UNIVERSIDADE DE MARILIA UNIMAR PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO PAULO AUGUSTO MENDES

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1 UNIVERSIDADE DE MARILIA UNIMAR PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO PAULO AUGUSTO MENDES CONTRATE UM TECNÓLOGO : ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional MARÍLIA-SP 2012

2 PAULO AUGUSTO MENDES CONTRATE UM TECNÓLOGO : ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Comunicação da Universidade de Marília, como requisito para obtenção do título de mestre em Comunicação. Área de Concentração: Mídia e Cultura. Orientadora Profa. Dra. Andréia C. Fregate Baraldi Labegalini. MARÍLIA-SP 2012

3 Mendes, Paulo Augusto Contrate um tecnólogo : ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional./ Paulo Augusto Mendes -- Marília: UNIMAR, f. Dissertação ( Programa de Pós-Graduação em Comunicação) -- Curso de Comunicação da Universidade de Marília, Marília, Comunicação 2. Contrate um Tecnólogo 3. Ferramenta de comunicação organizacional I. Mendes, Paulo Augusto. CDD

4 PAULO AUGUSTO MENDES CONTRATE UM TECNÓLOGO : ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade de Marília como requisito para obtenção do título de mestre em Comunicação. Orientadora Profa. Dra. Andréia C. Fregate Baraldi Labegalini. Aprovada pela Banca Examinadora em: 28/06/2012 Profa. Dra. Andréia C. Fregate Baraldi Labegalini. Profa. Dra. Márcia Cristina de Oliveira Mello Profa. Dra. Rosangela Marçolla

5 Dedicatória Dedico este trabalho ao meu saudoso, amado e querido pai. Verás que um filho teu não foge à luta Espero que, de onde esteja, orgulhe-se de teu filho, agora esposo, agora pai. À minha amada mãe. Sem ti, saiba que não estaria aqui. Espelho-me em sua coragem e perseverança. À minha esposa, pela paciência, companheirismo, carinho e confiança. Te amo como a primeira vez em que te vi. À minha pequena Lorena, minha jóia, meu mundo. O papel da mulher é ser protagonista de sua história Sempre estaremos juntos. Por ti movo montanhas. À Cláudia Cristina N. T. Mendonça, espelho-me em sua trajetória para construção do meu saber.

6 Agradecimentos A Deus... O Senhor é meu pastor, nada me faltará (Salmo 22/23 atribuído ao Rei Davi) Agradeço a Profa. Dra. Andréia C. Fregate Baraldi Labegalini pela sua colaboração e orientação. Agradeço a Profa. Livre Docente Dra. Suely Fadul Villibor Flory pela transmissão de conhecimento e sabedoria. Agradeço a Profa. Dra. Rosangela Marçolla e ao Prof. Dr. Roberto Reis de Oliveira pela experiência compartilhada durante a qualificação. Agradeço o Prof. Dr. Adolpho Queiroz pelo aprendizado obtido durante suas aulas. Agradeço a Profa. Dra. Heloísa Helou Doca por sua presença e conselhos compartilhados durante os almoços filosóficos. Agradeço a Andréia por sua simpatia e atenção durante este percurso. Agradeço aos demais professores e funcionários desta Instituição, pois, se cheguei até aqui foi pela participação e envolvimento de todos. Agradeço aos meus colegas do Curso de Mestrado, turma inesquecível: Arlete Mathias, Fabrício, Chris Parra, César, Camila, Gustavo, Rodrigo, Álvaro, Rodrigo (de Assis), Maria Aparecida, Vanderley, Milton Farias, Cláudio, Edgar, Arlete Marçal, Patrícia, Antonio Camacho, Hyclea, Leandro, Aline e Marisol. Agradeço a Profa. Dra. Cláudia Cristina N. T. Mendonça, pela oportunidade concedida. Agradeço ao Prof. Dr. Paulo Sérgio Jorge, pelos conselhos e incentivo. Agradeço ao Sr. Marcelo da Silva Fiorini, pelo apoio durante esta jornada.

7 RESUMO A existência da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO, objeto desta dissertação, motivou o estudo sobre sua influência na elaboração dos currículos de alunos da Fatec-Marília do Curso Superior de Tecnologia em Alimentos, participantes da presente pesquisa, ressaltando suas aptidões específicas, ajustadas às vagas disponíveis no mercado de trabalho. A pesquisa desenvolvida mostrou-nos que o Curso Superior de Tecnologia derivou-se da reforma universitária, regulamentada pela Lei 5540/68. Esta avaliação sedimentou seu objeto na Lei de Diretrizes e Bases (LDB 9394/96), lei que ampara e regulamenta os Cursos Superiores de Tecnologia. A hipótese baseia-se princípios da Retórica de Aristóteles que propõe como primordial para a excelência na comunicação, a integração entre: quem fala, sobre o que se fala e com quem se fala, deste modo, buscou-se comprovar a influência da ferramenta. Teóricos posteriores trouxeram contribuições indispensáveis para se pensar as relações de comunicação do objeto de estudo e empresas do setor de alimentos da cidade de Marília. Levantamentos teóricos foram considerados para averiguar a trajetória da comunicação e do ensino superior brasileiro para sedimentar o reconhecimento do objeto. Feito isso, recorremos ao estudo de caso para averiguação do know how utilitário que o CONTRATE UM TECNÓLOGO ofereceu aos discentes do Curso de Tecnologia em Alimentos da Fatec Marília, utilizando, depoimentos de alunos e também depoimentos das empresas do setor alimentício deste município. Concluímos nesta dissertação que a ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO influenciou positivamente na comunicação entre os alunos e ex-alunos da Fatec Marília do Curso Superior de Tecnologia em Alimentos e as empresas empregadoras deste setor na região. Palavras-Chave: Comunicação. Contrate um tecnólogo. Ferramenta de comunicação organizacional.

8 ABSTRACT The existence of organizational communication tool and guidance "HIRE A TECHNOLOGIST", object of this work, motivated the study of their influence in the development of curricula for students Fatec-Marilia's Degree in Food Technology, participated in this study, highlighting their specific skills tailored to the available vacancies in the labor market. The research conducted has shown us that the Course of Technology derived from the university reform, regulated by Law 5540/68. This assessment cemented its object the Law of Guidelines and Bases (LDB 9394/96), a law that protects and regulates the Colleges of Technology. The hypothesis is based on principles of Aristotle's Rhetoric that proposes as essential for excellence in communication, the integration between "speaker", "about the talk" and "whom he speaks" thus sought to demonstrate the influence of the tool. Later theorists brought contributions necessary to think about communication relations of the object of study and business the food sector of the city of Marilia. Surveys theorists were considered to determine the trajectory of communication and higher education in Brazil to settle the recognition of the object. That done, we turn to the case study to investigate the utility to know how the "HIRE A TECHNOLOGIST" offered to students of Food Technology Course in Fatec Marilia, using testimonials from students and also statements of companies in the food sector of this municipality. We conclude this dissertation that the tool of organizational communication and guidance "HIRE A TECHNOLOGIST" positive influence on communication between students and alumni Fatec Marilia's Degree in Food Technology and business employers in this sector in the region. Keywords: Communication. Hire a techie. Organizational communication tool.

9 LISTA DE TABELAS Tabela 1 A cidade de Marília possui estatísticas que demonstram a capacidade de produção no setor alimentício, que justificam o título de "Capital Nacional do Alimento" 47

10 LISTA DE FIGURAS Figura 1 Componentes de um processo ou sistema de comunicação 25 Figura 2 Arco de Maguerez 30 Figura 3 Capa da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional "CONTRATE UM TECNÓLOGO 50 Figura 4 Cadastro das empresas participantes da ferramenta CONTRATE UM TECNÓLOGO 57 Figura 5 Home Page da Fatec Marília, constando a ferramenta CONTRATE UM TECNÓLOGO 57 Figura 6 Tela de alguns dos currículos cadastrados na ferramenta CONTRATE UM TECNÓLOGO 58 Figura 7 Tela de acesso para cadastro de currículo 62 Figura 8 Área do Aluno Autorização para pesquisa 62

11 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 11 CAPÍTULO 1 COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL Breve fundamentação teórica Comunicação gerencial Processo de comunicação Combate aos obstáculos da comunicação Metodologia ativa de ensino Curriculum Vitae 32 CAPÍTULO 2 FUNDAMENTOS LEGAIS PARA OS CURSOS SUPERIORES DE TECNOLOGIA Diretrizes dos cursos tecnológicos Derivações alcançadas pela tecnologia: Centro Paula Souza, a cidade de Marília, Fatec-Marília e o Tecnólogo em Alimentos 43 CAPÍTULO 3 A FERRAMENTA DE COMUNICAÇÃO CONTRATE UM TECNÓLOGO Novas Tecnologias: convergência digital dos discentes do Curso Superior de Tecnologia em Alimentos da Fatec-Marília A trajetória da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO Operacionalidade da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO 56 CAPÍTULO 4 ESTUDO DE CASO 61 CONSIDERAÇÕES FINAIS 69 REFERÊNCIAS 71

12 ANEXOS Anexo I Depoimento 1 E. S. L., data: 05/07/2010, 20:25 horas 77 Anexo II Depoimento 2 A. R., data: 11/07/2010, 14:18 horas 78 Anexo III Depoimento 3 M. C., data:14/08/2010, 17:24 horas 79 Anexo IV Depoimento 4 A. K. C., data: 31/08/2010, 00:35 horas 80 Anexo V Depoimento 5 J. R., data: 12/11/2010, 19:35 horas 81 Anexo VI Depoimento 6 K. I., data: 27/11/2010, 12:54 horas 85 Anexo VII Depoimento 7 R. D. G. data: 29/11/ 2010, 21:28 horas 88 Anexo VIII Depoimento 8 M. P. data: 07/12/2010, 12:31 horas 90 Anexo IX Depoimento 9 S. S. data: 18/12/2010, 16:54 horas 94 Anexo X Depoimento 10 L. F. R. data: 14/02/2011,16:15 horas 97 Anexo XI DVD contendo documentário MARÍLIA DO NOSSO AMOR 98

13 11 INTRODUÇÃO O espaço virtual possibilita a quebra das barreiras geográficas, encurta distâncias, viabiliza a rapidez e a amplitude da comunicação do ser humano num curto espaço de tempo. A internet é o ambiente do espaço virtual que possibilita o relacionamento com outras pessoas e pode ser utilizada como ferramenta de produção e recepção de informações. Os avanços tecnológicos proporcionados pela facilidade de comunicação da internet proporcionaram a evolução do mercado de trabalho devido ao uso de novas tecnologias e desencadearam atmosfera propícia para se eleger o tema desta dissertação, centralizado em atender os alunos e egressos da Fatec-Marília, do Curso de Tecnologia em Alimentos do mesmo município. O problema que motivou esta pesquisa busca entender a existência da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO e sua influência na elaboração dos currículos de alunos da Fatec- Marília do Curso Superior de Tecnologia em Alimentos que participaram deste estudo. A hipótese de que a ferramenta de comunicação é destinada a ligar a aptidão do discente do referido curso, com influência positiva, a sua atuação profissional de tecnólogo em alimentos por meio de um Banco de Dados, de acesso online, contendo exclusivamente os currículos dos discentes do Curso Superior de Tecnologia em Alimentos da Fatec-Marília, representando um direcionamento do aluno às suas aptidões e futura projeção no mercado de trabalho por meio de um currículo bem elaborado que facilite a comunicação entre empregado e empregador. A possível inserção no mercado de trabalho depende das informações contidas no currículo do discente, tais informações são trabalhadas de acordo com as aptidões do aluno durante seu processo de graduação e transportadas ao currículo encaminhado ao mercado de trabalho por meio da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO. O procedimento metodológico desta dissertação foi embasado em estudo de caso para elencar revisão de literatura e averiguar a influência da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO na elaboração do currículo do discente pesquisado durante seu processo de graduação.

14 12 O objetivo desta dissertação é desenvolver um estudo a respeito da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO ; analisar os dados coletados neste estudo; constatar quais as reais contribuições da referida ferramenta como instrumento de comunicação da Fatec- Marília, verificar a importância da orientação pedagógica no ato do preenchimento dos dados do currículo. Esta dissertação é composta por quatro capítulos, os quais se originaram das dúvidas e limitações experimentadas por nós na ocasião em que procurávamos nossa primeira oportunidade de emprego, disputando uma vaga de administrador de empresas, após cinco anos de graduação, em A ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO objetiva facilitar a inserção mercadológica do discente do Curso de Tecnologia em Alimentos da Fatec-Marília, no município de Marília, caracterizado como polo regional de alimentos. Em relação aos capítulos desta dissertação, o capítulo 1 tratará dos estudos das definições da comunicação e também de fundamentações teóricas que debaterão os vários aspectos concernentes à comunicação até entrelaçar-se com a metodologia ativa de ensino e o curriculum vitae do discente da Fatec-Marília, o que projetará no capítulo 2 a importância do Ensino Superior. Tal capítulo representa um espaço de justificativa da dissertação, ou seja, o ensino tecnológico obterá regulamentação e será sedimentado e amparado na reforma universitária, promovida pela Lei 5540/68 e posteriormente a Lei nº 9.394/96, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. O capítulo apresenta ainda as diretrizes para os cursos tecnológicos e averigua as raízes do Ensino Superior no Brasil, passando por suas derivações, isto é, o Ensino Superior em Tecnologia e as interfaces com o Centro Paula Souza, Fatec-Marília, organizado em ordem paralela com a expansão de Marília Símbolo de Amor e Liberdade reconhecida como capital nacional do alimento. Demandará também, nesta etapa do estudo, a resolução da questão proposta aferindo aspectos teóricos para solucionar a dúvida: o projeto CONTRATE UM TECNÓLOGO : é uma ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional? O capítulo 3 trará a análise e a verificação sobre o objeto de estudo em si, ou seja, observa-se a ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO, em todos os seus aspectos desde o seu surgimento até sua utilização nos dias atuais.

