ECOS DA CIDADE: ESPAÇOS DE SOCIABILIDADE DO SURDO NA CIDADE DE MACAPÁ

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1 ECOS DA CIDADE: ESPAÇOS DE SOCIABILIDADE DO SURDO NA CIDADE DE MACAPÁ 1 Andrea Borges Leão. 2 Ronaldo Manassés Rodrigues Campos. Resumo: O trabalho constitui um excerto do projeto de tese intitulado Ecos do Silêncio: Trajetórias de Surdos na Sociedade Ouvinte de Macapá. Assim, discute a metrópole em sua relação com o sujeito Surdo, procurando mostrar como o lugar que este sujeito vem ocupando é socialmente delimitado. O Surdo ainda vive sob a égide de um discurso esvaziado de inclusão. Para tal, fez-se análise de alguns eventos com a presença de surdos, com base nos escritos de Simmel (2001) e Wirth (2001). O objetivo é tratar a metrópole nos dias de hoje e sua relação direta com os surdos, na cidade de Macapá, uma vez que a grande maioria destes é urbana. A metodologia utilizada foi a análise qualitativa e como instrumentos de pesquisa o diário de campo. Os marcos teóricos utilizados foram: Simmel (2001); Wirth (2001); Kowarick (2009); Leite (2007), Goldfeld (2002); Mazzotta (2001) e ainda Strobel (2013). A pesquisa tem como lócus a cidade de Macapá, capital do Estado do Amapá, e enfoca especificamente um evento que vem sendo realizado e tomando forma num espaço público da cidade. Como interlocutores, a pesquisa selecionou professores surdos, bem como outros surdos participantes da comunidade de Macapá. E como conclusões preliminares e após as reflexões dos já mencionados autores, a visão que fica é de que o Surdo ainda tem uma relação de colonizado perante os ouvintes/ não surdos. As cidades, cheias de sua atitude blasé, delimitam o espaço e vem cerceando o surdo a viver em seu gueto (associações, escolas e confederações de surdos), mesmo com alguns ganhos sociais como a Lei nº de 2002 e o Decreto nº 5626/2005. Palavras-chave: Surdos; Sociedade de surdos; Metrópoles. 1 Pós-doutora pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris professora da Universidade Federal do Ceará: Faculdade de Educação e Programa de Pós-Graduação em Sociologia e orientadora deste trabalho 2 Professor de Libras e Educação Especial Mestre em Direito Ambiental e Políticas Públicas pela Universidade Federal do Amapá e acadêmico do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal do Ceará

2 INTRODUÇÃO As cidades vivem hoje a efervescência do século XXI, das tecnologias, da comunicação instantânea, das redes sociais acessíveis e por assim dizer vivem a era da geração cabeça baixa, expressão usada para identificar como as tecnologias vivem muito próximas ao convívio social dos centros urbanos brasileiros. Nessa concepção de cidades urbanas contemporâneas existe também o que os autores da sociologia urbana chamam de metrópoles. Cidades em que o processo de individualização se torna cada vez mais exacerbado, bem como o modo racionalizante de ver o mundo (SIMMEL, 2007). Bem diferente da vida marcada pela ruralidade e por sentimentos e emoções das pequenas cidades. As cidades contemporâneas, as metrópoles por assim dizer têm características bem diferentes das pequenas cidades a exemplo das casas com quintais, vizinhanças nas proximidades e suas relações de sociabilidade construídas entre a rua e a casa, deixam de figurar neste cenário. O cenário bucólico das cidades, vão sendo substituídos por emaranhados de edifícios em que os elevadores são o mais próximo contato das pessoas e ainda assim com breves cumprimentos de bom dia, boa tarde ou boa noite. As relações caminham para o que Simmel 2007, vai chamar de atitude blasé, ou seja, a individualidade e racionalidade tão forte que as pessoas já não mantém relação de proximidade, inaugurando outro tipo de sociabilidade pautado nas relações efêmeras, fugidias em que o tempo é determinante. O que antes era tido como problema da rua, ou seja, de todos, passa a ser individual e não diz respeito mais as outras pessoas a não ser com o/ os envolvidos. Assim, as cidades vão se constituindo de processos de subjetividades, de seus grupos, novas identidades sociais, culturas diferentes se integrando num único lugar e este se diverge nos usos e contra-usos que ali se formam. Nesta direção, proponho analisar, refletir sobre os contra usos da cidade a partir das 3 comunidades surdas. Dificilmente se vê surdos em praças, shoppings, cinemas, teatros ou casas de show e quando se vê são em certas medidas invisíveis aos olhos daqueles que não compartilham das mesmas experiências, da mesma peculiaridade linguística. Lugares típicos de sociabilidade hoje. Em grande medida eles vivem e estabelecem suas sociabilidades em lugares não convencionais, ou seja, fora dos 3 De acordo com Strobel, A comunidade surda de fato não é só de sujeitos surdos; há também sujeitos ouvintes membros de família, intérpretes, professores, amigos e outros participam e compartilham interesses comuns em uma determinada localização. Em que lugares? Geralmente em associação de surdos, federações de surdos, igrejas e outros.

