IV SEMINARIO INTERNACIONAL SOBRE DESENVOLVIMENTO REGIONAL

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1 IV SEMINARIO INTERNACIONAL SOBRE DESENVOLVIMENTO REGIONAL TÍTULO DO TRABALHO AS NOVAS CONFIGURAÇÕES DO CAPITALISMO E OS IMPACTOS AO DESENVOLVIMENTO RURAL TÓPICO TEMÁTICO Número Descrição 2 Desenvolvimento rural, transformações no espaço agrário e gestão territorial AUTOR PRINCIPAL Ms. Luiz Fernando Fritz Filho CO AUTORES INSTITUIÇÃO Universidade de Passo Fundo (UPF) INSTITUIÇÃO 1 Ms. Karen Beltrame Becker Fritz Universidade de Passo Fundo (UPF) 2 3 RESUMO DO TRABALHO O capitalismo no período recente vem causando modificações de ordem econômica e social e reestruturando o padrão de produção e acumulação do sistema vigente. Esta nova ordem é atribuída, por muitos autores, a fatores como a crise do pós Keynesianismo e a emergência de um período liberalizante. Este estudo realizou uma leitura da evolução econômica e financeira da América Latina e, especialmente, do Brasil, expondo as principais características das políticas neoliberais, suas imposições e impactos na economia e no rural. Para tanto analisa, inicialmente, receituário do Consenso de Washington e a análise crítica dos instrumentos, e, por fim, avalia seus impactos no setor rural. Na América Latina, na busca de soluções à crise dos países, ocorreu uma forte pressão ao enquadramento destes países nos moldes de Washington. Fatores como a flexibilidade das plantas industriais produtivas, capital volátil e processos políticos, que levaram a descentralização de poderes de Estados, modificaram a lógica produtiva e política dos territórios. Atualmente estamos passando por um estado de tamanha pressão e coação externa os quais se traduzem, no país, em desagregação social, quebra ou enfraquecimento de mercados não assistidos por redes de segurança, além de haver a falta de uma intervenção do Estado de forma mais efetiva. Destaca se o surgimento de cadeias de commodities com elementos como exploração intensiva, via convenientes alocações dos fatores de produção. Ou seja, a globalização na medida em que inclui determinados grupos, também marginaliza outros, apresentando em várias áreas do mundo seu caráter desigual. As novas questões da mudança rural passam pelo

2 crescimento da internacionalização do capital que traz a flexibilização da localização, ou seja, novas firmas instalam se em áreas rurais e há a realocação de grandes plantas de manufaturas. PALAVRAS CHAVE desenvolvimento rural, globalização. ABSTRACT Recently capitalism has been causing modifications in terms of economic and social order as well as restructuring the production pattern and the accumulation of the system in practice nowadays. This new order is attributed, by several authors, to factors like the post Keynesianism crisis and the appearing of a liberalization period. This study carried out a revision on economical and financial evolution, in Latin America, and specially, in Brazil, showing the main characteristics of the neoliberal policies, its impositions and impacts on the economic and rural area. To start with, analyzing guidelines of Washington Consensus and the critical analysis of the instruments, and, finally, evaluating its impacts on the rural area. In Latin America, as it searched for solutions to the crisis of the countries, there was a strong pressure to these countries to be framed to the Washington models. Factors like the flexibility of productive industrial plants, volatile capital and political processes, which led to decentralization of State power, and changed the productive logic and policy of territories. Nowadays we are facing a state of great oppression and external coercion which can be translated, in the country, as social degradation, breaking or market weakening not helped by security groups, besides facing a lack of more effective State intervention. It can be highlighted the appearing of chains of commodities with elements of intensive exploitation, through the convenient allocations of production factors. Even so, globalization the way it includes defined groups, also marginalize others, presenting in several areas of the world its unequal character. The new questions of the rural change go through capital internalization growing, that is, new companies settling into rural areas and also the relocation of big manufacturing plants. KEYWORDS rural development, globalization. 2

