A Educação de surdos na Educação Superior por meio das Tecnologias Digitais

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1 A Educação surdos na Educação Superior por meio das Tecnologias Digitais G. OLIANI¹, E. ROCHA² e L. V. R. NASCIMENTO¹ ¹Universida Estadual Campinas (UNICAMP), Faculda Educação, Campinas, Brasil. ²Universida do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), Programa Pós-Graduação em Engenharia Engenharia Produção PPGEP São Leopoldo, Brasil. RESUMO - O surgimento das Tecnologias Digitais Informação e Comunicação (TDIC) tem proporcionado condições para que a Educação Superior possa explorar as potencialidas comunicativas, pedagógicas e didáticas em cursos na modalida Educação Semipresencial. Tal processo possibilita que novos modos ensino e aprendizagem contribuam para a promoção diferentes programas educacionais. Ressaltamos as tecnologias síncronas que possibilitam a comunicação audiovisual em tempo real como a vioconferência e as tecnologias assíncronas como os Ambientes Virtuais Ensino e Aprendizagem (AVEA), que possibilitam, entre outras, a criação repositórios com os conteúdos em formatos textos, víos e outros. No presente texto trataremos da experiência vivida com a utilização das TDIC durante o oferecimento do Curso Graduação em Letras LIBRAS Licenciatura em Língua Brasileira Sinais oferecido na modalida Educação Semipresencial no período julho 2008 a julho 2012 pela Universida Feral Santa Catarina (UFSC) por meio vioconferência e AVEA. Participaram do curso aproximadamente 900 alunos, alocados na se, a UFSC, e em 14 polos no Brasil, entre eles a Faculda Educação da Universida Estadual Campinas (UNICAMP), on se senvolveu a experiência com a participação 60 alunos, sendo 30 alunos do Curso Bacharelado e 30 alunos do curso Licenciatura. O curso teve como objetivo geral na Licenciatura formar professores para atuar no ensino LIBRAS como primeira e segunda língua. No Bacharelado teve o objetivo formar tradutores e intérpretes LIBRAS. Embora o Projeto da UFSC ofereceu as duas categorias cursos, Licenciatura e Bacharelado, no presente artigo trataremos do curso Licenciatura. Palavras Chave: Educação Semipresencial; Educação Superior; LIBRAS; Surdos; Tecnologias Digitais Informação e Comunicação. Introdução O presente texto discorre sobre a experiência vivida no período julho 2008 a julho 2012 durante o oferecimento do curso graduação Letras - LIBRAS (Língua Brasileira Sinais) Licenciatura, na modalida semipresencial, oferecido pela Universida Feral Santa Catarina (UFSC), campus Trinda, na cida Florianópolis, Brasil. Descrevemos as experiências práticas com a utilização das Tecnologias Digitais Informação e Comunicação (TDIC) vividas no correr do curso que, a nosso entenr contribui com o processo pedagógico para a formação sujeitos surdos. Muitas das questões que se colocam sobre leitura, escrita, interpretação, ensino e aprendizagem com propostas visuais foram averiguadas, partilhadas e registradas no correr do oferecimento do curso, e são trazidas como forma registro do cotidiano e se repensar as práticas que pom ser norteadoras para propostas ensino bilíngue para sujeitos surdos na Educação Superior. O curso que teve como foco integrar as políticas inclusão social e diversida da UFSC, foi implementado pela Secretaria Educação a Distância, pelo Centro Comunicação e Expressão (CCE) e pelo Centro Ciências da Educação da Universida Feral Santa Catarina. O ingresso dos alunos, que teve questões em LIBRAS, u-se por meio Processo Seletivo Especial da Comissão Permanente do Vestibular (COPERVE) da UFSC, em conformida com critérios finidos pela Coornação Geral e pela equipe pedagógica do curso. O curso contou com uma Coornação Geral na UFSC e uma Coornação em cada polo. A integralização curricular Licenciatura foi 1 Page 64

2 organizada em oito períodos, totalizando horas distribuídas como segue: 600 horas como conhecimentos básicos da área; 1020 horas como conhecimentos específicos; 750 como conhecimentos pedagógicos; 420 horas prática como componente curricular; 420 horas estágio supervisionado e 210 horas como atividas acadêmico-científico-culturais que focava os aspectos flexíveis e transversais do currículo. Os objetivos gerais do curso foi o formar professores para atuar no ensino da LIBRAS como primeira e segunda língua, foi estruturado com os seguintes órgãos apoio: Secretaria Geral na se e uma Secretaria em cada polo; Setor Registro Acadêmico, sediado na UFSC; Coornação Pedagógica; Coornação Ambiente Virtual Ensino e Aprendizagem (AVEA); Docentes das disciplinas e Tutores, na se e nos polos. A Coornação Pedagógica teve como atribuição o planejamento geral do curso, os aspectos pedagógicos e a análise e a aprovação dos materiais didáticos. A Coornação do AVEA teve as seguintes atribuições: customizar a plataforma acordo com as mandas pedagógicas e gráficas do curso; produzir os víos, as hipermídias e os mais materiais midiáticos; preparar as equipes técnicas e os alunos no tocante a exploração das potencialidas tecnológicas e midiáticas do AVEA, e implantar e manter o site do curso. O curso foi oferecido para 14 polos e a se, a Universida Feral Santa Catarina (UFSC), totalizando 15 locais para o acolhimento dos alunos. As Instituições Ensino Superior que atuaram como polos foram: Universida Feral Pernambuco (UFPE); Universida Feral do Ceará (UFC); Universida Feral da Bahia (UFBA); Universida Feral da Gran Dourados (UFGD); Universida Brasilia (UnB); Universida Feral do Rio Gran do Sul (UFRGS); Universida Feral do Espírito Santo (UFES); Universida Feral do Paraná (UFPR); Universida Estadual Campinas (UNICAMP); Universida do Estado do Pará (UEPA); Centro Feral Educação Tecnológica do Rio Gran do Norte (CEFET-RN); Centro Feral Educação Tecnológica Goiás (CEFET-GO); Centro Feral Educação Tecnológica Minas Gerais (CEFET-MG) e o Instituto Nacional Educação Surdos (INES), localizado no estado do Rio Janeiro, Brasil. As aulas ocorreram aos sábados e domingos, uma vez ao mês, no horário das 8:00 h as 12:00 h e das 14:00 h as 18:00 h. Portanto, nos dias aulas tornava-se necessário que os equipamentos vioconferências estivessem preparados até as 7:45 h para a UFSC conectá-los. O curso Letras LIBRAS no polo Unicamp Embora para fins contratuais da se com os polos o curso foi consirado pela Universida Feral Santa Catarina como oferecimento na modalida Educação a Distância (EaD), tendo-se como referência a se, quando se tem como referência o polo UNICAMP o curso po ser consirado na modalida Educação Semipresencial, pois os alunos tiveram atividas a distância por meio da vioconferência e do AVEA e atividas presenciais, com a participação das tutoras no polo UNICAMP. Visando elucidar sobre o assunto, ressaltamos os conceitos Educação a Distância com Moran (2002a), Educação a distância é o processo ensinoaprendizagem, mediado por tecnologias, on professores e alunos estão separados espacial e/ou temporalmente. É ensino/aprendizagem on professores e alunos não estão normalmente juntos, fisicamente, mas pom estar conectados, interligados por tecnologias, principalmente as telemáticas, como a Internet. No tocante a Educação Semipresencial, Moran (2002b), o autor nos traz que, A semi-presencial acontece em parte na sala aula e outra parte a distância, através tecnologias. A educação a distância po ter ou não momentos presenciais, mas acontece fundamentalmente com professores e alunos separados fisicamente no espaço e ou no tempo, mas pondo estar juntos através tecnologias comunicação. O Curso Licenciatura em Letras com habilitação em LIBRAS teve como objetivo formar professores para atuar no ensino da língua sinais como primeira e segunda língua, sendo que a maioria dos alunos eram sujeitos surdos. Esta formação foi possível por conta toda a estrutura do curso ter sido oferecida em LIBRAS. A UFSC ofereceu educadores fluentes na língua sinais e reconstruiu um currículo que atensse as peculiaridas dos alunos, neste caso, surdos. Desta forma, o objetivo do curso, além da formação acadêmica, foi o da disseminação da diferença surda, na afirmação da capacida stes sujeitos, atenndo o Decreto vigente, que afirma a necessida ofertas cursos que formem professores em LIBRAS para atenr as disciplinas abertas nas licenciaturas no ensino superior. O oferecimento do curso veio no bojo várias atitus políticas, resultado da mobilização 2 Page 65

3 dos próprios surdos pelo reconhecimento sua língua e pela inserção da LIBRAS nos seus processos educacionais. Ter professores surdos LIBRAS revelou-se como uma necessida, naquele momento, para atenr a duas exigências do Decreto 5.626/05, a saber: ter professores surdos para compor o quadro professores nas escolas e classes que se estruturavam ntro um processo educação bilíngue para crianças e jovens surdos, e promover a formação professores para os cursos universitários formação professores. O curso foi ministrado nas instalações físicas da sala vioconferências da Faculda Educação (FE) da UNICAMP, no campus da cida Campinas, estado São Paulo, Brasil. Neste local ocorreram as aulas por meio do sistema vioconferências conectado simultaneamente com a se, a Universida Feral Santa Catarina, e com os mais polos. As aulas presenciais ocorreram nas salas aulas convencionais da FE, on os alunos participaram das atividas presenciais com as tutoras do polo utilizando-se dos recursos tecnológicos disponíveis nas mesmas, tais como: microcomputadores; notebooks; projetores multimídias, aparelhos DVD; filmadoras, internet banda larga e outros. Moran (2012), diz que, Pomos ensinar e aprenr com programas que incluam o melhor da educação presencial com as novas formas comunicação virtual. Há momentos em que vale a pena encontrar-nos fisicamente no começo e no final um assunto ou um curso. Há outros em que aprenmos mais estando cada um no seu espaço habitual, mas conectados com os mais colegas e professores, para intercâmbio constante, tornando real o conceito educação permanente (MORAN, 2012, p. 57). Para oferecer o curso e propiciar condições para o acolhimento dos alunos, o polo UNICAMP contou com as seguintes equipes: uma coornação; uma tutora com fluência na língua sinais; uma interprete para a comunicação pertinente a atividas acadêmicas com a secretaria do polo; uma equipe apoio técnico; uma equipe apoio acadêmico; equipes apoio à infraestrutura tais como segurança, limpeza, alimentação