PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS FACULDADE MINEIRA DE DIREITO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO

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1 PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS FACULDADE MINEIRA DE DIREITO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO O PODER DIRETIVO DO EMPREGADOR E O DIREITO À PRIVACIDADE DO EMPREGADO: propostas para solução de conflitos advindos da utilização das novas tecnologias na relação de emprego Dárlen Prietsch Medeiros Pesquisadora Bolsista do CNPq BELO HORIZONTE 2011

2 DÁRLEN PRIETSCH MEDEIROS O PODER DIRETIVO DO EMPREGADOR E O DIREITO À PRIVACIDADE DO EMPREGADO: propostas para solução de conflitos advindos da utilização das novas tecnologias na relação de emprego Dissertação apresentada ao Programa de Pósgraduação da Faculdade Mineira de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre. Orientador: Prof. Dr. Luiz Otávio Linhares Renault Belo Horizonte 2011

3 FICHA CATALOGRÁFICA Elaborada pela Biblioteca da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais M488p. Medeiros, Dárlen Prietsch O poder diretivo do empregador e o direito à privacidade do empregado: propostas para solução de conflitos advindos da utilização das novas tecnologias na relação de emprego / Dárlen Prietsch Medeiros. Belo Horizonte, f. Orientador: Luiz Otávio Linhares Renault Dissertação (Mestrado) Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Programa de Pós-Graduação em Direito 1. Direito à privacidade. 2. Direito do trabalho. 3. Inovações tecnológicas. 4. Poder diretivo (Direito do trabalho). I. Renault, Luiz Otávio Linhares. II. Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Programa de Pós-Graduação em Direito. III. Título. CDU:

4 Dárlen Prietsch Medeiros O PODER DIRETIVO DO EMPREGADOR E O DIREITO À PRIVACIDADE DO EMPREGADO: propostas para solução de conflitos advindos da utilização das novas tecnologias na relação de emprego Dissertação defendida e com média final igual a, como requisito para a obtenção do título de mestre em Direito, área de concentração em Direito do Trabalho, junto à Faculdade Mineira de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Belo Horizonte, Prof. Doutor Luiz Otávio Linhares Renault (Orientador) PUC-MG Prof. Doutor Márcio Túlio Viana PUC-MG Profª. Doutora Adriana Goulart de Sena UFMG

5 À Maria Catarina Prietsch (in memoriam) e André Luis de Oliveira Amoedo (in memoriam)

6 Agradecimentos Agradeço a Deus por todas as oportunidades concedidas. À minha mãe, Maria Antonia Prietsch, que recolheu meus pedaços e pela segunda vez concedeu-me a vida. Todas as conquistas de minha vida são primeiramente, conquistas dela. À minha amada irmã, Camila Prietsch Medeiros, que tornou esta conquista possível, adiando sonhos para apoiar-me incondicionalmente. Representa minha grande motivação para seguir em frente. Aos meus amigos, cujos nomes estão gravados em meu coração, por representarem a família que escolhemos formar, com laços tão fortes, que mesmo a distância não consegue afastar. À minha querida amiga, a mineira Roberta Mello Dantas que acolheu-me carinhosamente, sofreu e vibrou comigo em todas as etapas desta dissertação. Aos queridos Wânia Rabêllo de Almeida e Cléber Lúcio de Almeida pela generosidade em compartilhar sua biblioteca e, principalmente, seu tempo para nortear-me nos primeiros passos desta dissertação. Aos colegas da turma de 2008, agradeço pela acolhida à colega forasteira, pelas orientações, livros, arquivos e caronas tão gentilmente ofertados. Aos colegas da turma de 2009, pelos debates acalorados, projetos iniciados, livros, artigos e ideias compartilhadas, durante todo curso. Aos colegas da turma de 2010, que apesar do pouco contato nas aulas, possibilitaram valiosos momentos de troca de experiência e conhecimento em projetos de pesquisas e atividades acadêmicas. Aos professores do Mestrado, com os quais tive a honra de aprender lições de direito e de vida: Fernando Horta Tavares, José Roberto Freire Pimenta, Lucas de Alvarenga Gontijo, Luiz Otávio Linhares Renault, Lusia Ribeiro Pereira, Márcio Túlio Viana e Maurício Godinho Delgado. Ao professor Dr. Luiz Otávio Linhares Renault, fica minha eterna gratidão por ter sido aceita como sua orientanda. Creio que tudo do que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa se realizar e esta foi a maior contribuição do meu orientador. Agradeço pela confiança, por todas as oportunidades, ensinamentos, a orientação cuidadosa, além da atenção e consideração, durante minha trajetória em Minas Gerais. À Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, pela formação de qualidade.

