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1 Comunicação - ISCMSP

2 Elaborado por: Cilmara Cristina Alves da Costa Levy Susan Karla dos Santos Kelly Silva Viana Ana Paula Carvalho Pacheco Departamento de ORL Setor de Fonoaudiologia e Assistência Social

3 ÍNDICE Saúde Direitos à educação Lei orgânica da assistência social Transportes Passe livre (interestadual) Transporte aéreo Tratamento Fora de Domicilio TFD Isenção do rodízio veicular no município de São Paulo Habilitação para pessoa com deficiência auditiva Mercado de trabalho - Reserva de vagas em concurso público da União - Redução da carga horaria do servidor público Vagas de trabalho Intervenção social Telecomunicação Closed caption 4/5 5 5/6 6/7 7 7/ / /11 11/12 12

4 Saúde Em 1990, o Sistema Único de Saúde SUS se consolidou como lei trazendo um marco para a população: a saúde como direito universal, de caráter igualitário e participativo. A criação do SUS certamente é um avanço em termos de legislação vigente para a conquista de direitos, entretanto, um olhar minimamente apurado é suficiente para percebermos que ainda há graves lacunas que necessitam ser fechadas para que a saúde torne-se, de fato, prioridade. Dentro de uma perspectiva de mudança desta realidade, a Política Nacional de Atenção à Saúde Auditiva PNASA, criada no ano de 2004 pelo Ministério da Saúde, por meio da Portaria GM/MS nº de 28/09/2004, prevê a garantia de um atendimento integral aos deficientes auditivos nas três esferas de gestão de forma articulada. Quando falamos da atenção integral à saúde da pessoa, vamos considerar da atenção básica até a reabilitação. Após tais considerações, alguns direitos relacionados à saúde da pessoa com deficiência auditiva serão abordados: A Lei Federal /10 prevê que o exame de emissões evocadas otoacústicas, conhecido como o teste da orelhinha, deve estar disponível em todos os hospitais e maternidades. Os artigos 18, 19 e 20 do Decreto 3298/99 dizem que a pessoa com deficiência tem direito a obter gratuitamente órteses e próteses (auditivas, visuais e físicas) a fim de compensar suas limitações nas funções motoras, sensoriais ou mentais. A Portaria de 25 de junho de 2013 inclui o procedimento de Sistema de Frequência Modulada Pessoal FM, na tabela de procedimentos, medicamentos, ortese, prótese e materiais especiais, reconhecendo o direito de todo deficiente auditivo em idade escolar (05 aos 17 anos) de receber o sistema FM, são critérios para tal recebimento: - ser usuário de Aparelho de Amplificação Sonora Individual - AASI ou Implante Coclear - IC; 4

5 - possuir domínio da língua oral ou estar em fase de desenvolvimento dela; - apresentar desempenho no reconhecimento de fala no silêncio. Cabe ressaltar também a Lei Federal de 24 de abril de 2002, que reconhece a Língua Brasileira de Sinais LIBRAS como uma língua oficial brasileira, tornando obrigatória a presença do interprete de LIBRAS nas instituições de saúde. Direitos à educação O art. 54 III do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA define que o Estado deve assegurar à criança e ao adolescente, portadores de deficiência, um atendimento educacional especializado preferencialmente na rede regular de ensino. De acordo com a Lei Federal de 24 de outubro de 1989, regulamentada pelo Decreto de 2 de dezembro de 1999 e Lei Federal de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional LDB), fica determinado que a rede pública e privada de ensino devem garantir a matrícula das pessoas com deficiência nos cursos regulares ou no sistema de educação especial, quando a educação das escolas comuns não puder satisfazer as necessidades educativas ou sociais do aluno para que ele tenha pleno aproveitamento e desenvolvimento escolar. As instituições de ensino são obrigadas a disponibilizar os recursos humanos e materiais indispensáveis à satisfação das necessidades educacionais especiais de seus alunos, conforme estabelece a Resolução 2 de 11 de setembro de 2001, do Conselho Nacional de Educação - CNE. As escolas precisam desenvolver métodos de ensino e mecanismos de avaliação compatíveis com as deficiências apresentadas por seus alunos. 5

