Módulo II. Curso de. Aprimoramento. da Prática Policial Cidadã Caderno do Aluno

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1 Curso de Módulo II Aprimoramento da Prática Policial Cidadã Caderno do Aluno 1

2 Curso de Aprimoramento da Prática Policial Cidadã Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro VivaComunidade Viva Rio Elaboração e Redação das Aulas: Mauricio Lissovsky (ECO-UFRJ/ISER) Silvia Balestreri Nunes (UFRGS) Com a colaboração de: Elizabete Ribeiro Albernaz Haydée Caruso Luciane Patrício Mónica Nascimento Silva Verônica dos Anjos Roberta de Mello Correa Andréa Ana do Nascimento Pesquisa: Fernanda Lo Bianco Esteves Fernanda Baptista Coelho (estagiária) Consultoria Jurídica (Balcão de Direitos/Viva Rio): Cíntia Muniz de Souza César Padilha (colaboração) Lorena Moreira dos Santos de Oliveira (estagiária) Consultoria Técnica (Sargentos - PMERJ): Antônio Carlos Rodrigues (BPChoque) Carlos Augusto Moreira Jardim (20 o BPM) Félix Antônio de Oliveira (BPTur) Francisco Robson Gonçalves da Costa (13º BPM) Jefferson Paes Barreto (20 o BPM) Joaquim José Chaves (GPAE 6 o BPM) José Carlos Demétrio Sampaio (6 o BPM) José Ruy da Costa (6 o BPM) Luciano dos Anjos Matos (BPTur) Luis Antônio Mendes de Oliveira (RCECS) Paulo Roberto Vidal (GPAE 2 o BPM) Renato Alves Coutinho (3º BPM) Rosângela Santos de Oliveira (RCECS) Sérgio Rodrigues do Nascimento (19 o BPM) Walter Duarte Nepomuceno Filho (17º BPM) CAP PMERJ Marcilene Silva Braga Concepção metodológica: Ten Cel PM Luís Fernando Santos (PMERJ) Mauricio Lissovsky Milton Quintino Projeto Gráfico e Edição: Conexão Gravatá Ltda. Ilustrações: Calicut Revisão Thaís Ferraz Rio de Janeiro, 2009

3 Sumário Apresentação Segurança Pública e Ordem Pública? O medo O segredo da autoridade Falha nossa A Diferença Policial na escuta! Diferenças: jogando a favor Projetando um futuro Cuidando do que é de todos A vida não é filme! A casa é...sua? Isso é caso de polícia? Você sabe? Isso é problema meu? Pode namorar? O Neves...157

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5 Apresentação Os conteúdos que integram este curso são o resultado do trabalho conjunto de profissionais de várias especialidades: policiais militares, psicólogos, pedagogos, comunicadores, sociólogos, antropólogos, assistentes sociais e advogados. Mas, sobretudo, são fruto da experiência cotidiana de policiais militares, cujas histórias e casos serviram de base para a elaboração das aulas. Graças à boa vontade e espírito de colaboração desses homens e mulheres foi possível associar os conteúdos técnicos da boa prática profissional à vivência humana e solidária do bom policial militar. Não se trata, portanto, de um material didático que apenas repassa informações e procedimentos. Trata-se, sim, da sistematização do conhecimento profissional da Polícia Militar por meio de técnicas participativas, dinâmicas de grupo, jogos e simulações, especialmente elaborados para os policiais militares. As aulas criam oportunidades para que os alunos reflitam sobre o seu dia-a-dia e elaborem, a partir de sua própria experiência, conceitos e atitudes que valorizem o caráter comunitário da ação do policial militar e façam da segurança pública uma das dimensões fundamentais da cidadania. 5

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7 Segurança Pública e Ordem Pública O que é segurança pública? Todos os dias ouvimos nos noticiários alguma coisa sobre segurança pública. Outras vezes, os jornais falam em segurança nacional. E muita gente confunde as duas coisas. Qual é a diferença entre SEGURANÇA PÚBLICA e SEGURANÇA NACIONAL? SEGURANÇA NACIONAL diz respeito à defesa da soberania do país, ou seja, é a segurança que tem por objetivo proteger o território e as fronteiras de ataques externos. As forças responsáveis por este tipo de segurança são: a Marinha, o Exército e a Aeronáutica. Depois do fim da ditadura militar no Brasil e com a Constituição de 1988, a segurança nacional passou a incluir a defesa do regime democrático como forma de governo dos brasileiros. Manter e preservar a democracia é um dever de todos e uma obrigação dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Segurança Nacional Defesa da Soberania Defesa da Democracia SEGURANÇA PÚBLICA é outra coisa. O objetivo da segurança pública é proteger as pessoas, garantindo-lhes o pleno exercício de seus direitos, como, por exemplo, o direito à vida. Ela também abrange os bens considerados públicos, como uma escola pública ou uma praça, Segurança Pública e Ordem Pública 7

8 pois através deles a população pode exercer direitos importantes como o direito à educação e ao lazer. Os órgãos diretamente responsáveis por este tipo de segurança são: 1. No âmbito federal: a Polícia Federal, a Polícia Ferroviária Federal e a Polícia Rodoviária Federal; 2. No âmbito do estado: a Polícia Militar, a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros; e 3. No âmbito municipal: a Guarda Municipal. Segurança Pública Segurança das Pessoas e seus Direitos Proteção dos Bens e Patrimônio Público Para refletir: A sociedade brasileira conviveu quatro séculos com a escravidão, que é uma das mais graves violações de direitos que existe. Várias outras formas de violação de direitos persistem ainda no Brasil, sendo fonte de exclusão, de humilhação e de exploração de muitos brasileiros. Durante muitos anos, no Brasil, como nos demais países latino-americanos, a segurança nacional era tida como muito mais importante que a segurança pública. E muita gente acha correto, ainda hoje, que os direitos das pessoas sejam desrespeitados (ou que uns tenham mais direitos do que outros). A igualdade de direitos, a igualdade de todos perante a lei, é um dos princípios fundamentais da democracia e da segurança pública. Quando um profissional, no exercício de sua função, fere os direitos de uma pessoa, ele não está fazendo segurança pública. Está aumentando a insegurança pública. Se para proteger o policial fere os direitos de alguém, então não está fazendo SEGURANÇA PÚBLICA. 8 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

9 Segurança pública e espaço público Ninguém vive só. Os seres humanos vivem em sociedade. É na convivência com outras pessoas que cada de nós se educa, trabalha, consome e se diverte. A tranquilidade e bem-estar da maioria dos cidadãos dependem, em larga medida, de seu acesso a espaços de convivência seguros para si, suas famílias e para a comunidade. Fazer segurança pública também significa proteger os locais que favorecem a convivência entre as pessoas. Estes são os espaços públicos: Espaço Público = Espaço de Convivência das Pessoas Nas cidades, os espaços públicos mais comuns são ruas, praças, parques, museus, escolas e edifícios públicos. Uma das tarefas importantes da Polícia Militar é zelar por estes espaços, atuando de modo a prevenir os fatores que podem ameaçar a segurança das pessoas e prejudicar a sua convivência pacífica. De olho no parque! Tem muita coisa que pode perturbar a tranquilidade e a boa convivência entre as pessoas. Quem já teve que prestar serviço patrulhando uma praça, sabe. Fizemos uma lista com dez dessas coisas. Preenchemos três. As outras sete ficam por sua conta Brinquedos em mau estado de conservação Um grupo de rapazes brigões começou a fazer ponto na praça, intimidando algumas pessoas e constrangendo outras, principalmente meninas. Segurança Pública e Ordem Pública 9

10 Os carros estão estacionados na calçada, forçando transeuntes a andar pela rua DEBATAM os fatores de insegurança que cada um assinalou. Foram mais ou menos os mesmos? O que têm em comum? 10 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

11 Ordem Pública No início desta aula falamos da diferença entre segurança pública e segurança nacional. Agora chegou a vez da ORDEM PÚBLICA. Preservar os espaços de convivência das pessoas, de modo que sejam locais de paz e tranquilidade é preservar a ORDEM. Contribuir para minimizar as condições que causam mal-estar é preservar, também, a ORDEM. Zelar pela ORDEM PÚBLICA está entre as missões da Polícia Militar: Zelar pela Ordem Pública Preservar condições de boa convivência Preservar espaços públicos Minimizar o mal-estar dos cidadãos Mas ela não possui essa missão sozinha. O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil são órgãos muito importantes no atendimento à população e também na prevenção de situações de risco. A Polícia Militar, as polícias civis federais e as guardas municipais têm, é claro, muitas responsabilidades. Um papel importante cabe às polícias rodoviárias e ferroviárias, pois nas estradas e vias, assim como no trânsito urbano, a DESORDEM pode colocar em risco a vida e a saúde de muitas pessoas. Entre todos os órgãos e corporações mencionados acima, a Polícia Militar é um dos que têm missão muito abrangente no âmbito da preservação da ORDEM PÚBLICA. Zelando por ela, o policial militar garante aos cidadãos o exercício de seus direitos. Segurança Pública e Ordem Pública 11

12 No Artigo 144 da nossa Constituição diz que a segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: I polícia federal II - polícia rodoviária federal; III - polícia ferroviária federal; IV polícias civis; V polícias militares e corpos de bombeiros militares. [...] 8º Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei. Poder de Polícia - Polícia O poder de polícia, considerado a manifestação mais antiga do Estado, visa assegurar a ordem, o interesse público, a convivência harmoniosa, a paz pública, a segurança das pessoas e o seu patrimônio, enfim, o cumprimento das leis de uma forma geral. Direcionada aos cidadãos, indivíduos indiscriminados por meio dos órgãos de segurança pública, costuma-se dizer que a atuação de tal poder serve ao público para servir e proteger, segundo os princípios do Estado Democrático de Direito. Conceituado pelo Direito Administrativo e definido pela Lei Tributária, em geral, o poder de polícia corresponde à atividade estatal de condicionar a liberdade e a propriedade ajustando-se aos interesses coletivos abrangendo tanto atos do Legislativo quanto do Executivo. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do poder público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos (Art. 78 do Código Tributário Nacional). 12 Discricionariedade, auto-executoriedade e coercitividade são as características do poder de polícia: A primeira deriva da liberdade que a lei concede para a apreciação da conveniência e da oportunidade quanto ao exercício do poder e à prática de certos atos, ou seja, trata-se da liberdade de decisão para a escolha do melhor momento, do melhor meio, do objeto, etc., para o alcance do resultado mais adequado, eficaz à pretensão do agente público no cumprimento de suas atribuições legais; a segunda, é a faculdade em decidir e realizar os atos necessários, pelos meios próprios, sem a intervenção do Judiciário, de forma que não há necessidade de expedição de mandado judicial para tal exercício; por fim, a terceira, consiste no atributo de força, de exigibilidade legal, de imposição sob pena de sanção, de obrigatoriedade jurídica contra a desobediência, dos atos praticados no exercício do poder de polícia. O exercício do poder de polícia é descrito pela doutrina como atividade exclusiva de Estado. Por isso entende-se não ser possível a delegação de atos típicos de polícia administrativa aos particulares, o que certamente causaria um desequilíbrio entre os administrados. Texto adaptado dos textos Novas considerações sobre poder de polícia de Atila da Rold Roesler e Segurança Pública e Poder de Polícia de Fábio Geraldo Azevedo. Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

13 O medo O medo é uma reação natural que, na medida certa, serve para nos proteger do perigo, pois nos coloca atentos e em posição de fuga ou contra-ataque. Ele se torna doentio quando é uma reação desproporcional à ameaça sofrida. Segundo o dicionário Aurélio, é um sentimento de grande inquietação ante a noção de um perigo real ou imaginário, de uma ameaça: susto, pavor, temor, terror. Quem diz que não tem medo de nada ou está mentindo ou está faltando com a verdade! O medo 13

