FELIPE VALENTINI TOSCANI ESTUDO DO POTENCIAL DE MERCADO DE BOMBONS E TABLETES DE CHOCOLATE POR REGIÕES DO RIO GRANDE DO SUL.

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1 1 UNIJUÍ UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL DACEC DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS, CONTÁBEIS, ECONÔMICAS E DA COMUNICAÇÃO. FELIPE VALENTINI TOSCANI ESTUDO DO POTENCIAL DE MERCADO DE BOMBONS E TABLETES DE CHOCOLATE POR REGIÕES DO RIO GRANDE DO SUL. Prof. Dr. Romualdo Kohler Orientador IJUI (RS) 2012

2 2 Felipe Valentini Toscani ESTUDO DO POTENCIAL DE MERCADO DE BOMBONS E TABLETES DE CHOCOLATE POR REGIÕES DO RIO GRANDE DO SUL. Monografia apresentada ao Curso de Graduação em Economia, do Departamento de Ciências Administrativas, Contábeis, Econômicas e da Comunicação, da Universidade Regional do Noroeste do estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ), requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Economia. Orientador: Prof. Dr. Romualdo Kohler

3 À minha família pelo apoio incondicional, e, à minha esposa pelo incentivo e companheirismo. 3

4 4 AGRADECIMENTOS À Débora Mutter, por todo apoio, carinho e compreensão neste momento, pelo amor e paciência em todas as horas. À minha família, Carolina, Cristan, Marli e em especial meus pais, Antônio e Dalva que tanto apoiaram para que chegasse este momento. À meus professores pelas orientações e ensinamentos e pela prontidão em ajudar quando solicitados. Aos funcionários do Departamento de Ciências Administrativas, Contábeis, Econômicas e da Comunicação pela disponibilidade e boa vontade.

5 5 RESUMO A fim de conhecer mais sobre o produto, no primeiro capítulo, aborda-se um pouco da história do chocolate, o seu surgimento, nomenclatura e sua disseminação pelo mundo, até tornar-se um produto popular e essencial na vida das pessoas. No segundo capítulo, optou-se por esclarecer alguns conceitos referentes às estruturas de mercado. Procura-se retratar os tipos e os aspectos comportamentais do mercado, isto é, de concorrência perfeita e imperfeita, monopólio e oligopólio, além de alguns conceitos de elasticidade. No terceiro capítulo, efetua-se uma comparação entre cinco regiões pré-determinadas, evidenciando a potencialidade do consumo de chocolate no Rio Grande do Sul.

6 6 ABSTRACT To learn more about the product in the first chapter, it talks a bit about the history of chocolate, its appearance, nomenclature and its spread around the world, to become a popular product and essential to people's lives. In the second chapter, it was decided to clarify some concepts related to market structures. It seeks to portray the kinds and behavioral aspects of the market, that is, perfect and imperfect competition, monopoly and oligopoly, and some concepts of elasticity. The third chapter makes a comparison between five pre-determined regions, demonstrating the potential of chocolate consumption in Rio Grande do Sul

7 7 LISTA DE FIGURAS Figura 1 Pote de cacau em forma de lebre. México, Museu Nacional de Antropologia Figura 2 Chocolate imitando barras e moedas de ouro Figura 3 Um cavaleiro e uma dama tomando chocolate. Gravura de Nicolas Guérard ( ). Paris, Biblioteca Nacional

8 8 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Demanda dos bens X e Y Tabela 2 Quantidade demandada Tabela 3 População residente separação por microrregiões e total do Rio grande do Sul Tabela 4 Tabela demonstrativa para cálculo de adição da população de 0 a 9 anos sem renda Tabela 5 População com separação por faixa salarial Tabela 6 Consumo per capta por faixa salaria Tabela 7 Potencial de consumo de chocolate TOTAL por microrregião e faixa salaria Tabela 8 Potencial de consumo de chocolate TABLETES por microrregião e faixa salarial Tabela 9 Potencial de consumo de chocolate BOMBONS por microrregião e faixa salaria Tabela 10 Percentual sobre o consumo total por faixa salarial Tabela 11 Percentual sobre o consumo total de tabletes por faixa salarial Tabela 12 Percentual sobre o consumo total de bombons por faixa salarial Tabela 13 Percentual de cidades por faixa populacional na microrregião e porcentagem da região no estado por microrregião Tabela 14 Contagem de cidades por faixa populacional e por microrregião

9 9 Tabela 15 ranking das 10 cidades com maior potencial de consumo por microrregião e do estado do RS Tabela 16 quantidade de cidades por faixas de potencial de consumo de bombons Tabela 17 Quantidade de cidades por faixas de potencial de consumo de tabletes Tabela 18 Comparativo dos potenciais de consumo por microrregiões Tabela 19 Comparativo percentual dos potenciais de consumo por microrregiões

10 10 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 Curva de Engel Grafico 2 Percentual populacional por faixa salarial nas cinco microrregiões do Estado do Rio Grande do Sul Gráfico 3 Consumo per capta por faixa salarial gráfico elaborado com dados extraídos do IBGE Grafico 4 variação percentual de preço e quantidade e elasticidade de tabletes.. 60 Grafico 5 variação percentual de preço e quantidade e elasticidade de bombom 61 Gráfico 6 Curva de demanda de Tabletes. Fonte: dados da empresa X Gráfico 7 Curva de demanda de Bombom. Fonte: dados da empresa X... 63

11 11 LISTA DE MAPAS Mapa 1 Divisão das microrregiões do Estado do Rio Grande do Sul Mapa 2 População absoluta Mapa 3 Distribuição da população... 52

12 12 LISTA DE SIGLAS A.C.... Antes de Cristo. IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. EUA... Estados Unidos da América IPEA... Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. FEEE... Fundação de Economia e Estatística Rio Grande do Sul SIDRA... Sistema IBGE de Recuperação Integrada UNIJUI... Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul

13 13 SUMÁRIO SUMÁRIO...13 INTRODUÇÃO HISTÓRIA DO CHOCOLATE UM PRODUTO MUITO ANTIGO O CHOCOLATE IMPULSIONANDO O CAPITALISMO O CHOCOLATE NO SÉCULO XIX O CHOCOLATE NO SÉCULO XX SÉCULO XXI: AS PRINCIPAIS INDÚSTRIAS DE CHOCOLATE ATUANTES NO BRASIL AS ESTRUTURAS DO MERCADO E ELASTICIDADE CONCEITOS DE MERCADO ELASTICIDADE ANÁLISE DA POTENCIALIDADE DE CONSUMO DE CHOCOLATE NAS DIFERENTES MICRORREGIÕES DO RIO GRANDE DO SUL DETERMINAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO...48 PERFIL POPULACIONAL DAS ÁREAS Ranking de Consumo...61 CONSIDERAÇÕES FINAIS...65 REFERÊNCIAS...67 APÊNDICES...70

14 14 INTRODUÇÃO Neste trabalho efetua-se uma comparação entre cinco regiões prédeterminadas, evidenciando a potencialidade do consumo de chocolate (bombons e tabletes) no Rio Grande do Sul. Para tanto, utiliza-se métodos analíticos com base em dados censitários. Desse modo, o trabalho foi dividido em três capítulos. A fim de conhecer mais sobre o produto, no primeiro capítulo, aborda-se um pouco da história do chocolate, o seu surgimento, nomenclatura e sua disseminação pelo mundo até tornar-se um produto popular e essencial na vida das pessoas. O nome chocolate vem do grego "Theobroma", que quer dizer "alimento dos deuses. Tudo começou há séculos atrás, na pré-história, seguida das civilizações asteca e maia, mais precisamente no México e na Guatemala. O chocolate se tornou um alimento muito popular e logo era apreciado no mundo inteiro. No segundo capítulo, optou-se por esclarecer alguns conceitos referentes às estruturas de mercado e elasticidade. Nesse capítulo, explicita-se o que é um mercado seu conceito e suas espécies. Analisa-se como funciona a elasticidade do produto em economia. Procura-se retratar os tipos e os aspectos comportamentais do mercado, isto é, de concorrência perfeita e imperfeita, monopólio e oligopólio, além de alguns conceitos de elasticidade. No terceiro e último capítulo, efetua-se uma análise-comparação com objetivo de evidenciar a potencialidade de consumo de chocolate no Rio Grande do Sul, lembrando que serão analisados somente os itens referentes a bombons e tabletes. Para tanto, é feita a divisão do território em cinco microregiões, baseandose em regiões comerciais normalmente divididas pelas indústrias. O problema principal que a pesquisa tentou abordar foi, quais são as variáveis que influenciam no consumo do chocolate no Rio Grande do Sul e quais são as principais diferenças de consumo de tabletes e bombons nas diferentes regiões do estado. Para tanto, a pesquisa vale-se de dados municipais oriundos da

15 15 base estatística do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para assim, prospectar os potencias consumos dos municípios. A metodologia dessa pesquisa consiste em extrapolar esta base para as demais cidades do estado. Desse modo, pretende-se evidenciar o consumo de chocolate (bombons e tabletes), por faixa salarial em cada microrregião do estado, analisando para tanto, a quantidade de pessoas nas faixas salariais e consumo de cada faixa. Os dados utilizados são referentes à cidade de Porto Alegre, e a partir da extrapolação dos mesmos, faremos a análise potencial de consumo de chocolate nas demais cidades do estado estabelecendo assim, sua relação com a faixa salarial dos consumidores. E, desse modo, identificaremos as cidades e regiões com maiores potenciais de consumo dos bens bombons e tabletes.

16 16 1. HISTÓRIA DO CHOCOLATE Um dos maiores tesouros já descobertos foi a semente da planta Teobroma cacao, a fonte original do chocolate. Intenso no sabor, macio na textura, sutilmente perfumado e elegante para se contemplar as pessoas queridas, o chocolate é uma rica fonte de sensível prazer, adorado por quase todos. Além disso, portador de uma histórica antiga e muito rica em suntuosos detalhes UM PRODUTO MUITO ANTIGO Da pré-história ao "tchocolath" asteca e depois aos bombons europeus, o cacau procedente da Amazônia sempre foi um produto lucrativo no Brasil colonial e se transformou posteriormente no chocolate, venerado em todo o mundo. A origem do chocolate faz parte dos enigmas da história. As florestas quentes e úmidas do México, onde os primeiros cacaueiros foram cultivados pelos olmecas (1200 a.c.) à sombra das altas árvores, engoliram todos os vestígios arqueológicos do consumo do cacau. O que restou foi a tradição oral reunida e veiculada pela civilização maia, herdeira das plantações olmecas da costa do golfo do México. No entanto, temos uma certeza: as bebidas achocolatadas já existiam pelo menos desde o século VI a.c., fato comprovado pela descoberta em Belize de um pote com vestígios de chocolate. 1 Posteriormente o cacau, produto nativo da região amazônica, se espalhou pelas florestas tropicais da América, sendo consumido pelas populações indígenas do continente 2. Uma descoberta feita por arqueólogos em Honduras revelou que o cacau já era utilizado em bebidas na América Central cerca de 500 anos antes do que se imaginava. A bebida, no entanto, era diferente do conhecido chocolate consumido em rituais pelos astecas. Os cientistas identificaram 1 HERMÉ, Pierre. Larousse do Chocolate. Editora Larousse. 1ª edição. São Paulo p FRANCE, McFadden, FRANCE, Christine. A maior Enciclopédia do Chocolate. 1ª edição. Porto Alegre. EDELBRA p.08.

