CRÉDITO E INFRAESTRUTURA FÍSICA URBANA NA URBANIZAÇÃO DE SÃO PAULO DA PRIMEIRA DÉCADA DO SÉCULO XX

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1 CRÉDITO E INFRAESTRUTURA FÍSICA URBANA NA URBANIZAÇÃO DE SÃO PAULO DA PRIMEIRA DÉCADA DO SÉCULO XX Gilberto Cunha Franca Resumo UFSCar- Sorocaba O objetivo deste trabalho é compreender a importância da urbanização de São Paulo na crise do desenvolvimento capitalista no Brasil, da primeira década do século XX. Neste período, o país e mais propriamente a cidade de São Paulo ficaram no centro dos investimentos estrangeiros, direcionados principalmente para a infraestrutura física urbana. A Cia Light tornou-se a empresa estrangeira mais importante que atuou na montagem e no oferecimento desta infraestrutura. Conseguiu com muita rapidez o monopólio quase absoluto do oferecimento de energia e bondes elétricos na cidade e no estado de São Paulo. A especulação financeira e a concorrência que se deram na corrida pelo domínio da infraestrutura física urbana da cidade de São Paulo e de outras cidades brasileiras foram parte importante de um ciclo de desenvolvimento do capitalismo, que encontraria fortes barreiras em Palavras-chave: Urbanização, crédito, infraestrutura urbana, poder, crise. Grupo de Trabalho nº 9 A produção do urbano: abordagens e métodos de análise

2 Introdução Este trabalhorecoloca algumas questões abordadas empesquisas anterioressobre o papel das infraestruturas físicas e sociais no funcionamento do capitalismo (Franca, 2004 e 2010). Particularmente, interessa aqui compreender a importância das infraestruturas físicas e urbana na formação espacial brasileira, que se afirmou com a centralidade da cidade de Paulo e da região do Sudeste. O foco na primeira década do século XX se deve à busca da gênese da urbanização da cidade de São Paulo, quando a mesma se depara com o primeiro momento efetivo de modernização.ou seja, quando se inicia sua autotransformação decorrente da instalação dos serviços urbanos de bondes e iluminação elétrica,interligadosaos grandes investimentos estrangeiros. Um estudo da geografia histórica da cidade de São Paulo neste período pode dizer muito sobre a real importância das conexões que se deram entre as infraestruturas urbanas e os investimentos externos, tanto para o desenvolvimento quanto para as crises sucessivas que o país viveu nas duas primeiras décadas. Trabalhos importantes já foram realizados relacionando infraestruturas e urbanização, dentre os quais se destaca a tese de Odette Seabra (1987), com sua análise da retificação do Rio Pinheiros na montagem do sistema elétrico, que forneceu energia para a metrópole paulista durante o período de industrialização intensiva. Sua análise identificou ligações entre a natureza e as infraestruturas construídas, entre a Cia Light e o poder público, assim como as ligações entre o lucro desta empresa e os negócios com a renda e a propriedade da terra. O papel da Light na industrialização, na urbanização e na modernização de São Paulo moveu muitos pesquisadores e continua movendo, tamanho foi o impacto e o poder desta empresa canadense no Brasil da primeira metade do século XX. Destaco o recente trabalho de história econômica de Saes(2010) sobre o conflito entre a Light e CBEE (Companhia Brasileira de Energia Elétrica) na formação do capitalismo brasileiro. Também é revelador o trabalho de história social de Sávio (2010), uma pesquisa sobe rupturas e continuidades na passagem dos bondes à tração animal para bonde elétrico, e deste para o automóvel, num períodoque vai de 1900 à segunda década do século XX. A retomada de estudos da Light também se alimenta dos 100 anos completados em 2013 da criação da Brazilian Tration, a holding que controlou todas as atividades da 2