14 Em grupo Quando sentir medo é uma reação positiva (e traz vantagens) e quando é uma reação negativa (e traz desvantagens)? Dê exemplos concretos que aconteceram com você ou com algum conhecido. Como policial, em que situações você se lembra de ter sentido medo? Esse é um sentimento comum no exercício da profissão? Às vezes, o medo se torna exacerbado ou desproporcional à ameaça real. Nesses casos, ao invés de servir para nossa defesa, esse sentimento pode nos prejudicar, paralisando nossas possibilidades de reação ou fazendo com que tenhamos reações que colocam em risco nossa própria vida e a de outras pessoas. Esses são casos de fobia, pânico ou terror: Fobia: medo exagerado de algo que não oferece ou parece não oferecer uma ameaça real. Por exemplo, você conhece alguém que tem fobia a barata, a lugares fechados (como elevador) ou a lugares altos? Pânico: susto ou pavor repentino, às vezes sem fundamento, que provoca uma reação desordenada, individual ou coletiva, de propagação rápida. 14 Terror: estado de grande pavor ou apreensão, causado por ameaças reais ou imaginárias em que a pessoa não vislumbra nenhuma reação que lhe permita escapar do que lhe ameaça. Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

15 Conversa informal com a turma: Você se lembra de situações, na polícia ou fora dela, em que alguém foi tomado de medo de forma desproporcional? Quais as consequências para a pessoa e para quem estava por perto? UM CASO REAL Um sargento estava patrulhando, na sua viatura, uma região de risco no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. Avistou um carro vindo na direção contrária e percebeu o cano de um fuzil saindo pela janela de trás do veículo. Determinou que o motorista de sua viatura parasse, desceu da viatura, sacou a pistola e saiu atirando em direção ao carro, que parou cerca de dez a quinze metros adiante. O sargento aproximou-se para abordar o carro e verificou que tratava-se uma mãe ao volante, conduzindo seus dois filhos pequenos no banco de trás. A mais nova, uma menina de três, tinha sido ferida mortalmente. O mais velho, de seis, ao seu lado, portava uma arma de brinquedo. A avaliação feita pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Stress da Polícia Militar constatou que essa mesma guarnição havia participado por duas vezes de confronto com marginais, com pesadas trocas de tiros, que acarretaram vítimas fatais. Esses eventos geraram, em virtude do stress, um aumento da percepção de ameaça, levando o sargento a reagir de modo desproporcionalmente agressivo. A conclusão a que chegou essa comissão é que o envolvimento em confrontos armados, particularmente aqueles em que ocorrem vítimas, exige o afastamento temporário dos policiais envolvidos, para que recebam apoio psicológico de modo a prevenir o stress e o pânico. Este tipo de procedimento é adotado por várias polícias no mundo. Essa política de prevenção é importante porque o stress profissional não é aceito usualmente como alegação de defesa em casos como esses. O sargento em questão foi condenado a dezoito anos de reclusão. O medo 15

16 Quem tem medo do policial? Tem gente que tem mais medo de polícia que de bandido! O que você acha disso? Por que será que isso acontece? Na comunidade... O medo, a desconfiança e a incerteza são algumas das condicionantes que contribuem para isolar o policial da comunidade e vice-versa. Na realidade, essas condicionantes são decorrentes da ausência do poder público nos espaços geográficos ocupados pelas comunidades populares e favelas. A ação improvisada e imprevisível da polícia associada ao terror imposto pelo tráfico de drogas configuram esse cenário. (Ten. Cel Carballo) 16 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

17 Nos mesmos grupos: Comentem o que diz o Major. Qual a experiência de vocês a respeito? Criem uma bula para uma aproximação e bom relacionamento entre polícia e comunidade: dê cinco dicas para o policial militar poder estabelecer uma relação de confiança com a comunidade. Bula para uma aproximação e bom relacionamento entre polícia e comunidade: Dicas diferentes sugeridas pelos outros grupos: O medo 17

18 18 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

19 O segredo da autoridade Para fazer individualmente: SEU POLICIAL, PRENDE MEU FILHO, QUE ELE NÃO PARA DE CHORAR? Enquanto é tempo Diariamente, em cada família, em cada casa, mais e mais pessoas questionam a validade de lutar por certos objetivos que, há bem pouco tempo, ninguém questionava. Na maioria das vezes, os pais agem movidos por um verdadeiro desejo de acertar, de dar aos filhos o que de melhor eles têm. Nem sempre, porém, o conseguem. Preocupados em garantir um futuro para os filhos numa sociedade que muda tão rapidamente, muitos pais se perguntam se os valores em que eles foram criados ainda são válidos: Será que meu filho não vai ser o bobão do grupo? ; Será que lhe estou ensinando o que ele de fato precisa saber para viver nesse tipo de sociedade? Perseguidos por essa nova onda de insegurança, os pais começam a deixar as coisas correrem mais frouxas, digamos assim. O segredo da autoridade 19

20 Afinal de contas, que tipo de disciplina os pais podem ou devem impor aos seus filhos hoje em dia? Realmente não cabem, atualmente, atitudes autoritárias ou antidemocráticas. Mas convém distinguir as duas coisas. Disciplinar os filhos, desde que se aja dentro de princípios de respeito, justiça e equilíbrio e visando à socialização das novas gerações, nada tem de antiquado ou de antiliberal. Uma criança ou adolescente que insiste, por exemplo, em ficar até altas horas vendo televisão e depois permanece dormindo toda a manhã precisa da orientação dos pais e do estabelecimento de limites. Por que não fixar um horário-limite? Conversando com os filhos, pode-se chegar a acordos e, definidos estes, zelar para que sejam cumpridos. Disciplinar é apenas isto: criar regras adequadas e equilibradas de vida e zelar pelo seu cumprimento. Outro exemplo: o jovem sai de casa e nega-se a dizer aonde vai. Afinal, alega, ele só vai encontrar os amigos ali perto. Mas é importante ficar definido, desde cedo, que, mesmo nós, adultos, quando saímos, informamos o local a que nos dirigimos. Mesmo que seja uma ida à esquina para comprar um jornal. Se nós nos habituamos a fazê-lo, por que não nossos filhos? A ação disciplinadora, efetivada dentro de um contexto de diálogo, segurança e justiça, colabora enormemente para o estabelecimento de padrões éticos de conduta. É através de normas de disciplina que a criança aprende a ter tolerância à frustração, persistência e autocontrole, qualidades essenciais ao desenvolvimento de um cidadão. Se, ao contrário, não o fazemos, se deixamos tudo ao Deus dará, assim que as crianças das novas gerações começarão a perceber o mundo: com uma lei para os outros e outra, bem diferente, para si. E será dessa forma que elas irão tratar a coisa pública, a sociedade e os seus semelhantes. É preciso acordar enquanto é tempo... (texto adaptado de palestra da educadora Tania Zaguri) 20 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

21 Para conversar com a turma: O que vocês acharam da cena da mãe com o policial? O que acharam do texto? Para fazer individualmente: 1. Lembre-se de uma ou mais pessoas que você conhece ou conheceu que impunham ou impõem respeito sem ser pelo medo. Pense em alguma situação que você viu ou viveu com cada uma dessas pessoas, em que elas exerceram a autoridade dessa forma. 2. Em sua opinião: O que fez essas pessoas serem respeitadas? O segredo da autoridade 21

22 Para fazer em grupo: 1. Contem uns para os outros as pessoas e situações em que pensaram, informando, a seguir, as características que anotaram no quadro. 2. Que outras características podem fazer alguém ser respeitado? 3. Montem uma lista com as respostas dadas aos itens 1 e 2 da página anterior. Para a turma toda: Cada grupo irá apresentar a lista que elaborou com as características que favorecem, numa pessoa ou numa situação, o exercício da autoridade pelo respeito. 22 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

23 Ainda com a turma: TRAÍDOS PELO MEDO Terror na sala de aula A professora de Desenho era o terror da escola. Só dava nota baixa e adorava fiscalizar o material dos alunos. Ficava circulando entre as filas das carteiras de olho nas orelhas de burro do livro, na borracha ou lápis mordidos, e o caderno tinha que estar impecavelmente encapado. Assim andava ela, atrás dos mínimos defeitos para tirar pontos dos alunos. Um dia, a sala de aula amanheceu com um buraco bem no meio. Uma parte do piso velho havia cedido, deixando aberta uma cratera de quase um metro de fundo. Logo, logo, um dos alunos percebeu que aquilo era um sinal de que a hora da vingança havia chegado. As tábuas soltas foram cuidadosamente recolocadas no lugar e as filas de carteiras foram alinhadas de modo a deixar livre apenas a passagem sobre o buraco. Na primeira vez em que professora saiu de sua carteira para fiscalizar os alunos, pisou em cheio na armadilha. Ao ver a megera afundar no chão, em meio a nuvens de poeira, teias de aranha e cocô de rato, a turma mal pôde conter o riso. O segredo da autoridade 23

24 Ele era o bicho! Jacaré era o rei do morro: mandava e desmandava. O que ele dizia era lei! Traçava todas as garotas bonitinhas do pedaço: mulher que era dele, nunca mais ia ser de mais ninguém. Um dia, mandou matar um indivíduo só porque ele tava puxando conversa com uma ex-namorada. Mandou embora, sem levar nada, um casal que vivia batendo boca no meio da rua. Furou com um tiro a mão de três meninos suspeitos de pegar a roupa de um varal. Um dia ele fez um sequestro de uma figura importante. A coisa saiu até na tv. Da noite pro dia, virou celebridade. Dedurado pelos vizinhos, na noite seguinte apareceu outra vez no Jornal Nacional: só que agora era um presunto famoso! Como vocês podem ver nessas histórias, essas duas pessoas impunham-se pelo medo. Um dia o seu mundo caiu. Por quê? 24 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

25 Para pensar: O MEDO É SEMPRE CIRCUNSTANCIAL. DERROTAR QUEM SE IMPÕE PELO MEDO É APENAS UMA QUESTÃO DE OPORTUNIDADE. O MEDO LEVA MAIS AO CONFRONTO DO QUE À MUDANÇA DE COMPORTAMENTO. O MEDO É A FONTE MAIS FRÁGIL DA AUTORIDADE. O segredo da autoridade 25

26 Nos mesmos grupos : Pensando na PM 1. Quando o policial perde o respeito? Contem, uns para os outros, casos que vocês conhecem que ilustram esse tipo de situação. 2. Quando o policial adquire respeito? Conversem sobre exemplos e casos que vocês conhecem. 3. Preparar uma cena: Vocês irão preparar uma cena para mostrar aos colegas, em duas etapas: a. Uma boa cena, baseada nas lembranças e relatos de vocês, em que um policial não consegue se fazer respeitar, não tem sua autoridade reconhecida ou perde a autoridade. Play. b. Rw: Volta a cena para trás, recomeça, com o policial e o(s) demais personagens na posição inicial. O policial age de modo diferente, conseguindo garantir o exercício positivo da autoridade. Play. Para a turma: Ver para crer Apresentação de todas as cenas com Play, Rewind e Play novamente para os colegas da turma. Comentários: O que acharam? O que lhes chamou a atenção? 26 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

27 Nos mesmos grupos : AUTORIDADE: revelando alguns segredos A partir do que pensaram e conversaram até aqui, elaborem, por escrito, alguns conselhos que julgam importantes para um policial conseguir exercer uma autoridade através do respeito. Para facilitar, pensem que estão se dirigindo a um policial que está começando e precisa muito de orientação. Se desejarem, podem recorrer ao texto Enquanto é tempo como inspiração. CONSELHOS FINAIS Toda a turma: Apresentação e comentários finais QUANDO EU CRESCER, EU QUERO SER POLICIAL. O segredo da autoridade 27

