CONTRATO DE SEGURO: NEGATIVAS DE PAGAMENTO DAS SEGURADORAS

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1 UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ UNIVALI CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E JURÍDICAS - CEJURPS CURSO DE DIREITO CONTRATO DE SEGURO: NEGATIVAS DE PAGAMENTO DAS SEGURADORAS JESSICA MUELLER PINOTTI Itajaí [SC], Junho de 2010

2 i UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ UNIVALI CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E JURÍDICAS - CEJURPS CURSO DE DIREITO CONTRATO DE SEGURO: NEGATIVAS DE PAGAMENTO DAS SEGURADORAS JESSICA MUELLER PINOTTI Monografia submetida à Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI, como requisito parcial à obtenção do grau de Bacharel em Direito. Orientador: Professor Esp. Eduardo Erivelton Campos Itajaí [SC], Junho de 2010

3 ii AGRADECIMENTO Ao meu amado pai, que é meu exemplo de vida, como pessoa e como profissional. A minha mãe, que infelizmente não poderá participar deste momento. E a minha família e amigos especiais, que sempre estão juntos comigo! Eu amo vocês! Do fundo do meu coração!

4 iii DEDICATÓRIA Dedico essa conquista ao meu pai, meu tudo. Também aos amigos que conquistei ao longo dessa grande jornada e aos professores que contribuíram para a obtenção de todo o conhecimento adquirido ao longo desse curso.

5 iv TERMO DE ISENÇÃO DE RESPONSABILIDADE Declaro, para todos os fins de direito, que assumo total responsabilidade pelo aporte ideológico conferido ao presente trabalho, isentando a Universidade do Vale do Itajaí, a coordenação do Curso de Direito, a Banca Examinadora e o Orientador de toda e qualquer responsabilidade acerca do mesmo. Itajaí [SC], Junho de 2010 Jessica Mueller Pinotti Graduando

6 v PÁGINA DE APROVAÇÃO A presente monografia de conclusão do Curso de Direito da Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI, elaborada pela graduanda Jessica Mueller Pinotti, sob o título Contrato de Seguro: Negativas de Pagamento das Seguradoras, foi submetida em 07/06/2010 à banca examinadora composta pelos seguintes professores: MSc. Emerson de Morais Granado e Esp. Eduardo Erivelton Campos, e aprovada com a nota 10,00. Itajaí [SC], Junho de 2010 Professor Esp. Eduardo Erivelton Campos Orientador e Presidente da Banca Professor MSc. Antônio Augusto Lapa Coordenação da Monografia

7 vi SUMÁRIO RESUMO... VIII INTRODUÇÃO... 1 CAPÍTULO CONTRATO DE SEGURO - GENERALIDADES EVOLUÇÃO HISTÓRICA SEGURO NO BRASIL CONCEITOS DIREITO DO SEGURO CONTRATO DE SEGURO CLASSIFICAÇÃO BILATERAL OU SINALAGMÁTICO ONEROSO COMUTATIVO / ALEATÓRIO CONSENSUAL NOMINADO DE ADESÃO DE BOA-FÉ MODALIDADES DANO RESPONSABILIDADE CIVIL PESSOAS...20 CAPÍTULO CONTRATO DE SEGURO - APÓLICE INSTRUMENTOS DO CONTRATO DE SEGURO PROPOSTA APÓLICE ELEMENTOS DO CONTRATO DE SEGURO RISCO PRÊMIO SEGURADOR CORRETOR DE SEGUROS SEGURADO BENEFICIÁRIO - ABERTO/FECHADO INDENIZAÇÃO MORA DO SEGURADO MORA DO SEGURADOR...43

8 vii CAPÍTULO CONTRATO DE SEGURO - INDENIZAÇÃO FATORES QUE DETERMINAM A EXCLUSÃO DA INDENIZAÇÃO ÁLCOOL / DROGAS SUICÍDIO DECLARAÇÃO PESSOAL DE SAÚDE - DPS AGRAVAÇÃO DO RISCO QUESTIONÁRIO PERFIL...64 CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIA DAS FONTES CITADAS... 68

9 viii RESUMO O trabalho contido nessa pesquisa explora o conteúdo abordado na área do direito civil, no sentido de analisar o contrato de seguro e os fatores que determinam a indenização ou a negativa de um processo de sinistro, instituto decorrente deste negócio jurídico. Nesse âmbito verificou-se que os contratos de seguros amparam dois tipos de risco, duas modalidades: dano e pessoas. Também se tornou notável a classificação jurídica que esse tipo de negócio engloba, ou seja, é o contrato de seguro: bilateral, oneroso, aleatório, consensual, nominado, de adesão e de boa-fé. É aquele pelo qual os contratantes, segurado e seguradora, assumem obrigações recíprocas, sendo a da seguradora a de indenizar as perdas e danos resultantes de um evento futuro e incerto, proveniente de um risco previamente contratado na apólice. A apólice de seguro é um contrato regulado pelo Código Civil Brasileiro que possui cláusulas limitativas elaboradas pelo segurador, sendo o segurado a parte submissa da relação jurídica, pois não aceitando as cláusulas impostas, não terá seu interesse garantido. Percebeu-se também, que o Código de Defesa do Consumidor prevê em seu artigo 47 que as cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor. Outro fator destacado é em relação a apólice de seguro e seus instrumentos e elementos, sendo esses últimos: risco, prêmio, segurador, corretor de seguros, segurado, beneficiário e indenização. Por fim, ganha destaque a análise jurídica acerca da indenização no contrato de seguro e os fatores que determinam as situações de exclusão da garantia.

10 1 INTRODUÇÃO A presente Monografia terá como objeto o estudo sobre os fatores que determinam a exclusão da indenização nos contratos de seguro. Para tanto, principia se, no Capítulo 1, tratando da evolução história do seguro no mundo e também com atenção especial para o surgimento no Brasil. Também serão apresentados alguns conceitos importantes acerca do tema desenvolvido, assim como será explorada a classificação do contrato de seguro no ordenamento jurídico brasileiro. Por fim, explicando individualmente cada modalidade prevista no Código Civil Brasileiro. No Capítulo 2, tratando da apólice de seguro como um todo, trazendo importantes definições envolvendo os instrumentos do contrato de seguro e também os elementos mais importantes para a formação do mesmo. No Capítulo 3, tratando especificamente dos fatores que determinam a exclusão da garantia securitária em eventual sinistro ocorrido, sendo relacionados entendimentos doutrinários e jurisprudenciais para embasar toda a pesquisa realizada. O presente Relatório de Pesquisa se encerra com as Considerações Finais, nas quais serão apresentados pontos conclusivos destacados, seguidos da estimulação à continuidade dos estudos e das reflexões sobre o contrato de seguro e as possíveis negativas de pagamento das seguradoras. hipóteses: Para a presente monografia foram levantadas as seguintes Primeira hipótese: a indenização decorrente do suicídio do segurado só será devida se o mesmo vier a falecer dois anos após a vigência inicial do contrato ou de sua recondução após suspenso, conforme artigo 798 do Código Civil Brasileiro.