15 13 O estudo de caso apontará os resultados obtidos com os utilitários/discentes e também depoimentos de representantes de empresas, que contribuirão, com suas respostas, para a edificação desta pesquisa que será averiguada no quarto capítulo com suas conclusões sobre a funcionalidade do objeto estudado. Acreditamos que o acompanhamento dos discentes tecnólogos e recémformados, durante a alimentação do banco de dados curricular online, propicia a participação e a utilização do meio digital pelos mesmos, além de facilitar a interatividade entre a Fatec Marília e as empresas do setor alimentício, por meio da atualização dos contatos digitais entre futuros empregados e empregadores. Tal fator proporciona maior agilidade nos processos de seleção envolvendo os estudantes da Fatec Marília do Curso de Tecnologia em Alimentos, pois, devido a este contato online, eliminam-se possíveis interrupções em sala de aula e facilita-se a comunicação do processo seletivo no período de férias e feriados. Para melhor compreensão do alcance e colaboração dessa pesquisa, no capítulo 4, será feito um estudo sobre o processo de formação profissional, ou seja, a graduação como uma etapa da qualificação do aluno e possível ascensão socioeconômica. Outro aspecto que justifica esse estudo encontra-se na necessidade, trazida pela sobrevivência da própria Faculdade, cuja contínua demanda de alunos será favorecida pelo sucesso dos tecnólogos egressos do Curso, bem colocados no mercado de trabalho, utilizando a comunicação como vetor da aplicação prática da interação dos discentes do Curso de Tecnologia em Alimentos da Fatec Marília e possibilidade de inserção mercadológica no setor alimentício, por meio de currículos bem organizados e estruturados, que permitam conhecer melhor as aptidões e qualificações dos tecnólogos, bem como averiguar a influência positiva da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO durante a elaboração desses currículos.

16 14 Capítulo 1. Comunicação organizacional 1.1. Breve fundamentação teórica A existência de uma ferramenta de comunicação e orientação profissional destinada a ligar a aptidão do discente do Curso de Tecnologia em Alimentos da Fatec Marília à sua atuação profissional levou-nos a delinear como nosso objeto de estudo a ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO. A presente dissertação será embasada, prioritariamente, nos aspectos teóricos da comunicação e algumas de suas respectivas definições, que serão estudadas neste capítulo. Segundo Ferreira (1986, p. 443), Comunicação define-se como ato ou efeito de comunicar-se. Ato ou efeito de emitir, transmitir e receber mensagens por meio de métodos e/ou processos convencionados.. Sobre comunicação, Rosnay (1997, p.135) definiu que: [...] a comunicação existe para unir coisas, a própria vida só se dá por estas circunstâncias. Na esfera biológica temos memória deste reconhecimento, a troca de informação do processo químico de comunicação acontece tendo base o código genético. A história da comunicação se estende desde a comunicação entre as moléculas e as células biológicas até as interações entre os organismos e finalmente entre os seres humanos. (ROSNAY, 1977, p.135) Para Holfeld (2002, p.12-15) a origem do termo comunicação: [...] vem do latim communicatio, do qual se distinguem três elementos, sendo, uma raiz munis, que significa estar encarregado de, acrescido do prefixo co, o qual expressa simultaneidade, reunião, tem-se a idéia de uma atividade realizada conjuntamente, completada pela terminação tio, que por sua vez reforça a idéia de atividade. (HOLFELDT, 2002, p.12-15) O autor afirma que este foi o primeiro significado do termo comunicação no vocabulário. Descreveu ainda o significado de comunicação na simples decomposição do termo comum+ação, onde o significado ação em comum sobre outrem leva a intenção de realizar o processo do ato de duas (ou mais) consciências com objetos comuns e suas relações entre consciências. É neste ponto em comum das relações entre as consciências que a ação em comum acontece, como por exemplo, em um jogo de futebol, onde, o jogador adentra na área do adversário marcado por outros jogadores e passa a bola para que seu companheiro efetive o gol. Neste caso, observa-se que a

17 15 intenção de realizar o processo do ato dessas duas consciências com o objeto bola refere-se na intenção do resultado de se efetivar o gol. No pensamento de Chiavenato (2003, p.128) a comunicação possibilitou o entendimento entre as pessoas, caracterizando um bom ambiente, conforto emocional e compreensão mútua. O autor complementou dizendo que para realizar suas tarefas no cotidiano, cada indivíduo tem a necessidade de informar ou de ser informado e isso só é possível através da comunicação e consequente troca de informações, esclarecendo que tal prática é processo fundamental da experiência humana e da organização social, ou seja, o significado comum da mensagem ou informação. Parry (1967, p. 25) já afirmava que comunicar-se é transmitir uma mensagem ao receptor (es). Epstein (1988, p.16) defendeu que a relação entre o significado e a interpretação das mensagens contidas na comunicação possui dependência na dimensão semântica do código ao qual está referido, ou seja, este código tem de ser de conhecimento comum, as palavras necessitam da associação com seus respectivos objetos ou pessoas para a compreensão do coletivo. O simples ato da compra de um pão do tipo francês (como é conhecido no estado de São Paulo) trata a prática da questão, pois o mesmo produto é conhecido como cacetinho no estado do Rio Grande do Sul. Por meio deste exemplo comprova-se que a propagação da mensagem é influenciada pela cultura da população. Sobre este assunto, Polistchuk e Trinta (2003, p.62-63) afirmaram que a mensagem propagada deve ser balizada de acordo com o nível cultural do receptor, para que haja sucesso na transmissão de seus anseios. Complementaram, também, que a comunicação é humana, cotidiana, dialogada, jamais concluída e em permanente recomeço, pois a comunicação é feita e refeita por si e por incontáveis dizeres de que todos somos capazes, em nossa condição e de acordo com nossa situação, em tempos distintos e diversos lugares. Ainda frisaram que a comunicação faz parte do processo básico para a prática das relações humanas, assim como para o desenvolvimento da personalidade individual e do perfil coletivo. Por meio da comunicação, o indivíduo faz-se pessoa, indo de singular à relação plural. Busca encontrar sentidos para as coisas, interpretar os acontecimentos, entender os fatos do mundo. Comunicar significa partilhar, isto é, compartilhar com alguém certo conteúdo de informações, tais como pensamentos, idéias, intenções, desejos e conhecimentos. Por via de um ato de comunicação,

18 16 experimentamos o sentido de uma comunhão com aquele a quem nos dirigimos, porque com ele passamos a ter algo em comum. (LITTLEJOHN, 1978, p.07). Sobre a importância da comunicação na vida das pessoas Tayer (1972, p. 35) ressaltou que a essência do ser humano é comunicar-se e receber comunicação. Trata-se de um processo decisivo para possibilitar e determinar as condições, as operações e o inter-relacionamento de todos os sistemas vivos. Em relação à comunicação, observa-se que cada época tem suas características e um modo especial de concretizar os processos comunicacionais. A conseqüência disso é que, em cada período, a comunicação atende a diferentes objetivos e funções, o que pode ser constatado por meio da avaliação de Hohlfeldt (2003, p.68-72) que defendeu que o conceito de comunicação transforma-se, desde seus primórdios na Grécia no século V a.c., de acordo com a realidade vivenciada por um determinado grupo. O mesmo autor ainda reforçou o seu raciocínio e delineou a trajetória da comunicação, apontando, Platão como o primeiro filósofo ocidental a refletir sobre a comunicação em sua obra A República 1. Anteriormente, o mesmo autor (2002, p.64) tratou a comunicação e seus marcos históricos identificando-os a partir dos gregos, destacando esses diferentes períodos na Grécia, século V a.c.; Roma, entre o século I ac. e o século I d.c; Itália, entre os séculos XV e XVI; França, a partir do final do século XVIII e especialmente ao longo de todo o século XIX; Europa e Estados Unidos, a partir da segunda década do século XX até o momento. Os princípios essenciais da comunicação propostos por Aristóteles (384 a.c. Atenas, 322 a.c.) afirmam que a situação comunicativa depende de um emissor/ quem fala, de um receptor / com quem se fala e de uma mensagem / sobre o que se fala. Posteriormente, estudos norte-americanos, complementaram os fundamentos aristotélicos, conforme se verifica na citação abaixo: É verdade que o modelo lasswelliano acrescentou só dois elementos ao processo comunicacional em que canal e com que efeitos mas isso foi apenas mais de vinte séculos depois de Aristóteles [...] no modelo proposto por Laswell, reduzindo-o pois, apenas a um processo informativo na medida em que se esgota ao atingir o receptor.(hohlfedt, 2003, p.79). 1 Mais informações sobre este assunto estão disponíveis em

19 17 Como os princípios retóricos de Aristóteles, conforme já referido, evidenciam um emissor, receptor e uma mensagem para estruturar uma situação de comunicação por excelência e se o mesmo princípio foi aprimorado por outras teorias posteriores, atribui-se nesta dissertação o papel de emissor- a Fatec Marília, o de receptor- aos discentes do curso de Tecnologia em alimentos, a mensagem- aos assuntos abordados por meio da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO, meio pelo qual se comunicam emissor e receptor, ou seja, a ferramenta de comunicação que trata do direcionamento mercadológico do discente, baseado em suas aptidões, relacionadas ao Curso de Tecnologia em Alimentos da Fatec Marília. Como adicional posterior à teoria de Aristóteles, para esta dissertação, o canal usado para ligar emissor e receptor é a internet e o código 2 estabelecido para que não haja ruído ou interrupção de comunicação entre o emissor e o receptor é a língua portuguesa, a decodificação da língua resulta na mensagem aferida entre ambos. Todas estas passagens revelaram-se pela história e cultura, acarretando uma mutação da comunicação, com diferentes interpretações de acordo com a consciência de um povo em um determinado momento. Martino (2001, p ) definiu a comunicação como uma marca que uma consciência deixa sobre um suporte material, de modo que outra consciência possa resgatar, recuperar, então, entender, o estado em que se encontrava a primeira consciência. Este entendimento revela a informação da marca sobre o suporte material, gerando uma comunicação que pode ser ativada a qualquer momento. Definiu, ainda, a comunicação como um objeto possível de ser investigado por várias disciplinas, principalmente em seus primórdios, como um corpo heterogêneo, descontínuo e mesmo incipiente de proposições e enunciados, fruto de investigações oriundas das mais diversas filiações (sociologia, antropologia, psicologia, etc.). Partindo das definições abordadas compreendemos que a dinâmica da própria vida não pode prescindir da comunicação. A relação emissor/receptor está sempre presente nas atividades humanas. Sobre este assunto, Wolf (1995), faz uma análise crítica extremamente completa sobre a evolução dos estudos neste setor e ressalta a condição das exigências práticas dos próprios meios de comunicação debatidos em estudos de investigações interdisciplinares. Dessa forma, como a 2 Mais informações sobre este assunto: ver JAKOBSON(1972).

20 18 comunicação é uma ciência que permeia todas as ciências, para esta dissertação, a comunicação será trabalhada e direcionada não em modelos teóricos, mas sim em modelos práticos aplicados aos tipos de comunicação, seus fluxos, métodos e canais presentes nas empresas. O objetivo deste caminho fundamenta-se na classificação disciplinar da comunicação descrita por Rego (1986, p.51), onde o autor, relaciona a aplicabilidade da comunicação às funções vitais das organizações como por exemplo, o planejamento, a tomada de decisão, o controle, a motivação e inovação. A intenção proposta nesta dissertação é oferecer a relação prática da comunicação para a comunicação organizacional, abordando três pontos fundamentais da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO relacionadas à dimensão comportamental do posicionamento dos recursos humanos ao desenvolvimento organizacional; à dimensão social, envolvendo a comunicação e a Fatec-Marília e por fim a dimensão cibernética, utilizando a internet como um circuito de captação, armazenamento, tratamento e disseminação de informações por meio dos currículos digitais dos alunos do Curso de Tecnologia em Alimentos da Fatec-Marília, para uso dos quadros organizacionais das empresas ligadas ao setor de alimentos da cidade de Marília. Esses três pontos fundamentais da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO referem-se às teorias da comunicação descritas por Rego (1986, p. 51), onde, o autor afirma que a dimensão comportamental do colaborador destina-se ao comportamento dentro das organizações, envolvendo as preocupações com os métodos e habilidades comunicativas entre pessoas e grupos, cuja finalidade é o ajustamento, integração e desenvolvimento da pessoa perante o grupo. A dimensão social é estudada e desenvolvida por meio da mass media, um clássico modelo de comunicação social de massa descrita por Wolf (1995, p. 19) que se caracteriza pela transmissão de mensagens via canais indiretos. Por fim, a dimensão cibernética, referindo-se ao uso da internet e tratamento racional das informações dos currículos dos discentes da Fatec-Marília do Curso de Tecnologia em Alimentos. O armazenamento dessas informações é feito na ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO com vínculo nas empresas do setor de alimentos da cidade de Marília. Em se tratando de comunicação e sua relação a todas as ciências, para esta dissertação conduzimos a aplicabilidade das teorias e modelos comunicativos ao processo de comunicação empresarial, que segundo Rego (1986, p.59), objetiva provocar atitudes voluntárias por parte dos públicos para os quais a empresa se dirige,

21 19 definindo o conceito de comunicação do âmbito empresarial como uma atividade que engloba tudo aquilo que a empresa recebe ou emite com objetivo de padronizar comportamentos por meio de regulamentos, normas, portarias e avisos. Dessa forma, o autor (1986, p. 67) descreve a comunicação empresarial da seguinte forma: Comunicação direta-recíproca-privada: conversação entre dois gerentes ou dois funcionários. Comunicação direta-recíproca-pública: uma assembléia geral com todos os funcionários, onde cada um exporá publicamente ao gerente, por exemplo, problemas existentes na empresa. Comunicação-direta-unilateral-privada: uma conferência do diretor para um grupo de gerentes. Comunicação direta-unilateral-pública: um discurso do Presidente para todos os funcionários, por ocasião do aniversário da empresa. Comunicação indireta-recíproca-privada: conversa entre dois funcionários por telefone. Comunicação indireta-recíproca-pública: troca de ideias entre um superior e subordinados, atavés da publicação da empresa. Comunicação indireta-unilateral-privada: um comunicado interno, escrito, de um gerente para um supervisor. Comunicação indireta-unilateral-pública: comunicação coletiva mensagens transmitidas através de publicações para empregados. (REGO, 1986, p. 67). Dentre diversos modelos comunicacionais, restaria, neste ponto, conceituar o modelo sistêmico praticado pela comunicação empresarial. Segundo Rego (1986, p ), a comunicação empresarial objetiva estabelecer a regularidade do fluxo das informações entre a organização e seu público-alvo, para que seja mantido um equilíbrio sistêmico na empresa. Em termos operacionais, o que se busca com a comunicação é a relação entre a empresa, os sistemas político-sociais, econômicoindustrial e normativo-interno. É nesta relação de transparência que a organização identifica as oportunidades de seu nicho mercadológico. A comunicação empresarial sistêmica dá unidade a um conceito de empresa, harmonizando interesses, evitando a fragmentação do sistema, promovendo, internamente, sinergia negocial e, externamente, comportamentos e atividades favoráveis à organização. (REGO, 1986, p. 68). Segundo o autor, nesse contexto, observa-se dependência de demanda produtiva em relação à economia e aos interesses do público alvo da organização e por esses fatores o modelo de comunicação empresarial deve promover a comunicação com fins mercadológicos segundo os objetivos organizacionais. Em termos práticos, nesse ponto, são estabelecidos os padrões de qualidade dos produtos ou serviços ofertados pelas organizações, o que acarreta no reflexo de confiabilidade organizacional, padrões

