Estudo sobre o Mercado de Frutas no Japão

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1 Estudo sobre o Mercado de Frutas no Japão 1-1

2 Estudo elaborado pela AsAmediator Consultoria de Negócios Ltda. com sede à Rua Jesuíno Arruda, 340 / 41 - São Paulo - Telefone: sob a responsabilidade de seus sócios Elias Antunes e José Augusto Soares de Azeredo Coutinho. 2-2

3 Índice Sumário Executivo Introdução A economia japonesa e a produção, importação e consumo de frutas Tendências Recentes de Mercado Origem das Importações Condições do mercado doméstico Consumo Regional de Frutas Sobre as Leis relacionadas à importação de frutas para o Japão Requerimentos de Controle Fitossanitário Itens sujeitos a Controle Fitossanitário Itens não sujeitos a Controle Fitossanitário Itens proibidos de ser importados Lei de Controle Sanitário Propósito: Termos Gerais da Lei Procedimentos Gerais de Acordo com esta Lei Lei de Proteção das Plantas Propósito: Termos gerais da Lei Itens sujeitos a esta Lei Contrabando Espécies que requerem inspeção de importação: Espécies e artigos que não requerem inspeção: Sequência de Procedimentos requeridos sob a Lei de Sanidade dos Alimentos: Processamento do Formulário de Notificação para Importação de Alimentos e outros documentos requeridos; Notificação de Importação: Exame dos documentos Certificado de Notificação de Processamento Inspeções Certificado de Inspeção Concluída Como lidar com a carga que não é considerada aceita pela inspeção Formas de Simplificar o Processo de Importação Sistema de Notificação Antecipada Sistema de Importação Planejada Aceitação de resultado de inspeção voluntária Aceitação de resultados de inspeção de laboratórios dos países de origem

4 4.5 Sistema de importação de produtos idênticos Sistema de registro de produtos Sistema de confirmação antecipada de importação Notificação via sistemas computadorizados Portos de Entrada Outros fatores importantes para o Processamento de Importações Como determinar que um produto é idêntico e portanto elegível para o sistema de importações programadas Amostras Feiras Impostos de Importação e Tarifas Impostos Imposto sobre o Consumo (Shôhizei) Rótulos Alimentos Orgânicos Alimentos Transgênicos Sazonalidade das Importações de Frutas para o Japão Fatores Importantes que devem ser observados quando da importação e comercialização de frutas frescas no Japão Custos envolvidos na importação de alimentos Frete e Seguros Custos de pagamento Custos associados a procedimentos de alfândega Serviços de representação (proxy) Servicos relativos a entrada da carga no porto Custos de armazenagem Custos relativos a tarifas e impostos de consumo Custos de transporte dentro do Japão Canais de Distribuição Sobre o Transporte de Frutas para o Japão Serviços pós-venda Lista de plantas brasileiras cuja importação é atualmente proibida no Japão Afetadas pela mosca do Mediterrâneo (Ceratitis Capitara) Afetadas pela mariposa Cydia pomonella Afetadas por Peronospora tabacina Mangas

5 14.1 Análise do Mercado das Importações de Manga...45 Nome científico: Mangifera indica L Conclusões Problemas: Oportunidades Limões Análise do Mercado de Importações de Limões...56 Nomes científicos:...56 Limão tipo siciliano: Citrus limon Burm.f.; Tipo Taiti: Citrus aurantifolia Swingle Análise do mercado do Limão Taiti (raimu) Conclusão Problemas: Oportunidades: Mamão papaia Análise do Mercado de Importações de Mamão papaia Conclusão Problemas Oportunidades Melão Análise do Mercado de Importação de Melão Conclusão Problemas Oportunidades Caqui Introdução Situação da produção e comericalização de caqui no Brasil Combate a moléstias e pragas Seleção e tratamento, classificação e embalagem Produção e Comercialização de caqui no Japão Importações e Exportações de Caqui Produção japonesa de caqui Dimensionamento do mercado consumidor Conclusão Possíveis estratégias para a entrada do caqui brasileiro no mercado japonês Recomendações Estratégicas Bibliografia e Referências Anexo 1 (Empresas vinculadas ao comércio de frutas no Japão) Anexo 2 Fotos

6 23 Anexo 3 -- Feiras Programadas para a Indústria de Alimentos, Bebidas e Alimentos Processados em Lista de Tabelas

7 Sumário Executivo O presente estudo tem por objetivo descrever as condições de mercado para a importação pelo Japão de algumas frutas selecionadas. Desenvolvemos uma análise baseada primordialmente na identificação dos principais concorrentes (exportadores), bem como no comportamento das importações passadas de cada uma delas. Não utilizamos espécie alguma de projeções de mercado para importações destas frutas, uma vez que consideramos que a quantificação final do potencial de cada nicho de mercado seja uma parte subsequente no processo de acesso ao mercado de alimentos no Japão. O foco do estudo se firmou nas características do mercado local de cada uma das frutas analisadas, bem como na evolução do consumo de cada uma delas no decorrer dos últimos cinco anos. Consideramos que as variáveis que afetam o consumo de frutas sejam fundamentalmente econômicas, mas também têm um forte componente cultural, como explicamos ao longo do estudo. O desenvolvimento deste mercado depende, portanto, de um profundo conhecimento das variáveis econômicas que podem afetar o nível de consumo geral e particularmente o consumo de alimentos importados, bem como da introdução de novos elementos de cunho cultural. Identificamos durante o estudo problemas e oportunidades em cada mercado específico, concluindo sempre com a recomendação estratégica para cada caso. Das cinco frutas analisadas mangas, limões, mamões papaias, melões e caquis apenas os caquis ainda não são importados pelo Japão e, portanto, a análise deste nicho de mercado teve que ser adaptada à condição básica de ser um mercado totalmente fechado. O caso dos caquis também difere dos demais pelo fato de ser a única fruta que o Japão produz em abundância, sendo um mercado totalmente auto-suficiente. Há uma pequena parcela, inclusive, de exportações, como há também no caso dos melões. Entretanto, nota-se que estas exportações não têm uma caracteristica de comoditização do produto, sendo, ao contrário, muito direcionadas para um público pequeno e específico dentro da Ásia. Uma fonte de preocupação do lado japonês é o baixo nível de auto-suficiência da produção interna de alimentos. No caso das frutas, verifica-se que paulatinamente a produção doméstica vem diminuindo e tende a desaparecer, dados os altos custos de produção. Desde o início da liberalização das importações (em 1989), o perfil do mercado doméstico mudou radicalmente, inclusive no que diz respeito a mudanças importantes nos aspectos culturais relacionados ao consumo de frutas (eliminando-se as sazonalidades). Outro fator importante para a indução de comportamento no Japão é sempre o apelo pela constituição nutricional do alimento, associando-a a hábitos saudáveis. A importação de bananas aumentou substancialmente após uma série de reportagens de televisão, há três anos atrás, ressaltando os seus benefícios para a saúde (aliado a preços muito razoáveis para o padrão japonês). Recentemente, assiste-se ao mesmo fenômeno com o marketing da babosa (Aloe) e seus produtos derivados. 7-7

