APRENDENDO SOBRE JOVENS SURDOS URBANOS ATRAVÉS DAS IMAGENS DE UMA SÉRIE DE TV.

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1 VII Jornadas Santiago Wallace de Investigación en Antropología Social. Sección de Antropología Social. Instituto de Ciencias Antropológicas. Facultad de Filosofía y Letras, UBA, Buenos Aires, TROCADAS AO NASCER: APRENDENDO SOBRE JOVENS SURDOS URBANOS ATRAVÉS DAS IMAGENS DE UMA SÉRIE DE TV. DE QUADROS Marta Campos. Cita: DE QUADROS Marta Campos (2013). TROCADAS AO NASCER: APRENDENDO SOBRE JOVENS SURDOS URBANOS ATRAVÉS DAS IMAGENS DE UMA SÉRIE DE TV. VII Jornadas Santiago Wallace de Investigación en Antropología Social. Sección de Antropología Social. Instituto de Ciencias Antropológicas. Facultad de Filosofía y Letras, UBA, Buenos Aires. Dirección estable: Acta Académica es un proyecto académico sin fines de lucro enmarcado en la iniciativa de acceso abierto. Acta Académica fue creado para facilitar a investigadores de todo el mundo el compartir su producción académica. Para crear un perfil gratuitamente o acceder a otros trabajos visite:

2 Trocadas ao nascer: aprendendo sobre jovens surdos urbanos através das imagens de uma série de tv Marta Campos de Quadros PPGEdu UFRGS/Brasil Olhares iniciais As imagens e histórias produzidas no âmbito da cultura contemporânea têm sido uma importante instância pedagógica relativamente às práticas e culturas juvenis, pois têm uma circulação que ultrapassa as salas de exibição, ganhando pequenas e grrandes telas através do acesso a múltiplos artefatos tecnológicos, geralmente portáteis, móveis. Buscar compreender a produtividade das imagens e histórias midiatizadas em circulação e como estas podem estar relacionadas com formas de ser e estar em determinados contextos culturais é uma tarefa que se coloca aqueles que pensam a educação de forma ampla e continuada, e para além das paredes da escola. Neste sentido, podemos pensar com Fischer (2006) sobre o trabalho pedagógico necessário para compreender as narrativas televisivas contemporâneas como parte de uma produção histórica e social, cultural, complexa e diversificada, de significações sobre nós e sobre os outros em que estão implicadas relações de poder. A autora argumenta que o trabalho pedagógico, assim, se insere na tarefa de discriminar modos distintos de narrar, estabelecer relações entre as narrativas, os diferentes lugares da cultura em que são produzidas e os jogos de poder que acabam por legitimar quem pode narrar e o que e/ou quem pode ser narrado. Fischer (2006, p. 27) afirma que tal tarefa de discriminação inclui desde uma franca abertura à fruição [...] até um trabalho detalhado e generoso sobre a construção de linguagem em questão e sobre a ampla gama de informações reunidas nesses produtos, sem falar nas emoções e sentimentos que cada uma das narrativas suscita no espectador. Diante de tais ideias e do campo de estudos em que me inscrevo atualmente os Estudos Culturais e mais especificamente os Estudos Surdos 1 olho para a série televisiva juvenil norte-americana Switched at Birth [Trocadas ao nascer], produzida pela ABC Family, empresa do Grupo 1 Os Estudos Culturais não se configuraram como uma disciplina, ao contrário, são multi/interdisciplinares, e colocam em articulação diferentes disciplinas e conceitos visando a análise de aspectos culturais da sociedade e das relações de poder que podem neles estar envolvidas. Já os Estudos Surdos constituem-se um campo de saberes que entende a surdez, não como deficiência ou experiência de uma falta, mas como uma diferença e uma experiência visual. Os Estudos Surdos se articulam com os Estudos Culturais buscando um horizonte epistemológico no qual a surdez passa a ser reconhecida como uma questão de diferença política, de experiência visual, de identidades múltiplas, um território de representações diversas que se relaciona com, mas não se refere aos discursos sobre a deficiência. (SKLIAR, 2012)

3 Disney, veiculada semanalmente através de canais de tevês por assinatura e acessível aos jovens de diferentes lugares através de vários ambientes on line. Interpelada tanto pela narrativa televisiva quanto pela narrativa de jovens surdos 2 busco fazer um exercício ao pensar sobre as pedagogias exercidas pelas mídias e as histórias que contam, reconhecendo a relação deste com a multiplicidade de lugares da educação. Assim, assinalo alguns aspectos relativos à forma como venho refletindo o caráter pedagógico cultural da série Switched at birth como narrativa ficcional produzida para a televisão. Nesta direção, reconheço com Duarte (2009) que contar histórias, através dos tempos, tem sido uma das formas mais produtivas de, no contexto de diferentes culturas, transmitir conhecimento e ensinar valores aos mais jovens principalmente, variando somente a forma de fazê-lo. As produções audiovisuais são uma destas formas que têm nos deixado perceber com relativa facilidade o caráter pedagógico das histórias que contam, ainda que não nos seja possível avaliar com segurança absoluta a eficácia das mesmas no que se refere à formação daqueles a quem são endereçadas, uma vez que em uma sociedade culturalmente midiatizada são muitos os lugares de produção de histórias exemplares e complexos os modos como os sujeitos (jovens) se apropriam destas na construção/composição de suas identidades. Sobre este aspecto, argumenta Appadurai (2005), múltiplas imagens colocadas em circulação, através dos mais variados artefatos e textos culturais, participam da fabricação de mundos possíveis a partir da constituição de imaginários globais e locais articulados em panoramas subjetivos presentes na imaginação de sujeitos de diferentes partes do planeta, expandindo as possibilidades de produção de comunidades de sentido e disseminando práticas e marcas identitárias que constituem as culturas em que se inscrevem os jovens (surdos e não surdos) urbanos contemporâneos. Considerando a argumentação do autor e a crescente referência dos jovens (surdos) em suas falas sobre a multiplicidade de lugares de acesso e às pautas propostas pela série televisiva em questão, reconheço com base no pensamento de Hernandez (2007) que habitamos um mundo visualmente complexo e estamos vivendo um novo regime de visualidade, profundamente articulado com a técnica, com as mídias. Hernandez (2007), 2 Refiro-me aqui aos jovens surdos que tenho acompanhado através do projeto de pesquisa Jovens Surdos, Redes de Sociabilidade e Espaços de Lazer na Metrópole Comunicacional, uma agenda para a educação cujo objetivo é (re)conhecer e compreender as redes de sociabilidade de jovens surdos e as relações que possam ser estabelecidas com os espaços de lazer e com uma cultura urbana marcada pela conectividade na construção de identidades e culturas juvenis. Tal projeto é desenvolvido como parte de estágio pós-doutoral junto ao Núcleo de Estudos Currículo, Cultura e Sociedade (NECCSO) e ao Grupo de Pesquisa SINAIS: Sujeitos, Inclusão, Narrativas, Identidades e Subjetividades doppgedu/ufrgs com financiamento parcial CAPES/REUNI.

