CONSTRUÇÃO DE ESTRATÉGIAS COMPETITIVAS NO SETOR DE COMMODITIES: REFLEXÃO A PARTIR DO SETOR DE SUCO DE FRUTAS BRASILEIRO

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1 CONSTRUÇÃO DE ESTRATÉGIAS COMPETITIVAS NO SETOR DE COMMODITIES: REFLEXÃO A PARTIR DO SETOR DE SUCO DE FRUTAS BRASILEIRO Autor: Jackson Eduardo Gonçalves (*) Endereço para correspondência: Rua Juca Escrivão, nº 60, Centro, Campo Belo-MG, CEP: Grupo de pesquisa: 2 Forma de apresentação: Pôster (*) Bacharel em Administração pela Universidade Federal de Lavras/MG. Mestre em Economia Rural pela Universidade Federal do Ceará. Professor e Coordenador do curso de Administração de Empresas e Administração Agroindustrial da Faculdade de Administração de Campo Belo/MG.

2 1 CONSTRUÇÃO DE ESTRATÉGIAS COMPETITIVAS NO SETOR DE COMMODITIES: REFLEXÃO A PARTIR DO SETOR DE SUCO DE FRUTAS BRASILEIRO Resumo Este artigo faz uma análise atual dos fatores de competitividade e dos padrões de concorrência no mercado de commodities, enfocando o setor de suco de frutas brasileiro, dando maior ênfase ao suco de laranja, pela sua maior expressividade junto ao mercado externo. Nota-se, no entanto, que as exportações de outros sucos e polpas de frutas tropicais vêm crescendo gradativamente e ganhando diferentes nichos de mercado, como o suco de abacaxi, manga, banana, e principalmente o de maracujá. A partir deste estudo, pretende-se delinear estratégias que dêem suporte a este setor, que se insere hoje, em um ambiente altamente competitivo. Palavras-chave: Estratégias competitivas, Custo, Mercado de Commodities, Setor de Suco de Frutas 1 INTRODUÇÃO A diferenciação de um produto no mercado de commoditie 1 se dá fundamentalmente em função do preço. Mas, atualmente, em função do aumento da concorrência internacional, essa diferenciação começa a introduzir atributos de qualidade e peculiaridades do produto além de seu custo de produção. Assim, um estudo de estratégias competitivas no setor é de extrema importância, pois aponta os principais insumos na fabricação de determinado produto, trazendo subsídios à tomada de decisão, na medida em que chama a atenção para os elementos-chave do processo produtivo. Commodities são produtos "in natura", cultivados ou de extração mineral, que podem ser estocados por certo tempo sem perda sensível de suas qualidades, como suco de laranja congelado, soja, trigo, bauxita, prata ou ouro. Atualmente também são consideradas commodities produtos de uso comum mundial, como lotes de camisetas brancas básicas ou lotes de calças jeans. Ocupando papel de relevância no agronegócio nacional, o setor de suco de frutas, em especial o suco de laranja, é um dos maiores negócios do mundo, com especial parcela reservada aos países em desenvolvimento que representam metade das exportações mundiais. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 1,297 milhão de toneladas em 2004, 3,8% menos que em 2003, quando o total das vendas ao exterior foi 1,347 milhão de toneladas, segundo a 1 Sandroni (1999, p: 112; 381), determina que O termo significa literalmente mercadoria em inglês. Nas relações comerciais internacionais, o termo designa um tipo particular de mercadoria em estado bruto ou produto primário de importância comercial, sendo o mercado de commodities, Centros financeiros onde são negociadas as commodities (produtos primários de grande importância econômica, como algodão, soja, e minério de ferro). Por serem as commodities produtos de grande importância no comércio internacional, seus preços acabam sendo definidos pelas cotações dos principais mercados.(...) A grande maioria dos negócios é realizada a termo, isto é, acerta-se o preço para pagamento e entrada da mercadoria em data futura.

