PERCEPÇÃO VISUAL NA CRIANÇA SURDA: ASPECTOS ANÁTOMO-FUNCIONAIS

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1 Revisão de literatura PERCEPÇÃO VISUAL NA CRIANÇA SURDA: ASPECTOS ANÁTOMO-FUNCIONAIS DE INTERESSE PARA PROFISSIONAIS DA REABILITAÇÃO E DA EDUCAÇÃO ESPECIAL VISUAL PERCEPTION IN DEAF CHILD: INTERESTING FUNCTIONAL ANATOMIC ASPECTS TO THE REABILITATION AND SPECIAL EDUCATION PROFESSIONALS Débora DELIBERATO 1 Vanda Maria Gimenes GONÇALVES 2 RESUMO: O presente trabalho apresenta alguns conceitos sobre percepção e percepção visual, assim como sobre o processamento visual e auditivo. Com esta apresentação, profissionais da reabilitação e da educação poderão refletir sobre os procedimentos direcionados à percepção visual. Nas pesquisas apresentadas, verificou-se a preocupação de certos autores quanto a possíveis alterações de percepção visual que poderiam interferir no desenvolvimento global das crianças surdas; outros autores, estudando mudanças no processamento visual em decorrência da surdez, verificaram possíveis interferências do input sensorial do meio ambiente na organização cerebral final para os processos cognitivos. PALAVRAS-CHAVE: Percepção visual; surdez; educação especial. ABSTRACT: The present paper introduces some concepts about perception, visual perception as well as visual and hearing process. With this text reabilitation and special education professionals can reflect about the resources in visual perception. In the presented researches you could verify the preoccupation of certain authors on possible alterations of visual perception that could interfere in the global development of deaf children; other authors studying the changes in visual process due to the deafness verified possible interference of the enviroment sensorial input in final cerebral organization to cognitive process. KEYWORDS: Visual perception; deafness; special education. Introdução No texto a seguir serão discutidos alguns aspectos relacionados com o impulso aferente sensorial auditivo, mais especificamente a respeito de alterações na organização cerebral, considerando a privação dessa modalidade sensorial, bastante importante para a aquisição e desenvolvimento de funções mentais superiores, especialmente a linguagem. Neste sentido, as alterações discutidas nas diferentes pesquisas seriam de importância fundamental para a reflexão dos profissionais da reabilitação e dos educadores no momento da elaboração do planejamento de atuação: objetivos e estratégias a serem realizadas. Pesquisas recentes relacionadas com linguagem têm se preocupado 1 Docente do Departamento de Educação Especial da Faculdade de Filosofia e Ciências - Unesp - Câmpus de Marília; membro do grupo de pesquisa Deficiências Físicas e Sensoriais. 2 Docente do Departamento de Neurologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. 109

2 Revista Brasileira de Educação Especial, v.8, n.1, 2002 em investigar os aspectos biológicos que poderiam interferir no processo de organização cerebral dos sistemas cognitivos e como o impulso aferente sensorial poderia alterar ou interferir nessa organização final (NEVILLE; BAVELIER, 1998). Assim, os profissionais atuantes nos processos de ensino e aprendizagem dos indivíduos com privação sensorial auditiva poderiam atuar de maneira consciente na aplicação de seus recursos e atividades para refletir em conjunto com as variáveis ambientais. Autores preocupados com a organização cerebral para o processamento auditivo têm observado que há alterações no processamento visual periférico e central nas situações de privação auditiva (NEVILLE, LAWSON, 1987 a,b,c; NEVILLE, 1990). Neste sentido, há necessidades de algumas considerações conceituais a respeito do processamento visual e auditivo, para em seguida observar as considerações de algumas pesquisas relacionadas aos processos de organização cerebral do processamento visual em sujeitos com privação auditiva. Percepção A percepção tem sido alvo de várias pesquisas, principalmente em relação aos aspectos da percepção visual. Na atuação dos processos de reabilitação, e mesmo nos procedimentos de ensino e aprendizagem escolar, observa-se educadores aplicando recursos e estratégias para esse fim, mas nem sempre refletindo sobre sua atuação prática, quer na seleção dos objetivos propostos ou no resultado final obtido nas diferentes estratégias aplicadas em diferentes sujeitos. Discutir a prática pedagógica e/ou de reabilitação se faz necessária. Neste sentido, a busca na teoria e nas pesquisas comportamentais e/ou eletrofisiológicas podem contribuir para este fim. A seguir serão discutidos alguns aspectos sobre a percepção e percepção visual que poderão contribuir nesta reflexão das práticas selecionadas. Nesta apresentação será adotada a definição de percepção como: [...] resultado de um complexo processo de discriminação de indícios ou atributos de objetos ou seres, possibilitada pela síntese das nossas sensações primariamente isoladas e específicas, organizadas e mediadas pelos nossos sistemas psíquicos (LURIA, 1981, 1991). Baseado nessa definição, para ocorrer a identificação de objetos ou seres seriam necessárias duas etapas: sensação e a interpretação do que foi percebido. Na etapa de sensação, estão envolvidas as áreas cerebrais sensitivas de projeção, como é o caso das áreas somestésicas, representadas pelas áreas cerebrais 3, 1,2 de Broadmann; áreas visuais representadas pelas áreas 17 e as áreas auditivas, as quais estão representadas pelas áreas 41 e 42 de Broadmann (figuras 1 e 2) (MACHADO, 1988). 110

