A ETICIDADE COMO INSTRUMENTO DE ESTABILIZAÇÃO NORMATIVA EM ESTADOS DEMOCRÁTICOS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A ETICIDADE COMO INSTRUMENTO DE ESTABILIZAÇÃO NORMATIVA EM ESTADOS DEMOCRÁTICOS"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE DE COIMBRA Faculdade de Direito DENIS DOMINGUES HERMIDA A ETICIDADE COMO INSTRUMENTO DE ESTABILIZAÇÃO NORMATIVA EM ESTADOS DEMOCRÁTICOS 2014

2 2 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...4 Capítulo I INTERPRETAÇÃO E MUTAÇÃO NORMATIVA Norma jurídica. Conceito e Estrutura Interpretação Jurídica. Conceito e Características Os princípios como valores condutores da interpretação jurídica A interpretação constitucional e seus princípios A interpretação de direitos fundamentais Conceito e espécies de Direitos Fundamentais A interpretação de enunciados prescritivos introdutores de Direitos Fundamentais...30 II A TEORIA TRIDIMENSIONAL DO DIREITO DE MIGUEL REALE, A ETICIDADE COMO PROCEDIMENTO INTERPRETATIVO E O FENÔMENO DA MUTAÇÃO NORMATIVA O ambiente temporal de desenvolvimento da Teoria Tridimensional do Direito As espécies de Tridimensionalidade do Direito A Tridimensionalidade genérica e abstrata do direito A Tridimensionalidade Específica As características da Tridimensionalidade do Direito de Miguel Reale A Eticidade como reflexo da Teoria Tridimensional do Direito de Miguel Reale Análise semântica do termo Eticidade A polissemia da palavra Ética A definição de ética para Miguel Reale Conduta e valor Fins e categorias do agir...54

3 Momentos da conduta Especificidade da conduta ética Modalidades de conduta O conceito e a aplicabilidade de Eticidade em Miguel Reale A Eticidade como instrumento de mutação normativa...68 Capítulo III EXEMPLO DE APLICAÇÃO DA ETICIDADE COMO INSTRUMENTO DE ESTABILIZAÇÃO NORMATIVA: AS NOVAS TECNOLOGIAS DE VIGILÂNCIA E A MUTAÇÃO NORMATIVA DO ARTIGO 62, I, DA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO NO BRASIL Espaço Ampliado. Conceito e características O regime de visibilidade como valor e fonte de mutação normativa A mutação normativa do artigo 62, I, da CLT em função da mudança do regime de Visibilidade O contrato de trabalho e a jornada laboral Análise histórica do enunciado prescritivo constante do inciso I do artigo 62 da CLT A elasticidade semântica do enunciado contido no artigo 62, I, da CLT e as hipóteses interpretativas Da relação entre a norma jurídica oriunda do artigo 62, I, da CLT e os Direitos Fundamentais contidos no artigo 7º, IX e XVI, da Constituição Federal Brasileira Aplicação do princípio da unidade do Direito Positivo Brasileiro. Necessidade de interpretação do inciso I do artigo 62 da CLT frente ao conteúdo das demais normas jurídicas vigentes Os Valores Sociais do Trabalho e a Dignidade da Pessoa Humana como fundamentos da República Federativa do Brasil e, consequentemente, das normas jurídicas vigentes A Dignidade da Pessoa Humana Os Valores Sociais do Trabalho e a Valorização do Trabalho Humano O atual regime de visibilidade e a sua influência na interpretação do inciso I do artigo 62 da CLT CONCLUSÃO BIBLIOGRAFIA...121

4 4 INTRODUÇÃO Primeiramente, fixamos que a despeito da existência na doutrina de pluralidade de significado para a expressão Estado Democrático de Direito, adotaremos, ao longo desta exposição e como premissa do desenvolvimento do raciocínio, o conceito defendido por José Afonso da Silva, no sentido de que a configuração do Estado Democrático de Direito não significa apenas unir formalmente os conceitos de Estado Democrático e Estado de direito, consistindo, em realidade, num conceito novo, que leva em conta os conceitos dos elementos componentes, mas os supera na medida em que incorpora um componente revolucionário de transformação do status quo 1 vez que a democracia que o Estado Democrático de Direito realiza há de ser um processo de convivência social numa sociedade livre, justa e solidária, em que o poder emana do povo, que deve ser exercido em proveito do povo, diretamente ou por representantes eleitos, participativa, porque envolve a participação crescente do povo no processo decisório e na formação dos atos de governo pluralista, porque respeita a pluralidade de ideias, culturas e etnias e pressupõe assim o diálogo entre opiniões e pensamentos divergentes e a possibilidade de convivência de formas de organização e interesses diferentes da sociedade; há de ser um processo de liberação da pessoa humana das formas de opressão que não depende apenas do reconhecimento formal de certos direitos individuais, políticos e sociais, mas especialmente da vigência de condições econômicas suscetíveis de favorecer o seu pleno exercício 2. A democracia, enquanto característica de um Estado, tem como uma de suas pilastras a compatibilidade das normas jurídicas vigentes com os valores cultuados pela respectiva Sociedade. Os Estados que adotam sistema jurídico baseado no modelo romano-germânico baseiam os seus respectivos direitos positivos em enunciados prescritivos (leis). Referidas leis, produzidas pelo povo direta ou indiretamente, caracterizam-se pela tendência à perenidade, vez que a manutenção do 1 SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. 32ª edição. São Paulo: Malheiros, 2009, p Ibidem, p.108.

5 5 texto normativo produzido mantém-se até a prática de ato de derrogação (revogação parcial) ou abrogação (revogação total), mediante novo procedimento legiferante(produtor de novas leis). A oportunidade e o tempo necessários à prática de novos atos legiferantes pelo poder constituído objetivando modificar enunciados prescritivos existentes (derrogando-os ou os abrogando) nem sempre acompanham a evolução/modificação dos valores sociais incidentes sobre os fatos-hipóteses submetidas às leis existentes ( o que ocorre não só em razão da rapidez como, no mundo contemporâneo, os valores se alteram o que tem como algumas de suas razões a globalização e o impacto da velocidade da disseminação de informações, como também a demora na tramitação de projetos de lei por exemplo, o projeto de lei que deu origem ao atual Código Civil Brasileiro cuja vigência iniciou-se no ano de 2003 teve o seu primeiro anteprojeto apresentado em 1972-), o que gera instabilidade normativa sob os aspectos das exigências democráticas. Objetivando-se a manutenção da democracia no sentido da compatibilidade das normas jurídicas com os valores cultuados pela Sociedade, propõe-se a normatividade concreta baseada na Teoria Tridimensional do Direito como instrumento de aplicabilidade dos enunciados prescritivos existentes, capaz de promover o que denominamos mutação normativa, tida como modificação do conteúdo de uma norma jurídica, sem a alteração do enunciado prescritivo que lhe serve de fonte, o que ocorre graças à eticidade (procedimento de incidência do valor ao fato gerando a escolha de uma das possibilidades semânticas do texto normativo interpretado levando-se em consideração a sua elasticidade semântica, realizando-se, assim, a experiência jurídica nos moldes compatíveis com o pensamento tridimensional de Miguel Reale). Pretende-se com a presente pesquisa buscar solução para o seguinte problema sendo a compatibilidade das normas jurídicas vigentes com os valores cultuados pela sociedade uma das pilastras de um Estado democrático e, nos Estados que adotam o modelo romano-germânico de direito, a oportunidade e o tempo necessários para a prática de atos legiferantes objetivando a modificação de enunciados prescritivos existentes nem sempre acompanham a evolução/modificação

6 6 dos valores sociais incidentes sobre os fatos-hipóteses, o que é capaz de gerar instabilidade normativa sob os aspectos das exigências democráticas, existe mecanismo de aplicabilidade de enunciados prescritivos que seja capaz de afastar referida instabilidade? No intuito de solucionar o problema apresentado, levantamos a seguinte hipótese cuja veracidade objetivamos demonstrar ao longo desta exposição: objetivando-se a manutenção da democracia no sentido da compatibilidade das normas jurídicas com os valores cultuados pela Sociedade, propõe-se a normatividade concreta baseada na Teoria Tridimensional do Direito de Miguel Reale como instrumento de aplicabilidade dos enunciados prescritivos existentes, capaz de promover o que denominamos mutação normativa, tida como modificação do conteúdo de uma norma jurídica, sem a alteração do enunciado prescritivo que lhe serve de fonte, o que ocorre graças à eticidade (procedimento de incidência do valor ao fato gerando a escolha de uma das possibilidades semânticas do texto normativo interpretado levando-se em consideração a sua elasticidade semântica, realizando-se, assim, a experiência jurídica nos moldes compatíveis com o pensamento tridimensional de Miguel Reale).

7 7 Capítulo I INTERPRETAÇÃO E MUTAÇÃO NORMATIVA A mutação normativa é fenômeno jurídico produto da interpretação jurídica. A compreensão de como a interpretação jurídica é capaz de produzir a mutação normativa impõe prévias reflexões a respeito não só da estrutura das normas jurídicas, como também em relação ao conteúdo da interpretação jurídica e a relação entre a eticidade, procedimento inerente à visão fenomenológica do Direito sob o enfoque da Teoria Tridimensional do Direito de Miguel Reale, e a modificação do conteúdo da norma jurídica sem a alteração do seu respectivo enunciado prescritivo (texto de lei). 1 Norma jurídica. Conceito e Estrutura Num Estado dirigido pelo princípio da legalidade realiza-se o Direito quando se aplica, a um caso concreto, uma norma jurídica, que é produto de interpretação de enunciados prescritivos, interpretação essa que leva em consideração os valores adotados pela sociedade e busca a justiça para o caso concreto. Isto é, no processo de realização do Direito (experiência jurídica) em sua concretude, têm-se alguns fatores que devem ser harmonizados. Esses fatores devem ser analisados frente às características de um Estado Democrático de Direito, classe essa de Estado que possui nuances específicas que interferem diretamente na composição e na harmonização dos fatores que instrumentalizam o Direito. Para tal demonstração, apresentamos o conceito e as características do Estado Democrático de Direito no Brasil através do magistério de José Afonso da Silva: A configuração do Estado Democrático de Direito não significa apenas unir formalmente os conceitos de Estado Democrático e Estado de direito. Consiste, na verdade, na criação de um conceito novo, que leva em conta os conceitos dos elementos componentes, mas os supera na medida em que incorpora um componente revolucionário de transformação do status quo 3. 3 SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. 32ª edição. São Paulo: Malheiros, 2009, p.108.

