CEFAC CENTRO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA CLÍNICA AUDIOLOGIA CLÍNICA SURDEZ SÚBITA MARTA NÚBIA SILVESTRE

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "CEFAC CENTRO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA CLÍNICA AUDIOLOGIA CLÍNICA SURDEZ SÚBITA MARTA NÚBIA SILVESTRE"

Transcrição

1 CEFAC CENTRO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA CLÍNICA AUDIOLOGIA CLÍNICA SURDEZ SÚBITA MARTA NÚBIA SILVESTRE RECIFE

2 2

3 RESUMO O objetivo deste trabalho teórico é esclarecer o que é surdez súbita, pesquisando as suas possíveis etiologias. Pretende-se enfatizar a importância da realização do exame audiométrico prévio como auxílio no diagnóstico clínico, como controle da perda auditiva e colaboração na idéia de prognóstico. A surdez súbita tem como sintomatologia, a baixa repentina da audição, de grau variado, que evolui em horas ou dias. É geralmente unilateral acompanhada de zumbido e, menos frequentemente, de tonturas. As principais causas relacionadas com a perda súbita de audição, são: as virais, os distúrbios vasculares, as ototóxicas, os traumas acústicos, as rupturas de membranas, e fatores de pré-disposição, como: diabetes, traumas cranianos, hipertensão arterial, entre outros. A surdez súbita é uma patologia de fácil diagnóstico clínico, o mesmo não acontecendo com o diagnóstico etiológico que nem sempre é possível, apesar dos inúmeros exames existentes. Acredita-se que este trabalho poderá ser útil aos fonoaudiólogos, otorrinolaringologistas, profissionais de saúde em geral, e para a população como um todo. Certamente, com a aquisição de conhecimento sobre o tema, as pessoas ficarão mais alerta para os sintomas que acometem uma surdez súbita. 3

4 ABSTRACT This paper aims at clarifying what Sudden Hearing Loss (SHL) is, as well as analysing its possible etiologies. The importance of performing a previous audiometric evaluation will be emphasised as a means to help the clinical diagnosis, hearing loss follow-up and to assess prognosis. SHL presents itself as na usually unilateral abrupt loss of auditory perception of varying degree. It progresses in a few hours or days and may be accompanied by tinnitus and less frequently by dizziness. The main causes related to SHL are vascular disorders, viral infections, ototoxicity, acoustic trauma, ear drum rupture, and predisposing factors such as diabetes, skull trauma, hypertension among others. SHL is easily diagnosed from a clinical point of view, however etiologies are not always established despite the large number of complementary tests. One believes that this paper might be useful for phonoaudiologists, otolaringologists, health care professionals and the population as a whole. Gathering knowledge over this theme will certainly alert individuals for the symptoms that signal SHL. 4

5 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...1 DISCUSSÃO TEÓRICA...3 Incidência...5 Diagnóstico...6 Etiologia...10 Viral...11 Vascular...12 Auto-Imune...13 Ototóxica...14 Trauma Acústico...15 Fístula Perinlinfática...16 Scwannoma Vestibular...18 Alérgicas...19 Tratamento...19 CONSIDERAÇÕES FINAIS...22 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

6 INTRODUÇÃO A surdez súbita, como o próprio nome indica, é a perda auditiva abrupta ou rapidamente progressiva da audição, no decorrer de minutos, horas ou dias, por comprometimento do ouvido interno e/ou vias acústicas centrais, de intensidade e freqüências variáveis, podendo variar de leve sensação de ouvido obstruído, a perda total da audição (anacusia). Zumbidos e tonturas também podem estar presentes, acometendo um dos ouvidos, e raramente ambos. É uma surdez onde a etiologia e o mecanismo patogênico são desconhecidos, sendo então por definição idiopática. Este trabalho constitui-se em um estudo da surdez súbita, visando pesquisar suas prováveis etiologias, ressaltando a importância da procura a um profissional especializado, para que o diagnóstico seja realizado precocemente, dando inicio a intervenção médica, e enfatizando a importância da realização de exame audiométrico como auxílio no diagnóstico (qualitativo e quantitativo), monitoramento através da repetição do exame e colaboração num possível prognóstico. Pretendo, no decorrer da pesquisa, esclarecer a importância da procura a um especialista ao menor sinal de comprometimento auditivo, diminuição da audição, zumbido, sensação de ouvido obstruído e tonturas. Este trabalho poderá ser útil para fonoaudiólogos, otorrinolaringologistas, profissionais de saúde e para comunidade que 6

7 certamente com conhecimento sobre o tema, darão mais importância a sintomatologia que acometem uma surdez súbita. Acredito que uma surdez súbita terá melhor prognóstico se for assistida precocemente. Esta pesquisa é essencialmente teórica e a metodologia empregada é fundamentada em consultas bibliográficas, artigos de revistas cientificas e anais de congressos. 7

8 DISCUSSÃO TEÓRICA Os pioneiros a identificar e descrever a surdez súbita, foram CORNET & SCAT (1892), e daí em diante, seguidos por diversos autores, que relataram o tema em artigos isolados. Somente há uns 20 anos, a surdez súbita passou a ser melhor estudada e várias tentativas terapêuticas postas em ação. A surdez súbita, segundo CALDAS & CALDAS (1994), é conceituada como sendo um episódio agudo de deficiência auditiva de instalação repentina, que varia de segundos a poucos dias. O acometimento em geral é unilateral e mais raramente bilateral, podendo vir acompanhado de acúfenos e tonturas. Sendo uma surdez sensorioneural, causada por patologia dos receptores periféricos e ou vias acústicas centrais. HUNGRIA (1991) acrescenta ser uma entidade étnica de etiologia variada e discutida, que se instala subitamente em um indivíduo de audição normal. Em geral, a agressão é unilateral, podendo ser bilateral em 4% dos casos, mas excepcionalmente ao mesmo tempo, a agressão ao outro ouvido, acontece em geral, após apreciável período de tempo. Os principais sintomas da surdez súbita são: a diminuição da audição, zumbido, vertigem, sensação de pressão no ouvido e, menos freqüente, um estalo no ouvido afetado. A evolução dos sintomas é muito variável, a surdez pode ser instantânea, de aparecimento repentino e acompanhada por sensação de intenso zumbido. 8

9 Freqüentemente, a disacusia se desenvolve no decorrer de minutos, horas, um dia ou vários dias. Geralmente o indivíduo não memoriza bem o momento da instalação da surdez, que é percebida pela primeira vez, ao despertar pela manhã. Alguns a percebem pelo intenso zumbido. As perdas bilaterais são descobertas quando o paciente tenta comunicar-se com outra pessoa. Por outro lado, as disacusias unilaterais podem passar inadvertidas por algum tempo e somente ser percebida quando o indivíduo, por exemplo, precisa falar ao telefone, e o faz com o ouvido afetado. De um modo geral, o paciente não tarda a reconhecer a perda da audição, discriminação de fala e localização da fonte sonora. Em crianças, é difícil estabelecer com precisão o início da perda da audição, que somente é percebida posteriormente, quando já não há mais lembrança da causa. CALDAS & CALDAS (1994) relatam que a sensação de baixa de audição pode variar de discreta a muito intensa, e pode apresentar recuperação espontânea em 25% ou mais dos casos. É rara a sensibilidade exagerada a sons intensos. O comportamento evolutivo da surdez súbita é bastante inconsistente, com curas espontâneas, totais ou parciais, e podendo deixar seqüelas auditivas irreversíveis. Segundo HUNGRIA (1991), o zumbido de intensidade variável, ocorre em 70% dos casos, podendo ceder ou persistir mais que a surdez. A tendência do zumbido é progressivamente desaparecer, independente da perda auditiva. O acúfeno geralmente é similar a um 9

10 chiado, podendo ocorrer a sensação de estalos horas antes da perda da audição. SNOW & TELIAN (1994) acreditam existir considerações variáveis quanto a incidência da vertigem e desequilíbrio. Em geral, 40% dos pacientes apresentam vertigem leves e passageiras, e 10% vertigens incapacitantes que duram 4 a 7 dias, associadas com náuseas e vômitos. 10

11 Incidência No Brasil, ainda não se tem uma referência de epidemiologia da surdez súbita, devido a dificuldade em avaliar com segurança a incidência da doença por diversas razões, e depende, como em outras patologias, da cultura, situação sócio-econômica da população, com conseqüências para a assistência médica. A dificuldade ocorre, em parte, por muitos casos de surdez abrupta, recuperarem espontaneamente a audição, antes que se procure assistência médica. Há casos em que o paciente não manifesta importância ao ocorrido, especialmente se os sintomas forem discretos ou aconteça uma recuperação espontânea parcial. Existe os que se conformam com sua perda auditiva, mesmo quando significativas e sem maiores sintomas de zumbido e tonturas. Algumas perdas auditivas quando são diagnosticadas, anos depois, os pacientes já não recordam quando e como ocorreram. No grupo pertencente a profissionais de saúde, a incidência é maior, pois o fato de trabalharem em hospitais ou centros de saúde, dispõem de profissionais especializados para examiná-los precocemente, e alertá-los sobre a importância do problema. VAN DISHOECK & BIERNAN (1957) encontraram uma incidência de surdez súbita de 1 para habitantes, SHAIA & SHECHY (1976) em 2% das consultas otológicas, e SCHUCKNECHT (1973) encontrou maior incidência na faixa etária entre 25 e os 40 anos e SIMMONS 11

12 (1973) maior incidência ao 39 anos, citados por CALDAS & CALDAS (1994). Diagnóstico O diagnóstico clínico da surdez súbita é fácil de ser realizado, desde que se tenha conhecimento de sua existência e não se negligencie sua importância, pois, como outras eventualidades patológicas mais comuns, como rolha de cera e o catarro na orelha das gripes, que são muito populares, e causam sintomas semelhantes aos da surdez súbita, existindo uma tendência de se minimizar a importância da sintomatologia. O diagnóstico etiológico é bem mais difícil na maioria dos casos, especialmente quando o paciente é saudável e não tem em sua história nenhum fato importante que possa estar associado aos seus sintomas como: parotidite epidêmica, esclerose múltipla, trauma craniano, história de esforço físico excessivo, etc.. Como a presença destes dados não é o mais comum, a maioria dos casos permanecem como diagnóstico da surdez súbita idiopática ou com suposição diagnóstica insuficientemente confirmada. No diagnóstico clínico de surdez súbita é necessário a realização de uma minunciosa anamnese, na qual o paciente é direcionado a descrever suas queixas e a realização de uma otoscopia. É afastada a possibilidade de obstrução do conduto auditivo externo por rolha de cera 12