4 assim como Fischer (2006) e Duarte (2009) entre outros autores, afirmam que a cultura (visual) contemporânea constituída pelos artefatos culturais produzidos em grande escala industrial e comercial e de fácil aceitação pelos consumidores, que incluem desde as imagens mais corriqueiras presentes nas mídias, até as imagens da arte contribui para que os indivíduos produzam e fixem representações sobre eles mesmos, sobre os outros, sobre o mundo e sobre seus modos de pensá-los. Assim, é possível pensar nos jovens contemporâneos, e muito especialmente nos jovens surdos em razão de conhecerem/construírem o mundo peculiarmente pelo olhar, como catadores de imagens e histórias, como proposto por Hernandez (2007). O autor sugere que metaforicamente nos consideremos catadores de restos, tomando a ideia de catar, da tradição agrícola ligada à atividade daqueles que recolhem os restos, os reciclam e deles se nutrem. Esta perspectiva permitiria ampliar e complexificar possibilidades de visibilizar os sujeitos quanto a sua capacidade de ação, de resistência e de reinvenção cotidiana, pois ainda que possam estar expostos à interpelação de uma produção midiática quase comum, a forma como produzem suas identidades (surdas) está atravessada por traços de classe social, gênero, raça/etnia, marcas do lugar onde vivem, dos grupos etários a que pertencem, e da diversidade cultural a que estão expostos, os quais, juntamente com diferenças como a surdez, constituem as singularidades do juvenil. Segundo Hernandez (2007, p.18), este conjunto de possibilidades transformadoras ligase ao fato de que os catadores atuais, produzem narrativas paralelas, complementares e alternativas, para transformar os fragmentos em novos relatos mediante [diferentes] estratégias de apropriação, realizando atos de subversão relativamente ao papel a eles atribuído no interior da cadeia de consumo, e inventando novas subjetividades. Neste âmbito, a televisão, em sua diversa programação, atua não somente como um processador daquilo que acontece no tecido social, mas também produz aquilo que é discutido nesse espaço social, ou seja, colocar uma temática em circulação na rede televisiva, torna o fato, acontecimento ou temática plausível de ser pensada, discutida de modo mais amplo pelos diferentes setores da sociedade. Em diálogo com Fischer (2006, p.15), concordamos que o aparato televisivo constitui-se como parte integrante e fundamental de processos de produção e circulação de significados e sentidos, os quais por sua vez estão relacionados a modos de ser, a modos de pensar, a modos de conhecer o mundo, de se relacionar com a vida. Assim, na perspectiva dos Estudos Culturais em Educação, dos Estudos Surdos e, à luz de teorizações foucaultianas, este estudo analisa a produtividade das narrativas do seriado

5 americano Trocadas ao nascer, originalmente Switched at birth, considerando como os jovens surdos têm nela um lugar privilegiado de práticas culturais e negociações identitárias no âmbito das diferenças e singularidades. Para isso, discutimos os processos de normalização e in/exclusão, com enfoque para as relações estabelecidas pelos jovens surdos Daphne e Emmett, considerando práticas discursivas e não-discursivas que se processam na constituição desses sujeitos/personagens. A série televisiva Switched at birth é produzida pelo canal ABC Family (Grupo Disney), com exibição no Brasil através do canal Sony (TV por assinatura), além da exibição legendada disponibilizada em sites de internet 3. O drama familiar tem produção principal de Elizabeth Weiss e é composto de 30 episódios em sua primeira temporada, que aqui constituem material de análise deste texto. Já no primeiro episódio 4, apresenta-se a história de duas adolescentes que foram trocadas na maternidade: Bay Kennish, que cresceu em uma família rica, com seus pais e um irmão; e Daphne Vasquez, surda, a qual foi criada pela mãe e pela avó, tendo perdido a audição devido à meningite que teve quando criança. Anos depois, os pais descobrem o erro do hospital; e a situação torna-se dramática (com uma sutil dose de comédia), quando as famílias se encontram e precisam aprender a viver juntas para o bem das garotas. É na casa dos Kennish, que incessantemente tentam compensar Daphne pela dupla falta : a surdez e a pobreza, e no ambiente escolar, onde a trama narrativa 5 é desenvolvida. Este conjunto de elementos remete a complexificação dos contextos e relações de poder em que a produção das identidades/subjetividades juvenis (surdas) se inscrevem, pois as situações apresentadas pela série colocam aspectos relativos aos atravessamentos múltiplos que nos constituem como sujeitos etnias, classe, gênero, etc. Cabe destacar que o seriado aqui analisado é inovador na construção de personagens surdos, sendo possível tornar visíveis questões relacionadas à identidade e cultura surda através da produção, circulação e consumo de diferentes modos de ser surdo. Além disso, outras pautas cotidianas das comunidades surdas são abordadas, contemplando diferentes pontos de vista de surdos e ouvintes: o domínio da língua de sinais como um marcador identitário, o uso de aparelhos de amplificação sonora individual (AASI) e seus efeitos, a 3 Mais informações podem ser encontradas em ABC FAMILY. Disponível <http://beta.abcfamily.go.com/shows/switched-at-birth>. Acesso em maio de O primeiro episódio dos seriados tem fundamental importância na apresentação do conjunto dos personagens e conflitos básicos, já que é preciso vender a história aos telespectadores das próximas exibições. O sucesso da série é reconhecido com uma média de 2,7 milhões de telespectadores ao vivo nos episódios da 1ª temporada (junho/2011 a agosto/2012), com exibição em sua 2ª temporada a partir de janeiro de 2013 (FURQUIM, 2012). 5 Apropriamo-nos de Culler (1999) e Reuter (2002) para a compreensão e análise dos elementos desta trama narrativa enquanto gênero textual: ação, enredo, tempo, espaço, narrador e personagens.