17 17 resíduos do composto químico teobromina, encontrado apenas na planta de cacau, em potes de cerâmica datados de 1150 a.c. cinco séculos antes do registro mais antigo de consumo de cacau de que se tinha notícia até então. 3 Existe certa confusão sobre a origem da palavra chocolate. Alguns dicionários afirmam que a palavra vem do Asteca, ou mais precisamente, do Nahuatl, a língua dos astecas. Segundo o filólogo mexicano Ignacio Davila Garibi, os espanhóis construíram a palavra usando o termo Maia chocol juntado com o termo asteca atl. Outra opinião é que chocolate vem da palavra Maia chokola j, que significa beber chocolate junto 4. A palavra Theobroma, em grego, quer dizer alimento dos deuses. Um nome bem adequado. Afinal o cacau, fruto dessa árvore, é a principal matéria-prima na fabricação do chocolate. 5 Já para a civilização Maia do México e da América Central, os deuses foram os primeiros a consumir o cacau, um estímulo para que os homens seguissem esse exemplo. 6 Theobroma Cacao foi a denominação científica dada ao cacau pelo cientista Lineu, no século XVIII. Mas séculos antes disso, os astecas e maias já consumiam e ofereciam aos convivas uma bebida escura, amarga e espumante, simbolizando paz e alta consideração. 7 Os maias que viveram entre os séculos III X foram os primeiros a cultivar o fruto de forma sistemática: usavam as favas como moeda 8 e descobriram que as secando, moendo e misturando com água se obtinha uma bebida fria e espumante, muito semelhante ao chocolate atual denominada "tchocolath". O cultivo do cacau passou ao povo Toltec aproximadamente nos séculos X XII e, posteriormente, aos astecas nos séculos XII XVI. 9 Os astecas cultuavam o deus Quetzalcoatl, personificação da sabedoria e do conhecimento, aquele que lhes teria dado, entre outras coisas, o chocolate. Acreditavam que Quetzalcoatl trouxera as sementes de cacau do céu para o povo, 3 SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO GOVERNO DO PARANÁ. Dia a Dia educação. Origem do chocolate Disponível em Acessado em as 22h48min. 4 UFRGS. A história do chocolate. Disponível em Acesso em as 13h31min. 5 UFRGS. A história do chocolate. Disponível em Acesso em as 23h01min. 6 HERMÉ. Op. Cit. p REVISTA COMÉRCIO EXTERIOR. Informe BB. N 27. p Chocolate bem Brasil. p.05 8 HERMÉ. Op. Cit. p FRANCE, McFadden, FRANCE, Christine. Op. Cit. p

18 18 festejando as colheitas com rituais cruéis de sacrifícios humanos, oferecendo às vítimas taças de chocolate. (Ver Figura 1) Figura 1: Pote de cacau em forma de lebre. México, Museu Nacional de Antropologia. 10 Quando os colonizadores espanhóis chegaram à região que hoje é o México, além da abundancia de metais preciosos que acentuaram a cobiça dos europeus, se depararam com um novo alimento que se transformaria em ouro negro para seus produtores: o chocolate. (...) a prova da relação com o ouro pode ser vista atualmente com os fabricantes de chocolate, especialmente o suíço, que vendem imitações de barra de ouro e moedas de chocolate embrulhadas em papel dourado 11 Figura 2: Chocolate imitando barras e moedas de ouro HERMÉ, Pierre. Op. Cit. p FRANCE, McFadden, FRANCE, Christine. Op. Cit. p Imagem disponível em

19 19 Acredita-se que Cristóvão Colombo tenha sido o primeiro europeu a experimentar o cacau e a famosa bebida oriunda dele: o chocolate. Em 1502, na sua quarta e última viagem à América, Colombo surpreendeu uma grande embarcação que transportava produtos agrícolas, incluindo grãos de cacau. Ele se apoderou dos produtos e levou o cacau para a Espanha. Mas o chocolate demorou para se tornar popular na Europa. Alguns anos depois o conquistador espanhol Hernando Cortez presenteou o rei com vários baús cheios de grãos de cacau. Desta vez as sementes foram reconhecidas como um tesouro pela corte.13 Ao lado do Café e do Chá, o consumo de chocolate com o passar do tempo tornou-se um hábito cultural. Durante a Idade Moderna, foi transposto das colônias da América e da Ásia para o restante do mundo, em um intercâmbio de espécies animais e vegetais, além do vai e vêm de pessoas e costumes. Mas o consumo do chocolate pelo homem é antigo, embora somente em um período relativamente recente a ciência tenha concentrado sua atenção sobre a planta que lhe serve de matéria prima; o cacau. 14 Até espalhar-se pelo mundo, o cacau percorreria um longo caminho, antes foi introduzido na Espanha, em 1528, pelos conquistadores de Cortez, propagandose lentamente por toda a Europa. De acordo com historiadores, depois do primeiro embarque oficial de grãos de cacau, em 1585, da cidade de Vera Cruz, no México, para Sevilha, na Espanha, o chocolate tornou-se conhecido em outros países da Europa O CHOCOLATE IMPULSIONANDO O CAPITALISMO. A popularização do chocolate caminhou unida com dois produtos próximos: o chá e o café; juntos impulsionaram o capitalismo desde seu inicio. Embora possamos situar a constituição do sistema capitalista ainda na antiguidade, uma Acessado em 30/04/2012 as 19h19min. UFRGS. A história do chocolate. Disponível em Acesso em as 23h21min 14 RAMOS, Fábio Pestana. No tempo das especiarias. São Paulo: Contexto, UFRGS. A história do chocolate. Disponível em Acesso em as 23h01min.

20 20 visão convencional fixaria sua origem a partir do mercantilismo ibérico, conduzindo a revolução industrial na Inglaterra. Neste sentido, as cidades italianas de Gênova, Florença e Veneza, a partir da conjuntura das Cruzadas, instituíram um intenso intercâmbio comercial com os comerciantes muçulmanos 16. Os produtos que seriam intermediados pelas cidades italianas para o resto da Europa estariam restritos a algo que hoje nos parece comum; temperos ou especiarias. 17 Comércio este que propiciou um acúmulo de capital nunca antes observado pela humanidade. Produtos considerados tropicais, chá, chocolate e café foram introduzidos em épocas diferentes na Europa por portugueses e espanhóis, mas, o seu exotismo garantiu sempre altos lucros, tornando-se símbolo de status entre a elite europeia no século XVII. Segundo a historiadora ALGRANTI 18 : O chocolate (bebida feita com o cacau) tem toda uma dimensão religiosa e ritualística na cultura indígena e foi levado do México para a Espanha, onde não só a receita se transformou, mas o seu significado também. Já era um produto de consumo das elites na América e continuou sendo por algum tempo na Europa. Na Espanha do século XVI, havia uma série de leis que dificultavam e até impediam a venda do cacau para segmentos mais inferiores da sociedade. O consumo do chocolate chegou à França no século XVII e se tornou uma das bebidas reconfortantes mais apreciadas pela nobreza. Há todo um debate, entre os séculos XVI e XVII, sobre se o consumo do chocolate rompia ou não o jejum. Tomar chocolate tornou-se um hábito da nobreza, em virtude do alto custo do produto no período. (Ver figura 2). Durante todo o século XVI, os espanhóis conservaram para si esta preciosa iguaria, não querendo compartilhá-la com outros países. Durante o período em que os espanhóis monopolizaram o comércio do cacau, a cultura foi implantada em várias regiões da América, notadamente na Venezuela, Equador e São Domingos, contudo, os franceses e ingleses, que também dominavam territórios tropicais, logo se tornaram concorrentes FRANCE, McFadden, FRANCE, Christine. Op. Cit. p RAMOS. Op. Cit. 18 Algranti, Leila Mezan. Entrevista: Não dá pra congelar o tempo. Revista de História Disponível em Acessado em as 23h32min 19 BATISTA, Ana Paula Sabbag Amaral. Chocolate: sua história e principais características. Monografia de pós- graduação latu sensu. Universidade de Brasília p

21 21 Figura 3: Um cavaleiro e uma dama tomando chocolate. Gravura de Nicolas Guérard ( ). Paris, Biblioteca Nacional. 20 A partir da Revolução Industrial no século XVIII, o ritmo de vida das pessoas nos centros urbanos tendeu a acompanhar a aceleração rápida dos avanços tecnológicos. O novo ritmo de vida criou uma grande procura por bebidas estimulantes que permitissem conservar-se trabalhando e acordado por longos períodos, iniciando assim, a popularização do chocolate e do chá, acompanhados, pouco depois, pelo café. 21 O casamento, em 25 de outubro de 1615, do rei Luís XIII, da França, com a infanta da Espanha, Ana da Áustria, selou a conquista do chocolate pela França. A pequena rainha, de apenas 14 anos, adorava chocolate e trouxera da Espanha tudo o que era necessário à sua preparação. Os cortesãos, para ganhar a sua simpatia, adotaram a sua bebida preferida. Ela passou a fazer parte da corte. Tanto é que um dos convites mais requisitados em Paris era para o chocolate de Sua Alteza Real. Em 1660, o filho de Ana da Áustria, Luís XIV, que subira ao trono, casou-se com outra princesa espanhola, Maria Teresa. Esta segunda união ibérica acabou firmando de vez o domínio do chocolate na França HERMÉ, Pierre. Larousse do Chocolate. Editora Larousse. 1ª edição. São Paulo p RAMOS, Fábio Pestana. No tempo das especiarias. São Paulo: Contexto, BATISTA, Ana Paula Sabbag Amaral. Chocolate: sua história e principais características. Monografia de pós- graduação latu sensu. Universidade de Brasília p

