Economia aquecida atrai maior número de imigrantes ao país

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1 mobile.brasileconomico.com.br TERÇA-FEIRA, 26 DE JULHO, 2011 ANO 3 Nº 481 DIRETOR RICARDO GALUPPO DIRETOR ADJUNTO COSTÁBILE NICOLETTA R$ 2,00 Murillo Constantino Queensberry, tradicional fabricante de geleias, estreia no mercado de suco de frutas com seu smoothie, como aposta Cristiano de Moraes. P22 Caixa e BB diversificam aplicações voltadas afundos de pensãode estados e municípios, com fundos de participações e imobiliários. P28 Economia aquecida atrai maior número de imigrantes ao país No primeiro semestre, foram concedidas autorizações de trabalho, alta de 19,4% em relação ao mesmo período de 2010 Maioria dos vistos foi liberada para trabalhadores qualificados. São estrangeiros vindos de países desenvolvidos, como EUA e Inglaterra. Para imigrantes de países pobres, a opção em geral é pedir refúgio político ou viver na ilegalidade. Para bolivianos, por exemplo, foram concedidos 12 vistos de trabalho este ano. Mas estimativas apontam para a presença de 200 mil deles no país, sendo 80 mil só em São Paulo, onde se submetem a jornadas extenuantes em oficinas de costura. P4 Garantia de matrícula em escolas públicas é outro fator que atrai imigrantes latinos. Divulgação Paranapanema tem nova fábrica para reforçar peso em cobre Empresa comandada por Luiz Antônio Ferraz inicia obras em Santo André (SP), como parte do primeiro plano de investimento elaborado em dez anos. Retomada inclui venda da Cibrafértil e parcerias com mineradoras para explorar 140 reservas. P18 Mantega garante que inflação deste ano ficará dentro da meta Multinacionais vão monitorar uso derede social notrabalho Petrobras venderá participação em blocos Dólar cai ao menor nível em 12 anos, apesar do esforço do BC A moeda americana fechou abaixo de R$ 1,55 pela primeira vez desde 1999, mesmo com três intervenções no mercado à vista; BC retomou o leilão a termo, após mais de dois meses. P32 INDICADORES TAXA DE CÂMBIO COMPRA VENDA Dólar Ptax (R$/US$) 1,5441 1,5449 Dólar Comercial (R$/US$) 1,5410 1,5430 Euro (R$/ ) 2,2166 2,2179 Euro (US$/ ) 1,4355 1,4356 Peso Argentino (R$/$) 0,3732 0,3737 JUROS META EFETIVA Selic (ao ano) 12,50% 12,42% BOLSAS VAR.% ÍNDICES Bovespa - São Paulo -0, ,54 Dow Jones - Nova York -0, ,80 Nasdaq - Nova York -0, ,80 S&P Nova York -0, ,43 FTSE Londres -0, ,26 Hang Seng - Hong Kong -0, ,29 Bancosde montadoras avançamem créditodeveículo Para o ministro da Fazenda, o IPCA, índice oficial monitorado pelo governo, fechará 2011 em 6%, acima da meta central de 4,5%, mas abaixo do teto previsto, que é de 6,5%. P10 Companhias como as americanas Actiance e Sourcefire começam a se instalar no país atraídas pela crescente utilização do Facebook, Twitter e Orkut no ambiente profissional. P24 Para garantir investimentos, estatal oferecerá participação a sócios privados em negócios no Brasil e no exterior, e deve deixar de financiar fornecedores para melhorar rentabilidade. P26 Os caminhões se mantêm como carro-chefe, mas os bancos Iveco Capital e Mercedes-Benz aproveitam o ritmo de vendas de automóveis para avançar com novas áreas de atendimento especializado. P30

2 2 Brasil Econômico Terça-feira, 26 de julho, 2011 NESTA EDIÇÃO OPINIÃO Patrícia Santos Murillo de Aragão Cientista político e presidente da Arko Advice Pesquisas Luiza Erundina Deputada Federal (PSB-SP) Alimentação natural para animais domésticos conquista mercado Com um investimento de R$ 500 mil, os sócios Jörgen Dehlbom e Roberta Câmara trazem dos Estados Unidos para o Brasil o conceito de alimentação fresca para animais de estimação. Com seis meses de atividade, a PetDelícia tem meta de 150 pontos de venda. P14 Usina Solar de Tauá, no Ceará, começa a funcionar gerando 1 MW Serádia4deagostoainauguraçãodaprimeirausinado paísagerarenergiaelétricaapartirdosraiossolares.com geraçãoinicialde1megawatt(mw),mascomprevisão dechegara50mw,entraráemoperaçãocomercial ausinasolardetauá,noceará,dampx. Apresidente DilmaRousseffparticiparádasolenidade. P14 Anac abre consulta pública para concessão de aeroportos Valter Campanato/ABr Com o objetivo de preparar os aeroportos para a Copa do Mundo de 2014 e Olímpiada de 2016, a Agência Nacional de Aviação Civil abriu chamada pública para projetos de reestruturação dos terminais de Guarulhos e Viracopos, em São Paulo, e de Brasília. P12 Leilões de ações protegem o investidor da histeria do mercado O caso Mundial levantou dúvidas sobre o mecanismo que trava automaticamente a negociação quando um papel tem alta rápida, seguida de queda brusca. Mas os leilões são mais comuns do que se imagina e são realizados cerca de 250 vezes por dia. P34 Gerenciando a faxina Apesar do jargão ter sido da era Lula, deve ser aplicado na era Dilma. Afinal, nunca antes na história deste país houve uma faxina tão ampla em um órgão público em decorrência de escândalos de corrupção como o que está havendo no setor de transportes. No Brasil de sempre, alguns eram sacrificados e outros sobravam. Os esquemas se recompunham e a vida continuava. Agora, a partir de denúncias de favorecimento e corrupção, 17 pessoas foram afastadas, inclusive um ministro de Estado. Dilma, em entrevista na última sexta-feira a um grupo de cinco jornalistas, afirmou que a faxina vai continuar, independentemente de partido. Declarou, categoricamente, que sairão todos os dirigentes do Dnit e da Valec. É uma medida salutar. Há muito o Ministério dos Transportes patinava entre a incompetência e a lentidão na solução de problemas graves do país. As consequências da decisão? Pelo aspecto administrativo, ela funciona como um alerta para todos os demais ministros: tratem de ser corretos e competentes. Mesmo enfrentando problemas políticos, Dilma não hesitou em promover uma ampla limpa no ministério. O efeito demonstração já está sendo bastante sentido na Esplanada. Em termos políticos é preciso observar se a medida abala ou não as relações com os aliados. Teoricamente, os insatisfeitos podem retaliar apoiando investigações ou votando contra projetos de interesse do Planalto. O líder do PR, Lincoln Portela, teria dito que o governo estava brincando com fogo. Após a declaração ter sido divulgada, no entanto, Portela negou com veemência que tenha ameaçado ou feito tal afirmação. O fato é que todos sabem no Congresso Nacional que a insatisfação dos aliados pode desembocar em retaliações. Pelos cantos da Câmara, alguns comentaram que poderiam ajudar a oposição a convocar ministros para debater temas constrangedores. Há muito o Ministério dos Transportes patinava entre a incompetência e a lentidão na solução de problemas graves do país Comenta-se ainda que a faxina da presidente pode atingir outros partidos e outros ministérios. Tal fato gera uma situação de embaraço e temor. Assim, é mais do que provável que, na reabertura dos trabalhos pós-recesso, ouçamos o ranger de dentes e as reclamações surdas. Porém, devemos considerar dois outros aspectos. O primeiro deles é a possibilidade de que a limpeza continue e atinja outras áreas do governo que tenham relação com outros partidos da base aliada. O segundo é a popularidade da atual gestão. De um lado, a extensão da faxina promovida pela presidente pode representar novas crises. Por outro, a boa aceitação de Dilma por parte da opinião pública serve para blindá-la de maiores problemas que possam surgir. Retaliações, no limite, podem ser muito piores para quem as pratica do que para quem as sofre. Como novas faxinas continuam sendo possíveis e bem-vindas, os riscos de atrito vão continuar elevados e irão testar, ainda mais, a capacidade de diálogo da base política. Porém, tanto pela popularidade do governo quanto pelo poder de articular verbas e cargos, o Planalto, apesar dos riscos inerentes ao confronto com os aliados, continua com condições de neutralizar as insatisfações. Em especial, se continuar a mostrar disposição para o diálogo. Maioridade do ECA Foi comemorado, no último dia 13, os 21 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), criado pela Lei 8.069, de 13/7/1990, que estabelece a proteção integral à criança e ao adolescente. O ECA foi inspirado na Constituição Federal de 1988 que, pela primeira vez na história brasileira, trata a questão da criança e do adolescente como prioridade absoluta e a sua proteção como dever da família, da sociedade e do Estado. Essa lei representa, sem dúvida, inestimável conquista da sociedade, contudo sua existência, por si só, não garante que todos os direitos fundamentais de nossas crianças e adolescentes estejam devidamente assegurados. O artigo 4º do ECA define que é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. O ECA não garantiu a milhares de crianças e adolescentes direitos fundamentais. Muitos vivem nas ruas, por não suportarem a violência em casa Frequentes críticas são feitas ao Estatuto por pessoas que chegam ao absurdo de afirmar que o ECA contribui para agravar a situação de violência e marginalidade de jovens e adolescentes. Provavelmente sequer se deram ao trabalho de conhecer a lei em profundidade antes de rejeitá-la, e proporem mudanças que provocariam inaceitável retrocesso como, por exemplo, a redução da idade penal. Em 1991, tive a oportunidade de participar, representando o Brasil, do Tribunal Permanente dos Povos que se reuniu em Milão, na Itália, para julgar a violação dos direitos de crianças e adolescentes no mundo. Constrangeu-nos o fato do Brasil figurar entre os países que apresentavam maior gravidade quanto à violação desses direitos. No entanto, nossa legislação foi considerada, pelo Tribunal, uma das mais avançadas nesse particular, porém, não basta ter uma boa legislação. É necessário, ainda, que seja devidamente aplicada por quem tem a responsabilidade de fazê-lo. A avaliação dos 21 anos de vigência do ECA demonstra que a família, a sociedade e o Estado, que são legalmente responsáveis pelo cumprimento do Estatuto, estão em débito, não só com nossas crianças e adolescentes, mas também com a nação cujo futuro estará comprometido por não se cuidar dos seus construtores. O ECA atingiu sua maioridade sem garantir a milhares de crianças e adolescentes direitos fundamentais. Muitos vivem nas ruas, por não suportarem a violência em casa, e dormem nas calçadas dopados com cola ou crack; outros, privados de liberdade em instituições fechadas como Febem; além dos que permanecem fora da escola no trabalho infantil para ajudar na sobrevivência da própria família. Somam-se a este quadro de violação dos direitos de meninas e meninos a insensibilidade e a indiferença de uma sociedade omissa diante dessas injustiças e de um Estado que não cumpre a lei que ele próprio criou. Assim, a democracia e o futuro da nação brasileira estarão comprometidos, enquanto leis como o ECA significarem meras conquistas formais, sem incidência na vida e no cotidiano de milhares de seres humanos em formação. Enfim, a maioridade do ECA só será atingida quando essa lei for plenamente aplicada, de modo a expressar o real compromisso da família, da sociedade e do Estado brasileiro com os direitos fundamentais de crianças e adolescentes, assegurando-lhes cidadania, dignidade e um futuro justo e promissor.

