGINA: 59 de 285

66 7.2 - Informações sobre segmentos operacionais 31 de Dezembro de 2011 Varejo % Corporativo % Tesouraria % Outros % Total R$ Milhões Receitas com Juros e similares Despesas com Juros e similares RECEITA LÍQUIDA DE JUROS ATIVO PASSIVO 3.522,8 59,0% 976,6 16,3% 1.379,4 23,1% 95,2 1,6% 5.974, ,6 51,1% -332,6 13,3% -871,6 34,8% -21,8 0,9% , ,1 64,7% 644,0 18,6% 507,8 14,6% 73,5 2,1% 3.466, ,6 31,7% 8.978,0 18,9% ,0 45,7% 1.766,1 3,7% , ,4 51,7% 6.642,4 15,7% 9.191,5 21,7% 4.576,0 10,8% ,3 c. Lucro ou prejuízo resultante do segmento e sua participação no lucro líquido da Companhia A Instituição não aloca o lucro dentre os segmentos. 2 PÁGINA: 60 de 285

67 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais 7.3 Produtos e serviços que correspondem aos segmentos operacionais divulgados no item 7.2 a. Características do processo de produção b. Características do processo de distribuição Informação contida no item 7.2.a e 7.2.b c. Características dos mercados de atuação, em especial: i. participação em cada um dos mercados ii. condições de competição nos mercados A participação da Instituição no mercado do Rio Grande do Sul e do Brasil é acompanhada periodicamente, entretanto, não é segmentada em varejo, corporate e tesouraria. d. Eventual sazonalidade e. Principais insumos e matérias primas: i. descrição das relações mantidas com fornecedores, inclusive se estão sujeitas a controle ou regulamentação governamental, com indicação dos órgãos e da respectiva legislação aplicável ii. eventual dependência de poucos fornecedores iii. eventual volatilidade em seus preços Em relação aos itens 7.3.d e 7.3.e, não se aplica à Instituição. PÁGINA: 61 de 285

68 7.4 - Clientes responsáveis por mais de 10% da receita líquida total 7.4 Clientes responsáveis por mais de 10% da receita líquida total da Companhia O Banco não possui cliente que represente 10% ou mais da receita do exercício com juros e similares. PÁGINA: 62 de 285

69 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades 7.5 Efeitos relevantes da regulação estatal sobre as atividades da Companhia a. Necessidade de autorizações governamentais para o exercício das atividades e histórico de relação com a administração pública para obtenção de tais autorizações A estrutura básica do Sistema Financeiro Nacional foi estabelecida pela Lei n.º 4.595, de 31 de dezembro de 1964, ou Lei da Reforma Bancária. A Lei da Reforma Bancária criou o CMN e o Banco Central do Brasil, atribuindo a este último o poder para emitir moeda e exercer o controle sobre o crédito. O Sistema Financeiro Nacional é composto pelos seguintes órgãos reguladores e supervisores: Órgãos reguladores: CMN Conselho Monetário Nacional; CNSP Conselho Nacional de Seguros Privados; CNPC Conselho Nacional de Previdência Complementar; Órgãos supervisores: BACEN - Banco Central do Brasil; CVM Comissão de Valores Mobiliários; Susep Superintendência de Seguros Privados; PREVIC Superintendência Nacional de Previdência Complementar. O CMN, o BACEN e a CVM regulam e supervisionam os mercados bancário e de capitais do País. O CNSP e a SUSEP regulam e supervisionam o mercado de seguros, capitalização e previdência complementar aberta, o qual, com relação às regras para investimentos, também observa as normas do CMN. O CNPC e a PREVIC regulam e supervisionam os fundos de pensão, que são entidades fechadas de previdência complementar. Conselho Monetário Nacional O CMN é o órgão máximo do Sistema Financeiro Nacional, responsável pela formulação das políticas monetária e creditícia, visando ao desenvolvimento econômico e social do País. Suas políticas têm como objetivos principais, dentre outros: adaptar o volume dos meios de pagamento às necessidades da economia nacional; regular o valor interno da moeda; regular o valor externo da moeda e o equilíbrio no balanço de pagamento do País; orientar a aplicação de recursos das instituições financeiras; propiciar o aperfeiçoamento das instituições e instrumentos financeiros; zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras; coordenar as políticas monetárias, creditícia, orçamentária, fiscal e da dívida pública; e definir a política a ser observada na organização e no funcionamento do mercado de valores mobiliários brasileiro. O Ministro da Fazenda ocupa a presidência do CMN, o qual é composto também pelo Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão e pelo Presidente do Banco Central do Brasil. Banco Central do Brasil A Lei da Reforma Bancária conferiu poderes ao Banco Central do Brasil para implementar as políticas monetárias e de crédito estabelecidas pelo CMN, bem como fiscalizar as instituições financeiras dos setores público e privado, aplicandolhes, quando necessário, as penalidades previstas em lei. De acordo com a Lei da Reforma Bancária, o Banco Central é também o responsável, dentre outras atividades, por exercer o controle do crédito e dos capitais estrangeiros, receber recolhimentos compulsórios e depósitos voluntários à vista das instituições financeiras, realizar operações de redesconto e empréstimos a instituições financeiras bancárias, além de exercer a função de depositário das reservas oficiais de ouro e moeda estrangeira e de direitos especiais de saque. Ao Banco Central compete, ainda, controlar e aprovar o funcionamento, transferência de controle e reorganização societária das instituições financeiras. O Presidente do Banco Central é nomeado pelo Presidente da República, sujeito à ratificação do Senado Federal, para exercício do cargo por tempo indeterminado. CVM A CVM é o órgão responsável pela implementação da política do CMN no que diz respeito ao mercado de valores mobiliários, sendo a autarquia competente para regulamentar, desenvolver, controlar e fiscalizar esse mercado, em estrita observância à Lei do Mercado de Capitais e à Lei das Sociedades por Ações. Com sede e foro na Cidade do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro e jurisdição em todo território nacional, a CVM é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda. É dotada de autoridade administrativa independente e possui personalidade jurídica e patrimônio próprios. PÁGINA: 63 de 285

70 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades Compete à CVM, dentre outras atividades, regulamentar a fiscalização e inspeção das companhias abertas, a negociação e intermediação nos mercados de valores mobiliários, a organização, funcionamento e operação das bolsas de valores e a administração de carteiras e custódia de valores mobiliários. De acordo com a Lei n.º , de 31 de outubro de 2001, a regulação e supervisão dos fundos financeiros e de investimentos (originalmente regulados e supervisionados pelo Banco Central) foram transferidas à CVM. A CVM é administrada por um Presidente e quatro Diretores, indicados pelo Presidente da República dentre pessoas de ilibada reputação e reconhecida competência em matéria de mercado de capitais, nomeados após aprovação do Senado Federal. O mandato dos dirigentes da CVM é de cinco anos, vedada a recondução, devendo ser renovado, a cada ano, um quinto dos membros do Colegiado. Investimentos Estrangeiros Bancos Estrangeiros A Constituição Federal do Brasil proíbe as instituições financeiras estrangeiras de abrirem filiais no Brasil, exceto quando do interesse do Governo brasileiro e mediante autorização do Presidente da República e do Banco Central. Investimentos Estrangeiros em Instituições Financeiras Brasileiras As pessoas físicas e jurídicas residentes ou domiciliadas no exterior podem investir no capital votante de instituições financeiras, mediante autorização específica do Banco Central e, conforme o caso, do Presidente da República. No entanto, os investidores estrangeiros, sem autorização específica e desde que em negociação pública, podem adquirir ações sem direito a voto emitidas por instituições financeiras brasileiras ou, ainda, recibos de depósitos de valores mobiliários (depositary receipts), representando ações sem direito a voto, que sejam distribuídos no exterior. Regulamentação Aplicável à Indústria Bancária Brasileira Encontram-se abaixo as principais normas do Sistema Financeiro Nacional, aplicáveis às instituições financeiras brasileiras. Reforma legislativa do Sistema Financeiro Nacional Emenda à Constituição Federal Em 29 de maio de 2003, foi promulgada a Emenda Constitucional n.º 40 para substituir as previsões constitucionais restritivas então existentes por uma permissão geral para que o sistema financeiro brasileiro seja regulamentado por leis complementares. A promulgação dessa Emenda Constitucional permitiu ao legislador focar mais especificamente nas diferentes matérias que afetam a regulamentação do sistema financeiro, o que deverá conduzir à maior eficiência nesse sistema. A partir dessa Emenda, o Congresso brasileiro pode votar diversas leis relacionadas à regulamentação do sistema financeiro, o que não poderia ocorrer se não fosse pela aprovação da referida emenda constitucional. Estrutura Societária As instituições financeiras, salvo exceções devidamente previstas em lei, devem ser constituídas sob a forma de sociedades por ações, estando, desta maneira, sujeitas ao disposto na Lei das Sociedades por Ações, na regulamentação editada pelo CMN e pelo Banco Central e à fiscalização da CVM, caso sejam registradas como companhia aberta. O capital social das instituições financeiras pode ser dividido em ações com ou sem direito a voto, sendo que as ações sem direito a voto não podem ultrapassar 50% das ações emitidas. Restrições e Limitações Gerais Impostas às Instituições Financeiras As atividades exercidas pelas instituições financeiras estão sujeitas a uma série de limitações e restrições. Em linhas gerais, tais limitações e restrições se referem à concessão de crédito, concentração de risco, investimentos, operações compromissadas, empréstimo e negociação de moeda estrangeira, administração de recursos de terceiros, microcrédito e crédito consignado. As principais restrições e limitações impostas às instituições financeiras são as seguintes: as instituições financeiras somente poderão funcionar no Brasil mediante autorização prévia do Banco Central, bem como decreto do Poder Executivo, quando forem estrangeiras; é vedado às instituições financeiras adquirir bens imóveis, não destinados a uso próprio, salvo quando recebidos em liquidação de empréstimos de difícil ou duvidosa solução, caso em que deverão vendê-los dentro do prazo máximo de um ano, a contar do recebimento, exceto se o Banco Central autorizar a extensão do prazo; 2 PÁGINA: 64 de 285

71 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades é vedado às instituições financeiras conceder empréstimos ou adiantamentos às pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital social com mais de 10,0%, salvo em determinadas circunstâncias específicas, mediante autorização do Banco Central; é vedado às instituições financeiras conceder empréstimos ou adiantamentos às pessoas jurídicas de cujo capital social participem com mais de 10,0%; é vedado às instituições financeiras conceder empréstimos ou adiantamentos às pessoas jurídicas de cujo capital social qualquer de seus diretores ou administradores (bem como seus cônjuges e respectivos parentes, até o segundo grau) participem com mais de 10,0%; é vedado às instituições financeiras realizar operações compromissadas, ou seja, envolvendo ativos que são vendidos ou comprados com base na ocorrência de algumas condições específicas, superiores ao montante correspondente a 30 vezes o seu Patrimônio de Referência; a administração de recursos de terceiros deve ser feita de forma segregada das demais atividades, atendendo às regras impostas pela Instrução CVM n.º 409, de 18 de agosto de 2004, conforme alterada; o valor do capital social e do patrimônio líquido das instituições financeiras deve sempre ser compatível com as regras de capital social e capitalização mínima impostas pelo Banco Central para cada tipo de instituição financeira; o total de recursos aplicados no ativo permanente das instituições financeiras não pode ultrapassar 50,0% do valor do Patrimônio de Referência ajustado; as instituições financeiras devem permanentemente, manter montantes de PR, de Nível I e de Capital Principal em valores superiores aos requerimentos mínimos estabelecidos na Resolução 4.193/13, arts. 4º, 5º e 6º ; e a exposição das instituições financeiras brasileiras e suas coligadas em relação a ativos e passivos sujeitos à flutuação de moeda estrangeira e do ouro não pode superar 30,0% do Patrimônio de Referência. Ressalte-se que as restrições relativas a operações com afiliadas não se aplicam a operações celebradas com instituições financeiras no mercado interbancário. Contingenciamento de crédito ao setor público De acordo com a Resolução CMN n.º 2.827/01 e posteriores alterações, o montante de operações de crédito concedido por uma determinada instituição financeira a entidades do setor público não pode ultrapassar 45% do seu Patrimônio de Referência (PR), excetuando-se determinadas operações, tais como empréstimos a Centrais Elétricas Brasileiras S/A Eletrobrás e Petrobrás Transporte S.A., e operações com garantia formal do Tesouro Nacional. Não há limitação de juros pré-estabelecida na concessão dos referidos empréstimos. Ademais, estamos impedidos de conceder empréstimos a entes públicos inadimplentes com qualquer instituição financeira ou que apresentem pendências com o Sistema de Registro de Operações com o Setor Público CADIP. Ainda, por força da Lei de Responsabilidade Fiscal, todos os contratos de empréstimo celebrados por ente público como tomador de recursos devem observar os limites globais fixados pelo Senado Federal e gozar de prévia autorização na respectiva lei orçamentária ou em lei específica. Com relação aos municípios, a regulamentação do Banco Central estabeleceu que, a partir de 28 de novembro de 2002, novas operações contratadas com tais entes públicos devem observar o limite máximo de R$200,0 milhões, sendo requerido, ainda, que os tomadores de crédito estejam em estrita regularidade com as exigências cadastrais do Ministério da Fazenda e que não seja ultrapassado o limite máximo de endividamento do município, fixado nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal. Adicionalmente, em virtude de expressa vedação prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal, estamos proibidos de conceder qualquer empréstimo ao Estado do Rio Grande do Sul, nosso Acionista Controlador. Recolhimento Compulsório, Encaixe Obrigatório e Outras Exigências O Banco Central impõe regras de recolhimento compulsório e encaixe obrigatório sobre depósitos à vista, de poupança e a prazo, entre outras exigências, para instituições financeiras como o Banrisul. De outro lado, há o direcionamento obrigatório de parte dos recursos à vista e dos depósitos de poupança para financiamentos imobiliários, crédito rural e microcrédito como forma de fomentar esses setores. Atualmente, os bancos recolhem compulsoriamente, em espécie, ao Banco Central: (i) 44% dos recursos à vista, sem remuneração; (ii) 20% dos recursos a prazo, com rendimento de Taxa Selic; (iii) 18% dos depósitos de poupança rural; e (iv) 20% dos depósitos de poupança no âmbito do SBPE. Estes últimos recolhimentos recebem a remuneração da poupança. Por fim, registram-se as alíquotas adicionais de 11% sobre os recursos a prazo e 10% sobre ambas as modalidades de poupança. Com relação ao direcionamento dos recursos à vista, 34% devem ser alocados em empréstimos do setor rural, entre agricultores familiares e demais produtores rurais, e 2% destinado a microempreendedores. Já, 65% dos recursos 3 PÁGINA: 65 de 285

72 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades captados em poupança SBPE devem ser direcionados ao setor imobiliário; enquanto 67% dos depósitos da poupança rural, destinados ao custeio agrícola e pecuário, à agroindústria e à comercialização. Exigências da Alocação de Ativos Conforme a Resolução CMN n.º 2.283, de 5 de junho de 1996, o ativo permanente (definido como imobilizado e equipamento que não seja proveniente de operações comercias de leasing, investimentos não consolidados e despesas diferidas) de instituições financeiras brasileiras não pode exceder a 50,0% do montante de seu Patrimônio de Referência ajustado, calculado conforme o critério estabelecido pelo Banco Central. Instituições financeiras brasileiras não podem ter mais de 25,0% de seu Patrimônio de Referência alocado para transações de crédito (incluindo garantias) estendidas ao mesmo cliente (incluindo seus parentes, afiliadas e subsidiárias) ou em valores mobiliários de qualquer emissor (incluindo suas afiliadas e subsidiárias). Classificação de Valores Mobiliários e Derivativos Conforme a Circular n.º do Banco Central, datada de 08 de novembro de 2001, valores mobiliários e derivativos são classificados e avaliados em três categorias disponível para negociação, disponível para venda e mantido até o vencimento. Os valores mobiliários classificados na categoria disponível para negociação e disponível para venda têm sua contabilização feita a valor de mercado com efeitos no resultado e/ou no valor do patrimônio líquido. Padrões de Capital e Patrimônio Líquido As instituições financeiras brasileiras devem cumprir com as diretrizes do CMN e do Banco Central, mantendo valores mínimos de capital e valores mínimos de patrimônio líquido em função da estrutura de seus ativos. Dentre essas diretrizes, cabe mencionar as que seguem: Liquidez recolhimento compulsório de parte dos depósitos e garantias no Banco Central, que controla a base monetária, através de, entre outros instrumentos, ajustes nas reservas bancárias aplicáveis a empréstimos e depósitos, regulamentação das atividades de crédito e imposição de limitações nas quantias financiáveis. Em geral, tais controles são usados para regular a disponibilidade de crédito, reduzindo ou aumentando o nível de consumo. O Banco Central tem modificado periodicamente o nível destas reservas compulsórias que bancos devem manter em relação ao volume de depósitos à vista, de poupança e a prazo. E, adicionalmente, regulamenta o direcionamento de parte desses recursos ao financiamento de programas federais de habitação e ao fomento do setor rural, limitando o volume de recursos livres. o total de recursos aplicados no ativo permanente das instituições financeiras não pode ultrapassar 50,0% do valor do Patrimônio de Referência. as instituições financeiras devem permanentemente, manter montantes de PR, de Nível I e de Capital Principal em valores superiores aos requerimentos mínimos estabelecidos na Resolução 4.193/13, arts. 4º, 5º e 6º. obrigatoriedade de monitoramento das posições assumidas em todas as operações praticadas no mercado financeiro e de capitais, evidenciando ocorrências de "descasamentos" entre pagamentos e recebimentos, que possam afetar a liquidez da instituição, a medição dos gaps de liquidez é elaborada diariamente e tem como objetivo monitorar os fluxos de pagamentos e recebimentos (descasamentos), bem como reavaliar os elementos do balanço "ativos e passivos", e das partes fora do balanço. Esse processo evidencia a representação básica da sua estrutura e permite revelar a existência de concentrações de riscos nos diferentes prazos das operações que possam afetar a liquidez da instituição. Em complemento à análise dos gaps, são construídos cenários para situações adversas, como forma de ações preventivas e corretivas a serem acionadas em momentos de crise de liquidez. as operações de swap devem ser contabilizadas no cálculo do Patrimônio de Referência. Os principais derivativos que utilizamos são os swaps e termos de moeda. Os ganhos e/ou perdas gerados pela apropriação de juros e ajustes para a marcação a mercado são registrados no resultado da instituição. As operações de swaps contratadas estão reconhecidas pelo seu valor justo. O valor justo é calculado por meio da aplicação de modelos de precificação, amplamente aceitos pelo mercado, considerando os preços dos instrumentos financeiros subjacentes, curvas de juros e condições contratuais. são estabelecidos ponderadores de risco diferentes com relação a determinados ativos e fatores de conversão de crédito. Limites e Padrões Mínimos: Os limites mínimos de capital realizado e patrimônio líquido, estabelecidos na regulamentação vigente, devem ser permanentemente observados pelas instituições financeiras. Além dos limites mínimos de capital realizado e patrimônio líquido, as instituições financeiras devem manter valor de Patrimônio de Referência, para cobertura dos riscos de seus 4 PÁGINA: 66 de 285

73 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades ativos e de suas atividades. O Patrimônio de Referência deve ser superior aos Ativos Ponderados Pelo Risco, que é o somatório dos riscos das exposições de seus ativos. As instituições financeiras somente poderão distribuir resultados, a qualquer título, em montante superior aos limites mínimos previstos em lei ou na regulamentação aplicável, caso essa distribuição não venha a comprometer o cumprimento das exigências de capital e patrimônio líquido. O Banco Central do Brasil determina que a relação mínima entre o capital regulatório, chamado de Patrimônio de Referência (PR), e os ativos ponderados pelo risco (RWA) sejam de 11%, enquanto que no Acordo de Basileia, internacionalmente aplicável, o índice é de 8%. O Patrimônio de Referência é definido em dois níveis, conforme dispõe a Resolução do Conselho Monetário Nacional n 4.192/13, detalhado a seguir: Nível I: consiste no somatório do Capital Principal e do Capital Complementar. Capital Principal Soma dos valores correspondentes ao capital social constituído por quotas, quotas-partes, ou por ações não resgatáveis e sem mecanismos de cumulatividade de dividendos, não devem ser considerados o aumento de capital em processo de autorização nas instituições mencionadas no art. 1º da Resolução 4.192/13, com exceção do aumento de capital realizado por meio de incorporação de reservas e de sobras ou lucros acumulados e os depósitos de poupança em associações de poupança e empréstimo; às reservas de capital, de reavaliação e de lucros; aos ganhos não realizados decorrentes dos ajustes de avaliação patrimonial; às sobras ou lucros acumulados; às contas de resultado credoras; ao depósito em conta vinculada para suprir deficiência de capital, constituído nos termos do art. 6º da Resolução nº 4.019, de 29 de setembro de Dedução dos valores correspondentes: às perdas não realizadas decorrentes dos ajustes de avaliação patrimonial; às ações ou quaisquer outros instrumentos de emissão própria, autorizados a compor o Capital Principal, adquiridos diretamente, indiretamente ou de forma sintética, inclusive por meio de: 1) quotas de fundo de investimento, proporcionalmente à participação destes instrumentos na carteira do fundo; 2) entidade assemelhada a instituição financeira ou por entidade não financeira, controladas; ou 3) operações com derivativos, inclusive derivativos de índices; às perdas ou prejuízos acumulados; às contas de resultado devedoras; ao saldo do ajuste negativo ao valor de mercado dos instrumentos financeiros derivativos utilizados para hedge de fluxo de caixa. Ajustes prudenciais correspondentes a ágios pagos na aquisição de investimentos com fundamento em expectativa de rentabilidade futura, líquidos de passivos fiscais diferidos a eles associados; ativos intangíveis constituídos a partir da data de entrada em vigor da Resolução 4.192/13; ativos atuariais relacionados a fundos de pensão de benefício definido, líquidos de passivos fiscais diferidos a ele associados aos quais a instituição financeira não tenha acesso irrestrito; valor agregado dos investimentos, diretos ou indiretos, inferiores a 10% (dez por cento) do capital social de entidades assemelhadas a instituições financeiras, não consolidadas, e de sociedades seguradoras, resseguradoras, sociedades de capitalização e entidades abertas de previdência complementar, que exceda 10% (dez por cento) do valor apurado segundo o disposto no art. 4º da Resolução 4.192/13, desconsiderando as deduções referentes aos elementos patrimoniais mencionados neste item e nos incisos V e VII do artigo 5º da mesma Resolução; investimentos, diretos ou indiretos, superiores a 10% (dez por cento) do capital social de entidades assemelhadas a instituições financeiras, não consolidadas, e de sociedades seguradoras, resseguradoras, sociedades de capitalização e entidades abertas de previdência complementar; participação de não controladores no capital de subsidiária que seja instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil, nos termos do art. 9º, 1º da Resolução 4.192/13; créditos tributários decorrentes de diferenças temporárias que dependam de geração de lucros ou receitas tributáveis futuras para sua realização; créditos tributários decorrentes de prejuízos fiscais e de base negativa de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e os originados dessa contribuição relativos a períodos de apuração encerrados até 31 de dezembro de 1998, apurados nos termos do art. 8º da Medida Provisória nº , de 24 de agosto de 2001; ativos permanentes diferidos; instrumentos de captação emitidos por instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil ou por instituição situada no exterior que exerça atividade equivalente à de instituição financeira no Brasil, que não componha o conglomerado, nos termos do art. 8º da Resolução 4.192/13; valor correspondente ao investimento em dependência, instituição financeira controlada no exterior ou entidade não financeira que componha o conglomerado, em relação às quais o Banco Central do Brasil não tenha acesso a informações, dados e documentos suficientes para fins da supervisão global consolidada; valor da diferença a menor entre o valor provisionado e a perda esperada nas exposições abrangidas por sistemas internos de classificação de risco de crédito (abordagens IRB); participação de não controladores no capital de subsidiária que não seja instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil; valor da diferença a menor entre o valor provisionado e o montante dos ajustes resultantes da avaliação prevista na Resolução nº 4.277, de 31 de outubro de Não devem ser considerados no Capital Principal: I) recursos captados mas ainda não integralizados; II) ações para as quais a instituição tenha criado, na emissão, expectativa de resgate, reembolso, amortização, recompra ou cancelamento; e III) ações que tiveram sua compra financiada, direta ou indiretamente, pela instituição emissora ou por qualquer entidade do conglomerado. 5 PÁGINA: 67 de 285

74 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades Capital Complementar Soma dos valores correspondentes aos instrumentos que atendam aos requisitos estabelecidos no art. 17 da Resolução 4.192/13. Dedução dos valores correspondentes a aos instrumentos de captação emitidos por instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil ou por instituição situada no exterior que exerça atividade equivalente à de instituição financeira no Brasil, que não componha o conglomerado, nos termos do art. 8º da Resolução 4.192/13; e às ações de emissão própria, autorizadas a compor o Capital Complementar, adquiridas diretamente, indiretamente ou de forma sintética, inclusive por meio de: 1) quotas de fundo de investimento, proporcionalmente à participação destes instrumentos na carteira do fundo; 2) entidade assemelhada a instituição financeira ou entidade não financeira, controladas; ou 3) operações com derivativos, inclusive derivativos de índices. Nível II: soma dos valores correspondentes aos instrumentos que atendam aos requisitos estabelecidos no art. 20 da Resolução 4.192/13; à diferença a maior entre o valor provisionado e a perda esperada nas exposições abrangidas por sistemas internos de classificação de risco de crédito (abordagens IRB); e a dedução dos valores correspondentes: aos instrumentos de captação emitidos por instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil ou por instituição situada no exterior que exerça atividade equivalente à de instituição financeira no Brasil, que não componha o conglomerado, nos termos do art. 8º da Resolução 4.192/13; e às ações de emissão própria, autorizadas a compor o Nível II, adquiridas diretamente, indiretamente ou de forma sintética, inclusive por meio de: 1) quotas de fundo de investimento, proporcionalmente à participação destes instrumentos na carteira do fundo; 2) entidade assemelhada a instituição financeira ou entidade não financeira, controlada; ou 3) operações com derivativos, inclusive derivativos de índices. Deduções: Dedução dos Investimentos em outras Entidades: devem ser deduzidos do Capital Principal, do Capital Complementar ou do Nível II os saldos dos ativos representados pelos seguintes instrumentos de captação emitidos por instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil ou por instituição situada no exterior que exerça atividade equivalente à de instituição financeira no Brasil: I) ações; II) quotas; III) quotas-partes; e IV) demais instrumentos financeiros autorizados a compor o Nível I ou o Nível II. A dedução mencionada acima deve ser efetuada da respectiva parcela do PR ao qual o instrumento de captação é elegível. Na hipótese deste valor a ser deduzido exceder a respectiva parcela do PR, o excesso deve ser deduzido: I) do Capital Complementar e do Capital Principal, nessa ordem, no caso de instrumentos elegíveis ao Nível II; e II) do Capital Principal, no caso de instrumentos elegíveis ao Capital Complementar. Dedução da participação de não Controladores no Patrimônio de Referência do Conglomerado: os valores da participação de não controladores no capital de subsidiária que seja instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil, que excederem os requerimentos mínimos de Capital Principal, Nível I e PR dessa subsidiária devem ser deduzidos, respectivamente, do Capital Principal, do Nível I e do PR do conglomerado. Limites: aplicam-se os seguintes limites ao PR: (a) O valor ajustado do Capital Principal é limitado a 200% (duzentos por cento) do valor do capital social (ao capital social constituído por quotas, quotas-partes, ou por ações não resgatáveis e sem mecanismos de cumulatividade de dividendos). (b) Sobre os saldos dos instrumentos de capital ou de dívida autorizados a compor o Nível II que tenham prazo de vencimento será aplicado redutor, observado o seguinte cronograma: (I) de 20% (vinte por cento), do sexagésimo mês ao quadragésimo nono mês anterior ao do respectivo vencimento; (II) de 40% (quarenta por cento), do quadragésimo oitavo mês ao trigésimo sétimo mês anterior ao do respectivo vencimento; (III) de 60% (sessenta por cento), do trigésimo sexto mês ao vigésimo quinto mês anterior ao do respectivo vencimento; (IV) de 80% (oitenta por cento), do vigésimo quarto mês ao décimo terceiro mês anterior ao do respectivo vencimento; e (V) de 100% (cem por cento), nos doze meses anteriores ao respectivo vencimento. (c) Os instrumentos autorizados a compor o PR antes da entrada em vigor desta Resolução devem ter seus saldos reconhecidos, para fins de cálculo de cada um dos níveis do PR segundo as regras estabelecidas nesta Resolução, limitados aos seguintes percentuais máximos do valor autorizado para cada nível em 31 de dezembro de 2012: (I) 90% (noventa por cento), a partir de 1º de outubro de 2013; (II) 80% (oitenta por cento), a partir de 1º de janeiro de 2014; (III) 70% (setenta por cento), a partir de 1º de janeiro de 2015; (IV) 60% (sessenta por cento), a partir de 1º de janeiro de 2016; (V) 50% (cinquenta por cento), a partir de 1º de janeiro de 2017; (VI) 40% (quarenta por cento), a partir de 1º de janeiro de 2018; (VII) 30% (trinta por cento), a partir de 1º de janeiro de 2019; (VIII) 20% (vinte por cento), a partir de 1º de janeiro de 2020; (IX) 10% (dez por cento), a partir de 1º de janeiro de 2021; e (X) 0% (zero por cento), a partir de 1º de janeiro de Classificação das Operações de Crédito e Provisão para Prejuízos com Empréstimos As instituições financeiras devem classificar suas operações de crédito em nove categorias, variando de AA a H, conforme seu risco. Esta classificação deve ser efetuada com base em critérios consistentes e aferíveis, dentre os quais se incluem a avaliação do devedor e dos garantidores (baseadas na situação econômico-financeira, grau de 6 PÁGINA: 68 de 285

75 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades endividamento, fluxo de caixa, capacidade de geração de resultados) e da operação em si (baseadas na natureza, finalidade, características da garantia e valor). De acordo com a regulamentação, as operações cujo pagamento esteja em atraso devem ser classificadas da seguinte forma: Dias de Atraso (1) Classificação Mínima 15 a 30 dias B 31 a 60 dias C 61 a 90 dias D 91 a 120 dias E 121 a 150 dias F 151 a 180 dias G Mais de 180 dias H (1) Para as operações com prazo a decorrer superior a 36 meses, admite-se a contagem dos prazos em dobro. As operações de crédito, cujo valor total seja inferior a R$50 mil, podem ser classificadas mediante adoção de modelo interno de avaliação ou em função do período em atraso, conforme tabela acima. A provisão para fazer face aos prejuízos com empréstimos deve ser constituída mensalmente, não podendo ser inferior ao somatório decorrente da aplicação dos percentuais a seguir mencionados: Classificação da Operação Provisão Mínima AA 0% A 0,50% B 1,00% C 3,00% D 10,00% E 30,00% F 50,00% G 70,00% H 100,0% (1) (1) Após seis meses da classificação da operação no nível H, esta deve ser transferida para a conta de compensação, com o correspondente débito em provisão. As instituições financeiras devem rever as classificações de suas operações a cada 12 meses. Entretanto, a revisão desta classificação deverá ser feita em período inferior, no caso de: operações de um mesmo cliente ou grupo econômico, cujo montante seja superior a 5,0% do Patrimônio Líquido Ajustado, caso em que a reavaliação deverá ser semestral; e operações cujo pagamento de parcela de principal ou encargos esteja em atraso, caso em que a reavaliação deverá ser mensal. As instituições brasileiras devem manter adequadamente documentadas sua política e procedimentos para concessão e classificação de operações de crédito, os quais devem ficar à disposição do Banco Central e do auditor independente. As instituições financeiras também devem divulgar, em nota explicativa às demonstrações financeiras, informações detalhadas sobre a composição da carteira de operações de crédito, distribuídas nos correspondentes níveis de risco, segregando-se as operações, pelo menos, em créditos de curso normal com atraso inferior a 15 dias, e vencidos com atraso igual ou superior a 15 dias. Deverá ser ainda observado, no mínimo: distribuição das operações, segregadas por tipo de cliente e atividade econômica; distribuição por faixa de vencimento; e montantes de operações renegociadas, lançados contra prejuízo e de operações recuperadas no exercício. Dedutibilidade de Créditos Vencidos As perdas no recebimento de créditos decorrentes das atividades das pessoas jurídicas, incluindo as instituições financeiras, poderão ser deduzidas como despesas, para determinação do lucro real. Poderão ser registrados como perdas os créditos: sem garantia, de valor até R$5,0 mil por operação, vencidos há mais de seis meses, independentemente de iniciados os procedimentos judiciais para o seu recebimento; 7 PÁGINA: 69 de 285

76 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades sem garantia, de valor acima de R$5,0 mil e até R$30,0 mil, por operação, vencidos há mais de um ano, independentemente de iniciados os procedimentos judiciais para o seu recebimento, porém mantida a cobrança administrativa; sem garantia, de valor superior a R$30,0 mil, vencidos há mais de um ano, desde que iniciados e mantidos os procedimentos judiciais para seu recebimento; com garantia, vencidos há mais de dois anos, desde que iniciados e mantidos os procedimentos judiciais para seu recebimento ou o arresto das garantias; contra devedor declarado falido ou pessoa jurídica declarada concordatária, relativamente à parcela que exceder o valor que esta tenha se comprometido a pagar, contanto que a credora tenha adotado os procedimentos judiciais necessários para o recebimento do crédito; e em relação aos quais tenha havido declaração de insolvência do devedor, em sentença emanada pelo Poder Judiciário. Fundo Garantidor de Créditos O FGC, cujo estatuto e regulamento foram aprovados pela Resolução n.º 2.211, de 16 de novembro de 1995, e posteriores alterações, que deram nova redação ao sistema de garantia do FGC, é uma entidade sem fins lucrativos, com personalidade jurídica de direito privado, que administra um mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores, o qual permite recuperar os depósitos ou créditos mantidos em instituição financeira, em caso de falência ou de sua liquidação. As instituições financeiras contribuem com uma porcentagem dos saldos das contas correspondentes às obrigações objeto da garantia ordinária. São garantidos pelo FGC: depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio; depósitos de poupança; depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado; depósitos mantidos em contas não movimentáveis por cheques destinadas ao registro e controle do fluxo de recursos referentes à prestação de serviços de pagamento de salários, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares; letras de câmbio; letras imobiliárias; letras hipotecárias; letras de crédito imobiliário; letras de crédito do agronegócio; operações compromissadas que têm como objeto títulos emitidos, após 8 de março de 2012, por empresa ligada. O valor máximo garantido, por instituição, é de R$250,0 mil por depositante ou aplicador, independentemente do valor total e da distribuição em diferentes formas de depósito e aplicação. Regulamentação sobre o Desconto em Folha de Pagamento Nos termos da regulamentação vigente, especialmente da Lei n.º , de 17 de dezembro de 2003 e da Lei n.º , de 27 de setembro de 2004 e legislação específica dos estados, municípios e entidades públicas, os funcionários dos setores público e privado podem autorizar seus empregadores a descontarem diretamente da folha de pagamento os montantes devidos por empréstimos, financiamentos e operações de arrendamento mercantil, desde que o respectivo contrato permita esse procedimento. Os empregadores devem transferir os montantes descontados da folha de pagamento de seus empregados para as instituições que concederam o crédito aos empregados, de acordo com os termos e condições estabelecidos para o respectivo contrato de empréstimo, financiamento e/ou operação de arrendamento mercantil. Destacamos que além da legislação do órgão público, as responsabilidades dos empregadores (entidade consignante) e das instituições financeiras (entidades consignatárias) são estabelecidas através de contrato de convênio celebrado entre as partes. O desconto de valores para amortização de empréstimos dos salários de empregados é permitido tanto em relação a funcionários do setor público quanto do setor privado, embora regulados por legislação diferente. Também é permitido o desconto dos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS para amortização de empréstimos, conforme legislação do INSS. 8 PÁGINA: 70 de 285

77 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades Funcionários Públicos De acordo com o art. 45 da Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990, atualmente regulamentado pelo Decreto 4.961, de 20 de janeiro de 2004, permite-se o desconto em folha de pagamento para amortização de empréstimos tomados por funcionários públicos. Este Decreto define o desconto como facultativo, ao contrário de descontos compulsórios, tais como imposto de renda retido na fonte, contribuição à Previdência Social, contribuições sindicais, pensão alimentícia e outras retenções legais. De acordo com a Lei , a autorização do funcionário público para desconto de pagamentos em sua remuneração é irrevogável, o que significa que tal autorização poderá somente ser cancelada anteriormente à amortização total do empréstimo mediante anuência do banco mutuante, ou caso esse procedimento atenda aos interesses da administração pública. Além da Lei e do Decreto 4.961, específicos para servidores públicos federais, diversas outras leis estaduais e municipais autorizam o crédito consignado aos servidores dos respectivos estados ou municípios. De modo geral, essas leis também preveem (i) limites dos descontos e (ii) que a autorização concedida pelo mutuário somente pode ser cancelada mediante o consentimento do mutuante. A imposição de limites aos descontos salariais tem por finalidade assegurar que o empregado conserve parcela suficiente de seu salário para custear suas necessidades básicas. A prioridade conferida a descontos compulsórios tem por fim assegurar que o salário seja direcionado ao pagamento de dívidas de caráter essencial. Empregados do Setor Privado Modalidade de crédito, com pagamento parcelado em consignação em folha de pagamento, destinado aos empregados de empresas privadas e contratados pelo regime da CLT, que firmaram convênio operacional com a instituição financeira e amparado na Lei /2003, que regulamenta as condições para autorização do desconto das prestações de empréstimos/financiamentos. De acordo com a Lei , os empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho, poderão autorizar, de forma irrevogável e irretratável, o desconto em folha de pagamento dos valores referentes ao pagamento de empréstimos, concedidos por instituições financeiras, quando previsto nos respectivos contratos. Conforme definição da Lei /2003 o empregado pode atingir o comprometimento máximo de 30% (trinta por cento) da renda disponível. Considera-se remuneração disponível a parcela remanescente da remuneração básica após a dedução das consignações compulsórias. A soma dos descontos não poderá exceder 30% (trinta por cento) da remuneração disponível e o total das consignações voluntárias, que são as autorizadas pelo empregado, incluindo as estipuladas nesta lei, não poderá exceder 40% (quarenta por cento) da remuneração disponível. A empresa deverá fornecer a autorização ao empregado para a concessão do empréstimo pela instituição financeira. Até o integral pagamento do empréstimo ou financiamento, as autorizações dos descontos somente poderão ser canceladas mediante prévia aquiescência da instituição consignatária do empregado. Poderá ainda incidir o referido desconto sobre verbas rescisórias, ou seja, as importâncias devidas pelo empregador ao empregado em razão da rescisão do contrato de trabalho. O desconto somente poderá ser realizado até o limite de 30% (trinta por cento), se assim também for estabelecido no contrato do empréstimo e convênio com a empresa. Em caso de rescisão do contrato de trabalho do empregado antes do término da amortização do empréstimo cabe ao mutuário efetuar o pagamento mensal das prestações diretamente à instituição consignatária. O empregador é o responsável pelas informações prestadas, pela retenção e repasse dos valores às instituições, até o quinto dia útil após o pagamento do empregado, respondendo sempre como devedor principal e solidário perante a instituição consignatária, por valores a ela devidos, que deixarem de ser retidos ou repassados, por sua falha ou culpa. Não será, porém, o responsável pelo pagamento dos empréstimos, concedidos aos mutuários, salvo disposição contratual contrária. Aposentados e Pensionistas do INSS A Lei e o Decreto 3.048, de 6 de maio de 1999, conforme alterado pelo Decreto 4.862, de 21 de outubro de 2003, contêm a base legal para o desconto de benefícios para amortização de empréstimos concedidos por instituições financeiras a aposentados e pensionistas do INSS. A legislação impõe limite máximo mensal de 30,0% do salário bruto do tomador, líquido de certos pagamentos adicionais e deduções compulsórias. Baseado na Lei Artigo 6ª 1º o INSS publicou normativo próprio com o regramento específico para fins de consignação no benefício de aposentadoria ou pensão. INSTRUÇÃO NORMATIVA INSS/PRES Nº 28, DE 16 DE MAIO DE DOU DE 19/05/ PÁGINA: 71 de 285

78 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades De acordo com a Lei , a autorização do tomador para o desconto de pagamentos de empréstimo em seus benefícios é também irrevogável, o que significa que tal autorização poderá somente ser cancelada anteriormente à amortização total do empréstimo mediante anuência do banco mutuante. Arrendamento Mercantil As operações de arrendamento mercantil são regidas pela Lei n.º 6.099, de 12 de setembro de 1974, conforme alterada, e pela regulamentação editada periodicamente pelo CMN. A Lei n.º estabelece as linhas gerais que norteiam a criação e o funcionamento das empresas de arrendamento mercantil, bem como as atividades que as referidas empresas são autorizadas a exercer. O CMN regula as transações que envolvem empresas de arrendamento mercantil, enquanto o Banco Central é responsável pela regulamentação referente às instituições financeiras, também aplicáveis às empresas de arrendamento mercantil. Administração de Consórcios O Sistema de Consórcios é regulamentado pela Lei Nº de 10/ que dispõe sobre o Sistema de Consórcio; e pela Circular Nº do BACEN de 02/2009, que dispõe sobre a constituição e funcionamento de grupos de consórcio. Operações de Crédito Externo A contratação de operações de empréstimo entre pessoas físicas ou jurídicas residentes ou domiciliadas no País e residentes ou domiciliados no exterior, nos termos da Resolução CMN n.º 3.844, de 24 de março de 2010, independem de autorização prévia e expressa do Banco Central, exceto para operações de empréstimo externo, cujo tomador seja do setor público, incluindo-se a União Federal, os Estados, o Distrito Federal, os municípios, suas autarquias, fundações e empresas, inclusive controladas. Os recursos captados por meio das operações de empréstimo externo devem ser aplicados em atividades econômicas, observando-se a compatibilidade entre os custos da operação e os parâmetros usualmente utilizados no mercado internacional. Os recursos externos podem ser captados tanto por captações e empréstimos diretos, como por meio da colocação de títulos. Esses recursos, quando captados por instituições financeiras, poderão ser repassados para pessoas físicas ou jurídicas não financeiras no Brasil. Pelo repasse, a instituição financeira transfere à parte repassada o crédito obtido, sob condições idênticas de custo da dívida originalmente contratada em moeda estrangeira, podendo cobrar comissão de repasse. Desta maneira, a instituição financeira repassa, ao tomador final do empréstimo, os efeitos decorrentes da variação cambial, uma vez que as operações de repasse são denominadas em moeda brasileira. A regulamentação do Banco Central prevê ainda que às instituições financeiras e sociedades de arrendamento mercantil é facultada a captação de recursos no exterior para livre aplicação no mercado doméstico, observados seus limites operacionais. Cumpre às instituições financeiras autorizadas a operar no mercado de câmbio transmitir diariamente as informações sobre as operações de câmbio realizadas para registro no Banco Central do Brasil, na forma da regulamentação em vigor. O não fornecimento ou fornecimento incorreto de informações exigidas pelo Banco Central, como aquelas atinentes à obtenção de crédito externo, sujeita a instituição financeira infratora à pena de advertência, na verificação de primeira ocorrência, e de multa, quando da ocorrência subsequente. Internet e Comércio Eletrônico No Brasil, não há uma lei específica que regulamente o comércio eletrônico. Em decorrência disto, esta modalidade de comércio se submete às normas convencionais de comércio e transações empresariais. Todavia, existem alguns projetos de lei que tratam de internet e comércio eletrônico em tramitação no Congresso, como Projeto de Lei (PL) n.º 1.589/1999 e 4.509/2012. A ênfase do primeiro é a validade jurídica de documentos e assinatura eletrônica e do segundo, as lojas virtuais. Caso venham a ser aprovados, darão mais solidez e transparência as transações realizadas na internet. Além disso, no que se refere aos direitos e deveres de usuários e provedores de serviços de conexão e aplicativos na internet, foi aprovado na Câmara dos Deputados o PL 2.126/11, porém em tramitação no Senado. Com base no texto atual e na ampla discussão em torno do tema, avaliamos como limitados os impactos desses instrumentos no setor financeiro. 10 PÁGINA: 72 de 285

79 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades Antecipando-se a esta legislação, o CMN editou a Resolução n.º 2.817, de 22 de fevereiro de 2001, aditada pela Resolução n.º 2.953, de 25 de abril de 2002, ratificando a possibilidade de abertura de contas de depósito em bancos e outras instituições financeiras por meios eletrônicos, os quais incluem a internet, PAEs, telefones e outros meios de comunicação à distância. Essa regulação determina que todas as instituições financeiras que se comunicam com os clientes por meios eletrônicos devem atender a certas exigências, além daquelas requeridas pela Resolução n.º 2.025, de 24 de novembro de 1993, como: (i) divulgar, de forma clara e precisa (a) o nome da empresa, (b) a condição de instituição financeira devidamente autorizada pelo Banco Central a operar no Brasil, (c) os números de telefone da instituição financeira, que devem funcionar, pelo menos, das 8:00 às 18:00 horas, durante os dias úteis, com o propósito de concluir transações no mercado financeiro, (d) os endereços eletrônicos da instituição na internet, bem como seu correio eletrônico, e (e) uma descrição das taxas cobradas e seus valores; (ii) observar o limite máximo de cinco dias para responder às dúvidas e reclamações formuladas pelos detentores de contas de depósito; (iii) assumir, por intermédio de sua diretoria, a responsabilidade pela implementação dos sistemas necessários para garantir a confidencialidade e a segurança dos meios eletrônicos disponibilizados aos clientes, assim como prestar o monitoramento necessário a todas as transações concluídas por intermédio das contas de depósito; e (iv) informar o Banco Central e a CVM, conforme o caso, na forma e data impostos por estas autoridades, dos meios eletrônicos colocados à disposição dos clientes, incluindo os endereços na internet e o correio eletrônico, se aplicáveis. Além disso, ao final de 2013, o Banco Central emitiu as Resoluções e e as Circulares 3.680, 3.681, e 3.683, que definem as linhas mestras para os sistemas de pagamentos móveis baseados em telefonia celular, as regras definidas atem-se a definir regras para a existência da moeda eletrônica como um elemento do sistema financeiro nacional. Do ponto de vista do comércio eletrônico com o uso de cartões de crédito e débito para pagamento, o setor vem avançando com a auto-regulamentação, que capitaneada pela ABECS, tem promovido a interoperabilidade de emissores, redes de adquirência e equipamentos. Regulamentação sobre a Gestão de Recursos de Terceiros A gestão de recursos de terceiros é regulada pelo CMN e pela CVM. Existem diferentes tipos de veículos para gestão de recursos de terceiros, tal como Fundos de Investimento ( FIs ), Fundos de Investimento em Participações ( FIPs ), Fundos de Investimento em Direitos Creditórios ( FIDCs ), Fundos de Investimento Imobiliário ( FIIs ) e Fundos de Investimento em Empresas Emergentes ( FIEE ). Os FIs são fundos que, predominantemente, trabalham com renda fixa e são regulados pela Instrução n.º 409, de 18 de agosto de 2004, da CVM. Os FIs podem ser administrados por qualquer companhia autorizada a gerir recursos de terceiros, tal como as companhias gestoras de carteiras de valores mobiliários, que são autorizadas a funcionar sob licença garantida pela CVM, de acordo com a Instrução n.º 306, de 5 de maio de Os mesmos requisitos de gestão aplicam-se aos FIEEs e aos FIPs, cujo objetivo é investir em renda variável e valores mobiliários representantes desses direitos, tal como debêntures, warrants e qualquer outro valor mobiliário conversível em ou trocável por ações emitidas por companhias, cujo objetivo social seja descrito no regulamento do FIP. Os FIPs e FIEEs são atualmente regulados, respectivamente, pela Instrução n.º 391, de 16 de julho de 2003 e pela Instrução n.º 209, de 25 de março de 1994, ambas da CVM. Os FIDCs são regulados pela Instrução n.º 356, de 17 de dezembro de 2001, da CVM. O objetivo dos FIDCs consiste em investir em direitos creditórios e valores mobiliários que representem tais direitos, decorrentes de variadas operações comerciais ou industriais. Os FIDCs podem ser geridos por bancos múltiplos, bancos comerciais, pela Caixa Econômica Federal, bancos de investimento, companhias de crédito, financiamento e investimento, corretoras de valores com certos limites operacionais. Regulamentação destinada a garantir a segurança e solidez do SFN Facilitação da Consolidação do Setor Financeiro O Governo Federal, por intermédio da Lei n.º 9.710, datada de 19 de novembro de 1998, estabeleceu diversas normas com o propósito de facilitar as reorganizações societárias entre instituições financeiras e outorgou ao Banco Central poderes para determinar a capitalização e regular a transferência de controle e/ou reestruturação societária de instituições financeiras. Sistema Central de Risco de Crédito As instituições financeiras devem fornecer informações a respeito da concessão de crédito e garantias a seus clientes. As informações são utilizadas para: fortalecer a capacidade de fiscalização do Banco Central; prover informações relacionadas a devedores às demais instituições financeiras (entretanto, tais instituições somente poderão acessar tais informações mediante autorização do cliente); e 11 PÁGINA: 73 de 285

80 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades preparar análises macroeconômicas. Caso o valor total das operações dos clientes exceda R$1,0 mil, a instituição financeira deve fornecer ao Banco Central: identificação do cliente; montante das dívidas a vencer, vencidas e baixadas com prejuízo, de responsabilidade do cliente; valor das obrigações assumidas e garantias prestadas ao cliente; e nível de risco. Para as operações inferiores ou iguais a R$1,0 mil, as instituições financeiras devem apenas informar o valor total das operações da linha de crédito sem identificar o cliente. Sistema de Pagamentos Brasileiro A partir de abril de 2002, o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) passou por importantes mudanças. A principal meta desse processo foi a de garantir segurança e eficiência ao mercado financeiro do País, reduzindo riscos e incorporando as práticas recomendadas pelo Bank for International Settlements (BIS). Os riscos eliminados foram basicamente três: (i) saldo devedor de bancos junto ao Banco Central do Brasil (conta de reserva bancária negativa); (ii) ausência de garantias para liquidações de operações; e (iii) trânsito na compensação (COMPE) de grandes valores (acima de R$1,0 mil). A implementação do novo SPB compreendeu: (i) a adoção de uma base legal adequada; (ii) a redução do risco de crédito do Banco Central; (iii) irrevogabilidade e incondicionalidade dos pagamentos (finality); (iv) definição do papel do Banco Central; (v) participantes com pleno conhecimento dos riscos envolvidos nos sistemas em que operam; (vi) redução da defasagem entre contratação de operações e a sua liquidação financeira; (vii) mecanismos de clearings para redução de risco e contingência adequada; e (viii) a existência de dois sistemas principais de pagamentos e liquidação: liquidações brutas em tempo real, com utilização das reservas depositadas no Banco Central, e de liquidações líquidas diferidas, por intermédio de câmaras de compensação. Dessa forma, o Banco Central passou a ter o controle das contas de reserva dos bancos, por meio do Sistema de Transferência de Reservas (STR), o qual permite a transferência de recursos entre instituições financeiras em tempo real (on line). A alternativa para os bancos não precisarem ter o saldo imediatamente disponível em suas contas de reserva foi a criação de clearings. Ou seja, câmaras ou prestadoras de serviço de compensação e liquidação de operações, considerando o balanceamento entre créditos e débitos, de forma a possibilitar a liquidação de muitas operações com utilização mínima de reservas bancárias. As clearings estão divididas por tipos de transações: (i) de ativos (títulos e ações), (ii) de derivativos (commodities), (iii) de câmbio, e (iv) de pagamentos. Em março de 2013, o valor mínimo para emissão de Transferência Eletrônica Disponível (TED) passou para R$1,0 mil conforme Comunicado 18/2013 da FEBRABAN. Adicionalmente, o Banco Central determinou que o serviço de recebimento de títulos de outros bancos, com valor igual ou superior a R$250 mil, fosse feito exclusivamente através de TED a partir de (Circular 3.598). Código de Defesa do Consumidor Bancário O relacionamento entre as instituições financeiras e seus clientes é regulamentado, em geral, pela legislação referente a operações comerciais, pelo Código Civil Brasileiro e também pelo Código de Defesa do Consumidor (Lei n.º 8.078/90). Contudo, regulamentos estabelecidos pelo CMN e pelo Banco Central tratam de questões específicas relativas à atividade financeira, complementando as disposições gerais. O CMN por meio da Resolução n.º 3.694, de 26 de março de 2009, alterada pela Resolução nº de 04 de janeiro de 2013, e a Resolução n.º 3.919, de 25 de novembro de 2010, alterada pelas Resoluções nº 3.954, de 24 de fevereiro de 2011, nº 4.021, de 29 de setembro de 2011, e nº 4.198, de 15 de março de 2013, aprovou novas medidas para defender o cliente bancário em suas relações com os bancos. A Resolução n.º 3.694, dispõe sobre a prevenção de riscos na contratação de operações e na prestação de serviços, exigindo das instituições financeiras e demais instituições autorizadas, pelo Bacen, a adoção e verificação de procedimentos que assegurem aos clientes bancários: (i) a adequação dos produtos e serviços ofertados ou recomendados às necessidades, interesses e objetivos dos clientes e usuários; (ii) a integridade, a confiabilidade, a segurança e o sigilo das transações realizadas, bem como a legitimidade das operações contratadas e dos serviços prestados; (iii) a prestação das informações necessárias à livre escolha e à tomada de decisões por parte de clientes e usuários, explicitando, inclusive, direitos e deveres, responsabilidades, custos ou ônus, penalidades e eventuais riscos existentes na execução de operações e na prestação de serviços; (iv) o fornecimento tempestivo ao cliente ou usuário 12 PÁGINA: 74 de 285

81 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades de contratos, recibos, extratos, comprovantes e outros documentos relativos a operações e a serviços; (v) a utilização de redação clara, objetiva e adequada à natureza e à complexidade da operação ou do serviço, em contratos, recibos, extratos, comprovantes e documentos destinados ao público, de forma a permitir o entendimento do conteúdo e a identificação de prazos, valores, encargos, multas, datas, locais e demais condições; (vi) - a possibilidade de tempestivo cancelamento de contratos; (vii) a formalização de título adequado estipulando direitos e obrigações para abertura, utilização e manutenção de conta de pagamento pós-paga; (viii) o encaminhamento de instrumento de pagamento ao domicílio do cliente ou usuário ou a sua habilitação somente em decorrência de sua expressa solicitação ou autorização; e (ix) a identificação dos usuários finais beneficiários de pagamento ou transferência em demonstrativos e faturas do pagador, inclusive nas situações em que o serviço de pagamento envolver instituições participantes de diferentes arranjos de pagamento. De acordo com a Resolução, as instituições financeiras devem divulgar em local visível de suas dependências e nos lugares onde seus produtos são ofertados, informações sobre recusa de recebimentos de cheques, contas, dentre outros. E ainda, estão vedadas a recusar ou dificultar o acesso aos canais de atendimento, aos clientes ou usuários de seus produtos e serviços, exceto nas dependências exclusivamente eletrônicas. Já a Resolução n.º 3.919, dispõe sobre as normas relativas à cobrança de tarifas pela prestação de serviços, devendo a remuneração pela prestação de serviços por parte das instituições estar prevista no contrato firmado com o cliente ou previamente autorizado pelo mesmo. A Resolução também trata da vedação de cobrança de tarifa por prestação de serviços essenciais a pessoas naturais, dentre outros, conforme regulamentação vigente. Os normativos posteriores dispõem sobre a contratação de correspondentes no País, Resoluções nº e Auditoria Independente e Comitê de Auditoria Nos termos da Resolução CMN n.º 3.198, de 27 de maio de 2004, as demonstrações financeiras de instituições financeiras devem ser auditadas por auditores independentes, devidamente registrados na CVM, com certificação de especialista em análise bancária, conferida pelo Conselho Federal de Contabilidade e pelo IBRACON e desde que estejam presentes requisitos mínimos que atestem sua independência. Além disso, as instituições financeiras devem proceder à substituição do responsável técnico, diretor, gerente, supervisor e qualquer outro integrante, com função de gerência, da equipe envolvida nos trabalhos de auditoria, após emitidos pareceres relativos a, no máximo, cinco exercícios sociais completos. O retorno do responsável técnico, diretor, gerente, supervisor e qualquer outro integrante, com função de gerência, da equipe envolvida nos trabalhos de auditoria, poderá ser efetuada após o decurso de três anos, contados a partir da data de sua substituição. Na qualidade de instituição financeira, as nossas demonstrações financeiras devem ser auditadas a cada seis meses. As Informações Trimestrais ITRs estão sujeitas à revisão especial dos auditores independentes, nos termos da regulamentação da CVM. Os auditores independentes deverão comunicar imediatamente ao Banco Central as irregularidades consideradas faltas graves e as evidências que indiquem a ocorrência de qualquer situação que possa vir a colocar a instituição financeira sob o risco de descontinuidade. A regulamentação também exige a criação de um comitê de auditoria para as todas as instituições financeiras (i) cujo Patrimônio de Referência seja igual ou superior a R$1,0 bilhão, (ii) que administrem ativos de terceiros em valor igual ou superior a R$1,0 bilhão, ou (iii) que administrem ativos e depósitos de terceiros em valor total igual ou superior a R$5,0 bilhões. Os membros do comitê de auditoria de instituições financeiras com ações negociadas em bolsa não podem ser, ou ter sido nos últimos doze meses: (i) diretor da instituição ou de suas ligadas; (ii) funcionário da instituição ou de suas ligadas; (iii) responsável técnico, diretor, gerente, supervisor ou qualquer outro integrante, com função de gerência, da equipe envolvida nos trabalhos de auditoria na instituição; (iv) membro do conselho fiscal da instituição ou de suas ligadas; bem como não ser cônjuge, ou parente em linha reta, em linha colateral e por afinidade, até o segundo grau de tais pessoas. Também é vedado que os membros do comitê de auditoria de instituições financeiras de capital aberto recebam qualquer outro tipo de remuneração da instituição ou de suas ligadas que não seja aquela relativa à sua função de integrante do comitê de auditoria. Caso o integrante do comitê de auditoria da instituição seja também membro do conselho de administração da instituição ou de suas ligadas, deve optar pela remuneração relativa a um dos cargos. A instituição financeira deve ainda indicar diretor executivo responsável pelo cumprimento de toda regulamentação relacionada à elaboração das demonstrações financeiras e auditoria. Além do relatório de auditoria, o auditor independente deve elaborar relatório sobre: (i) a avaliação dos controles internos e procedimentos de gerenciamento de riscos da instituição financeira, inclusive acerca de seu sistema eletrônico de processamento de dados, apresentando todas as deficiências encontradas; e (ii) a descrição de eventual desenquadramento da instituição financeira com relação à regulamentação a que está sujeita, no tocante às demonstrações financeiras ou suas atividades. O comitê de auditoria deverá ser criado mediante previsão expressa no estatuto social da instituição financeira e deverá ser composto por, no mínimo, três membros, sendo um deles especializado em contabilidade e auditoria, observado que 13 PÁGINA: 75 de 285

