Introdução a Segurança da Informação

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1 Introdução a Segurança da Informação Caio S. Borges 1, Eduardo C. Siqueira 1 1 Faculdade de Informática Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) CEP Porto Alegre RS Brasil Resumo. Este artigo trata a respeito da segurança da informação, sua importância concedida por leis e governo, mas também como ocorrem e porque ocorrem as ameaças em rede, tal como é definido políticas e princípios que evitem consequências negativas que poderiam ser geradas. 1. Introdução Na sociedade digital a evolução é continua, com essa evolução surge a necessidade de aumentar o foco ao mundo digital como ferramenta de encurtar as relações sociais ou financeiras. Nesse aumento ao foco digital as informações ganham valor e proporção além do que se era esperado e seu sigilo pode custar milhões algum individuo ou conjunto de indivíduos. No combate a ameaças são inseridos princípios, que explicita quais motivações levam as pessoas e organizações a aderirem formas de tornar a informação mais segura, além da identificação dos criminosos potencialmente perigosos ao negócio, podendo assim gerar técnicas de defesa ou adotar alguma já existente para a defesa de suas informações. Diversos movimentos foram iniciados em resposta, a instituição da ISSO sugere diversos parâmetros para a proteção da informação, verificando se os requisitos de proteção estão dentro das conformidades desejadas pelo padrão e validar possíveis pontos fracos. Para a proteção individual existem desde órgãos públicos que tomam esses cuidados até iniciativas privadas em busca da proteção da informação. 2. Princípios de Segurança da Informação Com o começo da era digital surge à necessidade da interação em rede e com isso também se expande as funcionalidades disponibilizadas no meio digital. Com a aderência das empresas aos meios eletrônicos surge a necessidade de proteger essas informações muito mais do que antes quando eram apenas necessárias proteger as informações pessoais. Agora uma informação não apenas compromete a conduta de uma pessoa, mas pode muito alem disso causar prejuízos imensuráveis a uma organização.

2 Em resposta a essa demanda começaram a investir em larga escala em segurança da informação. A segurança da informação está presente em diversos níveis da interação em rede com diferentes níveis de preocupação para cada um deles. Foi convencionado que a segurança da informação tem como seus princípios três pilares de sustentação, são eles: disponibilidade, integridade, confidencialidade. Na disponibilidade quando adotada como um princípio simboliza que manter recursos acessíveis em diversas ocasiões é uma qualidade imprescindível para a segurança da informação uma vez que é responsabilidade de quem fornece a informação garantir sua perpetuidade nos meios digitais. Quando tratamos integridade da informação também se torna um ponto chave, pois essa informação não dever ser violada nem modificada sem uma autorização prévia. Apesar do foco da integridade da informação ser mais voltada quando se trata de operações maliciosas que poderiam desviar a conduta da informação deve também se preocupar com possíveis acidentes que mesmo não sendo propositais poderiam causar danos consideráveis aos possuístes dessa informação. A confidencialidade da informação conota que nem toda a informação em meio eletrônico a qualquer individuo. Muitas informações são sigilosas, principalmente em meios empresariais onde uma informação pode acabar custando milhões ao uma organização. Existem diversos mecanismos e padrões desenvolvidos para garantir a confidencialidade da informação. 3. Crimes e Fraudes Cibernéticos Com o advento da informação devemos lembrar que a segurança da informação é uma resposta a inúmeras fraudes e crimes cometidos em meios cibernéticos com a expansão da rede surgem criminosos que são catalogados de acordo com os seus feitos maliciosos. Alguns exemplos identificados podem ser vistos no gráfico (Figura 1) abaixo que expõem algumas fraquezas identificadas em rede quanto a motivações de alvos de ataque.

3 Figura 1. Gráfico de Motivações de alvos de ataque. Alguns catálogos de criminosos da informação mais comumente conhecidos são: White Hat Hackers, Black Hat Hackers, Script Kiddies, Hacktivists, State Sponsored Hackers, Spy Hackers, Cyber Terrorists. 4. Técnica de Segurança de informação: Criptografia Devido ao acréscimo de investimentos e ataques nas áreas de segurança da informação diversos pesquisadores criaram mecanismo de proteção de informação. O mecanismo mais presente quanto a segurança da informação é a técnica de Criptografia. A criptografia é basicamente dividida em duas técnicas sendo elas criptografia simétrica e criptografia assimétrica. Na criptografia simétrica (Figura 2) tem como características: uma chave publica entre as partes que se comunicam, porém esse sistema pode ser falho uma vez que uma pessoa intrusa tenha acesso a essa chave podendo assim ler mensagens, interceptá-las ou até modificar o conteúdo das mesmas.