22 22 O governo espanhol mantivera o comércio de chocolate fechado. E, para sustentar o seu monopólio, instituiu taxas pesadas de importação, de forma que ele continuou ainda durante muito tempo uma bebida das classes privilegiadas. Como se não bastasse, os estoques de sementes de cacau da Espanha eram limitados, encarecendo o seu custo. 23 Somente na virada do século XVII, o consumo de chocolate começou a ser democratizado, rivalizando com os cafés, apareceram em Londres às casas de chocolate. Elas o tornam um artigo relativamente barato na Inglaterra. As casas ofereciam comida e bebida, além de jogos de carta e dados e muita conversa sobre tudo: da poesia à fofoca, da política aos negócios. 24 (...) a alta sociedade londrina desceu do pedestal para frequentar as primeiras Chocolate houses. Clube político, casino e templo do chocolate a um só tempo 25. As casas de chocolate londrinas se transformam no centro da vida social. Modelo copiado, em seguida, na Bélgica, Suíça, Alemanha, Itália e Áustria. Para possibilitar a manutenção do novo hábito, outros países europeus começaram a plantar cacau. Os belgas no Congo, os holandeses no Ceilão, Java, Sumatra e Timor, os ingleses nas Índias Orientais, os alemães em Camarões e os franceses na Martinica e em Madagascar. 26 Os portugueses, já firmemente no controle do Brasil, plantaram seus cacaueiros inicialmente em São Tomé e Príncipe, duas ilhas na costa oeste da África. No Brasil, o cacau já existia em estado nativo na Amazônia quando os portugueses chegaram a América, sendo considerado pelos primeiros colonizadores como uma das drogas do sertão. O cacaueiro, da família das esterculiáceas, é nativo das regiões tropicais da América Central e do Sul. Antes do descobrimento do Brasil ele era encontrado em estado selvagem no Amazonas e Pará. No final do século XVIII foi levado do Pará para a Bahia. 27 As primeiras sementes de cacau chegaram ao sul da Bahia no final do século XVII, onde o clima e a qualidade do solo apresentavam as condições ideais 23 RAMOS Op. Cit. 24 BATISTA, Ana Paula Sabbag Amaral. Op. Cit. p HERMÉ. Op. Cit. p FRANCE, McFadden, FRANCE, Christine. Op. Cit. p UFRGS. A história do chocolate. Disponível em Acessado em às 19h15min

23 23 para seu cultivo. A partir de meados do século XVIII, o cacau passou a ser o símbolo de status e riqueza dos coronéis, que governavam grandes fazendas na região de Ilhéus e Itabuna. 28 Os jesuítas instalados no norte do Brasil, por exemplo, iniciaram a formação de riquezas consideráveis em função da extração e comercialização do cacau, embora, posteriormente, o cacau tenha sido relegado a um plano secundário em função de atividades extrativistas como a borracha e castanha-do-pará, devido aos lucros mais acentuados. Hoje, a produção amazônica não representa mais que 2% do total do cacau brasileiro. 29 O Brasil já foi o maior produtor de cacau do mundo. Atualmente sua produção encontra-se em decadência. A maioria das lavouras, localizadas no Sul da Bahia, nas regiões de Ilhéus e Itabuna, foi atacada pela Vassoura-de-bruxa, praga resistente a qualquer tipo de defensivo. O fungo Crinipellis perniciosa ataca os frutos, as folhas e os brotos de cacaueiro. Essa praga chegou à região em 1989 e já infectou 95% das lavouras. 30 Entretanto, somente no final do século XIX a produção se ampliou definitivamente, ocasionando o tempo do chocolate entre os brasileiros, um período em que grandes fazendeiros baianos enriqueceram e tornaram-se poderosos coronéis. No restante do mundo, os séculos XVIII e XIX foram marcados pelos constantes aprimoramentos na composição do chocolate. Acredita-se que o chocolate chegou ao Reino Unido na segunda metade do século XVII, sendo que a primeira fábrica de chocolate inglesa surgiu em Pouco à pouco, a produção artesanal deu lugar à produção em massa, e por volta de 1730 seu preço já era acessível a boa parte da população. A invenção da prensa de cacau em 1828 diminuiu ainda mais os custos de produção. 31 Em 1765, um médico, James Barker de Dorchester, se associou a um fabricante de chocolate recém-chegado da Irlanda, John Honnon, fundando a primeira fábrica de chocolate dos EUA: a Companhia Barker. Naquela época, o chocolate já podia ser consumido temperado com cravo ou almíscar, dissolvido em vinho ou leite quente. Os espanhóis, por acharem a bebida indígena muito amarga, 28 HERMÉ. Op. Cit. p FRANCE, McFadden, FRANCE, Christine. Op. Cit. p UFRGS. A história do chocolate. Disponível em Acesso em as 19h56min. 31 HERMÉ. Op. Cit. p.18.

24 24 substituíram a pimenta pelo açúcar. Por quase um século eles guardaram esse segredo O CHOCOLATE NO SÉCULO XIX. No século XIX, algumas pessoas misturavam o pó do chocolate com os mais diversos compostos, conferindo um sabor desagradável ao solvê-lo em água quente, com a finalidade de vendê-lo como remédio, já que pela ótica popular todo medicamento tinha gosto ruim. O pó embalado com um falso selo de aprovação de um suposto médico especialista era vendido com misturas estranhas, como tapioca, abacate ou pimenta, sob a classificação de chocolate medicinal. 33 No final do século XIX, depois da transformação do chocolate em barra ou tabletes, sendo antes consumido apenas em estado liquido, hospitais e sanatórios se interessaram por seus supostos benefícios para a saúde, alardeados pelos golpistas, comprando os chamados chocolates medicinais em larga escala para distribuí-los aos doentes. 34 O exército e a marinha da Inglaterra e dos Estados Unidos da América também se interessaram, primeiro adotando o chocolate medicinal para ser distribuído para aqueles que precisavam de reforço energético, depois incorporando as barras de chocolate às rações diárias de campanha fornecida aos soldados. Em 1914, com a Primeira Guerra Mundial, aconteceu o fim da expansão das indústrias de chocolate. Foram feitas restrições às exportações do produto. Tabletes de chocolate passaram a fazer parte da ração de emergência dos soldados americanos em serviço. 35 Em 1819, François Louis Cailler abriu a primeira fábrica de chocolates suíços. Sete anos depois, em 1826, Philipp Suchard começou a fazer chocolate misturado com avelãs moídas. Depois que, em 1828, o químico holandês Coenraad van Houten inventou uma prensa de parafuso que permitia obter o pó do chocolate, 32 UFRGS. A história do chocolate. Disponível em Acesso em as 23h01min. 33 HERMÉ. Op. Cit. p FRANCE, McFadden, FRANCE, Christine. Op. Cit. p BATISTA, Ana Paula Sabbag Amaral. Op. Cit. p.13

25 25 iniciando também o comercio da manteiga de cacau. Em 1875, Daniel Peter e Henri Nestlé inventaram o chocolate ao leite na Suíça. Em 1891 surge a primeira fábrica de chocolates do Brasil, a Neugebauer, fundada por imigrantes alemães no Rio Grande do Sul. 36 Cada vez melhor, mais macio, saboroso e cheio de ingredientes, a fabricação de chocolate, que começara em pequenas oficinas com simples equipamentos, se tornou um negócio de corporações e filiais internacionais. A industrialização exigia urgente expansão das lavouras de cacau, o que, somado ao aumento do consumo nos Estados Unidos da América, possibilitou o crescimento da produção do cacau no mundo todo no século XX O CHOCOLATE NO SÉCULO XX. O inicio da Primeira Guerra Mundial transformou o chocolate em ração militar de emergência entre os norte-americanos, mas o chocolate era demasiado irresistível para ser guardado sem ser comido. Afinal, ele fora aprimorado para se tornar o mais saboroso possível. Os soldados raramente guardavam seus tabletes para uma crise futura, devoravam tudo rapidamente ao menor sinal de fome, o que inspirou, em 1934, o capitão Paul Logan a inventar uma fórmula de ração à base de chocolate, muito energética e, o mais importante, pouco atrativa ao paladar 37. Era uma mistura de chocolate, açúcar, leite em pó desnatado, manteiga de cacau, vanilina, aveia e vitamina B1, foi batizada de "Ração D". Aproveitando-se das necessidades dos norte-americanos, na década de 1920, os baianos chegaram a produzir 60 mil toneladas de cacau por ano, ampliando a safra para 105 mil toneladas, em 1940, graças à eclosão da Segunda 36 Funke, Katherine. Revista Galileu. Breve história do chocolate: Do nascimento na América do Sul ao chocolate inalável, passando pelo ovo de páscoa. Disponível em; BREVE+HISTORIA+DO+CHOCOLATE.html Acessado em ás 21h05min. 37 BATISTA, Ana Paula Sabbag Amaral. Op. Cit. p.14.

26 26 Guerra Mundial, e 180 mil uma década depois, colocando o Brasil entre os maiores produtores, correspondente a 40% da produção mundial da época. 38 Embora a produção cacaueira brasileira tenha alavancado todo um contexto sociocultural e econômico até hoje ainda presente nas regiões produtoras, gradualmente, perdeu espaço para a África, apesar do Brasil ainda ocupar um lugar importante no cenário mundial, sendo o único país produtor de cacau a industrializálo. Enquanto no Brasil, o cacau possibilitou o aparecimento dos grandes coronéis no litoral baiano, no cenário norte-americano, a chegada da Segunda Guerra Mundial fez a Companhia Hershey, importante fabricante nos EUA, receber uma tarefa especial do exército americano: desenvolver uma nova ração de chocolate que sustentasse os soldados, no caso de falta total de alimentos, e que pudesse ser carregada em seus bolsos, sem derreter. 39 O chocolate circulou por todas as partes, nas frentes de batalha e dentro dos lares, sendo recomendado como um fortificante incomparável na reposição de energia 40. Em 1945, terminada a guerra e as barreiras ao desenvolvimento das indústrias chocolateiras. Os fabricantes, libertos dos racionamentos impostos pela guerra e das restrições feitas às exportações, aumentam a produção, tornando o chocolate um dos produtos mais populares em todo o mundo. 41 Na segunda metade do século XX, o chocolate ganhou sabores especiais, de acordo com a cultura local, originando o que hoje conhecemos como chocolates clássicos. (...) No final do século XX, o chocolate já havia percorrido o globo terrestre, chegando ao Oriente Médio e ao Extremo Oriente. A China foi um dos últimos redutos do mundo a se render à receita à base de cacau.42 Atualmente, os preços do cacau vêm sofrendo sucessivas perdas anuais, em função principalmente de seguidas safras recordes, especialmente na África. A despeito de 60% das importações de cacau serem feitas por apenas 5 países: Estados Unidos da América, Holanda, Alemanha, Inglaterra e França RAMOS. Op. Cit. 39 BATISTA, Ana Paula Sabbag Amaral. Op. Cit. p Idem. p Ibidem. p HERMÉ Op. Cit. p RAMOS, Fábio Pestana. Op. Cit.