3 ambientes públicos e de grande circulação de pessoas, que aqui denominamos de contra uso do espaço nas concepções de Leite, Nas áreas que passam por processos de gentrification, esses usos podem alterar a paisagem e imprimir outros sentidos às relocalizações da tradição e aos lugares nos espaços da cidade. Essas significações, ou contra-sentidos, que diferem daqueles esperados pelas políticas urbanas, contribuem para uma diversificação dos atuais sentidos dos lugares (LEITE 2007, p. 214) A grande discrepância nesta análise é discutir como uma sociedade baseada na tecnologia, na comunicação acelerada, ainda tende a desconhecer um grupo significativo de pessoas que se comunicam por outro viés que não o da fala oralizada? A pergunta é oportuna quando se discute a diversidade enquanto preocupação com o plural e o diverso. O diferente se coloca enquanto pauta de discussão na proposta da modernidade e que se pauta em Leis e estatutos, grandes documentos internacionais e nacionais que tentam mostrar uma preocupação evidente nas falas políticas. Neste sentido este artigo visa fazer uma reflexão acerca da metrópole e sua relação com os Surdos, que lugares estes têm ocupado, de que forma têm ocupado tais espaços que são por essências sociais no sentido de serem públicos. Para tal reflexão usamos como ponto de partida a cidade de 4 Macapá capital do Amapá, situada no extremo norte do Brasil. 1- SOBRE A METRÓPOLE. Seguindo os conceitos da sociologia urbana faremos algumas reflexões sobre as cidades, mais precisamente as metrópoles contemporâneas. Tidas por muitos como 4 Macapá. A história do Amapá se confunde com a história da cidade de Macapá, é nesta cidade que se localiza o rio Amazonas, uma das principais fortalezas da América Latina, A Fortaleza de São José de Macapá, que hoje comemora 231 anos de criação, foi construída durante o império português entre 1764 e A intenção dos portugueses era garantir a soberania da região no extremo Norte do país, durante o período das colonizações. O ponto turístico é considerado uma das maiores fortificações militares da América Latina, a qual contribuiu para o surgimento do primeiro povoado da cidade, a vila de São José de Macapá, hoje capital do Amapá. È uma das poucas cidades cortadas pela Linha do Equador. Portanto, significa que parte expressiva da nossa história é vinculada a Macapá. Disponível em: acesso em: 30/03/2015.

4 lugares extremamente democráticos no sentido de permitir a entrada de todos, em todos os momentos da vida cotidiana. Estas cidades são caracterizadas pelas relações mais efêmeras, vida extremamente ditada pelo tempo. E consequentemente pelo capital. A racionalidade passa a operar em lugar do sentimentalismo, típico das pequenas cidades. Como bem coloca Simmel (2007, p. 33): Todavia, a relação que a pessoa rica tem com os objectos que podem ser comprados assume uma importância considerável, talvez por efeito da natureza que a opinião pública atribui hoje a tais objectos. É esta razão pela qual a metrópole é o lugar privilegiado do comércio e é nela que o carácter mercantil das coisas reveste aspectos totalmente diferentes dos verificados nas economias mais simples. Ela é também o cenário particular da atitude blasé. Além de ditar as relações mais efêmeras, as metrópoles ainda estimulam a atitude blasé, ou seja, uma indiferença perante as distinções das coisas. A efervescência dessas cidades, o aglomerado de pessoas e interesses faz com que as pessoas literalmente não vejam ninguém ou se importem com outrem. E algo muito peculiar de se notar é que mesmo nas pequenas capitais brasileiras já se percebe estas características, como é o caso de Macapá, que posteriormente daremos mais detalhes. Ainda seguindo as reflexões sobre o conceito de metrópole, outra questão se coloca. A violência urbana em virtude dos grandes conglomerados de pessoas. Em cidades brasileiras é comum se ouvir conselhos das pessoas como: cuidado ao sair, desligue o celular, não caminhe por trechos do centro a noite, cuidado ao apanhar ônibus. Um exemplo da Amazônia neste sentido é a cidade de Belém do Pará, vizinha a Macapá é comum os amapaenses viajarem e antes da viagem ouvirem os conselhos acima citados. E neste sentido as famílias dessas cidades tentam ocupar seus filhos, jovens, para afastá-los dos problemas e encontram nas igrejas e escolas o refúgio esperado. Outra questão muito comum nas cidades contemporâneas são os condomínios, que existem tanto para famílias mais abastadas, quanto para aquelas sem tanto poder aquisitivo ou ainda aquelas que vivem assalariadas ou com a descentralização de renda promovida pelo Governo Federal. Mas que enfrentam problemas, até certa medida, bem semelhantes. Como por exemplo, ambas tentam fugir da violência.