3 Terça-feira, 26 de julho, 2011 Brasil Econômico 3 FLORES E VELAS EM HOMENAGEM ÀS VÍTIMAS NORUEGUESAS Fabrizio Bensch/Reuters Avanço Roberto Stuckert Filho/PR Dilma defende desconcentração econômica para que o país cresça Nós temos consciência que não haverá desenvolvimento brasileiro como nação se não houver um processodedesconcentração econômica, logística, de recursos hídricos, energética, disse Dilma, durante assinatura do Pacto pela Erradicação da Miséria, em Arapiraca (AL). Promessa de campanha de Dilma, o Brasil sem Miséria é a principal bandeira social do governo e pretende retirar 16,2 milhões de brasileiros da situação de extrema pobreza em que vivem. Desse total, 9,6 milhões de pessoas estão no Nordeste. Retrocesso Reuters Crianças são as primeiras vítimas dafomeedasecanolestedaáfrica Flores e velas acesas colocadas em frente à Catedral de Oslo em memória das vítimas dos dois atentados de sexta-feira, em que morreram pelo menos 76 pessoas. Mais de cem mil pessoas participaram de uma passeata na capital norueguesa, ontem, em repúdio ao terrorismo. Centrosdedistribuiçãoemergencialdealimentosno lestedaáfrica,devastadopelaseca,estão sobrecarregadospelachegadatodososdiasdemilhares depessoasfamintas.asmãessãoforçadasaabandonar pelasestradasseusfilhosmortosouàbeiradamorte, informaramontemfuncionáriosdosserviçosdeajuda. Adiretora-executivadoProgramaMundialdeAlimentos daonu,josettesheeran,disseemromaqueuma combinaçãofataldedesastrenaturaleconflito regional criouumasituaçãodeemergênciaqueafetamaisde12 milhõesdepessoas. Todosospostoscapazesde distribuircomidaestãocompletamentesobrecarregados. Nossoalimentonãodáconta,disseela. TRÊS PERGUNTAS A... Henrique Manreza...ROGÉRIO CÉSAR DE SOUZA Economista do Instituto de Estudo para o Desenvolvimento Industrial Crédito agrava cenário de desindustrialização Enquanto o câmbio é apontado como o maior vilão da indústria, responsável pela desaceleração da produção no primeiro semestre, o crédito surge como um perigoso inimigo. Confira projeções de Rogério César de Souza, economista-chefe do Iedi. O que esperar da produção este ano? A produção industrial vem alternando entre crescimento e queda desde janeiro. Entretanto, a desaceleração já é evidente pela média móvel trimestral. Em março, houve alta de 0,9% frente o trimestre anterior, já em maio, a expansão foi de 0,2%. Os mais afetados no período foram os bens duráveis, cuja produção até caiu. Após alta de 2,7% em março, o segmento registrou perdas de 2,4% em abril e 1,1% em maio. O aperto monetário chegou à indústria? A produção de bens duráveis acompanha a política de juros, pois as pessoas consomem menos quando a oferta de crédito é reduzida. Além disso, a competição com os importados tem pressionado segmentos como têxtil, calçado e máquinas e equipamentos. Há um acúmulo indesejado de estoques, redução da capacidade instalada e de horas trabalhadas, o que tende a prejudicar os níveis de emprego. Qual é a projeção de expansão para a produção em 2011? A produção não deve passar de 2%, contra variação de 10,5% registrada em Carolina Alves

4 4 Brasil Econômico Terça-feira, 26 de julho, 2011 DESTAQUE IMIGRAÇÃO Editora: Fabiana Parajara Economia estimula onda de imigrantes No primeiro semestre foram concedidas autorizações de trabalho, alta de 19,4% em relação ao mesmo período de 2010 Regiane de Oliveira Quando se imaginaria ver um atentado de origem fundamentalista religioso em um dos países mais pacíficos do mundo, a Noruega. Ou mesmo, em pleno século XXI, acompanhar as discussões de Itália e França sobre um possível controle de fronteiras, assunto abolido há tempos no mundo pós-consolidação da União Europeia. Mais surpreendente ainda foi a decisão da Dinamarca de fechar as fronteiras, sob alegação de controle alfandegário. Isto sem esquecer uma estratégia considerada obsoleta desde 1989: dividir países com muros e cercas, medida hoje tomada pelos Estados Unidos em sua fronteira com o México, e por Israel na Palestina. O que há de comum entre estas ações: o medo da imigração em uma economia assolada pela crise financeira internacional, especialmente nos países que se É natural que o Brasil se torne mais um país de entrada do que de saída, com a volta dos brasileiros que emigraram e com os novos migrantes estrangeiros Renato Zerbini Coordenador-geral do Conare NOS ÚLTIMOS TEMPOS autointitulam desenvolvidos. Da onda de seca na Somália ao desemprego nos Estados Unidos, motivos não faltam para que vários povos caiam na estrada em busca de melhores condições de vida. E o Brasil tem se tornado destino preferido de muitos desses imigrantes. Só primeiro semestre, foram concedidas autorizações de trabalho no país, um aumento de 19,4% em relação ao mesmo período de 2010, segundo dados da Coordenação Geral de Imigração (CGIg), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Do total de autorizações, 93% são temporárias, concedidas principalmente para trabalhadores que atuam a bordo de embarcações ou plataformas estrangeiras; em seguidas estão os artistas e desportistas. As estatísticas mostram ainda que a maior parte dos imigrantes têm alto nível de qualificação. O desenvolvimento econômico é o principal motivador da nova onda de entrada de estrangeiro, sejam eles legais e ilegais. E o maior foco da imigração é por questões econômicas e ambientais e não de refugiados. As fronteiras no mundo começam a se fechar e o Brasil está na moda, com a economia em crescimento, vai receber a Copa e as Olimpíadas. É natural que comece a se tornar um país mais de entrada de pessoas do que de saída", explica Renato Zerbini, coordenador geral do Comitê Nacional para Refugiados (Conare). E temos dois fenômenos: a volta dos brasileiros que emigraram em busca de melhores condições de vida e a migração de estrangeiros. Censo de estrangeiros Segundo o Censo de 2000, o Brasil tinha 51 mil estrangeiros, sendo os migrantes portugueses o maior número, com 34,4% do total, seguidos por japoneses (10,2%), espanhóis (7,0%) e argentinos (4,08%). A expectativa é que o número do Censo de 2010 sejam bem superiores. Os dados estão em fase de consolidação e devem ser liberados apenas no próximo ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Para Zerbini, não é exagero dizer que o país vive hoje um movimento semelhante ao que aconteceu na segunda metade do século XIX. Em fluxo massivo e contínuo registrado, certamente os haitianos representam o maior movimento desde a entrada de italianos e japoneses no século passado. Com economia aquecida, aumenta o número de pedidos de visto de trabalho no país NÍVEL DE ESCOLARIDADE DOS ESTRANGEIROS ACEITOS NO BRASIL, NO PRIMEIRO TRIMESTRE DOUTORADO 48 MESTRADO 265 PÓS-GRADUAÇÃO 110 SUPERIOR COMPLETO SUPERIOR INCOMPLETO 47 2º GRAU COMPLETO º GRAU COMPLETO 69 2º GRAU INCOMPLETO 1º GRAU INCOMPLETO NÃO INFORMADO 99 OUTROS AUTORIZAÇÕES DE TRABALHO CONCEDIDAS A ESTRANGEIROS POR PAÍS DE ORIGEM ESTADOS UNIDOS FILIPINAS REINO UNIDO Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego ÍNDIA CHINA JAPÃO ITÁLIA NORUEGA FRANÇA INDONÉSIA PAÍSES QUE MAIS ENVIARAM ESTRANGEIROS NO PRIMEIRO TRIMESTRE DESTE ANO ESTADOS FILIPINAS UNIDOS REINO UNIDO ALEMANHA ÍNDIA EMIGRAÇÃO Anos 80: saída de brasileiros para exterior. Mais de 1 milhão de brasileiros estavam fora do país nos anos 90, em especial nos EUA, Paraguai, Japão, Itália, Portugal, Inglaterra, Franca, Canadá, Austrália, Suíça, Alemanha, Bélgica, Holanda e Israel