3 2 Associação Brasileira dos Exportadores de Cítricos (Abecitrus). O desempenho negativo do comércio com o Nafta foi a principal razão da queda de 32,7% no volume exportado aos países do bloco. Em contrapartida, a União Européia, principal mercado do suco brasileiro, comprou 0,83% mais em 2004, em relação a Foram exportadas 932,7 mil toneladas no ano passado para os europeus. As vendas para a Ásia subiram 1,75% em 2004, para 142, 5 mil toneladas. Para vencer o enorme desafio da competitividade do setor, é necessário uma análise cuidadosa da infra-estrutura existente e das condições de suprimento da matéria prima, com base numa previsão real para os mercados consumidores de sucos, polpas e concentrados. O exportador deverá identificar e suprir os novos mercados potenciais em crescimento, adaptando seus produtos aos rígidos quesitos de qualidade exigidos pelos países compradores. A escolha do tipo de suco varia em cada mercado consumidor, porém, o maior interesse recai sobre os cítricos, em especial de laranja, que é bem aceito pela maioria. Este trabalho tem por objetivo geral dar uma visão ampla e panorâmica sobre a construção de estratégias competitivas no setor de commodities, fazendo análises sob a ótica do setor de suco de frutas brasileiro, mostrando algumas de suas características e especificidades, apontando as tendências e desafios do setor frente a uma economia globalizada, em um mundo competitivo onde a qualidade, a regularidade, a obediência às normas sanitárias e o profissionalismo representam fatores imperativos para o sucesso do País, ou do setor, frente às transações comerciais internacionais. Para se alcançar o objetivo proposto neste artigo, inicialmente será contextualizado o setor de suco de frutas brasileiro, em seguida, apresenta-se quais são os fatores básicos de competitividade no setor de commoditie, e a partir daí construir-se-ão as estratégias competitivas com fundamentos em análise das forças competitivas do ambiente ao qual se inserem as organizações. Por fim, o trabalho aponta os possíveis caminhos que o setor de commodities, principalmente o setor de suco de frutas, deve seguir com vistas a crescer de forma a atuar competitivamente no mercado internacional com qualidade, eficiência e credibilidade. 2 METODOLOGIA A área geográfica de estudo escolhida para desenvolver o presente trabalho compreende o território brasileiro, por motivos didáticos e comparativos, utilizou-se de dados referentes a outros países e blocos econômicos. Os dados utilizados são de fontes secundárias, e foram coletados através de revisão bibliográfica e pesquisa em dissertações, teses, artigos, revistas, livros e Internet. Depois de coletados e agrupados os dados, um dos métodos de análise utilizado foi o método de análise tabular, com a elaboração de tabelas para comparações estatísticas referentes às exportações de sucos do Brasil em diferentes anos. A fim de reforçar e respaldar o estudo científico, a exemplo do quadro 1, o presente trabalho utilizou o método de análise descritiva dos dados e informações obtidos. 3 - RESULTADOS E DISCUSSÃO 3.1 Contextualização Geral do Setor de Suco de Frutas O setor industrial de sucos, em franca expansão e crescimento gradativo, vem se caracterizando por uma preocupação dos consumidores com a saúde. Há uma tendência crescente de consumo de produtos naturais com pouco ou nenhum aditivo químico.