11 2 Segunda hipótese: se o segurado ou pessoa autorizada por ele, em caso de seguro de dano, estiver sob efeito de álcool ou drogas, a indenização, em qualquer caso não será devida, por infringir disposições do Código de Trânsito Brasileiro, que proíbe tal pratica. Terceira hipótese: a ausência de imediata comunicação de sinistro à seguradora constitui agravamento de risco e acarretará penalidades ao segurado, inclusive a negativa de pagamento. Quanto à Metodologia empregada, registra-se que, na Fase de Investigação foi utilizado o Método Indutivo, na Fase de Tratamento de Dados o Método Cartesiano, e, o Relatório dos Resultados expresso na presente Monografia é composto na base lógica Indutiva. Nas diversas fases da Pesquisa, foram acionadas as Técnicas do Referente, da Categoria, do Conceito Operacional e da Pesquisa Bibliográfica.

12 3 CAPÍTULO 1 CONTRATO DE SEGURO GENERALIDADES 1.1 EVOLUÇÃO HISTÓRICA É fato inegável que a origem do contrato de seguro é bastante remota, tendo surgido como um produto cultural vinculado a um dos grandes problemas do homem, ou seja, a ocorrência de eventos prejudiciais aos seus interesses, sobre os quais é impossível o controle. Fruto da necessidade humana de preservar e garantir seus bens, o contrato de seguro surge caracterizado pelo mutualismo, onde os indivíduos perceberam que era mais fácil suportar os efeitos dos riscos em coletividade. O auxílio de muitos para suprir as necessidades de poucos amenizava as conseqüências danosas e fortalecia o grupo. 1 As atividades mercantis foram o marco inicial do contrato de seguro na história da humanidade, sendo que a doutrina predominante dispõe de duas teorias para a origem deste tão importante contrato. nômades: Na visão de SILVA 2 uma das teorias é a dos cameleiros [...] na prática de suas atividades mercantis de compra e venda de animais, eram obrigados a percorrer inóspitas regiões desérticas e, em função dessa atividade insalubre, não raro tinha-se a perda de um camelo, que diga-se de passagem, representava o mais importante instrumento destinado a promover o sustento dos indivíduos pertencentes àquele grupo. [...] Contudo, para evitar que o efeito da perda daqueles animais fosse suportada apenas por um integrante do grupo, os cameleiros passaram a firmar 1 ALVIM, Pedro. O contrato de seguro. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense, p SILVA, Ivan de Oliveira. Curso de direito do seguro. São Paulo: Saraiva, p. 2.

13 4 pactos de cooperação mútua para que, na hipótese de perda do camelo, todo o grupo prestasse auxílio à vítima para reconstituí-la ao statu quo ante. Para MARTINS 3 [...] na antiguidade os cameleiros do Extremo Oriente faziam acordos no sentido de indenizar a eventual perda de um camelo de qualquer um dos componentes das caravanas, durante o período das viagens. Assim, pode-se dizer que a primeira teoria é a dos cameleiros; todavia, também há a teoria dos navegantes fenícios, que também é digna de crédito na história. Semelhantes aos interesses dos cameleiros surgem os fenícios e suas embarcações que enfrentavam o mar revolto. Para SENE 4, os donos das embarcações [...] se uniam para repor eventual perda de uma das embarcações do grupo ao qual pertenciam e através destes pactos conseguiam suportar os riscos inerentes a atividade praticada por eles. SILVA 5 comenta que [...] o instituto do seguro, desde as suas origens, mostrou-se um importante mecanismo de salvaguarda aos interesses dos titulares dos bens de produção [...]. Cumpre salientar que as viagens marítimas têm o mérito pelo nascimento da primeira modalidade formal de seguro, o contrato de dinheiro a risco marítimo, surgido no século XII. Sobre o assunto, GUIMARÃES 6 discorre: Por força de suas cláusulas, um financiador emprestava ao navegador dinheiro correspondente ao valor da embarcação e das mercadorias transportadas. Se não houvesse acidente, o 3 MARTINS, João Marcos Brito. O contrato de seguro: comentado conforme as disposições do novo Código Civil. Rio de Janeiro: Forense Universitária, p SENE, Leone Trida. Seguro de pessoas: negativas de pagamento das seguradoras. Curitiba: Juruá, p SILVA, Ivan de Oliveira. Curso de direito do seguro. p GUIMARÃES, Antonio Marcio da Cunha. Contratos internacionais de seguros. São Paulo: RT, p. 16.

14 5 navegador devolvia o dinheiro ao financiador acrescido de juros. Em caso de sinistro, que era justamente o acidente com o navio/mercadorias transportadas, o dinheiro não era devolvido. Foi com o advento deste ramo do seguro que começaram as mudanças em relação ao praticado anteriormente. SENE 7 conta que [...] Deixouse de lado a solidariedade, a mutualidade desinteressada, que deram lugar à transferência do risco [...], a terceiro, no caso o banqueiro [...]. Contratando com financiadores, a população passou a ter uma maior garantia de indenização em virtude de um possível sinistro. Ocorre que este tipo de contrato era baseado em juros remuneratórios, o que contrariava os ensinamentos da Igreja Católica. Condenando a usura e com total controle sobre as atividades do homem, diz SENE 8 que [...] o Papa Gregório IX proibiu por decreto, a cobrança de empréstimos a juros. Dentre as práticas vedadas estava o contrato de dinheiro a risco marítimo. Todavia a norma papal não evitou que os interessados continuassem a praticar o seguro, pois se adequaram ao solicitado alterando os juros pela multa. Embora seja uma das mais antigas formas de proteção social desenvolvida pelo homem, somente no século XIV há registros dos primeiros pactos de seguro. Informa OLIVEIRA 9 que [...] a primeira emissão de apólice se deu na cidade de Pisa, em Também comenta ALVIM 10 que [...] somente um notário da praça de Gênova fizera 80 contratos, num mês, durante o ano de SENE, Leone Trida. Seguro de pessoas: negativa de pagamento das seguradoras. p SENE, Leone Trida. Seguro de pessoas: negativa de pagamento das seguradoras. p OLIVEIRA, Celso Marcelo de. Contrato de seguro: interpretação doutrinária e jurisprudencial. Campinas: LZN, p ALVIM, Pedro. O contrato de seguro. p. 28.