28 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

29 Falha nossa! Quem não se comunica se trumbica! Essa foi uma das frases famosas criadas por um dos mais populares comunicadores da televisão brasileira o Chacrinha. Enquanto a Teresinha não vinha, entre uma distribuição e outra de bacalhau, o velho guerreiro não perdia a oportunidade de nos lembrar que vivemos em um mundo em que comunicar-se é fundamental. Um mundo em que pequenos erros de comunicação podem dar origem a grandes problemas. Para a turma toda O que aconteceria se os policiais militares vivessem dentro de um filme mudo? Como é que seriam os relatos de ocorrência? O instrutor vai fornecer as orientações para esta atividade. Falha nossa! 29

30 Para a turma toda Leitura Comunicação é a alma do negócio! Comunicação e informação são aspectos muito importantes para a missão da Polícia Militar. Informações completas e precisas colaboram para o planejamento das ações. Quando a comunicação é clara, o trabalho ganha agilidade e os erros diminuem. Para a turma toda: Ler e debater O bairro mais perigoso do planeta! Em um município do interior de Minas Gerais, o novo comandante do batalhão local da Polícia Militar, recém-chegado da capital, assumiu seu cargo cheio de ideias. Foi logo pedindo para ver os registros de crimes. Queria estudar os dados, as informações, e assim planejar as atividades da polícia, melhorando o nível de segurança dos cidadãos. Quando os registros chegaram, ele fez uma descoberta assustadora! 80% dos homicídios da cidade aconteciam no mesmo bairro. Enquanto o resto da cidade parecia ser relativamente tranquila, naquele bairro o risco de vida era altíssimo. Ligou para um conhecido no Ministério, em Brasília, que consultou o Departamento de Pesquisa e confirmou: com aquela taxa de homicídios, aquele bairro era o mais perigoso do Brasil! O comandante, que pensava ter sido designado para uma cidade pacata, começou a ordenar ligações para todo mundo: para a chefia do Estado-Maior, para o Secretário de Segurança, para o gabinete do Governador... Era preciso tomar uma providência logo, porque uma parte da cidade estava em guerra e ninguém estava fazendo nada. Um auxiliar, preocupado com o que parecia ser uma emergência nacional, resolveu perguntar do que se tratava. E só assim o comandante descobriu o que verdadeiramente estava acontecendo. Naquele bairro ficava o único hospital de emergência da cidade. Toda vez que alguém era vitimado, mesmo que já estivesse morto, era levado para lá. Tendo falecido ou chegado morto ao hospital, no registro ficava anotado o bairro do óbito (isto é, o do hospital), e não o bairro da ocorrência onde ele havia sido agredido, esfaqueado ou baleado. Só restou ao novo comandante pedir para cancelar os telefonemas, desdizer o que havia dito e ordenar aos seus auxiliares que refizessem todos os registros de homicídio da cidade, colocando, em vez do endereço do hospital, o local certo onde a vítima havia sido assassinada. 30 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

31 Para fazer em grupos QUANDO A OCORRÊNCIA SE TRUMBICA Vocês lembram de casos em que o encaminhamento ou resolução de uma ocorrência ficou prejudicado por falhas de comunicação ou informação? Relatem esses casos uns para ou outros. Anotem uma referência a cada caso na tabela abaixo, deixando vazia a coluna tipo de falha. Caso onde houve falha de comunicação ou informação Tipo de falha Falha nossa! 31

32 Para a turma toda TIPOS DE FALHA DE COMUNICAÇÃO Existem muitos tipos de falhas e erros de comunicação e informação. Os mais comuns estão listados abaixo. Conhecendo esses tipos de erro, vamos saber como evitá-los, melhorando a qualidade do nosso trabalho Erro material (ou de conteúdo) Informação incompleta Falhas na compreensão ou de interpretação Informações dependentes do contexto Falha do canal Ruído na comunicação Nos mesmos grupos Exemplo: informa-se erroneamente a cor da roupa de um suspeito, ou o endereço de uma residência (trocando o número ou o nome da rua, etc.). Exemplo: descreve-se um suspeito em detalhes, mas não se informa o sexo. Exemplos: quando os interlocutores falam línguas diferentes (turistas), ou não atribuem o mesmo significado às palavras (gírias), ou possuem diferenças de vocabulário (um deles usa palavras difíceis ou muito técnicas). Omitem-se, deixando subentendidas, informações consideradas óbvias, mas que dependem do contexto. Exemplo: informa-se que o carro responsável pelo acidente fugiu pela direita. Direita de quem? Falha ou defeito no equipamento de transmissão ou na qualidade do sinal. Quando alguma coisa que nada tem a ver com a mensagem atrapalha a transmissão ou distrai a atenção de quem está recebendo a informação. Exemplo: a passagem de um avião impede a audição de parte da mensagem. Agora que vocês conhecem os tipos mais comuns de erros de comunicação, preencham a coluna da direita da tabela de casos com o número do tipo de falha de comunicação a que ele corresponde. Se vocês lembrarem de algum caso que exemplifique um tipo que não foi mencionado antes, acrescentem à tabela do grupo. Para a turma toda Cada grupo apresenta resumidamente os casos que lembraram e em que tipo de falha foram classificados. Se houver divergência, aproveitem a oportunidade para aprofundar sua compreensão desse assunto. 32 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

33 Para a turma toda COMO GARANTIR O BOM FUNCIONAMENTO DE UM SISTEMA DE INFORMAÇÕES? Para evitar que erros de comunicação prejudiquem o trabalho, todas as organizações grandes adotam sistemas de informação. A Polícia Militar também possui um. Um sistema de informações é um conjunto de procedimentos que define como as informações são coletadas, transmitidas, armazenadas e recuperadas. Para que um sistema de informações funcione é preciso que os membros da organização sigam as seguintes regras; 1. FALAR A MESMA LÍNGUA. Todos os policiais devem ter certeza de que chamam as mesmas coisas pelos mesmos nomes. Diante de uma mesma ocorrência, todos os policiais deveriam anotar as mesmas informações relevantes UTILIZAR CÓDIGOS DE COMUNICAÇÃO COM O MÁXIMO DE ATENÇÃO. Códigos padronizados tornam a comunicação mais rápida, mas exatamente por isso, pequenos erros de código podem gerar grandes confusões. Vejam este exemplo: Na PMERJ, o código 350 corresponde a Ultraje público ao pudor. É muito mais rápido escrever ou informar três números que o texto completo, mas um pequeno erro ou ruído de comunicação pode transformar o código em 750, embriaguez 750 ao volante. 3. CERTIFICAR-SE DO BOM FUNCIONAMENTO DOS CANAIS DE TRANSMISSÃO E DO RECEBIMENTO DAS MENSAGENS. Para ter certeza de que a transmissão de uma informação foi realizada com clareza e segurança, costuma-se adotar procedimentos para verificar o bom funcionamento do canal. As verificações mais comuns são: O receptor está pronto, apto a receber a mensagem (o rádio está funcionando bem? Tem lápis e papel na mão para anotar? Está prestando atenção no que vai ser dito?, etc.)? O transmissor concluiu a sua mensagem (ele já disse o que havia para dizer? O canal pode ser desligado? O receptor pode prestar atenção em outras coisas? Ou pode solicitar informações adicionais?)? O receptor confirma o recebimento da mensagem? A mensagem foi recebida e/ou compreendida adequadamente (ele é capaz de repeti-la; mencionar seus aspectos mais importantes?)? Falha nossa! 33

34 Para a turma toda CARACTERIZANDO BEM UMA OCORRÊNCIA Para informar bem uma ocorrência o policial militar tem uma receita infalível, que ele deve seguir sempre que for fazer o seu relato. Esta receita consiste em cinco perguntas. Se uma delas não tiver sido respondida no seu relato, então ele está incompleto. O quadro abaixo apresenta estas perguntas e o que elas significam. O QUÊ? O que está ocorrendo ou ocorreu? ONDE? Em que local? QUEM? Quem são os envolvidos? Quantos são? QUANDO? Quando aconteceu? Quando começou? Já acabou? COMO? Que meios foram utilizados pelos envolvidos? Que outras informações são relevantes? Para fazer individualmente Preenchendo o Boletim de Ocorrência da Polícia Militar Procure lembrar-se da primeira ocorrência que foi relatada na aula de hoje e preencha o Talão de Registro de Ocorrência, certificando-se de que todas as perguntas que definem uma boa caracterização estão sendo respondidas. Para a turma toda Os boletins circulam pela turma; os alunos leem os TROs uns dos outros e comentam o que viram de melhor. 34 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

35 TRO Código dos Municípios Angra dos Reis 01 Araruama 02 Barra do Piraí 03 Barra Mansa 04 Bom Jardim 05 Bom Jesus do Itabapoana 06 Cabo Frio 07 Cachoeiras de Macacu 08 Cambuci 09 Campos 10 Cantagalo 11 Carmo 12 Casimiro de Abreu 13 Conceição de Macabu 14 Cordeiro 15 Duas Barras 16 Duque de Caxias 17 Engenheiro Paulo de Frontin 18 Itaboraí 19 Itaguaí 20 Itaocara 21 Itaperuna 22 Lage do Muriaé 23 Macaé 24 Magé 25 Mangaratiba 26 Maricá 27 Mendes 28 Miguel Pereira 29 Miracema 30 Natividade 31 Nilópolis 32 Niterói 33 Nova Friburgo 34 Nova Iguaçu 35 Paracambi 36 Paraíba do Sul 37 Paraty 38 Petrópolis 39 Piraí 40 Porciúncula 41 Resende 42 Rio Bonito 43 Rio Claro 44 Rio das Flores 45 Santa Maria Madalena 46 Santo Antônio de Pádua 47 São Fidélis 48 São Gonçalo 49 São João da Barra 50 São João de Meriti 51 São Pedro d Aldeia 52 São Sebastião do Alto 53 Sapucaia 54 Saquarema 55 Silva Jardim 56 Sumidouro 57 Teresópolis 58 Trajano de Morais 59 Três Rios 60 Valença 61 Vassouras 62 Volta Redonda 63 Rio de Janeiro 64 Italva 65 Arraial do Cabo 66 Falha nossa! 35

36 Código de Ocorrências CÓDIGO 001 CRIMES GRUPO 400 CÓDIGO 003 TRÂNSITO GRUPO Homicídio 112 Tentativa de Homicídio 113 Aborto 120 Lesões Corporais 131 Omissão de Socorro 132 Maus Tratos 133 Rixa 141 Calúnia 142 Difamação 143 Injúria 151 Ameaça 152 Seqüestro e Cárcere Privado 160 Violação de Domicílio 170 Violação de Correspondência GRUPO Furto 211 Furto Qualificado 212 Furto em Auto 213 Furto em Coletivo 214 Furto em estabelecimento comercial 215 Furto em estabelecimento financeiro 216 Furto em estabelecimento de ensino 217 Furto em residência 218 Furto em autocarga 219 Roubo 220 Roubo de autocarga 221 Roubo em auto 222 Roubo em coletivo 223 Roubo em estabelecimento comercial 224 Roubo em estabelecimento financeiro 225 Roubo em estabelecimento de ensino 226 Roubo em residência 227 Extorsão 230 Usurpação 240 Dano 250 Apropriação Indébita 260 Estelionato e Fraude 270 Receptação GRUPO Estupro 312 Atentado ao pudor 321 Sedução 322 Corrupção de menores 330 Rapto 341 Prostituição 342 Rufianismo 343 Tráfico de mulheres 350 Ultraje público ao pudor 411 Peculato 412 Corrupção 421 Usurpação 422 Resistência 423 Desobediência 424 Desacato 425 Contrabando GRUPO Incêndio 512 Inundação 513 Entorpecente (posse e uso) 520 Contra o sentimento religioso 530 Contra a família 540 Contra a organização do trabalho 550 Contra a propriedade material 560 Contra a paz pública 571 Falsidade documental 572 Falsidade ideológica 580 Contra a economia popular CÓDIGO 002 CONTRAVENÇÕES GRUPO Fabricar armas e munições 602 Porte ilegal de armas 603 Vias de fato 611 Fabricar instrumento para furto 621 Disparo de arma de fogo 631 Conduta incoveniente 632 Perturbação do trabalho ou sossego 641 Corrida de cavalos 642 Carteado 643 Jogo do bicho 644 Vadiagem 645 Mendicância 646 Embriaguez 650 Referentes à fé pública 660 Referentes à organização do trabalho 670 Referentes à administração pública TURNOS 1-06:00 ÀS 14:00 H 2-14:00 ÀS 22:00 H 3-22:00 ÀS 06:00 H CÓDIGO DE ATIVIDADES 001 FOLGA 002 FÉRIAS 003 LICENÇA ESPECIAL 004 LTIP 005 LTSP 006 LTSPF GRUPO Auto abandonado 702 Auto furtado 703 Auto roubado 704 Auto recuperado 705 Recuperação de autocarga 706 Recuperação de carga 711 Colisão com vítima 712 Capotamento com vítima 713 Tombamento com vítima 714 Atropelamento 721 Colisão sem vítima 722 Capotamento sem vítima 723 Tombamento sem vítima 730 Apreensão/ retenção de veículos 740 Menor ao volante 750 Embriaguez ao volante 760 Direção perigosa 770 Falta da CNH CÓDIGO 004 ASSISTENCIAIS GRUPO Auxílio ao policial militar 810 Auxílio ao CBERJ 820 Auxílio ao DER/RJ 830 Auxílio à justiça 840 Auxílio à autoridade policial 851 Condução de alienação policial 852 Condução de enfermo 853 Mal súbito 854 Parturiente 855 Menor abandonado 856 Apreensão de animais 857 Esporte em via pública CÓDIGO 005 DIVERSAS GRUPO Elementos suspeitos 902 Apreensão de arma branca 903 Apreensão de arma de fogo 904 Apreensão de material 905 Apreensão de tóxico 906 PM ferido em ação 907 PM morto em ação 911 Endereço não localizado 912 Nada constatado 920 Encerradas no local 930 Suicídio 931 Tentativa de suicídio 932 Encontro de cadáver 933 Fuga de preso 934 Encaminhamento de menor infrator 935 Ocorrência com militar 936 Ocorrência com policial militar 937 Terrorismo 938 Tumulto 36 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