6 opção pelo implante coclear 6 como uma possibilidade de suposta cura para a surdez, as relações entre surdos e ouvintes, o posicionamento da pessoa surda como capaz de participar plenamente da vida comunitária, etc. No que se refere aos surdos e as narrativas colocadas em circulação pela série Switched at Bith, Boutet (2011) afirma que esta seria a primeira vez que estes estariam sendo tornados visíveis com a densidade de uma minoria com cultura e língua próprias, e não somente pela sua deficiência auditiva, como falta incapacitante. A surdez é olhada como uma diferença a ser politicamente reconhecida; uma determinada experiência visual que inclui uma língua gestual visual, uma identidade multifacetada e localizada dentro do discurso sobre a deficiência, mas não da falta (SKLIAR, 2012; KARNOPP, LUNARDI-LAZZARIN, KLEIN, 2011). Esses significados culturais sobre o ser surdo moldam, influenciam e regulam nossa conduta e nossas ações (HALL, 1997), principalmente considerando o campo da Educação (inclusive no âmbito da instituição escolar). Ao constarmos a regularidade com que a escola aparece nas séries televisivas voltadas para o público juvenil, percebemos essa recorrência no seriado escolhido para esta análise, em que direcionamos nossas lentes para uma escola privada para ouvintes da elite econômica e social de Kansas City, a Buckner School, e a única escola para surdos do estado norte-americano do Kansas, a Carlton School for the Deafs. Os significados produzidos sobre o ser surdo, constituídos a partir da centralidade dessas instituições escolares, ultrapassam as barreiras físicas das instituições: educam os telespectadores do seriado. Processos de normalização dos surdos Em tempos líquidos, de identidades móveis, de constituição de uma racionalidade contemporânea neoliberal, a educação inclusiva é tomada como um imperativo de Estado, uma prática educacional necessária e imperiosa para garantir a suposta igualdade social. Imperativo porque o Estado toma a inclusão como um princípio categórico que, por ser assumido como evidente por si mesmo, é imposto de formas diferenciadas e de acordo com hierarquias de participação, a todas as formas de vida, sem exceção (LOPES et all, 2010). Nesse sentido, é possível afirmar que o movimento pela inclusão escolar incorporou-se como 6 O implante coclear é um dispositivo eletrônico de alta tecnologia que estimula eletricamente as fibras nervosas remanescentes, permitindo a transmissão do sinal elétrico para o nervo auditivo, a fim de ser decodificado pelo córtex cerebral e possibilitando ao usuário perceber o som. Os resultados do implante coclear variam de indivíduo para indivíduo em função de diversos fatores, entre os quais a memória auditiva, estado da cóclea, motivação e dedicação a programas complementares.

7 política pública não apenas no Brasil, visando à educação para todos e ao direito à educação em escolas comuns. Dessa forma, todos devem estar incluídos, adquirindo condições necessárias para permanecer no jogo competitivo da escola e do mercado, em que cada sujeito se torna participante e precisa lutar para manter-se ativo (produtivo) e incluído (RECH, 2011). Ao olharmos para as narrativas de Switched at birth, observamos a busca pela inclusão dos sujeitos surdos em diferentes contextos sociais (na família, na escola, no bairro e no mercado de trabalho). Já no terceiro episódio, ao conhecer a sua família biológica, Daphne tem a oportunidade de estudar na bem conceituada Buckner School, uma escola de ouvintes, onde ela teria o acompanhamento de intérprete de língua de sinais. A possibilidade de ser como Bay é desejada por Daphne, embora questionada pela sua mãe Regina, a qual, em comunicação bimodal, afirma entender isso como uma tentativa de normalização, de tornar a filha parecida a um modelo ideal de cidadão. Conforme Foucault (2002), a norma está ligada a uma técnica positiva de intervenção e de transformação do sujeito e, por isso, mostra-se produtiva. Além disso, a norma permite tirar da exterioridade selvagem os perigosos, os desconhecidos, os bizarros capturando-os e tornando-os inteligíveis, familiares, acessíveis, controláveis (VEIGA-NETO, 2001, p. 115). A norma busca capturar todos os sujeitos com o intuito de torná-los passíveis da ação governamental, ou seja, de constituí-los como uma população governável (LOPES et all, 2010, p.12-13). O conceito de norma articula-se à noção de biopolítica, uma vez que a normalização facilitaria o governo dos corpos e os incentivos à vida por meio de estratégias biopolíticas. A biopolítica é a maneira pelo qual, a partir do século XVIII, o governo começou um investimento na maximização da vida, ou seja, buscou racionalizar os problemas colocados para a prática governamental pelos fenômenos próprios de um conjunto de viventes enquanto população: saúde, higiene, natalidade, longevidade, raça. Com o desenvolvimento do capitalismo, a população começou a ser vista como um corpo com várias cabeças ; e este corpo enquanto força de produção, força de trabalho. O controle da sociedade sobre os indivíduos não se opera simplesmente pela consciência ou pela ideologia, mas começa no corpo, com o corpo. Foi no biológico, no somático, no corporal, que, antes de tudo, investiu a sociedade capitalista. O corpo é uma realidade bio-política. A medicina é uma estratégia bio-política. (FOUCAULT, 1990, apud GADELHA, 2009, p.83).