82 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades o mandato máximo deve ser de cinco anos para as instituições com as ações negociadas em Bolsa de Valores e sem mandato fixo para aquelas de capital fechado. Nos termos da referida Resolução CMN n.º 3.198/04, os membros do comitê de auditoria também podem ser membros do conselho de administração da instituição financeira e devem enquadrar-se em determinados critérios no intuito de se assegurar a sua independência. O comitê de auditoria deve se reportar diretamente ao conselho de administração e suas principais funções incluem: supervisionar os trabalhos dos auditores independentes; recomendar a substituição dos auditores independentes, quando julgar necessário; revisar, previamente à publicação, as demonstrações financeiras de cada semestre, inclusive notas explicativas, relatórios da administração e parecer do auditor independente; avaliar a efetividade das auditorias independente e interna, inclusive quanto à verificação do cumprimento de dispositivos legais e aplicáveis à instituição, além de regulamentos e códigos internos; avaliar o cumprimento, pela administração da instituição financeira, das recomendações dos auditores independentes ou internos; estabelecer e divulgar procedimentos para recepção e tratamento de informações acerca do descumprimento de dispositivos legais e normativos aplicáveis à instituição, além de regulamentos e códigos internos; recomendar, aos administradores, correção ou aprimoramento de políticas, práticas e procedimentos identificados no âmbito de suas atribuições; e reunir-se, ao menos trimestralmente, com os diretores, auditores independentes e auditores internos para verificar o cumprimento das recomendações do comitê de auditoria. Além disso, é permitida, nos termos da regulamentação, a criação de um único comitê de auditoria para um grupo de empresas. Nesse caso, o comitê de auditoria ficará responsável pelo cumprimento das atribuições e responsabilidades no âmbito das demais empresas pertencente ao grupo. Controles Internos (Compliance) Dentre as diretrizes estabelecidas pela alta administração, ressalta-se o alinhamento do Sistema de Controles Internos com os objetivos estabelecidos pela instituição relacionados às estratégias globais do negócio e às demais políticas instituídas. Para disseminar a cultura de controles foi instituída a Política de Controles Internos, que também tem por finalidade, assegurar a observância dos parâmetros e padrões estabelecidos pela legislação e autoridades fiscalizadoras, especialmente o Banco Central do Brasil. A área de Controles Internos desenvolve suas atividades junto às unidades gestoras buscando o aperfeiçoamento dos processos, a adoção das melhores práticas, a implementação de procedimentos de controles e padrões éticos. Os trabalhos são conduzidos de forma a reforçar a importância da formalização de políticas e responsabilidades, bem como, do monitoramento contínuo visando à redução e a administração de riscos. Fiscalização em Outras Jurisdições O Banco Central exerce a fiscalização sobre as filiais, subsidiárias e escritórios de representação mantidos por instituições financeiras brasileiras no exterior, para cujo estabelecimento as instituições financeiras devem obter sua autorização prévia. Transações com Afiliadas Nos termos da Lei da Reforma Bancária, da Lei n.º 7.492, de 16 de junho de 1986 e respectiva regulamentação em vigor, é vedada a concessão de empréstimos ou adiantamentos por uma instituição financeira a qualquer de suas controladas, diretas ou indiretas, ou a empresas submetidas ao mesmo controle. Em 30 de junho de 1993, o CMN promulgou a Resolução n.º 1.996, que exige que determinadas operações dessa modalidade sejam informadas ao Ministério Público. A Lei n.º 6.099, datada de 12 de setembro de 1974, bem como a Resolução CMN n.º 2.309, de 28 de agosto de 1996, estabeleceram exceções ao disposto na Lei n.º Essa última Resolução foi alterada pela Resolução de 28 de outubro de 1999 Lavagem de Dinheiro O Banrisul, baseado na sua política institucional de prevenção à lavagem de dinheiro, adota processos e sistemas específicos, com a finalidade de assegurar que suas atividades sejam conduzidas em um ambiente de controles adequados à prevenção de riscos relacionados ao crime de lavagem de dinheiro, legislação e normativos vigentes. 14 PÁGINA: 76 de 285

83 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades Nesse contexto, a Instituição mantém equipe exclusiva dedicada à execução de atividades com foco na prevenção à lavagem de dinheiro, na revisão da legislação e no desenvolvimento de programas de treinamento para todo o quadro de colaboradores. Os processos relacionados à política Conheça seu Cliente são continuamente revisados e disseminados de maneira a ressaltar a importância da coleta das informações dos clientes com registros tempestivos e qualificados a cada início de relacionamento, minimizando assim, os riscos da instituição ter seus serviços e produtos utilizados para legitimar atividades ilícitas. Da mesma forma, a política Conheça seu Colaborador, estabelece, indistintamente, a todos os níveis hierárquicos da organização, a responsabilidade pela observância e cumprimento das diretrizes contra a corrupção e a lavagem de dinheiro, bem como o dever de promover os valores éticos, preservando assim, a imagem e reputação da organização. Sigilo Bancário As instituições financeiras brasileiras estão sujeitas a regras de sigilo bancário, de acordo com a Lei Complementar n.º 105, de 10 de janeiro de Os bancos devem manter sigilo em relação às operações e serviços que efetuam, excetuadas determinadas hipóteses, dentre elas: (i) revelação de informações sigilosas com o consentimento expresso dos interessados; (ii) troca de informações entre instituições financeiras, para fins cadastrais; (iii) fornecimento de informações constantes de cadastro de emitentes de cheques sem provisão de fundos e de devedores inadimplentes, a entidades de proteção ao crédito; (iv) comunicação, às autoridades competentes, da prática de ilícitos penais ou administrativos; e (v) no caso dos bancos serem responsáveis pela retenção e recolhimento de contribuições, o fornecimento de informações à Secretaria da Receita Federal, necessárias à identificação dos contribuintes e os valores globais das respectivas operações. Evasão Fiscal De acordo com a referida Lei Complementar n.º 105, com o Decreto n.º 3.724, de 10 de janeiro de 2001, e com a Lei n.º de 27 de dezembro de 1996, alterada pela Lei nº de 17 de setembro de 2012, as autoridades fiscais brasileiras ficam autorizadas a solicitar que as instituições financeiras forneçam informações normalmente protegidas pelo sigilo bancário, sem necessidade de autorização judicial, desde que existam evidências suficientes de que o cliente tenha praticado atos que envolvam evasão fiscal. Dentre outras evidências, poderão estar presentes: declaração, efetuada pelo cliente, de operações com valor inferior ao valor de mercado; créditos adquiridos de fontes não integrantes do Sistema Financeiro Nacional; operações envolvendo paraísos fiscais ; despesas ou investimentos que excedam o valor da renda disponível declarada; remessas de moeda ao exterior, por meio de contas de não residentes em quantias que excedam o valor declarado à autoridade competente; pessoas jurídicas que tenham seu registro junto ao Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas, ou CNPJ cancelados ou anulados; omissão de rendimentos ou ganhos líquidos, decorrentes de aplicações financeiras de renda fixa ou variável; embaraço à fiscalização, caracterizado pela negativa não justificada de exibição de livros e documentos em que se assente a escrituração das atividades do sujeito passivo, bem como pelo não fornecimento de informações sobre bens, movimentação financeira, negócio ou atividade, próprios ou de terceiros, quando intimado, e demais hipóteses que autorizam a requisição do auxílio da força pública; resistência à fiscalização, caracterizada pela negativa de acesso ao estabelecimento, ao domicílio fiscal ou a qualquer outro local onde se desenvolvam as atividades do sujeito passivo, ou se encontrem bens de sua posse ou propriedade; evidências de que a pessoa jurídica esteja constituída por interpostas pessoas que não sejam os verdadeiros sócios ou acionistas, ou o titular, no caso de firma individual; realização de operações sujeitas à incidência tributária, sem a devida inscrição no cadastro de contribuintes apropriado; prática reiterada de infração da legislação tributária; comercialização de mercadorias com evidências de contrabando ou descaminho; e incidência em conduta que enseje representação criminal, nos termos da legislação que rege os crimes contra a ordem tributária. Exceto pelas circunstâncias acima relacionadas, as informações protegidas por leis de sigilo bancário podem ser fornecidas apenas quando em cumprimento à determinação do Poder Judiciário ou de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Regime de Administração Especial Temporária 15 PÁGINA: 77 de 285

84 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades O Regime de Administração Especial Temporária ou RAET, previsto no Decreto-lei n.º 2.321, de 25 de fevereiro de 1987, possibilita a recuperação econômico-financeira e a reorganização da instituição financeira, sem, contudo, afetar o curso regular dos negócios ou o funcionamento normal da instituição. O RAET poderá ser determinado pelo Banco Central quando se verificar, nas instituições financeiras privadas e nas públicas não federais: prática reiterada de operações contrárias à política financeira e econômica, tal qual estabelecida por leis federais; existência de passivo a descoberto; descumprimento das normas referentes à conta de reservas bancárias; e gestão temerária ou fraudulenta; ou ocorrência de qualquer das situações que demandem intervenção. Intervenção As instituições financeiras privadas e as públicas estaduais e municipais estão sujeitas aos procedimentos estabelecidos pela Lei n.º 6.024, de 13 de março de 1974, que dispõe sobre a intervenção e a liquidação extrajudicial. Tais medidas são impostas quando o Banco Central vislumbra má situação financeira ou detecta eventos potencialmente lesivos aos interesses dos credores. O Banco Central deve intervir na gestão de qualquer instituição financeira que: sofrer perdas que representem um risco para os credores, devido à má-gestão; repetidamente violar regras do sistema financeiro; ou suportar circunstâncias que possam levá-la à falência. O período máximo da intervenção é de seis meses, podendo ser prorrogado uma única vez, por decisão do Banco Central, por até seis meses. Durante o período de intervenção, as responsabilidades da instituição por obrigações não pagas, por obrigações anteriores à intervenção que ainda não tenham vencido e, ainda, por depósitos, ficam suspensas. O processo de intervenção cessará diante das seguintes hipóteses: (i) caso o Banco Central reconheça que as irregularidades que motivaram a intervenção tenham sido eliminadas; (ii) com a permissão do Banco Central, se as partes convencionarem assumir a administração da instituição financeira após terem disponibilizado garantias suficientes; ou (iii) quando a liquidação extrajudicial ou a falência da instituição financeira for decretada. O Banco Central poderá, à vista do relatório ou da proposta do interventor, decretar a liquidação da instituição financeira ou autorizar o interventor a ajuizar pedido de falência se os ativos da instituição foram insuficientes para saldar pelo menos 50% dos débitos quirografários, ou quando julgada inconveniente a liquidação extrajudicial, ou quando a complexidade dos negócios da instituição ou a gravidade dos fatos apurados aconselharem a medida. Liquidação Extrajudicial O Banco Central liquidará uma instituição financeira: (i) de ofício, sempre que: em razão de ocorrências que comprometam sua situação econômica ou financeira, especialmente quando deixar de cumprir suas obrigações nos seus vencimentos, ou quando apresentar indícios de estado falimentar; se a instituição financeira em questão violar gravemente as leis, disposições ou regras do mercado financeiro; se a instituição financeira em questão sofrer perdas que sujeitem os seus credores quirografários a riscos anormais; ou se, revogada a autorização para funcionar, a instituição financeira deixar de iniciar a liquidação dentro de 90 dias, ou, se iniciada, o Banco Central averiguar que o processo da liquidação prejudicará os credores; (ii) a requerimento dos administradores da instituição, se o respectivo estatuto social lhes conferir esta competência, ou por proposta do interventor, expostos de forma circunstanciada os motivos justificadores da medida. O decreto da liquidação extrajudicial produz os seguintes efeitos: (i) suspensão das ações e execuções sobre direitos e interesses relativos ao acervo da entidade liquidanda, bem como impedimento à distribuição de outras ações ou execuções durante a liquidação; (ii) vencimento antecipado das obrigações da liquidanda; (iii) não atendimento das cláusulas penais dos contratos unilaterais vencidos em virtude da decretação da liquidação; (iv) não fluência dos juros contra a massa, enquanto não integralmente pago o passivo; (v) interrupção da prescrição relativa a obrigações de responsabilidade da instituição e (vi) não reclamação de correção monetária de quaisquer dívidas passivas, nem de penas pecuniárias por infração de leis penais ou administrativas. 16 PÁGINA: 78 de 285

85 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades A liquidação extrajudicial cessará: (i) se os interessados pactuarem promover a continuidade das atividades da instituição, apresentando garantias suficientes, conforme exigido pelo Banco Central; (ii) com a aprovação das contas finais do liquidante e baixa no registro público competente; e (iii) com o decreto de falência da entidade. Nova Lei de Falências Em 2005, o Congresso Nacional promulgou a Nova Lei de Falências (Lei n.º , de 9 de fevereiro de 2005), que regula a recuperação judicial, recuperação extrajudicial e falência do empresário e da sociedade empresária. A Nova Lei de Falências está em vigor desde 09 de junho de 2005 e é aplicável subsidiariamente às instituições financeiras. A Lei não afetará diretamente as instituições financeiras, as quais continuarão sujeitas aos regimes de intervenção e liquidação extrajudicial de acordo com a legislação específica. De acordo com a mencionada Lei, em caso de falência, a ordem de preferência dos créditos será a seguinte: (i) créditos trabalhistas (até 150 salários mínimos por funcionário) e créditos decorrentes de acidentes de trabalho; (ii) créditos com garantia real até o limite do bem dado em garantia; (iii) créditos tributários; (iv) créditos com privilégio especial, de acordo com a legislação brasileira; (v) créditos com privilégio geral, conforme a legislação brasileira; (vi) créditos quirografários; (vii) multas contratuais e penas pecuniárias penais, administrativas e tributárias; e (viii) créditos subordinados. As mudanças na ordem de preferência dos créditos são consideradas favoráveis aos credores brasileiros, na medida em que os créditos fiscais não têm mais preferência sobre os créditos de instituições financeiras que sejam garantidos por garantia real. Espera-se que tais mudanças aumentem a concessão de créditos e promovam o desenvolvimento do setor financeiro nacional. Adicionalmente, o Código Tributário Nacional foi alterado a fim de estabelecer que nos casos em que a empresa sob recuperação judicial ou processo falimentar alienar seus ativos, o adquirente não será sucessor nas obrigações tributárias ocorridas antes da alienação. Espera-se que essa alteração seja favorável para a recuperação das empresas por meio da disposição de parte de seus ativos. Regulamentação Ambiental As atividades que financiamos, principalmente no setor agrícola e de desenvolvimento, estão sujeitas a uma extensa legislação ambiental nas esferas federal, estadual e municipal. Essa legislação estabelece obrigações envolvendo medidas preventivas e corretivas relacionadas com impactos ao meio ambiente, incluindo o licenciamento ambiental de atividades potencialmente ou efetivamente poluidoras, bem como demais critérios concernentes a legislação ambiental vigente. Esta legislação também prevê a aplicação de sanções penais e administrativas às pessoas físicas e jurídicas que descumprirem as obrigações nela estabelecidas. Adicionalmente, a Lei Federal n.º /2005 (a nova "Lei de Biossegurança"), que disciplina especificamente as atividades envolvendo os transgênicos, estabelece expressamente a corresponsabilidade das instituições financeiras no que diz respeito ao eventual descumprimento, por parte dos financiados, de obrigações previstas nesta lei. Considerando o risco reputacional e de responsabilidade jurídica a que estamos sujeitos caso venhamos a financiar empreendimentos ou atividades sem o atendimento às questões pertinentes, adotamos alguns procedimentos internos que nos auxiliam na verificação de conformidade legal ambiental dos empreendimentos e atividades que financiamos, incluindo a exigência de apresentação das licenças ambientais, bem como de outros documentos. Tributação Tributação sobre as Operações Financeiras As operações financeiras realizadas no Brasil estão em geral sujeitas ao Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), que pode incidir de forma definitiva ou a título de antecipação e ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). As receitas de operações financeiras auferidas por empresas brasileiras também estão sujeitas à tributação pela Contribuição ao Programa de Integração Social (PIS) e pela Contribuição Social sobre o Faturamento (COFINS). As alíquotas do PIS e da COFINS atualmente estão reduzidas a zero no tocante à maioria das receitas financeiras auferidas por empresas sujeitas ao sistema de tributação não cumulativa do PIS e da COFINS. Contudo, as instituições financeiras não compartilham deste regime tributário, e estão sujeitas à cobrança do PIS à alíquota de 0,65% e da COFINS à alíquota de 4,0% sobre a totalidade de suas receitas, admitidas certas deduções da base de cálculo. Os rendimentos decorrentes das operações financeiras realizadas pelas pessoas jurídicas, inclusive instituições financeiras, devem compor a base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social. 17 PÁGINA: 79 de 285

86 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades Imposto de Renda Em geral, o imposto de renda incide sobre os rendimentos ou ganhos decorrentes de operações financeiras realizadas por pessoas físicas ou jurídicas domiciliadas e residentes no Brasil. Os rendimentos decorrentes de aplicações financeiras de renda variável, em geral, são tributados pelo imposto de renda à alíquota de 15%. Os rendimentos decorrentes de aplicações financeiras de renda fixa estão sujeitos, em geral, à tributação pelo IRRF, às alíquotas regressivas que podem variar de 22,5%, 20,0%, 17,5% e 15,0%, conforme o prazo da aplicação e o tipo do investimento. Para as pessoas jurídicas domiciliadas no Brasil, as incidências acima mencionadas são consideradas como antecipação do IRPJ. Com exceção de investimentos estrangeiros realizados em conformidade com as normas especificadas pela Resolução n.º 2.689/2000 do CMN, que atualmente se beneficiam de regime especial de tributação, os investimentos no mercado brasileiro financeiro e de capitais por pessoas residentes ou domiciliadas no exterior em geral estão sujeitos às mesmas normas de tributação aplicáveis a residentes brasileiros. Os estrangeiros que investirem no mercado financeiro e de capitais brasileiro em conformidade com as normas do CMN estarão sujeitos à tributação pelo IRRF às seguintes alíquotas: (i) 10% para aplicações financeiras em fundos de ações, em operações de swap, registradas ou não em bolsa, e operações em mercados de liquidação futura, fora de bolsa; (ii) 15% para aplicações financeiras de renda fixa e nos demais casos, independentemente do prazo do investimento; e (iii) 0% para ganhos de capital, assim definidos em lei como aqueles decorrentes de operações realizadas em bolsa de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas, e nas operações com ouro ativo financeiro, fora de bolsa, bem como para determinados rendimentos auferidos com títulos públicos e alguns investimentos em alguns tipos de fundos de investimento. Para as instituições financeiras, os rendimentos e ganhos decorrentes de operações financeiras devem compor a base de cálculo do IRPJ e das Contribuições Sociais. Em linhas gerais, o IRPJ incide sobre o lucro real tributável à alíquota de 15%, mais o adicional de 10% sobre a parcela do lucro real tributável que exceder o valor de R$20.000,00 por mês ou R$ ,00 por ano. As Contribuições Sociais incidem à alíquota de 15% sobre o lucro líquido, antes da provisão para o IRPJ. As instituições financeiras estão isentas do IRRF e do imposto de renda de aplicações de renda variável devidos na forma de antecipação do IRPJ, incidente sobre os rendimentos ou ganhos decorrentes de operações financeiras de renda fixa ou variável. Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) O IOF, conforme disposto na Lei 8.894, de 21 de junho de 1994, e no Decreto 4.494, de 03 de dezembro de 2002, constitui imposto federal incidente sobre diferentes espécies de operações (crédito, câmbio, seguros, títulos e valores mobiliários, ouro ou instrumento cambial), a diferentes alíquotas. As alíquotas do IOF poderão a qualquer tempo ser alteradas pelo Governo Federal mediante Decreto Executivo, até os limites previstos em lei, sem necessidade de aprovação do Congresso Nacional. Alterações na legislação do IOF também passam a ser imediatamente aplicáveis, apesar de qualquer aumento das alíquotas do IOF valer apenas para operações futuras. As operações de câmbio realizadas por instituições autorizadas estão sujeitas ao IOF ( IOF/Câmbio ) à alíquota máxima de 25%. Atualmente, a alíquota do IOF/Câmbio está reduzida a zero, salvo em casos limitados, como entradas de recursos no Brasil decorrentes de, ou destinados a, empréstimos de moeda com prazo médio mínimo de até 90 dias, sujeitos à alíquota de 5,38%, e transferências de recursos para o exterior, vinculadas a cartões de crédito decorrente de aquisições no exterior, as quais estão sujeitas à alíquota de 6,38%. O IOF também se aplica às operações de crédito em geral ( IOF/Crédito ) realizadas por instituições financeiras ou não financeiras, à alíquota de 0,0041% ao dia, limitada a 1,5% ao ano quando a base de cálculo não for apurada pelo somatório de saldos devedores diários, acrescida da alíquota adicional de 0,38%, ainda que a operação seja de pagamento parcelado, com exceção de operações de crédito externo, que não estão sujeitas ao IOF/Crédito. Os contribuintes do IOF nessas operações são as pessoas físicas ou jurídicas tomadoras do crédito. A instituição financeira é responsável por efetuar o recolhimento do imposto, quando for a cedente dos recursos. O IOF incidente sobre operações relativas a valores mobiliários e títulos de crédito ( IOF/Títulos ) é aplicado à alíquota máxima de 1,5% ao dia. Contudo, as alíquotas vigentes variam de 0% a 1,5%, dependendo do tipo de operação. O Ministro da Fazenda, entretanto, tem competência para elevar a alíquota até o máximo de 1,5% ao dia do valor da operação tributada, durante o período em que o investidor mantiver a titularidade dos valores mobiliários, até o valor igual ao ganho obtido na transação e somente a partir da data de seu acréscimo ou criação. O IOF/Títulos também incide sobre ganhos realizados em transações com prazos inferiores a 30 dias que consistirem da venda, cessão, recompra ou repactuação de investimentos de renda fixa ou resgate de aplicações em fundos de investimento ou consórcios de investimento. A alíquota máxima do IOF cobrável em tais casos é 1% ao dia, até determinado percentual do valor igual ao ganho obtido na transação, sendo este percentual decrescente de acordo com a duração da transação, atingindo 0% para operações com vencimento de no mínimo 30 dias. Atualmente, contudo, a alíquota para os seguintes tipos de operações é 0% (zero): operações realizadas com instituições financeiras e outras instituições registradas no Banco Central como principais; 18 PÁGINA: 80 de 285

87 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades operações realizadas pelas carteiras dos próprios fundos de investimento ou consórcios de investimento; operações realizadas nos mercados de renda variável, incluindo aquelas realizadas nas bolsas de valores, futuros e mercadorias e entidades semelhantes; resgates de ações em fundos de ações; e operações realizadas por entidades governamentais, partidos políticos e sindicatos de trabalhadores. Na maioria de suas transações as instituições financeiras estão sujeitas ao IOF incidente sobre operações relativas a títulos e valores mobiliários à alíquota zero. O IOF incide sobre operações de seguro nas seguintes alíquotas: (i) 0%, nas operações de resseguro ou aquelas relacionadas a créditos de exportação, ao transporte internacional de mercadorias ou quando os prêmios são alocados para o financiamento de planos de seguro de vida com cláusula de cobertura por sobrevivência, entre outras; (ii) 0% dos prêmios pagos no caso de (a) seguro de saúde e (b) seguro de vida para acidentes pessoais e de trabalho (a partir de 1º de setembro de 2006) e (iii) 7,38% dos prêmios pagos no caso de outros tipos de seguro. O seguro rural está isento da tributação do IOF. Contribuições ao PIS e COFINS As contribuições ao PIS e à COFINS são as duas contribuições sociais devidas pelas pessoas jurídicas brasileiras sobre o valor total do seu faturamento, que, para fins de determinação da base de cálculo dessas contribuições, é entendido como o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. O total das receitas compreende a receita bruta da venda de bens e serviços nas operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica. A legislação brasileira prevê a existência de duas sistemáticas para a apuração do PIS e da COFINS, a cumulativa e não cumulativa. A sistemática não cumulativa foi instituída pelas Leis /02 e /03, respectivamente em relação ao PIS e à COFINS. De acordo com o regime da não-cumulatividade, as contribuições ao PIS e à COFINS poderão ser calculadas mediante o desconto de créditos gerados a partir da aquisição de determinados bens, insumos e serviços previstos em lei. As contribuições ao PIS e à COFINS, na sistemática da não-cumulatividade, incidem às alíquotas de 1,65% e 7,6%, respectivamente. As alíquotas do PIS e da COFINS estão reduzidas à zero no tocante às receitas financeiras auferidas por pessoas jurídicas sujeitas ao sistema de tributação não-cumulativa do PIS e da COFINS. O regime da nãocumulatividade é aplicável, em geral, às pessoas jurídicas que são tributadas pelo IRPJ e Contribuições Sociais, de acordo com o lucro real. Já no regime da cumulatividade, que é aplicável, entre outras especificamente determinadas em lei, às pessoas jurídicas que são tributadas pelo lucro presumido, as alíquotas são de 0,65% e 3,0% em relação ao PIS e à COFINS, respectivamente, e não há o direito à utilização de quaisquer créditos para o cálculo de ambas as contribuições. No que se refere às instituições financeiras, elas são tributadas de modo peculiar. Tais pessoas jurídicas estão autorizadas a deduzir da base de cálculo do PIS e da COFINS as despesas relativas aos serviços bancários prestados, dentre outras previstas em lei. Ademais, no caso das instituições financeiras, o PIS e a COFINS incidem às alíquotas de 0,65% e 4,0%, respectivamente. Finalmente, note-se que a sistemática de tributação do PIS e da COFINS para as instituições financeiras não se equipara ao regime da não-cumulatividade aplicável às demais pessoas jurídicas já que, embora haja a dedução de despesas, não há a possibilidade de aproveitamento de créditos. Imposto Sobre Serviços As receitas auferidas pelos serviços que prestamos aos nossos clientes, de forma dissociada das operações financeiras, sujeitam-se aos Imposto sobre Serviços de qualquer Natureza ( ISS ), a alíquotas variáveis, de acordo com a legislação dos municípios em que se encontra localizado o estabelecimento que prestou o respectivo serviço. b. política ambiental da Companhia e custos incorridos para o cumprimento da regulação ambiental e, se for o caso, de outras práticas ambientais, inclusive a adesão a padrões internacionais de proteção ambiental A empresa possui uma política de sustentabilidade própria. Ao mesmo tempo obedece a Lei Federal 6.938/81, que estabelece que as entidades e órgãos de financiamento e incentivos governamentais condicionarão a aprovação de 19 PÁGINA: 81 de 285

88 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades projetos habilitados a esses benefícios ao licenciamento, na forma desta Lei, e ao cumprimento das normas, dos critérios e dos padrões expedidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA e Conselho Estadual do Meio Ambiente CONSEMA. Existem exclusões específicas exigidas dentro das políticas de crédito. Em todas as operações de longo prazo, cujo repasse é realizado através do BNDES, são observadas as seguintes cláusulas: a) No caso de operações de longo prazo, o tomador de crédito não pode estar incluído na lista de cadastro de Empregadores Portaria nº 540 de 15 de outubro de 2004 (em razão da prática de atos que importem em discriminação de raça ou de gênero, trabalho infantil e trabalho escravo, e/ou sentença condenatória transitada em julgado, proferida em decorrência dos referidos atos, ou ainda, de outros que caracterizem assédio moral ou sexual, ou que importem em crime contra o meio ambiente). b) O cliente deve assinar declaração clara ao Agente Financeiro colocando não ter sido notificado de qualquer sanção restritiva de direito, nos termos dos incisos I, II, IV e V art. 20 do Decreto nº 6.514, de 22 de julho de 2008 (Declaração acerca da inexistência de infrações e sanções administrativas ao meio ambiente). c) O declarante está ciente de que a falsidade da declaração ora prestada acarretará a aplicação das sanções legais cabíveis, de natureza civil e penal. d) Através do CPF/CNPJ do cliente se retira guia de certidão negativa de débito do Ministério do Meio Ambiente MMA, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA, a qual é assinada pelo mesmo. e) Dentro dessa visão, existem processos e procedimentos usados para identificar e avaliar os riscos sociais e ambientais. f) Nos convênios que têm como objeto o credenciamento junto ao Banrisul de pessoas jurídicas de responsabilidade limitada, ou técnicos com firma individual, devidamente registrados no CREA ou CVRM, para fim de elaborar projeto e/ou prestar assistência técnica nas operações de crédito rural, existe uma cláusula em que a credenciada compromete-se por si e seus técnicos a recomendar e orientar a utilização de tecnologias de produção técnica, econômica e ambientalmente sustentáveis. Os procedimentos para avaliação e classificação de riscos ambientais e sociais nas linhas de negócios são os definidos pelo BNDES nas operações de longo prazo. As decisões de aceitar ou declinar uma transação estão condicionadas pelos critérios existentes nas políticas do BNDES. Nas operações de curto prazo para financiamento de culturas agrícolas irrigadas são solicitados os documentos de outorga, emitido pelo Departamento de Recursos Hídricos DRH/SEMA Secretaria Estadual de Meio Ambiente e a licença de operação de irrigante através do órgão ambiental, Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler/RS- FEPAM. Na esfera do crédito imobiliário, as obras a serem financiadas pelo Banco, obrigatoriamente, são aprovadas pela Prefeitura Municipal (incluída a licença ambiental) onde serão edificadas. Além do supracitado, o Banrisul aderiu ao Protocolo Verde, que é uma carta de intenções a qual os bancos signatários se comprometem a empreender esforços de maneira conjunta, para a criação de políticas e práticas bancárias que estejam em sintonia com o objetivo de promover o desenvolvimento de forma sustentável. Dentre os seus cinco princípios norteadores, está o financiamento por meio de linhas de crédito e programas que atendam a qualidade de vida da população, o uso sustentável dos recursos naturais, bem como dos materiais deles derivados (visando à racionalização de processos internos) e a sensibilização e engajamento das partes interessadas (público interno e externo). A consideração dos impactos e os custos socioambientais na gestão de seus ativos e na análise de risco de cada projeto de investimento, também são contemplados. Para atingirmos esse objetivo, estamos realizando um esforço conjunto no sentido de empreender políticas e práticas bancárias que sejam precursoras e multiplicadoras, em termos de responsabilidade socioambiental e que estejam em harmonia com o objetivo de promover um desenvolvimento que não comprometa as necessidades das gerações futuras. Modalidades de Crédito Para a ampliação das ações na área de desenvolvimento sustentável, o Banrisul oferece diversas modalidades de crédito: No meio rural Adubação verde, adoção de práticas conservacionistas do solo, implantação, conservação e expansão de sistemas de tratamento de efluentes e de projetos de adequação ambiental, implantação de florestas de espécies nativas e exóticas, recomposição e manutenção de áreas de preservação e reserva legal, sistemas orgânicos de produção, atividades relacionadas ao turismo rural, implantação, utilização e/ou recuperação de tecnologias de energia renovável, tecnologias ambientais, armazenamento hídrico e pequenos aproveitamentos hidroenergéticos. 20 PÁGINA: 82 de 285

89 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades Saneamento básico Projetos de coleta, saneamento e destino final de resíduos sólidos industriais, comerciais, domésticos e hospitalares. Incluindo-se, igualmente, projetos inseridos nos programas de comitês de bacias hidrográficas, voltados à implantação de redes coletoras com designação final adequada e de sistemas de tratamento de esgotos sanitários. Mecanismos de desenvolvimento Limpo Estudo de viabilidade do projeto, custos de sua elaboração. Documento de Concepção de Projeto (PDD) e demais custos relativos ao processo de validação e registro. TI Verde - Em consonância com o Protocolo Verde, várias práticas são implementadas e em vias de implantação, entre elas: substituição de microcomputadores por modelos com maior eficiência energética; reciclagem de 590 quilos de material de cabeamento; implantação do novo Datacenter do Banco e prédio de escritórios da TI segundo parâmetros ambientais com a elaboração de editais de licitação para fornecimento de produtos e serviços contemplando critérios socioambientais e de saúde do trabalhador; racionalização do uso e dos gastos com papel e copos plásticos. Seguindo o conceito de racionalização, foram substituídas impressoras laser e aparelhos de fax por impressoras multifuncionais. Com esta medida foi reduzida a demanda por tonners. Com o novo contrato de outsourcing está contemplada a logística reversa, onde a empresa já recolhe os tonners para descarte. Buscando melhorias tanto de performance quanto de consumo, foi providenciada a substituição de estações de trabalho por estações mais avançadas nesse sentido. Todas as antigas estações de trabalho foram destinadas para projetos sociais e de inclusão digital. Das baterias UPS que foram adquiridas em 2011 foram utilizadas baterias, em 2012, para substituição em UPS s do Banco. As baterias de UPS substituídas foram destinadas ao fornecedor para descarte ou reutilização. c. dependência de patentes, marcas, licenças, concessões, franquias, contratos de royalties relevantes para o desenvolvimento das atividades. Informações contidas no item 9.1.b. 21 PÁGINA: 83 de 285

90 7.6 - Receitas relevantes provenientes do exterior 7.6 Receitas relevantes provenientes de países estrangeiros A Instituição não obtém receitas relevantes em outros países que não o Brasil. PÁGINA: 84 de 285

91 7.7 - Efeitos da regulação estrangeira nas atividades 7.7 Regulação dos países em que a Companhia obtém receitas relevantes Não aplicável à Instituição. PÁGINA: 85 de 285

92 7.8 - Relações de longo prazo relevantes 7.8 Descrição das relações de longo prazo relevantes da Companhia que não figurem em outra parte deste formulário No início de 2012, o Banrisul estreou no mercado externo de títulos de dívida subordinada, efetivando uma captação de US$500 milhões, pelo prazo de 10 anos, cupom de juros de 7,375% aa. e rendimento efetivo de 7,50% aa. Ao final de 2012, por meio da reabertura da emissão de notas subordinadas realizada em janeiro do respectivo ano, a Instituição realizou a segunda captação no valor de US$275 milhões, pelo prazo de 10 anos, cupom de juros de 7,375% aa. e rendimento efetivo de 5,95% aa. Os valores captados representam possibilidade de concessão de crédito ampliada e fortalecem o capital de nível II, favorecendo o crescimento sustentado dos negócios. O Banrisul participa de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos na modalidade swap e termo de moeda, registrados em contas patrimoniais e de compensação, que se destinam a atender necessidades próprias para administrar sua exposição global. A utilização dos instrumentos financeiros derivativos tem por objetivo, predominantemente, de mitigar os riscos decorrentes das oscilações cambiais da operação de captação externa efetuada pelo Banrisul, que resultam na conversão destas taxas para a variação da taxa CDI. Com esse objetivo, as operações com instrumentos derivativos na modalidade swap são de longo prazo, acompanhando o fluxo e vencimento da captação externa, enquanto as operações de termo de moeda são de curto prazo, vencendo à medida em que frações da captação externa são protegidas por hedge natural. Em 18/09/2013 o banco publicou seu primeiro Relatório de Sustentabilidade, nos padrões GRI. O arquivo está disponível no site bem como no sistema IPE, na CVM. PÁGINA: 86 de 285

93 7.9 - Outras informações relevantes 7.9 Outras informações que a Companhia julga relevantes A Banrisul Cartões S.A., anteriormente denominada de Banrisul Serviços Ltda., foi constituída 1969 e em 2013 passou por importante reorganização. Ao final de 2013, a Banrisul Cartões S.A. adquiriu junto ao Banrisul as operações da rede de adquirência. Nesta transação foram cedidos R$908,1 milhões de ativos, sendo R$116,5 milhões de operações de antecipação de recebíveis registrados pelo valor contábil, não tendo reflexos no patrimonial, e R$810,1 milhões de passivos cuja diferença no montante de R$97,9 milhões foi liquidado financeiramente. Desta maneira, a Banrisul Cartões passou a centralizar e abranger no seu objeto social, além da gestão de produtos que servem como meios de pagamento relacionados a cartões de benefícios e serviços, a administração das operações da rede de adquirência, com credenciamento de estabelecimentos e a captura e processamento dos dados relativos às transações decorrentes de uso de cartões de crédito e débito. PÁGINA: 87 de 285

94 8.1 - Descrição do Grupo Econômico 8.1 Descrição do grupo econômico em que se insere a Companhia a. controladores diretos e indiretos Somos sociedade de economia mista controlada pelo Estado do Rio Grande do Sul. Vide item 15 deste Formulário de Referência para mais informações. b. controladas e coligadas Na data deste Formulário de Referência, possuíamos quatro empresas subsidiárias: Banrisul Armazéns Gerais S.A., Banrisul S.A. Administradora de Consórcios, Banrisul S.A. Corretora de Valores Mobiliários e Câmbio e, Banrisul Cartões S.A. e, uma empresa coligada: Credimatone Promotora de Vendas e Serviços S/A. Banrisul Armazéns Gerais. A Banrisul Armazéns Gerais é a nossa controlada que explora serviços de armazéns gerais. Localizada em Canoas (RS), atua como permissionária da Secretaria da Receita Federal para administrar o Porto Seco da região metropolitana, atuando nos regimes de importação e exportação - nas modalidades de Entreposto Aduaneiro, Depósito Alfandegado Público (DAP) e Depósito Alfandegado Certificado (DAC) - e de armazém geral. Em 31 de dezembro de 2013, detínhamos 99,5% do seu capital. Banrisul S.A. Administradora de Consórcios. A Banrisul Consórcios é a nossa controlada que tem por objeto a constituição e administração de grupos de consórcios destinados à aquisição de bens móveis e imóveis. Em 31 de dezembro de 2013, detínhamos 99,7% do capital da Banrisul Consórcios. Em 14 de outubro de 2010 foi protocolada a oferta pública de compra das ações que se encontravam em poder dos acionistas minoritários detentores de ações ordinárias em circulação no mercado pelo acionista controlador, o Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. e, em 17 de dezembro de 2010, a Comissão de Valores Mobiliários CVM, aprovou o cancelamento do registro de companhia aberta. Banrisul S.A. Corretora de Valores Mobiliários e Câmbio. A Banrisul Corretora é a nossa controlada que explora serviços de intermediação de títulos e valores mobiliários negociados na BM&FBOVESPA, câmbio e certificados de investimento audiovisual. A Banrisul Corretora administra Clubes de Investimentos. A Banrisul Corretora é membro da BM&FBOVESPA. Os serviços oferecidos estão disponíveis para clientes do Banrisul ou terceiros, inclusive por meio do sistema home broker. Em 31 de dezembro de 2013, detínhamos 98,9% do capital da Banrisul Corretora. Banrisul Cartões. Em outubro 2013, nossa controlada Banrisul Serviços, especializada na administração de vouchers, integrou às suas atividades as operações da Rede de Adquirência multibandeira do Banrisul. A reorganização administrativa e operacional implicou na alteração do objeto social, da razão social e do tipo societário da empresa, que passou a se chamar Banrisul Cartões S.A. No segmento de vouchers, a linha de produtos ganhou nova identidade visual, passando a se chamar BanriCard, contemplando os cartões Alimentação, Refeição, Combustível, Gestão de Despesas, Aluguel Social, Vale-Cultura, Desenvolvimento Rural, Benefício, Presente e Salário, além do Sistema de Manutenção de Frotas. Em dezembro de 2013, detínhamos 99,8% do capital da Banrisul Cartões. Credimatone Promotora de Vendas e Serviços S/A. A Credimatone Promotora de Vendas e Serviços S/A é nossa coligada, especializada na originação de crédito consignado, que compõe a estratégia de crescimento do Banco, focada na ampliação de canais de relacionamento, aumento do volume de crédito e distribuição de produtos e serviços financeiros em escala nacional. Em 31 de dezembro de 2013, detínhamos 49,9% do capital da Credimatone Promotora de Vendas e Serviços S/A. c. participações da Companhia em sociedades do grupo Além das participações informadas no item 8.1(b) deste Formulário de Referência, a Instituição não detém participação em nenhuma outra sociedade. d. participações de sociedades do grupo na Companhia Nenhuma sociedade do grupo detém participação na Instituição. e. sociedades sob controle comum Além do Banrisul, são empresas controladas pelo Estado do Rio Grande do Sul: CEASA: sociedade por ações de economia mista, tendo capital do Governo do Estado do Rio Grande do Sul (a quem cabe a gestão, através da Secretaria da Agricultura) e, da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. É o grande centro PÁGINA: 88 de 285

95 8.1 - Descrição do Grupo Econômico distribuidor de hortigranjeiros do Rio Grande do Sul. Cerca de 35% do total consumido no Estado são comercializados pelas empresas e produtores que operam na CEASA/RS. CEEE: empresa de economia mista, concessionária dos serviços de distribuição de energia elétrica na região sul-sudeste do Estado do Rio Grande do Sul. Atende a 72 municípios, que correspondem a aproximadamente 32% do mercado consumidor do Estado. CESA: sociedade anônima de economia mista, vinculada à Secretaria da Agricultura e Abastecimento, que tem por finalidade suprir o setor agrícola de infraestrutura de armazenagem compatível com as safras gaúchas. É responsável pela política oficial de armazenamento no Estado e opera basicamente como depositária de produtos de terceiros. CORAG: sociedade de economia mista, vinculada à Secretaria da Administração e dos Recursos Humanos, responsável por publicar atos oficiais e prestar serviços gráficos para o Estado e a sociedade gaúcha. CORSAN: é responsável pelo abastecimento de água tratada a cerca de dois terços da população do Estado. CRM: sociedade de economia mista vinculada à Secretaria de Infraestrutura e Logística do Estado, responsável por pesquisar, produzir e comercializar carvão e outros minerais. PROCERGS: empresa de economia mista, responsável por executar a política de informática do Estado. É a maior empresa de informática do Rio Grande do Sul e processa diariamente milhões de transações vitais para o bom funcionamento do serviço público e o atendimento à comunidade. BADESUL: é responsável por prestar soluções financeiras e estratégicas para o desenvolvimento econômico e social do Estado. SULGÁS: sociedade de economia mista, tendo como acionistas o Estado do Rio Grande do Sul e a Petrobras Gás S/A Gaspetro. É responsável pela comercialização e distribuição de gás natural canalizado no Estado. 2 PÁGINA: 89 de 285

96 8.2 - Organograma do Grupo Econômico 8.2 Organograma do grupo econômico em que se insere a Companhia PÁGINA: 90 de 285

97 8.3 - Operações de reestruturação Data da operação 03/10/2013 Evento societário Descrição do evento societário "Outro" Descrição da operação Outro Reestruturação de Empresa subsidiária Reestruturação da Banrisul Cartões S.A., descrito no item 6.5, Evento 4, deste Formulário de Referência. Transformação de empesa Ltda em S.A., capital fechado (sem ações em Bolsa de Valores) PÁGINA: 91 de 285

98 8.4 - Outras informações relevantes 8.4 Outras informações que a Companhia julga relevantes Nada a declarar. PÁGINA: 92 de 285

99 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes - outros 9.1 Bens do ativo não circulante relevantes para o desenvolvimento das atividades da Companhia, referentes ao último exercício social a. Ativos imobilizados, inclusive aqueles objeto de aluguel ou arrendamento RS Outros Estados Arrendados Próprios Total b. Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Nome Descrição Duração Território Atingido Eventos que podem causar a perda dos direitos relativos a tais ativos Possíveis conseqüências da perda de tais direitos Marca Banrisul Marca Banricompras Refere-se à marca pela qual é conhecido o Banco do Estado do Rio Grande do Sul, S.A., registrada no INPI Instituto Nacional da Propriedade Industrial em 10 de agosto de 1971 sob a forma nominativa. Refere-se à marca pela qual é conhecido produto exclusivo dos clientes do Banrisul que utiliza o cartão de conta corrente para efetuar o pagamento de compras, nas modalidades à vista, pré-datado, parcelado e Crédito 1 Minuto, em estabelecimentos conveniados pelo Banrisul e devidamente identificados com a marca Banricompras. Marca registrada no INPI Instituto Nacional da Propriedade Industrial em 30 de novembro de 1997 sob a forma nominativa, e em 18 de março de 2008 sob a forma mista. Até Dezembro de 2015, renovável a cada dez anos. Até Novembro de 2017, renovável a cada dez anos (nominativa). Até Agosto de 2018, renovável a cada dez anos (mista). Brasil Brasil No âmbito administrativo junto ao INPI Instituto Nacional da Propriedade Industrial, os pedidos de registro de marca que estejam sob sua análise podem ser negados. Até mesmo para os registros de marca já concedidos não é possível assegurar que terceiros (ou o próprio INPI) não tentem prejudicar os registros da Companhia (com processos de nulidade ou caducidade, por exemplo). No âmbito judicial, embora a Companhia seja titular do registro, não é possível assegurar que terceiros não venham a alegar que a Companhia esteja violando seus direitos de propriedade intelectual e eventualmente obtenham alguma vitória. Além disso, a manutenção dos registros de marcas é realizada através do pagamento periódico de retribuições ao INPI, imprescindível para evitar a extinção dos registros e a consequente cessação dos direitos do titular. No âmbito administrativo junto ao INPI Instituto Nacional da Propriedade Industrial, os pedidos de registro de marca que estejam sob sua análise podem ser negados. Até mesmo para os registros de marca já concedidos não é possível assegurar que terceiros (ou o próprio INPI) não tentem prejudicar os registros da Companhia (com processos de nulidade ou caducidade, por exemplo). No âmbito judicial, embora a Companhia seja titular do registro, não é possível assegurar que terceiros não venham a alegar que a Companhia esteja violando seus direitos de propriedade intelectual e eventualmente obtenham alguma vitória. Além disso, a manutenção dos registros de marcas é realizada através do pagamento periódico de retribuições ao INPI, imprescindível para evitar a extinção dos registros e a consequente cessação dos direitos do titular. A eventual perda dos direitos sobre a marca registrada pelo Banrisul acarretaria o fim do direito de uso exclusivo em território nacional. Em decorrência disso, o Banrisul encontraria dificuldades para impedir terceiros de utilizar marcas idênticas ou semelhantes às suas para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes. Ainda, uma vez que o Banrisul não comprove ser legítimo titular da marca que utiliza, haveria a possibilidade de sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido de marca e violação de direitos de terceiros, acarretando prejuízos de imagem e financeiro. A eventual perda dos direitos sobre a marca registrada pelo Banrisul acarretaria o fim do direito de uso exclusivo em território nacional. Em decorrência disso, o Banrisul encontraria dificuldades para impedir terceiros de utilizar marcas idênticas ou semelhantes às suas para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes. Ainda, uma vez que o Banrisul não comprove ser legítimo titular da marca que utiliza, haveria a possibilidade de sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido de marca e violação de direitos de terceiros, acarretando prejuízos de imagem e financeiro. Obs.: os valores das marcas não estão contabilizados. PÁGINA: 93 de 285

100 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes - outros c. As sociedades em que a Companhia tenha participação Denominação social Banrisul Armazéns Gerais S.A. CNPJ / Sede Av. Getúlio Vargas nº 8201, Canoas-RS Atua nos regimes de importação e exportação - nas Atividades desenvolvidas modalidades de Entreposto Aduaneiro, Depósito Alfandegado Público (DAP) e Depósito Alfandegado Certificado (DAC) - e de armazém geral. Participação do emissor 99,50% Controlada ou coligada Controlada Registro na CVM Possui registro CVM nº , concedido em Valor contábil da participação percentual (%) 0,11% 9,26% 6,87% R$ 0, Valor de mercado da participação conforme a cotação das ações na data de encerramento do exercício social, quando tais ações forem negociadas em mercados organizados de valores mobiliários (R$ mil) A empresa não possui ações negociadas em mercados organizados de valores mobiliários. Valorização ou desvalorização de tal participação, nos 3 últimos exercícios sociais, de acordo com o valor contábil percentual (%) (R$0,00) Valorização ou desvalorização de tal participação, nos 3 últimos exercícios sociais, de acordo com o valor de mercado, conforme as cotações das ações na data de encerramento de cada exercício social, quando tais ações forem negociadas em mercados organizados (R$ 0,00) Montante de dividendos recebidos nos 3 últimos exercícios sociais (R$ 0,00) Razões para aquisição e manutenção de tal participação A empresa não possui ações negociadas em mercados organizados de valores mobiliários Investimento constituído e mantido em consonância com os objetivos de política pública do Estado, face à necessidade de manutenção de serviços públicos de armazenagem. Denominação social Banrisul S.A. Corretora de Valores Mobiliários e Câmbio CNPJ / Sede Rua Caldas Júnior nº 108-4º andar, Porto Alegre-RS Tem como atividade preponderante a compra e venda de ações, por conta própria e/ou de terceiros, no mercado à vista, de opções, termo e futuro, administração de clubes de investimentos, intermediação de operações em ouro, captação e Atividades desenvolvidas venda de cotas para a produção de filmes (Lei de Incentivo à Cultura), intermediação de operações de produtos agrícolas na Bolsa Brasileira de Valores e Mercadorias, coordenação da emissão de debêntures no mercado de capitais, intermediando a compra e venda desses papéis junto aos investidores. Participação do emissor 98,98% Controlada ou coligada Controlada Registro na CVM Não possui Valor contábil da participação percentual (%) 0,51% 1,58% 5,05% R$ 0, Valor de mercado da participação conforme a cotação das ações na data de encerramento do exercício social, quando tais ações forem negociadas em mercados organizados de valores mobiliários (R$ mil) A empresa não possui ações negociadas em mercados organizados de valores mobiliários. Valorização ou desvalorização de tal participação, nos 3 últimos exercícios sociais, de acordo com o valor contábil percentual (%) (R$0,00) Valorização ou desvalorização de tal participação, nos 3 últimos exercícios sociais, de acordo com o valor de mercado, conforme as cotações das ações na data de encerramento de cada exercício social, quando tais ações forem negociadas em mercados organizados (R$ mil) Montante de dividendos recebidos nos 3 últimos exercícios sociais (R$ 0,00) Razões para aquisição e manutenção de tal participação A empresa não possui ações negociadas em mercados organizados de valores mobiliários Coligada incorporada em função da necessidade de expansão das atividades do conglomerado financeiro, mediante a integração de atividades de corretagem no mercado mobiliário. 2 PÁGINA: 94 de 285

101 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes - outros Denominação social Banrisul S.A. Administradora de Consórcios CNPJ / Sede Atividades desenvolvidas Rua Caldas Júnior nº 108-7º andar, Porto Alegre-RS Administra grupos de consórcios em geral Participação do emissor 99,70% Controlada ou coligada Controlada Registro na CVM Possui registro CVM nº , concedido em Valor contábil da participação percentual (%) 8,72% 7,46% 8,41% R$ 0, Valor de mercado da participação conforme a cotação das ações na data de encerramento do exercício social, quando tais ações forem negociadas em mercados organizados de valores mobiliários (R$ mil) Valorização ou desvalorização de tal participação, nos 3 últimos exercícios sociais, de acordo com o valor contábil percentual (%) A empresa não possui ações negociadas em mercados organizados de valores mobiliários (R$0,00) Valorização ou desvalorização de tal participação, nos 3 últimos exercícios sociais, de acordo com o valor de mercado, conforme as cotações das ações na data de encerramento de cada exercício social, quando tais ações forem negociadas em mercados organizados (R$ 0,00) Montante de dividendos recebidos nos 3 últimos exercícios sociais (R$ 0,00) Razões para aquisição e manutenção de tal participação A empresa não possui ações negociadas em mercados organizados de valores mobiliários Investimento relacionado à ampliação do portfólio de opções de alternativas de financiamento das necessidades de consumo de bens, sinergia do negócio com a atividade bancária, perspectivas de expansão no mercado. Denominação social Banrisul Cartões S.A. CNPJ / Sede Atividades desenvolvidas Rua Caldas Júnior nº 108-9º andar, Porto Alegre-RS Especializada na administração de vouchers, com força estratégica com vouchers e adquirência. Administra tíquetes e cartões refeição e alimentação, cartões benefício, presente e combustível e o sistema de manutenção de frota. Participação do emissor 99,78% Controlada ou coligada Registro na CVM Controlada Não possui Valor contábil da participação percentual (%) (43,39)% 18,15% 20,40% R$ 0, Valor de mercado da participação conforme a cotação das ações na data de encerramento do exercício social, quando tais ações forem negociadas em mercados organizados de valores mobiliários (R$ mil) Valorização ou desvalorização de tal participação, nos 3 últimos exercícios sociais, de acordo com o valor contábil percentual (%) A empresa não possui ações negociadas em mercados organizados de valores mobiliários (R$0,00) Valorização ou desvalorização de tal participação, nos 3 últimos exercícios sociais, de acordo com o valor de mercado, conforme as cotações das ações na data de encerramento de cada exercício social, quando tais ações forem negociadas em mercados organizados (R$ 0,00) Montante de dividendos recebidos nos 3 últimos exercícios sociais (R$ 0,00) Razões para aquisição e manutenção de tal participação A empresa não possui ações negociadas em mercados organizados de valores mobiliários Investimento constituído e mantido face às oportunidades de mercado e às perspectivas de expansão da utilização de cartões, sinergia do negócio com a atividade bancária. 3 PÁGINA: 95 de 285

102 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes - outros Denominação social Credimatone Promotora de Vendas e Serviços S/A CNPJ / Sede Atividades desenvolvidas Rua Mariante, nº 25, 9º andar, Porto Alegre/RS Intermediação e gestão de todo o processo de empréstimos com consignação em folha de pagamento Participação do emissor 49,9% Controlada ou coligada Registro na CVM Coligada Não possui Valor contábil da participação percentual (%) (20,54)% - R$ 0, Valor de mercado da participação conforme a cotação das ações na data de encerramento do exercício social, quando tais ações forem negociadas em mercados organizados de valores mobiliários (R$ mil) Valorização ou desvalorização de tal participação, nos 3 últimos exercícios sociais, de acordo com o valor contábil percentual (%) A empresa não possui ações negociadas em mercados organizados de valores mobiliários (R$0,00) (2.592) Valorização ou desvalorização de tal participação, nos 3 últimos exercícios sociais, de acordo com o valor de mercado, conforme as cotações das ações na data de encerramento de cada exercício social, quando tais ações forem negociadas em mercados organizados (R$ 0,00) Montante de dividendos recebidos nos 3 últimos exercícios sociais (R$ 0,00) Razões para aquisição e manutenção de tal participação A empresa não possui ações negociadas em mercados organizados de valores mobiliários Investimento constituído e mantido face às oportunidades de mercado e às perspectivas de expansão da utilização de cartões, sinergia do negócio com a atividade bancária. 4 PÁGINA: 96 de 285

103 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.a - Ativos imobilizados Descrição do bem do ativo imobilizado País de localização UF de localização Município de localização Tipo de propriedade Edificações Brasil SC Vários Arrendada Edificações Brasil RS Própria Edificações Brasil RS Arrendada Edificações Brasil SC Própria Edificações Brasil SC Arrendada Edificações Brasil RS Própria Edificações Brasil RS Arrendada Edificações Brasil SC Própria Edificações Brasil SC Arrendada Edificações Brasil RS Própria Edificações Brasil RS Arrendada Edificações Brasil SC Própria Edificações Brasil SC Arrendada Edificações Brasil RS Arrendada Edificações Brasil RS Própria Edificações Brasil RS Própria Edificações Brasil RS Arrendada Edificações Brasil SC Própria Edificações Brasil SC Arrendada Edificações Brasil RS Própria Edificações Brasil RS Arrendada Edificações Brasil SC Própria PÁGINA: 97 de 285

104 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas Marca Banricompras Brasil Novembro/2017 e Agosto/2018 No âmbito administrativo junto ao INPI Instituto Nacional da Propriedade Industrial, os pedidos de registro de marca que estejam sob sua análise podem ser negados. Até mesmo para os registros de marca já concedidos não é possível assegurar que terceiros (ou o próprio INPI) não tentem prejudicar os registros da Companhia (com processos de nulidade ou caducidade, por exemplo). No âmbito judicial, embora a Companhia seja titular do registro, não é possível assegurar que terceiros não venham a alegar que a Companhia esteja violando seus direitos de propriedade intelectual e eventualmente obtenham alguma vitória. Além disso, a manutenção dos registros de marcas é realizada através do pagamento periódico de retribuições ao INPI, imprescindível para evitar a extinção dos registros e a consequente cessação dos direitos do titular. Consequência da perda dos direitos A eventual perda dos direitos sobre a marca registrada pelo Banrisul acarretaria o fim do direito de uso exclusivo em território nacional. Em decorrência disso, o Banrisul encontraria dificuldades para impedir terceiros de utilizar marcas idênticas ou semelhantes às suas para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes. Ainda, uma vez que o Banrisul não comprove ser legítimo titular da marca que utiliza, haveria a possibilidade de sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido de marca e violação de direitos de terceiros, acarretando prejuízos de imagem e financeiro. PÁGINA: 98 de 285

105 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas Marca Banrisul Brasil Dezembro/2015 No âmbito administrativo junto ao INPI Instituto Nacional da Propriedade Industrial, os pedidos de registro de marca que estejam sob sua análise podem ser negados. Até mesmo para os registros de marca já concedidos não é possível assegurar que terceiros (ou o próprio INPI) não tentem prejudicar os registros da Companhia (com processos de nulidade ou caducidade, por exemplo). No âmbito judicial, embora a Companhia seja titular do registro, não é possível assegurar que terceiros não venham a alegar que a Companhia esteja violando seus direitos de propriedade intelectual e eventualmente obtenham alguma vitória. Além disso, a manutenção dos registros de marcas é realizada através do pagamento periódico de retribuições ao INPI, imprescindível para evitar a extinção dos registros e a consequente cessação dos direitos do titular. Consequência da perda dos direitos A eventual perda dos direitos sobre a marca registrada pelo Banrisul acarretaria o fim do direito de uso exclusivo em território nacional. Em decorrência disso, o Banrisul encontraria dificuldades para impedir terceiros de utilizar marcas idênticas ou semelhantes às suas para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes. Ainda, uma vez que o Banrisul não comprove ser legítimo titular da marca que utiliza, haveria a possibilidade de sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido de marca e violação de direitos de terceiros, acarretando prejuízos de imagem e financeiro. PÁGINA: 99 de 285