37 Para ler em casa Um procedimento bastante comum para evitar erros de comunicação na transmissão de informações por Rádio é utilizar o ALFABETO FONÉTICO INTERNACIONAL. Ele costuma ser usado sempre que se informam códigos e nomes fundamentais para a compreensão da mensagem. Conheça esse alfabeto, os nomes das letras e a sua pronúncia. Letra Nome Pronúncia A ALFA álfa B BRAVO brávo C CHARLIE tchárli D DELTA délta E ECHO éco F FOXTROT fóxtrót G GOLF gôlf H HOTEL ôutel I INDIA índia J JULIET djúliét K KILO quilo L LIMA lima M MIKE máik N NOVEMBER novêmber O OSCAR óscar P PAPA pápá Q QUEBEC quêbéc R ROMEU rômêu S SIERRA siérra T TANGO tãngo U UNIFORM iúnifórm V VICTOR víctâr W WHISKY uísqui X X RAY éx rêi Y YANKEE iãnki Z ZULU zulu Falha nossa! 37

38 38 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

39 A Diferença Cabo Nilson não se conformava! Um colega estava sendo acusado de assassinar um bandido quando este já se rendera. Um cinegrafista de TV estava, por acaso, no mesmo local e tinha filmado tudo. Cabo Nilson: Isso é muita sacanagem! Morre policial a toda hora e ninguém fica chocado! O soldado Abdias ouvia tudo sem abrir a boca. Entendia a revolta do cabo, mas achava que precisavam analisar melhor a situação. Não sabia porque o sargento Expedito estava tão calado. O cabo sentiu que poderia continuar falando: Cabo: O senhor não acha que estão exagerando? Que estão crucificando o policial só porque ele estava cumprindo seu dever? O sargento, que não dá ponto sem nó, devolveu a pergunta. Sargento: Independente de toda a comoção, o que vocês acham do que aconteceu? A Diferença 39

40 O cabo olhou pro soldado Abdias; o soldado olhou pro cabo e pro sargento e, depois, olhou pro chão. Não seria ele a começar a falar. Era uma questão de hierarquia!, pensou. Sargento: Então? O problema foi o que aconteceu ou foi ter alguém filmando? (Silêncio.) Podem abrir o jogo! Cabo Nilson: É um bandido, sargento! Tinha roubado, podia ferir ou matar alguém! Os bandidos tão matando a torto e a direito e ninguém fala nada! O senhor me desculpa, mas não é justo! O sargento sabia que estavam entrando em assunto polêmico, mas não tinha medo de mexer em casa de marimbondo. Até parece que gostava. Sargento: Pode até não ser justa muita coisa que acontece, mas daí a atirar em alguém que já tinha se entregado!... Se for assim, qual vai ser a diferença entre o policial e o bandido? Com a turma O que você acha desse início de conversa? Qual sua posição a respeito do assunto? Comente. Sargento: Pois bem, na próxima vez, a gente vai continuar esse assunto! Abdias respirou aliviado. Pelo menos podia pensar até o outro dia antes de dar a sua opinião. Naquele dia, ninguém mais tocou no assunto. No outro dia... O sargento Expedito entregou uma folha pro cabo Nilson e outra pro soldado Abdias. Nilson tentava disfarçar, mas estava um pouco assustado, embora curioso. Sargento: Vamos fazer uma análise em cima da situação que vocês estavam comentando. 40 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

41 A Situação Doze policiais passavam em frente a um famoso shopping center rumo à praia para uma operação. Nesse instante, três assaltantes saíram correndo do shopping. Houve tiroteio, um assaltante foi morto, um fugiu e o outro foi rendido. Este foi levado por um policial para trás de uma kombi e executado com três tiros por outro PM. Por acaso, um cinegrafista de uma famosa rede de TV se encontrava no local e filmou tudo, que foi transmitido para o país inteiro. Eis o que havia nas folhas: Que fatores levaram o PM a agir daquela maneira? Quais as consequências do seu ato? Sargento: Escrevam em cima das setas, indicando quais os fatores que acham que podem ter levado o policial a fazer o que fez e quais as consequências desse ato dele. Podem fazer mais setas se precisarem. Quero ver quem tem mais ideias. Em grupo Analisem a situação descrita e preencham o esquema acima, tal como o sargento está pedindo. A Diferença 41

42 Com toda a turma Emaranhado de fatores desencadeantes e conseqüências do ato. Quais os três fatores desencadeantes que podem ter tido mais peso para que o policial agisse de forma violenta e letal? Quais as consequências mais graves? Transcreva, abaixo, as conclusões da turma: Fatores de maior peso: Consequências mais graves: 42 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

43 Sargento: Muito bem, agora preencham esse novo esquema. O sargento entregou, novamente, uma folha pra cada um: Em grupo Qual a ação adequada mais profissional para o PM naquela situação? A diferença Sargento: Primeiro, vocês têm que desenhar, no centro, o que vocês acham que ele deveria ter feito para cumprir com seu dever profissional. Nilson e Abdias se entreolham. O sargento incentiva: Sargento: Pode ser desenho simples, não tem problema. Agora, vocês vão enumerar que fatores ajudam um PM a ter uma ação profissional, em casos extremos como o da situação que eu contei. E, depois, escrevam quais as consequências desse tipo de ação. Fatores que levam a uma ação profissional: Quais as consequências de uma ação profissional?: Nos mesmos grupos Levantamento de fatores desencadeantes e consequências da ação. A Diferença 43

44 Conclusão da turma Com a turma Novo emaranhado de fatores e consequências. Nesse caso, quais os três fatores e as três consequências mais importantes? Em outras palavras, que fatores mais contribuem para que um policial seja profissional em suas ações? E que consequências desse tipo de ação são mais relevantes e gratificantes? Transcreva, abaixo, as conclusões da turma: Fatores que mais contribuem: Consequências mais relevantes: 44 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

45 Diferença Perdida Ten Cel PM Luiz Fernando Santos de Azevedo No decorrer do ano de 1992, obtivemos junto à Secretaria de Justiça uma autorização para entrevistar ex-policiais militares que se encontravam condenados, cumprindo pena de reclusão. Eles haviam sido excluídos da Corporação e condenados por desvio de conduta. O objetivo dessa pesquisa, que se estendeu por oito meses, era buscar um mecanismo para prevenir comportamentos violentos e outros desvios de conduta praticados por alguns policiais. A partir dos depoimentos, pôde-se observar que as pessoas, em geral, possuem comportamentos paradoxais. Em determinados momentos, elas exigem que a própria polícia mate o bandido, não só que o prenda, mas também que o elimine. Muitos policiais acabaram se deixando levar por essa cultura social, que funciona como uma espécie de catarse psicológica, das frustrações, dos anseios, da própria expectativa de resposta contra a violência que ocorre dentro da sociedade. As pessoas que viram a prática de um assalto e viram a polícia chegar e prender o bandido, muitas vezes pedem que se bata, mate, prenda e arrebente. A Diferença 45

46 Mas, se o policial virar a esquina conduzindo um indivíduo preso, algemado, muitas pessoas vão achar que a polícia está se excedendo, que não precisava fazer aquilo. No momento em que visualizam um determinado delito, elas querem extravasar toda a sua violência latente em cima daquele que foi preso. A experiência que tivemos no decorrer da pesquisa, com os depoimentos dos ex-policiais, é que, além de tudo, eles passavam por uma frustração profissional quando prendiam o bandido que, meses ou anos depois, era solto. Muitos deles achavam que a Justiça era muito condescendente para com o bandido. Então, ficavam revoltados e começavam a atuar com a justiça das próprias mãos. Eles achavam que estavam fazendo um grande benefício, uma vez que eles estavam dando resposta e solução para aquela situação de ameaça à sociedade. Um exemplo marcante foi o que aconteceu com o cabo Flávio na situação do Rio Sul, que prendeu o bandido e acabou levando para trás de uma kombi, enquanto a população insuflava para matar... E ele acabou matando. O que aconteceu com ele? Ele se deixou levar pelo emocional da sociedade e foi condenado. A sociedade é que acabou condenando ele por 18 anos de reclusão. Ele deixou o lado profissional, deixou de cumprir o que ele aprendeu na escola de formação para a função policial militar, que é prender respeitando os Direitos Humanos, e que cabe à Justiça julgar, prender e condenar. Vejam, por exemplo, o depoimento de um ex-policial detento: É duro ver minhas filhas e esposa virem me ver aqui e terem que passar pelo constrangimento da revista pessoal. ; Ontem, era visto como um mocinho da sociedade, servindo e protegendo o cidadão. Hoje, sou o bandido da minha história de vida. Se pudesse voltar atrás... Agora é tarde... A minha vida era ser policial... Hoje, o que sou? Ser profissional é o que faz a diferença! 46 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

47 A Polícia no Estado Democrático A força de polícia em um Estado democrático está incumbida de proteger os cidadãos e o exercício de seus direitos através da prevenção do crime e da captura dos suspeitos de cometê-lo, para colocá-los à disposição da autoridade judicial. Desta forma, o juiz, caso comprove sua culpa, deverá sentenciá-los a uma pena que tem como finalidade não apenas a dissuasão de outros delinquentes potenciais, mas também a reintegração futura do condenado à sociedade. O réu, mesmo tendo seus direitos restringidos, nunca deixa de ser cidadão e, portanto, de merecer a proteção do Estado. Se isso é verdade sobre o réu, o será com maior razão sobre o suspeito. Deve ser lembrado também que qualquer pessoa em mãos da polícia é sempre um suspeito, pois, num Estado de Direito Moderno, a culpabilidade só pode ser comprovada por um juiz. Uma operação militar tem como objetivo a destruição ou eliminação do inimigo, ou quando menos, da sua vontade de lutar. Já uma operação policial visa à proteção dos indivíduos. Em consequência, numa operação militar, a morte do opositor pode ser vista como uma consequência colateral ao propósito fundamental, como uma baixa. No entanto, numa ação policial, a morte de um opositor é sempre um mal, mesmo que possa ser inevitável, pois o morto era também um cidadão sob a proteção do Estado. Uma morte em confronto constitui, enfim, um fracasso da ação repressiva do Estado, que não conseguiu o controle do desvio social sem o recurso à violência extrema nem a re-socialização do suposto criminoso. Fonte: Cano, Ignácio. Introdução. In:. Letalidade da Ação Policial no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: ISER, p. 9. A Diferença 47