8 Voltando aos aspectos culturais envolvidos no consumo de frutas no Japão, há que se considerar que a eventual entrada de alguns produtos deverá necessariamente estar acompanhada de campanhas que induzam mudanças de hábitos da população consumidora. O caso mais clássico é o dos caquis, que são consumidos em associação com as festas tradicionais de família no início de cada ano. As campanhas de marketing institucional também são provavelmente muito recomendáveis, por exemplo, criando-se marcas como limão brasileiro. Concluímos que o maior problema a ser vencido é se conseguir a autorização para as exportações brasileiras de frutas. Todas as frutas analisadas ainda constam da lista de proibição de importações pelo Japão. Um caso aparentemente animador é o do mamão papaia, cuja importação pelos EUA já está liberada 1, embora ainda de áreas produtoras restritas, e em franco desenvolvimento. Como as especificações japonesas são tão rígidas quanto as americanas, pode-se considerar que a aceitação das exportações brasileiras pelos EUA poderá beneficiar as negociações com as autoridades sanitárias japonesas. Outro caso é o da manga brasileira, cuja importação pelo Japão prevê-se que seja liberada nos próximos meses. Outra dificuldade importante é conseguir competir com concorrentes mais próximos geograficamente e com características climáticas semelhantes às do Brasil, como as Filipinas. A maior parte das importações de frutas tropicais pelo Japão vem das Filipinas, que têm tirado importantes fatias de mercado de tradicionais exportadores de frutas para o Japão, como o caso das papaias americanas. Em termos de competitividade de produto, identificamos que há uma boa possibilidade dos limões brasileiros tipo Taiti conquistarem importantes fatias de mercado no Japão. Atualmente prodominam as importações do limão tipo siciliano, vindas dos EUA e do Chile primordialmente. As importações de limão Taiti vêm apenas do México e representam cerca de 0,1% do consumo total de limões no Japão. Os preços médios de exportação dos limões brasileiros (equivalentes a JpY 62/kg, FOB) indicam uma larga margem para a exportação do produto pelo Japão, quando consideramos os preços médios das importações vigentes (JpY 430/kg, CIF). Outra vantagem que os limões também têm em relação às outras frutas é a isenção de impostos de importação. Pelo mesmo critério, no caso dos melões identificamos as mais estreitas margens entre os preços médios das exportações brasileiras e os preços médios das importações japonesas. Os mamões papaias e as mangas também mostram margens bastante atrativas. Finalmente, a maior oportunidade que se identifica em todos os casos foi a sazonalidade das importações de frutas no Japão. Em alguns casos, como ocorre com as papaias e mangas americanas, a importação já é feita praticamente o ano inteiro. No caso das 1 Atualmente a única área aprovada para exportação para os EUA é o Estado do Espírito Santo. O Programa de Desenvolvimento da Fruticultura (do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento) visa a ampliar as áreas de exportação do mamão papaia. No ano de 2001 foram exportadas cerca de 6 mil toneladas de mamão papaia para os EUA. 8-8

9 mangas, observaram-se significativas alterações de preço nos meses em que entram as exportações americanas e o México se retira do mercado. Aliado ao fato de que a sazonalidade das frutas brasileiras é praticamente inexistente (como no caso das mangas, produzidas em áreas diversas do país) há também o fato de que (com exceção dos limões exportados pelo Chile) todos os concorrentes hoje já no mercado japonês se situam no hemisfério norte, havendo, portanto, o benefício da inversão de estações. 9-9