7 Ao Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento CNPq, pelo excelente trabalho de fomento e incentivo à pesquisa realizado em todo o Brasil e pela ajuda que tornou possível a conclusão do Mestrado e desta dissertação. Ao Núcleo Acadêmico de Pesquisa (NAP) da Faculdade Mineira de Direito, pela oportunidade de crescimento acadêmico. Aos funcionários da Biblioteca da PUC-Minas, da Secretaria da Pós- Graduação em Direito e do Xerox, por trabalharem e contribuírem, cada qual a seu modo, para a conclusão desta etapa da minha vida. Aos funcionários da Secretaria da Graduação da Faculdade de Direito da PUC-Minas, pela colaboração e atenção durante o estágio de docência junto à Graduação da Faculdade. Aos alunos da PUC-Minas, por me fazerem compreender o verdadeiro sentido da aprendizagem: uma via de mão dupla, um processo de troca constante e extremamente gratificante. À equipe da Livraria Entre Amigos que sempre atende com alegria às minhas solicitações, urgências e pedidos de obras raras, tornando mais simples a tarefa de reunir bibliografia de qualidade. Aos gaúchos, meus conterrâneos, pela coragem, obstinação, senso de justiça, qualidades oriundas desse povo. Aos mineiros, meus anfitriões nesta etapa da vida, agradeço a acolhida e as lições de paciência, observação e comprometimento.

8 RESUMO As novas tecnologias são desenvolvidas em ritmo acelerado, as leis não. Assim surgem diversas lacunas entre o universo fático e o jurídico, que acabam sendo supridas pela doutrina e jurisprudência. No ambiente de trabalho, já é possível verificar que as novas tecnologias disponíveis ampliaram o poder de controle do empregador sobre o seu patrimônio, assim como sobre a forma e ritmo da prestação do trabalho. As tecnologias também ampliaram o alcance do trabalho; se antes o trabalho era, via de regra, restrito às dependências da empresa e em horários pré-determinados, atualmente pode ser executado em qualquer local e horário. Neste contexto, o direito à privacidade do empregado e o poder empregatício se chocam. Diante do conflito dos direitos em análise, o caminho para alcançar a solução no caso concreto inicia pela aplicação do princípio da proporcionalidade e das técnicas de ponderação; o passo seguinte consiste na elaboração de quesitos com o objetivo de apresentar critérios coerentes para o julgamento de casos envolvendo a aplicação de novas tecnologias na relação de emprego. Com a sugestão destes quesitos, a próxima etapa compreende a aplicação destes na análise de alguns acórdãos envolvendo algumas tecnologias e a privacidade do empregado e o consequente posicionamento sobre as limitações da aplicação destas tecnologias no ambiente laboral. Palavras-chave: Direito à privacidade do empregado. Colisão de direitos. Novas tecnologias nas relações de emprego. Poder empregatício.