8 8 A democracia que o Estado Democrático de Direito realiza há de ser um processo de convivência social numa sociedade livre, justa e solidária (...), em que o poder emana do povo, que deve ser exercido em proveito do povo, diretamente ou por representantes eleitos (...); participativa, porque envolve a participação crescente do povo no processo decisório e na formação dos atos de governo pluralista, porque respeita a pluralidade de ideias, culturas e etnias e pressupõe assim o diálogo entre opiniões e pensamentos divergentes e a possibilidade de convivência de formas de organização e interesses diferentes da sociedade; há de ser um processo de liberação da pessoa humana das formas de opressão que não depende apenas do reconhecimento formal de certos direitos individuais, políticos e sociais, mas especialmente da vigência de condições econômicas suscetíveis de favorecer o seu pleno exercício 4. Dessas palavras podemos extrair que o papel do Estado Democrático de Direito é a preservação da convivência social (possibilitar a vida harmoniosa em sociedade), numa sociedade livre (não oprimida, livre para cultuar os seus valores) e justa (como realização da justiça vista na forma exposta por Alcides Telles Júnior como adaptação recíproca da pluralidade dos entes, sua conexão e harmonia 5 ). José Afonso da Silva: O papel da lei no Estado Democrático de Direito também é enfocado por O princípio da legalidade é também um princípio basilar do Estado Democrático de Direito. É da essência de seu conceito subordinar-se à Constituição e fundar-se na legalidade democrática. Sujeita-se, como todo Estado de direito, ao império da lei, mas da lei que realize o princípio da igualdade e da justiça não pela sua generalidade, mas pela busca da igualização das condições dos socialmente desiguais. Deve, pois, ser destacada a relevância da lei no Estado Democrático de Direito, não apenas quanto ao seu conceito, forma de ato jurídico abstrato, geral, obrigatório e modificativo da ordem jurídica existente, mas também à sua função de regulamentação fundamental, produzida segundo um procedimento constitucional qualificado. A lei é efetivamente o ato oficial de maior realce na vida política. Ato de decisão política por excelência, é por meio dela, enquanto emanada da atuação da vontade popular, que o poder estatal propicia ao viver social modos predeterminados de conduta, de maneira que os membros da sociedade saibam, de antemão, como guiar-se na realização de seus interesses. 6 4 SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. 32ª edição. São Paulo: Malheiros, 2009, p TELLES JÚNIOR, Alcides. Discurso, Linguagem e Justiça. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1986, p SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. 9ª edição. São Paulo: Malheiros, 1994, p. 110.

9 9 O instrumento de formação da norma jurídica é exatamente a interpretação, vista como procedimento de obtenção da significação de um determinado enunciado prescritivo, a partir da interação entre o instrumento de observação (o texto legal) e a coisa observada (a situação fática concreta, com todas as suas peculiaridades), tendo como finalidade a prática do Direito. A interpretação jurídica é verdadeiro ato de enunciação 7, nos moldes expostos por José Luiz Fiorin 8, que realiza a função de harmonizar os instrumentos de realização do direito em determinado caso concreto, tendo como seu produto (enunciado) a norma jurídica. A norma jurídica é o resultado de um processo de harmonização de fatores(interpretação) e que essa harmonização, para a construção da norma jurídica, é feita levando em consideração, inclusive, as características do caso concreto em análise. Isto é, o caso concreto assume um duplo papel passivo, um primeiro de incidência de valores sociais e da justiça para efeito do alcance da norma jurídica e um segundo, posterior, de incidência da própria norma jurídica, regulando o comportamento. Nesse sentido, transcreve-se o magistério de Celso Ribeiro Bastos: Distinguem-se, claramente, no processo de efetivação da norma jurídica, dois momentos distintos. Num primeiro momento, tem-se a seleção da norma aplicável ao caso, dentre as várias potencialmente incidentes. Num segundo momento, há então sua efetiva aplicação. Contudo, antes desta... é necessário interpretar a regra. E, também, no processo de seleção da norma aplicável, há um processo interpretativo, ainda que não seja exauriente. 9 Passamos, agora, a nos atentar ao processo de incidência da norma jurídica ao caso concreto, especificamente no sentido de se investigar a estrutura interna da 7 Enunciação é o ato de enunciar, que é a enunciação, é a colocação do homem na história, isto é, temporalizar, especializar e actorizar a linguagem (tempo, espaço e ator como categorias enunciativas) ou, como ensina Benviste, citado por Fiorin, a enunciação é essa colocação em funcionamento da língua por um ato individual de utilização, é o ato de produzir enunciado, é a instância de mediação, que assegura a discursivização da língua, que permite a passagem da competência à performance, das estruturas semióticas virtuais às estruturas realizadas sob a forma de discurso. Conforme FIORIN, José Luiz. As astúcias da enunciação. As categorias de pessoa, espaço e tempo. 2ª edição. São Paulo: Editora Ática, 1998, p FIORIN, José Luiz. As astúcias da enunciação. As categorias de pessoa, espaço e tempo. 2ª edição. São Paulo: Editora Ática, 1998, p BASTOS, Celso Ribeiro. Hermenêutica e interpretação constitucional. 2ª edição. São Paulo: Celso Bastos Editor: Instituto Brasileiro de Direito Constitucional, 1999, p. 46.

10 10 norma jurídica. Afinal, de que forma a norma jurídica incide ao caso concreto? Através da implicação existente entre o antecedente e o consequente dessa norma, que é bem analisada por Lourival Vilanova: O revestimento verbal das normas jurídicas positivas não obedece a uma forma padrão. Vertem-se nas peculiaridades de cada idioma e em estruturas gramaticais variadas. Geralmente, usam o indicativopresente ou indicativo-futuro, modo verbal esse que oculta o verbo propriamente deôntico. O dever-ser transparece no verbo ser acompanhado de adjetivo participial: está obrigado, está facultado ou permitido, está proibido (sem falar em outros verbos, como poder no presente ou futuro do indicativo), Transparece, mas não aparece com evidência normal. É preciso reduzir às últimas modalidades verbas à estrutura formalizada de linguagem lógica para se obter a fórmula se se dá um fato F qualquer, então o sujeito S, deve fazer ou deve omitir ou poder fazer ou omitir conduta C ante outro sujeito S, que representa o primeiro membro da proposição jurídica completa. Como se vê, no interior desta fórmula, destacamos a hipótese e a tese (ou o pressuposto e a consequência). A estrutura interna desse primeiro membro da proposição jurídica articula-se em forma lógica de implicação: a hipótese implica a tese ou o antecedente (em sentido formal) implica o consequente. A hipótese é o descritor de possível situação fática do mundo (natural ou social, inclusive), cuja ocorrência na realidade verifica o descrito na hipótese. Não cabe (...) interpretar a hipótese como proposição prescritiva( se alguém morre, deve ser a sucessão de seus bens : nada se prescreve na hipótese). É descritiva, mas sem valor veritativo. Quer dizer, verificado o fato jurídico, no suporte fático, ou não verificado, a hipótese não adquire valor-deverdade. Mas a hipótese da proposição normativa do Direito tem um valer específico: vale, tem validade jurídica, foi posta consoante processo previsto no interior do sistema jurídico. (...) Diremos: o deôntico não reside na hipótese como tal, mas no vínculo entre a hipótese e a tese. Deve ser o vínculo implicacional. Em outro giro: deve ser a implicação entre hipótese e tese. 10 Assim, temos que, após a interpretação, encontramos uma estrutura lógica (que é a própria norma jurídica) composta de dois fragmentos, o antecedente que descreve uma situação de fato permitida, proibida ou obrigatória e o consequente que impõe determinado comportamento ou efeito jurídico sendo que ambos os fragmentos estão unidos por uma relação de implicação (se acontecer o antecedente, então deve ser o consequente) gerada pelo modal deôntico genérico deve ser. No 10 VILLANOVA, Lourival. As estruturas lógicas e o sistema de Direito Positivo. São Paulo: Max Limonad, 1997, p

11 11 interior do consequente (tese) temos a incidência de modal deôntico específico, que pode ser é proibido (V), é obrigatório (O) e é permitido (P). Há, assim, esquematicamente, a seguinte estrutura primária: D( h c) 11 Chama-se de estrutura primária em razão da existência de uma estrutura secundária da norma jurídica, sobre a qual apresentamos as palavras de Villanova: Seguimos a teoria da estrutura dual da norma jurídica: consta de duas partes, que se denominam norma primária e norma secundária. Naquela, estatuem-se as relações deônticas direitos/deveres, como conseqüência da verificação de pressupostos, fixados na proposição descritiva de situações fáticas ou situações já juridicamente qualificadas; nesta, preceituam-se as conseqüências sancionatórias, no pressuposto do não-cumprimento do estatuído na norma determinante da conduta juridicamente devida. (...) O Direito-norma, em sua integralidade constitutiva, compõe-se de duas partes. Denominemos, em sentido inverso do da teoria kelseniana, norma primária a que estatui direitos/deveres(sentido amplo) e norma secundária a que vem em conseqüência da inobservância da conduta devida, justamente para sancionar seu inadimplemento (impô-la coativamente ou dar-lhe conduta substitutiva reparadora). As denominações adjetivas primária e secundária não exprimem relações de ordem temporal ou causal, mas de antecedente lógico para consequente lógico. 12 Finalizando a análise da norma jurídica como estrutura lógica, apresentamos a fórmula completa da norma jurídica (primária mais secundária): D {- [D( h c)] 13 } -> s Tal que D simboliza o modal deôntico genérico Deve ser, H a hipótese, C o conseqüente e o conector lógico condicional (que, na linguagem não formalizada, significa se..., então VILLANOVA, Lourival. As estruturas lógicas e o sistema de Direito Positivo. São Paulo: Max Limonad, 1997, p Tal que D simboliza o modal deôntico genérico Deve ser, H a hipótese, C o conseqüente e o conector lógico condicional (que, na linguagem não formalizada, significa se..., então Tal que s simboliza a norma secundária, de conteúdo sancionatório pelo não cumprimento da norma primária, o - simboliza não, isto é, o não cumprimento da norma primária D(h->c), o primeiro D simboliza o modal deôntico genérico (Deve-ser) que implica o não cumprimento da norma primária à norma secundária.

12 12 O que pretendemos com essa exposição é formar a estrutura conceitual necessária para o estudo de como a interpretação é capaz de, sem alteração necessária da estrutura do enunciado prescritivo (texto de lei), realizar a modificação da norma jurídica, dando origem ao fenômeno da mutação normativa. 2. Interpretação Jurídica. Conceito e Características Primeiramente, partimos da premissa de que a interpretação não deve ser realizada tendo como base a visão de Direito como algo abstrato e exclusivamente sistêmico, como vem sendo feito, por exemplo, por grande parte da comunidade jurídica brasileira, debruçando-se numa normatividade abstrata que gera prejuízos não só ao próprio Direito, que acaba não cumprindo o seu desiderato, como também, e principalmente, à sociedade, que não vê o Estado cumprindo o seu papel de construir uma sociedade livre, justa e solidária, com a promoção do bem de todos. Nesse sentido, importante a transcrição de reflexão realizada por Lenio Luiz Streck: Como saber operacional, domina no âmbito do campo jurídico o modelo assentado na idéia de que o processo interpretativo possibilita que o sujeito (a partir da certeza-de-si-do-pensamento-pensante, enfim, da subjetividade instauradora do mundo) alcance a interpretação correta, o exato sentido da norma, o exclusivo conteúdo/sentido da lei, o verdadeiro significado do vocábulo, o real sentido da regra jurídica etc. Pode-se dizer que o pensamento dogmático do Direito acredita na possibilidade de que o intérprete extrai o sentido da norma, como se estivesse contido na própria norma, enfim, como se fosse possível extrair o sentido-em-si-mesmo. Trabalha, pois, com os textos no plano meramente epistemológico, olvidando o processo ontológico da compreensão. (...) é possível afirmar que, explícita ou implicitamente, parcela expressiva da doutrina brasileira sofre influência da hermenêutica de cunho objetivista de Emilio Betti, baseada na forma metódica e disciplinada da compreensão, onde a própria interpretação é fruto de um processo triplo que parte de uma abordagem objetivo-idealista. Com isso, a interpretação é um processo reprodutivo, pelo fato de interiorizar e traduzir para a sua própria linguagem objetificações da mente, através de uma realidade que é análoga à que originou uma forma significativa. Assim, a atribuição de sentido e a interpretação são tratadas separadamente, pois Betti acredita que só isso vai garantir a objetividade dos resultados da interpretação STRECK, Lenio Luiz. Jurisdição Constitucional e Hermenêutica Uma nova crítica do Direito. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2002, p.48.