10 1 Introdução O presente estudo fala, inicialmente, sobre a economia japonesa e a produção, importação e consumo de frutas, apresenta-se as tendências recentes de mercado, a origem das importações japonesas, as condições do mercado doméstico e sobre o consumo regional de frutas. Em seguida, no capítulo 2, apresenta-se as condições sobre as leis relacionadas à importação de frutas para o Japão (requerimentos de controle fitossanitário e no capítulo 3 a sequência de procedimentos requeridos sob a Lei de Sanidade dos Alimentos). No capítulo 4, discorre-se sobre as formas de simplificar o processo de importação. Nos capítulos 5 e 6 aponta-se os principais portos de entrada e ainda outros procedimentos importantes para o processamento das importações, como os o que se refere a amostras e feiras. O capítulo 7 discorre sobre os impostos de importação e tarifas enquanto o capítulo 8 apresenta as regulamentações no que se refere à rotulagem dos alimentos importados. O capítulo 9 discute as oportunidades oferecidas aos potenciais exportadores brasileiros pela sazonalidade das atuais importações de frutas para o Japão. Nos capítulos 10 e 11, discorre-se respectivamente sobre outros fatores importantes que devem ser observados quando da importação e comercialização de frutas frescas no Japão e sobre os custos envolvidos na importação de alimentos para o Japão. No capítulo 12, apresenta-se a estrutura dos canais de distribuição de frutas importadas pelo Japão, enquanto que o capítulo seguinte (13) apresenta a lista de plantas brasileiras cuja importação é atualmente proibida no Japão. A partir do capítulo 14, entra-se nos estudos específicos de cada uma das cinco frutas analisadas neste trabalho mangas (capítulo 14), limões (capítulo 15), mamões papaia (capítulo 16), melões (capítulo 17), e caquis (capítulo 18). Finalmente, no capítulo 19 apresenta-se as recomendações de estratégias para a entrada no mercado de exportação para o Japão das mencionadas frutas brasileiras. Ademais, são apresentados três anexos, sendo o Anexo 1 contendo fotos de frutas frescas ofertadas no mercado e de um fruit parlor, o Anexo 2 contendo uma listagem de empresas japonesas relacionadas ao comércio de frutas no Japão e o Anexo 3 com a lista de Feiras Programadas para a Indústria de Alimentos, Bebidas e Alimentos Processados em Uma grande variedade de gêneros alimentícios é importada pelo Japão anualmente e compõe uma parcela importante da dieta do japonês. O total de importações de comida atingiu aproximadamente JpY5.4 trilhões em 1999 (aproximadamente USD4,13 bilhões), o que representou 14.8% do total das importações japonesas naquele ano. Por categoria, a maior parcela de importações de alimentos foi de pescados, que totalizaram 30.4% do total de gêneros alimentícios importados

11 Fruta Consumo anual em tons % importado Valor importações em US$ milhões Mangas ,9 Limões ,7 Mamão papaia ,1 Melões ,7 Caqui Valor total anual ,4 Fonte: Banco de Dados da AsAmediator. O maior exportador de comida para o Japão foram os EUA, com 30.1%, seguidos pela China (11.1%), Austrália (6.4%) e Tailândia (5%). Tabela 1 -- Maiores Fornecedores de Alimentos para o Japão País Principais Itens EUA Milho Carne bovina Soja China Enguias Frango Derivados de Frango Austrália Carne bovina Trigo Queijos Canadá Canola Carne suína Trigo Tailândia Frango Camarões Derivados de camarões Brasil Café Frango Soja Fonte: Japan s Foods Imports Tabela 2 -- Ordem de Importância das Frutas e Produtos Relacionados entre os Principais Produtos Alimentícios Importados pelo Japão, 1999 Item Classificação entre os 100 itens mais importados Bananas 17 Grapefruits 31 Suco de Laranja 42 Limões 51 Laranjas 54 Cerejas 63 Suco de Maçã 67 Kiwis 68 Uvas 90 Abacaxis enlatados 95 Morangos 97 Abacaxis 99 Fonte: Japan s Foods Imports De forma geral, qualquer tipo de comida pode ser importada pelo Japão, desde que seja qualificada como apropriada para o consumo humano. Uma grande variedade de frutas é importada pelo Japão, de diferentes qualidades e origens, de clima tropical ou temperado. A Tabela 3 mostra as principais frutas importadas pelo Japão, e os principais exportadores por fatia de mercado. Em 1999, o Brasil figurava entre os principais fornecedores (quarto lugar, com 4.7% do total exportado de frutas) dado o volume de 11-11

12 suco de laranja exportado. O destaque foi para a colocação das Filipinas, que vêm agressivamente entrando em alguns nichos específicos de mercado, como veremos nos estudos mais detalhados ao longo deste trabalho. Como os dados mostrados na tabela são de 1999, já houve modificações na classificação dessas posições, como ficou patente, por exemplo, em alguns mercados analisados mais à frente (papaias, por exemplo), onde a posição dos EUA caiu nos últimos dois anos, cedendo lugar às exportações filipinas. Tabela 3 -- Frutas importadas pelo Japão e discriminação dos principais países fornecedores, por fatia de mercado, 1999 Frutas Fatia de Mercado dos 5 principais países fornecedores, em % Total de todas as categorias EUA (33,6); Filipinas (17,3); China (11,0); Brasil (4,7); Equador (4,2) Frutas EUA (37,6); Filipinas (30,1); Equador (7,5); Nova Zelândia (6,6); México (4,6) Laranjas EUA (58,7); Austrália (13,0); Espanha (11,0); África do Sul (9,8); México (5,5) Limões EUA (88,1); Chile (6,5); Austrália (2,1); África do Sul (1,6); Nova Zelândia (1,4) Grapefruits EUA 80,4); África do Sul (10,1); Israel (6,9); Suazilândia (2,5); Cuba (0,1) Bananas Filipinas (69,6); Equador (20,2); Taiwan (7,9); China (1,3); México (0,3) Abacaxis Filipinas (96,7); Taiwan (2,2); China (0,7); Tailândia (0,4) Kiwis Nova Zelândia (92,1); Chile (5,2); EUA (2,4); República da Coréia (0,3) Cerejas EUA (99,4); Nova Zelândia (0,5); Canadá (0,1) Frutas Secas EUA (80,7); China (9,7); Turquia (3,1); África do Sul (2,7); Austrália (1,0) Frutas Congeladas Uvas passas EUA (89,9); África do Sul (4,8); Turquia (2,8); Austrália (1,8); Chile (0,3) EUA (34,4); China (19,5); Canadá (18,1); México (5,0); República Coréia (4,7) Morangos EUA (53,9); China (22,5); República da Coréia (11,8); México (6,1); Chile (2,8) Frutas Enlatadas China (29,1); Tailândia (20,3); África do Sul (2,0); EUA (10,8); Filipinas (5,3) Abacaxis Tailândia (48,8); Filipinas (23,6); Indonésia (19,9); Malásia (5,9); EUA (1,0) Pêssegos China (41,4); África do Sul (26,9); Grécia (14,8); Austrália (6,2); Chile (4,7) Sucos de Frutas EUA (32,6); Brasil (28,6); China (4,9); Áustria (4,1); Israel (3,5) Fonte: Japan s Foods Imports Laranjas Brasil (73,2); EUA (23,9); Italia (0,8); Austrália (0,7); Holanda (0,4) Maçãs EUA (28,7); China (21,2); Áustria (17,3); Chile (9,4); Alemanha (6,7) 1.1 A economia japonesa e a produção, importação e consumo de frutas A economia japonesa, desde a famosa ruptura da bolha em 1992, passa por um longo e difícil período de reestruturação. Esse processo contém diversas forças atuando em diferentes direções de modo que, se, por um lado, os ajustes na economia prescrevem cortes de despesas, com repercussões negativas sobre o consumo, alguns efeitos desses ajustes, por outro lado, trabalham em favor de uma maior abertura do mercado, numa tentativa de alinhamento, até onde possível, dos preços internos com os externos