5 Terça-feira, 26 de julho, 2011 Brasil Econômico 5 LEIA MAIS Além de emprego em oficinas de costura, bolivianos chegam ao país atraídos pela possibilidade de estudar e ascender socialmente, situação que não encontram em casa. Escolas municipais de São Paulo incluem espanhol em sala de aula para atender filhos de imigrantes, mesmo que ilegais. Publicação de nome em Diário Oficial vira diploma para algumas crianças. Associação Brasileira do Varejo Têxtil tenta coibir exploração de trabalhadores por fornecedores. Segmento emprega maior parte dos imigrantes andinos em São Paulo. Alberto Cesar Araujo Dos 2 mil haitianos que vivem no Brasil, 251 conseguiram autorização de permanência do Ministério do Trabalho País oferece apoio para integração de refugiados Em busca de proteção contra perseguições, migrantes recebem ajuda no Brasil Divulgação ONDAS DE IMIGRAÇÃO 1ª ONDA 1880 a 1903: 2,1 milhões de europeus chegam ao país, entre eles italianos, portugueses e alemães Motivo: política de estado incentiva a imigração para atender a cultura cafeeira 2ª ONDA 1904 a 1930: entraram 1,8 milhão de estrangeiros, como poloneses, russos e romenos Motivo: busca por trabalho e refugiados pós-primeira Guerra Mundial 3ª ONDA 1930 a 1953: até 1935, chegada de japoneses. Depois vieram espanhóis, gregos e sírio-libaneses Motivo: atender à demanda de mão de obra na agricultura e no setor industrial MIGRAÇÃO INTERNA Década de 60: fim do período de imigração, aumento das migrações internas 4ª ONDA A partir dos anos 90: entrada de coreanos e crescente afluxo de latino-americanos, especialmente bolivianos peruanos e colombianos, que vem trabalhar irregularmente. Aumento da entrada de trabalhadores especializados, de países como EUA, Inglaterra, Alemanha e França. E volta de brasileiros ao país Fontes: Brasil Econômico, Museu do Imigrante, artigo O Brasil na rota das migrações internacionais recentes, de Rosana Baeninger, no Jornal da Unicamp Haitianos A dura viagem em busca de nova vida no Brasil O caminho é tortuoso. Muitos dos cerca de 2 mil haitianos que vieram ao país no último anos sendo 1,3 mil estabelecidos no Amazonas levaram cerca de 3 meses de viagem, um investimento médio de US$ 5 mil e passagem pelos territórios da República Dominicana, Panamá, Equador, Peru, até pegar um barco para a cidade de fronteira Tabatinga (AM). Eles passam por um inferno antes de chegar aqui. E aí mora a contradição do país, que recebe bem os migrantes, mas foge de políticas que ajudariam a minar essas dificuldades, diz o padre Jelnino Costa, da Pastoral do Migrante. Os haitianos não conseguem visto para o Brasil em Porto Príncipe, por isso tem de entrar por uma fronteira que não exija visto. O país não os acolhe como refugiados, mas por questões humanitárias, devido aos problemas ambientais enfrentados pelo país após o terremoto. A questão é que eles chegam aqui doentes, com fome, sem dinheiro. O Brasil deveria regular esta situação desde o Haiti, defende Costa. Os imigrantes são acolhidos pela comunidade religiosa local. Não temos ajuda do estado, além de alguns colchões doados pelo governo dop Amazonas, conta. Já em relação a burocracia, Costa diz que os haitianos não tem tido problemas. Os 16 que chegaram na semana passada já estão com CPF e vão dar entrada na carteira de trabalho, conta. O preconceito existe. É como em qualquer lugar do mundo, é comum ouvirmos pessoas dizerem que 'estão roubando nosso trabalho', ou que 'há tantos pobres no Brasil, porque trazer mais, ressalta. Porém, ele considera que o Brasil é mais receptivo que outros países. Admito que em relação a remuneração, cerca de um salário mínimo, ainda é muito difícil eles se manterem, diz. Mas já conseguimos empregar 15 na Zona Franca de Manaus, comemora. Bárbara Ladeia Também migram para o Brasil os refugiados, indivíduos que vêm ao país em busca de proteção diante de perseguição por raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas. Os pedidos que não se enquadram neste critério são enviados para o Conselho Nacional de Imigração (CNIg), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). É o caso do ex-ativista italiano Cesare Battisti, que não está no país na condição de refugiado político e sim com visto de permanência por tempo indeterminado, o que lhe dá possibilidade de trabalhar. O Brasil conta com 4418 refugiados, um número pequeno se comparado a outros destinos tradicionais. A lógica dos pedidos de refúgio obedecem a lógica da existência de conflitos no exterior, explica Renato Zerbini, coordenador geral do Comitê Nacional para Refugiados (Conare). É clara para a Organização das Nações Unidas (ONU) a política afirmativa no acolhimento desse tipo de imigrante. O Brasil tem uma política bastante funcional, considerada avançada, na recepção dos refugiados, explica Luiz Fernando Godinho, porta-voz da Agência da ONU para Refugiados (Acnur). Uma das ferramentas dessa política é a emissão da carteira de trabalho definitiva ao imigrante refugiado. Para Godinho, esse é o maior símbolo do avanço brasileiro nesse sentido, tendo em vista que muitos países não concedem esse direito aos imigrantes dessa categoria. A ideia central das entidades envolvidas é oferecer subsídio para que esse indivíduo se integre de forma completa à sociedade. A questão da autossustentabilidade é fundamental para o refugiado, explica Godinho. Com isso, os cursos de português e as iniciativas na educação profissionalizante acabam sendo relevantes. Ainda assim a questão do trabalho é apontada como a principal dificuldade de inserção desses indivíduos que, na maior parte das vezes, são obrigados a atuar em áreas diferentes das que trabalhavam em suas terras natais. É preciso que eles tenham essa disposição para se encaixar no mercado, avalia o porta-voz da Acnur. Thái Quang Nghiã Diretorpresidente da Goóc Eco Sandals Os negócios da Goóc seriam melhores na Europa, onde as pessoas têm mais consciência ecológica, mas ainda tenho muito o que fazer no Brasil Sucesso O ex-refugiado Thái Quang Nghiã, diretor e presidente da Goóc Eco Sandals, é um caso emblemático de sucesso. Em 1979, o vietnamita resgatado em alto mar por um navio da Petrobras, desembarcou no Rio em pleno Carnaval. Lançou mão de boa parte das ferramentas disponibilizadas aos refugiados, morando em alojamentos financiados por pastorais. Cheguei aqui solteiro, sem qualificação profissional, sem dinheiro, sem nada, lembra. Nghiã comenta que tem familiares espalhados em diversos países como França, Canadá e Austrália, o que faz com que ele tenha certeza que a recepção brasileira é positiva. O brasileiro é menos preconceituoso que os povos dos outros países. É um povo muito solícito, explica. No Sesc do Carmo, que frequentava semanalmente, encontrou um novo refúgio para seus estudos e leituras, onde a população de maior nível intelectual aceitava melhor a diversidade cultural. Nos negócios, Nghiã passou à fabricação das sandálias de pneu apenas em 2004, produto que o teria conduzido ao sucesso como empreendedor. Até mesmo a dificuldade com o idioma tornou o empresário mais popular no país. Na época em que eu trabalhava com vendas, meu colega falava que eu vendia mais porque as pessoas simpatizavam comigo por causa do jeito engraçado de falar, relembra. O brasileiro percebe que você vem de fora e está lutando, está sempre disposto a ajudar. Para ele a jornada no Brasil ainda não acabou. Os negócios da Góoc seriam melhores na Europa, onde as pessoas tem mais consciência ecológica, mas ainda tenho muito o que fazer no Brasil. colaborou Regiane de Oliveira

6 6 Brasil Econômico Terça-feira, 26 de julho, 2011 DESTAQUE IMIGRAÇÃO Trabalho e educação atraem bolivianos à cidade de São Paulo Para esses imigrantes, jornadas extenuantes em oficinas de costura do Bom Retiro são melhor opção que as condições de vida encontradas em seu país de origem, porque há chance de estudar e ascender socialmente Henrique Manreza Barraca na feira da Praça Kantuta, em São Paulo, onde bolivianos encontram comidas e roupas típicas do país andino Thais Moreira Em meio a barracas de comidas típicas, de brinquedos, de roupas coloridas e até mesmo de corte de cabelos, quem chega à feira que ocorre todos os domingos na Praça Kantuta, no Pari, bairro da região central de São Paulo, nota o aumento dos imigrantes bolivianos na cidade. Eles se reúnem no local em busca de atividades sociais típicas do seu país de origem. É a hora que matam a saudade de casa depois de jornadas desgastantes e, muitas vezes, análogas à escravidão nas confecções da capital paulista. A maioria não tem vínculo empregatício, mas prefere tentar a vida no Brasil por considerar o bom momento econômico do país. De acordo com Wilson Campos, presidente da Associação Gastronômica Cultural e Folclórica Boliviana, que administra a feira da Kantuta, cerca de 90% das pessoas que frequentam o local são bolivianos. Uma população que, segundo ele, cresceu mais de 50% nos últimos três Temos de aproveitar a abertura da economia no Brasil para juntar dinheiro e estudar Ivan Jesus Alarcon Boliviano que trabalha como moldista, professor de espanhol e garçom no Brasil anos. É grande a demanda por empregados, principalmente nas oficinas de costura, onde trabalham cerca de 70% dos bolivianos em São Paulo, afirma. Segundo Rosana Baeninger, pesquisadora do Núcleo de Estudos da População, da Universidade de Campinas (Unicamp),entre outros motivos, os bolivianos acabam empregados em oficinas de costura porque são empresas que usam mão de obra pouco qualificada. Em geral, elas apenas exigem gente que aceita trabalhar por longas jornadas e baixa remuneração. Ainda assim, são uma melhor opção, na visão dos imigrantes bolivianos, do que a situação encontrada em casa. Temos de aproveitar a abertura da economia no Brasil para juntar dinheiro e estudar, afirma Ivan Jesus Alarcon, de 32 anos, em português quase perfeito, apesar de estar no país há apenas 6 anos. Alarcon chegou em São Paulo e logo começou a trabalhar numa oficina de costura. Hoje, divide sua semana em quatro trabalhos: de segunda a sexta, desenha moldes de roupas para distribuir nas oficinas e dá aulas de espanhol. Nos fins de semana, é garçom em um restaurante boliviano e vende salteñas, que são empanadas típicas do país, em uma barraca da Kantuta. Aqui (no Brasil), minha situação financeira melhorou muito, afirma Alarcon. E eu consegui fazer um curso de aperfeiçoamento em modelagem. Com a quádrupla jornada, consegue uma renda mensal de R$ 3 mil. Entre as quatro mil pessoas que circulam na feira todos os domingos, está J.L., de 33 anos, que vive no Brasil há cinco anos com sua esposa. Ambos trabalham em oficinas de costura e ganham juntos R$ 1,5 mil por mês. Trabalhamos das 7h às 22h e ganhamos o salário-base de costureiros no final do mês. Dizem que estamos trabalhando como escravos. Não penso assim. Não sou obrigado e faço isso porque quero, afirma, sem querer se identificar. Ele diz que não quer voltar à Bolívia, porque considera a vida melhor no Brasil, onde conseguiu alugar um apartamento e ter escola para o filho, de 4 anos. EDUCAÇÃO Escolas se adaptam aos imigrantes A maioria dos estrangeiros nas escolas municipais de São Paulo é de bolivianos. Nas unidades onde há maior concentração deste público, como as da região do Bom Retiro, é realizado um trabalho diferenciado, tanto na alfabetização quanto para os alunos maiores, na tentativa de adaptá-los às novas língua e cultura. Alguns professores das escolas do Pari, Brás e Bom Retiro, por exemplo, já incluíram o espanhol nas aulas, afirma Wilson Campos, presidente da Associação Gastronômica Cultural e Folclórica Boliviana. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, filhos de imigrantes, mesmo que ilegais, são aceitos nas escolas da rede e, ao final do ensino Fundamental, seus nomes são publicados no Diário Oficial da Cidade, caso não tenham o Registro Nacional de Estrangeiros. A publicação é uma garantia de que elas concluíram os estudos. T.M.

