UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO RITA FRANCISCA GOMES BEZERRA CASSEB

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO RITA FRANCISCA GOMES BEZERRA CASSEB O PROEJA NA VISÃO DOS PROFESSORES DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DO CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MATO GROSSO/INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE MATO GROSSO CEFET- MT/IFMT CUIABÁ-MT Julho / 2009

2 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO RITA FRANCISCA GOMES BEZERRA CASSEB O PROEJA NA VISÃO DOS PROFESSORES DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DO CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MATO GROSSO/INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE MATO GROSSO CEFET- MT/IFMT CUIABÁ-MT Julho / 2009

3 RITA FRANCISCA GOMES BEZERRA CASSEB O PROEJA NA VISÃO DOS PROFESSORES DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DO CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MATO GROSSO/INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIËNCIA E TECNOLOGIA DE MATO GROSSO CEFET- MT/IFMT Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso, como parte dos requisitos para a obtenção do título de Mestre em Educação, na Área de concentração: Teorias e Práticas Pedagógicas da Educação Escolar, Linha de Pesquisa: Formação de Professores e Organização Escolar. Orientadora: Profª. Drª. Filomena Maria de Arruda Monteiro Cuiabá-MT 2009

4 C334p Casseb, Rita Francisca Gomes Bezerra. O Proeja na visão dos professores da educação profissional do Centro Federal de Educação Tecnológica de Mato Grosso / Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso CEFET MT/ IFMT / Rita Francisca Gomes Bezerra Casseb Cuiabá (MT): A Autora, p.; 30 cm. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Federal de Mato Grosso. Instituto de Educação. Programa de Pós-Graduação em Educação. Orientador: Profª. Drª. Filomena Maria de Arruda Monteiro. Inclui bibliografia. 1. Formação de Professores. 2. Educação Profissional. 3. Proeja. I. Título. CDU:

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6 DEDICATÓRIA Dedicar é homenagear. Homenageio, dedicando este trabalho: À Memória dos meus pais - Salomão Gomes Bezerra e Maria Marques Bezerra (Dona Sinhazinha) - pela vida e pelo mais precioso dos ensinamentos que os pais podem deixar para os filhos a educação. Eles foram incansáveis na superação de barreiras para que os seus 10 (dez) filhos estudassem. Aos meus irmãos - professoras Nilce e Nilda - exemplares docentes; Servidores públicos, estadual e federal - Sebastião, Humberto, Nivaldo, Maria da Glória, Salomão Francisco, Hervécio e Helena Maria exemplos de bem servir, no cargo público. Às minhas sobrinhas - Eveline, Gladys, Isabelle, Jane, Josanil, Mirella, Natália, Niele, Nelissa, Rosângela, Uilaci, Viviane e, também, minhas afilhadas: Karyna, Silvia e Uilani - mulheres de sabedoria e de decisão. Aos meus sobrinhos Humberto (Betinho), Josafat (Júnior), Lúcio, Marcello, Nilson, Roberto, Salomão (Salú) e Wellington homens de bem. Aos meus filhos - Raquel Francisca e João Francisco marco em minha vida, na indescritível e única emoção de ser mãe. Os dois são presentes preciosos que a vida me deu. Ao Meu marido - João Francisco Freitas Casseb um permanente aprendizado de convivência. Enfim, dedico este trabalho a todas as pessoas que, de alguma forma, participam neste tempo ou participaram em tempo passado, da minha vida. Assim terminava esta dedicatória e para continuar, recorri a...

7 Oração de São Francisco de Assis Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; Onde houver ofensa, que eu leve o perdão; Onde houver discórdia, que eu leve a união; Onde houver dúvida, que eu leve a fé; Onde houver erro, que eu leve a verdade; Onde houver desespero, que eu leve a esperança; Onde houver tristeza, que eu leve a alegria; Onde houver trevas, que eu leve a luz. Ó Mestre, Fazei que eu procure mais Consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna. Que é a Oração da Paz, por dias perdida, depois de 06 de janeiro de Depois do falecimento do meu Marido João Francisco Freitas Casseb. Somos uma família de Franciscos eu, Rita Francisca casada com João Francisco e pais de Raquel Francisca e de João Francisco, encontramos a energia para continuar, depois dessa perda de um dos Francisco, reafirmando e é morrendo que se vive para a vida eterna, apesar da saudade, que é o AMOR que fica.

8 AGRADECIMENTO Agradecer é reconhecer. Reconheço e tem meu sincero agradecimento: Ivo da Silva, Luiz Carlos de Figueiredo, Miriam Ross Milani e Nelson Ito Suzuki, colegas do CEFET-MT/IFMT foram os responsáveis pela minha participação no ano de 2007, mais uma vez, na seleção do mestrado. Aos meus colegas servidores do CEFET-MT/IFMT: ❷ Professores e em especial: aos sujeitos Pedi-1, Pele-1 e Pref-1 pela espontaneidade e comprometimento com que responderam aos questionamentos e, também, a minha colega por duas vezes, da Instituição CEFET-MT/IFMT e do mestrado Rose Montanucci, pela permanente colaboração. ❷ Técnicos administrativos, na pessoa de Edur, pela dedicação à nossa Instituição CEFET-MT/IFMT e, em especial pela forma carinhosa e com que coordenou no ano de 2008, as turmas do PROEJA. Aos alunos do CEFET-MT/IFMT e, em especial, das turmas do 3º semestre do PROEJA dos cursos de Eletrotécnica e Refrigeração e Ar Condicionado, pela confiança e permissão para que eu pudesse ter o olhar, que resultou nesta dissertação. Nominando as duas únicas mulheres dessas turmas Ana e Jacy agradeço a todos os meus alunos. Aos meus colegas de trabalho da FUNDETEC jovens, que mais me ensinaram do que ensinei, resultando, no convívio diário, uma relação de respeito e amizade, são eles: Alexandre, Carlos, Celso, Cleber, Kleberson, Lilian, Luiz Fernando e Leosan. Ao meu primeiro grupo de pesquisa: Educação, Jovens e Democracia pelo grande aprendizado com os colegas, com os bolsistas e com a professora orientadora.