13 13 Nesse ponto da investigação, procuramos responder à pergunta O que é a interpretação jurídica?, no sentido de conhecermos o objeto de nosso estudo, sendo que um trabalho que aborde a análise de um caso concreto de interpretação não poderia ser satisfatoriamente desenvolvido sem que, preliminarmente, tivéssemos a noção do que significa interpretação jurídica. Todos interpretam as leis ou até mesmo a Constituição, mas pouquíssimos são capazes de afirmar, com bases sólidas, qual o procedimento por eles utilizado, qual fora a finalidade do procedimento interpretativo e o que se perseguiu com o trabalho interpretativo. E mais, no trabalho interpretativo, em raras oportunidades há a reflexão do papel da interpretação na realização do Direito. A questão que se coloca é: em que incide a interpretação, sobre que objeto incide o trabalho interpretativo? Interpreta-se o Direito ou interpretam-se enunciados prescritivos (entendendo-se enunciados como produto da atividade psicofísica de enunciação, que se apresenta como um conjunto de fonemas ou de grafonemas que, obedecendo a regras gramaticais de determinado idioma, consubstancia a mensagem expedida pelo sujeito emissor para ser recebida pelo destinatário 16 ). Importante, neste ponto, distinguirmos o Direito e as Leis (enunciados prescritivos) e, com tal objetivo, transcrevemos trechos das lições de Friederich August Von Hayek: O Direito, no sentido de normas de conduta aplicadas, é indubitavelmente tão antigo quanto a sociedade; só a observância de normas comuns torna possível a existência pacífica de indivíduos em sociedade. Muito antes que o homem desenvolvesse a linguagem ao ponto de esta lhe permitir enunciar determinações gerais, um indivíduo só seria aceito como membro de um grupo na medida em que se conformasse às suas normas. 17 (...) para o homem moderno, por outro lado, a ideia de que toda lei que governa a ação humana é produto de legislação parece tão óbvia, que a afirmação de que o Direito é mais antigo que a legislação se lhe afigura quase paradoxal. No entanto, não pode haver dúvida de que existiam leis séculos antes de ocorrer ao homem que ele podia fazê-las ou alterá-las. A ideia de que era capaz disso praticamente não surgiu 16 CARVALHO, Paulo de Barros. Apostila do curso Filosofia do Direito I. Lógica Jurídica, lecionado no Programa de Pós-Graduação da PUC-SP, capítulo II, p HAYEK, Friederich August Von. Direito, Legislação e Liberdade: uma nova formulação dos princípios liberais de justiça e economia política. São Paulo: Visão, s.d., p. 93.

14 14 antes da era clássica grega; posteriormente desapareceu, ressurgindo no final da Idade Média, quando gradualmente obteve aceitação mais geral. 18 Se o Direito e a Lei (vista essa num sentido lato, como enunciado prescritivo ) não mantêm entre si uma relação de identidade, não podemos deixar de reconhecer que a Lei é adotada, pelos Estados Democráticos de Direito que adotam sistema jurídico baseado no modelo romano-germânico, como o principal instrumento de prática do Direito. Assim, desde já fixamos a premissa de que se interpretam os enunciados prescritivos (leis) e não o Direito! Se fixamos o objeto sobre o qual incide a interpretação, é importante traçarmos mais alguns pontos a respeito desses enunciados prescritivos, buscando sabedoria no magistério de José Luiz Fiorin, para quem: O primeiro sentido de enunciação é o de ato produtor do enunciado. Benviste diz que a enunciação é essa colocação em funcionamento da língua por um ato individual de utilização. Ascombre e Ducrot afirmam que A enunciação será para nós a atividade linguageira exercida por aquele que fala no momento que fala. Se a enunciação é a instância constitutiva do enunciado, ela é a instância linguística logicamente pressuposta pela própria existência do enunciado (que comporta seus traços e suas marcas (...) O enunciado, por oposição à enunciação, deve ser concebido como o estado que ela resulta, independentemente de suas dimensões sintagmáticas... Considerando dessa forma enunciação e enunciado, este comporta frequentemente elementos que remetem à instância de enunciação: de um lado, prenomes pessoais, demonstrativos, possessivos, adjetivos e advérbios apreciativos, dêiticos espaciais e temporais em síntese, elementos cuja eliminação produz os chamados textos enuncivos, isto é, sem nenhuma marca de enunciação; de outro lado, termos que descrevem a enunciação, enunciados e reportados no enunciado Aplicando os ensinamentos de Fiorin para o nosso objeto de estudo, necessário termos o conhecimento da existência de um fenômeno de produção linguística denominado enunciação, em que determinado indivíduo através de 18 HAYEK, Friederich August Von. Direito, Legislação e Liberdade: uma nova formulação dos princípios liberais de justiça e economia política. São Paulo: Visão, s.d., p FIORIN, José Luiz. As astúcias da enunciação: as categorias de pessoa, espaço e tempo. 2ª edição. São Paulo: Editora Ática, 1998, p. 36.

15 15 trabalho intelectual e físico produz, sob a forma escrita ou falada, enunciados, que são, em realidade, além de, por óbvio, produtos da enunciação, um conjunto de signos(fonemas ou grafonemas) que, dispostos sob uma determinada forma (sintaxe), são capazes de gerar significados (semântica), criando uma mensagem. Ainda aproveitando as lições do renomado linguista, o enunciado, sob o ponto de vista daquele que o recebe (o intérprete), é o suporte físico, do qual se extrai o significado e a significação com o fim de se obter a mensagem. Sobre a relação entre suporte físico, significado e significação, transcrevem-se as palavras de Paulo de Barros Carvalho: O falar em linguagem remete o pensamento, forçosamente, para o sentido de outro vocábulo: signo. Como unidade de um sistema que permite a comunicação inter-humana, signo é um ente que tem o status lógico de relação. Nele, um suporte físico se associa a um significado e a uma significação, para aplicarmos a terminologia husserliana. O suporte físico, da linguagem idiomática, é a palavra falada (ondas sonoras, que são matéria, provocadas pela movimentação de nossas cordas vocais, no aparelho fonético) ou a palavra escrita (depósito de tinta no papel ou de giz na lousa). Esse dado, que integra a relação sígnica, como o próprio nome indica, tem natureza física, material. Refere-se a algo do mundo exterior ou interior, de existência concreta ou imaginária, atual ou passada, que é seu significado; e suscita em nossa mente uma noção, ideia ou conceito, que chamamos de significação. 20 Isto é, através do contato do receptor 21 com o enunciado (código utilizado) se é capaz de extrair um significado (a coisa, de existência concreta ou imaginária, a que se vincula o signo utilizado no enunciado) e uma significação (que é o conceito, a noção que é suscitada na mente do receptor da mensagem intérprete). Do que já foi apresentado, percebe-se que começamos a tocar na interpretação através da análise dos signos, do significado e da significação. E nesse 20 CARVALHO, Paulo de Barros. Apostila do curso Filosofia do Direito I. Lógica Jurídica, lecionado no Programa de Pós-Graduação da PUC-SP, capítulo II, p Estamos utilizando os termos apresentados por Roman Jakobson (em sua obra Linguística e Comunicação, p. 19) como fatores fundamentais da comunicação linguística com seus 4(quatro) elementos: o emissor, o receptor, o tema da mensagem e o código utilizado.

16 16 ponto, indaga-se: a interpretação é um ato produtor ou meramente um ato reprodutor? Ou, utilizando-nos dos termos de Roman Jakobson, a interpretação se identifica com a tradução ou é um fenômeno próprio que, a partir de um enunciado, produz novos enunciados dirigidos a um determinado fim, no caso, a prática do Direito? Nicola Abbagnano apresenta dois momentos do significado do termo interpretação, um ligado à Escolástica Latina, sob a influência dos ensinamentos de Aristóteles, e outro vinculado à Semiótica Americana, da seguinte forma: Aristóteles denominou I. 22 o livro em que estudou a relação entre os signos linguísticos e os pensamentos e entre os pensamentos e as coisas. Ele de fato considerava as palavras como sinais de afeição da alma, que são as mesmas para todos e constituem as imagens dos objetos que são idênticos para todos, considerando ademais como sujeito ativo dessa referência a alma ou o intelecto. Boécio, graças a quem essa doutrina passou para a Escolástica Latina, entendia por I. os substantivos, os verbos e as preposições, e excluindo as conjunções, as proposições e em geral os termos gramaticais, que não significam nada por si mesmos. Para ele, referência do signo ao que ele designa era o essencial da interpretação... Conquanto não falte hoje quem considera a I. um processo mental (...), a semiótica americana apresentou outra doutrina fundamental da I., que toma como base o comportamento. Os pressupostos dessa doutrina são encontrados na obra de Pierce, que entendeu a I. como um processo triádico que se dá entre um signo, seu objeto e seu interpretante, constituindo este último a relação entre o primeiro e o segundo termo Nessa maturação de raciocínio, importante a transcrição do pensamento do linguista russo Roman Jakobson, que diferencia interpretação de tradução : É claro que os interpretarei e não serei uma máquina de tradução que, como o mostrou de modo excelente nosso amigo Y.Bar-Hillel, não compreende e por conseguinte traduz literalmente. Desde que haja interpretação, emerge o princípio da complementariedade, promovendo a interação do instrumento de observação e da coisa observada. 24 Da lição acima, conclui-se claramente que a interpretação, no sentido que se deve adotar para o Direito (que tem como objeto os comportamentos humanos intersubjetivos) não é uma mera tradução, não é uma mera enunciação que apresenta, 22 Abreviatura de Interpretação. Nota nossa. 23 ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. 4ª edição. São Paulo: Martins Fontes, 2000, p JAKOBSON, Nicolla. Linguística e Comunicação. 24ª edição. São Paulo: Editora Cultrix, 2001, p. 19.