e outras. Todas as equipes atuaram como se fosse equipe única. Cada equipe com a sua contribuição proporcionou condições apropriadas para receber os alunos durante os encontros presenciais e para viabilizar o oferecimento do curso aos mesmos. Os alunos Os alunos do polo UNICAMP residiam em distintas cidas do estado São Paulo, sendo que alguns moravam em locais com distâncias até aproximadamente 600 km da cida Campinas, o que mandava o tempo estimado nove horas slocamento por meio terrestre para os alunos assistirem aulas na FE. Portanto, o empenho dos alunos para assistirem as aulas por meio sessões vioconferências e para participarem das atividas presenciais com as tutoras, tinha que ser reconhecido por todos os integrantes da equipe do polo. Ainda, tornava-se necessário que a equipe pedagógica do polo motivasse o aluno à sua participação intensiva nas aulas e nas atividas com as tutoras, forma que fossem propiciadas condições para que ocorresse maior interação entre todos: alunos, professores e tutoras, forma que fosse minimizada a evasão alunos do curso, pois segundo Masetto (2003), Almeida (2003), Moore (2008) e Belloni (2008) a interação é consirado um dos fatores que mais po contribuir com a boa qualida dos cursos na modalida semipresencial utilizando-se Tecnologias Digitais Informação e Comunicação e que po minimizar a evasão alunos um curso. Diante do empenho dos alunos para se slocarem até a cida Campinas, tornava-se imprescindível que todos os integrantes da equipe do polo UNICAMP cumprissem as suas atribuições com agilida, dinâmica, e comprometimento. Ainda, forma que fossem proporcionadas condições para que as aulas ocorressem com êxito, eficiência, eficácia, e em conformida com o calendário das aulas da UFSC. Ressalta-se que para o êxito um curso na modalida semipresencial, os integrantes da equipe do polo vem ter conhecimentos dos conceitos teóricos e se possível da prática ssa modalida educação. Ainda, ve ser propiciada estrutura compatível com a manda do curso no tocante: ao conteúdo acadêmico; às atividas administrativas; à infraestrutura tecnológica; à infraestrutura predial e ao apoio geral aos alunos, embora não são essas as únicas condições para o sucesso um curso na modalida semipresencial. Deve-se focar no conteúdo, na didática, na metodologia ensino e em outros fatores pedagógicos. No início do curso, em julho 2008, os alunos estavam com a faixa etária entre 18 e 38 anos ida. Esses alunos apresentavam comportamentos dinâmicos às ações pertinentes as atividas atribuídas pelos professores da se, a UFSC, durante as sessões vioconferências, pois imediatamente após o professor atribuir terminada ativida aos alunos do polo UNICAMP, em poucos instantes esses apresentavam suas atividas em LIBRAS como 3 Page 66

4 resposta à questão apresentada pelo professor. Utilizavam-se apresentações pessoais, em LIBRAS, e conteúdos midiáticos na forma vío, criados pelos próprios alunos durante o correr da aula. As imagens, acordo com Masetto (2012), Colocam professores e alunos trabalhando e aprenndo a distância, dialogando, discutindo, pesquisando, perguntando, responndo, comunicando informações por meio recursos que permitem a esses interlocutores vivendo nos mais longínquos lugares, encontrarem-se e enriquecerem-se com contatos mútuos (MASETTO, 2012, p. 152). A criação víos, gravados pelos próprios alunos em ambientes diferentes da sala vioconferências, ocorreram por meio câmeras fotográficas, câmeras filmadoras e notebooks. Todas as tecnologias utilizadas para essas atividas eram proprieda dos alunos. Essa criação ocorria concomitantemente com a aula ministrada pelo professor da UFSC por meio vioconferência. O professor tem um gran leque opções metodológicas, possibilidas organizar sua comunicação com os alunos, introduzir um tema, trabalhar com os alunos presencial e virtualmente, avaliá-los (MORAN, 2012, p. 32). Observou-se a iniciativa e a criativida dos alunos para atenrem as mandas da se sob o aspecto do conteúdo da aula. Ainda, a agilida para os alunos criarem e apresentarem os conteúdos midiáticos pertinentes às questões dos temas apresentados pela se, com apresentações em forma sinais, imagens, textos e, ou víos. Trata-se alunos que, em sua maioria, tinha afinida com o uso das tecnologias, tanto para a utilização ssas como atividas pertinentes ao conteúdo das aulas por meio vioconferência, como para o senvolvimento outras atividas acadêmicas, na forma vío, a serem criadas como complemento às atividas presenciais. Os víos, quando utilizados possibilitam aos alunos a discussão, análises, comparações, alterações entre projeção e bates permitindo ao aluno se colocar diante realidas que talvez ele não conheceria, ou dificilmente las se aperceberia não fosse por esse recurso (MASETTO, 2012, p. 150). Foi observado pelo autor, que também esteve presente em todas as aulas por meio vioconferências, que até 15% dos alunos utilizavam-se notebooks, netbooks, e dispositivos móveis com conexão sem fio, tais como smartphones e celulares para o senvolvimento suas atividas na sala vioconferências da FE. Inicialmente, ingressaram por meio do vestibular 30 alunos surdos no curso, sendo que no