15 6 A aceitabilidade do seguro foi imensa e este negócio jurídico expandiu-se por grande parte da Europa, ensejando a criação de normas regulamentadoras para tal. SILVA 11 relata: No alvorecer da Renascença, período em que o comércio e a já indústria nascente ostentava inquestionável patrimônio era objeto de acentuada movimentação financeira, motivo pelo qual é de considerar que os bens ficavam sujeitos aos diversos riscos provenientes da própria atividade ou, não raro, por circunstâncias naturais, verificamos que o Estado a exemplo do que se mostrou uma constante em épocas posteriores passou a regulamentar as operações securitárias e, nesse sentido, em 1435 surgiram as Ordenações de Barcelona, com o fim de legislar a respeito do seguro. Diante desse mister estatal, foi criado um tribunal especializado para julgamento da matérias e proibida a prática abusiva de certas operações que desfiguravam a natureza do contrato. Afirma SENE 12 que também são dignas de registro as: [...] Ordenanças de Veneza (1468), Estatutos de Gênova (1498), Ordenanças de Florença (1522), de Burgos (1537), de Flandres (1537), de Sevilla (1553), de Bilbao (1560), de Amsterdã (1598), Ordenanças da Marinha Francesa (1681). Com as normas instauradas e o crescimento do interesse das pessoas pela contratação deste instituto, foram criados outros ramos de seguro, com o intuito de garantir outros riscos provenientes das transformações da sociedade em geral. Em virtude da tragédia londrina de 1666 há registros do surgimento da modalidade de seguro contra incêndio residencial, tido como seguro terrestre. Aponta LOPES 13 que a criação das primeiras companhias de seguros deu-se em função da citada tragédia, são elas: 11 SILVA, Ivan de Oliveira. Curso de direito do seguro. p SENE, Leone Trida. Seguro de pessoas: negativas de pagamento das seguradoras. p LOPES, Serpa. Curso de direito civil: fonte das obrigações contratos. 4.ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, p. 388.

16 7 A Fire Office e a Royal Exchange, surto esse que se espalhou por outros países, como os Estados Unidos, Alemanha e França, onde, entretanto, em virtude da revolução com um movimento contrário às sociedades por ações, veio a sofrer um colapso temporário, que se refletiu no Código de Napoleão, o qual, se bem que houvesse incluído entre os contratos aleatórios, contudo não o regulou devidamente. Todavia, SENE 14 contesta a afirmação de LOPES, ressaltando que já havia sido criada uma companhia de seguros antes do acontecimento de 1666: [...] surgiram então, na Inglaterra, as primeiras sociedades seguradoras. [...], tem-se como a de maior relevo entre estas sociedades, a Lloyd s, fundada em 1662, que [...] se transformara na mais tradicional companhia de seguros do mundo. Após a grande anuência dos seguros terrestres e de vida e com a influência da Revolução Industrial cresceram os investimentos dos grandes empresários na constituição de companhias de seguros. Enfatizando esta questão, SILVA 15 leciona: Nesse compasso é possível sustentar que os seguradores passaram a gerenciar o seguro com critérios técnicos a partir do século XVIII, sendo certo que a implementação de técnicas atuariais, naturalmente, possibilitou o sucesso financeiro dos investidores do mercado securitário e, por conta disso, é previsível que essa ascensão tenha corroborado com o crescimento e credibilidade do instituto do seguro. Enfim, importa mencionar que a atividade da seguradora é um negócio com o objetivo de lucro, que busca a eficiência para cumprir sua função social. 14 SENE, Leone Trida. Seguro de pessoas: negativas de pagamento das seguradoras. p SILVA, Ivan de Oliveira. Curso de direito do seguro. p. 12.

17 Seguro no Brasil A história do seguro no Brasil é recente. LAS CASAS 16 observa que este tipo de contrato foi impulsionado com a abertura dos portos do país as nações amigas de Portugal, em Sendo que o marco inicial é a fundação da primeira seguradora do país, a Companhia de Seguros Boa Fé, com sede na Bahia, e regulamentada pela Casa de Seguros de Lisboa. A padronização do seguro no mercado brasileiro ocorreu com o advento do Código Comercial em 1850, no qual se estruturou e regulamentou o seguro marítimo pela primeira vez, sendo que os riscos terrestres eram regidos pelas normas gerais dos contratos e pelos princípios admitidos nos pactos individuais. Essa legislação teve a sua primeira parte expressamente revogada pela Lei n /2002 (Código Civil), sendo que somente estão em vigor os artigos 666 a 730, que disciplinam o seguro marítimo. A última década do século XIX e o início da industrialização foram os propulsores do desenvolvimento do seguro no nosso país. Ademais a globalização fez com que várias seguradoras estrangeiras instalassem filiais no Brasil e, como conseqüência, forneceram know-how e técnicas resultantes de suas experiências de vários anos. 17 Com o advento do Código Civil e sua entrada em vigor em janeiro de 2003, o seguro teve um capítulo (XV) dedicado expressamente a este negócio jurídico. Com mudanças significativas para o contrato de seguros, o capítulo passou a separar os seguros de bens dos de pessoas, possibilitou a inclusão do companheiro não oficialmente casado entre os beneficiários, entre outras alterações. 18 Essa rápida visão histórica permite o conhecimento e a noção de que o seguro surgiu da necessidade de proteção contra eventos aleatórios, futuros e incertos, que pudessem destruir o patrimônio do homem. 16 LAS CASAS, Alexandre Luzzi. Marketing de seguros. 2.ed. São Paulo: Saraiva, p LAS CASAS, Alexandre Luzzi. Marketing de seguros. p LAS CASAS, Alexandre Luzzi. Marketing de seguros. p. 05.