13 e epiteliais, assim como, outros processos do ouvido médio que passam a simular uma surdez de origem neurossensorial. Em seguida, o paciente é submetido a exames funcionais que auxiliam o diagnóstico clínico, qualificando as alterações fisiológicas da perda auditiva. A audiometria tonal e vocal, são os mais importantes e freqüentemente utilizados, fornecendo quase todas as informações necessárias. Os achados audiológicos são capazes de qualificar, quantificar, monitorar as perdas auditivas e fornecer auxílio na idéia de prognóstico. Qualifica, quando classifica o tipo de perda auditiva em sensorioneural, perda condutiva ou perda mista; quantifica através da pesquisa de limiares tonais auditivos e monitora através da repetição de exames, aonde é observado a progressão, regressão ou estabilização dos limiares tonais, o mesmo acontecendo com os índices de reconhecimento de fala. A idéia de prognóstico é fundamentada na audiometria tonal e vocal inicial. CALDAS & CALDAS (1998) acreditam que as perdas auditivas para sons graves são de melhor prognóstico que as perdas em sons agudos. As com curva audiométrica horizontal, se comportam de modo intermediário e as perdas profundas e as totais tem péssimo prognóstico. RUBIM (1968) preparou uma classificação baseada na gravidade da configuração audiológica. O tipo I, predomina a disacusia nas 13

14 freqüências baixas, com certa evolução nos limiares de a Hz. O limiar de recepção de fala está diminuído, assim como, a discriminação de palavras. O tipo II compreende uma elevação mais uniforme e severa dos limiares tonais, com perdas de 50 a 60 db para as freqüências baixas (500 a 2000 Hz) e a perda acima de Hz, é considerável. O limiar de recepção de fala e os índices de diminuição são compatíveis ao esperado de uma perda gradual da audição, e o tipo III, é uma perda completa da audição sem discriminação nenhuma. SHECHY (1960) classificou quatro grupos de perda auditiva, de acordo com a configuração audiológica em 223 pacientes: curva ascendente, perdas nos sons graves em 17% dos casos; curva descendente, perdas nos agudos em 29% dos casos; curva horizontal, a mais freqüente em 41% dos casos; perda plana, caracterizada por perda em todas as freqüências; e perda total, em 13% dos casos. MINITI, BENTO, BUTUGAN (1993) acrescentam que há relação entre o grau de perda auditiva e a capacidade de recuperação. As perdas auditivas inferiores a 40 db, se estabelecem quase que totalmente o limiar auditivo prévio, e as anacusias (perda total), praticamente não se recuperam. A preservação de resposta em freqüências altas, parece ser um elemento favorável e é observada uma melhora da compreensão de palavras antes da recuperação dos tons puros. 14

15 Não é aconselhável realizar muitos testes na fase aguda da perda súbita da audição, pois pode representar uma agressão suplementar a orelha interna, como é o caso da impedanciometria, que é um risco nos casos de surdez por fístula perilinfática. Mesmo a audiometria, não é aconselhável repetir com intervalos menores que 2 ou 3 dias, por receio de agressão coclear. Os exames supralimiares, os testes Vestibulares e o Bera, deverão ser realizados numa fase posterior, quando a audição estiver estabilizada e tem mais interesse para o diagnóstico topográfico ou identificação de doenças específicas, como doença de Meniére e o Schwannoma Vestibular. O diagnóstico etiológico é mais difícil de ser realizado, devido a variedade de doenças que podem estar envolvidas com a perda brusca da audição, como pela inconsistência de comportamento de causa e efeito. Outros exames que devem ser realizados para auxiliar no diagnóstico são: emissões otoacústicas, ressonância magnética e exames laboratoriais, como: hemograma, sódio, potássio, creatina, glicemia de jejum, colesterol, alfa-glicoproteína ácida, anti-estreptolisina O, proteína C reativa, fator reumatóide, sorologia para citomegalovírus, mononucleose, rubéola, lues, toxiplasmose, HIV, entre outros. Durante esta pesquisa, o paciente já se encontra em tratamento, pois tempo em surdez súbita é um fator significativo em se tratando de uma emergência otológica. 15

16 Etiologia É meu propósito neste trabalho, pesquisar as etiologias responsáveis pela instalação da perda brusca da audição. Sabendo-se que a maioria das causas são desconhecidas, cerca de 75% são consideradas de etiologia idiopática e que freqüentemente é estabelecida uma relação entre causa e efeito. As principais etiologias relacionadas com a perda abrupta da audição, são: as virais, os distúrbios vasculares, as auto-imunes, as ototóxicas, trauma acústico violento (explosões), rupturas de membranas (cirurgia estapediana, barotrauma), Hidropsia Endolinfática, Schwannoma Vestibular, alergias e causas menos freqüentes ou fatores de predisposição como: anestesia geral, gravidez, diabetes, anemia, leucemia, esclerose múltipla, distúrbios tireoidianos, lues, meningite bacteriana, traumas cranianos, com ou sem fratura do osso temporal. Atualmente, alguns trabalhos isolados demonstram a ocorrência da surdez súbita, como primeira manifestação da Síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA). A seguir, serão descritas as principais causas da surdez súbita e, na medida do possível, os achados audiológicos de cada patologia descrita. 16

17 Viral A surdez súbita de etiolgia viral, ocupa o primeiro lugar em incidência, quando é estimada em 80% dos casos, com base em estudos histológicos post-mortem, sorológicos, experimentais e circunstanciais, afirma CALDAS & CALDAS (1994). MINITI, BENTO, BUTUGAN (1993) consideram que os vírus capazes de lesar o ouvido interno, podem fazê-lo na vida intra-uterina, na infância, na adolescência, ou na fase adulta, sem que se observe distinção nos quadros histológicos das viroses pré-natal ou pós-natal. As alterações patológicas que predominam na cóclea basal, são degenerações dos órgãos de corti, atrofia da estria vascular, deslocamento e distorção da membrana tectória e degeneração do sáculo. Fundamentada nas alterações patogênicas da cóclea, observou-se que a maioria dos portadores de surdez súbita de origem idiopática tem mostrado um padrão de alterações cocleares, nos cortes de seus ossos temporais post-mortem. Estudos sorológicos de pacientes com surdez súbita, tem demonstrado titulos de anticorpos aumentados quando comparados com grupos-controles. A contaminação pode ser por via hemática, através da estria vascular, ou por continuidade através do aqueduto coclear, a partir da contaminação do líquido Cefalorraquidiano (LCR). A surdez súbita viral pode aparecer fazendo parte de uma virose sistêmica, evidente como a parotidite epidêmica, o sarampo, a 17

18 mononucleose infecciosa, a gripe simples, rubéola, varicela zóster, adenovírus, citomegalovírus, coxsake, influenza A e B, herpes simples, porém, muitas vezes a surdez súbita viral pode aparecer isolada e sem sintomas, dificultando a suposição diagnóstica. O diagnóstico etiológico através de exames laboratoriais é realizado com a pesquisa de mais de uma espécie de vírus, com base na virologia obtida de material da orofaringe, fezes, sangue e, líquido cefalorraquidiano. A primeira coleta deve ser precoce e as outras subsequentes servirão de comparações. O exame será positivo se depois de 10 a 12 dias houver aumento significativo dos títulos de anticorpos. Essa investigação, segundo CALDAS & CALDAS (1994), além de dispendiosa, tempo consumido e ausência de valor prático, termina tendo apenas valor acadêmico. Vascular A surdez súbita de origem vascular pode ser devido a alteração das paredes dos vasos ou alterações do próprio sangue. Três mecanismos podem dar origem à lesão: a hemorragia, o espasmo e a trombose. Assim, encontra-se a surdez súbita em pacientes com patologias cardiovasculares, prolapso mitral, e nas doenças hematológicas (leucemias, mieloma). A trombose é certamente a origem da surdez no curso de diabetes, certas lipidemias, na arteriosclerose ou mesmo no uso de contraceptivos 18

19 orais. Todos estes fatores vasculares se associam aos efeitos do estresse, da instabilidade emocional e de desequilíbrios neurovegetativos, que favorecem o espasmo vascular. Embolia gordurosa na orelha interna, tem sido citada como responsável pela surdez súbita, seguida a acidentes com esmagamentos, cirurgias de mama e de fêmur. A perda súbita da audição de origem vascular é de difícil diagnóstico etiológico, podendo ser presumida em pacientes idosos ou portadores de doenças sistêmicas, capazes de alterar as paredes ou o conteúdo dos vasos, como a hipertensão, insuficiência cardíaca, insuficiência renal, e diabetes entre outras. Auto-Imune A perda auditiva súbita auto-imune, pode aparecer isolada ou associada com doenças sistêmicas auto-imunes, como a Síndrome de Congan, colite ulcerativa, artrite reumatóide, periartrite nodosa e carotidiana. As alterações histológicas são as das vasculites e suas consequências para o órgão de corti e neurônios. Pode ocorrer hidropsia endolinfática. Quando não vem associadas a doenças sistêmicas, são necessários testes laboratoriais como a dosagem de imunoglobulinas (tgm, tgg R IgA), velocidade de eritrossedimentação, nível de vitamina C no sangue, fatores reumatóides (aglutinação do látex, Waaler Rose), fatores de auto-anticorpos (fatores antinucleares), teste de complemento 19

20 (CH-50, C-3, C-4, C1q, AP 50 e C 3d), microbiologia (vírus EB, Citomegalovírus, vírus da hepatite B, toxoplamose, sífilis, ricketsia). Esses testes são confiáveis para o diagnóstico de reações autoimunes de maior magnitude, acrescenta CALDAS & CALDAS (1998). Ototóxica A surdez súbita causada por drogas ototóxicas, é diagnosticada através dos sintomas associados a história de administração de drogas ototóxicas. Estas são agentes terapêuticas ou outras substâncias químicas que causam problemas funcionais e degeneração celular dos tecidos da orelha interna, em especial, nos órgãos sensoriais e neurônios da cóclea e aparelho vestibular. São drogas de uso multidisciplinar, sendo seu poder ototóxico freqüentemente negligenciado, e as vezes desacreditado. Os medicamentos potencialmente ototóxicos, são os antibióticos do grupo dos aminoglicosídeos (gentamicina, neomicina, Kanamicina, entre outros), que com uma única dose, é capaz de causar surdez súbita total bilateral irreversível; os diuréticos, vancomicina, viomicina, furosemide, ácido etacrínico, mostarda nitrogenada, quinino, salicilatos (AAS), e derivados, que causam quadros geralmente reversíveis, e os citotóxicos, que são tóxicos para as células. Como em outras patologias do ouvido, a predisposição individual é importante, bem como a presença de insuficiência renal, que permite o acúmulo do medicamento na corrente circulatória. 20