4 Atualmente, há crescente interesse pelos sucos e polpas de frutas tropicais, principalmente de abacaxi, maracujá, manga e banana, responsáveis pelas maiores exportações. Os países importadores, geralmente de climas temperados, têm a curiosidade despertada para frutas exóticas, por esse motivo, a demanda mundial de suco de frutas tende a crescer significativamente. Os investimentos necessários para conquistar novos nichos de mercado devem ser graduais e baseados em publicidade, atividades promocionais e no desenvolvimento de estratégias de marketing que se apropriem às exigências do mercado. De acordo com SANTANA (1996), o Brasil liderava, no ano de 1996, o mercado mundial de suco de frutas (tropicais, subtropicais e temperados) com uma participação de 33%, representando em média US$ 1,5 bilhões/ano. Dentre os sucos liderados pelo Brasil atualmente, estão o de laranja, o de maracujá, o de abacaxi e a polpa de abacaxi. Os principais produtos industrializados e considerados tipicamente tropicais são os sucos de caju, maracujá, abacaxi, goiaba, graviola, tamarindo, pitanga, umbu, mamão e manga, além de leite de coco, coco ralado, doce de caju e doce de goiaba. Amparados em fatores climáticos e tributários, as indústrias concentram-se na região Norte-Nordeste, com destaque para o Ceará, Pará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia (REVISTA COMÉRCIO EXTERIOR, 1998). No mercado internacional, o Brasil é o maior exportador de suco de laranja, respondendo por 80% do total ofertado mundialmente. Os Estados Unidos com 85% e o Canadá com 50% são os maiores importadores de suco de laranja brasileiro. No mercado europeu, os principais importadores são a França, Alemanha, Suíça e Suécia, e o País supre ainda, aproximadamente, 60% da demanda japonesa. Cerca de 70% da laranja produzida no Brasil é processada pelo setor de suco (PROGNÓSTICO AGRÍCOLA, 1998). Entre os sucos, o de maracujá é um dos mais vendidos no mundo devido o seu excelente sabor e sua versatilidade para o fabrico de refrigerantes e produtos lácteos como o iogurte e o sorvete. O Brasil domina o mercado mundial, sendo um dos maiores exportadores para os Estados Unidos, o mercado europeu importa quase 90% do suco exportado pelo Brasil e a tendência é a permanência nesse patamar durante os próximos anos. Canadá e Japão se constituem em mercados potenciais. No âmbito internacional o Brasil enfrenta a concorrência de países produtores que adotam a prática de preços e fretes subsidiados, como a Colômbia, Peru e Equador (REVISTA COMÉRCIO EXTERIOR, 1998). Entre os demais concorrentes do Brasil no mercado externo de suco destacam-se o México, Cuba, Estados Unidos e principalmente a Índia que exporta sucos de caju e maracujá, concorrendo diretamente com os produtos brasileiros. Entre os diferenciais que podem nos ajudar na luta por uma fatia mais significativa do mercado externo está, sem dúvida, o sabor. Outra boa estratégia poderia ser um investimento mais pesado nas frutas típicas brasileiras como a graviola, cajá e mangaba. O problema, segundo PRADO (2000), é que não existe volume de produção para justificar investimentos na divulgação desses produtos, pois o Brasil poderia ficar numa situação de oferecer um produto no mercado externo, gerar a demanda e não ter como atendê-la. A falta de frutas em volume suficiente é um dos principais problemas do setor de sucos tropicais e acaba inviabilizando o crescimento das exportações de suco de frutas do Brasil. PRADO (2000), afirma ainda que, com uma maior organização do setor, será possível no prazo de um ano dobrar o volume das movimentações financeiras do setor de sucos tropicais que é da ordem de US$ 15 milhões atualmente, para um valor médio de US$ 30 milhões. Mas, se o Brasil pretende aumentar o volume das exportações e consolidar o suco brasileiro no mercado internacional, os empresários do setor precisam investir mais em qualidade, a fim de melhorar a imagem do produto exportado e ganhar a confiança dos importadores. Segundo a CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS INDÚSTRIAS (2000), Os maiores compradores de suco de frutas a granel do Brasil são os Países Baixos, os Estados Unidos, 3