3 INTRODUÇÃO O capitalismo no período recente vem causando modificações de ordem econômica e social junto a impactos que estão levando a reestruturação do padrão de produção e acumulação do sistema vigente. Esta nova ordem é atribuída, por muitos autores, a fatores como a crise do pós Keynesianismo e a emergência de um período liberalizante, ou através da explicação pelos processos de estruturação histórica e produtiva das nações e suas particularidades, também havendo uma forte tendência de análises que privilegiam a relação entre as políticas impostas pelos países desenvolvidos aos países em desenvolvimento. Independentemente dos instrumentos utilizados para o diagnóstico e análise da mudança que ocorre, atualmente, vive se em um sistema conceituado como globalizado com normas próprias que, muitas vezes, atuam na contramão dos processos democráticos de nações com menor poder político e econômico no cenário mundial. Dentro deste contexto o estudo procura, de forma introdutória, a realização de uma leitura da evolução econômica financeira da América Latina e, especialmente, do Brasil e a exposição de características das políticas neoliberais 1, suas imposições e impactos na economia e no rural. Para cumprir tal função o artigo foi segmentado em quatro partes. A primeira apresenta o um breve panorama econômico da América Latina e notadamente do Brasil, e sua evolução econômica a partir do início do século XX, destacando os principais condicionantes responsáveis pelo padrão de desenvolvimento do país. Na segunda parte o texto analisa as características das políticas neoliberais e da globalização. Na terceira parte o texto expõe as diretrizes Consenso de Washington, e sua crítica. Em um último momento o artigo inicia a discussão sobre os impactos das medidas neoliberais e a nova ordem do capitalismo, nas políticas econômicas, na indústria e no setor agrícola do Brasil. 1 Evolução Socioeconômica da Região e do Brasil Em recente estudo Cano (1999) destaca a evolução da economia a partir do final da década de O autor ao analisar as diferenças históricas entre países da América Latina, notadamente, diferenças de ordem econômica, cultural e política apresenta que no período pós 1 Para este estudo o termo Políticas Neoliberais traduz se nas políticas de cunho econômico efetivadas no final da década de 1970 (iniciando por Thatcher, após Reagan.., políticas como, por exemplo, contração de emissão monetária, aumento das taxas de juros, queda de impostos, retirada de controles financeiros, programas de privatização) até os dias atuais (leia se a partir do final da década de 1980 com o Consenso de Washington e suas recomendações) e seus impactos na relação entre Estado e Mercados. 3

4 crise de 1929 houve uma forte dependência da Região ao capital inglês e posteriormente ao capital norte americano. No período posterior a crise de 1930 países como o México e o Brasil tomaram medidas como, por exemplo, desvalorização do câmbio, suspensão de pagamentos da dívida externa, controles de câmbio e elevação de tarifas de importação, modificando a estrutura tributária e o protecionismo nacional, criando deste modo um futuro Estado Intervencionista. No Brasil, durante o período entre 1937 e 1945, foi possível a ampliação e o aperfeiçoamento do processo de industrialização. Neste cenário a América Latina encontrava se em uma situação econômica na qual a participação das exportações caíra e o PIB aumentara, gerando falta de divisas. Neste momento surgem diferentes lideranças nacionalistas e industrialistas na Região, porém o mercado na Região torna se atrativo para os Estados Unidos, o que somado a resistência interna leva a países como o Brasil a utilizar o Estado como supridor das necessidades de capital externo e interno, como por exemplo, petróleo, aço, produtos químicos, infra estrutura, bancos transporte. Um ponto preocupante é o fato de a urbanização e industrialização constituírem até a década de 1960 a via de amortecimento das tensões geradas pelo crescente êxodo rural, pois, se de um lado representava para o migrante a oportunidade de obter melhor emprego, de outro, significava a tentativa de fuga ao completo abandono social em que vivia no campo, evitando o enfrentamento da questão agrária e da exclusão social. Durante 1973 a 1979 o processo de industrialização avançou de forma desigual e mais lentamente. Nos países da Região (com exceção do Chile, Argentina e do Peru) este processo foi acompanhado de forma desacelerada com a economia sendo corroída por alta inflação e elevados déficits em transações correntes nos balanços de pagamentos. A América Latina, em grande parte, a partir da década de 1970, utilizou a via do endividamento para bancar seus projetos nacionais (Cano, 1999). Cano (1999) incorpora em sua análise, no período após a década de 1970, a criação de imposições pelo Consenso de Washington a estes países. Segundo o autor foi um processo focado na dominação das finanças internacionais, reduzindo a soberania das nações com uma espécie de ressurreição liberal conservadora, no momento posterior a crise da dívida, no qual a coordenação das nações seria exercida pela hegemonia dos Estados Unidos. As seções 2 e 3 ampliarão a análise do processo de hegemonia norte americano e das imposições realizadas por Washington. 4