27 27 Embora o cacaueiro seja muito suscetível a mudanças de temperatura bruscas e as pragas, há, hoje, um relativo equilíbrio entre a demanda e a oferta de cacau, ensaiando uma recuperação nos preços em médio prazo. O consumo do chocolate cresce de forma vegetativa, estimulando os ganhos de produtividade e o aumento de estoques físicos em praticamente todos os países produtores de cacau SÉCULO XXI: AS PRINCIPAIS INDÚSTRIAS DE CHOCOLATE ATUANTES NO BRASIL Foi somente partir da segunda metade do século XIX que algumas fábricas de chocolate foram instaladas no Brasil. Existem hoje 38 grandes indústrias no Brasil, que exportam seus produtos para 174 países. 44 Abaixo pode acompanhar um pouco a história das seis principais indústrias atuantes no Brasil. A história da tradicional LACTA começou no dia 21 de janeiro de 1912 com a fundação no bairro paulista da Vila Mariana da Societè Anonyme de Chocolats Suisses por um grupo liderado pelo cônsul suíço Achilles Izella, que tinha como objetivo oferecer aos consumidores brasileiros chocolates com a mesma qualidade dos importados. 45 Somente em 1917 foi concedido o registro da marca LACTA, que acabou estampada no primeiro anúncio luminoso instalado na cidade de São Paulo. Foi a partir deste ano, que os chocolates, antes importados, passaram a ser produzidos localmente. Pioneira na fabricação de chocolates em escala industrial no Brasil, ao longo dos próximos anos a empresa introduziria no mercado produtos que se tornaram ícones da sociedade brasileira. 46 Em 1996 a poderosa empresa americana Kraft Foods assumiu o controle acionário da LACTA, que até então pertencia a família do ex-governador do estado de São Paulo, Adhemar de Barros. Sob o comando da empresa americana, a 44 TALARICO, Simone. Dados disponíveis em Acessado em as 19h29min. 45 Disponível em Acessado em as 19h46min. 46 Idem.

28 28 LACTA começou a inovar e ampliar rapidamente sua linha de produtos para outras categorias. 47 Em 2008, a LACTA trouxe novas e modernas embalagens para toda sua linha de tabletes, oferecendo um inovador e exclusivo sistema abre-fecha, que mantinha toda a cremosidade do chocolate mesmo depois de aberto. Em 2012 a tradicional LACTA comemora 100 anos de existência oferecendo uma enorme variedade de delícias. 48 O nome NESTLÉ, em alemão, significa pequeno ninho. Henri Nestlé iniciou a produção industrial em larga escala somente em 1867, com a fundação da Sociedade Henri Nestlé na pequena cidade suíça de Vevey. Para personificar o negócio, ele usou o brasão de sua família, que continha a figura de um ninho. Nesta época, a Farinha Láctea se revelou eficaz na alimentação das crianças nos primeiros meses de vida e, com o enorme sucesso, logo passou a ser exportado para outros países da Europa como Alemanha, França e Reino Unido. 49 A NESTLÉ abriu um escritório em Londres, em 1868, que nos cinco anos seguintes, controlou as exportações para a América do Sul e Austrália, vendendo, no ano de 1873, caixas do produto na Europa, Estados Unidos, Argentina, México e para as Índias Neerlandesas. Em 1874 a empresa iniciou a produção de um de seus produtos de maior sucesso, o leite condensado (Condensed Milk). 50 Com a Primeira Guerra Mundial, a demanda por alimentos aumentou muito, principalmente na forma de contratos com governos, e ao final do conflito, a produção da NESTLÉ havia mais que dobrado. Em 1929 o chocolate se tornou o segundo produto mais importante da empresa suíça, com a aquisição da Peter, Cailler, Kohler e Chocolats Suisses S.A., criando uma das maiores empresas de chocolate do mundo. 51 Ao final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, a NESTLÉ já possuía 40 fábricas espalhadas pelo mundo e duplicara sua produção desde Neste período a empresa entrou em uma era de forte crescimento, principalmente através de aquisições de marcas famosas como a MAGGI e toda sua linha de produtos, em 47 Ibidem 48 Ibidem. 49 Disponível em Acessado em as 21h23min. 50 Idem. 51 Ibidem.

29 ; a Findus, ingressando assim no mercado de comidas congeladas, em 1963; participação na empresa que engarrafava a água mineral Vittel, em 1969, ingressando assim no mercado de águas minerais; da importante indústria de conservantes e sucos de frutas Libby s, em 1971; e da marca de alimentos congelados Stouffer s, em Nesta altura a NESTLÉ era um gigante mundial. 52 Voltada essencialmente para a nutrição humana, a empresa, que adotou oficialmente o nome NESTLÉ S.A. em 1977, diversificou suas atividades a partir desta década, passando também a atuar nos segmentos farmacêutico (Laboratórios Alcon, adquirido em 1977 e vendido recentemente para a Novartis por US$ 28.1 bilhões), cosmético (L'Oréal da qual é acionista desde 1974) e de alimentos para animais de estimação (Carnation, adquirida em 1985 e proprietária das marcas Friskies e Alpo). Em 1988 comprou a italiana Buitoni-Perugina, renomada empresa fabricante de massas e artigos de confeitaria, e também a Rowntree, icônica empresa inglesa de chocolate, café e grãos, caramelos e pastilhas confeitadas, que transformou a NESTLÉ em líder mundial no mercado de chocolates. 53 A década de 90 tem início com novas aquisições, como em 1992 quando comprou a francesa Perrier, tradicional fabricante de águas com gás. Cinco anos depois, torna-se líder de mercado no segmento de águas ao adquirir a italiana San Pellegrino. No seguimento aumentou sua participação no segmento de Petfood, e, em 1998, adquiriu a Spillers Petfoods, fabricante alimentos para cães e gatos. Pouco depois, em 2001, se uniu a tradicional Ralston-Purina para formar a maior empresa de Petcare do mundo. 54 Com a chegada do novo milênio, a NESTLÉ deu continuidade ao seu processo de expansão, especialmente na América do Norte, com a aquisição da marca de sorvetes Dreyer s, a empresa Chef America, tradicional fabricante de produtos congelados, e, mais recentemente a divisão de pizzas congeladas da Kraft Foods na América do Norte. Também recentemente, a empresa inaugurou, ao custou de aproximadamente US$ 46 milhões, o Centro de Excelência em Chocolate em Broc, na Suíça. Esse foi o primeiro centro de pesquisa e desenvolvimento da 52 Ibidem. 53 Ibidem. 54 Ibidem.

30 30 NESTLÉ inteiramente dedicado ao desenvolvimento de chocolates finos e premium. 55 A história da marca GAROTO começou no dia 16 de agosto de 1929, quando o imigrante alemão Henrique Meyerfreund fundou a fábrica de balas H. Meyerfreund & Cia, num galpão localizado na Prainha, cidade de Vila Velha, estado do Espírito Santo. As primeiras balas eram vendidas por meninos, em tabuleiros, nos pontos de bonde de Vila Velha e assim logo passaram a ser chamadas balas Garoto. Rapidamente as balas passaram a ser distribuídas para casas comerciais, tanto da capital como das cidades do interior do estado. Em 1934, Henrique recebeu uma herança de seus pais e comprou máquinas para a produção de chocolates. 56 Dois anos depois, conseguiu financiamento para montar uma fábrica mais moderna no bairro da Glória, local onde, até hoje, está o parque industrial da empresa. Com nova infra-estrutura e produtos à base de chocolate, a empresa entrou numa fase de grande desenvolvimento. Em 1938, os negócios foram impulsionados pela entrada na sociedade de Günther Zennig que, além de capitalizar o negócio, permitindo novos investimentos na modernização da estrutura produtiva e comercial, trouxe uma nova visão empresarial à empresa. 57 O ciclo inicial de prosperidade da H. Meyerfreund só foi interrompido na época da Segunda Guerra Mundial ( ). Por sua origem alemã, Henrique foi detido no presídio de Maruípe e a fábrica passou a ser gerida por interventores federais. Terminado o conflito, a empresa novamente seguiu um ritmo de intenso crescimento. Em 1962, a empresa sofreu a grande perda de Zennig, falecido em um acidente aéreo ao retornar de uma viagem de negócios. No mesmo ano, a Meyerfreund transformou-se em uma sociedade anônima de capital fechado e passou a ser CHOCOLATES GAROTO S/A. 58 Ainda na década de 1960, os filhos de Henrique Meyerfreund - Helmut e Ferdinand - passaram a dividir responsabilidades com o pai. Em 1972, exportou pela primeira vez manteiga e torta de cacau para a América do Sul e Estados Unidos. A partir de 1978, também passou a exportar produtos acabados para vários países do 55 Ibidem. 56 Disponível em Acessado em as 16h23min. 57 Idem. 58 Ibidem.

31 Aires. 61 Em 1958, a ARCOR, que havia modernizado sua linha de produção com 31 mundo. Nas décadas seguintes, a GAROTO ampliou e modernizou suas instalações industriais e seus processos produtivos, adotou novas políticas comerciais e marcou presença em todo o mercado nacional e internacional. Investindo continuamente em tecnologia, nesse período foram lançados novos produtos e consolidada a estrutura comercial da GAROTO. 59 Em 1989, foi inaugurado um moderno Centro de Distribuição em São Paulo, para atender os estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Nos últimos anos, a GAROTO tem investido no aumento da produção de chocolates, principalmente na linha de bombons, e desenvolvimento de novos produtos. Nos últimos anos, uma linha de fabricação de coberturas hidrogenadas foi adquirida. Em 2009, a GAROTO completou 80 anos. 60 A empresa ARCOR foi fundada no dia 5 de julho de 1951, em Arroyito, um pequeno povoado de quatro mil habitantes na província de Córdoba, na Argentina, sob a liderança de Fulvio Salvador Pagani, filho de um padeiro e descendente de italianos, com o apoio de um grupo de empreendedores compostos pelos irmãos Modesto, Pablo e Vicente Maranzana, além de Mario Seveso e Enrique Brizio. O nome ARCOR é a junção das iniciais de Arroyito (o nome do povoado) e Córdoba (a província). O processo de expansão foi lento, porém constante, começando primeiro pela região interior da Argentina e bem mais tarde chegando à capital Buenos equipamentos europeus para atender a crescente demanda. No ano de 1964 a empresa realizou suas primeiras vendas de matérias-primas para o exterior, participando também de feiras internacionais em seu segmento. O resultado desse investimento pode ser visto em 1968, quando suas guloseimas começaram a ser exportadas para os Estados Unidos. Pouco depois, em 1970, a ARCOR iniciou a produção de chocolates em barras, expandindo depois para a fabricação de bombons, e mais tarde, ovos de páscoa e até panetones. A partir desta década, já 59 Ibidem. 60 Ibidem. 61 Disponível em Acessado em as 19h22min.