17 17 com signos diversos, o mesmo significado do texto interpretado, mas é um processo que contém não só a apreensão do significação do enunciado analisado, mas que possui o efetivo caráter de complementariedade, promovendo a adequação do significado do enunciado ao objeto sob o prisma do qual é procedida à interpretação. Ora, se desde que haja interpretação, emerge o princípio da complementariedade, não é difícil afirmar, com convicção, que o resultado da interpretação não se prende ao exato significado do enunciado analisado, mas, promovendo a interação do instrumento de observação e da coisa observada, expande os seus horizontes a uma finalidade, dirigida à coisa que será o foco da interpretação. Já sob o enfoque eminentemente jurídico, Luís Roberto Barroso afirma que a interpretação é atividade prática de revelar o conteúdo, o significado e o alcance de uma norma, tendo por finalidade fazê-la incidir num caso concreto. Tal conceito de interpretação jurídica apresentado por Barroso é feito sob um contexto em que a hermenêutica jurídica é um domínio teórico, especulativo, cujo objeto é a formulação, o estudo e a sistematização dos princípios e das regras de interpretação do direito e a aplicação da norma jurídica é o momento final do processo interpretativo, é a sua concretização pela efetiva incidência do preceito sobre a realidade de fato 25. Das simples, porém relevantes, palavras de Barroso, atentamo-nos para a finalidade da interpretação no Direito, que é fazer incidir num caso concreto a norma jurídica. Assim, se a interpretação atua promovendo a interação do instrumento de observação e da coisa observada, temos que, para o direito, o instrumento de observação é o enunciado prescritivo e a coisa observada é o caso concreto sob análise jurídica. Do todo exposto, concluímos, como nosso conceito de interpretação jurídica, o procedimento de obtenção da significação de um determinado enunciado prescritivo, a partir da interação entre o instrumento de observação (o texto legal) e a coisa observada (a situação fática concreta, com todas as suas peculiaridades), tendo como finalidade a prática do Direito. Dessa forma, uma interpretação de enunciado 25 BARROSO, Luís Roberto. Interpretação e aplicação da Constituição. 7ª edição. São Paulo: Saraiva, 2009, p. 107.

18 18 prescritivo não deve ser afastar jamais da realidade concreta para a qual é realizada, isto é, a interpretação, sob o enfoque que ora analisamos, é uma atividade eminentemente construtiva e re-construtiva 26, o que pode ser constatado da transcrição abaixo dos ensinamentos de Alexandre de Moraes que, apesar de se referir à interpretação constitucional, pode ser estendida à interpretação de qualquer norma jurídica: A Constituição Federal há de ser sempre interpretada, pois somente por meio da conjugação da letra do texto com as características históricas, políticas, ideológicas do momento, se encontrará o melhor sentido da norma jurídica, em confronto com a realidade sociopolítico-econômica e almejando sua plena eficácia Os princípios como valores condutores da interpretação jurídica Os princípios são valores, ideias centrais de um sistema, que lhe dão sentido lógico, harmônico, racional, permitindo a compreensão do modo de organizar-se do sistema 28, são regras-mestras dentro do sistema positivo, que identificam as estruturas básicas, os fundamentos e os alicerces desse sistema 29, iluminando a compreensão de setores normativos, imprimindo-lhes caráter de unidade e servindo, em virtude dessa mesma unidade, de fator de agregação das normas integrantes dos respectivos setores normativos 30. Ou, como descreve Miguel Reale, são verdades fundantes de um sistema de conhecimento, como tais admitidas, por serem evidentes ou por terem sido 26 A característica de reconstrução é encontrada na interpretação nas oportunidades em que a modificação dos fatos normados ou até mesmo a modificação dos valores sociais incidentes sobre os fatos normados pode levar à modificação do conteúdo da norma jurídica (modificação frente à uma significação anterior que compunha a norma jurídica), o que se caracteriza como mutação normativa. 27 MORAES, Alexandre de. Direito Constitucional. 23ª edição. São Paulo: Editora Atlas, 2008, p SUNDFELD, Carlos Ari. Fundamentos de Direito Público. São Paulo: Malheiros, 1992, p ARAUJO, Luiz Alberto David; NUNES JÚNIOR, Vidal Serrano. Curso de Direito Constitucional. 7ª edição. São Paulo: Saraiva, 2003, p CONRADO, Paulo César. Introdução à Teoria Geral do Processo. São Paulo: Max Limonad, 2000, p. 25.

19 19 comprovadas, mas também por motivos de ordem prática de caráter operacional, isto é, como pressupostos exigidos pelas necessidades de pesquisa e da praxis 31. Ensina Mauricio Godinho Delgado que os princípios podem ser comuns a todo o fenômeno jurídico ou especiais a um ou alguns dos segmentos particularizados do fenômeno jurídico, sendo construídos a partir de certa realidade, direcionando a compreensão da realidade examinada, atuando no processo de exame sistemático acerca de certa realidade processo que é típico das ciências conduzindo tal processo 32. Explorando mais profundamente as funções dos princípios frente ao sistema jurídico, tem-se a atuação dos mesmos não só na construção dos enunciados prescritivos (textos legais), atuando, pois, na fase pré-jurídica, de natureza eminentemente política, como também na fase jurídica propriamente dita, desempenhando função interpretativa (também denominada descritiva ou informativa), função normativa subsidiária (atuando como fontes normativas frente à ausência de outras regras jurídicas utilizáveis pelo intérprete e aplicador do Direito Positivo frente a um determinado caso concreto) ou função normativa concorrente (inerente aos princípios essenciais do sistema jurídico, com status até mesmo prevalecente sobre o papel normativo característico das demais normas jurídicas) 33. No que se refere à função interpretativa, que é de mais importante análise no presente momento de construção desta tese, Maurício Godinho Delgado ensina que: A mais comum e recorrente dessas funções é a descritiva ou interpretativa (ou, ainda, informativa), atada ao processo de revelação e compreensão do próprio direito. De fato, os princípios atuam, na fase jurídica, contínua e incessantemente, como proposições ideais propiciadoras de uma direção coerente na interpretação da regra de direito. São veios iluminadores à compreensão da regra jurídica construída. 31 REALE, Miguel. Lições Preliminares de Direito. São Paulo: Saraiva, 1988, p DELGADO, Mauricio Godinho. Princípios de direito individual e coletivo do trabalho. 2ª edição. São Paulo: LTr, 2004, p Ibidem, p

20 20 Os princípios cumprem, aqui, sem dúvida, sua função mais clássica e recorrente, como veículo de auxílio à intepretação. Nesse papel, contribuem no processo de compreensão da regra, balizando-a à essência do conjunto do sistema jurídico. São chamados princípios descritivos ou informativos (ou interpretativos), à medida que propiciam uma leitura reveladora das direções essenciais da ordem jurídica analisada. Os princípios informativos ou descritivos não atuam, pois, como fonte formal do Direito, mas como instrumental de auxílio à interpretação jurídica. 34 É de se concluir que, uma vez realizada a técnica gramatical de interpretação, extraindo-se as várias possibilidades semânticas do texto legal (enunciado prescritivo) sob procedimento interpretativo, os princípios atuarão como meio de seleção das hipóteses interpretativas que se compatibilizem não só com os valores incidentes sobre o Direito Positivo como um todo (dentre eles, principalmente, os valores constitucionais), como também os valores incidentes sobre o setor normativo específico (como, por exemplo, o Direito do Trabalho) em que esteja inserido o texto legal em interpretação, oferecendo efetiva unidade ao sistema jurídico, como destacado por Maria Helena Diniz: O rigor científico requer que o jurista, ao estudar e ao interpretar normas, estabeleça um entrelaçamento entre elas, de tal sorte que haja unidade e coerência lógica do sistema normativo por ele criado epistemologicamente. O sistema apresentará unidade se as várias normas forem conformes à norma-origem (Constituição); consequentemente haverá uma coerência, ante a impossibilidade lógica de existirem preceitos infraconstitucionais antagônicos à Lei Maior. Isto é assim pelo critério hierárquico (lex superior derrogat legi inferior), baseado na superioridade de uma fonte de produção jurídica sobre a outra. O princípio lex superior quer dizer que, num conflito entre normas de diferentes níveis, a de escalão mais alto, qualquer que seja a ordem cronológica, terá a preferência em relação à de nível mais baixo. Logo, a norma constitucional que deu início à ordem jurídica, por ser norma-origem, prevalece sobre todas as disposições normativas subconstitucionais. Daí falar-se em inconstitucionalidade da lei. Portanto, a ordem hierárquica entre as fontes servirá de guia para solucionar conflitos de normas de diferentes escalões. Kelsen ensinanos... que não pode haver, no sistema, em normas de diversos níveis, 34 DELGADO, Mauricio Godinho. Princípios de direito individual e coletivo do trabalho. 2ª edição. São Paulo: LTr, 2004, p. 17.

21 21 contradição, porque a norma inferior retira seu fundamento de validade da superior. Só será válida a norma inferior se estiver em harmonia com a do escalão superior. O sistema apresentará incoerência lógica se houver divórcio entre suas normas no que atina ao processo de sua elaboração ou ao seu conteúdo empírico. 35 Daí a necessidade de se buscar interpretação que não só seja compatível com a realidade social e tecnológica atual, como também com os ditames constitucionais e valores que sistematizam o sistema jurídico de um Estado Democrático de Direito. constitucional. Passamos, agora, a apreciar não só os princípios inerentes à interpretação 2.2. A interpretação constitucional e seus princípios Willis Santiago Guerra Filho afirma que uma tarefa de importância inexcedível que se apresenta no momento para quem lida profissionalmente com o Direito é a de tomar consciência das peculiaridades da hermenêutica constitucional 36. Ainda segundo o referido Professor, praticar a intepretação constitucional é diferente de interpretar a Constituição de acordo om os cânones tradicionais da hermenêutica jurídica, desenvolvidos, aliás, numa época em que as matrizes do pensamento jurídico assentavam-se em bases privatísticas 37. Celso Ribeiro Bastos ensina que a interpretação constitucional não despreza a interpretação jurídica de um modo geral, mas apresenta uma série de particularidades que justificam seu tratamento diferenciado, num estudo de certa forma autônomo dos demais métodos interpretativos presentes no sistema jurídico 38, além de compreender o 35 DINIZ, Maria Helena. Norma constitucional e seus efeitos. 2ª edição. São Paulo: Saraiva, 1992, p GUERRA FILHO, Willis Santiago. Da interpretação especificamente constitucional. In Revista de Informação Legislativa. Brasília, ano 32, n o 128, out/dez.1995, p Idem. 38 BASTOS, Celso Ribeiro. Hermenêutica e Interpretação Constitucional. 2ª edição. São Paulo: Celso Bastos Editora, 1999, p. 49.