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8 8 Brasil Econômico Terça-feira, 26 de julho, 2011 DESTAQUE IMIGRAÇÃO Henrique Manreza ANÚNCIO DE EMPREGO NA BOLÍVIA PAULISTANA Ao lado de placas de emprego em português e espanhol, homem tenta recrutar trabalhadores para oficinas de costura durante a feira da praça Kantuta, na região central da capital paulista. No local, é muito fácil encontrar esse tipo de vaga. Os recrutadores mais audaciosos chegam a usar o nome de grandes varejistas de moda para atrair trabalhadores que vão enfrentar longas jornadas em troca de baixa remuneração. De acordo com a Associação Gastronômica Cultural e Folclórica Boliviana, organizadora da feira, cerca de 4 mil pessoas passam por lá todos os domingos, entre 11h e 19h, Cerca de 90% do público é boliviano. Ministério registra 12 bolivianos com carteira assinada este ano No entanto, estimativas apontam para a presença de 200 mil imigrantes da Bolívia no país, sendo 80 mil só em São Paulo. Maioria dos latinos-americanos que chega ao Brasil segue na ilegalidade Thais Moreira Dados do Ministério do Trabalho e Emprego, relativos ao primeiro trimestre deste ano, mostram a entrada de 12 bolivianos com carteira assinada no país. Em 2010, foram 90, ante 118 em 2009 e 170 em Em geral, os vistos são concedidos a trabalhadores qualificados (leia mais na página 4), o que condena milhares de bolivianos, peruanos, chilenos e paraguaios a viver na ilegalidade no Brasil. Só de bolivianos, são estimados 200 mil imigrantes no Brasil, sendo 80 mil apenas na capital paulista uma população que aumentou cerca de 50% nos últimos três anos, segundo dados da Associação Gastronômica, Cultural e Folclórica Boliviana Padre Bento, em São Paulo. E estes números não incluem os cerca de 50 mil estrangeiros que já viviam irregularmente no Brasil há alguns anos e foram anistiados por meio do Projeto de Lei 1.664, aprovado no Congresso em 2009, e sancionado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Atraídos por vagas na área de serviços, os imigrantes latino-americanos veem no país a possibilidade de mobilidade social que não existe em seus países de origem mesmo que isso exija jornadas extenuantes. Segundo a Pastoral do Migrante, chegam à capital paulista, em média, 80 imigrantes latinos por dia. De acordo com Mário Geremia, coordenador da pastoral e pároco da Igreja dos Fiéis Latino Americanos, grande parte arruma trabalho em oficinas de costura e em oficinas mecânicas. Para Geremia, esse fluxo tende a crescer pela ação de recrutadores que Em virtude das denúncias de trabalhadores clandestinos no segmento têxtil, que concentra 90% dos imigrantes andinos de São Paulo, empresas do varejo de moda passam por auditoria atuam nos países de origem e também pelo sonho de melhorar de vida. Com o que eles ganham aqui, conseguem se manter e ainda mandar parte do salário para a família na Bolívia, afirma. Reação Além da clandestinidade, uma parte ainda se sujeita a condições de trabalhos análogas à escravidão, especialmente no segmento têxtil, que concentra 90% dos imigrantes andinos de São Paulo. Por conta das diversas denúncias, empresas do varejo de moda estão estruturando um programa de auditoria entre os fornecedores, com o objetivo de formalizar as relações de trabalho dentro da cadeia produtiva. De acordo com a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex), que congrega grandes varejistas como C&A, Marisa, Renner, Grupo Pão de Açúcar, Pernambucanas e Walmart, entre outras, o Programa de Qualificação de Fornecedores para o Varejo, está em sua fase final. Em parceria com a Secretaria de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a ideia é vistoriar os fornecedores para solucionar as irregularidades. Os primeiros resultados devem ser divulgados no próximo mês. Segundo Wilson Campos, presidente da associação Padre Bento, apesar de ainda haver problemas, o perfil do imigrante boliviano pelo menos está mudando. Até 2008, a maioria era jovem, de baixa escolaridade e empregada pela indústria do vestuário. De três anos para cá, notamos que a situação de muitos deles já melhorou. Eles têm moradia própria e curso superior. Uma evolução que tende a atrair mais imigrantes.

9 Terça-feira, 26 de julho, 2011 Brasil Econômico 9 A CONFIRMAÇÃO DA ASSINATURA ESTÁ SUJEITA À ANÁLISE DA ÁREA DE COBERTURA DE ENTREGA, QUE INICIARÁ EM ATÉ 5 DIAS ÚTEIS APÓS CADASTRO. CASO O ASSINANTE NÃO SE MANIFESTE DE FORMA CONTRÁRIA, PARA SUA COMODIDADE, A ASSINATURA SERÁ RENOVADA AUTOMATICAMENTE AO TÉRMINO DO PERÍODO CONTRATADO AO PREÇO VIGENTE NA DATA DA RENOVAÇÃO. PARA MAIS INFORMAÇÕES SOBRE ESTA E OUTRAS PROMOÇÕES, ENTRE EM CONTATO COM A CENTRAL DE ATENDIMENTO AO LEITOR, UTILIZE O SEGUINTE OU FALE DIRETAMENTE COM O NOSSO ATENDIMENTO ATRAVÉS DOS SEGUINTES NÚMEROS: (21) (RIO DE JANEIRO/RJ) (SÃO PAULO E DEMAIS LOCALIDADES) HORÁRIO: SEGUNDA A SEXTA, DAS 6H30 ÀS 18H30. SÁBADOS, DOMINGOS E FERIADOS, DAS 7H ÀS 14H. RESERVAMO-NOS O DIREITO DE CORRIGIR EVENTUAIS ERROS DE DIVULGAÇÃO. QUEM LÊ BRASIL ECONÔMICO NÃO SÓ ENTENDE, COMO FAZ ECONOMIA. ASSINE O BRASIL ECONÔMICO POR UM ANO E GANHE UM DESCONTO DE 30%, ALÉM DE UM ANO DE JORNAL DIGITAL. PREÇO DE ASSINATURA À VISTA R$ 355,00 PARCELAMENTO EM ATÉ 12X DE R$ 30,00 NO CARTÃO DE CRÉDITO OU EM ATÉ 6X DE R$ 60,00 NO BOLETO BANCÁRIO ASSINE JÁ GRANDE RIO DE JANEIRO (21) / SÃO PAULO E DEMAIS LOCALIDADES

