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1 N.º 04 / CC /2015 N/Referência: PROC.: R. P. 62/2014 STJ-CC Data de homologação: Recorrente: António M.. Recorrido: Conservatória do Registo Predial de S.. Assunto: Palavras-chave: Registo de aquisição em comum e sem determinação de parte ou direito registo da transmissão da posição de contitular desse registo titulação Aquisição em comum e sem determinação de parte ou direito, averbamento de transmissão de posição, título. Relatório 1. Trata-se, nos presentes autos, da definição da situação jurídica do prédio descrito na ficha n.º 2679, da freguesia e concelho de V... De acordo com o que se extrai da respetiva ficha informática, o imóvel entretanto subordinado ao regime da propriedade horizontal, passando a ser composto pelas frações autónomas A, B e C (cfr. ap. de 2006/05/08) acha-se inscrito em comum e sem determinação de parte ou direito (cfr. ap.. de 1996/04/23) a favor de 1) Francisco M, divorciado, e 2) Maria Luísa, c.c. Jaques P na c. de adquiridos, indicando-se como sujeitos passivos da aquisição sucessória 1) Emília F., viúva, e 2) Mariana F, viúva. Consta ainda do extrato da inscrição em suporte informático que a mesma corresponde à síntese (ou condensação) da inscrição G-1 e averbamento respetivo n.º 1 lavrados na ficha em suporte de papel. Compulsando o teor deste anterior suporte, verifica-se que daquele registo de aquisição em comunhão hereditária (insc. G-1) foram iniciais titulares 1) Emília F, viúva, e 2) a identificada Maria Luísa, mencionando-se como causa aquisitiva a sucessão hereditária do sujeito passivo Mariana F., viúva. Quanto ao averbamento n.º 1 à inscrição (cfr. ap.../200505), o que ele nos diz é que a favor de Francisco M.. foi transmitido o direito que na herança da Mariana pertencia a Emília F, por sucessão, por morte, da transmitente. 2. Era este o quadro tabular pressuposto quando o ora recorrente, por via eletrónica, sob a ap. de 16/07/2014, e com referência às frações A e B do indicado prédio, requisitou o registo da transmissão de posição da apresent... de 1996/04/23 Aquisição, em vista do que, como título, juntou reprodução da escritura por si celebrada no dia 01/07/2014, nos termos da qual a Maria Luísa.. declarou fazer doação ao 1/7

2 Francisco M, e este aceitá-la, do quinhão hereditário de que a doadora afirmou ser titular na herança aberta por óbito de sua mãe Maria.. 3. A sra. conservadora do registo predial de S., incumbida de apreciar a viabilidade do pedido, decidiu ser o registo de fazer como provisório por dúvidas, o que justificou, no competente despacho, por não resultar da escritura apresentada nem a especificação de todos os factos sucessórios donde possa resultar que os intervenientes Maria Luísa ( ) e Francisco ( ) são os únicos interessados na herança de Maria... nem tão pouco a especificação dos bens que integram a herança, nomeadamente, a totalidade das frações objeto do pedido de registo. De direito, referiram-se as disposições dos arts. 54.º/1, do C. do Notariado, e 44.º/1-b), do CRP. 4. É contra tal qualificação que o presente recurso hierárquico vem deduzido. Na respetiva petição, e para o que releva, o recorrente depois de aludir ao facto de a inscrição de aquisição (em comum e sem determinação de parte ou direito) constante da ficha informática mencionar, como sujeitos passivos, a Emília (mãe do Francisco) e a Mariana (mãe da Emília e avó do Francisco e da Maria Luísa), e de seguidamente proceder à narrativa das vicissitudes de natureza sucessória que vão da abertura da herança da Mariana até à abertura da herança de Maria..., de quem a Maria Luísa terá sido habilitada como única herdeira (vicissitudes cuja verificação pretende resultar patente das diversas escrituras de habilitação de herdeiros de que agora junta cópia) refuta a necessidade, defendida no despacho recorrido, de que na escritura se especificassem todos os factos sucessórios demonstrativos de que a Maria Luísa e o Francisco (outorgantes na escritura) são os únicos interessados na herança da Maria... posto que, alega, a única interessada na