22 22 campo de atuação da interpretação constitucional sob um espectro mais amplo, envolvendo não só a atividade interpretativa dos enunciados prescritivos constantes da Constituição, mas também a interpretação dos enunciados infraconstitucionais segundo a Constituição:... a interpretação constitucional não pode ser simplesmente considerada como a interpretação da Constituição, exclusivamente. O que se pode dizer, é certo, é que só haverá interpretação constitucional quando a Constituição estiver envolvida. 39 Dentre as razões que levam à essa diferenciação interpretativa dos enunciados prescritivos 40 constitucionais, estão: a inicialidade fundante das normas constitucionais, sendo a Constituição o fundamento de todas as demais normas do ordenamento jurídico e o caráter aberto das normas constitucionais e sua atualização, vez que a norma constitucional, muito frequentemente, apresenta-se como uma petição de direitos ou mesmo como uma norma pragmática sem conteúdo preciso ou delimitado 41. Objetivando a plena eficácia constitucional, a doutrina constitucionalista construiu diversos princípios interpretativos das normas constitucionais, sendo que nesta tese adotamos, por entendê-lo como o mais completo e suficiente para o nosso objetivo, o rol apresentado por J.J. Gomes Canotilho, acrescentando-lhe somente o princípio da supremacia da Constituição, destacado por Celso Ribeiro Bastos. Segundo Canotilho, têm-se os seguintes princípios de interpretação constitucional: princípio da unidade da Constituição, princípio da máxima efetividade, princípio da justeza ou da conformidade funcional, princípio da concordância prática ou da harmonização e princípio da força normativa da Constituição. Analisemos cada um deles: 39 BASTOS, Celso Ribeiro. Hermenêutica e Interpretação Constitucional. 2ª edição. São Paulo: Celso Bastos Editora, 1999, p Referimo-nos às diferenças entre as interpretações de enunciados normativos infraconstitucionais e constitucionais. 41 BASTOS, Celso Ribeiro. Hermenêutica e Interpretação Constitucional. 2ª edição. São Paulo: Celso Bastos Editora, 1999, p

23 23 Por princípio da unidade da Constituição entende-se a obrigação do intérprete de considerar a Constituição na sua globalidade e de procurar harmonizar os espaços de tensão existentes entre as normas constitucionais a concretizar. Trata-se de uma consequência de uma visão sistêmica das normas constitucionais, em que todas são elementos de um mesmo sistema, harmonizando-se e se inter-relacionando. Daí que o intérprete deve sempre considerar as normas constitucionais não como normas isoladas, mas sim como preceitos integrados num mesmo sistema interno, unitário de normas e princípios 42. Sobre esse princípio, transcrevemos os ensinamentos de Celso Ribeiro Bastos: Como consequência deste princípio, as normas constitucionais devem sempre ser consideradas como coesas e mutuamente imbricadas. Não se poderá jamais tomar determinada norma isoladamente, como suficiente em si mesma. É que a Constituição pode perfeitamente prever determinada solução jurídica num determinado passo seu, para noutro tomar posição contrária, dando lugar a uma relação entre norma geral e outra específica. Esta predomina no espaço que abrange. Não há, pois, qualquer fratura constitucional. E isso porque se a Constituição é uma, e se é ela o documento supremo da nação, todas as normas que contempla encontram-se em igualdade de condições, nenhuma podendo se sobrepor à outra para lhe afastar o cumprimento. As duas normas vigem por inteiro, apenas que em situações diversas (nunca para a mesma situação). Assim, cada uma vige em seu campo próprio, do que resulta a aplicação de ambas. 43 Como princípio do efeito integrador, temos que na resolução dos problemas jurídico-constitucionais deve-se dar primazia aos critérios ou pontos de vista que favoreçam a integração política e social e o reforço da unidade política. Trata-se de princípio muitas vezes associado ao princípio da unidade CANOTILHO, J.J. Gomes. Direito Constitucional e Teoria da Constituição. 3ª edição. Coimbra: Almedina, 1999, p BASTOS, Celso Ribeiro. Hermenêutica e Interpretação Constitucional. 2ª edição. São Paulo: Celso Bastos Editora, 1999, p CANOTILHO, J.J. Gomes. Op. Cit., p

24 24 O princípio da justeza, também denominado princípio da conformidade funcional, visa impedir que, em sede de concretização da Constituição, a alteração da repartição de funções constitucionalmente estabelecidas. Hoje, este princípio tende a ser considerado mais como um princípio autônomo de competência 45. Quanto ao princípio da máxima efetividade, à uma norma deve ser atribuído o sentido que maior eficácia lhe dê, sendo que a eficácia de que trata esse princípio é a eficácia social 46, isto é, deve-se preferir interpretações que maximizem a sua atuação efetiva no mundo social concreto 47, principalmente quando se trata de Direitos Fundamentais. O princípio da concordância prática, também denominado princípio da harmonização é, na realidade, uma forma de superação de tensões entre normas jurídicas que introduzem Direitos Fundamentais. Esse princípio impõe a coordenação e combinação dos bens jurídicos em conflito de forma a evitar o sacrifício (total) de uns em relação aos outros. Subjacente a este princípio está a ideia de igual valor dos bens constitucionais (e não uma diferença de hierarquia) que impede, como solução, o sacrifício de uns em relação aos outros, e impõe o estabelecimento de limites e condicionamentos recíprocos de forma a conseguir uma harmonização ou concordância prática entre estes bens 48. Segundo o princípio da força normativa da Constituição, na solução dos problemas jurídico-constitucionais deve-se dar prevalência aos pontos de vista que, tendo em conta os pressupostos da Constituição (normativa), contribuem para uma eficácia ótima da lei fundamental. Consequentemente, deve dar-se primazia às 45 CANOTILHO, J.J. Gomes. Direito Constitucional e Teoria da Constituição. 3ª edição. Coimbra: Almedina, 1999, p Ibidem, p MAGALHÃES FILHO, Glauco Barreira. Hermenêutica e unidade axiológica da Constituição. 3ª edição. Belo Horizonte: Mandamentos, 2004, p CANOTILHO, J.J. Gomes. Op. Cit., p

LEIS INTERPRETATIVAS E A APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DAS LEIS *

LEIS INTERPRETATIVAS E A APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DAS LEIS * LEIS INTERPRETATIVAS E A APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DAS LEIS * CARLOS EDUARDO CAPUTO BASTOS Interpretar a lei, assevera Bevilaqua, é revelar o pensamento que anima suas palavras, daí por

Leia mais

Jusnaturalismo ou Positivismo Jurídico:

Jusnaturalismo ou Positivismo Jurídico: 1 Jusnaturalismo ou Positivismo Jurídico: Uma breve aproximação Clodoveo Ghidolin 1 Um tema de constante debate na história do direito é a caracterização e distinção entre jusnaturalismo e positivismo

Leia mais

EFICÁCIA E APLICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS

EFICÁCIA E APLICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS EFICÁCIA E APLICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS 1 Eficácia é o poder que tem as normas e os atos jurídicos para a conseqüente produção de seus efeitos jurídicos próprios. No sábio entendimento do mestre

Leia mais

CONCEITO E EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO ECONÔMICO CONCEITO DE DIREITO ECONÔMICO SUJEITO - OBJETO

CONCEITO E EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO ECONÔMICO CONCEITO DE DIREITO ECONÔMICO SUJEITO - OBJETO CONCEITO E EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO ECONÔMICO CONCEITO DE DIREITO ECONÔMICO SUJEITO - OBJETO CONCEITO DIREITO ECONÔMICO É O RAMO DO DIREITO QUE TEM POR OBJETO A JURIDICIZAÇÃO, OU SEJA, O TRATAMENTO

Leia mais

Natanael Gomes Bittencourt Acadêmico do 10º semestre de Direito das Faculdades Jorge Amado

Natanael Gomes Bittencourt Acadêmico do 10º semestre de Direito das Faculdades Jorge Amado ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Natanael Gomes Bittencourt Acadêmico do 10º semestre de Direito das Faculdades Jorge Amado Resumo: A Administração Pública se liga ao interesse público e às necessidades sociais,

Leia mais

TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO SUBSEQUENTE NOÇÕES GERAIS DO DIREITO CONCEITOS BÁSICOS

TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO SUBSEQUENTE NOÇÕES GERAIS DO DIREITO CONCEITOS BÁSICOS NOÇÕES GERAIS DO DIREITO CONCEITOS BÁSICOS 1 I. Introdução: - A vida em Sociedade exige regramento; - As Normas Reguladoras das relações humanas; - A aplicação das sanções (punições): maior ou menor grau

Leia mais

TRATADOS INTERNACIONAIS E SUA INCORPORAÇÃO NO ORDENAMENTO JURÍDICO 1. DIREITOS FUNDAMENTAIS E TRATADOS INTERNACIONAIS

TRATADOS INTERNACIONAIS E SUA INCORPORAÇÃO NO ORDENAMENTO JURÍDICO 1. DIREITOS FUNDAMENTAIS E TRATADOS INTERNACIONAIS Autora: Idinéia Perez Bonafina Escrito em maio/2015 TRATADOS INTERNACIONAIS E SUA INCORPORAÇÃO NO ORDENAMENTO JURÍDICO 1. DIREITOS FUNDAMENTAIS E TRATADOS INTERNACIONAIS Nas relações internacionais do

Leia mais

PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA

PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA O que é o Projeto de Intervenção Pedagógica? O significado de projeto encontrado comumente nos dicionários da Língua Portuguesa está associado a plano de realizar,

Leia mais

PESQUISA QUANTITATIVA e QUALITATIVA

PESQUISA QUANTITATIVA e QUALITATIVA universidade de Santa Cruz do Sul Faculdade de Serviço Social Pesquisa em Serviço Social I I PESQUISA QUANTITATIVA e QUALITATIVA BIBLIOGRAFIA: MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de

Leia mais

FONTES E PRINCÍPIOS DO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO 1

FONTES E PRINCÍPIOS DO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO 1 FONTES E PRINCÍPIOS DO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO 1 1. Fontes do Direito Processual do Trabalho A abordagem relativa às fontes processuais trabalhistas é de extrema relevância para a compreensão das

Leia mais

MATERIAL DE APOIO PROFESSOR INTERPRETAÇÃO, INTEGRAÇÃO E APLICAÇÃO DO DIREITO DO TRABALHO.

MATERIAL DE APOIO PROFESSOR INTERPRETAÇÃO, INTEGRAÇÃO E APLICAÇÃO DO DIREITO DO TRABALHO. CURSO INTENSIVO I DE TRABALHO Disciplina: Direito do Trabalho Prof. Otavio Calvet Data: 01.04.10 MATERIAL DE APOIO PROFESSOR Tema INTERPRETAÇÃO, INTEGRAÇÃO E APLICAÇÃO DO DIREITO DO TRABALHO. Atualizado

Leia mais

PROJETO DE PESQUISA. Antonio Joaquim Severino 1. Um projeto de bem elaborado desempenha várias funções:

PROJETO DE PESQUISA. Antonio Joaquim Severino 1. Um projeto de bem elaborado desempenha várias funções: PROJETO DE PESQUISA Antonio Joaquim Severino 1 Um projeto de bem elaborado desempenha várias funções: 1. Define e planeja para o próprio orientando o caminho a ser seguido no desenvolvimento do trabalho

Leia mais

Resumo Aula-tema 02: Fontes, princípios, renúncia e transação do Direito do Trabalho.

Resumo Aula-tema 02: Fontes, princípios, renúncia e transação do Direito do Trabalho. Resumo Aula-tema 02: Fontes, princípios, renúncia e transação do Direito do Trabalho. O propósito dessa aula é reconhecer quais os lugares de onde se originam os direitos trabalhistas, onde procurá-los

Leia mais

O CONCEITO DE MATÉRIA NA FILOSOFIA KANTIANA DA NATUREZA

O CONCEITO DE MATÉRIA NA FILOSOFIA KANTIANA DA NATUREZA O CONCEITO DE MATÉRIA NA FILOSOFIA KANTIANA DA NATUREZA Gilberto do Nascimento Lima Brito* 1. INTRODUÇÃO Nossa pesquisa consistirá em analisar o conceito de matéria na filosofia da natureza de Immanuel

Leia mais

Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior

Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior INTRODUÇÃO O que é pesquisa? Pesquisar significa, de forma bem simples, procurar respostas para indagações propostas. INTRODUÇÃO Minayo (1993, p. 23), vendo por

Leia mais

A RAZOABILIDADE ENQUANTO ELEMENTO CONSTITUTIVO DA HERMENÊUTICA JURÍDICA

A RAZOABILIDADE ENQUANTO ELEMENTO CONSTITUTIVO DA HERMENÊUTICA JURÍDICA A RAZOABILIDADE ENQUANTO ELEMENTO CONSTITUTIVO DA HERMENÊUTICA JURÍDICA D OLIVEIRA, Marcele Camargo 1 ; D OLIVEIRA, Mariane Camargo 2 ; CAMARGO, Maria Aparecida Santana 3 Palavras-Chave: Interpretação.