3 empresa canadense no Brasil, incluindo a Light São Paulo e a Light Rio de Janeiro. Completados os 100 anos da Barcelona Tration em 2012, foi montada uma rede de pesquisadores, coordenada pelo geógrafo Horácio Capel na cidade espanhola, e por Odette Seabra na cidade de São Paulo. O resultado mais importante desta rede de pesquisadoresse deucom a realização no Brasil nos dias 27, 28 e 29 de maio, de 2013, no Departamento de Geografia da USP, do II Simpósio Internacional Eletrificação e modernização social, sediado na Universidade de São Paulo. Foi uma reedição do Simpósio Internacional Globalización, innovación y construcción de redes técnicas urbanas en América y Europa, realizado em reflexãoao centenário da companhia Barcelona Traction empresa do grupo Light, também atuante no Brasil e no México e organizado pela Universidade de Barcelona em Este trabalho se insere nestaredede Pesquisa Brasil-Espanha e quer agora contribuir para identificação das conexões que se deram entre acumulação, urbanização e crise, nas duas primeiras décadas do século XX, a partir da urbanização e das relações espaciais em São Paulo. Isto vem sendo feito através de um estudo específico das conexões entre o serviço de bondes, a propriedade imobiliária e o crédito internacional. Tal conexão interligou empresas e poderes estatais com o mercado de capitais de alto risco, configurando um período delimitado de expansão que vaida última década do século XIXaos meses que antecederam à Primeira Guerra Mundial, em Com a eletricidadea empresa canadense encontrou uma maneira bem atrativa de absorver o capital excedente, disponíveis nos principais centros financeiroslondres, Paris, assim como dos emergentesestados Unidose Canadá. Em São Paulo a escala e o cotidianoda cidadeforam alterados em meio à construção e expansão dos serviços de iluminação, telefonia, transportes. Estas transformações, recebidas com muita euforia na chegada da empresa, em 1900, tornaram-se motivo de crítica e resistência da população e de setores do poder público, dez anos depois. Esta pesquisa se fundamenta da teoria do ordenamento espacial de David Harvey (1999; 2004; 2011) 1. O geógrafo marxistase apoia na hipótesedehenri Lefebvre (1973)para oferecer sua leitura do espaçona solução e na formação das crises capitalistas.harveyfornece, além disso, uma sua versão espacial para a lei proposta por 1 Essas crises são tipicamente registradas como excedentes de capital (em termos de mercadoria, moeda e capacidade produtiva) e excedentes de força de trabalho lado a lado, sem que haja aparentemente uma maneira de conjugá-los lucrativamente a fim de realizar tarefas socialmente úteis, (HARVEY: 2005, 78). 3

4 Marx da queda tendência da taxa de lucro (1988). No centro da leitura de Harveysobre arelação entre acumulação capitalista e crise está a urbanização e todo o ambiente construído por infraestruturas físicas e sociais (como transportes, comunicação, educação, pesquisa).devido ao papel que cumpre na absorção de excedentes de capital e na evolução de complexas conexões com o sistema financeiro, a urbanização também se transformanuma fonte de endividamento e de crise, muitas vezes de difícil solução, como esta que estamos vivendo atualmente. Posto o tema, as motivações acadêmicas, e os fundamentos teóricos, queremos discutir a seguinte questão: como a urbanização de São Paulo se relacionou com o desenvolvimento e com a criseno início do século XX. Nossa hipótese se refere ao papel das infraestruturas urbanas nas conexões entre capital externo e urbanização da cidade de São Paulo, implicadas nas atividades de transportes e iluminação elétrica da Light and Power.Sob esta hipótese pode-se também iluminaro próprio ordenamento espacial paulista e brasileiro, no contexto de mudança do centro dinâmico do capitalismo. Para além das explicações que põe nas atividades do café, da indústria e das ferrovias,levantamos aqui o relevo que a infraestrutura física e o desenvolvimento urbanotiveram na concentração econômica de São Paulo.Isto pode ser exemplificado pelosos empréstimos, incluindo o financiamento hipotecário, realizados pela Light juntos aos principais bancos e centros financeiros internacionais, para sua criação e expansão no território brasileiro. Este trabalho de pesquisa adotará como perspectiva metodológica a análise da transformação histórico-geográfica da cidade de São Paulo,envolvendo um conjunto de elementos que se entrecruzam e se entrelaçam. Isto implica, por exemplo,que o fluxo de capitalou transporte elétrico não pode ser adequadamente compreendido sem a consideração dos demais elementos. Ao analisar o crédito que sustentará os investimentos e as transformações urbanas será indispensável relacioná-lo com mudanças políticas sem os quais o fluxo de capital não teria acontecido, ou teria acontecido parcialmente. Nossa perspectiva é relacional, na medida em que procuraremos estabelecer as conexões espaciais entre o crédito e as obras de infraestrutura na produção do lugar. Será empregada uma perspectiva de relações entre variáveis no espaço da cidade e da região, a exemplo da relação entre a tecnologia de bonde movido à eletricidade e as transformações no cotidiano e nas concepções de mundo. Tais caminhos metodológicos estão sendo construídos através de fontes documentais, de dados e informações 4