10 10 Brasil Econômico Terça-feira, 26 de julho, 2011 BRASIL Editora: Elaine Cotta Subeditora: Ivone Portes Mantega diz que inflação vai ficar dentro da meta Para ministro, controlar os preços é uma questão de honra. Ele afirma que o IPCA ficará em 6% este ano, abaixo do teto de 6,5% Françoise Terzian Não é o Brasil que está vivenciando um momento de superaquecimento econômico. É o primeiro mundo, a começar pela Grã-Bretanha, que sofre agora uma fase de subaquecimento. Foi com esta frase que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, rebateu ontem as críticas feitas recentemente pelo jornal britânico Financial Times à economia brasileira. Eles devem estar com inveja da gente para criar esta história. Não existe bolha de crédito em um país que vai crescer 4,5% neste ano, diferentemente dos 7,5% que avançamos em 2010, afirmou. O ministro minimizou a alta da inflação, disse que o governo tem adotado medidas de ajuste, como o encarecimento do crédito, e garantiu que o Brasil fechará o ano sem bater o teto da meta de inflação (de 6,5%). Não chegaremos aos 6%, disse a uma plateia de 350 empresários que participaram de almoço promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), ontem, em São Paulo. Sua grande preocupação parece ser mesmo a valorização do câmbio brasileiro e os impactos negativos que isso pode trazer aos exportadores (leia mais na página 32). Enquanto o mundo todo tenta segurar a desvalorização de sua moeda, nós aqui fazemos exatamente o contrário, que é tentar barrar a valorização, afirmou o ministro. Apesar das inúmeras explicações que tentou dar para dizer que a inflação estava sob controle, a grande pressão dos empresários veio mesmo do pedido recorrente de redução da carga tributária. Os empresários pediram ao ministro um corte de impostos unificado e não em partes, como vem sendo proposto pelo governo federal, além de uma data para a implementação definitiva da reforma. Mantega lembrou da dificuldade de uma O governo tomou várias medidas para conter a inflação. É uma questão de honra... A inflação do ponto de vista do atacado está até negativa Guido Mantega Ministro da Fazenda A META... 4,5% é o centro da meta de inflação para este e para o próximo ano, com margem de dois pontos percentuais, ou seja, até 6,5%....E A REALIDADE 6,71% é a inflação acumulada em 12 meses pelo IPCA, acima do teto. No acumulado de 2011, a taxa é de 3,87% e a expectativa divulgada pelo último boletim Focus, do BC, é de inflação de 6,31% neste ano. reforma ampla em se tratando de uma federação como o Brasil e defendeu a reforma fatiada que vem sendo analisada e proposta por seu ministério. Contudo, disse estar empenhado em reduzir o Imposto sobre Circulação e Movimentação de Mercadorias e Serviços (ICMS), além dos impostos que incidem sobre a folha de pagamento. Ao mesmo tempo, destacou os esforços do governo para reduzir despesas, mesmo diante do aumento da arrecadação tributária. O ministro lembrou que enquanto a receita cresceu 19,3% no primeiro semestre do ano, a despesa subiu 10,8%. O ministro explicou que, até o momento, o país já acumulou superávit primário de R$ 55 bilhões, mais que o dobro que o de Só em junho, foram R$ 10 bilhões (leia mais na página 12). A arrecadação aumenta por causa do dinamismo e da formalização da economia, disse. O déficit nominal do Brasil, que gira em torno de 1,9%, também foi destacado pelo ministro, que lembrou que até mercados emergentes como a Índia sofrem com um percentual alto, acima de 4%. Para o ministro, o Brasil apresenta hoje a melhor a situação fiscal do mundo. Mercados maduros O ministro explicou que hoje a economia mundial está dividida em dois blocos: países que ainda não conseguiram superar a crise de 2008, a exemplo do Japão e dos membros da União Europeia; e aqueles que com taxas de crescimento maiores, como os Estados Unidos, que devem crescer modestos 2,5%, e o Brasil cuja previsão de avanço é de 4,5%. Para os países do primeiro grupo, a previsão é de que a crise continue a se arrastar por muitos anos. Os países avançados vão ficar para trás e o crescimento global será capitaneado pelos mercados emergentes, afirmou Mantega. Apenas 48% dos É o que mostra pesquisa da FGV realizada com 350 executivos durante evento realizado ontem em São Paulo O empresariado brasileiro não está tão otimista em relação ao governo e ao futuro da economia quanto o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Pelo menos é o que mostra o Índice Lide FGV de Clima Empresarial, fruto de pesquisa realizada ontem com 350 empresários durante palestra do ministro, em São Paulo. A eficiência gerencial do governo caiu nas três esferas na opinião dos empresários, destacou Fernando Meirelles, professor titular do Departamento de Informática e de Métodos Quantitativos aplicados à Administração da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que coordenou a pesquisa. Segundo os ouvidos, a eficiência do governo federal caiu de 5,8 pontos em março para 4,1 pontos. A do governo estadual passou de 7,4 pontos para

11 Terça-feira, 26 de julho, 2011 Brasil Econômico 11 Elza Fiuza /ABr Dilma quer combate a inflação com emprego A presidente Dilma Rousseff disse ontem que o governo está empenhado no combate à inflação e que a geração de empregos é um dos pilares do crescimento econômico do país. Nós temos de crescer com estabilidade, com controle da inflação e robustez fiscal. Agora, temos de crescer e gerar emprego", disse a presidente. Não podemos conceber o Brasil parado, o Brasil sem a dinâmica da geração de oportunidade para milhões de brasileiros. Eduardo Enomoto/News Free/Folhapresss Para Mantega, os países ricos que estão crescendo menos ou em recessão estão com inveja do Brasil A inflação ficará abaixo do teto da meta. O governo vai manter seu plano de cortar gastos e terá déficit nominal de 1,9% Os países avançados vão ficar para trás e o crescimento global será capitaneado pelos mercados emergentes Guido Mantega empresários planejam contratar Outros 44% vão manter o número de empregados e cerca de 8% têm intenção de demitir ainda este ano 5,6; e do municipal migrou de 5,1 para 4,3. Em todos os níveis, houve decréscimo em relação ao começo do ano, explicou o professor da FGV. Apesar da queda das notas dadas pelos empresários às três esferas de governo, o que realmente preocupou o professor foi a redução na intenção de contratação. Apenas 48% das empresas demonstraram interesse em contratar, o que significa que metade não vai contratar. A luz amarela acendeu, alerta. O pior resultado da pesquisa foi registrado em março de 2009 no primeiro trimestre da crise financeira internacional, quando apenas 22% dos empresários responderam ter interesse em contratar funcionários. Apesar da intenção de contratação atual ser de 48%, 44% dos ouvidos planejam manter os empregados e 8% admitiram intenção de demitir. Em maio, a pesquisa mostrava que 60% planejavam contratar, 35% manter e 5% demitir. A carga tributária, como já era de se esperar, foi apontada como a principal barreira para o crescimento das empresas. Cerca de 75% dos empresários culpam os impostos em cascata, enquanto os 24% restantes reclamaram do cenário político e do aumento da taxa de juros. São poucos os empresários que acreditam em um crescimento do PIB acima de 5% para 2011 e Mesmo assim, o próximo ano é visto com mais otimismo pela pesquisa. F.T.

12 12 Brasil Econômico Terça-feira, 26 de julho, 2011 BRASIL PROJEÇÃO CNI estima PIB de 3,8%, inflação de 6% e taxa de desemprego em 5,9% neste ano A Confederação Nacional da Indústria (CNI) elevou de 3,5% para 3,8% sua previsão para o crescimento da economia neste ano e manteve em 6% a estimativa para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e para superávit da balança comercial, que deve somar US$ 20 bilhões. Já o Produto Interno Bruto (PIB) industrial deve crescer 3,2% e o desemprego ficar em 5,9%. Valter Campanato/ABr CRISE NOS TRANSPORTES Pagot antecipa volta das férias e pede demissão do cargo de diretor do Dnit O diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, pediu demissão ontem ao solicitar a exoneração do cargo à presidente Dilma Rousseff, informou nota divulgado pelo Ministério dos Transportes. Pagot cancelou as férias, que iriam até 4 de agosto. Com sua saída, o governo espera encerrar a pior parte da crise que há 23 dias assola a pasta. Renato Araujo/ABr Augustin: não há intenção de flexibilizar despesas este ano Arrecadação supera R$ 393 bilhões e eleva reserva do governo Faltam apenas R$ 26,3 bilhões para que a meta de R$ 81,7 bilhões de superávit primário de 2011 seja atingida Simone Cavalcanti, de Brasília A arrecadação de impostos e contribuições federais de R$ 393,5 bilhões no primeiro semestre do ano foi, mais uma vez, o fiel da balança para que a União conseguisse fazer uma economia significativa de recursos públicos para abater parte dos juros da dívida, o superávit primário. Com o resultado de R$ 55 bilhões, o governo está distante apenas R$ 26,3 bilhões da sua meta (R$ 81,7 bilhões) para As receitas líquidas, ou seja, já descontadas a partilha para estados e municípios do que foi recebido com os tributos, cresceram 19,3% (considerando a inflação do período) na comparação com igual período de Apesar do ritmo menor, as despesas também aumentaram, em 10,8%. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, com um ritmo menor de expansão das despesas, o governo vem conseguindo ter o efeito desejado para a atividade econômica: O corte de R$ 50,1 bilhões foi adequado e na velocidade adequada e vai continuar. A melhor estratégia é CONTAS PÚBLICAS R$ 10,4 bi foi o valor do superávit primário registrado pelo governo em junho. R$ 55,5 bi é o superávit acumulado no primeiro semestre de ,84% é quanto o superávit representa em proporção do PIB no semestre. que a economia cresça sem pressão inflacionária. Mesmo com o caixa recheado, ele afirmou que, no momento, não há intenção de flexibilizar os gastos. Afinal, de acordo com ele, no segundo semestre já há previsão de despesas que foram adiadas, como uma parcela de R$ 1,9 bilhão (R$ 2 bilhões já foram pagos) para os estados por conta da Lei Kandir, um montante que ele não quis revelar relativo a sentenças judiciais e ainda uma esperada aceleração dos desembolsos com investimentos, principalmente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Até o mês passado, os valores pagos para o total dos investimentos do governo federal somaram R$ 20,9 bilhões, um crescimento de apenas 1,5%. Mantenho minhas expectativas: o investimento vai reagir no segundo semestre e será maior do que o PIB nominal enquanto a variação do custeio será menor do que essa mesma medida, disse. Arno afirmou que a União está mirando na meta de superávit e que o objetivo é ter, eventualmente e se necessário,