Leia mais

AULA 04 CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES

AULA 04 CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES AULA 04 CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES 1. Introdução. Diversas são as formas e critérios de classificação uma Constituição. O domínio de tais formas e critérios mostra-se como fundamental à compreensão

Leia mais

1.3. Planejamento: concepções

1.3. Planejamento: concepções 1.3. Planejamento: concepções Marcelo Soares Pereira da Silva - UFU O planejamento não deve ser tomado apenas como mais um procedimento administrativo de natureza burocrática, decorrente de alguma exigência

Leia mais

FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS

FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS Daniel Silveira 1 Resumo: O objetivo desse trabalho é apresentar alguns aspectos considerados fundamentais para a formação docente, ou

Leia mais

CONCEITO DE DIREITO: DEFINIÇÕES E DIFERENÇAS ENTRE DIREITO, DIREITO PÚBLICO E PRIVADO, DIREITO OBJETIVO E SUBJETIVO E DIREITO POSITIVO

CONCEITO DE DIREITO: DEFINIÇÕES E DIFERENÇAS ENTRE DIREITO, DIREITO PÚBLICO E PRIVADO, DIREITO OBJETIVO E SUBJETIVO E DIREITO POSITIVO CONCEITO DE DIREITO: DEFINIÇÕES E DIFERENÇAS ENTRE DIREITO, DIREITO PÚBLICO E PRIVADO, DIREITO OBJETIVO E SUBJETIVO E DIREITO POSITIVO João Alex Ribeiro Paulo Roberto Bao dos Reis Severino Gouveia Duarte

Leia mais

A PRÁTICA DE FORMAÇÃO DE DOCENTES: DIFERENTE DE ESTÁGIO Maria de Fátima Targino Cruz Pedagoga e professora da Rede Estadual do Paraná.

A PRÁTICA DE FORMAÇÃO DE DOCENTES: DIFERENTE DE ESTÁGIO Maria de Fátima Targino Cruz Pedagoga e professora da Rede Estadual do Paraná. A PRÁTICA DE FORMAÇÃO DE DOCENTES: DIFERENTE DE ESTÁGIO Maria de Fátima Targino Cruz Pedagoga e professora da Rede Estadual do Paraná. O Curso de Formação de Docentes Normal, em nível médio, está amparado

Leia mais

Tempo e psicologia: a concepção de desenvolvimento na teoria de Wallon

Tempo e psicologia: a concepção de desenvolvimento na teoria de Wallon Tempo e psicologia: a concepção de desenvolvimento na teoria de Wallon Soraya Vieira SANTOS; Marília Gouvea de MIRANDA (PPGE/FE/UFG) soraya_vieira@hotmail.com marília.ppge@uol.com.br Palavras-chave: Wallon;

Leia mais

Validade, Vigência, Eficácia e Vigor. 38. Validade, vigência, eficácia, vigor

Validade, Vigência, Eficácia e Vigor. 38. Validade, vigência, eficácia, vigor Validade, Vigência, Eficácia e Vigor 38. Validade, vigência, eficácia, vigor Validade Sob o ponto de vista dogmático, a validade de uma norma significa que ela está integrada ao ordenamento jurídico Ela

Leia mais

ARTIGO: Efeitos (subjetivos e objetivos) do controle de

ARTIGO: Efeitos (subjetivos e objetivos) do controle de ARTIGO: Efeitos (subjetivos e objetivos) do controle de constitucionalidade Luís Fernando de Souza Pastana 1 RESUMO: há diversas modalidades de controle de constitucionalidade previstas no direito brasileiro.

Leia mais

ABONO DE PERMANÊNCIA E APOSENTADORIA DO PROFESSOR DA EDUCAÇÃO INFANTIL, DO ENSINO FUNDAMENTAL E DO ENSINO MÉDIO

ABONO DE PERMANÊNCIA E APOSENTADORIA DO PROFESSOR DA EDUCAÇÃO INFANTIL, DO ENSINO FUNDAMENTAL E DO ENSINO MÉDIO ABONO DE PERMANÊNCIA E APOSENTADORIA DO PROFESSOR DA EDUCAÇÃO INFANTIL, DO ENSINO FUNDAMENTAL E DO ENSINO MÉDIO VANIA MARIA DE SOUZA ALVARIM (Advogada, Estudante de pós-graduação em Direito Público, Mestre

Leia mais

DIREITOS FUNDAMENTAIS. Exame - 16.06.2015. Turma: Dia. Responda, sucintamente, às seguintes questões:

DIREITOS FUNDAMENTAIS. Exame - 16.06.2015. Turma: Dia. Responda, sucintamente, às seguintes questões: DIREITOS FUNDAMENTAIS Exame - 16.06.2015 Turma: Dia I Responda, sucintamente, às seguintes questões: 1. Explicite o sentido, mas também as consequências práticas, em termos de densidade do controlo judicial,

Leia mais

Resenha sobre o capítulo II Concepção e Organização da pesquisa do livro Metodologia da Pesquisa-ação

Resenha sobre o capítulo II Concepção e Organização da pesquisa do livro Metodologia da Pesquisa-ação Resenha sobre o capítulo II Concepção e Organização da pesquisa do livro Metodologia da Pesquisa-ação Felipe Schadt 1 O presente capítulo 2 é parte integrante do livro Metodologia da Pesquisa-ação, do

Leia mais

MÉTODO CIENTÍFICO. BENEFÍCIOS DO MÉTODO: execução de atividade de forma mais segura, mais econômica e mais perfeita;

MÉTODO CIENTÍFICO. BENEFÍCIOS DO MÉTODO: execução de atividade de forma mais segura, mais econômica e mais perfeita; MÉTODO CIENTÍFICO CONCEITO: palavra de origem grega, significa o conjunto de etapas e processos a serem vencidos ordenadamente na investigação da verdade; IMPORTÃNCIA DO MÉTODO: pode validar ou invalidar

Leia mais

A partir desta posição compromissória da Constituição de 1988, a efetividade dos direitos sociais fica submetida a uma miríade de obstáculos, a saber:

A partir desta posição compromissória da Constituição de 1988, a efetividade dos direitos sociais fica submetida a uma miríade de obstáculos, a saber: Posição Compromissória da CRFB e a Doutrina da Efetividade A partir desta posição compromissória da Constituição de 1988, a efetividade dos direitos sociais fica submetida a uma miríade de obstáculos,

Leia mais

1. RESUMO. na Constituição Federal, portanto, a análise do tema deve ser estudada à luz

1. RESUMO. na Constituição Federal, portanto, a análise do tema deve ser estudada à luz 1. RESUMO Os direitos fundamentais trabalhistas estão inseridos na Constituição Federal, portanto, a análise do tema deve ser estudada à luz do Direito do Trabalho e dos princípios que orientam o Direito

Leia mais

Contrato de Corretagem. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Contrato de Corretagem. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Contrato de Corretagem Corretagem O vocábulo "corretor", vem do verbo correr, em seu significado semântico quer dizer: O que anda, procura, agencia negócios comerciais ou civis, serve de intermediário

Leia mais

NORMAS CONSTITUCIONAIS INCONSTITUCIONAIS

NORMAS CONSTITUCIONAIS INCONSTITUCIONAIS NORMAS CONSTITUCIONAIS INCONSTITUCIONAIS Túlio Augusto Tayano Afonso 1 INTRODUÇÃO O presente trabalho caminha no sentido de abordar a teoria das normas constitucionais inconstitucionais consoante construída

Leia mais

Reestruturação sindical: tópicos para uma questão prévia

Reestruturação sindical: tópicos para uma questão prévia Mário Pinto Reestruturação sindical: tópicos para uma questão prévia 1. O funcionamento da organização sindical portuguesa é muito frequentemente qualificado de deficiente. Excluindo afirmações de circunstância,

Leia mais

3.4 DELINEAMENTO ÉTICO JURÍDICO DA NOVA ORGANIZAÇÃO SOCIAL

3.4 DELINEAMENTO ÉTICO JURÍDICO DA NOVA ORGANIZAÇÃO SOCIAL 3.4 DELINEAMENTO ÉTICO JURÍDICO DA NOVA ORGANIZAÇÃO SOCIAL Os fundamentos propostos para a nova organização social, a desconcentração e a cooperação, devem inspirar mecanismos e instrumentos que conduzam

Leia mais

3. Características do Direito Internacional Público

3. Características do Direito Internacional Público 18 Paulo Henrique Gonçalves Portela regular as relações entre os Estados soberanos e delimitar suas competências nas relações internacionais; regular as relações internacionais naquilo que envolvam não

Leia mais

DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO

DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO Direito Internacional Profª Mestre Ideli Raimundo Di Tizio p 39 DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO Introdução A dinâmica das relações de caráter econômico ou não no contexto mundial determinou a criação de

Leia mais

Direito do Trabalho no Tempo

Direito do Trabalho no Tempo Direito do Trabalho no Tempo Mario Paiva DIREITO DO TRABALHO NO TEMPO Art. 2. A lei só dispõe para o futuro, não tem efeitos retroativos Código Civil Francês de 1804 A norma jurídica tem eficácia limitada

Leia mais

O CONFRONTO DAS TEORIAS DE HANS KELSEN E ROBERT ALEXY: ENTRE O NORMATIVISMO E A DIMENSÃO PÓS-POSITIVISTA

O CONFRONTO DAS TEORIAS DE HANS KELSEN E ROBERT ALEXY: ENTRE O NORMATIVISMO E A DIMENSÃO PÓS-POSITIVISTA 95 O CONFRONTO DAS TEORIAS DE HANS KELSEN E ROBERT ALEXY: ENTRE O NORMATIVISMO E A DIMENSÃO PÓS-POSITIVISTA Ana Augusta Rodrigues Westin Ebaid Docente do Núcleo de Pesquisa e Extensão do curso de Direito

Leia mais

INTERESSE PÚBLICO: Supremacia e Indisponibilidade.