5 Cultura Patrimonialista do Brasil O Brasil passou por um processo de conglomeração que foi trabalhado sob a óptica do patrimonialismo por Tavares e Miranda (1999). Os autores analisaram este tema em estudo intitulado Brasil estratégias da conglomeração, segmentando a análise em três momentos, o primeiro abordando a formação de grupos novos na economia do país, o segundo momento citando as reformas de 1964 a 1968 junto a consolidação dos grupos nacionais e por fim os processos de especialização, fusões e aquisições como forma de associação dos capitais nacionais e estrangeiros. A dinâmica da acumulação e concentração de capital no Brasil, segundo os autores, apresentou características próprias. Houve a constituição de grupos industriais nacionais ligados a política de financiamento público visando a manutenção de seu patrimônio, utilização de estratégias de diversificação de seus negócios via demandas do Estado e via financiamentos públicos, além da utilização da regulamentação das Sas (Sociedades Anônimas) para consolidação da posição de grupo, desta forma, possibilitando aos grupos familiares o uso do mercado de capitais para auferir rendas patrimoniais de aquisição de participação acionária em outras empresas (Miranda e Tavares 1999). A centralização do capital financeiro limitou se a concentração bancária, que ocorreu após a ruptura dos fluxos externos de financiamento, no período posterior a crise da dívida externa e houve a adoção de estratégias conservadoras pelos principais grupos industriais privados nacionais. Da abertura comercial e liberalização financeira os bancos passam a diversificar seus instrumentos e mercados de ação, operando na condição de árbitros entre mercados financeiros interno e externo. Os grupos industriais, após a abertura comercial e sobrevalorização da moeda, fecharam futuras plantas industriais havendo a reversão de estratégias, prevalente até então, de diversificação de negócios para setores de maior valor agregado. Neste cenário havia uma situação de continuidade ou prevalência de estratégias de especialização em commodities e a falha nas tentativas de upgrading por sinergias tecnológicas e economias de escala. Os autores também mencionam os processos de privatização em dois momentos: no primeiro ( ) há um rearranjo nos setores da siderurgia e petroquímica em que a participação do Estado foi adquirida majoritariamente pelo capital nacional reforçando os grupos tradicionais. No segundo momento que corresponde à concessão de serviços de utilidade pública e venda de empresas de mineração, energia elétrica e telecomunicações o Estado se 5

6 comportou como um financista. Acaba fracassando a arbitragem política do Estado nos setores financeiro e de telecomunicações em favor de grupos nacionais (Miranda e Tavares 1999). Esta parte do ensaio evidenciou a situação de dependência de países da Região e do Brasil aos países desenvolvidos, sugerindo a falta de articulação interna do ponto de vista econômico frente a um novo contexto que surge no mundo, a chamada globalização. 2 O Sistema Neoliberal Objetivando ampliar a problemática desenhada apresenta se, inicialmente, a gênese do Neoliberalismo, através de esforços de intelectuais, bem como a evolução do sistema neoliberal e suas experiências em diversos países. Segundo Anderson (1995) o Neoliberalismo nasceu depois da Segunda Guerra Mundial na região da Europa e América do Norte, configurando se em uma reação contra o sistema do Estado intervencionista e de bem estar, tendo em Friedrich Hayek seu indutor principal 2. A partir da década de 1970, após a crise do petróleo, as idéias neoliberais passam a ser consideradas, notadamente, pelas críticas ao sistema sindical e ao movimento operário, ambos, na perspectiva do autor, gerando uma combinação entre queda de lucro das empresas e processos inflacionários. Um ponto de partida ao novo sistema, neoliberal, foi dado pela Inglaterra, através do governo Thatcher, associado a o governo Reagan nos Estados Unidos, no início da década de 1980, junto a grande parte dos países do norte da Europa Ocidental 3. Neste ponto é necessário olhar com cuidado o receituário neoliberal colocado em prática, inicialmente, pela Inglaterra em comparação com as formas de inclusão de outras nações ao sistema. Também se deve discutir se as promessas feitas obtiveram êxito. Nas palavras de Anderson: O modelo Inglês foi, ao mesmo tempo, o pioneiro e o mais puro. Os governos Thatcher contraíram a emissão monetária, elevaram as taxas de juros, baixaram drasticamente os impostos sobre os rendimentos altos, aboliram controles sobre fluxos financeiros, criaram níveis de desemprego massivos, aplastaram greves, impuseram uma nova legislação anti sindical e cortaram 2 Junto a Hayek estavam Milton Friedman, Karl Popper, Lionel Robbins, Ludwig Von Mises, Walter Eupken, Walter Lipman, Michael Polanyi, Salvador de Madariaga, entre outros e foi fundada a sociedade Mont Pèlerin. Nas palavras do autor: uma espécie de franco maçonaria neoliberal, altamente dedicada e organizada, com reuniões internacionais a cada dois anos (Anderson, 1995 p.10). 3 Cabe mencionar que o sistema no Estados Unidos incluía como componente central o anticomunismo (Anderson 1995, p.12) 6