21 Os riscos de perda abrupta por drogas ototóxicas, podem ser minimizado com o uso criterioso, sempre avaliando o risco versus benefício, com acompanhamento constante do paciente. A droga deve ser suspendida em caso de aparecimento de sintomas ligados à orelha interna, como surdez, zumbidos ou vertigens. Trauma Acústico A perda auditiva súbita causada por trauma acústico ou estímulo sonoro patológico, é considerado como uma forma aguda da doença, e depende da intensidade, duração e sensibilidade individual, podendo causar surdez temporária ou permanente. A patologia é essencialmente sensorial e, em geral, as células ciliadas externas do órgão de corti são as primeiras a serem comprometidas. A lesão sensorial ocorre devido a deficiência capilar e degeneração das células ciliadas e de sustentação do órgão de corti, que podem evoluir para as células nervosas do gânglio espiral. Segundo KÓS & KÓS (1998), os ruídos intensos produzidos bruscamente, como: explosões, estampido de armas de fogo, descargas telefônicas, etc., ou de forma continuada, como: em determinadas indústrias, discotecas, estúdios de gravação musical, ou construções de obras em que se usa martelo pneumático; podem causar lesões no ouvido. Quanto as explosões, podem ocorrer simultaneamente lesões do ouvido médio, como perfuração timpânica e deslocamento dos ossículos, 21

22 com interrupção da cadeia tímpano-ossicular, associado a uma perda brusca da audição. MIRANDA & DIAS (1998) destacam que picos de ruídos intensos que excedam 140 db, podem causar traumas mecânicos com ruptura de membrana timpânica, hemorragia e perda imediata e geralmente permanente da audição. RUSSO (1998) acredita que perdas irreversíveis são causadas em indivíduos expostos a sons intensos. O nível de desconforto do ouvido humano é atingido com sons de intensidade 120 db. Acima desses índices, a exposição ao ruído de 130 db provoca irritabilidade; 140 db é o limiar de dor e acima desses níveis, pode ocorrer perfuração da membrana timpânica. A audiometria mostra, um entalhe nas freqüências de 2000, 4000 e 6000 Hz e nas lesões mais graves, pode alarga-se comprometendo outras freqüências, formando uma curva audiométrica descendente. O grau da perda pode variar de leve à severa/profunda. Na discriminação vocal, encontra-se resultados compatíveis com o grau de perda auditiva. Fístula Perinlinfática A surdez súbita por fístula perilinfática, para ser diagnosticada, é de grande importância a história do paciente, que deve conter episódios relativos a esforços físicos, aumento ou diminuição brusca de pressão da orelha média (espirro ou manobra de Valsalva). Geralmente o paciente 22

23 relata um estalo em uma das orelhas, freqüentemente acompanhado de tonturas que variam de violentas a discretas, e zumbidos. A perda auditiva varia de sensação de orelha obstruída, a profundas perdas auditivas. O desequilíbrio é um sinal de suspeita da fístula. As fístulas perinlinfáticas, são vazamentos de perinlinfa para o ouvido médio, devido a rupturas de membranas das janelas oval e/ou redonda. A fístula na membrana da janela oval, pode acontecer devido a perfuração do ligamento anular, ou fratura da platina do estribo. Na janela redonda por perfuração da sua membrana, podem ocorrer secundárias a traumatismo craniano, ou nas estapedectomias. No entanto, elas podem ocorrer por aumento súbitos da pressão intracraniana, transferidos para o espaço perilinfático. Isso acontece por ocasião de esforços físicos com contração da musculatura abdominal e/ou toráxica, como o ato de tossir, espirrar ou de defecar. Quando ocorre com a variação de pressão no ouvido médio, rompendo as membranas agora no sentido contrário, de fora para dentro do ouvido interno, como o que ocorre em mergulhadores, barotraumas, manobra de valsalva exagerada (especialmente em mergulhadores), em vôos de avião, subidas ou descidas de serras ou elevadores podem ser a causa. 23

24 Não existe sintomas patognomônicos de fístula perilinfática, ela só pode ser diagnosticada por ato cirúrgico, timpanotomia exploradora, nos casos em que há fortes suspeitas diagnósticas. MINITI, BENTO, BUTUGAN (1993) acreditam que os mergulhadores constituem um grupo de risco para ocorrência das fístulas. Para se prevenir, é necessário que estes tenham uma boa função nasal, sendo corrigidos eventuais desvios de septo e evitando mergulhos durante infecções nas vias aéreas superiores. A audiometria não mostra nenhuma característica particular e a imitanciometria pode representar uma agressão a orelha interna, o mesmo acontecendo com os testes Vestibulares, que deverão ser reservados para um momento posterior, afirmam CALDAS & CALDAS (1994). A presença de malformações congênitas cranioencefálicas, aumenta a possibilidade de rupturas de membranas. Schwannoma Vestibular O Schwannoma Vestibular é mais uma das doenças que causam a surdez súbita progressiva. Estima-se que 1% das surdezes súbitas, são causadas por uma Schwannoma Vestibular, que é tumor histologicamente benigno, que cresce na bainha de Schwann do VIII par craniano, bem mais freqüente no ramo Vestibular (gânglio de Scarpa). A sintomatologia precoce, é o zumbido e a diminuição da audição unilateral, posteriormente, instabilidade do equilíbrio e com menos 24

25 freqüência, crises vertiginosas. Na neurofibromatose, doença Van Recklinghausen, podemos encontrar o meurinoma bilateralmente. A surdez súbita é provocada através da compressão sobre a artéria labiríntica, que resulta em diminuição no fluxo sangüíneo da cóclea. Para que se afaste a hipótese da presença de um Schwannoma Vestibular, é imprescindível a realização de um teste de potenciais evocados auditivos de tronco cerebral (Bera), e exames radiológicos: tomografia computadorizada e/ou ressonância magnética. Os achados audiológicos mostram uma audiometria tonal com perda auditiva neuro-sensorial unilateral, com curva audiométrica descendente mais acentuada nas freqüências agudas. Na avaliação vocal, os índices percentuais de reconhecimento de fala, são desproporcionalmente reduzidos em relação a avaliação tonal. Alérgicas Extremamente raras, a surdez súbita de origem alérgica descritas por HOCHERMANN & REIMER (1987) pode ser encontrada no curso de uma reação alérgica generalizada, após injeção de soro ou vacinas, picadas de abelhas ou outras substâncias alergizantes, e em conseqüência de problemas na microcirculação ou fenômenos anafiláticos, alternando e causando danos à permeabilidade capilar. 25

26 Tratamento A surdez súbita, por se tratar de uma afecção de origem idiopática, que freqüentemente não se consegue diagnosticar a etiologia, recebe um tratamento na maioria das vezes empírico e controvertido. O tratamento inespecífico, consiste principalmente em medição vasodilatadora, na presunção de que a surdez súbita decorreria de alteração vasospásticas no ouvido interno, acreditam MINITI, BENTO, BUTUGAN (1993). No entanto, a maioria dos tratamentos, inclui, isoladas ou em combinações, as mais variadas drogas e métodos, como os corticóides, os vasodilatadores, os anticoagulantes, os antiagregantes de hemácias, os sedativos, as vitaminas, os bloqueios do gânglio estrelado, a oxigenoterapia hiperbárica, a carbogenioterapia e a hemodiluição. A terapêutica empregada, dependendo do quadro apresentado pelo paciente, é realizada em regime ambulatorial, ou internação hospitalar, com a administração de medicação endovenosa ou intramuscular e sob observação médica. O tempo de internação é variável, em geral dura quatro dias, e durante a estada hospitalar, o paciente é submetido a exames audiológicos, para que o otologista controle a terapêutica empregada. Após a alta hospitalar, é realizado um esquema terapêutico decrescente. Ainda não existe um tratamento absolutamente eficaz, e o que dificulta os estudos estatísticos das diversas formas terapêuticas, é que 26

27 um percentual significativo dos casos evoluem para a cura espontânea independente da terapêutica utilizada. CALDAS & CALDAS (1998) recomendam que, em todos os casos de tratamento ambulatorial ou hospitalar, é prudente o paciente ficar em repouso no leito ou poltrona sem fazer esforço físicos, e com a cabeça e o tórax sempre elevados, favorecendo a diminuição da pressão intracraniana, devido a possibilidade de fístula perilinfática na surdez súbita estar sempre presente. O tratamento cirúrgico (fechamento de fístula) é reservado para os casos de forte suspeita de fístula perilinfática, com história característica e progressão dos sintomas, especialmente a diminuição auditiva, e que uma timpanotonia exploradora mostre vazamento de perinlinfa de uma das janelas. Nos casos em que, após a investigação da etiologia através da anamnese, exame otológico, exames funcionais e laboratoriais realizados; e o otologista chegar a suspeita bem fundamentada de fístula perilinfática, Schwannoma Vestibular, distúrbios metabólicos, cardiovasculares, etc., que tem como sintoma, perda abrupta da audição; evita-se preciosa perda de tempo na orientação da terapêutica correta, em que os cuidados médicos, estarão voltados para a causa da surdez. Há um consenso que, quanto mais precoce, de preferência na primeira semana, maiores são as chances de se obter bons resultados, no tratamento da surdez súbita. 27