9 ABSTRACT The new technologies are developed in accelerated rhythm, the laws don't. Several gaps appear like this between the phatic and the juridical universe, that ending being supplied by the doctrine and the jurisprudence. In the work atmosphere, it is already possible to verify that the new available technologies enlarged the control power of the employer on its patrimony, as well as on the form and rhythm of the work service. The technologies also enlarged the achievement of the work; if before the work was, as rule, restricted to the dependences of the company and on pre determinate schedules, now it can be executed in any place and schedule. In this context, the right to the employee's privacy and the reference to the employment power are collided. Before the rights conflict in analysis, the way to reach the solution in the concrete case begins by the application of the proportionality beginning and by the ponderation techniques; the following step consists on the elaboration of requirements with the objective of presenting coherent criteria for the judgement of cases involving the application of new technologies in the employment relationship. With the suggestion of those requirements, the next stage involves the application of those in the analysis of some sentences involving some technologies and the employee's privacy and the consequent positioning about the limitations on those technologies application in the work atmosphere. Keywords: Right to the employee's privacy. Collision of rights. New technologies on the employment relationships. Referring to the employment power.

10 LISTA DE ABREVIATURAS Ampl. - Ampliada Art. - Artigo Arts. - Artigos Atual. - Atualizada Coord. - Coordenador Ed. - Edição Min. ministro N. - Número Org. - Organizador Out. - Outubro Rel. - Relator Rev. - Revisada V. - Volume

11 LISTA DE SIGLAS ADIN Ação Direta de Inconstitucionalidade AIRR Agravo de Instrumento em Recurso de Revista CC Código Civil Brasileiro CD Compact Disc ou Disco Compacto CIPA Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CLT Consolidação das Leis do Trabalho CPC Código de Processo Civil CPU Unidade central de processamento CRFB Constituição da Republica Federativa do Brasil CUT Central Única dos Trabalhadores DJ - Diário de Justiça DJE Diário de Justiça eletrônico DEJT Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho DVD - Digital Versatile Disk ou Disco Versátil Digital ED Embargos de Declaração MSN - Messenger RO Recurso ordinário RR Recurso de Revista STF Supremo Tribunal Federal TRT Tribunal Regional do Trabalho TST Tribunal Superior do Trabalho

12 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO INTERAÇÕES ENTRE TRABALHO E TECNOLOGIAS A evolução do trabalho e das tecnologias Mudanças no trabalho e suas consequências na relação de emprego PODER EMPREGATÍCIO Denominação Conceito Fundamentos do poder empregatício Fundamentos Doutrinários Teoria da Propriedade Privada Função social da propriedade Teoria Institucional Teoria Publicística Função Social do Contrato A Opção por um fundamento doutrinário Fundamentos Legais Natureza Jurídica Direito Subjetivo Direito Potestativo Direito-função Alcance do Poder Empregatício Poder Diretivo Poder regulamentar Poder fiscalizatório Poder Disciplinar Sanções admitidas Limitações ao poder empregatício Delineamentos do poder empregatício na utilização de novas tecnologias... 67

13 4. DIREITO À PRIVACIDADE Direito à privacidade: expressão de um dos direitos da personalidade Características dos Direitos da Personalidade Direitos Inatos Direitos Vitalícios e Essenciais Direitos Absolutos Direitos imprescritíveis Extrapatrimonialidade dos direitos da personalidade Direitos irrenunciáveis Intransmissibilidade dos direitos (In)disponibilidade dos direitos da personalidade Privacidade: Delimitação do tema Direito à privacidade lato sensu Tentativa de uniformização da definição do direito à privacidade Direito de ser e escolher: Diferenciação na esfera de alcance entre vida privada e intimidade Intimidade Vida privada ou privacidade Fundamentação Legal da proteção à privacidade Violação à privacidade: Caracterização Possibilidade de dispor sobre a Privacidade Regra geral No curso do contrato de trabalho Direito à privacidade como direito fundamental do empregado Dignidade do empregado COLISÃO DE DIREITOS DIANTE DAS NOVAS TECNOLOGIAS: O PODER EMPREGATÍCIO VERSUS O DIREITO A PRIVACIDADE Conflito entre regras Colisão entre princípios Poder empregatício versus privacidade O princípio da proporcionalidade e a ponderação A tentativa de construção de critérios objetivos Aplicação dos quesitos propostos ao caso concreto