22 20 satisfatórios de consumo perante a imagem da empresa e seu público alvo, gerando penetração e possível dominação do mercado explorado, resultando até na própria personificação do segmento/produto perante a marca da empresa como, por exemplo, o Bombril (palha de aço) ou a Kiboa (água sanitária). Cavalcante (2008, p. 07) defendeu que o sucesso de uma organização depende da sua competência para se comunicar de forma adequada com todos os seus públicos. Segundo a autora, internamente, a comunicação empresarial toma várias direções de acordo com os objetivos que se quer alcançar, estes objetivos determinam as ações a serem seguidas. Apoia-se na investigação de Clemen (2005, p.15) que compartilha o raciocínio anterior, uma vez que, segundo o teórico, o ambiente organizacional exige eficiência de comunicação e seus colaboradores devem ser bons comunicadores para desempenhar seu papel profissional. Kunsch (2003, p. 69) afirma que as organizações tornaram-se viáveis em circunstância da comunicação nelas contidas. Tal fator permitiu sua contínua realimentação e sobrevivência. De outro modo, as empresas, entram num processo de entropia e morte. Daí, a vital importância da comunicação para uma organização. A pesquisa de Kunsch também apontou a fragmentação da comunicação organizacional, em função de suas finalidades e respectivas definições, conforme os dados que se elucidam na citação: A comunicação administrativa como sendo aquela que se apresenta no âmbito das funções administrativas. Refere-se à comunicação que torna viável o sistema organizacional, baseando-se no fluxo de informações como meio para a sobrevivência da organização no que diz respeito ao seu funcionamento.[...] A comunicação interna como sendo aquela que engloba a comunicação entre a organização e seus colaboradores[...] A comunicação institucional como sendo aquela que engloba os aspectos corporativos institucionais que tornam explícito o lado público da organização, também pela construção da personalidade organizacional e de uma influencia política e social na sociedade na qual a organização está inserida[...] A comunicação mercadológica como sendo aquela que é responsável por toda a produção comunicativa que visa atingir objetivos mercadológicos. (KUNSCH, 2003, p. 69). A mesma ideia foi abordada por Ferrari (2008, p.78), ao definir o processo comunicativo como garantidor da sobrevivência da organização por estar extremamente ligado ao ambiente empresarial. O mesmo levantamento avaliou que as organizações configuram-se à comunicação propriamente dita. Marchiori (2008, p.81)

23 21 seguiu tal linha de raciocínio ao dizer que as organizações podem e devem ser vistas como fenômenos de comunicação. Casali (2009, p ) trouxe a concepção de que a comunicação produz organizações. O autor concebeu que a comunicação organizacional é um processo que liga o ambiente empresarial ao integrar a noção objetiva de que a comunicação existe nas organizações. Estendeu a concepção da comunicação ao afirmar que a mesma é composta por fatores humanos e direcionada, em comum esforço e mesmo sentido, aos objetivos de cada organização. O estudo da comunicação organizacional aponta a relação entre valor e imagem de cada instituição e seus respectivos colaboradores organizacionais, pois, segundo Bueno (2003) a comunicação empresarial caminha no sentido de se transformar em um processo de inteligência empresarial no qual os profissionais tornam-se gestores de informações. Segundo ele, a comunicação deixou de ser um mero conjunto de atividades desenvolvidas de maneira fragmentada, para se constituir como um processo integrado que orienta o relacionamento da empresa ou entidade com todos os seus públicos de interesse. A comunicação torna-se inteligência empresarial e não pode fazer concessão ao improviso. Seu levantamento é orientado em metodologias, em pesquisas, em desenvolvimento de teorias e conceitos para se aplicar às novas situações mercadológicas. A avaliação de Stoner (1999, p. 338) já identificava que cada episódio em uma empresa merece e necessita de pontuação individual para que os objetivos estratégicos sejam alcançados e administrados corretamente. A ferramenta para que os protagonistas destes episódios possam agir corretamente é a comunicação. Nesse sentido, o mesmo autor, (1999, p. 338) entende a comunicação como sendo o processo pelo qual os administradores realizam suas funções de planejamento, organização, liderança e controle. Edificando a trajetória ao alcance do objeto deste estudo, a contribuição compartilhada por Chiavenato (2001, p.166) também já relatava que a informação e a compreensão necessária para a condução das tarefas organizacionais são primordiais para a comunicação na atividade administrativa. Em sua obra, salientou, ainda, que, ao proporcionar informações de claro conteúdo e compreensão do coletivo organizacional, cresce a cada colaborador: a motivação, cooperação e satisfação nos diversos cargos organizacionais. Reiterou, ainda, que, com a utilização de meios adequados da comunicação, em sua percepção, é possível desenvolver um ambiente organizacional

24 22 capaz de conduzir ao espírito de equipe, um melhor desempenho nas atividades e consequente trabalho cooperativo. A potencialização da construção de um sentido comunicacional no ambiente interno e externo foi descrita por Oliveira (2003, p.07) como o resultado da interação da comunicação, uma vez que garante o espaço dentro das organizações para discutir e debater aspectos políticos e as decisões organizacionais. Para Nassar (2004, p. 79) é necessário um equilíbrio na comunicação, em suas afirmações, as empresas devem procurar equilibrar suas inúmeras formas de comunicação, ou seja, detalhes como a importância de como falar com os funcionários são tão importantes quanto com os consumidores. Dessa forma configurou-se que a comunicação para dentro e para fora da empresa como um sistema único, ingredientes do mesmo corpo, que gera percepções (boas ou ruins) para os diferentes públicos estratégicos da organização. Retomando-se a avaliação feita por Bueno (1995, p.09) os fatores relacionados à comunicação são considerados como ferramentas para liderança mercadológica. O autor afirmou que uma empresa, com pretensão de liderança de mercado, não pode manter-se desatenta para com o trabalho de comunicação contemporânea. Posteriormente, enfatizou suas afirmações (2003, p. 240) quando disse que os executivos, baseados na experiência de sua própria empresa, admitem que a Comunicação, nos dias de hoje, já é vista como estratégica pelos empresários [...] ela se reveste de fundamental importância para o desenvolvimento dos negócios. Observa-se semelhança da concepção relacionada à comunicação nos dizeres de Nassar (2004, p.49) que estende o conceito da comunicação para as empresas, os empresários, os produtos e serviços, afirmando que os mesmos são, diariamente, avaliados por sua interatividade com o consumidor. Batista (2004) nos informa que a comunicação é responsável pelo sucesso dos trabalhos em equipe, fator primordial na atualidade. Para Peruzzo (2009), oferecer trabalho é uma necessidade do capital para se reproduzir, porém, a autora afirma que as organizações contratam mão-de-obra para fazer dinheiro e gerar mais dinheiro. Afirma ainda que, as Relações Públicas 3 mostram- 3 Relações Públicas se caracterizam como um conjunto de atividades destinadas a planejar e administrar o relacionamento das organizações com os seus públicos, além de cuidar da reputação das mesmas no conjunto da sociedade. Elas são utilizadas para satisfazer as necessidades comunicacionais da organização, entidade ou órgão público a que se vinculam (PERUZZO, 2009, p. 157).

25 23 se eficazes também em reforçar o conformismo em torno das condições de trabalho que, em última instância, contribuem para o processo de geração de valor, bem como da própria renovação das condições de reprodução das relações capitalistas de produção, onde o trabalhador e seus filhos continuarão dispostos e disponíveis a vender sua capacidade de trabalho. É neste contexto de conformismo que a ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO combate a tendência da estagnação do futuro colaborador e incentiva o empreendedorismo, pois, durante a graduação do discente do Curso de Tecnologia em Alimentos da Fatec-Marília, trabalha-se a mobilidade profissional por meio da qualificação do aluno e possibilidade de especialização de sua mão-de-obra. A proposta desta dissertação envolve um olhar sobre os tecnólogos, egressos do Curso de Tecnologia em Alimentos da Fatec Marília e a comunicação de maneira eficiente nas apresentações de seus currículos para as vagas do mercado de trabalho. O olhar detém-se na utilização de uma ferramenta para a elaboração de currículos, que além da inclusão digital inerente ao uso da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO, permite uma orientação efetiva e permanente das necessidades do empregador frente à capacitação do futuro empregado, facilitando a obtenção de vagas correlacionadas às aptidões dos discentes mais qualificados da Fatec Marília do Curso Superior de Tecnologia em Alimentos, atingindo a relação emissor/receptor, ou seja, baseado nas experiências descritas pelo aluno (emissor) em seu currículo forma-se um perfil de suas habilidades e competências que satisfaz pré-requisitos exigidos pelas empresas (receptor) do setor alimentício da cidade de Marília. Para se estabelecer a relação entre As Teorias da Comunicação, a Comunicação Organizacional e finalmente descrever sobre qual comunicação estamos falando, um segundo tópico será considerado neste capítulo, a Comunicação Gerencial, pois, oferece importante contribuição para este esta dissertação. Neste espaço, será descrito o que é e como funciona o processo de comunicação entre pessoas e unidades de organizações.

26 Comunicação gerencial Neste tópico serão abordados aspectos do processo de comunicação relacionados à comunicação entre pessoas e a comunicação como um mecanismo de integração nas organizações, pois, segundo Maximiano (2010, p. 295): Da qualidade do processo de comunicação depende a eficácia das relações interpessoais nas organizações. Negociação, venda de idéias e de produtos, liderança, motivação, organização, delegação, orientação de funcionários e avaliação de desempenho, entre muitas outras funções gerenciais, exigem um alto nível de capacidade de comunicação. Relações entre o gerente e sua equipe e dentro das equipes também. Da comunicação dependem ainda a coordenação entre unidades de trabalho e a eficácia do processo decisório. (MAXIMIANO, 2010, p. 296) O autor (2010, p. 296) afirma que o processo de comunicação é uma extensão da linguagem e fundamenta a condição humana, pois, cada vez em que a pessoa se comunica, tal condição é reafirmada sob suas competências intelectuais, capacidade de expressão, compreensão dos outros, emoções e energia física, para que o ser humano possa conversar ou escrever. Mesmo que não haja interação, o autor afirma que as comunicações praticadas nos processos de administração referem-se à mobilização de competências até mesmo individuais durante o preparo de um relatório, o planejamento de uma reunião ou simplesmente ao se escrever um . Maximiano (2010) ressalta ainda, que quanto mais se usa suas próprias competências, com ou sem interação, mais elas se desenvolvem. Desenvolver as competências que permitem a comunicação eficaz deve ser um objetivo primário dos administradores de organizações e das pessoas de forma em geral. (MAXIMIANO, 2010, p. 296). Devido ao fato da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO ser uma ferramenta de comunicação aplicada ao campo da administração, a partir de agora, serão alinhados os pensamentos descritos por Maximiano (2010) para a descrição teórica do processo de comunicação da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO perante os alunos do Curso de Tecnologia em Alimentos da Fatec Marília.

27 Processo de comunicação Maximiano (2010, p. 297) defende que o processo de comunicação compreende a transmissão de informação e de significados. Se não existir esta condição, não existe comunicação. Relata que no processo de comunicação sempre há os seguintes elementos: emissor/transmissor, receptor, mensagem, canal de comunicação, ruídos e feedback, conforme ilustrado na figura baixo. Figura 1 Componentes de um processo ou sistema de comunicação Mensagem Transmissor Canal de comunicação Feedback Receptor Ruídos A figura acima, conforme citado anteriormente, exemplifica o processo de comunicação. Falando-se da visão de Maximiano (2010), com foco na comunicação aplicada na administração de empresas, o processo comunicacional é composto por uma fonte ou emissor que transmite a mensagem, por algum meio, para um destinatário ou receptor. Antes de transmitir a mensagem, a fonte codifica a mesma, convertendo-a em símbolos, como por exemplo, idioma, sons, letras, números de demais tipos de sinais. A mensagem codificada segue por um canal, ou meio de comunicação que pode ser um memorando, um , um telefonema ou uma simples conversação. Na outra ponta da seta, o receptor decodifica a mensagem, porém, é necessário o uso do mesmo sistema de símbolos do emissor, dessa forma, a mensagem pode ser interpretada pelo receptor. A interpretação da mensagem dentro do processo de comunicação pode sofrer interferências ou ruídos, que distorcem ou até mesmo impossibilita a transmissão e recepção correta da informação. As interferências e os ruídos podem ser caracterizados pelo excesso de mensagens aos destinatários, falta de atenção do receptor, dificuldades de expressão ou o não domínio da linguagem por parte do emissor e ainda, ruídos propriamente ditos no ambiente ou nos canais de comunicação. Um fator importante a ser mencionado no processo de comunicação é o feedback ou retorno da informação para o emissor. Este retorno pode ocorrer de forma

