Antipsicóticos 02/02/2016. Tratamento farmacológico. Redução da internação. Convivio na sociedade. Variedade de transtornos mentais

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1 Psicofarmacologia Psicose Variedade de transtornos mentais Delírios (crenças falsas) Prof. Herval de Lacerda Bonfante Departamento de Farmacologia Vários tipos de alucinações Esquizofrenia: tipo de psicose Psicose Tratamento farmacológico Redução da internação Convivio na sociedade - Neurolépticos Tratamento das psicoses Esquizofrenia mais prevalente 1% da população H : 15 a 25 anos M: dois picos-20 a 29 anos e 40 a 45 anos 1

2 - Neurolépticos - Neurolépticos Sintomas Positivos Sintomas negativos Sintomas Positivos Delírios crenças distorcidas ou falsas Alucinações percepções anormais (auditivas) - Neurolépticos Sintomas negativos Afastamento dos contatos sociais Anulação das respostas emocionais 2

3 Dopamina e Psicose Vias Dopaminérgicas Vias Centrais Dopaminérgicas Hipotálamo projeção hipófise (seta azul): Inibem secreção de prolactina. Substância negra estriado (seta pontilhada): regulam o movimento. Area tegmental ventral sistema límbico e cortex pré frontal (setas pretas): humor e comportamento Doença de Parkinson: Perda acentuada de neurônios dopaminérgicos - substância negra bradicinesia, rigidez, tremor de repouso Teoria dopaminérgica Hiperfunção dopaminérgica Eficácia clínica ação antagonista receptores DA Agentes dopaminérgicos (cocaina, anfetaminas) estado esquizofreniforme Sintomas Positivos e negativos? Sintomas Positivos: Atividade excessiva de dopamina em receptores D2 no núcleo acúmbens. 3

4 Sintomas negativos: redução de ativação dos receptores dopaminérgicos no córtex pré frontal Teoria da serotonina Clozapina e Risperidona Antidopaminérgicos e bloqueadores de receptores 5-HT2 Mecanismo de Ação Bloqueio D2 e 5-HT2 Sistema mesolímbico Trato área tegmental nucleus accumbens, estriado sistema límbico Sistema Mesocortical area tegmental ventral cortex pré frontal Mecanismo de Ação Bloqueio D2 Diferente intensidade Bloqueio 5-HT2A Diferente intensidade Bloqueio de D4? Regiões corticais e límbicas 4

5 - Classificação - Classificação Primeira Geração Típicos Predomínio de bloqueio de receptores D2 Clorpromazina 1950 Primeira Geração Típicos Clorpromazina Amplictil Haloperidol - Haldol Haloperidol Classificação Usos Terapêuticos Segunda Geração Atípicos Bloqueio de 5-HT2A Clozapina ocupação de D2 (40 a 50%) Quetiapina - ocupação de D2 (40 a 50%) Olanzapina ocupação de D2 (50-90%) Risperidona ocupação de D2 (50-90%) Tratamento das Psicoses (Esquizofrenia) Tradicionais -1ª Geração Sintomas positivos (alucinações e distúrbio das idéias) 5

6 Usos Terapêuticos Atípicos 2ª Geração Sintomas Negativos comprometimento da emoções diminuição da capacidade de relacionamento com pessoas Sistema nervoso central Sistema nervoso autônomo Sistema endócrino Distonias Sistema nervoso central Espasmos músculos da língua, face, pescoço e dorso (torcicolo, caretas, rotação dos olhos) 1 a 5 dias Antagonismo agudo da DA 6

7 Acatisia Inquietação mental e motora 5 a 60 dias Mecanismo desconhecido Parkinsonismo Rigidez, tremores, bradicinesia, facies inexpressiva, marcha arrastando os pés 5 a 30 dias Antagonismo da Dopamina Bloqueio muscarínico: Sistema nervoso autônomo Xerostomia Constipação Perda da acomodação visual 7

8 Bloqueio dos receptores alfa adrenérgicos: Hipotensão ortostática Sistema endócrino Amenorreia Galactorreia Resultado da hiperprolactinemia Ganho de peso Outros: Síndrome neuroléptica maligna Potencialmente fatal Pacientes muito sensíveis aos efeitos extrapiramidais 8

9 Efeitos Adversos Atípícos Efeitos Adversos Atípícos Clozapina (leponex ) Alterações hematológicas agranulocitose monitorizar contagem de leucócitos, ganho de peso Olanzapina (Zyprexa ) sedação e ganho de peso Quetiapina (Seroquel ) cefaléia e sonolência Risperidona (Risperdal ) hipotensão, ganho de peso, galactorreia - Evidências - Evidências Todos os antipsicóticos são igualmente eficazes no controle de sintomas positivos na psicose aguda. atípicos têm maiores efeitos em sintomas negativos, em comparação a antipsicóticos convencionais. Não há diferenças consistentes de eficácia entre antipsicóticos atípicos. Em pacientes refratários a tratamento com antipsicóticos convencionais, antipsicóticos atípicos mostram melhores resultados. atípicos associam-se a menores taxas de recidivas e menor abandono de tratamento. atípicos mostram menor incidência de efeitos Extrapiramidais. 9

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