LEAA Laboratório de Estudos em Agricultura e Agrometeorologia

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1 Roteiro de aula Índices de Vegetação Composição de máximo valor (CMV) Perfis temporais - Estudos agrícolas - Estudos ambientais - Estudos climáticos Exercício prático

2 Curva da reflectância de uma folha verde Visível Infravermelho próximo Infravermelho médio BORDA VERMELHA

3 Infravermelho próximo (estrutura interna + efeito aditivo) Visível (pigmentos) Infravermelho médio (água) Clorofila b Clorofila a 1,9 1,4 B-caroteno 2,7

4 Visível Infravermelho 9 70 Reflectância Infravermelho (%) Reflectância Visível (%) IAF IAF Reflectância, na porção do visível e do infravermelho, para o dossel de soja em função do índice de área foliar (IAF), EEA-UFRGS, Eldorado do Sul (Almeida et al., 2005). 8

5 Solo Reflectância (%) Vegetação Água Comprimento de ondas (μm) Curva característica da reflectância de alvos

6 Reflectância (%) Reflectância em função das etapas do desenvolviment o da cultura do trigo Afilhamento Florescimento Formação de grão Comprimento de ondas (nm) Mistura vegetação + solo

7 Migração de um pixel de vegetação agrícola no espaço multiespectral do V e IVP (Fonte: Jensen, 2009)

8 Índices de vegetação Visível Infravermelho Solo Reflectância (%) Vegetação Medidas radiométricas da quantidade, estrutura e condição da vegetação; Combinações lineares de bandas espectrais (visível e infravermelho) Água Comprimento de ondas (μm) Curva característica da reflectância de alvos

9 1. Razão entre bandas índices de vegetação por inclinação (retas com diferentes inclinações) 2. Combinação linear entre bandas Índices de vegetação por distância, em relação ao padrão espectral do solo descoberto

10 a nuvem b areia c vegetação verde d solo e vegetação seca f asfalto g - água NDVI - Índice de vegetação por diferença normalizada (Rouse et al, 1973) NDVI = (ρ IV ρv ) (ρ IV + ρv ) Valores típicos: Nuvens, água e neve apresentam valores de reflectância maiores no visível do que no infravermelho - NDVI negativos. Rochas e solo descolberto têm valores similares de reflectância nestes dois comprimentos de onda - NDVI próximos a zero. Vegetação - NDVI entre 0,3 e 1 Altos valores são associados com altas densidades de vegetação saudável. Efeitos atmosféricos (espalhamento por poeiras, aerosóis, gases atmosféricos e nuvens dentro do pixel) - aumenta a reflectância na banda do visível em relação a banda do infravermelho - reduz NDVI.

11 Produto MOD13Q1 EVI (Enhanced Vegetation Index) (Índice de vegetação realçado) ρ NIR ρ RED EVI = G ( L + ρ NIR + c1 ρ RED c2 ρ BLUE ) Influência do Fundo NDVI e EVI CMV Influência da atmosfera

12 CMV Composição de Máximo Valor O valor de cada pixel representa o máximo valor observado ao longo de um período definido; Período de composição 7, 10, 16, dias; Desenvolvido por Holben (1986); É uma solução proposta para a presença de nuvens e outras influências atmosféricas, minimizando efeitos de atenuação; Minimiza também problemas de geometria de aquisição da imagem (ângulo solar,...);

13 CMV Composição de Máximo Valor CMV aplicado a imagens de índice de vegetação permite acompanhamento temporal monitoramento regional da biomassa As composições tendem a expressar apenas variações significativas da vegetação Índices mais utilizado NDVI e EVI

14 CMV Composição de Máximo Valor Satélites mais utilizados NOAA, SPOTVegetation, MODIS Resolução espectral adequada (IVs) Alta resolução temporal Baixa ou moderada resolução espacial

15 CMV Composição de Máximo Valor Nuvens

16 CMV Composição de Máximo Valor

17 Jacóbsen (2000) CMV Composição de Máximo Valor Construção de Perfis Temporais Representação gráfica da seqüência temporal dos valores de IVs São indicadores das condições de desenvolvimento da vegetação, as quais são grandemente afetadas pelas condições meteorológicas São utilizados para: estudos agrícolas (monitoramento e previsão de safras) estudos ambientais (mudança de uso e cobertura do solo) estudos climáticos (mudanças climáticas globais)

18 CMV em estudos agrícolas monitoramento

19 Máscaras de cultivo Objetivo: Identificação de áreas ocupadas pelo alvo de interesse, no caso culturas anuais. Construção baseada na evolução temporal das lavouras, diferenciada de outros tipos de alvos

20 Evolução temporal de cultivos ,9 Des. Veg. Floração Maduro Colhido Enc. Grão 80 0,8 60 0,6 50 0,5 40 0,4 30 0,3 20 0,2 23Abr abr2 07Abr abr1 22Mar mar2 06 mar Mar 1 18 fev Fev 2 02 fev Fev 1 Jan 1 17 jan Jan 2 Dez 2 01 jan Dez 1 18 dez Nov 2 02 dez 0 Nov 16 nov1 10 0,1 31Out out2 NDVI % de lavouras 70 0,7 Calendário agrícola da região de Ijui EMATER/RS