13 Terça-feira, 26 de julho, 2011 Brasil Econômico 13 DIPLOMACIA Dilma recebe Cristina Kirchner nos dias 10 e 11 de agosto para discutir impasse comercial As presidentes do Brasil e da Argentina, Dilma Rousseff e Cristina Kirchner, têm um encontro marcado para os dias 10 e 11 de agosto, em Brasília. Entre os temas da reunião estão as barreiras comerciais entre ambos os países, que continua em aberto, especialmente a difícil liberação de produtos, que deve ser feita em até 60 dias, segundo determinação da Organização Mundial do Comércio (OMC). Divulgação COMÉRCIO EXTERIOR Balança comercial acumula superávit de US$ 16,1 bilhões até terceira semana de julho De janeiro até a terceira semana de julho, a balança comercial brasileira acumula superávit de US$ 16,1 bilhões, resultado 71,8% maior que o verificado no mesmo período do ano passado. No ano, as exportações somaram US$ 135,827 bilhões, valor 31,8% maior que o verificado no mesmo período de Já as importações somam US$ 119,727 bilhões, aumento de 27,8% na comparação com o ano anterior. uma economia a mais para cobrir a necessidade de estados e municípios para fechar a meta global de R$ 117,9 bilhões. Isso não ocorreu no ano passado, quando, por falta de caixa, o governo federal teve de recorrer até aos descontos do PAC para chegar ao objetivo. Antonio Milena O prazo para o envio dos projetos à Anac é de no máximo 45 dias Desonerações Augustin deixou escapar, entretanto, que o governo pode estar reservando um espaço para fazer desonerações. Em pauta, estão sendo esperados alguns projetos nesse sentido. O que reajusta as faixas de enquadramento de micro e pequenas empresas no sistema simplificado de recolhimento de tributos, o Simples, e que terá algum impacto já neste ano. Outros dizem respeito à Política de Desenvolvimento da Competitividade (PDC) que deve ser anunciado em breve e que prevê renúncia fiscal em torno de R$ 40 bilhões diluída ao longo de quatro anos, segundo técnicos do Ministério da Fazenda que trabalham na proposta. O secretário ainda rebateu as expectativas de agentes de mercado que questionam a capacidade de o governo cumprir a meta de superávit primário também no próximo ano. O ano que vem é como este ano. Terá o impacto do salário mínimo nas despesas, mas também haverá outras receitas que compensarão, afirmou. Anac abre consulta pública para concessão aeroportuária Apontada como a salvação para o combalido sistema aeroportuário brasileiro, a privatização dos terminais precisará ainda equilibrar o retorno financeiro com as tarifas de pouso e das empresas Para o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, com um ritmo menor de expansão das despesas, o governo vem conseguindo ter o efeito desejado para a atividade econômica Maeli Prado A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deu ontem o primeiro passo para o processo de privatização dos principais aeroportos brasileiros, que visa preparar os terminais para a demanda da Copa do Mundo de 2014 e Olimpíada de A agência abriu chamada pública para os interessados em enviar projetos de reestruturação de Guarulhos e Viracopos, em São Paulo, e o aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília. Na prática, a maior candidata até agora em elaborar os projetos é a Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP), consultoria fruto de parceria entre o BNDES e bancos privados. O prazo para o envio dos projetos à Anac é de no máximo 45 dias. O objetivo da agência é receber estudos técnicos de empresas nacionais ou estrangeiras que contemplem as melhores práticas existentes no mundo em matéria de infraestrutura aeroportuária para a concessão de três dos maiores aeroportos do país, AEROPORTOS EM DADOS O processo de privatização visa preparar os terminais para a demanda da Copa e Olimpíada. Guarulhos e Viracopos, em São Paulo, e Juscelino Kubitschek, em Brasília serão os primeiros. Em 2001, 36 milhões de passageiros passaram pelos terminais brasileiros. Número que cresceu para 63 milhões no ano passado, de acordo com dados da Anac. informou a agência em nota. O edital, publicado ontem no Diário Oficial da União, informa que os projetos deverão conter estudos de mercado, ambientais, de engenharia e avaliação econômico-financeira. Os levantamentos poderão ser feitos para o conjunto dos três aeroportos ou para cada um deles, separadamente. A remuneração para os projetos será de R$ 15,4 milhões para Guarulhos, R$ 6,1 milhões para Brasília e de R$ 16,1 milhões para o aeroporto de Viracopos, em Campinas. Se algum estudo apresentado ganhar a concessão, esses valores serão pagos ao autor do projeto pelos vencedores das concessões para reformar, ampliar e administrar esses aeroportos (a princípio, os editais serão publicados em maio de 2012). Os montantes que serão desembolsados pelos concessionários para reforma e ampliação serão bastante elevados. Para se ter uma ideia, no caso da concessão do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, as obras foram orçadas em R$ 54 milhões. A própria EBP já manifestou não acreditar que os aeroportos estarão prontos em Apontada como a salvação para o combalido sistema aeroportuário brasileiro, a privatização dos terminais precisará solucionar um problema importante antes de se firmar como uma boa solução: como equilibrar o retorno financeiro exigido pelas empresas privadas que administram aeroportos e o receio de aumento nas tarifas de pouso e decolagem cobradas das empresas. Tradicionalmente, de acordo com dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), essas taxas sobem em outros países após transferência da administração de terminais à iniciativa privada e são aumentos que podem chegar a 50%. O temor das companhias aéreas é do que vem sendo chamado de atualização tarifária. Hoje, quase todos os 20 principais aeroportos do país possuem algum tipo de estrangulamento.

14 14 Brasil Econômico Terça-feira, 26 de julho, 2011 INOVAÇÃO & EMPREENDEDORISMO QUARTA-FEIRA EDUCAÇÃO/GESTÃO QUINTA-FEIRA SUSTENTABILIDADE Alimentação natural chega ao mercado pet Roberta Câmara e Jörgen Dehlbom, donos da PetDelícia: depois do Rio, empresa pretende desbravar mercado paulista Comida fresca para animais de estimação é sucesso nos EUA e chega ao mercado conquistando prateleiras em todo o país Bárbara Ladeia Brasil é segundo maior mercado pet do mundo, animando os empreendedores a investir no mercado de alimentação natural para animais de estimação No auge da moda nos Estados Unidos, a alimentação fresca e natural para animais de estimação chega ao Brasil. Os portadores da novidade são os sócios Jörgen Dehlbom e Roberta Câmara que resolveram fabricar o produto em solo nacional sob a marca da PetDelícia, empresa própria com seis meses de existência. Após uma temporada em território americano alimentando seus três mascotes com as rações congeladas, o casal chegou ao Brasil buscando dar continuidade à dieta. Ficamos espantados, não havia esse tipo de ração em lugar nenhum, comenta Roberta Câmara. Diante da dificuldade, a saída foi fabricar as refeições dos cachorros em casa. A posição do Brasil como segundo maior mercado pet do mundo foi o que despertou a criatividade da dupla. Conforme viajávamos dentro do país, percebíamos a força do produto do ponto de vista comercial, então resolvemos investir, explica a sócia. Há seis meses, o casal aplicou R$ 500 mil no empreendimento, considerando o investimento inicial e a contratação de profissionais especializados que pudessem dar aval ao produto final. Entre a equipe técnica estão uma nutricionista, uma zootecnista, uma veterinária e uma consultora, responsável pela roupagem comercial das refeições. Atualmente a empresa já tem 14 pontos de venda no Rio de Janeiro e já se prepara para chegar no mercado paulistano na próxima semana, no Pet Center Marginal, grande rede varejista do setor, dobrando esse número. A meta é atingir 150 pontos de venda no Brasil até o final do ano, com o avanço para Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e Florianópolis. Somos os primeiros e únicos no setor, comemora Roberta. Por isso temos muita pressa. Sabemos que o produto é inovador. Uma vez que as refeições são vendidas congeladas, é necessário que o estabelecimento tenha um freezer, fornecido pela empresa no regime de comodato utilizado enquanto o produto é comercializado. O investimento inicial da loja interessada em vender o produto é a primeira compra das refeições, que duram até seis meses no congelador. Nossa única exigência é que o veterinário da loja seja simpatizante da alimentação natural, ressalta Roberta. Produto Na prática, Roberta conta que a pesquisa para uma receita interessante, saborosa para os animais e visualmente bonita para os humanos levou algum tempo. Atualmente o menu da Pet- Delícia conta com quatro opções para caninos, mas a equipe já trabalha para criar mais duas refeições para cachorros e uma para felinos. Entre os ingredientes estão ovo, peito, moela e coração de frango, músculo, coração e língua bovina, além da carne de cordeiro. Entre os vegetais, as composições contam com arroz, cenoura, abobrinha, beterraba, inhame, chuchu, aveia, sementes de linhaça e abóbora, blueberry, alga marinha, entre outros. Nós não trabalhamos com subproduto. A cadeia de aminoácidos é muito maior no peito de frango e a palatabilidade é muito maior para os animais, defende Roberta. O consumidor geralmente não tem noção de que se usa farinha de osso, penas, entre outros subprodutos na ração seca comum. Há, no entanto, uma diferença de preço para o consumidor. Segundo Roberta, um cachorro da raça Poodle, de porte médio consome aproximadamente R$ 110 por mês, no caso da ração mais cara do mercado. No caso da alimentação PetDelícia, esse valor sobe para R$ 200. Atualmente, a PetDelícia aposta nas redes sociais como principal ferramenta de divulgação. Só no Facebook, a empresa tem 10 mil amigos e seguidores em busca de novidades. Cada novidade divulgada pelo Facebook conta com 150 a 200 cliques de curtir no perfil da empresa. Fotos de cachorros interagindo com pessoas, por exemplo, já percebemos que dá muito acesso. No Twitter, a aproximação fica por conta de especialistas e debatedores em temáticas relacionadas à saúde animal. INVESTIMENTO R$ 500 mil foi o total investido pelo casal Roberta Câmara e Jörgen Dehlbom na criação da linha de produtos PetDelícia. PONTOS DE VENDA 150 pontos de venda deverão ser instalados até o final deste ano entre as cidades em que a empresa já pretende atuar.