dita herança (da Maria...), por ser dela única herdeira, é a Maria Luísa, e nunca o Francisco. Defende, por outro lado, que, ao lado da Mariana e da Emília, também a Maria... e seu pré-falecido marido (António L., com quem terá sido casada na c. geral) deveriam figurar como sujeitos passivos da inscrição de aquisição em comum e sem determinação de parte ou direito, pelo que o registo, ao omiti-los, enferma de inexatidão inexatidão de cuja existência afirma ter em tempo oportuno (previamente à submissão do pedido de registo) alertado os serviços da conservatória da área da situação do prédio (V ), a fim de que oficiosamente se cuidasse de prover à sanação devida, por modo a que não surgissem obstáculos futuros ao pedido de registo de transmissão de posição que se preparava, e que efetivamente acabaria por formular. Por fim, e no que toca à falta de especificação dos bens que integram a herança, que a sra. conservadora também aponta como motivo para negar plena viabilidade ao registo, o recorrente contesta que tal se mostre necessário numa escritura de cessão de quinhão hereditário, tanto mais que também o não é na escritura de habilitação de herdeiros, muito embora seja com base nela que se efetua o registo de aquisição de imóveis por sucessão hereditária. 2/7

3 5. Nada porém que tenha levado a recorrida a alterar a sua posição. Refere, no despacho previsto no art. 142.º-A, do CRP, que apresentada a registo a escritura de cessão de quinhão hereditário, necessário se tornava comprovar que Maria... ( ) era também interessada na herança a que se refere a inscrição Ap. / , inserindo-se na cadeia de transmissões de modo bastante para assegurar, na totalidade, a transmissão da posição de Maria Luísa ( ) a favor de Francisco ( ), o que deveria ser feito mediante a apresentação das certidões das habilitações ou cessões de quinhão hereditário que comprovassem tal situação, sendo porém certo que de tais documentos se deveria ter feito apresentação no prazo legalmente previsto para tanto (cfr. art. 73.º/2, do CRP), que não apenas, como de facto aconteceu, com a entrega do requerimento de recurso hierárquico. Adverte, no entanto, que, de todo o modo, se lhe afigura que a a posição na herança da Mariana, que a Maria Luísa detém, só poderá transmitir-se na totalidade contanto que esta, além do quinhão hereditário na herança de sua mãe (Maria...), outrossim aliene o quinhão hereditário que lhe cabe na herança de seu pai (António L..). Por outro lado, acerca da necessidade de a escritura de cessão conter a especificação dos bens que integram a herança, e de nessa especificação se incluírem as frações autónomas sobre que versou o pedido de registo, insiste em que decorre uma tal exigência do que se dispõe nos artigos 54.º/1 do CN e 44.º/1-b), do CRP. ***** Questão prévia O recorrente fez acompanhar a petição de recurso hierárquico da junção de múltiplos documentos, dentre os quais alguns totalmente estranhos ao processo de registo desencadeado e organizado sob a égide da ap.. do dia 16/07/2014 visto que dele em momento algum fizeram parte, e nenhum relevo por conseguinte puderam ter no processo de formação da decisão que versou sobre o correspondente pedido. É o caso, nomeadamente, das cópias das escrituras de habilitação a que no requerimento se faz referência, e com base em cujo conteúdo o recorrente pretende demonstrar que a transmissão do quinhão hereditário titulado na escritura apresentada coenvolve a transmissão da posição da transmitente no registo em comunhão hereditária a que se reporta a ap. de 23/04/1996. Ora, como se nos afigura evidente, não pode avaliar-se o mérito da qualificação impugnada à luz do contributo prestado por elementos documentais que ao escrutínio do qualificador se não submeteram no tempo próprio ou seja, desde o momento da submissão do pedido até ao momento em que sobre ele se tomou (e executou) a decisão de não o satisfazer nos termos requeridos. O reexame que em sede de recurso hierárquico cabe fazer, seja pelo próprio recorrido, seja sucessivamente pela entidade ad quem, há de necessariamente conter-se, no que ao acervo documental para tanto atendível respeita, dentro do exato âmbito fixado na fase pré-impugnatória. O recurso merecerá provimento, apenas e só, 3/7