7 gastos sociais. E finalmente esta foi uma medida surpreendentemente tardia, se lançaram num amplo programa de privatização, começando pela habitação pública e passando em seguida a indústrias básicas como o aço, a eletricidade, o petróleo, o gás e a água. Este pacote de medidas é o mais sistemático e ambicioso de todas as experiências neoliberais nesta região do capitalismo avançado (1995, p.12). Para os Estados Unidos a vertente principal do neoliberalismo se traduziu em uma corrida armamentista visando a quebra da União Soviética, também aplicando uma política de redução de impostos, porém não houve o mínimo respeito a disciplina orçamentária. Na Europa, de modo geral, ocorreu um neoliberalismo mais cauteloso e no Sul, inicialmente, houve certa resistência por parte da França, Espanha e Itália os quais, em um segundo momento, viram se forçados pelos mercados financeiros a realizarem uma política neoliberal. O autor é enfático ao tratar de dois pontos. O primeiro diz respeito ao sucesso do sistema que foi inegável em relação à queda da inflação, via derrota do movimento sindical, crescimento das taxas de desemprego, e aumento do grau de desigualdade na economia. Porém o objetivo principal de todas as medidas anteriores, ou seja, a reanimação do capitalismo avançado mundial, foi decepcionante, ficando em aberta a discussão dos motivos que levaram a recuperação dos lucros não gerarem uma recuperação de investimentos 4. O autor relata ainda que a América Latina através do Chile foi uma espécie de piloto para os países do ocidente. No país foram implementados programas de governo via desregulação, desemprego massivo, repressão sindical, redistribuição de renda em favor dos ricos e privatização de bens públicos associados a um sistema ditatorial e violento a partir do pós guerra. Este estudo não poderia deixar a margem a análise de Enéas de Souza (2003) que refina e amplia a relação do principal ator dentro da óptica atual, ou seja, os Estados Unidos. O autor ao tratar da econômica e política do capitalismo indica como ponto central a hegemonia unipolar e imperial do Estados Unidos, destacando o nascimento da estrutura financeira do capital, mudança de objetivos das empresas e a financeirização do Estado, possuindo o dólar a condição de moeda hegemônica, além da crise de confiança das organizações. Também ressalta, no estudo, a luta econômica e política que se dá no período pós crise do Estado na década de 1990, pois, para a economia se transformar há a necessidade de novas decisões políticas, ou seja, a reorganização de um projeto nacional com uma política econômica 4 O peso do Estado não diminuiu em valores absolutos, e a dívida pública dos países que aderiram ao sistema se ampliou consideravelmente, embora o neoliberalismo tenha tido êxito eleitoral em muitos países e também na queda do comunismo na Europa ocidental e União Soviética, que podem explicar tais fatos (Anderson, 1995). 7

8 permitindo uma distinta configuração do núcleo dinâmico da acumulação. Este novo projeto via hegemonia absoluta norte americana, é guiado pela ação militar e pela guerra junto a reativação de uma economia estagnada, com aspectos como, guerra preventiva, liberalismo apregoado, que mostram no final, duas faces apresentadas pelo autor; a face dos ganhadores e a face dos problemas de ordem ambiental, do desemprego, da fome, ou seja, para o Eneas no capitalismo não há um mundo sem problemas. A próxima seção dá continuidade a caracterização do novo padrão capitalista. Apresenta receita imposta por Washington aos países da América Latina (a). Para tanto o estudo recorre a obra intitulada What Washington means by policy reform de John Williamson (1990) junto a sua releitura feita pelo mesmo autor em Também será exposta a crítica realizada por Joseph Stiglitz que trabalha os três pilares do sistema neoliberal: austeridade fiscal, a privatização e a liberalização de mercados, que segundo o autor, são as bases das políticas do Consenso de Washington (b). A seção ainda expõe a interpretação da crise do estado ou estratégia social liberal apresentada por Bresser Pereira (c). Para o fechamento abordou se um texto de Fiori que destaca aspectos míopes do novo sistema em relação ao papel do Estado junto a crítica a abordagem global realizada por Chossudovky (d). 3 A Nova Configuração Global e seus Impactos Uma nova agenda atualmente está sendo imposta aos países em desenvolvimento. A situação aplica se em diferentes continentes e a América Latina não passou imune ao novo modelo. Este novo modelo econômico, na óptica deste estudo, é composto pela lógica capitalista configurada por variáveis externas de pressão, que são aqui trabalhadas pela interpretação do Consenso de Washington e seus impactos na América Latina e Brasil. A) Instrumentos Políticos do Consenso de Washington A seguir são expostos os dez princípios do Consenso de Washington junto a uma rápida 5 explicação de cada instrumento permitindo ao leitor uma visão integral das políticas impostas a América Latina a partir do início da década de Os princípios apontaram para um conjunto de reformas políticas para os países endividados da América Latina. Alguns interesses estão colocados, dentro dos princípios, como, 5 Esta parte utiliza como referencial base o texto de Williamson (1990). 8

9 a busca pela inflação baixa, aumento do crescimento, balança de pagamentos favorável e promoção do bem estar econômico dos países, além de haver um cuidado no que tange a interesses estratégicos e comerciais. São eles: Déficit Fiscal Crença na disciplina fiscal e restabelecimento de orçamentos balanceados. Prioridade nos gastos públicos de modo geral percebe se no Consenso uma preferência pelos gastos com saúde, educação e investimento público. Nos subsídios a preferência é pelo deslocamento destes recursos para as rubricas anteriores. Reforma tributária Para o Consenso o aumento da tributação se oferece como remédio ao déficit fiscal (embora inferior a redução dos gastos públicos). Taxa de juros as taxas de juros devem ser determinadas pelo mercado a fim de se evitar critérios arbitrários e as taxas devem ser positivas, visando desencorajar a volatividade dos capitais bem como estimular a poupança. Taxa de câmbio Devem ser reguladas pelo mercado e sua adequação será julgada com base nos objetivos macroeconômicos, porém para o Consenso, o importante é que ocorram taxas competitivas. Política comercial Liberalização das importações enquanto que a proteção das indústrias domésticas contra a competição externa é considerada como uma distorção nos custos, o que acaba penalizando e empobrecendo a economia doméstica. Investimento exterior direto a liberalização para o fluxo de capital não é prioridade, porém atitudes que limitem tais entradas são consideradas tolices. Privatização Crença de que a empresa privada é superior a pública e a partir de 1985 o FMI e o banco mundial passam a encorajar esta política nos países da América Latina Desregulamentação forma de promover a competição, notadamente, na América latina devido ao grau de regulação de seus países. Direitos de propriedade Percepção de insegurança de direitos de propriedade na América Latina (Williamson 1990). No texto Intitulado The Washington Consensus as Policy Prescription for Development Williamson (2004) avalia sua formulação original do Consenso de Washington e as principais políticas desejáveis por Washington para a América Latina naquele momento, comentando os dez pontos propostos. Aborda, especialmente, a condição de disciplina fiscal e o direcionamento de gastos públicos com o apoio do Banco Mundial para políticas como, por 9