6 Lei Orgânica da Assistência Social - LOAS/ Benefício de Prestação Continuada - BPC O Benefício de Prestação Continuada, previsto no art. 20 da Lei nº de 07 de dezembro de 1993, é a garantia de um salário mínimo mensal à pessoa com deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios para prover suas necessidades básicas nem de tê-las providas por sua família. Para receber esse benefício a renda familiar por pessoa deve ser igual ou inferior a ¼ do salário mínimo. Atualmente se discute a questão da deficiência no âmbito dos benefícios assistenciais, ou seja, nesse novo contexto, para concessão do Benefício de Prestação Continuada - BPC o profissional deve fazer uma avaliação biopsicossocial, considerando o acesso às politicas públicas, ao mundo do trabalho e de que forma o deficiente está inserido na sociedade, avaliando as barreiras encontradas em seu cotidiano. Para requerer o benefício, será necessário um relatório médico, um formulário de solicitação preenchido, documentos pessoais e exames que comprovem a deficiência. Informações: Site: Site: Transportes No município de São Paulo o deficiente auditivo pode contar com a isenção tarifária (Bilhete Especial) nos transportes metropolitanos. Para isso será considerada a perda neurosensorial ou mista de grau moderado ou superior bilateral. 6 Para requerer esse direito a família precisa se cadastrar no site da São Paulo transportes - SPtrans e imprimir o formulário para preenchimento médico e então se dirigir a um posto de atendimento da SPtrans levando exames que comprovem a deficiência para avaliação e possível concessão do benefício.

7 Informações: Site: Site: Passe livre (interestadual) Conforme a Lei Federal de 29 de junho de 1994, é concedido às pessoas com deficiência física, mental, auditiva ou visual, comprovadamente carentes, acesso gratuito ao sistema de transporte coletivo interestadual. Será considerada carente a pessoa cuja renda familiar mensal per capita for de até um salario mínimo. Este benefício não dá direito à gratuidade para o acompanhante. Para solicitá-lo, a pessoa deve preencher um formulário disponível no site do Ministério dos Transportes e encaminhá-lo, juntamente com a documentação necessária, para o Ministério dos Transportes, em Brasília. Informações: Site: Transporte aéreo A Resolução 009 de 05 de junho de 2007 da Agência Nacional de Aviação Civil - ANAC, que aprovou a Norma Operacional da Aviação Civil - NOAC, institui os procedimentos necessários para que as pessoas com deficiência tenham um acesso adequado ao transporte aéreo. Em relação à deficiência auditiva, as empresas aéreas e administrações aeroportuárias deverão seguir os seguintes procedimentos: - será assegurada às pessoas com deficiência a assistência necessária durante todo o trajeto da viagem, independente do tipo de deficiência; 7

8 - as informações para os passageiros com deficiência auditiva devem ser prestadas na Língua Brasileira de Sinais LIBRAS; - as administradoras aeroportuárias, as empresas aéreas ou operadoras de aeronaves e seus prepostos deverão disponibilizar, nas aéreas comuns dos aeroportos e centrais de atendimento, telefones adaptados para pessoas com deficiência auditiva; - os passageiros que utilizam Implante Coclear - IC ou marca-passo não podem ser submetidos à inspeção por detector de metais, devendo ser utilizado procedimento alternativo que não interfira no funcionamento desses dispositivos médicos. Caso essa Resolução não seja respeitada, a pessoa deficiente deve procurar orientação jurídica. Informações: Site: Tratamento Fora de Domicílio TFD A Constituição Federal de 88 prevê o direito de todos os brasileiros, desde o nascimento, aos serviços de saúde gratuitos. Cabe mencionar o Programa Federal de Tratamento Fora de Domicilio TFD como um instrumento legal que visa garantir, por meio do SUS, tratamento médico a pacientes com doenças não tratáveis no município de origem por falta de condições técnicas. Quando isso ocorre, o profissional responsável pelo local de origem deve entrar em contato com a Secretaria da Saúde para viabilizar a avaliação e possível inclusão desse paciente no Programa. Informações: Site: 8

9 Isenção do rodízio veicular no município de São Paulo Também no município de São Paulo, a pessoa com deficiência auditiva ou seu condutor poderão solicitar uma autorização especial para a liberação do rodízio municipal. Para isso, deverá ser preenchido um requerimento para cadastro do veículo, que pode ser obtido no setor de Autorizações Especiais do DSV, mais relatório médico descrevendo a deficiência e documentos pessoais do deficiente e/ou condutor do veículo. Informações: Site: Habilitação para pessoa com deficiência auditiva Na Resolução nº 734/1989 art. 54, a pessoa com deficiência auditiva, igual ou superior a 40 decibéis, poderá obter a carteira nacional de habilitação quando considerado apto no exame otoneurológico, podendo dirigir veículos automotores das categorias A ou B. Contudo, quando o uso de prótese corrigir a audição até os níveis admitidos, o candidato poderá habilitar-se à condução de veículos de qualquer categoria. Mercado de trabalho Reserva de vagas em concurso público da união Na Lei Federal 7.853, de 24 de outubro de 1989, fica assegurado à pessoa com deficiência a reserva de 5% de vagas em concursos públicos da União, para cargos cujas atribuições sejam compatíveis com sua deficiência. É crime punível com reclusão e multa impedir, sem justa causa, o acesso de alguém a qualquer cargo público por sua deficiência. Cabe à pessoa atender a todos os itens discriminados no edital do concurso. 9