5 Macapá vive hoje este novo modelo de moradia e que tem fomentado muitas discussões a respeito. Sobretudo nos condomínios para famílias de periferia. Em sua maioria, morava em conglomerados de casas, algo semelhante às favelas dos grandes centros, chamados de áreas de ressaca, baixadas, por terem casas de palafitas sobre áreas alagadas. Estas famílias foram alocadas pelo poder público para estes condomínios em apartamentos de no máximo 40m2. E sem a vivência neste modelo de moradia, os problemas surgem numa velocidade tamanha que o poder público não consegue acompanhar para solucioná-los. Problemas como: som de volume alto, pequenos roubos, venda de entorpecentes, prostituição infantil são alguns dos que são evidenciados pela mídia local e que tem causado o desconforto dos moradores. Estas questões evidenciadas nos parágrafos anteriores são situações que até 20 anos atrás não faziam parte do cotidiano da cidade de Macapá, e que a população acreditava serem problemas de grandes capitais brasileiras, das metrópoles. Mas que hoje fazem parte do cotidiano local. E é nesta grande efervescência do cotidiano local que um grupo, um dos tantos que compõe a cidade de Macapá nos chama atenção. E que a partir deste ponto será também objeto de nossa análise. Os surdos que vivem na cidade de Macapá. 1.1 OS SURDOS E SUA PECULIARIDADE LINGUÍSTICA E CULTURAL. Vivendo numa sociedade eminentemente de pessoas que falam e escutam os surdos historicamente vem sendo excluídos das possibilidades de interação e de se utilizarem dos equipamentos da vida cotidiana. A história das pessoas surdas se confunde com um processo de apagamento social. Na Grécia antiga as pessoas surdas nem eram tidas como humanos, não participavam de absolutamente nada da vida comunitária. Eram tolhidas inclusive de viver. Em meados do século XVI é que se têm os primeiros registros de surdos vivendo em sociedade, mas ainda assim confinados em suas residências, tendo aulas particulares para serem alfabetizados. Ainda assim das famílias mais abastadas e que podiam custear um professor particular para ensinar seus filhos. A grande maioria vivia isolada em guetos, asilos ou casas de caridade para loucos e doentes mentais e toda sorte de deficiências MAZZOTTA, 2001.

6 Em se tratando dos dias atuais a grande massa da população desconhece a presença dos surdos ou da existência de sua Língua. Mesmo de acordo com dados do último censo do IBGE, 2010 (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) quantificando um total de 10 milhões de surdos no Brasil, dos quais o Amapá figura com 2 mil surdos. Ainda assim a maioria da população afirma, quando interpelada, desconhecer não só a língua de sinais, bem como os surdos 5. A este respeito Strobel (2013, p.28) colabora dizendo: Eu junto de um grupo de alunos surdos que passaram no vestibular para Letras/Libras conversava com uma assistente social da universidade para vermos alojamento para eles; elucidei a ela que sou doutoranda, e eles, alunos da graduação; finalizei explicando o motivo de estar lá; assistente social pegou o papel para fazer o cadastro e perguntou para nós: vocês sabem ler? Em relação à Educação, não foi diferente. Os surdos historicamente foram levados para escolas especiais ou asilos. O monge Beneditino Pedro de Leon ( ) trabalhou com quatro surdos e os ensinou a falar latim, grego e italiano e ainda desenvolveu uma metodologia que envolvia a datilologia, escrita e oralizada e também, fundou uma escola de professores surdos GOLDFELD, Na verdade em relação ao contexto educacional citado anteriormente surge a falácia da inclusão. Com promessas de escola para todos, educação de qualidade e pública. Mas sabe-se que não há espaço para todos. Que equipamentos e estruturas são necessários para uma universidade para todos? A verdade é que o discurso da inclusão tem se tornado um discurso vazio, a medida, em que não contempla nem mesmo aqueles em que propõe incluir. A este respeito Leite, 2007 diz que não há espaço para todos, é preciso equipamentos e estruturas para atingir, uma universidade para todos, por exemplo, e que neste sentido o discurso da inclusão e estigmatizados se torna vazio. Pois nem para os que se propõe incluir consegue realizar de fato o processo de inclusão. E aqui entram no rol pessoas com deficiência e sem deficiência e que são excluídos da mesma maneira. Outra questão se faz importante mencionar. A peculiaridade linguística do surdo. Este tem sua língua própria e consequentemente sua cultura e que é desconhecida pela 5 Para saber mais a este respeito ver em CAMPOS, Ronaldo Manassés Rodrigues. A apropriação da legislação de libras em escolas públicas de Macapá: entre a letra da lei e as práticas escolares. Dissertação de Mestrado. Disponível em: acesso em