15 Terça-feira, 26 de julho, 2011 Brasil Econômico 15 SEXTA-FEIRA TECNOLOGIA SEGUNDA-FEIRA ECONOMIA CRIATIVA Patrícia Santos MARA SAMPAIO Psicóloga e especialista em cultura empreendedora Ninguém constrói algo sozinho CUSTO R$ 200 é o que custa por mês para um dono alimentar um cachorro de raça Poodle, de porte médio com a ração PetDelícia. COMPARAÇÃO R$ 110 é o preço mensal da alimentação do mesmo cão de raça Poodle de porte médio com a ração mais cara do mercado nacional. REDES SOCIAIS 10 mil amigos e seguidores no Facebook comentam diariamente as fotos e textos usados pela empresa como forma de promoção da marca. Não basta mais trocar cartões de visitas ou ser indicado. É necessário acreditar que as pessoas são de fato um componente indispensável no projeto empreendedor Maria Felícia Carlos, diretora da Homeomag Podologia Estética, atribui sua trajetória empreendedora ao seu prazer de estar com as pessoas e ao fato de gostar de vender. Filha de italianos, quando criança adorava ficar no balcão do bazar do pai para ajudá-lo. Depois de casada, saiu do emprego para ajudar o marido a realizar o sonho de ser empresário na área de informática. Aos 50 anos, Felícia decidiu investir em si própria. Isso foi há 13 anos, quando, em parceria com uma prima farmacêutica, iniciou a Homeomag com a venda de 200 potinhos de um creme homeopático para fissuras no calcanhar. Hoje, a empresa tem uma linha de nove produtos, vendidos no Brasil todo para hospitais e clínicas de podologia. Por acreditar no resultado do seu produto, a primeira iniciativa de vendas de Felícia foi visitar os oito podólogos que anunciavam seus serviços nas páginas da listas telefônicas, para que eles testassem o creme. Alguns meses depois, foi convidada por um deles, um professor de um curso de podologia, para participar de um congresso de profissionais da área e apresentar seu produto. Esta virou a sua estratégia de ampliação do negócio. Até hoje, participa de feiras, congressos e cursos para especialistas, fazendo parcerias e desenvolvendo novos produtos para atendê-los. Quando escolheu deixar tudo para empreender, Felícia acabou descobrindo que sempre soube cultivar boas relações. Afinal, sempre apareceram pessoas para ajudar. Suas funcionárias, por exemplo, estão com ela desde o começo da empresa. Acreditaram no seu projeto e sabiam que, se ela crescesse, cresceriam juntas como de fato ocorreu. A sua rede de contatos foi construída com muita dedicação e envolvimento direto com os clientes, e sempre esteve disposta a atender aos convites para palestra, encerramentos de cursos o mais recente foi em Mossoró, no Rio Grande do Norte. Nessas ocasiões, Felícia sempre leva uma informação, um novo contato, algo que contribua para o desenvolvimento de seus clientes. Sua receita para bons relacionamento de negócio é respeitar o espaço do outro e ser humilde, pois só chegou onde está com ajuda de outras pessoas, sabendo ninguém conquista alguma coisa sozinho. Ter uma boa rede de relacionamento é importantíssimo atualmente. Não basta mais trocar cartões de visitas, ser indicado por alguém ou fazer parte de alguma rede social na internet com mais de 300 conhecidos. É necessário que você acredite que as pessoas são de fato um componente indispensável no seu projeto empreendedor. E uma forma de conquistá-las é ajudá-las na conquista de seus próprios projetos. É fundamental inverter o foco de atenção. Não busque uma relação para atender apenas seus interesses. Isto dura pouco porque as pessoas estão cansadas de serem usadas. Seja mais ambicioso: deseje ter relações duradouras e mais significativas. Para isto, concentre-se em ser generoso com os outros. Como você tem tratado as pessoas de sua rede de relacionamento? O que você pode fazer para ajudá-las? Como tem contribuído com algo significativo que faça a diferença para elas? São as respostas a essas perguntas que vão ajudar você a fortalecer sua rede de contatos e ter sucesso nos negócios.

16 16 Brasil Econômico Terça-feira, 26 de julho, 2011 ENCONTRO DE CONTAS LURDETE ERTEL Sol a pino Valery Hache/AFP Grande festa está sendo preparada no Ceará para a inauguração oficial da primeira usina comercial da América Latina a produzir energia elétrica a partir dos raios solares. A Usina Solar de Tauá, da empresa MPX, de Eike Batista, deve ter sua fita cortada pela presidente Dilma Roussef em evento com a devida pompa e circunstância no dia 4 de agosto. Localizada em Tauá, distante cerca de 360 quilômetros de Fortaleza, a usina de painéis fotovoltaicos tem capacidade instalada inicial de 1 megawatt (MW), suficiente para abastecer 1,5 mil famílias. No auge, deve alcançar 50 megawatts (MW). O empreendimento está em testes desde maio, quando foi conectado ao Sistema Elétrico Nacional. Folhas tantas No rastro das notícias promissoras produzidas pela economia brasileira, mais uma famosa revista de moda do Hemisfério Norte vai desembarcar no país. A americana Harper s Bazaar deve fazer seu debute nas bancas do Brasil em novembro, publicada pela Carta Editorial. Para trazer a Bazaar ao Brasil, a Carta Editorial investirá R$ 15 milhões. E já está costurando uma equipe de primeira linha, liderada por Patricia Carta. Lançada em 1867, a Harper s Bazaar tem se mantido em 1º lugar no ranking das edições de moda na América. Além desta, a Carta Editorial também negocia com a Hearst Corporation para lançar no Brasil a House Beautiful (design e decoração) e a Esquire (masculino). Solo cobiçado As propostas que tratam da compra de terras por estrangeiros no Brasil entrou para a pauta de votação prioritária da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados neste semestre. Atualmente, tramitam na casa seis projetos de lei que ampliam as restrições para esse tipo de compra. E o governo estuda enviar mais um ainda neste ano. Segundo o Incra, estrangeiros são donos de 4,5 milhões de hectares de terras no Brasil. A maioria (19,8%) fica no estado do Mato Grosso. Seguem São Paulo (11,9%) e Minas Gerais (11,3%). Assédio Em pesquisa realizada pela consultoria Asap, especializada em recrutamento e seleção de executivos de média gerência, 82,6% dos profissionais revelaram ter recebido pelo menos uma proposta de emprego no último ano. E 24% deles efetivamente mudou de emprego. No balanço do jazz O renomado jazzista Bobby Mc Ferrin inicia hoje uma série de shows pelo Brasil. As apresentações fazem parte da temporada 2011 do Festival Jazz All Nights, da Citroën. Mc Ferrin se apresenta hoje e dia 30 de julho, no Teatro Municipal, no Rio de Janeiro, e dia 28 de julho, na casa Via Funchal, em São Paulo. Acho que o que ele devia ter feito era se matar ao invés de matar tantas pessoas. Estava lendo as notícias na internet e, de repente, vi seu nome e sua foto. Ainda não consegui me recuperar da comoção. É terrível ouvir algo assim Jens Breivik, pai de Anders Behring Breivik, autor do massacre que matou ao menos 76 pessoas na Noruega.

17 Terça-feira, 26 de julho, 2011 Brasil Econômico 17 Fotos: divulgação Caricatura de líder O artista Reinhard Kleist é o responsável por uma curiosa biografia em quadrinhos do polêmico líder cubano Fidel Castro. "Meu objetivo era retratar Castro: que tipo de pessoa ele é, de onde ele veio e como moldou seu caráter. Eu também falo sobre os problemas que levaram ao processo revolucionário, o papel dos artistas e a restrição da liberdade de imprensa ", disse o autor. MARCADO A cidade de Barretos, no interior de São Paulo, reunirá, entre 10 e 12 de agosto, um time de especialistas no 1º Fórum Internacional de Economia Verde Estratégias para o Agronegócio. Expansão planejada Tem mais uma marca de varejo de móveis chegando ao mercado brasileiro. A Duocasa é uma nova rede de móveis planejados da MD Móveis, fabricante de Bom Princípio já presente em mais de 60 países com as marcas Madesa e Brinna. A loja modelo da marca está em funcionamento no Balneário Camboriú, em Santa Catarina. A Duocasa já tem ainda outros três pontos no Brasil - em Canoas (RS), Curitiba (PS) e São Paulo (SP). E dois no exterior: Bolívia e Angola. Uniforme de estrela Em edição limitada de 2 mil peças, Carlos Alberto Torres será homenageado em uma coleção de roupas da Umbro. A marca inglesa patrocina nos EUA o New York Cosmos, clube onde o lateral-direito e Pelé jogaram nos anos 70. Depois de encerrar as atividades em 1984, o time retornou ao mundo da bola no ano passado tendo o Rei do Futebol como seu presidente de honra. O primeiro jogo depois do retorno será no dia 5 de agosto, data em que também chega ao mercado a linha casual New York Cosmos Blackout. GIRO RÁPIDO Beleza fina A apresentadora Fernanda Lima é a nova eleita do Bicofino, primeiro portal-conceito da internet brasileira, que entrou no ar em maio. O jornal on-line é focado em um público que não se define por perfil demográfico ou geográfico, mas psicográfico. Sensível ao toque A Brookfield Incorporações traz mais uma tecnologia inovadora para seu estande de vendas em Águas Claras (DF). Através do Radartouch, o usuário pode interagir com as imagens do empreendimento apenas com o movimento das mãos. Mais cuidados Back to the top Depois de registrar uma disparada de vendas do disco de Back to Black após a confirmação da morte da cantora Amy Winehouse, a indústria fonográfica espera crescimento da demanda pelo álbum nos próximos dias, quando devem se replicar tributos à cantora em várias coordenadas. Poucas horas depois de Amy ter sido encontrada morta, a venda de seus dois únicos discos aumentou 37 vezes apenas na Inglaterra. Back to Black vendeu mais de 12 milhões de cópias no mundo desde 2006 e rendeu cinco prêmios Grammy à cantora. Doce vida mafiosa Foi fechado nesta semana, na Via Veneto, em Roma, na Itália, o famoso Café de Paris, também conhecido como restaurante La Dolce Vita, um dos pontos mais charmosos e visitados da cidade. Uma investigação feita pela polícia italiana apontou a máfia calabresa como dona do local. Oficialmente, o café-restaurante aparece como propriedade de uma empresa com sede na capital, mas isso seria um disfarce. As provas mostram membros da família Alvarado, clã do crime organizado da região, como os verdadeiros donos do Café de Paris. Em 60 anos, a organização criminosa da Calábria tornou-se a mais poderosa do país. O Grupo Zaiom inaugura mais uma unidade da Home Angels na Bahia, em Salvador. Em todo o Brasil a Home Angels tem mais de 120 operações. Paz da Toscana A Capodarte, marca de bolsas e sapatos, inspirou-se na vida tranquila da Toscana, na Itália, para fotografar sua campanha de verão. O cenário romântico e recheado de flores da cenógrafa Débora Caruso serviu de palco para os cliques da modelo Mayara Fabbri. As fotos circulam em todobrasil a partir de agosto. Com Karen Busic