8 Nessa esteira de pensamento, observamos que os sujeitos surdos personagens do seriado são também capturados pela norma, principalmente nas circunstâncias de aproximação com ouvintes, em que são produzidos saberes sobre a surdez. De forma mais pontual, isso se processa partir da personagem Daphne, que é subjetivada pelos discursos circulantes no ambiente familiar e escolar. Na tentativa de pertencimento ao mundo ouvinte, ela é convocada a lutar pela inclusão social, principalmente na escola de ouvintes, e a desejar o uso do implante coclear, que é sugerido pelos pais biológicos da garota e pelo diretor da Escola de Bruckner. Olhando a série por dentro, o que se vê?: a escola em cena A escola tem sido narrada por surdos e não surdos como um importante lugar de produção de identidades, de sociabilidades, de subjetividades. É comum constatar a regularidade com que ela aparece nas séries televisivas voltadas para o público juvenil em uma dupla posição: cenário e personagem. Especificamente sobre as relações de surdos com a escola, esta tem tido papel central junto à comunidade surda desde os períodos em que ocorreram proibições do compartilhamento de uma língua cultural de surdos e as crianças e jovens foram afastados de suas famílias, convivendo com crianças de famílias surdas e adultos surdos que trabalhavam de alguma forma na escola. Era nos dormitórios das instituições de ensino e asilos, onde estudavam em regime de internato, distantes do controle estruturado das salas de aula, que as crianças surdas eram introduzidas nas formas de vida social das pessoas surdas. Neste sentido, Gallo (2008) ao discutir a educação escolarizada como lugar da territorialização dos processos de identificação/subjetivação que produzem a identidade e a diferença, nos permite visualizar nos episódios da série esta dinâmica relativamente a produção de identidades/subjetividades surdas e ouvintes. O excerto da conversa de Daphne e Bay apresentado na abertura desta seção indicia estes aspectos. A escola e as colegas de Daphne não estavam preparadas para lidar com uma criança surda, tanto quanto a sua família. Os espaços regrados do ensino não alcançavam a aprendizagem de Daphne. É pela ação de outra criança e de sua suposta ignorância que ela chega à comunidade em que estão seus pares, mas somente aos oito anos de idade. A relação dos surdos com a escola não tem sido uma relação necessariamente marcada pelo prazer e reconhecimento da diferença, especialmente quando pensamos a situação trazida a partir deste excerto do seriado Switched at birth. A experiência de Daphne, conforme a sua narrativa, não é apenas um ingrediente da complicada rede de conflitos desencadeada pela

9 descoberta de que ela e Bay foram trocadas na maternidade; é parte de uma narrativa que aparece recorrentemente entre jovens surdos quando tardiamente tomam contato com escolas para surdos, após terem experimentado a convivência cotidiana em escolas para ouvintes. A escola frequentada por Daphne, assim como a frequentada por Bay, assume centralidade relativamente ao papel cultural comunitário da instituição escola no que diz respeito à sociabilidade e produção de identidades/subjetividades juvenis surdas e ouvintes. Frequentemente, a escola nas suas diferentes modalidades para ouvintes, inclusiva, especial para surdos, de surdos, bilíngue, de ensino Fundamental ou Médio, ou a própria universidade também aparece como um dos espaços de aproximação e encontro das pessoas surdas também nas narrativas dos garotos com quem tenho pesquisado. A escola, como afirmam Lopes e Veiga-Neto (2006), tem se constituído numa espécie de território para que a comunidade surda se constitua e se mantenha como tal por afinidade, interesses comuns, continuidade das relações estabelecidas e pela convivência em um tempo e espaços comuns. Escola e comunidade surda parecem ser conceitos e espaços que se confundem no imaginário surdo, assinalam Lopes e Veiga-Neto (2006, p. 93), enfatizando que em muitas narrativas de surdos os mesmos afirmam a preferência pela escola de surdos que é vista como possibilidade do encontro e do movimento político por uma identidade e comunidade. Mas a escola também é o território do outro conforme Gallo (2008), lugar de reafirmação da luta dos surdos pelo reconhecimento da sua identidade/diferença como os diferentes episódios do seriado mostram. A partir do espaço da escola, um outro marcador cultural juvenil (surdo) aparece como lugar de possibilidade da produção da diferença nos episódios da série: a presença das tecnologias digitais no cotidiano. A internet é mostrada como um elemento que compõe a possibilidade de comunicação dos jovens surdos no âmbito dos afetos e amizades, diferentemente dos surdos mais velhos que tinham nas reuniões das associações e clubes espaços privilegiados de sociabilidade. As associações são somente nomeadas esporadicamente no seriado. Olhando especificamente para os marcadores culturais surdos e sua relação com o espaço escolar, Lopes e Veiga-Neto (2006), afirmam que as lutas geracionais são comuns a todas as culturas e que as mesmas também ocorrem no interior da cultura surda: os surdos mais velhos consideram que os jovens surdos estão desvinculados das lutas de sobrevivência da cultura surda; os surdos jovens têm erguido outras bandeiras de luta vinculadas à necessidade de (re)atualização permanente do movimento surdo, pois outros e novos interesses na sociedade contemporânea, marcada pela tecnologia e pelo crescimento das