48 48 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

49 Policial na escuta! Quem já trabalhou em um Posto de Policiamento Comunitário sabe que acontece de tudo. As histórias que vocês vão ler aconteceram em comunidades na Zona Norte do Rio de Janeiro. E nos foram contadas pelos policiais que as viveram. Toda a turma APARECEU NO VELÓRIO SÓ DE CAMISOLA Toda noite, o marido ficava parado ali, na entrada do PPC esperando pela mulher, que trabalhava fora. Ela costumava chegar por volta das 19 horas. Mas naquele dia, ela atrasou... Passou uma meia hora, hora e meia, e nada da mulher. Dava para notar que o marido estava começando a ficar inquieto, meio nervoso. Já era quase meia-noite quando ela chegou, em plena Hora do Velório. Foram subindo juntos para casa, em silêncio. Quarenta minutos depois, mais ou menos, ela entrou correndo no PPC, só de camisola, daquelas curtinhas e meio transparentes. Aí o Policial na escuta! 49

50 velório acabou e a guarnição foi chegando para apreciar a ocorrência. O caso era o seguinte: ela e o marido tinham brigado e ele a havia colocado para fora de casa só com a (pouca) roupa do corpo. Ela correu para o Posto porque queria que um policial a acompanhasse até em casa para resgatar suas roupas e documentos. Tinha medo da reação do marido. Fui com ela até em casa. Ela pegou as coisas que queria e marido ficou ali, pianinho, não criou problema. A mulher passou o resto da noite no PPC mesmo, e de manhã foi embora do morro. Toda a turma Agora, vamos conversar sobre essa história. Em grupos AS RAZÕES DE CADA UM O caso que acabamos de ler e debater terminou bem. Que razões cada um deles pode ter tido para que o conflito não se tornasse mais grave? No quadro abaixo estão os três principais personagens da história. E, abaixo do quadro, uma lista de palavras-chave que podem resumir a motivação ou sentimento de cada um que contribuiu para esse resultado. Escolham o motivo principal e o secundário de cada um dos personagens. Podem repetir palavras, se necessário. Personagem Motivo principal Motivo secundário POLICIAL MULHER MARIDO Escolham os motivos de cada um entre as palavras-chave abaixo: AUTORIDADE BELEZA CONFIANÇA DESESPERO DEVER EQUILÍBRIO FALSIDADE INTERESSE PACIÊNCIA RESPEITO TEMOR VAIDADE 50 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

51 Toda a turma Agora, comparem as respostas de cada grupo. Toda a turma Guerra Santa Era Domingo, 27 de setembro. Os umbandistas da comunidade estavam planejando a festa de Cosme e Damião. O terreiro ficava numa praça, bem em frente ao PPC. Saíam em procissão pela comunidade, jogavam pipoca e distribuíam bala para crianças. Não sei se foi de propósito ou coincidência, mas desde cedo o pessoal da Igreja Evangélica começou a montar equipamento de som na mesma praça para promover um show gospel. Ia dar confusão na certa. Vi de longe o Pai-de-santo vindo para defumar o PPC. O Pastor chegou primeiro e ficou na porta orando pelo posto. Nessa hora eu pensei: Agora, vou ter que virar ateu. Chamei cada um dos líderes para conversar em separado comigo. O Pastor e o Pai-de-santo disseram o que queriam. Aí a gente dividiu a praça, que felizmente era grande. O Pastor montava o som de um lado da praça, longe do centro espírita, e o caminho da procissão de Cosme e Damião passava pelo outro lado, sem cruzar com os crentes. O show gospel só começava depois que a procissão tivesse passado. E para mostrar que a polícia não tomava partido de nenhuma religião, marcamos nossa presença nos dois eventos. Nesse dia, não teve guerra santa na comunidade. Toda a turma O que há de comum entre essa história e a anterior? Policial na escuta! 51

52 Em grupos Resolvendo e Encaminhando Problemas Como vimos, ajudar as pessoas a resolver problemas com os quais elas não conseguem lidar sozinhas é método importante para manter as condições de ordem, prevenir a violência e colaborar para o bem-estar em uma comunidade. Preencham o quadro abaixo, respondendo às seguintes perguntas: Que tipo de problemas ou conflitos as pessoas levam até um policial do GPAE ou a um PPC? Preencham a primeira coluna com cinco tipos de problema. Na segunda coluna, escreva o papel que o policial deve assumir no encaminhamento desse problema ou conflito. A que aliados ou parceiros, na comunidade ou fora dela, os policiais podem recorrer para encaminhar melhor a resolução desses problemas? Anotem as respostas na terceira coluna. 1. Tipos de problema Papel do policial Se necessário, quem poderia ajudar? Toda a turma Cada grupo apresenta o seu quadro de problemas. 52 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

53 Toda a turma DICAS DE ESCUTA ATIVA Escutar um problema não é apenas prestar atenção. Para ganhar a confiança de quem relata um problema, mostrando interesse e disposição para ajudar, existe uma técnica. Ela se chama escuta ativa. Apresentamos abaixo algumas dicas sobre essa técnica. Atitudes de quem escuta ativamente: 1. Estimular e encorajar quem está relatando o problema Demonstre interesse no que está sendo dito, animando o indivíduo a continuar falando. Use variados tons voz, de modo que o outro perceba que você está ouvindo e reagindo ao que ele está relatando. 2. Perguntar Faça perguntas para esclarecer o que está sendo dito, obter mais informações e conhecer o ponto de vista de quem está falando. Você pode, inclusive, apresentar interpretações incorretas ou imprecisas do que foi dito, de modo a estimular que o outro explique melhor sua visão. 3. Valorizar Nunca desqualifique as opiniões de quem fala. Pelo contrário, reconheça e valorize a posição do indivíduo. Policial na escuta! 53

54 4. Repetir com outras palavras Repetir o conteúdo da fala do indivíduo, utilizando outras palavras. Isto demonstra que você está escutando e entendendo, assegura a compreensão do que está sendo exposto e, principalmente, ajuda a trazer o foco do problema para os fatos e não para a emoção do momento. Quais as diferenças entre um mau ouvinte e um bom ouvinte? MAU OUVINTE Não olha para quem está falando Não dá qualquer pista com os olhos e o corpo de que está prestando atenção Interrompe o que o outro está dizendo Fala que já entendeu É indiferente aos sentimentos do outro Faz comentários negativos sobre o que está sendo contado BOM OUVINTE Olha para quem está falando Mostra que está ouvindo com a voz, olhos e corpo Não interrompe Repete o que foi dito com as próprias palavras para verificar se está entendendo ou para mostrar que está entendendo. Faz perguntas para deixar o assunto mais claro ou conseguir mais informações Mostra que compreende os sentimentos do outro Encoraja o outro a falar (Adaptado de BRANDÃO, Carlos Eduardo Alcântara. Resolução de Conflitos. Rio de Janeiro: Área de Mediação de Conflitos/Viva Rio, 2005.) Em grupos Exercício de escuta ativa. 54 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

55 Diferenças: jogando a favor Jogos Paraolímpicos: histórico e a participação do Brasil O neurologista britânico Ludwig Guttman foi o idealizador dos Jogos Paraolímpicos e não economizou esforços para colocá-los em prática. Em 1948, na pequena cidade inglesa de Stoke Mandeville, Guttman organizou um torneio envolvendo 16 atletas veteranos de guerra, que sofreram sequelas durante o conflito. Na mesma época, em Londres, o mundo assistia aos Jogos Olímpicos e Guttman planejava unir as duas competições. Quatro anos depois, alguns atletas holandeses disputarama competição organizada por Guttman, que passou a ser chamada de Jogos Internacionais de Stoke Mandeville. Mas o sonho olímpico do médico só se tornaria realidade em 1960, quando Antonio Maglio, diretor do Centro de Lesionados Medulares de Ostia (Itália), propôs que os Jogos Internacionais de Stoke Mandeville fossem disputados em Roma, logo após a Olimpíada. Estes foram os primeiros Jogos Paraolímpicos e contaram com a participação de 400 atletas de cadeiras de rodas de 23 países. Mesmo com o sucesso do evento, a competição foi desprezada nas duas décadas seguintes, sendo realizada em locais diferentes dos Jogos Olímpicos. Somente em Seul (1988) a competição voltou a ser disputada no mesmo local das Olimpíadas, sendo parte obrigatória do planejamento dos organizadores. Diferenças: jogando a favor 55

56 O Brasil na Paraolimpíada A primeira representação do Brasil em jogos paraolímpicos foi em 1972, em Heidelberg, na Alemanha. De lá para cá, nossa participação é cada vez mais representativa. Em Atenas (2004), o Brasil teve uma delegação de 98 atletas para disputar 13 modalidades: atletismo, basquete em cadeira de rodas, ciclismo, esgrima em cadeira de rodas, futebol de cinco (para cegos), futebol de sete (paralisados cerebrais), goalball, halterofilismo, hipismo, judô, natação, tênis de mesa e tênis em cadeira de rodas. Com uma campanha surpreendente, nossos atletas conquistaram 33 medalhas 14 de ouro, 12 de prata e 7 de bronze, além de 7 recordes mundiais e 2 recordes paraolímpicos, ficando em 14º lugar na classificação geral. Os Jogos Paraolímpicos de Atenas entraram para a história como a maior Paraolimpíada de todos os tempos eram quatro mil atletas, de 142 países, e os nossos atletas paraolímpicos escreveram um capítulo importante do paradesporto brasileiro, marcado pela garra, perseverança e superação. Experimentar algumas diferenças Em pequenos grupos O que diz um nome? 1. Tem gente que diz que é frescura, mas será? De alguns anos pra cá, vocês devem ter observado que algumas denominações estão mudando... Sem o exagero do politicamente correto, que diferença faz chamar ou ser chamado de (a) deficiente; (b) pessoa portadora de deficiência; ou (c) pessoa portadora de necessidades especiais? 56 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

57 O que diz o Aurélio Deficiência: [Do lat. deficientia.] S. f. 1. Falta, falha, carência. 2. Imperfeição, defeito. 3. Med. Insuficiência (3). Deficiente: [Do lat. deficiente.] Adj. 2 g. 1. Em que há deficiência; falho, imperfeito: informações deficientes. ~ V. número. S. 2 g. 2. Pessoa que apresenta deficiência física ou psíquica. Pessoa: (ô). [Do lat. persona.] S. f. 1. Homem ou mulher. 2. Filos. Cada ser humano considerado na sua individualidade física ou espiritual, portador de qualidades que se atribuem exclusivamente à espécie humana, quais sejam, a racionalidade, a consciência de si, a capacidade de agir conforme fins determinados e o discernimento de valores. 3. Jur. Ser ao qual se atribuem direitos e obrigações. 2. Quem convive ou conviveu com pessoas portadoras de deficiência na família, entre os amigos, na vizinhança? Que dificuldade essas pessoas e seus familiares enfrentam? Que histórias de superação vocês conhecem? Com a turma Uma pequena troca sobre o que foi conversado nos grupos. Diferenças: jogando a favor 57