INTERESSE PÚBLICO: Supremacia e Indisponibilidade. INTERESSE PÚBLICO: Supremacia e Indisponibilidade. Jaileno Miranda Conceição¹ RESUMO O Direito Administrativo é um ramo do Direito Público composto por órgãos, agentes, e pessoas jurídicas administrativas,

Leia mais

GUIA DE ESTUDOS INSS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO FÁBIO RAMOS BARBOSA

GUIA DE ESTUDOS INSS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO FÁBIO RAMOS BARBOSA DIREITO ADMINISTRATIVO Estado, governo e administração pública: conceitos, elementos, poderes e organização; natureza, fins e princípios. Direito Administrativo: conceito, fontes e princípios. Organização

Leia mais

FUNDAMENTOS LEGAIS, PRINCÍPIOS E ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

FUNDAMENTOS LEGAIS, PRINCÍPIOS E ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL FUNDAMENTOS LEGAIS, PRINCÍPIOS E ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL I - Fundamentos legais A Constituição de 1988, inciso IV do artigo 208, afirma: O dever do Estado com a educação será efetivado

Leia mais

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO - IED AULAS ABRIL E MAIO

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO - IED AULAS ABRIL E MAIO INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO - IED AULAS ABRIL E MAIO Docente: TIAGO CLEMENTE SOUZA E-mail: tiago_csouza@hotmail.com 2. Direito como objeto de conhecimento. Conforme pudemos observar nas aulas iniciais

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br O direito à saúde na Constituição Federal de 1988: caracterização e efetividade Alexandre Gonçalves Lippel* 1. Caracterização do direito à saúde O direito à saúde emerge no constitucionalismo

Leia mais

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL GABINETE DO GOVERNADOR PARECER Nº 14.072

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL GABINETE DO GOVERNADOR PARECER Nº 14.072 GABINETE DO GOVERNADOR PARECER Nº 14.072 Licenciatura curta. Pós-graduação lato sensu. Validade. Alteração de nível. Possibilidade. O Departamento de Recursos Humanos da Secretaria da Educação encaminha

Leia mais

determinam o comportamento e as consequências do comportamento no contexto de interação, ou seja, na relação funcional dos comportamentos.

determinam o comportamento e as consequências do comportamento no contexto de interação, ou seja, na relação funcional dos comportamentos. Psicoterapia comportamental infantil Eliane Belloni 1 A psicoterapia comportamental infantil é uma modalidade de atendimento clínico que visa propiciar mudanças no comportamento da criança a partir de

Leia mais

José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE

José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE Cabe a denominação de novas diretrizes? Qual o significado das DCNGEB nunca terem sido escritas? Educação como direito Fazer com que as

Leia mais

Formação de Professores: um diálogo com Rousseau e Foucault

Formação de Professores: um diálogo com Rousseau e Foucault Formação de Professores: um diálogo com Rousseau e Foucault Eixo temático 2: Formação de Professores e Cultura Digital Vicentina Oliveira Santos Lima 1 A grande importância do pensamento de Rousseau na

Leia mais

PLANO DE ENSINO. 1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Instituição: Universidade Alto Vale do Rio do Peixe Curso: Direito

PLANO DE ENSINO. 1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Instituição: Universidade Alto Vale do Rio do Peixe Curso: Direito PLANO DE ENSINO 1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Instituição: Universidade Alto Vale do Rio do Peixe Curso: Direito Professora: Ms. Marilu Pohlenz marilupohlenz@gmail.com Período/Fase: 2º Semestre: 1º Ano: 2015

Leia mais

SITUAÇÃO DE PRODUÇÃO DA RESENHA NO ENSINO SUPERIOR

SITUAÇÃO DE PRODUÇÃO DA RESENHA NO ENSINO SUPERIOR RESENHA Neste capítulo, vamos falar acerca do gênero textual denominado resenha. Talvez você já tenha lido ou elaborado resenhas de diferentes tipos de textos, nas mais diversas situações de produção.

Leia mais

DA INCONSTITUCIONALIDADE DA PRISÃO DO DEPOSITÁRIO INFIEL

DA INCONSTITUCIONALIDADE DA PRISÃO DO DEPOSITÁRIO INFIEL 1 DA INCONSTITUCIONALIDADE DA PRISÃO DO DEPOSITÁRIO INFIEL Edson Ribeiro De acordo com a Convenção de Viena (1969), os tratados internacionais são acordos internacionais firmados entre Estados, na forma

Leia mais

FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH NADIA OLIVEIRA

FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH NADIA OLIVEIRA FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH NADIA OLIVEIRA LIBERDADE ANTIGA E LIBERADE MODERNA LINHARES 2011 EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH

Leia mais

PLANO DE ENSINO EMENTA

PLANO DE ENSINO EMENTA Faculdade de Direito Milton Campos Disciplina: Introdução ao Direito I Curso: Direito Carga Horária: 64 Departamento: Direito Privado Área: Direito Civil PLANO DE ENSINO EMENTA Acepções, enfoques teóricos

Leia mais

Em recente balanço feito nas negociações tidas em 2009, constatamos

Em recente balanço feito nas negociações tidas em 2009, constatamos DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA O DIÁLOGO SOCIAL NO BRASIL: O MODELO SINDICAL BRASILEIRO E A REFORMA SINDICAL Zilmara Davi de Alencar * Em recente balanço feito nas negociações tidas em 2009, constatamos

Leia mais

A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA

A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA Shirlei de Souza Correa - UNIVALI 1 Resumo: No contexto educacional pode-se considerar a gestão escolar como recente, advinda das necessidades

Leia mais

2. (CESPE/MMA/2009) O modelo de federalismo brasileiro é do tipo segregador.

2. (CESPE/MMA/2009) O modelo de federalismo brasileiro é do tipo segregador. 1. (CESPE/SEJUS-ES/2009) A CF adota o presidencialismo como forma de Estado, já que reconhece a junção das funções de chefe de Estado e chefe de governo na figura do presidente da República. 2. (CESPE/MMA/2009)

Leia mais

Código de Ética da FAMA

Código de Ética da FAMA Código de Ética da FAMA SEÇÃO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Artigo 1º - O Código de Ética da FAMA fundamenta-se em princípios que formam a consciência social e que regem a conduta profissional e social íntegra,

Leia mais

COMO FORMATAR MONOGRAFIA E TCC

COMO FORMATAR MONOGRAFIA E TCC TEXTO COMPLEMENTAR AULA 2 (15/08/2011) CURSO: Serviço Social DISCIPLINA: ORIENTAÇÕES DE TCC II - 8º Período - Turma 2008 PROFESSORA: Eva Ferreira de Carvalho Caro acadêmico, na Aula 2, você estudará Áreas

Leia mais

CÂMARA DOS DEPUTADOS CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO PÓS-GRADUAÇÃO EM POLÍTICA E REPRESENTAÇÃO PARLAMENTAR

CÂMARA DOS DEPUTADOS CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO PÓS-GRADUAÇÃO EM POLÍTICA E REPRESENTAÇÃO PARLAMENTAR CÂMARA DOS DEPUTADOS CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO PÓS-GRADUAÇÃO EM POLÍTICA E REPRESENTAÇÃO PARLAMENTAR A INFLUÊNCIA DAS AUDIÊNCIAS PÚBLICAS NA FORMULÇÃO DA LEI nº 11.096/2005 PROUNI

Leia mais

Semiótica Funcionalista

Semiótica Funcionalista Semiótica Funcionalista Função objetivo, finalidade Funcionalismo oposto a formalismo entretanto, não há estruturas sem função e nem funções sem estrutura 2 Abordagens Básicas Signo função estrutural função

Leia mais

GT Psicologia da Educação Trabalho encomendado. A pesquisa e o tema da subjetividade em educação

GT Psicologia da Educação Trabalho encomendado. A pesquisa e o tema da subjetividade em educação GT Psicologia da Educação Trabalho encomendado A pesquisa e o tema da subjetividade em educação Fernando Luis González Rey 1 A subjetividade representa um macroconceito orientado à compreensão da psique

Leia mais

Princípio da anualidade e mudança de jurisprudência em matéria eleitoral

Princípio da anualidade e mudança de jurisprudência em matéria eleitoral Princípio da anualidade e mudança de jurisprudência em matéria eleitoral As eleições são resguardadas pelo princípio da anualidade, insculpido no art. 16 da Constituição Federal. Esse princípio constitucional,

Leia mais

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADE DE DIREITO

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADE DE DIREITO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADE DE DIREITO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADE DE DIREITO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO Projeto de Pesquisa Individual Prof. FREDERICO VIEGAS DIREITO CIVIL- CONSTITUCIONAL

Leia mais

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO N o, DE 2013

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO N o, DE 2013 PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO N o, DE 2013 (Do Sr. SEBASTIÃO BALA ROCHA) Dá nova redação ao art. o 170 As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos do art. 60 da Constituição Federal,

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Projeto básico nas licitações públicas. Lei nº 8.666/93: art. 6º, IX e X Airton Rocha Nóbrega* PLANEJANDO COMPRAS, SERVIÇOS E OBRAS Planejar a licitação constitui um dever inafastável

Leia mais

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre 01-O homo sapiens moderno espécie que pertencemos se constitui por meio do grupo, ou seja, sociedade. Qual das características abaixo é essencial para

Leia mais

PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA DO ESTADO

PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA DO ESTADO P á g i n a 1 PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA DO ESTADO 1. Na teoria contratualista, o surgimento do Estado e a noção de contrato social supõem que os indivíduos abrem mão de direitos (naturais)

Leia mais

1 - em anexo. 2 - Diz o inciso III do conjunto normativo municipal que III- As microempresas serão isentas da apresentação do

1 - em anexo. 2 - Diz o inciso III do conjunto normativo municipal que III- As microempresas serão isentas da apresentação do Parecer n.: 1007/99 Processo n.: 01.021124.97.3 Interessado: Auditoria do Município Assunto: Dispensa de apresentação de balanço patrimonial ou demonstrações financeiras por microempresas em procedimentos

Leia mais

Quanto à titularidade de direitos fundamentais por pessoas jurídicas

Quanto à titularidade de direitos fundamentais por pessoas jurídicas 6. Quanto à titularidade de direitos fundamentais por pessoas jurídicas (Art. 19 III GG) NOTA INTRODUTÓRIA: A questão da titularidade de direitos fundamentais segue, como visto na introdução, a regra da

Leia mais

RELAÇÃO ENTRE FONÉTICA E FONOLOGIA. Miguél Eugenio Almeida UEMS Unidade Universitária de Jardim. 0. Considerações iniciais

RELAÇÃO ENTRE FONÉTICA E FONOLOGIA. Miguél Eugenio Almeida UEMS Unidade Universitária de Jardim. 0. Considerações iniciais RELAÇÃO ENTRE FONÉTICA E FONOLOGIA Miguél Eugenio Almeida UEMS Unidade Universitária de Jardim 0. Considerações iniciais A Relação entre fonética e fonologia compreende uma relação de interdependência,

Leia mais

CULPABILIDADE RESUMO

CULPABILIDADE RESUMO CULPABILIDADE Maira Jacqueline de Souza 1 RESUMO Para uma melhor compreensão de sanção penal é necessário a análise levando em consideração o modo sócio-econômico e a forma de Estado em que se presencie

Leia mais

PATERNIDADE SOCIOAFETIVA X PATERNIDADE BIOLÓGICA

PATERNIDADE SOCIOAFETIVA X PATERNIDADE BIOLÓGICA PATERNIDADE SOCIOAFETIVA X PATERNIDADE BIOLÓGICA Renata Martins Sena Advogada Pós-graduada em Direito Constitucional As inúmeras mudanças sociais ocorridas nos últimos tempos têm refletido sobremaneira

Leia mais

CONSTITUIÇÃO E DEMOCRACIA

CONSTITUIÇÃO E DEMOCRACIA CONSTITUIÇÃO E DEMOCRACIA Por André Cordelli Alves Formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Mestre em Direito Civil pela PUC/SP e Doutorando em Direito Civil pela

Leia mais

ARTIGO: TRATADOS INTERNACIONAIS SOBRE DIREITOS HUMANOS E

ARTIGO: TRATADOS INTERNACIONAIS SOBRE DIREITOS HUMANOS E ARTIGO: TRATADOS INTERNACIONAIS SOBRE DIREITOS HUMANOS E O ORDENAMENTO INTERNO Luís Fernando de Souza Pastana 1 RESUMO: este artigo visa observar a relação existente entre os tratados internacionais sobre

Leia mais

O SUJEITO EM FOUCAULT

O SUJEITO EM FOUCAULT O SUJEITO EM FOUCAULT Maria Fernanda Guita Murad Foucault é bastante contundente ao afirmar que é contrário à ideia de se fazer previamente uma teoria do sujeito, uma teoria a priori do sujeito, como se

Leia mais

Estado de Santa Catarina Secretaria de Estado da Fazenda Junta Comercial do Estado de Santa Catarina Procuradoria Geral Parecer n.