28 26 natural, como por exemplo, risos após o conto de uma piada, ou ainda, o retorno pode ocorrer de forma induzida, como uma opinião de uma pessoa sobre um determinado relatório. Para Maximiano (2010) o feedback garante a eficiência/eficácia do processo de comunicação, principalmente para profissionais que atuam no mercado da comunicação e da administração, pois, estas pessoas utilizam o retorno da mensagem para base de tomada de decisões de nível operacional e até mesmo estratégico. Em se tratando de comunicação é importante que seja descrito alguns dos meios de comunicação, que neste caso, adotaremos as formas mais praticas no cotidiano empresarial, como a comunicação oral e escrita. Estas formas de se comunicar podem ser auxiliadas por recursos visuais, como gráficos, fotografias, mapas, objetos, símbolos e sinais. A comunicação oral é o primeiro e mais importante canal de comunicação adotado no meio empresarial. Envolve o domínio do idioma, a escolha de palavras, o tom de voz e até mesmo a correção da linguagem. A importância de saber falar direito é pré-requisito para se fazer entender e dominar os outros meios de comunicação. A fala pode ser considerada fator primordial para a comunicação de um gerente e sua equipe e entre os integrantes dessa equipe. Outro ponto importante a ser lembrado é a necessidade de se realizar apresentações para públicos internos e externos, que exigem um alto nível de competência na comunicação oral. Dentre essas necessidades do cotidiano podemos citar a recepção e orientação de novos funcionários; a exposição de ideias, projetos e relatórios para os diferentes setores da empresa e em todos os níveis da organização, do almoxarife ao presidente; elaboração e o discurso de propostas de negócio aos clientes e por até mesmo sessões de treinamento e adaptação para evolução profissional. Outros pontos a serem explorados pela comunicação são os recursos visuais e a linguagem corporal. Os recursos visuais são as imagens que complementam a comunicação verbal e escrita, pois, as imagens possuem significado sintético e facilitam a comunicação, dessa forma, são amplamente utilizadas nas apresentações entre executivos, ou até mesmo, por uma pessoa que se dirige a um grupo de pessoas ou a outra pessoa, para expor, memorandos, relatórios, projetos ou simples ideias. Os recursos visuais incluem também objetos, como um produto ou equipamento de segurança, que o vendedor explica para um cliente. Por fim, porém, não menos importante, lembramos da linguagem corporal, pois, a figura e os movimentos de quem se comunica transmitem significado. O olhar, os gestos e até mesmo o toque podem ser

29 27 considerados formas de comunicação na visão de Maximiano (2010, p. 299). A energia do comunicador motiva ou desmotiva seu público Combate aos obstáculos da comunicação Segundo Maximiano (2010, p. 299) todas as formas de comunicação estão sujeitas a dificuldades que comprometem a transmissão, recepção e interpretação da informação e seus significados. Tais ruídos podem ocorrer na fonte, no destino ou no próprio processo de comunicação. O autor descreve abaixo os obstáculos da comunicação caracterizando emissor, destinatário e o processo em si: Emissor: Falta de disposição para falar; excesso de mensagens; complexidade das mensagens; incorreção da linguagem; codificação incorreta. Destinatário: Falta de disposição para ouvir; desatenção; reação apressada às mensagens recebidas. Processo: Falta de sistema comum de códigos e ausência de feedback. (MAXIMIANO, 2010, p. 299). Maximiano (2010, p. 303) relata que o processo de comunicação empresarial deve ser objetivo, claro e livre de ruídos. Para que isto realmente aconteça, o autor, ressalta que a comunicação deve ser realizada de acordo com o domínio do receptor, sendo esta prática, uma das principais competências das bases das empresas líderes de mercado. Para estabelecer o desfecho de todos os conceitos sobre comunicação aqui expostos, alinha-se Bordenave (2006, p. 41), que definiu o processo da comunicação como parte orgânica do dinâmico processo da própria vida. Visto que os estudos sobre os autores, anteriormente mencionados, indicam que a comunicação é fundamental para a sobrevivência das organizações, na sequência, perseguindo a resolução para equacionar a hipótese levantada, esta dissertação apresentará definições condizentes à metodologia aplicada ao objeto de estudo, a ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO.

30 Metodologia ativa de ensino As várias definições atribuídas à comunicação, aqui arroladas, certificam que a mesma é responsável pelo fluxo e a união entre as coisas. Neste parâmetro encontra-se o espaço para estabelecer ligações entre o objeto de estudo, a ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO com a metodologia ativa de ensino. O intuito consiste na consolidação de pontos fundamentais para o desenvolvimento da presente dissertação, portanto, este capítulo abordará alguns dos estudiosos, envolvidos com a metodologia ativa de ensino, para que seja possível o levantamento de dados teóricos e consequente desenvolvimento deste estudo. Ferreira (1986, p. 1128) designa à metodologia definindo-a como a arte de dirigir o espírito na investigação da verdade, uma organização de passos e etapas que organizam e dirigem o espírito na busca pelo saber. O estudo de Bordenave (1988, p.24-25) mostrou que, para que haja a construção do conhecimento, é necessária a adoção de planejamento para que a comunicação entre o docente e o discente seja clara e principalmente entendida, primordialmente, pelo receptor/aluno. Avaliou a construção do conhecimento e definiu a aprendizagem como um processo integrado no qual toda pessoa (é composta por intelecto, afetividade e sistema muscular) se mobiliza de maneira orgânica. A aprendizagem, no olhar de Bordenave (1988), é um processo qualitativo, pelo qual a pessoa fica mais bem preparada para novas aprendizagens. Segundo ele, não se trata de um aumento quantitativo de conhecimentos, mas de uma transformação estrutural da inteligência da pessoa. O autor observou que o aprendiz sente necessidade de resolver um problema, seja por motivação espontânea (curiosidade), seja por motivação induzida por outros (o professor, a prova). O problema pode ser: dominar uma operação, adquirir conceitos ou vocabulário, ou ainda, entender um assunto técnico. A problemática do discente é tratada por Bordenave(1988) com referência a dominar uma operação, adquirir conceitos ou vocabulário, ou ainda, entender um assunto técnico ou outros casos em que o indivíduo tenha uma necessidade e um objetivo. O experimento foi certificado, inclusive pela possibilidade de se enfrentarem os obstáculos constituídos entre o aprendiz e o seu objetivo. Os resultados obtidos foram reações ou atitudes de: estudo, leitura, consultas, contestação, verificação de instrumentos entre outras. No raciocínio de Bordenave (1988) o sucesso caracteriza-se

31 29 pelo próprio fator de aprender, conhecer algo novo, entender e ser recompensado, mesmo com a palavra do próprio professor. Revigorando a idéia, Bordenave(1988) enfatizou que aprender é uma atividade que acontece com o aluno e é realizada pelo mesmo. Na opinião do autor ninguém pode aprender pelo outro, ou seja, o ensino se constituiu de maneira muito natural, descomplicada e espontânea. Ele complementou que: a emissão, transmissão e recepção de informação [...] é apenas uma das funções da comunicação entre professor e alunos. Da boa comunicação dependem não só a aprendizagem, mas também o respeito mútuo, a cooperação e a criatividade. (BORDENAVE, 1988, p.183). Vasconcellos (1999, p.41) partilhou de pensamento semelhante ao equacionar que a metodologia da problematização traz em sua própria denominação a sua concepção de sujeito, pois pressupõe que o indivíduo tenha uma atitude reflexiva, filosófica, diante de problemas retirados da realidade. Dessa forma, a concepção de sujeito descrita por Vasconcellos revela pressupostos de que: O homem se constrói, reflete sobre ele e com ele se compromete; O aluno torna-se o sujeito da educação buscando integração do conhecimento com o vivido, por meio da interação da teoria e a prática do cotidiano; Traz à tona a confiança da capacidade do aluno ser capaz de transcender situações-limites para verificar o que existe além delas em busca de resultados, comprometendo o aluno como sujeito responsável pela sua própria vida e pela construção de seu conhecimento tomando para si, sob a orientação do professor, a responsabilidade de modificar o real através da ação e da reflexão. (VASCONCELLOS 1999, p.41). Puig (1988, p. 82) já havia abordado o tema da educação, designando e englobando todos aqueles fatores humanos associados a um processo de criação ou conexão da informação, cujo protagonista é o ser humano que assimila a informação. O autor afirma que a comunicação e a educação estão profundamente conectadas, pois uma não faria sentido sem a contribuição da outra. Esta denotação reside no fato da educação não fazer sentido sem haver comunicação, assim como esta não pode prescindir da educação, considerando que o indivíduo precisa estar munido da capacidade de comunicar para se expor e deste modo construir seu conhecimento. Iochida (2004, p. 156) entendeu que uma maneira eficaz de se educar é a resolução de problemas. O autor elegeu esta metodologia de ensino como uma preparação para o que acontece na prática profissional cotidiana, isto é, o profissional se depara com diversos tipos de problemas para resolução. Por meio de utilização de

32 30 conhecimentos previamente aprendidos, pela busca de informações em múltiplas fontes que o ajude a encontrar a(s) solução (ões). Dessa forma os conhecimentos já aprendidos influenciam no aprendizado de novos conhecimentos possibilitando abordar em profundidade situações por meio de diversas situações já vivenciadas, sendo assim o estudante tem a oportunidade de exercitar sua capacidade de resolução de problemas ainda durante a graduação para que em sua futura rotina profissional consiga apresentar resultados concretos na administração e resolução de fatos do seu cotidiano profissional. Bordenave e Pereira (1982, p.12) descreveram e explicaram a Metodologia da Problematização por meio do Método do Arco de Maguerez, que foi difundido por Diaz Bordenave e Adair Pereira, a partir de Os autores colocaram o Arco de Maguerez como caminho para uma educação problematizadora no ensino superior. Segundo eles, tal caminho metodológico aproximaria as grandes áreas do ensino superior: ensino, pesquisa e extensão. Figura 2 Arco de Maguerez. 4 Berbel (1999, p. 03) compartilhou pensamento semelhante ao ressaltar a aprendizagem baseada em problematização por meio do Método do Arco de Maguerez e afirmou que tal prática configura-se como uma metodologia ativa de ensino, que parte da realidade vivida pelo discente e o Arco prossegue com foco em um estudo específico 4 Fonte: Acessado em 19/03/2012.

33 31 direcionado para esta realidade. Posteriormente a autora (2001, p. 05) ampliou sua análise, abordando as cinco etapas propostas pelo Arco de Maguerez, conforme segue: 1ª. Etapa Observação da realidade e definição do problema: Para o início da pesquisa e do entendimento do objeto de estudo, os participantes do processo se apropriam de informações, ao observar a realidade. Cada um com o seu ponto de vista e com a sua subjetividade. A partir daí, identificam as características e, após estudos, selecionam uma determinada situação que será problematizada e estudada, com a finalidade de poder interferir, com vistas à transformação dessa parcela da realidade. Trata-se da percepção individual sobre a realidade, ou de um recorte que é feita sobre ela. Nessa etapa, ocorre a identificação de problemas e a seleção de um deles para o estudo. Procurando compreender essa parcela da realidade, é feita uma aproximação, em relação a alguns de seus ângulos, por meio de leituras, observações, e de outros instrumentos de coleta de informações. A partir do levantamento destas informações, que será descrito com mais detalhes posteriormente, formula-se um problema de pesquisa considerado relevante para ser investigado; 2ª. Etapa Pontos-Chave: Após a identificação do problema, deve-se explorá-lo, para compreendê-lo melhor. Para essa reflexão, são realizadas duas perguntas: Que possíveis fatores o influenciam? Em seguida, pergunta-se: Que possíveis determinantes maiores podem estar associadas ao problema selecionado? Tais determinantes referem-se aos aspectos mais gerais do contexto sócio-cultural relacionado ao foco da investigação. Estes possíveis fatores e determinantes funcionam como hipóteses explicativas iniciais do problema, que é complexo e multideterminado. Essa reflexão possibilita a identificação dos pontos-chave do estudo, que podem ser expressos por meio de tópicos a serem pesquisados, afirmações sobre aspectos do problema, questões a serem respondidas ou ainda outras formas sugeridas pelo investigador. Portanto, os pontos-chave são os aspectos essenciais do problema a serem estudados, para o qual buscase solução. As respostas a estas questões dão origem a uma série de elementos que precisam ser investigados; 3ª. Etapa Teorização: Na etapa da Teorização, são construídas respostas mais elaboradas para o problema, a partir das informações coletadas, analisadas e discutidas. Procura-se dar um sentido ao estudo, tendo em vista o problema e a transformação da realidade, em algum grau. É um processo de construção do conhecimento, em que se buscam as informações sobre o assunto por meio de entrevistas, pesquisas de campo, na história do objeto de estudo, na legislação pertinente, entre outras fontes de informação. Cada um dos pontoschave deve ser aprofundado, por meio da investigação propriamente dita. Nessa etapa, o pesquisador deve se ocupar da preparação para a coleta de informações, com a seleção das fontes de consulta e elaboração dos instrumentos de pesquisa, seguida do tratamento que se dará a essas informações e sua análise. Para finalizar, deverá elaborar as conclusões sobre o problema investigado; 4ª. Etapa Hipóteses de Solução: O investigador envolvido no processo apresenta alternativas de solução. Trata-se de uma etapa na qual, são essenciais, a criatividade e originalidade. A partir do

34 32 problema e das informações do contexto onde ele foi identificado, seus possíveis fatores e determinantes contextuais, assim como todo o corpo de informações teóricas e empíricas obtidas durante a teorização, para questionar, relacionar, analisar, entre outros aspectos são elaboradas as propostas de superação do problema selecionado para estudo, e estas constituem as hipóteses de solução; 5ª. Etapa- Aplicação à Realidade: O pesquisador passa a intervir na realidade, utilizando uma ou mais das alternativas propostas para a solução do problema. A ação concreta do pesquisador se dá enquanto cidadão que se prepara para uma atuação social (profissional, política, etc.) cada vez mais informada e consciente. (BERBEL, 2001, p. 05). Retomando o objetivo descrito no início deste capítulo, afirma-se que existe ligação entre o objeto de estudo, a ferramenta de comunicação CONTRATE UM TECNÓLOGO e a metodologia ativa de ensino, partindo do pressuposto de que é possível encontrar diferenças nas semelhanças, ou seja, a inserção mercadológica, pela orientação de carreira proporcionada aos alunos da Fatec-Marília por meio da utilização da ferramenta de comunicação CONTRATE UM TECNÓLOGO e a metodologia ativa de ensino baseada em problematização, onde o problema em questão é justamente a identificação por parte do aluno em relação ao seu futuro profissional. Os conceitos descritos na presente dissertação não negam os caminhos distintos entre a metodologia de ensino e a ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO, porém defende que apesar da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO não ser propriamente uma metodologia ativa de ensino, não existe sem a mesma. Para viabilizar a evolução e a projeção deste estudo, no próximo tópico serão abordadas questões sobre narrativa técnica e curriculum vitae Curriculum Vitae A elaboração de um curriculum vitae passa pela compreensão e estudo de quatro tópicos: a linguagem, o texto, o agrupamento de gêneros e a narrativa. Sobre a linguagem, Abaurre (2004, p. 152), a linguagem é um conjunto de signos, ou seja, são os elementos de significados nos quais se baseiam as línguas. Tais significados permitem construir uma interpretação da realidade através de sons, letras, cores, imagens e gestos.