32 Chile. 63 A história da Neugebauer (atual Vonpar Alimentos) 64 começa como todas as 32 com várias fábricas instaladas na Argentina, começou a expandir-se timidamente na América do Sul, fixando-se no Paraguai (1976) e Uruguai (1979). 62 Em 1981, desembarcou no Brasil, adquirindo a Nechar Alimentos, uma fábrica de balas em Rio das Pedras, no interior paulista. Em 1989 a empresa ingressou no mercado chileno. A década de 90 começou de forma trágica com a morte do fundador da empresa em um acidente no dia 29 de dezembro. Seu filho mais velho, Luis Alejandro Pagani, assumiu o comando da empresa. Em 2004, o Grupo Arcor e a Danone se uniram nas divisões de biscoitos da Argentina, Brasil e grandes histórias, há muito tempo. A mais antiga fábrica de chocolates do Brasil foi fundada pelos irmãos imigrantes alemães Franz, Ernest e Max Neugebauer, e o sócio Fritz Gerhardt, em setembro de Quando o técnico confeiteiro alemão Franz Neugebauer chegou a Porto Alegre, em 1887, conversou com as autoridades municipais e percebeu o interesse que tinham na implantação de novas indústrias. Foi então, que passou a desenvolver seus planos para fabricar produtos alimentícios. 65 Após conseguir o local, um prédio onde antes funcionara uma escola, Franz Neugebauer escreve a seus familiares na Alemanha, pedindo ao seu irmão Ernest que se especializasse no ramo de confeitaria e chocolates e ao seu irmão Max que viesse para o Brasil, com a finalidade de iniciarem a indústria. 66 E assim, Franz e Max Neugebauer, juntamente com o amigo Fritz Gerhardt, fundaram a firma Neugebauer Irmãos & Gerhardt, em 17 de setembro de O início das atividades foi de lutas e obstáculos, contudo conseguiram ampliar a produção, principalmente depois da chegada de Ernest ao Brasil, trazendo novas técnicas e aumentando o capital da empresa. Em 1896, com o grande sucesso alcançado, a fábrica expandiu-se e adquiriu mais um prédio e, com a saída de Fritz Gerhardt, mudou a razão social para Neugebauer & Irmãos Idem 63 Ibidem 64 Acessado em as 19h44min. 65 Idem. 66 Ibidem. 67 Ibidem.

33 33 No início do século XX, com o pleno êxito dos negócios, a fábrica já não comportava o aumento das vendas e era preciso crescer mais. Em 1903, adquiriram mais um terreno e deu-se início a construção do prédio de dois andares, que por muito tempo foi o maior do bairro Navegantes, em Porto Alegre. Nas novas instalações, ampliaram a área industrial e abriram a primeira loja de produtos. Com o sucesso alcançado, os irmãos Neugebauer foram vitoriosos com sua fábrica, hoje a mais tradicional indústria de chocolates do país. 68 Em setembro de 2002, a empresa foi adquirida pela Florestal Alimentos, de Lajeado (RS), e ultrapassou as fronteiras do território brasileiro. Posteriormente, no final do ano de 2009, o Grupo Vonpar, que controla a Vonpar Refrescos franqueada da Coca-Cola, comprou três empresas gaúchas do segmento de alimentos: Mu-Mu, Wallerius e Neugebauer. A MU-MU é especializada na produção de doce de leite, doce de frutas, geleias, barras de cereais e leite; a Wallerius em pirulitos, chicletes, drops e balas. E a Neugebauer, é a fábrica de chocolates mais antiga do Brasil. As três empresas fazem parte da recém-criada Divisão de Alimentos, braço do Grupo Vonpar para este segmento. 69 A história da HERSHEY S começou em 1876, quando Milton Snavely Hershey, um jovem confeiteiro de apenas 19 anos nascido em uma fazenda, abriu uma pequena loja que vendia bombons e doces na cidade da Filadélfia, estado da Pensilvânia. A loja não teve vida longa, fechou depois de seis anos e Milton se mudou primeiro para a cidade de Denver e depois para Nova York, onde trabalhou em uma fábrica de caramelo. Em 1886 se mudou, novamente, para a cidade de Lancaster na Pensilvânia, e abriu sua própria fábrica de caramelos chamada Lancaster Caramel Company, introduzindo no mercado o Hershey s Crystal. 70 A história começaria a mudar em 1893, após ele visitar a feira Columbian Exposition em Chicago, na qual ficou fascinado por uma máquina alemã de fazer chocolate. Não demorou muito ele comprou os equipamentos alemães e no ano seguinte, exatamente no dia 9 de fevereiro fundou oficialmente a HERSHEY 68 Ibidem. 69 VONPAR IMPRENSA. Disponível em Acesso em as 20h22min 70 Disponível em Acessado em as 22h32min

34 leite. 72 Animada com o potencial de chocolate ao leite, que na época era um 34 CHOCOLATE COMPANY, instalada ao lado da fábrica de caramelos, produzindo além de cobertura de chocolate, chocolate em pó, chocolate ao leite e meio amargo, e chocolate para culinária. Com isso, ele vendeu sua fábrica de caramelos, confeitos que ele acreditava apenas ser uma tendência passageira no mercado americano, em 1900 por cerca de US$ 1 milhão (em valores atuais corresponderia a US$ 24 milhões), e se concentrou somente na produção de chocolates e derivados. Foi nesse mesmo ano que o mercado americano conheceu a primeira barra de chocolate ao leite HERSHEY S. 71 Com o dinheiro da venda de sua fábrica de caramelo ele adquiriu aproximadamente acres (160 km ²) de terras, localizados cerca de 30 quilômetros a noroeste de Lancaster, perto de seu local de nascimento, em Derry Church (que no ano seguinte foi renomeada Hershey), no coração da Pensilvânia. Tendo em vista o potencial da região ele vislumbrou que poderia obter ali as grandes quantidades de leite fresco necessários para aperfeiçoar e produzir o chocolate ao produto de luxo praticamente exclusivo da Suíça e pouco acessível a população de um modo geral, ele começou na base da experimentação a desenvolver uma fórmula para fabricar o chocolate de leite e vender ao público americano. Através de inúmeras tentativas e erros, ele finalmente criou sua própria fórmula de chocolate ao leite. Em 2 de março de 1903, ele começou a construção da sua fábrica. 73 Com a fábrica já instalada e produzindo, em 1905, ele passou a conceber um modelo para a fabricação de chocolate utilizando as mais recentes técnicas de produção em massa, que tornou o produto acessível a todos, fazendo da HERSHEY S um verdadeiro exemplo de sucesso. Nos anos seguintes a empresa continuou a crescer produzindo uma grande variedade de produtos à base de chocolate, entre eles as barras de chocolate ao leite com amêndoas, sendo a primeira empresa a comercializar seus produtos nacionalmente. 74 A primeira parte do século 20 assistiu a cidade de Hershey desfrutar de um período extraordinário de crescimento. Durante a Segunda Guerra Mundial na 71 Idem. 72 Ibidem 73 Ibidem. 74 Ibidem.

35 35 década de 40, toda a produção da empresa foi voltada para suprir as necessidades do exército americano. Mais de três bilhões de barras de chocolates, especialmente a Field Ration D, com 600 calorias e que não derretia em climas tropicais, foram produzidas nessa época para suprir o exército. Em 13 de outubro de 1945 Milton Hershey faleceu, deixando um verdadeiro legado: a empresa fabricava aproximadamente 75% de todo chocolate consumido nos Estados Unidos. 75 Na década de 60 foram construídas as primeiras fábricas fora da cidade de Hershey, localizadas em Ontário no Canadá (1963) e Oakdale na Califórnia (1965). Recentemente a empresa anunciou o fechamento dessas duas fábricas e suas operações foram transferidas para um complexo localizado na cidade de Monterrey no México. 76 A partir do final dos anos 90, a empresa passou a investir em mercados emergentes como Brasil, China e Índia, além de expandir sua linha de produtos com a compra de mercas locais nesses países Ibidem. 76 Ibidem. 77 Ibidem.

36 36 2. AS ESTRUTURAS DO MERCADO E ELASTICIDADE Neste trabalho estuda-se a estrutura do mercado, seu conceito e suas espécies. Analisa-se como funciona a elasticidade do produto em economia. Portanto, o presente capítulo retrata os tipos e os aspectos comportamentais do mercado, isto é, de concorrência perfeita e imperfeita. Todas as situações têm as suas formas de agir e de serem identificadas no mercado, que constitui as suas características. Além disso, abordam-se alguns conceitos de elasticidade-renda CONCEITOS DE MERCADO Mercado é um local físico ou simplesmente lógico, formado por vendedores e potenciais compradores de um bem ou serviço, que, mediante condições contratuais de compra e venda, concretizam os negócios. Ou seja, é um grupo de compradores e vendedores de um determinado bem ou serviço, onde, os compradores determinam à demanda e os vendedores determinam a oferta deste bem ou serviço. 78 Atualmente, o termo é também utilizado para analisar a formação dos preços dos vários produtos objeto de troca. Para PINDYCK e RUBINFELD, um mercado é, pois, um grupo de compradores e vendedores que, por meio de suas reais ou potenciais interações, determina o preço de um produto ou de um conjunto de produtos 79. Segundo PINDYCK e RUBINFELD, Os mercados estão no centro da atividade econômica, e muitas das questões e temas mais interessantes da economia estão relacionados com o modo de funcionamento dos mercados PINDYCK, Robert S. e RUBINFELD, Daniel L. Microeconomia. 4.ed. São Paulo: MAKRON Books, Idem. p Ibidem. p.10.