10 exemplo, pró pobre e pró crescimento. No item liberalização financeira ressalta a falta de cautela em relação à abertura da conta capital e a falta de instituições adequadas à supervisão desta meta. Havia, na óptica de Williamson a crença em uma taxa de câmbio que favorecesse o crescimento das exportações, pois, para ele, é o ponto chave em processos de crescimento geral. Quanto às restrições quantitativas ao comércio, o autor recomenda um sistema de proteção temporária para indústrias não desenvolvidas, evitando a perda de postos de trabalho. No item queda de barreiras a entrada de investimentos direitos o autor avalia que trata se de investimentos de empresas e não de capital (por exemplo não trata neste item da abertura da conta capital). Outro ponto polêmico, a privatização das empresas do Estado sugere dois comentários: o primeiro é a percepção da origem neoliberal desta meta, e o segundo trata do processo de corrupção que teria ocorrido na América Latina, junto a uma situação de sensibilidade nacionalista. Quanto à abolição de regulações a entrada de novas firmas nos países, para o autor a recomendação foi a de remover limites e facilitar a entrada ou abertura de empresas. Por fim, o décimo ponto, que trata dos direitos de propriedade, seria benéfico para a garantia de direitos de propriedade mais baratos, gerando, segundo o autor, redução de pobreza. Williamson sugere em sua análise que a maior parte dos países se beneficiou com as reformas mais do se prejudicou, destacando a necessidade de 4 pontos adicionais ou complementares, o primeiro a estabilização macroeconômica, e portanto, não haver cries, o segundo, a flexibilização do mercado de trabalho, o terceiro, o reconhecimento da importância das instituições, e a melhoria na distribuição de renda (Williamson, 2004). B) Análise Crítica do Consenso de Washington Stiglitz (2002) inicia seu estudo referenciando políticas de cunho econômico, que visavam atender aos problemas enfrentados por países da América Latina, notadamente, grandes déficits orçamentários, falta de eficiência governamental, adoção de medidas protecionistas, ineficiência de empresa privadas e inflação descontrolada, apontando que políticas como ajustes fiscais, privatizações e liberdade de comércio, neste casos, tornavam se medidas problemáticas por serem políticas com um fim em si mesmas, ao invés de meios de alcance de crescimento sustentável. O autor destaca que muitas das políticas como austeridade fiscal exacerbada quando levada longe demais poderia causar recessão e as altas taxas de juros poderiam cercear novos investimentos, ou seja, o FMI, muitas vezes, impunha uma velocidade de tal forma que os 10

11 custos tornavam se demasiadamente altos para os países que ainda não estavam bem estruturados para suportá los. O autor segmenta sua análise na apresentação de elementos e características pertencentes a privatização, liberalização, ao papel do investimento estrangeiro e ao sequenciamento e ritmo das reformas. O primeiro elemento tratado, a Privatização, diz respeito à transformação de indústrias e empresas estatais em empresas privadas, pelo argumento de que as empresas e indústrias privadas podem desempenhar estas funções com maior eficiência. O autor aponta alguns problemas, o primeiro é a hipótese de que os mercados se erguem com extrema rapidez para a satisfação de todo o tipo de necessidades, o que não ocorre sempre. Há o impacto negativo sobre o nível de emprego, junto à desconsideração dos custos sociais, normalmente, inexistentes em países em desenvolvimento, nos quais os desempregados não são considerados responsabilidade pública. Além disso, aborda a corrupção associada aos processos da privatização, ressaltando a necessidade de um amplo programa, que crie novos empregos e estabeleça políticas macroeconômicas, incluindo taxas de juros mais baixas que auxiliam na geração de postos de trabalho. O segundo elemento, a liberalização, é definido por Stiglitz como: a remoção da interferência do governo nos mercados financeiros, nos mercados de capitais e nos bancos comerciais (p.91), deveria supostamente otimizar a receita de um país, porém, tem como impactos imediatos a queda de empregos, e muitas vezes, o FMI apresenta programas com altas taxas de juros que o capital necessários para o crescimento torna se caro demais. O autor ainda aponta dois problemas em relação a este elemento: reação de países desenvolvidos, em manterem seus mercados fechados a paises em desenvolvimento, que abrem seus mercados, em segundo lugar, atualmente, há a obrigatoriedade em se abrirem diante de sanções ou suspensão de ajuda em tempos de crise, além das conseqüências advindas da recessão e da falta de redes de segurança que amortize seus impactos, pois o FMI tem como lógica que os mercados livres por serem mais eficientes teriam um crescimento mais rápido. O terceiro elemento é o papel do investimento estrangeiro, considerado peça fundamental da globalização, pois os outros elementos em conjunto criam um clima para atração de investimentos oriundos do exterior. Como aspectos negativos do investimento estrangeiro há a destruição dos concorrentes locais, via colocação de produtos a preços mais baixos. Normalmente, ocorre na ausência de legislação forte a destruição da concorrência local, e as empresas utilizam poder de monopólio para aumento de preços, junto a falta de crescimento, a qual contribui a falta de financiamento externo, para pequenas e médias empresas, junto a 11