9 Ao Grupo de pesquisa: Formação de Professores, pela forma generosa com que fui recebida pela professora orientadora e pelos colegas mestrandos do ano de entrada de À Banca Examinadora, Professor Dr. Joaquim de Oliveira Barbosa, Professora Dra. Jorcelina Elizabeth Fernandes e Professora Dra. Judith Guimarães Cardoso pela contribuição ao trabalho. Aos meus colegas do mestrado do ano de entrada de 2008, pelo compartilhamento do aprendizado. Aos Professores do curso de mestrado, conhecimentos. pelos ensinamentos e partilha dos À Professora orientadora, Dra. Filomena Maria de Arruda Monteiro do grupo de pesquisa Formação de Professores, por aceitar a minha transferência do outro grupo de pesquisa e, de forma generosa, permitir minha participação no grupo sob sua orientação para continuar a minha formação. Agradeço aos meus filhos, pela tolerada ausência, para dedicar a este trabalho, às vezes, mesmo estando presente em casa. Agradeço, in memoriam, ao meu marido João Francisco, também, pela tolerada ausência e pela não-resposta à pergunta que me fazia todas as noites, enquanto eu estava no computador: Quando você vai terminar?

10 RESUMO Estudo desenvolvido no Mestrado do PPGE/UFMT, no lócus do CEFET-MT/IFMT, com o objetivo de analisar o PROEJA sob a visão dos professores da Educação Profissional. A escolha investigativa desta pesquisa se justifica pela escassa informação existente e, por ser, o PROEJA, um Programa de recente aplicação. Tomou-se como questão central de pesquisa: o que os professores sabem e pensam do e sobre o Programa. Utilizando-se da pesquisa qualitativa foi aplicado um questionário, dividido em quatro partes, sendo que as duas primeiras serviram para caracterização e escolha dos três sujeitos, as duas últimas partes para as narrativas escritas e, posteriormente, fez-se a coleta das narrativas orais. Os sujeitos escolhidos foram os professores do semestre letivo de 2007/2, da disciplina principal dos cursos de Edificações, Eletrotécnica e Refrigeração e Ar Condicionado do PROEJA do CEFET-MT/IFMT, Os fundamentos teórico-metodológicos que permitiram a interlocução com os dados tiveram como referências, autores como SCHÖN (1992), GARCIA (1992; 1999), NÓVOA (1991), TARDIF (2002), TARDIF & LESSARD (1999) e FREIRE (1997), ANDRÉ (2000) e OLIVEIRA (2000) e outros. As análises revelaram que o Programa PROEJA executado no CEFET/IFMT necessita buscar uma metodologia específica para ministrar aulas e avaliar os alunos do PROEJA, devendo-se fazer uma reflexão de como se deve ensinar um adulto e, também, (re)avaliar e/ou talvez, (re)fazer o Projeto Pedagógico, com a participação coletiva dos envolvidos/interessados: alunos, professores e gestores e, também, a comunidade empresarial. Palavras-chave: Formação de Professores. Educação Profissional. PROEJA.

11 ABSTRACT This study was developed in the Master degree course of PPGE / UFMT, it took place at CEFET-MT, with the aim of analyzing the PROEJA through the Professional education teachers point of view. The choice of investigative research is justified by the limited information available, and also because the PROEJA is a recently applied program. The study s main issue is: What do the PROEJA teachers know and think about the PROEJA Program? It used a qualitative approach where the research tools used for data collection were the written and oral narratives of three subjects from the courses of Buildings, Electrotechnics and Refrigeration and Air Conditioning of the PROEJA CEFET-MT/IFMT. The theoretical and methodological basis that allowed the interaction with the data had references, authors as SCHÖN (1992) MARCELO GARCIA (1992, 1999), NÓVOA (1991), TARDIF (2002), TARDIF & LESSARD (1999) and FREIRE (1997), ANDRÉ (2000), OLIVEIRA (2000) and others. The analysis revealed that the program currently adopted by PROEJA CEFET/ IFMT needs to search for a specific methodology to give lessons and evaluate the PROEJA students. It s necessary to think about how to teach an adult, and also (re) evaluate and/ or perhaps (re) design the Pedagogical Project with students, teachers, directors and business community s help. Keywords: Teacher Training. Professional Education. PROEJA.

12 LISTA DE QUADROS Quadro 1.1 Cursos do PROEJA ofertados em 2008/2009 na Rede Federal de Educação Profissional...36 Quadro 2.1 Modalidades e Cursos do CEFET-MT Nível Médio...45 Quadro 2.2 Carga horária dos cursos Integrados...46 Quadro 2.3 Carga horária dos cursos Nível Técnico Seqüencial...47 Quadro 2.4 Carga horária dos cursos do PROEJA...52 Quadro 2.5 Oferta dos cursos do PROEJA do CEFET-MT/IF-MT...53 Quadro 2.6 Disciplinas do Núcleo Comum dos cursos do PROEJA...53 Quadro 2.7 Disciplinas Profissionalizantes do 1º Semestre dos cursos do PROEJA...54 Quadro 2.8 Turmas dos cursos do PROEJA do 1º Semestre letivo de Quadro Turmas e matrículas da Especialização PROEJA realizadas pelo CEFET-MT/IF-MT...62 Quadro 3.1 Teorias de Aprendizagens do adulto...77 Quadro 4.1 Disciplinas Profissionalizantes dos cursos do PROEJA...90 Quadro 4.2 Caracterização dos professores para escolha dos sujeitos...91 Quadro 4.3 Características dos sujeitos escolhidos...92 Quadro 5.1 Objetivos pretendidos pelas narrativas...98

13 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS APF Associação Paulista de Fundações C.P.D Centro de Processamento de Dados CEFET-MT Centro Federal de Educação Tecnológica de Mato Grosso CEUB Centro de Ensino Unificado de Brasília CONFIES Conselho de Fundações de Instituições de Ensino Superior CTP Conselho Técnico Pedagógico DE Diretoria de Ensino EJA Educação de Jovens e Adultos ENEM Exame Nacional do Ensino Médio ETF-MT Escola Técnica Federal de Mato Grosso FIC Formação Inicial Continuada FUNDETEC Fundação de Apoio ao Ensino e ao Desenvolvimento Tecnológico de Mato Grosso LDB Lei de Diretrizes e Bases LDBEN Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional LDBN Lei de Diretrizes e Bases Nacional MCP Movimento de Cultura Popular MEC Ministério da Educação e Cultura MOBRAL Movimento Brasileiro de Alfabetização 9º BEC 9º Batalhão de Engenharia de Construções SENAC Serviço Nacional do Comércio