28 CONSIDERAÇÕES FINAIS O objetivo desta pesquisa teórica, foi estudar as prováveis etiologias da surdez súbita e ressaltar a importância da audiometria tonal e vocal como exames funcionais mais utilizados no diagnóstico clínico da surdez súbita. Na rotina de consultórios de otorrinolaringologistas, é bastante comum, pacientes com queixa de perdas auditivas repentinas, para os quais são solicitados de rotina, exames audiométricos de caráter urgente, para que se comprove a suspeita diagnóstica. Estes exames são repetidos em intervalos de acordo com a prescrição médica, para se ter um monitoramento da terapêutica empregada. Acreditando ser essencial para minha formação profissional, escolhi pesquisar o tema, para conhecer melhor a surdez súbita. Foram pesquisados diversos autores, porém, os mais utilizados foram CALDAS & CALDAS e HUNGRIA. No decorrer de minha pesquisa, percebi a necessidade de realização de trabalhos que visassem minimizar a ocorrência da surdez súbita, através de programas de saúde pública; com a finalidade de melhor alertar a população, sobre os riscos freqüentes do aparecimento 28

29 da surdez e orientá-la, para um controle periódico da acuidade auditiva, visando o diagnóstico precoce da surdez súbita. Os programas de saúde pública em referência, são: as vacinações, que diminuem a incidência endêmica de doenças infecciosas, como a meningite e as viroses epidêmicas; as campanhas de esclarecimento quanto ao uso ou exposição à substâncias ototóxicas; os cuidados na exposição a ruídos, e estabelecimento de grupos de risco (mergulhadores e portadores de doenças sistêmicas). Trabalhos nestas áreas, colaboram não somente com a prevenção, mas também, com informes estatísticos, estabelecendo com melhor precisão a incidência da doença, o diagnóstico precoce e certamente um tratamento mais eficaz, fundamentado na etiologia da surdez súbita. Como resultado da minha pesquisa sobre a surdez súbita, não foi possível comprovar a hipótese, de que a mesma terá um melhor prognóstico se for assistida precocemente, pois não foi encontrado na literatura pesquisada, trabalhos neste aspecto. Pelas dificuldades citadas durante todo o transcorrer da pesquisa, desde a procura a um profissional especializado, pela própria realidade sócio-econômica-cultural do nosso país, como também, pela dificuldade em se estabelecer um diagnóstico preciso,, diminuindo os casos de surdez de origem idiopática e aumentando os de causa comprovada. No entanto, há um consenso dos autores pesquisados, em acreditarem que, quanto mais precoce o início do tratamento, maiores são as chances de se obter bons resultados. 29

30 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALMEIDA, S.I.C. - Diagnóstico diferencial da disacusia neuro-sensorial por ruído. In: NUDELMANN A.A.; COSTA E.A; SELIGMAN J., IBAÑEZ PAIR - perda auditiva induzida pelo ruído. Porto Alegre, Bagaggem Comunicações, p BITTAR, R.S.M.; SPERANDIO F. A.; KII, M. A; SANCHEZ, T.G.; DANIEL, M.M.; LORENZI, M.C.; BENTO, R.F.; FORMIGONI, L.G. Utilidade da ressonância nuclear magnética no diagnóstico etiológico da surdez súbita. In: 34 o CONGRESSO BRASILEIRO DE O.R.L., Anais. Porto Alegre, p140. BOHADANA, S.C.; LIMA, S.; MAIA, L.M.S.V.; GONÇALEZ, F.; SILVEIRA, E.G.C.; JÚNIOR, O.M.; RAUSIS M.B.G.; SILVEIRA, J.A.M. - Surdez súbita como primeira manifestação da SIDA. Rev. Br. de O. R. L., (2): CALDAS N. & CALDAS S.N. - Surdez Súbita. In: Lopes O.F. & CAMPOS C.A. - Tratado de otorrinolaringologia. São Paulo, Roca, :869-80,. CALDAS, N. & CALDAS S.N., Surdez súbita. In: Guananança, M.M. - Vertigem tem Cura? São Paulo, Lemos, p , CARVALHO, M.F.P.; TIDEI, R.A.; RIBEIRO, F.A.Q. - Surdez súbita em paciente HIV positivo. In: 34 º CONGRESSO BRASILEIRO DE O.R.L., Anais. Porto Alegre, p144(0 036), CORNET & ESCAT apud MARTIN, H. & MARTIN, C.H. - Les surdités brusques. In: DORFMANN, H.; BICLET, P.; CHAINE, C. et al. Encyclopédie Médico Chirurgicale, Otorhino-Laryngologie - Paris. Techniques, 1992, Vol. 2, 20183A. pp 1. HUNGRIA, H. - Otorrinolaringologia, Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 6ª ed., :

31 KÓS, A.O.A. & KÓS, M.I., Etiologias das perdas auditivas e suas características audiológicas. In: FROTA S. Fundamentos da Fonoaudiologia, Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, : MINITI A.; BENTO R.F.; BUTUGAN O., Otorrinolaringologia clínica e cirúrgica. 6ª ed.: São Paulo, Atheneu, MIRANDA, C.R. & DIAS, C.R.; Perda auditiva induzida pelo ruído em trabalhadores em bandas e trios elétricos de Salvador, Bahia. Rev. Br. de O. R. L., 64 (5): MELO, M.M.T. - Reabilitação da deficiência auditiva súbita. In: VII CONGRESSO BRASILEIRO DE FONOAUDIOLOGIA, Anais, Recife,1998. p 102 (46), MORALES, D.S.R.; PENIDO N. O.; SANTOS, R.P. ; NAMUR, F.A.B.N.; FUKUADA, Y. - Surdez súbita bilateral (pós mordida de cão). In: 34 º CONGRESSO BRASILEIRO DE O.R.L., Anais, Porto Alegre,1998. p144 (0 036), RUBIN, W. Sudden hearing loss laryngoscope, 78:829-33, 1968 RUSSO, I.C.P. Ouça bem com a idade que você tem Rev. Danavox News nº 29, SNOW Jr., J.B. & TELIAN, S.A. Sordera súbita, In: PAPARELLA, M.M.; SHUMRICK, D.A.;GLUCKMAN, J.L. MEYERHOFF, W.L. - Otorrinolaringologia otología y neurootologia., Vol. II, 3ª ed. Médica Panamericana ; TAMISO, S.M.C.; DIAS, C.P.; NISSAN, J.R. - Surdez súbita, uma análise retrospectiva de 129 Casos. In: 34 º CONGRESSO BRASILEIRO DE O.R.L., Anais. Porto Alegre, 1998, p 139 (0 013), SHAIA, F.T. & SHEEHY, J.L. - Sudden sensorio-neural hearing imparirment: A Report Of 220 Cases, Laryngoscope, 86:389 98,

32 VAN DISHOECK, H.A.E. & BIERMAN, T.A. Sudden perceptive deafness and viral infection, Ann. Otol. Rhinol Laryngol, 66:963-80; VAN DISHOECK A.E. Transtornos súbitos del oído interno, de origem desconocido, en BERENDES J., LINK R., ZOLLENER F. - Tratado de otorrinolaringologia. Científico Médica, Barcelona (Espanha), Vol. II,

PATOLOGIAS DO APARELHO AUDITIVO ANDERSON CELSO LUANA MUNIQUE PRISCILA PAMELA

PATOLOGIAS DO APARELHO AUDITIVO ANDERSON CELSO LUANA MUNIQUE PRISCILA PAMELA PATOLOGIAS DO APARELHO AUDITIVO ANDERSON CELSO LUANA MUNIQUE PRISCILA PAMELA 1 INTRODUÇÃO A audição possibilita a aquisição da linguagem e a conseqüente integração do homem com o mundo sonoro e social.

Leia mais

SURDEZ NO IDOSO. Dr. Décio Gomes de Souza Prof. da Fac. de Med. da PUC

SURDEZ NO IDOSO. Dr. Décio Gomes de Souza Prof. da Fac. de Med. da PUC SURDEZ NO IDOSO www.sorocaba.pucsp.br/atn/apostilas/otorrino/index.htm www.dgsotorrinolaringologia.med.br Imagens particulares e de livros e artigos de vários autores. Dr. Décio Gomes de Souza Prof. da

Leia mais

Deficiência Auditiva. Definição. Definição, Classificação, Características e Causas

Deficiência Auditiva. Definição. Definição, Classificação, Características e Causas Deficiência Auditiva Definição, Classificação, Características e Causas Definição Impossibilidade total ou parcial de ouvir, e possui níveis de graduação que vão do leve ao profundo. Diferença existente

Leia mais

PERDA AUDITIVA INDUZIDA POR RUIDO PAIR. Ana Cláudia F.B. Moreira Fonoaudióloga

PERDA AUDITIVA INDUZIDA POR RUIDO PAIR. Ana Cláudia F.B. Moreira Fonoaudióloga PERDA AUDITIVA INDUZIDA POR RUIDO PAIR Ana Cláudia F.B. Moreira Fonoaudióloga O QUE É? A Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR), relacionada ao trabalho, é uma diminuição gradual da acuidade auditiva

Leia mais

Perda Auditiva Induzida pelo Ruído - PAIR

Perda Auditiva Induzida pelo Ruído - PAIR Perda Auditiva Induzida Disciplina Medicina Social e do Trabalho MLS 0412 Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Graduação 3º Ano Grupo A1 Trata-se de uma perda auditiva do tipo neuro-sensorial,

Leia mais

Ouvir melhor é viver melhor. Descobrindo sua audição

Ouvir melhor é viver melhor. Descobrindo sua audição Ouvir melhor é viver melhor Descobrindo sua audição O mundo o está chamando A capacidade de ouvir é uma parte tão importante da nossa vida e a maioria das pessoas nem se dá conta disso. Ouvir é um dom,

Leia mais

PERDA AUDITIVA INDUZIDA POR RUIDO PAIR. Ana Cláudia F. B. Moreira

PERDA AUDITIVA INDUZIDA POR RUIDO PAIR. Ana Cláudia F. B. Moreira PERDA AUDITIVA INDUZIDA POR RUIDO PAIR Ana Cláudia F. B. Moreira O QUE É? A Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR), relacionada ao trabalho, é uma diminuição gradual da acuidade auditiva decorrente da

Leia mais

As principais causas das perdas condutivas são:

As principais causas das perdas condutivas são: Perda auditiva: Existem três partes principais da orelha envolvidas no processo de audição: a orelha externa, a orelha média e a orelha interna. O processo auditivo começa quando as ondas sonoras entram

Leia mais

Um pouco sobre nós. Tecnologia e modernas instalações

Um pouco sobre nós. Tecnologia e modernas instalações Um pouco sobre nós. Referência em Medicina Ocupacional, Saúde do Trabalhador em Uberlândia e Região. Nosso objetivo é solucionar os problemas ligados à preservação da saúde e segurança do trabalhador,