10 relações imateriais e simbólicas, estão definindo os sujeitos e suas posições na esfera global (LOPES;VEIGA-NETO, 2006, p.88). Neste contexto, interessa destacar que na trama Daphne não nasceu surda, ainda muito pequena, aos quase 3 anos, contrai meningite ficando praticamente surda. A garota é educada em uma escola para ouvintes até os oito anos quando tem contato pela primeira vez com a língua de sinais e com a cultura surda como possibilidade que, de alguma forma, está ligada à única escola para surdos que existe no estado onde reside. Pode-se afirmar que Daphne é bilíngue, consegue se comunicar com as pessoas ouvintes com as quais tenha contato visual para que ela possa fazer leitura labial, usa um aparelho amplificador e fala com alguma dificuldade, mas também, e principalmente, utiliza a Língua Americana de Sinais para se comunicar com os integrantes da comunidade surda que tem a escola como lugar privilegiado de convivência juvenil através da prática esportiva, do compartilhamento de confidências e experiências de negociação com a vida adulta. Daphne também utiliza a língua de sinais com aqueles ouvintes que dominam a ASL, situação visibilizada na figura do intérprete que não sem a sua resistência a acompanha nas atividades que passa a desenvolver na escola privada para ouvintes em que Bay e Toby estudam, principalmente no curso de alta culinária qundo em alguns momentos a coloca e coloca seus colegas em risco. De certa forma, a educação escolarizada e tomada na sua acepção mais ampla de Daphne, remete ao que Thoma (2011, p ) caracteriza como bilinguismo educacional, através do qual as crianças surdas teriam acesso à língua de sinais o mais cedo possível, através do contato com outras crianças surdas e com adultos surdos para a aquisição natural da língua e para o desenvolvimento de uma identidade surda, sendo a surdez entendida nesse contexto, como uma identidade cultural e não como uma falta ou deficiência a ser recuparada. Para Daphne, o inglês escrito é uma segunda língua através da qual, como criança e jovem surda, ela se tornou letrada e faz não só, o registro do conhecimento construído na escola, mas interage com outros jovens surdos a partir de mensagens instântaneas via celular e de diferentes espaços na internet. In/exclusão escolar nos intercâmbios culturais As diferenças culturais são discutidas entre os surdos Emmett e Daphne, que têm posições identitárias surdas diferentes, marcadas pela constituição escolar e familiar de cada um. Emmett é um jovem surdo, filho de pais surdos, que estudou durante toda sua formação na escola especial para surdos do Kansas. Daphne, por sua vez, tornou-se surda na infância e

11 só foi para a mesma escola que Emmett após o fracasso na escola de ouvintes. Desta forma, é possível ver diversos traços que marcam diferentes modos de ser surdo e experenciar a surdez, que continuam em movimento no decorrer da trama, em um processo de negociação cultural, ou seja, em que a cultura do outro ultrapassa fronteiras, tensiona representações e possibilita a construção de outros significados acerca de si e daqueles que são considerados diferentes. Nesse intercâmbio cultural, cabe analisar participação de Daphne nas aulas de culinária da Bruckner School (sexto episódio), em que percebemos um processo de inclusão a partir de sua potencialidade enquanto cozinheira, que é também marcado pela sua exclusão em meio aos colegas ouvintes (em uma turma comum). Inicialmente, ela é discriminada pelos colegas ouvintes, que emitem risos quando ela não compreende a leitura labial da professora. Mas o pior acontece quando seu amigo Wilke esquece de avisá-la acerca do sinal sonoro para desligar o fogo, e Daphne provoca um incêndio na aula. Diante disso, conforme o diretor da Escola, sua participação nos encontros seguintes está condicionada ao trabalho de um intérprete, que é visto pela garota como uma espécie de perseguição e de máquina humana de legendas, já que ela deseja aprender como seus colegas ouvintes. Frente a essa frustração, Daphne lembra e narra outras experiências de fracasso na escola de ouvintes, como podemos observar no excerto a seguir: DAPHNE: Na verdade, não tenho lembranças boas da escola de ouvintes. E acho que isso tudo as trouxe de volta. BAY: O que aconteceu? DAPHNE: Digamos que meninas da terceira série podem ser horríveis. (Bay faz uma expressão de encorajamento para que Daphne continue). DAPHNE: Me chamavam de retardada. Nunca recebi nenhum convite para as festas de aniversário. Almocei sozinha todos os dias. Pode parecer bobagem agora, mas quando se tem oito anos... BAY: Não parece bobagem. DAPHNE: Habitualmente implorava para minha mãe não me fazer voltar. E um dia, quando as meninas saíram de novo sem mim, o Emmett [melhor amigo surdo de Daphne] passou por mim a caminho da escola. Ele tinha oito anos como eu. Correu até lá e ficou gritando na cara delas. [...] DAPHNE: Ele me disse: nunca fale com elas novamente. Então pegou minha mão e me levou embora. Me levou para a sua casa, para Melody [treinadora de basquete de Daphne, surda e mãe de Emmett], e explicou o que havia acontecido usando as mãos. Eu nunca tinha visto língua de sinais antes. Foi incrível. Ele me abraçou forte, me levou para casa, sentou-se com a minha mãe e explicou tudo. Falou sobre as escolas para deficientes auditivos [expressão usada conforme legenda em português]. Disse que teríamos que aprender a língua de sinais. Tudo mudou depois disso. [Transcrição e grifo nosso] A partir desse excerto narrativo, entre outros relatos que poderiam ser usados nesse texto, evidenciamos um processo de in/exclusão escolar, que tem efeitos na produção das identidades surdas. Entendemos que

12 [...] instituições que garantem o acesso e o atendimento a todos são, por princípio, includentes, mesmo que, no decurso dos processos de comparação e classificação, elas venham a manter alguns desses rodos (ou muitos deles...) em situação de exclusão. Isso significa que o mesmo espaço considerado de inclusão pode ser considerado um espaço de exclusão. Conclui-se que a igualdade de acesso não garante a inclusão e, na mesma medida, não afasta a sombra da exclusão. (VEIGA-NETO; LOPES, 2007, p. 958). As discussões sobre os processos de in/exlcusão surgem principalmente nos momentos em que o ambiente em que a personagem Dapnhe se insere não apresenta condições de acessibilidade à surda. Isso, por exemplo, pode ser observado no sexto episódio, quando Daphne participa de uma aula de culinária na escola de ouvintes, onde seus irmãos biológicos estudam: a professora não se preocupa em manter o contato visual com a aluna, não existem materiais acessíveis à experiência visual. Nesse processo de inclusão excludente, as soluções iniciais apontadas pela personagem estão em adaptar-se ao ambiente, já que neste não ocorrem mudanças para ensinar ao diferente. Esse contato entre culturas também é evidenciado na trama a partir dos relacionamentos amorosos, comuns na juventude e que se dão também no âmbito escolar. Daphne e Emmett inicialmente afirmam que, culturalmente, as relações entre ouvintes e surdos não costumam dar certo; entretanto, ambos fogem à regra, subjetivando-se com a possibilidade de serem parecidos com os ouvintes e buscando evitar, assim, a exclusão social. Assim, Daphne, que usa língua de sinais e também faz leitura labial, apaixona-se por Liam (quarto e quinto episódio), por Wilke (sexto ao décimo nono episódio) e por Jeff (a partir do vigésimo sexto episódio); e, ao longo de grande parte da narrativa, Emmett namora Bay, a outra vítima da troca de bebês no hospital. Isso fica mais claro em um diálogo entre Emmett e Daphne, que mostra a diferença cultural entre surdos e ouvintes, em que ele chega a descrever seu ideal de namorada. No transcorrer dos episódios, entretanto, não apenas ela se mostra interessada em ouvir através de implante coclear, como ele inscreve-se nas terapias de fala (a partir do nono episódio), também desejando a comunicação oralizada. Ao ser questionado pela mãe surda, que vincula a oralização a práticas ouvintistas (em que a fala é a alternativa principal de comunicação dos surdos, sendo a língua de sinais proibida e ridicularizada), Emmett, no entanto, atribui outros significados ao seu interesse pela terapia oral: uma vez que ele é aceito no mundo visual, quer aprender a falar oralmente enquanto grande parte do mundo ainda é deficiente na comunicação em língua de sinais.