14 SENAI Serviço Nacional da Indústria OCB-MT Organização de Cooperativas do Brasil, Secção do Estado de Mato Grosso PROEJA Programa de Educação de Jovens e Adultos UFLA Universidade Federal de Lavras UFMT Universidade Federal de Mato Grosso UNE União Nacional dos Estudantes

15 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...17 CAPÍTULO I...26 O CONTEXTO DA EDUCAÇÃO TÉCNICA NO BRASIL A educação técnica brasileira A evolução do ensino técnico: da escola de artífices ao CEFET-MT/IFMT A especialização PROEJA dentro do programa nacional de integração da educação profissional com a educação básica na modalidade educação de jovens e adultos - PROEJA O programa PROEJA...34 CAPÍTULO II...40 O CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇAO TECNOLÓGICA DE MATO GROSSO/INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇAO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE MATO GROSSO EM ANÁLISE A formação profissional no ensino técnico Os cursos do CEFET- MT/IFMT Os cursos de nível médio do CEFET-MT/IFMT Os cursos das modalidades ensino médio integrado e técnico seqüencial Construções prediais Eletrotécnica Eletrônica Gestão habilitação em secretariado Guia de turismo regional Sistemas de informação Telecomunicações Topografia e geoprocessamento A educação de jovens e adultos EJA/PROEJA como modalidade de ensino Os cursos do PROEJA Os cursos de graduação Curso superior de tecnologia em automação industrial Curso superior de tecnologia em controle de obras Curso superior de tecnologia em desenvolvimento de sistemas para internet Curso superior de tecnologia em redes de computadores Os cursos de educação a distância - EAD Licenciatura em química Tecnologia em sistemas para internet Os cursos de Pós-Graduação Curso de especialização em educação e profissional integrada à educação básica na modalidade de jovens e adultos PROEJA Curso de especialização à distância. Educação Tecnológica Inclusiva - TECNEP Curso de especialização em redes de computadores distribuída...63

16 As perspectivas das modalidades de ensino do instituto para o campus Cuiabá Octayde Jorge da Silva...64 CAPÍTULO III...67 A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL Conceituando a educação de jovens e adultos, segundo Paulo Freire A aprendizagem do adulto Formação de professores contribuições teóricas...78 CAPÍTULO IV...84 METODOLOGIA DA PESQUISA Definição e percurso da pesquisa A caracterização dos sujeitos Os sujeitos escolhidos As narrativas escritas e orais...93 CAPÍTULO V...97 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS Análise das narrativas Análise dos eixos temáticos O primeiro eixo temático Eixo-1: percurso formativo e fazer docente O segundo eixo temático - Eixo-2: conhecimento sobre o PROEJA O sub-eixo-2.1: conhecimento da base legal do Programa PROEJA O terceiro eixo temático - Eixo-3: modalidades de ensino do PROEJA: educação básica e educação profissional O quarto eixo temático - Eixo-4: Os cursos do PROEJA do CEFET-MT/IFMT CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERËNCIAS ANEXO I Questionário de Pesquisa ANEXO II Roteiro da entrevista ANEXO III Grade Curricular da primeira Turma da Especialização PROEJA do CEFE- TMT/IFMT...147

17 17 INTRODUÇÃO O meu segredo é simples: só se vê com o coração; o essencial é invisível aos olhos. (Saint-Exupéry, escritor francês ). Gosto de ser Professora. Apesar de tudo! Apesar de todos! Foi a profissão que escolhi e que tenho orgulho em exercer. Tenho orgulho em ser professora. Gosto de ensinar e aprender. Gosto de ser professora, simplesmente! Rita Francisca Ser Professora foi um desafio à vontade pessoal e à motivação por parte da minha família e dos meus colegas. Escolhi ser professora e tenho orgulho dessa profissão. Foi também a atividade escolhida pelas minhas duas irmãs mais velhas, inspiradoras da minha escolha e modelos para minha atuação profissional. Gosto de ensinar e muito mais de aprender, com cada turma e cada aluno que tenho encontrado em mais de trinta anos de trabalho e igual número de anos letivos nas escolas em que lecionei. Toda a minha formação foi em Escola Pública. Estudei até a primeira série numa Escola, não-oficial, na casa dos meus pais, na zona rural, na localidade da Mata Grande. Em 1963, vim estudar em Cuiabá, onde tive que começar da primeira série, apesar de já saber ler e escrever. Matriculada na Escola Estadual de lº Grau José Magno, estudei da primeira até a quarta série. Da Escola José Magno tenho

18 18 as boas lembranças das peças de teatro, das festas comemorativas da Páscoa, do dia dos pais e das mães, dos desfiles de sete de setembro e dos textos e poesias das aulas de português e ainda, o sentimento de ser comparada ao meu irmão mais velho que, com muita simpatia, conquistara os professores. Fiz o exame de admissão e ingressei na primeira série (atual quinto ano) no Colégio Estadual de Mato Grosso, hoje, Liceu Cuiabano onde estudei até a terceira série (atual oitavo ano) no período diurno e a partir da quarta série (atual nono ano) até o curso Científico (Ensino Médio), passei para o período noturno. Dessa escola e época, mantenho inúmeros amigos e as boas lembranças das visitas de estudo, ao pantanal, ao Rio da Casca e dos torneios esportivos, como jogadora de vôlei e como torcedora do time masculino e ainda, das festas juninas, das brincadeiras dançantes aos sábados embaladas por rock e bossa nova e dos líteros musicais. Estes, existentes apenas na época que eu era estudante do Ensino Médio, é o equivalente a um festival de música, declamação de poesias, desfile de beleza, etc. Oficialmente, comecei a trabalhar quando estudava na quarta série ginasial, atual nono ano, inicialmente na Biblioteca Municipal da Academia Mato-grossense de Letras - Casa Barão de Melgaço, contratada pela Prefeitura Municipal de Cuiabá, onde permaneci por um ano. Em seguida, fui para o 9º Batalhão de Engenharia de Construções - 9º BEC onde fiquei até o término do curso científico. Aprovada no vestibular da Universidade Federal de Mato Grosso para o Curso de Licenciatura em Ciências do Primeiro Grau em 1974, passei a ministrar aulas particulares e como professora substituta, no período de Licença Saúde do professor titular da cadeira de Ciências da Escola Ulisses Cuiabano. No segundo semestre de 1976, substituí na então Escola Técnica Federal de Mato Grosso, uma Professora de Matemática do curso Técnico em Edificações, indicada pelo então Diretor de Ensino, que tinha como referência profissional, minha irmã Nilda, professora de Matemática desta Instituição e da Universidade Federal de Mato Grosso. Passei então a ministrar aulas nesta Instituição Federal e na Escola Estadual Ulisses Cuiabano, contratada pelo Estado de Mato Grosso como professora interina. Em 28 de fevereiro de 1977, fui contratada pela Escola Técnica Federal de Mato Grosso, tendo minha Carteira de Trabalho assinada nessa data. Desde então, passei a ministrar aulas de Matemática para os cursos Técnicos de Estradas, Agrimensura, Eletrotécnica, Edificações, Turismo, Eletrônica, Telecomunicações e