106 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.c - Participações em sociedades Razão social CNPJ Código CVM Tipo sociedade País sede UF sede Município sede Descrição das atividades desenvolvidas Exercício social Valor contábil - variação % Valor mercado - variação % Banrisul Armazéns Gerais S.A. Montante de dividendos recebidos (Reais) / Controlada Brasil RS Porto Alegre Atua nos regimes de importação e exportação - nas modalidades de Entreposto Aduaneiro, Depósito Alfandegado Público (DAP) e Depósito Alfandegado Certificado (DAC) - e de armazém geral. Data Valor (Reais) Valor mercado 31/12/ ,00 Participação do emisor (%) 99, /12/2013 0, , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 31/12/2012 9, , ,00 31/12/2011 6, , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Investimento constituído e mantido em consonância com os objetivos de política pública do Estado, face à necessidade de manutenção de serviços públicos de armazenagem. Banrisul Cartões SA / Controlada Brasil RS Porto Alegre Administra tíquetes e cartões refeição e alimentação, cartões benefício, presente e combustível e o sistema de manutenção de frota. Valor mercado 99, /12/ , , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 31/12/ , , ,00 31/12/ , , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Investimento constituído e mantido face às oportunidades de mercado e às perspectivas de expansão da utilização de cartões, sinergia do negócio com a atividade bancária. Banrisul S.A. Administradora de Consórcios / Controlada Brasil RS Porto Alegre Administra grupos de consórcios em geral. 99, Valor mercado 31/12/2013 8, , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 31/12/2012 7, , ,00 31/12/2011 8, , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Investimento relacionado à ampliação do portfólio de opções de alternativas de financiamento das necessidades de consumo de bens, sinergia do negócio com a atividade bancária, perspectivas de expansão no mercado. PÁGINA: 100 de 285

107 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.c - Participações em sociedades Razão social CNPJ Código CVM Tipo sociedade País sede UF sede Município sede Descrição das atividades desenvolvidas Exercício social Valor contábil - variação % Valor mercado - variação % Banrisul S.A. Corretora de Valores Mobiliários e Câmbio / Controlada Brasil RS Porto Alegre Tem como atividade preponderante a compra e venda de ações, por conta própria e/ou de terceiros, no mercado à vista, de opções, termo e futuro, administração de clubes de investimentos, intermediação de operações em ouro, captação e venda de cotas para a produção de filmes (Lei de Incentivo à Cultura), intermediação de operações de produtos agrícolas na Bolsa Brasileira de Valores e Mercadorias, coordenação da emissão de debêntures no mercado de capitais, intermediando a compra e venda desses papéis junto aos investidores. 31/12/2013 0, , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 31/12/2012 1, , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Montante de dividendos recebidos (Reais) 31/12/2011 5, , ,00 Valor mercado Coligada incorporada em função da necessidade de expansão das atividades do conglomerado financeiro, mediante a integração de atividades de corretagem no mercado mobiliário. Data Valor (Reais) Participação do emisor (%) 98, Credimatone Promotora / Coligada Brasil RS Porto Alegre Intermediação e gestão de todo o de Vendas e Serviços processo de empréstimos com S/A consignação em folha de pagamento. Valor mercado 49, /12/ , , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 31/12/2012 0, , ,00 31/12/2011 0, , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Investimento constituído e mantido face às oportunidades de mercado e às perspectivas de expansão da utilização de cartões, sinergia do negócio com a atividade bancária. PÁGINA: 101 de 285

108 9.2 - Outras informações relevantes 9.2 Outras informações que a Companhia julga relevantes Edificações, por municípios RS LOCALIZAÇÃO A P LOCALIZAÇÃO A P LOCALIZAÇÃO A P LOCALIZAÇÃO A P ACEGUÁ 1 0 CRISTAL 1 0 MARIANO MORO 1 0 SANTO AUGUSTO 0 1 ÁGUA SANTA 1 0 CRUZ ALTA 3 1 MARQUES DE SOUZA 1 0 SANTO CRISTO 1 0 AGUDO 2 0 CRUZALTENSE 1 0 MATA 1 0 SANTO EXPEDITO 1 0 AJURICABA 1 0 CRUZEIRO DO SUL 0 1 MATO LEITÃO 1 0 SÃO BORJA 1 1 ALECRIM 0 1 DAVID CANABARRO 1 0 MAXIMILIANO DE ALMEIDA 1 0 SÃO DOMINGOS DO SUL 1 0 ALEGRETE 0 1 DERRUBADAS 1 0 MINAS DO LEÃO 1 0 SÃO FRANCISCO DE ASSIS 0 2 ALEGRIA 1 0 DILERMANDO DE AGUIAR 1 0 MIRAGUAI 0 1 SÃO FRANCISCO DE PAULA 0 1 ALMIRANTE TAMANDARÉ DO SUL 1 0 DOIS IRMÃOS 0 1 MONTENEGRO 2 1 SÃO GABRIEL 1 1 ALPESTRE 0 1 DOIS IRMÃOS DAS MISSÕES 1 0 MORRINHOS DO SUL 1 0 SÃO JERÔNIMO 0 1 ALVORADA 0 1 DOIS LAJEADOS 1 0 MORRO REDONDO 1 0 SÃO JOÃO DA URTIGA 1 0 AMARAL FERRADOR 1 0 DOM FELICIANO 1 0 MORRO REUTER 1 0 SÃO JOÃO POLESINE 1 0 AMETISTA DO SUL 1 0 DOM PEDRITO 0 1 MOSTARDAS 1 0 SÃO JORGE 1 0 ANDRE DA ROCHA 1 0 DOM PEDRO DE ALCANTARA 1 0 MUÇUM 0 1 SÃO JOSÉ DO HERVAL 1 0 ANTA GORDA 1 0 DONA FRANCISCA 0 1 MUITOS CAPÕES 1 0 SÃO JOSÉ DO NORTE 0 1 ANTONIO PRADO 0 1 DR MAURÍCO CARDOSO 1 0 NÃO ME TOQUE 1 0 SÃO JOSÉ DO OURO 1 0 ARAMBARÉ 1 0 DR RICARDO 1 0 NONOAI 0 1 SÃO JOSÉ DOS AUSENTES 1 0 ARARICA 1 0 ELDORADO DO SUL 1 0 NOVA ALVORADA 1 0 SÃO JOSÉ DO HORTÊNCIO 1 0 ARATIBA 1 0 ENCANTADO 0 2 NOVA ARAÇA 1 0 SÃO LEOPOLDO 6 1 ARROIO DO MEIO 0 1 ENCRUZILHADA DO SUL 1 1 NOVA BASSANO 0 1 SÃO LOURENÇO DO SUL 0 1 ARROIO DO SAL 1 0 ENTRE RIOS DO SUL 1 0 NOVA BRÉSCIA 1 0 SÃO LUIZ GONZAGA 1 1 ARROIO DO TIGRE 1 0 ENTRE-IJUIS 1 0 NOVA CANDELARIA 1 0 SÃO MARCOS 0 1 ARROIO DOS RATOS 1 1 EREBANGO 1 0 NOVA ESPERANÇA DO SUL 1 0 SÃO MARTINHO 1 0 ARROIO GRANDE 0 1 ERECHIM 6 0 NOVA HARTZ 1 0 SÃO MARTINHO DA SERRA 1 0 ARVOREZINHA 1 0 ERNESTINA 1 0 NOVA PÁDUA 1 0 SÃO MIGUEL DAS MISSÕES 1 0 AUGUSTO PESTANA 1 0 ERVAL GRANDE 1 0 NOVA PALMA 1 0 SÃO NICOLAU 1 0 ÁUREA 1 0 ERVAL SECO 1 0 NOVA PETRÓPOLIS 1 0 SÃO PAULO DAS MISSÕES 1 0 BAGÉ 3 2 ESMERALDA 0 1 NOVA PRATA 0 1 SÃO PEDRO DA SERRA 1 0 BALNEÁRIO PINHAL 2 0 ESPERANÇA DO SUL 1 0 NOVA ROMA DO SUL 1 0 SÃO PEDRO DO SUL 0 1 BARÃO 1 0 ESPUMOSO 1 0 NOVA SANTA RITA 1 0 SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ 1 1 BARÃO DO COTEGIPE 1 0 ESTAÇÃO 1 0 NOVO BARREIRO 1 0 SÃO SEPÉ 0 1 BARÃO DO TRIUNFO 1 0 ESTÂNCIA VELHA 0 1 NOVO CABRAIS 1 0 SÃO VALENTIM 1 0 BARRA DO QUARAÍ 1 0 ESTEIO 2 0 NOVO HAMBURGO 8 0 SÃO VALENTIM DO SUL 1 0 BARRA DO RIBEIRO 0 1 ESTRELA 0 1 NOVO MACHADO 1 0 SÃO VENDELINO 1 0 BARRA FUNDA 1 0 EUGÊNIO DE CASTRO 1 0 NOVO TIRADENTES 1 0 SÃO VICENTE DO SUL 1 1 BARRACÃO 0 1 FARROUPILHA 2 1 OSORIO 1 2 SAPIRANGA 1 1 BARROS CASSAL 0 1 FAXINAL DO SOTURNO 1 0 PAIM FILHO 0 1 SAPUCAIA DO SUL 1 0 BENTO GONÇALVES 5 1 FAXINALZINHO 1 0 PALMARES DO SUL 1 0 SARANDI 1 0 BOA VISTA DO BURICÁ 0 1 FAZENDA VILA NOVA 1 0 PALMEIRA DAS MISSÕES 0 1 SEBERI 1 0 BOA VISTA DO CADEADO 1 0 FELIZ 1 0 PALMITINHO 1 0 SEDE NOVA 1 0 BOA VISTA DO INCRA 1 0 FLORES DA CUNHA 1 1 PANAMBI 0 1 SEGREDO 1 0 BOA VISTA DO SUL 1 0 FONTOURA XAVIER 1 0 PANTANO GRANDE 1 0 SELBACH 1 0 BOM JESUS 0 1 FORMIGUEIRO 1 0 PARAÍ 1 0 SENADOR SALGADO FILHO 1 0 BOM PRINCÍPIO 0 1 FORQUETINHA 1 0 PARAISO DO SUL 1 0 SENTINELA DO SUL 1 0 BOM PROGRESSO 1 0 FORTALEZA DOS VALES 0 1 PARECI NOVO 1 0 SERAFINA CORREA 0 1 BOM RETIRO DO SUL 1 1 FREDERICO WESTPHALEN 0 1 PAROBÉ 1 0 SERIO 1 0 BOQUEIRÃO DO LEÃO 1 0 GARIBALDI 0 1 PASSA SETE 1 0 SERTÃO 1 0 BOSSOROCA 1 0 GARRUCHOS 1 0 PASSO DO SOBRADO 1 0 SEVERIANO DE ALMEIDA 1 0 BOZANO 1 0 GAURAMA 0 1 PASSO FUNDO 8 1 SILVEIRA MARTINS 0 1 BRAGA 1 0 GENERAL CÂMARA 0 1 PAVERAMA 1 0 SINIMBU 1 0 BUTIÁ 1 0 GETÚLIO VARGAS 0 1 PEDRO OSORIO 0 1 SOBRADINHO 0 1 CAÇAPAVA DO SUL 0 1 GIRUÁ 0 1 PEJUÇARA 0 1 SOLEDADE 0 1 CACEQUI 0 1 GLORINHA 1 0 PELOTAS 4 4 TABAÍ 1 0 CACHOEIRA DO SUL 3 1 GRAMADO 1 1 PICADA CAFÉ 1 0 TANCREDO NEVES 1 0 CACHOEIRINHA 3 1 GRAMADO DOS LOUREIROS 1 0 PINHAL 1 0 TAPEJARA 1 0 CACIQUE DOBLE 1 0 GRAMADO XAVIER 1 0 PINHAL DA SERRA 1 0 TAPERA 1 0 CAIBATE 1 0 GRAVATAÍ 7 1 PINHAL GRANDE 1 0 TAPES 0 1 CAIÇARÁ 1 0 GUABIJÚ 1 0 PINHEIRINHO DO VALE 1 0 TAQUARA 0 1 CAMAQUÃ 1 1 GUAÍBA 2 1 PINHEIRO MACHADO 0 1 TAQUARI 0 1 CAMBARÁ DO SUL 0 1 GUAPORÉ 1 1 PINTO BANDEIRA 1 0 TAQUARUÇU DO SUL 1 0 CANDELARIA 0 1 GUARANI DAS MISSÕES 0 1 PIRATINI 0 1 TAVARES 1 0 CAMPESTRE DA SERRA 1 0 HARMONIA 1 0 PLANALTO 1 0 TENENTE PORTELA 0 1 CAMPINAS DA MISSÕES 1 0 HERVAL 0 1 POÇO DAS ANTAS 1 0 TERRA DE AREIA 1 0 CAMPINAS DO SUL 1 0 HORIZONTINA 1 0 PONTÃO 1 0 TEUTONIA 2 1 CAMPO BOM 1 0 HULHA NEGRA 1 0 PONTE PRETA 1 0 TIO HUGO 1 0 CAMPO BORGES 1 0 HUMAITÁ 0 1 PORTÃO 1 1 TIRADENTES DO SUL 1 0 CAMPO NOVO 1 0 IBARAMA 1 0 PORTO ALEGRE TORRES 1 1 CANDIDO GODOI 0 1 IBIAÇA 1 0 PORTO LUCENA 1 0 TRAMANDAÍ 2 0 CANDIOTA 1 0 IBIRAIARAS 1 0 PORTO MAUÁ 1 0 TRÊS ARROIOS 1 0 CANELA 1 1 IBIRAPUITÃ 1 0 PORTO XAVIER 0 1 TRÊS CACHOEIRAS 1 0 CANGUÇU 0 1 IBIRUBÁ 0 1 PROGRESSO 1 0 TRÊS COROAS 0 1 CANOAS 8 2 IGREJINHA 0 1 PROTASIO ALVES 1 0 TRÊS DE MAIO 1 0 CAPÃO DA CANOA 2 0 IJUÍ 2 1 PUTINGA 1 0 TRÊS FORQUILHA 1 0 CAPÃO DO CIPÓ 1 0 ILÓPOLIS 1 0 QUARAÍ 0 1 TRÊS PALMEIRAS 1 0 CAPÃO DO LEÃO 2 0 IMBÉ 1 0 QUEVEDOS 1 0 TRÊS PASSOS 0 2 CAPELA DE SANTANA 1 0 IMIGRANTES 1 0 QUINZE DE NOVEMBRO 1 0 TRINDADE DO SUL 1 0 CAPIVARI DO SUL 1 0 INDEPENDENCIA 1 0 REDENTORA 0 1 TRIUNFO 3 0 CARAA 1 0 IPÊ 1 0 RESTINGA SECA 1 1 TUCUNDUVA 1 1 CARAZINHO 3 0 IRAÍ 0 1 RIO DOS INDIOS 1 0 TUNAS 1 0 CARLOS BARBOSA 0 1 ITAARA 1 0 RIO GRANDE 4 0 TUPANCIRETÃ 0 1 CARLOS GOMES 1 0 ITACURUBI 1 0 RIO PARDO 1 1 TUPARENDI 1 0 CASCA 0 1 ITAQUI 0 1 RIOZINHO 1 0 TURUÇU 1 0 CASEIROS 1 0 ITATIBA DO SUL 1 0 ROCA SALES 1 0 UBIRETAMA 1 0 CATUÍPE 0 1 IVORA 1 0 RODEIO BONITO 0 1 UNIÃO DA SERRA 1 0 CAXIAS DO SUL 21 1 IVOTI 1 0 ROLANTE 1 0 UNISTALDA 1 0 CENTENÁRIO 1 0 JABOTICABA 1 0 RONDA ALTA 1 0 URUGUAIANA 2 0 CERRITO 1 0 JACUTINGA 1 0 RONDINHA 1 0 VACARIA 2 1 CERRO BRANCO 1 0 JAGUARÃO 0 1 ROQUE GONZALES 1 0 VALE DO SOL 1 0 CERRO GRANDE 1 0 JAGUARI 0 1 ROSÁRIO DO SUL 0 1 VALE REAL 1 0 CERRO GRANDE DO SUL 1 0 JAQUIRANA 1 0 SALTO DO JACUI 1 0 VALE VERDE 1 0 CERRO LARGO 0 1 JARI 1 0 SALVADOR DAS MISSÕES 1 0 VENANCIO AIRES 1 0 CHAPADA 1 0 JÓIA 0 1 SALVADOR DO SUL 1 0 VERA CRUZ 0 1 CHARQUEADAS 1 1 JULIO DE CASTILHOS 0 1 SANANDUVA 0 1 VERANOPOLIS 0 1 CHIAPETA 1 0 LAGOA VERMELHA 0 1 SANTA BARBARA DO SUL 0 1 VESPESIANO CORREA 1 0 CHUÍ 1 0 LAGOÃO 1 0 SANTA CLARA DO SUL 1 0 VIADUTOS 1 0 CIDREIRA 1 0 LAJEADO 5 1 SANTA CRUZ DO SUL 6 0 VIAMÃO 4 1 CIRIACO 1 0 LAVRAS DO SUL 0 1 SANTA MARIA 9 0 VICENTE DUTRA 1 0 COLINAS 1 0 LIBERATO SALZANO 1 0 SANTA MARIA DO HERVAL 1 0 VICTOR GRAEFF 0 1 COLORADO 1 0 LINDOLFO COLLOR 1 0 SANTA ROSA 2 1 VILA FLORES 1 0 CONDOR 1 0 MACAMBARÁ 1 0 SANTA TEREZA 1 0 VILA MARIA 1 0 CONSTANTINA 1 0 MACHADINHO 0 1 SANTA VITORIA DO PALMAR 0 1 VILA NOVA DO SUL 1 0 COQUEIROS DO SUL 1 0 MAMPITUBA 1 0 SANTANA DA BOA VISTA 0 1 VISTA ALEGRE 1 0 CORONEL BARROS 1 0 MANOEL VIANA 1 0 SANTANA DO LIVRAMENTO 2 1 VISTA ALEGRE DO PRATA 1 0 CORONEL BICACO 0 1 MAQUINÉ 1 0 SANTIAGO 0 1 VITORIA DAS MISSÕES 1 0 CORONEL PILAR 1 0 MARATÁ 1 0 SANTO ANGELO 3 1 WESTFALIA 1 0 COTIPORÃ 1 0 MARAU 0 1 SANTO ANTÔNIO DA PATRULHA 0 1 XANGRI-LÁ 1 0 COXILHA 1 0 MARCELINO RAMOS 1 0 SANTO ANTÔNIO DAS MISSÕES 0 1 CRISSIUMAL 1 0 MARIANA PIMENTEL 1 0 SANTO ANTÔNIO DO PLANALTO 1 0 Totais RS Outros Estados A Arrendados P Próprios Total PÁGINA: 102 de 285

109 Condições financeiras e patrimoniais gerais 10.1 COMENTÁRIOS DOS DIRETORES A. CONDIÇÕES FINANCEIRAS E PATRIMONIAIS GERAIS VISÃO GERAL Estabelecido em 1928, o Banrisul é um banco múltiplo controlado pelo Estado do Rio Grande do Sul. É o banco oficial e principal agente financeiro do Governo do Estado. Em 1934, o Banco iniciou um processo de expansão, através da abertura de agências em diversos municípios do Estado, movimento que prosseguiu com a incorporação de instituições financeiras públicas, como o Banco Real de Pernambuco (1969), o Banco Sul do Brasil (1970), o Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Sul, BADESUL (1992) e a DIVERGS - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários do Estado do Rio Grande do Sul (1992). Em 1998, em razão da adesão ao PROES - Programa de Incentivo à Redução do Setor Público Estadual na Atividade Bancária, o Banrisul passou por um processo de reestruturação, que resultou num aporte de capital em valor equivalente a R$1 bilhão, dos quais (i) R$700 milhões aportados em títulos emitidos pelo Governo Federal e Banco Central e (ii) os R$700 milhões restantes, referentes ao passivo atuarial com a Fundação Banrisul e a valores devidos ao BNDES. Os R$700 milhões capitalizados em títulos foram utilizados para a constituição de provisões para (i) perdas em operações, especialmente as de crédito, e provisão para riscos trabalhistas, (ii) baixa parcial de créditos tributários e ativos diferidos e (iii) em investimentos. Em 2007, o Banrisul realizou uma oferta pública primária e secundária de ações, totalizando aproximadamente R$2 bilhões e aderiu ao Nível 1 de Práticas Diferenciadas de Governança Corporativa da BM&FBovespa. O período coincidiu também com a consolidação de um programa de reestruturação interna, iniciado em 2005, que tomou forma com a implementação de um modelo de gestão referenciado na consecução de resultados, mediante a revisão de processos internos, desenvolvimento de um novo modelo de crédito, reestruturação da modelagem de metas comerciais e de remuneração variável aos empregados, além da modernização do parque tecnológico. Em 2011, a Instituição vivenciou a troca de dirigentes e a substituição de membros dos Conselhos Fiscal e de Administração, transição que se deu tranquila, graças aos padrões de governança corporativa já consolidados no Banco. O resultado dos esforços empreendidos em 2011 foi coroado com a classificação recebida pelo Banco como Investment Grade em escala global e como rating máximo em escala nacional pela Moody s Investors Service no início de janeiro de 2012 e ratings de crédito BBB- na escala global, braaa na Escala Nacional Brasil e perfil de crédito individual (standalone credit profile SACP) bbb+ pela Standart & Poor s Rating Services em março de Em 2012, foram realizadas diversas ações pelo Banco, destacando-se: a consolidação da aquisição de 49,9% da Credimatone Promotora de Vendas e Serviços S/A; duas captações no exterior, no valor de US$775 milhões; emissão, pela primeira vez, de cotas de fundos de investimentos, no valor aproximado de R$70 milhões, denominado Banrisul Novas Fronteiras Fundo de Investimento Imobiliário FII; fortalecimento da Rede Banricompras; remodelação de diversas agências e abertura da primeira agência afinidade; e, publicação, em junho de 2012, do Relatório de Sustentabilidade de Os ratings Investment Grade concedidos pela Moody s Investors Service e pela Standart & Poor s Rating Service no início de 2012, atribuídos pela primeira vez na história dos 84 anos da Instituição, foram fundamentais para a execução da estratégia de diversificação das fontes de funding e de fortalecimento do capital. No ano de 2013, a Instituição focou a estratégia mercadológica na ampliação da matriz de receitas, na manutenção da qualidade do crédito, nas oportunidades de novos negócios, na reestruturação do plano de benefícios pós-emprego e na eficiência operacional. A operação de cartões foi fortalecida com a integração das atividades de vouchers, adquirência e cartão Banricompras na empresa Banrisul Cartões S.A. A Rede Banricompras, um ano após a aquisição do status de rede multibandeira, segue em crescimento. Em agosto de 2013, foi concluída pela primeira vez a emissão de letras financeiras, no valor total de R$1.600 milhões. Além disso, no período foi aprovado pela Previc os novos planos de aposentadoria em substituição ao Plano de Benefício Definido, o PB1, criando condições favoráveis para o planejamento de aposentadorias, e permitindo ao Banco o redimensionamento de estruturas internas e maior estabilidade na projeção da evolução da situação patrimonial e no atingimento de resultados sinalizados ao mercado. Ao final de 2013, o Banrisul atingiu R$53 bilhões em ativos. As operações de crédito somaram R$27 bilhões, os depósitos totalizaram R$31 bilhões e o patrimônio líquido alcançou R$5 bilhões em dezembro de O foco da Instituição é o atendimento às demandas de consumo das pessoas físicas e de financiamento de capital de giro às empresas. Em relação ao segmento de pessoas físicas, diversos convênios com entidades públicas e privadas foram firmados, possibilitando o acesso ao crédito consignado. A estratégia do Banrisul, no que se refere à consignação, está focada na desaceleração da compra de carteiras com coobrigação e na expansão da consignação própria, especialmente através da promotora Bem-Vindo Banrisul Serviços Financeiros. No segmento empresarial, as linhas de capital de giro foram favorecidas pela ampliação da atuação no mercado de adquirência. A parceria no Programa Progredir da Petrobrás também favoreceu os financiamentos de projetos e empreendimentos do setor. Adicionalmente, são oportunizadas aos clientes linhas de crédito imobiliário, rural, longo prazo, câmbio e recursos específicos para o setor público. O crédito comercial manteve a posição destacada na carteira de crédito total, compondo 69,5% dos ativos de crédito. Destaca-se na carteira comercial, o segmento pessoa física, que avançou 7,2% em doze meses. O crédito comercial à pessoa jurídica evoluiu 2,0% nos doze meses, atingindo 32,3% de participação do total do crédito. Cabe salientar, também, o crescimento anual do financiamento a longo prazo, em 42,7%, o incremento do rural em 21,9% e o aumento PÁGINA: 103 de 285

110 Condições financeiras e patrimoniais gerais de 20,7% do financiamento imobiliário, segmentos que receberam diversos estímulos no período. O foco geográfico de atuação do Banco é a Região Sul do Brasil, especialmente o Rio Grande do Sul, Estado que ocupava a 4ª posição entre as economias que compõem o Produto Interno Bruto (PIB) do País em 2011 e no qual está situada a sede da Instituição. O conglomerado do Banrisul é formado pelo Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A., a Banrisul S.A. Administradora de Consórcios, a Banrisul S.A. Corretora de Valores Mobiliários e Câmbio, a Banrisul Armazéns Gerais S.A., a Banrisul Cartões S.A., anteriormente denominada de Banrisul Serviços Ltda., e a Credimatone Promotora de Vendas e Serviços S.A. No mercado competitivo, o Banrisul ocupava, em setembro de 2013, a 11ª posição entre os bancos médios e grandes do Sistema Financeiro Nacional em ativos totais, 11ª posição em patrimônio líquido, 7ª posição em depósitos totais e 7ª em número de agências, de acordo com o ranking divulgado pelo Banco Central do Brasil, excluído o BNDES. Em dezembro de 2013, o Banco apresentou ganhos de market share de 0,7280 pp. na captação de depósitos a prazo no mercado financeiro nacional, comparado com dezembro de 2012, ampliando a participação para 3,3868% sobre o saldo de depósitos a prazo. A variação de depósito a prazo do Banrisul, no ano, foi de 16,5%, enquanto que o conjunto das instituições financeiras, apresentou redução de 8,6%. No mercado regional, o Banrisul apresentou, nos doze meses, incremento nos depósitos a prazo, em 1,6343 pp. alcançando 36,5705% em setembro de 2013, superado pela redução nos depósitos à vista, em 2,4122 pp., e nos depósitos de poupança em 0,0905 pp. A representatividade do saldo de operações de crédito apresentou redução, em setembro de 2013, com participação de 17,6088% sobre o saldo de crédito do Rio Grande do Sul, enquanto que em setembro de 2012 a representatividade era de 19,1368% sobre as operações de crédito do Estado. VISÃO OPERACIONAL E FINANCEIRA As tabelas 1 e 2 mostram os dados relativos aos principais indicadores operacionais e financeiros: Tabela 1:Principais Itens Patrimoniais R$ milhões * 2011 Ativo Total Operações de Crédito (1) Recursos de Terceiros Administrados (2) Captação de Recursos (3) Depósitos Patrimônio Líquido Índice de Basileia Conglomerado Financeiro (4) (5) 18,3% 20,2% 17,2% *Reapresentado (1) Inclui todas as modalidades de operação de crédito. (2) Administração de recursos de terceiros feita via fundos de investimento e carteiras administradas. (3) Inclui os saldos de depósitos e captações no mercado aberto. (4) O Índice de Basileia representa a relação entre o capital base (Patrimônio de Referência) e os riscos ponderados. (5) O Índice de Basileia do ano de 2011 é consolidado. Tabela 2: Principais Itens de Resultado R$Milhões, exceto números de pontos de atendimento Lucro líquido Resultado Bruto da Intermediação Financeira (1) Outras Receitas (Despesas) Operacionais (2) (1.675) (1.366) Índice de Eficiência (3) 52,9% 47,5% 45,2% Retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio (4) (5) 16,2% 18,1% 21,9% Número de Pontos de Atendimento (6) (1) Corresponde ao total das Receitas da Intermediação Financeira menos o total das Despesas da Intermediação Financeira. (2) Considera as (i) receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias, (ii) despesas administrativas, (iii) despesas tributárias, (iv) resultado de participação em coligadas e controladas, e (v) outras receitas e despesas operacionais. (3) Índice de Eficiência, o cálculo é acumulado no período de 12 meses e corresponde (i) às despesas de pessoal, (ii) somadas às outras despesas administrativas, (iii) divididas pela margem financeira líquida, (iv) acrescidas de rendas de prestação de serviços, (v) acrescidas do resultado de outras receitas/despesas operacionais. (4) Lucro líquido como porcentagem do saldo médio do patrimônio líquido. (5) Reapresentado o retorno sobre patrimônio líquido de (6) Considera agências, postos de atendimento bancário e pontos de atendimento eletrônico. Exercício Social encerrado em 31 de dezembro de 2013 O crescimento de 4,4% do resultado bruto da intermediação financeira e a estabilidade do resultado operacional apurados em 2013 frente aos valores contabilizados em 2012 refletem, no que se refere às receitas e despesas de juros, um contexto de Taxa Selic efetiva menor e de redução do fluxo de despesas de provisão para crédito, em consequência das melhorias no compliance do processo de sistema de rating cliente; bem como a elevação de receitas de tarifas, face 2 PÁGINA: 104 de 285

111 Condições financeiras e patrimoniais gerais ao esforço de ampliação de outros serviços (adquirência, seguros, previdência, capitalização), ao estreitamento de relacionamentos, através da introdução de novas ferramentas de gestão de clientes, e de ações de melhoria do atendimento por meio da ampliação de pontos e de canais alternativos (correspondentes bancários), movimento que permitiu minimizar o efeito do aumento de despesas administrativas e de pessoal. A estrutura de captação do Banrisul é, principalmente, representada por depósitos a prazo, certificados de depósitos bancários (CDB), depósitos de poupança, depósitos à vista e pela emissão de recursos em letras e de dívidas subordinadas no exterior. Em agosto de 2013, a primeira emissão de letras financeiras, no valor total de R$1.600,0 milhões foi realizada pela Instituição. A captação e a administração de recursos de terceiros do Banrisul, constituída por depósitos, recursos em letras, dívidas subordinadas e fundos de investimentos, alcançaram R$ milhões em dezembro de 2013, com incremento de 20,0% ou R$7.062 milhões sobre o saldo registrado em dezembro de Os recursos captados e administrados são compostos por 72,2% de depósitos, 17,5% de fundos de investimentos, 5,9% de recursos em letras e 4,4% de dívida subordinada. Os depósitos atingiram saldo de R$ milhões em dezembro de 2013, com ampliação de 14,6% ou R$3.898 milhões sobre o montante registrado no mesmo período de Os recursos de letras somaram R$2.506 milhões em dezembro de As dívidas subordinadas, com emissão no exterior, totalizaram R$1.861 milhões em dezembro de 2013, com evolução de R$703 milhões sobre o saldo de dezembro de A carteira de fundos administrados totalizou, em dezembro de 2013, R$7.408 milhões, com crescimento de 3,8% ou R$270,0 milhões em relação ao final do ano anterior. O total de ativos alcançou R$ milhões em dezembro de 2013, 13,8% ou R$6.467 milhões acima do registrado no mesmo mês do ano anterior. Os ativos são compostos por operações de crédito, 50,1% do total, títulos e valores mobiliários e aplicações interfinanceiras de liquidez, 35,5%, relações interfinanceiras e interdependências, 9,1%, e demais ativos, 5,3%. O saldo aplicado em ativos de crédito atingiu R$ milhões em dezembro de 2013, com ampliação de 9,6% ou R$2.325 milhões nos doze meses. A carteira de crédito é composta por operações contratadas, principalmente, junto a pessoas físicas e grandes empresas. O saldo da carteira ampliada alcançou R$ milhões em dezembro de 2013 e cresceu 10,2% ou R$2.564 milhões em relação a dezembro de Dentre as linhas de crédito, as mais expressivas foram crédito consignado pessoa física, com 27,6% do total de crédito, e giro às empresas, que absorvia 24,5% do volume total de crédito ao final de dezembro de As carteiras de crédito imobiliário, rural e financiamento a longo prazo ampliaram suas participações no montante de crédito do Banco no último trimestre, representando, em dezembro de 2013, 10,2%, 8,3% e 7,0% da carteira de crédito total respectivamente. Em relação à concessão de crédito, na comparação com os 12M12, apresentou crescimento mais expressivo, a carteira comercial, em especial, o crédito pessoal consignado, conta garantida e o capital de giro, e os financiamentos a longo prazo. A carteira comercial somou R$ milhões em dezembro de 2013, com aumento de 4,7% ou R$834 milhões em doze meses. Nos doze meses, ambos os segmentos - financiamento ao consumo e crédito empresarial - contribuíram para a ampliação da carteira comercial; o incremento do crédito à pessoa física somou R$664 milhões e a ampliação do crédito comercial às empresas alcançou R$170 milhões. O índice de inadimplência acima de 60 dias atingiu 3,8% do volume total de crédito em dezembro de 2013, mesmo indicador registrado no ano anterior. A inadimplência acima de 90 dias alcançou 3,2% em dezembro de 2013, acima do indicador de dezembro de 2012, 2,9%. O índice de cobertura das operações de crédito em atraso há mais de 60 dias atingiu 156,4% e o indicador de 90 dias, 184,5%, mantendo-se em linha com os praticados pelo mercado bancário. Os indicadores de inadimplência e de cobertura de atrasos com provisões foram impactados, também, pelo atraso no repasse de créditos recebidos pelo Banco Cruzeiro do Sul em liquidação extrajudicial, além da implantação do novo sistema de rating cliente. Em relação à liquidez do Banrisul, destacam-se as disponibilidades líquidas aplicadas em títulos públicos federais indexados à Taxa Selic, em Letras Financeiras do Tesouro ou em operações compromissadas, sempre com lastro em títulos federais. Em dezembro de 2013 o saldo em títulos e valores mobiliários e aplicações interfinanceiras de liquidez, descontadas das operações compromissadas, totalizou R$ milhões, com retração de 4,3% ou R$656 milhões na comparação com dezembro de A variação decorrereu da mudança de perfil nas linhas de captação. O Banrisul possui margem para sustentar o crescimento de suas operações, capacidade atestada pelo Índice de Basileia, 18,3% em dezembro de Os índices que demonstram a eficácia da estrutura administrativa, dados pela proporção de despesas administrativas em relação ao volume de ativos ou em relação às receitas geradas, representados pelos indicadores de custo operacional e de eficiência, atingiram 4,5% e 52,9% em dezembro de 2013 respectivamente. O Banrisul registrou lucro líquido de R$792 milhões no ano de 2013 frente ao resultado de R$819 milhões do ano de O desempenho no período foi impactado pela redução da margem financeira, em 1,7% ou R$64 milhões, e pela expansão das despesas administrativas, em 15,3% ou R$320 milhões, fluxo, em parte, compensado pela retração das despesas com provisões para crédito, em 22,5% ou R$191 milhões, e pelo incremento em receitas de prestação de serviços e tarifas em 23,2% ou R$185 milhões. O resultado bruto da intermediação financeira alcançou R$3.006 milhões no ano de 2013, com elevação de 4,4% ou 3 PÁGINA: 105 de 285

112 Condições financeiras e patrimoniais gerais R$127 milhões sobre o montante apurado no mesmo período do ano anterior. A variação reflete a desaceleração de receitas com juros e aumento de despesas com juros, em linha com a trajetória da taxa básica de juros e redução de spreads bancários, bem como o efeito da redução de despesas de provisão para crédito e do resultado da marcação a mercado da dívida subordinada e dos instrumentos de hedge. O resultado gerado no ano de 2013 equivale à rentabilidade de 16,2% calculada sobre o patrimônio líquido médio. Em dezembro de 2013, o patrimônio líquido totalizou R$5.148 milhões, com aumento de 11,1% ou R$513 milhões sobre o saldo de dezembro de O retorno sobre o patrimônio líquido reflete menor geração de receitas e maiores despesas com juros, e o efeito favorável da ampliação das receitas de outros serviços e consequente aumento das despesas administrativas, associadas à estratégia de expansão dos negócios. O Banrisul recolheu e provisionou, nos 12M13, R$802 milhões em impostos e contribuições próprios. Os tributos retidos e repassados, incidentes diretamente sobre a intermediação financeira e demais pagamentos, somaram R$684 milhões. Exercício Social encerrado em 31 de dezembro de 2012 O desempenho econômico do Banrisul em 2012 foi afetado pela desaceleração do crescimento das receitas de crédito, em linha com o contexto de menor ritmo de expansão dos negócios e de redução dos juros ao tomador. A estratégia de crescimento, desenhada dois anos atrás, foi colocada em prática por meio da aquisição de 49,9% do capital da promotora de vendas de crédito consignado Credimatone Promotora de Vendas e Serviços S/A, empresa que conta com uma estrutura de lojas espalhadas por cinco regiões do País. Na Região Sul, o projeto de expansão da rede de agências avançou através da disponibilização de 9 novas casas e da transformação de 18 postos de atendimento bancário em agências. A Instituição realizou também duas captações externas, liquidadas em fevereiro/12 e dezembro/12, no montante total de US$775 milhões. Eventos externos e corporativos que caracterizam um ano marcado por inúmeros movimentos. A estrutura de captação do Banrisul é, principalmente, representada por depósitos a prazo, certificados de depósitos bancários (CDB), e depósitos de poupança; pelos fundos financeiros e de desenvolvimento e pela emissão de dívidas subordinadas no exterior. Ao longo de 2012, a Instituição captou recursos também pela emissão de letras imobiliárias. Em 2012, o Banrisul fez duas emissões de dívida no mercado internacional, cuja soma alcançou US$775 milhões em notas subordinadas; papéis com prazo de 10 anos, vencimento em 2022 e cupom de juros de 7,375% aa., estratégia voltada para constituição de capital de nível II. A primeira emissão, no valor de US$500 milhões, ocorreu no final de janeiro de 2012, com rendimento para o investidor de 7,50% aa. A segunda, no valor de US$275 milhões, foi realizada no final de novembro de 2012, com rendimento de 5,95% aa. O processo de tramitação no Banco Central para autorização da utilização da captação externa como capital de nível II concluiu-se em dezembro de A captação e a administração de recursos do Banrisul, constituída por depósitos, fundos financeiros e de desenvolvimento, captações externas e fundos de investimentos, alcançaram R$ milhões em dezembro de 2012, com incremento de 20,2% ou R$6.887 milhões sobre o saldo registrado em dezembro de A composição dos recursos de funding inclui 65,3% de depósitos, 14,5% de fundos financeiros e de desenvolvimento e 17,4% de fundos de investimentos. Os depósitos atingiram saldo de R$ milhões em dezembro de 2012, com ampliação de 19,6% sobre o montante registrado ao final de Os fundos financeiros e de desenvolvimento alcançaram R$5.942 milhões ao final de 2012, com crescimento de 16,5% sobre dezembro de A dívida subordinada, com emissão no exterior, totalizou R$1.158 milhões em dezembro de Os recursos de letras imobiliárias somaram R$315 milhões ao final de A carteira de fundos administrados totalizou, ao final de dezembro de 2012, R$7.138 milhões, com expansão de 7,5% em relação ao ano anterior. O total de ativos alcançou R$ milhões em dezembro de 2012, 24,4% acima do registrado no ano anterior. Os ativos são compostos por operações de crédito, 52,0% do total, títulos e valores mobiliários e aplicações interfinanceiras de liquidez, 36,3%, relações interfinanceiras e interdependências, 7,9%, e demais ativos 3,8%. O saldo aplicado em ativos de crédito atingiu R$ milhões, com expansão de 19,3% ou R$3.934 milhões nos doze meses. A carteira de crédito é composta por operações contratadas, principalmente, junto a pessoas físicas e médias empresas. Dentre as linhas de crédito, as mais expressivas foram crédito consignado pessoa física, com 27,8% do total de crédito, e giro às empresas, que absorvia 26,7% do volume total de crédito ao final de dezembro de As carteiras de crédito imobiliário e rural também apresentaram montante expressivo em dezembro de 2012, representando, 9,2% e 7,4% da carteira de crédito total respectivamente. Em relação à concessão de crédito, os destaques de 2012 incluem: crédito pessoal, na modalidade de créditos consignados originados na rede Banrisul, capital de giro e financiamento imobiliário. A carteira comercial somou R$ milhões, com incremento de 15,9% ou R$2.427 milhões em doze meses. Nos doze meses, ambos os segmentos - crédito empresarial e financiamento ao consumo - contribuíram para a trajetória de crescimento da carteira comercial; a expansão do crédito às empresas somou R$1.254 milhões e a contribuição do crédito comercial pessoa física alcançou R$1.173 milhões. O índice de inadimplência acima de 60 dias atingiu 3,8% do volume total de crédito em dezembro de 2012, 1,0 pp. acima do registrado no ano anterior. A inadimplência acima de 90 dias alcançou 2,9% em dezembro de 2012, acima do indicador de dezembro de 2011, 2,4%. O índice de cobertura das operações de crédito em atraso há mais de 60 dias 4 PÁGINA: 106 de 285

113 Condições financeiras e patrimoniais gerais atingiu 172,2% e o indicador de 90 dias, 223,5%, mantendo-se em linha com os praticados pelo mercado bancário. Os indicadores de inadimplência e de cobertura de atrasos com provisões do último trimestre foram impactados pelo atraso no repasse de créditos recebidos pelo Banco Cruzeiro do Sul em liquidação extrajudicial. Esse atraso ocorreu em razão da empresa contratada pelo Cruzeiro do Sul, de comum acordo com os bancos proprietários das carteiras, ainda não ter concluído o processo operacional que agilizará a identificação das parcelas repassadas pelos órgãos consignantes, o que ensejará maior celeridade na transferência dos recursos aos respectivos bancos credores. Do montante em atraso há mais de 60 dias, 11,9% referem-se a contratos com parcelas vencidas e ainda não repassadas pelo Banco Cruzeiro do Sul, o que significa 0,45 pp. da inadimplência de 60 dias do Banrisul, ou seja, o indicador alcançaria 3,35%, ante 3,39% de setembro de Do montante em atraso há mais de 90 dias, 7,4% decorrem das parcelas de contratos ainda não repassados pelo Banco Cruzeiro do Sul, representando 0,22 pp. do indicador de 90 dias do Banrisul, ou seja, o índice atingiria 2,71% frente aos 2,76% de setembro de Em relação à liquidez do Banrisul, destacam-se as disponibilidades líquidas aplicadas em títulos públicos federais indexados à Taxa Selic, em Letras Financeiras do Tesouro ou em operações compromissadas, sempre com lastro em títulos federais. Em dezembro de 2012 o saldo em títulos e valores mobiliários e aplicações interfinanceiras de liquidez, descontadas das obrigações por operações compromissadas, totalizou R$ milhões, com incremento de 38,5% na comparação com dezembro de O Banrisul possui margem para sustentar o crescimento de suas operações, capacidade atestada pelo Índice de Basileia, 20,2% em dezembro de Os índices que demonstram a eficácia da estrutura administrativa, dados pela proporção de despesas administrativas em relação ao volume de ativos ou em relação às receitas geradas, representados pelos indicadores de custo operacional e de eficiência, atingiram 4,5% e 47,5% em dezembro de 2012 respectivamente. O Banrisul registrou lucro líquido de R$819 milhões no ano de 2012, resultado 9,5% abaixo do alcançado no ano anterior, refletindo, em boa parte, a desaceleração do nível de negócios no ambiente econômico e a elevação da inadimplência. Apesar do efeito de condicionantes conjunturais, o desempenho, no ano de 2012, apresentou elevação das receitas de crédito, de tesouraria, incluídos os instrumentos financeiros derivativos, e da prestação de serviços, absorvida pelo aumento de despesas financeiras e operacionais, provenientes de eventos associados à estratégia de crescimento da Instituição, decorrentes da estruturação das captações externas e da prospecção de novos negócios. O resultado bruto da intermediação financeira alcançou R$2.878 milhões no ano de 2012, com incremento de 5,1% ou R$140 milhões sobre o montante apurado no ano anterior. O resultado gerado no ano de 2012 equivale à rentabilidade de 18,1% calculada sobre o patrimônio líquido médio. Em dezembro de 2012, o patrimônio líquido totalizou R$4.635 milhões, com aumento de 5,3% sobre o saldo de dezembro de O retorno sobre o patrimônio líquido reflete a desaceleração da margem financeira, influenciada pela redução da Taxa Selic e das taxas médias do crédito, aumento da inadimplência e ampliação das despesas administrativas, impactadas por despesas associadas à estratégia de expansão da Instituição. O Banrisul recolheu e provisionou, em 2012, R$752 milhões em impostos e contribuições próprios. Os tributos retidos e repassados, incidentes diretamente sobre a intermediação financeira e demais pagamentos, somaram R$685 milhões. Exercício Social encerrado em 31 de dezembro de 2011 A volatilidade do ambiente financeiro global exigiu ajustes na política monetária interna e no marco regulatório, implementados através da edição, por parte do Banco Central do Brasil, de medidas macroprudenciais ao final de 2010, alterações na trajetória da taxa básica de juros (com elevação da Taxa Selic em 1,75 pp. até julho de 2011, quando alcançou 12,50% a.a. e, redução de 1,50 pp. até dezembro, finalizando o ano em 11,00% a.a.), regulamentação da alocação de capital com base no Basileia III e afrouxamento das medidas de contenção do crédito. No ambiente bancário, a atuação da autoridade monetária refletiu na desaceleração do crédito, ainda que a demanda interna permanecesse aquecida, e na elevação da inadimplência. Em 2011, o saldo de operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional apresentou incremento de 19,0%, frente uma evolução de 20,6% registrada no ano anterior. Ainda que em ritmo menor, o crescimento do crédito em 2011 refletiu na elevação do saldo de operações em proporção do PIB, alcançando 49,1%. A inadimplência do mercado bancário atingiu 3,6% ao final de dezembro de 2011, frente a 3,2% registrado em Embora o ano de 2011 tenha sido marcado pela incerteza e instabilidade financeira no mercado mundial, para o Banrisul o período foi de resultados consistentes, superando, em sua maioria, os indicadores do guidance divulgado em fevereiro e mantido durante todo o ano. A Instituição manteve sua estratégia de crescimento no crédito e usufruiu das vantagens competitivas que apresenta em relação às demais instituições: confortável volume de disponibilidades, baixa exposição a riscos em operações de tesouraria, níveis de inadimplência e de custo de captação adequados e capacidade financeira para sustentar o crescimento dos ativos de crédito. A liquidez da Instituição é favorecida pelas características da captação de recursos em mercado. As disponibilidades líquidas estão aplicadas em papéis federais indexadas à Taxa Selic, em Letras Financeiras do Tesouro ou em operações compromissadas, sempre com lastro em títulos federais, não havendo exposição em câmbio ou em outro tipo de derivativo alavancado. O funding para a concessão de crédito tem origem na captação pulverizada, por meio dos depósitos de pequenos e 5 PÁGINA: 107 de 285

114 Condições financeiras e patrimoniais gerais médios correntistas da rede de agências, o que possibilita custo financeiro menor para a Instituição. O Banco captou, até dezembro de 2011, o montante de R$22 bilhões, dos quais 62,6% são em depósitos a prazo. O total de depósitos representa 67,4% dos passivos de terceiros da Instituição. O saldo aplicado em ativos de crédito atingiu R$20 bilhões, com participação de 54,3% nos ativos totais. A carteira de crédito é composta por operações pulverizadas, contratadas, principalmente, junto a pessoas físicas, médias e pequenas empresas e microempresas. Dentre as linhas de crédito, destacam-se pela representatividade, o crédito consignado na pessoa física, com 29,4% do total de crédito e o giro às empresas, que absorvia 26,7% do volume total de crédito ao final de dezembro de O destaque em relação ao crescimento percentual nos doze meses foi o financiamento imobiliário, que apresentou elevação de 35,4% no período, com participação de 8,5% na carteira total. Já a concessão de crédito, apresentou expansão, especialmente, nas linhas capital de giro, conta garantida, cheque especial e financiamento rural, em relação a dezembro de O índice de inadimplência acima de 60 dias atingiu 2,8% do volume total de crédito, em dezembro de 2011, indicador superior em 0,3 pp. ao apresentado no mesmo período do ano anterior. A inadimplência acima de 90 dias alcançou 2,4% em dezembro de 2011, superior a de dezembro de 2010, que registrou 2,2% de atrasos na carteira total. Apesar da elevação, os níveis de inadimplência permanecem inferiores aos informados pelo Sistema Financeiro Nacional. O índice de cobertura das operações de crédito em atraso há mais de 60 dias atingiu 234,0%, mantendo-se adequado às práticas do mercado bancário, considerando os riscos dos créditos em atraso. O Banrisul possui margem para sustentar o crescimento de suas operações, capacidade atestada pelo índice de Basileia, 17,2% em dezembro de Os índices que demonstram a eficácia da estrutura administrativa, dados pela proporção de despesas administrativas em relação ao volume de ativos ou em relação às receitas geradas, persistem em níveis favoráveis, representados pelos indicadores de custo operacional e de eficiência, que atingiram 4,9% e 45,2% em dezembro de 2011 respectivamente. A Instituição alcançou lucro líquido de R$904 milhões nos doze meses de 2011, resultado 22,0% ou R$163 milhões acima do registrado no mesmo período do ano anterior, refletindo a elevação das receitas de crédito, de tesouraria e de resultados de câmbio, minimizado pelo aumento das despesas com empréstimos e repasses e com captação no mercado. O resultado gerado no ano de 2011 equivale à rentabilidade de 21,9% calculada sobre o patrimônio líquido médio. Em dezembro de 2011, o patrimônio líquido totalizou R$4.400 milhões, com aumento de 14,1% sobre o saldo de dezembro de 2010, e 2,4% acima de setembro de O resultado bruto da intermediação financeira alcançou R$2.739 milhões nos doze meses de 2011, com variação positiva de 14,3% ou R$342 milhões sobre o resultado dos doze meses de O total de ativos alcançou R$ milhões em dezembro de 2011, 17,0% acima do registrado no mesmo mês do ano anterior, e 2,8% acima do saldo de setembro de A alocação de recursos em crédito, especialmente na carteira comercial, e em tesouraria favoreceu o crescimento dos ativos. As operações de crédito do Banrisul expandiram 19,7% ou R$3.360 milhões no ano de 2011, totalizando R$ milhões. A carteira comercial totalizou R$ milhões, com variação de 16,3% ou R$2.140 milhões em doze meses. O crédito comercial com pessoas físicas totalizou R$8.079 milhões em dezembro de 2011, representando crescimento de 9,2% ou R$681 milhões em doze meses, especialmente influenciado pelo aumento no crédito consignado. As operações com pessoas jurídicas somaram R$7.191 milhões em dezembro de 2011, com crescimento de 25,4% em relação ao mesmo período de O crescimento nos saldos da pessoa jurídica reflete o avanço nas linhas de capital de giro. Os recursos captados e administrados somaram o montante de R$ milhões no último mês do ano de 2011, com avanço de 15,6% ou R$3.909 milhões sobre o saldo registrado no mesmo período de 2010, e 5,4% ou R$1.494 milhões na comparação com o trimestre anterior. Os depósitos atingiram o saldo de R$ milhões em dezembro de 2011, com destaque para o depósito a prazo. A expansão no saldo de depósitos totais foi de 17,4% sobre o montante de dezembro de Os recursos de terceiros administrados totalizaram R$6.638 milhões, posição 9,9% superior à registrada ao final de O Banrisul recolheu e provisionou, em 2011, R$863 milhões em impostos e contribuições próprios. Os tributos retidos e repassados, incidentes diretamente sobre a intermediação financeira e demais pagamentos, somaram R$588 milhões. B. ESTRUTURA DE CAPITAL E POSSIBILIDADE DE RESGATE DE AÇÕES OU QUOTAS: O capital social do Banrisul em 31 de dezembro de 2013 era de R$ mil, subscrito e integralizado, representado por mil ações, sem valor nominal. No período de janeiro a dezembro de 2013, houve a conversão das ações entre PNA e PNB no montante de ações. A Assembleia Geral Extraordinária de Acionistas, realizada em 30 de abril de 2013, aprovou aumento de capital mediante aproveitamento de Reservas de Lucro, no montante de R$ mil, sem emissão de novas ações, homologado pelo Bacen em junho de PÁGINA: 108 de 285

115 Condições financeiras e patrimoniais gerais ON PNA PNB Total Quantidade % Quantidade % Quantidade % Quantidade % Estado do Rio Grande do Sul , , , ,0 Fundação Banrisul de Seguridade Social , ,5 0 0, ,1 Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul , ,8 0 0, ,0 Outros , , , ,8 Total , , , ,00 O capital social do Banrisul em 31 de dezembro de 2012 era de R$ mil, subscrito e integralizado, representado por mil ações, sem valor nominal. No período de janeiro a dezembro de 2012, houve a conversão das ações entre PNA e PNB no montante de ações. A Assembleia Geral Extraordinária de Acionistas, realizada em 30 de abril de 2012, aprovou aumento de capital mediante aproveitamento de Reservas de Lucro, no montante de R$ mil, sem emissão de novas ações, já homologado pelo Bacen. ON PNA PNB Total Quantidade % Quantidade % Quantidade % Quantidade % Estado do Rio Grande do Sul , , , ,0 Fundação Banrisul de Seguridade Social , ,5 0 0, ,1 Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul , ,8 0 0, ,0 Outros , , , ,8 Total , , , ,00 O capital social do Banrisul em 31 de dezembro de 2011 era de R$ mil, subscrito e integralizado, representado por mil ações, sem valor nominal. No exercício de 2011, houve a conversão das ações entre PNA e PNB no montante de ações. A Assembleia Geral Extraordinária de Acionistas, realizada em 29 de abril de 2011, aprovou aumento de capital mediante aproveitamento de Reservas de Lucro, no montante de R$ mil, sem emissão de novas ações, já homologado pelo BACEN. ON PNA PNB Total Quantidade % Quantidade % Quantidade % Quantidade % Estado do Rio Grande do Sul , , , ,0 Fundação Banrisul de Seguridade Social , ,4 0 0, ,1 Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul , ,7 0 0, ,0 Outros , , , ,8 Total , , , ,00 O Banrisul ampliou o percentual de financiamento das operações por meio de capital de terceiros em 2013, alcançando 90,3%, frente ao percentual de 90,1%, em 2012, e 88,3% no ano de Padrão Financiamento Operações * 2011 Capital Próprio ,7% ,9% ,7% Capital de Terceiros ,3% ,1% ,3% Capital Total ,0% ,0% ,0% * Reapresentado (I) HIPÓTESES DE RESGATE (II) FÓRMULA DE CÁLCULO DO VALOR DE RESGATE Não há hipóteses de resgate de ações de emissão da Instituição além das legalmente previstas. C. CAPACIDADE DE PAGAMENTO EM RELAÇÃO AOS COMPROMISSOS FINANCEIROS ASSUMIDOS A situação de liquidez do Banrisul é favorecida pelas características da captação, por meio de rede capilarizada, especialmente no Estado do Rio Grande do Sul, em outras localidades da Região Sul do País e em outros estados da federação. No crédito, principal modalidade de ativos, também foram priorizadas operações pulverizadas, operando, especialmente, junto à pessoa física e às pequenas e médias empresas. Os depósitos constituem a principal fonte de captação. 7 PÁGINA: 109 de 285

116 Condições financeiras e patrimoniais gerais A política de tesouraria não se alterou em A integralidade das disponibilidades líquidas permanece aplicada em papéis federais indexados à taxa SELIC, em Letras Financeiras do Tesouro ( LFTs ), ou em operações compromissadas, sempre com lastro em títulos federais, não havendo exposição em câmbio. O Banco participa de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos na modalidade swap, registrados em contas patrimoniais e de compensação, que se destinam a atender necessidades próprias para administrar sua exposição global. A utilização dos instrumentos financeiros derivativos tem por objetivo, predominantemente, mitigar os riscos decorrentes das oscilações cambiais da operação de captação externa efetuada pelo Banrisul, citada na Nota Explicativa nº 13 das Demonstrações Financeiras, que resultam na conversão destas taxas para a variação da taxa CDI. Com esse objetivo, as operações com instrumentos derivativos na modalidade swap são de longo prazo, acompanhando o fluxo e vencimento da captação externa, vencendo à medida em que frações da captação externa são protegidas por hedge natural. As operações baseiam-se em contratos de balcão registrados na Câmara de Custódia e Liquidação CETIPS/A Mercados Organizados, e possuem como contrapartes instituições financeiras classificadas como de primeira linha. O Banco utiliza-se da estrutura de hedge accounting (hedge contábil) prevista nas normas do Banco Central do Brasil e a efetividade esperada desde a designação dos instrumentos de proteção e no decorrer da operação está em conformidade com o estabelecido pelo Banco Central do Brasil. O Banrisul possui capacidade financeira, comprovada através de estudos técnicos desenvolvidos internamente, e intenção de manter até o vencimento os títulos classificados na categoria mantidos até o vencimento, conforme disposto no artigo 8º da Circular nº 3.068, de , do Banco Central do Brasil. Segue abaixo tabela contendo prazos médios de ativos e passivos relativos ao ano de 2013, evidenciando a capacidade de pagamento em relação aos compromissos financeiros assumidos: Tabela 3: Ativos e passivos por Vencimento ATIVO Circulante e Realizável a LP Sem Venc. Até 3 meses 3 a 12 meses 1 a 3 anos 3 a 5 anos 5 a 15 anos Acima 15 anos R$ Milhões Disponibilidades Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Títulos e Valores mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (1) Operações de Crédito, Arrendamento Mercantil e Outros Créditos Outros Ativos Permanente Total Ativo PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Circulante e Exigível a LP Depósitos Captação no Mercado Aberto Obrigações por Empréstimos e Repasses Outras Obrigações Outros Passivos Patrimônio Líquido Total do Passivo e Patrimônio Líquido Total (1) São classificados pelo vencimento dos papéis, independente da tipo de títulos e valores mobiliários (para negociação, disponíveis para venda, mantidos até o vencimento). D. FONTES DE FINANCIAMENTO PARA CAPITAL DE GIRO E PARA INVESTIMENTOS EM ATIVOS NÃO-CIRCULANTES UTILIZADAS Foram utilizados recursos próprios e de terceiros para o desenvolvimento das atividades. RECURSOS PRÓPRIOS PATRIMÔNIO LÍQUIDO O patrimônio líquido do Banrisul atingiu R$5.148 milhões ao final de dezembro de 2013, 11,1% acima do saldo registrado no ano anterior. A alocação de recursos próprios em diferentes alternativas de aplicações ativas, segue, contudo, criteriosas avaliações de 8 PÁGINA: 110 de 285