Leia mais

AVALIAÇÃO AUDIOLÓGICA

AVALIAÇÃO AUDIOLÓGICA Laboratório de Psicofísica e Percepção AVALIAÇÃO AUDIOLÓGICA Fga. Joseane dos Santos Piola Doutoranda do Programa de Pós graduação em Psicobiologia 2009 AVALIAÇÃO AUDIOLÓGICA CLÍNICA: sentimentos-k-sinto-no-coraxao.blogspot.com

Leia mais

DOENÇAS DO OUVIDO E DA APÓFISE MASTÓIDE (H60 H95) Justificativa Tipos N máximo de sessões Pedido médico + Laudo médico + Exames complementares

DOENÇAS DO OUVIDO E DA APÓFISE MASTÓIDE (H60 H95) Justificativa Tipos N máximo de sessões Pedido médico + Laudo médico + Exames complementares DOENÇAS DO OUVIDO E DA APÓFISE MASTÓIDE (H60 H95) Guias SP/SADT Protocolo Conduta Indicação Clinica Perda Auditiva Justificativa Tipos N máximo de sessões Pedido médico + Laudo médico + Exames complementares

Leia mais

Estudo do perfil audiológico de pacientes com idade acima de 60 anos

Estudo do perfil audiológico de pacientes com idade acima de 60 anos Estudo do perfil audiológico de idade acima de 60 anos Ana Paula Krempel Jurca 1 Fernanda Carla Chagas Pinheiro 1 Karina de Castro Martins 1 Lilian Francisca Herrera 1 Luciane Marins Colleone Sandra de

Leia mais

OTORRINOLARINGOLOGIA Labirintite e Zumbido no Ouvido

OTORRINOLARINGOLOGIA Labirintite e Zumbido no Ouvido Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade Física Adaptada e Saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira OTORRINOLARINGOLOGIA Labirintite e Zumbido no Ouvido Labirintite é um termo com significado popular

Leia mais

Perda Auditiva Induzida Por Ruído Ocupacional (PAIR-O)

Perda Auditiva Induzida Por Ruído Ocupacional (PAIR-O) Perda Auditiva Induzida Por Ruído Ocupacional (PAIR-O) Objetivos da Aula Saber Reconhecer: Características do som e do ruído ocupacional Noções de fisiologia auditiva e de audiometria clínicas Tipos de

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO LAUDO AUDIOLÓGICO NA SAÚDE DO TRABALHADOR FGA DRA MARCIA MENDES

A IMPORTÂNCIA DO LAUDO AUDIOLÓGICO NA SAÚDE DO TRABALHADOR FGA DRA MARCIA MENDES A IMPORTÂNCIA DO LAUDO AUDIOLÓGICO NA SAÚDE DO TRABALHADOR FGA DRA MARCIA MENDES LAUDO AUDIOLÓGICO LAUDO: peça escrita fundamentada, onde os peritos expõem suas observações.. PARECER: opinião fundamentada

Leia mais

O que fazemos com o que ouvimos? Danos auditivos para uma sociedade contemporânea

O que fazemos com o que ouvimos? Danos auditivos para uma sociedade contemporânea O que fazemos com o que ouvimos? Danos auditivos para uma sociedade contemporânea Ms Andréa Carla Lima Coelho Fgª Coordenadora do Núcleo de Acessibilidade e Profª nos Cursos da Escola de Saúde e Educação

Leia mais

EMISSÕES OTOACÚSTICAS EVOCADAS TRANSIENTES (EOET):

EMISSÕES OTOACÚSTICAS EVOCADAS TRANSIENTES (EOET): EMISSÕES OTOACÚSTICAS EVOCADAS É a energia mecânica produzida vibração de células ciliadas externas na cóclea que voltará de forma reversa pela orelha média e será captada no condutivo auditivo externo.

Leia mais

Audiometria Tonal de Alta-Frequência (AT-AF) em crianças ouvintes normais

Audiometria Tonal de Alta-Frequência (AT-AF) em crianças ouvintes normais Audiometria Tonal de Alta-Frequência (AT-AF) em crianças ouvintes normais Palavras Chave: Audiometria, limiar auditivo, criança. Introdução: Além do exame audiométrico convencional, que testa as freqüências

Leia mais

A surdez é uma deficiência que fisicamente não é visível, e atinge uma pequena parte da anatomia do indivíduo.

A surdez é uma deficiência que fisicamente não é visível, e atinge uma pequena parte da anatomia do indivíduo. A surdez é uma deficiência que fisicamente não é visível, e atinge uma pequena parte da anatomia do indivíduo. Porém, traz para o surdo consequências sociais, educacionais e emocionais amplas e intangíveis.

Leia mais

ESPECTRO DA NEUROPATIA AUDITIVA Profa. Dra. Doris R. Lewis dorislewis@pucsp.br drlewis@uol.com.br

ESPECTRO DA NEUROPATIA AUDITIVA Profa. Dra. Doris R. Lewis dorislewis@pucsp.br drlewis@uol.com.br 4a. Conferência Latino Americana de Adaptação Pediátrica ESPECTRO DA NEUROPATIA AUDITIVA Profa. Dra. Doris R. Lewis dorislewis@pucsp.br drlewis@uol.com.br São Paulo 21 de Agosto de 2015 Definições Distúrbios

Leia mais

SÍNDROME DE USHER: ESTUDO CLÍNICO E GENÉTICO NA ESPANHA

SÍNDROME DE USHER: ESTUDO CLÍNICO E GENÉTICO NA ESPANHA SÍNDROME DE USHER: ESTUDO CLÍNICO E GENÉTICO NA ESPANHA Conceito A Síndrome de Usher é um grupo de doenças hereditárias (autossômicas recessivas) caracterizada por surdez neurosensorial com ou sem disfunção

Leia mais

Ruído. 1) Introdução. 2) Principais grandezas e parâmetros definidores do som

Ruído. 1) Introdução. 2) Principais grandezas e parâmetros definidores do som 1) Introdução A movimentação mecânica de cargas pode ser definida como o conjunto de ações, de materiais e de meios que permitem, de um modo planeado e seguro, movimentar cargas de um determinado local

Leia mais

TEMA: Intervenção cirúrgica para tratamento de otosclerose coclear

TEMA: Intervenção cirúrgica para tratamento de otosclerose coclear NTRR 79/2014 Solicitante: Juiz Dr Eduardo Soares de Araújo Comarca de Andradas Número do processo: 0019642-3.2014.8.13.0026 Réu: Estado de Minas Data: 03/05/2014 Medicamento Material Procedimento x Cobertura

Leia mais

PERDA AUDITIVA INDUZIA POR RUIDO - PAIR CENTRO ESTADUAL DE REFERÊNCIA EM SAÚDE DO TRABALHADOR GVSAST/SUVISA/SES/GO 1

PERDA AUDITIVA INDUZIA POR RUIDO - PAIR CENTRO ESTADUAL DE REFERÊNCIA EM SAÚDE DO TRABALHADOR GVSAST/SUVISA/SES/GO 1 PERDA AUDITIVA INDUZIA POR RUIDO - PAIR CENTRO ESTADUAL DE REFERÊNCIA EM SAÚDE DO TRABALHADOR GVSAST/SUVISA/SES/GO 1 Apesar dos diversos benefícios trazidos pelo progresso, os impactos ambientais decorrentes

Leia mais

O Ouvido Humano e a Audição

O Ouvido Humano e a Audição 36 Capítulo 4 O Ouvido Humano e a Audição Neste capítulo faremos um estudo sobre o ouvido humano, a fisiologia da audição e a sensibilidade do nosso sistema auditivo. 1. Conceitos básicos sobre a anatomia

Leia mais

Treinamento de Prot. Auditiva. Treinamento aos usuários de protetores auriculares

Treinamento de Prot. Auditiva. Treinamento aos usuários de protetores auriculares Treinamento de Prot. Auditiva Treinamento aos usuários de protetores auriculares 1 Objetivo Reconhecer o agente físico ruído Conhecer os efeitos à saúde causado por exposição ao ruído Conhecer os tipos

Leia mais

Perguntas e respostas sobre imunodeficiências primárias

Perguntas e respostas sobre imunodeficiências primárias Perguntas e respostas sobre imunodeficiências primárias Texto elaborado pelos Drs Pérsio Roxo Júnior e Tatiana Lawrence 1. O que é imunodeficiência? 2. Estas alterações do sistema imunológico são hereditárias?

Leia mais

1. CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA

1. CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA GRUPO 5.2 MÓDULO 6 Índice 1. Crianças com Deficiência Auditiva...3 1.1. Os Ouvidos... 3 1.2. Mecanismo da Audição... 3 2. Saúde Auditiva...4 3. Definição de Deficiência Auditiva...5 3.1. Classificação...

Leia mais

RESUMO EXPANDIDO SENSIBILIDADE E ESPECIFICIDADE DAS PROVAS MONOTERMAIS NO DIAGNÓSTICO OTONEUROLÓGICO

RESUMO EXPANDIDO SENSIBILIDADE E ESPECIFICIDADE DAS PROVAS MONOTERMAIS NO DIAGNÓSTICO OTONEUROLÓGICO RESUMO EXPANDIDO Título SENSIBILIDADE E ESPECIFICIDADE DAS PROVAS MONOTERMAIS NO DIAGNÓSTICO OTONEUROLÓGICO Palavras Chave Eletronistagmografia; Vertigem; Tontura. Autores Mercia Castro Lima 1, Tatiane

Leia mais

É uma fratura comum que ocorre em pessoas de todas as idades. Anatomia. Clavícula

É uma fratura comum que ocorre em pessoas de todas as idades. Anatomia. Clavícula Fratura da Clavícula Dr. Marcello Castiglia Especialista em Cirurgia do Ombro e Cotovelo É uma fratura comum que ocorre em pessoas de todas as idades. Anatomia O osso da clavícula é localizado entre o

Leia mais

Glaucoma. O que é glaucoma? Como acontece?