5 referentes ao período de 1900 a Crédito e infraestruturana urbanização de São Paulo. O sistema de crédito acelera o desenvolvimento material das forças produtivas e o estabelecimento de um mercado mundial Karl Marx No final do século XIX países do centro capitalista como Inglaterra, França, Alemanha, e mesmo Estados Unidos e Canadá, estavam em voltas novamente com excedentes de capital, provenientes principalmente da produção industrial e do transporte ferroviário em expansão desde a década de 1870 (Hobsbawn, 2003). O coração da moderna arquitetura financeira era o sistema de crédito, mobilizado em grande medida por grupos associados de capitalistas, envolvidos com projetos de longo prazo em infraestruturas físicas e urbanas. O grupo financeiro que controlou a Light no Brasil através da holding Brazilian Traction, esteve no centro desta modalidade financeira 2, numa estreita conexão, muitas vezes conflituosa, com as altas finanças dos Rothschilds, que dominou a moeda e o câmbioa partir do centro financeiro de Londres. O domínio da tecnologia da eletricidade possibilitou que estes capitais excedentes fossem absorvidos em novas atividades lucrativas. Nas cidades americanas e europeias seguiu-se uma onda de instalação de serviços urbanos de transportes, luz, telefonia, movidos à eletricidade. Porém, com a forte concorrência entre países imperialistas, os limites de expansão logo aparecerem. Com excedente de capital e inovação tecnológica tornava-se indispensável encontrar novos lugares.nada simples para os mercados disputados e controlados como Londres, Birmigham, para não falar de Paris e de outros centros de negócios financeiros. Neste contexto, o empresário norte americano, Alexandre Mackenzie, com negócios ligados aos serviços urbanos no Canadá, foi jogado numa situação de desespero, quando os vereados de Birmingham, em 1897, não aceitaram a tecnologia de eletrificação por fios aéreos (Armstrong, 1988). Algo parecido havia acontecido um ano antes com a recusa dos vereadores de Londres em aceitar a entrada do grupo canadense em seu território. Mackenzie e seus sócios ficaram na mão com a concessão sem validade e com os equipamentos sem poder instalar em Birmingham. Nunca se 2 Segundo SAES, A formação da Light como empresa de serviços públicos no Brasil fazia parte do movimento de expansão do capital dos empresários canadenses, que estavam aptos e tinham conhecimento suficiente para a construção de amplos empreendimentos para regiões menos desenvolvidas (p.100). 5