3 Revisão de literatura Com essa visualização, os profissionais da reabilitação e educadores devem refletir que muitos de seus procedimentos específicos podem estimular áreas cerebrais determinadas e essas por sua vez podem contribuir na organização cerebral e, assim, poderiam garantir o aprendizado de determinadas habilidades. Processos psíquicos mais complexos estão envolvidos na etapa da interpretação do estímulo, fase esta de importância fundamental para o aprendizado escolar. Neste caso, trata-se das áreas cerebrais secundárias responsáveis pelas sínteses das informações. No caso das informações somestésicas pode-se, também, visualizar por meio das figuras 1 e 2, a área 2, no lobo parietal. Em relação às informações visuais temos as áreas 18 no lobo occipital, área 19 no lobo occipital e temporal, áreas 20 e 21 no lobo temporal, mais especificamente na área temporal inferior e área 7, no córtex parietal posterior (figuras 1 e 2). Quanto às informações auditivas, a área 22 é responsável pelos processos de interpretação. Essa área é conhecida como a área de Wernick (KANDELL et al., 1995). Uma vez interpretado os impulsos aferentes sensoriais de diferentes modalidades, há ainda uma etapa bastante complexa e importante, que é o processo de integração das informações, ou seja, é o momento em que as informações visuais, auditivas e sinestésicas se associam. Esse processo é realizado nas áreas terciárias, ou seja, nas áreas parieto-temporo-occipital, localizadas nas áreas 39, 40 e porções das áreas 19, 21, 22 e 37 nos lobos parietal, temporal e occipital. Essas regiões são polimodais e responsáveis pelo processamento da linguagem e, também, podem ser visualizadas nas figuras 1 e 2. FIGURA 1 Áreas citoarquiteturais do córtex na face súpero-lateral do cérebro segundo Broadmann (MACHADO, 1988). FIGURA 2 Áreas citoarquiteturais do córtex na face medial do cérebro segundo Broadmann (MACHADO, 1988). 111

4 Revista Brasileira de Educação Especial, v.8, n.1, 2002 Embora os aspectos biológicos para o processo da percepção sejam bastante significativos, não se pode esquecer que a percepção no homem é mediada pelos seus conhecimentos anteriores e constitui uma complexa atividade de análise e síntese (LURIA, 1981). Neste sentido, a escolha do procedimento e a hierarquia de seu desenvolvimento podem estar vinculadas a uma estimulação específica e a própria história de vida de cada sujeito. Percepção visual Segundo Forgus (1971), percepção visual é a recepção, elaboração e a integração pelo sistema nervoso central (SNC) das informações sensoriais visuais. Esse desenvolvimento é um pré-requisito para a adequada conduta do indivíduo com o seu meio ambiente. Nesse sentido, a integridade do sistema visual se faz necessária. Para o processamento visual ocorrer de forma satisfatória é necessário que a retina, uma das estruturas do globo ocular, e seu aparelho complementar motor, que são dispositivos periféricos do sistema visual, assegurem a chegada dos sinais recebidos do meio até o sistema nervoso central. Para a captação de um impulso aferente visual do meio, necessitamos movimentar o globo ocular para um estímulo de interesse e transmitir as informações recebidas pelas células da retina, por meio do nervo óptico quiasma óptico e, por fim, pelo trato óptico para as áreas do tálamo, mais especificamente o corpo geniculado lateral e em seguida as informações serão processadas pelas áreas sensoriais visuais primárias, ou seja, área 17 no lobo occipital de ambos os hemisférios. Essa área sensorial primária também é chamada de córtex estriado e, nesse momento, é realizado o processamento inicial da informação visual. Quanto a camada da retina, no globo ocular, é importante discutir três camadas importantes, embora seja formada por 10 camadas: a primeira camada é formada pelas células fotorreceptores cones e bastonetes; a segunda camada pelas as células bipolares e a terceira contém as células ganglionares. Também, existe uma região na retina, a mácula, com alta concentração de fotorreceptores, os cones, que é uma região de alta acuidade visual e é denominada de região foveal, responsável pela visão central. Há dois tipos de células ganglionares na retina: células magno- 112