12 pouca sensibilidade dos bancos estrangeiros a sinais dos bancos centrais, e a privilégios concedidos pelos governos via falta de geração de crescimento. Ainda é apresentado, pelo mesmo autor, o sequenciamento e o ritmo como maior problema do FMI, pela insensibilidade em relação ao contexto social mais amplo, que forçam a liberalização antes que redes de segurança sejam instaladas, sem estrutura regulamentar adequada, faltando, muitas vezes, suporte pelos países para enfrentarem as mudanças súbitas ligadas ao mercado. C) Interpretação da Crise do Estado Uma interpretação adicional à crise da América Latina, bem como, a proposta de um modelo foi estruturada por Pereira (1995). O autor aponta a crise como oriunda da decisão dos países em persistirem em estratégias de crescimento e em intervenção do Estado, via substituição de importações, de uma forma que não era mais sustentável, levando esta persistência ao endividamento dos países e a crise fiscal, na medida em que a dívida externa foi totalmente estatizada, aumentando o déficit público e reduzindo a poupança pública. No consenso de Washington a crise era definida pela indisciplina fiscal e excessiva intervenção estatal e as soluções seriam o ajuste fiscal e reformas orientadas para o mercado. O autor propõe uma estratégia chamada de interpretação da crise do Estado na qual as reformas seriam direcionadas ou orientadas para o mercado e coordenadas pelo mercado e pelo Estado. Esta interpretação enxerga que a indisciplina fiscal deverá ser combatida, que o déficit público é o principal problema, mas também leva em consideração fatores como o excessivo endividamento externo e a poupança pública negativa, tendo como conseqüência a falta de crédito para o Estado, e reconhece que o Estado se tornou muito grande, e cabe ao Estado após ter sido reformulado assumir novas e importantes funções de coordenação, devendo as reformas reduzir o Estado tornando o pequeno e forte. Outro ponto levantado pelo autor é a necessidade de haver um Estado sadio, e a proposta social liberal, na óptica do autor, deve ser vista como uma alternativa ao Consenso de Washington. D) Problemática Global Fiori (1994) em análise da relação do papel do Estado no ambiente neoliberal, ao abordar as novas relações entre Estado e Mercado, alerta para as diferentes dimensões a 12

13 serem cuidadosamente discutidas, destacando que, atualmente, ocorre um consenso liberalprivativo e antiestatal o qual vislumbra o mercado como solução para todos os problemas. Ao mesmo tempo o autor alerta para a falta de conhecimento das limitações que foram colocadas ao Estado pelo sistema desenvolvimentista, submetendo sua complexidade a um mercado completamente oligopolizado internamente e repartido internacionalmente. Para Chossudovsky (1999) o movimento da economia global é regulado por um processo de cobrança de dívida em âmbito mundial, que sufoca as instituições do estado nacional e contribui para eliminar empregos e reduzir a atividade econômica. O autor aponta que desde a crise da dívida do início dos anos de 1980 a busca do lucro máximo tem sido engendrada pela política macroeconômica, ocasionando o desmantelamento das instituições e o empobrecimento de milhões de pessoas. O estudo, até o momento, tentou evidenciar ao leitor, como o sistema neoliberal (globalizado) redefiniu a relação entre Estado e Mercado. Inicialmente posto via crise do sistema Keynesiano e nos países da América Latina pela busca de soluções à crise dos países, ocorreu uma forte pressão ao enquadramento destes países nos moldes de Washington. Fatores como a flexibilidade das plantas industriais produtivas, capital volátil, e processos políticos que levaram a descentralização de poderes de Estados, modificaram a lógica produtiva e política dos territórios. As análises apresentadas sob óptica de diferentes autores remetem a algumas considerações. Atualmente estamos passando por um estado de tamanha pressão e coação externa os quais se traduzem, no país, em desagregação social, quebra ou enfraquecimento de mercados não assistidos por redes de segurança, além de haver a falta de uma intervenção do Estado de forma mais efetiva. A sessão seguinte tentará ampliar este novo quadro, e parte de suas conseqüências, especialmente, no Brasil e no setor rural. 4 Impactos do Novo Modelo no Cenário Nacional e no Setor Rural São apresentados instrumentos da política e economia utilizados no Brasil para adequação ao receituário de Washington, juntamente com a colocação de mudanças técnicas da indústria do país, em termos de agregação de valor, e por fim os impactos que vem ocorrendo no setor rural. 13