21 Máscara de cultivos 1 0,9 0,8 0,7 Culturas anuais 0,5 0,4 Alta variação Baixo valor inicial 0,3 0,2 Baixo valor final 0,1 23 abr 07 abr 22 mar 06 mar 18 fev 02 fev 17 jan 01 jan 18 dez 02 dez 16 nov 0 31 out NDVI 0,6

22 Máscara de cultivos 1 0,9 0,8 0,7 0,5 Culturas anuais 0,4 0,3 0,2 0,1 0 Corpos d água -0,1 23 abr 07 abr 22 mar 06 mar 18 fev 02 fev 17 jan 01 jan 18 dez 02 dez 16 nov 31 out 15 out -0,2 29 set NDVI 0,6

23 Máscara de cultivos 1 0,9 0,8 0,7 Campos naturais Culturas anuais 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0 Corpos d água -0,1 23 abr 07 abr 22 mar 06 mar 18 fev 02 fev 17 jan 01 jan 18 dez 02 dez 16 nov 31 out 15 out -0,2 29 set NDVI 0,6

24 Máscara de cultivos Culturas anuais apresentam ALTA VARIABILIDADE 1 ao longo do0,9ciclo de desenvolvimento 0,8 Matas nativas 0,7 Campos naturais Culturas anuais 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0 Corpos d água -0,1 23 abr 07 abr 22 mar 06 mar 18 fev 02 fev 17 jan 01 jan 18 dez 02 dez 16 nov 31 out 15 out -0,2 29 set NDVI 0,6

25 Previsão de safras DEFINIDA A MÁSCARA DE CULTIVO: Quantificar a área de cultivo Localizar as lavouras Realizar estudos de dinâmica de cultivos Acompanhar a evolução dos cultivos Monitoramento EsJmar rendimento Modelagem

26 Evolução temporal de cultivos 29/SET

27 Evolução temporal de cultivos Concentração da semeadura 16/NOV

28 Evolução temporal de cultivos Máximo desenvolvimento 17/JAN

29 Evolução temporal de cultivos 7/ABR

30 Evolução temporal de cultivos Colheita 23/ABR

31 Monitoramento de safras Perfis temporais de NDVI/MODIS em anos de rendimento de grãos de TRIGO inferiores a 1800 kg ha-1 superiores a 1800 kg ha-1 superiores a 1800 kg ha-1 Existe variabilidade entre os anos, a qual é conseqüência de condições diferenciadas de manejo e de cond meteorológicas Junges (2006)

32 Imagens MODIS Construção das máscaras de cultivo: Imagem diferença (IMGMAX IMGMIN) Chave de classificação Realce de distribuição (μ e σ Landsat) CUIDADO: Classificação digital Para cálculo de áreas usar Componentes principais... PROJEÇÃO PLANA ATRIBUTO ESPECTRO-TEMPORAL

33 IMAGEM DIFERENÇA (Máximo Mínimo) Diferença Comp de mínimo Menor Comp de máximo Maior NDVI Menor Maior

34 Determinação dos limiares aplicados à IMAGEM DIFERENÇA Fontana et al (2005) Cultura do trigo na Austrália EXEMPLO DE LIMIARES NO RS: 3400 Soja =3600 0,39 (Wagner et al., 2007) Arroz = 0,50 (Klering, 2011) 3800 Cereais de inverno = 0,23 (Junges et al., 2011) 4200 Area - ha (limiar) Area - ha (limiar) Limiar NDVI = Area - ha (ABS / ABARE) Limiar EVI = Area - ha (ABS / ABARE) CRITÉRIO: 25% superior aos dados ABS e ABARE (erro declarado)

35 CHAVE DE CLASSIFICAÇÃO Critérios de construção da máscara: -Semeadura: NDVI 0,5 -Crescimento: Dif(max-mini) NDVI 0,35 -Máximo desenvolvimento: NDVI 0,75 -Declínio: Dif(max-minf) 0,5 -Colheita: NDVI 0, N DVI (Guterres e Fontana, 2009) Obtenção da área de soja: -Multiplicação das áreas destacadas nas máscaras parciais ao longo de todas as fases (SxCxMxDxC) out nov dez jan fev mar abr Tempo (meses)

36 Região Ijui Modis IBGE Área (ha) Safras Guterres e Fontana (2009)

37 REALCE DE DISTRIBUIÇÃO Wagner et al (2007) 7000 Critério: (μ ± 1,125σ) FEVEREIRO 6000 Freqüência Imagem de Fevereiro (booleana) NDVI - MODIS 2500 NOVEMBRO Freqüência Imagem de Novembro (booleana) NDVI - MODIS Histograma das áreas de soja nas imagens MODIS usando máscara gerada com imagem Landsat com grande controle de campo Imagem resultante : Mapeamento e quantificação de áreas de soja