6 saberá o que teria acontecido aos capitais reunidos em ações e materiais, caso não tivessem encontrado na América Latina, e particularmente na cidade de São Paulo, as condições para serem absorvidos em atividades produtivas e lucrativas 3. Nas cidades inglesas o impedimento veio por meio de barreiras políticas levantadas pelas municipalidades.tais barreiras políticas devem ter aumentado o interesse pelas grandes cidades em ascensão na América Latina e no Brasil, como o Rio de Janeiro e São Paulo. No Brasil, depois de barrada na Inglaterra o poder econômico da Light se mostrou implacável para certos grupos econômicos brasileiros. Na capital da República brasileira o território estava mais controlado por antigas conexões entre capital e Estado, em vias, inclusive, da experimentação da eletricidade, e relativamente articulados com bancos e empresas estrangeiras. Porém, no emergente estado paulista a elite política e econômica dominante se colocava a frente de uma articulação bem conduzida com o capital externo, como forma de preservar seus próprios interesses, mesmo que custasse abandono de qualquer alternativa de desenvolvimento capitalista independente 4. A cidade São Paulo tornou-se então um local estratégico e porta de entrada do grupo canadense no Brasil para produzir e oferecer serviços urbanos de transportes, luz, e energia elétrica esta e outras cidades. O principal produto de exportação, o café, fazia do estado de São Paulo um espaço econômico em relevo, importante demais para ser desprezado no mercado mundial de capitais. Além do que, mudanças decorrentes da proclamação da república permitiram maior poder aos estados, inclusive no que se refere às operações de crédito e de ações com o capital externo (Marcondes e Hanley, 2010). A região paulista era desde os anos 70 do século XIX já se configurava como espaço importante para os investimentos estrangeiros em infraestrutura ferroviária, 3 David Harvey formulou a teoria do arranjo espacial numa versão espacial da teoria Marx da crise e da sobreacumulação. Segundo o geógrafo marxista, Essas crises são tipicamente registradas como excedentes de capital (em termos de mercadoria, moeda e capacidade produtiva) e excedentes de força de trabalho lado a lado, sem que haja aparentemente uma maneira de conjugá-los lucrativamente a fim de realizar tarefas socialmente úteis, (2005, 78). Então para evitar a desvalorização, é imperativo descobrir maneiras lucrativas de absorver os excedentes de capital. A expansão geográfica e a reorganização espacial proporcionam tal opção. No entanto, explica que, Não é contudo possível divorciar essa opção de mudanças temporais em que o capital excedente é deslocado para projetos de longo prazo que precisam de muitos anos para devolver seu valor à circulação mediante a atividade produtiva que sustentam. Como a expansão geográfica com frequência envolve investimentos em infraestruturas físicas e sociais de longa duração (por exemplo, em redes de transportes e comunicações, bem como em educação e pesquisa), a produção e a reconfiguração de relações espaciais oferecem um forte meio de atenuar, se não de resolver, a tendência à formação de crises no âmbito do capitalismo (79). 4 Uma explicação profunda desta articulação entre a tradicional elite agrária brasileira e o moderno centro capitalista encontra-se em Florestan Fernandes, A revolução burguesa no Brasil, p

7 voltada atividade agroexportadora de café. Nossa tese é que o impulso dado pelos investimentos externos em infraestrutura e desenvolvimento urbano na cidade transformou esta configuração completamente. Este salto não se deve é claro apenas aos fluxos de capital externos, mas à articulação destes com a elite local, que mantinha o controle da produção de café e da evolutiva atividade industrial da primeira década do século XX. Desta maneira, na primeira década do século XX, preparou-se a virada da região paulista como república do capital concorrendo com Rio de Janeiro, a capital da República. Para o novo fluxo de investimento se realizar houve também a renegociação da dívida externa, em 1898, o primeiro funding loans, do governo brasileiro com os credores internacionais retomando a credibilidade com a City Londrina (Abreu, 2002). O acordo com os Rothschilds pôs fim aos últimos anos economicamente estagnados do século XIX, que sucedeu o boom do Encilhamento. Para o novo empréstimo os credores exigiram como garantia patrimoniais federais como receitas alfandegárias e estradas de ferro. Firmado o acordo, o crédito e os investimentos voltaram a fluir para o Brasil, e com maior autonomia dos estados para realizar as operações de empréstimos e emissão de títulos nas bolsas da Europa. No longo tempo, esta foi mais uma medida que favoreceria o reordenamento do fluxo de capital para o espaço paulista. O período que sucedeu a renegociação da dívida brasileira, entre , empregou consistentemente infraestrutura física e urbana, com destaque para o setor de iluminação e transporte urbano ( libras), ultrapassando inclusive os investimentos ferroviários ( ), setor que vinda absorvendo maior investimento estrangeiro desde 1860 (Castro, 1979). Se considerarmos que ferrovias e Portos acresciam também investimentos às cidades onde estavam instalados, os investimentos em desenvolvimento urbano foram predominantes em relação ao total de investimentos estrangeiros. 7