19 19 Secretariado, em diferentes anos letivos. Neste mesmo ano, fui aprovada em quarto lugar, no concurso para professor da rede Estadual de Mato Grosso, para a disciplina de Ciências, passando a ministrar aulas na Escola Estadual de 1º e 2º Graus Emílio Garrastazu Médici. Posteriormente, continuei o curso de Licenciatura em Ciências com habilitação em Matemática e em paralelo aos meus estudos, passei a ministrar aulas de Matemática ou Ciências nas Escolas Estaduais do Estado de Mato Grosso José Magno, José Machado Neves, Leovegildo de Melo e Presidente Médici, em anos letivos seqüentes, além das aulas que ministrava na ETF-MT. Fui aprovada no vestibular da Universidade Federal de Mato Grosso, para o Curso de Bacharel em Engenharia Civil no ano de 1981 e colei Grau em 28 de julho de Conclui o curso de Especialização Lato sensu em Metodologia do Ensino Superior em setembro de 1984, pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília CEUB. Participei de um curso de extensão em Estatística Aplicada, na USP, São Paulo, em 1985, onde convivi com mestrandos e doutorandos de diferentes Estados do Brasil e de outros países como a Argentina, Peru e Espanha. Nessa época, poderia ter feito o mestrado em Estatística Aplicada, o que não foi possível por problemas financeiros, pois na então EFT-MT o meu contrato era pela Consolidação das Leis Trabalhista - C.L.T. e, se fosse para São Paulo, perderia o meu contrato e a remuneração, de onde contribuía com significativa parcela para o sustento da minha família. Paralelamente, às atividades de professora, representei o Estado de Mato Grosso no XI Congresso de Professores, realizado em 1985, em Maceió, Estado de Alagoas. Participei como professora orientadora, em três anos consecutivos, da Feira de Ciências das Escolas Estaduais do Estado de Mato Grosso e, também, como jurada por dois anos. Orientei uma Oficina de Ciências, no município de Alto Garças - MT. Participei ainda, de cursos de Didática de Ensino, e de Avaliação, nas Escolas Estaduais que trabalhei e na Escola Técnica Federal de Mato Grosso, do Congresso de Cooperativas em Brasília e em Cuiabá da Organização de Cooperativas do Brasil OCB, do Encontro de Fundações em Goiânia, no ano de 2005 e em Ouro Preto, no ano de 2006 do Conselho de Fundações de Instituições de Ensino Superior - CONFIES e do encontro da Associação Paulista de Fundações - APF, no ano de 2006, em São Paulo-SP.

20 20 Como professora de matemática da Instituição que é o lócus desta pesquisa, vivenciei as suas inúmeras transformações desde 1976, ano que comecei a ministrar aulas nesta Escola. Neste período, fui testemunha das transformações ocorridas, de Escola Técnica Federal de Mato Grosso ETF-MT para o Centro Federal de Educação Tecnológica de Mato Grosso CEFET-MT até este ano, 2009 que passou a ser Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso, campus Cuiabá, Octayde Jorge da Silva. Acompanhei as transformações e mudanças das modalidades de ensino desta Instituição Pública responsável pelo ensino técnico, como é o caso, a partir de 2007, do Programa de Integração da Educação Profissional ao Ensino Médio na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos PROEJA, conforme as diretrizes estabelecidas no Decreto nº 5.154/2005, inspiração desta pesquisa. Portanto, mais de 30 anos da minha trajetória de vida profissional está ligada à Educação no atual IF-MT campus Cuiabá, como professora dos cursos de Edificações, Eletrotécnica e Refrigeração e Ar Condicionado, do PROEJA, percebi o desafio da Instituição e, principalmente, dos professores, em fazer com que esses alunos, adquiram a formação que fora interrompida por motivos diversos e ainda, tenham acesso ao mundo do trabalho. Acompanhei as transformações de modalidade de ensino ocorridas na Escola Técnica Federal de Mato Grosso: curso integrado (Ensino Médio/Ensino Técnico), três e quatro anos de duração dos cursos Técnicos, Ensino Médio e Ensino Técnico (pós-ensino Médio), Ensino superior (Tecnólogo), Cursos de extensão (informática, línguas estrangeiras) e Cursos de Pós-Graduação Lato sensu. Também a transformação da Escola Técnica Federal de Mato Grosso em Centro Federal de Educação Tecnológica do Estado de Mato Grosso, em Na Escola Técnica Federal de Mato Grosso ministrei aulas de Matemática, Estatística Aplicada, Matemática Comercial e Matemática Financeira para os diversos Cursos Técnicos, do Ensino Médio e Preparatório para o Exame de Seleção (Pré-Técnico). Também exerci função administrativa, no Departamento de Registro Escolar, responsável pela Estatística de alunos. Ainda, exerci a função de Coordenadora de Ensino, lotada na Diretoria de Ensino, respondendo pela confecção dos horários de aulas, confecção dos diários, entrega e recebimento dos canhotos de notas, entre outros. Fui eleita e exerci a função de Coordenadora de Área, da área de Matemática, por três mandados consecutivos e um mandato posterior, de dois anos cada. Também, propus a criação e participei da elaboração