Glaucoma. O que é glaucoma? Como acontece? Glaucoma O que é glaucoma? Glaucoma é uma doença crônica do olho (que dura toda a vida), que ocorre quando há elevação da pressão intra-ocular (PIO), que provoca lesões no nervo ótico e, como conseqüência,

Leia mais

Grupo de Rastreio e Intervenção da Surdez Infantil GRISI Documento de Trabalho

Grupo de Rastreio e Intervenção da Surdez Infantil GRISI Documento de Trabalho Grupo de Rastreio e Intervenção da Surdez Infantil GRISI Documento de Trabalho PARTICIPANTES: Adelina Lopes Motta da Cruz Enfermeira Ana Sena Alvarenga Audiologista Eunice Soares - Pediatra Eusébio Gamez

Leia mais

Achados Audiológicos em Policiais Militares: Avaliação Audiológica Básica e Emissões Otoacústicas Produto de Distorção. Introdução Material e Método

Achados Audiológicos em Policiais Militares: Avaliação Audiológica Básica e Emissões Otoacústicas Produto de Distorção. Introdução Material e Método Achados Audiológicos em Policiais Militares: Avaliação Audiológica Básica e Emissões Otoacústicas Produto de Distorção. Palavras Chaves: Perda auditiva induzida por ruído, audição, militares. Introdução

Leia mais

PAIRO E INCAPACIDADE LABORATIVA

PAIRO E INCAPACIDADE LABORATIVA PAIRO E INCAPACIDADE LABORATIVA Ainda encontramos um grande número de ações trabalhistas de reintegração por disacusias como também ações de indenização pelo mesmo motivo. Continuamos com o mesmo quadro

Leia mais

QUEIXAS E SINTOMAS VOCAIS PRÉ FONOTERAPIA EM GRUPO

QUEIXAS E SINTOMAS VOCAIS PRÉ FONOTERAPIA EM GRUPO QUEIXAS E SINTOMAS VOCAIS PRÉ FONOTERAPIA EM GRUPO [ALMEIDA, Anna Alice Figueirêdo de; SILVA, Priscila Oliveira Costa; FERNANDES, Luana Ramos; SOUTO, Moama Araújo; LIMA-SILVA, Maria Fabiana Bonfim] Centro

Leia mais

Tipos de tumores cerebrais

Tipos de tumores cerebrais Tumores Cerebrais: entenda mais sobre os sintomas e tratamentos Os doutores Calil Darzé Neto e Rodrigo Adry explicam sobre os tipos de tumores cerebrais. CONTEÚDO HOMOLOGADO "Os tumores cerebrais, originados

Leia mais

Ruído. Acção de Formação. Associação de Municípios do Oeste. Outubro de 2008

Ruído. Acção de Formação. Associação de Municípios do Oeste. Outubro de 2008 Ruído Acção de Formação Associação de Municípios do Oeste Outubro de 2008 Objectivos Impacte do Ruído no Ser Humano; Introdução à Acústica; Quantificação do Ruído; Legislação Aplicável (D.L. n.º 9/2007

Leia mais

Meningites são processos agudos que comprometem as leptomeninges (pia-aracnóide), ocasionando reação inflamatória do espaço subaracnóide e das

Meningites são processos agudos que comprometem as leptomeninges (pia-aracnóide), ocasionando reação inflamatória do espaço subaracnóide e das Meningite M.Sc. Prof.ª Viviane Marques Fonoaudióloga, Neurofisiologista e Mestre em Fonoaudiologia Coordenadora da Pós-graduação em Fonoaudiologia Hospitalar Chefe da Equipe de Fonoaudiologia do Hospital

Leia mais

Paralisia facial periférica Resumo de diretriz NHG M93 (agosto 2010)

Paralisia facial periférica Resumo de diretriz NHG M93 (agosto 2010) Paralisia facial periférica Resumo de diretriz NHG M93 (agosto 2010) Klomp MA, Striekwold MP, Teunissen H, Verdaasdonk AL traduzido do original em holandês por Luiz F.G. Comazzetto 2014 autorização para

Leia mais

Epilepsia e distúrbio de aprendizagem: tem relação?

Epilepsia e distúrbio de aprendizagem: tem relação? Epilepsia e distúrbio de aprendizagem: tem relação? Apresentação: Daniele Istile (2º ano) Maria Gabriela Cavalheiro (4ºano) Orientação: Doutoranda Thaís dos Santos Gonçalves Local: Anfiteatro da Biblioteca

Leia mais

PERDA AUDITIVA INDUZIDA POR RUÍDO (PAIR). CID 10 (H 83.3) 1 CARACTERÍTICAS GERAIS

PERDA AUDITIVA INDUZIDA POR RUÍDO (PAIR). CID 10 (H 83.3) 1 CARACTERÍTICAS GERAIS PERDA AUDITIVA INDUZIDA POR RUÍDO (PAIR). CID 10 (H 83.3) 1 CARACTERÍTICAS GERAIS As doenças otorrinolaringológicas relacionadas ao trabalho são causadas por agentes ou mecanismos irritativos, alérgicos

Leia mais

Febre Reumática Sociedade Brasileira de Reumatologia

Febre Reumática Sociedade Brasileira de Reumatologia Febre Reumática CRIAÇÃO E DESENVOLVIMENTO: CREDITO IMAGEM DA CAPA: http://www.guildford.gov.uk/play EDITORAÇÃO: Rian Narcizo Mariano PRODUÇÃO: www.letracapital.com.br Copyright SBR-, 2011 O conteúdo desta

Leia mais

Engenharia Biomédica - UFABC

Engenharia Biomédica - UFABC Engenharia de Reabilitação e Biofeedback Deficiência Auditiva Professor: Pai Chi Nan 1 2 1 Ouvido externo Orelha Canal auditivo externo Função Coleta de sons 3 Ouvido médio Tímpano Ossículos Martelo Bigorna

Leia mais

AMBULATÓRIO DE DISTÚRBIOS VESTIBULARES. Cristiana B. Pereira

AMBULATÓRIO DE DISTÚRBIOS VESTIBULARES. Cristiana B. Pereira AMBULATÓRIO DE DISTÚRBIOS VESTIBULARES Cristiana B. Pereira Resumo dos dados: nov/1999 a fev/2009 número de atendimentos: 822 140 120 100 80 60 40 20 0 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008

Leia mais

PROTOCOLO DE ADAPTAÇÃO DE APARELHOS DE AMPLIFICAÇÃO SONORA INDIVIDUAIS AASI- EM ADULTOS

PROTOCOLO DE ADAPTAÇÃO DE APARELHOS DE AMPLIFICAÇÃO SONORA INDIVIDUAIS AASI- EM ADULTOS PROTOCOLO DE ADAPTAÇÃO DE APARELHOS DE AMPLIFICAÇÃO SONORA INDIVIDUAIS AASI- EM ADULTOS 1 Introdução: Dentre as diversas áreas de atuação do profissional fonoaudiólogo, a audiologia compreende desde o

Leia mais

ESTUDO DA PREVALÊNCIA DA INDICAÇÃO DE PRÓTESE AUDITIVA BINAURAL NA CIDADE DE TERESINA

ESTUDO DA PREVALÊNCIA DA INDICAÇÃO DE PRÓTESE AUDITIVA BINAURAL NA CIDADE DE TERESINA ESTUDO DA PREVALÊNCIA DA INDICAÇÃO DE PRÓTESE AUDITIVA BINAURAL NA CIDADE DE TERESINA INTRODUÇÃO Aline de Miranda Santos Graduanda em Fonoaudiologia - NOVAFAPI Mirian da Silva Rios Graduando em Fonoaudiologia

Leia mais

Gripe A (H1N1) de origem suína

Gripe A (H1N1) de origem suína Gripe A (H1N1) de origem suína A gripe é caracterizada como uma doença infecciosa com alto potencial de contagio causado pelo vírus Influenza. Este vírus apresenta três tipos, sendo eles o A, B e C. Observam-se

Leia mais

Pâncreas. Pancreatite aguda. Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes.

Pâncreas. Pancreatite aguda. Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes. Pâncreas Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes. Pancreatite aguda Pancreatite crônica Cistos pancreáticos Câncer de Pancrêas Pancreatite aguda O pâncreas é um órgão com duas funções básicas:

Leia mais

EXERCÍCIO E DIABETES

EXERCÍCIO E DIABETES EXERCÍCIO E DIABETES Todos os dias ouvimos falar dos benefícios que os exercícios físicos proporcionam, de um modo geral, à nossa saúde. Pois bem, aproveitando a oportunidade, hoje falaremos sobre a Diabetes,

Leia mais

RESPOSTAS PARA PERGUNTAS FREQUENTES NA ÁREA

RESPOSTAS PARA PERGUNTAS FREQUENTES NA ÁREA RESPOSTAS PARA PERGUNTAS FREQUENTES NA ÁREA DE audição E equilíbrio FAQs_audiologia.indd 1 a audição é responsável por um dos principais meios de interrelação humana, a comunicação verbal. Ainda na gestação

Leia mais

CERATOCONE. A palavra ceratocone se deriva de duas palavras gregas : karato que significa córnea e konos que significa cone.

CERATOCONE. A palavra ceratocone se deriva de duas palavras gregas : karato que significa córnea e konos que significa cone. Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade Física Adaptada e Saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira CERATOCONE QUE É CERATOCONE? O ceratocone, ou córnea cônica é uma desordem não inflamatória, na qual

Leia mais

Tabela 1. Fatores de Risco para Perda Neurossensorial (Bailey)

Tabela 1. Fatores de Risco para Perda Neurossensorial (Bailey) Triagem Auditiva A deficiência auditiva permanente, de acordo com o Consenso Europeu em Triagem Auditiva Neonatal (DAP), é definida quando a média dos limiares auditivos obtidos nas freqüências 500, 1000

Leia mais

Como escolher um método de imagem? - Dor abdominal. Aula Prá:ca Abdome 1

Como escolher um método de imagem? - Dor abdominal. Aula Prá:ca Abdome 1 Como escolher um método de imagem? - Dor abdominal Aula Prá:ca Abdome 1 Obje:vos Entender como decidir se exames de imagem são necessários e qual o método mais apropriado para avaliação de pacientes com

Leia mais

Evidências em Otorrinolaringologia. Índice Temático 2014

Evidências em Otorrinolaringologia. Índice Temático 2014 Evidências em Otorrinolaringologia Temático 2014 Temático OTOLOGIA 3 RINOLOGIA 4 BUCO-FARINGO-LARINGOLOGIA 5 MEDICINA DO SONO 6 CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO 7 MEDICINA GERAL 8 http://www.evidenciasemorl.com.br

Leia mais

azul NOVEMBRO azul Saúde também é coisa de homem. Doenças Cardiovasculares (DCV)

azul NOVEMBRO azul Saúde também é coisa de homem. Doenças Cardiovasculares (DCV) Doenças Cardiovasculares (DCV) O que são as Doenças Cardiovasculares? De um modo geral, são o conjunto de doenças que afetam o aparelho cardiovascular, designadamente o coração e os vasos sanguíneos. Quais

Leia mais

Sound for a Young Generation Second Latin American Pediatric Conference

Sound for a Young Generation Second Latin American Pediatric Conference Sound for a Young Generation Second Latin American Pediatric Conference Foto criança Espectro da Neuropatia Auditiva Santiago - Chile 26-27 Novembro de 2010 Phonak Profa. Dra. Doris R. Lewis Pontifícia

Leia mais

- Anatomia e Fisiologia do Ouvido. - Avaliação Básica do Ouvido e da Audição. - Principais manifestações patológicas

- Anatomia e Fisiologia do Ouvido. - Avaliação Básica do Ouvido e da Audição. - Principais manifestações patológicas Intervenções de Enfermagem à Pessoa com Problemas da Função Sensorial - do Ouvido - Avaliação Básica do Ouvido e da Audição - Principais manifestações patológicas três partes: ouvido externo, médio e interno.