35 33 Hayakawa (1972, p. 15) trata a linguagem como essencial para a vida humana. Segundo o autor, a vida da humanidade foi orientada e enriquecida pelo acúmulo de experiências de uma geração a outra dos seres humanos. As realizações culturais durante a história, como a invenção da culinária, das armas, da escrita, da imprensa, dos métodos de construção, dos jogos e diversões, dos meios de transporte e descobertas das artes e ciências ofereceram às diversas gerações a oportunidade de uma vida mais rica e possibilitaram o acréscimo de novas realizações humanas às contribuições passadas, desde o homem primitivo até o último e mais moderno trabalho a ser realizado pelo ser humano. A linguagem é um fenômeno social, e a cooperação cultural e intelectual constitui o princípio da vida humana. O autor ressalta ainda que, qualquer atividade organizada constitui um ato de cooperação e toda suspensão deste ato é retrocesso, desse modo, observa-se que todo esforço é indispensável ao bom funcionamento da sociedade e só é conquistado mediante a linguagem falada ou escrita. É fundamental, portanto, trabalhar a linguagem correta a ser utilizada na elaboração dos currículos, para que se possa transmitir a maior veracidade possível, nas informações contidas em um curriculum vitae. A respeito de texto, Medeiros (2007, p. 39) o define como uma estrutura verbal, onde as ideias têm coerência. Todos os elementos desta estrutura devem estar interligados e manifestar um direcionamento único. Bakhtin (1997, p. 302) já tratava o processo da utilização da língua pelo indivíduo por meio de um tipo de texto, ainda que possa não ter consciência disso, ou seja, a escolha de um tipo de texto é um dos passos - se não o primeiro - a ser seguido no processo de comunicação. Seguindo o mesmo raciocínio, Andrade (2001), entendeu que os tipos textuais atuam como uma ferramenta à disposição do falante, sendo por ele escolhidos da maneira que melhor lhe convém para, no processo de comunicação, auxiliá-lo na sua expressão lingüística. A autora afirma que tomar um tipo textual como uma estrutura básica, normalmente usada em uma determinada situação, torna-o uma valiosa ferramenta que o falante procura, guia e controla para poder expressar a função maior da linguagem que é atingir uma comunicação, em maior ou menor grau, argumentativa, ou seja, uma comunicação cujo objetivo é eficazmente alcançado e concretizado, daí dizer-se que a argumentatividade está inscrita no próprio uso da língua. O texto apresentado deve, portanto, ser objetivo e argumentativo, expondo com clareza o que o candidato deseja transmitir ao seu possível empregador.

36 34 Em relação ao agrupamento de gêneros, Schneuwly e Dolz (2004, p.57-61) propõem realizar uma divisão desses agrupamentos. Tal divisão consiste em organizar os gêneros textuais de acordo com as semelhanças que as situações de produção dos gêneros possuem. Cada gênero necessita de um ensino adaptado, pois apresenta características distintas. No entanto, os gêneros podem ser agrupados em função de certo número de regularidades lingüísticas. Os agrupamentos de gêneros se dividem em cinco: Narrar, Expor, Argumentar, Instruir e Relatar. O agrupamento de gêneros realizada por Schneuwly e Dolz (2004, p.60-61) aborda alguns gêneros que circulam com freqüência na sociedade, e um exemplo de gênero escrito é o curriculum vitae. Carvalho (2003, p. 61) já havia definido dentro da linguagem técnica o curriculum vitae como síntese de vida. Documento de grande valor, que é solicitado na seleção de candidatos para determinados cargos no mercado de trabalho, bolsas de estudo, cursos de pós-graduação e especialização. Por meio deste documento é formado o primeiro conceito e perfil sobre o candidato a alguma dessas vagas. Decorre daí a necessidade de oferecer aos egressos das universidades um acompanhamento e um instrumento digital que o auxilie a montar seu currículo com eficiência e mantê-lo online para ser encontrado com facilidade. Sobre narrativa, Carvalho (2003, p. 42) entende que a narração está vinculada ao relato de fatos e acontecimentos, reais ou fictícios do cotidiano. Define o curriculum vitae como um gênero escrito e documento de grande valor no primeiro conceito do perfil de candidatos, desse modo, a ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO adquire grande importância junto à metodologia ativa de ensino na formação do aluno do Curso de Tecnologia em Alimentos da Fatec-Marília e, consequentemente, facilita o direcionamento mercadológico deste discente. Tomando como base, o Curso de Tecnologia em Alimentos da Fatec- Marília, constatamos que seus discentes utilizam a metodologia ativa de ensino durante seu processo de formação e descrevem tais conhecimentos em seu curriculum vitae. Tal processo concretiza uma comunicação mais eficiente com a inclusão do jovem numa base de dados online que facilitará seu ingresso em sua área de maior interesse de atuação profissional.

37 35 A qualificação do futuro trabalhador é preponderante para maximizar a probabilidade de sua possível inserção mercadológica. Devido ao fato de estarmos ponderando aspectos relevantes ao processo de graduação do Curso de Tecnologia em Alimentos da Fatec-Marília, a origem e trajetória do Ensino Superior no Brasil serão abordadas no capítulo dois, para que se possa contextualizar o Ensino Superior Tecnológico e a importância de facilitar a comunicação dos universitários com o mercado de trabalho, dando-lhes a oportunidade de comunicar-se, profissionalmente e ter mais oportunidades de conseguir as melhores vagas, de acordo com a sua formação.

38 36 Capítulo 2. Fundamentos legais para os Cursos Superiores de Tecnologia A necessidade de contextualização da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO no âmbito do Ensino Superior é parte fundamental para compreensão do nosso objeto de pesquisa, ligado exclusivamente à graduação e, mais especificamente, ao Curso Superior de Tecnologia em Alimentos da Fatec Marília. A LDB regulamenta, também, o curso superior, ponto em que se entrelaça seu vínculo com o ensino superior de tecnologia. Assim sendo, configura-se inevitável alicerçar a ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO, com a mesma lei que rege o Ensino Superior no Brasil. O fato de se viabilizar a sustentação do objeto de estudo, a ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO, na Lei de Diretrizes e Bases, reservou-se este espaço para reconhecimento dos pontos de apoio e amparo. Partindo-se disto, cita-se o Título I da LDB (Lei 9394/96) das páginas do Diário Oficial da Nação: TÍTULO I- DA EDUCAÇÃO Art. 1o A educação abrange os processos formativos que se desenvolve na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. 1o Esta lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias. 2o A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social. (BRASIL, 2011, p. 10). A ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO, objeto deste estudo, foi criada com o intuito de integrar e compatibilizar-se com o Art. 1º do Título I, constituindo parâmetros de identidade, regulamentados e amparados pela LBD. Neste sentido os parágrafos 1º e 2º, definem que a educação escolar deve vincular-se ao mundo do trabalho e à pratica social. A Educação não termina com a conclusão de uma graduação, mas continua no próximo passo, na necessária comunicação entre o recém-formado e o mercado, com direito à elaboração de seu currículo e sua participação no banco de dados digital da

39 37 ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO desde sua entrada na faculdade. Em torno da Lei de Diretrizes e Bases, legislaram além do Título I acima referido, vários outros títulos a respeito da Educação Nacional, são eles: Título II aborda os princípios e fins da Educação Nacional; Titulo III rege o direito à educação e do dever de educar; TÍTULO IV trata da organização da Educação Nacional; TÍTULO V refere-se aos níveis e às modalidades de educação e ensino; TÍTULO VI enfoca os profissionais da educação; TÍTULO VII diz a respeito dos recursos financeiros; TÍTULO VIII integra as disposições gerais; TÍTULO IX refere-se às disposições transitórias. Interessa-nos analisar o Título V, onde estão legislados os níveis e as modalidades de ensino na educação. Neste título, a ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO, objeto desta dissertação, subordina-se às normas da educação no Brasil. Na formatação da LDB, especificamente, na etapa do Título V, houve distribuição feita por capítulos com a abrangência do capítulo I ao V. Além da distribuição dos capítulos, houve atribuições sancionadas em setores, onde as normas legislativas que sustentam as leis, oficializam que este objeto e seus segmentos estão incorporados no Capítulo III e IV. No Capítulo III, estão contidas as normas sancionadas para a Educação profissional e tecnológica, porém, no Capítulo IV constam as normas que sustentam a Educação Superior, à página 35 do mesmo veículo oficial. A Câmara Legislativa, por meio da LDB, oficializou como direito a cidadania brasileira, amparo para a Educação Profissional e tecnológica sancionando: CAPÍTULO III - Da Educação Profissional e Tecnológica Art. 39. A educação profissional e tecnológica, no cumprimento dos objetivos da educação nacional, integra-se aos diferentes níveis e modalidades de educação e às dimensões do trabalho, da ciência e da tecnologia [...] 2o A educação profissional e tecnológica abrangerá os seguintes cursos: I de formação inicial e continuada ou qualificação profissional; II de educação profissional técnica de nível médio; III de educação profissional tecnológica de graduação e pósgraduação. 3o Os cursos de educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação organizar-se-ão, no que concerne a objetivos, características e duração, de acordo com as diretrizes curriculares nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação.

40 38 Art. 40. A educação profissional será desenvolvida em articulação com o ensino regular ou por diferentes estratégias de educação continuada, em instituições especializadas ou no ambiente de trabalho. Art. 41. O conhecimento adquirido na educação profissional e tecnológica, inclusive no trabalho, poderá ser objeto de avaliação, reconhecimento e certificação para prosseguimento ou conclusão de estudos (BRASIL, 2011, p.37). A citação acima autenticou dados adequados de sustentação para oficializar o curso superior de tecnologia, por meio das normas da LDB nos parágrafos 2º e 3 enquadrados pela lei. Para desfecho da discussão sobre a LDB, julga-se conveniente citar os atributos de direito no Ensino Superior para estabelecer outros degraus de projeção que amparem o objeto desta pesquisa: CAPÍTULO IV - Da Educação Superior Art. 43. A educação superior tem por finalidade: I estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo; II formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua; III incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive; IV promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicações ou de outras formas de comunicação; V suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional e possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada geração; VI estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à comunidade e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade; VII promover a extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição. (BRASIL, 2011, p. 35). Como a LDB é a legislação que estabelece as bases das diretrizes educacionais nacionalmente, exclui-se qualquer dúvida de que não haja parâmetro que assegure e ampare um tecnólogo, como estudante de nível superior, por meio desta legislação.

41 39 Desta forma tudo aquilo que, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), ampare o discente, projeta-se para seus segmentos e suas respectivas ferramentas. Pretendemos, portanto, manter atrelado o objeto desta dissertação, a ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO ao Curso Superior de Tecnologia em Alimentos da Fatec Marília, oficializado e autenticado pela Lei de Diretrizes e Bases também de acordo com os programas e cursos que abaixo podem ser observados: Art. 44. A educação superior abrangerá os seguintes cursos e programas: I cursos sequenciais por campo de saber, de diferentes níveis de abrangência, abertos a candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos pelas instituições de ensino, desde que tenham concluído o ensino médio ou equivalente; II de graduação, abertos a candidatos que tenham concluído o ensino médio ou equivalente e tenham sido classificados em processo seletivo; III de pós-graduação, compreendendo programas de mestrado e doutorado, cursos de especialização, aperfeiçoamento e outros, abertos a candidatos diplomados em cursos de graduação e que atendam às exigências das instituições de ensino; IV de extensão, abertos a candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos em cada caso pelas instituições de ensino (BRASIL, 2011, p.36). Comprovando-se, pois, que os Cursos de Graduação em Tecnologia são regidos pela LDB, assim como todos os outros cursos superiores, com direito à continuidade nos níveis da pós-graduação lato sensu e stricto sensu (mestrado e doutorado) pareceu-nos de grande importância pesquisar a ferramenta Diretrizes dos cursos tecnológicos A resolução CNE/CP 3, de 18 de dezembro de 2002 institui as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a organização e o funcionamento dos cursos superiores de tecnologia, dessa forma, reserva-se este espaço para as diretrizes dos cursos tecnológicos. O Presidente do Conselho Nacional de Educação, de conformidade com o disposto nas alíneas b e d do Artigo 7º, na alínea c do 1º e na alínea c do 2º do Artigo 9º da Lei 4.024/61, na redação dada pela Lei Federal 9.131, de 25 de novembro de 1995, nos Artigos 8º, 1º, 9º, Inciso VII e 1º, 39 a 57 da Lei 9.394, de 20 de novembro de 1996 (LDBEN), nos Decretos 2.208, de 17 de abril de 1997, e 3.860, de 9 de julho de 2001, e com fundamento no Parecer CNE/CES