primeiro trimestre 2008 alguns les sistiram dos estudos, entre outros, pelos seguintes motivos: três alunos não tiveram afinida pelo conteúdo do curso; um aluno teve dificuldas slocamento sua cida até o polo UNICAMP, pois esse tinha que slocar-se a distância aproximadamente 500 km para assistir as aulas no polo e, um aluno, no caso da capital do estado São Paulo, não dispunha recursos tecnológicos, tais como computador e acesso a internet, o que o impossibilitava ao acesso aos conteúdos das aulas por meio do Ambiente Virtual Ensino e Aprendizagem (AVEA). Houve ainda uma aluna que não pô manter-se no curso por dificuldas para regularizar a documentação referente à sua matrícula. Após as sistências citadas, ocorreu a segunda convocação aos candidatos do vestibular para o preenchimento das vagas remanescentes. Dos alunos ingressantes, aproximadamente quatro les eram graduados em nível superior em outros cursos não específicos da LIBRAS. As tecnologias Diante da necessida preparação da infraestrutura tecnológica para os polos e a se, a UFSC elaborou toda a logística para: aquisição; entrega; instalação; configuração; testes e ativação dos equipamentos vioconferências. Foram adquiridos equipamentos novos para todos os polos, forma a se minimizar as possíveis dificuldas técnicas que pussem interromper o oferecimento das aulas por meio das vioconferências. Ainda, referida aquisição teve como objetivo padronizar o molo equipamento para equalizar os treinamentos e viabilizar a logística para: as configurações; os gerenciamentos e as manutenções dos equipamentos. No entanto, o polo UNICAMP utilizou-se da sala vioconferências da Faculda Educação, implantada em 2004 e construída sob uma concepção pedagógica apropriada para cursos na modalida Educação Semipresencial e Educação a Distância (EaD). A vioconferência A integração das tecnologias na Educação Superior está modificando a forma ensinar e aprenr. Para o processo ensino e aprendizagem com alunos surdos com e por meio da vioconferência, ve ser propiciado aos alunos acompanhamento e apoio diferenciado, 4 Page 67

5 quando se compara esse apoio com outro oferecido aos alunos ouvintes. O vío para o surdo, com todas as formas sinais e expressões não manuais, tais como faciais e corporais, é a forma sse sujeito adquirir o conhecimento por meio da vioconferência. De acordo com Moran (2012), À medida que avançam as tecnologias comunicação virtual, o conceito presencialida também se altera. Poremos ter professores externos compartilhando terminadas aulas, e um professor fora entrando por vioconferência na minha aula. Haverá um intercâmbio muito maior professores, por meio do qual cada um colaborará em algum ponto específico, muitas vezes a distância (MORAN, 2012, p. 58). A vioconferência é o meio comunicação audiovisual que mais se aproxima da comunicação presencial, uma vez que essa possibilita aos participantes a visualização das imagens em tempo real, com movimentos em todos os sentidos, com gestos, expressões faciais e todas as formas comunicação corporal que os indivíduos pom manifestar para dialogar. A vioconferência propicia formas interação, questões afetivas e logísticas que requer a familiarização dos professores, pois a intermediação professor aluno manda estratégias ensino e aprendizagem diferenciadas daquelas utilizadas na sala aula presencial (CRUZ, 2006; 2008). Para os sujeitos surdos, a imagem é relevante importância, uma vez que o áudio não se faz presente. Dessa forma, é imprescindível que os equipamentos vioconferências tenham capacida para a captura, para o processamento e para a transmissão das imagens pessoas com constantes movimentos, no caso, imagens professores e alunos se comunicando em LIBRAS. Ainda, os equipamentos vem ter capacida para processarem os arquivos em forma dados, textos, imagens e víos para transmití-los às mais salas vioconferências forma apropriada, que possibilita a visualização das imagens estáticas ou em movimento sem a pixerização das mesmas. Em complemento aos recursos dos equipamentos vioconferências, as res multisserviços vem suportar o tráfego mandado durante as aulas, bem como vem dispor equipamentos locais, nas instalações das Instituições Ensino e em todos os seus caminhos, que possibilitam a transmissão e a recepção das imagens sem perdas pacotes dados, forma que não sejam geradas as granulações das imagens, nem tampouco o atraso da recepção das imagens transmitidas pelas mais salas vioconferências. Isso assegura a comunicação visual síncrona entre os professores e os alunos, e possibilita que todos os sinais gerados em LIBRAS possam ser capturados e transmitidos forma que os alunos receptores ssas imagens, que estão nas mais salas vioconferências, entenda-os. Portanto, tanto os equipamentos vioconferências como as res multisserviços vem dispor capacida processamento e tráfego, respectivamente, para assegurar a transmissão da aula sem a perda qualquer tipo sinal para os sujeitos surdos. Caso isso não ocorra, a comunicação e a interpretação da LIBRAS porá ser fragmentada, o que porá prejudicar a compreensão do assunto da aula em andamento. Para as conexões com todos os equipamentos vioconferências dos polos, a Universida