Leia mais

SEMIOLOGIA DA ORELHA NEILOR F. B. MENDES

SEMIOLOGIA DA ORELHA NEILOR F. B. MENDES SEMIOLOGIA DA ORELHA NEILOR F. B. MENDES ANAMNESE EXAME FÍSICO EXAMES COMPLEMENTARES ORELHA EXTERNA -SEMIOLOGIA ANAMNESE EXAME FISICO EXAMES COMPLEMENTARES ORELHA EXTERNA - ANAMNESE OTALGIA OTORREIA OTORRAGIA

Leia mais

Curso Técnico Segurança do Trabalho. Higiene, Análise de Riscos e Condições de Trabalho MÄdulo 8 Programa de ConservaÇÉo Auditiva

Curso Técnico Segurança do Trabalho. Higiene, Análise de Riscos e Condições de Trabalho MÄdulo 8 Programa de ConservaÇÉo Auditiva Curso Técnico Segurança do Trabalho Higiene, Análise de Riscos e Condições de Trabalho MÄdulo 8 Programa de ConservaÇÉo Auditiva O ouvido humano pode ser separado em três grandes partes, de acordo com

Leia mais

DEMÊNCIAS. Medicina Abril 2007. Francisco Vale Grupo de Neurologia Comportamental HCFMRP-USP

DEMÊNCIAS. Medicina Abril 2007. Francisco Vale Grupo de Neurologia Comportamental HCFMRP-USP DEMÊNCIAS Medicina Abril 2007 Francisco Vale Grupo de Neurologia Comportamental HCFMRP-USP Queixa de memória, autocrítica excessiva depressão, ansiedade efeito de doença sistêmica ou medicação envelhecimento

Leia mais

ESCLERODERMIA LOCALIZADA LOCALIZED SCLERODERMA

ESCLERODERMIA LOCALIZADA LOCALIZED SCLERODERMA ESCLERODERMIA LOCALIZADA LOCALIZED SCLERODERMA Esclerodermia significa pele dura. O termo esclerodermia localizada se refere ao fato de que o processo nosológico está localizado na pele. Por vezes o termo

Leia mais

Anatomia e Fisiologia Humana OUVIDO: SENTIDO DA AUDIÇÃO E DO EQUILÍBRIO. DEMONSTRAÇÃO (páginas iniciais)

Anatomia e Fisiologia Humana OUVIDO: SENTIDO DA AUDIÇÃO E DO EQUILÍBRIO. DEMONSTRAÇÃO (páginas iniciais) Anatomia e Fisiologia Humana OUVIDO: SENTIDO DA AUDIÇÃO E DO EQUILÍBRIO DEMONSTRAÇÃO (páginas iniciais) 1ª edição novembro/2006 OUVIDO: SENTIDO DA AUDIÇÃO E DO EQUILÍBRIO SUMÁRIO Sobre a Bio Aulas... 03

Leia mais

Corticóides na Reumatologia

Corticóides na Reumatologia Corticóides na Reumatologia Corticóides (CE) são hormônios esteróides produzidos no córtex (área mais externa) das glândulas suprarrenais que são dois pequenos órgãos localizados acima dos rins. São produzidos

Leia mais

PERFIL AUDITIVO DOS SUJEITOS ATENDIDOS EM UM PROJETO DE EXTENSÃO NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO LAURO WANDERLEY

PERFIL AUDITIVO DOS SUJEITOS ATENDIDOS EM UM PROJETO DE EXTENSÃO NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO LAURO WANDERLEY PERFIL AUDITIVO DOS SUJEITOS ATENDIDOS EM UM PROJETO DE EXTENSÃO NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO LAURO WANDERLEY FERNANDES, Alexandre Dantas 1 CAVALCANTI, Hannalice Gottschalck 2 ANDRADE, Wagner Teobaldo Lopes

Leia mais

ANEXO. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Para candidatos que desejam entrar na 4ª etapa do curso

ANEXO. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Para candidatos que desejam entrar na 4ª etapa do curso ANEXO CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Para candidatos que desejam entrar na 4ª etapa do curso Células e Tecidos do Sistema Imune Anatomia do sistema linfático Inflamação aguda e crônica Mecanismos de agressão por

Leia mais

LAUDO MÉDICO PERICIAL.

LAUDO MÉDICO PERICIAL. 1 LAUDO MÉDICO PERICIAL. Preâmbulo. Aos vinte e nove dias do mês de abril do ano de 2009, o Perito Dr. OSCAR LUIZ DE LIMA E CIRNE NETO, designado pelo MM Juiz de Direito da 7.ª Vara Cível da Comarca de

Leia mais

DECLARAÇÃO PESSOAL DE SAÚDE

DECLARAÇÃO PESSOAL DE SAÚDE 1 A presente declaração, deverá ser preenchida de próprio punho, pelo proponente, de forma clara e objetiva, respondendo SIM ou NÃO, conforme o caso. MUITO IMPORTANTE Chamamos a atenção de V.S.a. para

Leia mais

Perda Auditiva Induzida por Ruído

Perda Auditiva Induzida por Ruído AUDIÇÃO E TRABALHO Audição e Trabalho Ouvir é essencial para a comunicação verbal. É pela audição que percebemos os sons e temos uma boa orientação ambiental. A audição é um canal importante de entrada

Leia mais

Homeopatia. Copyrights - Movimento Nacional de Valorização e Divulgação da Homeopatia mnvdh@terra.com.br 2

Homeopatia. Copyrights - Movimento Nacional de Valorização e Divulgação da Homeopatia mnvdh@terra.com.br 2 Homeopatia A Homeopatia é um sistema terapêutico baseado no princípio dos semelhantes (princípio parecido com o das vacinas) que cuida e trata de vários tipos de organismos (homem, animais e plantas) usando

Leia mais

CRESEMS, CISCOPAR e 20ª. Regional de Saúde Toledo PR PROTOCOLOS CLÍNICOS ESPECIALIZADOS

CRESEMS, CISCOPAR e 20ª. Regional de Saúde Toledo PR PROTOCOLOS CLÍNICOS ESPECIALIZADOS CRESEMS, CISCOPAR e 20ª. Regional de Saúde PROTOCOLOS CLÍNICOS ESPECIALIZADOS OTORRINOLARINGOLOGIA Pré-requisitos: História clínica detalhada; Exame físico completo; Exames complementares essenciais conforme

Leia mais

Segurança e Higiene do Trabalho. Volume XVII Ruído. Guia Técnico. um Guia Técnico de O Portal da Construção. www.oportaldaconstrucao.

Segurança e Higiene do Trabalho. Volume XVII Ruído. Guia Técnico. um Guia Técnico de O Portal da Construção. www.oportaldaconstrucao. Guia Técnico Segurança e Higiene do Trabalho Volume XVII Ruído um Guia Técnico de Copyright, todos os direitos reservados. Este Guia Técnico não pode ser reproduzido ou distribuído sem a expressa autorização

Leia mais

OUTUBRO. um mes PARA RELEMBRAR A IMPORTANCIA DA. prevencao. COMPARTILHE ESSA IDEIA.

OUTUBRO. um mes PARA RELEMBRAR A IMPORTANCIA DA. prevencao. COMPARTILHE ESSA IDEIA. OUTUBRO ROSA ^ um mes PARA RELEMBRAR A IMPORTANCIA DA ~ prevencao. COMPARTILHE ESSA IDEIA. ~ ^ O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete

Leia mais

2. HIPERTENSÃO ARTERIAL

2. HIPERTENSÃO ARTERIAL TESTE ERGOMETRICO O teste ergométrico serve para a avaliação ampla do funcionamento cardiovascular, quando submetido a esforço físico gradualmente crescente, em esteira rolante. São observados os sintomas,

Leia mais

EFEITOS ADVERSOS A MEDICAMENTOS

EFEITOS ADVERSOS A MEDICAMENTOS EFEITOS ADVERSOS A MEDICAMENTOS INTRODUÇÃO As informações contidas neste folheto têm a finalidade de orientar as pessoas que passaram ou que podem passar pela experiência não-desejada dos efeitos adversos

Leia mais

PERDA AUDITIVA RELACIONADA COM O TRABALHO *DIRETRIZES DE ATENDIMENTO * IDENTIFICAÇÃO ANAMNESE

PERDA AUDITIVA RELACIONADA COM O TRABALHO *DIRETRIZES DE ATENDIMENTO * IDENTIFICAÇÃO ANAMNESE PERDA AUDITIVA RELACIONADA COM O TRABALHO *DIRETRIZES DE ATENDIMENTO * IDENTIFICAÇÃO Data: / / Nº Registro: Tipo de exame: Nome: Documento: Idade: Data Nascimento: / / Sexo: Etnia: Estado civil Endereço:

Leia mais

As principais causas de diabetes insípidus central são tumores que acometem a região hipotalâmica hipofisária, como por exemplo:

As principais causas de diabetes insípidus central são tumores que acometem a região hipotalâmica hipofisária, como por exemplo: Diabetes insípidus O que é Diabetes insípidus? Diabetes insípidus consiste em um distúrbio de controle da água no organismo, no qual os rins não conseguem reter adequadamente a água que é filtrada. Como

Leia mais

PORTARIA Nº 1.278, DE 20 DE OUTUBRO DE

PORTARIA Nº 1.278, DE 20 DE OUTUBRO DE MINISTÉRIO DA SAÚDE GABINETE DO MINISTRO PORTARIA Nº 1.278, DE 20 DE OUTUBRO DE 1999 DO 202, de 21/10/99 O Ministro de Estado da Saúde, interino, no uso de suas atribuições legais e, Considerando a importância

Leia mais

NOTA TÉCNICA N o 014/2012

NOTA TÉCNICA N o 014/2012 NOTA TÉCNICA N o 014/2012 Brasília, 28 de agosto de 2012. ÁREA: Área Técnica em Saúde TÍTULO: Alerta sobre o vírus H1N1 REFERÊNCIA(S): Protocolo de Vigilância Epidemiológica da Influenza Pandêmica (H1N1)

Leia mais

A Estética da Mama CLÍNICA FERNANDO BASTO

A Estética da Mama CLÍNICA FERNANDO BASTO A Estética da Mama A estética da mama responde a costumes étnicos, sociais e culturais. Há não muitos anos, no Brasil as mulheres solicitavam a diminuição do volume do seio, quando a aspiração do inconsciente

Leia mais

O que caracteriza um som?