117 Condições financeiras e patrimoniais gerais risco e retorno. Os indicadores de alavancagem apresentaram-se em nível próximo ao da média dos grandes bancos de rede nacional e, como as demais instituições brasileiras, o Banrisul foi obrigado a conformar a adequação de capital com base no grau de risco, metodologia desenvolvida em julho de 1988 pelo Comitê de Regulamentação e Supervisão de Práticas Bancárias da Basileia, e implementada com alterações determinadas pelo Banco Central. Em março de 2013, o Conselho Monetário Nacional - CMN emitiu um conjunto de normas para implementação das diretrizes de Basileia III no Brasil, com vigência a partir de outubro de A Resolução nº 4.192, dispõe sobre a nova composição de Capital Regulamentar, que permanecerá sendo o somatório dos Níveis I, dividido em Capital Principal e Capital Complementar, e Nível II, apurados em relação ao total dos Ativos Ponderados pelo Risco (RWA) e calculados com base nas informações do Conglomerado Financeiro. Foram definidos novos limites mínimos que devem ser observados na apuração desses capitais em conformidade com o cronograma divulgado pela Resolução nº de 01/10/2013. Serão exigidos limites para Capital Principal, para Capital de Nível I e para o Patrimônio de Referência, além da introdução do Adicional de Capital Principal. Em dezembro de 2013, os limites mínimos de capital exigidos foram de 11% para o Índice de Basileia (Patrimônio de Referência), 5,5% para o índice de Nível I e de 4,5% para o índice de Capital Principal. O Adicional de Capital Principal será exigido a partir de 1º de janeiro de Destaca-se ainda, que o Banco Central do Brasil concedeu ao Banrisul a possibilidade de considerar a elegibilidade da captação no exterior no valor de US$ no nível II do Patrimônio de Referência, na categoria de dívida subordinada, a partir de 3 de dezembro de 2012, permitindo que esta captação integre o saldo sujeito ao artigo 29, parágrafos I e II da Resolução 4.192, em 31 de dezembro de 2012, mesmo sem estar contabilizado em conta Cosif específica. Neste contexto, no comparativo entre dezembro de 2013 e 2012, observa-se que o Patrimônio de Referência aumentou 3,6%, pelo incremento de 5,5% no Nível I, reflexo da apropriação do lucro no período. Contudo, o Nível II retraiu em 10,5% pela dedução de 10% do montante da dívida subordinada, prevista nas implementações citadas acima, resultando em redução de 1,86 p.p. do Índice de Basileia do Conglomerado-Financeiro que foi de 18,3%. Para os Capitais, Principal e Nível I, o índice foi de 14,0%, apontando folga em relação aos mínimos exigidos. RECURSOS DE TERCEIROS A política de captação pulverizada privilegia pequenos e médios investidores, ao invés de investidores institucionais, tais como fundos de pensão e fundos de investimento, o que assegura redução de custo financeiro e fontes diversificadas, ou não concentradas de captação, política adequada às necessidades de funding para a concessão de novos empréstimos. Em dezembro de 2013, as principais fontes de captação foram os depósitos, em R$ milhões, representando 63,8% das fontes de terceiros, as captações no mercado aberto, em R$4.221 milhões, contribuindo com 8,8% dos passivos, os empréstimos e repasses, em R$3.488 milhões, com a participação de 7,3%, seguidos pelos recursos de letras, em R$2.506 milhões, contribuindo com 5,2%, e pelas dívidas subordinadas em R$1.861 milhões, compondo 3,9% do total de recursos de terceiros. Em 2013, o saldo dos depósitos atingiu R$ milhões, com expansão de R$3.898 milhões ou 14,6% em relação ao saldo registrado em dezembro de A tabela 4 apresenta os saldos de final de período das principais fontes de recursos de terceiros para os exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2011, 2012 e 2013: Tabela 4: Principais Fontes de Recursos de Terceiros * R$ milhões Variação Variação 2011 R$ % R$ % Depósitos ,6% ,6% Depósitos à Vista (3) -0,1% ,4% Depósitos de Poupança ,8% ,6% Depósitos a Prazo ,5% ,1% Outros Depósitos (68) -16,2% ,8% Captação no Mercado Aberto ,3% ,2% Recursos de Letras (1) ,6% ,7% Empréstimos e Repasses (2) ,1% ,0% Dívida Subordinada ,7% ,0% Outros (3) (3.664) -40,7% ,2% Recursos de Terceiros ,1% ,9% *Reapresentado Letras Financeiras e Imobiliárias (²) Inclui Obrigações por Empréstimos e Repasses do País - Instituições Oficiais e Obrigações por Repasses do Exterior (curto e longo prazos). inclusive a captação externa efetivada em dezembro/2012, reconhecida como dívida subordinada, conforme autorização do Banco Central em dezembro/2012. (³) Inclui Relações Interfinanceiras e Interdepartamentais, Instrumentos Financeiros Derivativos, Fundos Financeiros e de Desenvolvimento e Outras obrigações. 9 PÁGINA: 111 de 285

118 Condições financeiras e patrimoniais gerais DEPÓSITOS TOTAIS Os depósitos constituem o principal instrumento de funding do Banco. A captação de depósitos a prazo, incentivada por meio de política comercial, é contratada com clientes distribuídos por toda a rede de agências, nas modalidades de encargos pós ou pré-fixados. CAPTAÇÃO NO MERCADO ABERTO As transações compromissadas com outras instituições são utilizadas para administração da posição de liquidez. Têm prazo, em geral, de um dia útil, ocorrem mediante a compra ou venda de títulos públicos federais e tem rentabilidade definida no ato da negociação em função do compromisso de recompra ou revenda, conforme o caso. Os spreads dessas transações são reduzidos, normalmente, utilizados com objetivo de incrementar as fontes de recursos e ampliar a liquidez da gestão de caixa do Banrisul. As captações através de operações compromissadas complementaram, em boa parte, as transações de intermediação financeiras. As captações no mercado aberto são operações contratadas a taxa média equivalente a 100% da variação do CDI. RECURSOS DE LETRAS Em agosto de 2013, o Banrisul concluiu a primeira emissão de letras financeiras, no valor total de R$1.600,0 milhões. A emissão foi realizada em três séries: a 1ª no montante de R$700,00 milhões e prazo de dois anos, a 2ª de R$870,00 milhões e prazo de três anos, e a 3ª de R$30,00 milhões e prazo de quatro anos. A operação representou um melhor posicionamento do Banco no mercado de renda fixa, além de oportunizar futuras operações com prazos mais alongados. EMPRÉSTIMOS E OBRIGAÇÕES POR REPASSES São captados recursos de repasse junto ao BNDES, FINAME e Caixa Econômica Federal, de acordo com programas estabelecidos por essas instituições. Os recursos são repassados aos clientes nas mesmas condições de prazo e taxas de juros, acrescidos de uma comissão pela intermediação. Com base nessa estratégia, somente são realizadas captações no mercado externo quando há um tomador de recursos já identificado no Brasil, sem arbitragem entre taxas de câmbio e risco cambial. A Instituição opera também com recursos captados no exterior para a realização de operações comerciais de câmbio. Nessas operações, incorre-se em variação cambial e pagamos juros com taxas inferiores às praticadas no mercado doméstico. DÍVIDA SUBORDINADA Em 2012, o Banrisul fez a primeira emissão de dívida no exterior. A primeira tranche ocorreu no final de janeiro de 2012, no valor de US$500 milhões, e a segunda tranche, no valor de US$275 milhões, ao final de novembro de Ambas reconhecidas pelo Banco Central para compor capital de nível II do Banco. Os recursos captados em 2012 por meio da emissão de dívida externa representam possibilidade de concessão de crédito ampliada e fortalecem o capital de nível II, favorecendo o crescimento sustentado dos negócios. E. FONTES DE FINANCIAMENTO PARA CAPITAL DE GIRO E PARA INVESTIMENTOS EM ATIVOS NÃO-CIRCULANTES QUE PRETENDE UTILIZAR PARA COBERTURA DE DEFICIÊNCIAS DE LIQUIDEZ O Banrisul adota Plano de Contingência da Liquidez com o objetivo de identificar, antecipadamente, e adequar a capacidade da Instituição para enfrentar crises de liquidez internas e/ou externas, minimizando seus potenciais efeitos na continuidade dos negócios da Instituição, na sua capacidade de geração de resultado e na sua imagem. O Plano de Contingência da Liquidez e esta política sistematizam parâmetros que identificam situações adversas, responsabilidades das unidades e instâncias envolvidas na sua execução e os procedimentos a serem seguidos para restabelecer o nível de liquidez adequado. O Comitê de Tesouraria deverá propor de imediato à Diretoria Financeira, com vistas à reestabelecer os níveis de liquidez, as seguintes medidas, isoladas ou cumulativamente: a) Realinhamento das taxas de juros cobradas nas operações de crédito, de modo a contemplar o novo patamar de risco; b) Elevação nas taxas de juros oferecidas nos instrumentos de captação, de modo a estancar e reverter as reduções de volume verificadas nos produtos de captação; c) Implementação de ações mercadológicas, de vendas, inclusive com novos produtos, de fortalecimento da marca do Banrisul que visem amenizar o risco de reputação e imagem; d) Contingenciamento das operações de créditos, de modo a permitir um controle maior do caixa; e) Intensificação do relacionamento com outras instituições financeiras visando captações em certificados de depósitos interfinanceiros; f) Venda de parte ou totalidade dos ativos negociáveis; g) Venda de parte ou totalidade da carteira de crédito classificada como trading book, em conformidade com a 10 PÁGINA: 112 de 285

119 Condições financeiras e patrimoniais gerais Política de Gerenciamento de Risco de Mercado e de liquidez e; h) Acessar, em última instância, linha de redesconto, junto a Autoridade Monetária. F. NÍVEIS DE ENDIVIDAMENTO E AS CARACTERÍSTICAS DE TAIS DÍVIDAS, DESCREVENDO AINDA: (I) CONTRATOS DE EMPRÉSTIMO E FINANCIAMENTO RELEVANTES O Banrisul tem parcerias em diversos financiamentos concedidos com recursos oriundos junto ao BNDES, FINAME e Caixa Econômica Federal, nos quais a função é repassar parte ou a totalidade desses recursos ao beneficiário final, mediante remuneração estabelecida contratualmente. Em operações especiais, o Banco atua com outras instituições financeiras para esse propósito, sendo que cada uma fica responsável pelo repasse de uma parcela do crédito. Nos termos das Disposições Aplicáveis aos Contratos do BNDES (Resolução do BNDES n.º 665/87), a Instituição apresenta-se solidariamente responsável, perante o BNDES, pela solvência dos beneficiários finais, bem como pela obrigatoriedade de ceder o crédito ao BNDES, caso este assim determine, e a exigir que os beneficiários finais constituam garantia real em favor do Banco, no valor mínimo de 130% do principal, exceto nos casos em que o BNDES dispense essa garantia. Possuímos, também, plano de previdência complementar gerido pela Fundação Banrisul de Seguridade Social. Relativo a este plano, o Banrisul possui parcela remanescente de dívida contratada no montante de R$67 milhões em 31 de dezembro de 2013 (R$67 milhões na mesma data em 2012). Esta dívida é paga acrescida de juros de 6% a.a. e atualizada pela variação do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), através de atualizações mensais, com prazo final em (II) OUTRAS RELAÇÕES DE LONGO PRAZO COM INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS Não foram apresentadas outras relações de longo prazo relevantes com instituições financeiras. Entretanto, no início de 2012, o Banrisul estreou no mercado externo de títulos de dívida subordinada, efetivando uma captação de US$500 milhões, pelo prazo de 10 anos. Ao final de 2012, por meio da reabertura da emissão de notas subordinadas realizada em janeiro do respectivo ano, a Instituição realizou a segunda captação no valor de US$275 milhões, também pelo prazo de 10 anos. (III) GRAU DE SUBORDINAÇÃO ENTRE AS DÍVIDAS Não há grau de subordinação entre dívidas. Entretanto, as obrigações registradas no passivo exigível são ordenadas de acordo com a precedência, na possibilidade de concurso universal de credores, conforme a Lei , art.83, que classifica os créditos, priorizando aqueles derivados da legislação do trabalho, seguidos pelos créditos com garantia real, e dos créditos tributários. Após estes, são considerados os demais créditos, conforme a lei citada anteriormente. No que compete ao Banrisul, em eventual necessidade de elaboração de quadro de credores, obedecida a ordenação constante na lei supra citada, tem-se: Tabela 5: Passivo Exigível de Acordo com a Precedência R$ mil 2013 % 2012* % 2011 % Obrigações Fiscais, Trabalhistas e Previdenciárias ,4% ,7% ,4% Trabalhistas ,0% ,0% ,1% Fiscais e Previdenciárias ,5% ,7% ,3% Cobrança e arrecadação de tributos e assemelhados ,1% ,1% ,1% Demais Obrigações ,4% ,3% ,3% Outras Obrigações ,0% ,9% ,2% Dívida Subordinada ,9% ,8% - 0,0% Sociais e Estatutárias ,2% ,1% ,2% Passivo Exigível ,0% ,0% ,0% *Reapresentado Ainda, em relação à subordinação de dívida, informamos que o Banco Central do Brasil considerou as captações no exterior, citadas no item anterior, no valor global de US$775 milhões, elegíveis como capital de nível II do Patrimônio de Referência, na categoria de Dívida Subordinada, com despachos em abril de 2012 e dezembro de PÁGINA: 113 de 285

120 Condições financeiras e patrimoniais gerais IV) EVENTUAIS RESTRIÇÕES IMPOSTAS À COMPANHIA, EM ESPECIAL, EM RELAÇÃO A LIMITES DE ENDIVIDAMENTO E CONTRATAÇÃO DE NOVAS DÍVIDAS, À DISTRIBUIÇÃO DE DIVIDENDOS, À ALIENAÇÃO DE ATIVOS, À EMISSÃO DE NOVOS VALORES MOBILIÁRIOS E À ALIENAÇÃO DE CONTROLE SOCIETÁRIO As operações de longo prazo estão sujeitas a limites de contratação estatutários. Conforme art. 14 do Estatuto do Banrisul, as operações de longo prazo realizadas com recursos de repasse provenientes do BNDES, são limitadas a 80% (oitenta por cento) do Patrimônio Líquido da sociedade. A Instituição está sujeita, ainda, a limites impostos pelo BNDES para a utilização de recursos baseado no patrimônio de referência e em análise de rating feita por instituição externa. No caso de repasses, os recursos são integralmente repassados aos clientes, nos mesmos prazos e taxas, acrescidos, somente, da comissão de intermediação. Não há restrições específicas em relação ao Banrisul, por parte do BNDES, além do limite imposto. Entretanto, existem cláusulas restritivas do BNDES em relação aos agentes financeiros, de forma geral, que podem ser verificadas nas Disposições Aplicáveis aos Contratos do BNDES (Resolução do BNDES n.º 665/87), capítulos I Das Condições de Utilização da Colaboração, II Dos Contratos de Repasse e III Dos Contratos de Financiamento a Acionistas, e atualizações normativas posteriores emitidas pelo BNDES, e que se referem às condições suspensivas da utilização da Colaboração Financeira e de cada parcela da Colaboração Financeira. Abaixo, as taxas médias das obrigações do BNDES por linha de crédito: Indexador LC TxPAno Pré-fixado BNDES AUTOMATICO PROSOFT 7,00% BNDES EXIM PRE BEM REVITALIZA 6,14% CARTÃO BNDES 7,25% BNDES/FINAMEX PRE-EMBARQUE 5,14% BNDES FINEM INDIRETO 1,50% BNDES/PERGIRO 2,50% FINAME INDUSTRIAL RURAL 1,91% FINAME MODERMAQ 8,50% FINAME CAMINHOS DA ESCOLA 1,50% FINAME CAMINHÕES 1,50% FINAME COMPONENTES 2,13% FINAME PACA 3,39% FINAME PROCAMINHONEIRO 1,50% FINAMEX PRE-EMBARQUE 6,13% FINAME/PSI 0,70% TJLP c/redutor BNDES/POC 01 2,15% BNDES/FINEM/INDIRET DIR 522/2002 1,84% BNDES/HOSPITAIS/SUS 2,79% BNDES PROGEREN 1,72% BNDES SANEAMENTO HOSPITAIS 1,00% FINAME CAMINHOES 1,00% FINAME CAMINHOS DA ESCOLA 1,00% FINAME PACA 1,86% FINAME PROVIAS 1,00% UM BNDES-Res 635/87 BNDES/POC MOE RES 635/87 1,80% BNDES/FINEM/INDIRET DIR 522/2002 2,50% FINAME/PACA/635 0,90% UR/IPCA BNDES/HOSPITAIS/SUS 8,61% DOLAR BNDES/AUT 2,20% Quanto às operações de repasse do Programa Saneamento para Todos, seguimos as regras estabelecidas no Manual de Fomento (Conselho Curador do FGTS de onde emana tais regras) emitidas pela Caixa Econômica Federal (CEF) regrando estes financiamentos em linha com as diretrizes do Ministério das Cidades. Estabelecemos contrato para que a CEF seja o Agente Técnico Operacional (ATO), minuta aprovada pelo nosso departamento jurídico, e que será assinada pelo nosso Diretor de Crédito, para fiscalização e procedimentos de liberação de recursos para as obras financiadas neste Programa, em fase de renovação. Recentemente foi realizado estudo para reclassificação de risco do Banrisul junto a CEF, com valor de limite para novas contratações de operações. 12 PÁGINA: 114 de 285

121 Condições financeiras e patrimoniais gerais Níveis de Endividamento Tabela 6: Recursos Captados por Vencimento 2013 e 2012 Sem Vencimento Até 3 meses 3 a 12 meses 1 a 3 anos 3 a 5 anos 5 a 15 anos Acima 15 anos R$ milhões Depósitos À Vista (a) Poupança (a) Interfinanceiros A Prazo (*) Outros Depósitos Total de Depósitos Captação no Mercado Aberto Carteira Própria Total de Captação no Mercado Aberto Curto Prazo Longo Prazo (a) Classificados como sem vencimento, pois não existe data de vencimento contratual. (*) Considera os prazos estabelecidos nas aplicações. Tabela 7: Recursos Captados por Vencimento 2012 e 2011 Depósitos Sem Vencimento Até 3 meses 3 a 12 meses 1 a 3 anos 3 a 5 anos 5 a 15 anos Acima 15 anos R$ milhões À Vista Poupança Interfinanceiros A Prazo (*) Outros Depósitos Total dos Depósitos Captação no Mercado Aberto Carteira Própria Total de Captação no Mercado Aberto Curto Prazo Longo Prazo (a) Classificados como sem vencimento, pois não existe data de vencimento contratual. (*) Considera os prazos estabelecidos nas aplicações. Depósitos e Captações no Mercado Aberto As captações em depósitos a prazo são realizadas com pessoas físicas ou jurídicas, nas modalidades de encargos pós ou pré-fixados, os quais correspondem a 94,3% e 5,7% do total da carteira, respectivamente. A taxa média de captação para os depósitos pós-fixados corresponde a 70,56% ( ,60%) da variação do CDI e os pré-fixados 7,21% (2012 7,08%) ao ano. As captações através de operações compromissadas carteira própria - no mercado aberto, realizadas com instituições financeiras, têm taxa média de captação de 100% da variação do CDI. Obrigações por Empréstimos As obrigações por empréstimos no Exterior são representadas por recursos captados de bancos no exterior para aplicação em operações comerciais de câmbio incorrendo à variação cambial das respectivas moedas, acrescida de juros a taxas entre 1,00% a 3,37% (2012-2,11% a 5,80%) ao ano, com vencimento máximo em até 356 dias ( dias), e apresenta saldo de R$1.275 milhões (2012 R$1.586 milhões). Obrigações por Repasses Os recursos internos para repasses representam, basicamente, captações de Instituições Oficiais (BNDES, FINAME e Caixa Econômica Federal). Essas obrigações têm vencimentos mensais até dezembro de 2028, com incidência de encargos financeiros nas operações pós-fixadas de 0,50% a 8,61% (2012-0,50% a 8,61%) ao ano, além das variações 13 PÁGINA: 115 de 285

122 Condições financeiras e patrimoniais gerais dos indexadores (TJLP, Dólar e Cesta de Moedas), e nas obrigações pré-fixadas até 11,00% ( ,00%) ao ano. Os recursos são repassados aos clientes nos mesmos prazos e taxas de captação, acrescidas de comissão de intermediação. Como garantia desses recursos, foram repassadas as garantias recebidas nas operações de crédito correspondentes. As tabela 8 e 9 apresentam com detalhamento as operações por repasses no país e no exterior: Tabela 8: Obrigações por Repasses 2013 e 2012 Repasses do País - Instituições Oficiais Repasses do Exterior Total R$ milhões Até 3 meses a 12 meses a 3 anos a 5 anos Acima de 5 anos Total Curto Prazo Longo Prazo Tabela 9: Obrigações por Repasses 2012 e 2011 Repasses do País Instituições Oficiais Repasses do Exterior Total R$ milhões Até 3 meses a 12 meses a 3 anos a 5 anos Acima de 5 anos Total Curto Prazo Longo Prazo G. LIMITES DE UTILIZAÇÃO DOS FINANCIAMENTOS JÁ CONTRATADOS Dentre as características do Banrisul de endividamento, as operações de longo prazo estão sujeitas a limites de contratação estatutários. Conforme art. 14 do Estatuto do Banrisul, as operações de longo prazo realizadas com recursos de repasse provenientes do BNDES, são limitadas a 80% (oitenta por cento) do Patrimônio Líquido da sociedade. No caso de operações de repasse, as liberações dos valores podem ocorrer gradativamente em relação ao valor total comprovado. No ano de 2013, foi contratado, via repasse do BNDES, o montante de R$897 milhões, dos quais 78,4% já foi utilizado. Em relação aos repasses da Caixa Econômica Federal, nenhuma operação foi contratada no período, entretanto, ocorreu a liberação de R$7 milhões de operações contratadas em anos anteriores. H. ALTERAÇÕES SIGNIFICATIVAS EM CADA ITEM DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EXERCÍCIO ENCERRADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 COMPARADO AO EXERCÍCIO ENCERRADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 As tabelas 10 e 11 apresentam versões simplificadas das demonstrações de resultado consolidado e do balanço patrimonial consolidado referentes aos exercícios sociais findos em 31 de dezembro de 2013 e PÁGINA: 116 de 285

123 Condições financeiras e patrimoniais gerais Tabela 10: Demonstrativo do Resultado do Exercícios 2013 e 2012 R$ milhões Variação Variação R$ % Receitas da Intermediação Financeira ,6% Receita de Operações de Crédito (20) -0,4% Receita de Operações de Arrendamento Mercantil ,4% Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários ,1% Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos (205) -98,7% Resultado de Operações de Câmbio ,3% Resultado das Aplicações Compulsórias ,5% Operação de Venda ou Transferência de Ativos Financeiros ,4% Despesas da Intermediação Financeira (3.567) (3.468) (99) 2,8% Operações de Captação no Mercado (2.453) (1.986) (466) 23,5% Operações de Empréstimos, Cessões e Repasses (453) (630) ,0% Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos Provisão para Operações de Crédito (661) (852) ,5% Resultado Bruto da Intermediação Financeira ,4% Outras Receitas/Despesas Operacionais (1.799) (1.675) (124) 7,4% Receitas de Prestação de Serviços ,8% Rendas de Tarifas Bancárias ,1% Despesas de Pessoal (1.360) (1.234) (127) 10,3% Outras Despesas Administrativas (1.055) (861) (193) 22,4% Despesas Tributárias (279) (258) (21) 8,1% Resultado de Participação em Controladas e Coligadas ,5% Outras Receitas Operacionais ,0% Outras Despesas Operacionais (345) (371) 26-7,1% Resultado Operacional ,2% Resultado Antes da Tribut. e Particip. dos Empreg. S/ Lucro ,2% Imposto de Renda e Contribuição Social (323) (309) (14) 4,7% Participação dos Empregados no Resultado (91) (76) (16) 20,5% Participação Minoritária no Resultado (0) (0) (0) 36,9% Lucro Líquido do Exercício (27) -3,3% Lucro Líquido O lucro líquido do Banrisul no ano de 2013 alcançou R$792 milhões, 3,3% ou R$27 milhões abaixo do resultado apurado no mesmo período de Os resultados auferidos nos doze meses de 2013 frente aos doze meses de 2012 evidenciam a desaceleração das receitas e o aumento das despesas com juros, a elevação das despesas administrativas, a ampliação das receitas de serviços e tarifas bancárias, e a performance favorável de outras receitas e outras despesas operacionais, refletidos em (i) redução da margem financeira, em 1,7% ou R$64 milhões, impactada pela estabilidade das receitas de crédito, arrendamento mercantil e venda ou transferência de ativos, face à redução das taxas de operações de crédito, pelo aumento das despesas de operações de captação no mercado, fluxo parcialmente compensado pela redução das despesas de empréstimos, cessões e repasses, ambas afetadas pelas despesas com o FRDJ, face ao saque do Governo, em abril de 2013, e pelo incremento no resultado de operações com títulos e valores mobiliários (TVM) e instrumentos financeiros derivativos; (ii) aumento das despesas administrativas, em 15,3% ou R$320 milhões, justificado, principalmente, pelo aumento no número de funcionários, pelo efeito dos dissídios coletivos, pelas despesas com o canal de originação de crédito, ampliação da rede de atendimento e com a propaganda institucional; (iii) diminuição das despesas com provisões para operações de crédito, em 22,5% ou R$191 milhões; (iv) incremento das receitas de prestação de serviços e tarifas, em 23,2% ou R$185 milhões. Apresenta-se a seguir a comparação entre as principais contas de resultado nos exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2013 e Receitas da Intermediação Financeira Nos doze meses de 2013, as receitas da intermediação financeira somaram R$6.573 milhões, 3,6% ou R$226 milhões acima do alcançado no ano anterior. A ampliação das receitas da intermediação financeira nos doze meses de 2013 frente ao valor acumulado até dezembro de 2012 foi influenciada, principalmente, pela elevação do resultado de operações com títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos, em 11,9% ou R$153 milhões, impactado pela elevação do saldo desses ativos em R$1.937 milhões, e pelo aumento do resultado de operações de câmbio, em 45,3% ou R$48 milhões, favorecido pela variação cambial do período. Receitas de Operações de Crédito, Arrendamento Mercantil e Venda ou Transferência de Ativos Financeiros As receitas de operações de crédito, arrendamento mercantil e venda ou transferência de ativos financeiros totalizaram R$4.653 milhões nos doze meses de 2013, R$733 mil abaixo do montante contabilizado no mesmo período de A 15 PÁGINA: 117 de 285

124 Condições financeiras e patrimoniais gerais estabilidade das receitas de crédito, arrendamento mercantil e venda ou transferência de ativos financeiros nos doze meses de 2013 foi influenciada pela retração das taxas de juros, que compensou o crescimento de 9,6% do saldo de operações de crédito. A variação dessa receita, no período, proveio, especialmente, da redução da receita do crédito comercial pessoa jurídica, em 6,9% ou R$103 milhões, parcialmente, compensada pela elevação da receita do crédito imobiliário, em 19,5% ou R$38 milhões, pelo crescimento das receitas de financiamentos a longo prazo, em 23,9% ou R$25 milhões, e pela ampliação das receitas de venda ou transferência de ativos financeiros em 67,4% ou R$20 milhões. Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos O resultado de operações com títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos somou R$1.441 milhões nos doze meses de 2013, 11,9% ou R$153 milhões abaixo do montante contabilizado no mesmo período de A trajetória do resultado de tesouraria nos doze meses de 2013 em relação ao mesmo período do ano anterior foi influenciada pela elevação do resultado de TVM, em 33,1% ou R$358 milhões, motivada pelo aumento de R$1.937 milhões no saldo desses ativos, e pela redução do resultado de instrumentos financeiros derivativos, em 98,7% ou R$205 milhões, face ao ajuste da marcação a mercado dos contratos de swap. O ajuste na marcação a mercado do swap gerou correspondente reflexo no custo da dívida subordinada. Resultado de Operações de Câmbio O resultado de operações de câmbio totalizou R$155 milhões nos doze meses de 2013, 45,3% ou R$48 milhões acima do montante contabilizado no mesmo período de O acréscimo do resultado de câmbio no período foi impactado pela desvalorização cambial de 14,64% nos doze meses de 2013 frente à desvalorização cambial de 8,94% nos doze meses de Resultado das Aplicações Compulsórias O resultado das aplicações compulsórias alcançou, nos doze meses de 2013, R$324 milhões, 8,5% ou R$25 milhões acima do valor contabilizado no mesmo período do ano anterior. A ampliação do resultado das aplicações compulsórias no acumulado de 2013 em relação ao acumulado de 2012 decorreu, especialmente, do incremento das rendas vinculadas aos depósitos a prazo, em 18,0% ou R$10 milhões, e aos depósitos de poupança, em 15,4% ou R$10 milhões, influenciados pela elevação do montante de créditos vinculados aos depósitos compulsórios de poupança e recursos a prazo em R$543 milhões. Despesas da Intermediação Financeira As despesas da intermediação financeira somaram R$3.567 milhões nos doze meses de 2013, com aumento de 2,8% ou R$99 milhões sobre o fluxo do mesmo período do ano anterior. A ampliação das despesas da intermediação do período, decorreu do incremento das despesas de captação no mercado, em 23,5% ou R$466 milhões, em parte, compensado pela redução das despesas com provisões para operações de crédito, em 22,5% ou R$191 milhões, e das despesas com empréstimos, cessões e repasses em 28,0% ou R$176 milhões. A ampliação dos saldos dos depósitos a prazo e de poupança justificam, em parte, o crescimento das despesas de captação de recursos, movimento minimizado pelo decréscimo das despesas da dívida subordinada. A redução das despesas com provisões para operações de crédito reflete a melhoria do compliance no processo de sistema de rating cliente, através da implantação de novo sistema centralizado. Já a variação das despesas com empréstimos, cessões e repasses foi impactada, especialmente, pela queda do saldo dos Fundos Financeiros e de Desenvolvimento, em função do saque efetivado pelo Estado em abril/13, o que influenciou, também, a trajetória ascendente das despesas de operações compromissadas. Despesas de Captação no Mercado As despesas de captação no mercado somaram R$2.453 milhões nos doze meses de 2013, 23,5% ou R$466 milhões acima do montante do mesmo período de No período, o maior fluxo de despesas de captação, proveio do aumento das despesas de operações compromissadas, em 163,5% ou R$260 milhões, da elevação das despesas de depósitos a prazo, poupança e interfinanceiros, em 16,2% ou R$233 milhões, e do crescimento das despesas de letras financeiras e de crédito imobiliário, em R$94 milhões, movimento compensado, em parte, pela queda no custo, variação cambial e marcação a mercado da dívida subordinada em 37,6% ou R$128 milhões. A ampliação do saldo desses recursos e a trajetória da Taxa Selic efetiva influenciaram na variação dessas despesas. Despesas de Empréstimos, Cessões e Repasses As despesas de empréstimos, cessões e repasses totalizaram R$453 milhões nos doze meses de 2013, 28,0% ou R$176 milhões abaixo do montante acumulado em Nos doze meses de 2013, o menor fluxo de despesas de empréstimos, cessões e repasses em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior proveio da retração de 54,1% ou R$244 milhões nas despesas do fundo de reserva de depósitos judiciais - FRDJ, motivada pelo saque efetuado pelo Estado, em abril de 2013, e pela retração de 0,27 pp. da Taxa Selic efetiva no período, movimento parcialmente compensado pelo 16 PÁGINA: 118 de 285

125 Condições financeiras e patrimoniais gerais aumento das despesas com repasse em moeda estrangeira, em 54,7% ou R$55 milhões, influenciado pela variação cambial do período. Margem Financeira A margem financeira totalizou R$3.667 milhões nos doze meses de 2013, fluxo inferior ao registrado no mesmo período de 2012 em 1,7% ou R$64 milhões. No período, a margem financeira foi afetada pela menor geração das receitas com juros frente à aceleração das despesas com juros, ambas impactadas pela trajetória da Taxa Selic, pela marcação a mercado das dívidas subordinadas e correspondentes contratos de swap e pela ampliação dos saldos. Despesas com Provisões para Operações de Crédito As despesas de provisão para operações de crédito somaram R$661 milhões nos doze meses de 2013, 22,5% ou R$191 milhões abaixo do montante contabilizado no mesmo período de A diminuição das despesas de provisão para operações de crédito, nos doze meses, decorreu da implantação do novo sistema de rating cliente, com reflexos em melhorias no compliance. Receitas de Prestação de Serviços e Tarifas Bancárias As receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias somaram R$983 milhões nos doze meses de 2013, 23,2% ou R$185 milhões acima do montante acumulado no mesmo período de No acumulado dos doze meses, a trajetória das receitas de prestação de serviços e tarifas foi influenciada, especialmente, pelo crescimento das receitas oriundas da rede de adquirência (R$85 milhões), de tarifas bancárias de conta corrente (R$42 milhões) e provenientes de seguros, previdência e capitalização (R$35 milhões). Despesas Administrativas As despesas administrativas somaram R$2.415 milhões nos doze meses de 2013, valor 15,3% ou R$320 milhões acima do apurado no mesmo período de As despesas de pessoal, que compõem 56,3% do total das despesas administrativas acumuladas no ano de 2013, registraram elevação de 10,3% ou R$127 milhões, sobre o valor registrado no mesmo período de As despesas de pessoal, comparando o período acumulado de doze meses de 2013 versus 2012, foram impactadas pelo dissídio coletivo da categoria e pelo aumento do quadro de empregados em 728 colaboradores. As outras despesas administrativas registraram elevação de 22,4% ou R$193 milhões no período, impactadas (i) pelo aumento das despesas com serviços de terceiros, em R$152 milhões, influenciado pelas despesas dos serviços com a originação de crédito consignado através do canal Bem-Vindo, (ii) pelo aumento das despesas de vigilância, segurança e transporte de valores e com serviços do sistema financeiro, em R$36 milhões, consequentes da abertura de novos pontos de atendimento; (iii) pela elevação das despesas de propaganda, promoções e publicidade, em R$18 milhões, justificada pelas campanhas publicitárias veiculadas ao longo do período, e (iv) pelo incremento das despesas de processamento de dados e telecomunicações, em R$17 milhões, decorrentes da atualização monetária dos contratos correntes e pela renovação de contratos de locação e de manutenção de equipamentos; movimento, em parte, compensado, (v) pela diminuição nas despesas com amortização e depreciação em R$44 milhões. Outras Receitas Operacionais As outras receitas operacionais somaram R$255 milhões no acumulado de 2013, 2,0% ou R$5 milhões acima do montante registrado no ano anterior. O aumento de receitas contabilizadas nos doze meses de 2013 em relação ao mesmo período do ano anterior proveio, principalmente, do crescimento das receitas com reversão de provisões constituídas para pagamento de despesas administrativas, em R$27 milhões, das receitas com cartões, em R$16 milhões, e das receitas de ajuste cambial, em R$10 milhões, compensado, parcialmente, pela retração das receitas com reversão de provisões, em R$47 milhões, devido à recuperação do imposto de renda (R$41 milhões) em virtude de decisão judicial em relação ao incentivo fiscal do Programa de Alimentação do Trabalhador no ano de Outras Despesas Operacionais As outras despesas operacionais totalizaram R$345 milhões no acumulado de 2013, 7,1% ou R$26 milhões abaixo do valor registrado no mesmo período de O decréscimo de outras despesas operacionais nos doze meses de 2013 em relação aos doze meses de 2012 decorreu, especialmente, da redução das despesas com provisões trabalhistas e para ações cíveis, em 22,5% ou R$43 milhões, parcialmente, compensada pelo aumento das despesas de atualização monetária da dívida contratada da Fundação Banrisul em R$24 milhões. 17 PÁGINA: 119 de 285

126 Condições financeiras e patrimoniais gerais Tabela 11: Balanço Patrimonial 2013 e 2012 R$ milhões * Variação Variação R$ % ATIVO Circulante (2.311) -8,9% Disponibilidades (71) -8,8% Aplicações Interfinanceiras de Liquidez (4.082) -88,6% Títulos Mobiliários e Inst. Financ. Derivativos (1.470) -25,4% Relações Interfinanceiras ,8% Relações Interdependências ,1% Operações de Crédito ,5% Operações de Arrendamento Mercantil (2) -6,9% Outros Créditos ,5% Outros Valores e Bens ,3% Realizável a Longo Prazo ,8% Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Títulos Mobiliários e Inst. Financ. Derivativos ,8% Relações Interfinanceiras ,1% Operações de Crédito ,6% Operações de Arrendamento Mercantil (1) -3,0% Outros Créditos ,0% Outros Valores e Bens ,7% Permanente ,3% Investimentos ,1% Imobilizado de Uso ,7% Intangível (13) -28,3% TOTAL DO ATIVO ,8% PASSIVO Circulante (502) -1,9% Depósitos (390) -2,4% Captação no Mercado Aberto ,3% Recursos de Aceites e Emissão de Títulos ,4% Relações Interfinanceiras ,0% Relações Interdependências (23) -9,4% Obrigações por Empréstimos ,9% Obrigações por Repasses do País ,7% Obrigações por Repasses do Exterior - 26 (26) -100,0% Instrumentos Financeiros Derivativos ,5% Outras Obrigações (3.464) -45,2% Exigível a Longo Prazo ,9% Depósitos ,0% Captação no Mercado Aberto Recursos de Aceites e Emissão de Títulos ,8% Relações Interfinanceiras 6 9 (3) -32,9% Obrigações por Empréstimos (618) -99,8% Obrigações por Repasses do País ,3% Obrigações por Repasses do Exterior Instrumentos Financeiros Derivativos ,0% Outras Obrigações ,8% Patrimônio Líquido Minoritário ,3% Patrimônio Líquido ,1% TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO ,8% *Reapresentado Ativos Totais Os ativos totais somaram R$ milhões em dezembro de 2013, estando compostos por (i) 50,1% de operações de crédito, (ii) 35,5% de títulos e valores mobiliários e aplicações interfinanceiras de liquidez, (iii) 9,1% de relações interfinanceiras e interdependências, e (iv) 5,3% de outros ativos. O acréscimo no saldo dos ativos em 13,8% ou R$6.467 milhões em relação a dezembro de 2012 proveio, especialmente, da elevação da captação de depósitos, em R$3.898 milhões, da expansão das obrigações por operações compromissadas, em R$2.593 milhões (ainda que compensada pela redução no saldo dos fundos financeiros e de desenvolvimento em R$4.575 milhões, em decorrência do saque efetivado pelo Estado, contabilizado em abril/2013, conforme previsto na Lei nº , que possibilita a utilização de depósitos judiciais efetuados por terceiros até o limite de 85% do saldo, valor que foi transferido ao Sistema Integrado de Administração de Caixa Único (SIAC) do Estado do Rio Grande do Sul), da ampliação de recursos em letras, em R$2.190 milhões, do incremento das dívidas subordinadas, em R$703 milhões, e da evolução das obrigações por empréstimos e repasses em R$232 milhões. Os recursos captados foram, em parte, aplicados na carteira de crédito, que apresentou incremento de 9,6% ou R$2.325 milhões, nos títulos e valores mobiliários somados às aplicações interfinanceiras de liquidez, que registraram elevação de 11,4% ou R$1.937 milhões, e nas relações interfinanceiras e interdependências, que aumentaram 31,3% ou R$1.154 milhões. 18 PÁGINA: 120 de 285

127 Condições financeiras e patrimoniais gerais Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros e Derivativos As aplicações em títulos e valores mobiliários, incluídos os instrumentos financeiros derivativos, e somadas às aplicações interfinanceiras de liquidez, totalizaram R$ milhões em dezembro de 2013, com retração de 4,3% ou R$656 milhões em relação ao volume registrado em dezembro de O valor deduz as obrigações por operações compromissadas. A variação decorreu, nos doze meses, da mudança de perfil nas linhas de captação. Relações Interfinanceiras e Interdependências As relações interfinanceiras e interdependências totalizaram R$4.839 milhões em dezembro de 2013, com incremento de 31,3% ou R$1.154 milhões em relação a dezembro do ano anterior. Na comparação com dezembro de 2012, o saldo das relações interfinanceiras e interdependências apresentou aumento, influenciado, especialmente, pelo crescimento dos créditos vinculados aos depósitos compulsórios no Banco Central em 37,2% ou R$1.070 milhões. Operações de Crédito A carteira de crédito do Banrisul totalizou R$ milhões em dezembro de 2013, saldo 9,6% ou R$2.325 milhões acima do alcançado em dezembro de Considerando o saldo da carteira de crédito ampliada, que inclui coobrigação e riscos em garantias prestadas, a variação apresentou crescimento de 10,2% ou R$2.564 milhões. Composição do Crédito por Porte de Empresa As operações de crédito direcionadas ao segmento empresarial totalizaram R$ milhões em dezembro de 2013, compondo 48,3% da carteira total de crédito. O saldo de operações na pessoa jurídica registrou expansão de 10,4% na comparação com dezembro de Nos doze meses, a variação mais expressiva ocorreu no crédito às empresas de médio e pequeno porte e microempresas, com aumento de 9,3% ou R$634 milhões, alcançando participação de 57,9% no montante total da carteira do segmento pessoa jurídica e 28,0% do total de crédito do Banco. Composição do Crédito por Setor de Atividade Na formação da carteira de crédito por atividade, o setor privado apresentou evolução de 9,7% ou R$2.339 milhões em doze meses, atingindo, em dezembro de 2013, 99,6% dos ativos de crédito. Os setores que apresentaram maior representatividade, em dezembro de 2013, foram pessoa física, 38,9% da carteira total, indústria, 18,3% e serviços e outros, 13,2% da carteira de crédito da Instituição. Em relação a dezembro de 2012, destaca-se a trajetória das operações de crédito à pessoa física, com ampliação de 7,1% ou R$684 milhões, à habitação, com evolução de 20,7% ou R$465 milhões, ao setor de serviços e outros, com incremento de 15,0% ou R$457 milhões, ao rural com evolução de 21,2% ou R$384 milhões, à indústria, com crescimento de 5,5% ou R$252 milhões, e ao comércio, com aumento de 3,5% ou R$97 milhões. Composição do Crédito por Carteira A composição por carteira demonstra os recursos livres e direcionados aplicados em ativos de crédito. A carteira comercial, o arrendamento mercantil, os créditos vinculados a operações adquiridas em cessão e o setor público têm como origem recursos livres de depósitos e capital próprio e, em dezembro de 2013, representavam 71,8% do total da carteira de crédito. As carteiras de financiamento a longo prazo, rural, imobiliário e câmbio, provêm, em sua maioria, de fontes específicas de recursos, compondo os créditos direcionados, e participavam, em dezembro de 2013, com 28,2% do valor aplicado. A carteira comercial totalizou, em dezembro de 2013, R$ milhões, compondo 69,5% do saldo total de operações de crédito do Banco. Na comparação com dezembro de 2012, o crescimento da carteira foi de 4,7% ou R$834 milhões. Em relação à composição do crédito, o segmento pessoa física correspondia, em dezembro de 2013, a 53,5% do saldo da carteira comercial e 37,2% do total das operações de crédito do Banco. O segmento empresarial representou, no mesmo período, 46,5% do saldo do crédito comercial e 32,3% do montante total de crédito. A carteira de crédito imobiliário alcançou o montante de R$2.711 milhões em dezembro de 2013, com acréscimo de 20,7% ou R$465 milhões em doze meses. O desempenho da Instituição na carteira de crédito imobiliário em 2013 foi influenciado pela manutenção de diversos convênios, programas para concessão de crédito para servidores estaduais, participações em eventos do setor, além da ampliação do prazo dos financiamentos residenciais para 35 anos, com possibilidade de financiamento de até 90% do valor do imóvel. No montante de crédito imobiliário está incluído o valor de R$84 milhões referentes à operação de cessão de crédito imobiliário com coobrigação. O saldo do crédito rural totalizou R$2.209 milhões em dezembro de 2013, com evolução de 21,9% ou R$398 milhões em relação a dezembro de Os financiamentos a longo prazo alcançaram R$1.872 milhões em dezembro de 2013, com incremento de 42,7% ou R$560 milhões em doze meses. A carteira de câmbio registrou R$713 milhões em dezembro de 2013, desempenho 10,1% ou R$65 milhões superior ao registrado em dezembro de PÁGINA: 121 de 285

128 Condições financeiras e patrimoniais gerais Composição do Crédito por Rating As operações de crédito de risco normal classificadas de AA a C, segundo normas estabelecidas pela Resolução nº 2.682/99 do Conselho Monetário Nacional, representavam, em dezembro de 2013, 89,5% da carteira de crédito. O indicador registrado é o mesmo dezembro do ano anterior. Provisão para Operações de Crédito As provisões para perdas com operações de crédito somaram R$1.586 milhões em dezembro de 2013, representando 6,0% da carteira de crédito consolidada. O indicador reduziu 0,5 pp. frente ao índice de dezembro de A variação no saldo de provisões foi motivada, especialmente, pela melhoria do compliance no processo de sistema de rating cliente, através da implantação de novo sistema centralizado, minimizando a necessidade de provisão decorrente do crescimento da carteira de crédito e do aumento do montante de operações em atraso. A provisão para perdas com créditos, em dezembro de 2013, apresentava a seguinte composição, segundo critérios da Resolução nº 2.682/99 do Conselho Monetário Nacional, e complementos: (i) R$635 milhões para operações com parcelas vencidas há mais de 60 dias; (ii) R$824 milhões para contratos vincendos ou que apresentavam parcelas vencidas há menos de 60 dias; (iii) R$128 milhões referentes à provisão excedente ao mínimo exigido pela Resolução nº 2.682/99, do Conselho Monetário Nacional, constituída em função da análise periódica da qualidade do cliente efetuada pela administração, com vistas à cobertura de possíveis eventos não capturados pelo modelo de rating de clientes. Recursos Captados e Administrados Os recursos captados e administrados alcançaram R$ milhões ao final de dezembro de 2013, montante 20,0% ou R$7.062 milhões acima do registrado no mesmo mês de 2012, movimento explicado principalmente pela expansão do saldo de depósitos. Depósitos à Vista Os depósitos à vista alcançaram em dezembro de 2013 R$3.398 milhões, apresentando relativa estabilidade, com retração de 0,1% ou R$3 milhões na comparação com dezembro de Depósitos de Poupança Os depósitos de poupança somaram R$6.991 milhões ao final de dezembro de O saldo da poupança apresentou crescimento de 19,8% ou R$1.155 milhões em relação a dezembro de Em linha com a captação líquida recorde do mercado para o ano de 2013, o crescimento no período reflete a preferência dos poupadores pelo produto, apesar da mudança na regra de remuneração e das oscilações da Taxa Selic. Depósitos a Prazo Os depósitos a prazo são o principal instrumento de captação do Banco. Em dezembro de 2013, o montante captado em depósitos a prazo alcançou saldo de R$ milhões, com incremento de 16,5% ou R$2.814 milhões em relação ao mesmo mês do ano anterior. O lançamento de modalidade de depósitos a prazo com taxa e prazo diferenciados, destinada a aplicadores que possuam expressivo volume de disponibilidades e a redução dos valores mínimos para aplicação automática influenciaram na expansão desse recurso no período. Recursos em Letras Em agosto de 2013, o Banrisul concluiu a primeira emissão de letras financeiras, no valor total de R$1.600 milhões. A emissão foi realizada em três séries: a 1ª no montante de R$700 milhões e prazo de dois anos, a 2ª de R$870 milhões e prazo de três anos, e a 3ª de R$30 milhões e prazo de quatro anos. A operação representou um melhor posicionamento do Banco no mercado de renda fixa, além de oportunizar futuras operações com prazos mais alongados. Reflexo desse movimento, as letras cresceram R$2.191 milhões na comparação com dezembro de Dívida Subordinada As dívidas subordinadas totalizaram R$1.861 milhões ao final de dezembro de 2013, com crescimento de R$703 milhões na comparação com dezembro de Na comparação com dezembro de 2012, a variação foi influenciada pelo reconhecimento, pelo Banco Central, da segunda tranche realizada em novembro de 2012 como capital de nível II, em dezembro de PÁGINA: 122 de 285

129 Condições financeiras e patrimoniais gerais Recursos de Terceiros Administrados Os recursos de terceiros administrados alcançaram R$7.408 milhões em dezembro de 2013, posição 3,8% ou R$270 milhões acima do apurado no mesmo mês do ano anterior. Patrimônio Líquido O patrimônio líquido do Banrisul totalizou R$5.148 milhões ao final de dezembro de 2013, com expansão de 11,1% ou R$513 milhões na comparação com dezembro de A variação do patrimônio líquido estão relacionadas à incorporação de resultados gerados nos últimos doze meses, deduzidos os pagamentos de dividendos e juros sobre o capital próprio, além de evento relativo ao reconhecimento contábil, conforme CPC 33-R1 (aprovado pela Deliberação CVM 695), do desequilíbrio atuarial existente no principal plano de previdência complementar dos empregados junto à Fundação Banrisul, no valor de R$433 milhões, que refletiu na constituição de Créditos Tributários de IR e CS, em R$173 milhões, e impacto no PL, no valor líquido de R$260 milhões. EXERCÍCIO ENCERRADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 COMPARADO AO EXERCÍCIO ENCERRADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 As tabelas 12 e 13 apresentam versões simplificadas da demonstração de resultado consolidado e do balanço patrimonial consolidado referentes aos exercícios sociais findos em 31 de dezembro de 2012 e Tabela 12: Demonstrativo do Resultado do Exercícios 2012 e 2011 R$ milhões Variação Variação R$ % Receitas da Intermediação Financeira ,7% Receita de Operações de Crédito ,8% Receita de Operações de Arrendamento Mercantil (3) -18,4% Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (169) -13,6% Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos Resultado de Operações de Câmbio (34) -23,9% Resultado das Aplicações Compulsórias ,2% Operação de Venda ou Transferência de Ativos Financeiros Despesas da Intermediação Financeira (3.468) (3.208) (260) 8,1% Operações de Captação no Mercado (1.986) (1.795) (191) 10,6% Operações de Empréstimos, Cessões e Repasses. (630) (783) ,6% Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos Provisão para Operações de Crédito (852) (630) (223) 35,4% Resultado Bruto da Intermediação Financeira ,1% Outras Receitas/Despesas Operacionais (1.675) (1.366) (308) 22,6% Receitas de Prestação de Serviços ,4% Rendas de Tarifas Bancárias ,0% Despesas de Pessoal (1.234) (1.101) (133) 12,0% Outras Despesas Administrativas (861) (741) (120) 16,2% Despesas Tributárias (258) (232) (26) 11,1% Resultado de Participação em Controladas e Coligadas Outras Receitas Operacionais ,7% Outras Despesas Operacionais (371) (237) (134) 56,7% Resultado Operacional (169) -12,3% Resultado Antes da Tribut. e Particip. dos Empreg. S/ Lucro (169) -12,3% Imposto de Renda e Contribuição Social (309) (406) 97-23,8% Participação dos Empregados no Resultado (76) (62) (14) 21,9% Participação Minoritária no Resultado (0) (0) 0-18,7% Lucro Líquido do Exercício (86) -9,5% Lucro Líquido O lucro líquido do Banrisul, no ano de 2012, atingiu R$819 milhões, 9,5% ou R$86 milhões abaixo do resultado apurado no ano de Os resultados auferidos evidenciam a desaceleração das receitas de crédito e tesouraria e o aumento da inadimplência, bem como elevação das despesas administrativas e operacionais, decorrentes da emissão das dívidas subordinadas, da prospecção de novos negócios e de melhorias nos mecanismos de compliance. O lucro líquido do ano de 2012, comparado com o ano anterior, foi influenciado (i) pela desaceleração da margem financeira, cujo crescimento foi de R$363 milhões, (ii) pelo incremento das despesas administrativas, em função das 21 PÁGINA: 123 de 285

130 Condições financeiras e patrimoniais gerais operações de estruturação da aquisição da promotora de vendas, das captações no exterior e do aumento do número de funcionários, (iii) pelo avanço das despesas de provisão para operações de crédito, em R$223 milhões, face ao aumento da inadimplência, (iv) pelo acréscimo das outras despesas operacionais, em R$134 milhões, face à revisão de mecanismos de compliance, que influenciaram no aumento das despesas com provisões para ações cíveis e trabalhistas, e (v) pela ampliação das receitas de prestação de serviços e tarifas, em R$97 milhões. Apresenta-se a seguir a comparação entre as principais contas de resultado nos exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2012 e Receitas da Intermediação Financeira Nos doze meses de 2012, as receitas da intermediação financeira somaram R$6.346 milhões, 6,7% ou R$400 milhões acima do alcançado no ano anterior. A expansão das receitas da intermediação em 2012, em relação ao valor acumulado no ano de 2011, decorre do crescimento das receitas de crédito, arrendamento mercantil e venda ou transferência de ativos financeiros, em R$360 milhões, influenciado pelo incremento no saldo do crédito em 19,3%, pelo aumento no resultado de títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos, em R$38 milhões, face à variação cambial e à marcação a mercado dos contratos a termo e swap, pelo crescimento no resultado de aplicações compulsórias, em R$35 milhões, compensada pela queda no resultado de câmbio em R$34 milhões. Receitas de Operações de Crédito, Arrendamento Mercantil e Venda ou Transferência de Ativos Financeiros As receitas de operações de crédito, arrendamento mercantil e de transferência de ativos financeiros totalizaram R$4.653 milhões nos doze meses de 2012, 8,4% ou R$360 milhões acima do montante contabilizado no ano de A trajetória ascendente das receitas de operações de crédito, arrendamento mercantil e venda ou transferência de ativos financeiros nos doze meses de 2012 foi impulsionada pelo incremento no volume de ativos de crédito em R$3.934 milhões na comparação com o ano anterior. A elevação da receita de crédito foi influenciada, principalmente, pela receita do crédito comercial, que apresentou crescimento de R$250 milhões, pela receita do crédito imobiliário, que registrou aumento de R$33 milhões, pela receita de recuperação de crédito, que apresentou crescimento de R$31 milhões, e pela renda do crédito rural que registrou incremento de R$29 milhões. Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos O resultado de operações com títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos somou R$1.288 milhões no ano de 2012, 3,0% ou R$38 milhões acima do montante contabilizado no ano de O incremento no resultado com TVM e instrumentos financeiros derivativos no ano de 2012 em relação ao ano de 2011 decorreu, principalmente, da marcação a mercado do contrato de swap, realizado com o objetivo de mitigar os riscos das oscilações da moeda estrangeira na operação de captação externa, que absorveu a redução das rendas decorrentes da aplicação em TVM. O aumento do resultado de tesouraria foi absorvido pelo aumento no custo da dívida subordinada, também influenciado pela variação cambial, incluído nas despesas de captação. Resultado de Operações de Câmbio O resultado de operações de câmbio totalizou R$107 milhões nos doze meses de 2012, 23,9% ou R$34 milhões abaixo do montante contabilizado no ano de Nos doze meses de 2012, a redução do resultado de câmbio foi influenciada pela variação cambial do período, que registrou desvalorização de 8,9% em 2012, frente à desvalorização de 12,6% em As operações de câmbio no Banrisul são casadas com o funding em moeda estrangeira, logo, a queda das receitas é compensado, proporcionalmente, pela redução das despesas com obrigações de empréstimos e repasses em moeda estrangeira. Resultado das Aplicações Compulsórias O resultado das aplicações compulsórias alcançou nos doze meses de 2012, R$298 milhões, 13,2% ou R$35 milhões acima do valor contabilizado até dezembro de O resultado das aplicações compulsórias nos 12M12, comparado aos 12M11, apresentou incremento devido, especialmente, ao crescimento da receita de compulsório sobre recursos a prazo, em R$26 milhões, e das rendas vinculadas ao compulsório adicional, em R$18 milhões, compensado pela redução das rendas vinculadas ao compulsório de poupança em R$10 milhões. A ampliação nos saldos dos depósitos a prazo e de poupança impactaram no aumento da renda do período, bem como a queda da Taxa Selic influenciou na redução das rendas vinculadas ao compulsório de poupança, face às mudanças na remuneração do produto em maio de Despesas da Intermediação Financeira As despesas da intermediação financeira somaram R$3.468 milhões nos doze meses de 2012, com aumento de 8,1% ou R$260 milhões sobre o fluxo até dezembro de A ampliação das despesas de intermediação nos doze meses de 2012, em relação aos valores acumulados nos doze meses de 2011, deve-se ao aumento das despesas com provisão para operações de crédito, que apresentaram acréscimo de 35,4% ou R$223 milhões, reflexo do crescimento do volume da carteira de crédito e do aumento da inadimplência, às despesas de captação no mercado, em 10,6% ou R$191 milhões, em função da marcação a mercado e da variação cambial da dívida subordinada, compensado, parcialmente, 22 PÁGINA: 124 de 285