8 Tabela 1 - Investimento estrangeiro no Brasil por setor de destino (em libras). Setores Nº de Capital Total Nº de empresas empresas Capital Total 1. Serviços Básicos Ferrovias Companhia de Gás Telégrafos e telefones Iluminação e transporte urbano Portos Cias. de Navegação Obras Públicas Serviços Particulares Banco Cias. de crédito Cias. de mineração Cias. de seguro Casas Comerciais Prod. Agropecuária Ind. De transf Total Fonte: Adaptado de Castro, Parte expressiva destes investimentos externos, nos setores de iluminação e transportes urbanos, foi realiza pela Light, com o montante maior em 1913, ( libras), quando ocorre a fusão e centralização de suas empresas no Brasil, com a holding criada no Canadá, Brazilian Traction Light and Power. Como tal a holding alimentou-se e alimentou o sistema de crédito. O Investimento realizado no Brasil foi inicialmente de seis milhões de dólares, no momento de sua criação da São Paulo Light em São Paulo, em 1899.Isto representava o equivalente no mesmo ano da receita de todo Estado de São Paulo. Cinco anos depois, na disputada criação da Light do Rio de Janeiro, o grupo majoritário de acionistas, liderados por F. Person numa associação com Percival 8

9 Farquhr levantou uma quantia bem maior do que o investimento inicial 5. Para expandir seus negócios a Light São Paulo canalizou seus lucros para o Rio de Janeiro. Na concorrência pelo mercado brasileiro de bondes elétricos e iluminação a empresa recorreu principalmente aos capitais disponíveis em Londres. Mas também se valeu da disponibilidade de capitais em Paris, segunda praça mais importante na Europa. Como identifica Saese Levy (2001, 77), em 1912, a Light do Rio de Janeiro recorreu ao crédito francês lançando títulos na Bolsa de Paris, provavelmente pela disputa acirrada do mercado carioca com a CBEE. Segundo Saese Levy o acesso ao capital francês foi bem mais importante do que a literatura descreveu até agora, e foi facilitado por um afrouxamento das exigências para com empresas privadas e com Estado brasileiro, incluindo empréstimos para os governos estaduais, voltados em grande parte para infraestrutura ferroviária, portuária e urbana. O acesso ao crédito foi desde o início condições indispensável para a empresa adquirir os materiais e os imóveis necessários para suas atividades ligadas à eletricidade. Com o dinheiro disponibilizado pelo crédito a Light pode competir e eliminar seus concorrentes. Nos primeiros anos de atuação na cidade de São Paulo Cia Viação Paulista fez todas as tentativas para não ser retirada do mercado de bondes a tração animal na cidade de São Paulo. Para enfrentar sua concorrente, a Light, Cia Viação Paulista buscou empréstimo também em Paris. Porém com juros bem acima da média e com as dificuldades produtivas, os empréstimos apenas aceleram sua falência, sendo adquirida pela rival em Enquanto perdia para a tecnologia e para o capital da Light, a Cia Viação Paulista também perdia o apoio político local. Como relatou Savio (p.64), o principal argumento da empresa era de que, por garantias contratuais, a Light não tinha o direito de transitar pelas ruas em que a Cia Viação Paulista já estivesse assentado os seus trilhos. Mas o Prefeito Antônio Padro trazido para o campo da Light não era da mesma opinião. Em relatório no mesmo ano mesmo desfez os contratos com Cia Viação Paulista alegando inúmeros problemas no oferecimento do serviço de bondes de burro. Os vínculos da Light com a administração municipal e com o governo do Estado de São 5 A empresa, como descreveu SAES, conseguiu apoio dos centros financeiros de Londres, Bruxelas e Paris, consolidando os capitais da empresa com os antigos acionistas da The São Paulo Tramway, Light & Power, Ltd., Person havia levantado cerca de 25 milhões de dólares entre todos os investidores, entretanto o capital integralizado para a formação no dia 9 de julho de 1904 da the Rio de Janeiro Trmway Light and Power Company, Limited somava apenas 4 milhões fornecidos pelos velhos sócios canadenses. 9