42 40 tecnológico, deverão: 436/2001 e no Parecer CNE/CP 29/2002, homologado pelo Senhor Ministro da Educação em 12 de dezembro de 2002, resolve: Art. 1º A educação profissional de nível tecnológico, integrada às diferentes formas de educação, ao trabalho, à ciência e à tecnologia, objetiva garantir aos cidadãos o direito à aquisição de competências profissionais que os tornem aptos para a inserção em setores profissionais nos quais haja utilização de tecnologias. (BRASIL, 2002, p.01). Assim, os cursos superiores de tecnologia, direcionados à educação de nível I - incentivar o desenvolvimento da capacidade empreendedora e da compreensão do processo tecnológico, em suas causas e efeitos; II - incentivar a produção e a inovação científico-tecnológica, e suas respectivas aplicações no mundo do trabalho; III - desenvolver competências profissionais tecnológicas, gerais e específicas, para a gestão de processos e a produção de bens e serviços; IV - propiciar a compreensão e a avaliação dos impactos sociais, econômicos e ambientais resultantes da produção, gestão e incorporação de novas tecnologias; V - promover a capacidade de continuar aprendendo e de acompanhar as mudanças nas condições de trabalho, bem como propiciar o prosseguimento de estudos em cursos de pós-graduação; VI - adotar a flexibilidade, a interdisciplinaridade, a contextualização e a atualização permanente dos cursos e seus currículos; VII - garantir a identidade do perfil profissional de conclusão de curso e da respectiva organização curricular. Art. 3º São critérios para o planejamento e a organização dos cursos superiores de tecnologia: I - o atendimento às demandas dos cidadãos, do mercado de trabalho e da sociedade; II - a conciliação das demandas identificadas com a vocação da instituição de ensino e as suas reais condições de viabilização; III - a identificação de perfis profissionais próprios para cada curso, em função das demandas e em sintonia com as políticas de promoção do desenvolvimento sustentável do País. Art. 4º Os cursos superiores de tecnologia são cursos de graduação, com características especiais, e obedecerão às diretrizes contidas no Parecer CNE/CES 436/2001 e conduzirão à obtenção de diploma de tecnólogo. (BRASIL, 2002, p.01). Além da Resolução CNE/CP 3, de 18 de Dezembro de 2002, torna-se importante registrar o PARECER CNE/CES Nº 436/2001 que trata dos Cursos Superiores de Tecnologia e da Formação dos Tecnólogos. A Comissão instituída pela Câmara de Educação Superior para analisar os Cursos Superiores de Tecnologia que conduzem a diplomas de Tecnólogos integrada pelos Conselheiros Vilma de Mendonça Figueiredo (Presidente), Carlos Alberto Serpa de Oliveira (Relator) e Antonio MacDowel de Figueiredo, após sucessivas

43 41 reuniões durante as quais ouviu o Senhor Secretário de Educação Média e Tecnológica do MEC, Ruy Leite Berger Filho e seus assessores Paulo de Tarso Costa Henriques e Vítor José Brum, apresenta à Câmara de Educação Superior as seguintes considerações: A educação para o trabalho não tem sido convenientemente tratada pela sociedade brasileira que, em sua tradição, não lhe vem conferindo caráter universal, colocando-a fora da ótica do direito à educação e ao trabalho. Até a década de 80, a formação profissional limitava-se ao treinamento para a produção em série e padronizada. A partir de então, as novas formas de organização e gestão modificaram estruturalmente o mundo do trabalho. Um novo cenário econômico e produtivo se estabeleceu com o desenvolvimento e emprego de tecnologias complexas agregadas à produção e à prestação de serviços e pela crescente internacionalização das relações econômicas. Passou-se, assim, a requerer sólida base de educação geral para todos os trabalhadores, educação profissional básica, qualificação profissional de técnicos e educação continuada para atualização, aperfeiçoamento, especialização e requalificação. (BRASIL, 2001, p.01). O impacto das novas tecnologias direciona a necessidade de novos profissionais, que sejam: [...] polivalentes, capazes de interagir em situações novas e em constante mutação. Como resposta a este desafio, escolas e instituições de educação profissional buscaram diversificar programas e cursos profissionais, atendendo a novas áreas e elevando os níveis de qualidade de oferta. A educação profissional passou, então, a ser concebida não mais como simples instrumento de política assistencialista ou linear ajustamento às demandas do mercado de trabalho, mas, sim, como importante estratégia para que os cidadãos tenham efetivo acesso às conquistas científicas e tecnológicas da sociedade. Impõe-se a superação do enfoque tradicional da formação profissional baseado apenas na preparação para a execução de um determinado conjunto de tarefas. A educação profissional requer, além do domínio operacional de um determinado fazer, a compreensão global do processo produtivo, com a apreensão do saber tecnológico, a valorização da cultura do trabalho e a mobilização dos valores necessários à tomada de decisões. (BRASIL, 2001, p.01). Em relação ao PARECER CNE/CES Nº 436/2001, a comissão integrada pelos Conselheiros Vilma de Mendonça Figueiredo (Presidente), Carlos Alberto Serpa de Oliveira (Relator) e Antonio MacDowel de Figueiredo é do parecer de que: os Cursos Superiores de Tecnologia são cursos de graduação com características especiais, bem distintos dos tradicionais e cujo acesso se fará por processo seletivo, a juízo das instituições que os ministrem.

44 Obedecerão a Diretrizes Curriculares Nacionais a serem a aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação; os Cursos Superiores de Tecnologia poderão ser ministrados por universidades, centros universitários, faculdades integradas, faculdades isoladas e institutos superiores. As universidades e centros universitários, no gozo das atribuições de autonomia, podem criá-los livremente, aumentar e diminuir suas vagas ou ainda suspendê-las; os Cursos Superiores de Tecnologia poderão igualmente ser ministrados por Centros de Educação Tecnológica públicos e privados, com diferentes graus de abrangência de autonomia; os Cursos Superiores de Tecnologia serão autorizados para funcionar apenas em campus previsto no ato de sua autorização; os Centros Federais de Educação Tecnológica, criados a partir do disposto na Lei no 8948/94 e na regulamentação contida no Decreto no 2406/97, gozam de autonomia para criação de cursos e ampliação de vagas nos cursos superiores de tecnologia; os Centros de Educação Tecnológica privados gozam das prerrogativas da autonomia para autorizar novos cursos superiores de tecnologia, nas mesmas áreas profissionais daqueles já reconhecidos; os Centros de Educação Tecnológica privados que obtiverem esta autonomia, poderão suspender e diminuir livremente as vagas de seus cursos superiores de tecnologia, nas mesmas áreas profissionais daqueles já reconhecidos; os Centros de Educação Tecnológica privados que obtiverem autonomia só poderão aumentar vagas de seus cursos superiores de tecnologia, após o reconhecimento dos mesmos; o credenciamento como Centro de Educação Tecnológica se fará pelo pra zo de 3 (três) anos, após o qual a instituição solicitará seu recredenciamento, o qual será precedido por processo de avaliação; os Cursos Superiores de Tecnologia serão objeto de avaliações periódicas com vistas ao seu reconhecimento, que será concedido pelo prazo máximo de 3 (três) anos; não será permitido o credenciamento de faculdades ou institutos superiores que nasçam com autorização de seu primeiro curso, quando este for curso superior de tecnologia; as escolas técnicas e agrotécnicas federais não vinculadas a universidades que ministrem cursos superiores de tecnologia, devem, na forma da Portaria Ministerial no 2267/97, transformar-se em Centros de Educação Tecnológica; as faculdades integradas, faculdades isoladas e institutos superiores, necessitarão sempre de autorização prévia, na forma da legislação consubstanciadas nas Portarias 1647/99 e 064/2001; a Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação adota por este parecer as normas de credenciamento dos Centros de Educação Tecnológica e de autorização e reconhecimento dos Cursos Superiores de Tecnologia previstos nas Portarias Ministeriais 1647/99 e 064/2001. o Decreto Presidencial 3741/2001 de 31/01/2001, que modificou o artigo 5o do Decreto 2406/97, acrescendo parágrafo único, deve ser revogado, colocando-se o que dispõe o artigo 14 e seus parágrafos da Portaria 1647/99 em nível de novo Decreto Presidencial. (BRASIL. CNE/CES Nº 436/2001, p.14). 42

45 43 Partindo-se do pressuposto de que a interatividade entre empregado e empregador resulta em maior visibilidade dos egressos no mercado de trabalho e a inclusão digital dos mesmos passou por meio da elaboração de um bom currículo durante seu processo de graduação foi criada a ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO, (que será explicada no capítulo 3), com intuito de orientar a elaboração de currículos online de acordo com as afinidades dos alunos como uma ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional entre os tecnólogos da Fatec Marília do Curso de Tecnologia em Alimentos e suas respectivas áreas de atuação e interesse, otimizando a ocupação das vagas disponíveis no mercado de trabalho. Após o registro das Diretrizes dos cursos tecnológicos, a seguir, será descrito as derivações alcançadas pela tecnologia Derivações alcançadas pela tecnologia: Centro Paula Souza, a cidade de Marília, Fatec de Marília e o Tecnólogo em Alimentos 5 Parente (1999, p.82) afirma que no final do século XIX e neste novo milênio, as interfaces entre a tecnologia, o advento da internet, a convergência do sistema de comunicação e informação representaram alterações profundas para os avanços tecnológicos. Tal avanço em relação à internet é justificado, no pensamento de Parente (1999, p.54) pelo fato da internet ser uma rede de informação que permite algo em torno de 50 milhões de pessoas, espalhadas pelo planeta, estarem se comunicando por meio do computador, acessando muitos serviços e informações, consultando bancos de dados e correios eletrônicos. Com isto, é possível acessar, instantaneamente, uma informação disponível em qualquer parte do mundo, desde que ela tenha sido digitalizada, ou seja, armazenada em memória ou dispositivo digital. O autor afirmou, também, que nos anos sessenta, Theodore Nelson criou o conceito de 5 O tecnólogo em Alimentos planeja, elabora, gerencia e mantém os processos relacionados ao beneficiamento, industrialização e conservação de alimentos. Seu campo de atuação abrange desde moinhos, indústrias alimentícias, fábricas de conservas até instituições de pesquisas. Este profissional ainda supervisiona as várias fases dos processos de industrialização de alimentos, desenvolve novos produtos, monitora a manutenção de equipamentos, coordena programas e trabalhos nas áreas de conservação, controle de qualidade e otimização dos processos industriais do setor na perspectiva de viabilidade econômica e preservação ambiental. (Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia p. 78, disponível em: Acesso 16/03/2012).

46 44 hipertexto para exprimir a idéia de um texto de dimensões cósmicas, informatizado, contendo todos os livros, incluindo imagens e sons, e podendo ser acessível à distancia e navegável de forma não-linear. Com este raciocínio a internet para ele correspondeu à biblioteca de Alexandria que naquela época Theodore Nelson denominou Xanadu. Parente (1999, p. 54) frisou, ainda, que milhares de hipertextos foram criados desde Xanadu até o momento e um dos projetos que mais se aproximou de uma biblioteca integral é a WWW(World Wide Web) 6. Esta avaliação fez Parente (1999, p. 54) observar que a WWW é um hiperdocumento de dimensões incalculáveis, que coloca em conexão uma grande teia, navegável de forma intuitiva, milhões de páginas espalhadas por todo o mundo, reunindo um precioso acervo da humanidade. A WWW criada por Tim Berners Lee no início dos anos 90 representou um passo enorme para a internet, a ponto de muitos não terem noção dos seus parâmetros. A WWW estabeleceu para a internet a mesma representação que o Windows significa para o computador pessoal. Straubhaar e Larose (2004, p. 02) revigoraram a ideia de expansão e avanço propiciado ao dizer que: [...] - tecnologias da informação estão se tornando presenças cada vez mais importantes. O impacto dessas mudanças é tão grande que muitos observadores concluíram que estamos vivendo em uma sociedade de informação [...]. Os mesmos autores (2004, p. 04) não só defenderam a aceleração da informação, como afirmaram que: [...] as redes de informação estão envolvidas na convergência de informação [...]. Henry Jenkins (2003, p. 22) entendeu convergência como um processo tecnológico que integra múltiplas funções para difusão de dados e ou informação. É neste cenário de expansão, com as referidas novas tecnologias, que a ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO é adicionada à formação dos discentes tecnólogos. A internet, segundo Parente (1999, p.54), influenciou a sociedade globalizada. Indubitavelmente a cidade de Marília, a Instituição Paula Souza e a Fatec de Marília se integram no contexto globalizado. Sobre a globalização, Lima Filho (1999, p. 05) disse que: [...] a globalização, tomada como inexorável, é o elemento justificador das reformas em geral, e, dentro delas as reformas educativas [...]. 6 A WWW (World Wide Web ou, simplesmente, Web) é a parte multimídia da Internet, portanto possibilita a exibição de páginas de hipertexto, ou seja, documentos que podem conter todo o tipo de informação: textos, fotos, animações, trechos de vídeo e sons e programas e, especialmente, que permite conexões entre documentos (links). Fonte de pesquisa: Universidade federal do Pará -

47 45 A LDB (BRASIL, 2011, p.37) como já averiguado, regulamentou os cursos de graduação tecnológica, que formam profissionais (tecnólogos) num prazo de dois ou três anos, visando com prioridade à habilidade prática do discente. Smaniotto (2006, p.11) afirmou que os surgimentos dos cursos superiores de tecnologia derivaram na reforma universitária promovida pela Lei 5540/68, como um modelo de ensino superior alternativo ao modelo universitário [...] com flexibilidade curricular, mais práticos e rápidos, que atendessem às demandas empresarias e de desenvolvimento. A pesquisadora um pouco mais adiante afirmou que entre as escolas pioneiras na implantação de cursos superiores de tecnologia estão [...] cinco cursos na Faculdade de Tecnologia de São Paulo, do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (1971). Na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de São Paulo 7 constam dados que configuram o Centro Paula Souza como uma Autarquia do Governo do Estado de São Paulo, alocada nesta secretaria. Na sua composição integram-se cento e noventa e oito Escolas Técnicas (denominadas Etecs), quarenta e nove Faculdades de Tecnologia (denominadas Fatecs), distribuídas em, aproximadamente, cento e cinquenta e cinco municípios paulistas. Entre inúmeras Fatecs estabelecidas nos diferentes municípios do Estado de São Paulo, delimitamos, para esta dissertação, a Fatec de Marília, assim como o respectivo município para pesquisa de campo. Sendo assim, a publicação do Diário Oficial de 03 de março de 2003 no artigo 2 do decreto 50575/06 divulgou a criação da Fatec Marília, como unidade de ensino do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza. Nos documentos da Comissão de Registros Históricos da Câmara Municipal de Marília, no livro Marília do Nosso Amor, a historiadora Rosalina Tanuri (2003, p.09) registrou que Marília foi fundada em 1929, com localização geográfica a 443 quilômetros de São Paulo. No Censo de 2010 no banco de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constatou-se que a cidade de Marília está com mil habitantes. Também no Banco de Dados da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Marília (SDET) os registros históricos informam que já em 1940 a cidade de Marília firmou-se como polo de desenvolvimento da região oeste do 7 Sobre este assunto consultar: órgãos vinculados: Centro Paula Souza.