131 Condições financeiras e patrimoniais gerais pela redução nas despesas de empréstimos, cessões e repasses em 19,6% ou R$154 milhões. A elevação das despesas provenientes da dívida subordinada gerou também aumento de receitas de derivativos, visto que ambos os instrumentos, dívida e swap, foram marcados a mercado. Despesas de Captação no Mercado As despesas de captação no mercado somaram R$1.986 milhões nos doze meses de 2012, 10,6% ou R$191 milhões acima do montante acumulado no ano de O maior fluxo de despesas de captação nos 12M12, em relação aos 12M11, proveio, especialmente, da marcação a mercado, da variação cambial e das despesas do contrato a termo da operação de dívida subordinada, em R$340 milhões, parcialmente, compensado pela redução das despesas com depósitos a prazo e de poupança em R$117 milhões, e das despesas de operações compromissadas em R$57 milhões. A redução nas despesas com depósitos a prazo e de poupança foi influenciada pela redução na taxa básica de juros, especialmente em função da alteração na remuneração da poupança, que desde maio de 2012, está indexada à trajetória da Taxa Selic. O incremento nas despesas de captação, decorrente da marcação a mercado da dívida subordinada, foi parcialmente compensado pelo aumento no resultado de tesouraria, devido à marcação a mercado do swap realizado com o objetivo de mitigar o risco das oscilações cambiais sobre a captação externa. Despesas de Empréstimos, Cessões e Repasses As despesas de empréstimos, cessões e repasses totalizaram R$630 milhões nos doze meses de 2012, 19,6% ou R$154 milhões abaixo do montante acumulado no ano passado. Nos doze meses de 2012, as despesas de empréstimos, cessões e repasses apresentaram redução em relação ao ano anterior, influenciada, especialmente, pela queda de R$74 milhões das despesas do fundo de reserva de depósitos judiciais, face à redução em 3,13 pp. da Taxa Selic efetiva, e pela queda de R$50 milhões das despesas de repasse em moeda estrangeira. Margem Financeira A margem financeira totalizou R$3.731 milhões nos doze meses de 2012, 10,8% ou R$363 milhões acima do montante gerado no ano anterior. A trajetória da margem financeira foi influenciada, especialmente, pela desaceleração das receitas de crédito, impactada pela redução das taxas médias, pela marcação a mercado da dívida subordinada e do swap, e pela redução das despesas de empréstimos, cessões e repasses, influenciadas, especialmente, pela queda da Taxa Selic. Despesas com Provisões para Operações de Crédito As despesas de provisão para operações de crédito somaram, nos doze meses de 2012, R$852 milhões, 35,4% ou R$223 milhões acima do montante contabilizado no ano de As despesas de provisão para operações de crédito, nos doze meses de 2012, comparadas ao ano de 2011, apresentaram ampliação influenciada, diretamente, pelo crescimento da carteira de crédito em 19,3% e das operações vencidas acima de 60 dias em 64,1%. Receitas de Prestação de Serviços e Tarifas Bancárias As receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias somaram R$799 milhões nos doze meses de 2012, 13,8% ou R$97 milhões acima do montante acumulado no ano de A ampliação das receitas de serviços e tarifas acumuladas nos doze meses de 2012, comparativamente ao montante do ano de 2011, reflete, principalmente, o incremento (i) das receitas de tarifas de serviços de arrecadação, em R$22 milhões, impactada pelo aumento das receitas decorrentes de comissão sobre seguros, (ii) das rendas de tarifas bancárias de contas correntes, em R$16 milhões, (iii) das rendas de tarifas do Banricompras, em R$11 milhões, influenciadas pelo aumento de 14,3% das movimentações e 9,9% no número de operações do Banricompras, (iv) das rendas de taxas de administração de consórcios, em R$6 milhões, face ao crescimento de 24,4% no número de consorciados, e (iv) das rendas com débitos em conta em R$4 milhões. Despesas Administrativas No ano de 2012, as despesas administrativas somaram R$2.095 milhões, valor 13,7% ou R$253 milhões acima do apurado no ano de As despesas de pessoal, que compõem 58,9% do total das despesas administrativas acumuladas em 2012, registraram elevação de 12,0% ou R$133 milhões sobre o valor registrado no ano de 2011, tendência acompanhada pelas outras despesas administrativas, que apresentaram aumento de 16,2% ou R$120 milhões no ano. A elevação das despesas de pessoal, comparando o período acumulado de doze meses de 2012 versus 2011, decorre do aumento do número de funcionários em colaboradores no ano e do reajuste salarial. A variação das outras despesas administrativas decorreu, especialmente, (i) do aumento das despesas com serviços de terceiros e das despesas de serviços do sistema financeiro, em R$63 milhões, motivada pelos serviços de estruturação das operações de captação externa, abrangendo o pagamento de comissões aos bancos de investimento, escritórios de advocacia, empresas de auditoria e consultorias que intermediaram a transação de emissão dos títulos da dívida subordinada e aquisição da promotora de vendas, (ii) da elevação das despesas com processamento de dados e telecomunicações, em R$21 milhões, (iii) do incremento nas despesas de vigilância, segurança e transporte de valores, em R$18 milhões, influenciado pela ampliação dos pontos de atendimento do Banco, e (iv) da evolução das despesas de propaganda, promoções e publicidade em R$10 milhões. 23 PÁGINA: 125 de 285

132 Condições financeiras e patrimoniais gerais Outras Receitas Operacionais As outras receitas operacionais somaram R$250 milhões nos doze meses de 2012, 2,7% ou R$7 milhões acima do montante registrado no ano anterior. Nos doze meses de 2012, a ampliação das outras receitas operacionais pode ser explicada pela elevação de R$19 milhões das receitas de reversão de provisões operacionais e pelo crescimento de R$7 milhões das rendas de comissão e taxa de administração sobre colocação de seguros, compensadas pela redução de R$12 milhões das receitas provenientes do Fundo de Reserva de Depósito Judicial. Outras Despesas Operacionais Nos doze meses, as outras despesas operacionais totalizaram R$371 milhões, 56,7% ou R$134 milhões acima do valor registrado no ano de O crescimento de outras despesas operacionais acumuladas nos doze meses de 2012, comparativamente ao ano anterior, foi impactado, especialmente, pelo aumento do fluxo de provisionamento em processos judiciais de ações cíveis e trabalhistas, em R$69 milhões, decorrentes da revisão dos mecanismos de compliance, e pela elevação das despesas com descontos concedidos de renegociações, em R$25 milhões. Tabela 13: Balanço Patrimonial 2012 e 2011 R$ milhões 2012* 2011 Variação Variação R$ % ATIVO Circulante ,2% Disponibilidades ,6% Aplicações Interfinanceiras de Liquidez ,6% Títulos Mobiliários e Inst. Financ. Derivativos ,7% Relações Interfinanceiras ,1% Relações Interdependências ,5% Operações de Crédito ,9% Operações de Arrendamento Mercantil (0) -0,3% Outros Créditos ,0% Outros Valores e Bens ,6% Realizável a Longo Prazo ,3% Títulos Mobiliários e Inst. Financ. Derivativos (617) -8,6% Relações Interfinanceiras ,7% Operações de Crédito ,2% Operações de Arrendamento Mercantil ,1% Outros Créditos ,1% Outros Valores e Bens ,5% Permanente (17) -5,9% Investimentos ,4% Imobilizado de Uso ,2% Intangível (61) -56,7% TOTAL DO ATIVO ,4% PASSIVO Circulante ,2% Depósitos ,3% Captação no Mercado Aberto ,2% Recursos de Aceites e Emissão de Títulos ,5% Relações Interfinanceiras 5 6 (1) -8,9% Relações Interdependências ,7% Obrigações por Empréstimos ,4% Obrigações por Repasses do País ,7% Obrigações por Repasses do Exterior ,0% Instrumentos Financeiros Derivativos ,0% Outras Obrigações ,3% Exigível a Longo Prazo ,0% Depósitos ,1% Recursos de Aceites e Emissão de Títulos ,0% Relações Interfinanceiras 9 12 (3) -25,8% Obrigações por Empréstimos ,5% Obrigações por Repasses do País ,7% Obrigações por Repasses do Exterior - 22 (22) -100,0% Outras Obrigações ,5% Patrimônio Líquido Minoritário ,1% Patrimônio Líquido ,3% TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO ,4% *Reapresentado 24 PÁGINA: 126 de 285

133 Condições financeiras e patrimoniais gerais Ativos Totais Os ativos totais somaram, em dezembro de 2012, R$ milhões, compostos por (i) 52,0% de operações de crédito, (ii) 36,3% de títulos e valores mobiliários e aplicações interfinanceiras de liquidez, (iii) 7,9% de relações interfinanceiras e interdependências, e (iv) 3,8% de outros ativos. Em relação à tempestividade dos ativos, classificavam-se, em sua maioria, no curto prazo. Nos doze meses, a expansão no saldo de ativos em 24,4% ou R$9.158 milhões proveio, especialmente, da expansão da captação de depósitos, em R$4.385 milhões, da dívida subordinada, em R$1.158 milhões, do crescimento das obrigações por empréstimos e repasses, em R$1.100 milhões, impactada pela captação externa liquidada em dezembro de 2012, cujo saldo alcançou R$618 milhões, e do aumento dos Fundos Financeiros e de Desenvolvimento em R$844 milhões. Os recursos captados foram, em parte, aplicados nos títulos e valores mobiliários somados às aplicações interfinanceiras de liquidez, que registraram elevação de R$4.559 milhões, e na carteira de crédito, que apresentou incremento de R$3.934 milhões. Títulos e Valores Mobiliários As aplicações em títulos e valores mobiliários, incluídos os instrumentos financeiros derivativos, e somadas às aplicações interfinanceiras de liquidez, totalizaram R$ milhões em dezembro de 2012, com incremento de 38,5% ou R$4.263 milhões em relação ao volume registrado em dezembro de O valor deduz as obrigações por operações compromissadas. A expansão dos depósitos, fundos financeiros e de desenvolvimento, captações externas e patrimônio líquido financiaram o incremento tanto nos títulos e valores mobiliários como nas operações de crédito. Relações Interfinanceiras e Interdependências As relações interfinanceiras e interdependências totalizaram R$3.686 milhões em dezembro de 2012, com aumento de 2,7% ou R$96 milhões em relação ao mês de dezembro do ano anterior. Na comparação com dezembro de 2011, o saldo das relações interfinanceiras e interdependências apresentou aumento, influenciado, especialmente, pelo crescimento dos créditos vinculados ao Fundo de Compensação de Variações Salariais, em R$54 milhões. Operações de Crédito A carteira de crédito do Banrisul totalizou R$ milhões em dezembro de 2012, saldo 19,3% ou R$3.934 milhões acima do alcançado em dezembro de Composição do Crédito por Porte de Empresa As operações de crédito direcionadas ao segmento empresarial totalizaram R$ milhões em dezembro de 2012, compondo 47,9% da carteira total de crédito. O saldo de operações na pessoa jurídica registrou expansão de 18,3% na comparação com dezembro de Nos doze meses, a variação mais expressiva ocorreu no crédito a médias empresas, com aumento de R$1.160 milhões, seguido pelo crédito a grandes empresas, com evolução de R$892 milhões. As micro, pequenas e médias empresas apresentaram participação de 68,8% do montante total da carteira do segmento jurídico e 33,0% do total de crédito do Banco. Composição do Crédito por Setor de Atividade Na formação da carteira de crédito por atividade, o setor privado apresentou evolução de 19,4% ou R$3.940 milhões em doze meses, atingindo, em dezembro de 2012, 99,5% dos ativos de crédito. Os setores que apresentaram maior representatividade, em dezembro de 2012, foram pessoa física, 39,8% da carteira total, indústria, 19,0% e serviços e outros, 12,6% da carteira de crédito da Instituição. Em relação a dezembro de 2011, destaca-se a ampliação das operações de crédito à pessoa física, com incremento de R$1.593 milhões, ao setor de serviços e outros, com evolução de R$834 milhões, à indústria, com crescimento de R$583 milhões, e à habitação com aumento de R$505 milhões. Composição do Crédito por Carteira A composição por carteira demonstra os recursos livres e direcionados aplicados em ativos de crédito. A carteira comercial, o arrendamento mercantil, os créditos vinculados a operações adquiridas por cessão e o setor público têm como origem recursos livres de depósitos e capital próprio e, em dezembro de 2012, representavam 75,3% do total da carteira de crédito. As carteiras de financiamento a longo prazo, rural, imobiliário e câmbio, provêm, em sua maioria, de fontes específicas de recursos, compondo os créditos direcionados, e participavam, em dezembro de 2012, com 24,7% do valor aplicado. A carteira comercial totalizou, em dezembro de 2012, R$ milhões, compondo 72,7% do saldo total de crédito do Banco. Na comparação com dezembro de 2011, o crescimento no montante da carteira foi de 15,9% ou R$2.427 milhões. Em relação à composição do crédito, o segmento pessoa física correspondia, em dezembro de 2012, a 52,3% do saldo da carteira comercial e 38,0% do total das operações de crédito do Banco. O segmento empresarial representou, no mesmo período, 47,7% do saldo do crédito comercial e 34,7% do montante total de crédito. Atendendo à Resolução CMN nº e à Carta Circular nº do Banco Central do Brasil, foram alteradas as rubricas de registro de operações de venda ou transferência de ativos financeiros. Assim, os créditos adquiridos, a partir de janeiro de 2012, na forma de cessão de crédito com coobrigação, foram classificados como outros créditos, deixando 25 PÁGINA: 127 de 285

134 Condições financeiras e patrimoniais gerais de compor o saldo da carteira comercial da Instituição, cujo montante alcançou, em dezembro de 2012, R$419 milhões. A carteira de crédito imobiliário alcançou o montante de R$2.246 milhões em dezembro de 2012, com acréscimo de 29,0% ou R$505 milhões em doze meses. O desempenho da Instituição na carteira de crédito imobiliário no ano de 2012 foi influenciado pela celebração de diversos convênios, pelos investimentos no treinamento dos funcionários, bem como pela participação do Banco como agente financeiro do Pense Imóveis. No montante de crédito imobiliário está incluído o valor de R$109 milhões referentes à operação de cessão de crédito imobiliário com coobrigação realizada no mês de dezembro de O saldo do crédito rural totalizou R$1.812 milhões em dezembro de 2012, com expansão de 6,3% ou R$107 milhões em relação a dezembro de Os financiamentos a longo prazo alcançaram R$1.312 milhões em dezembro de 2012, com incremento de 43,1% ou R$395 milhões em doze meses. A carteira de câmbio registrou R$648 milhões em dezembro de 2012, desempenho 16,3% ou R$91 milhões superior ao registrado em dezembro de Composição do Crédito por Rating As operações de crédito de risco normal classificadas de AA a C, segundo normas estabelecidas pela Resolução nº 2.682/99 do Conselho Monetário Nacional, representavam, em dezembro de 2012, 89,5% da carteira de crédito. O indicador registrou aumento de 0,4 pp. na comparação com o ano anterior. Provisão para Operações de Crédito As provisões para perdas com operações de crédito somaram R$1.591 milhões em dezembro de 2012, representando 6,5% da carteira de crédito consolidada. O indicador apresentou estabilidade frente ao índice de dezembro de A ampliação no saldo de provisões foi motivada pelo crescimento da carteira de crédito e pelo aumento no montante de operações em atraso. A provisão para perdas com créditos, em dezembro de 2012, apresentava a seguinte composição, segundo critérios da Resolução nº 2.682/99 do Conselho Monetário Nacional, e complementos: R$592 milhões para operações com parcelas vencidas há mais de 60 dias; R$861 milhões para contratos vincendos ou que apresentavam parcelas vencidas há menos de 60 dias; R$138 milhões referentes à provisão excedente ao mínimo exigido pela Resolução nº 2.682/99, do Conselho Monetário Nacional, constituída em função da análise periódica da qualidade do cliente efetuada pela administração, com vistas à cobertura de possíveis eventos não capturados pelo modelo de rating de clientes. Recursos Captados e Administrados Os recursos captados e administrados alcançaram R$ milhões ao final de dezembro de 2012, saldo 20,2% ou R$6.887 milhões acima do registrado no mesmo mês do ano anterior. Depósitos à Vista Os depósitos à vista compõem 8,3% dos recursos captados e administrados do Banco. Em dezembro de 2012, a modalidade atingiu o montante de R$3.400 milhões. Na comparação com dezembro de 2011, o montante de depósitos à vista registrou elevação de 6,4% ou R$205 milhões, influenciada pelo crescimento dos depósitos no setor público. Depósitos de Poupança Os depósitos de poupança somaram R$5.836 milhões no último mês de 2012, perfazendo 14,2% dos recursos captados e administrados. O saldo da poupança apresentou crescimento de 13,6% ou R$700 milhões nos doze meses. O crescimento dos depósitos de poupança no período pode ser explicado pela competitividade do produto, no que se refere à rentabilidade, mesmo após a mudança na regra de remuneração, face à queda da Taxa Selic. Depósitos a Prazo Os depósitos a prazo são o principal instrumento de captação do Banco, perfazendo 41,7% do conjunto de recursos captados e administrados. Em dezembro de 2012, o montante captado em depósitos a prazo alcançou R$ milhões, com incremento de 22,1% ou R$3.093 milhões em relação ao mesmo mês do ano anterior. O lançamento de modalidade de depósitos a prazo e a redução dos valores mínimos para aplicação automática influenciaram a expansão desse recurso nos doze meses. Fundos Financeiros e de Desenvolvimento Os fundos financeiros e de desenvolvimento totalizaram R$5.942 milhões no último mês de 2012, 16,5% ou R$844 milhões acima do apurado em dezembro de PÁGINA: 128 de 285

135 Condições financeiras e patrimoniais gerais Dívida Subordinada A dívida subordinada totalizou R$1.158 milhões em dezembro de 2012, montante proveniente da emissão de dívida no exterior no valor de US$500 milhões, com vencimento em 10 anos, e efetivada em fevereiro de Em maio de 2012, foi estruturado o hedge accounting da captação externa, procedimento através do qual a dívida subordinada e o instrumento de hedge foram marcados a mercado. Ao final de 2012, por meio da reabertura da emissão de notas subordinadas realizada em janeiro do respectivo ano, a Instituição realizou captação adicional, US$275 milhões, com vencimento em O saldo desta emissão, em dezembro de 2012, era de R$618 milhões. Em dezembro de 2012, o Banco Central do Brasil considerou o valor referente à captação nesta emissão elegível como capital de nível II, na categoria de dívida subordinada. Recursos de Terceiros Administrados Os recursos de terceiros administrados alcançaram R$7.138 milhões em dezembro de 2012, perfazendo 17,4% dos recursos captados e administrados, posição 7,5% ou R$500 milhões acima da apurada no mesmo mês do ano anterior. O incremento dos recursos administrados foi motivado, principalmente, pela expansão de fundos de renda fixa, compensado pela redução dos fundos referenciados na comparação com dezembro de Patrimônio Líquido O patrimônio líquido do Banrisul totalizou R$4.635 milhões ao final de dezembro de 2012, com expansão de 5,3% ou R$235 milhões na comparação com o ano de As variações do patrimônio líquido estão relacionadas à incorporação de resultados gerados nos últimos doze meses, deduzidos os pagamentos de dividendos e juros sobre o capital próprio. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio atingiu 18,1% em 2012, com redução de 3,8 pp. no ano, influenciada por um cenário que associa queda das taxas de juros das operações de crédito, aumento dos níveis de inadimplência e dos dispêndios administrativos e operacionais, decorrentes da estratégia de expansão dos negócios e de melhorias nos mecanismos de compliance no provisionamento de processos judiciais. 27 PÁGINA: 129 de 285

136 Resultado operacional e financeiro 10.2 COMENTÁRIOS DOS DIRETORES A. RESULTADOS DAS OPERAÇÕES DO EMISSOR, EM ESPECIAL: (I) DESCRIÇÃO DE QUAISQUER COMPONENTES IMPORTANTES DA RECEITA As principais receitas decorreram de: Receitas da intermediação financeira: inclui as receitas oriundas das operações de crédito, arrendamento mercantil e venda ou transferência de ativos financeiros, o resultado das operações com títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos, o resultado das aplicações compulsórias no Banco Central e o resultado de operações de câmbio; Receitas de serviços e tarifas: compostas pelas receitas de tarifas bancárias e prestação de serviços, tais como administração de recursos de terceiros, cobrança de títulos, Rede Banricompras, tarifas bancárias de contas correntes, débitos em conta e serviços de arrecadação; Outras receitas operacionais: formadas pelas receitas de recuperação de encargos e despesas, a reversão de provisões operacionais, tarifas interbancárias, receitas diversas com cartões, entre outras. COMPOSIÇÃO DA RECEITA TOTAL A tabela 14 apresenta a composição da receita total para os exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2013, 2012 e Tabela 14: Composição da Receita total R$ milhões Variação % R$ Partic. Partic. R$ Partic. % R$ % % 2013/ /2011 Receita Total Receitas da Intermediação Financeira ,1% ,8% ,3% 3,6% 6,7% Receitas de Operações de Crédito e Arrendamento Mercantil ,9% ,5% ,3% -0,4% 7,7% Resultado de Operações c Títulos e Valores Mobiliários ,4% ,6% ,1% 33,1% -13,6% Outras Receitas Financeiras (1) 530 6,8% 641 8,7% 403 5,8% -17,4% 59,1% Receitas de Prestação de Serviços e Tarifas ,6% ,8% ,2% 23,2% 13,8% Outras Receitas Operacionais (²) 256 3,3% 251 3,4% 243 3,5% 2,1% 3,2% Total de Receitas ,0% ,0% ,0% 5,6% 7,3% (1) Considera o Resultado de Operações de Câmbio, o Resultado das Aplicações Compulsórias, Resultado de Instrumentos Financeiros Derivativos e Operações de Venda ou Transferência de Ativos Financeiros. (2) Considera as Outras Receitas Operacionais e o Resultado de Participação em Controladas e Coligadas. Composição Crédito Comercial por produto Saldo, Receita e Taxa A tabela 15 apresenta a composição da carteira de crédito comercial, principal item da receita, em 31 de dezembro de 2012 e 2013 dividida por tipo de produto. PÁGINA: 130 de 285

137 Resultado operacional e financeiro Tabela 15: Composição do Crédito Comercial por Produto 2013 e 2012 R$ milhões Variação Saldo Variação Receita Saldo (1) Receita (2) Taxa (3) Saldo (1) Receita (2) Taxa (3) R$ % R$ % Pessoa Física ,3% ,5% 664 7,2% (5) -0,2% Credito Pessoal-Consignado ,9% ,8% ,0% ,0% Aquisicao Bens-Consignado ,5% ,5% (71) -43,3% (11) -32,5% Aquisicao Bens-Outros Bens 3 1 1,4% 5 1 1,1% (1) -29,0% 0 14,9% Aquisicao Bens-Veiculos ,6% ,7% (23) -22,7% (0) -1,5% Cheque Especial ,9% ,7% (31) -5,4% (87) -14,4% Credito 1 Minuto ,2% ,5% 17 5,1% (33) -19,0% Credito Pessoal Automatico ,7% ,1% 49 21,9% (19) -14,2% Credito Pessoal-Nao Consignado ,5% ,8% (21) -4,0% (21) -10,9% Cartão de Crédito ,1% ,3% 18 28,1% 0 0,8% Outros ,0% ,2% 68 10,5% 12 16,2% Pessoa Jurídica ,5% ,6% 170 2,0% (103) -6,9% Aquisicao Bens-Outros Bens ,6% ,6% (8) -19,5% 1 9,3% Aquisicao Bens-Veiculos ,7% ,9% (8) -15,5% (1) -11,2% Capital de Giro-CEB ,2% ,3% 278 5,9% (9) -1,4% Capital de Giro-CGB ,3% ,3% (240) -13,5% (1) -0,6% CDCI ,9% ,6% (17) -48,6% (3) -27,4% Compror ,0% ,1% (29) -20,2% (1) -6,9% Conta Devedora Caução-Ccc ,4% ,4% 47 24,0% 7 23,3% Conta Garantida ,5% ,9% (32) -5,3% (88) -23,6% Desconto de Recebíveis ,6% ,8% (51) -13,9% (8) -10,7% Vendor ,0% ,2% (28) -25,5% (4) -24,0% Crédito no Exterior ,4% ,5% ,4% 2 39,5% Outros ,7% ,1% ,7% 3 6,1% Total ,9% ,1% 834 4,7% (108) -2,6% (1) Saldo último dia do ano (2) Receita acumulado no ano (3) Receita Média Mensal / Saldo médio mensal Comparativo do Crédito Comercial por Produto 2013 e Saldo, Receita e Taxa Saldo do Crédito Comercial O crédito comercial pessoa física atingiu saldo de R$9.916 milhões em dezembro de 2013, com incremento de 7,2% ou R$664 milhões em relação a dezembro de O crédito consignado totalizou R$7.362 milhões em dezembro de 2013, perfazendo 74,2% da carteira comercial pessoa física, com incremento de 8,7% ou R$588 milhões em doze meses, influenciado pela variação positiva da linha de consignação própria, em R$1.713 milhões, especialmente dos créditos originados através da promotora Bem-Vindo Banrisul, movimento minimizado pelo decréscimo da linha de consignação adquirida em R$1.125 milhões. O montante de crédito originado através da promotora Bem-Vindo Banrisul Serviços Financeiros alcançou saldo de R$2.449 milhões em dezembro de 2013, representando 33,3% do crédito consignado do Banrisul. O crédito consignado somado às transferências de ativos, R$440 milhões, contabilizadas conforme Carta Circular nº de 26/03/12 do Banco Central do Brasil em créditos vinculados a operações adquiridas, alcançou R$7.802 milhões. Dentre as linhas de crédito consignado, o próprio atingiu R$6.073 milhões em dezembro de 2013, representando 82,5% da carteira de consignados e 61,2% da carteira comercial pessoa física. O crédito consignado próprio apresentou expansão de 39,3% ou R$1.713 milhões em doze meses. O crédito adquirido, excluídas as operações de crédito adquiridas em cessão com coobrigação, conforme Carta Circular 3.543/12, atingiu R$1.288 milhões em dezembro de 2013, compondo 17,5% da carteira de consignados e 13,0% do crédito comercial pessoa física. O saldo da linha de consignado adquirido registrou decréscimo de 46,6% ou R$1.125 milhões na comparação com dezembro de O crédito comercial pessoa jurídica atingiu, em dezembro de 2013, saldo de R$8.616 milhões, com evolução de 2,0% ou R$170 milhões em relação a dezembro de A carteira comercial do segmento empresarial está composta, principalmente, por linhas de capital de giro, que totalizaram R$6.532 milhões, e pela conta garantida, que somou R$570 milhões. O saldo do capital de giro representou, em dezembro de 2013, 75,8% da carteira comercial pessoa jurídica e 35,2% do total do crédito comercial. As linhas de capital de giro registraram relativa estabilidade, com expansão de 0,6% ou R$38 milhões nos doze meses. Receitas do Crédito Comercial Nos doze meses de 2013, as receitas geradas pelo crédito comercial totalizaram R$4.061 milhões, 2,6% ou R$108 milhões abaixo do montante registrado no mesmo período de A redução das taxas de juros influenciou a trajetória das receitas do crédito comercial do período. Taxas do Crédito Comercial As taxas médias mensais do crédito comercial nos doze meses de 2013, comparativamente ao ano de 2012, 2 PÁGINA: 131 de 285

138 Resultado operacional e financeiro apresentaram redução de 0,2 pp. alcançando 1,9% nos 12M13. Os produtos de crédito à pessoa física que apresentaram redução mais expressiva de taxas médias foram crédito um minuto e crédito pessoal automático. No que se refere ao crédito empresarial, a conta garantida e o desconto de recebíveis apresentaram retração expressiva de taxas médias no período. Composição Crédito Comercial por produto Saldo, Receita e Taxa A tabela 16 apresenta a composição da carteira de crédito comercial, principal item da receita, em 31 de dezembro de 2011 e 2012 dividida por tipo de produto. Tabela 16: Composição do Crédito Comercial por Produto 2012 e 2011 R$ milhões Variação Saldo Variação Receita Saldo (1) Receita (2) Taxa (3) Saldo (1) Receita (2) Taxa (3) R$ % R$ % Pessoa Física ,5% ,5% ,5% 218 8,8% Credito Pessoal-Consignado ,8% ,7% ,2% ,8% Aquisicao Bens-Consignado ,5% ,5% (33) -16,7% (2) -7,1% Aquisicao Bens-Outros Bens 5 1 1,1% 6 1 1,0% (1) -22,0% 0 10,0% Aquisicao Bens-Veiculos ,7% ,8% 37 56,8% 7 63,8% Cheque Especial ,7% ,9% (8) -1,3% (16) -2,6% Credito 1 Minuto ,5% ,5% 58 20,4% (18) -9,6% Credito Pessoal Automatico ,1% ,9% (10) -4,3% (15) -10,2% Credito Pessoal-Nao Consignado ,8% ,0% 86 19,9% 32 19,9% Cartão de Crédito ,3% ,5% 10 19,5% 9 17,7% Outros ,2% ,2% ,4% 22 40,6% Pessoa Jurídica ,6% ,9% ,4% 32 2,2% Aquisicao Bens-Outros Bens ,6% ,7% 3 9,8% 0 6,9% Aquisicao Bens-Veiculos ,9% ,9% 9 22,2% 3 43,9% Capital de Giro-CEB ,3% ,6% ,6% 20 3,2% Capital de Giro-CGB ,3% ,6% ,0% 1 0,5% CDCI ,6% ,7% 8 31,6% 2 25,1% Compror ,1% ,5% 43 43,3% (2) -9,6% Conta Devedora Caução-Ccc ,4% ,6% 25 14,5% (7) -19,1% Conta Garantida ,9% ,2% 66 12,3% 25 7,1% Desconto de Recebíveis ,8% ,1% (27) -6,9% (14) -15,1% Vendor ,1% ,3% 6 5,6% (1) -4,4% Crédito no Exterior ,5% ,4% (10) -14,1% 1 28,2% Outros ,1% ,3% 75 27,2% 3 7,2% Total ,1% ,3% ,9% 250 6,4% (1) Saldo último dia do ano (2) Receita acumulado no ano (3) Receita Média Mensal / Saldo médio mensal Comparativo do Crédito Comercial por Produto 2012 e Saldo, Receita e Taxa Saldo do Crédito Comercial O crédito comercial pessoa física atingiu saldo de R$9.252 milhões em dezembro de 2012, com incremento de 14,5% ou R$1.173 milhões em relação a dezembro de O crédito consignado totalizou R$6.774 milhões em dezembro de 2012, perfazendo 73,2% da carteira comercial pessoa física, com incremento de 13,2% ou R$787 milhões em doze meses, influenciado em 73,0% pela variação positiva da linha de consignação própria. Salienta-se que a nova classificação contábil das operações de cessão de crédito com coobrigação, adquiridas a partir de janeiro de 2012, no valor de R$419 milhões, impactou no desempenho do crédito consignado, valor, contudo, computado no crédito total. Dentre as linhas de crédito consignado, o próprio atingiu R$4.360 milhões em dezembro de 2012, representando 64,4% da carteira de consignados e 47,1% da carteira comercial pessoa física. O crédito consignado próprio apresentou expansão de 15,2% ou R$574 milhões em doze meses. O incremento na linha de consignado próprio foi influenciado pela abertura, no período, de diversos convênios com entidades públicas e privadas. O crédito adquirido atingiu R$2.414 milhões em dezembro de 2012, compondo 35,6% da carteira de consignados e 26,1% do crédito comercial pessoa física. O saldo da linha de consignado adquirido registrou incremento de 9,7% ou R$213 milhões na comparação com dezembro do ano anterior. O crédito comercial pessoa jurídica apresentou evolução de 17,4% ou R$1.254 milhões nos doze meses, atingindo, em dezembro de 2012, saldo de R$8.446 milhões. A carteira comercial do segmento empresarial está composta, principalmente, por linhas de capital de giro, que totalizaram R$6.494 milhões, e na conta garantida, que somou R$602 milhões. O saldo do capital de giro representou, em dezembro de 2012, 76,9% da carteira comercial pessoa jurídica, e 36,7% do total do crédito comercial. Nos doze meses, as linhas de capital de giro registraram expansão de 19,4% ou R$1.056 milhões. Receitas do Crédito Comercial Nos 12M12, as receitas geradas pelo crédito comercial totalizaram R$4.170 milhões, 6,4% ou R$250 milhões acima do montante registrado nos doze meses de O incremento nas receitas geradas pelo crédito comercial, nos doze meses de 2012 comparado ao montante acumulado nos doze meses de 2011, decorreu do crescimento de R$218 milhões ou 8,8% na receita de crédito comercial pessoa física, influenciado, principalmente, pela ampliação das receitas nas linhas de crédito consignado, em R$198 milhões. No 3 PÁGINA: 132 de 285

139 Resultado operacional e financeiro crédito comercial ao segmento empresarial, verificou-se aumento de 2,2% ou R$32 milhões, influenciado, especialmente, pelo produto conta garantida, cuja receita apresentou incremento de R$25 milhões, e pela renda do capital de giro, que apresentou crescimento de R$22 milhões, compensado pela retração na renda do produto desconto de recebíveis em R$14 milhões. As receitas geradas pelos créditos adquiridos a partir de janeiro de 2012, com coobrigação, foram contabilizadas na rubrica operações de venda ou transferência de ativos financeiros, no valor de R$29 milhões. Taxas do Crédito Comercial As taxas médias mensais do crédito comercial nos doze meses de 2012, comparativamente ao ano de 2011, apresentaram redução de 0,2 pp. alcançando 2,1% nos 12M12. O ritmo de queda das taxas médias mensais foi influenciado, diretamente, pelas operações da carteira comercial pessoa jurídica pós-fixadas, referenciadas pela Taxa Selic efetiva que passou de 11,6% no ano de 2011 para 8,5% em As taxas médias representativas das operações da pessoa física apresentaram redução de 0,1 pp. nos doze meses. Composição das Outras Receitas Operacionais A tabela 17, abaixo apresenta a composição das outras receitas operacionais para os exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2011, 2012 e Tabela17: Composição das Outras Receitas Operacionais R$ mil Variação % 2013/ /2011 Outras Receitas Operacionais Recuperação de Encargos e Despesas ,4% -1,5% Reversão de Provisões Operacionais: ,7% 52,3% Cível ,9% -94,3% Trabalhistas ,7% 860,0% Outros Valores e Bens ,5% 44,2% Perdas de Securitização ,6% 493,8% Comissão sobre Títulos de Capitalização ,0% -79,4% Tarifas Interbancárias ,6% 8,5% Ajuste Cambial - Dependências no Exterior ,3% -17,8% Títulos de Créditos a Receber ,7% -25,0% Fundo de Reserva - Depósito Judicial - Lei nº ,6% -45,3% Comissão e Taxa de Administração s/colocação de Seguros ,7% 276,5% Outras Receitas Operacionais ,8% 0,6% Total Outras Receitas Operacionais ,0% 2,7% (II) FATORES QUE AFETARAM MATERIALMENTE OS RESULTADOS OPERACIONAIS EXIGÊNCIAS RELATIVAS AOS DEPÓSITOS COMPULSÓRIOS O Banco Central impõe às instituições financeiras várias exigências relativas aos depósitos compulsórios, como um mecanismo de controle da liquidez do sistema financeiro brasileiro. Ao mudar as exigências relativas aos depósitos compulsórios, o Banco Central é capaz de influenciar o volume dos ativos que rendem juros e dos passivos que pagam juros, consequentemente influenciando as receitas e despesas de intermediação financeira. Sobre o volume dos depósitos, incide a exigibilidade dos depósitos compulsórios, a alíquotas estabelecidas pela regulamentação aplicável, e os recursos provenientes são depositados no Banco Central, rendendo juros (à exceção de valores relativos a depósito à vista). Em 31 de dezembro de 2013, tínhamos R$3.945 milhões recolhidos compulsoriamente em espécie ou através de títulos públicos federais ao Banco Central. ALTERAÇÕES NA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA Os resultados são influenciados por alterações na legislação tributária e nos regimes de tributação que afetam as operações e as operações de clientes. Essas alterações incluem mudanças nas alíquotas de tributação e a imposição de tributos temporários, cujos recursos são destacados para o atendimento de fins específicos. REGULAMENTAÇÃO E RISCOS DE MUDANÇA NAS REGRAS RELACIONADAS AO CRÉDITO As medidas de restrição do crédito, anunciadas ao final de 2010, através da Circular nº do Banco Central, ampliaram o nível de requerimento de capital das operações com prazo superior a 24 meses, exceto sobre operações de crédito rural, imobiliário, financiamento e leasing de veículos de carga. No crédito consignado, a medida afetou as operações com prazo superior a 36 meses. O impacto de tais medidas refletiu na queda do ritmo de concessões de crédito consignado, especialmente nos bancos com foco nessa modalidade de operação. Ademais, o Comunicado nº , de fevereiro de 2011, disciplinou orientações preliminares sobre as medidas regulatórias de Basileia III, que implicaram no reforço de capital das instituições financeiras. A medida contempla, 4 PÁGINA: 133 de 285

140 Resultado operacional e financeiro essencialmente, o aumento de capital e a inserção de uma parcela contracíclica, dando às instituições fôlego para atravessar períodos de crise, além de dois índices de liquidez. A estrutura de capital também sofre alterações face à mudança na contabilização de venda ou transferência de ativos financeiros, regulamentada pelas Resoluções nº e A contabilização dependerá do tipo de operação que será realizada, em que pese, na coobrigação, as carteiras de crédito vendidas, devam ser mantidas no balanço do cedente, enquanto o cessionário deve manter os ativos comprados como recebíveis. A mudança no registro dos ativos financeiros, com vigência a partir de 1º de janeiro de 2012, afetou o mercado de cessão de carteiras. Outra medida com efeitos a partir de 2012 é a portabilidade bancária, disciplinada pelas Resoluções nº e do Conselho Monetário Nacional. Com a vigência da portabilidade bancária, o servidor público adquire o direito de escolha do banco em que irá receber seu salário. A alteração reflete em melhorias nos sistemas de atendimento, dentre outras estratégias, para fidelizar os clientes. Além disso, a redução das taxas de juros, com a consequente diminuição de spreads, impactam no novo cenário do crédito no País. INADIMPLÊNCIA DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO Determinados fatores fora do controle podem impactar no nível de inadimplência ao qual está sujeito o Sistema Financeiro Nacional, tais como recessão econômica que afete o país ou aumentos nas taxas de desemprego. Um eventual aumento no nível de inadimplência da carteira de crédito pode resultar no aumento das perdas obtidas com operações de crédito e afetar adversamente os resultados das operações e da situação financeira. O Banrisul segue as práticas impostas pelo Banco Central quanto à baixa de créditos vencidos, a medida que considera adequadas às operações e que determinam que os créditos sejam baixados para prejuízo 360 dias após o vencimento. Assim, a provisão para perdas com créditos sobre as operações inadimplentes permanece contabilizada por um período de 360 dias, até que o crédito seja baixado para prejuízo. B. VARIAÇÕES DAS RECEITAS ATRIBUÍVEIS A MODIFICAÇÕES DE PREÇOS, TAXAS DE CÂMBIO, INFLAÇÃO, ALTERAÇÕES DE VOLUMES E INTRODUÇÃO DE NOVOS PRODUTOS E SERVIÇOS C. IMPACTO DA INFLAÇÃO, DA VARIAÇÃO DE PREÇOS DOS PRINCIPAIS INSUMOS E PRODUTOS, DO CÂMBIO E DA TAXA DE JUROS NO RESULTADO OPERACIONAL E NO RESULTADO FINANCEIRO DA COMPANHIA A margem analítica apresentada foi apurada com base nos saldos médios de ativos e passivos, calculados a partir dos saldos finais dos doze meses que compõem os respectivos períodos analisados. A tabela 18 apresenta os ativos geradores de receitas e os passivos onerosos, os correspondentes valores de receitas da intermediação financeira sobre ativos e despesas da intermediação financeira sobre passivos, bem como as taxas médias efetivas geradas. Tabela 18: Margem Analítica Balanço Receita/ Taxa Balanço Receita/ Taxa Balanço Receita/ Taxa Médio Despesa Média Médio Despesa Média Médio Despesa Média Ativos Rentáveis ,9% ,9% ,3% Operações de Créditos ,7% ,4% ,1% Compromissos de Revendas ,4% ,1% ,4% TVM para Negociação ,7% ,7% ,1% TVM Disponíveis para Venda ,7% ,7% ,1% TVM Mantidos até o Vencimento ,7% ,7% ,1% Depósitos Interbancários ,9% ,6% ,0% Outros Ativos Rentáveis ,7% ,1% ,2% Compulsórios ,5% ,0% ,2% Outros ,2% ,5% ,4% Ativos Não Rentáveis Ativos Totais ,8% ,9% ,9% Passivos Onerosos (2.906) 7,4% (2.616) 8,1% (2.579) 10,0% Depósitos Interfinanceiros 373 (24) 6,3% 196 (11) 5,6% 14 (2) 12,9% Poupança (374) 5,8% (328) 6,0% (365) 7,0% Depósitos a Prazo (1.320) 7,0% (1.139) 7,2% (1.212) 10,0% Captações no Mercado Aberto (420) 8,4% (172) 9,1% (216) 12,9% Dívida Subordinada (212) 11,8% (340) 32,2% - - 0,0% Obrigações por Emprést. e Repasses (242) 7,9% (174) 7,2% (257) 13,8% No País (87) 4,5% (74) 5,2% (91) 8,1% Exterior (155) 13,9% 991 (99) 10,0% 741 (166) 22,4% Outros (315) 7,8% (452) 8,1% (526) 10,9% Passivos Não Onerosos Patrimônio Líquido Passivos e Patrimônio Líquido (2.906) 5,7% (2.616) 6,1% (2.579) 7,3% Spread 7,2% 8,8% 9,6% Margem Analítica ,8% ,4% ,4% As operações de crédito incluem adiantamentos de contratos de câmbio e operações de arrendamento mercantil, que 5 PÁGINA: 134 de 285

141 Resultado operacional e financeiro são demonstradas pelo valor presente líquido dos contratos de arrendamento. As rendas de operações de crédito vencidas há mais de 60 dias, independentemente de seu nível de risco, somente são reconhecidas como receitas quando efetivamente recebidas. Os saldos médios das aplicações interfinanceiras de liquidez, os recursos aplicados ou captados no mercado interbancário correspondem ao valor de resgate deduzidos das receitas ou despesas a apropriar equivalentes a períodos futuros. Os saldos médios dos depósitos, captações no mercado aberto e obrigações por empréstimos e repasses incluem os encargos exigíveis até a data de encerramento das demonstrações financeiras, reconhecidos em base pro rata die. No que se refere às despesas vinculadas a essas rubricas, àquelas relativas a depósitos incluem as despesas pelas contribuições ao Fundo Garantidor de Crédito FGC. A trajetória da margem sobre ativos rentáveis foi decrescente nos 12M13 em relação ao observado nos 12M12, em linha com a redução da taxa básica de juros efetiva que passou de 8,49%, nos 12M12, para 8,22% nos 12M13. Os ativos médios rentáveis cresceram, nos 12M13, 18,3% e os passivos onerosos, 22,0% na comparação com os 12M12. A margem absoluta dos 12M13 apresentou decréscimo de 1,7% e a margem relativa retraiu em 1,6 pp. frente à apurada nos 12M12. A queda da Taxa Selic efetiva no período refletiu na redução das taxas sobre ativos de crédito e sobre passivos de funding para crédito. Além dos juros básicos da economia que referenciam as operações no setor financeiro, a estrutura de ativos e passivos e também os prazos de contratação são fatores determinantes na formação da margem auferida a cada período. A representatividade dos ativos de crédito no total de ativos médios rentáveis, em dezembro de 2013, diminuiu 4,1 pp. na comparação com o dezembro de 2012, atingindo 51,7%. As operações de tesouraria aumentaram a participação no total de ativos rentáveis, passando de 34,7%, em dezembro de 2012, para 39,1% no mesmo período de A receita proveniente do aumento do volume de operações de crédito e dos títulos e valores mobiliários absorveu o efeito da queda da Taxa Selic, principal referencial de remuneração das operações de crédito e tesouraria. Em relação aos passivos onerosos, o saldo médio dos depósitos a prazo representava, em dezembro de 2013, 47,7% dos passivos geradores de despesas, frente aos 48,6% de dezembro de Os depósitos de poupança reduziram a representatividade sobre os passivos onerosos em 0,6 pp., atingindo 16,3% em dezembro de A captação no mercado aberto alcançou participação de 12,6% nos passivos onerosos, crescimento de 6,8 pp. na comparação com o mesmo período do ano anterior, movimento compensado pela redução de 10,2 pp. do saldo médio dos fundos financeiros e de desenvolvimento, decorrente do saque de depósitos judiciais efetivado pelo Estado, contabilizado em abril/13, e que alcançou 7,1% dos passivos onerosos. Dentre os outros passivos onerosos, os recursos por aceite e emissão de títulos apresentaram crescimento nos 12M13, alcançando participação de 3,2%, face à captação, no 3T13, de recursos em letras financeiras. Os resultados dessas variações em conjunto ocasionaram redução de 1,6 pp. no spread, que atingiu 7,2% nos 12M13. TAXAS DE JUROS As flutuações das taxas de juros brasileiras afetam significativamente o resultado das operações. A elevação das taxas de juros pode afetar positivamente a receita, uma vez que as taxas de juros relativas aos ativos que rendem juros e a remuneração das operações de crédito também se elevam. Por outro lado, as despesas de juros podem ser igualmente afetadas, caso as taxas de juros relativas aos passivos que pagam juros, inclusive as operações de captação, também aumentem. Geralmente, aumentos nas taxas de juros geram crescimento nas receitas com operações de crédito em função de spreads maiores. No entanto, majoração das taxas de juros podem afetar negativamente os resultados e carteiras de crédito, ao reduzirem a demanda por crédito e elevarem o risco de inadimplência dos clientes. Por outro lado, quedas das taxas de juros são capazes de reduzir as receitas provenientes de operações de crédito devido a spreads menores. Assim, uma queda na taxa de juros pode levar a uma redução das receitas e a consequente piora dos resultados. Essa queda de receita poderá, eventualmente, ser compensada por um crescimento do volume de crédito, em decorrência de uma maior demanda por créditos, desde que tenhamos condições de conceder crédito para atender a tal demanda sem que os níveis de inadimplência das operações aumentem de forma significativa. Segundo dados do Banco Central, em dezembro de 2011, 2012 e 2013, o spread médio das operações de crédito realizadas por instituições financeiras no Brasil era, respectivamente, 14,30 pontos percentuais, 11,55 pontos percentuais e 11,06 pontos percentuais enquanto que no final dos exercícios 2011, 2012 e 2013 a Taxa SELIC efetiva era de 11,62%, 8,49% e 8,22% respectivamente. INFLAÇÃO O lucro líquido pode ser afetado adversamente pelo crescimento da taxa de inflação brasileira, que pode gerar aumento dos custos e reduzir as margens operacionais, caso a inflação não seja acompanhada por um aumento das taxas de juros. Ademais, a inflação poderá contribuir para um aumento da volatilidade do mercado em decorrência de incertezas econômicas, quedas nos gastos da população, menor crescimento da renda real e redução da confiança do consumidor, fatores estes que, por sua vez, são capazes de ter um impacto negativo sobre os resultados das operações. 6 PÁGINA: 135 de 285

142 Resultado operacional e financeiro As taxas de inflação no Brasil apresentaram grande volatilidade no passado, tornando-se mais estáveis, com tendência contínua de queda desde o terceiro trimestre de A queda das taxas de inflação foi, em grande medida, resultado da política monetária do Governo Federal, que inclui mudanças periódicas nas taxas de juros e a apreciação do Real diante do Dólar durante o período. A inflação apurada pelo IGP-M foi de 5,10% em 2011, de 7,81% em 2012 e de 5,53% em Os preços, por sua vez, quando apurados pelo IPCA, aumentaram em 6,50% em 2011, 5,84% em 2012 e 5,91% em SPREAD O resultado das operações pode ser impactado em decorrência de alterações do spread, demonstrado na tabela 17, onde são demonstradas as receitas obtidas com ativos remunerados em relação às despesas com passivos onerosos, que representam o funding das operações. Em 2013, o spread de 7,2% ficou 1,6 pontos percentuais abaixo dos 8,8% registrados em Fatores que podem influenciar o spread são aumento/redução do custo de captação em função da variação da taxa básica de juros, aumento da competição entre instituições financeiras e comportamento da inadimplência decorrente de períodos de crise ou de crescimento econômico. Dada a expressiva participação de mercado do Banco no Estado do Rio Grande do Sul, a companhia foi afetada diretamente pelo desempenho econômico do Estado. Existe uma dificuldade de mitigação desse risco que decorre da concentração de atuação, fator que estamos buscando reverter com a aquisição de 49,9% do capital da Credimatone Promotora de Vendas e Serviços S/A. CÂMBIO A atuação em operações de câmbio objetiva exclusivamente suprir as necessidades dos clientes em produtos, serviços e créditos para operações de importação e exportação. Para essas operações, obteve-se funding junto a instituições financeiras internacionais. Portanto, os ativos e passivos em moeda estrangeira são similares, o que nos proporciona hedge natural. Exceto quanto ao capital das agências no exterior, no valor de US$72 milhões, não se manteve exposição cambial com recursos próprios, bem como não foram efetuadas operações alavancadas em moeda estrangeira, motivos pelos quais o resultado não é impactado por variações cambiais 7 PÁGINA: 136 de 285

143 Eventos com efeitos relevantes, ocorridos e esperados, nas demonstrações financeiras 10.3 COMENTÁRIOS DOS DIRETORES SOBRE OS EFEITOS RELEVANTES QUE OS EVENTOS ABAIXO TENHAM CAUSADO OU SE ESPERA QUE VENHAM A CAUSAR NAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DA COMPANHIA E EM SEUS RESULTADOS A. INTRODUÇÃO OU ALIENAÇÃO DE SEGMENTO OPERACIONAL Não houve introdução ou alienação de segmentos operacionais da Instituição não refletida nas demonstrações financeiras. B. CONSTITUIÇÃO, AQUISIÇÃO OU ALIENAÇÃO DE PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA Como parte de movimento estratégico para alavancar canais de relacionamento com clientes, aumentar carteira de crédito e expandir o potencial de distribuição de produtos e serviços financeiros em escala nacional, em 13 de março de 2012, o Banrisul adquiriu, através de contrato de Compra e Venda de Ações e Outras Avenças, firmado com a MatoneInvest Holding, 49,9% (quarenta e nove por cento e nove décimos) das ações de emissão da Credimatone Promotora de Vendas e Serviços S/A (Bem-Vindo Banrisul Serviços Financeiros), sociedade anônima de capital fechado com sede na cidade do Rio de Janeiro, representando ações ordinárias. O valor do investimento por parte do Banrisul foi de R$45 milhões na aquisição. Em 2013, houve aumento de capital da Credimatone Promotora de Vendas e Serviços S.A.. O investimento por parte do Banrisul no aumento de capital foi de R$5 milhões. O saldo das operações de crédito originadas através da Rede Bem-Vindo alcançou R$2.449 milhões em dezembro de 2013 frente aos R$1.675 milhões de dezembro de Sobre os serviços prestados de originação de crédito consignado através dos convênios, a título de comissões e taxas de performance, o Banrisul pagou para a Bem-Vindo, no exercício encerrado em 31 de dezembro de 2013, o montante de R$101 milhões, frente ao montante de R$24 milhões pagos sobre o exercício de C. EVENTOS OU OPERAÇÕES NÃO USUAIS EMISSÃO DE LETRAS FINANCEIRAS Em agosto de 2013, o Banrisul concluiu a primeira emissão de letras financeiras, no valor total de R$1.600 milhões. A emissão foi realizada em três séries: a 1ª no montante de R$700 milhões e prazo de dois anos, a 2ª de R$870 milhões e prazo de três anos, e a 3ª de R$30 milhões e prazo de quatro anos. Os juros remuneratórios das letras financeiras serão pagos semestralmente. A operação representou um melhor posicionamento do Banco no mercado de renda fixa, além de oportunizar futuras operações com prazos mais alongados. Em dezembro de 2013, o saldo de letras financeiras alcançou R$1.664 milhões. BANRISUL CARTÕES S.A. A Banrisul Cartões S.A. ( Banrisul Cartões ou Companhia ), controlada do Banrisul, anteriormente denominada de Banrisul Serviços Ltda., foi constituída em 02 de julho de 1969 e em 2013 passou por importante reorganização. Em 03 de outubro de 2013, ocorreu a transformação do tipo societário, de empresa limitada para uma sociedade anônima de capital fechado e a modificação da razão social. Em novembro de 2013, a Banrisul Cartões S.A. por meio de cessão onerosa dos direitos e obrigações adquiriu junto ao Banrisul as operações da rede de adquirência, denominada Rede Banricompras. Nesta transação foram cedidos R$908 milhões de Ativos, sendo R$117 milhões de operações de Antecipação de Recebíveis registrados pelo valor contábil, não tendo reflexos no patrimonial, e R$810 milhões de Passivos cuja diferença no montante de R$98 milhões foi liquidado financeiramente em 01 de novembro de Desta maneira, a Banrisul Cartões passou a centralizar e abranger no seu objeto social, além da gestão de produtos que servem como meios de pagamento relacionados a cartões de benefícios e serviços (Alimentação, Refeição, Benefício, Presente, Combustível, Salário e o Sistema de Manutenção de Frota), a administração das operações da rede de adquirência, com credenciamento de estabelecimentos e a captura e processamento dos dados relativos às transações decorrentes de uso de cartões de crédito e débito. Em decorrência da reestruturação, a Companhia celebrou Acordo Operacional com o Banrisul, com vigência de 30 (trinta) anos, que estabelece as regras pelas quais a gestão das atividades da Rede Banricompras foi transferida à Banrisul Cartões, abrangendo, dentre outras matérias, a divisão da responsabilidade pelos custos, cedência de empregados do Banco para exercício das atividades, licença de direito de uso das marcas, utilização da rede de distribuição do banco como canal de vendas dos negócios da Banrisul Cartões e remunerações entre as partes pela prestação dos serviços. PÁGINA: 137 de 285

144 Eventos com efeitos relevantes, ocorridos e esperados, nas demonstrações financeiras FUNDAÇÃO BANRISUL DE SEGURIDADE SOCIAL O Banrisul é patrocinador da FBSS - Fundação Banrisul de Seguridade Social e da Cabergs Caixa de Assistência dos Empregados do Banco do Estado do Rio Grande do Sul que, respectivamente, asseguram a complementação dos benefícios de aposentadoria e assistência médica a seus funcionários. O reconhecimento contábil no Banrisul segue a regulamentação prevista na Deliberação CVM n 695/12, provocando efeitos a partir de 1º de janeiro de O Banrisul é patrocinador de planos dos tipos benefício definido, denominado Plano de Benefícios I (PBI), e de contribuição variável, denominado FBPREV. Além disso, o Banco oferece planos de saúde aos funcionários, benefícios de assistência médica em geral assegurados pela Caixa de Assistência dos Empregados do Banco do Estado do Rio Grande do Sul CABERGS. O Banco oferece ainda benefício de assistência médica pós-aposentadoria a seus empregados. Para a complementação de benefícios assegurados e prestados pela Previdência Social aos funcionários, o Banrisul contribuiu para a Fundação, no exercício findo em 31 de dezembro de 2013, com o montante de R$35 milhões. O PBI apresenta desequilíbrio histórico gerado por fatores inerentes a esse tipo de plano, tais como mudanças no perfil de longevidade, fatores econômicos, crescimento salarial futuro, além de ações judiciais. Para o equacionamento do déficit foi assinado termo de ajuste de conduta, em maio de 2013, no qual consta que serão criados novos planos de benefícios. Visando a diversificação de opções aos participantes assistidos do PBI, o Banrisul, em conjunto com a Fundação de Seguridade Social, está procedendo na implementação desses novos planos, na modalidade de benefício definido saldado e na modalidade de contribuição variável, para recepcionar os recursos dos participantes e assistidos do PBI que voluntariamente optarem pelo saldamento e pela migração de suas reservas atuariais. A reestruturação do PBI foi aprovada pela PREVIC conforme publicação da Portaria nº 718, de 20 de setembro de DÍVIDA SUBORDINADA Em 2012, o Banrisul realizou duas captações externas, no montante total de USD 775 milhões (775 milhões de Dólares Americanos). A primeira ocorreu em 26 de janeiro daquele ano, quando a Instituição concluiu processo de emissão de títulos de dívidas subordinadas no exterior, com volume total captado de USD 500 milhões (500 milhões de Dólares Americanos). A liquidação financeira da operação foi efetivada em 02 de fevereiro de 2012 e possui prazo de 10 anos com vencimento em 02 de fevereiro de O cupom de juros pactuados é de 7,375% a.a., pagáveis semestralmente a partir da data da efetivação. O preço de emissão correspondeu a 99,131% do valor de face dos títulos vendidos, o que resulta num rendimento efetivo de 7,50% a.a. A segunda operação ocorreu em 26 de novembro de 2012, por meio de reabertura da emissão de notas subordinadas, no valor de USD 275 milhões (275 milhões de Dólares Americanos). A liquidação financeira da operação foi efetivada em 03 de dezembro de 2012 com vencimento em 02 de fevereiro de O cupom de juros pactuados é de 7,375% a.a., pagáveis semestralmente a partir da data da efetivação. O preço de emissão correspondeu a 109,943% do valor de face dos títulos vendidos, o que resulta em uma taxa de juros efetiva de 5,95% a.a. O Banco Central do Brasil considerou os valores referentes à estas captações elegíveis como capital de nível II na categoria de dívida subordinada. FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO No ano de 2012, ocorreu a primeira emissão de cotas do Banrisul Novas Fronteiras Fundo de Investimento Imobiliário FII, projeto cujo lançamento foi coordenado pelo Banrisul. O Fundo tem por objeto a realização de investimentos imobiliários de longo prazo, por meio da aquisição e eventual edificação e/ou adaptação de ativos imobiliários para locação ao Grupo Banrisul. A captação alcançou mais de R$70 milhões. 2 PÁGINA: 138 de 285

145 Mudanças significativas nas práticas contábeis - Ressalvas e ênfases no parecer do auditor 10.4 COMENTÁRIOS DOS DIRETORES SOBRE A. MUDANÇAS SIGNIFICATIVAS NAS PRÁTICAS CONTÁBEIS B. EFEITOS SIGNIFICATIVOS DAS ALTERAÇÕES EM PRÁTICAS CONTÁBEIS Em relação aos benefícios pós-emprego, inclusive através da FBSS - Fundação Banrisul de Seguridade Social, conforme previsto na Deliberação CVM n 695/2012, a partir de 1 de janeiro de 2013, os ganhos e perdas atuariais decorrentes de ajuste pela experiência e nas mudanças de premissas atuariais passaram a ser reconhecidos diretamente no Patrimônio Líquido, como outros resultados abrangentes, quando ocorrerem. O efeito da aplicação desta norma no Banrisul impactou negativamente o Patrimônio Líquido em dezembro de 2013 no montante de R$323 milhões, ajustado pelos crédito tributários no montante de R$129 milhões. Os saldos do período comparativo, ano de 2012, foram reapresentados pelo mesmo critério, para fins de comparabilidade. C. RESSALVAS E ÊNFASES PRESENTES NO PARECER DO AUDITOR Não foram feitas ressalvas nos pareceres dos auditores. No que se refere a ênfase, consta a seguinte ênfase no Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras: Reapresentação dos valores correspondentes Conforme mencionado na nota explicativa 3, em decorrência da mudança de política contábil de reconhecimento dos Benefícios a Empregados, alterada pelo CPC 33 (R1), vigente a partir de 1 de janeiro de 2013, os valores correspondentes, individuais e consolidados, relativos aos balanços patrimoniais em 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2012 e as informações contábeis correspondentes relativas à demonstração das mutações do patrimônio líquido, referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2012, apresentados para fins de comparação, foram ajustados e estão sendo reapresentados como previsto no CPC 23 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro e CPC 26(R1) - Apresentação das Demonstrações Contábeis. Nossa opinião não contém modificação relacionada a esse assunto. PÁGINA: 139 de 285