5 4 Porto Rico, Alemanha, Japão, Canadá, Portugal e a França, que juntos, importam cerca de 60% do suco comercializado no mundo ou 80% da produção, se computado os dez maiores mercados consumidores. Na TABELA 1, é apresentado o ranking dos principais países importadores de suco de frutas do Brasil no ano de 1999, e suas respectivas participações percentuais, em US$ FOB, sobre o montante exportado. TABELA 1: Ranking dos países importadores de suco de frutas do Brasil em País US$ FOB Participação % Países Baixos ,23 Estados Unidos ,17 Porto Rico ,18 Alemanha ,36 Japão ,45 Canadá ,97 Portugal ,89 França ,89 Angola ,91 Barbados ,87 Total ,92 Total Exportado Fonte: Adaptado de CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS INDÚSTRIAS (2000) A TABELA 2 mostra o ranking quantitativo dos principais blocos econômicos importadores de suco de frutas do Brasil, suas participações percentuais, em US$ FOB, sobre o montante exportado. TABELA 2: Ranking dos blocos importadores de suco de frutas do Brasil em Bloco US$ FOB Participação % OCDE (Organização de Cooperação Para o Desenvolvimento Econômico) ,326 EU (UNIÃO EUROPÉIA) ,868 ESTADOS UNIDOS (Inclusive PORTO RICO) ,351 G-7 (Grupo dos 7) ,055 NAFTA (Acordo de Livre Comércio da América do Norte) ,296 ÁSIA (Inclusive ORIENTE MÉDIO) ,449 CANADÁ ,974 ALADI (Associação Latino-americana de Integração) ,231 CARICOM (Comunidade e Mercado Comum do Caribe) ,190 MERCOSUL ( Mercado Comum do Sul) ,994 TOTAL ,732* Total Exportado Fonte: Adaptado de CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS INDÚSTRIAS (2000)

6 5 (*) A participação do total dos Blocos no total exportado excedeu a 100% em razão de um determinado país pertencer a mais de um bloco econômico, o que implica em dupla contagem. Os Países Baixos e a Alemanha têm como peculiaridades a maior parte de suas vendas externas consistir na reexportação de produtos originários de países emergentes. Nessas operações, há um valor agregado pela embalagem, mistura de sucos e a transformação em refrigerantes. Segundo GAYET (1999), as exportações do Brasil para o Mercosul são menores, porque se limitam às frutas tropicais, que não são muito consumidas. A exceção é a banana cujo mercado total nos quatro países próximos, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile alcança 400 mil toneladas, para o qual o país fornece apenas 10%. A demanda por abacaxis é muito sazonal e limitada, e outras frutas tropicais como mangas e papais não são conhecidas. De acordo com o autor supra citado, o Brasil deveria ser mais atuante nesses mercado, melhorando a participação no fornecimento de bananas e abacaxis e promovendo o conhecimento e hábitos de consumo de outras frutas tropicais, como as papaias e as mangas. Para exportar sucos tropicais, o produtor deve vencer as dificuldades de acesso ao crédito, a burocracia brasileira que dificulta as exportações e as barreiras tarifárias e fitossanitárias impostas pelos países importadores. Por essas dificuldades, que muitas frutas e sucos acabam ficando no Brasil. O sabor brasileiro tem muito apelo no exterior, falta apenas investir em campanhas de marketing para vender não apenas o suco, mas o "suco brasileiro", o que poderia ser uma boa estratégia para alavancar as exportações, visto que o grande mercado consumidor do Brasil e as séries de barreiras acabam fazendo com que seja mais cômodo para os produtores vender apenas internamente em vez de buscar compradores no exterior. Os mercados que mais apresentam tais medidas protecionistas são os Estados Unidos 3, a União Européia e Japão. Embora outros países as adotem, isso ocorre em menor escala. No caso da União Européia ainda persistem, em diversos graus, diferenças de procedimentos entre os estados-membros, além de uma vasta legislação ambiental e ênfase em certificação de qualidade. Enquanto os países se articulam, estabelecendo acordos para elevar suas relações de troca, os exportadores brasileiros de suco precisam desenvolver estratégias de adaptação à nova ordem mundial, sem ignorar as barreiras e normas impostas ao seu produto nos diversos mercados. Estar em sintonia com as mudanças e tendências de novos mercados pode resultar em expansão de negócios e lucros. 