7 grande maioria da sociedade ouvinte. Justamente porque vivem numa sociedade de ouvintes em que a cultura, considerada e legitimada como cultura autêntica, aquela mencionada por Sapir, É tida como as manifestações culturais advindas das experiências orais da sociedade. Como por exemplo, peças de teatro, literatura, música, enfim. Por outro lado seguindo os estudos de Certeau, 2012 ao mencionar os grupos minoritários e que lutam para se firmar com o que ele chama de autonomia cultural. Em virtude exatamente de se pautar somente pela negação, ou seja, não sou branco diz o negro, não sou chileno, diz o brasileiro, não sou ouvinte, diz o surdo. E o equívoco nestas afirmações está em acreditar que essa ideologia política, já que os surdos são não somente um grupo minoritário, mas um fenômeno social, requer, tão somente uma reformulação cultural, CERTEAU, Se os surdos continuarem neste equívoco achando que só é necessária uma reformulação cultural serão como afirma Certeau, 2012 fatalmente recuperados, exatamente porque, nas reflexões deste autor, a manifestação cultural é apenas uma parte, a primeira cortina de uma unidade social que ainda não encontrou o que ele chama, de consistência político-cultural. O que significa que a comunidade surda não pode ficar afirmando que sua marca diferencial dos ouvintes está em sua cultura. É preciso um engajamento político dos surdos para então se firmarem nesta sociedade. A este respeito Certeau, (2012, p.146) ainda diz: Permanecer nessa apresentação cultural é entrar como espetáculo e que instaura por toda parte os elementos culturais como objetos folclóricos de uma comercialização econômico-política. Por conseguinte, se nos prendermos a uma representação cultural, ficaremos nesse teatro nacional que comportará também e por que não, se se trata do mesmo divertimento, personagens bretonizantes, outros ocitanos, catalães etc. colocados ao lado dos drogados e dos esquerdistas. A manifestação cultural, desejando prestar testemunho de uma certa autonomia, é traída pelo próprio campo no qual se situa quando pretende definir-se culturalmente. Neste contexto, cabe um aporte sobre a Língua de Sinais Brasileira. Esta é uma língua de modalidade visuo-espacial, diferente da língua portuguesa que é oral-auditiva. A Libras, como é conhecida a Língua Brasileira de Sinais é hoje reconhecida por força da Lei n /2002 o que para a comunidade surda brasileira foi uma grande conquista.

8 Faria et AL, (2011, p. 179) afirma: Primordialmente, o que distingue a língua de sinais da língua falada é seu modo de produção. Na comunicação falada, a língua de sinais tem como canal de produção as mãos e o corpo, enquanto, na língua oral, o canal de produção é o aparelho fonador. Fazer então uma discussão sobre a Língua de Sinais se faz necessária em virtude de ser considerada a língua natural da comunidade surda brasileira. O que naturalmente leva a outra discussão, a de uma dicotomia de culturas. A cultura ouvinte e a cultura surda, já que uma língua não está dissociada de uma cultura. Importante dizer que autores tratam dessa questão em outros países que não somente o Brasil e mais, não é uma discussão recente, já tem algum tempo sendo debatida. Conforme Monaghan, (2002, p. 17): The formal aspects of Brazilian Deaf culture are even younger. As Berenz (chapter 9) describes, although the first deaf school was founded in 1857, the first national deaf organization run by deaf people was established only in Two deaf delegates to a national conference on disabilities, Ana Regina de Souza e Campelo and João Carlos Carreira Alves, were given a mandate to start a national organization. This group, Federação Nacional para a Educação e Integraão dos Surdos (FENEIS), has led the fight for recognition of sign language in Brazil, including a well-attended march in September 1994 that demanded sign language be recognized and taught in schools for the deaf. With the rise of FENEIS and the introduction of sign language classes at the Universidade Federal do Rio de Janeiro, there has been a major shift in what is expected of Brazilian deaf people. Previously, people were judged on their Portuguese language skills whereas now they are judged on their ability in Língua de Sinais Brasileira. Seguindo esta discussão alguns autores brasileiros tecem uma salutar reflexão acerca da cultura surda. A este respeito Strobel (2013, p ) nos fala: Cultura surda é o jeito de o sujeito surdo entender o mundo e de modificá-lo a fim de torná-lo acessível e habitável, ajustando-o com suas percepções visuais, que contribuem para a definição das identidades surdas e das almas das comunidades surdas. Isto significa que abrange a língua, as ideias, as crenças, os costumes e os hábitos do povo surdo. O essencial é