21 21 do Projeto do Curso de Turismo, que deveria ser no município de Chapada dos Guimarães que, devido ao Plano Collor, em 1992, não ocorreu. O Curso de Turismo foi implantado em Cuiabá em Participei de grupos de estudo para modificação de projeto de cursos, implantação de novos cursos, elaboração de prova para concurso de Professor do Curso de Turismo e Professor de Matemática. Também participei do Conselho Pedagógico do Ensino Médio, do Conselho de avaliação de docentes, de Comissão de Sindicância, de Comissão de elaboração de provas do Exame de Seleção do Ensino Médio e do Ensino Técnico por 18 anos. Exerci a função de Gerente Educacional da área de Tecnologia II, onde estavam lotados os Cursos de Gestão em Secretariado, Turismo, Designe de Móveis e Informática, durante dois anos e meio. Participei de bancas de avaliação de trabalho de conclusão de cursos dos alunos do Curso Técnico em Turismo, do Curso Técnico em Gestão em secretariado e do Curso Técnico em Informática. Nestes Cursos, participei da banca de avaliação dos trabalhos: Uso adequado do Parque Okamura, Proposta de reforma do prédio do Palácio da Instrução, Forma de atender nos consultórios Médicos, Programa de Informática para um pequeno Mercado, Controle Administrativo de uma Empresa de Seleção de Pessoal, A Secretária da Secretaria de uma Escola, Programa Administrativo Escolar, etc. Paralelamente às atividades exercidas na Escola Técnica/Centro Federal de Educação Tecnológica de Mato Grosso, participei da criação da Associação dos Servidores da Escola Técnica, sendo que, por dois mandados consecutivos, fui eleita e exerci a função de Secretária. Participei da criação da Cooperativa Educacional dos Servidores da Escola Técnica mantenedora da Escola Cooperar, desta fui responsável pela elaboração do Estatuto. Ainda, fui eleita e exerci o cargo de conselheira do Conselho de Administração da Cooperativa Educacional por dois mandatos, sendo o segundo como presidente. Neste segundo mandato regularizei a Educação Infantil, aprovando o projeto na Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso. Além de que, propiciei a criação do Ensino Médio e a modificação/atualização do Estatuto da Cooperativa. Propiciei a construção de duas salas de aulas no pavimento superior de um pátio coberto, para a Escola Cooperar. Aprovei em Assembléia Geral um Plano de Cargos e Salários para os Professores, privilegiando a formação (graduação na área, especialização, mestrado). Fui eleita e exerci o cargo de Conselheira e

22 22 representante do segmento Educação na OCB-MT - Organização de Cooperativas do Brasil, Secção do Estado de Mato Grosso. Nesse cargo fui substituta do tesoureiro. Posteriormente, fui Conselheira Fiscal da Cooperativa Educacional e atualmente exerço a função de Conselheira do Conselho de Administração da Cooperativa. Da Cooperativa de Crédito dos Servidores da Escola Técnica Federal de Mato Grosso e da Escola Agrotécnica Federal de Mato Grosso sou sócia fundadora como também, da Cooperativa de Consumo. Participo, ativamente, das duas Cooperativas, até a presente data. Participei da criação da Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico de Mato Grosso. Fui da Comissão que organizou o Estatuto e a reunião de Instituição da FUNDETEC. Atuei no Conselho Fiscal e, atualmente, exerço o segundo mandato de Diretora Executiva. O primeiro mandato foi após um período de intervenção, com problemas graves de ordem administrativa e financeira, hoje completamente sanados. Acompanhei as transformações de modalidade de ensino ocorridas na Escola Técnica Federal de Mato Grosso: curso integrado (Ensino Médio/Ensino Técnico), três e quatro anos de duração dos cursos Técnicos, Ensino Médio e Ensino Técnico (pós-ensino Médio), Ensino superior (Tecnólogo), Cursos de extensão (informática, línguas estrangeiras) e Cursos de Pós-Graduação Lato sensu. Também a transformação da Escola Técnica Federal de Mato Grosso em Centro Federal de Educação de Mato Grosso e este, em Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso. E ministrar aulas para as turmas do PROEJA tem sido uma reflexão da minha trajetória pessoal e profissional, pois como muitos dos alunos, nasci e estudei na zona rural e hoje tenho o privilégio de ser professora da centenária Instituição Federal que é o IFMT. Essa reflexão foi o despertar do meu interesse para pesquisar o ensino técnico e a prática docente dos professores da Educação Profissional dos cursos do PROEJA do CEFET-MT/IFMT. Lecionei a disciplina matemática para as turmas do PROEJA, do primeiro semestre que iniciaram em outubro de 2007, continuei lecionando para os alunos que passaram para o segundo semestre em 2008 e estou com as mesmas turmas, em 2009, no terceiro semestre, cursos de Eletrotécnica e Refrigeração e Ar Condicionado.

23 23 Reflexão é um conceito amplamente utilizado por pesquisadores e formadores para se referir às novas tendências na formação de professores, incluindo, dentre outros SCHÖN (1992), que considera que, quando os professores têm a chance e liberdade para refletir durante e após a sua prática, procuram dar sentido ao seu próprio trabalho. Sentido que, na minha trajetória profissional, significou a escolha e desenvolvimento da pesquisa deste mestrado com o tema Educação de Jovens e Adultos. Para GARCIA (1992): Aprender a ser Professor é um processo, que no meu caso começou desde a primeira série ginasial, atual sexto ano do Ensino Fundamental, quando trabalhava ajudando crianças, com dificuldades, a fazerem suas tarefas escolares. A minha atuação profissional é na educação. No decorrer do meu tempo de serviço, na maioria, na Escola Técnica Federal de Mato Grosso, hoje Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso, tenho procurado aperfeiçoar-me, fazendo cursos, participando de oficinas, seminários e congressos na área da Educação. É natural, portanto, que tenha almejado o próximo degrau de formação: o Mestrado e na área da minha atuação profissional, a área da Educação. Participei de quatro provas de seleção de Mestrado da UFMT, fui aprovada, porém as minhas propostas de pesquisa, não foram. Por problemas de saúde em minha família deixei o tempo passar, mas não a vontade de fazer parte de um grupo que pesquisa que reflete sobre a Educação. Pode ser essa a minha contribuição para uma Educação melhor, aliar a minha experiência de sala de aula com a pesquisa. Acredito que por meio da Educação, cada município e Estado do nosso Brasil e de qualquer país do mundo será melhor, sob quaisquer aspectos. Apesar do meu tempo de serviço, tenho ainda muito a aprender e a fazer, principalmente, pela Educação. Sempre atuei no Ensino Médio e Técnico, onde a maioria dos alunos é jovem, com a expectativa de futuro, de serem melhores que os seus genitores, de terem formação para terem emprego e renda e consequentemente, qualidade de vida. A minha atuação como professora tem sido um constante aprender, com cada aluno, das diferentes turmas, dos diferentes anos letivos e das diferentes escolas, em mais de três décadas de serviços prestados. Por esse relato, senti-me incentivada a continuar, para melhorar a minha prática de ensino, os meus relacionamentos, bem como atualizar os meus conhecimentos, por meio deste Mestrado em Educação. Neste sentido me senti