5 Revisão de literatura celulares e as parvo-celulares. As células parvo-celulares são responsáveis pelo processamento da visão central e as magno-celulares pelo processamento das informações da visão periférica. Os estímulos oriundos das células parvo-celulares são transmitidos para o corpo geniculado lateral, área 17, em seguida para áreas do córtex extraestriado, áreas 18 e 19, e, finalmente, são processados no córtex temporal inferior. As vias oriundas das células magno-celulares seguem o mesmo percurso das parvo-celulares até as áreas 18 e 19, mas o seu processamento final é realizado na região do córtex parietal. As informações processadas no córtex temporal inferior, oriundas das vias das células parvo-celulares, estão relacionadas com a identificação e discriminação dos estímulos, ou seja, identifica os detalhes informando as propriedades da figura, enquanto que as informações processadas no córtex parietal, oriundas das células magno-celulares, dão informações do movimento, profundidade, ou seja, a localização do estímulo, sendo possível detectar mudanças de atenção para estímulos potencialmente importantes. A partir disso, fica claro que para ocorrer a análise visual tanto a visão foveal quanto a visão periférica são importantes no processo perceptivo visual final. Nesse processo, é importante salientar os aspectos relacionados com o papel da atenção visual, que é mediada por uma ou mais estruturas subcorticais como pulvinar, claustrum, colículo superior e áreas corticais, principalmente o córtex parietal posterior. Um outro aspecto importante a ser considerado quanto ao processamento dos estímulos visuais está relacionado com o campo visual. No momento da visualização de um objeto à frente com os dois olhos temos a visão binocular e o objeto é visto pela região central da retina ou visão foveal. Nesse ponto, a retina de ambos os globos oculares é dividida em duas hemiretinas: hemiretina nasal e a hemiretina temporal. Quando visualizamos um objeto no campo visual direito ele vai ser captado pelas células das camadas da hemiretina nasal do olho direito e da hemiretina temporal do olho esquerdo. Com isso, no caso do objeto ser disposto no campo visual esquerdo, vai ser visualizado pela hemiretina nasal do olho esquerdo e hemiretina temporal do olho direito. Logo, é importante salientar que o estímulo visualizado no campo visual esquerdo vai ser processado pelo hemisfério direito e o estímulo visualizado no campo visual direito vai ser processado pelo hemisfério esquerdo. O processamento do estímulo contralateral se deve em virtude das 113

6 Revista Brasileira de Educação Especial, v.8, n.1, 2002 fibras da hemiretina nasal de ambos os olhos cruzarem para o lado oposto na região do quiasma óptico. Perante isso, no trato óptico esquerdo há fibras da hemiretina nasal direita e da hemiretina temporal esquerda, enquanto que no trato óptico direito há fibras da hemiretina nasal esquerda e da hemiretina temporal direita (KANDELL et al, 1995). Pensar a respeito dos procedimentos práticos aplicados em sujeitos com necessidades educacionais especiais envolve refletir sobre os processos biológicos e/ou ambientais envolvidos. Conhecer sobre o processamento da percepção visual poderá garantir a aplicação consciente das estratégias selecionadas. Percepção auditiva Percepção auditiva envolve a identificação e interpretação dos diferentes sons e da linguagem articulada. Esse processamento inicia-se nos receptores periféricos situados no órgão de corti, na cóclea, e prossegue até os mais altos centros cerebrais lobo temporal área 22, conhecida como área de Wernick. Descrevendo de forma sucinta, após o potencial desencadeado no nível das células ciliadas internas e externas no órgão de corti, os impulsos seguem por meio do VIII par de nervos craniano, vestíbulococlear, formando o gânglio espiral I neurônio, em seguida ao nível do pedúnculo cerebelar inferior encontrase o II neurônio coclear dorsal e ventral. Nesse momento, grande parte das fibras cruza para o lado oposto formando o corpo trapezóide e parte das fibras continua ipsilateralmente. As fibras que cruzaram para o lado oposto seguem em sentido ascendente na altura do núcleo olivar superior formando o leminisco lateral. O terceiro neurônio encontra-se na região do mesencéfalo, ao nível do colículo inferior. Em seguida, as fibras transmitem os impulsos para o IV neurônio no corpo geniculado medial na região do tálamo e a seguir, por meio da radiação auditiva, as informações são processadas nas áreas auditivas primárias 41 e 42 e, em seguida, pela área de Wernick área 22 (figuras 1 e 2). Sabe-se que há estudos sobre vias auditivas por meio do núcleo do corpo trapezóide, núcleo olivar superior e núcleo do lemnisco lateral (MACHADO, 1988). Nas diferentes abordagens de reabilitação e/ou de ensino do aluno surdo são inúmeras as estratégias para estimular a audição residual. Os profissionais devem estar informados a respeito da complexidade do processo do estímulo auditivo para poder ser interpretado pelo sistema nervoso central, principalmente em relação aos estímulos da fala. Logo, não basta indicar aparelho auditivo de amplificação sonora individual, mas deve-se associar uma série de procedimentos para garantir a adequada estimulação e interpretação dos estímulos auditivos pelo sistema nervoso e, assim, ser utilizado de forma funcional 114