58 PIEDADE OU DIREITO? Por que os portadores de deficiência física têm direitos próprios? É claro que eles têm os mesmos direitos de qualquer outra pessoa. Mas, também, alguns direitos específicos, afinal, às vezes é impossível adaptar-se à rotina, pelos seus próprios problemas físicos. Para isso, é necessário que tudo seja adaptado a eles, modificando a entrada de prédios, instalando rampas de acesso, auxiliando quando necessário. O que diz a lei? A Lei n 7.853/89 fala sobre o portador de deficiência física e as mudanças que devem ser feitas no ambiente para que ele possa exercer seus direitos. Para quem não tem nenhum problema físico, é muito fácil virar as costas e fingir que nada está acontecendo. Mas imagine que, se conseguíssemos adaptar nossa cidade, nosso bairro, nossa rua, nosso prédio, com certeza o portador de deficiência física mostraria seu valor. Infelizmente, vemos que essa lei, de 1989, ainda não atingiu muitas pessoas, já que pouco foi realmente feito. Essa Lei considera CRIME, com pena de 1 a 4 anos e multa, recusar, suspender ou adiar, sem motivo, inscrição de aluno portador de deficiência em qualquer estabelecimento de ensino, público ou privado, assim como impedir que uma pessoa portadora de deficiência ocupe cargo público, ou mesmo negar outro tipo de emprego, impedir a internação ou negar auxílio médico, somente pela deficiência (como se isso medisse a capacidade de alguém...). E como se proteger? A mesma lei cria ainda várias ações que procuram adaptar a sociedade para essas pessoas, tais como a educação especial, do pré-escolar até segundo grau, para deficientes; escolas especiais, privadas e públicas; educação especial em hospitais nos quais o deficiente tenha que ficar internado por mais de um ano; acesso dos alunos portadores de deficiência aos mesmos benefícios, como material escolar; programas especiais de prevenção de acidentes do trabalho e do trânsito e tratamento adequado a suas vítimas; garantia de acesso aos serviços de formação profissional; e adaptação de prédios para facilitar (e às vezes possibilitar) o acesso de portadores de deficiência. Essas são algumas coisas que a lei fala sobre o portador de deficiência física. A partir dela, podemos cobrar dos órgãos competentes ações que realmente possam transformar o lugar em que vivemos. 58 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

59 Para fazer em grupos Estudos de casos Os casos abaixo são bastante tenebrosos, mas... Estariam eles muito longe da realidade? Considerem a seguinte situação: O PM toma conhecimento de que, na comunidade onde trabalha, uma pessoa portadora de deficiência está sendo mantida trancada em casa. Como agir? Conforme o caso específico a ser analisado por seu grupo, defina como o policial deve encaminhar a questão. Apresentação para os demais colegas Ainda com toda a turma Histórias de Problemas, Exemplos de Superação E na comunidade onde você atua, já viu algum problema ou um bom exemplo de superação relativo a pessoas portadoras de necessidades especiais? Diferenças: jogando a favor 59

60 Em grupos Fazendo, a gente não esquece! COMO TRATAR PORTADORES DE DEFICIÊNCIA FÍSICA CORRETAMENTE 1. Errado: Evitar falar com os deficientes sobre coisas que uma pessoa normal pode fazer e eles não. Certo: Conversar normalmente com os deficientes, falando sobre todos os assuntos, pois é bom para eles saberem mesmo das coisas que não podem ouvir, ver ou participar por causa da limitação de movimentos. 2. Errado: Elogiar ou depreciar uma pessoa deficiente, somente por ela ser limitada. Certo: Tratar o deficiente como alguém com limitações específicas da deficiência, porém com as mesmas qualidades e defeitos de qualquer ser humano. 3. Errado: Superproteger o deficiente, fazendo coisas por ele. Certo: Permitir que o deficiente desenvolva ao máximo suas potencialidades, ajudando-o apenas quando for realmente necessário. 4. Errado: Chamar o deficiente pelo apelido relativo à sua deficiência (ex.: surdinho, surdo, mudo, cego, maneta, etc.), pois ele pode se ofender. Certo: Chamar a pessoa deficiente pelo nome, como se faz com qualquer outra pessoa. 5. Errado: Dirigir-se à pessoa cega como se ela fosse surda, fazendo esforço para que ela ouça melhor. O cego não é surdo. Certo: Conversar com o cego em tom de voz normal. 6. Errado: Referir-se à deficiência da pessoa como uma desgraça, como algo que mereça piedade e vá ser compensado no Céu. Certo: Falar da deficiência como um problema, entre outros, que apenas limita a vida em certos aspectos específicos. 7. Errado: Demonstrar pena da pessoa deficiente. Certo: Tratar pessoa deficiente como alguém capaz de participar da vida em todos os sentidos. 60 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

61 8. Errado: Usar adjetivos como maravilhoso, fantástico, etc., cada vez que se vê uma pessoa deficiente fazendo algo que aparentemente não conseguiria (por exemplo, ver o cego discar o telefone ou ver as horas, ver um surdo falar e/ou compreender o que lhe falam). Certo: Conscientizar-se de que a pessoa deficiente desenvolve estratégias diárias, superando normalmente os obstáculos, e não mostrar espanto diante de um fato que é comum para o deficiente. 9. Errado: Referir-se às habilidades de um deficiente como sexto sentido (no caso do cego e surdo, por exemplo) ou como uma compensação da natureza. Certo: Encarar como decorrência normal da deficiência o desenvolvimento de habilidades que possam parecer extraordinárias para uma pessoa comum. 10. Errado: Evitar usar as palavras ver, ouvir, andar, etc., diante de pessoas que sejam cegas, surdas ou privadas de movimentos. Certo: Conversar normalmente com os deficientes, para que eles não se sintam diferenciados por perceptível constrangimento no falar do interlocutor. 11. Errado: Deixar de oferecer ajuda a uma pessoa deficiente em qualquer situação (por exemplo, cego atravessando a rua, pessoa de muleta subindo no ônibus, etc.), mesmo que às vezes o deficiente responda mal, interpretando isso como gesto de piedade. A maioria dos deficientes necessita de ajuda em diversas situações. Certo: Ajudar o deficiente sempre que for realmente necessário, sem generalizar quaisquer experiências desagradáveis, atribuindo-as somente a pessoas deficientes, pois podem acontecer também com as pessoas normais. 12. Errado: Supervalorizar o deficiente, achando que ele pode resolver qualquer problema sozinho (por exemplo, o cego alcançar qualquer porta apenas contando os passos, sem que alguém indique a direção). Certo: Conscientizar-se de que as limitações de um deficiente são reais, e muitas vezes ele precisa de auxílio. Diferenças: jogando a favor 61

62 13. Errado: Recusar a ajuda oferecida por uma pessoa deficiente, em qualquer situação ou tarefa, por acreditar que ela não seja capaz de realizá-la. Certo: Confiar na pessoa deficiente, acreditando que ela só lhe oferecerá ajuda se estiver segura de poder fazer aquilo a que se propõe. O deficiente conhece melhor do que ninguém suas limitações e capacidades. 14. Errado: Ao falar, principalmente com o cego, dirigir-se ao acompanhante do deficiente, e não ao deficiente, como se ele fosse incapaz de pensar, dizer e agir por si. Certo: Dirigir-se sempre ao próprio deficiente, quando o assunto referir-se a ele, mesmo que esteja acompanhado. 15. Errado: Agarrar a pessoa cega pelo braço para guiá-la, pois ela perde a orientação. Certo: Deixar que o cego segure no braço ou apoie a mão no ombro de quem o guia. 16. Errado: Agarrar pelo braço pessoas com muletas, ou segurar abruptamente uma cadeira de rodas ao ver o deficiente diante uma possível dificuldade. Certo: Ao ver o deficiente diante de um possível obstáculo, perguntar se ele precisa de ajuda, e qual a maneira correta de ajudá-lo. Agarrar um aparelho ortopédico ou uma cadeira de rodas, repentinamente, é uma atitude agressiva, como agarrar qualquer parte do corpo de uma pessoa comum sem aviso. 17. Errado: Segurar o deficiente, na tentativa de ajudá-lo, quando já houver uma pessoa orientando-o, principalmente no caso do cego. Certo: Quando houver necessidade de ajuda ou orientação, apenas uma pessoa deve tocar o deficiente, a não ser em situações muito específicas, que peçam mais ajuda (por exemplo, carregar uma cadeira de rodas para subir uma escada). 18. Errado: Carregar o deficiente, principalmente o cego, ajudá-lo a atravessar a rua, tomar condução, subir ou descer escadas. Certo: Auxiliar o deficiente nessas situações apenas até o ponto em que realmente seja necessário, para evitar atrapalhá-lo mais. 62 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

63 19. Errado: Pegar a pessoa cega pelo braço para colocá-la na posição na posição correta de sentar numa cadeira. Certo: Colocar a mão do cego sobre o espaldar da cadeira e deixar que ele se sente como achar melhor. 20. Errado: Guiar a pessoa cega em diagonal quando atravessar a rua. Certo: Atravessar o cego sempre em linha reta, para que não perca a orientação. 21. Errado: Tratar o deficiente com constrangimento, evitando falar sobre sua deficiência. Certo: Conversar naturalmente com o deficiente sobre sua deficiência, evitando porém perguntas em excesso. Na maioria dos casos, ele preferirá falar normalmente sobre aquilo que é apenas parte de sua vida, e não uma coisa anormal ou extraordinária, como possa parecer ao interlocutor. 22. Errado: Levar o cego a qualquer lugar onde haja mais pessoas e entrar como se ele pudesse ver quem está no recinto. Certo: Apresentar o cego a todas as pessoas que estejam num local onde ele é levado por outra pessoa vidente. 23. Errado: Ao receber um cego em sua casa, deixá-lo orientar-se sozinho. Certo: Ao receber um cego em sua casa, mostre-lhe todas as dependências e os possíveis obstáculos, e deixe que ele se oriente, colocando-se disponível para mostrar-lhe novamente alguma dependência, caso ele ache necessário. 24. Errado: Constranger-se em avisar o cego de que ele está com alguma coisa errada na sua vestimenta ou aparência física, ou que está fazendo movimentos não usuais, como balançar-se ou manter a cabeça baixa durante uma conversa. Certo: Conscientizar-se de que o cego, por não enxergar, não segue o padrão de imitação visual, não podendo, portanto, seguir o comportamento aparente das pessoas videntes. Avisar o cego sempre que perceber que ele está com aparência ou comportamento fora do padrão social normal, evitando que ele caia no ridículo. Diferenças: jogando a favor 63

64 25. Errado: Avançar subitamente sobre a pessoa deficiente por achar que ela não vai conseguir realizar uma tarefa (por exemplo, quando o cego está levando o garfo à boca), se o deficiente não solicitar ajuda. Certo: Permitir que o deficiente realize sozinho suas tarefas, mesmo quando parecer impossível. Só se deve socorrê-lo em caso de perigo. 26. Errado: Agarrar a pessoa cega com intuito de orientá-la quando ela está caminhando normalmente na rua. Certo: Deixar que o cego aprenda por si só a transpor os obstáculos da rua, pois ele é capaz de fazê-lo sozinho. Segurar seu braço, exceto no sinal ou diante de algum perigo real, na verdade o desorienta. 27. Errado: Chamar a atenção para o aparelho de surdez. Certo: Estimular o uso do aparelho, encarando-o com a mesma naturalidade com que são vistos os óculos. 28. Errado: Gritar de longe e/ou às costas de uma pessoa surda para chamá-la. Certo: Para chamar a atenção de uma pessoa surda que esteja de costas, deve-se tocá-la, de leve, no braço, antes de começar a falar com ela. 29. Errado: Gritar para chamar a atenção de uma pessoa surda que esteja em perigo. Certo: Procurar chegar até ela o mais rapidamente possível, procurando ajudá-la. Lembrar que uma pessoa que atravessa a rua pode ser surda, não ouvindo, por isso, a buzina de seu carro. 64 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