24 24 impelida a contribuir, principalmente, com o programa de Educação de Jovens e Adultos, que não é novo, mas é de grande importância social e de desafio para os educadores. O objeto deste estudo é o PROEJA e o percurso investigativo, dentro dos pressupostos da pesquisa qualitativa, tem como questão central a indagação: o que os professores sabem e pensam do e sobre o Programa PROEJA? Problematização esta que inspirou os questionamentos: Esses professores participaram de alguma formação continuada específica para ministrar aulas no PROEJA? Qual foi a formação? Eles conhecem o Projeto Pedagógico do PROEJA? Acreditam no Programa? Concordam com o modelo e cursos propostos pelo CEFET-MT/IF-MT? E as questões referentes a pontos favoráveis; pontos desfavoráveis; expectativas; concepção; integração EJA-PROEJA; identidade do PROEJA; diferenças entre PROEJA e outro curso técnico, relação professor-aluno do PROEJA complementam a questão foco e que permitiram traçar o objetivo: compreender o curso do PROEJA na visão dos professores da Educação Profissional. O referencial teórico deste estudo tem aporte em BOGDAN e BIKLEN (1994), na definição de pesquisa qualitativa, contribuições de FREIRE (1996), que tem o foco da sua produção na Educação de Jovens e Adultos, como educação popular; GADOTTI (1981), que afirma que as classes populares no Brasil sempre estiveram à margem do poder; FRIGOTTO (2005), que produz sobre educação e trabalho; OLIVEIRA (2000) que desenvolve projeto de pesquisa sobre formação de professores para o ensino técnico, GARCIA (1992), que entende que a Formação do Professor é um processo de aprender a ser professor. Para NÓVOA (1991), o professor passa por três tipos de desenvolvimento: pessoal, profissional e organizacional; SCHÖN (1992) considera que os professores refletem durante e após a sua prática dando sentido ao seu trabalho e TARDIF & LESSARD (1999), entendem que os professores modificam sua prática e enriquecem seu saber docente. Este trabalho está estruturado em Capítulos de I a V, sendo que: O primeiro Capítulo visa conhecer O CONTEXTO DA EDUCAÇÃO TÉCNICA NO BRASIL, pela síntese da Educação Técnica Brasileira, da evolução do Ensino Técnico: da Escola de Artífices ao CEFET-MT/IFMT, da formação do professor para o PROEJA e do Programa PROEJA proposto pelo governo Federal.

25 25 No segundo Capítulo, O CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MATO GROSSO/INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇAO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE MATO GROSSO EM ANÁLISE, são abordadas a Formação Profissional no Ensino Técnico, os Cursos do CEFET-MT/IFMT, da modalidade de ensino técnico a pós-graduação, a Educação de Jovens e Adultos EJA/PROEJA como modalidade de Ensino e as modalidades de Ensino do Instituto, campus Cuiabá Octayde Jorge da Silva, traz todos os cursos que, atualmente, estão sendo ministrados. A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL é o título do terceiro capítulo que traz o conceito da Educação de Jovens e Adultos, segundo Paulo Freire, a aprendizagem do adulto e as contribuições teóricas da Formação de Professores. No quarto Capítulo, METODOLOGIA DA PESQUISA tem-se a definição e percurso da pesquisa, a caracterização e escolha dos sujeitos e as narrativas escritas e orais. No quinto Capítulo, APRESENTAÇÃO E ANÁLISES DOS RESULTADOS são apresentadas e analisadas as narrativas dos sujeitos e os quatro eixos temáticos deste estudo. E, finalizando, são apresentadas as considerações finais deste estudo.

26 26 CAPÍTULO I O CONTEXTO DA EDUCAÇÃO TÉCNICA NO BRASIL [...] se a educação sozinha não transforma a sociedade sem ela, tampouco, a sociedade muda (Paulo Freire). Este capítulo tem como destaque o ensino técnico brasileiro. Neste sentido, abordamos a Educação Profissional como instrução para o trabalho por estar voltada para os que necessitam acessar o mercado de trabalho, tanto estudantes que buscam qualificação, quanto profissionais que pretendem ampliar suas qualificações. Essa formação profissional, hoje, é proposta em três níveis, sendo: 1. Nível básico, voltado para pessoas de qualquer nível de instrução e que pode ser realizado por qualquer instituição de ensino. 2. Nível técnico, voltado para os estudantes de Ensino Médio ou pessoas que já possuam este nível de instrução. Pode ser realizado por qualquer instituição de ensino com autorização prévia das secretarias estaduais de educação. Há a opção de se fazer esses cursos integrados com o ensino médio ou separados, a partir do término do 2º ano do Ensino Médio. 3. Nível Tecnológico, realizado apenas por instituição de ensino superior, faculdades ou universidades, como graduação ou pós-graduação.