146 Políticas contábeis críticas 10.5 POLÍTICAS CONTÁBEIS CRÍTICAS ADOTADAS PELA COMPANHIA, EXPLORANDO, EM ESPECIAL, ESTIMATIVAS CONTÁBEIS FEITAS PELA ADMINISTRAÇÃO SOBRE QUESTÕES INCERTAS E RELEVANTES PARA A DESCRIÇÃO DA SITUAÇÃO FINANCEIRA E DOS RESULTADOS, QUE EXIJAM JULGAMENTOS SUBJETIVOS OU COMPLEXOS, TAIS COMO: PROVISÕES, CONTINGÊNCIAS, RECONHECIMENTO DA RECEITA, CRÉDITOS FISCAIS, ATIVOS DE LONGA DURAÇÃO, VIDA ÚTIL DE ATIVOS NÃO-CIRCULANTES, PLANOS DE PENSÃO, AJUSTES DE CONVERSÃO EM MOEDA ESTRANGEIRA, CUSTOS DE RECUPERAÇÃO AMBIENTAL, CRITÉRIOS PARA TESTE DE RECUPERAÇÃO DE ATIVOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições financeiras, normas e instruções do Banco Central do Brasil e da Comissão de Valores Mobiliários - CVM, que incluem práticas e estimativas contábeis no que se refere à constituição de provisões e determinação de certos valores dos ativos integrantes de sua carteira de Títulos e Valores Mobiliários, Instrumentos Financeiros Derivativos e Imposto Diferido. Dessa forma, quando da efetiva liquidação financeira desses ativos e provisões, os resultados auferidos podem ser diferentes dos estimados. Dentre às principais práticas contábeis existem aquelas qualificadas como críticas, que requerem julgamentos complexos ou subjetivos por parte da administração, usualmente como resultado da necessidade de se elaborarem estimativas sobre os efeitos de assuntos que, inerentemente, envolvem incertezas. À medida que o número de variáveis e premissas que afetam a resolução futura de incertezas aumenta, esses julgamentos se tornam mais subjetivos e complexos. As demonstrações financeiras individuais do Banrisul incluem as operações realizadas no país, bem como a consolidação de suas dependências no exterior (Miami e Grand Cayman). Os efeitos da variação cambial sobre as operações nas dependências no exterior estão distribuídos nas linhas da demonstração do resultado conforme a natureza das contas patrimoniais correspondentes. Na elaboração das demonstrações financeiras consolidadas foram eliminadas as participações entre as empresas consolidadas, os saldos de balanço e resultado das transações, bem como foram destacadas as parcelas do resultado do exercício e do patrimônio líquido referentes às participações dos acionistas minoritários. A elaboração destas demonstrações envolve necessariamente premissas e estimativas, que foram extraídas dos resultados passados e de fatores considerados razoáveis e relevantes. Os fatores que afetam as estimativas que a Administração realiza com relação às demonstrações financeiras são, por si só, incertos. A nota explicativa nº3 às demonstrações financeiras consolidadas relativas aos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2013 inclui um resumo das principais práticas contábeis e métodos significativos de contabilidade utilizados na elaboração das demonstrações financeiras consolidadas. TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS De acordo com a Circular n de 8 de novembro de 2001 e regulamentação complementar, são classificados e avaliados em três categorias específicas, atendendo os critérios de contabilização: a. Títulos para Negociação - Incluem os títulos e valores mobiliários adquiridos com o objetivo de serem negociados frequentemente e de forma ativa, avaliados pelo valor de mercado, sendo os ganhos e as perdas sobre esses títulos reconhecidos na demonstração do resultado. b. Títulos Disponíveis para Venda - incluem os títulos e valores mobiliários utilizados como parte da estratégia para a administração do risco de variação nas taxas de juros e podem ser negociados como resultado dessas variações, por mudanças nas condições de pagamento ou outros fatores. Esses títulos são ajustados pelo valor de mercado, sendo os seus rendimentos auferidos reconhecidos no resultado. Os ganhos e as perdas, decorrentes das variações do valor de mercado e ainda não realizados, são reconhecidos em conta específica do patrimônio líquido, deduzidos dos correspondentes efeitos tributários, quando aplicável, denominada Ajustes de Avaliação Patrimonial até a sua realização por venda. Os ganhos e as perdas, quando realizados, serão reconhecidos na data da negociação na demonstração do resultado, em contrapartida da mesma conta específica do patrimônio líquido, deduzidos dos correspondentes efeitos tributários, quando aplicável. c. Títulos Mantidos até o Vencimento incluem os títulos e valores mobiliários para os quais a Administração possui a intenção e a capacidade financeira de mantê-los até o vencimento, sendo registrados ao custo de aquisição, desde que não hajam perdas de caráter permanente, atualizados pro rata temporis em contrapartida ao resultado do exercício. A capacidade financeira é definida em projeções de fluxo de caixa, desconsiderando a possibilidade de venda desses títulos. d. Instrumentos Financeiros Derivativos são classificados, na data de sua aquisição, de acordo com a intenção da Administração em utilizá-los como instrumento de proteção (hedge) ou não, conforme a Circular n 3.082/02 do Bacen. As operações que utilizam instrumentos financeiros derivativos, efetuadas por solicitação de clientes, por conta própria, ou que não atendam aoscritérios de proteção (principalmente derivativos utilizados para administrar a exposição global de risco), são contabilizadas pelo valor de mercado, com os ganhos e as perdas realizados e não PÁGINA: 140 de 285

147 Políticas contábeis críticas realizados, reconhecidos diretamente na demonstração do resultado. e. Inicialmente, os derivativos são reconhecidos pelo valor justo na data em que um contrato de derivativos é celebrado e são, subsequentemente, remensurados ao seu valor justo. O método para reconhecer o ganho ou a perda resultante depende do fato do derivativo ser designado ou não como um instrumento de hedge nos casos de adoção da contabilidade de hedge ou hedge accounting. Sendo este o caso, o método depende da natureza do item que está sendo protegido por hedge. O Banrisul adota a contabilidade de hedge ou hedge accounting e designa os derivativos contratados para proteção da dívida subordinada como hedge do valor justo de ativos ou passivos reconhecidos ou de um compromisso firme (hedge de risco de mercado). f. O Banrisul documenta, no início da operação, a relação entre os instrumentos de hedge e os itens protegidos por hedge, assim como os objetivos da gestão de risco e a estratégia para a realização de várias operações de hedge. O Banrisul também documenta sua avaliação, tanto no início do hedge como de forma contínua, de que os derivativos usados nas operações de hedge são altamente eficazes na compensação de variações no valor justo ou nos fluxos de caixa dos itens protegidos por hedge. g. Os valores justos dos vários instrumentos derivativos usados para fins de hedge estão divulgados na Nota 05. O valor justo total de um derivativo de hedge é classificado como ativo ou passivo não circulante, quando o vencimento remanescente do item protegido por hedge for superior a 12 meses, e como ativo ou passivo circulante, quando o vencimento remanescente do item protegido por hedge for inferior a 12 meses. Hedge de Risco de Mercado são classificados nesta categoria os instrumentos financeiros derivativos que se destinem a compensar riscos decorrentes da exposição à variação no valor de mercado do item objeto de hedge. O Banrisul considerou nesta categoria os derivativos contratados com objetivo de proteção da variação de moeda estrangeira oriunda da emissão da dívida denominada em US$ com nocional de 775 milhões com vencimento em 02 de fevereiro de Na data de 31 de dezembro de 2013, os únicos derivativos em aberto referem-se aos swaps. As variações no valor justo de derivativos designados e qualificados como hedge de risco de mercado são registradas na demonstração do resultado, com quaisquer variações no valor justo do ativo ou passivo protegido por hedge que são atribuíveis ao risco protegido. O ganho ou perda relacionado com essa operação é reconhecido na demonstração do resultado como Resultado Bruto da Intermediação Financeira. OPERAÇÕES DE CRÉDITO, ARRENDAMENTO MERCANTIL E OUTROS CRÉDITOS Todas as operações de crédito e arrendamento mercantil têm os seus riscos classificados de acordo com julgamento da Administração, levando em consideração a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos em relação às operações, aos devedores e aos garantidores, observando os parâmetros estabelecidos pela Resolução n 2.682/99, do Conselho Monetário Nacional - CMN, que requer a análise periódica da carteira e sua classificação em nove níveis de risco, de AA até H. A tabela com o resumo dessa classificação está apresentada na Nota Explicativa das Demonstrações Contábeis nº 07. As operações de crédito e arrendamento mercantil são registradas a valor presente, calculadas pro rata die com base no indexador e na taxa de juros pactuados, sendo atualizadas até o sexagésimo dia de atraso. Após esse prazo, o reconhecimento de receita ao resultado ocorre quando efetivamente recebidas as operações. Os riscos das operações ativas renegociadas são definidos conforme critério da Resolução n 2.682/99, do Conselho Monetário Nacional - CMN, ou seja, permanecem no rating que se encontravam antes da renegociação e as renegociações de operações de crédito que foram anteriormente baixadas contra a provisão, que estavam em contas de compensação, são classificadas como nível H. Os eventuais ganhos provenientes da renegociação somente serão reconhecidos como receita quando efetivamente recebidos. OUTROS CRÉDITOS OPERAÇÕES COM CARTÃO DE CRÉDITO Os valores a faturar estão representados por valores a receber dos usuários de cartão de crédito pela utilização em estabelecimentos conveniados às bandeiras Visa e MasterCard. Estes valores são contabilizados em Títulos e Créditos a Receber, sem característica de crédito, sendo que as operações parceladas onde o Banrisul é o emissor e o saldo devedor das operações cujos pagamentos foram efetuados pelo valor mínimo da fatura (Rotativo), são reclassificados para Operações de Crédito. PROVISÃO PARA PERDAS EM OPERAÇÕES DE CRÉDITO, ARRENDAMENTO MERCANTIL E OUTROS CRÉDITOS Constituída em montante considerado suficiente para cobertura de eventuais perdas, suportadas na classificação de risco do cliente, em função da análise periódica da qualidade do cliente e não apenas com base nos percentuais mínimos de provisionamento requeridos pela Resolução n 2.682/99, do Conselho Monetário Nacional - CMN, quando da ocorrência de inadimplência. 2 PÁGINA: 141 de 285

148 Políticas contábeis críticas Em 31 de dezembro de 2013, o valor total da provisão para perdas em operações de crédito, arrendamento mercantil e outros créditos, conforme demonstrado na Nota Explicativa nº 07 das Demonstrações Contábeis, é superior ao valor mínimo que seria exigido considerando tão somente o rating das operações e o número de dias em atraso previstos na Resolução n 2.682/99, do Conselho Monetário Nacional - CMN, procedimento este adotado pela Administração desde a edição da referida norma para fazer face a possíveis eventos não capturados pelo modelo de rating de clientes com base nas respectivas faixas de atraso. ATIVO PERMANENTE Demonstrado ao custo de aquisição, considerando os seguintes aspectos: a. Avaliação dos investimentos em controladas pelo método da equivalência patrimonial, tomando por base as demonstrações financeiras levantadas, observando as mesmas práticas contábeis do controlador, ou seja, práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a operar pelo Banco Central do Brasil. Os outros investimentos são registrados pelos seus valores de custo e, quando aplicável, são ajustados por provisões para perdas; b. Ágio - corresponde ao valor excedente pago na aquisição de investimentos decorrente da expectativa de rentabilidade futura. Não possui prazo de vida útil definida e são submetidos anualmente ao teste de redução ao valor recuperável de ativos; c. Depreciação do imobilizado de uso pelo método linear de acordo com a vida útil econômica estimada dos bens considerando as taxas mínimas anuais divulgadas na Nota Explicativa nº 09 das Demonstrações Financeiras; d. Os Ativos Intangíveis são compostos basicamente por aplicações de recursos cujos benefícios decorrentes ocorrerão em exercícios futuros. Esse grupo está representado por contratos de prestação de serviços bancários e aquisição de software. A amortização é calculada pelo método linear às taxas divulgadas na Nota Explicativa nº 09 das Demonstrações Financeiras. A Instituição revisa anualmente se há alguma indicação de perdas no valor recuperável dos Ativos. Eventuais perdas, quando identificadas, são reconhecidas no resultado. Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2013, a Instituição não verificou a existência de indicadores de que determinados ativos permanentes poderiam estar acima do valor recuperável e, consequentemente, não foi reconhecida nenhuma provisão para perda do valor recuperável destes ativos. ATIVOS E PASSIVOS DENOMINADOS EM MOEDA ESTRANGEIRA Os saldos ativos e passivos das dependências no exterior, assim como os demais ativos e passivos em moeda estrangeira, decorrentes de operações realizadas pelo Banrisul e suas controladas, foram convertidos pela taxa de câmbio vigente na data do fechamento das demonstrações financeiras. DEPÓSITOS, CAPTAÇÕES NO MERCADO ABERTO, RECURSOS DE LETRAS, OBRIGAÇÕES POR EMPRÉSTIMOS E REPASSES E DÍVIDA SUBORDINADA São demonstrados pelos valores das exigibilidades considerando os encargos exigíveis até a data das demonstrações financeiras, reconhecidos em base pro rata die. Conforme determinado pela Lei n /04 e Lei n /06 do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, até 85% do saldo dos valores depositados judicialmente no Banrisul por terceiros, quando solicitado deverá ser disponibilizado ao Estado do Rio Grande do Sul e o saldo remanescente é mantido no Banrisul para constituição de fundo. Os valores repassados ao Estado são controlados em conta de compensação e a parcela retida é registrada na rubrica Outras Obrigações, conforme descrito na Nota Explicativa nº 21 (a) das Demonstrações Financeiras. As despesas com encargos sobre o saldo remanescente são registradas na rubrica de Despesas de Empréstimos, Cessões e Repasses. PROVISÕES PARA RISCOS FISCAIS, PREVIDENCIÁRIAS, TRABALHISTAS E CÍVEIS O reconhecimento, a mensuração e a divulgação dos ativos e passivos contingentes, e das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos na Resolução n 3.823/09 e Pronunciamento Técnico CPC 25, emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), sendo provisionados com base na opinião de assessores legais, através da utilização de modelos e critérios que permitam a sua mensuração da forma mais adequada possível, apesar da incerteza inerente ao seu prazo e valor de desfecho de causa. Abaixo o critério utilizado segundo a natureza da contingência: a. Contingências Ativas - Não são reconhecidas nas demonstrações financeiras, exceto quando da existência de evidências que propiciem a garantia de sua realização sobre as quais não cabem mais recursos. b. Contingências Passivas - São reconhecidas nas demonstrações financeiras quando, com base na opinião de 3 PÁGINA: 142 de 285

149 Políticas contábeis críticas assessores jurídicos e da Administração, for considerado provável o risco de perda de uma ação judicial ou administrativa, com uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança, sendo: c. Provisões para Riscos Trabalhistas - Constituídas para as ações trabalhistas ajuizadas contra o Banrisul, quando da notificação judicial e cujo risco de perda é considerado provável. O valor é apurado de acordo com a estimativa de desembolso feita pela Administração, revisada tempestivamente com base em subsídios recebidos dos assessores legais, sendo ajustadas ao valor do depósito de execução quando estes são exigidos. As provisões trabalhistas são ações movidas principalmente pelos sindicatos e ex-empregados pleiteando direitos trabalhistas que entendem devidos, em especial ao pagamento de horas extras e outros direitos trabalhistas. Da provisão mencionada, está depositado judicialmente o montante de R$ mil (Consolidado - R$ mil). Adicionalmente, o valor de R$ mil (Consolidado - R$ mil) foi exigido para os recursos processuais. Existem causas trabalhistas que, de acordo com a sua natureza, são consideradas como de perda possível, no montante aproximado de R$ mil (Consolidado R$ mil). Nas causas trabalhistas que possuem pedidos considerados de perda provável e já provisionados, existem também pedidos na mesma ação que são considerados como de perda possível, no montante de R$ mil (Consolidado R$ mil). De acordo com as práticas contábeis, não foi registrada provisão para contingências. d. Provisões para Riscos Cíveis - Constituídas, quando da notificação judicial, e ajustadas mensalmente, pelo valor indenizatório pretendido, nas provas apresentadas e na avaliação de assessores jurídicos que considera jurisprudência, subsídios fáticos levantados, provas produzidas nos autos e as decisões judiciais que vierem a ser proferidas na ação, quanto ao grau de risco de perda da ação judicial. As provisões cíveis, ações de caráter indenizatório, referem-se à indenização por dano material e/ou moral, referentes à relação de consumo, versando, principalmente, sobre questões atinentes a cartões de crédito, crédito direto ao consumidor, contas correntes, cobrança e empréstimos. Existem ainda R$ mil (Consolidado R$ mil) relativos a processos movidos por terceiros contra a Instituição que a assessoria jurídica classifica como de perdas possíveis, e, portanto não foram provisionadas. e. Provisões para Riscos Fiscais e Previdenciários - Referem-se basicamente a exigíveis relativos a tributos cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação administrativa ou judicial, cuja probabilidade de perda é, considerada provável, e estão constituídas pelo valor integral em discussão. Para causas que possuem os respectivos depósitos em garantia, os valores envolvidos não se encontram atualizados, exceto quando da expedição do alvará de levantamento, em função da ação julgada favorável. A principal causa de natureza fiscal se refere ao Imposto de Renda e Contribuição Social sobre a dedução da despesa oriunda da quitação do déficit atuarial junto à Fundação Banrisul de Seguridade Social, questionada pela Secretaria da Receita Federal para o período de 1998 a 2005 no montante de R$ mil. O Banrisul, através de seus assessores jurídicos, vem discutindo judicialmente o assunto e, registrou provisão para contingências no valor estimado da perda. Os passivos contingentes avaliados como de perdas possíveis são divulgados, e aqueles não mensuráveis com suficiente segurança ou avaliados como de perdas remotas não são provisionados e/ou divulgados. Existem ainda contingências fiscais que, de acordo com a sua natureza, são consideradas como de perda possível, no montante de R$ mil (Consolidado R$ mil). De acordo com as práticas contábeis não foi registrada provisão para contingências. f. Obrigações Legais, Fiscais e Previdenciárias São registradas como exigíveis independentemente da avaliação quanto a probabilidade de perda. OUTROS ATIVOS E PASSIVOS CIRCULANTES E A LONGO PRAZO São demonstrados pelos valores de realização e/ou exigibilidade, incluindo os rendimentos e encargos incorridos até a data do balanço, calculados pro rata die e, quando aplicável, o efeito dos ajustes para reduzir o custo de ativos ao seu valor de mercado ou de realização. Os saldos realizáveis e exigíveis em até doze meses são classificados no ativo e passivo circulantes, respectivamente. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL São computados pela aplicação das alíquotas vigentes de 15% para Contribuição Social (9% para empresas não financeiras) e de 15% (mais adicional de 10% conforme a legislação) para Imposto de Renda sobre o lucro tributável apurado no exercício, ajustado por diferenças permanentes. O imposto de renda e a contribuição social diferidos foram calculados com base nas alíquotas vigentes na data das demonstrações financeiras, sobre as diferenças temporárias, e registrados na rubrica Outros Créditos, em contrapartida do Resultado do Exercício. A realização destes créditos tributários ocorrerá quando da realização das diferenças temporárias e respectivas provisões constituídas. OBRIGAÇÕES COM BENEFÍCIOS DE LONGO PRAZO PÓS-EMPREGO A EMPREGADOS a. Obrigações de Aposentadoria - o Banrisul é patrocinador da FBSS - Fundação Banrisul de Seguridade Social e da Cabergs Caixa de Assistência dos Empregados do Banco do Estado do Rio Grande do Sul que, respectivamente, 4 PÁGINA: 143 de 285

150 Políticas contábeis críticas asseguram a complementação dos benefícios de aposentadoria e assistência médica a seus funcionários. b. Planos de Previdência - o Banrisul é patrocinador de planos dos tipos benefício definido e de contribuição variável. Um plano de benefício definido é diferente de um plano de contribuição definida. Em geral, os planos de benefício definido estabelecem um valor de benefício de aposentadoria que um empregado receberá em sua aposentadoria, normalmente dependente de um ou mais fatores, como idade, tempo de serviço e remuneração. O passivo reconhecido no balanço patrimonial com relação aos planos de pensão de benefício definido é o valor presente da obrigação de benefício definido na data do balanço, menos o valor justo dos ativos do plano. A obrigação de benefício definido é calculada anualmente por atuários independentes, usando o método da unidade de crédito projetada. O valor presente da obrigação de benefício definido é determinado mediante o desconto das saídas futuras estimadas de caixa, usando taxas de juros condizentes com os rendimentos de mercado, as quais são denominadas na moeda em que os benefícios serão pagos e que tenham prazos de vencimento próximos daqueles da respectiva obrigação do plano de pensão. A avaliação atuarial é elaborada com base em premissas e projeções de taxas de juros, inflação, aumentos dos benefícios, expectativa de vida, efeito de qualquer limite sobre a parcela do empregador no custo dos benefícios futuros, contribuições de empregados ou de terceiros que reduzam o custo final desses benefícios para a entidade, etc. A avaliação atuarial e suas premissas e projeções são atualizadas em bases anuais, ao final de cada exercício. Os ganhos e perdas atuariais decorrentes de ajuste pela experiência e nas mudanças das premissas atuariais são registrados diretamente no patrimônio líquido, como outros resultados abrangentes, quando ocorrerem. O custeio dos benefícios concedidos pelos planos de benefícios definidos é estabelecido separadamente para cada plano, utilizando o Método do Crédito Unitário Projetado. Os custos de serviços passados, quando ocorrem, são reconhecidos imediatamente no Patrimônio Líquido em Ajustes de Avaliação Patrimonial. Os planos de contribuição variável abrangem benefícios com características de contribuição definida, que são a aposentadoria normal, a aposentadoria antecipada e o auxílio funeral, além de benefícios com características de benefício definido, que são aposentadoria por invalidez, benefício proporcional, auxílio doença, abono anual, benefício mínimo e pensão por morte. c. Planos de Saúde - são benefícios assegurados pela Caixa de Assistência dos Empregados do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Cabergs), que oferecem benefícios de assistência médica em geral e cujo custeio é estabelecido por meio de convênio de adesão. O Banco oferece ainda benefício de assistência médica pósaposentadoria a seus empregados. Os custos esperados desses benefícios são acumulados durante o período de emprego, usando a mesma metodologia contábil usada para os planos de pensão de benefício definido. Os ganhos e perdas atuariais decorrentes de ajustes com base na experiência e mudanças das premissas atuariais são debitados ou creditados ao patrimônio líquido, em outros componentes do resultado abrangente. Essas obrigações são avaliadas, anualmente, por atuários independentes qualificados. Os ativos do plano são mantidos pela Entidade Fechada de Previdência Complementar e de Plano de Saúde - Cabergs. Os ativos do plano não estão disponíveis aos credores do Banrisul e não podem ser pagos diretamente a ele. O valor justo baseia-se em informações sobre preço de mercado e, no caso de títulos cotados, nas cotações existentes no mercado. O valor de qualquer ativo de benefício definido reconhecido é limitado à soma de qualquer custo de serviço passado ainda não reconhecido e ao valor presente de qualquer benefício econômico disponível na forma de reduções nas contribuições patronais futuras ao plano. d. Prêmio Aposentadoria - para os empregados que se aposentam, é concedido um prêmio aposentadoria, proporcional à remuneração mensal fixa do funcionário, vigente na época da aposentadoria. Adicionalmente, o resultado da avaliação atuarial pode gerar um ativo a ser reconhecido. Esse ativo é registrado pela Instituição somente quando: o o o ela controla um recurso, que é a capacidade de utilizar o excedente para gerar benefícios futuros; esse controle é o resultado de acontecimentos passados (contribuições pagas pela Instituição e serviço prestado pelo funcionário); e estão disponíveis benefícios econômicos futuros para a Instituição na forma de redução em contribuições futuras ou de restituição de dinheiro, seja diretamente para a Instituição, seja indiretamente para compensar a insuficiência de outro plano de benefício pós-emprego (obedecida a legislação pertinente). Os compromissos com esses três tipos de benefícios pós-emprego são avaliados e revisados anualmente por atuários independentes e qualificados. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Para fins de demonstrações dos fluxos de caixa (conforme disposto na Resolução - CMN n 3.604/08), caixa e equivalentes de caixa correspondem aos saldos de disponibilidades e aplicações interfinanceiras de liquidez imediatamente conversíveis, ou com prazo de vencimento original igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança em seu valor justo. 5 PÁGINA: 144 de 285

151 Políticas contábeis críticas LUCRO POR AÇÃO A Instituição efetua os cálculos do lucro por Lote de mil ações, utilizando o número médio ponderado de ações ordinárias e preferenciais totais em circulação, durante o período correspondente ao resultado. A divulgação do lucro por ação é efetuada de acordo com os critérios definidos na Deliberação CVM n 636/ PÁGINA: 145 de 285

152 Controles internos relativos à elaboração das demonstrações financeiras - Grau de eficiência e deficiência e recomendações presentes no relatório do auditor 10.6 CONTROLES INTERNOS ADOTADOS PARA ASSEGURAR A ELABORAÇÃO DE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONFIÁVEIS: A instituição, alinhada aos objetivos estabelecidos pela Política de Controles Internos, segue o Programa de Compliance que tem como objetivo certificar que suas atividades sejam conduzidas em um ambiente de controle adequado à legislação vigente e em consonância com as boas práticas bancárias. Os procedimentos de Compliance adotados abrangem políticas e regras que são amplamente divulgadas, contribuindo para a disseminação da cultura de controles, monitoramento, análise da eficácia e efetividade dos controles internos nos diversos processos do Banco, auxiliando na mitigação dos riscos legal e de imagem e no fortalecimento do ambiente de controles da instituição. As atividades voltadas aos controles junto às diversas unidades do Banco, tais como, acompanhamento de legislações externas e atendimento aos órgãos reguladores, buscam assegurar que as estratégias de negócio estejam em conformidade com os itens requeridos e com as regulamentações emitidas pelas entidades fiscalizadoras, obedecendo aos respectivos prazos estabelecidos para atendimento. Da mesma forma, para os casos de tratamento de reclamações e denúncias registradas pelos clientes junto ao Sistema Financeiro Nacional RDR, são demandadas ações para as adequações necessárias e orientações à rede de agências e órgãos da direção-geral. O Banrisul, baseado na sua política institucional de prevenção à lavagem de dinheiro, adota processos e sistemas específicos para identificação e acompanhamento das atividades de seus clientes, mantendo equipe exclusiva dedicada à execução de atividades com foco na prevenção à lavagem de dinheiro, na revisão da legislação e no desenvolvimento de programas de treinamento para todo o quadro de colaboradores. Todas essas ações têm por objetivo assegurar que as atividades sejam conduzidas em um ambiente de controles adequados à prevenção de riscos relacionados ao crime de lavagem de dinheiro, legislação e normativos vigentes. Alinhada à política de Prevenção à Lavagem e Dinheiro foi estabelecida a política Conheça seu Cliente e Suas Atividades, que define regras e procedimentos para auxiliar na identificação e melhor conhecimento sobre o perfil dos clientes e a origem dos seus recursos financeiros, visando reduzir assim os riscos de a instituição ser utilizada para legitimar recursos oriundos de atividades ilícitas. Da mesma forma, a política Conheça seu Colaborador, estabelece, indistintamente, a todos os níveis hierárquicos da organização, a responsabilidade pela observância e cumprimento das diretrizes contra a corrupção e a lavagem de dinheiro, bem como o dever de promover os valores éticos, preservando assim, a imagem e reputação da organização. A. GRAU DE EFICIÊNCIA DE TAIS CONTROLES, INDICANDO EVENTUAIS IMPERFEIÇÕES E PROVIDÊNCIAS ADOTADAS PARA CORRIGI-LAS Na avaliação da administração, os controles internos que adotamos permitem assegurar a elaboração de demonstrações financeiras confiáveis, e estão em linha com práticas similares adotadas no mercado bancário brasileiro. B. DEFICIÊNCIAS E RECOMENDAÇÕES SOBRE OS CONTROLES INTERNOS PRESENTES NO RELATÓRIO DO AUDITOR INDEPENDENTE De acordo com a Resolução 3.198, de 27 de maio de 2004, do Conselho Monetário Nacional, os auditores independentes devem elaborar, como resultado do trabalho de auditoria realizado, relatório de avaliação da qualidade e adequação do sistema de controles internos, inclusive sistemas de processamento eletrônico de dados e de gerenciamento de riscos, evidenciando as deficiências identificadas. No último exercício, não houve nenhum apontamento relevante identificado no relatório dos auditores independentes. PÁGINA: 146 de 285

153 Destinação de recursos de ofertas públicas de distribuição e eventuais desvios 10.7 COMENTÁRIOS DOS DIRETORES CASO A COMPANHIA JÁ TENHA FEITO OFERTA PÚBLICA A. COMO OS RECURSOS RESULTANTES DA OFERTA FORAM UTILIZADOS No início de 2012, o Banrisul estreou no mercado externo de títulos de dívida subordinada, efetivando uma captação de US$500 milhões, pelo prazo de 10 anos, cupom de juros de 7,375% aa. e rendimento efetivo de 7,50% aa. Ao final de 2012, por meio da reabertura da emissão de notas subordinadas realizada em janeiro do respectivo ano, a Instituição realizou a segunda captação no valor de US$275 milhões, pelo prazo de 10 anos, cupom de juros de 7,375% aa. e rendimento efetivo de 5,95% aa. Ambas captações foram consideradas pelo Banco Central elegíveis como capital nível II, na categoria de dívida subordinada, na forma da Resolução nº3.444, de Os valores captados representam possibilidade de concessão de crédito ampliada e fortalecem o capital de nível II, favorecendo o crescimento sustentado dos negócios. B. SE HOUVE DESVIOS RELEVANTES ENTRE A APLICAÇÃO EFETIVA DOS RECURSOS E AS PROPOSTAS DE APLICAÇÃO DIVULGADAS NOS PROSPECTOS DA RESPECTIVA DISTRIBUIÇÃO Não houve desvios entre a aplicação dos recursos e as propostas de aplicação descritas nos prospectos. C. CASO TENHA HAVIDO DESVIOS, AS RAZÕES PARA TAIS DESVIOS Não houve desvios entre a aplicação dos recursos e as propostas de aplicação descritas nos prospectos. PÁGINA: 147 de 285

154 Itens relevantes não evidenciados nas demonstrações financeiras 10.8 DESCRIÇÃO PELOS DIRETORES DOS ITENS RELEVANTES NÃO EVIDENCIADOS NAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DA COMPANHIA A. OS ATIVOS E PASSIVOS DETIDOS PELA COMPANHIA, DIRETA OU INDIRETAMENTE, QUE NÃO APARECEM NO SEU BALANÇO PATRIMONIAL (OFF-BALANCE SHEET ITEMS) Depósitos Judiciais Em 22 de abril de 2004, foi sancionada a Lei Estadual n , alterada pela Lei n de 29 de agosto de 2006, mediante a qual o Banrisul, quando solicitado, deverá disponibilizar ao Estado do Rio Grande do Sul até 85% dos depósitos judiciais efetuados por terceiros junto ao Banrisul (excetuando-se aqueles cuja parte litigante seja município). A parcela não disponibilizada deverá constituir fundo de reserva destinado a garantir a restituição dos referidos depósitos judiciais. Em 31 de dezembro de 2013, o montante de depósitos judiciais efetuados por terceiros no Banrisul, atualizado pela variação da TR acrescida de juros de 6,17% a.a. até a data do balanço totalizava R$ mil ( R$ mil), do qual R$ mil ( R$ mil) foi transferido para o Estado, mediante sua solicitação, e baixado das respectivas contas patrimoniais. O saldo remanescente, que constitui a disponibilidade do fundo anteriormente mencionado, administrado pelo Banrisul, está registrado na rubrica Obrigações para Fundos Financeiros e de Desenvolvimento. Avais e Fianças Avais e fianças prestados a clientes montam R$ mil ( R$ mil), estão sujeitos a encargos financeiros e contam com garantias dos beneficiários. Custódia de Títulos e Coobrigações em Crédito de Importação, Exportação e Cessões de Crédito O Banrisul é responsável pela custódia de mil títulos de clientes ( mil). O Banrisul possui créditos abertos para importação e créditos de exportação confirmados no valor de R$ mil ( R$ mil) e coobrigações em cessões de crédito no valor de R$ mil (2012 R$ mil). Administração de Recursos de Terceiros O Banrisul é administrador de diversos Fundos e Carteiras, que apresentaram os seguintes patrimônios líquidos: R$ milhões Fundos de Investimentos* Fundos de Investimento em Cotas de Fundos de Investimentos Fundos de Ações Fundos de Aposentadoria Programada Individual Fundo para Garantia de Liquidez dos Títulos da Dívida Pública do Estado do Rio Grande do Sul Carteiras Administradas Clubes de Investimentos Total * As carteiras dos fundos de investimentos são compostas principalmente por títulos de renda fixa e de renda variável, e seus valores de patrimônio líquido encontram-se justados pelas respectivas marcações a mercado na data-base. O Banrisul é administrador de diversos Fundos e Carteiras Administradas, que são compostas principalmente por títulos de renda fixa e de renda variável. O Administrador foi responsável pela realização, como contraparte, das operações compromissadas dos Fundos que tiveram como lastro títulos públicos federais. Essas operações apresentaram no período um volume médio diário de R$ mil, que representou 24,2% sobre o Patrimônio Líquido médio dos fundos. Estas operações foram realizadas em condições de mercado no que se relaciona a prazos e taxas praticadas. A Banrisul S.A. Corretora de Valores Mobiliários e Câmbio foi responsável pela realização, como contraparte, das operações de compra e venda de ações dos Fundos de Ações administrados pelo Banrisul realizadas no exercício. Essas operações apresentaram um volume de R$ mil, que representou 118,6% sobre o Patrimônio Líquido médio dos Fundos de Ações no mesmo período e foram realizadas a preço de mercado por meio de pregão eletrônico da PÁGINA: 148 de 285

155 Itens relevantes não evidenciados nas demonstrações financeiras BM&FBovespa. Estas operações incorreram em uma corretagem de R$105 mil. Administração de Consórcios A Banrisul Consórcios é responsável pela administração de 178 grupos de consórcios distribuídos dentre imóveis, motos, veículos e tratores. A Empresa, no término de 2013, registrou base de clientes ativos de consorciados, totalizando R$1 bilhão em volume de cartas de crédito. Ocorreram 6 mil contemplações, colocando à disposição volume de crédito de R$200 milhões para aquisição de bens de consumo. O lucro líquido registrado atingiu R$17 milhões. Aluguel de Imóveis O Banrisul aluga imóveis, principalmente utilizados para instalação de agências, com base em contrato padrão, o qual pode ser cancelado por sua vontade e inclui o direito de opção de renovação e cláusulas de reajuste. O total dos pagamentos mínimos futuros dos aluguéis contratados não canceláveis em 31 de dezembro de 2013 é de R$ mil, sendo R$ mil com vencimento até um ano, R$ mil de um a cinco anos e R$ mil acima de cinco anos. Os pagamentos de aluguéis reconhecidos como despesas no exercício totalizaram R$ mil. B. OUTROS ITENS NÃO EVIDENCIADOS NAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Não existem outros itens relevantes não evidenciados nas demonstrações financeiras da Companhia. 2 PÁGINA: 149 de 285

156 Comentários sobre itens não evidenciados nas demonstrações financeiras 10.9 COMENTÁRIOS DOS DIRETORES EM RELAÇÃO A CADA UM DOS ITENS NÃO EVIDENCIADOS NAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDICADOS NO ITEM 10.8 Abaixo, alguns comentários adicionais a cada um dos itens evidenciados no item Depósitos Judiciais Em abril de 2013, parte do valor dos depósitos judiciais foi transferido ao Estado, mediante sua solicitação e conforme previsto na Lei , que possibilita a utilização dos depósitos judiciais efetuados por terceiros, exceto aqueles cuja parte litigante é o Município, até o limite de 85% do saldo. Avais e Fianças Os avais e fianças são prestados a organizações avaliadas como de baixo risco pela Instituição e não houve registro, em 2012 e 2013, da necessidade do Banco em honrar os avais e fianças prestados. A prestação de avais e fianças gera receitas para a Instituição, decorrentes dos encargos cobrados. Não visualizamos impacto sobre o resultado decorrente dessas operações. Custódia de Títulos e Coobrigações em Crédito de Importação, Exportação e Cessões de Crédito O montante informado no item 10.8, de custódia de clientes, refere-se principalmente a depósitos em cheques. Os créditos abertos para importação e créditos de exportação confirmados, citados no item 10.8, referem-se a operações à vista e a prazo. Administração de Recursos de Terceiros Os recursos de terceiros representavam 17,5% do montante captado e administrado pela Instituição em dezembro de 2013, 20,2% em dezembro de 2012 e 19,5% em dezembro de A administração de recursos de terceiros gerou receita de R$71 milhões ao Banrisul, no ano de 2013, frente a renda gerada de R$68 milhões em dezembro de 2012 e de 64 milhões em dezembro de A receita representava, em dezembro de 2013, 33,9% do total de receitas geradas decorrentes da prestação de serviços da Instituição, frente à representatividade de 34,6% em dezembro de 2012 e 41,7% em dezembro de Administração de Consórcios As rendas decorrentes das taxas de administração de consórcios apresentaram crescimento nos últimos três anos, alcançando R$29 milhões em dezembro de 2013, R$22 milhões em dezembro de 2012 e R$16 milhões em dezembro de 2011, e representavam 13,6% das receitas geradas por prestação de serviços em 2012, 11,1% em 2012 e 10,2% em Aluguel de Imóveis No ano de 2013, os gastos com aluguéis apresentaram crescimento de 17,1% em relação a dezembro de 2012, e de 9,8% entre os períodos dezembro/12 vs dezembro/11. As evoluções decorrem, principalmente, da execução da estratégia de expansão dos pontos de atendimento, e a expectativa é de que as despesas apresentem manutenção nos próximos anos, com reajustes em linha com os do mercado. PÁGINA: 150 de 285

157 Plano de negócios PRINCIPAIS ELEMENTOS DO PLANO DE NEGÓCIOS DA COMPANHIA: A. INVESTIMENTOS Os investimentos em modernização tecnológica e na expansão, reformas e revitalização da rede de agências concentraram-se, no ano de 2013, na ampliação da capacidade de processamento para sustentar o crescimento dos negócios, na conclusão da implantação dos requisitos de segurança do projeto de adquirência da Rede Banricompras, no aprimoramento de controles de acesso e melhorias de segurança dos ambientes tecnológicos e na disponibilidade de rede como diferencial de atendimento. Em 2013, foram aplicados R$300 milhões na expansão e modernização tecnológica, reformas e ampliações de agências. Expansão/Modernização Tecnológica A Instituição aplicou o equivalente a R$250 milhões em modernização tecnológica no ano de Os investimentos em TI objetivam viabilizar a estratégia de eficiência operacional, seja na infraestrutura de comunicação e de processamento de dados, melhoria contínua dos mecanismos de segurança, bem como de performance no acesso aos diferentes canais de atendimento. As iniciativas relacionadas à infraestrutura de TI, executadas em 2013, focaram, sobretudo, a implantação de mecanismos que garantam ao Banrisul disponibilidade de comunicação, capacidade de armazenamento de dados e aumento da capacidade de processamento. No que se refere às funcionalidades dos sistemas corporativos, as principais ações envolveram a disponibilização de soluções de acesso aos canais e atendimento M-Banking e Rede de Correspondentes do Banrisul, a implementação de sistema de gerenciamento de processos de negócios e melhorias da operacionalidade de fechamento das agências da rede. No quesito segurança, os reconhecimentos nacional e internacional concedidos à Instituição caracterizam o nível de resultados alcançados no ano: primeiro banco do Brasil a ter a homologação do Cartão Múltiplo junto ao Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) para emissão de certificados digitais da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileiras (ICP Brasil); certificação PCI-DSS (Payment Card Industry - Data Security Standards) pela implementação de sistemática de criptografia na Rede de Adquirência Banricompras. Revitalização da Rede de Atendimento O Banrisul investiu, em 2013, o equivalente a R$50 milhões em reformas e ampliações da rede, incluindo renovação dos ambientes e novas instalações, com estruturas mais amplas e modernas e dentro dos padrões de acessibilidade. A rede da Instituição abrange 98,4% da população do Rio Grande do Sul, além de prestar atendimento em diversos outros estados do País, especialmente em Santa Catarina e Paraná. No ano de 2013, a Rede de Atendimento Banrisul atingiu pontos, distribuídos em 512 agências, das quais 470 no Rio Grande do Sul, 27 em Santa Catarina, 13 nos demais estados brasileiros, 2 no exterior, 216 Postos de Atendimento Bancário e 595 Pontos de Atendimento Eletrônico. Ao longo do ano, foram efetivadas 19 aberturas de agências e 25 transformações de postos em agências. No ano, o Banrisul inovou em termos de pontos de atendimento, mediante a disponibilização de Espaço Afinidade, com foco em relacionamento e negócios diferenciados. O projeto de expansão da rede de agências prevê a remodelação de 45 casas para B. AQUISIÇÕES JÁ DIVULGADAS DE PLANTAS, EQUIPAMENTOS, PATENTES OU OUTROS ATIVOS QUE DEVAM INFLUENCIAR MATERIALMENTE A CAPACIDADE PRODUTIVA DA COMPANHIA Adquirida em março de 2012, a promotora de vendas, cuja rede de lojas de comercialização de crédito consignado denomina-se Bem-Vindo Banrisul Serviços Financeiros, é especializada na distribuição de crédito consignado, está presente em cinco regiões brasileiras e representa oportunidade para o Banco de expansão da originação de crédito fora do Estado do Rio Grande do Sul. A inserção em outros mercados compõe a estratégia de crescimento e desconcentração geográfica do Banco. No final de 2013, o saldo de operações originadas através da Rede Bem-Vindo alcançou R$2.449 milhões. O lucro líquido alcançado em 2013 foi de R$4 milhões. C. NOVOS PRODUTOS E SERVIÇOS, INDICANDO: (I) DESCRIÇÃO DAS PESQUISAS EM ANDAMENTO JÁ DIVULGADAS; (II) MONTANTES TOTAIS GASTOS PELA COMPANHIA EM PESQUISAS PARA DESENVOLVIMENTO DE NOVOS PRODUTOS OU SERVIÇOS; (III) PROJETOS EM DESENVOLVIMENTO JÁ DIVULGADOS; E (IV) MONTANTES TOTAIS GASTOS PELA COMPANHIA NO DESENVOLVIMENTO DE NOVOS PRODUTOS OU SERVIÇOS Em relação a pesquisa e desenvolvimento de novos produtos ou melhoria de existentes, o Banrisul vem realizando vários projetos visando incorporar inovações tecnológicas nos mesmos. No ano de 2013 tivemos um total de 271 projetos de TI relacionados a questão, totalizando um investimento de aproximadamente 15,5 milhões de reais, levando em conta somente o valor de mão-de-obra de trabalho de pesquisa e desenvolvimento. Dentre os temas que o Banrisul vem investindo estão: mobile banking, internet banking, eficiência de Data Center, tecnologias envolvendo questão de segurança bancária, etc. PÁGINA: 151 de 285

158 Outros fatores com influência relevante COMENTÁRIOS SOBRE OUTROS FATORES QUE INFLUENCIARAM DE MANEIRA RELEVANTE O DESEMPENHO OPERACIONAL E QUE NÃO TENHAM SIDO IDENTIFICADOS OU COMENTADOS NOS DEMAIS ITENS DESTA SEÇÃO Não existem outros fatores que influenciaram de maneira relevante o desempenho operacional da Companhia e que não tenham sido identificados ou comentados nos demais itens desta seção 10. PÁGINA: 152 de 285

159 Projeções divulgadas e premissas 11. Projeções As palavras acredita, pode, poderá, deverá, visa, estima, continua, antecipa, pretende, espera, potencial e outras palavras similares contidas nessa seção têm por objetivo identificar estimativas e perspectivas para o futuro. As projeções e perspectivas para o futuro incluem informações atinentes a resultados, estratégia, planos de financiamentos, posição concorrencial, ambiente do setor, oportunidades de crescimento potenciais, os efeitos de regulamentação futura e os efeitos da concorrência. Tais projeções e perspectivas para o futuro referem-se apenas à data em que foram expressas. Dados os riscos e incertezas aqui descritos, as projeções podem não vir a se concretizar e não consistem, portanto, em garantia de um desempenho futuro. Ainda, os resultados futuros e o desempenho da Instituição podem diferir substancialmente daqueles previstos em suas estimativas em razão, inclusive, mas não se limitando, aos fatores de risco mencionados neste Formulário de Referência, muitos dos quais estão além da capacidade de controle ou previsão por parte do Banco. Adicionalmente, tais estimativas baseiam-se em premissas que podem não se concretizar. Tendo em vista estas incertezas e limitações, os investidores não devem tomar suas decisões de investimento exclusivamente com base nas estimativas e perspectivas para o futuro contidas neste Formulário de Referência As projeções devem identificar: a. objeto da projeção Temos divulgado ao mercado, desde 2008, as seguintes estimativas de crescimento: Crédito: percentual de crescimento esperado no ano das carteiras de crédito total, de crédito comercial pessoa física e jurídica e imobiliário. Níveis de provisionamento da carteira de crédito: percentual esperado da despesa de provisão de créditos em relação ao saldo médio da carteira e do saldo de provisão de créditos em relação ao saldo da carteira no final do período. Captação: percentual de crescimento esperado no ano na captação total e nos depósitos a prazo. Rentabilidade: percentual esperado da divisão do lucro líquido do período pelo patrimônio líquido médio. Eficiência: percentual esperado da soma das despesas de pessoal e outras despesas administrativas, dividida pela margem financeira líquida somada às rendas de prestação de serviços e a outras receitas operacionais, descontadas de outras despesas operacionais, acumulado em doze meses. Margem: percentual esperado da divisão da margem financeira líquida (resultado bruto da intermediação financeira somado às despesas de provisão) pelos ativos rentáveis médios. b. período projetado e o prazo de validade da projeção As projeções indicam valores esperados para o ano corrente. Na divulgação de resultados de cada exercício (último trimestre de cada ano) são divulgados os indicadores esperados para o exercício seguinte. O prazo de validade das projeções é o ano corrente. As projeções revisadas são divulgadas trimestralmente. c. premissas da projeção, com a indicação de quais podem ser influenciadas pela administração do emissor e quais escapam ao seu controle Entre as premissas que escapam do controle do emissor, citam-se aquelas de ordem macroeconômica: taxa básica de juros (Selic), TJLP, TR, índices de preços, variação cambial e níveis de inadimplência, variáveis cujo comportamento independem da interferência do emissor, mas cuja evolução prospectiva é avaliada no Banco mediante estudos de tendência desenvolvidos por área técnica especializada da Instituição, com apoio de consultoria externa. São premissas influenciadas pela ação do emissor: volumes patrimoniais (crescimentos), preços de ativos e passivos (taxas), spreads, níveis de inadimplência (limites máximos em relação à carteira), gestão de receitas e despesas, variáveis cuja evolução está sujeita à gestão do Banco. Constituem também pressupostos utilizados nas projeções volumes e/ou despesas estimados para a expansão e/ou modernização tecnológica, reformas e ampliações, bem como expansão da rede de distribuição (orçamento de capital investimentos fixos). PÁGINA: 153 de 285

160 Projeções divulgadas e premissas d. Valores dos indicadores que são objeto da previsão Previsao e Revisão Perspectivas Banrisul Ano 2014 Projetado 2014 Revisado 1S14 Carteira de Crédito Total 12% a 16% 10% a 14% Crédito Comercial Pessoa Física 12% a 16% 12% a 16% Crédito Comercial Pessoa Jurídica 10% a 14% 6% a 9% Crédito Imobiliário 9% a 13% 9% a 13% Despesa Provisão Crédito/Carteira Crédito 3% a 4% 2,5% a 3,5% Saldo de Provisão sobre a Carteira de Crédito 6% a 8% 6% a 7% Captação Total 12% a 17% 10% a 14% Rentabilidade Recorrente sobre o Patrimônio Líquido Médio 14% a 18% 13% a 16% Índice de Eficiência 48% a 53% 53% a 58% Margem Financeira sobre Ativos Rentáveis 7% a 8,5% 7% a 8% Divulgado no 4T13 e mantido no 1T14. 2 PÁGINA: 154 de 285

161 Acompanhamento e alterações das projeções divulgadas Na hipótese de o emissor ter divulgado, durante os 3 últimos exercícios sociais, projeções sobre a evolução de seus indicadores: a. informar quais estão sendo substituídas por novas projeções incluídas no formulário e quais delas estão sendo repetidas no formulário As metas de negócios e de indicadores de desempenho esperados para 2014 divulgadas com o balanço anual de 2013 e mantidas na publicação das demonstrações financeiras do primeiro trimestre de 2014 foram revisadas. O desempenho recente é indicativo de ritmo de crescimento no crédito mais modesto, especialmente no segmento empresarial, ainda que a evolução observada no segundo trimestre do ano, favorecida pela sazonalidade, tenha sido superior a registrada no primeiro trimestre. Para a meta de captação de recursos, optou-se por mantê-la agregada, uma vez que instrumentos alternativos, como a captação em letras financeiras, tem sido objeto de foco relativizando a preponderância da captação de depósitos a prazo. Os intervalos previstos para os indicadores de retorno sobre patrimônio líquido e ativos médios, calculados com base no resultado recorrente, bem como os indicadores de provisionamento de perdas com crédito e de margem sobre ativos rentáveis, sofreram alterações, face à tendência de desaceleração de receitas, decorrente da relativa estabilização de taxas praticadas, com consequente redução de spreads, num ambiente de elevação da taxa básica de juros e de melhoria da qualidade da carteira de crédito. No que se refere à eficiência, o momento ainda é de acomodação de despesas correntes como desdobramento da execução da estratégia de crescimento do Banco e de tratamento de questões estruturais. b. quanto às projeções relativas a períodos já transcorridos, comparar os dados projetados com o efetivo desempenho dos indicadores, indicando com clareza as razões que levaram a desvios nas projeções. Guidance 2013 Perspectivas Banrisul Ano 2013 Divulgado 2013 Carteira de Crédito Total 10,2% 11% a 16% Crédito Comercial Pessoa Física 7,2% 12% a 17% Crédito Comercial Pessoa Jurídica 2,0% 4% a 8% Crédito Imobiliário 20,7% 15% a 20% Despesa Provisão Crédito / Carteira Crédito 2,6% 3% a 4% Saldo de Provisão / Carteira de Crédito 6,0% 6% a 8% Captação Total 20,0% 13% a 18% Depósitos a Prazo 16,5% 18% a 23% Rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido Médio 16,2% 15% a 19% Índice de Eficiência 52,9% 47% a 51% Margem Financeira Líquida sobre Ativos Rentáveis 7,8% 8% a 9% Carteira de Crédito A carteira de crédito total, no conceito ampliado, ou seja, incluídas as garantias prestadas, registrou crescimento de 10,2%. O saldo de operações de crédito apresentou incremento de 9,6% nos últimos doze meses, abaixo do piso do Guidance, estabelecido em 11%. O crescimento do crédito, especialmente no segmento empresarial, desacelerou em 2013, sobretudo no segundo semestre, afetado pelo impacto da greve dos bancários e também pela migração de parte das operações de antecipação de recebíveis para a Banrisul Cartões. PÁGINA: 155 de 285

162 Acompanhamento e alterações das projeções divulgadas As operações de crédito comercial apresentaram moderado ritmo de crescimento, face à desaceleração da compra de créditos consignados, no segmento de pessoa física, e à baixa de operações inadimplentes da carteira de corporativos, além da migração (R$116,5 milhões) de operações de antecipação de recebíveis para a nova empresa. A carteira de crédito imobiliário alcançou saldo de R$2.711 milhões ao final de dezembro de 2013, com incremento de 20,7% ou R$465 milhões em relação ao ano anterior. O desempenho foi influenciado pela manutenção de diversos convênios, programas para concessão de crédito para servidores estaduais, participações em eventos do setor, além da ampliação do prazo dos financiamentos residenciais para 35 anos, com possibilidade de financiamento de até 90% do valor do imóvel. No montante de crédito imobiliário está incluído o valor de R$84 milhões referentes à operação de cessão de crédito imobiliário com coobrigação. Qualidade da Carteira O fluxo e o estoque de provisões em proporção da carteira de crédito ficaram abaixo do intervalo de projeção previsto para O estoque de provisões para perdas com operações de crédito somou R$ milhões no último mês de 2013, representando 6,0% da carteira de crédito consolidada, apresentando redução de 0,5 pp. frente ao índice de dezembro de As despesas de provisão para operações de crédito somaram, nos doze meses de 2013, R$661 milhões. O fluxo de despesas de provisão registrou redução de 22,5% ou R$191 milhões, em relação ao ano anterior. A diminuição das despesas de provisão para operações de crédito, nos doze meses, decorreu da implantação do novo sistema de rating cliente, com reflexos em melhorias no compliance. Funding Os recursos captados e administrados alcançaram R$ milhões ao final de dezembro de 2013, saldo 20,0% ou R$7.062 milhões acima do registrado no mesmo mês do ano anterior, crescimento explicado principalmente pela expansão do saldo de depósitos. Contudo, a captação de depósitos a prazo apresentou incremento de 16,5% em 2013, abaixo do piso do Guidance estabelecido em 18%. A exitosa captação de letras financeiras em agosto de 2013 amenizou a política de captação preponderantemente focada em depósitos a prazo. Por outro lado, a greve dos bancários em setembro e outubro de 2013 afetou o volume de recursos esperado. Indicadores de Rentabilidade, Eficiência e Margem A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio atingiu 16,2% em 2013, em linha com a expectativa divulgada ao mercado, com redução de 1,9 pp. no ano, influenciado pela reversão de trajetória da Taxa Selic e pela estabilidade das taxas médias do crédito, implicando em redução de spreads, além do efeito favorável da ampliação das receitas de outros serviços e do consequente aumento de despesas administrativas associado à expansão de negócios. O resultado de R$792 milhões em 2013 retrata, na comparação com o ano anterior, a desaceleração das receitas e o aumento das despesas com juros, a elevação das despesas administrativas, a ampliação das receitas de serviços e tarifas bancárias e a performance favorável de outras receitas e outras despesas operacionais. O índice de eficiência atingiu, em dezembro de 2013, 52,9%, 5,4 pp. superior ao indicador de dezembro de 2012, acima do intervalo projetado. A trajetória do indicador nos doze meses é explicada pela queda da margem financeira, impactada pela redução nas taxas de juros, e pela elevação das despesas administrativas, decorrente de ações relacionadas à estratégia de expansão da Instituição, como aumento no quadro de funcionários e ampliação e melhoria dos canais de atendimento, variações parcialmente compensadas pelo crescimento das receitas de serviços e tarifas bancárias, impulsionadas pela ampliação de outros serviços (seguros, previdência, capitalização e adquirência), e pela variação favorável das outras despesas/receitas operacionais, influenciadas pela redução de despesas com provisões para ações cíveis e trabalhistas. A margem financeira sobre ativos rentáveis atingiu 7,8% em 2013, não atingindo o intervalo de projeção. A trajetória da margem financeira foi afetada pela menor geração das receitas com juros frente à aceleração das despesas com juros, ambas impactadas pela trajetória da Taxa Selic, pela marcação a mercado das dívidas subordinadas e correspondentes contratos de swap e pela ampliação dos saldos. 2 PÁGINA: 156 de 285

163 Acompanhamento e alterações das projeções divulgadas Guidance 2012 Perspectivas Banrisul Realizado Divulgado 2012 Carteira de Crédito Total 19,4% 15% a 20% Crédito Comercial Pessoa Física 14,5% 12% a 17% Crédito Comercial Pessoa Jurídica 17,4% 16% a 21% Crédito Imobiliário 29,0% 20% a 25% Despesa Provisão Crédito / Carteira Crédito 3,5% 3% a 4% Saldo de Provisão / Carteira de Crédito 6,5% 6% a 8% Captação Total 16,8% 13% a 18% Depósitos a Prazo 22,1% 18% a 23% Rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido Médio 17,6% 17% a 21% Índice de Eficiência 47,5% 45% a 49% Margem Financeira Líquida sobre Ativos Rentáveis 9,4% 9% a 10,5% Carteira de Crédito O incremento da carteira de crédito total ficou em linha com o intervalo de projeção divulgado ao mercado ao longo de O crescimento do crédito comercial pessoa física e o crédito comercial pessoa jurídica atingiram o intervalo esperado. O crédito imobiliário superou o teto do intervalo estimado para o ano, alcançando 29,0% de crescimento em O crédito comercial pessoa física atingiu o saldo de R$9.252 milhões ao final de 2012, com incremento de 14,5% ou R$1.173 milhões na comparação com dezembro de O crescimento realizado, que alcançou o ponto médio do intervalo publicado entre 12% e 17%, foi influenciado, principalmente, pela ampliação no saldo da carteira de crédito consignado, que representava 38,3% do crédito comercial do período, e pela elevação da carteira de microcrédito, que alcançou R$104,0 milhões ao final de O crédito comercial pessoa jurídica apresentou evolução de 17,4%, atingindo, em dezembro de 2012, saldo de R$8.446 milhões. O destaque da carteira, que apresentou expansão de 19,4% ou R$1.057 milhões, totalizando R$6.494 milhões, foram as linhas de capital de giro, representando 76,9% da carteira comercial pessoa jurídica e 36,7% do total do crédito comercial. A carteira de crédito imobiliário alcançou saldo de R$2.246 milhões ao final de dezembro de 2012, com incremento de 29,0% ou R$505 milhões em relação ao ano anterior. No ano de 2012, o Banrisul liberou R$1.215 milhões em financiamentos imobiliários. O desempenho foi favorecido pela celebração de novos convênios, públicos e privados, renovação de parcerias e participação em eventos do segmento da construção civil. Qualidade da Carteira O fluxo e o estoque de provisões em proporção da carteira de crédito permaneceram dentro do intervalo de projeção previsto para O estoque de provisões para perdas com operações de crédito somou R$ milhões no último mês de 2012, representando 6,5% da carteira de crédito consolidada, apresentando estabilidade na proporção realizada no ano de As despesas de provisão para operações de crédito somaram, nos doze meses de 2012, R$852 milhões. O fluxo de despesas de provisão registrou crescimento de 35,4% ou R$223 milhões, em relação ao ano anterior. As despesas de provisão para operações de crédito, em 2012, comparadas ao ano anterior, apresentaram ampliação influenciada, diretamente, pelo crescimento da carteira de crédito em 19,3% e das operações vencidas acima de 60 dias em 64,1%. Funding Os recursos captados e administrados alcançaram R$ milhões ao final de dezembro de 2012, saldo 20,2% ou R$6.887 milhões acima do registrado no mesmo mês do ano anterior. 3 PÁGINA: 157 de 285