10 Paulo 6 foi num crescente desde o início das suas operações, diferente do que aconteceu na primeira década no Rio de Janeiro, onde ocorreram fortes disputas para remover as barreiras políticas colocadas. O efeito disto tudo foi uma transformação de escala na urbanização de São Paulo. A Light construiu em 1901, no bairro da Luz, a Usina Paula Souza para transformar e distribuir a energia gerada na Usina hidrelétrica de Parnaíba, inaugurada no mesmo ano; instalou os postes que suportaria a transmissão de energia elétrica da cidade; construiu oficinas e galpões de reparos no Bairro do Cambuci; instalou os trilhos por onde passaria os bondes elétricos, que reconfiguraria o espaço urbano de São Paulo, em todas as direções (Eletropaulo, 1990). Não é exagero dizer que a Light construiu e dominou o movimento da totalidade da cidade de São Paulo, em termos do seu desenho urbano. Com este domínio sobre o espaço urbano trouxe para seu lado os proprietários de terra. A empresa soube muito bem se beneficiar da propriedade e da renda imobiliária, tanto que empresa montou um setor de terras (Seabra, 1987) 7. Havia grandes grupos atuando na cidade de São Paulo neste mercado de terras, como a City of São Paulo ImprovmentsFreehold Land CompanyLimited. Porém na urbanização de São Paulo, e talvez na urbanização brasileira, nenhum grupo conseguiu como a Light integrar verticalmente um espaço produzido horizontalmente por usinas, postes e bondes elétricos, instalações de reparo, escritórios, um ambiente construído sobre o qual a empresa soube fazer nascer uma fonte de lucro e de renda. Na medida em que construía a infraestrutura urbana a Light valoriza suas próprias propriedades, e nelas se apoiava para adquirir empréstimos. Como identificou Marcondes e Hanley (2010) 8, títulos da Light foram lançados entre 1888 e 1901, dando como garantias imóveis recém-adquiridos pela empresa em São Paulo (Tabela 2). 6 O que foi crucial de crucial importância foi o fato de Gualco e Souza convencerem a Câmara de que a concessão tinha de ser exclusiva. Eles argumentaram que a tração elétrica podia ser explorada apenas numa base monopolista, por tratar-se de um serviço de longo prazo, In: McDOWALL, p.33 apud SÀVIO, Marco A. C. (2010: 57). 7 Como escreve SEABRA (p.166) sobre as obras que a Light faria mais tarde na retificação do Rio Pinheiro, o capital produtivo aplicado nos circuitos de produção de energia tinham também a propriedade de produzir materialmente a cidade e com isso os terrenos adjacentes às obras acumulariam um sobre-preço, ou uma renda diferencial derivada dos investimentos projetados 8 Os autores coletaram todas as hipotecas de bancos registrados no 1 Cartório da Cidade de São Paulo no Período, que totalizaram, 405 casos (p.114). 10

11 Tabela 2. Hipotecas por bancos e empresas em São Paulo de 1888 a 1901 (em valores nominais) Segundo Marcondes e Hanley (p.115): Os imóveis hipotecados referem-se principalmente a terrenos e equipamentos relacionados à geração e à distribuição de energia elétrica. O total do empréstimo alcançou seis milhões de dólares canadenses, com vencimento em 1º de junho de 1929, a uma taxa de juros de 5% ao ano. Com o mercado hipotecário aperfeiçoado e mais descentralizado no período da 11