Feral Santa Catarina utilizou-se um equipamento nominado Multipoint Control Unit (Unida Controle Multiponto). Por meio sse equipamento dáva-se o gerenciamento das conexões vioconferências todos os polos, incluindo-se: a velocida das conexões; a qualida da imagem; o lay-out da apresentação das imagens todas as salas vioconferências nos monitores vío; a exibição dos conteúdos dos arquivos midiáticos das aulas dos professores da se e dos alunos nas salas vioconferências dos polos. No início do curso, em julho 2008, algumas dificuldas processamento das res foram constatadas durante as primeiras sessões vioconferências, inclusive no dia da inauguração do curso, o que impactou na qualida das imagens recebidas da se. Outros problemas foram constatados, tais como a capacida processamento e tráfego dos equipamentos da UFSC para os professores, os tutores e os alunos acessarem o AVEA. Imediatamente após serem constatados os problemas técnicos, a UFSC provinciou soluções para que o curso fosse senvolvido em conformida com as expectativas dos professores, dos tutores, dos alunos e das equipes apoio técnico dos polos. O Ambiente Aprendizagem Virtual Ensino e Como Ambiente Virtual Ensino e Aprendizagem (AVEA), a Universida Feral Santa Catarina adotou o Moodle, on a UFSC hospedava os víos gerados durante as sessões vioconferências para os alunos reverem as aulas na forma Vío sob Demanda por meio das res multisserviços. No mesmo AVEA os 5 Page 68

6 professores e tutores postavam os conteúdos das aulas em formatos midiáticos. O AVEA foi customizado e hospedado nos equipamentos da UFSC. A equipe técnica da universida gerenciou a logística para a implantação da infraestrutura tecnológica da se. Antes do início do curso os técnicos e professores da UFSC prepararam as equipes apoio técnico da se e dos polos. Ainda, prestou suporte técnico às equipes dos polos durante o transcorrer do curso. O AVEA adotado possibilita que todos falam a todos em tempos diferentes, sobre assuntos pertinentes à sua pré-ocupação, mas garantindo sempre o sentimento do estar junto virtualmente, já que a sensação estar com o outro inpen do espaço e do tempo (ALMEIDA, 2007, p. 128). Embora a maior parte das Ferramentas do AVEA é assíncrona, eventualmente essa tecnologia po ser utilizada por meio da Ferramenta chat como meio comunicação síncrono. Algumas atividas praticadas com o AVEA foram: a utilização das Ferramentas comunicação síncrona, como o chat, e os Fóruns, como comunicação assíncrona. A comunicação das tutoras com os alunos ocorreram por meio do chat em momentos pré estabelecidos, quando foram elucidadas dúvidas dos alunos. Esses encontros ocorreram semanalmente em horários noturnos, uma vez que os alunos tinham suas ocupações profissionais durante o período matutino e vespertino. Além da comunicação em forma texto, utilizou-se as webcams dos computadores instalados no polo UNICAMP para que os alunos e as tutoras se comunicassem forma visual para elucidações sobre as possíveis dúvidas pertinentes as atividas acadêmicas postadas no AVEA. Referidas atividas eram postadas em LIBRAS, no entanto os alunos mandavam a reinterpretação do assunto pelas tutoras. Nestes espaços, a relação aluno-aluno e alunotutor possibilitava uma ampla troca experiências, nas quais os conhecimentos eram compartilhados, proporcionando um enriquecimento acadêmico. Para Vygotsky (1998), o aprendizado é vital no processo senvolvimento cognitivo. Ou seja, a aprendizagem impulsiona o senvolvimento. Daí a importância da educação, do ensino, do professor e dos parceiros mais experientes como elementos da mediação. O autor, que foi também o pesquisador como se u o processo ensino e aprendizagem com e por meio das TDIC utilizadas no curso, esteve presente na sala vioconferências da FE em todas as aulas transmitidas por vioconferências e nas salas aulas convencionais com as tutoras presenciais, quando mandada a sua presença. Portanto, o autor viveu a experiência prática no transcorrer do curso no tocante a utilização das TDIC. As provas aplicadas aos alunos ocorreram ao término cada disciplina nas salas aulas convencionais da Faculda Educação da UNICAMP, utilizando-se material impresso em papel e víos disponibilizados em links enviados pela UFSC ao polo UNICAMP, com antecedência um dia à prova. As provas foram aplicadas na forma víos em LIBRAS utilizando-se microcomputador, projetor multimídia e da re multisserviços das salas aulas convencionais da FE. Focamos o presente texto na utilização da vioconferência e do Ambiente Virtual Ensino e Aprendizagem como Tecnologias Digitais Informação e Comunicação utilizados no correr do curso, no entanto, também foram adotadas outras tecnologias, tais como: o streaming; víos; microcomputadores; notebooks; aparelhos DVD; projetores multimídias e res multiserviços. As soluções tecnológicas Ressalta-se a relevância das soluções tecnológicas alternativas que foram adotadas pelo polo UNICAMP para assegurar o recebimento da aula transmitida pela UFSC durante as sessões vioconferências ao polo UNICAMP. Por motivos manutenção da re energia elétrica do campus da UNICAMP, essa foi sligada por dois sábados não consecutivos. A equipe do polo UNICAMP