4 Figura 2. Comunicação criptografada com chave simétrica Na criptografia assimétrica (Figura 3) cada usuário possui acesso a duas chaves: sua chave provada para descriptografar e uma chave publica que fornece ao outro lado da comunicação para criptografar os dados que serão submetidos a ele. Figura 3. Comunicação criptografada com chave publica e privada 5. Políticas de Segurança da Informação Tendo em vista todas as informações disponibilizadas criam-se padrões para o controle de acessos a essas informações. É comum nas organizações a existência de uma ementa de políticas de segurança da informação, é essencial o apoio da alta direção na instituição desses documentos pois eles deliberam os níveis de permissão de acesso a informação que cada setor dever possuir. Um funcionário só deve ter acesso a informações que não é de seu setor se esta informação for pertinente as funções exercidas por ele na sua função, ainda assim existem informações internas de seu setor, cuja as quais ele não deverá ter acesso. Características comumente exigidas na elaboração das políticas da segurança da informação é que deve ser clara a ponto de que todos os envolvidos consigam compreender sua importância, documentada a ponto de que em casos de dispersão dos valores possam ser consultada a base das políticas instituídas, deve possuir alinhamento com as regras de negócio, pois não deve se restringir as funções dos funcionários de uma organização somente porque na política foi instituído que ele não deveria ter acesso, exige o comprometimento da alta direção, pois caso não possua esse apoio os funcionários irão ignorar as políticas de segurança da informação por não virem de um superior. 6. Segurança nas Operações

5 Quando é necessário realizar o processamento das informações deve-se tomar precauções a fim de evitar a perda ou comprometimento malicioso nas informações processadas. No momento que isso ocorre surge a necessidade de especificar uma documentação coesa para realizar a gestão dessa mudança e garantir a conformidade com as regras de negócio, podem ser usados os padrões da ISO Primeiramente devemos nos preocupar com a proteção de aplicações maliciosas(malware), pois no momento em que se tem seres humanos inseridos em uma organização qualquer um deles pode ser a porta de entrada de uma aplicação maliciosa e isto pode ocorrer até mesmo em algum momento de descuido. Uma estratégia muito utilizada por empresas para garantir a perpetuidade da informação é possuir cópias de segurança e espelhamentos de informação para que possa ser possível recuperar a informação caso algo tenha danificado seu conteúdo. É de vital importância armazenar os registros(logs) de informação dos usuários para garantir o não repudio e também para se saber de quem parte as atitudes que podem ter ocasionado ou irão ocasionar falhas na segurança. Nesse caso mantém-se monitoramento constante com o objetivo de manter a pró atividade na localização dessas falhas e ter a possibilidade de organizá-las antes que se tornem nocivas a organização. 7. Conclusão Com o cenário apresentado ao longo do corpo do trabalho, percebe-se que as práticas de segurança da informação tal como sua formulação é um paradigma bem atual, trazendo cada vez novos meios de proteção na mesma proporção que as ameaças aumentam. Há ao redor do mundo diversos fóruns, grupos de estudos e pesquisa e magnatas no uso de rede que exploram recursos novos na solução dessas demandas. Porém, conclui-se que é necessário constante modernização e estudos para manter seguro boa parte da informação. Deve haver sempre proporção entre o investimento em segurança e a importância da informação armazenada, pois ainda existem empresas que não fornecem subsídios para modernização da segurança e isso pode acabar sendo mais catastrófico as suas finanças do que investir em melhor infraestrutura de TI. 8. Referencias e Materiais de Apoio NBR ISO/IEC 27001:2013 NBR ISO/IEC 27002:2013 NBR ISO/IEC 27001:2006 NBR ISO/IEC 27002:2005 NBR ISO/IEC 17799:2005 Weber, Ron. Information Systems Control and Audit, cap 07 Alter, Steven. Information Systems, cap 15

6 Bernstein, Peter. Desafio aos Deuses, Editora Campus, 1997 MSF Reference Guide. Microsoft, 1996 Medida Provisória Decreto 3587 Leis 1483 e 1589 Prof. Zancanella (UFSC) aulas Prof. Azriel (PUCRS) - aulas LEAL, Sérgio. Palestra.CONIP, DF, 2004 FERRIGOLO, Ronei. Sua Empresa e a certificação Digital. Globaltech, Porto Alegre,2006.

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