13 Observamos, portanto, um processo de normalização do surdo, em que há o desejo de ele ser como o ouvinte, embora, inicialmente, Emmet resista muito mais a esse processo, como é possível observar abaixo: DAPHNE: Você está dizendo que, se Brooklyn vier até você, você diria: desculpe, eu sou surdo. Você ouve, isso não vai funcionar. [...] EMMETT: Obviamente, ela iria me impressionar várias vezes... Mas depois disso? Nunca iria funcionar. Ela não entenderia minha cultura, minha família, minha perspectiva de mundo, e isso é tudo. O fato é que minha namorada ideal é gostosa, inteligente, engraçada, gosta de motos... e é surda. [...] DAPHNE: [...] Não sou como você, Emmett. Não acho que é impossível surdos e pessoas que ouvem conviverem. EMMETT: Sim, você é; você é exatamente como eu. Você está tentando ser como eles. Desde quando ficou tão desesperada para se encaixar com essas pessoas? DAPHNE: meus pais são essas coisas... [Transcrição e grifo nossos] Esses conflitos gerados a partir do choque cultural entre ouvintes e surdos são geralmente mediados por Regina, quem criou Daphne. Ela tenta inverter a lógica de medicalização da surdez, questionando as supostas vantagens e posicionamento intensamente favorável ao implante coclear. Ao olhar para a surdez a partir de uma perspectiva cultural, Regina propõe que os ouvintes aprendam a língua de sinais, experienciando os esforços empreendidos por Daphne em seus processos comunicativos, o que é possível observar no excerto abaixo: KATHRYN É sobre a conversa do implante coclear? [...] REGINA Sabia que precisam abrir o cérebro para instalá-lo? Que é permanente? Não podem removê-lo e os riscos a longo prazo são desconhecidos. KATHRYN Espere, só estava fazendo uma pergunta como faria com qualquer tratamento. REGINA Não é um tratamento. Ela não está doente. KATHRYN Só não entendo porque não deu isso a ela quando era pequena, quando era bebê. Ela não podia pedir. Você é a mãe dela. Que tipo de mãe não quer que seu filho ouça? [...] REGINA A Daphne é quem faz todo o trabalho. Ela fala sua língua. Lê seus lábios. Você não fez nenhum esforço pra tentar compreender o lado dela. E agora, quer tê-la cirurgicamente modificada pra ter certeza que não precisará. KATHRYN Só quero o melhor pra ela. REGINA Então pare de pedir que ela mude. Use isto (pega as mão de Kathryn mostrando a ela). Quanto antes aprender a língua dela, mais cedo conhecerá a pessoa incrível a qual deu à luz. [Transcrição e grifo nosso] Mais importante do que se posicionar de forma contrária ou favorável a esses processos de inclusão social do sujeito diferente, seja no âmbito escolar, seja através do

14 implante coclear, é compreender as conveniências históricas e as implicações práticas que, por exemplo, trouxeram os excluídos da modernidade para o convívio social, transformando-se em anormais. Capturados pela norma que subjetiva o indivíduo, cabe desconstruir e desnaturalizar noções de inclusão/exclusão, normal/normal, provocando outras formas de ver, de pensar e de falar sobre o sujeito considerado diferente (neste caso, o surdo). Também é necessário compor outras práticas e modos de relação com a diferença, que será sempre uma diferença, independentemente da aceitação e do respeito. Uso das línguas de sinais Os processos de normalização e de in/exclusão podem também ser observados no uso da língua de sinais, com enfoque nas relações entre surdos e ouvintes. Ao longo do seriado, a Língua de Sinais Americana (ASL) constitui-se marcador cultural surdo. Mesmo que oralizada, já no primeiro episódio, Daphne sinaliza para a família biológica: prazer em conhecê-los. Mesmo sendo hábil em leitura labial (sem produzir falas), como Emmett tem menos contato com ouvintes, ele faz uso língua de sinais, o que para ele não se configura em um empecilho no círculo de relações que institui, nem mesmo quando se aproxima de Bay. Em outros e muitos episódios, a língua de sinais é discutida de modo central na trama com diferentes representações: demarcar a diferença surda como uma possibilidade de empoderamento da comunidade surda; para excluir os sujeitos não conhecedores da língua, a exemplo da relação entre Daphne e sua mãe Regina, que, para não serem entendidas por alguém, deixam de oralizar para apenas sinalizar; ou para incluir os sujeitos usuários da língua em ambientes em que a língua oral é a mais utilizada, como é o caso da família biológica de Daphne (pai John, mãe Kathrin e os filhos Bay e Toby), que vão aprendendo a língua de sinais para se aproximarem e melhor entenderem a vida de uma pessoa surda. Cabe destacar, ainda, que a língua de sinais aparece no seriado como uma possibilidade de inverter a normalidade, trazendo o sujeito surdo fluente em língua de sinais para o centro da norma, e não apenas na escola de surdos, onde a comunicação se processa em língua de sinais. Esse movimento pode ser observado principalmente a partir do sétimo episódio, quando Kathrin (a mãe biológica de Daphne) tenta pedir, em língua de sinais, que a filha faça o café da manhã. A partir disso, em vários outros momentos, a família vai fazendo tentativas de comunicação em ASL. John, em um evento social em benefício da Carlton School for the Deafs, comunica-se com o surdo Travis, que até critica a falta de fluência de seu interlocutor. Bay, ao namorar Emmett, dedica-se intensivamente para aprender língua de