foi informada com antecedência sobre esse sligamento, e que essa situação não impactaria na re energia elétrica e na re dados da Faculda. No entanto, ocorreu o sligamento da re energia elétrica da região central do campus, on estão instalados os equipamentos da re multiserviços da UNICAMP que aten a FE. Após aproximadamente 40 minutos do sligamento da re, foi interrompido o funcionamento dos equipamentos da re dados da UNICAMP on estava conectada a re multisserviços da FE, por meio da qual o equipamento vioconferências da faculda se conectava ao equipamento vioconferências da UFSC e aos mais polos. Assim, a FE foi sconectada do equipamento da UFSC, consequentemente da aula transmitida pela universida se. Imediatamente, o coornador do apoio técnico do polo UNICAMP conectou um mom operadora telefonia celular móvel no notebook que estava conectado ao equipamento vioconferências da FE para que os alunos assistissem em tempo real a aula transmitida pela UFSC na forma streaming. Assim, não foi interrompido o recebimento da aula transmitida 6 Page 69

7 pela UFSC. Nos momentos oportunidas para os alunos do polo interagirem com a professora da se, as perguntas dos alunos davam-se por meio do chat do mesmo notebook utilizado para assistir o streaming. O polo UNICAMP utilizava-se no mínimo quatro soluções tecnológicas alternativas para assegurar o recebimento da aula transmitida pela UFSC, a saber: a) por meio do equipamento vioconferência da FE conectado ao equipamento MCU da UFSC; b) por meio do link transmissão do sinal da aula na forma streaming, com o recebimento do sinal em tempo real; c) por meio do notebook do equipamento vioconferências da FE conectado a um mom operadora telefonia móvel; d) por meio audioconferência, com conexão ativada diretamente do painel do equipamento vioconferência da FE com ligação a qualquer telefone fixo ou móvel, utilizando-se da re telefônica que aten o equipamento vioconferências, nominada Re Digital Serviços Integrados (RDSI). Os conteúdos midiáticos Sabendo-se que na aula para alunos surdos não há áudio, a preparação dos conteúdos midiáticos das aulas dos professores tem que ser apresentado forma legível, apropriada para a apresentação com e por meio da vioconferência. Inicialmente, os textos dos arquivos midiáticos dos professores estavam sendo apresentados forma que tornavam-se poucos legíveis nos monitores víos das salas vioconferências dos polos. Tão logo foram iniciados os relatórios semestrais das atividas, a equipe apoio técnico do polo UNICAMP sugeriu à equipe apoio técnico da se a adoção um molo sli padrão para a elaboração dos conteúdos midiáticos da se, o mesmo molo utilizado pelo polo para a preparação dos conteúdos midiáticos às aulas na sala vioconferências da FE. De acordo com Mantoan e Baranauskas (2009), Para as pessoas surdas que utilizam a Língua Sinais, é imprescindível a presença intérpretes que atendam às mandas sociais e educacionais; a expansão da língua, para que tenham mais inpendência na comunicação; a aprendizagem da Língua Portuguesa como uma segunda língua, além recursos que privilegiem o visual. Quando não são usuários da Língua Sinais e utilizam a fala e leitura labial para a comunicação, necessitam outros recursos físicos (intérprete oralista) e tecnológicos (legendas, software, produtos vío e multimídia etc.) que facilitam o acesso às informações (MANTOAN; BARANAUSKAS, 2009, p ). Dessa forma, os textos, imagens, figuras dos conteúdos midiáticos dos professores vem ser preparados forma que seja assegurada a sua visualização sses conteúdos aos sujeitos surdos, durante as sessões vioconferências, por meio streaming com a transmissão por meio das res multisserviços e na forma Vío sob Demanda, após as aulas. Ressalta da importância da apresentação dos textos, pois após a gravação dos víos, esses são compactados, o que po impactar na qualida do mesmo com relação ao vío gerado e transmitido em tempo real por meio dos equipamentos vioconferências. Ou seja, se os textos não apresentarem fontes e cores apropriadas, os sujeitos surdos porão ter dificuldas leituras sses, principalmente após a compactação dos víos para a hospedagem sses nos servidores víos para a revisão das aulas. Quem é o sujeito surdo? Vale reforçar que a visão surz que embasa os proponentes e docentes ste curso se afasta do discurso médico que a surz seja uma ficiência. A surz é entendida como uma diferença linguística ntro uma abordagem que ficou conhecida como visão sócioantropológica da surz (LODI, 2000; SKLIAR, 1997; SKLIAR, 1998), tal como fine Skliar: Os surdos formam uma comunida linguística minoritária caracterizada por compartilhar uma língua sinais e valores culturais, hábitos e modo socialização próprios. (...) A língua sinais anula a ficiência linguística consequência da surz e permite que os surdos constituam, então, uma comunida linguística minoritária diferente e não um svio da normalida (SKLIAR, 1997, p. 141). Portanto, a surz é entendida como uma experiência visual e os surdos como um grupo linguístico minoritário. Nesta perspectiva, a surz é colocada fora do discurso da ficiência: O surdo não é um ser patológico que precisa ser curado; mas um sujeito que possui uma língua natural, a Língua Sinais, sendo o português uma segunda língua (CÉLIA, 2001, p. 129). A surz po ser finida, neste paradigma como... diferença política, como experiência visual, caracterizada como múltiplas intidas e localizada ntro do discurso da diferença. (SKLIAR, 1999, p. 11). Sendo o surdo um sujeito que se constitui pela visualida, as estratégias pelas quais acessa o conhecimento são também visuais e estas foram valorizadas no correr do curso Letras LIBRAS 7 Page 70