48 46 Estado de São Paulo, em circunstância do reflexo de um grande desenvolvimento urbano populacional. Os dados de informação da SDET também documentam que, atualmente, o município conta com notável quantidade de indústrias na área alimentícia, fato que a faz conhecida como Capital Nacional do Alimento. O mesmo órgão relata ainda que ampliam o reforço deste desenvolvimento outras indústrias dos mais variados ramos, tais quais a do ramo metalúrgico e de construção civil, totalizando indústrias, empresas que empreendem na exportação, no Mercosul, no continente europeu e em vários países do planeta. Retomando a Lei 5540/68 que ampara a reforma do ensino universitário, Silva (2006, p.200) registrou o pensamento de um reitor de uma Universidade na França ao reproduzir o seguinte parecer: Por ocasião de uma das crises do ensino superior na França, o reitor de uma das universidades francesas comparou a instituição universitária a um dinossauro pousado num aeroporto. Temos ouvido outras referências ao decantado atraso e ao perfil arcaico da universidade, em dissonância com o ritmo da civilização industrial. São diagnósticos que trazem a vantagem de uma proposta imediatamente acoplada (SILVA, 2006, p.200). A Fatec de Marília e a cidade de Marília, conforme observado, sintonizadas tecnologicamente com o seu espaço e tempo afastam a preocupação do reitor apontada por Silva na citação acima, trabalhando em conjunto, para que haja futuros profissionais, ou seja, os discentes tecnólogos em alimentos, especializados para atender às necessidades regionais. O empreendedorismo industrial, a expansão populacional de Marília, a Lei 5540/68 com a respectiva reforma do ensino universitário e o poderio/predominância das indústrias no ramo alimentício na cidade de Marília, atraíram, segundo os dados da SDET (2011), o Centro Paula Souza a ter instalado uma Faculdade de Tecnologia (Fatec) em Marília, oferecendo o Curso de Tecnologia em Alimentos, visando qualificar os trabalhadores que atuam no mercado de alimentos e abrindo novas oportunidades a todos que buscam ensino público com qualidade. Reforçando os dados da SDET (2011) e explorando um pouco mais a questão da cidade de Marília e o predomínio das indústrias do ramo alimentício presentes no município, segue abaixo, tabela datada de 08/05/2012, da Associação das Indústrias de Alimentos de Marília (ADIMA), contendo dados estatísticos que demonstram a capacidade de produção no setor alimentício, que justificam a

49 47 necessidade de qualificação dos trabalhadores deste setor por meio do Curso de Tecnologia em Alimentos ofertado pela Fatec Marília e a participação da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO como elo de ligação entre empresa e escola. Tabela 1 A cidade de Marília possui estatísticas que demonstram a capacidade de produção no setor alimentício, que justificam o título de "Capital Nacional do Alimento" toneladas de alimentos por mês toneladas de alimentos por ano embalagens por mês embalagens por ano 80 embalagens produzidas em Marília são abertas a cada segundo caminhões/mês maior frota especializada do País são usados para o transporte dessa produção que, se enfileirados, somariam 30 km. Brasil: todos os estados brasileiros recebem os produtos aqui fabricados de receita bruta direta por mês (valor em Reais - R$) de receita bruta direta por ano (valor em Reais - R$) empregos diretos empregos indiretos industriários passaram pelo Curso de Manipulação de Alimentos 100 (mais de) indústrias compõem o segmento alimentício mariliense 1000 empresas fabricam, manipulam, distribuem ou comercializam alimentos em Marília (bares, restaurantes, pizzarias, buffets, rotisseries, cantinas, lanchonetes, etc.) Exportações: Estados Unidos, Mercosul, Europa, Ásia, Leste Europeu e África Fonte: Associação das Indústrias de Alimentos de Marília, datado de 08/05/2012. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, com a certeza de que a educação tem potencialidade para transformação social e cultural do país e, concomitantemente, com a necessidade básica e o direito fundamental vinculados ao processo de desenvolvimento sustentável, encarregou a Fatec/Marília de cumprir a missão de: "Formar profissionais competentes e éticos, capazes de enfrentar desafios na busca do desenvolvimento tecnológico, social e econômico" (FATEC MARILIA, 2010).

50 48 Ao consultar o Banco de Dados da Fatec de Marília, verifica-se que o curso de Tecnologia em Alimentos disponibiliza oitenta vagas semestrais por período (diurno e noturno). É um curso superior, com a duração de 3 anos, com carga horária de 2600 horas (2400 horas teórico-práticas e 200 horas de estágio). A capacidade de atendimento da Fatec de Marília, no curso Superior de Tecnologia em Alimentos, é 480 alunos até o ano de 2011 e já graduou seis turmas. Seu corpo docente é altamente qualificado, com 70% de doutores, 20% de mestres e 10% de especialistas. Em resultados apontados pelo (Sistema de Avaliação Institucional) SAI, conforme publicação do Diário Oficial do Estado de São Paulo Poder Executivo, seção 1, página 4, datado de 30/03/2012, a Instituição Fatec/Marília, foi reconhecida, pelo quinto ano consecutivo, como um centro de excelência entre as Fatecs do Estado de São Paulo. A Instituição mantém parcerias com as Indústrias de Alimentos da cidade de Marília e 70% dos alunos graduam-se com relevante potencial de empregabilidade e colocação no mercado, devido ao fato da cidade de Marília ser considerada a Capital Nacional do Alimento, conforme ilustrado, no documentário MARÍLIA DO NOSSO AMOR (anexo XI desta dissertação). Esta característica do município de Marília é um importante fator para possível inserção mercadológica do Tecnólogo em Alimentos. A praticidade das aulas da Fatec de Marília expande-se á estrutura das instalações de seus Laboratórios Físico Químico e Microbiológico que, no momento, encontram-se em fase de credenciamento, de acordo com o que pode ser acessado (por meio do endereço no MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Já que a lei magna do ensino superior (LDB) avaliada neste segundo capítulo sedimentou os cursos superiores de tecnologia, inclusive o Curso Superior de Tecnologia em Alimentos da Fatec/Marília, reservamos o próximo capítulo como espaço de reconhecimento e análise para a resolução do problema sobre a influência da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO em relação a formulação de currículos como elo de comunicação entre as aptidões dos discentes da Fatec Marília, o curso de tecnologia em alimentos desta instituição e o mercado de trabalho.

51 49 Capítulo 3. A ferramenta de comunicação CONTRATE UM TECNÓLOGO Por meio da internet o leitor transferiu-se para um novo universo como fonte de acesso para obter informações. São inúmeros os endereços eletrônicos disponíveis na internet contendo bancos de dados, blogs abordando os mais diversos assuntos, revistas universitárias, bibliotecas nacionais e internacionais. Procópio (2010, p.68-69) afirmou que se fossem controlados e ou catalogados os acessos aos bancos de dados, realizados pelos internautas na rede web, o mesmo representaria a extensão de 5 livros no espaço de um mês. Para o pesquisador a internet democratizou o acesso livre à informação, para todos aqueles que nela buscam acesso de dados e conhecimentos diversos. Padilha (2010) no seu estudo sobre o Blog: Me Leva Brasil, tratou sobre a alternativa e identificação do usuário que recorre à internet, em busca de ferramentas, que lhes forneçam histórias de identidade e ou que lhes ampliem dados de informações específicas e ou genéricas, nas mais diversas áreas dos referidos blogs e de bancos de dados, como forma de instrumento de comunicação que tem se firmado diariamente. A tendência atingiu inclusive órgãos significativos componentes da estrutura educacional como o Conselho Nacional de Educação, conforme citação abaixo: questão afirmando que: O dinamismo das novas tecnologias demanda agilidade e flexibilidade em relação à mudança. O que se passa a exigir do trabalhador especializado é, sobretudo, a capacidade de aprender continuamente e de decidir diante de situações novas e imprevistas. (SMANIOTTO, 2006, p.11). Em relação à educação e trabalho, Saviani (1994, p. 10) já tratava esta A educação em si é ao mesmo tempo, uma exigência do e para o trabalho, bem como, a educação propriamente dita é um processo de trabalho revelando que a primeira experiência específica do discente pode ser a vivenciada durante sua graduação (SAVIANI, 1994, p. 10). A Fatec de Marília, de acordo com as novas tendências, adotou o CONTRATE UM TECNÓLOGO para ser uma ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional, visando demonstrar a real participação da

52 50 organização no contexto social, sobretudo através de suas ações de capacitação do discente para inserção mercadológica. Configura-se a comunicação entre os tecnólogos e seus possíveis empregadores por meio dos currículos, elaborados com a participação dos discentes da Fatec/Marília do Curso Superior de Tecnologia em Alimentos utilizando a ferramenta, acima citada, oferecida e orientada pela própria Fatec/Marília. Partindo-se da análise anterior, justifica-se que a Fatec de Marília / Curso Superior de Tecnologia em Alimentos, tenha adotado a ferramenta de comunicação que apresentamos nesta dissertação. Há interface com a reforma universitária, o que Silva (2006, p.200) observou. [...] em sentido geral ser muito claro, e bem de acordo com os tempos atuais: a universidade somente estaria à altura de seu tempo se estivesse completamente adaptada a ele [...]. O CONTRATE UM TECNÓLOGO é uma ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional adotada pela Fatec-Marília que visa demonstrar a real participação da organização no contexto social, sobretudo através de suas ações de capacitação do discente para sua inserção mercadológica. A seguir apresentaremos a capa da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO. Figura 3 - Capa da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional "CONTRATE UM TECNÓLOGO". CONTRATE UM TECNOLOGO

53 51 Serão estudados a seguir aspectos que concretizam a ferramenta desde o seu surgimento até as abrangências, interfaces, inter-relações e funcionalidade para o Curso Superior de Tecnologia em Alimentos da Fatec/Marília e seus discentes. 3.1 Novas Tecnologias: convergência digital dos discentes do Curso Superior de Tecnologia em Alimentos da Fatec/Marília A tecnologia evolui de forma exponencial. A história comprova as mudanças/evolução das primeiras máquinas desde o início da revolução industrial até os dias atuais. Ao longo deste processo de transformação tecnológica, foram se sucedendo computadores com programas registrados em memórias que precisavam ser carregadas demoradamente para o processamento de dados. Tal evolução visualiza-se nos sistemas atuais, onde, a partir de um dispositivo qualquer, seja um notebook, um ipod ou um celular, podem-se acessar, em segundos, bases de dados localizadas em qualquer parte do mundo. A noção de contemporaneidade envolve dois aspectos básicos: a interatividade e a globalização, ambos, inter-relacionados e dependentes um do outro. O espaço amplia seu conceito e podemos pensar em espaço geográfico e virtual. A sociabilidade está intimamente associada à existência do espaço digital, das redes sociais que hoje em dia integram o cotidiano de todos nós. A revolução das comunicações permite, por meio do mundo eletrônico/virtual, que suas redes configuram um espaço presente no cotidiano e acessível a todos que conhecem as novas tecnologias. Em Sociedade em rede (CASTELLS, 1999) apresenta um estudo sobre o funcionalismo da sociedade em tempo real, em todo o planeta, podendo atingir um número incalculável de pessoas em minutos. Posteriormente, o mesmo autor (2003), reforçou seu pensamento em A galáxia da internet afirmando que a internet poderia ser vista como a espinha dorsal das sociedades contemporâneas, afirmou ainda que as redes são um novo fenômeno de importância fundamental para as políticas públicas e para o próprio indivíduo que, cada vez mais, necessita estar conectado ao mundo digital para acesso ao conhecimento, valor e diferencial da sociedade atual. Segundo Nazareno (2006, p.14) o termo inclusão digital não se refere somente à distinção de situações de desigualdade no acesso à Internet, mas sim, a

54 52 expressão é empregada para indicar falhas no provimento pelos governos de acesso universal a serviços de informação e comunicação, indistintamente a todos os cidadãos. Para que a igualdade ao acesso de informação digital seja pertinente a todos, o autor afirma que a inclusão digital tem início no processo de uma verdadeira alfabetização tecnológica e acesso a recursos tecnológicos para todas as classes sociais. A evolução tecnológica está sendo responsável por uma verdadeira revolução no sistema produtivo. Os segmentos das telecomunicações, rediodifusão, cabodifusão e informática têm assistido a mudanças radicais em suas estruturas. Uma delas é a convergência tecnológica entre esses setores, até então relativamente autônomos, porém, nesta nova realidade da tecnologia é possível a integração setorial com a utilização de única infra-estrutura tecnológica para prover serviços com necessidade de acesso à informação utilizando-se a rede de computadores. A popularização da internet e o desenvolvimento de ferramentas tecnológicas como as fibras óticas e os sistemas de comutação de alto desempenho têm permitido que não apenas dados, mas qualquer tipo de informação representada na forma de sequencias binárias áudio, vídeo ou texto possa trafegar com desembaraço pela rede mundial de computadores. Nesse sentido, a convergência consiste na integração de serviços e de infra-estruturas de modo a oferecer um serviço contínuo e abrangente ao cidadão. Embora a convergência seja alvo de intensas discussões desde a década de oitenta, quando o conceito das Redes Digitais de Serviços Integrados RDSI foi popularizado e a importância da comunicação entre sistemas de informática foi reconhecida, somente nos últimos anos a integração entre as diversas formas de mídia vem sendo levada a termo com alcance mundial. (NAZARENO, 2006, p. 23). As fronteiras entre os meios de comunicação tornaram-se mais tênues, as inter-relações entre as novas tecnologias acarretaram no aparecimento de um novo horizonte de negócios e consequentemente de emprego com necessidade de mão de obra especializada, é neste contexto de tecnologia e inovação que atua o tecnólogo em alimentos. Nos países em desenvolvimento, em decorrência das transformações nas políticas econômicas mundiais, são discutidas, cada vez mais, as questões que envolvem a criação de ambientes e oportunidades de trabalho que permitam, ao lado do desenvolvimento de novas tecnologias, a redução das desigualdades sociais, ou seja, o ensino qualifica o futuro trabalhador e desta forma, torna-se, fonte de transformação socioeconômica. Debates regionais, nacionais e internacionais têm como tema a discussão sobre a utilização das novas tecnologias em beneficio ao acesso universal à informação e ao conhecimento, à democratização das conquistas e às inovações digitais para