9 entendermos que a cultura surda é como algo que penetra na pele do povo surdo que participa das comunidades surdas, que compartilha algo que tem em comum, seu conjunto de normas, valores e comportamentos. Como bem sinalizou a autora acima existe um movimento cultural de surdos e que se difere da cultura da grande maioria da sociedade. Uma vez que está diretamente relacionada às crenças e hábitos dos surdos. E que por assim ser experimentam o mundo de outra maneira. A partir da experiência visual e não auditiva como os demais sujeitos sociais. E é importante dizer que este não é um movimento exclusivo das comunidades surdas brasileiras. Em todo mundo estas comunidades se interpelam e se relacionam a partir da experiência visual. Construindo fortes laços de amizade e de convivência. E que a partir de então, abre uma outra questão, a dicotomia Surdos X Ouvintes. Um abismo se abre entre estes dois grupos de sujeitos vivendo numa mesma sociedade. E que se faz necessário refletir sobre. Afinal o que se quer não é um fortalecimento desse abismo e sim a diminuição dele. Bergamo e Santana (2005, p. 566) in Labourit 1994 fala sobre esta questão: Quero entender o que dizem. Estou enjoada de ser prisioneira desse silêncio que eles não procuram romper. Esforço-me o tempo todo, eles não muito. Os ouvintes não se esforçam. Queria que se esforçassem (Labourit, 1994, p. 39). O depoimento de Labourit explicita um conflito: um esforço unilateral (dos surdos) para interagir com os ouvintes, e estes, por não se esforçarem, por discriminarem os surdos, acabam dando visibilidade a essa segregação e permitindo a constituição de um grupo diferente que acredita ter também uma cultura diferente. Esta questão ainda fica, em certa medida, mais acirrada quando estes grupos entram em contato diário. Os Surdos tentam como diz a citação acima, a todo custo entender, se adequar ao mundo dos ouvintes e estes por sua vez não tem feito tanto esforço para estabelecer comunicação. A grande maioria ainda se justifica dizendo que desconhece a língua e a forma do surdo experenciar o mundo. O que aumenta a disputa por espaço e consequentemente a discriminação social.

10 A este respeito Bergamo e Santana (2005, p. 566) afirmam: A exclusão profissional e social dos surdos ainda hoje confirma que a linguagem pode ser fonte de discriminação e de organização social restritiva. Essa discriminação não ocorre apenas quando há diferenças de nacionalidade, cor, perfil socioeconômico ou religião. Entre os surdos e os ouvintes há uma grande diferença que os distingue: a linguagem oral. Assim, os surdos são, não raras vezes, situados a meio caminho entre os ouvintes, considerados humanos de qualidade superior, ou humanos em toda a sua plenitude, e os subumanos, desprovidos de todos os traços que os assemelham aos seres humanos. E a esta questão é importante se fazer a seguinte discussão. De que a chamada cultura surda tida por alguns teóricos como os costumes e o uso e conhecimento da língua de sinais não se encerra tão somente a isto. Se assim o fosse seria colaborar para uma visão muito reducionista do que seja cultura e ainda colaborar para estereótipos do tipo, por ser surdo há uma determinância no sentido das escolhas para a vida dessas pessoas. Como por exemplo, por ser surdo só estudará num curso de Letras Libras (para formar professores de Libras), só poderá usar os aparatos constituídos para o grupo de surdos. E isso não deve ser assim, os surdos podem e devem, fazer suas escolhas a partir de suas construções e interações sociais e não a partir desse determinismo imposto por suas famílias e profissionais que os cercam. Podem e devem escolher que carreira seguir e como fazer sem serem prisioneiros de uma regra socialmente estabelecida e estabelecida tanto por ouvintes quanto por surdos. Quando estes dizem que o ser surdo deve exclusivamente frequentar as associações de surdos e as instituições preparadas para recebê-los e não se envolver com ouvintes, em lugares frequentados por ouvintes, reforçando ainda mais o abismo que existe entre os dois grupos deixando de ser um distanciamento/ impedimento comunicacional para ser um abismo social. 2 - O LUGAR DO SURDO NA METRÓPOLE A reflexão que aqui faremos inicialmente trata exatamente a imposição que a metrópole faz em seus sujeitos sociais. As relações que se colocam partem primeiro da chamada atitude blasé, ou seja, aquela em que os indivíduos são e agem com extrema indiferença frente aos seus pares. Inclusive já mencionada anteriormente.