8 com e por meio da tecnologia vioconferência. Para Vygotsky, a aprendizagem cada indivíduo está intrinsecamente relacionada às suas experiências vivenciadas na interação com outros seres humanos. O autor ressalta o papel da cultura na formação cada sujeito e na construção sua cognição. A interação entre os indivíduos sempenha uma função fundamental na construção do ser humano: é por meio da relação interpessoal que o indivíduo interioriza as formas culturalmente estabelecidas funcionamento psicológico. Portanto, a interação social com outros membros da cultura fornece matéria-prima para o senvolvimento psicológico. Acreditando nesses pressupostos, na experiência que tivemos no curso Letras LIBRAS, cada tutor se colocou como mediador na construção do conhecimento seus alunos, enriquecendo sta forma seus próprios conhecimentos. As aquisições do conhecimento se ram na interação entre os interlocutores que compuseram este processo educacional, nas seguintes formas: tutor aluno; aluno aluno; aluno professor. Esta última forma virtual, por meio vioaulas e vioconferências. Durante a vioconferência a interação entre o professor e o aluno dava-se em tempo real, forma direta, por meio perguntas e respostas em LIBRAS. A comunicação humana se dá essencialmente por meio da linguagem, e esta tem função fundamental no senvolvimento dos sujeitos. Portanto, o senvolvimento dos conceitos neste curso não poria ser outra forma que não em uma língua acessível aos surdos, a LIBRAS. Esta língua tem função fundamental no senvolvimento dos surdos, pois amplia seu universo e o liberta do mundo perceptual imediato, permitindo com que se imagine, crie, sonhe, aprenda, ensine, cresça em potencialida e relacionamentos. Para Vygotsky (1998), pensamento e linguagem estão intrinsecamente ligados, não sendo possível ao ser humano que um ocorra sem o outro. O autor afirma que O pensamento não é simplesmente expresso em palavras, é por meio las que ele passa a existir" (VYGOTSKY, 1998, p. 156). A relação entre pensamento e linguagem é um processo vivo; o pensamento nasce através das palavras. Uma palavra sprovida pensamento é uma coisa morta, e um pensamento não expresso por palavras permanece nas sombras (VYGOTSKY, 1998, p. 190). Sujeitos surdos compuseram a equipe professores do curso Letras LIBRAS e este fato não é somente relevante pela possibilida melhorar o acesso ao conhecimento pelos alunos, mas por ter criado um rompimento com a tradição nos cursos ensino superior nos quais se inseriram os surdos, on sempre houve professores exclusivamente ouvintes. Houve, portanto, o início uma nova discursivida que possibilitou romper com as discursividas uma inclusão que opera na exclusão, trazendo possibilidas outras formas aprendizagens, e novos modos fazer a inclusão surdos. Modo este que respeitou, fato, as singularidas stes educandos: o uso da LIBRAS em todos os processos ensino, a presença professores surdos, e o uso estratégias didático-metodológicas ensino para surdos. A inovação do curso Licenciatura Letras LIBRAS foi a possibilida uma autêntica conversação entre docentes e alunos, tutores e educandos, surdos e ouvintes, fazendo daquele momento uma real inclusão, numa proposta também fendida por Skliar (2003), quando afirma que ou se enten a pedagogia como conversação com os outros e entre os outros, ou partiremos para normatizar esses outros para que sejam quase como nós. Até parecidos, mas nunca idênticos (SKLIAR, 2003, sem página) 1. A conversação, a escuta do outro, a troca e a interação abrem a possibilida para romper a imposição colonialista a que os surdos foram e continuam sendo submetidos no processo educacional há anos, pois para compreenr a fala outrem não basta entenr as suas palavras temos que compreenr o seu pensamento. Mas nem isso é suficiente também é preciso que conheçamos a sua motivação (VYGOTSKY, 1998, p. 188). Resultados observados A maioria dos alunos que concluíram a graduação, prosseguiram com os estudos sendo que cinco les ingressaram em cursos pós graduação nas categorias lato sensu e um aluno ingressou no curso pós graduação stricto sensu em curso presencial em uma universida privada tradicional na cida São Paulo. Vale acrescentar que o curso licenciatura em Letras LIBRAS recebeu conceito máximo do MEC (nota 5) no processo reconhecimento e que o polo UNICAMP recebeu staque entre os polos que sediaram o curso, uma vez que um aluno licenciatura foi contemplado com o certificado e a medalha mérito estudantil pelo melhor rendimento entre todos os alunos todos os polos e da se. O portal da UNICAMP apresentou a seguinte claração do aluno: A 1 Fonte:http://www.folhadirigida.com.br/htmls/Hot sites/professor_2003/cad_05/entcarlosskliarfdg. ht 8 Page 71