Estado de Santa Catarina Secretaria de Estado da Fazenda Junta Comercial do Estado de Santa Catarina Procuradoria Geral Parecer n. Parecer n.º 05/08 Processos: 07/ 342145-6. Nome empresarial. Registro de filial de sociedade registrada em outro Estado. Nome colidente com o de empresa já registrada nesta Junta Comercial. Impasse. Art.

Leia mais

FACULDADE LA SALLE DE LUCAS DO RIO VERDE - MT DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS FACULDADE DE DIREITO

FACULDADE LA SALLE DE LUCAS DO RIO VERDE - MT DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS FACULDADE DE DIREITO FACULDADE LA SALLE DE LUCAS DO RIO VERDE - MT DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS FACULDADE DE DIREITO A FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE JOCEANE CRISTIANE OLDERS VIDAL Lucas do Rio Verde MT Setembro 2008 FACULDADE

Leia mais

Idealismo - corrente sociológica de Max Weber, se distingui do Positivismo em razão de alguns aspectos:

Idealismo - corrente sociológica de Max Weber, se distingui do Positivismo em razão de alguns aspectos: A CONTRIBUIÇÃO DE MAX WEBER (1864 1920) Max Weber foi o grande sistematizador da sociologia na Alemanha por volta do século XIX, um pouco mais tarde do que a França, que foi impulsionada pelo positivismo.

Leia mais

Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade

Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade Pensar na realidade é pensar em transformações sociais. Atualmente, temos observado os avanços com relação à

Leia mais

A PROMULGAÇÃO DE LEI DECORRENTE DE SANÇÃO TÁCITA

A PROMULGAÇÃO DE LEI DECORRENTE DE SANÇÃO TÁCITA A PROMULGAÇÃO DE LEI DECORRENTE DE SANÇÃO TÁCITA Antônio José Calhau de Resende Consultor da Assembléia Legislativa Lei decorrente de sanção tácita. Ausência de promulgação pelo Chefe do Poder Executivo

Leia mais

Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador

Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador Alfabetização de Crianças O Professor Alfabetizador é o profissional responsável por planejar e implementar ações pedagógicas que propiciem,

Leia mais

ESTUDO DA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA ATUAL EM RELAÇÃO A EXPERIMENTAÇÃO COM ANIMAIS 1. Regiane Moreno Domingues Ribas RESUMO

ESTUDO DA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA ATUAL EM RELAÇÃO A EXPERIMENTAÇÃO COM ANIMAIS 1. Regiane Moreno Domingues Ribas RESUMO ESTUDO DA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA ATUAL EM RELAÇÃO A EXPERIMENTAÇÃO COM ANIMAIS 1 Regiane Moreno Domingues Ribas FAAG Faculdade de Agudos RESUMO O objetivo deste trabalho foi o de realizar um estudo da Legislação

Leia mais

Meio Ambiente do Trabalho Saudável como Direito Fundamental

Meio Ambiente do Trabalho Saudável como Direito Fundamental XI Salão de Iniciação Científica PUCRS Meio Ambiente do Trabalho Saudável como Direito Fundamental João Pedro Ignácio Marsillac (apresentador), Denise Pires Fincato (orientadora) Faculdade de Direito -

Leia mais

JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE

JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE Terezinha Losada Resumo: A obra Fonte de Marcel Duchamp é normalmente apontada pela crítica de arte como a síntese e a expressão mais radical da ruptura com a tradição

Leia mais

A legitimidade da CNseg

A legitimidade da CNseg 18 A legitimidade da CNseg Para provocar o controle abstrato de constitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal FELIPE MONNERAT 19 A Constituição Federal de 1988 prevê mecanismos de controle da compatibilidade

Leia mais

Direito Administrativo 4º semestre Professora Ilza Facundes. Introdução ao. Direito Administrativo

Direito Administrativo 4º semestre Professora Ilza Facundes. Introdução ao. Direito Administrativo 4º semestre Professora Ilza Facundes Introdução ao Direito Administrativo NOÇÕES GERAIS O estudo do Direito Administrativo, no Brasil, torna- se um pouco penoso pela falta de um código, uma legislação

Leia mais

Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL. Ensino Médio. Etec. Etec: Professor Massuyuki Kawano

Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL. Ensino Médio. Etec. Etec: Professor Massuyuki Kawano Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL Ensino Médio Etec Etec: Professor Massuyuki Kawano Código: 136 Município: Tupã Área de conhecimento: Ciências Humanas e Suas Tecnologias Componente Curricular:

Leia mais

TRABALHOS TÉCNICOS Divisão Jurídica SOCIEDADES SIMPLES E EMPRESARIAS ALGUMAS CONSIDERAÇÕES ATUAIS. Cácito Augusto Advogado

TRABALHOS TÉCNICOS Divisão Jurídica SOCIEDADES SIMPLES E EMPRESARIAS ALGUMAS CONSIDERAÇÕES ATUAIS. Cácito Augusto Advogado TRABALHOS TÉCNICOS Divisão Jurídica SOCIEDADES SIMPLES E EMPRESARIAS ALGUMAS CONSIDERAÇÕES ATUAIS Cácito Augusto Advogado I INTRODUÇÃO Após quatro anos de vigência do Novo Código Civil brasileiro, que

Leia mais

RESPOSTA A QUESTÃO DE ORDEM SOBRE A INCLUSÃO DE MATÉRIA ESTRANHA À MEDIDA PROVISÓRIA EM PROJETO DE LEI DE CONVERSÃO ENVIADO À APRECIAÇÃO DO SENADO

RESPOSTA A QUESTÃO DE ORDEM SOBRE A INCLUSÃO DE MATÉRIA ESTRANHA À MEDIDA PROVISÓRIA EM PROJETO DE LEI DE CONVERSÃO ENVIADO À APRECIAÇÃO DO SENADO RESPOSTA A QUESTÃO DE ORDEM SOBRE A INCLUSÃO DE MATÉRIA ESTRANHA À MEDIDA PROVISÓRIA EM PROJETO DE LEI DE CONVERSÃO ENVIADO À APRECIAÇÃO DO SENADO Em resposta à questão de ordem apresentada pelo Senador

Leia mais

MANUAL DA MUDANÇA DA MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE DIREITO (2007 2011)

MANUAL DA MUDANÇA DA MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE DIREITO (2007 2011) MANUAL DA MUDANÇA DA MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE DIREITO (2007 2011) Aplicável a partir de 2013/1 1 SUMÁRIO 1 Apresentação... 3 2 Quais os critérios para que a Instituição de Ensino Superior altere a

Leia mais

A Sociologia de Weber

A Sociologia de Weber Material de apoio para Monitoria 1. (UFU 2011) A questão do método nas ciências humanas (também denominadas ciências históricas, ciências sociais, ciências do espírito, ciências da cultura) foi objeto

Leia mais

SINAES: Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior: Da Concepção à Regulamentação. 2

SINAES: Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior: Da Concepção à Regulamentação. 2 Regina Beatriz Bevilacqua Vieira 1 SINAES: Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior: Da Concepção à Regulamentação. 2 BRASIL/INEP. SINAES: Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior:

Leia mais

HEGEL: A NATUREZA DIALÉTICA DA HISTÓRIA E A CONSCIENTIZAÇÃO DA LIBERDADE

HEGEL: A NATUREZA DIALÉTICA DA HISTÓRIA E A CONSCIENTIZAÇÃO DA LIBERDADE HEGEL: A NATUREZA DIALÉTICA DA HISTÓRIA E A CONSCIENTIZAÇÃO DA LIBERDADE Prof. Pablo Antonio Lago Hegel é um dos filósofos mais difíceis de estudar, sendo conhecido pela complexidade de seu pensamento

Leia mais

SUGESTÕES PARA ARTICULAÇÃO ENTRE O MESTRADO EM DIREITO E A GRADUAÇÃO

SUGESTÕES PARA ARTICULAÇÃO ENTRE O MESTRADO EM DIREITO E A GRADUAÇÃO MESTRADO SUGESTÕES PARA ARTICULAÇÃO ENTRE O MESTRADO EM DIREITO E A GRADUAÇÃO Justificativa A equipe do mestrado em Direito do UniCEUB articula-se com a graduação, notadamente, no âmbito dos cursos de

Leia mais

A Segurança Jurídica no Sistema

A Segurança Jurídica no Sistema 1 A Segurança Jurídica no Sistema Profa. Ms. Elaine Glaci Fumagalli Errador Casagrande 1 Resumo O artigo remete a uma análise sobre a segurança jurídica e as mudanças que ocorrem na sociedade, no que concerne

Leia mais

LUDENS 2011: jogos e brincadeiras na matemática i. Palavras-chaves: lúdico na matemática, jogo, ensino da matemática.

LUDENS 2011: jogos e brincadeiras na matemática i. Palavras-chaves: lúdico na matemática, jogo, ensino da matemática. LUDENS 2011: jogos e brincadeiras na matemática i Palavras-chaves: lúdico na matemática, jogo, ensino da matemática. Justificativa A Matemática faz parte do cotidiano das pessoas. Nas diversas atividades

Leia mais

FACULDADE PITÁGORAS CAMPUS BETIM

FACULDADE PITÁGORAS CAMPUS BETIM FACULDADE PITÁGORAS CAMPUS BETIM A SOCIEDADE SIMPLES PABLO ROGER DE ANDRADE Administração 6º período Disciplina Direito Empresarial Professor Douglas BETIM 2010 A luta pela existência é a lei suprema de

Leia mais

Objetivos da aula: Emile Durkheim. Ciências Sociais. Emile Durlheim e o estatuto da cientificidade da sociologia. Profa. Cristiane Gandolfi

Objetivos da aula: Emile Durkheim. Ciências Sociais. Emile Durlheim e o estatuto da cientificidade da sociologia. Profa. Cristiane Gandolfi Ciências Sociais Profa. Cristiane Gandolfi Emile Durlheim e o estatuto da cientificidade da sociologia Objetivos da aula: Compreender o pensamento de Emile Durkheim e sua interface com o reconhecimento

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Licitação segundo a Lei n. 8.666/93 Leila Lima da Silva* *Acadêmica do 6º período do Curso de Direito das Faculdades Integradas Curitiba - Faculdade de Direito de Curitiba terça-feira,

Leia mais