O que caracteriza um som? O que caracteriza um som? As características de uma onda sonora são conectadas com os conceitos físicos originários da observação de Fenômenos Periódicos, tal como o Movimento Circular Uniforme (MCU) e

Leia mais

O que é câncer de mama?

O que é câncer de mama? Câncer de Mama O que é câncer de mama? O câncer de mama é a doença em que as células normais da mama começam a se modificar, multiplicando-se sem controle e deixando de morrer, formando uma massa de células

Leia mais

O que é Hemofilia? O que são os fatores de coagulação? A hemofilia tem cura?

O que é Hemofilia? O que são os fatores de coagulação? A hemofilia tem cura? Volume1 O que é? O que é Hemofilia? Hemofilia é uma alteração hereditária da coagulação do sangue que causa hemorragias e é provocada por uma deficiência na quantidade ou qualidade dos fatores VIII (oito)

Leia mais

DOENÇAS CARDÍACAS NA INSUFICIÊNCIA RENAL

DOENÇAS CARDÍACAS NA INSUFICIÊNCIA RENAL DOENÇAS CARDÍACAS NA INSUFICIÊNCIA RENAL As doenças do coração são muito freqüentes em pacientes com insuficiência renal. Assim, um cuidado especial deve ser tomado, principalmente, na prevenção e no controle

Leia mais

AVALIAÇÃO AUDITIVA DE BOLSISTAS VINCULADOS A UM PROJETO EXTENSIONISTA SOBRE SAÚDE AUDITIVA DESENVOLVIDO NA CIDADE DE MACAÉ, RIO DE JANEIRO.

AVALIAÇÃO AUDITIVA DE BOLSISTAS VINCULADOS A UM PROJETO EXTENSIONISTA SOBRE SAÚDE AUDITIVA DESENVOLVIDO NA CIDADE DE MACAÉ, RIO DE JANEIRO. AVALIAÇÃO AUDITIVA DE BOLSISTAS VINCULADOS A UM PROJETO EXTENSIONISTA SOBRE SAÚDE AUDITIVA DESENVOLVIDO NA CIDADE DE MACAÉ, RIO DE JANEIRO. VIVIAN DE OLIVEIRA SOUSA 1 IZABELLA MENDES NOGUEIRA1 ARIADNE

Leia mais

CEFAC CENTRO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA CLÍNICA AUDIOLOGIA CLÍNICA SURDEZ SÚBITA

CEFAC CENTRO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA CLÍNICA AUDIOLOGIA CLÍNICA SURDEZ SÚBITA CEFAC CENTRO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA CLÍNICA AUDIOLOGIA CLÍNICA SURDEZ SÚBITA Monografia de conclusão do Curso de Especialização em Audiologia Clínica. Orientadora: Mirian Goldenberg. MARION

Leia mais

BIOINDICADORES E BIOMARCADORES DE AGROQUÍMICOS NO CONTEXTO DA RELAÇÃO SAÚDE-AMBIENTE

BIOINDICADORES E BIOMARCADORES DE AGROQUÍMICOS NO CONTEXTO DA RELAÇÃO SAÚDE-AMBIENTE BIOINDICADORES E BIOMARCADORES DE AGROQUÍMICOS NO CONTEXTO DA RELAÇÃO SAÚDE-AMBIENTE Cláudio Martin Jonsson Vera Lúcia Castro Jaguariúna, outubro 2005. O modelo de agricultura utilizado atualmente visa

Leia mais

Luiz Antonio Vane Prof. Titular do Depto de Anestesiologia da F.M. Botucatu - UNESP

Luiz Antonio Vane Prof. Titular do Depto de Anestesiologia da F.M. Botucatu - UNESP Luiz Antonio Vane Prof. Titular do Depto de Anestesiologia da F.M. Botucatu - UNESP CENTRO CIRÚRGICO Jardim Japonês Centro Cirúrgico Hospital Maternidade Terezinha de Jesus Juiz de Fora (MG) Queimaduras

Leia mais

DIABETES MELLITUS. Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS

DIABETES MELLITUS. Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS DIABETES MELLITUS Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS Segundo a Organização Mundial da Saúde, existem atualmente cerca de 171 milhões de indivíduos diabéticos no mundo.

Leia mais

Olá, Pessoal!!! Tenhamos todos olhos e ouvidos bem abertos. AUDITORIA EM ALTA COMPLEXIDADE SAÚDE AUDITIVA

Olá, Pessoal!!! Tenhamos todos olhos e ouvidos bem abertos. AUDITORIA EM ALTA COMPLEXIDADE SAÚDE AUDITIVA Olá, Pessoal!!! Tenhamos todos olhos e ouvidos bem abertos. AUDITORIA EM ALTA COMPLEXIDADE SAÚDE AUDITIVA FONTES: TREINAMENTO DE AUDITORIA EM ALTA COMPLEXIDADE - (SAÚDE AUDITIVA) BRASÍLIA / DF 10 a 14/03/2008

Leia mais

O Sentido da Audição Capítulo10 (pág. 186)

O Sentido da Audição Capítulo10 (pág. 186) O Sentido da Audição Capítulo10 (pág. 186) - Possibilita a percepção de sons diversos (fala, canto dos pássaros, barulho das ondas do mar, chacoalhar das folhas ao vento); - Os sons são transmitidos por

Leia mais

DOENÇA DE MÉNIÈRE : RELATO DE CASO* Ménière's disease: case report

DOENÇA DE MÉNIÈRE : RELATO DE CASO* Ménière's disease: case report 1 DOENÇA DE MÉNIÈRE : RELATO DE CASO* Ménière's disease: case report LUCIANA FERREIRA MAYRINK (1) Curso de Especialização em Audiologia Clínica e Saúde do Trabalhador pelo CEFAC Centro de Especialização

Leia mais

PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL X DISTÚRBIO DE APRENDIZAGEM

PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL X DISTÚRBIO DE APRENDIZAGEM Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade física adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL X DISTÚRBIO DE APRENDIZAGEM O que o sistema processamento auditivo

Leia mais

Texto apresentado para consulta pública. PROTOCOLO DE ADAPTAÇÃO DE AASI EM ADULTOS (com adendo para idosos)

Texto apresentado para consulta pública. PROTOCOLO DE ADAPTAÇÃO DE AASI EM ADULTOS (com adendo para idosos) Fórum: AASI / Protocolo de Adaptação de AASI em Adultos Data: 15 de abril de 2012 EIA Bauru 10h30 as 12h00 Coordenadores: Maria Cecilia Bevilacqua, Thelma Costa, Sonia Bortoluzzi Convidados: Deborah Ferrari,

Leia mais

PORTARIA Nº 589, DE 08 DE OUTUBRO DE 2004

PORTARIA Nº 589, DE 08 DE OUTUBRO DE 2004 PORTARIA Nº 589, DE 08 DE OUTUBRO DE 2004 O Secretário de Atenção à Saúde, no uso de suas atribuições, Considerando a Portaria GM nº 2.073, de 28 de setembro de 2004, que institui a Política Nacional de

Leia mais

ÓRGÃOS DOS SENTIDOS (2)

ÓRGÃOS DOS SENTIDOS (2) Disciplina: Biologia Série: 6ª série - 1º TRIM Professora: Ivone Azevedo da Fonseca Assunto: Órgãos dos sentidos (2) ÓRGÃOS DOS SENTIDOS (2) A Audição O ouvido é o órgão coletor dos estímulos externos,

Leia mais

VIROLOGIA HUMANA. Professor: Bruno Aleixo Venturi

VIROLOGIA HUMANA. Professor: Bruno Aleixo Venturi VIROLOGIA HUMANA Professor: Bruno Aleixo Venturi O que são vírus? A palavra vírus tem origem latina e significa "veneno". Provavelmente esse nome foi dado devido às viroses, que são doenças causadas por

Leia mais

Ana Paula Bruner Novembro 2012

Ana Paula Bruner Novembro 2012 Ana Paula Bruner Novembro 2012 Laudo Audiológico Grau de Perda Auditiva Baseado na média aritmética entre os limiares tonais das frequências de 500, 0 e 2000 Hz em cada orelha. Laudo Audiológico Grau de

Leia mais

Dr. Ailton Luis da Silva. www.healthwork.com.br ailton@healthwork.com.br Tel: (11) 5083-5300

Dr. Ailton Luis da Silva. www.healthwork.com.br ailton@healthwork.com.br Tel: (11) 5083-5300 ACOMPANHAMENTO E MONITORAMENTO DO TRABALHADOR EM TELEATENDIMENTO (CALL CENTERS) Dr. Ailton Luis da Silva www.healthwork.com.br ailton@healthwork.com.br Tel: (11) 5083-5300 O segmento transformou-se no

Leia mais

Actualizado em 28-09-2009* Definição de caso, de contacto próximo e de grupos de risco para complicações

Actualizado em 28-09-2009* Definição de caso, de contacto próximo e de grupos de risco para complicações Definição de caso, de contacto próximo e de grupos de risco para complicações 1. Introdução A evolução da epidemia causada pelo vírus da gripe pandémica (H1N1) 2009 implica que as medidas sejam adaptadas

Leia mais