18 18 Brasil Econômico Terça-feira, 26 de julho, 2011 EMPRESAS Editora: Rita Karam Subeditoras: Estela Silva Isabelle Moreira Lima Paranapanema retoma investimento em cobre Ferraz, da Paranapanema: nova unidade terá capacidade para 18 mil toneladas de tubos por ano Companhia inicia hoje construção de nova fábrica em Santo André (SP), prometendo concentrar esforço na produção do minério, com aportes de R$ 702 mi até 2013 Nivaldo Souza De queridinha da bolsa de valores de São Paulo, nos anos 80, às dificuldades da década seguinte, a Paranapanema enfrentou uma fase de dúvidas do mercado sobre a sua capacidade de pagar dívidas que somaram R$ 2 bilhões. Nesta terçafeira, o lançamento de uma nova fábrica em Santo André (SP) promete marcar o renascimento da produtora de cobre que tropeçou nos segmentos de fertilizantes e estanho e viveu uma paralisia de quase 20 anos. A nova unidade terá capacidade para 18 mil toneladas de tubos de cobre voltados para a construção civil. O aporte de R$ 72 milhões é o primeiro da Paranapanema em dez anos e integra um pacote de investimentos de R$ 702 milhões para o triênio Estamos lançado a pedra fundamental de uma nova indústria, com uma nova tecnologia, afirma o presidente Luiz Antônio Ferraz. A unidade ocupará 22 mil metros quadrados do terreno de 240 mil m² mantido pela empresa na cidade da Grande São Paulo, onde a subsidiária Eluma já produz 18 mil toneladas de tubos de cobre. O diferencial da nova fábrica, segundo Ferraz, será o sistema de produção por fundição contínua. A Eluma é equipada hoje com prensas de trefilamento que no final do processo de transformação de cátodos de cobre produz um mesmo tubo com espessuras variadas. Teremos melhor qualidade técnica, com tubos mais perfeitos e mais eficiência por O consumo de cobre cresce de 2% a 3% acima do PIB nos últimos seis anos Luiz Antônio Ferraz Presidente da Paranapanema metro linear, diz o executivo. O foco em tecnologia é sintomático da tentativa de acompanhar o mercado com mais eficiência produtiva, após 15 anos sem investimentos.a nova fábrica não implicará na ampliação da mão de obra atual da Eluma. Isto porque, a unidade será ao lado da antiga fábrica, permitindo o trânsito de trabalhadores. Temos de ser competitivos para que o nosso produto tenha equivalência de custo com o que está sendo feito no mundo, observa Ferraz. Expansão tem mais R$ 630 mi A unidade no bairro de Utinga, em Santo André, integra aporte total de R$ 312 milhões projetados pela Paranapanema para elevar sua eficiência a partir da aplicaçã de novas tecnologia. Investida que inclui a elevação da capacidade de laminados a frio de 28 mil para 55 mil toneladas por ano. A linha de laminado a quente passará de 60 mil para 200 mil A Paranapanema venderá os ativos da sua unidade de fertilizantes, a Cibrafértil. Estamos conversando com bom número de empresas e um banco mandatário. Esperamos concluir essa negociação até o final deste ano, diz o presidente da companhia, Luiz Antônio Ferraz. Criada em 1994 para produzir superfosfatados, um tipo fertilizante feito a partir de toneladas até O foco comercial é direcionado para áreas como refrigeração industrial, máquinas e equipamentos. Além da expectiva de alto do consumo per capita de cobre no país. Segundo o presidente da Paranapanema, a média atual é de 2,7 quilos anuais por habitante. Em países mais desenvolvidos o consumo médio é de 4 kg, diz Ferraz. No Brasil, o consumo cresceu de 2% a 3% acima do PIB nos últimos seis anos, afirma. A maior aposta é no aumento das vendas para a construção. Não à toa, a modernização da fábrica de vergalhões e fios trefilados em Dias D Ávila (BA) recebe R$ 290 milhões. O montante inclui o aumento de refino de cobre em 50 mil toneladas até A empresa também tem focado em inovações nas construções com apelo de sustentabilidade, a partir da confecção de tubos de cobre para reciclagem de óleo de cozinha. ESFORÇO CONCENTRADO Companhia vende Cibrafértil para manter o foco ácido súlfurico gerado como subproduto do beneficiamento do cobre pela Eluma, a Cibrafértil foi uma tentativa de diversificação que não funcionou e não ganhou peso financeiro na holding Paranapanema, respondendo por 1% da receita líquida de R$ 961 milhões do primeiro trimestre. Para Ferraz, o motivo da venda é para concentrar esforços e capital no cobre. QUEDA E ASCENSÃO Blue chip Criada em 1961, a Paranapamena assumiu a dianteira do mercado de cobre para construção, ocupando hoje 55% do segmento. Nos anos 70, apostou no estanho e, na década seguinte, foi ao incipiente mercado financeiro como uma das primeiras listadas na Bovespa, integrando o time das blue chips. Crise Os anos 90 foram ruins para a empresa. Empréstimos assumidos por antigos donos levaram a um endividamento que atingiu R$ 2 bilhões. A crise levou os fundos estatais Previ e Petros e o BNDESPar a socorrerem a maior produtora de cobre do país da bancarrota. Eles detém 53% do capital social da Paranapanema. Dívida A mudança de comando, em 2004, quando passou a contar com uma diretoria operacional desligada dos fundos estatais ajudou na reestruturação das dívidas. Passo que incluiu sair do estanho com o arrendamento de mina para a Vale e a venda do núcleo do metal à Taboca por R$ 850 milhões, em Retomada As mudanças ajudaram a reverter negativos R$ 100 milhões do patrimônio líquido, em 2006, para positivos R$ 1,8 bilhão neste ano. Em 2010, os acionistas receberam R$ 72 milhões em dividendos, o primeiro retorno em 15 anos. Agora, a empresa investe R$ 702 milhões, o primeiro pacote de recursos alocado em dez anos.

19 Terça-feira, 26 de julho, 2011 Brasil Econômico 19 Divulgação Embraer escolhe fabricante de motor KC-390 A Embraer Defesa e Segurança anunciou que o cargueiro militar KC-390, que está sendo desenvolvido pela companhia, utilizará o motor V2500-E5, fabricado pelo consórcio International Aero Engines AG (IAE), formado por Pratt & Whitney, Rolls-Royce, Japanese Aero Engine Corporation e MTU Aero Engines. As primeiras entregas dos motores V2500-E5 para os protótipos do KC-390 estão programadas para 2013, com os ensaios em voo iniciando em Divulgação Grupo busca parcerias em mineração Paranapanema faz inventário de reservas para se associar a pequenas mineradoras interessadas em explorar cobre, estanho, ouro e prata A Paranapanema detém 140 direitos minerários para explorar reservas de metais como cobre, estanho, ouro e prata e vários outros metais, segundo seu diretor presidente Luiz Antônio Ferraz. O executivo diz que está sendo feito um levantamento detalhado das reservas localizadas nos estados da Bahia, Pará, Pernambuco e Rio Grande do Sul. O estudo será usado para negociar a exploração conjunta das minas com mineradoras de pequeno e médio portes. Estamos fazendo um programa para pequenas e médias minerações que queiram fazer parceria, diz o executivo O programa será apresentado até o final do ano e pode ajudar resolver um dos gargalos minerais brasileiros. O cobre é o terceiro item mineral mais importado pelo Brasil, atrás apenas do carvão usado pelas siderúrgicas e potássio usado para fertilizantes, Ele respondeu por 12,3% dos US$ 7,756 bilhões importados pelo país em minerais primários em Foram US$ 952 milhões, contra US$ 624 milhões em 2009, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Cacula-se que o país tenha importado 100 mil toneladas. O aumento do déficit reflete a valorização do produto no mercado internacional. A cotação do cobre atingiu US$ 9,7 mil a tonelada em julho deste ano. Valorização consistente ante os US$ 3,2 mil registrados no auge da crise, em janeiro de A Paranapanema é uma das importadoras que estão pagando mais caro pelo cobre. Paranapanema possui 140 direitos minerários de metais como cobre, estanho, ouro e prata, espalhados por Bahia, Pará, Pernambuco e Rio Grande do Sul A empresa traz do Chile 85% do insumo utilizado por sua subsidiária Eluma para produzir, entre outros itens, tubos e vergalhões do metal. A parceria com pequenos produtores reforça o desejo da empresa de reduzir seu custo produtivo no momento em que se desfaz da Cibrafértil, após ter vendido os ativos em estanho (leia mais ao lado). Hoje estamos completamente focados no cobre, afirma Ferraz. As parcerias também são vistas como saída para as reservas, caso o novo código mineral limite o prazo de posse sem exploração. Os pequeno representam apenas 5% das 230 mil toneladas de cobre produzidas pelo Brasil no ano passado. A Vale lidera, com 57% da produção, seguida pela Yamana (25%) e a Mineração Caraíba (13%). N.S. TERMINAIS PORTUÁRIOS DA PONTA DO FÉLIX S.A. CNPJ Nº / NIRE nº ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA EDITAL DE CONVOCAÇÃO Ficam convidados os Senhores Acionistas da TERMINAIS PORTUÁRIOS DA PONTA DO FÉLIX S.A. ( Companhia ) a se reunir em Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no dia 12 de agosto de 2011, às 09:00 horas, na sede social da Companhia, situada na Rua Engenheiro Luiz Augusto de Leão Fonseca, nº 1.520, na cidade de Antonina, estado do Paraná, a fim de deliberar sobre a seguinte ordem do dia: a) Apreciar proposta de destituição de membros titular e suplente do Conselho de Administração; b) Eleger e dar posse aos novos membros do Conselho de Administração, em substituição aos referidos no item a supra. Antonina (PR), 22 de julho de Valdécio Antônio Bombonatto Presidente do Conselho de Administração

20 20 Brasil Econômico Terça-feira, 26 de julho, 2011

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