4 se puder merecê-lo à vista dos documentos ao tempo reunidos, nunca por virtude de quantos com a respetiva petição supervenientemente porventura se juntem. O valor destes documentos, extemporaneamente apresentados, é pois nulo e nenhuma atenção consequentemente se lhes deve dedicar. Trata-se, verdadeiramente, de elementos espúrios, aos quais, no rigor dos princípios, talvez devesse caber o destino que se prevê no art. 443.º/1 CPC para os documentos impertinentes ou desnecessários (a sua remoção do processo e consequente restituição aos interessados). ****** Não se suscitando adicionais questões prévias ou prejudiciais que obstem ao conhecimento do mérito, impõe-se que sobre o mesmo tomemos posição. O que se faz adotando a seguinte Deliberação 1. Mais do que a pertença a determinados titulares inscritos, o que o registo de aquisição em comum e sem determinação de parte ou direito faz presumir (art. 7.º CRP) é que o prédio pertence a uma determinada herança, a qual se individualiza pela referenciação, como sujeito passivo, do respetivo de cujus é a esta herança que verdadeiramente o registo fica adscrevendo o domínio do bem, independentemente da mutabilidade que se verifique (e / ou se vá verificando) no círculo de atuais interessados (maxime contitulares inscritos). 2. Por conseguinte, a transmissão (inter vivos ou mortis causa) da posição de um dos contitulares da herança a que se reporta o registo de aquisição em comum e sem determinação de parte ou direito, quer ocorra essa transmissão antes ainda da efetuação do registo (de aquisição em comum e sem determinação de parte ou direito) caso em que o beneficiário da transmissão haverá de figurar ab initio como contitular desse registo (de aquisição em comum e sem determinação de parte ou direito) quer ocorra posteriormente caso em que dessa transmissão poderá fazer-se (ao registo de aquisição em comum e sem determinação de parte ou direito) o averbamento previsto na al. e) do n.º 1 do art. 101.º CRP, não faz com que o sujeito transmitente (da posição) se torne ele também, conjuntamente com o de cujus da herança em que o imóvel se integra, em sujeito passivo do registo (de aquisição em comum e sem determinação de parte ou direito). 1 1 As duas iniciais conclusões consistindo aliás a primeira em mera reprodução da também primeira que na deliberação aprovada no processo RP 168/2008 SJC-CT se tirou visam fundamentalmente dar resposta à arguição, pelo recorrente, da ideia de que, como sujeitos passivos do registo de aquisição em comum e sem determinação de parte ou direito, a mais do de cujus em cuja primitiva herança o prédio se integra, devem também figurar todos quantos na titularidade dessa mesma primitiva herança indivisa se forem ao 4/7

5 3. Quando a qualidade de contitular do registo de aquisição em comum e sem determinação de parte ou direito resulte, não de se ser herdeiro do de cujus a cuja herança um tal registo respeita, mas, mediatamente, de se ser herdeiro dum primitivo sucessor (herdeiro) daquele de cujus, a suficiente titulação, para efeitos de registo (leia-se, efetuação do averbamento previsto na al. e) do n.º 1 do art. 101.º CRP), da transmissão da posição na herança a que o registo de aquisição em comum e sem determinação de parte ou direito respeita que seja decorrente (esta transmissão), como seu efeito reflexo ou mediato, daqueloutra transmissão que o contitular daquele registo (de aquisição em comum e sem determinação de parte ou direito) decida fazer do quinhão de que seja titular na herança do sucessor primitivo (herdeiro do de cujus a cuja herança o registo de aquisição em comum e sem determinação de parte ou direito respeita), exige do requisitante (do referido averbamento) a comprovação da ocorrência das diversas vicissitudes transmissivas (mortis causa ou inter vivos) determinantes de que uma transmissão (a da quota na herança do sucessor primitivo) necessariamente provoca a outra (a da posição na herança a que o registo de aquisição em comum e sem determinação de parte ou direito respeita). 