12 Primeira República a Light pode recorrer às fontes de crédito disponíveis no Canadá, EUA e Europa, para expandir geograficamente suas atividades ligadas à eletricidade para outras cidades brasileiras. Conforme identificou a pesquisa de Marcondes e Hanley a Light participou no período o estudado com 17,6% das hipotecas de São Paulo. Ficou atrás apenas do financiamento hipotecário da Companhia Paulista de Vias Férreas e Fluviais, intermediado pelo British Bank of South América, responsável por um terço dos valores hipotecados. O restante do financiamento hipotecário foi realizado por bancos. De conjunto, os autores ressaltam a presença bem maior desta modalidade de crédito do que havia sido identificado em estudos anteriores. Numa primeira leitura da modernização de São Paulo na primeira década do Século XX percebemos esta estreita relação entre o sistema de crédito e as infraestruturas urbanas. Num contexto de excedentes de capital, autores como Saese Levy (2001), chamam a atenção para a entrada dos capitais franceses no espaço controlado anteriormente por Londres. Na acirrada competição entre os principais centros financeiros, os mesmos autores nos revelam os arriscados negócios com credores internacionais. Ao que tudo indica foram muito arriscadas os empréstimos hipotecários que se apoiavam na valorização com a propriedade imobiliária, a exemplo do caso da Light. Ainda que não seja possível fazer deduções diretas a especulação financeira que antecedeu a crise de 1914 talvez tenha mais relações com os investimentos em infraestruturas e na urbanização do que imaginamos.o que pode se dizer também é que Brasil e a cidade de São Paulo participaram ativamente deste desenvolvimento assim como desta crise capitalista, antessala de grandes acontecimentos externos como Primeira Guerra Mundial e da reconfiguração das relações internas espaciais do território brasileiro. Referências Bibliográficas A CIDADE DA LIGHT: São Paulo, Superintendência de comunicação/departamento de Patrimônio Histórico/ Eletropaulo, ABREU, Marcelo de Paiva. Os funding loans brasileiros ( ). In: IPEA, Pesquisa e Planejamento, v.32, n.3, FRANCA, Gilberto Cunha. O trabalho no espaço da fábrica: um estudo da General Motors do Brasil São José dos Campos. São Paulo: Expressão Popular, FRANCA, Gilberto Cunha. Urbanização e educação: da escola de bairro à escola de 12

13 passagem. São Paulo, Tese (Doutorado) Universidade de São Paulo - USP, HARVEY, David. Los límitesdel capitalismo y la teoria marxista. México: Fondo de Cultura Económica, HARVEY, David. O Enigma do Capital. São Paulo: Boitempo, HARVEY, David. O novo imperialismo. São Paulo: Boitempo, HARVEY, David. Paris, Capital de lamodernidad. Madrid: EdicionesAkal, HOBSBAWN, Eric. A era dos impérios ( ). São Paulo: Paz e Terra, LEFEBVRE, Henri, A revolução urbana. Belo Horizonte: Editora da UFMG Humanitas, MARCONDES, Renato Leite e HANLEY. Anne G. Bancos na transição Republicana em São Paulo: o Financiamento hipotecário ( ). In: Estudos Econômicos, São Paulo: V.40, n.1, p (2010). SAES Flávio Azevedo Marques e LEVY, Maria-Bárbara. Dívida externa brasileira, : empréstimos públicos e privados. In: Wilson Suzigam, História econômica & história de empresas. São Paulo: Hucitec, 2001). SAES, Alexandre. Conflitos de Capital. Ligth versus CBEE na formação do capitalismo brasileiro ( ). Bauru-SP: Edusc, SÁVIO, A. C. Sávio. A cidade e as máquinas. Bondes e automóveis nos primórdios da metrópole paulista São Paulo: Annablume, SEABRA, Odette de Carvalho Lima. Os meandros dos rios nos meandros do poder. Tese (Doutorado). Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo. São Paulo,

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