18 9 1.2 CONCEITOS Direito do seguro O Direito do Seguro possui autonomia específica, em que pese sua inarredável ligação com o moderno Direito Empresarial. Embora vinculado ao Direito Civil, apresenta uma série de princípios que o particulariza e justifica-se o tratamento de determinados sub-ramos do direito mediante uma principiologia própria. 19 Assim sendo, é totalmente necessário que, embora tenha estreitos vínculos com o Direito Empresarial, o Direito do Seguro receba tratamento dentro dos seus próprios princípios que o tornam particular dentro dos negócios jurídicos. 20 SILVA 21 conceitua o Direito do Seguro: [...] é o conjunto de normas destinadas a disciplinar as operações securitárias celebradas em solo nacional, bem como regulamentar o conjunto de sanções administrativas aplicáveis aos órgãos participantes do sistema nacional de seguros privados que não atenderem as diretrizes da política nacional de seguros privados. Conclui-se que o Direito do Seguro busca regulamentar os negócios jurídicos que envolvam as operações securitárias, independente da realização de um contrato de seguro, celebradas no Brasil Contrato de seguro O artigo 757 do Código Civil define com precisão o contrato de seguro como aquele pelo qual [...] o segurador se obriga, mediante o pagamento de prêmio a garantir interesses legítimos do segurado, relativo à pessoa ou à coisa, contra riscos predeterminados. 19 SILVA, Ivan de Oliveira. Curso de direito do seguro. p SILVA, Ivan de Oliveira. Curso de direito do seguro. p SILVA, Ivan de Oliveira. Curso de direito do seguro. p. 15.

19 10 Em harmonia com o artigo 757 do Código Civil, está o artigo 3º do Decreto-Lei n. 73/66, dispondo que as operações de seguros privados são representadas pelo seguro de coisas, pessoas, bens, responsabilidade, obrigações, direitos e garantias. Ensina MENDONÇA 22 sobre o contrato de seguro: [...] é um contrato nominado, formal e de adesão. Seu nome é apólice de seguro e a formalidade está justamente no seu clausulando, que, se não infringir a lei, é quem norteia a relação entre a seguradora e o seguro e por isso deve ser sempre obrigatoriamente escrito, já que qualquer combinação entre seguradora e segurado que não estiver escrita no contrato de seguro não tem valor jurídico. E é um contrato de adesão porque o segurado adere aos termos da apólice, ele aceita as condições de cobertura que lhe são oferecidas, tendo pouca margem para modificá-las. conceito: Detentor de notável saber jurídico, HEMARD 23 dá o seguinte O seguro é uma operação pela qual, mediante o pagamento de uma pequena remuneração, uma pessoa, o segurado, se faz prometer, para si ou para outrem, no caso da realização de um evento determinado a que se dá o nome de risco, uma prestação, de uma terceira pessoa, o segurador, que assumindo um conjunto de riscos, os compensa de acordo com as leis da estatística e o princípio do mutualismo. A operação denominada seguro é um contrato, sendo que através dele o segurado contrata com determinada seguradora a obrigação de ela assumir seus prejuízos em virtude de um risco coberto pela apólice. Assim, a apólice é o contrato do seguro. Se não existir uma apólice, ou um bilhete, que é 22 MENDONÇA, Antonio Penteado. Temas de seguro. São Paulo: Roncaratti, p HEMARD, apud WALD, Arnoldo. Curso de direito civil brasileiro. 10.ed. São Paulo: RT, [s.d.]. p. 434.

20 11 uma forma simplificada de apólice, não existe o contrato, ou seja, não existe obrigação de indenizar CLASSIFICAÇÃO Os contratos de seguros têm características que os tornam únicos e peculiares; com elementos que os diferenciam abruptamente dos demais contratos previstos na legislação brasileira, tendo regras próprias que os individualizam, como o boa-fé. Classificado pela doutrina brasileira como bilateral, oneroso, comutativo/aleatório, consensual, nominado, de adesão e de boa-fé. É o único contrato onde a exigência da boa-fé está explícita e expressa no Código Civil Bilateral ou sinalagmático O contrato bilateral é aquele que gera obrigações para as ambas as partes. Doutrinando, SENE 25 comenta que neste tipo de contrato há [...] reciprocidade de obrigações. Ao segurado cabe o dever de pagar o prêmio [...]. Em contraprestação, a obrigação principal do segurador é garantir tranqüilidade ao segurado, vez que, ocorrendo o sinistro, deverá indenizar [...]. Importante salientar que a indenização pode ser o pagamento do prejuízo ou do capital segurado no caso de seguro de pessoas. Somente nos contratos bilaterais é aplicável a exceptio non adimpleti contractus, que consiste na regra de que nenhum dos contratantes, antes de cumprida a obrigação, pode exigir o implemento da prestação pelo outro MENDONÇA, Antonio Penteado. Temas de seguro. p SENE, Leone Trida. Seguro de pessoas: negativas de pagamento das seguradoras. p GAGLIANO, Pablo Stolze; PAMPLONA FILHO, Rodolfo. Novo curso de direito civil: contratos. São Paulo: Saraiva, p

21 12 Na forma do artigo do Código Civil, é consagrada aos contratos bilaterais a disciplina dos vícios redibitórios, percebidos como os vícios ou defeitos ocultos, que tornam o contrato impróprio ao que é destinado ou que lhe diminuam o valor, a importância Oneroso Preleciona SILVA 29 que em função das obrigações estabelecidas nos contratos de seguro, estão eles elencados na categoria de contratos onerosos. As partes contratantes estão sujeitas a gastos e vantagens financeiras. Dessa maneira, cumpre ressaltar que o contrato de seguro é oneroso: [...] porque implica gastos e vantagens econômicas para ambas as partes. O segurado, ao pagar o prêmio, obtém a vantagem econômica resultante da transferência do risco ao segurador; este, por sua vez, precisa efetuar os dispêndios de ordem administrativa e operacional, além da contraprestação de indenização nos caso de ocorrência de riscos previstos e cobertos [...]. 30 Uma questão de fundamental importância com relação a este atributo inerente aos contratos de seguro é, no entendimento de SENE 31, se a não ocorrência do risco, pois, eliminaria o caráter oneroso do contrato de seguro?. Representando a maioria doutrinária, ALBUQUERQUE 32 afirma que o fato da não-ocorrência do sinistro, caso em que o segurador não teria que pagar a 27 Código Civil de 2002, artigo 441: A coisa recebida em virtude de contrato comutativo pode ser enjeitada por vícios ou defeitos ocultos, que a tornem imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminuam o valor. 28 GAGLIANO, Pablo Stolze; PAMPLONA FILHO, Rodolfo. Novo curso de direito civil: contratos. p SILVA, Ivan de Oliveira. Curso de direito do seguro. p FUNENSEG Fundação Escola Nacional de Seguros. Direito do seguro. Supervisão e coordenação metodológica da Diretora de Ensino e Pesquisa; assessoria técnica de Liliana Caldeira; ordenação didática de Marília Scofano de Souza Aguiar. 6.ed. Rio de Janeiro: Funenseg, p SENE, Leone Trida. Seguro de pessoas: negativas de pagamento das seguradoras. p ALBUQUERQUE, J. B. Torres de. O seguro no direito brasileiro. São Paulo: Edjur, p. 31.