2 longo do tempo sucedendo. Não é assim: sujeito passivo dessa inscrição é sempre e só o autor da herança primitiva (ou autores das heranças primitivas, como com frequência sucede relativamente a sujeitos que tenham sido casados em regime de comunhão, na qual o bem se integrasse; cfr., sobre a questão da determinação do sujeito passivo no registo de aquisição em comunhão hereditária, J. SEABRA DE MAGALHÃES, Formulário do Registo Predial, 1972, p ). O equívoco, aliás, não é exclusivo do recorrente: ele resulta patente, por outro lado, da forma como se fez a extratação, para o sistema informático, do registo de aquisição em comum e sem determinação de parte ou direito e conexo averbamento de transmissão de posição, e que se traduziu na instalação, na ficha informática, de um registo de aquisição em comum e sem determinação de parte ou direito subjetivamente transfigurado : a Emília, cujo direito na herança da Mariana se transmitira mortis causa a favor do Francisco (transmissão esta que justamente constituiu o objeto imediato daquele mencionado averbamento), viu-se, na nova inscrição, deslocada do lado activo (do lado dos contitulares do registo de aquisição em comum e sem determinação de parte ou direito), que ocupava a par da Maria Luísa (e onde foi substituída pelo Francisco), para o lado passivo, que passou a ocupar conjuntamente com a Mariana. O registo, na sua versão informática, se não vemos mal, erra assim duas vezes: erra ao estender à Emília a qualidade de sujeito passivo, posto que, com isso, está a dizer que os bens pertenciam também à herança aberta por morte dela quando o que à respetiva herança pertencia era apenas o direito e ação à herança da Mariana; e erra ainda, cremos bem, ao diluir (e, em certo sentido, suprimir) o conteúdo do averbamento de transmissão de posição no conteúdo da inscrição de aquisição em comum e sem determinação de parte ou direito. A nosso ver, na verdade, aos averbamentos especiais a que se reporta o n.º 1 do art. 101.º CRP deve ser dado o tratamento, também para efeitos de extratação, conforme com a natureza, que na substância têm, de verdadeiras inscrições: no processo de extractação deverá consequentemente preservar-se a sua individualidade de ato de registo respeitante a facto jurídico autónomo, distinta da que cabe à inscrição a que se ligam. 2 Tendo em conta a narrativa (e apenas a narrativa pois que aos documentos supervenientes que a suportam, como se viu, não cumpre minimamente atender) que o recorrente faz das vicissitudes de ordem sucessória cuja ocorrência, ao longo do tempo, terá na sua perspetiva conduzido à situação em que a Maria Luísa, ao alienar o quinhão que tem na herança de sua mãe Maria... (se é que não se tratará, com mais rigor, da alienação da herança toda, atenta a sua invocada qualidade de herdeira única), aliena também (reflexa e mediatamente) o direito que a Maria... tinha na herança da Mariana, notar-se-á que, sendo o caso de a Maria... ter aceitado a 5/7

6 4. O que a titulação do mencionado facto (transmissão da posição, a fazer por averbamento à inscrição de aquisição em comum e sem determinação de parte ou direito) já não exige, porém, é a especificação dos bens da herança sobre os quais versa o registo de aquisição em comum e sem determinação de parte ou direito, posto que o direito à herança não incide sobre os bens certos e determinados que dela fazem parte. 