13 De outra parte, com o início da liberalização das importações de frutas adotada pelo Japão a partir de 1989 (em obediência aos acordos da Rodada Uruguai do GATT), houve uma grande redução na produção doméstica tradicional de cítricos (tangerinas, principalmente) e maçãs, substituída por importações procedentes principalmente dos EUA e África do Sul, para os primeiros, e dos EUA e da Austrália, para as maçãs. Ainda assim, não obstante o significativo aumento nas importações de bananas entre os anos de 1996 e 2000 (cerca de 32%), o consumo de frutas pelo Japão, em termos absolutos, não aumentou mais do que 3% no decênio Para as comparações cambiais foi seguido o critério do Bank of Japan, segundo o qual a taxa cambial US$ 1,00/JpY no fechamento de cada ano calendário tem sido: Tabela 3.a - Taxa de câmbio do Yen versus US$ Ano JpY por US$ , , , , , , , , Fonte: Banco do Japão Outra observação importante é a de que as estatísticas utilizadas na Tabela 4, relativas ao market share das frutas importadas, não distinguem os percentuais das frutas produzidas domesticamente por sua destinação ao consumo direto como frutas frescas e à produção de sucos e outros produtos processados. Mesmo assim, é possível obter importantes conclusões a partir dos dados indicados na Tabela. Tabela 4 -- Evolução da participação de frutas importadas no mercado japonês ( mil toneladas) Itens Produção japonesa Importação Exportação Variação de estoque Total Abastecimento Fonte: Food Supply and Demand Dentre as diversas conclusões que inferem-se pelos dados acima, podem-se destacar: Houve um crescimento de apenas 3% no mercado consumidor japonês de frutas em um período de dez anos (entre 1989 e 1998), tendo, porém, caído cerca de 7,3% nos anos de 1995 a

14 Nesse mesmo período a importação de frutas pelo Japão cresceu cerca de 55,6%. Ainda no mesmo período, o market share das frutas importadas passou de 33,7% em 1989 para 50,9% em 1998 Como indicação dos efeitos mais recentes da atual crise econômica sobre o consumo, destaque-se, também, a queda de cerca de 10,6% sobre as importações de frutas no período contra um crescimento de 72,2% no período anterior Paralelamente, a produção japonesa de frutas decresceu respectivamente 22,8% e 7,8% nesses dois períodos. 1.2 Tendências Recentes de Mercado No ano de 2000, o total de importação de frutas cresceu para 10,9% acima dos totais de importações em 1999, chegando a JpY158.7 bilhões. Entretanto, este valor foi 1,6% menor do que o valor agregado das importações em 1999, indicando uma queda de preço médio das frutas importadas. Dentro das categorias mais importantes destacam-se as bananas, que representaram em ,4% do total do volume de frutas importadas, e 38,1% do valor total. Em 2001, o volume de bananas importadas atingiu toneladas. Outras frutas tropicais que também têm destaque nas importações são os abacaxis ( t), mangas (8.800 t) e papaias (6.800 t). Entre as frutas cítricas, destacam-se os grapefruits ( t), seguidos das laranjas ( t) e limões ( t). Quanto à categoria das frutas de clima temperado, destacam-se os kiwis ( tons), melões e melancias ( tons), cerejas ( tons) e uvas ( tons). O Japão importou menos de 1.5 milhões de toneladas por ano de frutas durante o período de 1989 a 1991 (que foi o periodo do início da liberalização das importações). Com o progresso da liberalização das importações, houve um aumento significativo do volume de frutas importadas, que chega atualmente a 1.8 milhões de toneladas. 1.3 Origem das Importações Geralmente, cada categoria de frutas importadas pelo Japão vem de um ou poucos países de origem, havendo uma concentração de até 90% das importações em um único país exportador. Isto se deve em larga escala às restrições de inspeção sanitária (bastante estritas), bem como muitas vezes ao pequeno número de regiões produtoras por categoria. Grande parte das frutas tropicais vem das Filipinas, como no caso das bananas (75%) e abacaxis (98%). No caso das mangas e papaias, há uma maior distribuição do mercado fornecedor. 53% das mangas importadas pelo Japão vêm das Filipinas, seguidas pelo México (31%). No caso das papaias, 58% vêm do Havaí, seguido das Filipinas (48%). No 14-14