14 O Novo Receituário Chossudovsky (1999) analisa a situação político econômica do Brasil no período entre a presidência de Fernando Collor de Mello ao período do primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, sob o ponto de vista da dívida do país com o Fundo Monetário Internacional e bancos comerciais. Para o autor no governo Collor há a tentativa pelo Fundo em enfraquecer o Estado Nacional, via políticas como a imposição da desvalorização da moeda e aumento de taxas de juros. Como principais resultados desta etapa houve a morte da atividade econômica, além de corte em gastos do governo para o pagamento da dívida. Na segunda parte o governo consegue fechar um acordo com o Fundo, em 1991, com um conjunto de medidas destrutivas para o Brasil, como, por exemplo, 65% das despesas correntes alocadas para o serviço da dívida 6. Na seqüência das renegociações, no governo Itamar Franco, as metas para o déficit público não foram alcançadas pelo governo, apesar da realização da reforma tributária, passando o Brasil para a lista negra do Fundo. Já em 1993 o ministro da economia, um sociólogo, compreende as mudanças exigidas pelo FMI, ou seja, a necessidade de manipulação da sociedade civil junto à desindexação salarial para combate a inflação, e realiza, no mesmo ano, cortes na educação, saúde e desenvolvimento regional. Em 1994 é assinado o acordo para reestruturação da dívida comercial nos termos do plano Brady, sendo criado o Fundo Social de Emergência com o uso do modelo do Banco Mundial para a liberação de recursos financeiros do Estado em favor dos credores, além de um corte no orçamento federal em cerca de 43% redirecionando as receitas para o serviço da dívida. As medidas geraram um golpe nos programas sociais do país. Na óptica do autor o Fundo Social de Emergência, recém criado, foi financiado via cortes no orçamento, eliminação de programas sociais e demissões em massa de funcionários públicos, o que representou o fim da soberania na política social do Brasil. Além disso, o Fundo Monetário apontava para medidas de privatização de empresas públicas no país. Para o autor a política macroeconômica acelerou a expulsão dos camponeses sem terra do interior levando a uma força de trabalho nômade que migra de uma área metropolitana a outra, e o surgimento nas cidades de uma camada de pobreza urbana (Chossudovsky, 1999). É oportuno resgatar a análise de Belluzzo (2004) o qual em artigo relembra que o governo FHC entrou de gaiato no chamado jogo da globalização, aceitando das regras da 6 O autor destaca que na óptica de Marcilio Marques Moreira este novo Brasil estaria reinserindo se na comunidade internacional de modo dinâmico, competitivo e soberano (Chossudovsky, pág 175). 14

15 OMC as reformas estruturais patrocinadas pelo FMI e pelo Banco Mundial sem informar aos brasileiros, que o que ocorria era a entrega da economia do Brasil a práticas truculentas para beneficiários das novas relações econômicas e financeiras. Bellluzzo (2005) em estudo recente comenta o relatório da Unctad 7 o qual identificou processos de desindustrialização 8, em diferentes nações, que inclui o Brasil e a maior parte dos países da América Latina, entre os países em via de desindustrialização. Possuem este status os países que alcançaram um certo grau de avanço industrial, porém não sustentaram um processo dinâmico de mudança estrutural mediante a rápida acumulação de capital e crescimento do produto. Fato que chama a atenção é a situação destes países em um processo liberalizante comercial e financeiro, apresentando a queda ou estagnação de investimento e da produção manufatureira, ou seja, estes países sofreram uma degradação em sua posição tecnológica e não obtiveram êxito na transformação de estímulos do crescimento das exportações em impulsos para expandir a produção de manufaturas domésticas. Neste mesmo estudo o autor cita a falta de integração das economias no Mercosul, tal fato, determinando além da desindustrialização a perda de posição no ranking manufatureiro. Por fim o autor cita para o caso do Brasil a emergência de algumas médias e grandes firmas de cada setor junto à parte da estrutura globalizada, as quais sobreviveram via modernização e especialização, e acesso a crédito público e internacional, podendo desta forma compreender o processo de enfraquecimento estrutural da indústria da manufatura nos anos de 1990 (Belluzzo, 2005). Impactos do Modelo no Espaço Rural Esta parte relaciona os elementos do processo de globalização e as características do novo modelo capitalista com situações de reestruturação do espaço rural, o qual passou e ainda passa por modificações estruturais. Para tal função o estudo recorre às análises de Bonano et al (1999) e Marsden (1989 e 1993) que trataram de importantes modificações nos mercados agrícolas e nas sociedades rurais, modificações advindas do processo de globalização e de elementos das políticas neoliberais. Segundo Bonano et al (1999) entre inúmeras concepções da globalização os autores destacaram, primeiro, a eliminação de barreiras para a livre circulação de mercadorias, capital e trabalho para aumento das oportunidades de comércio internacional e também outra 7 Relatório da Unctad, trade and development de Redução do coeficiente de valor agregado interno sobre o valor bruto da produção (Belluzzo, 2004, pág. 40). 15