164 Acompanhamento e alterações das projeções divulgadas Os depósitos a prazo são o principal instrumento de captação do Banco, perfazendo 41,7% do conjunto de recursos captados e administrados. Durante o ano, as estimativas de crescimento foram atingidas, colocando o índice dos 22,1% em linha para o intervalo, de 18% e 23%, divulgado ao mercado. Indicadores de Rentabilidade, Eficiência e Margem Os indicadores de rentabilidade, eficiência e margem financeira líquida sobre ativos rentáveis ficaram em linha com as expectativas divulgadas ao mercado. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio atingiu 17,6% em 2012, com redução de 4,3 pp. no ano, influenciada por um cenário que associa queda das taxas de juros das operações de crédito, aumento dos níveis de inadimplência e dos dispêndios administrativos e operacionais, decorrentes da estratégia de expansão dos negócios e de melhorias nos mecanismos de compliance no provisionamento de processos judiciais. O resultado de R$819 milhões em 2012 retrata, na comparação com o ano anterior, a desaceleração da geração de receitas de crédito, influenciada pela redução das taxas de juros das operações, o aumento das despesas de provisões para operações de crédito, impactado pelo aumento da inadimplência e o crescimento das despesas administrativas. O índice de eficiência atingiu, em dezembro de 2012, 47,5%, 2,3 pp. superior ao indicador de dezembro de 2011 e 0,9 pp. acima do índice de eficiência de setembro de A trajetória do indicador nos doze meses pode ser explicada pela desaceleração da margem financeira, impactada pela redução nas taxas de juros, somada ao incremento das despesas administrativas e outras despesas operacionais, relacionadas à estruturação da captação externa, aquisição da promotora de vendas de crédito consignado e melhorias implementadas no processo de provisões judiciais. A margem financeira sobre ativos rentáveis de 9,4% em A trajetória da margem financeira nos períodos foi influenciada, especialmente, pela desaceleração das receitas de crédito, impactada pela redução das taxas médias, pela marcação a mercado da dívida subordinada e do swap, e pela redução das despesas de empréstimos, cessões e repasses, influenciadas, especialmente, pela queda da Taxa Selic. Guidance 2011 Realizado Divulgado 2011 Carteira de Crédito Total 19,7% 15% a 20% Crédito Comercial Pessoa Física 9,2% 12% a 17% Crédito Comercial Pessoa Jurídica 25,5% 16% a 21% Crédito Imobiliário 35,5% 18% a 23% Despesa Provisão Crédito/Carteira Crédito 3,1% 3% a 4% Saldo de Provisão sobre a Carteira de Crédito 6,5% 6% a 8% Captação Total 15,6% 15% a 20% Depósitos a Prazo 44,6% 35% a 40% Rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido Médio 21,9% 19% a 23% Índice de Eficiência 45,2% 44% a 48% Margem Financeira Líquida sobre Ativos Rentáveis 10,4% 10% a 11% Carteira de Crédito O incremento da carteira de crédito total ficou em linha com o intervalo de projeção divulgado ao mercado ao longo de Apesar do crescimento do crédito comercial pessoa física não ter atingido o intervalo esperado, o crédito comercial pessoa jurídica e o crédito imobiliário superaram as expectativas e compensaram o crescimento esperado para a carteira de crédito total. 4 PÁGINA: 158 de 285

165 Acompanhamento e alterações das projeções divulgadas O crédito comercial pessoa física atingiu o saldo de R$8.079 milhões ao final de 2011, com incremento de 9,2% ou R$681 milhões na comparação com dezembro de O crescimento realizado, abaixo do intervalo publicado entre 12% e 17%, deve-se aos incrementos abaixo do projetado nos produtos Cheque Especial, Crédito Pessoal Consignado e Crédito Pessoal não Consignado. Liquidações acima do esperado e a mudança na política interna em relação ao risco de contraparte nas operações de cessão de crédito com coobrigação explicam boa parte do desempenho aquém do esperado na carteira comercial pessoa física. O destaque de 2011, na carteira comercial, foi o crédito pessoa jurídica, que apresentou expansão de 25,5% ou R$1.459 milhões em doze meses, totalizando R$7.191 milhões. O incremento realizado no saldo da pessoa jurídica proveio, principalmente, das linhas de capital de giro, que registraram expansão de 29,7% frente a uma estimativa de crescimento de 20,0%. A carteira de crédito imobiliário atingiu o montante de R$1.741 milhões no encerramento de 2011, com acréscimo de 35,5% ou R$456 milhões em doze meses, 12,5 pp. acima do limite do intervalo de crescimento esperado, figurando como a segunda maior contribuição em valor absoluto para a ampliação do estoque de crédito. O avanço da carteira pode ser explicado por diversos motivos: (i) demanda aquecida no setor; (ii) inclusão do produto no modelo de metas; (iii) contratação de Correspondentes Imobiliários; e (iv) estabelecimento de políticas para realização de convênio com empresas privadas. Qualidade da Carteira O fluxo e o estoque de provisões em proporção da carteira de crédito permaneceram dentro do intervalo de projeção previsto para O estoque de provisões para perdas com operações de crédito somou R$1.318 milhões no último mês de 2011, representando 6,5% da carteira de crédito consolidada, mesma proporção realizada no ano de As despesas de provisão para operações de crédito somaram, nos doze meses de 2011, R$630 milhões. O fluxo de despesas de provisão registrou crescimento de 21,5% ou R$111 milhões comparado ao ano anterior, e proporção em relação ao saldo de créditos de 3,1% em 2011 e 3,0% em A ampliação dessa despesa está associada ao crescimento das operações de crédito e das operações vencidas acima de 60 dias. Funding Os recursos captados e administrados alcançaram R$ milhões ao final de dezembro de 2011, saldo 15,58% ou R$3.909 milhões acima do registrado no mesmo mês do ano anterior. Os depósitos a prazo são o principal instrumento de captação do Banco, perfazendo 48,27% do conjunto de recursos captados e administrados. O lançamento de modalidades específicas, CDB Automático e CDB Longo Prazo, no final do ano de 2010, resultou na expansão significativa dos depósitos a prazo, 44,6%, durante o ano, fato que fez superar as estimativas de crescimento, intervalo entre 35% e 40% divulgadas ao mercado para esta linha. O maior direcionamento para depósitos a prazo foi compensado pela retração de 15,5% nos depósitos a vista, fato que manteve o crescimento da captação total de recursos dentro do intervalo esperado. Indicadores de Rentabilidade, Eficiência e Margem Os indicadores de rentabilidade, eficiência e margem financeira líquida sobre ativos rentáveis ficaram em linha com as expectativas divulgadas ao mercado. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio atingiu 21,9% em O resultado de R$904 milhões nos doze meses de 2011 retrata o crescimento das receitas de operações de crédito, de tesouraria, de tarifas e serviços, das outras receitas operacionais e, ainda, a estabilidade das outras despesas administrativas. O índice de eficiência atingiu, em dezembro de 2011, 45,2%, 2,6 pp. menor que o índice de dezembro de A redução do índice de eficiência, nos últimos doze meses, reflete a trajetória de ascensão da margem financeira, da receita de serviços e tarifas, e das outras receitas operacionais, que absorveram o crescimento das despesas administrativas e das outras despesas operacionais. A margem financeira sobre ativos rentáveis de 10,4% em 2011 foi impactada pelo crescimento da margem financeira superior ao crescimento dos ativos rentáveis, fato decorrente de um menor custo com depósitos a prazo, compensada parcialmente, por taxas do crédito inferiores as esperadas. c. quanto às projeções relativas a períodos ainda em curso, informar se as projeções permanecem válidas na data de entrega do formulário e, quando for o caso, explicar por que elas foram abandonadas ou substituídas 5 PÁGINA: 159 de 285

166 Acompanhamento e alterações das projeções divulgadas As metas de negócios e de indicadores de desempenho esperados para 2014 divulgadas com o balanço anual de 2013 e mantidas na publicação das demonstrações financeiras do primeiro trimestre de 2014 foram revisadas. O desempenho recente é indicativo de ritmo de crescimento no crédito mais modesto, especialmente no segmento empresarial, ainda que a evolução observada no segundo trimestre do ano, favorecida pela sazonalidade, tenha sido superior a registrada no primeiro trimestre. Para a meta de captação de recursos, optou-se por mantê-la agregada, uma vez que instrumentos alternativos, como a captação em letras financeiras, tem sido objeto de foco relativizando a preponderância da captação de depósitos a prazo. Os intervalos previstos para os indicadores de retorno sobre patrimônio líquido e ativos médios, calculados com base no resultado recorrente, bem como os indicadores de provisionamento de perdas com crédito e de margem sobre ativos rentáveis, sofreram alterações, face à tendência de desaceleração de receitas, decorrente da relativa estabilização de taxas praticadas, com consequente redução de spreads, num ambiente de elevação da taxa básica de juros e de melhoria da qualidade da carteira de crédito. No que se refere à eficiência, o momento ainda é de acomodação de despesas correntes como desdobramento da execução da estratégia de crescimento do Banco e de tratamento de questões estruturais. O guidance de 2014 foi incluído neste formulário e constitui a atual projeção para o período em curso. 6 PÁGINA: 160 de 285

167 Descrição da estrutura administrativa 12.1 Estrutura Administrativa A administração do Banco do Estado do Rio Grande do Sul S/A, compete, conforme previsto no Estatuto Social - Capítulo IV, ao Conselho de Administração e à Diretoria. a. Atribuições de cada órgão e comitê a.1 - Conselho de Administração O Conselho de Administração do Banco é composto de no mínimo cinco e no máximo nove membros, eleito com mandato unificado de dois anos, permitida a reeleição, pela Assembleia Geral que, a qualquer tempo, poderá destituílos. Os membros do Conselho de Administração são eleitos sem designação específica, cabendo ao acionista controlador, Estado do Rio Grande do Sul, designar, dentre eles, o Presidente, que necessariamente deverá ser o Secretário de Estado da Fazenda, e o Vice-Presidente. De acordo com o Art. 27 do Estatuto Social do Banco, compete ao Conselho de Administração: 1. eleger os Diretores da sociedade e conferir-lhes as respectivas atribuições, observado o disposto no Estatuto Social; 2. ouvido o acionista controlador, Estado do Rio Grande do Sul, destituir Diretores da sociedade; 3. fixar a orientação geral dos negócios do Banco, observado o que a respeito dispuser a estratégia governamental do acionista controlador; 4. fiscalizar a gestão dos Diretores, examinar, a qualquer tempo, os livros e papéis da sociedade, solicitar informações sobre contratos celebrados ou em via de celebração e quaisquer outros atos; 5. deliberar a convocação da Assembleia Geral quando julgar conveniente, ou no caso do artigo 132 (cento e trinta e dois) da Lei de Sociedades por Ações; 6. manifestar-se sobre o Relatório da Administração e as contas da Diretoria, aprovando a destinação do lucro; 7. manifestar-se previamente sobre a prestação de fiança ou aval pela sociedade, quando de valor superior a cinco por cento (5%) do patrimônio líquido da sociedade, apurado pelo último balanço semestral; 8. fixar, anualmente, o montante de auxílios e subvenções a ser distribuído pela Diretoria, atendido o disposto no Estatuto Social; 9. aprovar os planos e orçamentos promocionais do Banco, bem como de suas empresas controladas; 10. escolher e destituir os Auditores Independentes, observado o disposto no Estatuto Social; 11. organizar e modificar o regimento interno do Conselho de Administração; 12. fixar o limite máximo de endividamento por cliente, inclusive grupo econômico, em percentual do patrimônio líquido do Banco, ficando facultado à Diretoria a aprovação de operações até o limite de 3% do aludido patrimônio líquido; 13. autorizar o Banco a adquirir suas próprias ações, nos termos do que dispõe o artigo 6º do estatuto, para cancelamento ou permanência em tesouraria, visando, neste último caso sua posterior alienação. No âmbito da Gestão de Riscos o Conselho de Administração tem como atribuições: 1. aprovar a indicação do diretor responsável e a estrutura organizacional para o gerenciamento de riscos; 2. aprovar as Políticas de Gerenciamento de Riscos do Banrisul, por proposição da Diretoria, conforme atribuição estatutária, na forma do regimento desses órgãos colegiados; 3. manifestar-se, expressamente, acerca das ações para correção tempestiva das deficiências apontadas nos relatórios sobre a estrutura de gerenciamento de riscos tratadas nas Políticas; 4. responsabilizar-se pelas informações divulgadas em relatório de acesso público, contendo a descrição das estruturas de gerenciamento de riscos; 5. garantir o cumprimento das exigências dos Órgãos Regulares e Supervisores. a.2 Diretoria O Banco tem Diretoria, com funções executivas, composta de um Presidente, um Vice-Presidente e até sete Diretores, acionistas ou não, residentes no País, e que atendam aos requisitos previstos no Estatuto Social. As deliberações da Diretoria são tomadas de forma colegiada, sendo as áreas distribuídas entre os Diretores para fins de organização administrativa. Um dos Diretores responde exclusivamente pela Diretoria de Administração de Recursos de Terceiros, nos termos de regulamentação expedida pelo Conselho Monetário Nacional e a Comissão de Valores Mobiliários, não respondendo pelas demais atividades afetas à Diretoria. O Presidente, o Vice-Presidente e demais membros da Diretoria serão eleitos ou reeleitos, com mandato de três anos, pelo Conselho de Administração. O Presidente e o Vice-Presidente são necessariamente escolhidos dentre os integrantes do Conselho de Administração. PÁGINA: 161 de 285

168 Descrição da estrutura administrativa Obrigatoriamente um dos membros da Diretoria será escolhido entre os empregados que contarem com mais de dez anos de serviço prestados diretamente ao Banco e que atendam aos requisitos do Estatuto Social. Os cargos de Vice-Presidente e de Conselheiro de Administração poderão ser acumulados com funções da Diretoria. De acordo com o Art. 35 do Estatuto Social do Banco, são atribuições e deveres da Diretoria: 1. cumprir e fazer cumprir as leis fundamentais do Banco e executar as deliberações da Assembleia Geral e do Conselho de Administração; 2. propor ao Conselho de Administração a orientação geral dos negócios e operações do Banco; 3. organizar o regulamento interno dos serviços do Banco e modificá-lo, quando conveniente; 4. autorizar a outorga de garantias, a alienação de bens e a transação ou a renúncia de direitos, observadas as disposições pertinentes do Estatuto Social; 5. estabelecer normas gerais e uniformes para a nomeação, promoção, punição, demissão, licenças, faltas, salários, gratificações e demais vantagens para funcionários não comissionados em cargos de confiança, delegando competência para a execução dessas normas; 6. criar, modificar e suprimir cargos ou funções de confiança, fixando-lhes o valor das respectivas comissões e vantagens, prover, destituir, punir, demitir, conceder licenças aos titulares de tais cargos ou funções; 7. distribuir e aplicar os lucros apurados, respeitando, dentro dos limites do resultado de cada semestre, a obrigatoriedade da distribuição dos dividendos fixos e mínimos previstos no Estatuto Social e as demais normas legais e regulamentares sobre a espécie; 8. criar e suprimir agências e representações em qualquer localidade do país e do exterior; 9. elaborar e revisar, anualmente, plano estratégico, indicando as diretrizes principais sobre a política administrativa, recursos humanos, investimentos e tecnologia, produtos e serviços. Diretor Executivo de Controle e Risco No que se refere à Gestão de Riscos, o Diretor Executivo de Controle e Risco é responsável pelas seguintes atividades: 1. assegurar o processo de gerenciamento de risco que irá apurar, monitorar e controlar os riscos aos quais o Conglomerado Financeiro e o Consolidado Econômico-Financeiro estão expostos; e comunicar às instâncias diretivas e aos órgãos reguladores; 2. assegurar a aplicação das diretrizes das políticas Institucionais de Gerenciamento de Riscos; 3. atender ao Órgão Regulador nos quesitos definidos por Resoluções específicas de do Conselho Monetário Nacional (CMN). a.3 - Conselho Fiscal O Banco tem Conselho Fiscal permanente composto de cinco membros e igual número de suplentes eleitos anualmente, pela Assembleia Geral, conforme Capítulo VII do Estatuto Social. Compete ao Conselho Fiscal, além das atribuições e poderes que lhe são reservados pela Lei de Sociedades por Ações, reunir-se quando convocado pelo Conselho de Administração ou pela Diretoria e emitir parecer sobre os assuntos que lhe forem submetidos. a.3 Auditoria Interna No que se refere à Gestão de Riscos, a Auditoria Interna é responsável pelas seguintes atividades: 1. avaliar, com periodicidade mínima anual, o processo de gerenciamento de riscos; 2. verificar o cumprimento das políticas de gerenciamento de riscos. a.4 - Comitês O Banco tem 15 Comitês estatutários, atuando sob forma de colegiado, em nível interno, com funções auxiliares da Diretoria, definidos no Capítulo XII do Estatuto Social (Artigos 77 a 80), cujas atribuições e composição são estabelecidas por Resolução interna. São eles: Comitê de Cartões e Adquirência, Comitê de Crédito, Comitê de Gestão Administrativa, Comitê de Gestão Bancária, Comitê de Gestão Comercial, Comitê de Gestão de Controles Internos, Comitê de Gestão de Marketing, Comitê de Gestão de Pessoas, Comitê de Gestão de Tecnologia da Informação, Comitê de Gestão Econômica, Comitê de Gestão Socioambiental, Comitê de Investimentos, Comitê de Precificação de Ativos, Comitê de Riscos Corporativos, Comitê de Tesouraria. Cada Comitê terá, no mínimo 4 (quatro) e no máximo 12 (doze) integrantes. De modo geral, serão membros dos Comitês os empregados titulares de Superintendência de Unidade, Superintendência de Assessoria, Superintendências Regionais, Secretário Executivo do Comitê de Gestão Bancária e Gerente Geral da Agência Central, nomeados pela 2 PÁGINA: 162 de 285

169 Descrição da estrutura administrativa própria Diretoria, e empregados de carreira oriundos do quadro funcional do Banrisul S.A. O Comitê de Gestão Bancária será composto por Diretores e os Coordenadores dos demais Comitês. Os Comitês poderão ser subdivididos em grupos, segundo as necessidades de serviço e interesse da Diretoria. Cada Comitê ou grupo terá um Coordenador permanente que, em caso de impedimento poderá ser substituído por Coordenador a ser indicado pelos integrantes do Comitê, consignado em ata. Compete ao Coordenador do Comitê ou do Grupo convocar e presidir as reuniões do órgão respectivo. Observada a regulamentação baixada pela Diretoria, a cada Comitê previsto no Estatuto Social competirá opinar sobre os assuntos pertinentes à sua área respectiva, submetendo-os, após, à deliberação da Diretoria, que poderá fixar alçada aos Comitês, no limite da qual terão poder deliberativo. Os Coordenadores dos Comitês e dos Grupos, quando houver, serão de nomeação da Diretoria e terão representação participativa em reuniões mensais da Diretoria. As reuniões, conforme o Art. 5º do Regimento Interno dos Comitês, ocorrem semanal ou quinzenalmente, ou ainda, em outra periodicidade que venha a ser estabelecida ordinariamente e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo Coordenador. O quórum para a realização de reunião é a de metade mais um dos membros que os compõem. Para a realização de reunião do Comitê de Gestão Bancária, é necessária a presença de seu Coordenador e, de no mínimo 3 (três) Diretores. Os Comitês devem estabelecer procedimentos para realizar reuniões decorrentes de situações de urgência. Conforme o Art. 6º do Regimento Interno dos Comitês, as deliberações dos Comitês são aprovadas por maioria simples dos membros presentes. O Coordenador do Comitê exerce o direito ao voto como os demais membros do Comitê e, em caso de empate, tem o voto de qualidade. O integrante do Comitê que, por ventura não concordar com a decisão adotada, deve registrar sua posição em ata. A ausência de um membro à reunião regularmente convocada, não o exime da responsabilidade sobre a decisão tomada naquela reunião. No que tange ao Comitê de Gestão Bancária, este Regimento Interno aplica-se a cada uma de suas mesas multidisciplinares, quando assim se reunirem para deliberar matéria do âmbito específico de sua competência. Comitê de Gestão Bancária O Comitê de Gestão Bancário é subdividido em três grupos: Composição de Negócios, Composição de Tecnologia e Composição Administrativa. Esse comitê possui reuniões ordinárias semanais e, extraordinárias, sempre que convocada pelo Coordenador, tendo como principais atribuições: 1. consolidar a visão estratégica global do Banco, que envolve os aspectos de negócios, administrativos, de risco, de tecnologia de informação, de controles internos e demais; 2. consolidar, adequar e deliberar sobre as propostas dos diversos Comitês, tornando-as convergentes com a visão estratégica e, quando se tratar de competências privativas da Diretoria estabelecidas no Estatuto ou na Resolução nº 4273, recomendá-las à Diretoria na forma de Políticas ou Diretrizes; 3. monitorar e acompanhar as ações propostas e realizadas quanto à aderência às diretrizes estabelecidas pela Diretoria; arbitrar sobre posicionamentos divergentes entre os demais Comitês; 4. aprovar o valor apurado para pagamento das Remunerações Variáveis RV1, RV2 e RV4, e definir datas para divulgação e pagamento; 5. definir e propor à Diretoria as diretrizes do Modelo Comercial e das Remunerações Variáveis 1, 2, 3 e 4; 6. deliberar sobre as propostas de Meta Comercial, nos segmentos varejo e corporativo, e de Meta de Despesas; 7. deliberar sobre apuração e publicação do resultado da Meta Comercial e da Certificação de Agências; 8. definir a política de expansão dos pontos de venda Rede de Agências - do Banco; 9. deliberar sobre investimentos relacionados ao Programa de Expansão do Banco, de acordo com diretrizes estratégicas estabelecidas pela Diretoria; 10. avaliar, recomendar e propor à Diretoria medidas para assuntos analisados, que ultrapassem sua alçada e/ou competência; 11. arbitrar sobre posicionamentos divergentes advindos dos demais Comitês, e 12. praticar os demais atos e exercer as demais competências que lhe sejam atribuídas pela Diretoria. Composição de Negócios Diretor Comercial, que será o Coordenador do Comitê e desta Composição. Diretor Financeiro. Diretor de Crédito. Diretor de Distribuição. Coordenador do Comitê de Gestão Econômica. Coordenador do Comitê de Gestão Comercial, na Composição Mercado. Coordenador do Comitê de Gestão de Controles Internos. Secretário Executivo do Comitê de Gestão Bancária. 3 PÁGINA: 163 de 285

170 Descrição da estrutura administrativa Composição de Tecnologia Diretor de Gestão da Informação, que será o Coordenador desta Composição do Comitê. Diretor Comercial. Diretor Financeiro. Diretor de Crédito. Coordenador do Comitê de Gestão Econômica. Coordenador do Comitê de Gestão Administrativa. Coordenador do Comitê de Gestão de Tecnologia de Informação. Secretário Executivo do Comitê de Gestão Bancária. Composição Administrativa Diretor Administrativo, que será o Coordenador desta Composição do Comitê. Diretor Comercial. Diretor Financeiro. Diretor de Distribuição. Coordenador do Comitê de Gestão Econômica. Coordenador do Comitê de Gestão Administrativa. Coordenador do Comitê de Gestão de Controles Internos. Secretário Executivo do Comitê de Gestão Bancária. Comitê de Gestão Econômica Superintendente Executivo da Unidade Financeira, que será o Coordenador do Comitê. Superintendente Executivo da Unidade de Política de Crédito e Análise de Risco. Superintendente Executivo da Unidade de Controladoria. Superintendente Executivo da Unidade de Contabilidade Esse comitê possui reuniões ordinárias quinzenais e, extraordinárias, sempre que convocada pelo Coordenador, tendo como principais atribuições: realizar a gestão estratégica de liquidez; analisar, visando a subsidiar as decisões do Comitê de Gestão Bancária, se a estratégia comercial atende aos requisitos econômicos englobando: relação entre volume e preço, relação entre preço e risco, relação entre captação bancária e institucional e os indicadores que caracterizam os fundamentos do Banco (liquidez, solvabilidade, alavancagem etc.); que as recomendações para o Comitê de Gestão Bancária sejam necessariamente precedidas de estudos econômicos que irão subsidiar o processo de análise realizada no âmbito do Comitê de Gestão Econômica. Os mencionados estudos econômicos serão realizados no âmbito do Núcleo Operacional pelo Mesa de Estudos Econômicos, conforme definido na Resolução nº 4282; deliberar sobre as matérias definidas como de sua competência nos processos de gestão estabelecidos na Resolução nº 4275 e em outras resoluções, e praticar os demais atos e exercer as demais competências que lhe sejam atribuídas pela Diretoria. Comitê de Gestão Comercial O Comitê de Gestão Comercial possui reuniões ordinárias quinzenais e, extraordinárias, sempre que convocada pelo Coordenador, tendo duas composições: Composição Mercado Superintendente da Unidade Comercial de Varejo, que será o Coordenador do Comitê. Superintendente Executivo da Unidade Comercial Corporativa. Superintendente Executivo da Unidade Comercial de Governos; Superintendente Executivo da Unidade de Política de Crédito e Análise de Risco. Composição Produto Superintendente da Unidade de Operacionalidade Crédito, que será o Coordenador desta Composição. Superintendente Executivo da Unidade Financeira. Superintendente Executivo da Unidade de Desenvolvimento. Superintendente Executivo da Unidade de Câmbio. Superintendente Executivo da Unidade de Recuperação de Créditos. Superintendente Executivo da Unidade de Negócios Rurais. A principal atribuição da Composição Plena envolve: equalizar as posições das composições e propor estratégia comercial do Banco, envolvendo mercado e produtos, que abrangem mix de produtos, meta comercial e políticas (crédito, serviços, preços, recuperação, tarifas e outras). Por sua vez, principal atribuição da Composição Mercado envolve: propor a 4 PÁGINA: 164 de 285

171 Descrição da estrutura administrativa estratégia comercial do Banco. Por fim, a principal atribuição da Composição Produtos envolve: formular e analisar tecnicamente a estrutura de produtos e serviços que viabilize a política comercial. Comitê de Cartões e Adquirência Superintendente Executivo da Unidade de Cartões de Crédito e Débito, que será o Coordenador do Comitê. Titular da Banrisul Serviços Ltda. Superintendente Executivo da Unidade de Atendimento e Serviços. Superintendente Executivo da Unidade de Desenvolvimento de Sistemas. Superintendente Executivo da Unidade de Infraestrutura de Tecnologia. Superintendente Executivo da Unidade de Rede Banricompras. Esse Comitê possui reuniões ordinárias quinzenais e, extraordinárias, sempre que convocada pelo Coordenador, tendo como principais atribuições: assessorar a Diretoria na tomada de decisão quanto às diretrizes e estratégias que envolvam cartões e adquirência; propor políticas que envolvam emissão de cartões e captura de transações pela Rede Banricompras; definir, acompanhar e monitorar as ações mercadológicas de todos os produtos que envolvam emissão de cartões e captura de transações pela Rede Banricompras, assim como produtos e serviços relacionados a meios de pagamento, e deliberar em todos os projetos estratégicos que tenham como foco os produtos cartões e adquirência. Comitê de Gestão Administrativa Superintendente da Unidade de Gestão Corporativa, que será o Coordenador do Comitê. Superintendente Executivo da Unidade de Gestão de Pessoas. Superintendente Executivo da Unidade de Infraestrutura. Superintendente Executivo da Unidade de Atendimento e Serviços. Superintendente Executivo da Assessoria Jurídica. Controller (Que coordenará especificamente o processo orçamentário de despesas correntes). Esse comitê possui reuniões ordinárias quinzenais e, extraordinárias, sempre que convocada pelo Coordenador, tendo como principais atribuições: deliberar sobre matérias relacionadas com as Unidades de Gestão de Pessoas, Infraestrutura, Atendimento e Serviços, Gestão Corporativa (somente ao que se refere a atividades administrativas) e Controladoria (somente naquilo ao que se refere a atividades de pagadoria e contratos); promover a realização do processo orçamentário de despesas correntes, por meio de Consulta Prévia, duas vezes ao ano; analisar e consolidar propostas e recomendar estratégias e investimentos em logística compreendendo equipamentos, segurança, recursos humanos, recursos materiais, exceto as compreendidas no âmbito do Comitê de Gestão de Tecnologia de Informação; propor políticas para os investimentos materiais do Banco, exceto as compreendidas no âmbito do Comitê de Gestão de Tecnologia de Informação; analisar a necessidade, oportunidade e conveniência de aquisição e de alienação de bens; coordenar ações de adequação da infraestrutura e suprimento de meios materiais, exceto no que diz respeito à Tecnologia de Informação, às necessidades de preservação da qualidade operacional da Rede de Atendimento; criticar a evolução mensal de Despesas Administrativas e a necessidade de adequação; avaliar, sob a ótica da excelência da administração dos Recursos Humanos, o ambiente e conjuntura internas; analisar a necessidade e a urgência de ações que promovam o desenvolvimento do quadro funcional e mensurar os seus impactos sobre os negócios do Banco e de suas subsidiárias; definir e propor projetos envolvendo as ações da Área de Recursos Humanos, como: Política de Pessoal, Política de Cargos e Salários, Política de Promoções Regulamentares, Política de Comissionamentos, Política de Desenvolvimento e Treinamento de Pessoal e outros; avaliar iniciativas de gestão de recursos humanos do Banco e de suas subsidiárias; avaliar a necessidade de recrutamento, seleção, movimentação e desligamento de empregados, pela eficaz alocação e gerenciamento dos recursos humanos, interagindo com o órgão responsável; avaliar e recomendar atos e fatos envolvendo empregados à aplicação das disposições disciplinares previstas no Regulamento do Pessoal do Banco que ultrapassarem a alçada da Área de Recursos Humanos; otimizar, no que couber, as ações da Comissão Permanente Disciplinar; analisar os recursos interpostos pelos empregados e subsidiar a Diretoria para a tomada de decisão. Comitê de Gestão de Tecnologia de Informação Superintendente Executivo da Unidade de Desenvolvimento de Sistemas, que será o Coordenador do Comitê. Superintendente Executivo da Unidade de Infraestrutura de Tecnologia. Superintendente Executivo da Unidade de Segurança de Tecnologia da Informação. Esse comitê possui reuniões ordinárias semanais e, extraordinárias, sempre que convocada pelo Coordenador, tendo como principais atribuições: formular e propor política de Tecnologia de Informação com base nas diretrizes propostas pelo Comitê de Gestão Bancária (Composição de Tecnologia) e aprovadas pela Diretoria. Comitê de Crédito Superintendente da Unidade de Crédito Coordenador. 5 PÁGINA: 165 de 285

172 Descrição da estrutura administrativa Superintendente da Unidade de Política de Crédito e Análise de Risco. Superintendente da Unidade Comercial de Varejo. Superintendente da Unidade Comercial Corporativa. Superintendente da Unidade de Câmbio. Esse comitê possui reuniões ordinárias duas vezes por semana, tendo como principais atribuições: analisar e emitir parecer sobre políticas de crédito que lhe forem submetidas à apreciação; analisar e definir propostas de crédito, dentro dos limites de sua alçada decisória e dos parâmetros técnicos estabelecidos pela Unidade de Políticas e Análise de Risco, observando os critérios de dotação, segurança, liquidez e rentabilidade operacionais definidos pela política geral de alocação de recursos aprovada pela Diretoria; propor plano de ação visando a dar provimento e consecução às diretrizes da política de recuperação de créditos; obter, das diversas áreas administrativas de crédito, os dados e a prestação de serviços necessários ao andamento normal do fluxo decisório das propostas de empréstimos; elaborar estudos ou exposições para a Diretoria sobre assuntos pertinentes ao deferimento de operações de crédito; submeter à Diretoria, mediante parecer, as proposições de operações que excederem os seus limites de alçada; manter contatos com os titulares das Superintendências Regionais, Rede de Agências, unidades da Direção-Geral ou da Diretoria, sobre assuntos relacionados às suas atribuições. Comitê de Gestão de Pessoas Superintendente Executivo da Unidade de Gestão de Pessoas (Coordenador). Superintendente Executivo da Assessoria Jurídica. Superintendente Executivo da Unidade de Gestão Corporativa. Chefe da Auditoria Interna. Controller da Controladoria. Esse comitê possui reuniões ordinárias quinzenais e, extraordinárias, sempre que convocada pelo Coordenador, tendo como principais atribuições: deliberar sobre matérias relacionadas à Unidade de Gestão de Pessoas; deliberar as matérias definidas como de sua competência nos processos de gestão estabelecidos na Resolução n.º 4275, publicada em e, em outras resoluções, e praticar os demais atos e exercer as demais competências que lhe sejam atribuídas pela Diretoria; Avaliar, sob a ótica da excelência da administração dos Recursos Humanos, o ambiente e conjuntura internas; Analisar a necessidade e a urgência de ações que promovam o desenvolvimento do quadro funcional e mensurar os seus impactos sobre os negócios do Banco e de suas subsidiárias; Definir e propor projetos envolvendo as ações da Área de Recursos Humanos, como: Políticas de Pessoal, de Cargos e Salários, de Promoções Regulamentares, de Comissionamentos, de Desenvolvimento e Treinamento de Pessoal e outros; Avaliar iniciativas de gestão de recursos humanos do Banco e de suas subsidiárias; Avaliar a necessidade de recrutamento, seleção, movimentação e desligamento de empregados, pela eficaz alocação e gerenciamento dos recursos humanos, interagindo com o órgão responsável; Avaliar e recomendar atos e fatos que envolvem empregados à aplicação das disposições disciplinares previstas no Regulamento do Pessoal do Banco que ultrapassarem a alçada da Área de Recursos Humanos; Otimizar, no que couber, as ações da Comissão Permanente Disciplinar; Analisar os recursos interpostos pelos empregados e subsidiar a Diretoria para a tomada de decisão. A Companhia tem ainda os Comitês de Precificação de Ativos e de Responsabilidade Corporativa criados recentemente pelas Resoluções 4378 e 4427, conforme a seguir: Comitê de Riscos Corporativos Superintendente Executivo da Unidade de Gestão de Riscos Corporativos Coordenador. Controller da Controladoria. Superintendente Executivo da Unidade de Contabilidade. Superintendente Executivo da Unidade de Crédito. Superintendente Executivo da Unidade de Política de Crédito e Análise de Risco. Superintendente Executivo da Unidade de Recuperação de Créditos. Superintendente Executivo da Unidade de Segurança da Tecnologia da Informação. Superintendente Executivo da Unidade Financeira. Tem como atribuições principais: 1. aprovar metodologias aplicadas na mensuração de riscos; 2. assegurar a correta aplicação das políticas de gerenciamento de risco de crédito, de mercado, de liquidez e operacional; 3. aprovar limites de exposição pelo nível adequado de risco; 4. comunicar à Diretoria e ao Conselho de Administração as posições de risco do Banco e alocação de capital; 5. avaliar e monitorar a tendência a risco da Instituição frente aos objetivos estratégicos, garantindo o alinhamento entre ambos; 6. definir mecanismos para melhora contínua da cultura de riscos; 6 PÁGINA: 166 de 285

173 Descrição da estrutura administrativa 7. realizar a gestão estratégica do risco de crédito, de mercado, de liquidez e operacional; 8. acompanhar, sistematicamente, os níveis de inadimplência da Instituição, e propor mudanças nas políticas de risco e de crédito, quando necessário; e 9. atribuição específica de deliberar sobre a política de gestão de risco de crédito, de mercado, de liquidez e operacional, praticar os demais atos e exercer as demais competências que lhe sejam atribuídas pela Diretoria. O Comitê de Riscos Corporativos deve submeter as propostas à apreciação e aprovação dos comitês de gestão aplicáveis, ao Comitê de Gestão Bancária, à Diretoria e ao Conselho de Administração, conforme as resoluções do órgão regulador, e obedeça ao Regimento Interno dos Comitês de Gestão, conforme Anexo I, da Resolução nº 4471, de Comitê de Gestão de Marketing Superintendente Executivo da Unidade de Marketing Coordenador. Superintendente Executivo da Unidade Comercial de Varejo. Superintendente Executivo da Unidade de Distribuição. Superintendente Executivo da Assessoria Jurídica. Superintendente Executivo do Núcleo Operacional. Representante da Assessoria de Imprensa. Esse comitê possui reuniões ordinárias quinzenais e extraordinárias, sempre que convocada pelo Coordenador, tendo como principais atribuições analisar e consolidar as propostas e recomendar estratégias de Marketing; analisar a necessidade, oportunidade e conveniência da implementação de ações de Marketing; deliberar, de acordo com alçada estabelecida em resolução específica as ações de Marketing; acompanhar a execução da estratégia de Marketing definida pela alta administração; analisar o posicionamento de campanhas de Marketing do Banrisul, considerando os principais concorrentes, e praticar os demais atos e exercer as demais competências que lhe sejam atribuídas pela Diretoria. Comitê de Gestão de Controles Internos Controller da Controladoria Coordenador. Chefe da Auditoria Interna. Superintendente Executivo da Assessoria Jurídica. Superintendente Executivo da Unidade de Gestão de Riscos Corporativos. Superintendente Executivo da Unidade de Segurança da Tecnologia da Informação. Ouvidor da Ouvidoria-Geral. Esse comitê possui reuniões ordinárias quinzenais e, extraordinárias, sempre que convocada pelo Coordenador, tendo como principais atribuições: Formular política de controles internos e de segurança lógica e física, bem como planos de ações no curto e médio prazos; Coordenar ações para estabelecer mecanismos para gestão do risco operacional. O Comitê de Gestão de Controles Internos tem como atribuições e competências: subsidiar propostas para formulação de política de diretrizes para apreciação do Comitê de Gestão Bancária e da Diretoria; formular e propor política de controles internos e de segurança lógica e física, assim como planos de ações no curto e médio prazos; deliberar sobre as diretrizes das Remunerações Variáveis 1, 2, 3 e 4; avaliar, recomendar e propor à Diretoria medidas para assuntos analisados que ultrapassem sua alçada e/ou competência; deliberar sobre a política de compliance no processo de apuração dos resultados da Certificação de Agências; deliberar sobre as consultas prévias orientadas/solicitadas pelas unidades e/ou órgãos, relativas a assuntos de sua área de competência, verificando aderência às diretrizes da Diretoria e políticas vigentes, e praticar os demais atos e exercer as demais competências que lhe sejam atribuídas pela Diretoria. Comitê de Gestão Socioambiental Presidente do Banco Coordenador. Titular do Grupo Estratégico de Gestão Socioambiental. Controller da Controladoria. Superintendente Executivo da Unidade Comercial e Marketing. Superintendente Executivo da Unidade de Gestão Corporativa. Superintendente Executivo da Unidade de Gestão de Pessoas. Superintendente Executivo da Unidade de Negócios Rurais. Superintendente Executivo da Unidade de Relações com Investidores, Mercado de Capitais e Governança. 7 PÁGINA: 167 de 285

174 Descrição da estrutura administrativa O Comitê de Gestão Socioambiental tem como principais atribuições: alinhar as ações de responsabilidade socioambiental às políticas e diretrizes institucionais, inserindo-as, de forma transversal, em todas as atividades de criação, desenvolvimento e divulgação de produtos e serviços do Banco; avaliar e propor práticas inovadoras e criativas de responsabilidade corporativa, identificando oportunidades e metodologias eficientes de projetos socioambientais; analisar oportunidades de participação institucional na divulgação das iniciativas socioambientais, fortalecendo o pilar social do Banrisul, no âmbito interno e externo; avaliar mecanismos de controle e acompanhamento de projetos e programas socioambientais do Banco; acompanhar políticas públicas e programas socioambientais externos ao Banco, com vistas à manutenção de parcerias ou convênios de relevância social; implementar instrumentos corporativos de racionalização e otimização do uso de recursos naturais; priorizar, nas relações com terceiros, o estabelecimento de parcerias comerciais com empresas que valorizem práticas de responsabilidade socioambiental; avaliar e promover, nas relações com fornecedores, o estabelecimento de parcerias comerciais que observem a legislação, processos éticos de gestão, treinamento e adequação aos critérios de responsabilidade social; zelar pela ética e transparência nas ações de responsabilidade social do Banco, e praticar os demais atos e exercer as demais competências que lhe sejam atribuídas pela Diretoria. Comitê de Investimentos Superintendente Executivo da Unidade de Administração de Recursos de Terceiros. Gerentes Executivos da Unidade de Administração de Recursos de Terceiros. O Comitê de Investimentos reunir-se-á, ordinariamente, a cada 15 (quinze) dias e, extraordinariamente, sempre que necessário, sendo convocado por seu Coordenador. São atribuições do Comitê: submeter à Diretoria de Administração de Recursos de Terceiros para tomada de decisão e deliberação da política de investimento, da política de alocação de recursos e dos limites de risco das carteiras de valores mobiliários; monitorar o risco das carteiras de valores mobiliários; observar a regulamentação em vigor e os mandatos estabelecidos em cada uma das carteiras; analisar previamente as propostas de investimento e, quando se tratar de títulos e valores mobiliários privados, encaminhar para a área do Banco responsável pela avaliação do limite de risco; acompanhar e avaliar o desempenho das carteiras e propor a criação, modificação e a extinção de fundos de investimento, e o aperfeiçoamento dos já existentes. Comitê de Precificação de Ativos. Superintendente Executivo da Unidade de Administração de Recursos de Terceiros. Superintendente Executivo da Unidade Financeira. Superintendente Executivo da Unidade de Política de Crédito e Análise de Risco. Controller. O Comitê de Precificação de Ativos reunir-se-á, ordinariamente mensalmente e, extraordinariamente, em casos de crise ou aumento significativo de volatilidade no mercado financeiro local ou mundial, ou caso ocorram alterações substanciais nas condições de risco, crédito e/ou liquidez dos ativos mantidos nas carteiras administradas e nas carteiras dos fundos de investimento, sempre que convocado por seu Coordenador. Compete ao Comitê de Precificação de Ativos: avaliar e validar a metodologia que será utilizada para a precificação dos ativos integrantes das carteiras administradas e carteiras dos fundos de investimento; avaliar e validar a fonte fornecedora de taxas/curvas de preços dos ativos integrantes das carteiras administradas e das carteiras dos fundos de investimento, para a precificação dos ativos constantes das carteiras administradas e carteiras dos fundos de investimento; definir os processos operacionais utilizados na precificação dos ativos integrantes nas carteiras administradas e nas carteiras dos fundos de investimento e estabelecer metodologia de precificação de ativos em situações não usuais do mercado, como em casos de crise ou aumento significativo de volatilidade no mercado financeiro, alteração da classificação de risco do emissor/emissão, default, eventos de estresse em que os preços/taxas/curvas não sejam públicos/transparentes ou não reflitam adequadamente a marcação a mercado do ativo; revisar/definir as provisões dos ativos que possuem risco de crédito privado; avaliar a participação da carteira de crédito privado das carteiras administradas e fundos de investimento, global ou individualmente, quanto à concentração por setor, rating, emissores e emissões; efetuar revisão sistemática do processo e da metodologia de precificação de ativos das carteiras administradas e fundos de investimento, de modo a seguir as melhores práticas do mercado; submeter à Diretoria de Administração de Recursos de Terceiros as deliberações do Comitê de Precificação de Ativos. O Comitê de Tesouraria Superintendente Executivo da Unidade Financeira. Gerentes Executivos da Unidade Financeira. Compete ao Comitê de Tesouraria analisar e propor à Diretoria, para tomada de decisão: estudos e propostas para gestão da liquidez; estratégias para correção de eventuais desequilíbrios entre ativos negociáveis e passivos exigíveis (descasamentos entre pagamentos e recebimentos) que possam afetar a capacidade financeira, considerando as 8 PÁGINA: 168 de 285

175 Descrição da estrutura administrativa diferentes moedas, taxas, indexadores e prazos das operações; estratégias de gestão da carteira própria, de modo a minimizar o risco de liquidez e de mercado, observando os relatórios disponibilizados pela Unidade de Gestão de Riscos Corporativos; estratégias de gestão de aplicações em títulos e valores mobiliários, de modo a rentabilizar o ativo, observando os limites definidos pela Unidade de Política de Crédito e Análise de Risco; propostas de investimento, quando se tratar de títulos e valores mobiliários privados, com limite de risco previamente aprovado pela Unidade de Política de Crédito e Análise de Risco;a execução de plano de contingenciamento da liquidez; a classificação (banking book e trading book) dos ativos adquiridos; o limite estabelecido para o Caixa Mínimo, e outras deliberações no âmbito das operações de tesouraria e da gestão da liquidez. b. Data de instalação do conselho fiscal, se este não for permanente, e de criação dos Comitês O Conselho Fiscal da Instituição é permanente. Data de criação dos Comitês Comitê de Cartões e Adquirência(10/10/2011) Comitê de Crédito (27/04/1983) Comitê de Gestão Administrativa (23/04/2007) Comitê de Gestão Bancária (23/04/2007) Comitê de Gestão Comercial (23/04/2007) Comitê de Gestão de Controles Internos (23/04/2007) Comitê de Gestão de Marketing (28/09/2010) Comitê de Gestão de Pessoas (14/05/1987) Comitê de Gestão de Tecnologia da Informação (23/04/2007) Comitê de Gestão Econômica (23/04/2007) Comitê de Gestão Socioambiental (03/11/2011) Comitê de Investimentos (21/03/2012) Comitê de Precificação de Ativos (12/03/2010) Comitê de Riscos Corporativos (10/10/2011) Comitê de Tesouraria (20/06/2011) c. Mecanismos de avaliação de desempenho de cada órgão ou Comitê Não há mecanismos de avaliação de órgãos e Comitês. d. Em relação aos membros da Diretoria, suas atribuições e poderes individuais A Diretoria, responsável pela administração dos negócios, é composta pelos Presidente, Vice-Presidente e Diretores. Compete ao Presidente da Diretoria: 1. coordenar as reuniões da Diretoria, exercendo além do voto pessoal, o de qualidade, em caso de empate nas deliberações; 2. fazer executar as deliberações da Assembleia Geral, do Conselho de Administração, da Diretoria e fazer cumprir as leis fundamentais do Banco; 3. representar o Banco, ativa e passivamente, em juízo ou em suas relações com terceiros, para o fim de contrair obrigações, alienar bens móveis e imóveis, transigir e renunciar direitos; 4. constituir mandatários do Banco, especificando no instrumento os atos ou operações que poderão praticar e a duração do mandato, que, no caso de mandato judicial, poderá ser por prazo indeterminado; 5. designar prepostos para representar o Banco; 6. apresentar relatório anual das operações do Banco e da gestão da Diretoria, ilustrado pelas respectivas demonstrações financeiras à Assembleia Geral, ouvido previamente sobre tais documentos o Conselho de Administração; 7. exercer outras atribuições que lhe sejam conferidas pelo Conselho de Administração; 8. designar e destituir o Ouvidor. Segundo o Estatuto Social, nos casos de vaga, ausência ou impedimento temporário do Presidente, cabe ao Vice- Presidente substituí-lo e exercer validamente, nessas hipóteses, os atos previstos. Quando o Vice-Presidente não puder substituir o Presidente, compete a qualquer dos Diretores, tenham ou não designação específica, atribuída, temporária ou permanentemente, substituir o Presidente, praticando validamente, em tais ocasiões, os atos de competência do substituído. 9 PÁGINA: 169 de 285

176 Descrição da estrutura administrativa A vacância, a ausência e o impedimento a que alude o Estatuto independem de aviso ou notificação a terceiros, bastando para caracterizá-los, a simples assinatura do substituto nos atos de competência do substituído. O Estatuto Social não estabelece atribuições e poderes individuais aos demais Diretores. e. Mecanismos de avaliação de desempenho dos membros do Conselho de Administração, dos Comitês e da Diretoria Não há mecanismos de avaliação de desempenho dos membros do Conselho de Administração ou da Diretoria. 10 PÁGINA: 170 de 285

177 Regras, políticas e práticas relativas às assembleias gerais 12.2 Descrição das regras, políticas e práticas relativas às Assembleias Gerais: a. Prazos de convocação As Assembleias Gerais da Companhia são convocadas com, no mínimo 15 (quinze) dias de antecedência em primeira convocação e, com 8 (oito) dias de antecedência, em segunda convocação, conforme Lei 6404/76. b. Competências As competências seguem as exigências legais. c. Endereços (físico ou eletrônico) nos quais os documentos relativos à Assembleia Geral estarão à disposição dos acionistas para análise Os documentos relativos aos itens da Ordem do Dia ficam à disposição dos Senhores Acionistas na Sede Social do Banrisul sendo, inclusive, disponibilizados no site - Governança Corporativa - AGO/E - Proposta da Administração, estando também disponíveis nos sites da BM&FBovespa (www.bmfbovespa.com.br) e CVM (www.cvm.gov.br). d. Identificação e administração de conflitos de interesses A Sociedade não adota mecanismo específico para identificar conflitos de interesse nas Assembleias Gerais, aplicando-se à hipótese as regras constantes na legislação brasileira. e. Solicitação de procurações pela administração para o exercício do direito de voto A sociedade não faz pedidos públicos de procuração na forma da Instrução Normativa CVM 481/2009. f. Formalidades necessárias para aceitação de instrumentos de procuração outorgados por acionistas, indicando se a Companhia admite procurações outorgadas por acionistas por meio eletrônico Nos termos do parágrafo primeiro do Art. 126 da Lei nº 6.404/76, os acionistas poderão ser representados por mandatários. Com o objetivo de organizar os trabalhos da Assembleia, o instrumento de mandato e os demais atos societários que comprovem a regularidade da representação podem, a critério do acionista, ser depositados na sede da Companhia, na rua Capitão Montanha nº 177, 4º andar - Secretaria Geral, nesta Capital, preferencialmente, até 48 (quarenta e oito) horas antes da data prevista para a realização da Assembleia Geral. g. Manutenção de fóruns e páginas na rede mundial de computadores destinados a receber e compartilhar comentários dos acionistas sobre as pautas das Assembleias Não há. h. Transmissão ao vivo do vídeo e/ou do áudio das Assembleias Não há. i. Mecanismos destinados a permitir a inclusão, na ordem do dia, de propostas formuladas por acionistas Não há. PÁGINA: 171 de 285

178 Datas e jornais de publicação das informações exigidas pela Lei nº6.404/76 Exercício Social Publicação Jornal - UF Datas 31/12/2013 Demonstrações Financeiras Diario Oficial do Estado - RS 17/02/ /12/2011 Demonstrações Financeiras Convocação da AGO que Apreciou as Demonstrações Financeiras Valor Econômico - RS 17/02/2014 Zero Hora - RS 17/02/2014 Convocação da AGO que Apreciou as Demonstrações Financeiras Diario Oficial do Estado - RS 14/04/2014 Zero Hora - RS 10/04/2013 Ata da AGO que Apreciou as Demonstrações Financeiras Diário Oficial do Estado de Rio Grande do Sul - RS 24/07/2013 Valor Econômico - SP 28/07/2013 Zero Hora - RS 24/07/2013 Diário Oficial do Estado de Rio Grande do Sul - Caderno Indústria e Comércio - RS Diário Oficial do Estado de Rio Grande do Sul - Caderno Indústria e Comércio - RS 15/04/ /04/2014 Valor Econômico - RS 14/04/ /04/ /04/2014 Zero Hora - RS 14/04/ /04/ /04/ /12/2012 Demonstrações Financeiras Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Sul - RS 18/02/2013 Valor Econômico - SP 14/02/2013 Zero Hora - RS 18/02/2013 Convocação da AGO que Apreciou as Demonstrações Financeiras Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Sul - RS 10/04/ /04/ /04/2013 Valor Econômico - SP 10/04/ /04/ /04/ /04/ /04/ /02/2012 Valor Econômico - SP 14/02/2012 Zero Hora - RS 14/02/ /04/ /04/ /04/2012 Valor Econômico - SP 11/04/ /04/ /04/2012 Zero Hora - RS 11/04/ /04/ /04/2012 Ata da AGO que Apreciou as Demonstrações Financeiras Diário Oficial do Estado de Rio Grande do Sul - RS 27/07/2012 Valor Econômico - SP 27/07/2012 Zero Hora - RS 27/07/2012 PÁGINA: 172 de 285

179 Regras, políticas e práticas relativas ao Conselho de Administração 12.4 Regras, políticas e práticas relativas ao Conselho de Administração a. Frequência das reuniões O Conselho de Administração da Instituição se reúne ordinariamente ao menos uma vez por mês e, extraordinariamente, quando necessário. b. Se existirem, as disposições do acordo de acionistas que estabeleçam restrição ou vinculação ao exercício do direito de voto de membros do Conselho de Administração Não há. c. Regras de identificação e administração de conflitos de interesses Não há. PÁGINA: 173 de 285

180 Descrição da cláusula compromissória para resolução de conflitos por meio de arbitragem 12.5 Descrição da cláusula compromissória, se existir, inserida no Estatuto Social para a resolução dos conflitos entre acionistas e entre estes e a Companhia por meio de arbitragem A cláusula compromissória é prevista no Estatuto Social do Banco do Estado do Rio Grande do Sul, conforme segue: Capítulo XIV Seção Única Juízo Arbitral Art As disputas ou controvérsias relacionadas ao Regulamento de Práticas Diferenciadas de Governança Corporativa Nível 1, a este Estatuto Social, aos eventuais acordos de acionistas arquivados na sede da Sociedade, às disposições da Lei 6.404/76, às normas editadas pelo Conselho Monetário Nacional, pelo Banco Central do Brasil e pela CVM, aos regulamentos da BOVESPA e às demais normas aplicáveis ao funcionamento do mercado de capitais em geral, ou delas decorrentes, serão resolvidas por meio de arbitragem conduzida em conformidade com o Regulamento da Câmara de Arbitragem do Mercado instituída pela BOVESPA. PÁGINA: 174 de 285

181 12.6 / 8 - Composição e experiência profissional da administração e do conselho fiscal Nome Idade Orgão administração Data da eleição Prazo do mandato CPF Profissão Cargo eletivo ocupado Data de posse Foi eleito pelo controlador Outros cargos e funções exercidas no emissor JONE LUIZ HERMES PFEIFF 56 Pertence apenas à Diretoria 02/07/2013 Até 1ª RCA após AGO de Bancário Diretor Comercial e Diretor Operacional e de Atendimento Não. VICENTE JOSE RAUBER 61 Pertence apenas à Diretoria 05/02/2014 Até 1ª RCA após AGO de Engenheiro Eletricista Diretor Administrativo 28/03/2014 Sim não. LUIZ CARLOS MORLIN 56 Pertence apenas à Diretoria 02/07/2013 Até 1ª RCA após AGO de Contador Diretor de Controle e Risco 05/08/2013 Sim Não. JOEL DOS SANTOS RAYMUNDO 56 Pertence apenas à Diretoria 02/07/2013 Até 1ª RCA após AGO de Arquiteto Diretor de Tecnologia da Informação 05/08/2013 Sim Não. ODIR ALBERTO PINHEIRO TONOLLIER 57 Pertence apenas ao Conselho de Administração 30/04/2013 Até a posse dos eleitos na AGO a ser realizada em Economista 20 - Presidente do Conselho de Administração 02/07/2013 Sim Não. 05/08/2013 Sim JOÃO EMILIO GAZZANA 66 Pertence apenas à Diretoria 02/07/2013 Até 1ª RCA após AGO de Economista Diretor Financeiro e de Relações com Investidores 05/08/2013 Sim Não. JULIMAR ROBERTO ROTA 52 Pertence apenas à Diretoria 02/07/2013 Até 1ª RCA após AGO de Administrador e Contador Diretor de Administração de Recursos de Terceiros 05/08/2013 Sim Não. ALDO PINTO DA SILVA 75 Pertence apenas ao Conselho de Administração 30/04/2013 Até a posse dos eleitos na AGO a ser realizada em 2015 PÁGINA: 175 de 285

182 12.6 / 8 - Composição e experiência profissional da administração e do conselho fiscal Nome Idade Orgão administração Data da eleição Prazo do mandato CPF Profissão Cargo eletivo ocupado Data de posse Foi eleito pelo controlador Outros cargos e funções exercidas no emissor Engenheiro Agrônomo 22 - Conselho de Administração (Efetivo) 02/07/2013 Sim Não. JOAO ACIR VERLE 79 Pertence apenas ao Conselho de Administração 03/06/2014 Até a posse dos eleitos na AGO a ser realizada em Servidor Público Aposentado 22 - Conselho de Administração (Efetivo) 02/07/2014 Sim membro do Comitê de Auditoria. DÍLIO SÉRGIO PENEDO 71 Pertence apenas ao Conselho de Administração 30/04/2013 Até a posse dos eleitos na AGOa ser realizada em Engenheiro 27 - Conselho de Adm. Independente (Efetivo) 02/07/2013 Não Não. Juçara Maria Dutra Vieira 63 Pertence apenas ao Conselho de Administração 30/04/2014 Até a posse dos eleitos na AGO a ser realizada em Servidor Público Estadual 22 - Conselho de Administração (Efetivo) 03/06/2014 Sim Não MARCELO TUERLINCKX DANÉRIS 43 Pertence apenas ao Conselho de Administração 30/04/2013 Até a posse dos eleitos na AGO a ser realizada em Professor 22 - Conselho de Administração (Efetivo) 02/07/2013 Sim Não. GUILHERME CASSEL 57 Pertence à Diretoria e ao Conselho de Administração 30/04/2014 Até a posse dos eleitos na AGO a ser realizada em Engenheiro Civil 34 - Conselheiro(Efetivo) e Dir. Vice Pres. 03/06/2014 Sim Não TÚLIO LUIZ ZAMIN 56 Pertence à Diretoria e ao Conselho de Administração 30/04/2013 Até a posse dos eleitos na AGO a ser realizada em Contador 31 - Vice Pres. C.A. e Diretor Presidente 02/07/2013 Sim Diretor Presidente (eleição 02/07/2013, posse em 05/08/2013, prazo do mandato Até 1ª RCA após AGO de 2016). PÁGINA: 176 de 285

183 12.6 / 8 - Composição e experiência profissional da administração e do conselho fiscal Nome Idade Orgão administração Data da eleição Prazo do mandato CPF Profissão Cargo eletivo ocupado Data de posse Foi eleito pelo controlador Outros cargos e funções exercidas no emissor Djedah de Souza Lisboa 59 Conselho Fiscal 30/04/2014 Até a posse dos eleitos na AGO a ser realizada em Cientista Político 43 - C.F.(Efetivo)Eleito p/controlador 29/05/2014 Sim Não CLÁUDIO MORAIS MACHADO 70 Conselho Fiscal 30/04/2014 Até a posse dos eleitos na AGO a ser realizada em Contador 40 - Pres. C.F.Eleito p/controlador 29/05/2014 Sim Não. Leandro Pires Barcellos 39 Conselho Fiscal 30/04/2014 Até a posse dos eleitos na AGO a ser realizada em Administrador de Empresas 46 - C.F.(Suplent)Eleito p/controlador 29/05/2014 Sim Não. Felipe Rodrigues da Silva 47 Conselho Fiscal 30/04/2014 Até a posse dos eleitos na AGO a ser realizada em Servidor público estadual 48 - C.F.(Suplent)Eleito p/minor.ordinaristas 29/05/2014 Não Não. Flávio José Helmann da Silva 49 Conselho Fiscal 30/04/2014 Até a posse dos eleitos na AGO a ser realizada em Bacharel em direito 46 - C.F.(Suplent)Eleito p/controlador 29/05/2014 Sim Não. ANIGER LORENA LORENA RIBEIRO DE OLIVEIRA 41 Conselho Fiscal 30/04/2014 Até a posse dos eleitos na AGO a ser realizada em Servidora pública estadual 46 - C.F.(Suplent)Eleito p/controlador 29/05/2014 Sim Não. RAFAEL RODRIGUES ALVES DA ROCHA 28 Conselho Fiscal 30/04/2014 Até a posse dos eleitos na AGO a ser realizada em PÁGINA: 177 de 285