55 53 geração de empregos e melhor distribuição de renda. A convergência tecnológica é vista pelos países menos desenvolvidos como oportunidade para inserção de seus povos na moderna economia. As grandes corporações, na ânsia de manter a maximização do lucro, estabelecem restrições, como as patentes, para que seus produtos não sejam copiados, sendo esta, uma maneira de proteger sua lucratividade e não perderem espaço no mercado. Assim sendo, as discussões sobre o acesso de todos à convergência tecnológica e gratuidade de utilização de redes sociais estão acirradas e sujeitas às fortes pressões dos interessados na questão. Além disso, há segmentos, como os da radiodifusão e da telefonia fixa, que se mostram refratários a que se confira plena liberdade regulatória para os serviços proporcionados pela convergência, em virtude da ameaça que ela representa para nichos consolidados de mercado. Embora o debate sobre o tema não se restrinja, de forma alguma, às rápidas considerações que aqui tecemos, o que se observa na prática é que a convergência é uma realidade irreversível, quaisquer que sejam suas implicações futuras. (NAZARENO, 2006, p.24). A convergência digital toma imensa importância no cenário global, econômico e profissional, justamente pelo funcionalismo da sociedade em tempo real, conforme propôs Castells (1999). Dessa forma entendemos que a convergência digital é resultado do pré-requisito e consequência da própria inclusão, que atualmente faz parte da rotina educacional de base e não de qualificações posteriores, tornando tal processo, fonte natural de amadurecimento cultural e não mais ponto de transposição paradigmática. Para Flory (2004, p. 27) a empregabilidade é uma função da Comunicação. É a possibilidade de se fazer conhecer e ser reconhecido pelo mercado de trabalho, neste processo de interface da comunicação é realizada a substituição da entrega de currículos impressos para entrevistas de vagas de emprego por sites das empresas contratantes, firmas de recursos humanos e faculdades, onde os interessados devem enviar seus currículos online, fator este, que traz maior abrangência e agilidade ao conhecimento de profissionais em qualquer parte do Brasil e mundo, utilizando-se as redes sociais. Os alunos da Fatec Marília do Curso de Tecnologia em Alimentos encontram-se nesta nova realidade mercadológica, fator este que possibilita a estes discentes maior notoriedade por parte dos empregadores e consequente maximização da probabilidade de inserção mercadológica.

56 A trajetória da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO Para melhor compreensão do objeto de estudo dessa dissertação torna-se necessário abordarmos os aspectos que descrevem as origens da ferramenta. A ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO foi projetada para expandir as perspectivas profissionais almejadas pelos discentes do Curso de Tecnologia em Alimentos da FATEC- Marília. Seu ponto de partida foi a necessidade do discente entender, ainda no decorrer do processo de graduação, as possibilidades de sua futura colocação no mercado de trabalho. Por um lado, a ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO, estimula o discente a identificar suas habilidades e aptidões e por outro lado permite-lhe observar as técnicas e rotinas vivenciadas por um determinado profissional na área de seu interesse. A necessidade de uma preparação dos discentes para o mercado de trabalho foi averiguada em 2008, pelos obstáculos e limitações vividas pelo idealizador da ferramenta, Paulo Augusto Mendes, na ocasião que se organizava para buscar e conquistar a primeira oportunidade de emprego, disputando uma vaga de administrador de empresas, no mercado de trabalho, após cinco anos de graduação. As origens da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO dizem a respeito e orientam sobre o conhecimento do que estudar, ou seja, o Know How é ponto chave e início do direcionamento da ferramenta. Por meio dela o discente é estimulado pelo próprio desafio de conquistar aquilo que deseja, tem consciência da realização de sua capacitação, além da expectativa mais aprimorada da visão adequada para solucionar os problemas que surgem. O nascimento da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO conforme já referido, prosperou levando o aluno a conectar-se com suas afinidades, escolher aquilo que lhe traz satisfação em estudar, desenvolver habilidades, competências e atitudes. Seu objetivo é tornar homogêneo o ponto de vista do aluno em assuntos relacionados à carreira escolhida, por meio da metodologia ativa de ensino. O conhecimento extraído do discente contando com a ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO como recurso, possibilita ao estudante

57 55 identificar as suas facilidades e nortear-se dando enfoque aos seus aprimoramentos, para atingir os seus objetivos na futura carreira. Essa autodescoberta do discente na identificação de suas habilidades, além de refletir o seu comprometimento de progredir, abre caminho para que a percepção do seu professor seja otimizada, acarretando um melhor direcionamento na disciplina de manifestação da sua afinidade, imbuindo-se de trajetória de aprendizagem contínua, com resultados sempre favoráveis ao encontro da excelência. Frisa-se que o foco deste instrumento de comunicação originou-se com intuito de expansão do processo de ensino/aprendizado. A condução parte de simulações em situações reais para se alcançar a sondagem do potencial e capacidade do aluno. Tais dados essenciais refletem soluções com sucesso das tarefas da prática profissional em diferentes contextos. Seguir carreira norteada pela afinidade do discente foi a alternativa que a Fatec-Marília encontrou para nortear a construção do aprendizado do aluno do Curso Superior de Tecnologia em Alimentos. Por meio deste processo, o acadêmico sente identificação, amplia sua afinidade com algumas disciplinas do curso. Ao direcioná-lo e canalizar seu aprendizado para setor específico de sua afinidade, o aluno é instado a estruturar-se com uma visão globalizada e clara sobre a rotina do tecnólogo e consequente habilitação prática da sua formação. A criação da ferramenta de comunicação firmou seus objetivos na projeção e na oportunidade de propiciar aos discentes da Fatec-Marília a inserção no mercado de trabalho, representando mão de obra qualificada, pronta para atender às necessidades do município de Marília. A estratégia da Instituição, conforme já mencionado no segundo capítulo, foi a de constituir um Curso de Tecnologia em Alimentos para atender a grande demanda da Indústria e Comércio nesse respectivo setor. A procedência da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO configura-se como o ingrediente responsável para minimizar na própria graduação do aluno, os obstáculos que certamente encontrará no mercado profissional. A atmosfera trazida pela ferramenta minimiza o descomprometimento com a aprendizagem, desatenção, descaso, indisciplina, insuficiência de aproveitamento, incompetência e despreparo diante ao mercado de trabalho. O aluno do Curso de Tecnologia em Alimentos da Fatec-Marília dedica-se ao seu estudo pelo fato de fazer parte do seu processo de ensino. Em relação aos

58 56 resultados obtidos na sua formação, estes aspectos são básicos para sua inserção e conquista de espaço no mercado de trabalho, para competir com adequação, um diferencial para encaixar-se no dinamismo atuante, prático, produtivo para o perfil característico exigido pelas organizações Operacionalidade da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO A operacionalidade da ferramenta de comunicação CONTRATE UM TECNÓLOGO consiste de uma estrutura de Banco de Dados ligado a internet, sistema no qual as empresas do setor alimentício, departamentos de recursos humanos e (Centro de Integração Empresa Escola) CIEE da cidade de Marília são cadastrados e podem ter acesso a um banco de dados contendo os currículos dos alunos de todos os termos (1º ao 6º) do curso de Tecnologia em Alimentos, bem como a descrição do perfil profissiográfico e mercado de atuação do Tecnólogo em Alimentos. Na home page do site da Fatec (www.fatecmarilia.edu.br) está disponível o campo CONTRATE UM TECNÓLOGO, sistema online de apoio ao ingresso profissional. Por meio desta ferramenta, as empresas parceiras da faculdade podem visualizar e selecionar neste Banco de Dados os currículos preenchidos pelos próprios alunos. A seguir serão apresentadas a figura do cadastro das empresas participantes da ferramenta CONTRATE UM TECNÓLOGO e a figura contendo a Home Page da Fatec Marília, constando a ferramenta CONTRATE UM TECNÓLOGO.

59 57 Figura 4 - Cadastro das empresas participantes da ferramenta CONTRATE UM TECNÓLOGO. Figura 5 - Home Page da Fatec Marília, constando a ferramenta CONTRATE UM TECNÓLOGO. Os currículos selecionados são então encaminhados para o setor administrativo responsável que repassa para a empresa interessada os dados necessários para que a mesma possa entrar em contato com os candidatos.

60 58 A seguir apresentamos a tela de alguns dos currículos cadastrados na ferramenta CONTRATE UM TECNÓLOGO. Figura 6 - Tela de alguns dos currículos cadastrados na ferramenta CONTRATE UM TECNÓLOGO.

61 59 Três etapas compõem a estrutura operacional da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO 8. Na primeira etapa, todos os alunos no início de cada módulo são convocados a cadastrar seus currículos, mediante prévia explicação da importância da clara comunicação entre a faculdade e o mercado, com o objetivo de facilitar sua inserção nas empresas do setor alimentício da cidade. Também são mencionadas algumas características da informação relevante para que os currículos sejam adequadamente elaborados. A narrativa do campo experiência profissional do currículo do aluno da Fatec-Marília, Curso de Tecnologia em Alimentos, ressalta exemplos da experiência do discente em sua graduação, de acordo com o perfil da vaga pleiteada por cada aluno. Nesta etapa, o claro fluxo da comunicação se faz importante, na medida em que traz consigo a possibilidade de favorecer a introdução do graduando no mercado de trabalho. Na segunda etapa ocorre o contato com as empresas do setor de alimentício, departamentos de recursos humanos e (Centro de Integração Empresa Escola) CIEE, para divulgação e cadastro dessas organizações na ferramenta de comunicação CONTRATE UM TECNÓLOGO. Nessa etapa a ênfase recai sobre a importância da comunicação entre a instituição de ensino e o mercado. A partir deste momento é frisado que a ferramenta facilita a busca de mão de obra qualificada, atendendo às necessidades das empresas da cidade. Na terceira etapa, ocorre a gestão do fluxo das informações do programa, tais como número de acessos, data da última visita da empresa, quantidade de contratações de estágios curriculares, estágios extracurriculares e efetivos. Os dados contidos no sistema da ferramenta CONTRATE UM TECNÓLOGO são submetidos à constante atualização, tanto os dados das empresas como os dados dos alunos. O advento das novas tecnologias não é uma questão que se reduz apenas às inovações tecnológicas. Elas têm potencialidade suficiente para transformar toda a prática da comunicação social, e por extensão as instituições educacionais formadoras dos profissionais, seus professores, os currículos escolares, os projetos experimentais [...] Por isso, os investigadores da comunicação têm dado o primeiro alerta e estão decididamente empenhados em atuar nesse campo, atentos aos reflexos nos aspectos da cultura, de livre expressão, de defesa dos interesses humanos. (JESUS, 1986, p. 334). 8 Coincidentemente o criador da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO é a mesma pessoa que realiza esta pesquisa.

62 60 A ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO, desenvolve a aprendizagem por meio de um processo ativo e dinâmico, construído pelo aluno, orientado pelos seus professores. A direção, professores e funcionários do corpo técnico-administrativo da Fatec Marília adotam a mesma linha de ação conjunta, ou seja, acreditar nas possibilidades ativas e de encorajamento, como forma de promover mudanças duradouras e significativas para a vida profissional do discente, graduado na Fatec Marília. No próximo capítulo, apresentaremos o estudo de caso embasado em teorias, depoimentos, de empresas e dos alunos do curso de Tecnologia em Alimentos da Fatec Marília, a respeito das contribuições da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO.

63 61 Capítulo 4 Estudo de caso Após pesquisa bibliográfica, observamos que o método mais adequado para conduzir esta dissertação seria o estudo de caso. Embora enfatizando o valor da criatividade, convém lembrar que a pesquisa científica não pode ser fruto apenas da espontaneidade e intuição do indivíduo, mas exige submissão tanto aos procedimentos do método quanto aos recursos da técnica. O método é o caminho a ser percorrido, demarcado, do começo ao fim por fases ou etapas. E como a pesquisa tem por objetivo um problema a ser resolvido, o método serve de guia para o estudo sistemático do enunciado, compreensão e busca de solução do referido problema. Examinando mais atentamente, o método da pesquisa científica não é outra coisa do que a elaboração, consciente e organizada, dos diversos procedimentos que nos orientam para realizar o ato reflexivo, isto é, a operação discursiva de nossa mente. (RUDIO, 1992, p.15). Segundo Yin (2001) o estudo de caso é uma estratégia de estudo com foco em fenômenos contemporâneos inseridos em algum contexto da vida real onde múltiplas fontes de evidências são utilizadas. Sobre este assunto, Wimmer e Dominick (1996) já afirmavam à necessidade da adoção do particularismo que nesta dissertação pode ser constatada na situação do grupo pesquisado dentro da Fatec Marília, a existência da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO como fenômeno particular, proporcionando via de análise prática de problemas da vida real para descrição e indagação da real contribuição da ferramenta utilizada pela Fatec Marília, além de compreender melhor o objeto desta dissertação, interpretá-lo, descobrindo seu significado e pontos antes despercebidos, estabelecendo a relação entre os alunos do Curso de Tecnologia em Alimentos, a Fatec Marília e as empresas do setor alimentício desta cidade. Dessa forma este estudo tem o intuito de descobrir a real contribuição da ferramenta de comunicação organizacional e orientação profissional CONTRATE UM TECNÓLOGO para os alunos da Fatec-Marília do curso de Tecnologia em Alimentos por meio da implementação de currículos online e orientação de estudo focando sempre as afinidades dos discentes da Instituição para que se pudessem identificar decisões para a melhoria contínua da ferramenta e proporcionar a possibilidade do pleno entendimento do seu funcionamento por parte do grupo envolvido nesta pesquisa.

64 62 A seguir, apresentamos a tela de acesso para o cadastro de currículos no site pertencente à Fatec Marília e autorização para esta pesquisa. Figura 7 Tela de acesso para cadastro de currículo Figura 8 - Área do Aluno Autorização para pesquisa Autorizo a utilização das informações contidas na ferramenta de comunicação "Contrate um Tecnólogo" pelo Sr. Paulo Augusto Mendes portador do RG nº e CPF nº , para pesquisa acadêmica, com o objetivo de melhoria contínua dos serviços prestados.

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