10 Redução da carga horária do servidor público Conforme o artigo 98 da Lei Federal de 11 de dezembro de 1990, com alteração da Lei Federal de 10 de dezembro de 1997, será concedido horário especial ao servidor público da União nos seguintes casos: - pessoa com deficiência, quando comprovada, por junta médica oficial, a necessidade, independente de compensação de horário; - servidor que tenha cônjuge, filho ou dependente com deficiência, exigindo-se, porém, neste caso, compensação de horário e respeitando-se a carga horária semanal; - estudante, quando comprovada a incompatibilidade de horários, sem prejuízo do exercício do cargo, com compensação de horário, respeitando a carga horária semanal. É importante ressaltar que a comprovação de que a pessoa com deficiência requer atenção permanente ou especial dependerá de laudo médico emitido pelos órgãos competentes do Estado. O ato de redução da carga horária deve ser renovado periodicamente, não podendo sua validade estender-se por mais de 90 dias nos casos de necessidade temporária ou, quando a necessidade for permanente, por mais de um ano. Vagas de trabalho A Lei Federal de 24 de julho de 1991 e o Decreto Federal 3.298, de 20 de dezembro de 1999 em art. 36, preveem que as empresas com 100 ou mais empregados estão obrigadas a preencher de dois a cinco por cento de seus cargos com pessoas com deficiência, desde que capacitadas. Intervenção social A intervenção social consiste na orientação desses direitos da pessoa com deficiência auditiva e encaminhamento para programas e 10

11 projetos sociais, visando o fortalecimento da família e a acessibilidade da criança surda para o exercício de sua plena cidadania. Para isso, utilizamo-nos de um dos instrumentais do assistente social, que é a entrevista. Essa tem como objetivo conhecer a realidade da criança e sua família, seu histórico de vida cultural, social e econômico. Dentro desta realidade, serão pensadas alternativas para melhorar sua condição de vida, auxiliando na busca de recursos e garantia de direitos. O Governo Federal criou o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência Viver sem Limites, por meio do Decreto de 17 de novembro de 2011, que visa atender as necessidades e direitos da pessoa com deficiência através de politicas públicas estruturadas e articuladas em quatro eixos, que são: acesso à educação, inclusão social, atenção à saúde e acessibilidade. Telecomunicação Atualmente o governo oferece o auxílio de uma pessoa treinada pela Central de Intermediação ao Surdo Ouvinte - CISO a quem disca 142. O surdo deve ter um telefone com teclado (Terminal Telefônico para Surdos - TTS/TDD) que, ao discar para a operadora, envia uma mensagem escrita; esta será lida pela pessoa treinada, que fará a ligação para o destinatário. Este responderá oralmente para a operadora, que enviará uma mensagem de texto para o surdo instantaneamente. Este serviço trouxe mais autonomia para os surdos, que antes dependiam de um ouvinte até para agendar, por exemplo, uma consulta médica. Há telefones também em repartições públicas, estradas e quase 50 estações de metrô e trem. O decreto que se refere ao acesso à informação e à comunicação Cap. VI : Art. 49 declara : As empresas prestadoras de serviços de telecomunicações deverão garantir o pleno acesso às pessoas portadoras de deficiência auditiva, por meio de: 11

12 I - Serviço Telefônico Fixo Comutado - STFC, disponível para uso do público em geral: DEC% ?OpenDocument II - Tecnologia Wireless para telefones celulares. As companhias tem se empenhado bastante em melhorar a comunicação entre mudos e surdos, e surdos e ouvintes. Hoje é possível atender a uma chamada telefônica mesmo tendo uma perda auditiva de grau profundo: basta configurar os equipamentos de telefone para receber alerta de novas mensagens por vibração e/ou chamadas com flashes luminosos. Closed caption Lei (28/06/2006) - torna o uso do Closed Caption obrigatório na TV aberta, durante 12 horas diárias de programação. 12

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