9 licenciatura em Letras-LIBRAS foi muito importante, pois tive a oportunida buscar a informação, o conhecimento, a aprendizagem, a experiência e, a partir disso, conseguir o reconhecimento acadêmico e profissional. Esta foi a escrita do texto do do aluno. Acrescido à notícia, veio o comentário sobre a vida profissional atual do aluno, informando que atualmente, ele leciona LIBRAS no Centro Integração e Apoio ao Deficiente Visual e Auditivo (Ciava) da cida Taboão da Serra, localizada no estado São Paulo no Brasil. Referido aluno é também professor do curso extensão, graduação e pós-graduação em LIBRAS pela Universida Santo Amaro (Unisa) 2. Conclusão O presente texto trouxe uma experiência sobre a formação superior sujeitos surdos ao diálogo acadêmico. Consiramos que, o processo ensino e aprendizagem e trocas vividas no polo UNICAMP propiciou condições satisfatórias à formação dos alunos, tanto no tocante a utilização dos conteúdos pedagógicos como quanto a utilização das Tecnologias Digitais Informação e Comunicação. Na experiência constatamos que durante o oferecimento do curso graduação Letras LIBRAS muitos horizontes foram visualizados, no sentido se pensar a necessida da formação para sujeitos surdos modo visual, com e por meio da utilização das Tecnologias Digitais Informação e Comunicação que, comprovadamente, contribuíram para a implementação sta visualida. Os conteúdos midiáticos para o oferecimento cursos na modalida semipresencial para sujeitos surdos utilizando-se a vioconferência e o AVEA, vem ser preparados em formatos ainda mais apropriados, quando comparados aos conteúdos para os sujeitos ouvintes, pois a comunicação visual para os sujeitos surdos é mais relevante que para os sujeitos ouvintes. As equipes apoio técnico dos polos vem estar comprometidas com o curso, com os professores, com os alunos, com os conteúdos e com todas as mais equipes. Estas vem ter conhecimentos dos conceitos do oferecimento cursos na modalida semipresencial. Não se po consirar o oferecimento dos cursos apenas como a utilização das tecnologias, e sim como geração, transmissão e produção conhecimento. 2 Disponível em 17/aluno-surdo-da-unicamp-recebe-medalha-merito-estudantil. Acesso em 20 setembro Essas equipes vem atuar forma intensa, com iniciativas para soluções tecnológicas alternativas instantâneas, com agilida, e com iniciativas para que não ocorram falhas que pom impactar na perda qualquer transmissão e, ou recebimento aulas por meio da vioconferência. Referências C. Skliar, (Org). Atualida educação bilíngüe para surdos. Porto Alegre, Mediação, v. 1.. Uma perspectiva sócio-histórica sobre a psicologia e a educação dos surdos. In: C. Skliar, (org.) Educação e exclusão Abordagens socioantropológicas em Educação Especial. Porto Alegre, Mediação, D. M. Cruz, M. Moraes, e S. Pereira, Avaliação da aprendizagem na pós-graduação por vioconferência e internet. In: M. Silva, e E. Santos. (Orgs.). Avaliação da aprendizagem em educação online. São Paulo: ed. Loyola, p Aprendizagem por vioconferência. In: F. Litto, e M. Formiga (Orgs.). Educação a Distância: o estado da arte, São Paulo: ed. Pearson Education do Brasil, J. M. Moran, O que é educação a distância. 2002a,b. Disponível em: <http://www.eca.usp.br/prof/moran/dist.htm>. Acesso em: 20 set Novas tecnologias e mediação pedagógica. Campinas: ed. Papirus, L.S. Celia, Aprendizagem da Segunda Língua: Experiência vivenciada em grupos com adolescentes surdos. In: M.C. Danesi, O Admirável mundo dos surdos. Porto alegre: Ed. PUCRS, M. E. B. B. Almeida, Educação, ambientes virtuais e interativida. In: M. Silva, (Org.). Educação on-line: teorias, práticas, legislação, formação corporativa. São Paulo: Loyola, M. E. B. B. Almeida, e J. A. Valente, (Orgs.) Formação educadores a distância e integração mídias. São Paulo: ed. Avercamp, M. L. Belloni, Educação a Distância. Campinas: ed. Autores Associados, M. Certearu, A invenção do cotidiano: 1. Artes fazer. 12 ed. Petrópolis: Vozes, M. Foucault, Vigiar e Punir: nascimento da prisão. Trad. Lígia M. P. Vassalo. Petrópolis: Vozes, p Sobre a genealogia da ética. Uma revisão do trabalho. In: Rabinow, Paul; Dreyfus, Hubert. Michel Foucault. Uma trajetória filosófica. Para além do estruturalismo e da 9 Page 72

10 hermenêutica. Rio Janeiro: Forense Universitária, Microfísica do por. Rio Janeiro: Graal, Uma Entrevista com Michel Foucault In: Verve Revista do Nu-Sol. São Paulo: Programa Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais da PUC-SP, n. 5, mai. 2004, p & DELEUZE, G. Os intelectuais e o por. In: FOUCAULT, M. Microfísica do por. Rio Janeiro: Graal, M. G. Moore,. Educação a Distância: uma visão integrada, São Paulo: ed. Cengage Learning, M. Masetto, Competência pedagógica do professor universitário. São Paulo: ed. Summus, Mediação Pedagógica e o uso da tecnologia. In: Novas tecnologias e mediação pedagógica. Campinas: ed. Papirus, M. T. E. Mantoan, e M. C. C. Baranauskas. Autores da inclusão na universida: formação e compromisso. Campinas, UNICAMP, Biblioteca Central Cesar Lattes, W. Benjamin, Magia e Técnica, Arte e Política. São Paulo. Brasiliense, Page 73

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