11 A essência da atitude blasé encontra-se na indiferença perante as distinções entre as coisas. Não no sentido de que as coisas são percebidas, como no caso do débil mental, mas antes no sentido de que não são percepcionadas como significantes Simmel A metrópole nesse contexto constrói com seus habitantes relações extremamente indiferentes, delimitando os espaços de sociabilidade, sobretudo, pela estratificação social. Os sujeitos se colocam na cidade a partir dos bens que possuem, as relações são construídas baseadas no poder aquisitivo, ou seja, naquilo que se pode comprar. Ou a partir do que se pode pagar. A este respeito Simmel, (2001, p. 35) corrobora: Na medida em que o dinheiro, incolor e insensível à qualidade, se torna o denominador comum a todos os valores, ele transforma-se num terrível nivelador: esvazia, de uma forma incontrolável, a essência das coisas, as suas peculiaridades, o seu valor específico e as suas singularidades. A metrópole coloca, e em alguns momentos impõe aos seus moradores suas condições. E assim os grupos sociais são construídos a partir destas. Dá a estes uma falsa liberdade de ir e vir a todos os ambientes, mas sabe-se que a partir dos grupos sociais e das relações construídas entre estes, dificilmente os sujeitos sociais têm esta possibilidade, têm esta liberdade. Simmel, 2001, p. 38. Diz que o cidadão da metrópole só é livre no sentido em que escapa às trivialidades e aos preconceitos típicos das pequenas localidades. E é neste contexto, mencionado no parágrafo anterior, que os surdos se enquadram. Um grupo literalmente diferente. Pela forma como acessa o mundo, basicamente, pela comunicação diferenciada. E mesmo se pensarmos que os surdos participam, ou melhor, podem participar de todos os ambientes sociais, ainda assim são vistos como os diferentes de todos, os que fogem a um padrão socialmente construído. E ainda servem de anedota para os ouvintes, a este respeito poderíamos alçar mão das reflexões de Erving Goffman, 2004, quando fala sobre o estigma, pois de certa forma o surdo sofre estigmatização por ser surdo. Mas esta é outra questão que não abordaremos neste momento.

12 p. 26) afirma: A respeito do desconhecimento acerca dos surdos, Strobel apud Magnani, (2007, Experiência com surdos era como a da maioria das pessoas, a de alguma vez ter visto duas pessoas conversando por meio de sinais, sem prestar maior atenção o olhar não treinado não vai além do que o senso comum registra. E por assim ser, vão fortificando suas relações entre seus semelhantes ou com aqueles mais próximos, que conhecem a língua de sinais, profissionais que atuam próximo a estes e seus familiares. Nesta discussão, Simmel (2001, p. 38) Do mesmo modo que na era feudal, o homem livre, era aquele que se sujeitava à lei da terra, ou seja, se submetia à proteção do mais forte, e não tinha liberdade todo aquele que fazia depender os seus direitos apenas do círculo restrito da comunidade, também hoje, num sentido mais sofisticado e racional o cidadão da metrópole só é livre no sentido em que escapa as trivialidades e aos preconceitos típicos das pequenas localidades E isto se dá em virtude das cidades serem cada vez mais hoje grandes aglomerados de pessoas, em que não só a atitude blasé está presente, mas também a própria influência que estas cidades têm na vida dos indivíduos e tamanha é esta influencia que grande parte da população nem se dá conta disso WIRTH, O grau de urbanidade com que podemos caracterizar o mundo contemporâneo não é inteira nem exatamente mensurável pela proporção da totalidade da população que vive nas cidades. A influência que a cidade exerce na vida social do homem é superior ao que a parcela urbana da população faria julgar, pois a cidade não é apenas, cada vez mais o lugar de habitação e de trabalho do homem moderno, mas também o centro que põe em marcha e controla a vida econômica, política e cultural, que atraiu à sua órbita as mais remotas regiões do globo, configurando um universo articulado de uma enorme variedade de áreas, povos e atividades WIRTH, Neste sentido a forma como os grupos de surdos vão se colocando na sociedade ainda é muito separatista, mesmo na metrópole onde se tem essa falsa liberdade, ainda assim as representações que os ouvintes constroem sobre os surdos ainda são como um grupo superior vendo outro grupo tido como inferior. Partindo do princípio de que os