22 13 indenização, não descaracteriza a onerosidade, visto que, ainda assim, o segurado desfrutará da vantagem de gozar de proteção patrimonial Comutativo / aleatório Há dois entendimentos doutrinários para a classificação neste quesito. Comutativo ou aleatório? Correntes inovadoras surgem com a ideia de que o contrato de seguro é comutativo, uma vez que: [...] no momento da celebração da avença as partes estabelecem rigorosamente as suas obrigações. De um lado, o segurado obriga-se ao pagamento do prêmio certo e determinado e, de outro lado, o segurador toma por obrigação garantir os interesses legítimos do segurado [...]. 33 Além do fato de ter esta diretriz expressa no artigo do Código Civil, definem como comutativo pelo fato de serem compreendidos como [...] aqueles em que os contratantes, desde a estipulação do contrato, tomam conhecimento exatamente de qual será a sua prestação [...]. 35 Assim sendo, lecionam que, antes de tudo, a obrigação da seguradora consiste em garantia, tranqüilidade e sossego em relação ao objeto do risco, sendo fornecidos durante toda a vigência do contrato. 36 Todavia, opostamente, a outra linha de pensamento doutrinário define o contrato de seguro como aleatório, já que: [...] o sinistro pode ou não acontecer num determinado momento desconhecido, afetando determinada apólice e obrigando a seguradora a indenizar o seguro. Se o risco de sinistro é certo, 33 SILVA, Ivan de Oliveira. Curso de direito do seguro. p Código Civil de 2002, artigo 757: Pelo contrato de seguro, o segurador se obriga, mediante o pagamento do prêmio, a garantir interesse legítimo do segurado, relativo a pessoa ou a coisa, contra riscos predeterminados. 35 SILVA, Ivan de Oliveira. Curso de direito do seguro. p SENE, Leone Trida. Seguro de pessoas: negativas de pagamento das seguradoras. p. 48.

23 14 também aí a contratação de um seguro é proibida e desobriga a seguradora do pagamento da indenização. 37 Ou seja, o seguro só pode ser contratado para cobrir riscos incertos e futuros, justamente o que caracteriza a função aleatória, a ocorrência ou não do sinistro. Conclui-se que o contrato pode ser comutativo, pois as prestações das partes devem referir-se a coisa certa e equivalente, ou aleatório, com a obrigação sobre riscos futuros e incertos Consensual Por depender do acordo das partes, tem-se o contrato de seguro como consensual. Na visão de SILVA 38 : É contrato consensual aqueles que se perfazem com a simples anuência dos contratantes; não há necessidade de fórmulas legais para a sua celebração. Para que tais pactos tenham validade no mundo jurídico, basta que as partes manifestem sua vontade no sentido de estabelecer um vínculo contratual formador de direitos e obrigações entre as partes. Justamente o que ocorre na contratação de um seguro, já que o simples manifesto de vontade de celebração por parte do segurado e anuência de aceitação da seguradora, concretizam este negócio jurídico. Destaca-se a disposição do Superior Tribunal de Justiça que firmou posicionamento no sentido de que o contrato de seguro nasce com o simples encontro de vontades, não precisando de ato posterior para formalizar-se como, por exemplo, a emissão de apólice MENDONÇA, Antonio Penteado. Temas de seguro. p SILVA, Ivan de Oliveira. Curso de direito do seguro. p HARTEN, Carlos. O contrato de seguro visto pelo Superior Tribunal de Justiça. São Paulo: ÕTE, p. 37.

24 Nominado Um contrato é nominado quando previsto e regulado por lei. No caso do contrato de seguro, há regência por parte do Código Civil (artigo 757 ao artigo 802). Não obstante, hoje sofre larga influência das normas constantes no Código de Defesa do Consumidor, que ora funcionam supletivamente, ora em primeiro, plano De adesão O contrato de adesão surgiu com o objetivo de dar agilidade, padronizar e atender a dinâmica das massas, o qual, em razão do conteúdo preestabelecido, retira do segurado a opção de discutir as cláusulas, tão somente sendo capaz de aderir e concordar com elas. 41 Na visão de LAS CASAS 42, o contrato de seguro [...] é de adesão, pois o segurado é obrigado a aceitar as condições contratuais já estabelecidas pelo governo e pela seguradora. O segurado não tem liberdade e autonomia suficientes para participar da redação das cláusulas e termos contratuais. O Código de Defesa do Consumidor, conceitua: rejeita da mesma maneira. Artigo 54 - Contrato de adesão é aquela cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo. Assim, ou o segurado aceita o contrato como um todo ou o 40 MARTINS, João Marcos Brito. Direito de seguro: responsabilidade civil das seguradoras. 2.ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, p SENE, Leone Trida. Seguro de pessoas: negativas de pagamento das seguradoras. p LAS CASAS, Alexandre Luzzi. Marketing de seguros. p. 12.