38 REALCE DE DISTRIBUIÇÃO Wagner et al (2007) Definição do ponto de corte (μ ± xσ) Área Cultivada Soja Cruz Alta - RS (safra 2003/2004) Método SIG Área Cultivada Soja Jóia - RS (safra 2003/2004) Método SIG , ,59 Landsat (Weber, 2005) Landsat (Weber, 2005) , ,00 IBGE (2004) IBGE (2004) , ,00 m+s m+s µ±1,125σ ,00 m+1.125s µ±1,125σ ,50 m+1.125s , ,50 m+1.25s m+1.25s , ,75 m+1.5s m+1.5s , ,50 m+2.0s m+2.0s ,25 m+3.0s ,00 m+3.0s 0, , , , , , ,00 0, , ,00 Área cultivada (ha) , , , ,00 Área cultivada (ha) Média (µ µ) Desvio-padrão (σ σ) NDVI/MODIS Inicial NDVI/MODIS Final Novembro 01 0,481 0,118 0,347 0,614 Fevereiro 01 0,848 0,064 0,776 0,919

39 Máscara de soja: Área cultivada com soja em Cruz Alta - RS TM-Landsat vs MODIS-Terra Wagner et al. (2007)

40 TM-Landsat vs MODIS-Terra Avaliação Máscara para soja Wagner et al. (2007)

41 CLASSIFICAÇÃO DIGITAL SUPERVISIONADA (Klering e Fontana, 2011) Imagem de máximo Imagem de mínimo

42 Processo de amostragem V E R M E L H O arroz não arroz VERDE Classificação Digital Supervisionada: Paralelepípedo

43 CLASSIFICAÇÃO DIGITAL SUPERVISIONADA (Klering e Fontana, 2011) d = 0,95 O índice de concordância de Willmott (d), que mede a dispersão dos dados em relação à reta 1:1 (medida da exatidão dos valores de área estimados em relação aos observados) = 0, Área IBGE (mil ha) 0,9 (a) arroz 0,8 não arroz Fronteira Oeste (b) Campanha Depressão Central 0,7 0,7 Planície Interna Planície Externa NDVI 100 Fronteira Oeste Campanha Depressão Central Planície Externa 0,9 Planície Interna Zona Sul 0, NDVI Área RGB (mil ha) 400 0,6 0,6 0,5 0,5 0,4 0,4 0,3 0,3 imagem Zona Sul imagem

44 CLASSIFICAÇÃO DIGITAL NÃO SUPERVISIONADA (Junges, 2011) CEREAIS DE Produção de grãos Cobertura do solo - Pastagens INVERNO: Grandes semelhanças morfológicas Identificação em imagens de satélite Através de estudos multitemporais

45 CLASSIFICAÇÃO DIGITAL NÃO SUPERVISIONADA (Junges, 2011) Etapas: Geração da imagem diferença (Máximo Mínimo) Objetivo gerar imagem de variação Aplicação do limiar (área das culturas de primavera-verão) Objetivo diminuir a variabilidade Classificação não supervisionada (ISODATA) Objetivo - gerar grupos espectro-temporais Extração dos perfis temporais das 5 classes geradas Objetivo gerar classes

46 CLASSIFICAÇÃO DIGITAL NÃO SUPERVISIONADA (Junges, 2011)

47 CLASSIFICAÇÃO DIGITAL NÃO SUPERVISIONADA (Junges, 2011)

48 CMV em estudos ambientais mudança de uso e cobertura do solo

49 https://www.dsr.inpe.br/laf/series/

50

51

52 CMV em estudos climáticos variabilidade e tendência temporal

53 Condições médias do bioma NDVI ( ) Wagner et al. (2013)

54 Wagner et al. (2013) Variabilidade no bioma NDVI (coeficiente de variação) ( )

55 Variabilidade associada ao ENOS EL NINO: LA NINA: NDVI médio de verão em anos com eventos ENOS Wagner et al. (2013)

56 Análise de tendência temporal NDVI médio Imagens 16 dias (2000 a 2009) Wagner et al. (2013)

57 Wagner et al. (2013)

58 EXERCÍCIO: Apresentação e relatório em 7 de outubro Utilizando a imagem MODIS da safra 2010/11 1. Escolher município no RS grande produtor de grãos 2. Definir a cultura de interesse e o período de estudo (meses e anos); 3. Coletar dados de área cultivada junto ao IBGE 4. Construir máscaras de cultivo utilizando duas metodologias propostas em aula (escolha duas entre as abaixo citadas): Imagem diferença; Chave de classificação; Realce de distribuição; Classificação digital supervisionada; Classificação digital não supervisionada; 4. Extrair os valores de NDVI e/ou EVI ao longo da safra utilizando duas áreas: a) municípios escolhido e b) melhor máscara de cultivo testada 5. Traçar os perfis temporais para as duas áreas; 6. Elaborar relatório comparando e discutindo os resultados obtidos.

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