15 sinais e passa a se comunicar com ele e com outros personagens surdos. Em um diálogo com Emmet, ela afirma que está aprendendo a língua de sinais, que tem livros, usa em três sites diferentes e tem aulas particulares com o namorado. Ao passo que o uso da língua de sinais é importante na comunicação entre surdos e ouvintes, observamos também que o seu ensino nos cursos de formação de professores, como prevê a lei nº , de 24 de abril de 2002, e do Decreto nº , de 22 de dezembro de 2005, constitui-se em uma estratégia de normalização da comunidade surda. Nesse caso, em escolas comuns, principalmente por meio do trabalho do intérprete, limita-se o entendimento de uso da língua como recurso de acessibilidade, como um meio para se atingir a aprendizagem. Assim, a reivindicação política em prol dos direitos dos surdos torna-se armadilha para a própria comunidade, já que, com apelo midiático que se baseia na celebração da suposta deficiência e a promulgação de uso da língua de sinais, balizam-se as políticas de inclusão, deslocando, assim, os estudantes surdos para o ensino regular (GUEDES, 2009). Essas políticas públicas de universalização da escolarização, em que todos são chamados a participar do sistema escolar, respondem à urgência de um lugar para as crianças e os jovens anormais, preferencialmente na rede regular de ensino. Diante da necessidade de conjugar as diferenças através de propostas democráticas, a escola é colocada no lugar de promotora de condições de igualdade para todos, em um cenário onde assenta solidariedade (igualdade, justiça, tolerância e respeito às diferenças) entre educandos com necessidades especiais e seus colegas (LASTA e HILLESHEIM, 2011). Pautas que interessam à Educação: algumas considerações Retomo aqui algumas afirmações feitas ao longo destas páginas. As narrativas, através dos tempos, têm sido uma das formas mais produtivas de, no contexto de diferentes culturas, transmitir conhecimento e ensinar valores aos mais jovens principalmente. E as produções audiovisuais têm nos deixado perceber o caráter pedagógico das histórias que contam, ainda que não nos seja possível avaliar com segurança absoluta a eficácia das mesmas no que se refere à formação daqueles a quem são endereçadas, uma vez que, em uma sociedade culturalmente midiatizada, são muitos os lugares de produção de histórias exemplares e complexos os modos como os sujeitos (jovens) se apropriam destas na construção/composição de suas identidades. Em Swithed at Birth, observamos uma oportunidade inovadora de compartilhar junto ao público algumas das discussões desenvolvidas sobre a diferença surda e a escola, dando

16 visibilidade à cultura surda. Concordando com Silveira (2005), a cultura é alimentada, criada, reproduzida, reforçada e, por vezes, subvertida, largamente, pelas narrativas com protagonistas pontuais, em circunstâncias e lugares datados (indiferentemente de sua veracidade). Entendemos, assim, que a cultura (visual) contemporânea constituída pelos artefatos culturais produzidos em grande escala industrial e comercial e de fácil aceitação pelos consumidores contribui para que os indivíduos produzam e fixem representações sobre eles mesmos, sobre os outros, sobre o mundo e sobre seus modos de pensá-los. Nos episódios veiculados durante a primeira temporada e disponíveis em diversos locais da internet, vários tópicos que ainda hoje pautam a comunidade, a cultura (juvenil) e as identidades (juvenis) surdas estão ali abordados, além de a trama desenvolver-se tendo a vida escolar como uma referência importante, razão da repercussão da série junto aos jovens surdos (e ouvintes) brasileiros. Neste sentido, compreender como se articulam estes aspectos da cultura que envolvem mídia, juventudes e surdez, na perspectiva do campo da educação, é necessário entender os jovens surdos (e não surdos) como sujeitos sociais dotados de valores, crenças, saberes e informações próprios de sua(s) culturas, que interage[m], de forma ativa na produção dos significados das mensagens e que suas experiências, sua visão de mundo e suas referências culturais interferem no modo como vê[em] e interpreta[m] os conteúdos da mídia (DUARTE, 2009, p. 54). Considerando tal perspectiva, constato que o consumo das séries televisivas pelos jovens surdos (e não surdos) com os quais tenho pesquisado tem algumas peculiaridades e relações com diversos e diferentes meios de informação/entretenimento. Eles interagem com a série Switched at Birth enquanto emissão semanal através de determinado canal de tevê por assinatura, mas também se aproximam dos seus episódios fazendo downloads a partir de sites de compartilhamento, lendo e postando comentários em diversos blogs, assinando informativos sobre séries que chegam até eles via , lendo resumos veiculados em jornais de diferentes países e cidades, acessando e se filiando o próprio portal da ABC Family através do ambiente virtual específico da série, bem como aceitando o convite dos produtores da série, veiculado a cada dez minutos, aproximadamente, para segui-la no twitter e no Facebook. Estes jovens surdos com quem tenho convivido a partir da prática de pesquisa, ao comentarem situações vividas pelos personagens da trama apontam tal produção audiovisual como algo diferente, que não falava sobre a surdez como falta, deficiência, e afirmam que a série parecia falar deles e de suas vidas. Assinalo uma peculiaridade do consumo midiático