7 Revisão de literatura no meio ambiente. Hipótese do déficit perceptual x hipótese da compensação perceptual Após serem discutidos alguns dos aspectos mais significativos dos processamentos visual e auditivo, serão discutidas algumas pesquisas relacionadas ao processamento visual em sujeitos com surdez, ou seja, o que pode estar ocorrendo no processamento visual em decorrência da falta de um impulso aferente auditivo. Quando o tema do debate é a falta da modalidade sensorial auditiva para a organização cerebral, autores têm discutido duas questões a respeito: 1. Poder-se-ia pensar em mudanças compensatórias em outros sistemas sensoriais? 2. Poder-se-ia pensar em alterações no sistema visual, no caso da privação auditiva? Perante essas duas indagações a literatura apresenta duas hipóteses: hipótese do déficit perceptual (REYNOLDS, 1978) e a hipótese da compensação perceptual (NEVILLE et al, 1983). A primeira hipótese argumenta que a perda de uma modalidade acarreta um prejuízo nas modalidades preservadas. A segunda hipótese postula duas condições: a primeira está relacionada com as áreas cerebrais responsáveis no processamento de informações da modalidade privada. Neste caso, estas áreas poderiam desenvolver habilidades para processar informações de uma ou mais áreas dos sistemas sensoriais intactos. Esse aspecto estaria relacionado com as áreas multimodais, ou seja, as áreas que deveriam processar informações auditivas em conjunto com outras informações sensoriais. A segunda condição dessa hipótese argumenta que pode haver um aumento de respostas nas áreas das modalidades preservadas em decorrência de aumento de dendritos e axônios, como no caso do aumento de respostas nas áreas do lobo occipital, que é responsável pelo processamento visual. A literatura demonstra que deve haver uma diferença de organização cerebral quando há ausência de uma privação sensorial auditiva. A seguir, serão apresentadas algumas pesquisas que tentam refletir sobre o processamento visual nos sujeitos surdos, ou seja, o que pode ocorrer na organização cerebral destes sujeitos no que se refere a percepção visual. Percepção visual e surdez Doering & Rosenstein (1969) discutiram que a percepção visual nas crianças surdas pode estar comprometida em virtude da falta do contexto auditivo e /ou pelo atraso do desenvolvimento da linguagem que muitas dessas crianças apresentam. Para esse argumento, uma das pesquisas, por eles desenvolvida, teve por objetivo identificar diferenças entre dois grupos de surdos com dois grupos de ouvintes na possibilidade para detectar quantidades de estímulos visuais em 115