65 Apresentações para a turma Você já sabia? Equoterapia no batalhão: Cavalgando com cidadania A equoterapia é um método terapêutico que utiliza o cavalo como instrumento de trabalho, auxiliando no desenvolvimento físico, psíquico e emocional de pessoas portadoras de deficiências. Cavalgar se constitui num prazeroso processo de aplicação dos melhores exercícios de coordenação que se conhece, além de proporcionar a sensação de independência, aumento da autoconfiança, do autocontrole e da autoestima. A Associação de Integração de Deficientes Físicos ASSIDEF, em parceria com o 20º Batalhão de Polícia Militar (Mesquita), está desenvolvendo o projeto Cavalgando com Cidadania, que visa a implantar o método da Equoterapia para atender as comunidades da Baixada Fluminense. O projeto é desenvolvido nas dependências do 20º BPM, às terças e quintas feiras, no horário de 8 às 17 horas. Ao todo, 78 praticantes são atendidos em sessões de trinta minutos de duração, uma vez por semana. Pioneiro na Baixada, as atividades são ministradas por uma equipe multidisciplinar, formada por profissionais das áreas de saúde, educação e equitação. A Equoterapia é indicada em diversos casos, tais como distúrbios evolutivos e/ou comportamentais; deficiências causadas por lesões neuromotoras (cerebrais ou medulares); paralisia cerebral; síndrome de down; autismo e retardo mental entre outros. O Comandante do 20º BPM acredita que essa parceria é um passo fundamental para o desenvolvimento de outros projetos voltados para o deficiente físico na Baixada. Fonte: PMERJ Diferenças: jogando a favor 65

66 Centro de Fisiatria e Reabilitação e Associação de Reabilitação da Polícia Militar Em 21 de setembro de 1984, pacientes portadores de deficiência física ( cadeirantes ) fundaram a Associação de Reabilitação da Polícia Militar (ARPM), com sede própria no Hospital Central da Polícia Militar. A partir desse movimento, sentiu-se a necessidade de que esse fosse um espaço específico para tratamento destes policiais. Foi criado, então, em 12 de dezembro de 1989, o Centro de Fisiatria e Reabilitação da PM (CFR), como uma subseção da Diretoria Geral de Saúde (DGS), com início e funcionamento a partir de 8 de dezembro desse mesmo ano, com sede própria na Rua Paranhos, 820, em Olaria. Foi firmado, nessa ocasião, um contrato de comodato entre a PMERJ e a ARPM, no qual a PMERJ daria o espaço físico para a ARPM funcionar dentro do CFR e cederia os funcionários e técnicos para o seu funcionamento. Em troca, a ARPM cederia o mobiliário e a aparelhagem de que ela dispunha para equipar o CFR. O CFR vinha funcionando precariamente até que, em 1997, iniciou-se um processo de reformulação arquitetônica, técnica e administrativa. Hoje, o CFRPM atende os pacientes portadores de deficiência física e aqueles que necessitam de tratamento em reabilitação, oferecendo serviço de fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, psicólogos, massoterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais, dentistas, fonoaudiólogos e professores de Educação Física. O CFR possui um setor de transporte que auxilia o deficiente físico em cadeira de rodas a se deslocar de sua residência para o tratamento no centro e de volta para sua residência. Fonte: PMERJ 66 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

67 Endereço importante: ASSOCIAÇÃO DE REABILITAÇÃO DA POLÍCIA MILITAR ARPM Rua Paranhos, nº 820 Olaria RJ Cep: Tel. : (21) / Diferenças: jogando a favor 67

68 68 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

69 Projetando um Futuro Nada levava a crer que poderia dar certo. Moradores desconfiados, receosos, em função de um histórico de relações difíceis, um passado marcado por contatos pontuais, conturbados e sem profundidade. Marcados igualmente pelas imagens desse passado, policiais temerosos, sem saber exatamente a recepção que os aguardava, se mostravam hesitantes em trabalhar dentro de uma favela. Assim foi o início do trabalho do Grupamento de Policiamento em Áreas Especiais (GPAE) do Cavalão, uma unidade especial da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), que visa a aplicar os princípios e as técnicas de policiamento comunitário, voltado para a resolução de problemas, nas favelas cariocas. Projetando um futuro 69

70 Ganhar a confiança da comunidade e aprofundar as relações entre policiais e moradores foi o passo mais difícil. Em contrapartida, seria o mais determinante para a efetiva implementação do grupamento. Tradicionalmente vista como uma região violenta, o Cavalão chamava a atenção não só pelo precário equipamento de infraestrutura urbana e pelo envolvimento de jovens e crianças no tráfico, mas igualmente pela intensa mobilização comunitária. Neste sentido, pensando em unir forças com as iniciativas locais, os policiais do GPAE e as lideranças comunitárias botaram o bloco na rua e buscaram a colaboração de instituições das imediações para conseguirem trazer mais projetos sociais para a região. As ações que privilegiassem o trabalho com jovens e crianças foram eleitas como metas prioritárias. Foi assim que surgiram diversas parcerias, que, mais tarde, frutificaram, sob a forma de projetos como o balé, as aulas de Hip-Hop, judô, flauta e informática. Com a ajuda dos moradores, de organizações do entorno, dos próprios policiais e de professores voluntários, as iniciativas foram implementadas e logo a sede do GPAE Cavalão estava cheia de crianças e jovens, frequentando os espaços e convivendo com os policiais. As portas do quartel ficam permanentemente abertas. Crianças jogam bola e soltam pipa, e grupos de meninas do balé brincam antes da aula, enquanto os adultos se atualizam nos conhecimentos de informática, assistidos por um policial militar do próprio GPAE. Datas festivas, como o Dia da Criança, a Páscoa e o Natal, são comemoradas em eventos abertos a toda a comunidade. Os resultados deste clima de cooperação e entendimento são sentidos por todos. Ao conquistar os filhos daquela comunidade, o GPAE trouxe também seus pais para um convívio mais próximo e, consequentemente, consolidou a confiança dos moradores em sua polícia e nos policiais. O fortalecimento dos laços locais possibilitou também um aumento da eficiência do trabalho policial, coibindo de maneira mais qualificada a ação do tráfico e o impacto de sua influência negativa sobre as crianças e jovens da comunidade. Os policiais, por sua vez, sentindo-se valorizados como indivíduos e profissionais, por um ambiente de trabalho agradável e pelo reconhecimento de seus serviços, desempenham melhor suas funções. Um bom trabalho policial intensifica as trocas de confiança e cooperação, alimentando esse círculo virtuoso que não para de gerar bons frutos para ambos, polícia e sociedade. 70 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

71 Para debater com a turma toda Em sua opinião, o policiamento comunitário colabora para a prevenção da violência e para gerir as condições de ordem? Se sim, de que modo se dá essa colaboração? Se não, o que falta? Em pequenos grupos A Voz da Experiência (Depoimento de um policial militar, que tem cinco anos de experiência em policiamento comunitário.) A gente, que já trabalha com policiamento comunitário há algum tempo, sabe que esse negócio do transporte é delicado... Os moradores precisam do transporte... Se a gente pega uma moto, uma Kombi sem papelada em dia, sem documentação, o motoqueiro sem capacete... Se a gente apreender o veículo, que é o ganha-pão dele, a gente vai estar jogando ele no tráfico... Então, tem que dar um prazo pra ele se regularizar. Projetando um futuro 71

72 Sem futuro... (Depoimento de uma jovem de comunidade sobre seu vizinho, filho de uma família amiga.) Kiko é um jovem como qualquer outro. Morador de comunidade, sempre teve relativamente uma boa condição de vida. É o filho mais velho de três irmãos, seu pai é funcionário público e ele mora em uma das melhores casas da favela. No entanto, mesmo sem ter uma necessidade para tal, se sentiu atraído pelo tráfico. Como dito acima, para ele, dinheiro não é problema (ele é um dos poucos meninos do morro que pode se dar ao luxo de usar tênis de marca), muito menos afeto dos pais e amigos, já que, todo final de semana, tem festa na sua casa. Mas, uma vez conversando com ele sobre futuro, emprego, profissão, essas coisas com que todo jovem se preocupa, ele me disse que nunca levaria a vida que os seus vizinhos levam (de luta, acordar cedo para ter o pão de cada dia). Para ele, a melhor opção seria o tráfico. Confesso que eu, na hora, fiquei surpresa com a resposta dele, afinal de contas, mesmo morando na favela, a família dele podia lhe proporcionar um padrão de vida como o de qualquer menino de classe média, mas mesmo assim, ele se sentia atraído pelo tráfico. Como não entendi nada, perguntei o porquê daquele posicionamento, e ele me deu uma resposta de caráter totalmente subjetivo: disse que sua opção pelo tráfico está na sensação de poder que ele proporciona, no fato dele poder ser, muitas vezes, a autoridade máxima em determinados locais, do medo que ele poderia causar nas pessoas, enfim, tudo se tratava de uma relação de poder e com o poder. Confirmando o que disse, hoje esse jovem é um dos integrantes do tráfico de drogas na comunidade onde vive. 72 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

73 Debata com seu grupo Por que os jovens entram para o tráfico? A partir da experiência dos policiais do GPAE, de que modo os policiais do policiamento comunitário podem disputar os corações e mentes desses jovens com os traficantes? Troquem suas conclusões com toda a turma Projetando um futuro 73

74 Dois casos exemplares Luta Pela Paz O Centro Esportivo e Educacional Luta Pela Paz (CEELPP) é um projeto social onde crianças e jovens de ambos os sexos, moradores do Complexo da Maré, participam de atividades esportivas. O projeto, que teve início em 2000 com uma academia de boxe (registrada pela Federação Brasileira de Boxe), conta hoje também com as modalidades Luta Livre e Capoeira. Além do treinamento esportivo, os jovens têm aulas semanais sobre cidadania e resolução pacífica de conflitos. Com o foco na prevenção do envolvimento dos jovens na violência urbana, a academia segue dois objetivos principais: criar campeões no esporte, através de treinamento com a melhor estrutura esportiva, e criar campeões na vida, pelo investimento nos jovens fora da academia. O projeto canaliza a agressividade positivamente, através do esporte, e cria oportunidades para jovens de comunidades de baixa renda para um futuro melhor. Saiba mais: Grupo Cultural AfroReggae (GCAR) O Grupo Cultural AfroReggae é uma organização fundada no Rio de Janeiro, em 1993, na favela de Vigário Geral, e que atualmente desenvolve mais de uma dezena de projetos também em outras comunidades e estados do Brasil. Tem como missão oferecer uma formação cultural e artística para jovens moradores de favelas, de modo que eles construam suas cidadanias e escapem do caminho do narcotráfico e do subemprego. O AfroReggae criou, ao longo de sua existência, uma banda profissional e grupos de música, teatro, circo e dança, além de uma escola de informática. Através da arte e da cultura, o grupo desenvolveu uma larga experiência em trabalhar com jovens e crianças de baixa renda usando uma linguagem que atinge pessoas de diversas classes sociais. Para ter uma ideia da extensão e importância de suas ações, visite o site do grupo: 74 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

75 Em grupos Pensando na comunidade em que existe o policiamento comunitário e nas comunidades que vocês conhecem, que tipos de projeto para crianças e jovens poderiam ser realizados com o apoio do PPC? 1. Levantem ideias para projetos; 2. Elejam uma dessas ideias para desenvolverem um pouco mais. Sigam, como roteiro, os itens básicos de elaboração de um Projeto de Desenvolvimento listados a seguir. Lembrem-se de que uma ação comunitária eficaz pode começar com uma boa ideia e boa vontade de algumas pessoas e instituições para realizá-la. Para que a ideia frutifique, se expanda e conquiste parceiros e apoiadores, é bom transformá-la em um projeto. Roteiro Básico para Elaboração de um Projeto de Desenvolvimento Pensem bem nos problemas de sua comunidade e várias formas possíveis de resolvê-los. Conversem com pessoas e troquem ideias. Tenham clareza e exponham as respostas às seguintes questões: O que será feito? Onde? Quando? Por quanto tempo? Por quem? Para quem? Por quê? O projeto precisa ser viável, isto é, o projeto precisa ter condições de ser realizado. Pensem bem nas condições que vocês têm (recursos, pessoas, tempo, parcerias, dificuldades, facilidades, espaço, etc.). Projetando um futuro 75