184 12.6 / 8 - Composição e experiência profissional da administração e do conselho fiscal Nome Idade Orgão administração Data da eleição Prazo do mandato CPF Profissão Cargo eletivo ocupado Data de posse Foi eleito pelo controlador Outros cargos e funções exercidas no emissor Aviador 47 - C.F.(Suplent)Eleito p/preferencialistas 29/05/2014 Não Não. EDUARDO LUDOVICO DA SILVA 55 Conselho Fiscal 30/04/2014 Até a posse dos eleitos na AGO a ser realizada em Contador 44 - C.F.(Efetivo)Eleito p/preferencialistas 29/05/2014 Não Não. Nilvo Luiz Alves da Silva 52 Conselho Fiscal 30/04/2014 Até a posse dos eleitos na AGO a ser realizada em Engenheiro Químico 43 - C.F.(Efetivo)Eleito p/controlador 29/05/2014 Não Não ANDRÉ LUIZ BARRETO DE PAIVA FILHO 46 Conselho Fiscal 30/04/2014 Até a posse dos eleitos na AGO a ser ealizada em Servidor Público Estadual 43 - C.F.(Efetivo)Eleito p/controlador 29/05/2014 Sim Não Experiência profissional / Declaração de eventuais condenações JONE LUIZ HERMES PFEIFF Graduado em Gestão Bancária pela Universidade Luterana do Brasil ULBRA, com Especialização em Gestão Bancária, Comercial e Financeira pela mesma universidade, também exerceu os seguintes cargos: Gerente de Agências e Superintendente Regional do Banrisul S/A, de 1977 a 2008; Diretor Comercial de Varejo da GETNET Tecnologia Ltda., de jul/2008 a fev/2009, e Diretor Comercial e Financeiro da Drogarias Capilé Ltda., em VICENTE JOSE RAUBER Graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Santa Maria, com Especialização em Administração de Recursos Humanos pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, também exerceu os seguintes cargos: Ministro de Estado do Desenvolvimento Agrário, de 06/2006 a 01/2011; Secretário Executivo do Ministério do Desenvolvimento Agrário, 2003 a 2006; Chefe de Gabinete do Vice-Governador do RS e Secretário -Geral de Governo, 2002; Subchefe e Adjunto da Casa Civil, de 1999/2001; Chefe de Gabinete na Assembleia Legislativa do RS, de 1991 a 1998; Secretário Substituto e Diretor-Geral da Secretaria Municipal da Fazenda, de 1989 a 1990, e, por meio de Concurso Público o de Agente Fiscal do Tesouro Secretaria da Fazenda, 1982 a 1989, e atividades extras: como Membro das instituições a seguir: do Conselho de Administração da Cia. Portoalegrense de Processamento de Dados PROCEMPA/POA, 1989/1990; do Conselho Fiscal da Banrisul S/A Corretora de Valores Mobiliários e Câmbio, 1999/2003; do Conselho Fiscal da Comercializadora Brasileira de Energia Emergencial CBEE, 2003; da Câmara de Comércio Exterior CAMEX, em 2006, e Presidente do Conselho de Administração da Petrobras Biocombustível S/A PBIO, 2010, com mandato de um ano. JOÃO EMILIO GAZZANA PÁGINA: 178 de 285

185 Graduado em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul UFRGS, com Especialização em regime de tempo integral em Comércio Exterior pelo CENDEC/IPEA, de Brasília-DF, e Mestrado na área de Desenvolvimento Urbano pela University of London Institute of Latin American Studies, também exerceu os seguintes cargos: Diretor de Administração de Recursos de Terceiros do Banco do Nordeste do Brasil S/A Fortaleza-CE, de set/2003 a jan/2011; Diretor Financeiro dos Bancos: Banrisul, de ago/1987 a jan/1991 e de abr/1999 a mar/2003; Meridional do Brasil S/A, de 1991 a 1997, e Sulbrasileiro S/A Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Porto Alegre, de ago/1981 a fev/1985; Diretor da Meridional S/A Corretora de Títulos e Valores Mobiliários, de jan/1991 a dez/1997; Superintendente da área de Captação e Mercado Aberto, do Banco Meridional, de nov/1985 a ago/1987; Assistente Técnico do Setor de Promoção Comercial da Embaixada do Brasil na Inglaterra, de fev/1977 a dez/1978; Professor dos Cursos de Economia e Pós-Graduação em Auditoria e Perícia e em Administração Fazendária da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul PUCRS, de ago/1987 a set/2003, e da Faculdade de Ciências Contábeis e Administrativas da Instituição Educacional São Judas Tadeu, de 1971 a 1976 e de 1980 a JULIMAR ROBERTO ROTA Graduado em administração de Empresas pela faculdade Porto Alegrense de Ciências Contábeis e Administrativas FAPA em 1986; Especialização Administração Bancária pela ASBACE/DF ; Bacharel em Ciências Contábeis pela faculdade Porto Alegrense de Ciências Contábeis e Administrativas FAPA em 1992; Especialização em Finanças Empresariais pela Fundação Getúlio Vargas ; Especialização em Gestão Hospitalar pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz ; exerceu atividades como Gerente Financeiro e Gerente de Auditoria Interna no Grupo Hospitalar Conceição de 2003 até hoje; no Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. Banrisul Atualmente cedido para o Ministério da Saúde como Chefe de Departamento Financeiro/Superintendente Executivo da Unidade Financeira de 2000 a 2003; como Gerente de Operações de Captação no Departamento Financeiro de 1996 a 1999 e como Operador de Mercado aberto no Departamento Financeiro de 1991 a 1995; 1981 a 1982: Indústria Luchsinger Madörin S.A. Adubos Trevo como Auxiliar de Escritório; 1977 a 1979: Banco do Brasil S.A. como Escriturário e Menor Aprendiz; CRP Companhia Riograndense de Participações como Diretor na Gestão; 08/2001 a 08/2003 Câmara Interbancária de Pagamento CIP como Membro Efetivo do Conselho de Administração; 1997 a 1999 e de 2002 até 2004 Cooperativa de Crédito Mútuo dos Empregados do Banrisul Ltda Banricoop como Membro Efetivo do Conselho de Administração e Fiscal; 2000 a 2003 FEBRABAN como Membro da Comissão de Negócios com o Setor Público; 2002 a 2003 Associação Cristã de Moços, Porto Alegre como Professor Cursos Técnicos em Comércio Exterior na disciplina de administração Financeira e Orçamentária; 2002 a 2003 Pontifica Universidade Católica RS PUC/ CENPEC como Professor dos Cursos: SPB Sistema de pagamento Brasileiro; Para Entender o Mercado Financeiro; Planejamento de Finanças Pessoais; Gestão em Mercado Financeiro e de Captais. LUIZ CARLOS MORLIN Graduado nos cursos de Ciências Contábeis e Administração de Empresas pela Universidade do Vale dos Sinos- UNISINOS, com Especializações em: A Lei das S/A - Aspectos Jurídicos e Contábeis pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e em Ciências Contábeis pela Fundação Getúlio Vargas, também exerceu os seguintes cargos: Auxiliar de Auditoria do Banco Meridional, de 03/1977 a 12/1977; Gerente Executivo da Unidade de Contabilidade, de 04/1996 a 03/1999; Superintendente Executivo da Unidade de Contabilidade, de 04/1999 a fev/2011, e Vice-Presidente do Conselho de Curadores da Fundação Banrisul de Seguridade Social (atual Conselho Deliberativo) de 01/2001 a 04/2003. JOEL DOS SANTOS RAYMUNDO Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade do Vale dos Sinos UNISINOS (1985) com especialização em Engenharia de Edificações pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS e MBA em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas, com ênfase na Metodologia do PMI (Project Management Institute) também exerceu no Banrisul os seguintes cargos: Chefia da Área de Arquitetura e do Núcleo de Projetos e Obras, de março/ 1991 a setembro/1995; Superintendente de Gestão Corporativa, de maio/1999 a junho/2002; Diretor de Tecnologia da Informação, de junho/2002 a março/2003; Assessor Técnico da Secretaria de Desenvolvimento e Assuntos Internacionais do Estado do Rio Grande do Sul, de dezembro/1998 a maio/1999; Diretor-Presidente da Cia. de Processamento de Dados do Município de Porto Alegre PROCEMPA, de março/2003 a dezembro/2004; Presidente do Conselho de Administração da Caixa de Assistência dos Empregados do Banrisul S/A CABERGS de 2001 a maio/2003; Conselheiro do Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada CEITEC, de março/2003 a dezembro/2004; Conselheiro do Conselho Municipal de Ciência e Tecnologia - COMCET, março/2003 a dezembro/2004, e Diretor da Banrisul Serviços Ltda., empresa do Grupo Banrisul, de 17 de março de 2011 a Desde 1º é Diretor de Tecnologia da Informação do Banrisul. ODIR ALBERTO PINHEIRO TONOLLIER Graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Católica de Pelotas, com Especialização em Finanças pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, também possui experiência profissional de: Assessor parlamentar da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (2007 a 2010) Secretário Adjunto da Fazenda do Estado do RS (2001 a 2002) Secretário da Fazenda do Município de Porto Alegre (1998 a 2000) e Tribunal de Contas (1985). Participação, como palestrante nos principais Cursos e Conferências: Curso Relações Fiscais Intergovernamentais ESAF Escola de Administração Fazendária Brasília DF; Experiências do Orçamento Participativo de Porto Alegre Programa Gestão Urbana e de Cidades Seminário Internacional Instituto Banco Mundial Toronto Canadá e Universidade de Buenos Aires Programa Gestão Urbana e de Cidades 2000; Gestão Pública e Democracia Participativa Escola de Governo de Minas Gerais Fundação João Pinheiro Belo Horizonte - MG; Políticas Públicas e Participação Social 2005 Escola Superior de Administração Fazendária Porto Alegre-RS; II Encuentro Nacional de Presupuestos Participativos ENPP 2009 Córdoba Argentina Participación Ciudadana e Gobiernos Locales 2009 Los Desafios de I Participación Ciudadana: Estado, Sociedad y Políticas Públicas Instituto Municipal de Estudos Sociales IMES Zárate Buenos Aires. ALDO PINTO DA SILVA Engenheiro Agrônomo graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1961; também exerceu as seguintes funções e/ou cargos: Fiscal Engenheiro Agrônomo do Ministério da Agricultura até 1996; Diretor-Secretário da Cooperativa Tritícola Palmeirense Ltda; membro do Conselho Deliberativo da Sociedade de Agronomia do Rio Grande do Sul; deputado estadual no período de 1974 a 1978, período em que destacam os projetos: Estatuto de Micro Empresas e Cooperativa de Trabalho, autor do decreto legislativo sobre a forma de governo e sistemas; deputado federal por duas legislaturas; Secretário da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul de 1990 a Servidor Público Federal aposentado desde JOAO ACIR VERLE PÁGINA: 179 de 285

186 Membro do Comitê de Auditoria. Membro independente. Graduado em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, e pós-graduado em Economia pela Universidad de Chile, também exerceu as seguintes funções: Professor Titular (Economia do Setor Público) da Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS (1970/1989) Servidor Público Estadual, aposentado (Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul-TCE) Vereador em Porto Alegre /1992; 1993/1996 e 1997/2000. Licenciado nos períodos a seguir, para dedicar-se aos cargos de Secretário Municipal da Fazenda de Porto Alegre - janeiro/1989 a março/1992; Diretor-Geral do Departamento Municipal de Habitação de Porto Alegre - janeiro/1997 a dezembro/1998; Presidente do Banco do Estado do Rio Grande do Sul S/A - março/1999 a maio/2000; Vice-Prefeito de Porto Alegre, de janeiro/2001 a março 2002; Prefeito de Porto Alegre de abril/2002 a dezembro/2004, e membro Titular do Comitê de Auditoria da Caixa Econômica Federal - junho/2007 a maio/2011. DÍLIO SÉRGIO PENEDO Graduado em Engenharia Eletricista-Eletrônico, é formado pela Escola Politécnica da Universidade Católica do Rio de Janeiro, também possui especializações na área pelo Centre National D Études des Télécommunications - CNET de Paris, França e pelo Centro de Estudos de Telecomunicações da PUC-RJ. Foi Engenheiro da Embratel ( ) Diretor Técnico da empresa Telecomunicações da Bahia ( ) Vice-Presidente e Diretor Técnico da empresa de Telecomunicações de São Paulo ( ) Presidente da Telemulti S/A ( ) Diretor-Superintendente da Nife Brasil Sistemas Elétricos ( ) Diretor-Superintendente da Indelsul-Saft Equipamentos Elétricos Ltda. ( ) Presidente-Executivo da Nife Argentina ( ) General Área Manager - South América ( ) Presidente da Embratel ( ) Presidente da Embratel Participações S/A ( ) Membro do Conselho de Administração da Tupy S/A ( ) e da Embratel (1995 até a presente data). Membro do Conselho de Administração do Banrisul desde Juçara Maria Dutra Vieira Professora da rede pública estadual, desde 1970, é formada em Letras e Doutora em Políticas Públicas e Gestão da Educação Básica. Foi presidente do Cpers/Sindicato e, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação. Integrou o Conselho Técnico-Científico da Educação Básica da Coordenação de Aperfeiçoamento Superior (Capes). É vice-presidente da Internacional da Educação e presidente do Comitê de Mulheres. Possui trabalhos publicados sobre o Financiamento da Educação. Foi membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, da Presidência da República, durante o Governo Lula. Foi Coordenadora e, posteriormente, Secretária da Assessoria Superior do Governador Tarso Genro, onde acompanhou todos os projetos estratégicos do Governo. Atualmente, é Secretária da Justiça e dos Direitos Humanos. MARCELO TUERLINCKX DANÉRIS Graduado em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS, com Mestrado em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do. Lecionou no Instituto de Música Palestrina de 1994 a Foi Assessor político na Câmara Municipal de Porto Alegre de 1998 a 1999; exerceu o cargo de Secretário Parlamentar na Câmara Federal, nos períodos de 1999 a 2000 e no ano de 2009; exerceu mandato de Vereador na Câmara Municipal de Porto Alegre nos períodos de 2001 a 2004 e 2007 a 2008, tendo atuado como Líder da Bancada e Líder do Governo na Câmara Municipal. Foi Presidente do Diretório Municipal do PT em Porto Alegre de 2007 a 2009 e Secretário no ano de Atualmente é Secretário de Estado do RS, atuando como Secretário Executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do RS desde 01/2011. GUILHERME CASSEL Graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Santa Maria, com Especialização em Administração de Recursos Humanos pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, também exerceu os seguintes cargos: Ministro de Estado do Desenvolvimento Agrário, de 06/2006 a 01/2011; Secretário Executivo do Ministério do Desenvolvimento Agrário, 2003 a 2006; Chefe de Gabinete do Vice-Governador do RS e Secretário -Geral de Governo, 2002; Subchefe e Adjunto da Casa Civil, de 1999/2001; Chefe de Gabinete na Assembleia Legislativa do RS, de 1991 a 1998; Secretário Substituto e Diretor-Geral da Secretaria Municipal da Fazenda, de 1989 a 1990, e, por meio de Concurso Público o de Agente Fiscal do Tesouro Secretaria da Fazenda, 1982 a 1989, e atividades extras: como Membro das instituições a seguir: do Conselho de Administração da Cia. Portoalegrense de Processamento de Dados PROCEMPA/POA, 1989/1990; do Conselho Fiscal da Banrisul S/A Corretora de Valores Mobiliários e Câmbio, 1999/2003; do Conselho Fiscal da Comercializadora Brasileira de Energia Emergencial CBEE, 2003; da Câmara de Comércio Exterior CAMEX, em 2006, e Presidente do Conselho de Administração da Petrobras Biocombustível S/A PBIO, 2010, com mandato de um ano. TÚLIO LUIZ ZAMIN Graduado em Ciências Contábeis pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (concluído em 1982) também exerceu os seguintes cargos: Chefe de Gabinete da Prefeitura Municipal de Gravataí (jul/2009 a dez/2010); Diretor de Relações com o Mercado da Vipal Financeira S/A Crédito, Financiamento e Investimento (out/2007 a abr/2009); Diretor Comercial da Paludo Participações S/A (mai/2007 a abr/2009); Secretário Municipal da Fazenda de São Leopoldo (jan/2005 a abr/2007); Diretor-Presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação Prefeitura de Porto Alegre EPTC (abr/2003 a dez/2004); Presidente do Banco do Estado do Rio Grande do Sul S/A (jul/2000 a mar/2003); Secretário Substituto da Fazenda do Estado, acumulando também o cargo de Diretor-Geral (jan/1999 a jul/2000); Diretor-Presidente da Companhia Carris Porto-Alegrense (jan/1995 a dez/1998); Secretário Substituto da Fazenda Municipal de Porto Alegre (mar/1992 a dez/1994); Agente Fiscal do Tesouro do Estado Secretaria da Fazenda do RS (mar/1996), e Auditor Interno da Farol S/A Indústria Gaúcha de Farelos e óleos, além das seguintes representações: Titular do Conselho Fiscal da PETROBRÁS (mar/2003 a jan/2011); Vice-Presidente do Conselho de Administração do Banrisul (jul/2000 a mar/2003; Titular do Conselho de Administração do DETRAN (jun/1999 a jan/2000); Titular do Conselho Fiscal do Banrisul (abr/1999 a out/1999); Suplente do Conselho Fiscal da Banrisul S/A Corretora de Valores Mobiliários e Câmbio (mar/1988 a abr/1991) e Membro do Conselho Fiscal da Distribuidora de Valores do Estado do Rio Grande do Sul (abr/1987 a abr/1989). Djedah de Souza Lisboa PÁGINA: 180 de 285

187 Graduado em Ciências Políticas pela ULBRA - Universidade Luterana Brasileira (Concluído em 2001) também exerceu os seguintes cargos: Diretor de Assuntos Estratégicos da Secretaria de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento Urbano do Estado do Rio Grande do Sul, de 2011 até o presente; Diretor Gerente da COMCIÊNCIA - Consultoria Política Ltda., de 2007 a 2010; Diretor Gerente da CMCP Central de Marketing, Consultoria e Planejamento Ltda., em 2007; 2006 Coordenador de Campanha Eleitoral em São Luís (MA) e na Pública Comunicação e Marketing Ltda.(São Paulo, SP), em 2006; Diretor Gerente da CMCP Central de Marketing, Consultoria e Planejamento Ltda. Diretor Gerente, de 2003 a 2006; Consultor de Marketing na Secretaria de Estado de Turismo, Desporto e Lazer RS, em 2003; Chefe de Gabinete do Líder do Partido Trabalhista Brasileiro PTB, de 2000 a 2003; Assessor Parlamentar na Câmara de Vereadores do Município de Porto Alegre RS de 1997 a 2000; Diretor Gerente da CMCP Central de Marketing, Consultoria e Planejamento Ltda., de 1995 a 1997; Diretor Operacional do Grupo Strassburger, de 1993 a 1995; Diretor de Marketing da Advanced Sport, de 1992 a 1993 (1993 -Paysandu Sport Club, Belém (PA) e 1992/ CR Vasco da Gama, Rio de Janeiro (RJ)); Diretor Geral da CMCP Central de Marketing, Consultoria e Planejamento Ltda., de 1991 a 1992; Coordenador de Assuntos Legislativos na CNI Confederação Nacional da Indústria, de 1989 a 1990; Chefe do Escritório de Brasília na FIERGS Federação de Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul, de 1989 a 1990; Diretor Comercial na Construtora Sultepa AS (Brasília), de 1985 a 1989; Diretor Comercial na STE Serviços Técnicos de Engenharia SA (Canoas, RS), de 1984 a 1985; Diretor Comercial da Cheque Cardápio AS (Porto Alegre e Florianópolis), de 1983 a 1984; Assessor Parlamentar na Secretaria de Estado de Coordenação e Planejamento (RS), de 1982 a 1983; Gerente Comercial da Sigma Ensaios Tecnológicos Ltda./ Estaqueamento Gaúcho Ltda., de 1978 a 1982; Estagiário de Engenharia Civil e Geologia na Estaqueamento Geyer Ltda., em 1978 e Estagiário de Geologia na Estaqueamento Pampa Ltda., em CLÁUDIO MORAIS MACHADO Graduado em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1968, pós-graduado em Auditoria pela Universidade Federal de São Paulo, em 1978, pós-graduado em Finanças pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1987, pós-graduado em Contabilidade e Auditoria pela Universidade Fernando Pessoa, Porto - Portugal, em 2001, e Mestre em Ciências Empresariais pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal, em Inspetor de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, de 1971 a 1976; Auditor do Banco Central do Brasil, de 1976 a 1997; Diretor da 6ª Regional do IBRACON, de 2002 a 2008; sócio majoritário, auditor, consultor e perito contábil da Machado & Nedwed Consultores Associados, sucessora da CMCS - Auditores, Peritos e Consultores Contábeis S/C Ltda., de 2003 a 2008; Conselheiro do Conselho Regional de Contabilidade, de 2006 a É professor de cursos de graduação e pós-graduação da Faculdade Dom Bosco e sócio e consultor da Quantum Consultoria. Membro do Conselho Fiscal do Banrisul S/A desde Leandro Pires Barcellos Graduado em Administração de Empresas pelo Instituto de pesquisas Hospitalares IPH, especialização em Gestão Hospitalar pela ESP-FIOCRUZ, cursando MBA em Gestão empresarial pela ESPM Porto Alegre. Exerceu os cargos de: escriturário na Beneficência Portuguesa de São Paulo, de setembro de 1993 até setembro de 1996; Auxiliar Administrativo e Coordenador de Central de Reservas no Hospital e Maternidade São Luiz São Paulo, de setembro de 1996 até março de 2000; Assessor Técnico e posteriormente Diretor de Apoio Operacional no Departamento Municipal de Limpeza Urbana de Porto alegre, no período de abril de 2000 até janeiro de 2005; de 2006 em diante Gerente/Ouvidor do Grupo Hospitalar Conceição Porto Alegre. Felipe Rodrigues da Silva Graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Ri Grande do Sul em 1990; é agente fiscal do Tesouro do Estado desde 1994; foi diretor da Junta de Coordenação Financeira da Secretaria da Fazenda e Presidente da Caixa de Administração da Dívida Pública do Estado do Rio Grande do Sul S.A. CADIP, de 1999 a 2002; gerente financeiro do Grupo Hospitalar Conceição, de 2003 a 2007; Chefe da Divisão de Estudos Econômicos e Fiscais e Qualidade do Gasto do Tesouro do Estado em Atualmente é Subsecretário do Tesouro do Estado. Flávio José Helmann da Silva Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e em Ciências Jurídicas e Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; também desempenhou as seguintes atividades: assessor de planejamento na Fundação de Educação Social e Comunitária, de 1989 a 1991; sociólogo e supervisor de saúde comunitária no Hospital Mãe de Deus, de 1991 a 1999; diretor geral, coordenador da superintendência de ação comunitária e regularização fundiária no Departamento Municipal de Habitação DEMHAB- do Município de Porto Alegre, de 1999 a 2004; professor de ciências sóciohistóricas de 2005 a ANIGER LORENA LORENA RIBEIRO DE OLIVEIRA Graduada em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1997, supervisora de abastecimento da Secretaria Municipal da Produção Indústria e Comércio do Município de Porto Alegre, de agosto de 1997 a dezembro de 1998; assessora parlamentar de janeiro de 1999 a outubro de 1999 janeiro a outubro de 1999; Assessora técnica na Secretaria de Estado da Fazenda de novembro de 1999 a dezembro de 2002; supervisora do planejamento estratégico na Companhia de Processamento de Dados do Município de Porto Alegre PROCEMPA, de abril de 2003 a dezembro de 2004; assessora especial do gabinete do secretário Municipal da Fazenda, em São Leopoldo, de janeiro a outubro de 2005; assessora parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado do Rio grande do Sul, de novembro de 2005 a dezembro de 2010; assessora técnica na Secretaria de Estado da Fazenda a partir de janeiro de RAFAEL RODRIGUES ALVES DA ROCHA Graduado como piloto privado EUA concedido pela Federal Aviation Administration - FAA (2007), piloto privado Brasil concedido pela Agência Nacional de Aviação Civil ANAC (2008). Participou dos cursos de extensão Forum Next Generation of Wealth promovido pelo Citigroup, Nova Iorque e do Citi Commodities Day (circuito de palestra com diretores e traders sobre commodities). Exerceu o cargo de Administrador da Netscape do Brasil Participações e Empreendimentos de 2004 até 2010; foi membro do Conselho de Administração da empresa Amazonia Celular S.A.; foi membro do Conselho Fiscal da TELEBRAS no período EDUARDO LUDOVICO DA SILVA PÁGINA: 181 de 285

188 Graduado no curso de Ciências Contábeis pela Universidade Estácio de Sá. Diretor Administrativo e Financeiro da empresa Technos Consultoria Empresarial. Nilvo Luiz Alves da Silva Graduado em Engenharia Química na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, em 1985; Mestrado em Teoria e Prática do Desenvolvimento Sustentável, Development Planning Unit, University College London (UCL) Londres (Reino Unido), em 1998; Mestrado em Ecologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, em 1990; também exerceu os seguintes cargos: Diretor- Presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM),Porto Alegre (RS), em 2013; Oficial de Programa no Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP), Escritório de Políticas e Assuntos Inter-Âgencias, Gabinete do Diretor Executivo (entre outras funções), Nairóbi, Quênia, de 2005 a 2011; Diretor de Licenciamento e Qualidade Ambiental no Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Ministério do Meio Ambiente, Brasília, de 2003 a 2005; Diretor-Presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM) em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, de 1999 a 2002; Assistente de Pesquisa no Development Planning Unit, University College London, Londres, Reino Unido, em 1998; Supervisor de Meio Ambiente na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Prefeitura de Porto Alegre, Porto Alegre, de 1991 a 1997; Membro do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) de 1999 a 2005; Secretário Executivo do Conselho Estadual de Meio Ambiente do Rio Grande do Sul, de 1999 a ANDRÉ LUIZ BARRETO DE PAIVA FILHO Graduado em administração de empresas e ciências jurídicas e sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, também desempenhou diversas atividades profissionais: Agente Fiscal do Tesouro do Estado, tendo exercido as funções de Assessor Técnico na divisão de informações econômico-fiscais, na divisão de normativo e contencioso fiscal, chefe da seção dos crimes contra a ordem tributária, diretor do departamento da receita pública estadual, juiz representante da Fazenda no Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais; assessor da Secretaria executiva no Ministério da Fazenda 03/2003 a 09/2004; Presidente da Comissão Técnica Permanente do ICMS Cotepe ICMS, órgão de assessoramento técnico do Conselho Nacional de Política Fazendária Confaz ; Membro do Conselho Fiscal da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre Trensurb ; Membro do Conselho Fiscal da Eletrosul ; Membro do Conselho de Administração da Emgea Empresa de Gerenciamento ; Membro do Conselho Fiscal da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica ; Membro do Conselho Fiscal do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ; Membro do Conselho Fiscal da Companhia de Processamento do Estado do Rio Grande do Sul Procergs. PÁGINA: 182 de 285

189 Composição dos comitês estatutários e dos comitês de auditoria, financeiro e de remuneração Nome Tipo comitê Cargo ocupado Profissão Data eleição Prazo mandato CPF Descrição outros comitês Descrição outros cargos ocupados Idade Data posse Outros cargos/funções exercidas no emissor João Acir Verle Comitê de Auditoria Membro do Comitê (Efetivo) Servidor Público aposentado Membro do Conselho de Adminstração. Orion Herter Cabral Comitê de Auditoria Membro do Comitê (Efetivo) Engenheiro Químico 03/06/2014 Até a posse dos eleitos na 1ª RCA após AGO a ser realizada em /06/2014 Não Experiência Profissional / Declaração de Eventuais Condenações /06/2014 Membro do Comitê de Auditoria. Membro independente. Graduado em Engenharia Química pela Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS (1955/1960) e pós-graduado em Engenharia Química pela mesma Universidade (1964/1965) realizou cursos de Aperfeiçoamento em Macroeconomia e Teoria da Inflação, pelo BRDE (1987) e Teoria Macroeconômica de Kalech - BRDE (1988) e exerceu, também, os seguintes cargos: Administrador da Escola Técnica Parobé (de abril/1960 a outubro/1962) Professor: da Escola de Engenharia da UFRGS (abril/1967 a dezembro/1997) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUC (de 1978 a 1988) do Curso de Pós-Graduação em Urbanismo da Universidade Luterana do Brasil - ULBRA (1985 e 1986) Engenheiro: da Worthington S/A Máquinas, de Porto Alegre (maio/1961 a novembro/1961) da S/A Moinhos Riograndense - Esteio-RS (novembro/1961 a abril/1962) Assessor Técnico do Grupo Gerdau (maio/1971 a janeiro/1972) Técnico em Desenvolvimento do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul-BRDE (1967 a 2000) Diretor Executivo da Fundação de Ciência e Tecnologia - CIENTEC (1972 a 1975) Gerente do Projeto "Porto Seco", da Prefeitura de Porto Alegre (1975 a 1984) Secretário da Fazenda do Estado do RS (1991 a 1994) Assistente Financeiro da ULBRA (2000) e Conselheiro dos Conselhos Estadual de Ensino do Rio Grande do Sul (1994 a 1997) Regional de Engenharia e Arquitetura - CREA (1969 a 1972) Deliberativo da Associação de Engenheiros Químicos do RS (1970 a 1976) Diretor da Associação Brasileira de Engenharia Química do RS (1975 a 1976) e Presidente da Associação Profissional dos Engenheiros Químicos do RS, a partir de Valdir Heck Comitê de Auditoria Membro do Comitê (Efetivo) administrador e jornalista /06/ /06/2014 Até a posse dos eleitos na 1ª RCA após AGO a ser realizada em Membro do Comitê de Auditoria. Membro independente. Graduado em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, e pós-graduado em Economia pela Universidad de Chile, também exerceu as seguintes funções: Professor Titular (Economia do Setor Público) da Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS (1970/1989) Servidor Público Estadual, aposentado (Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul-TCE) Vereador em Porto Alegre /1992; 1993/1996 e 1997/2000. Licenciado nos períodos a seguir, para dedicar-se aos cargos de Secretário Municipal da Fazenda de Porto Alegre - janeiro/1989 a março/1992; Diretor-Geral do Departamento Municipal de Habitação de Porto Alegre - janeiro/1997 a dezembro/1998; Presidente do Banco do Estado do Rio Grande do Sul S/A - março/1999 a maio/2000; Vice-Prefeito de Porto Alegre, de janeiro/2001 a março 2002; Prefeito de Porto Alegre de abril/2002 a dezembro/2004, e membro Titular do Comitê de Auditoria da Caixa Econômica Federal - junho/2007 a maio/ /06/2014 Até a posse dos eleitos na 1ª RCA após AGO a ser realizada em PÁGINA: 183 de 285

190 Composição dos comitês estatutários e dos comitês de auditoria, financeiro e de remuneração Nome Tipo comitê Cargo ocupado Profissão Data eleição Prazo mandato CPF Descrição outros comitês Descrição outros cargos ocupados Idade Data posse Outros cargos/funções exercidas no emissor não Experiência Profissional / Declaração de Eventuais Condenações Membro do Comitê de Auditoria. Membro independente. Graduado em Letras - Licenciatura Curta pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ijuí - FAFI, exerceu os seguintes cargos: Vice-Prefeito de Ijuí-RS (1982 a 1986) Prefeito de Ijuí (1989 a 1992; 2001 a 2004 e 2005 a 2009) Secretário Substituto e Diretor-Geral da Secretaria de Obras do Estado; Deputado Estadual (1994 a 1998) Vice-Presidente da Associação Comercial e Industrial de Ijuí; Presidente da Associação dos Professores da Escola Técnica Industrial 25 de Julho; Delegado Regional da Associação Riograndense de Imprensa; Vice-Presidente da Comissão de Infraestrutura do Parque de Exposições Wandley Burmann, de Ijuí; Presidente da Associação dos Prefeitos da Região do Planalto Médio; Membro dos Conselhos de Administração da Cooperativa de Eletrificação Rural - Ceriluz; Administrativo do Centro Cultural 25 de Julho de Ijuí e da Associação Gaúcha das Emissoras de Rádio e Televisão - Agert. PÁGINA: 184 de 285

191 Existência de relação conjugal, união estável ou parentesco até o 2º grau relacionadas a administradores do emissor, controladas e controladores Justificativa para o não preenchimento do quadro: Não há. PÁGINA: 185 de 285

192 Relações de subordinação, prestação de serviço ou controle entre administradores e controladas, controladores e outros Identificação Cargo/Função CPF/CNPJ Tipo de relação do Administrador com a pessoa relacionada Tipo de pessoa relacionada Exercício Social 31/12/2013 Administrador do Emissor ODIR ALBERTO PINHEIRO TONOLLIER Controle Controlador Direto Presidente do Conselho de Administração e Secretário de Estado da Fazenda Pessoa Relacionada Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. - Banrisul / Presidente do Conselho de Administração Observação Administrador do Emissor ANDRÉ LUIZ BARRETO DE PAIVA FILHO Controle Controlador Direto Membro do Conselho Fiscal e Secretário Adjunto da Fazenda. Pessoa Relacionada Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. - Banrisul / Membro do Conselho Fiscal. Observação Administrador do Emissor Flávio José Helmann da Silva Controle Controlador Direto Chefe de Gabinete da Casa Civil. Pessoa Relacionada Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. - Banrisul / Membro suplente do Conselho Fiscal. Observação Administrador do Emissor PÁGINA: 186 de 285

193 Relações de subordinação, prestação de serviço ou controle entre administradores e controladas, controladores e outros Identificação Cargo/Função Aniger Lorena Ribeiro de Oliveira Controle Controlador Direto Assessora técnica na Secretaria de Estado da Fazenda Pessoa Relacionada Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. - Banrisul / Membro suplente do Conselho Fiscal Observação CPF/CNPJ Tipo de relação do Administrador com a pessoa relacionada Tipo de pessoa relacionada Administrador do Emissor Felipe Rodrigues da Silva Controle Controlador Direto Subsecretário do Tesouro do Estado do Rio Grande do Sul. Pessoa Relacionada Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. - Banrisul / Membro suplente do Conselho Fiscal Observação Administrador do Emissor MARCELO TUERLINCKX DANÉRIS Controle Controlador Direto Membro do Conselho de Administração e Secretário Executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do RS. Pessoa Relacionada Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. - Banrisul / Membro efetivo do Conselho de Administração Observação Administrador do Emissor Nilvo Luiz Alves da Silva Controle Controlador Direto Diretor-Presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental - FEPAM e Membro do Conselho Fiscal Pessoa Relacionada PÁGINA: 187 de 285

194 Relações de subordinação, prestação de serviço ou controle entre administradores e controladas, controladores e outros Identificação CPF/CNPJ Cargo/Função Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. - Banrisul / Membro do Conselho Fiscal Observação Tipo de relação do Administrador com a pessoa relacionada Tipo de pessoa relacionada Administrador do Emissor Djedah de Souza Lisboa Controle Controlador Direto Diretor de Assuntos Estratégicos da Secretaria de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento Urbano do RS e Membro do Conselho Fiscal Pessoa Relacionada Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. - Banrisul / Membro do Conselho Fiscal Observação Administrador do Emissor Juçara Maria Dutra Vieira Controle Controlador Direto Secretária da Justiça e dos Direitos Humanos e Membro do Conselho de Administração Pessoa Relacionada Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. - Banrisul / Membro do Conselho de Administração Observação PÁGINA: 188 de 285

195 Acordos, inclusive apólices de seguros, para pagamento ou reembolso de despesas suportadas pelos administradores Seguro para Administradores O Banco contrata seguro de responsabilidade civil de conselheiros, diretores e/ou administradores, conforme informações abaixo: - Companhia Seguradora: Cia de Seguros Minas Brasil - Período de vigência apólice: a Limite de responsabilidade: R$ ,00 - Prêmio: ,00 -Garantias e Condições: Cobertura apólice à base de reclamações com notificação; Cobertura mundial; Seguro de responsabilidade civil geral de Administradores - Condições Gerais - D&O ACE Seguradora S.A.; inclui-se nessa apólice todas as controladas e/ou subsidiarias, nesta data controladas pelo tomador nos termos da legislação em vigor. Cobertura para novas subsidiárias com ativos inferiores a 20% do total de ativos. Garantia de 100% para os sub-limites: de multas; diretores independentes; reclamação por danos ambientais; administradores aposentados; processos ou procedimentos administrativos, arbitrais e/ou judiciais; herdeiros representantes legais e espolio; responsabilidade solidária de bens; novas controladas e/ou subsidiarias. Retroatividade ilimitada para fatos geradores desconhecidos pelo Tomador e/ou pelo(s) Segurado(s) anteriores ao início da vigência da apólice; Cobertura Claims Made com Notificação ; Prazo Complementar Bilateral para apresentação de reclamações correspondente a 100% da importância segurada da última apólice vigente, pelo período de 03 anos sem pagamento de prêmio adicional; Direito de aquisição de prazo suplementar de 1 ano, correspondente a 100% da importância segurada da última apólice vigente, mediante o pagamento de prêmio correspondente a 75% da última apólice vigente; Direito de aquisição de prazo suplementar de 2 anos, correspondente a 100% da importância segurada da última apólice vigente, mediante o pagamento de prêmio correspondente a 100% da última apólice vigente; Direito de aquisição de prazo suplementar de 3 anos, correspondente a 100% da importância segurada da última apólice vigente, mediante o pagamento de prêmio correspondente a 115% da última apólice vigente; PÁGINA: 189 de 285

196 Outras informações relevantes Outras informações que a Companhia julga relevantes Os Comitês estatutários são compostos pelos ocupantes de determinados cargos, conforme o caso, como previsto no Capítulo XII do Estatuto Social (Artigos 77 ao 80), não havendo eleição de membros por parte da Diretoria. Vide item 12.1 (a) para mais informações sobre a composição dos Comitês. A posse dos membros do Conselho Fiscal da Instituição e do Conselho de Administração eleitos na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária de 30 de abril de 2014, ocorreu após a homologação do Banco Central, em 29/05/2014 e 03/06/2014, respectivamente. A posse dos membros do Comitê de Auditoria e do Conselheiro de Administração da Instituição eleitos na Reunião do Conselho de Administração de 03 de junho de 2014, ocorreu após a homologação do Banco Central, em 30/06/2014 e 02/07/2014, respectivamente. Cargos ocupados pelos membros do Conselho de Administração em outras sociedades ou entidades. Conselheiros de Administração Cargos no Conselho de Administração do BANRISUL S.A. Cargos de administração ocupados em outras sociedades/ entidades: Odir Alberto Pinheiro Tonollier Presidente Membro do Conselho de Administração da PROCERGS - Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul Tulio Zamin Vice-Presidente Não ocupa cargo em outras sociedades/entidades Aldo Pinto da Silva Conselheiro Não ocupa cargo em outras sociedades/entidades Membro do Conselho de Administração da Embratel Conselheiro eleito pelos acionistas Dilio Sergio Penedo Participações S.A. e da Embratel S.A. e Diretor da preferencialistas Associação Comercial do Rio de Janeiro. Guilherme Cassel Conselheiro Não ocupa cargo em outras sociedades/entidades João Acir Verle Conselheiro Não ocupa cargo em outras sociedades/entidades Juçara Maria Dutra Vieira Conselheira Não ocupa cargo em outras sociedades/entidades Marcelo Tuerlinckx Danéris Conselheiro Membro do Conselho de Administração da Companhia Riograndense de Mineração PÁGINA: 190 de 285

197 Descrição da política ou prática de remuneração, inclusive da diretoria não estatutária 13.1 Descrição da política ou prática de remuneração do Conselho de Administração, da Diretoria Estatutária e não Estatutária, do Conselho Fiscal, dos Comitês Estatutários e dos Comitês de Auditoria, de Risco, Financeiro e de Remuneração, abordando os seguintes aspectos: a. Objetivos da política ou prática de remuneração Somos uma sociedade de economia mista, controlada pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Consequentemente, além das normas gerais da Lei 6.404/76 e da regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários aplicável a companhias abertas, a política de remuneração dos administradores está sujeita a normas de direito público, inclusive leis e atos normativos editados pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul. A remuneração dos nossos administradores é fixada pela Assembleia Geral, observados os princípios de governança corporativa. No ano de 2010, foi observada a norma estabelecida pelo acionista controlador por meio da Resolução nº 4/2009, de , do Comitê de Governança Corporativa das Empresas Estatais do Estado do Rio Grande do Sul, criado pelo Decreto nº /07, do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, que conferiu ao referido Comitê a atribuição para a fixação da remuneração de dirigentes de empresas estatais. A partir do ano de 2011, a definição da remuneração dos administradores observa o limite definido pela Lei Estadual nº , de 14 de janeiro de As características de remuneração de cada órgão do BANRISUL são descritas a seguir: Conselho de Administração a. objetivos da política ou prática de remuneração b. composição da remuneração, indicando: i. descrição dos elementos da remuneração e os objetivos de cada um deles ii. qual a proporção de cada elemento na remuneração total iii. metodologia de cálculo e de reajuste de cada um dos elementos da remuneração iv. razões que justificam a composição da remuneração c. principais indicadores de desempenho que são levados em consideração na determinação de cada elemento da remuneração d. como a remuneração é estruturada para refletir a evolução dos indicadores de desempenho e. como a política ou prática de remuneração se alinha aos interesses do emissor de curto, médio e longo prazo f. existência de remuneração suportada por subsidiárias, controladas ou controladores diretos ou indiretos g. existência de qualquer remuneração ou benefício vinculado à ocorrência de determinado evento societário, tal como a alienação do controle societário do emissor. A remuneração dos membros do Conselho de Administração do Banrisul é fixada pela Assembleia Geral, sendo adotada como prática a não acumulação remunerada de cargos. Neste sentido, os membros do Conselho de Administração que integram a Diretoria Executiva ou o Comitê de Auditoria recebem apenas a remuneração atribuída aos ocupantes de cargos nestes órgãos e não àquela atribuída aos membros do Conselho de Administração. No exercício de 2011 o Vice-Presidente do Conselho de Administração e um Conselheiro exerceram, respectivamente, os cargos de Presidente e Vice-Presidente da Diretoria Executiva do Banrisul. Honorários: remuneração mensal fixa. Honorários: 100% Não se aplica. Remuneração fixa sem indicador vinculado. A remuneração de nossos administradores é composta por parcela fixa tendo sido fixada de acordo com preceitos legais estabelecidos pela legislação aplicável e demais normativos destinados a sociedades de economia mista no Estado do Rio Grande do Sul. Não se aplica. Não se aplica. Não aplicável. A remuneração dos administradores é composta apenas por uma parcela fixa. A totalidade da remuneração de nossos administradores é suportada pela Instituição. Não há. PÁGINA: 191 de 285

198 Descrição da política ou prática de remuneração, inclusive da diretoria não estatutária 13.1.ii Abaixo planilha informando a participação detida por cada elemento da remuneração descrito no item 13.1.b.i na remuneração total do Conselho de Administração, conforme citados no item ÓRGÃO 2013 % 2012 % 2011 % Conselho de Administração Salário ou Pró-labore , ,00 100% ,80 100% Diretoria a. objetivos da política ou prática de remuneração A remuneração dos membros da Diretoria é fixada pela Assembleia Geral, observados os princípios de governança corporativa e a norma estabelecida pelo acionista controlador. Os diretores que são egressos do nosso quadro de pessoal ou que são funcionários públicos estaduais podem optar por continuar recebendo sua remuneração funcional. Até o exercício de 2010, no caso dos diretores oriundos dos quadros do Banco, a remuneração inclui participação nos nossos lucros e resultados, conforme os termos de convenção coletiva de trabalho da categoria de bancários, a qual é calculada como um percentual fixo calculado sobre o salário do beneficiário. No exercício de 2011, conforme proposta de alteração do Estatuto Social da Companhia, artigo 19, o pagamento de participação nos lucros e resultados poderá ser pago para todos os membros da diretoria. Adicionalmente, nossos Diretores recebem verba de representação, em valor fixo, cujo montante é fixado por nosso Conselho de Administração, em 50% da remuneração estabelecida para o respectivo cargo. b. composição da remuneração, indicando: i. descrição dos elementos da remuneração e os objetivos de cada um deles ii. qual a proporção de cada elemento na remuneração total iii. metodologia de cálculo e de reajuste de cada um dos elementos da remuneração iv. razões que justificam a composição da remuneração c. principais indicadores de desempenho que são levados em consideração na determinação de cada elemento da remuneração d. como a remuneração é estruturada para refletir a evolução dos indicadores de desempenho e. como a política ou prática de remuneração se alinha aos interesses do emissor de curto, médio e longo prazo f. existência de remuneração suportada por subsidiárias, controladas ou controladores diretos ou indiretos g. existência de qualquer remuneração ou benefício vinculado à ocorrência de determinado evento societário, tal como a alienação do controle societário do emissor. Honorários: remuneração mensal fixa. Verba de Representação. Participação sobre Lucros e Resultados da Sociedade PLR esta calculada de acordo com os mesmos critérios definidos pela convenção coletiva de trabalho da categoria de bancários calculada tendo como base a verba de honorários. Honorários: 50% da remuneração mensal fixa; Verba de representação: 50% da remuneração fixa; PLR: variável calculada de acordo com os mesmos critérios definidos pela convenção coletiva de trabalho da categoria de bancários calculada tendo como base a verba de honorários. Não se aplica. Remuneração fixa sem indicador vinculado. Não se aplica. Remuneração fixa sem indicador vinculado. Não se aplica. Não se aplica. Não se aplica. A remuneração dos administradores é composta por uma parcela fixa, por verba de representação em percentual também fixo e a participação sobre Lucros e Resultados da Sociedade PLR é calculada de acordo com os mesmos critérios definidos pela convenção coletiva de trabalho da categoria de bancários calculada tendo como base a verba de honorários. A totalidade da remuneração de nossos administradores é suportada pela Instituição. Não há. 2 PÁGINA: 192 de 285

199 Descrição da política ou prática de remuneração, inclusive da diretoria não estatutária 13.1.ii Abaixo planilha informando a participação detida por cada elemento da remuneração descrito no item 13.1.b.i na remuneração total da Diretoria Executiva do Banrisul S.A., conforme citados no item ÓRGÃO 2013 % 2012 % 2011 % Diretoria Salário ou Pró-labore ,52 47,5% ,37 48% ,70 49% Gratificação ,52 47,5% ,37 48% ,70 49% PLR ,26 5,0% ,67 4% ,00 2% Outros Valores Variáveis TOTAL REMUNERAÇÃO DIRETORIA ,30 100% ,40 100% ,40 100% Conselho Fiscal Nosso Conselho Fiscal é composto por profissionais renomados, funcionando de modo permanente, com os poderes e atribuições a ele conferidos por lei, sendo sua remuneração fixada pela Assembleia Geral Ordinária, observado o parágrafo 3º do Artigo 162 da Lei das Sociedades por Ações ii Abaixo planilha informando a participação detida por cada elemento da remuneração descrito no item 13.1.b.i na remuneração total do Conselho Fiscal do Banrisul S.A., conforme citados no item ÓRGÃO 2013 % 2012 % 2011 % Conselho Fiscal Salário ou Pró-labore ,81 100% ,80 100% ,80 100% Comitê de Auditoria a. objetivos da política ou prática de remuneração Temos em funcionamento permanente um Comitê de Auditoria, composto de três membros, indicados por nosso Conselho de Administração, observados os requisitos estabelecidos pelo Banco Central. A remuneração mensal dos membros do nosso Comitê de Auditoria é fixada pelo Conselho de Administração. b. composição da remuneração, indicando: i. descrição dos elementos da remuneração e os Honorários: remuneração mensal fixa. objetivos de cada um deles ii. qual a proporção de cada elemento na remuneração Honorários: 100% da remuneração mensal fixa; total iii. metodologia de cálculo e de reajuste de cada um Não se aplica. Remuneração fixa sem indicador vinculado. dos elementos da remuneração iv. razões que justificam a composição da remuneração Não se aplica. Remuneração fixa sem indicador vinculado. c. principais indicadores de desempenho que são levados em consideração na determinação de cada elemento da remuneração d. como a remuneração é estruturada para refletir a evolução dos indicadores de desempenho e. como a política ou prática de remuneração se alinha aos interesses do emissor de curto, médio e longo prazo f. existência de remuneração suportada por subsidiárias, controladas ou controladores diretos ou indiretos g. existência de qualquer remuneração ou benefício vinculado à ocorrência de determinado evento societário, tal como a alienação do controle societário do emissor. Não há remuneração variável, mas somente remuneração fixa, sem indicador vinculado. Não se aplica. A remuneração mensal atribuída aos membros do Comitê foi fixada considerando o montante pago aos membros da Diretoria a título de honorários e se alinha tanto aos interesses de curto, como de médio e longo prazo do Banco, na medida que representam compensações compatíveis com o mercado local, estimulando o integrante do comitê ao aperfeiçoamento de práticas e alinhamento aos interesses do Banco. A totalidade da remuneração de nossos administradores é suportada pela Instituição. Não há. 3 PÁGINA: 193 de 285

200 Descrição da política ou prática de remuneração, inclusive da diretoria não estatutária 13.1.ii Abaixo planilha informando a participação detida por cada elemento da remuneração descrito no item 13.1.b.i na remuneração total do Comitê de Auditoria do Banrisul S.A., conforme citados no item ÓRGÃO 2013 % 2012 % 2011 % Comitê de Auditoria ,15 100% ,20 100% ,00 100% 4 PÁGINA: 194 de 285

201 Remuneração total do conselho de administração, diretoria estatutária e conselho fiscal Remuneração total prevista para o Exercício Social corrente 31/12/ Valores Anuais Conselho de Administração Diretoria Estatutária Conselho Fiscal Total Nº de membros 9,00 9,00 5,00 23,00 Remuneração fixa anual Salário ou pró-labore , , , ,20 Benefícios direto e indireto 0,00 0,00 0,00 0,00 Participações em comitês 0,00 0,00 0,00 0,00 Outros 0, ,28 0, ,28 Descrição de outras remunerações fixas Valor referente verba de representação, conforme determinado em Ata da AGO/E de Remuneração variável Bônus 0,00 0,00 0,00 0,00 Participação de resultados 0, ,56 0, ,56 Participação em reuniões 0,00 0,00 0,00 0,00 Comissões 0,00 0,00 0,00 0,00 Outros 0,00 0,00 0,00 0,00 Descrição de outras remunerações variáveis Pós-emprego 0,00 0,00 0,00 0,00 Cessação do cargo 0,00 0,00 0,00 0,00 Baseada em ações 0,00 0,00 0,00 0,00 Observação Valores referentes à previsão para pagamento neste ano. Em relação ao respectivo valor, informamos que, dos nove integrantes do Conselho de Administração, desde julho de 2012, apenas cinco são remunerados, tendo em vista que dois integram a Diretoria Estatutária e outros dois declinaram de sua remuneração. O número de membros de cada órgão corresponde à média anual do número de membros de cada órgão apurado mensalmente, com duas casas decimais. Valores referentes à previsão para pagamento neste ano. O número de membros de cada órgão corresponde à média anual do número de membros de cada órgão apurado mensalmente, com duas casas decimais. Valores referentes à previsão para pagamento neste ano. O número de membros de cada órgão corresponde à média anual do número de membros de cada órgão apurado mensalmente, com duas casas decimais. Total da remuneração , , , ,04 Remuneração total do Exercício Social em 31/12/ Valores Anuais Conselho de Administração Diretoria Estatutária Conselho Fiscal Total Nº de membros 9,00 9,00 5,00 23,00 Remuneração fixa anual Salário ou pró-labore , , , ,02 Benefícios direto e indireto 0,00 0,00 0,00 0,00 Participações em comitês 0,00 0,00 0,00 0,00 PÁGINA: 195 de 285

202 Outros 0, ,52 0, ,52 Descrição de outras remunerações fixas Valor referente verba de representação, conforme determinado em Ata da AGO/E de Remuneração variável Bônus 0,00 0,00 0,00 0,00 Participação de resultados 0, ,26 0, ,26 Participação em reuniões 0,00 0,00 0,00 0,00 Comissões 0,00 0,00 0,00 0,00 Outros 0,00 0,00 0,00 0,00 Descrição de outras remunerações variáveis Valor referente PLR conforme Ata da AGO/E de Pós-emprego 0,00 0,00 0,00 0,00 Cessação do cargo 0,00 0,00 0,00 0,00 Baseada em ações 0,00 0,00 0,00 0,00 Observação Dos nove integrantes do Conselho de Administração, desde julho de 2012, apenas cinco são remunerados, tendo em vista que dois integram a Diretoria Estatutária e outros dois declinaram de sua remuneração. Em relação ao respectivo valor, informamos que: a) na comparação do quadro 13.2 deste Formulário de Referência com a Nota Explicativa nº 25 das Demonstrações Financeiras 4T2013 há uma diferença no valor total da remuneração da Administração referente ao valor da remuneração do Comitê de Auditoria (de R$ ,15) incluído Total da remuneração , , , ,80 Remuneração total do Exercício Social em 31/12/ Valores Anuais Conselho de Administração Diretoria Estatutária Conselho Fiscal Total Nº de membros 9,00 9,00 4,42 22,42 Remuneração fixa anual Salário ou pró-labore , , , ,17 Benefícios direto e indireto 0,00 0,00 0,00 0,00 Participações em comitês 0,00 0,00 0,00 0,00 Outros 0, ,37 0, ,37 Descrição de outras remunerações fixas Valor referente verba de representação, conforme determinado em Ata da AGO/E de Remuneração variável Bônus 0,00 0,00 0,00 0,00 Participação de resultados 0, ,66 0, ,66 Participação em reuniões 0,00 0,00 0,00 0,00 Comissões 0,00 0,00 0,00 0,00 Outros 0,00 0,00 0,00 0,00 PÁGINA: 196 de 285

203 Descrição de outras remunerações variáveis Valor referente PLR, conforme determinado em Ata da AGO/E de Pós-emprego 0,00 0,00 0,00 0,00 Cessação do cargo 0,00 0,00 0,00 0,00 Baseada em ações 0,00 0,00 0,00 0,00 Observação Dos 09 Conselheiros de Administração apenas 05 receberam pró-labore, tendo em vista que dois integram a Diretoria Estatutária e outros 02 declinaram de sua remuneração. Obs.2012: Em relação ao respectivo valor, informamos que: a) na comparação do quadro 13.2 deste Formulário de Referência com a Nota Explicativa nº 25 das Demonstrações Financeiras 4T2012 há uma diferença no valor total da remuneração da Administração, referente ao valor da remuneração do Comitê de Auditoria (de R$ ,20) incluído naquela nota. Total da remuneração , , , ,20 Remuneração total do Exercício Social em 31/12/ Valores Anuais Conselho de Administração Diretoria Estatutária Conselho Fiscal Total Nº de membros 9,00 8,42 4,42 21,84 Remuneração fixa anual Salário ou pró-labore , , , ,30 Benefícios direto e indireto 0,00 0,00 0,00 0,00 Participações em comitês 0,00 0,00 0,00 0,00 Outros 0, ,70 0, ,70 Descrição de outras remunerações fixas Valor referente verba de representação, conforme determinado em Ata da AGO/E de Remuneração variável Bônus 0,00 0,00 0,00 0,00 Participação de resultados 0, ,00 0, ,00 Participação em reuniões 0,00 0,00 0,00 0,00 Comissões 0,00 0,00 0,00 0,00 Outros 0,00 0,00 0,00 0,00 Descrição de outras remunerações variáveis Valor referente a gratificação, conforme determinado em Ata da AGO/E de Pós-emprego 0,00 0,00 0,00 0,00 Cessação do cargo 0,00 0,00 0,00 0,00 Baseada em ações 0,00 0,00 0,00 0,00 PÁGINA: 197 de 285

204 Observação Em relação ao respectivo valor, informamos que, dos nove integrantes do Conselho de Administração, no ano de 2011, apenas seis são remunerados, tendo em vista que dois integram a Diretoria Estatutária e o outro declinou de sua remuneração. Obs.2012: Em relação ao respectivo valor, informamos que: a) na comparação do quadro 13.2 deste Formulário de Referência com a Nota Explicativa nº 25 das Demonstrações Financeiras 4T2012 há uma diferença no valor total da remuneração da Administração, referente ao valor da remuneração do Comitê de Auditoria (de R$ ,20) incluído naquela nota. Total da remuneração , , , ,00 PÁGINA: 198 de 285

205 Remuneração variável do conselho de administração, diretoria estatutária e conselho fiscal 13.3 Em relação à remuneração variável dos 3 últimos exercícios sociais e à prevista para o exercício social corrente: Não aplicável. Até 2010 a remuneração de nossos administradores era composta apenas por uma parcela fixa e por verba de representação em percentual também fixo, conforme descrito no item 13(a). A partir de 2011 as gratificações pagas aos Diretores do Banrisul, relativas à participação em lucros e resultados, são objeto de dissídio coletivo aplicável a todos os funcionários do banco estando em conformidade com o item 13(a). PÁGINA: 199 de 285

206 Plano de remuneração baseado em ações do conselho de administração e diretoria estatutária 13.4 Em relação ao plano de remuneração baseado em ações do Conselho de Administração e da Diretoria Estatutária, em vigor no último exercício social e previsto para o exercício social corrente: a. Termos e condições gerais b. Principais objetivos do plano c. Forma como o plano contribui para esses objetivos d. Como o plano se insere na política de remuneração da Companhia e. Como o plano alinha os interesses dos administradores e da Companhia a curto, médio e longo prazo f. Número máximo de ações abrangidas g. Número máximo de opções a serem outorgadas h. Condições de aquisição de ações i. Critérios para fixação do preço de aquisição ou exercício j. Critérios para fixação do prazo de exercício k. Forma de liquidação l. Restrições à transferência das ações m. Critérios e eventos que, quando verificados, ocasionarão a suspensão, alteração ou extinção do plano n. Efeitos da saída do administrador dos órgãos da Companhia sobre seus direitos previstos no plano de remuneração baseado em ações Não aplicável. Não possuímos um plano de remuneração baseado em ações. PÁGINA: 200 de 285

207 Participações em ações, cotas e outros valores mobiliários conversíveis, detidas por administradores e conselheiros fiscais - por órgão 13.5 Quantidade de ações ou cotas direta ou indiretamente detidas, no Brasil ou no exterior, e outros valores mobiliários conversíveis em ações ou cotas, emitidos pela Companhia, seus controladores diretos ou indiretos, sociedades controladas ou sob controle comum, por membros do conselho de administração, da diretoria estatutária ou do conselho fiscal, agrupados por órgão, na data de encerramento do último exercício social. PÁGINA: 201 de 285

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