15 caso dos abacates, 99% são importados do México. Entre as frutas examinadas mais especificamente neste estudo, as Filipinas são um importante fornecedor de mangas (53% do volume importado) e papaias (48% das importações). No caso das frutas cítricas, há uma predominância de importações dos EUA, que no passado chegavam a 90%. Entretanto, recentemente, as importações da África do Sul cresceram significativamente em termos relativos. No caso específico dos limões, entretanto, o Chile aparece como um grande mercado provedor (o segundo, com 15,4% do volume importado), nos últimos anos, tendo tirado mercado dos Estados Unidos (hoje com 77% do mercado). 1.4 Condições do mercado doméstico A liberalização do mercado doméstico resultou em um aumento significativo e rápido de importação de frutas, bem como num recuo também significativo do nível de autosuficiência do mercado japonês. Assim sendo, a produção doméstica também caiu, devido ao número descrescente de propriedades rurais produtoras de frutas, da população rural e problemas relacionados a atrasos na mecanização e redução de energia. As razões que causaram a queda da produção doméstica têm relação direta com a diferença de preço de comercialização das frutas produzidas no mercado doméstico e das frutas importadas, principalmente nos casos em que as margens de lucro do produtor doméstico são estreitas (como no caso das tangerinas e uvas). Nos casos em que a diferença de preços entre o mercado doméstico e o de frutas importadas não difere tanto, e nos quais também a margem de lucro do produtor doméstico é maior, não houve uma redução muito significativa da produção doméstica, uma vez que o consumidor japonês sempre associa ao produto doméstico uma imagem de qualidade superior (caso das maçãs e cerejas). De uma forma geral, percebe-se que a liberalização da importação de frutas trouxe mais dinamismo ao mercado doméstico, bem como alterou a estrutura deste mercado. É interessante observar as características culturais associadas ao consumo de frutas no Japão. Tradicionalmente, o consumo das frutas sempre esteve ligado às estações do ano, obedecendo, portanto, à sazonalidade natural da produção local. O costume tradicional era de se consumir as frutas sem cascas, arranjadas de acordo com um senso estético próprio. A introdução das importações imprimiu uma característica mais casual ao consumo de frutas, o que contribui também para o aumento desse consumo, já que o ato de ingerir a fruta se descola do costume tradicional que limitava o consumo a determinadas situações e formas pré-determinadas. 1.5 Consumo Regional de Frutas Tomando-se um índice de base 100 como a média de consumo de frutas, e conforme os dados dispostos na Tabela 5, a região de maior consumo (em volume) de frutas no pais é a região de Tohoku (nordeste do Japão), com um índice de consumo de 123, e um índice 15-15

16 de gasto médio de 99. Outras regiões importantes em termos de quantidade consumida são Hokkaido (ilha mais ao norte, índice de consumo 109, gasto médio 96) e Tokai (índice de consumo 107, gasto médio 100). Tabela 5 -- Consumo anual e índice de preço médio de frutas por região e por domicílio no Japão Região Consumo Todas as Frutas Gasto Médio Todo o Japão Cidades com população > 50 mil pessoas Tohoku Hokkaido Tokai Shikoku Kanto Hokuriku Chugoku Ranking Kinki Kyushu Okinawa Fonte: Statistical Data of Vegatable and Fruit 2002; Shokuhin Ryûtsû Jôhô Center Para referência e melhor compreensão da localização das diversas regiões e províncias, são apresentados abaixo mapas detalhados do Japão. No anexo 2, são apresentadas fotos de frutas importadas vendidas no varejo na região de Tóquio

17 Mapa do Japão dividido em regiões Fonte:

18 18-18 Estudo de Mercado para Importação de Frutas

19 É interessante notar que a distribuição regional do consumo não apresenta uma correlação direta com a renda per capita de cada região. Como pode-se ver pela Tabela 6 abaixo, as províncias que têm maior renda per capita estão predominantemente situadas nas regiões de Kanto (em torno de Tóquio). Na Tabela 6 também é interessante se notar que os gastos com alimentação tem uma correlação direta com a renda per capita e o consumo geral por família

20 Tabela 6 -- PIB per capita, consumo e gastos com alimentação por província em 2001 (ordenado por maior gasto com alimentação) Gastos com alimentação Receita por família Consumo por família em geral Província Região População #Famílias por família JpY/mês US$/mês # JpY/mês US$/mês # JpY/mês US$/mês # Kanagawa Kanto , , Ishikawa Chubu , , Hyogo Kinki , , Kyoto Kinki , , Tokyo Kanto , , Fukushima Tohoku , , Saitama Kanto , , Shiga Kinki , , Chiba Kanto , , Niigata Chubu , , Toyama Chubu , , Yamagata Tohoku , , Shizuoka Chubu , , Yamanashi Chubu , , Aichi Chubu , , Akita Tohoku , , Aomori Tohoku , , Hiroshima Chugoku , , Osaka Kinki , , Tochigi Kanto , , Miyagi Tohoku , , Iwate Tohoku , , Shimane Chugoku , ,

21 Província Região População #Famílias Gastos com alimentação Receita por família Consumo por família em geral por família JpY/mês US$/mês # JpY/mês US$/mês # JpY/mês US$/mês # Fukui Chubu , , Ibaragi Kanto , , Saga Kyushu , , Gifu Chubu , , Hokkaido Hokkaido , , Nara Kinki , , Kochi Shikoku , , Gunma Kanto , , Wakayama Kinki , , Mie Chubu , , Tottori Chugoku , , Tokushima Shikoku , , Yamaguchi Chugoku , , Kagawa Shikoku , , Okayama Chugoku , , Nagano Chubu , , Oita Kyushu , , Fukuoka Kyushu , , Nagasaki Kyushu , , Ehime Shikoku , , Kumamoto Kyushu , , Kagoshima Kyushu , , Miyazaki Kyushu , , Okinawa Okinawa , , Fonte: Elaborada a partir de dados da Chiiki Keizai Sôran Toyo Keizai Banco de Dados da AsAmediator

22 2 Sobre as Leis relacionadas à importação de frutas para o Japão A Figura 7 abaixo sumariza os procedimentos de acordo com as leis relacionadas à importação de frutas no Japão: Figura 7 -- Procedimentos para o Controle Fitossanitário: Submeter solicitação de inspeção pelo Controle Fitossanitário na Estação de Proteção Vegetal (junto com o certificado fitossanitário expedido pelo país de origem) Exame de Documentação Inspeção de Importação Problemas sanitários não detectados Problemas sanitários detectados Esterilização Destruição, retorno, etc. Emissão do certificado de Controle Fitossanitário Inspeção segundo a lei de Controle Sanitário de Alimentos Fonte: Handbook for Imported Foods, JETRO (Japan External Trade Organization),