25 De boa-fé A boa-fé é princípio fundamental de qualquer negócio jurídico e está contemplada no artigo do Código Civil; todavia, é certo que o legislador pensou ser este de maior relevância para os contratos de seguro, norteando especificamente e exigindo a prática da boa-fé tanto pelo segurado quanto pelo segurador, de conformidade com o artigo do Código Civil. Justificando assim, classificá-lo também como de boa-fé. Assim coloca SILVA 45 : A boa-fé, [...], exprime a ideia de que as partes dentro do âmbito pré-contratual e contratual devem agir de modo a preservar, no âmbito das tratativas, execução e conclusão do contrato, uma perfeita sintonia com o equilíbrio da vontade individual e as diretrizes legais voltadas à preservação da ordem jurídica. [...] Percebesse, com efeito, que o contrato de seguro, assim como os demais, atinge tanto as partes contratantes como o contexto social, sendo coerente que a legislação apresente em nosso direito positivo um dever que encontra o seu ancoradouro no âmbito de valores morais regados pelo senso de justiça esperado por aqueles que se envolvem em relações jurídicas. Como apreciado anteriormente, o contrato de seguro não pode ser realizado com propósito oposto a ordem jurídica e a obrigação de fidelidade mútua entre segurado e seguradora. 1.4 MODALIDADES Os dois grandes gêneros dos contratos de seguro, dano e pessoas, estão disciplinados entre os artigos 778 e 802 do Código Civil. São eles 43 Código Civil de 2002, artigo 422: Os contratantes são obrigados a guardar, assim na conclusão do contrato, como em sua execução, os princípios de probidade e boa-fé. 44 Código Civil de 2002, artigo 765: O segurado e o segurador são obrigados a guardar na conclusão e na execução do contrato, a mais estrita boa-fé e veracidade, tanto a respeito do objeto como das circunstâncias e declarações a ele concernentes. 45 SILVA, Ivan de Oliveira. Curso de direito do seguro. p. 64.

26 17 o alicerce para a constituição de todos os outros ramos de seguro existentes no mercado brasileiro Dano Em face do antigo Decreto /67, os seguros de dano eram nomeados como ramos elementares, sendo que esta expressão ainda é utilizada com freqüência no mercado segurador. O seguro de dano tem como objetivo principal repor a perda sofrida pelo segurado, de modo que este volte a ocupar a mesma posição que sustentava antes da ocorrência do sinistro. Nesse sentido, oportuno se mostra o entendimento de SILVA 46 : Os seguros de dano são aqueles que detêm natureza tipicamente indenitária, ou seja, são voltados à recomposição patrimonial do segurado, de modo que, ocorrendo o sinistro, o sujeito favorecido pela indenização deverá fazer prova dos prejuízos econômicos sofridos. do seguro de dano: Na mesma vertente ensina KRIGER FILHO 47 que o objeto [...] é precisamente o risco de desfalque ou de perda que recai sobre os bens que compõem a esfera jurídica do segurado, capaz de ser atingida tanto por fatores naturais, como por ato seu (não doloso) ou de terceiro. Por essa razão, a dinâmica da vida moderna possibilita seja ele contratado para cobrir os mais variados tipos de prejuízos que possam afetar os seus bens ou direitos, afigurando-se muito vasta a gama de abrangências que a sua cobertura pode apresentar, conforme desejem as partes: ressarcimento de prejuízos causados por incêndio, explosão, roubo ou furto do bem segurado, danos materiais e pessoais gerados por acidentes naturais ou provocados, etc. tudo com vistas a repor o segurado na situação econômica que se encontrava anteriormente ao sinistro. 46 SILVA, Ivan de Oliveira. Curso de direito do seguro. p KRIGER FILHO, Domingos Afonso. Seguro no Código Civil. Florianópolis: OAB/SC, p. 148.

27 18 Na oração do artigo 778 do Código Civil está mais que configurado o caráter indenitário desta espécie de seguro. Veja-se sua redação: Artigo Nos seguros de dano, a garantia prometida não pode ultrapassar o valor do interesse segurado no momento da conclusão do contrato, sob pena do disposto no art. 766, e sem prejuízo da ação penal que no caso couber. Consoante o já exposto: [...] o valor do seguro não deve superar o da coisa ou do interesse segurável, ao tempo da celebração do contrato, [...]. É preceito inibidor do uso especulativo do seguro, visto que constituiria locupletamento ilícito o segurado vir a receber pelo sinistro valor indenizatório superior ao adequado da coisa sinistrada ou do interesse segurado. O valor despropositado constitui engenho de lucro indevido, [...]. Afinal, o dever de veracidade, imposto pelo art. 765, norteia que as declarações sejam exatas, e uma delas diz respeito, claramente, ao valor real do interesse segurado. A infringência de tal dever impõe a conseqüência da perda do direito à garantia, além da obrigação ao prêmio vencido. [...]. 48 A finalidade do seguro é repor o bem e não enriquecer o segurado sem causa. O valor atribuído ao contrato deve representar exatamente a realidade, evitando que o seguro seja utilizado para fins escusos Responsabilidade civil A responsabilidade civil é uma espécie do seguro de dano que também encontra regramentos próprios expressos no Código Civil. Com efeito, o artigo 787 preleciona: Artigo No seguro de responsabilidade civil, o segurador garante o pagamento de perdas e danos devidos pelo segurado a terceiro. 48 ALVES, Jones Figueiredo. Código Civil comentado. Coordenação de Regina Beatriz Tavares da Silva. 6.ed. São Paulo: Saraiva, p SILVA, Ivan de Oliveira. Curso de direito do seguro. p. 178.

28 19 1º Tão logo saiba o segurado das conseqüências de ato seu, suscetível de lhe acarretar a responsabilidade incluída na garantia, comunicará o fato ao segurador. 2º É defeso ao segurado reconhecer sua responsabilidade ou confessar a ação, bem como transigir com o terceiro prejudicado, ou indenizá-lo diretamente, sem anuência expressa do segurador. 3º Intentada a ação contra o segurado, dará este ciência da lide ao segurador. 4º Subsistirá a responsabilidade do segurado perante o terceiro, se o segurador for insolvente. Todo seguro de responsabilidade civil é praticado e indenizado mediante reembolso do segurador ao segurado após decisão transitada em julgado, muito embora, na prática, este procedimento é, na maioria das ocorrências, substituído pela agilidade, onde a seguradora indeniza diretamente a vítima do dano. 50 Comporta transcrever o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça no que tange ao seguro de responsabilidade civil: O contrato de seguro não é feito para beneficiar a vítima, mas para garantir o patrimônio do próprio segurado, caso tenha ele que responder por dano causado a terceiro. (REsp /RS, Rel. Min. ARI PARGENDLER, Rel. p/ Acórdão Min. CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO, TERCEIRA TURMA, julgado em , DJ , p.150). De suma importância ressaltar a contribuição de SILVA 51 para a compreensão desta espécie de seguro: Via de regra a vítima do dano somente poderá ajuizar demanda em face daquele que diretamente lhe causou prejuízos extrapatrimoniais. Contudo, o art. 788 é uma marcante exceção a esta regra geral, de modo que nos seguros de responsabilidade legalmente obrigatórios é possível que o lesado promova ação judicial diretamente em face do segurador. [...]. 50 KRIGER FILHO, Domingos Afonso. Seguro no Código Civil. p SILVA, Ivan de Oliveira. Curso de direito do seguro. p. 183.