3.2 Os Fatores Básicos de Competitividade no Setor de Commoditie Bertucci (1996) e Ferraz et al., (1995), salientam que a competitividade, hoje, não se resume em redução de custos e estabelecimento de preços atrelados a taxas de câmbio. Uma empresa é influenciada não só por fatores empresariais, mas estruturais e sistêmicos que, atuando conjuntamente, cada um com seu peso e importância, delinearão o grau de competitividade desta empresa em situações próximas ao livre mercado. A estratégia de uma empresa, ou setor, para alcançar uma vantagem competitiva deve ser traçada através da 3 Cabe ressaltar que as importações norte-americanas de suco de laranja provenientes do Brasil estão sujeitas, também, a um direito antidumping. O suco de laranja foi um dos primeiros produtos brasileiros a sofrer uma investigação anti-subsídio nos Estados Unidos (1982), embora, naquela ocasião, não tenha sido imposto nenhum direito definitivo (medida suspensa). Posteriormente, em 1986, o governo norte-americano abriu uma investigação antidumping contra as importações de suco de laranja provenientes do Brasil. A imposição de um direito definitivo em meados de 1987 representou uma barreira adicional à entrada do suco brasileiro no mercado norte-americano.

7 compreensão destes fatores, o que permitirá uma diferenciação peculiar de seu produto no mercado, seja por diminuição de custos, qualidade ou maior habilidade em atender a clientela. Além da promoção, é preciso manter fornecimento regular e boa qualidade do produto, exigências básicas das indústrias de processamento de frutas, visto que o incremento no consumo de suco pode ser estimulado pelos seguintes fatores: Desenvolvimento de produtos com novos sabores e misturas; Embalagens resistentes e com visual agradável (em plástico ou tetra pak); Incentivo ao consumo através de marketing agressivo; Propaganda e promoção de vendas; Utilização de sucos acrescidos a outros alimentos (iogurtes cremosos ou líquidos, bebidas mais saudáveis, sobremesas e alimentos para bebês). Os fatores descritos acima poderiam ser um diferencial fundamental a ser adotado pelas empresas exportadoras de suco do Brasil, visto que são fatores que agregam valor ao produto final. Essa é uma outra análise a ser feita futuramente, questionando se vale a pena exportarmos suco como commoditie. Para estarem bem situadas em um ambiente competitivo, as empresas do setor de commodities devem ser capazes de explorar ao máximo todas as fontes de redução de custos. Para tanto, podem operar processos tecnologicamente atualizados, apresentar excelência na gestão da produção, montar sistemas eficientes de abastecimento de matéria-prima e dispor de logística adequada de movimentação de produtos. No entanto, a excelência empresarial não é condição suficiente para assegurar competitividade. Os baixos custos unitários surgem como reflexo dos ganhos de escala proporcionados pela alta capacidade de produção que, nesses setores, é favorecida pela natureza da base técnica. Esses ganhos de escala são potencializados por empresas que atuam no mercado internacional. A superoferta mundial generalizada de commodities tem determinado o padrão de concorrência. Isto se deve à entrada de novos países em desenvolvimento nesses mercados, como os países asiáticos. A tendência ao acirramento da concorrência internacional - expresso na generalização de práticas de dumping, subsídios à produção doméstica e às exportações, medidas protecionistas com crescente ênfase em barreiras técnicas ambientais ou fitossanitárias, força as empresas a adotarem estratégias extremamente ofensivas para penetrarem em novos mercados ou mesmo manter as posições já conquistadas. Ferraz et. al. (1995), demonstram com muita propriedade os padrões de concorrência no mercado de commodities, as principais fontes de vantagens competitivas e o ambiente concorrencial desses produtos. 6