37 37 Habitualmente, partindo do critério da atomicidade (respeitante ao número de vendedores e de compradores presentes no mercado), consideram-se nove possíveis formas ou estruturas de mercado, são elas: concorrência, oligopólio, monopólio, oligopsónio, oligopólio bilateral, monopólio condicionado, monopsónio, monopsónio condicionado e monopólio bilateral. 81 Nesse estudo, vamos abordar o mercado de bens e serviços, lembrando que, os alimentos, entre eles o chocolate, é um bem de consumo. Tendo isso em vista, podemos classificar as estruturas de mercado para o setor de bens e serviços da seguinte forma: concorrência perfeita, monopólio, oligopólio, concorrência monopolista ou imperfeita. A concorrência perfeita caracteriza-se pela existência de inúmeros compradores e vendedores, onde nenhuma empresa consegue ter controle sobre o preço de mercado. Os produtos elaborados são homogêneos, sendo substitutos perfeitos entre si bem como existe completa informação e conhecimento sobre o preço do produto por parte dos produtores e dos consumidores 82. Esse é o modelo ideal de mercado, pois a entrada e a saída de firmas no mercado são livres, não havendo barreiras. Os empresários sempre elevam ao máximo o lucro e os consumidores maximizam a satisfação. Desse modo, os consumidores e vendedores têm acesso a toda informação, sem custos. 83 quando: De acordo com Simonsen 84 um produto é vendido em concorrência perfeita a) O mercado é composto de um grande número de empresas vendedoras, todas elas relativamente pequenas e agindo independentemente, de modo que nenhuma possa afetar isoladamente o preço de mercado; b) O produto é homogêneo e os compradores não distinguem os vendedores por nenhum critério de preferencia que não seja o preço; c) Há perfeita informação no mercado d) É livre o acesso de qualquer empresa à produção do bem. 81 SIMONSEN, Mário Henrique. Teoria microeconômica. 2.ed. vol.2. Editora Fundação Getulio Vargas, Rio de Janeiro RJ MONTELLA. MAURA. Micro e Macroeconomia: Uma Abordagem Conceitual e Prática. Edição nº 01 - Editora Atlas, São Paulo SP, VARIAN. Hal R, Microeconomia: Princípios Básicos. Edição n.º 06 Editora Campus, São Paulo- SP, SIMONSEN, Mário Henrique. Op. Cit. p.3.

38 38 Robert Frank 85, do mesmo modo que Simonsen explicita quatro hipóteses admitidas em concorrência perfeita. O autor explica do seguinte modo; a) As empresas vendem um produto padronizado (homogêneo ou indiferenciado); b) As empresas são aceitantes de preços, isto é, nenhuma tem poder para influenciá-los. c) Os fatores de produção são perfeitamente variáveis em longo prazo; d) As empresas e os consumidores têm informação perfeita. Uma característica desse mercado é que, em longo prazo não existem lucros extras, mas apenas os chamados lucros normais, que representam a remuneração implícita do empresário. A concorrência Monopolista ou imperfeita, embora apresente, como na concorrência perfeita, uma estrutura de mercado em que existe um alto número de empresas, a concorrência imperfeita diferencia-se pelo fato de que as empresas produzem produtos distintos, embora substitutos próximos. Por exemplo, diferentes marcas de sabonete, refrigerante, sabão em pó, etc. Trata-se, assim, de uma estrutura mais próxima da realidade, diferentemente da concorrência perfeita 86. A diferenciação de produtos pode ocorrer por características físicas (composição química, potência etc.), pela embalagem, ou pelo diagrama de promoção de vendas (propaganda, atendimento, brindes, etc.). Assim, nesta estrutura, cada empresa tem um determinado poder sobre a fixação de preços, no entanto a existência de substitutos próximos permite que os consumidores tenham alternativas para fugir do aumento de preços. Da mesma forma que na concorrência perfeita, prevalece a suposição de que não existem barreiras para a entrada de novas firmas no mercado. 87 De acordo com Simonsen, Provavelmente, a mais bela construção até hoje erguida em economia foi a teoria do equilíbrio e concorrência perfeita. (...) como seria de se prever, a análise da concorrência imperfeita é formalmente muito menos elegante do que a da concorrência perfeita. Convém lembrar, em contrapartida, que as imperfeições de concorrência no mundo real se têm tornado cada vez mais importantes, já que a tecnologia moderna tem-se associado a economias de escala dificilmente conciliáveis com a atomização das empresas. A teoria da concorrência imperfeita deve, pois, ser encarada como um campo extremamente fecundo e ainda pouco explorado FRANK, Robert, "Microeconomia e Comportamento". 6ªEdição; Lisboa, Ed. Minerva, MANKIW, N. Gregory. Princípios da Microeconomia. Tradução Edição n.º 03 Norte-Americana Editora Pioneira Thomson Learning, SIMONSEN, Mário Henrique. Op. Cit. 88 Idem. p

39 39 Por outro lado, quanto ao Monopólio pode-se afirmar que é uma situação de mercado em que uma única firma vende um produto que não tenha substitutos próximos. O monopólio é um caso extremo de estrutura clássica básica. Situação de um mercado em que não existe concorrência na oferta. Segundo Simonsen: O monopólio constitui, na classificação tradicional, o extremo oposto à concorrência perfeita: um produto, sem substitutos próximos, é fabricado exclusivamente por uma empresa. O acesso à produção se supõe suficientemente difícil, a ponto de o monopolista não considerar iminente o perigo da entrada de concorrentes no mercado 89. Desse modo, o setor é constituído de uma única firma, porque existe um único produtor que realiza toda a produção, ou seja, situação em que uma empresa domina sozinha a produção ou comércio de uma matéria-prima, produto ou serviço e que, por isso, pode estabelecer o preço como quiser. Segundo PINDYCK e RUBINFELD 90 Na qualidade de único produtor de um determinado produto, o monopolist6a encontra-se em uma posição singular. Se o monopolista decidir elevar o preço do produto, ele não terá de se preocupar com concorrentes que, cobrando um preço menor, poderiam capturar uma fatia maior do mercado às suas custas. O monopolista é o mercado e tem completo controle sobre a quantidade de produto que será colocada à venda. Nessa estrutura de mercado não existe concorrência entre os consumidores. A firma produz um produto para o qual não existe substituto próximo. Há presença de barreiras à entrada de novas firmas, ou seja, é necessário manter os concorrentes em potencial afastados 91. É importante ressaltar que, em muitas circunstâncias, é a estrutura mais apropriada para a produção de certos bens e serviços como nos monopólios governamentais, por exemplo. Porém, a legislação da maioria dos países proíbe o monopólio, com exceção dos exercidos pelo Estado, geralmente em produtos e serviços estratégicos. O monopólio "puro" é uma construção teórica, porque, na prática, ele não existe Ibidem. p PINDYCK, Robert S. e RUBINFELD, Daniel L. op. cit.p BEGG. David K. H. Introdução à Microeconomia. Edição n.º 02 Editora Campus, Rio de Janeiro, Elsevier, VASCONCELOS. Marcos Antônio Sandoval, Economia Micro e Macro. Edição n.º 02 Editora Atlas, São Paulo-SP, 2001.

40 40 Para Simonsen: A teoria convencional do monopólio resume-se numa série de exercícios simples sobre maximização, baseados nas seguintes hipóteses: a) Um determinado produto é suprido por uma única empresa; b) Não é possível o acesso de concorrentes ao suprimento do produto; c) O monopolista possui perfeito conhecimento tanto da sua curva de custos quanto da curva de procura do mercado; d) O monopolista não crê que sua política de preços no presente possa afetar a demanda no futuro; e) O monopolista deseja maximizar o seu lucro. 93 Percebe-se assim que, uma hipótese implícita no comportamento do monopolista é que ele não acredita que os lucros elevados que obtém à curto prazo possam atrair concorrentes, ou que os preços elevados possam afugentar os consumidores; ou seja, acredita que, mesmo à longo prazo, permanecerá como monopolista. Evidentemente, para que essa estratégia viabilize-se, deve ser um tipo de mercadoria o serviço que não tem substitutos próximos. Uma categoria diferenciada do monopólio é o monopólio estatal ou institucional, protegido pela legislação, normalmente em setores estratégicos ou de infra-estrutura 94. Já o oligopólio é uma situação de mercado em que um pequeno número de firmas domina o mercado, controlando a oferta de um produto que pode ser homogêneo ou diferenciado. Simonsen, acredita que um oligopólio é uma indústria cuja produção se concentra num pequeno numero de grandes firmas, todas elas suficientemente ponderáveis para afetar, com suas decisões, os preços de mercado. 95 Para PINDYCK, Robert S. e RUBINFELD: Em um mercado oligopolístico, o produto pode ou não ser diferenciado. O que importa é que apenas algumas poucas empresas são responsáveis pela maior parte ou pela totalidade a produção. Em alguns desses mercados, algumas ou todas as empresas auferem lucros substanciais a longo prazo, já que barreiras à entrada tornam difícil ou impossível que novas companhias entrem no mercado. O oligopólio é um tipo de estrutura de mercado que prevalece SIMONSEN, Mário Henrique. Op. Cit. p VARIAN. Hal R. Op. Cit. 95 SIMONSEN, Mário Henrique. Op. Cit. p PINDYCK, Robert S. e RUBINFELD, Daniel L. Op. cit. p.475. Grifo do autor.

41 41 É um tipo de estrutura de mercado que segundo Simonsen, pode ser definido de duas formas de atuação das empresas oligopolistas: O oligopólio pode ser puro ou diferenciado. No oligopólio puro (caso raro, na prática), os concorrentes oferecem exatamente o mesmo produto homogêneo, naturalmente a um único preço de mercado. No oligopólio diferenciado as empresas fabricam produtos com diferentes características qualitativas, embora todos eles se considerem substitutos próximos uns dos outros; essas diferenças qualitativas permitem que, dentro de certas margens, as empresas cobrem preços distintos 97. Exemplo de Oligopólio atuação do mercado de aviação civil, com as grandes empresas GOL, TAP, TAM, OCEAN AIR, outro exemplo é a indústria automobilística, onde as montadoras são o mais fiel exemplo, sempre disputando o mercado e o cliente, são elas Ford, Fiat, Volkswagen, as montadoras coreanas e chinesas estão em alta no mercado nacional, fortalecendo ainda mais a concorrência ELASTICIDADE Na teoria econômica, o termo elasticidade significa sensibilidade. Na realidade, a elasticidade mostra quão sensíveis são os consumidores de um produto (ou seus produtores), quando o seu preço sofre uma variação para mais ou para menos. 99 Em outras palavras, a elasticidade serve para medir a reação grande ou pequena desses consumidores (ou de seus produtores) diante de uma variação do preço do produto. Neste caso, teríamos a chamada elasticidade-preço da demanda (ou, no caso dos produtores, a elasticidade-preço da oferta) por este produto. 100 O mesmo raciocínio poderia ser aplicado em relação a uma variação na renda real dos consumidores. Neste caso, estaríamos medindo o quanto a demanda pelo bem é sensível a uma variação na renda dos consumidores e teríamos, então, a chamada elasticidade-renda. 97 SIMONSEN, Mário Henrique. Op. Cit. p VARIAN. Hal R. Op. Cit. 99 Idem. 100 Ibidem.