13 surdos usam outra língua essa separação e delimitação de espaço para os surdos é ainda maior. A este respeito Strobel apud Magnani,( 2007, p.26) relata: Foi uma experiência diferente: entrei na festa e de repente me vi no meio de cerca de dois mil surdos eu nunca tinha visto tantos surdos juntos e ali eu é que era o estranho! Não falava como eles, não entendia o que diziam, sentia-me caminhando por uma tribo cuja língua eu não conhecia, cujos costumes me eram alheios. Sequer sabia qual era a etiqueta: como é pedir desculpas, na língua de sinais, quando a gente esbarra em alguém? No início, essa dificuldade causou um certo constrangimento, mas logo comecei a circular no meio deles e a apreciar outras formas de contato e sociabilidade que, se eu não podia decodificar através daquela língua, porque eu não dominava, podiam ser entendidas por meio de outros códigos. A reflexão que se faz neste relato é exatamente o cerceamento de lugar que os surdos têm, as pessoas da metrópole não acreditam, desconhecem as características e peculiaridades do povo surdo. Não sabem de sua existência de suas peculiaridades linguísticas e culturais e por assim ser, acreditam e até forçam- nos a viverem em seu mundo, distantes das sociabilidades dos ouvintes, dos não-surdos, como chamam os autores surdos. A este respeito é importante relatar um movimento de contra-usos em Macapá. Um pequeno grupo de surdos, que passou um tempo fora de Macapá estudando, retornou e tem feito reuniões esporádicas numa praça bem conhecida da cidade, geralmente aos sábados à tarde. Como ocorrem esses encontros? Os surdos se organizam pelas redes sociais para se encontrarem, e a palavra de ordem é somente surdos. Não querem a presença de ouvintes, existem grupos nas redes sociais só para surdos e uma vez ou outra eles mostram algumas mensagens para ouvintes. E mesmo assim ao mostrar as mensagens, estas são namoradas, parentes ou amigos bem próximos. Como se a partir de uma relação mais próxima com algum surdo possibilitasse a entrada do ouvinte no grupo, ou seja, a entrada de uma pessoa não surda depende da relação que estabelece com os surdos. Neste contexto então o que os surdos macapaenses estão promovendo são 6 contra-usos da cidade, especificamente da praça que ora está sendo usada para reuniões 6 Segundo Leite, 2007, nas áreas que passam por processos de gentrification, esses usos podem alterar a paisagem e imprimir outros sentidos às relocalizações da tradição e aos lugares nos espaços da cidade.

14 com objetivo de crescimento e fortalecimento do povo surdo. Uma vez que nestas reuniões são tratados assuntos relacionados a difusão da língua de sinais e a partir dela o fortalecimento de sua cultura. Estão fazendo um processo mais político do grupo, dando informações e debatendo sobre suas dificuldades, como surdos, suas diferenças para com os ouvintes e como lidar com essas situações. CONSIDERAÇÕES FINAIS Após as reflexões de Leite, 2007, Wirth, 2001, Strobel, A visão que fica é de que o surdo ainda tem uma relação de colonizado perante os ouvintes. As cidades cheias de sua atitude blasé delimitam o espaço e cerceiam o surdo a viver em seu gueto. Mesmo com alguns ganhos sociais como a Lei nº de 2002 e o Decreto nº 5626/2005, ambos reconhecem a Libras como língua natural do surdo e institucionalizaa como disciplina obrigatória em cursos de formação de professores, e mais recentemente a aprovação pela Presidente Dilma Roussef de criação de escolas Bilíngües para surdos e do Plano Viver sem Limites que prevê a criação de Cursos de Letras Libras em 27 Instituições de Ensino Superior no Brasil. Mesmo com diversas políticas, como as mencionadas anteriormente, ainda assim o que se viu no decorrer deste trabalho foi incontestáveis situações de desconhecimento e grande cerceamento do surdo aos espaços, ditos democráticos, na metrópole. Em relação à Macapá ficou um tanto quanto perceptível, uma vez que não se pode ser absolutista, o tipo de relação de lugar que esta em alguns momentos impõe ao surdo. As tentativas que estes têm feito para então quebrar as barreiras invisíveis que a cidade os impõe. Assim tem feito o que Leite, 2007 chama de contra-usos dos lugares. Como já exemplificado neste trabalho. O lugar por assim dizer ainda é da massa de não-surdos, os aparelhos sociais são destinados a estes e tão somente a estes. Obrigando a comunidade de surdos a reforçar o abismo social entre ouvintes, que desconhecem a língua de sinais, uma vez que acabam evitando outros lugares que não os seus como associações, escolas e confederações de surdos. Essas significações, ou contra-sentidos, que diferem daqueles esperados pelas políticas urbanas, contribuem para uma diversificação dos atuais sentidos dos lugares.