16 concepção, que trata dos processos de reorganização da produção e consumo. Um elemento central desta concepção diz respeito à atenção que é dada a redefinição das relações entre a esfera política e a esfera econômica, tendo estas importantes repercussões sobre a governança dos espaços democráticos e sobre a implementação de um processo de desenvolvimento socioeconômico. Os efeitos negativos do novo sistema são também apontados pelos autores, notadamente, pelo surgimento de cadeias de commodities com elementos como exploração intensiva, via convenientes alocações dos fatores de produção, ou seja, a globalização na medida que inclui também marginaliza, apresentando em várias áreas do mundo seu caráter desigual. Já a abordagem de Marsden (1993) trabalha fatores como forças políticas neoliberais, o aumento da mobilidade do capital, a maior flexibilidade nos processos de produção e as complexas relações entre tecnologia e meio ambiente como fontes de incerteza das nações. Destaca a crise de acumulação como geradora da reavaliação de novos espaços e recursos até então marginais. As novas questões da mudança rural passam pelo crescimento da internacionalização do capital que traz a flexibilização da localização, ou seja, novas firmas instalam se em áreas rurais e há a realocação de grandes plantas de manufaturas. O mesmo autor, em outra obra, intitulada Reestructuting rurality: from order to desorder in agrarian political economy (1989) aponta para três áreas de crescimento nas próximas décadas: a multidimensionalidade da mudança agrícola, os processos de commoditização e os métodos de análise das esferas de consumo em análise comparativas. Bonano et al (1999) realizaram um estudo comparativo entre os países do Norte (desenvolvidos) e os países do Sul (subdesenvolvidos) para análise do caráter desigual do sistema de globalização. Como fatores que merecem destaque estão as novas configurações do Estado que na concepção dos países do Norte é vista como uma reestruturação das funções do Estado e pelo incremento de novas formas de governança, enquanto que nos países do Sul os fatores apontados são a crise do Estado, desmonte do aparelho estatal, incapacidade financeira e tomada da coordenação pelas transnacionais. Quanto ao nível de organização da sociedade, os autores encontraram nos países do Norte uma sociedade civil organizada, situação oposta no Sul com uma sociedade civil desorganizada junto ao poder de grandes proprietários e a flexibilização do trabalho (traduzida pela retirada de direitos fundamentais). 16

17 CONCLUSÕES Este trabalho pretendeu analisar as modificações econômicas atuais frente aos processos de globalização, políticas neoliberais e sob a égide das Instituições financeiras internacionais. O estudo em um primeiro momento analisou as características do neoliberalismo e as imposições dadas pelo Consenso de Washington. A dependência de economias a nações como os Estados Unidos, é bastante preocupante uma vez que os financiamentos concedidos são normalmente utilizados como moeda de troca para a adoção de estratégias pelos países desenvolvidos causando, muitas vezes, impactos negativos em nações menos favorecidas que já são conhecidos de longa data: aumento de problemas sociais, economias cada vez mais dependentes a determinados mercados e uma massa crescente de pessoas sem oportunidades de colocação e sem acesso a educação, saúde e condições mínimas de sobrevivência. O Brasil infelizmente não fugiu a regra, pois, como apresentado durante o texto o país acabou se adequando, durante a década de 1990, a pressão externa para a garantia de compromissos firmados com o Fundo, e demais entidades financeiras e acabou comprometendo de forma quase irreversível qualquer tentativa de políticas sociais efetivas. Um ponto a se destacado é a nova configuração rural frente a este cenário globalizado aumentando a desigualdade deste sistema com a sociedade civil pouco organizada e dependente do poder de grandes proprietários de terra, ou seja, à medida que o novo sistema pode incluir ele certamente marginaliza uma grande parte dos atores. Por fim deves se destacar que o tema é amplo e pode ser tratado com diferentes abordagens. O trabalho procurou de forma introdutória iniciar a discussão que pode e deve ser retomada e melhor qualificada em estudos futuros. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANDERSON, P. Balanço do neoliberalismo. In: SADER, E.; GENTIL, P. (Orgs). Pòs neolioberalismo. As políticas sociais e o estado democrático. Rio de Janeiro: Paz e terra, P.9 23 BELLUZO, L. G. Ensaios sobre o capitalismo no século XX. São Paulo: Editora UNESP: Campinas, SP: UNICAMP, Instituto de economia,

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