42 42 A elasticidade-preço da demanda é a variação percentual na quantidade demandada, dada uma variação percentual do bem. Mede a sensibilidade, a resposta dos consumidores quando ocorre uma variação no preço de um bem ou serviço. De acordo com a elasticidade-preço demanda, pode ser classificada como elástica, inelástica ou de elasticidade-preço unitária 101. O valor numérico da elasticidade preço da demanda é formado pela disponibilidade dos bens substitutos, essencialidade do bem, importância relativa do bem no orçamento e o horizonte de tempo. Quanto mais substitutos são os bens, mais elástica é a demanda, pois, dado um aumento de preços, o consumidor tem mais opções para não consumir esse produto. Quanto mais essencial o bem, mais inelástica sua procura, não trazendo muitas opções para o consumidor fugir do aumento de preços. 102 A importância relativa, ou peso do bem no orçamento é dada pela proporção de quanto o consumidor gasta no bem, em relação a sua despesa total. Quanto maior o peso no orçamento, maior a elasticidade-preço da procura. Desse modo, o consumidor é muito afetado por alterações no preço, quanto mais gasta com o produto. Dependendo do horizonte de tempo de análise, um intervalo de tempo maior permite que os consumidores de determinada mercadoria descubram mais formas de substituí-la, quando seu preço aumenta 103. É fácil verificar que as pessoas reagem com intensidade diferente frente às variações dos preços dos diferentes produtos. Por exemplo, se o sal sobe de preço, as pessoas não vão deixar de comprá-lo por causa disso e, provavelmente, nem vão reduzir a quantidade que costumam comprar desse produto; já que o sal é essencial para elas. 104 Também e por razões diferentes, as pessoas não devem reagir muito a um aumento no preço de uma bala e, isso se explicaria pelo fato de que o preço da bala é muito baixo e não afeta o bolso do consumidor. Sabe-se, também, que as pessoas não reagem muito a um aumento do preço da gasolina, pois provavelmente a gasolina, sendo essencial para quem tem carro, não tem um substituto e o consumidor precisa adequar-se com este aumento. Por outro lado, se produtos 101 VASCONCELOS. Marcos Antônio Sandoval. Op. Cit. 102 Idem. 103 Ibidem. 104 SIMONSEN, Mário Henrique. Op. Cit.

43 43 como automóveis, ou passagens aéreas entre outros, subirem de preço, é bastante provável que sua demanda se reduza significativamente. 105 Com esses exemplos, podemos perceber que a reação das pessoas a uma variação do preço de um produto depende muito do tipo de produto em questão. Em alguns casos, a reação pode ser muito grande, em outros, pequena e em uns poucos casos sequer existe reação. Percebe-se assim, como é importante para os produtores e vendedores, saber se o consumidor do produto reage muito ou pouco a uma variação, aumento ou redução, do seu preço, Isso se deve ao fato de que, essa variação pode ajudar o produtor a estabelecer um bom preço para seu produto, ou seja, um preço onde sua receita pode ser máxima. E para conhecer a elasticidade-preço da demanda pelo produto é necessário calculá-la. Calculando a elasticidade preço da demanda. Considera-se o seguinte comportamento da demanda de dois bens X e Y: Tabela 1 Demanda dos bens X e Y Demanda de X Demanda de Y Px Qx Py Qy 1 INSTANTE INSTANTE Percebe-se que, entre o primeiro e o segundo instante, o preço dos dois produtos subiu 20%. Assim, é fácil verificar que a reação do consumidor, medida pelas quantidades adquiridas (Q) foi bastante diferenciada nos dois casos. Ao passo que, no caso do produto X, a demanda se reduziu 40% (passando de 100 para 60), no caso do produto Y a quantidade demandada só se reduziu 5% (caindo apenas 4 unidades de um total de 80). Desse modo, observando o exemplo, é possível concluir que a demanda do consumidor pelo produto X é mais sensível a uma variação do preço do que a do produto Y. Esta sensibilidade, maior ou menor, pode ser medida pelo denominado 105 WESSELS, Walter J. Microeconomia: teoria e aplicações. Tradução MOREIRA, Cid Knipel; MOREIRA, Célio Knipel. São Paulo: Saraiva, 2002.

44 44 coeficiente de elasticidade-preço da demanda (Ep), que mede a variação percentual na quantidade demandada de um produto em consequências de uma variação percentual em seu preço. Percebe-se que ocorrem variações percentuais na quantidade e no preço e não variações absolutas. Isso porque variações absolutas não nos revelam nada. Um aumento de R$ 100,00, no preço de um carro não significa quase nada, de modo que uma variação de R$ 10,00 no preço do quilo de feijão poderá até derrubar o Ministro da Agricultura. Matematicamente, a elasticidade-preço da demanda é determinada pela fórmula: Onde: e: % Exemplificando, no caso do produto X teríamos a seguinte Ep: Para o produto Y seria: Já a elasticidade-renda da demanda é a variação percentual da quantidade demandada, dada uma variação percentual da renda do consumidor. O conceito de elasticidade-renda, ao lado da elasticidade-renda da demanda é o conceito mais difundido. Levando em consideração que, a elasticidade-renda da demanda de produtos manufaturados, é superior à elasticidade renda de produtos básicos, pois

45 45 quanto mais elevada a renda, a tendência é aumentar mais o consumo de produtos manufaturados relativamente aos alimentos. 106 A elasticidade-renda (Er) mede a razão entre a variação percentual da quantidade demandada de um bem e a variação percentual da renda real do consumidor. Ou: De acordo com o valor do coeficiente da elasticidade-renda obtido, o bem será classificado em bem inferior, bem normal ou em bem superior. Dessa forma, por exemplo, suponha que a renda dos consumidores tenha se elevado, num certo período de R$ 1.000,00 para R$ 1.300,00, em consequência, a quantidade demandada dos bens A, B, C e D, se alteraram de Qi para Qf, conforme a tabela a seguir: Tabela 2 Quantidade demandada Bens Qi Qf A B C D E Utilizando a fórmula acima, podemos calcular a elasticidade-renda para os cinco bens acima, assim: i) ii) iii) iv) v) 106 VASCONCELOS. Marcos Antônio Sandoval. Op. Cit.

46 46 Percebe-se que a quantidade demandada do bem A diminuiu quando a renda aumentou. Quando se verifica esta relação inversa entre variação na renda do consumidor e a posterior variação no consumo de um bem, este bem é denominado de bem inferior como é o caso do bem A. Em contrapartida, o coeficiente da elasticidade-renda dos bens inferiores é negativo, evidenciando o fato de que, no caso desses bens, o seu consumo cai quando a renda cresce. No caso do bem B, verifica-se que o seu consumo cresceu quando a renda cresceu, embora tenha crescido proporcionalmente menos que o crescimento da renda, o que forneceu um coeficiente da elasticidade-renda positivo, contudo, menor que 1. Ou seja, a demanda desse bem é inelástica a renda. Estes bens são denominados bens normais, que são aqueles bens cuja demanda tende a acompanhar a direção da variação da renda. Assim, se a renda cai, o seu consumo também cai; se a renda cresce, o seu consumo também cresce, ainda que não na mesma intensidade. Analisando o caso do bem C, percebe-se que o aumento do consumo se deu na mesma intensidade do aumento na renda (ambos cresceram 30%), e por esse motivo, o coeficiente da elasticidade-renda foi positivo, igual a 1. Ou seja, a elasticidade-renda é unitária. Desse modo, estes bens também são classificados como bens normais. Já no caso do bem D, o consumo teve um crescimento proporcionalmente maior que o crescimento na renda, resultando em um coeficiente de elasticidaderenda positivo maior que 1. Ou seja, a elasticidade-renda neste caso é elástica. Estes bens são denominados bens superiores. Finalmente, tem-se o caso do bem E, cujo consumo não se alterou em decorrência do aumento da renda, originando um coeficiente de elasticidade-renda igual a 0. Esses bens inelásticos a renda, são também considerados bens normais, comumente aplicando-se ao caso dos bens de consumo saciado (alimentos básicos, por exemplo). Em resumo, com relação à elasticidade-renda, têm-se as seguintes conclusões: Se o resultado desta razão for positivo maior que 1,0, o produto é denominado bem superior.

47 47 Se o resultado situar-se entre 0 e 1,0 o bem é normal. Se o resultado for menor que 0, isto é, negativo, o produto é chamado de bem inferior. Percebe-se assim, que existem diversas tipologias de mercado, destacandose cada uma delas por suas peculiaridades e a competências que cada uma tem de se diferenciar das demais. Desse modo, em sua maioria, os vendedores ou compradores têm de influenciar o preço de um produto ou serviço. O mercado pode determinar a economia de uma sociedade, sendo possível perceber esta situação em locais com grande diferença entre o preço de custo e o preço de venda. E também a diferença entre os preços de venda entre concorrentes. 107 A elasticidade é um conceito que reconhece e leva em conta as mudanças relativas de quantidade e preço, ao medir como a quantidade demandada, em termos percentuais, responde a uma mudança no preço do bem, em termos percentuais. 108 Ainda pode-se considerar a elasticidade como uma alteração percentual em uma variável, dada uma variação percentual em outra. É sinônimo de sensibilidade, resposta, reação de uma variável, em face de mudanças em outras variáveis SIMONSEN, Mário Henrique. Op. Cit. 108 Idem. 109 VASCONCELOS. Marcos Antônio Sandoval. Op. Cit.

48 48 3. ANÁLISE DA POTENCIALIDADE DE CONSUMO DE CHOCOLATE NAS DIFERENTES MICRORREGIÕES DO RIO GRANDE DO SUL. Neste capítulo, executa-se uma análise-comparação com objetivo de evidenciar a potencialidade de consumo de chocolate (tabletes e bombons) no Rio Grande do Sul. Realizou-se a divisão do território em cinco regiões, baseada em regiões comerciais frequentemente utilizadas pelas indústrias. Para efetuar a referida análise, utilizam-se dados municipais da base estatística do IBGE, com a finalidade de prospectar os potencias consumos dos municípios rio-grandenses DETERMINAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO Para fins de estudo, optou-se pela divisão do estado do Rio Grande do Sul, em diferentes áreas. Para realizar a separação, levaram-se em conta as áreas normalmente utilizadas pelas empresas na determinação das fronteiras comerciais. Estas áreas, frequentemente são empregadas para definir as microrregiões, onde as equipes atuam, observando a logística destas equipes e os diferentes perfis de mercados; tais como varejo, atacado, cooperativas, entre outros. Desse modo, foram escolhidas cinco cidades como referência para nomear cada uma das microrregiões, como segue a seguir; Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Santa Maria e Santo Ângelo. As cidades que fazem parte de cada uma das microrregiões estão descritas da seguinte forma: Microrregião de Passo Fundo: Água Santa, Almirante Tamandaré do Sul, Alpestre, Alto Alegre, Ametista do Sul, André da Rocha, Anta Gorda, Aratiba, Arvorezinha, Áurea, Barão de Cotegipe, Barra do Guarita, Barra do Rio Azul, Barra Funda, Barracão, Benjamin Constant do Sul, Boa Vista das Missões, Cacique Doble, Caiçara, Camargo, Campinas do Sul, Campos Borges, Capão Bonito do Sul, Carazinho, Carlos Gomes, Casca, Caseiros, Centenário, Cerro Grande, Chapada, Charrua, Ciríaco, Colorado, Constantina, Coqueiros do Sul, Cotiporã, Coxilha, Cristal do Sul, Cruzaltense, David Canabarro, Dois Lajeados, Engenho Velho, Entre Rios do