3 herança da Mariana (como parece pressupor-se), assiste razão à recorrida quando chama a atenção para o facto de, a assim ter sido, haver um tal direito ingressado na massa dos bens comuns do dissolvido casal que a Maria... formou com o António L (que entre si terão sido casados na comunhão geral), pelo que, bem vistas as coisas, a Maria Luísa, ao que parece, seria (mediatamente) titular de uma posição na herança da Mariana em virtude (por causa) de ser (imediatamente) titular quer da herança de sua mãe, quer da herança do meeiro seu pai. Donde, alienando o quinhão que tem na herança da mãe (ou a herança toda), mas mantendo na sua esfera o direito e ação à herança de seu pai, a Maria Luísa não transmite toda a posição que mediatamente tem na herança da Mariana da qual portanto se manterá como contitular, conquanto de quota menor. Por outro lado, e noutro cenário, se a Maria... faleceu sem ter exercido o direito de aceitar ou repudiar a herança da Mariana (cfr. art º CCivil), já terá sido apenas o direito de suceder nesta herança (da Mariana) e não qualquer quinhão na mesma o que a Maria Luísa, por via da aceitação da herança da Maria... (herdeira da Mariana), adquiriu. Ora, em tal hipótese, o direito de aceitar ou repudiar a herança da Mariana, de que a Maria Luísa passou a ser titular, também não se transmitirá da sua para a esfera jurídica do Francisco, englobado na transmissão do quinhão na herança da Maria...: esse direito (de aceitar ou repudiar a herança da Mariana), se bem vemos, é um direito radicalmente seu, pessoalíssimo e inalienável. Seja porém como for (quer dizer: implique ou não a transmissão titulada na escritura apresentada a reflexa transmissão da posição que a cedente tem na herança a que respeita o registo de aquisição em comum e sem determinação de parte ou direito em vigor, e seja qual for o exato conteúdo dessa transmissão reflexa), do que não pode haver dúvida é de que constitui ónus do apresentante, nos termos gerais (cfr. art. 43.º CRP), a tarefa de carrear para o processo de registo, no tempo devido, toda a documentação demonstrativa (comprovativa) dos factos jurídicos de cuja ocorrência decorrerá o resultado jurídico que constitui objeto imediato do registo que requisita. Ora é para nós evidente que da escritura de transmissão de quinhão hereditário apresentada, isoladamente, nada é possível concluir em relação à verificação da vicissitude da qual se pediu registo: a titulação (a comprovação para efeitos de registo) dessa vicissitude (a transmissão da posição na herança da Mariana), na verdade, exigirá sempre a titulação (a comprovação) de outras precursoras (e pressuponentes) vicissitudes congéneres (de natureza transmissiva), das quais aquela está dependente na sua própria possibilidade. E como nenhum outro documento se juntou, parece que não resta senão concluir pela manifesta não titulação do facto devendo em consequência o registo ser recusado (cfr. art. 69.º/1-b) CRP). Cremos ser esta, na verdade, e não a impugnada (provisoriedade por dúvidas), a qualificação que mais bem se ajusta à incompletude probatória de que o processo de registo, no modo como o apresentante o conformou, se ressente. 3 Não tem o menor cabimento a exigência, supostamente decorrente do disposto nos arts. 54.º/1 do C. do Notariado e 44.º/1-b) do CRP, de que na escritura de cessão de quinhão hereditário (ou, já agora, de qualquer outro título donde decorra a transmissão do direito e ação a uma herança) se especifiquem os concretos bens que integram a herança. É que, como bem se sabe, o direito à herança (analise-se ele na titularidade do direito a suceder ou na titularidade de quinhão em herança aceita) não recai sobre quaisquer bens certos e determinados que a integrem na transmissão do direito à herança o que se transmite é isso e só isso mesmo, enquanto bem a se (cfr. CAPELO DE SOUSA, Lições de Direito das Sucessões, vol. II, 2.ª ed., 1997, p. 90). Exigência que se torna ainda menos compreensível quando, como no caso, a herança da qual se transmite a quota (de cujus Maria..) não é sequer a herança na qual se integram os bens sobre que versa o registo de aquisição em comum e sem determinação de parte ou direito (de cujus Mariana). 6/7

7 Termos em que se propõe a improcedência do recurso. 4 Deliberação aprovada em sessão do Conselho Consultivo de 13 de novembro de António Manuel Fernandes Lopes, relator. Esta deliberação foi homologada em pelo Senhor Vice-Presidente do Conselho Diretivo, em substituição. 4 Tornando-se a decisão definitiva, deverá averbar-se ao averbamento efetuado provisoriamente por dúvidas a sua retificação no sentido da recusa. 7/7

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