27 A educação técnica brasileira O ensino no Brasil, ao longo da história da educação, tem sido constituído de lutas e desafios, uma vez que por anos, apenas uma pequena parcela da população teve acesso à educação. Educação essa que se refere à prática educativa e ao processo ensino-aprendizagem que leva o aluno a aprender a aprender, a saber, pensar, criar, inovar, construir conhecimentos, participar ativamente de seu próprio crescimento. A Educação, de forma geral, engloba os processos de ensinar e aprender e de reconstrução e (re)elaboração de quem ensina e de quem aprende. É um fenômeno visto em qualquer sociedade e nos seus grupos constitutivos. A Educação é responsável pela manutenção e pela perpetuação destes grupos, a partir da transposição, às gerações que se seguem, dos seus modos culturais. Em síntese, a Educação é a ação ou o processo de transformar conhecimentos gerais, de modo que o aprendiz desenvolva o poder de raciocínio e julgamento e, geralmente, preparar para o exercício de uma profissão. A educação brasileira, antes do século XIX, tinha como finalidade formar a elite, sem nenhum comprometimento com a preparação para o trabalho. Posteriormente, para tirar crianças das ruas foram criadas, em 10 províncias brasileiras, as Casas de Educandos e Artífices, para dar a essas crianças, então, consideradas desocupadas, um ofício. Essas Casas de Educandos e Artífices foram construídas em meados do século XIX nas capitais das províncias, sendo a primeira delas em Belém do Pará, para atender, prioritariamente, aos menores abandonados, para a diminuição da criminalidade e da vagabundagem, conforme justificativa da criação dessas Instituições. Em 1809, o Príncipe Regente do Brasil, futuro D. João VI, decretou a criação do Colégio das Fábricas para a formação de mão-de-obra. Posteriormente, em 1816, foi criada a Escola de Belas Artes, para articular o ensino das ciências e do desenho para os ofícios mecânicos. Em 1861, foi organizado o Instituto Comercial do Rio de Janeiro, por Decreto Real, cujos diplomados tinham preferência no preenchimento de cargos públicos. O Decreto Imperial de 1854 criou os estabelecimentos especiais para menores abandonados, denominados Asilos da Infância dos Meninos Desvalidos,

28 28 onde esses meninos aprendiam as primeiras letras e, também, eram encaminhados às oficinas públicas e particulares, mediante contratos fiscalizados pelo Juizado de Órfãos. O ensino profissional continuou mantendo o traço assistencial, isto é, o de um ensino voltado para os menos favorecidos socialmente, até o final do século XIX, quando teve seu foco mudado para preparar operários para o exercício profissional, ao invés de, apenas, atender aos menores abandonados. Em 1906, o ensino profissional passou a ser atribuição do Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, numa política de incentivo ao desenvolvimento do ensino industrial, comercial e agrícola. Em São Paulo, foram instaladas escolas comerciais, como a Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado, e escolas comerciais públicas no Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Minas Gerais, entre outras. As Escolas de Aprendizes Artífices destinadas aos pobres e humildes, criadas por Nilo Peçanha, eram similares aos Liceus de Artes e Ofícios; voltadas, basicamente, para o ensino industrial, mas custeadas pelo próprio Estado, foram distribuídas nas Unidades da Federação. Nessa mesma época, foi reorganizado o ensino agrícola no País, objetivando formar chefes de cultura, administradores e capatazes. A Rede Federal de Ensino Técnico do Brasil foi criada em 1909, constituída, inicialmente, pelas escolas denominadas Escola de Aprendizes e Artífices, transformadas em Escola Industrial, depois em Escola Técnica Federal e, após a reforma do Ensino de 1º e 2º Graus, no ano de 2001, em Centro Federal de Educação Tecnológica - CEFET. A lei 5692/71 reformou o ensino primário e médio, foi sancionada pelo Presidente da República Emílio Garrastazu Médici, em 11 de agosto de O termo ensino primário (1ª a 4ª série) e médio (5ª a 8ª série ginasial e o colegial) é utilizado pela lei 4.024/61. Sendo que a lei 5692/71 uniu o primário e o ginásio formando o 1º grau e o colegial fica como o 2º grau. As três primeiras Escolas Técnicas transformadas em Centro Federal de Educação Tecnológica - CEFET foram as Escolas dos Estados de Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro esta, denominada Escola Celso Suckow. Foram transformadas em Centro Federal de Educação Tecnológica CEFET, por meio da Lei N.º de 30 de junho de 1978, no governo militar de Ernesto Geisel, ficando,

29 29 então, autorizadas a ofertar cursos de Formação de Professor. Conforme o artigo 2º da referida Lei: Art. 2º - Os Centros Federais de Educação Tecnológica de que trata o artigo anterior têm os seguintes objetivos: I - ministrar ensino em grau superior: a) de graduação e pós-graduação, visando à formação de profissionais em engenharia industrial e tecnólogos; b) de licenciatura plena e curta, com vistas à formação de professores especializados no ensino de 2º tecnólogos; grau e dos cursos de formação de II promover cursos de extensão, aperfeiçoamento e especialização, objetivando a atualização profissional na área técnica industrial; III realizar cursos na área técnica industrial, estimulando atividades criadoras e estendendo seus benefícios à comunidade mediante cursos e serviços. As transformações das Instituições da Rede Federal de Ensino Técnico trouxeram a preocupação de formar professores habilitados para executarem o modelo didático proposto para a nova Instituição. GARCIA (1992) entende que a Formação do Professor é um processo de aprender a ser professor, incluindo, dentre outros, a existência de um professor modelo, inspirador da sua postura pedagógica. A Formação do Professor crítico e reflexivo para NÓVOA (1991) passa por três dimensões de desenvolvimento: pessoal, profissional e organizacional. Em suma, a Formação do Professor é um processo de crescimento pessoal e aperfeiçoamento profissional e também implica uma crescente transformação da cultura escolar, como novas práticas pedagógicas, participativas e democráticas. Contribui, também, às transformações das Instituições, como é o caso das Instituições de Ensino que compõem a Rede Federal de Ensino Técnico. Para FRIGOTTO (1991) houve uma demanda para as escolas técnicas e o perfil dos alunos não são mais os clássicos do passado. Para este autor, os filhos das elites e de intelectuais é que estão buscando a formação nessas escolas. Os que são aprovados nos exames de seleção e ingressam, com raras exceções, não são aqueles que vêm de escolas públicas e periféricas das cidades.