8 Revista Brasileira de Educação Especial, v.8, n.1, 2002 um determinado tempo fixo. Nessa pesquisa, puderam observar que os ouvintes obtiveram melhores resultados. As crianças surdas só obtiveram resultados similares em três dos 13 subtestes, ou seja, em testes que envolviam respostas não verbais para atividades viso motoras com figuras simples. Bachara & Phelan (1980) estavam preocupados com a relação das alterações na linguagem e percepção visual no processo de aquisição da leitura. Para esse estudo foram avaliados 60 surdos congênitos por meio do Developmental Test of Visual Perception e Test Languagem Development. Os autores observaram que algumas crianças surdas apresentaram escores elevados de percepção visual e baixo escores de linguagem, enquanto que outras crianças surdas apresentaram escores baixos de percepção visual e elevados escores de linguagem. Os pesquisadores discutem a importância de mais pesquisas nessa área para obterse resultados mais conclusivos. Linguagem e percepção visual são funções mentais superiores vinculadas de tal forma que, muitas vezes, não fica definido para o professor ou outro profissional qual o objeto de dificuldade do aluno: aspectos conceituais ou perceptivos visuais ou ainda, ambos as funções. Neste sentido, a busca pelas experiências anteriores dos alunos com necessidades educacionais especiais se faz necessária, principalmente no momento da seleção de objetos e/ou figuras para serem percebidas visualmente. Vivências diferenciadas podem proporcionar resultados diferenciados. Logo, propor tarefas visuais, que dependam de comandos verbais para surdos não oralizados ou mesmo para aqueles que não tenham leitura orofacial, podem contribuir para não realização das atividades específicas. Neville et al (1983) iniciaram uma série de estudos eletrofisiológicos com o argumento de que em decorrência de uma privação auditiva poderia ocorrer alteração no processamento visual periférico e central. Comparam resultados do potencial evocado visual entre surdos congênitos e ouvintes no momento da apresentação de estímulos no campo visual periférico e central. Os autores discutem dois resultados: primeiro que houve diferença de amplitude do componente visual oriundo das regiões temporal e frontal nos sujeitos surdos; segundo, houve um aumento de respostas nas regiões occipitais, também, para os sujeitos surdos, quando o estímulo foi apresentado no campo visual periférico. No primeiro caso, os autores acreditam na possibilidade de um rearranjo das áreas cerebrais que sub-servem audição e fala para o processamento visual. No segundo caso, os pesquisadores, discutem a possibilidade do aumento de respostas estar relacionado com uma compensação na recepção para a linguagem viso-espacial: língua de sinais. Esse estudo vai ser discutido, posteriormente, com resultados complementares, o que levará autores, como Neville (1990) rediscutir suas conclusões. Parasnis & Samar (1985) sugerem que diferenças de experiências e a 116

9 Revisão de literatura privação auditiva podem interferir no processamento de níveis perceptivos e sistemas cognitivos. Em seus trabalhos, procuraram discutir as diferenças de resultados em atividades relacionadas com percepção visual, mais especificamente atenção e memória visual entre surdos e ouvintes. Para isso, os sujeitos foram questionados a dar a localização dos estímulos apresentados na região periférica em duas condições: primeira: sem informação foveal competindo e, segunda com estímulo central irrelevante presente. Com esse procedimento, os autores estariam avaliando a atenção redirecionada, ou seja, os sujeitos informariam a posição do alvo. Com os resultados, os autores observaram que na primeira situação, sem o estímulo concorrente, os sujeitos surdos e ouvintes obtiveram resultados similares. Enquanto que, na presença do estímulo concorrente, os surdos obtiveram resultados menos negativo. A partir desses resultados os autores discutem que os sujeitos surdos têm maiores possibilidades de redirecionar atenção visual de uma parte do campo visual para outra com estímulo foveal concorrente. Segundo esses mesmos autores, há dois fatores que poderiam estar contribuindo com esses resultados: o desenvolvimento do sistema da linguagem viso-espacial: a língua de sinais e o papel da visão periférica no surdo durante o monitoramento de uma nova informação, ou seja, enquanto os ouvintes utilizam a audição e visão periférica para o monitoramento de novas informações, o surdo só utiliza a visão periférica. Ratner (1985, 1988) acredita que as crianças surdas podem apresentar prejuízos na linguagem em decorrências de alterações na percepção visual. Avaliou surdos expostos à língua de sinais desde o nascimento por meio de dois testes: Test of Visual Perceptual Abilities e Test of Spatial Perceptual in Sign Language. Como resultados observou que crianças com fatores etiológicos decorrentes da síndrome da rubéola congênita, meningite, anóxia neonatal e a pré-maturidade apresentaram déficits na percepção visual, enquanto que, crianças surdas com fator etiológico decorrente da hereditariedade apresentaram resultados satisfatórios nas habilidades de percepção visual e bom desempenho no desenvolvimento global. O sucesso do processo de ensino e aprendizagem dos alunos surdos pode estar relacionado com vários fatores. Ratner (1985, 1988) alerta sobre a importância do fator etiológico interferindo nos processos da linguagem e na percepção visual. Logo, o fato de um aluno surdo apresentar restos auditivos e utilizar aparelho de amplificação sonora individual e apresentar, com isso, bom desempenho lingüístico, não significa necessariamente a garantia no seu aprendizado escolar. Neste sentido, o profissional deve estar atento a tipos específicos de procedimentos para garantir áreas específicas de defasagem. Neville e Lawson (1987 a,b, c) desenvolveram três pesquisas, as quais Neville (1990) discute em seu artigo sobre competição intermodal. As pesquisas estão relacionadas com potencial evocado visual em sujeitos ouvintes (1987a), potencial evocado visual em sujeitos surdos congênitos (1987b) e potencial 117