29 20 Os seguros de responsabilidade civil obrigatórios ora mencionados estão arrolados no artigo do Decreto-Lei n. 73/66 e demonstram como são inúmeras as possibilidades de contratação deste seguro, tendo em vista que este atende a diversas necessidades da população e é um dos ramos mais comercializados no mercado segurador. Digno de explanação, KRIGER FILHO 53 observa que: Pessoas O fim visado pelo segurado ao contratá-lo não é o aumento de seu patrimônio econômico, mas sim preservá-lo do eventual desfalque materializado pela obrigação de indenizar, o que demonstra sua natureza eminentemente ressarcitória [...]. No antigo Código Civil, de 1916, o seguro de pessoas era apresentado apenas como seguro de vida, razão pela qual ainda há muita confusão no instante de referenciar-se a um ou a outro. Ocorre que o seguro de pessoas é o gênero do qual o seguro de vida é espécie. 52 Decreto Lei n. 73/66, artigo 20: Sem prejuízo do disposto em leis especiais, são obrigatórios os seguros de: a) danos pessoais a passageiros de aeronaves comerciais; b) responsabilidade civil do proprietário de aeronaves e do transportador aéreo; c) responsabilidade civil do construtor de imóveis em zonas urbanas por danos a pessoas ou coisas; d) bens dados em garantia de empréstimos ou financiamentos de instituições financeiras públicas; e) garantia do cumprimento das obrigações do incorporador e construtor de imóveis; f) garantia do pagamento a cargo de mutuário da construção civil, inclusive obrigação imobiliária; g) edifícios divididos em unidades autônomas; h) incêndio e transporte de bens pertencentes a pessoas jurídicas, situadas no País ou nele transportados; i) (revogada pela Lei Complementar n. 126/2007) j) crédito à exportação, quando julgado conveniente pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), ouvido o Conselho Nacional do Comércio Exterior (CONCEX); l) danos pessoais causados por veículos automotores de vias terrestres e por embarcações, ou por sua carga, a pessoas transportadas ou não; m) responsabilidade civil dos transportadores terrestres, marítimos, fluviais e lacustres, por danos à carga transportada. Parágrafo único. Não se aplica à União a obrigatoriedade estatuída na alínea h deste artigo. 53 KRIGER FILHO, Domingos Afonso. Seguro no Código Civil. p. 191.

30 21 O próprio artigo do Código Civil, que inicia a disciplina sobre o assunto, já trás uma boa noção do conceito e do objetivo desta modalidade, todavia é digno de exame o ensinamento de RIZZARDO 55, que diz que este tipo de contrato de seguro tem como escopo: [...] a proteção da pessoa, garantindo interesses que envolvem o dano pessoal ou que se referem a certos eventos sem trazer danos, como a satisfação de uma importância determinada ao atingir uma idade mais avançada, ou quando da morte do segurado. Detentor de uma natureza não indenitária, o seguro de pessoas não possui limite de capital segurado para contratação da apólice, sendo este valor estipulado livremente pelo segurado e, conforme o caso, aceito pelo segurador. Sendo que também há disposição legal permitindo o estabelecimento de mais de um seguro sobre o mesmo segurado, independente das coberturas contratadas. 56 Conforme KRIGER FILHO 57, a característica que mais diferencia o seguro de pessoas do seguro de dano é o fato do primeiro levar em consideração a vida humana, ou seja, tanto o capital que o segurador se obriga a pagar quanto o prêmio que recebe para tal, são estimados sobre a vida humana. Outra questão fundamental é que o segurador não pode negar um sinistro sob alegação de que este não prejudicou o segurado ou seu beneficiário, uma vez que ao ser contratada, esta modalidade de seguro garante o direito de haver para si ou para outrem determinada soma em dinheiro quando da ocorrência do sinistro, independente da lesão gerada à sua esfera jurídica. 54 Código Civil, artigo 789: Nos seguros de pessoas, o capital é livremente estipulado pelo proponente, que pode contratar mais de um seguro sobre o mesmo interesse, com o mesmo ou diversos seguradores. 55 RIZZARDO, Arnaldo. Contratos. 3.ed. Rio de Janeiro: Forense, p SILVA, Ivan de Oliveira. Curso de direito do seguro. p KRIGER FILHO, Domingos Afonso. Seguro no Código Civil. p. 209.

31 22 SILVA 58 comenta que no seguro de pessoa, o segurador se reserva o direito de aceitar, recusar ou limitar sua responsabilidade, mas o segurado fica livre para procurar outro segurador que atenda os seus interesses, bem como as suas reservas técnicas. Aponta SANTOS 59 que: [...] a expressão livremente estipulado pelo proponente não significa que o segurador, diante da realidade dos fatos, não possa nem deva limitar sua responsabilidade para atender às conveniências da mutualidade e suas próprias, inclusive o seu próprio limite de retenção, mas nada impedirá que o segurado procure outro segurador para completar a soma pela qual pretende segurar sua vida e integridade física ou de terceiros. Os artigos , e do Código Civil estabelecem algumas regras específicas sobre os beneficiários desta modalidade de seguro. KRIGER FILHO 63 sustenta [...] que se o seguro não tiver por causa a garantia de alguma obrigação, isto é, se não for o caso do devedor firmar seguro de vida em favor do seu credor, tem o segurado a liberdade de escolher o beneficiário que lhe aprouver [...]. O beneficiário escolhido pelo segurado pode ser modificado a qualquer tempo, desde que cumpridos os requisitos legais para tal ato. 58 SILVA, Ivan de Oliveira. Curso de direito do seguro. p SANTOS, Ricardo Bechara. Direito de seguro no novo Código Civil e legislação própria. 2.ed. Rio de Janeiro: Forense, p Código Civil, artigo 791: Se o segurado não renunciar à faculdade, ou se o seguro não tiver como causa declarada a garantia de alguma obrigação, é lícita a substituição do beneficiário, por ato entre vivos e de última vontade. Parágrafo único. O segurador, que não for cientificado oportunamente da substituição, desobrigarse-á pagando o capital segurado ao antigo beneficiário. 61 Código Civil, artigo 792: Na falta de indicação da pessoa ou beneficiário, ou se por qualquer motivo não prevalecer a que for feita, o capital segurado será pago por metade ao cônjuge não separado judicialmente, e o restante aos herdeiros do segurado, obedecida a ordem da vocação hereditária. Parágrafo único. Na falta das pessoas indicadas neste artigo, serão beneficiários os que provarem que a morte do segurado os privou dos meios necessários à subsistência. 62 Código Civil, artigo 793: É válida a instituição do companheiro como beneficiário, se ao tempo do contrato o segurado era separado judicialmente, ou já se encontrava separado de fato. 63 KRIGER FILHO, Domingos Afonso. Seguro no Código Civil. p. 214.