30 30 A transformação das Escolas Técnicas Federais ETF s em Centros Federais de Educação Tecnológica CEFET s causou, também, grande impacto sobre a estrutura educacional do País, tanto no que se refere à educação básica como na educação superior, pois enquanto os trabalhadores lutavam para não dissociar a formação profissional da educação básica, universal, laica e gratuita, a classe política estende a dualidade ao ensino superior. A estrutura e o propósito dos CEFET s são distintos da estrutura e do propósito das universidades. Estas são denominadas academias e têm como objetivos a graduação com bacharelado ou licenciatura e também a formação latu senso e strictum senso e os CEFET s objetivam, principalmente, a formação de mão-de-obra, a formação técnica. Os CEFET s 1 foram criados, com a finalidade de dar respostas à demanda pela educação superior e a diversificação do sistema universitário, bem como quanto às novas condições e requisitos de transição do ensino de elite para o ensino de massa, no contexto das grandes transformações tecnológicas verificadas nas últimas décadas de nosso país. O Sistema Nacional de Educação Tecnológica, instituído pela Lei n! 8.948, de 8 de dezembro de 1994, alterada pela Lei n! de 27 de maio de 1998 visa o fortalecimento da Rede de Ensino Técnico constituída pelas Instituições de Ensino de âmbito federal, assim como a inclusão, mesmo que condicionada à consulta, das Instituições de âmbito privado, como o sistema S os serviços nacionais de aprendizagem, SENAI, no setor industrial; SENAC, no comercial; SENAR, no agrícola; e SENAT, no de transporte. A transformação das ETF s em CEFET s surge dentro desse sistema como condição estrutural, justificando-se pela necessidade de construir-se num processo educacional especial e paralelo ao tradicional e, como forma de ampliar as modalidades de ensino e proporcionar a formação tecnológica. Essa transformação, de ETF-MT para CEFET-MT trouxe para Cuiabá e consequentemente para Mato Grosso e região, um aumento da oferta de ensino superior gratuito. 1 A lei federal de nº 8.948, de 8 de dezembro de 1994, transformava automaticamente todas as Escolas Técnicas Federais em Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFET), condicionando o ato à publicação de decreto presidencial específico para cada novo centro.

31 A evolução do ensino técnico: da escola de artífices ao CEFET-MT/IFMT A Escola de Aprendizes Artífices de Mato Grosso foi fundada por meio do decreto n.º 7.566, de 23 de setembro de 1909, de autoria do, então, Presidente da República Nilo Peçanha que decretou a criação para todas as capitais dos Estados da República, com o objetivo de proporcionar ao aluno uma atividade que o habilitasse a exercer uma profissão e a se manter como artífice. Na década de 50, o Brasil adotou uma política enfocada na industrialização, denominada progressista. Isso teve profundos reflexos na política educacional do País e em 1959, as Escolas de Aprendizes foram transformadas em Escolas Industriais. A Escola de Aprendizes Artífices de Mato Grosso passou a denominarse "Escola Industrial de Cuiabá" - Lei n.º de 16/02/1959 com personalidade jurídica própria e autonomia administrativa e técnica. Em 1965, transformou-se em "Escola Industrial Federal de Mato Grosso", em função da Lei n.º de 20/08/1965 que dispõe sobre a denominação e qualificação das Universidades e Escolas Técnicas Federais. Em 1968, a Portaria Ministerial n.º 331 de 17/06/1968, modificou a Lei anterior e a Escola passou a denominar-se "Escola Técnica Federal de Mato Grosso". Com a reforma do ensino de 1º e 2º graus introduzida pela Lei de Diretrizes e Bases LDB n.º 5.692/71 acaba-se de vez com o ensino de 1º grau (antigo curso ginasial), passando a funcionar nesta escola apenas o ensino de 2º grau. Em 20/12/1996, a nova Lei de Diretrizes e Bases LDB n.º separa o ensino Propedêutico da Educação Profissional e, em 1998, implanta-se esta reforma e a ETF-MT passa a oferecer: Ensino Médio (Educação Propedêutica) e Educação Profissional: Nível Técnico e Nível Básico. Pelo Decreto Presidencial de 16/08/2002, publicado no Diário Oficial da União de 19/08/2002 a Escola Técnica Federal de Mato Grosso ETF-MT, transforma-se em Centro Federal de Educação Tecnológica de Mato Grosso - CEFET-MT, nos termos da Lei N.º 8948/94. Os CEFET s nasceram em 1978, formulados segundo a proposta da educação que se caracteriza por formar profissionais em todos os níveis de ensino e para todos os setores da economia, aptos ao ingresso imediato do mercado de trabalho. Nesse contexto, FRIGOTTO (2000) busca saber quais são os desafios da formação e profissionalização do educador, numa perspectiva de construir relações

32 32 democráticas que permitam que essa formação seja de dimensões éticas-políticas, teóricas e político-organizativas. E o Centro Federal de Educação Tecnológica de Mato Grosso CEFET-MT terminou o ano de 2008 transformado em Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso IFE-MT, pela Lei de 29 de dezembro de O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso - IF- MT iniciou suas atividades com 10 (dez) campi e atuação no ensino médio integrado ao técnico, 50% (cinqüenta por cento) das vagas. Além de serem oferecidos cursos de licenciaturas, 20% (vinte por cento) e cursos superiores de tecnologia ou de bacharelado tecnológico 30% (trinta por cento). Como, também, cursos de especialização, mestrado e doutorado profissionais. O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso é composto pelos Campi de Cuiabá, Bela Vista, São Vicente, Cáceres, Barra do Garças, Campo Novo do Parecis, Confresa, Juína, Pontes e Lacerda e Rondonópolis. O IF-MT reuniu as três autarquias Federais que existiam em Mato Grosso, CEFET-MT, CEFET-Cuiabá esta, situado na Serra de São Vicente e a Escola Agrotécnica de Cáceres EAC-MT e mais sete unidades, Bela Vista, Pontes e Lacerda, Rondonópolis, Campo Novo dos Parecis, Barra do Garças, Juína e Confresa. Essas instituições, algumas transformadas outras criadas, em dezembro de 2008 fazem parte da expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica iniciada em abril de O governo está investindo na revitalização e criação de novos campi, afirmou o Ministro Fernando Haddad, no seu discurso de inauguração do novo prédio do campus Bela Vista em novembro de O ministro Haddad destacou, ainda, que o objetivo dos Institutos é promover o desenvolvimento dos Estados. O desafio é fazer com que os cursos oferecidos estejam em sintonia com os arranjos produtivos locais. Sendo que cada escola tem que mapear o potencial econômico da região onde está instalada e oferecer cursos compatíveis, afirmou o Ministro. A expansão da Rede abrange todo o Brasil. Com exceção do Amapá, Acre e de Mato Grosso do Sul, todos os outros estados e o Distrito Federal já têm escolas em funcionamento. Até 2010, o governo tem como proposta abrir 500 mil vagas de ensino técnico e entregar, até em 2014, novos campi, para todo o Território Nacional. No total, serão 38 institutos e 354 campi. Segundo Haddad, essas

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