10 Revista Brasileira de Educação Especial, v.8, n.1, 2002 evocado visual em sujeitos ouvintes filhos de surdos, expostos à língua de sinais desde o nascimento (1987c). Os autores observaram os seguintes resultados: quando o estímulo visual foi apresentado na região foveal, houve padrões de respostas similares nas regiões occipitais de ambos os hemisférios nos três grupos. Quando o estímulo foi apresentado na região periférica foram observados os seguintes resultados: Ö Ö Ö Sujeitos ouvintes: São observadas respostas das regiões temporal e parietal contra lateral. Verifica-se melhor detecção da direção do movimento quando o estímulo foi apresentado no campo visual esquerdo, logo predominância do processamento visual pelo hemisfério direito. Sujeitos surdos: constata-se aumento de respostas oriundas das regiões occipitais bilaterais e da região temporo-parietal. Verifica-se melhor detecção da direção do movimento quando o estímulo foi apresentado no campo visual direito, logo predominância do processamento visual pelo hemisfério esquerdo. Sujeitos ouvintes filhos de surdos: Observa-se aumento de respostas das regiões parietal e temporal. Verifica-se melhor detecção da direção do movimento quando o estímulo foi apresentado no campo visual direito, logo, predominância do processamento visual pelo hemisfério esquerdo. 118 Com esses resultados os autores discutem as seguintes conclusões: 1. Os sujeitos surdos apresentaram aumento de respostas das regiões occipitais em virtude de um aumento compensatório do sistema visual em decorrência da privação auditiva; 2. Os sujeitos surdos apresentaram aumento de respostas oriundas das regiões temporo-parietal em virtude dessas regiões, que normalmente sub-servem a modalidade ausente, poder estar processando impulsos aferentes das modalidades preservadas, no caso o processamento visual. 3. Aumento do papel do hemisfério esquerdo nos sujeitos surdos e ouvintes filhos de surdos poderia estar relacionado com a aquisição da língua de sinais. Swisher et al (1989) estudaram a identificação de sinais da ASL (American Sign Language) por meio da visão periférica sem estímulo central competitivo, mas com fixação ocular central. Para essa situação, os sinais foram realizados com uma mão junto à face ou próximo ao tronco ou espaço neutro ou ainda com duas mãos, também, junto ao tronco ou no espaço neutro. Foram analisados dois grupos de sujeitos: surdos e ouvintes nativos da língua de sinais, ou seja, expostos a ASL (American Sign Language) desde o nascimento. Na análise dos resultados, observaram que

11 Revisão de literatura os sujeitos ouvintes nativos da ASL apresentaram dificuldades na percepção dos sinais perifericamente. Os autores questionam o resultado encontrado em virtude de dois aspectos: primeiro está relacionado com a dificuldade de separar a avaliação dos aspectos perceptivos da interferência dos aspectos cognitivos. O segundo aspecto levantado pelos pesquisadores foi a interferência da familiaridade com os sinais apresentados, ou seja, alguns sujeitos não realizavam o movimento ocular para a periferia e já tinham a identificação do sinal em virtude do conhecimento lexical do mesmo. Apesar das dificuldades apresentadas na discussão desse trabalho, os autores concluem que os sujeitos surdos apresentaram maior habilidade com estímulos na periferia do campo visual em decorrência de dois fatores: privação auditiva e/ou exposição à língua de sinais. Reynolds (1993) discute, em seu trabalho, o uso da visão periférica pelos surdos como função de alerta mais do que as pessoas ouvintes. Para essa hipótese, o autor comparou os resultados entre surdos e ouvintes na detecção e identificação de estímulos visuais no campo visual periférico em quatro situações de estímulos concorrentes na região foveal. Foram medidos o tempo de latência e os erros na identificação dos estímulos dispostos na região periférica visual. Nessa situação, os estímulos periféricos utilizados foram formas geométricas, enquanto que os estímulos utilizados na região foveal foram quatro tipos de situações: 1) sem estímulo presente, 2) com a presença de formas geométricas; 3) com a presença de contornos de desenhos, como avião, carro, telefone, etc e finalmente com a presença de letras ortográficas: B, C, D, G, P, e S. O autor discutiu as diferenças no processamento visual entre os dois grupos quanto ao tipo e a disposição do estímulo em relação ao campo visual esquerdo e direito, ou seja, os ouvintes apresentaram vantagens nos resultados quando o estímulo foi apresentado no campo visual direito e na região foveal foram apresentados estímulos de figuras de formas simples ou ainda quando não foi apresentado nenhum estímulo concorrente. Ainda com relação aos sujeitos ouvintes, observaram-se vantagens por meio do campo visual esquerdo, quando os estímulos apresentados na região foveal foram contornos de figuras ou letras. Quanto ao grupo de surdos verificou-se vantagens nos resultados por meio do campo visual direito quando foram apresentados desenhos ou letras na região foveal, enquanto que houve vantagens pelo campo visual esquerdo quando na presença de formas simples ou ainda na não apresentação de estímulos concorrentes. Neville et al (1997), com a finalidade de verificar os efeitos da experiência sensorial e a interferência da idade da aquisição da linguagem, compararam os resultados do potencial evocado visual durante o reconhecimento de sinais em sentenças da ASL (American Sign Language) entre os sujeitos surdos 119