15 É preciso desfazer este tipo de inclusão que se tem visto, uma vez que não condiz com os propósitos da verdadeira 7 inclusão, de que a metrópole é um lugar democrático e que por isso acolhe a todos indistintamente. Sabe-se que este todos são alguns poucos que gozam de autonomia e recursos financeiros para fazer valer e comprar o que precisam. Como bem mencionou Souza, 2007, ao dizer que a inclusão tem um discurso vazio. Pode parecer forte a expressão, mas após as análises aqui feitas é possível constatar pistas para a reflexão dada pela autora, na medida em que os surdos só são vistos em seus espaços de sociabilidade, sempre interagindo com os mesmos sujeitos, sem terem a possibilidade de acessar outros ambientes a inclusão acabará sendo uma utopia, ou seja, inatingível e na realidade deveria ser a condição precípua da sociedade contemporânea. REFERÊNCIAS BRASIL, Lei nº , Lei de Libras. Diário oficial da República Federativa do Brasil Brasília, DF, 2002, SEF/ MEC., Decreto nº Decreto de Libras. Diário oficial da República Federativa do Brasil Brasília, DF, 2005, SEF/ MEC. BERGAMO, Alexandre; SANTANA, Ana Paula. Cultura e identidade surdas: encruzilhada de lutas sociais e teóricas. Educ. Soc., Campinas, vol. 26, n. 91, p , Maio/Ago Disponível em CAMPOS, Ronaldo Manassés Rodrigues. A apropriação da legislação de libras em escolas públicas de Macapá: entre a letra da lei e as práticas escolares. Dissertação de mestrado. Disponível em: acesso em CERTEAU, Michel de. A cultura no plural. São Paulo: Papirus, De acordo com DORZIAT, 2009, p.69. Incluir é necessariamente, proporcionar o enriquecimento humano, por meio da aproximação de culturas e de diferentes expressões do pensamento. Uma inclusão que considera aceitável atropelar e limitar potenciais e dificultar o acesso ao conhecimento e à cidadania é paradoxal com os próprios princípios educacionais. Por isso, ao invés de corroborar visões preconceituosas e estereotipadas, a escola deve procurar vias de mostrar à sociedade que os alunos, independente de suas diferenças, podem ser bons aprendizes, se lhes forem propiciadas condições, através de uma educação apropriada.

16 DORZIAT, Ana. O outro da educação: pensando a Surdez com base nos temas Identidade/diferença, currículo e inclusão. Petrópolis-RJ: Vozes, GOLDFELD, Márcia. A criança surda: linguagem e cognição numa perspectiva sociointeracionista. 5ª Ed. São Paulo: Plexus, KOWARICK, Lúcio. Viver em risco: sobre a vulnerabilidade sócio-econômica e civil. São Paulo: editora 34, LEITE, Rogério Proença. Contra-usos da cidade. São Paulo: editora Unicamp, 2007 e LOPES, João Teixeira. Políticas Culturais urbanas. In: LEITE, Rogério Proença, Fortuna, Carlos. Plural de cidade novos léxicos urbanos. Coimbra: edições Almedina/CES, MAZZOTTA, Marcos José Silveira. Educação especial no Brasil: história e políticas públicas. 5ª Ed. São Paulo: Cortez, Monaghan, Leila. A World s Eye View: deaf cultures in global perspective in: Many Ways to Be Deaf: international variation in deaf communities. Gallaudet University Press Washington, DC SOUZA, Marcelo Lopes. A cidade, a palavra e o poder: práticas, imaginários e discursos heterônomos e autônomos, na produção do espaço urbano. In: CARLOS, Ana Faria; SOUZA, Marcelo Lopes; SPOSITO, Maria encadernação B (org). São Paulo. Contexto, 2011 SIMMEL, George. A metrópole e a vida do espírito. In: Fortuna Carlos (org), cidade, cultura e globalização. Celta:Oeiras/Portugal, 2001.

17 STROBEL, Karin. As imagens do outro sobre a cultura surda. Editora Ufsc, Florianópolis, WIRTH, Louis. O urbanismo como modo de vida. In: Fortuna Carlos (org), cidade, cultura e globalização. Celta:Oeiras/Portugal, TOSTES, José Alberto. Macapá no Amapá. Disponível em: acesso em 10/07/2014.

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