17 destes jovens surdos fãs de Switched at birth: ao buscarem os episódios na rede, dão preferência àqueles legendados. Afirmam que para o que nós ouvintes precisamos de tradução, eles não precisam, têm aprendido novos sinais traçando correspondências entre os sinais da Língua Brasileira de Sinais que utilizam cotidianamente, o que leem nas legendas e os sinais utilizados em ASL pelos personagens surdos e não surdos da trama. Complementam esta aprendizagem através do site oficial da série. Em diferentes episódios de Switched at Birth várias são as cenas em que Daphne e Emmett, os personagens surdos protagonistas, assim como personagens surdos coadjuvantes, são caracterizados como jovens, urbanos, contemporâneos a partir do uso de telefones celulares e mensagens instantâneas, da navegação em sites de relacionamentos, onde a partir de uma micro câmera conversam através da ASL e da escrita em inglês. Em cenas ambientadas preferencialmente nas escolas regular e de surdos, mas também nas ruas, em espaços de lazer, a presença da tecnologia, assim como de uma indumentária composta por camisetas, calças jeans, tênis, mochilas e bonés, e a presença intensa de elementos de campanhas midiáticas de marcas reconhecidas como juvenis, são expostas reiteradamente. Neste sentido, as práticas juvenis surdas e a conectividade, são mostradas, muitas vezes, em produções midiáticas endereçadas aos jovens surdos e às quais eles têm acesso e referem nas redes sociais e em suas conversas no âmbito da escola. Filmes produzidos para cinema e que são assistidos também em outras telas menores como tevês, computadores e tablets, individual ou coletivamente, em espaços privados ou públicos, telenovelas e peças de comunicação publicitária legendadas ou traduzidas para a Libras, ainda que em menor volume, colocam em circulação imagens que mostram/sugerem tais práticas e os inscrevem em novos regimes de visualidade. A partir do cenário já desenhado, assinalo a urgência de uma ampliação da compreensão das práticas sociais e relações de poder implicadas no conhecimento, entrelaçadas pela escola. Steinberg e Kincheloe (2001) reforçam esta ligação quando afirmam que as práticas culturais e as relações de poder e conhecimento dizem respeito à Educação, não só porque, com as mídias e tecnologias digitais de conectividade, os espaços pedagógicos na vida cotidiana são ampliados, como também atravessam os lugares tradicionais da pedagogia especialmente a escola a partir dos conhecimentos e instituições que são trazidos pelos jovens alunos, neste caso, surdos, e produzem efeitos sobre as suas redes de sociabilidade. Por isso, urge ampliar a compreensão dessas práticas culturais e as relações de poder e conhecimento no campo da Educação, pois os espaços pedagógicos da vida cotidiana são ampliados e atravessam os lugares tradicionais da pedagogia especialmente a escola, o

18 que se processa a partir dos conhecimentos trazidos e partilhados pelos jovens alunos (neste caso, surdos), que produzem efeitos sobre as suas redes de sociabilidade. Esta, me parece, é uma pauta que interessa à escola, interessa à Educação. Referências APPADURAI, Arjun Modernity at Large: cultural dimensions of globalization. 7ed. Minneapolis: University of Minnesota Press, BOUTET, Marjolaine. Switched at Birth La culture sourde à l écran. Disponível em:< Acessado em 11 nov CULLER, Jonathan. Narrativa. Teoria Literária: uma introdução. São Paulo: Beca Produções, DUARTE, Rosália. O espectador como sujeito. In: Cinema e educação. Belo Horizonte: Autêntica, p FISCHER, Rosa Maria B. Televisão & Educação: fruir e pensar TV. 3ed. Belo Horizonte: Autêntica, FOUCAULT, Michel. Os anormais: curso no Collège de France ( ). São Paulo: Martins Fontes, FURQUIM, Fernanda. Switched at birth terá novos episódios para sua 1ª temporada. Disponível em:< Fonte: Acessado em 2 nov GADELHA, Sylvio. Biopolítica, governamentalidade e educação. Introdução e conexões a partir de Michel Foucault. Belo Horizonte: Autêntica, GALLO, Sílvio. Sob o signo da difeença: em torno de uma educação para a singularidade.in: SILVEIRA, Rosa M. Hessel (org) Cultura, poder e educação: um debate sobre estudos culturais em Educação. Canoas: Ed. ULBRA, p GUEDES, Betina S. A língua de sinais na escola inclusiva: estratégias de normalização da comunidade surda. In: LOPES, Maura C.; HATTGE, Morgana D. (orgs.) Inclusão escolar: conjunto de práticas que governam. Belo Horizonte: Autêntica Editora, HALL, Stuart. A centralidade da cultura: notas sobre as revoluções culturais do nosso tempo. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 22, n. 2, p jul./dez HERNANDEZ, Fernando. Catadores da Cultura Visual: uma proposta para uma nova narrativa educacional. Porto Alegre: Mediação, KARNOPP, Lodenir B.; LUNARDI-LAZZARIN, Marcia. L. KLEIN, Madalena. Produzir para consumir: negociações da cultura surda no cenário contemporâneo. In: 34ª Reunião Anual da ANPED, 2011, Natal, RN. Educação e Justiça Social - 34ª Reunião Anual da ANPED, 2011, Natal, RN: ANPED, v. 1. p Disponível em:http://34renião.anped.org.br/images/trabalhos/gt15/gt15-830%20int.pdf. LASTA, Leticia Lorenzoni ; HILLESHEIM, Betina. Políticas públicas de inclusão escolar: a produção e o gerenciamento do anormal. In: THOMA, Adriana da Silva (Org.) ; HILLESHEIM, B. (Org.). Politicas de Inclusão: gerenciando riscos e governando as diferenças. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, (p ) LOPES, Maura Corcini ; LOCKMANN, Kamila ; HATTGE, Morgana Domênica ; KLAUS, Viviane. Inclusão e biopolítica. Cadernos IHU Ideias (UNISINOS), LOPES, Maura Corcini ; LOCKMANN, Kamila ; HATTGE, Morgana Domênica ; KLAUS, Viviane. Inclusão e biopolítica. Cadernos IHU Idéias (UNISINOS), MURRAY, Joseph J. Coequality and Transnational Studies: understanting deaf lives. In:

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