8 7 QUADRO 1 - Fatores críticos da competitividade Padrões de concorrência Commodities Fonte de Vantagem Competitiva Custo Relação capital/produto Internos à Empresa Atualização dos processos Estruturais: Padronização Mercado Preço, conformidade Comércio internacional Economias de escala na planta Controle, matéria-prima e logística na Configurações da Indústria movimentação Serviços técnicos especializados Exposição ao comércio internacional Antidumping Proteção ambiental Regime de Incentivos e Regulação Custo de capital Câmbio Infra-estrutura viária de portos FONTE: Ferraz et al., (1995), adaptado pelo autor. Sendo o custo a principal fonte de vantagem competitiva do setor de commoditie, tornase de fundamental importância o conhecimento da estrutura de custo dessas indústrias, visando construir elementos consistentes que auxiliem na tomada de decisão, no desenho e formação de estratégias competitivas, de forma a mensurar a dinâmica norteadora do processo produtivo das empresas. A redução dos custos, através de práticas gerenciais mais flexíveis e investimentos na melhoria de processo vão repercutir no preço, elemento básico de competição no mercado de commoditie. A redução dos impactos ambientais tem sido um fator de barreira à entrada no mercado externo e cuja solução passa, necessariamente, por mudanças no processo e introdução de práticas organizacionais integradas. Através da análise da composição dos custos articulada com os demais elementos críticos da competitividade, é que se pode construir estratégia competitiva, como será discutido a seguir. 3.3 Construindo Estratégias Competitivas As estratégias competitivas devem ser construídas fundamentando-se em uma análise das forças competitivas do ambiente ao qual se inserem as organizações. A melhoria da relação capital/produto, associada ao uso eficiente da estrutura produtiva e a busca de processos mais eficientes constituem as principais vantagens competitivas internas à empresa (QUADRO1). Nesse sentido, os investimentos crescentes em novos processos poupadores de energia e a busca de economia de escala e escopo 2, deverão se constituir em uma busca contínua por parte das empresas do setor de suco de frutos, de forma a explicarem o comportamento dos seus custos diretos. 2 Economia de escala se dá quando o custo cai à medida que o volume de produção sobe, e a economia de escopo, quando se utiliza das mesmas matérias-primas ou dos produtos semi-acabados para produzir uma variedade de produtos finais.

9 8 É interessante perceber, como a estratégia de expansão das empresas se enquadra dentro da lógica de expansão ou sucesso duradouro apontado por Chandler (1998). Segundo o autor, as empresas que tiveram sucesso investiram em produção e distribuição associadas a uma estratégia contínua de inovação. Garantir o retorno implica em investir não apenas no processo de produção, mas na logística fundamental (ativos complementares) que viabilize a chegada do produto no mercado em condições de competitividade. Todos os fatores apontados no QUADRO 1 do item anterior, devem ser criteriosamente observados na formação de estratégias das empresas o setor de sucos. A preocupação com a questão ambiental, fator de barreira à entrada no comércio internacional, também é um fator que deverá ser cuidadosamente tratado pelas empresas do setor. Outro fator de relevante importância no custo é a mão-de-obra direta que vem tornandose cada vez mais especializada e domina um conhecimento tácito fundamental para o bom desempenho do setor. Esse conhecimento é incorporado no aprendizado constante e constitui um diferencial de competitividade. Esse componente do custo, talvez seja uma das mais fortes estratégias das empresas e justificaria uma política de capacitação permanente. A prática de dumping caso do suco de laranja concentrado, é uma característica na configuração dos padrões de concorrência das indústrias de commodities. O acirramento da competição justifica o custo de acompanhamento dessa prática, mas, mais ainda a busca de custos de produção e distribuição mais competitivos que garantam a posição das empresas exportadoras de suco no mercado internacional. Essa é uma percepção que deverá se tornar clara em todas as organizações que pretendem se manter fortes no mercado externo, principalmente no caso em questão: o setor de suco de frutas. 