23 2.1 Requerimentos de Controle Fitossanitário A princípio, todos os produtos agrícolas (in natura ou processados) estão sujeitos ao Controle Fitossanitário. O propósito é evitar que se espalhem microorganismos danosos, pestes de insetos e parasitas que podem potencialmente contaminar fauna e flora locais Itens sujeitos a Controle Fitossanitário Produtos frescos (in natura), onde se incluem as frutas frescas e castanhas em geral Produtos congelados e secos Grãos e farinhas Legumes Temperos, grãos de café, ervas medicinais Gorduras e óleos Itens não sujeitos a Controle Fitossanitário Produtos agrícolas normalmente sujeitos a controle fitossanitário podem ser isentos de controle de acordo com o tipo de processamento empregado. Isso inclui alimentos preservados em sal, vinagre, determinadas frutas secas, temperos secos embalados para venda no varejo Itens proibidos de ser importados Qualquer item com resíduos de terra Frutas frescas de regiões específicas (países com infestações de moscas do Mediterrâneo) 2.2 Lei de Controle Sanitário Propósito: Esta Lei foi concebida para proteger a comunidade de possíveis danos causados por controle inadequado do alimentos comercializados, o que consequentemente inclui todos os alimentos importados para consumo no país Termos Gerais da Lei Nenhum componente de alimentos consumidos no país, incluindo todos os aditivos, pode ser consumido a não ser que o Ministério da Saúde e Bem Estar verifique se são apropriados para consumo humano

24 2.2.3 Procedimentos Gerais de Acordo com esta Lei A Lei estabelece basicamente: Especificações de composição de produtos alimentícios em geral Padrões para produção, processamento, e preparação de produtos alimentícios de forma geral Preservação de produtos alimentícios em geral Há ainda uma série de alimentos e substâncias que sofrem restrições para importação, tais como: Produtos tóxicos e substâncias danosas, ou ainda alimentos que sejam passíveis de conter tais substâncias; Amendoim e pistache que contenham aflatoxina Peixes venenosos Produtos que já tenham se deteriorado durante o transporte Cereais que tenham adquirido fungos por vazamento de água marinha durante o transporte; Comidas congeladas que tenham sofrido alterações devido a variações de temperatura no transporte Produtos que não atinjam os padrões ideais de produção, seus ingredientes e materiais; Bebidas tipo refrigerantes que sejam tratadas com métodos de pasteurização fora do padrão exigido Carnes de porco que contenham resíduos de componentes antibióticos Aditivos que estejam fora do padrão exigido da composição especificada Produtos com uso impróprio de aditivos Comidas com aditivos não permitidos pela regulamentação atual Comidas secas com resíduos de íons de dióxido acima do permitido pela regulamentação atual Produtos não acompanhados pela documentação exigida Produtos de carnes não acompanhados dos certificados de saúde emitidos por autoridade de exportação do país de origem Fugu (peixe venenoso semelhante ao baiacu) não acompanhado de certificado de saúde emitido por autoridade de exportação do país de origem Algumas outras categorias de alimentos importados estão sujeitas a outras exigências, em adição aos mencionados acima, para ter sua importação autorizada no Japão. Entre eles estâo carnes, embutidos, frutas, vegetais e grãos, que estejam sujeitos à infestação ou infecção por organismos (insetos) ou microrganismos. Qualquer comida importada no Japão deve ser submetida à inspeção na Estação de Controle Fitossanitário antes de passar pelos procedimentos de alfândega e o importador 24-24

25 deve apresentar o Formulário de Notificação para Importação de Alimentos como parte crucial da inspeção. Os procedimentos de importação podem ser classificados de acordo com o tipo de produto: Produtos agrícolas, incluindo frutas, vegetais e cereais; Produtos pecuários, incluindo carnes in natura ou processadas Pescados Outros A sequência de procedimentos necessários está descrita na Tabela 8: Tabela 8 -- Procedimentos de Importação por tipo de produto Frutas e vegetais Carnes e subprodutos Pescados e subprodutos Outros alimentos processados Quarentena Animal x Quarentena Vegetal x Inspeção do alimento x x X x Quarentena no porto O de entrada Inspeção Alfandegária x x X x Fonte: Handbook for Imported Foods, JETRO, X: inspeções requeridas o: inspeções requeridas em bases especificas e limitadas; Informações relevantes sobre esta Lei podem ser obtidas com: Policy Planning Division, Department of Food Sanitation, Pharmaceutical and Medical Safety Bureau, Ministério da Saúde, Trabalho e Bem Estar. http: // 2.3 Lei de Proteção das Plantas Propósito: Esta lei inspeciona plantas exportadas, importadas bem como as domésticas, exterminando qualquer elemento da flora ou fauna danoso a outras plantas. Desta forma, previne-se a disseminação de doenças e promove-se a segurança e desenvolvimento da produção agrícola Termos gerais da Lei Plantas importadas e suas embalagens devem ser todas inspecionadas em absolutamente todos os casos, inclusive tendo ou não anexado um certificado de inspeção do país de origem

26 2.3.3 Itens sujeitos a esta Lei Mudas, bulbos, flores avulsas, frutas frescas, vegetais, grãos, madeira e temperos processados. Os itens são classificados em três categorias: Contrabando Plantas que sejam hospedeiras de parasitas, insetos propriamente ditos, e resíduos de solo de áreas conhecidas por hospedarem insetos perniciosos que causam danos à agricultura, mesmo que este dano específico nunca tenha ocorrido no país Espécies que requerem inspeção de importação: Fora da categoria acima, devem ser inspecionadas mudas, plantas decorativas, flores avulsas, bulbos, sementes, frutas, vegetais, grãos, madeira, ingredientes crus para temperos Espécies e artigos que não requerem inspeção: Produtos vegetais que tenham sofrido alto grau de processamento, como madeira pronta para uso industrial e chá processado