12 Revista Brasileira de Educação Especial, v.8, n.1, 2002 congênitos, ouvintes expostos à língua de sinais desde o nascimento, ouvintes aprendizes da língua de sinais (intérprete) e os sujeitos leitores das sentenças inglesas. Os autores observaram aumento de respostas oriundas do hemisfério direito e córtex parietal nos sujeitos surdos e ouvintes sinalizadores. Também, foi observado aumento de repostas nas regiões occipital e temporal posterior somente nos sujeitos surdos. Esses pesquisadores acreditam que o primeiro resultado seja em decorrência ao efeito da aquisição inicial da ASL (American Sign Languague) e o segundo resultado seja devido o efeito da privação auditiva. Neville e Bavelier (1998) discutem a importância dos avanços das técnicas em neuroimagem na garantia de uma melhor caracterização da organização final dos sistemas neurais para a cognição. Bavelier et al (1998) utilizando-se da ressonância magnética procuraram compara a organização cerebral durante o processamento de sentenças em inglês e na ASL (American Sign Language) em sujeitos ouvintes, surdos congênitos e ouvinte sinalizador, ou seja, exposto à língua de sinais desde o nascimento. Os resultados mostraram que no momento da leitura de sentenças na língua nativa dos ouvintes leitores de sentenças ingleses, surdos e ouvintes sinalizadores leitores da ASL, ativação das áreas de Broca e de Wernick no hemisfério esquerdo em todos os grupos. Também houve a ativação do hemisfério direito nos sujeitos surdos e ouvintes sinalizadores. Esse último resultado foi discutido pelos autores como decorrência da exposição à língua de sinais desde o nascimento e, não para o processamento viso espacial por si só. As pesquisas eletrofisiológicas demonstraram que há alterações da organização cerebral em sujeitos surdos decorrentes da privação do impulso sensorial auditivo, mas, também, há alterações na organização cerebral em virtude de estímulos ambientais, como no caso do aprendizado da língua de sinais. Estas organizações cerebrais parecem contribuir no desempenho de determinadas tarefas. Deliberato (2000) na pesquisa a respeito dos aspectos da avaliação da percepção visual em pré-escolares surdos e ouvintes verificou diferenças significativas dos resultados entre as habilidades de percepção visual de figurafundo e percepção da posição espacial, ou seja, a performance das crianças surdas foi menos satisfatória do que das crianças ouvintes. A autora discute que os resultados apresentados devem ser discutidos perante a população de sujeitos selecionados, ou seja, os 20 alunos surdos participantes apresentaram diferentes fatores etiológicos e não foram expostos à língua de sinais. Neste contexto, poderse-ia pensar em procedimentos de ensino ou de reabilitação para a especificidade de cada aluno. Seria importante ressaltar que a autora discute a importância do professor refletir sobre os procedimentos relacionados com percepção visual tanto para as crianças surdas quanto para as crianças ouvintes, respeitando a diversidade e especificidade de cada aluno. 120