4 - CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir da análise dos fatores de competitividade do setor de commodities, procurou-se compreender as especificidades do setor de suco de frutas e os principais desafios deste setor para garantir e expandir sua capacidade competitiva. O complexo agroindustrial de frutas possui inegável potencial exportador. Porém, ainda sofre os efeitos de sua histórica desorganização e da falta de uma estratégia comercial consistente. O aumento da competição internacional, fruto do próprio processo de globalização e entrada de novos competidores, exige cada vez mais competência específica para atuar nesse mercado. Essa competência se expressa nos custos e na qualidade do produto final. Esse resultado é, entretanto, a expressão de esforços internos das empresas (investimento em processos mais eficientes e exploração de economias de escala e escopo), e também do ambiente macroeconômico. Aqui, o papel das instituições reguladoras e a existência de infraestrutura viária são fundamentais. A energia elétrica, com seu alto grau de representatividade e importância no custo de produção do setor commoditie, é um fator que torna o planejamento energético uma variável importante na definição da estratégia competitiva das empresas. A gestão desta variável deve ser vista como um ponto de norteamento das suas pretensões em se tornarem cada vez mais competitivas nos seus mercados de atuação, bem como superar os desafios propostos pelo livre mercado. O acirramento da concorrência e os desafios apresentados sejam no nível da empresa, e/ou da economia (exportação, renda, emprego) apontam para a importância da cooperação Estado/empresa na busca da potencialização das externalidades dos investimentos públicos e privados, fundamentais para o desenvolvimento econômico (crescimento, emprego, condições de vida da população). Esse processo sinaliza os espaços de construção de novos arranjos organizacionais na perspectiva da competitividade.

10 9 Nesta perspectiva, a construção de estratégia competitiva e de inovação deve estar presente na prática cotidiana e no uso da gestão dos custos como instrumento básico de atuação e expansão das empresas do setor de suco de frutas do Brasil. Na esfera produtiva deve se focar a reestruturação organizacional do setor produtivo, viabilizando a introdução de novos métodos produtivos, de novas tecnologias pré e póscolheita, assim como apoio à formação de consórcio de empresas exportadoras, tanto para as atividades comerciais, como para as atividades de distribuição física internacional. Na esfera comercial apoiar estratégias de inserção industrial de empresas brasileiras nos mercados internacionais, de forma a conseguir a colocação permanente dos produtos brasileiros, o que permitirá formular estratégias para consolidar as marcas identificadas como produzido no Brasil. 5 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BERTUCCI, J. L. de O. Competitividade das empresas brasileiras: o desafio da sobrevivência. Cadernos de Administração. Belo Horizonte, v.3, n.3, p , abr CHANDLER, A. D. A lógica duradoura do sucesso do setor industrial, In: MONTGOMERY, C. A.; PORTER M. E. Estratégia: a busca da vantagem competitiva. Tradução Bazán tecnologia e linguística Rio de Janeiro: Campus, FERRAZ, J. C.; KUPFER, D.; HAGUENAUER, L. Made in Brazil: desafios competitivos para a indústria brasileira. Rio de Janeiro: Campus, 1995, 386p. SANDRONI, P. Novíssimo dicionário de economia. São Paulo: Best Seller, 1999, 649p. SANTANA, V.L.V. Fruticultura: a vez do mercado. Bahia Agrícola, v.1, n.2, out REVISTA COMÉRCIO EXTERIOR. Fruticultura: um setor em crescimento. Brasília, n.18, 30p. jul PROGNÓSTICO AGRÍCOLA: 1998/1999. São Paulo: IEA, v.2, 251p, CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS INDÚSTRIAS. Ranking de países por produto: exportação. Disponível em: < Acesso em 21 nov PRADO, E. de C. Empresas produtoras de sucos de frutas investem em produção de matériaprima para crescer. Exportar & Gerência, p.18-21, mar GAYET, J.P. Somente produtores unidos e organizados com escala respeitável, terão condições de viabilizar nossos incipientes mercados de frutas tropicais. Agroanalysis, Rio de Janeiro, v.19, n.1, p.43, jan

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