49 49 Sul, Erebango, Erechim, Ernestina, Erval Grande, Erval Seco, Esmeralda, Espumoso, Estação, Fagundes Varela, Faxinalzinho, Floriano Peixoto, Fontoura Xavier, Fortaleza dos Valos, Frederico Westphalen, Gaurama, Gentil, Getúlio Vargas, Gramado dos Loureiros, Guabiju, Guaporé, Ibiaçá, Ibiraiaras, Ibirapuitã, Ibirubá, Ilópolis, Ipiranga do Sul, Iraí, Itapuca, Itatiba do Sul, Jaboticaba, Jacutinga, Lagoa dos Três Cantos, Lagoa Vermelha, Lajeado do Bugre, Liberato Salzano, Machadinho, Marau, Marcelino Ramos, Mariano Moro, Mato Castelhano, Maximiliano de Almeida, Montauri, Mormaço, Muliterno, Não-Me-Toque, Nicolau Vergueiro, Nonoai, Nova Alvorada, Nova Araçá, Nova Bassano, Nova Boa Vista, Nova Prata, Novo Barreiro, Novo Tiradentes, Novo Xingu, Paim Filho, Palmeira das Missões, Palmitinho, Paraí, Passo Fundo, Paulo Bento, Pinhal, Pinhal da Serra, Pinheirinho do Vale, Planalto, Pontão, Ponte Preta, Pouso Novo, Protásio Alves, Putinga, Quatro Irmãos, Quinze de Novembro, Rio dos Índios, Rodeio Bonito, Ronda Alta, Rondinha, Sagrada Família, Saldanha Marinho, Sananduva, Santa Bárbara do Sul, Santa Cecília do Sul, Santo Antônio do Palma, Santo Antônio do Planalto, Santo Expedito do Sul, São Domingos do Sul, São João da Urtiga, São Jorge, São José das Missões, São José do Herval, São José do Ouro, São Pedro das Missões, São Valentim, São Valentim do Sul, Sarandi, Seberi, Selbach, Serafina Corrêa, Sertão, Severiano de Almeida, Soledade, Tapejara, Tapera, Taquaruçu do Sul, Tio Hugo, Três Arroios, Três Palmeiras, Trindade do Sul, Tupanci do Sul, União da Serra, Vanini, Veranópolis, Vespasiano Correa, Viadutos, Vicente Dutra, Victor Graeff, Vila Flores, Vila Lângaro, Vila Maria, Vista Alegre e Vista Alegre do Prata. Microrregião de Pelotas: Amaral Ferrador, Arambaré, Arroio do Padre, Arroio Grande, Camaquã, Canguçu, Capão do Leão, Cerrito, Chuí, Chuvisca, Cristal, Dom Feliciano, Encruzilhada do Sul, Herval, Jaguarão, Morro Redondo, Pedro Osório, Pelotas, Pinheiro Machado, Piratini, Rio Grande, Santa Vitória do Palmar, Santana da Boa Vista, São José do Norte, São Lourenço do Sul, Turuçu. Microrregião de Porto Alegre: Alto Feliz, Alvorada, Antônio Prado, Araricá, Arroio do Meio, Arroio do Sal, Arroio do Tigre, Arroio dos Ratos, Balneário Pinhal, Barão, Barão do Triunfo, Barra do Ribeiro, Barros Cassal, Bento Gonçalves, Boa Vista do Sul, Bom Jesus, Bom Princípio, Bom Retiro do Sul, Boqueirão do Leão, Brochier, Butiá, Cachoeirinha, Cambará do Sul, Campestre da Serra, Campo Bom, Candelária, Canela, Canoas, Canudos do Vale, Capão da Canoa, Capela de

50 50 Santana, Capitão, Capivari do Sul, Caraá, Carlos Barbosa, Caxias do Sul, Cerro Branco, Cerro Grande do Sul, Charqueadas, Cidreira, Colinas, Coqueiro Baixo, Coronel Pilar, Cruzeiro do Sul, Dois Irmãos, Dois Irmãos das Missões, Dom Pedro de Alcântara, Doutor Ricardo, Eldorado do Sul, Encantado, Estância Velha, Esteio, Estrela, Estrela Velha, Farroupilha, Fazenda Vilanova, Feliz, Flores da Cunha, Forquetinha, Garibaldi, General Câmara, Glorinha, Gramado, Gramado Xavier, Gravataí, Guaíba, Harmonia, Herveiras, Ibarama, Igrejinha, Imbé, Imigrante, Ipê, Itati, Ivoti, Jacuizinho, Jaquirana, Lagoa Bonita do Sul, Lagoão, Lajeado, Lindolfo Collor, Linha Nova, Mampituba, Maquiné, Maratá, Mariana Pimentel, Marques de Souza, Mato Leitão, Minas do Leão, Monte Alegre dos Campos, Monte Belo do Sul, Montenegro, Morrinhos do Sul, Morro Reuter, Mostardas, Muçum, Muitos Capões, Nova Bréscia, Nova Hartz, Nova Pádua, Nova Petrópolis, Nova Roma do Sul, Nova Santa Rita, Novo Cabrais, Novo Hamburgo, Osório, Palmares do Sul, Pantano Grande, Pareci Novo, Parobé, Passa Sete, Passo do Sobrado, Paverama, Picada Café, Poço das Antas, Portão, Porto Alegre, Presidente Lucena, Progresso, Relvado, Rio Pardo, Riozinho, Roca Sales, Rolante, Salto do Jacuí, Salvador do Sul, Santa Clara do Sul, Santa Cruz do Sul, Santa Maria do Herval, Santa Tereza, Santo Antônio da Patrulha, São Francisco de Paula, São Jerônimo, São José do Hortêncio, São José do Sul, São José dos Ausentes, São Leopoldo, São Marcos, São Pedro da Serra, São Sebastião do Caí, São Vendelino, Sapiranga, Sapucaia do Sul, Segredo, Sentinela do Sul, Sério, Sertão Santana, Sinimbu, Sobradinho, Tabaí, Tapes, Taquara, Taquari, Tavares, Terra de Areia, Teutônia, Torres, Tramandaí, Travesseiro, Três Cachoeiras, Três Coroas, Três Forquilhas, Triunfo, Tunas, Tupandi, Vacaria, Vale do Sol, Vale Real, Vale Verde, Venâncio Aires, Vera Cruz, Viamão e Westfália, Xangri-lá. Microrregião de Santa Maria: Aceguá, Agudo, Alegrete, Bagé, Barra do Quaraí, Caçapava do Sul, Cacequi, Cachoeira do Sul, Candiota, Dilermando de Aguiar, Dom Pedrito, Dona Francisca, Faxinal do Soturno, Formigueiro, Hulha Negra, Itaara, Itaqui, Ivorá, Jaguari, Jari, Lavras do Sul, Maçambara, Manoel Viana, Mata, Nova Esperança do Sul, Nova Palma, Paraíso do Sul, Pedras Altas, Pinhal Grande, Quaraí, Quevedos, Restinga Seca, Rosário do Sul, Santa Margarida do Sul, Santa Maria, Santana do Livramento, Santiago, São Borja, São Francisco de Assis, São Gabriel, São João do Polêsine, São Martinho da Serra, São Pedro do Sul, São

51 51 Sepé, São Vicente do Sul, Silveira Martins, Toropi, Unistalda, Uruguaiana, Vila Nova do Sul. Microrregião de Santo Ângelo: Ajuricaba, Alecrim, Alegria, Augusto Pestana, Boa Vista do Buricá, Boa Vista do Cadeado, Boa Vista do Incra, Bom Progresso, Bossoroca, Bozano, Braga, Caibaté, Campina das Missões, Campo Novo, Cândido Godói, Capão do Cipó, Catuípe, Cerro Largo, Chiapetta, Condor, Coronel Barros, Coronel Bicaco, Crissiumal, Cruz Alta, Derrubadas, Dezesseis de Novembro, Doutor Maurício Cardoso, Entre-Ijuís, Esperança do Sul, Eugênio de Castro, Garruchos, Giruá, Guarani das Missões, Horizontina, Humaitá, Ijuí, Independência, Inhacorá, Itacurubi, Jóia, Júlio de Castilhos, Mato Queimado, Miraguaí, Nova Candelária, Nova Ramada, Novo Machado, Panambi, Pejuçara, Pirapó, Porto Lucena, Porto Mauá, Porto Vera Cruz, Porto Xavier, Redentora, Rolador, Roque Gonzales, Salvador das Missões, Santa Rosa, Santo Ângelo, Santo Antônio das Missões, Santo Augusto, Santo Cristo, São José do Inhacorá, São Luiz Gonzaga, São Martinho, São Miguel das Missões, São Nicolau, São Paulo das Missões, São Pedro do Butiá, São Valério do Sul, Sede Nova, Senador Salgado Filho, Sete de Setembro, Tenente Portela, Tiradentes do Sul, Três de Maio, Três Passos, Tucunduva, Tupanciretã, Tuparendi, Ubiretama, Vista Gaúcha e Vitória das Missões. Para melhor visualizarmos esta divisão o mapa a seguir foi desenvolvido.

52 52 Divisão territorial Região Santa Maria Região Santo Ângelo Região - Pelotas Região Porto Alegre Região Passo Fundo Mapa 1: Divisão das microrregiões do Estado do Rio Grande do Sul 3.2. PERFIL POPULACIONAL DAS ÁREAS Na pesquisa, utiliza-se o perfil populacional das regiões previamente determinadas, para desse modo, definir-se posteriormente o potencial de consumo de chocolate de cada uma dessas microrregiões. Para a determinação e caracterização da população das áreas trabalhadas, foram investigados dados censitários do IBGE. Tais dados são referentes à contagem populacional e consumo per capta em diferentes quesitos. Na tabela abaixo, pode-se encontrar alguns dados relacionados ao estudo populacional:

53 53 Tabela 3 população residente separação por microrregiões e total do Rio grande do Sul. 110 Microrregião População residente Quantidade de (pessoas) cidades Passo Fundo Pelotas Porto Alegre Santa Maria Santo Ângelo Torres Total Geral Com a finalidade de evidenciar melhor a distribuição da população no estado, apresentam-se os mapas a seguir, que por sua vez, tazem informações de grande importância no que se refere a análise territorial. População absoluta Mapa 2 População absoluta Fonte IBGE/Censo 2010 elaborado por Felipe Toscani. 111 Fonte IBGE/Censo 2010 elaborado por Felipe Toscani.

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