27 3 Sequência de Procedimentos requeridos sob a Lei de Sanidade dos Alimentos: 3.1 Processamento do Formulário de Notificação para Importação de Alimentos e outros documentos requeridos; Inspetores sanitários para alimentos estão disponíveis para esclarecimentos sobre como preencher a documentação antes do seu processamento Notificação de Importação: O documento denominado Notificação de Importação é requerido para todos os produtos alimentícios importados com finalidade comercial (incluindo importações para presentes, quando haja um número razoável de recipientes). Adicionalmente, a Lei de Sanidade dos Alimentos ainda demanda a Notificação de Importação para aditivos alimentícios e embalagens. As categorias que demandam a Notificação de Importação estão listadas abaixo: Aditivos Alimentícios: Substâncias usadas na produção de alimentos ou com a finalidade de conservação por meios de adição, mistura, infiltração etc. Aparatos em geral Utensílios de mesa, cozinha ou outros utensílios e máquinas usados para a produção, transporte ou outros tratamentos para alimentos e que estejam em contato direto com o próprio alimento ou com seus aditivos. Embalagens Artigos em que os alimentos são acondicionados ou embalados, quando tais alimentos forem disponibilizados para a comercialização 3.2 Exame dos documentos Neste ponto, um exame cuidadoso é conduzido para determinar se há problemas sanitários baseado no conteúdo da Notificação de Importação e dos outros documentos relacionados, histórico de importação do mesmo produto, e problemas ou violações passadas, resultados de exames laboratoriais já executados e outros. Se houver uma determinação para que inspeções adicionais sejam executadas, estas serão definidas neste estágio

28 3.3 Certificado de Notificação de Processamento Se nenhuma inspeção adicional é requerida, uma cópia da Notificação submetida é carimbada com submitted na coluna da direita do documento e é dada para o importador. Esta cópia é anexada à Declaração de Alfândega. 3.4 Inspeções Dependendo das circunstâncias, inspetores sanitários da Seção de Quarentena, irão ao local onde a mercadoria está armazenada para uma inspeção física. 3.5 Certificado de Inspeção Concluída Artigos que passaram por inspeção têm uma cópia da notificação submetida carimbada passed (na coluna da direita) e uma cópia é dada ao importador. Esta cópia é anexada à Declaração para Alfândega. 3.6 Como lidar com a carga que não é considerada aceita pela inspeção Instruções específicas são dadas para cada caso pelas autoridades da Seção de Quarentena

29 4 Formas de Simplificar o Processo de Importação 4.1 Sistema de Notificação Antecipada É possível ter a documentação exigida processada a partir de sete dias antes da carga chegar ao porto de entrada (Prior Notification System). 4.2 Sistema de Importação Planejada Para facilitar os procedimentos de entrada, também é possível dar entrada a múltiplas Notificações de Importação suficientes para um ano, por exemplo (Planned Importing System). 4.3 Aceitação de resultado de inspeção voluntária Quando o produto tiver sido voluntariamente inspecionado antecipadamente por um laboratório designado pelo Ministério da Saúde e Bem Estar Japonês e este resultado estiver anexo à Notificação de Importação, a carga estará isenta de inspeções correspondentes na Seção de Controle Fitossanitário. 4.4 Aceitação de resultados de inspeção de laboratórios dos países de origem Quanto à Inspeção Sanitária, é aceitável que se apresentem relatórios de inspeção preparados no país de origem; entretanto esses laboratórios devem ser autorizados pelo Ministério da Saúde Japonês. Há hoje dois laboratórios autorizados no Brasil. A vantagem de se obter tal relatório no país de origem é minimizar o risco de a carga não ser aceita ao chegar ao Japão. 4.5 Sistema de importação de produtos idênticos A identidade de produtos é difícil de ser verificada, especialmente no caso de produtos primários (não processados). Entretanto, quando o mesmo produto é importado, se se apresenta o resultado de inspeção feita por um laboratório oficial tanto no Japão quanto no país de origem quando da importação inicial e nenhum problema é encontrado, os mesmos relatórios nas importações subsequentes podem ser dispensados por um determinado período de tempo. É importante notar que a Notificação de Importação é requerida para cada importador e não será, portanto, dispensada quando um determinado produto já é importado por uma outra empresa. O que pode acontecer é que quando já se sabe que tal produto já é importado pelo país, os procedimentos de importação poderão ser mais rápidos. Já houve casos no passado de produtos que se julgavam idênticos terem que ser retornados para o importador por componentes fora do padrão terem sido identificados

30 4.6 Sistema de registro de produtos Se um produto é repetidamente importado, o importador pode submeter um pedido de registro de produto na ocasião da primeira importação. A partir do momento que estão registrados, durante um ano é necessário que apenas seja listado este número de registro na Notificação de Importação. 4.7 Sistema de confirmação antecipada de importação Se o importador der entrada com um pedido de confirmação adiantada junto ao Ministério da Saúde e Bem Estar Japonês via uma autoridade de governo no país de origem, é possível por três anos utilizar apenas este número de registro na Notificação de Importação. 4.8 Notificação via sistemas computadorizados É possível, via instalação de software de uso on-line apropriado, processar toda a Notificação de Importação e Notificação de Inspeção requeridas junto às autoridades de Controle Fitossanitário