76 1. Capa: Partes do Projeto: Título (nome) do projeto Nome da organização e/ou dos indivíduos que propõem o projeto Endereço(s) e telefone(s) para contato 2. Definição do Problema Qual problema vocês estão querendo contribuir para resolver? Inclua o máximo de informações específicas que puder. Por exemplo: A comunidade... tem...habitantes, dos quais...% tem menos de 18 anos. Destes, uma grande parte não frequenta a escola... Ou: As atividades de lazer se restringem a... Isto faz com que estes jovens... Isto é um problema, porque Importância do Projeto Por que o projeto deve ser apoiado? 76 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

77 4. Objetivos Aqui vocês devem dizer o que querem conseguir com seu projeto. Os objetivos devem começar com um verbo que termina em ar, er ou ir. Por exemplo: - Treinar agentes... para... - Organizar um time de futebol... Os objetivos podem ser gerais ou específicos. Objetivos gerais são mais amplos. Por exemplo: - Despertar nas crianças do bairro X um interesse por... - Capacitar os jovens da comunidade Y para a criação e manutenção de... Objetivos específicos falam mais como você vai conseguir realizar os gerais. Por exemplo: - Capacitar 2 adultos da comunidade para organizar um campeonato... - Integrar as atividades esportivas com as atividades de formação para... importante. Listem as formas como farão isso. Como vocês saberão se está dando certo? Tem alguma coisa que ajudará a saber? Reuniões para avaliar? Com quem? Quando? Alguém fará algum controle? Qual? Quando? Quem? Onde? Como? 8. Equipe/Coordenação Indicar quem vai se responsabilizar por cada tarefa. Se possível, forneçam informações sobre a organização/ associação (no caso, o GPAE, o Batalhão ou o PCC...), como áreas de sua atuação, projetos já realizados, etc. Incluam também alguma informação sobre a experiência e cargos das pessoas responsáveis. 9. Parcerias Listar as pessoas e organizações/ associações que fazem trabalhos parecidos com as quais você e sua organização mantêm boas relações e que podem participar do trabalho. 5. Atividades Listar as atividades que serão desenvolvidas. 6. Resultados Esperados Listar os resultados que vocês acham que terão se o projeto der certo. Listar o grupo que se beneficiará do projeto e, se possível, indicar quantas pessoas. Por exemplo: 50 crianças e jovens da comunidade serão beneficiados. 7. Avaliação Como avaliar, ao longo do projeto, se ele está dando certo (e em que está ou não está dando certo). No final do projeto, essa avaliação também é 10. Sustentabilidade do Projeto (Continuidade) Digam como vocês poderão continuar com o projeto todo ou parte dele. 11. Orçamento Detalhado Listem todos os gastos, com o custo estimado de cada um. É importante não se esquecerem de nada. 12. Cronograma Listem, em tabela, as atividades do projeto, marcando com um X os meses em que serão realizadas. Fonte: adaptado de UFRJ/EICOS Projetando um futuro 77

78 E por falar em Projetos e parcerias, veja a descrição de um dos projetos do AfroReggae: Projeto Juventude e Polícia Parceria entre Polícia Militar de Minas Gerais, AfroReggae e CESeC As relações entre a polícia e os jovens, sobretudo a dos jovens das favelas e das periferias das grandes cidades, quase sempre são baseadas em estereótipos, de parte a parte. Falar de polícia chega a ser um tema tabu para alguns jovens. Da mesma forma, raramente policiais têm a oportunidade de conhecer e se relacionar com jovens fora do contexto criminal. O objetivo do Projeto Juventude e Polícia é diminuir essas barreiras. Através de apresentações musicais e oficinas culturais de percussão, vídeo, circo e teatro, a iniciativa pretende estabelecer um diálogo entre a cultura policial e a cultura dos jovens. Em: 78 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

79 Para a turma toda Cuidando do que é de todos Servir, proteger e prevenir são verbos que todo policial militar sabe que fazem parte da sua missão. Mas será que sempre nos lembramos de tudo aquilo que necessita ser protegido? Cuidando do que é de todos 79

80 A primeira coisa que todo mundo lembra é dos bens e posses de cada um das coisas privadas, como dinheiro, casa, carro, roupas, empresas, etc. Mas além dos bens que pertencem às pessoas, também existe o que é público. São bens que pertencem ao município, ao estado e à União e que devem estar em boas condições para servir à comunidade: escolas, hospitais públicos, bancos de praça, por exemplo. Existe, ainda, um terceiro tipo de coisa que deve ser protegida e preservada. São bens que são de todos, mas de ninguém em particular. Bens pelos quais a autoridade deve zelar, mas que não pertencem nem ao município, nem ao estado, nem à União. Eles costumam ser chamados de difusos. Os exemplos mais importantes de bens difusos são o meio ambiente e o patrimônio histórico. São bens que herdamos coletivamente das gerações passadas e que temos a responsabilidade de transmitir, nas melhores condições, às gerações futuras. Para fazer em grupos Quando alguém fala em ecologia, em proteção do meio ambiente, todo mundo concorda que é uma coisa muita importante, mas na hora da prática... Em 1998, foi sancionada a Lei Federal n o 9.605, que define os crimes ambientais e as penas e sanções para quem os comete. Leiam quais são os principais tipos de crime previstos nesta lei, procurando se lembrar se ocorrências como essas acontecem no seu município. 80 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

81 CRIMES AMBIENTAIS São crimes ambientais aqueles relacionados: aos ANIMAIS, como, por exemplo, matar ou apanhar animais da fauna silvestre; exportar peles e couros sem autorização; praticar maus-tratos contra animais; e pescar com a utilização de explosivos ou substâncias tóxicas. às PLANTAS, como, por exemplo, destruir ou danificar floresta em área protegida; cortar árvores em local de preservação ambiental, provocar incêndio em mata ou floresta; destruir ou danificar plantas de ornamentação em locais públicos ou em propriedade privada; e penetrar em unidades de conservação conduzindo substâncias ou instrumentos próprios para caça ou para exploração de produtos. ao ORDENAMENTO URBANO E PATRIMÔNIO CULTURAL, como, por exemplo, destruir ou inutilizar bem protegido por lei, arquivo, museu, biblioteca, instalação científica ou registro; alterar a estrutura ou aspecto de edifícios protegidos por lei, pichar, grafitar edifício ou monumento urbano; e construir em solo de valor ecológico ou turístico, religioso ou artístico sem autorização legal. 81

82 Para fazer em grupos Anotem na respectiva coluna um caso ocorrido na sua área de atuação para cada um dos tipos de crime ambiental. Em seguida, respondam, em grupo, às perguntas abaixo: CONTRA OS ANIMAIS CONTRA AS PLANTAS CONTRA O PATRIMÔNIO CULTURAL Quem são os imediatamente prejudicados. Como e por que? Quem é que pode vir a ser prejudicado depois? Se isso continuar acontecendo ou se agravar nos próximos trinta anos, que consequências trará para o município e para as pessoas que aqui vivem? Uma característica dos crimes ambientais é que eles continuam causando prejuízos às gerações futuras, muito tempo depois de terem sido praticados. 82 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

83 Para fazer em grupos IGNORÂNCIA OU GANÂNCIA? A legislação ambiental é relativamente nova. Alguns não entendem a sua importância. Outros, para se defenderem, alegam que desconhecem a lei, que nunca ouviram falar que isso era crime, etc. Sabemos que desconhecer a lei não é desculpa, nem transforma um culpado em inocente, mas, o que você faria se...? Cada grupo prepara apresentação de seu caso para a turma, que deve decidir, no final de cada apresentação: era ignorância ou ganância? 1 Fogo no mato! Tião casou com Rosinha e recebeu do sogro uma terrinha para ajudar no sustento da família. Quando ele e a mulher foram visitar a gleba, viram que era o maior matagal. Tinha tanta árvore que nem uma hortinha dava para fazer. Tião não teve dúvida, encheu-se de disposição e tocou fogo no mato. Quando o policial militar chegou, mais da metade do terreno já tinha virado cinza. E o estrago só não foi maior porque choveu à noite. Mas Tião e Rosinha estavam contentes. Eles agora podiam fazer o seu roçado. Cuidando do que é de todos 83

84 O que diz a lei sobre este caso: De acordo com o art. 41 da Lei n o 9.605/98, provocar incêndio no mato é um crime contra a flora, pois o fogo irá destruir a vegetação, impedindo a preservação da floresta. Observe o que diz a Lei: Art. 41: Provocar incêndio em mata ou floresta: Pena: reclusão, de dois a quatro anos, e multa. Parágrafo único: se o crime é culposo, a pena é de detenção de seis meses a um ano, e multa. Você sabe a diferença entre fazer algo por culpa e fazer algo por dolo? Isso é importante, pois quando praticamos um crime por dolo, a pena é muito maior. Isso porque, quando temos a intenção, a vontade de cometer o crime, estamos agindo com dolo (temos vontade de ferir a lei). Quando fazemos algo com culpa, significa que não tivemos a intenção de cometer o crime, mas agimos de acordo com uma dessas três palavras: imperícia, negligência ou imprudência. Agimos com imprudência quando deixamos de observar o dever mínimo de cuidado. Exemplo: colocamos fogo em um pedacinho da mata, não com a intenção de provocar incêndio, mas apenas para tentar fazer um roçado. Se este for o caso, estaremos agindo com culpa porque atuamos com imprudência. É o mesmo caso de atravessar uma rua fora da faixa de segurança ou em local sem sinalização. Não temos a intenção de provocar um acidente, mas ao atravessarmos uma rua em local incorreto, estaremos provocando um acidente por culpa (imprudência), mesmo não tendo a intenção de fazê-lo. Agimos com imperícia sempre que atuamos em alguma atividade afirmando que temos conhecimento para fazê-lo, quando na verdade nada sabemos sobre aquele assunto. Por exemplo: um amigo diz: Vamos até a floresta para acender um fogo para cozinhar nossa comida. E ainda acalma o amigo: Não se preocupe, sei como fazer fogo para cozinhar sem provocar incêndio. Agimos com negligência quando possuímos o dever de agir e assim não fazemos. Por exemplo: o guarda municipal é avisado que alguém estava tentando provocar incêndio em área de proteção ambiental. Mas como já está quase no fim do expediente, decide não cumprir o seu dever de proteger o patrimônio e vai para casa. Nesse caso, atuou com negligência. 84 Curso de Aprimoramento Caderno do Aluno

85 2 A gangue do piche Não era a primeira vez que a cidade amanhecia toda pichada. Parecia que a garotada não respeitava nada: supermercado, edifício de apartamentos, posto de saúde. Era só ter parede que corria risco de receber aqueles rabiscos esquisitos em cima. Mas, naquele dia, ou foi o policial militar que chegou mais cedo, ou a garotada que perdeu a hora. O guarda flagrou um jovem, de spray na mão, pichando a parede da igreja mais antiga da cidade. 3 Tem O que diz a lei sobre este caso: De acordo com o art. 65 da Lei n o 9.605/98, pichar edifícios urbanos é um crime contra o ordenamento urbano e o patrimônio cultural. Veja o que diz a Lei: Art. 65: Pichar, grafitar ou por outro meio conspurcar edificação ou monumento urbano: Pena: detenção, de três meses a um ano, e multa. passarinho na gaiola Era uma dessas feiras populares em que se vende de tudo. A Polícia Militar costumava ficar de olho. Não só para manter a ordem, mas porque, de vez em quando, aparecia um espertinho vendendo umas mercadorias sem nota com toda a pinta de terem sido roubadas. Naquele dia, porém, a mercadoria era inédita. Dentro de uma gaiola, em cima de um tabuleiro forrado com jornal, um enorme pássaro azul. O policial olhou e percebeu que conhecia esse pássaro de algum lugar. Lembrou. Era da TV. Uma arara azul, ave do pantanal, em risco de extinção. Cuidando do que é de todos 85

Situação de estados e municípios em relação à meta nacional

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