32 23 SANTOS 64 doutrina: Sustentando o entendimento do artigo 792 do Código Civil, [...] que padeceria de nulidade cláusula constante de apólice de seguro que pré-estipule a indicação ou nomeação de beneficiários que destoe do art. 792 em comento, que estabeleceu as regras para a destinação do capital segurado na hipótese de o segurado não fizer nomeação ou indicação expressa do beneficiário, até porque se interpreta que a omissão do segurado representa sua última vontade de que o capital segurado fosse destinado àqueles indicados na lei, assim como acontece, repita-se, com a pessoa que não deixa testamento, justamente porque com tal omissão pretendera que seus bens sejam destinados na ordem de vocação hereditária estabelecida pelo Código Civil. Corroborando os ensinamentos anteriores, ALVES 65 expõe que [...], é certo que a livre escolha dos beneficiários constitui, por sua própria natureza, preceito basilar dessa espécie de seguro. Por isso, diz-se que o segurado pode, [...], preterir os próprios parentes, em favor de estranhos. O beneficiário somente fará jus a indenização se sobreviver a morte do segurado, tendo em vista que se isto não ocorrer, a porcentagem que seria devida será rateada entre os demais beneficiários. 66 Fabio Ulhoa Coelho, citado por SENE 67, dá grande contribuição a matéria, fazendo alusão ao artigo do Código Civil, comenta que: [...] o recebimento pelo beneficiário do capital devido pela seguradora, quando falece o segurado, não tem a natureza de sucessão. É o próprio beneficiário o titular do direito de crédito, de 64 SANTOS, Ricardo Bechara. Direito de seguro no novo Código Civil e legislação própria. p ALVES, Jones Figueiredo. Código Civil comentado. p KRIGER FILHO, Domingos Afonso. Seguro no Código Civil. p COELHO, apud SENE, Leone Trida. Seguro de pessoas: negativas de pagamento das seguradoras. p Código Civil, artigo 794: No seguro de vida ou de acidentes pessoais para o caso de morte, o capital segurado estipulado não está sujeito as dívidas do segurado, nem se considera herança para todos os efeitos de direito.

33 24 modo que não incide sobre a importância paga qualquer tributo de transmissão causa mortis. Enfim, SILVA 69 aduz que o capital segurado pago em conseqüência de sinistro coberto pela apólice [...] não é bem do espólio, haja vista que ele não integra a herança. Em reforço a esta premissa, o art. 649, inciso IX, do Código de Processo Civil, inclui o seguro de vida entre os interesses pecuniários absolutamente impenhoráveis. Diante de todo o exposto, conclui-se que a garantia do seguro tem base no interesse legítimo do segurado, calcada na teoria da necessidade, tanto para o seguro de dano quanto para o seguro de pessoas, cada um com seus regramentos particulares. Todavia, o seguro de dano é de todo indenizatório, enquanto não ocorre o mesmo no seguro de pessoas. A expressão capital segurado, para o seguro de pessoas, denota que o segurado está livre para escolher o valor que pretende contratar em seu seguro, assim como veda expressamente a sub-rogação de direitos, pelo artigo do Código Civil. Já no seguro de dano, a expressão é indenização, que deve corresponder ao valor real da coisa contratada e permite expressamente a sub-rogação por parte da seguradora, através do artigo do Código Civil. 72 Desta forma, encerra-se este capítulo onde se tratou dos contratos de seguro e suas generalidades, para, na sequência, adentrar no estudo referente às especificidades deste tipo de contrato. 69 SILVA, Ivan de Oliveira. Curso de direito do seguro. p Código Civil, artigo 800: Nos seguros de pessoas, o segurador não pode sub-rogar-se nos direitos e ações do segurado, ou do beneficiário, contra o causador do sinistro. 71 Código Civil, artigo 786: Paga a indenização, o segurador sub-roga-se, nos limites do valor respectivo, nos direitos e ações que competirem ao segurado contra o autor do dano. 1º Salvo dolo, a sub-rogação não tem lugar se o dano foi causado pelo cônjuge do segurado, seus descendentes ou ascendentes, consangüíneos ou afins. 2º É ineficaz qualquer ato do segurado que diminua ou extinga, em prejuízo do segurador, os direitos a que se refere este artigo. 72 SANTOS, Ricardo Bechara. Direito do seguro no novo Código Civil e legislação própria. p. 356.

34 25 CAPÍTULO 2 CONTRATO DE SEGURO APÓLICE 2.1 INSTRUMENTOS DO CONTRATO DE SEGURO É fundamental ao exato entendimento do tema a abordagem apropriada dos principais instrumentos do contrato de seguro, apresentados a seguir Proposta O documento que antecede a aceitação do risco pela seguradora é denominado proposta. O artigo 759 do Código Civil determina que a emissão da apólice deverá ser precedida de proposta escrita com a declaração dos elementos essenciais do interesse a ser garantido e do risco. O entendimento de SANTOS 73 sobre o aludido é que [...] legal e juridicamente, não é possível a realização de contrato de seguro sem a proposta e, muito menos, sem a apólice, que são os instrumentos indispensáveis para abrigar as condições gerais [...], que irão regê-lo [...]. Ensina ROCHA FILHO 74 que: A proposta escrita é um documento de natureza técnica encaminhado à Sociedade Seguradora, que descreve os elementos básicos para o estudo do risco. Ao preencher a proposta, o Segurado deve responder a todos os quesitos formulados. 73 SANTOS, Ricardo Bechara. Direito de seguro no novo código civil e legislação própria. p ROCHA FILHO, Gumercindo. O corretor de seguros à luz do novo Código civil. Rio de Janeiro: SINCOR/FENACOR/FUNENSEG, p. 21.

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