31 5 Portos de Entrada A maior parte dos aeroportos e portos marítimos tem Estações de Controle Fitossanitário e qualquer destes portos pode executar a inspeção sanitária necessária ou a inspeção específica para pescados, que também verifica a presença de cólera. Os 32 principais portos de entrada que têm capacidade para executar os procedimentos necessários são: 1. Baraki 2. Chiba 3. Chitose (Aeroporto) 4. Fukuoka 5. Fukuoka (Aeroporto) 6. Funabashi 7. Hiroshima 8. Hiroshima (Aeroporto) 9. Kagoshima 10. Kansai (Aeroporto) 11. Kawasaki 12. Kobe 13. Moji 14. Nada 15. Nagasaki 16. Nagoya 17. Nagoya (Aeroporto) 18. Naha 19. Naha (Aeroporto) 20. Narita (Aeroporto) 21. Niigata 22. Osaka 23. Otaru 24. Sakai 25. Sendai 26. Sendai (Aeroporto) 27. Shimizu 28. Shimonoseki 29. Tóquio 30. Tóquio (Aeroporto) 31. Yokkaichi 32. Yokohama Entretanto, há apenas alguns portos capazes de executar as quarentenas animal e vegetal. Isto se deve ao fato de que poucos portos têm o espaço fisico necessário para a execução de fumigação, quando necessário

32 No caso da importação de frutas, especificamente, é requerida a quarentena de plantas. Nos estudos mais específicos de cada fruta focada neste estudo, mencionaremos todos os portos de entrada em cada caso. Há estatutos que determinam exatamente as várias declarações, inspeções e procedimentos associados para cada categoria de produtos. O propósito destas declarações é assegurar a qualidade dos alimentos, proteger a flora e faunas domésticas e proteger a indústria doméstica também. Para o caso de frutas, especificamente, o estatuto básico é a Lei de Sanidade dos Alimentos, e o foco específico é evitar a entrada e a disseminação de pestes que possam afetar espécies vegetais. O governo japonês estabeleceu um ombudsman para o comércio exterior em geral, denominado OTO Office Trade and Investment Ombudsman, através principalmente do OMA Office of Market Access, para servir de canal para eventuais reclamações a respeito do processo de importação em geral

33 6 Outros fatores importantes para o Processamento de Importações 6.1 Como determinar que um produto é idêntico e portanto elegível para o sistema de importações programadas O alimento deve ser absolutamente idêntico O importador tem que ter um histórico de importação antes de dar entrada com o pedido dentro deste sistema (programado) e não poderão ter havido violações no processo de importação deste produto nos últimos três anos. Frutas temporariamente armazenadas, cascas de frutas e frutas congeladas (exceto aquelas congeladas após processamento) se enquadram nesta categoria. 6.2 Amostras Todas as entradas de alimentos importados com fins comerciais estão sujeitas aos procedimentos descritos, portanto, as amostras eventualmente também deverão seguir os procedimentos normais. Entretanto, se o alimento estiver sendo importado para consideração interna da empresa e estiver claro que o produto trazido está sendo usado para se decidir se deverá ser ou não importado no futuro (e que não está sendo direcionado de forma alguma para a comercialização), não há necessidade de se apresentar a Notificação de Importação. Entretanto, dependendo do tipo de produto e da quantidade envolvida, pode ser requerida alguma prova especial de que a amostra está sendo utilizada para a finalidade acima. Adicionalmente, qualquer produto sendo importado para teste e pesquisa, que será utilizado apenas para teste em laboratório ou organização de pesquisa, também não requer a Notificação de Importação. Da mesma forma, dependendo do tipo de produto e da quantidade envolvida, pode ser requerida alguma prova especial de que o produto está sendo utilizado para a finalidade acima. 6.3 Feiras 2 Se o alimento está sendo importado com a finalidade de ser exibido em uma feira de alimentos e não vendido ou para ser objeto de algum contrato comercial, então a Notificação de Importação não é necessária. Novamente, dependendo do tipo de produto e da quantidade envolvida, pode ser requerida alguma prova especial de que o produto está sendo utilizado para a finalidade acima. É importante notar que os alimentos importados para exibição em uma feira não podem ser distribuídos gratuitamente durante a feira. Se os produtos têm a finalidade de ser distribuídos gratuitamente para um número não especificado de pessoas, então todos os procedimentos de importação são requeridos, incluindo a apresentação da Notificação de 2 Para informações a respeito de feiras de alimentos, bebidas e alimentos processados, fazer referência ao apêndice 3 deste trabalho

34 Importação, de forma a verificar a qualidade e segurança do produto para distribuição. O único procedimento de que se isenta o importador, neste caso, é a obrigação de rotular os alimentos

35 7 Impostos de Importação e Tarifas 7.1 Impostos Os Impostos de Importação na maior parte das vezes diferem de acordo com o país de origem. Em geral, importações de países em desenvolvimento estão sujeitas a um imposto menor. Algumas categorias de produtos têm um sistema diferenciado de taxação, em duas fases (por exemplo queijos, purê de tomate ou extrato de tomate). Neste caso, aplica-se um determinado imposto até certo volume e subsequentemente um novo imposto a volumes acima daquele. Há diferenciação de taxas no caso de diferentes tipos de embalagens (por exemplo chá em pacotes para varejo e atacado), bem como para o caso de se ter um ingrediente adicionado a um produto básico (adição de açúcar, por exemplo). E, finalmente, há também diferenciação para casos de sazonalidade de importação, que se aplica por exemplo para bananas e laranjas. Tabela 9 -- Tarifas Alfandegárias Aplicáveis a Frutas Frescas Importadas Código HS Descrição Tarifa Aplicável Geral WTO Preferencial Temporária 0803 Bananas -100 Se importadas entre 01/abril e 30/ setembro 40% 20% 10% ou isento -100 Se importadas entre 01/outubro e 31/ março Abacaxis 20% 17% 50% 25% 20% ou isento Abacates 6% 3% 3% ou Isento Mangas 6% 3% Isento Laranjas Se importadas entre 01/junho e 30/ novembro 20% 16% -000 Se importadas entre 01/dezembro e 31/maio 40% 32% Limões Isentos Isentos Grapefruits 10% (10%) Uvas -100 Se importadas entre 31/março e 30/outubro 20% 17% -000 Se importadas entre 01/novembro e último dia de fevereiro 13% 7.8% , 19 Melancias e outros 10% 6% 35-35

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