13 Revisão de literatura Conclusão Neville (1990) discute em seu artigo a importância dos trabalhos na área sobre a organização cerebral para os processos cognitivos, mas alerta sobre alguns cuidados necessários que se deve ter no momento da discussão dos resultados, ou seja, poder-se-ia encontrar uma variedade de resultados para um mesmo objetivo em função das diferentes populações estudadas, ou mesmo, em relação as diferentes metodologias utilizadas, como discutido no trabalho de Deliberato (2000). Foi observado que a maioria dos grupos de sujeitos surdos testados nas diferentes pesquisas citadas, principalmente as que envolviam procedimentos eletrofisiológicos, apresentava como fator etiológico da surdez a hereditariedade. Dessa forma, estaria evitando qualquer outro comprometimento do sistema nervoso central. Um outro aspecto importante a ser observado nas pesquisas apresentadas foi quanto à época da aquisição da linguagem: os surdos estudados eram filhos de surdos e, com isso, foram expostos à língua de sinais desde o nascimento. Como aponta Deliberato (2000) há poucos trabalhos relacionados à percepção visual, principalmente com uma população de crianças surdas que não apresentam o diagnóstico etiológico da surdez e que são surdos filhos de ouvintes, ou seja, crianças expostas ao oralismo. Neste sentido, há necessidade de os profissionais da educação e da reabilitação estarem atentos para as especificidades de cada sujeito: sua organização biológica e sua relação com o meio podem indicar planejamentos específicos, com recursos e estratégias direcionadas às suas necessidades. Apesar das diferenças entre as populações estudadas nos trabalhos apresentados seria importante que o profissional atuante com o aluno surdo possa estar atento aos resultados apresentados pela literatura, para que a atuação no processo de reabilitação e/ou de atividades educacionais possam ser realizados de forma reflexiva e consciente. Referências BACHARA, G. H.; PHELAN, W. J. Visual perception and language levels of deaf children. Perceptual and Motor Skills, 51, p.272, BAVELIER, D. et al. Hemispheric specialization for english and ASL: left invariance-right variability. Neuroreport, v.9, n.7, p , DELIBERATO, D. Aspectos da percepção visual em pré-escolares surdos e ouvintes f. Tese (Doutorado em Ciências Biomédicas) Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas. DOEHRING, D. G.; ROSENSTEIN, J. Speed of visual perception in deaf children. Journal of 121

14 Revista Brasileira de Educação Especial, v.8, n.1, 2002 Speech and Hearing Research, n. 12, p , FORGUS, R. H. Percepção: o processo básico do desenvolvimento cognitivo. São Paulo: Editora Helder, Ed. Universidade de Brasília, Ed. Universidade de São Paulo, KANDEL,E. R.; SCHWARTZ, J.H.; JESSELL, T.M. Essentials of neural science and behavior. (International, Inc). englewood Cliffs, New Jersey: Prentice Hall, p 743. LURIA, A. R. Fundamentos de neuropsicologia. São Paulo: EDUSP, Curso de psicologia geral. 2.ed., v.2. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, p. MACHADO, A. B. M. Neuroanatomia funcional. Rio de Janeiro: Livraria Atheneu, NEVILLE, H. J Intermodal competition and compensation in development: evidence from studies of the visual system in congenitally deaf adults. Ann N Y Acad Sci, v. 608, p.71-91, NEVILLE, H. J.; SCHMIDT, A.; KUTAS, M. Altered visual-evoked potentials in congenitally deaf adults. Brain Res, n. 266, p , NEVILLE, H. J.; LAWSON, D. Attention to central and peripheral visual space in a movement detection task: na event-related potential and behavioral study I. Normal hearing adults. Brain Res, n. 405, p , 1987a.. Attention to central and peripheral visual space in a movement detection task: na event-related potential and behavioral study. II. Congenitally deaf adults. Brain Res, n. 405, p , 1987b.. Attention to central and peripheral visual space in a movement detection task.iii. Separate effects of auditory deprivation and acquisition of a visual language. Brain Res, n. 405, p , 1987c. NEVILLE, H.J. et al. Neural systems mediating american sign language: effects of sensory experience and age of acquisition. Brain Lan, n. 57, p , NEVILLE, H. J.; BAVELIER, D. Neural organization and plasticity of language. Curr Opin in Neurobiol, v.8, n. 2, p , PARASNIS, I.; SAMAR, V. J. Parafoveal attention in congenitally deaf and hearing young adults. Brain Cogn, n. 4, , RATNER,V. Spacial-relationship deficits in deaf children: the effect on communication and classroom performance. Am Ann Deaf, v. 130, n. 3 p , RATNER, V. An additional handicap: visual perceptual learning disabilities of deaf children. Annual Southeast Regional Summer Conference. Georgia, junho, REYNOLDS, H. N. Perceptual effects of deafness. In: Perception and experience. New York: Plenum Press, p , REYNOLDS, H. N. Effects of foveal stimulation on perpheral visual processing and laterality in deaf and hearing subjects. Am J Psychol, v. 106, n. 4, p , SWISHER, M. V.; CHRISTIE, K.; MILLER, S. L. The reception of signs in peripheral vision by deaf persons. Sign Languages Studies, v. 63, p , Recebido: 19/05/2002 Revisado: 06/07/2002 Aceito: 12/09/

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