14 Utilização de câmeras no local de trabalho Gravação de conversas telefônicas A fiscalização do , uso de Internet e MSN no local de trabalho corporativo e particular: limites diferenciados A utilização da Internet disponibilizada pelo empregador Utilização do MSN (Messenger) no local de trabalho Outras tecnologias aplicáveis na relação de emprego CONCLUSÃO REFERÊNCIAS ANEXO A Acórdão do RO nº ANEXO B Acórdão do RO nº ANEXO C Acórdão do RR nº. 613/ ANEXO D Acórdão do RO nº ANEXO E - Acórdão do RO nº

15 13 1 INTRODUÇÃO "As coisas mudam no devagar depressa dos tempos". Guimarães Rosa A escolha em estudar os pontos de colisão entre as novas tecnologias, poder empregatício e o direito à privacidade do empregado não decorre de um evento específico, mas sim do somatório de pequenas situações observadas no cotidiano de uma modesta caminhada jurídica. A experiência de atuar em ambos os pólos (ainda que em épocas e condições bem diferentes) cria uma percepção maior do processo e das partes envolvidas; a análise ultrapassa os objetivos profissionais defendidos naquele processo e leva a uma reflexão sobre os efeitos e condições de determinadas decisões no cotidiano das partes, e principalmente no futuro das mesmas, que não se encerra em uma decisão judicial. O conteúdo de uma sentença tem o poder de mudar as relações interpessoais, ainda que isto raramente seja notado pelos envolvidos. É verdade que nem toda decisão judicial terá este efeito transformador, mas este se verifica principalmente nas situações que não se encontram previstas em lei, e cuja prática acaba sancionada (ou não) pelas decisões judiciais. E neste plano encontram-se as novas tecnologias, que cada dia que passa se tornam mais presentes nas vidas das pessoas, e consequentemente nos seus locais de trabalho. Assim ocorreu com o correio eletrônico corporativo, cuja violação foi admitida em decisão do TST que acabou chancelando este tipo de conduta dos empregadores, e, por conseguinte, alterando a relação entre empregados e empregadores, gerando um desconforto sobre um dos elementos subjetivos da relação de emprego: a confiança. Em contrapartida, o empregador passou a ter, a partir desta decisão, uma espécie de autorização para fiscalizar o conteúdo das mensagens de seus empregados, que até então, acreditavam ser detentores de privacidade na utilização dos meios comunicação, independente do local que se encontravam.

16 14 Da mesma forma, a utilização de câmeras nos locais de trabalho, que também não se encontra regulamentada em lei, foi sendo validada em determinadas circunstâncias pelas decisões judiciais que sucederam. O empregador passou a conhecer alguns limites para esta prática, como sua proibição em banheiros; enquanto o empregado, conheceu seu direito de se opor à sua utilização nestas condições, eis que até então, a utilização das câmeras indiscriminadamente aparentava ser mais uma das prerrogativas do poder empregatício. As decisões (acertadas ou não) acabam norteando as relações das partes envolvidas e ainda se refletem em outras relações; este empregador que teve sua atitude endossada pelo poder judiciário seguirá praticando as mesmas ações com outros empregados e o empregado, por sua vez, entenderá que esta ação encontrase correta (eis que chancelada por uma sentença judicial), e não voltará a se opor se a prática se repetir em outra ocasião. A situação agrava-se quando surgem decisões divergentes sobre o mesmo tema. Não se está referindo à analise das condições do caso concreto, mas sim às interpretações diversas sobre a mesma conduta. Um determinado juízo entende que a ação é procedente; o outro que não. Diante deste quadro, as partes não sabem mais qual postura a ser adotada a partir destas decisões; o que é e o que não é permitido, segundo o entendimento dos Tribunais. Como um advogado deverá orientar o seu cliente (seja empregado ou empregador)? Que critérios ele deverá seguir nesta orientação, considerando que a matéria não esta regulamentada? E se a cada dia surgem novas tecnologias, como saber os limites de utilização das mesmas? Estas, entre muitas outras perguntas, levaram à escolha do tema, cuja pesquisa teve início há mais de quatro anos, quando esta dissertação e o mestrado representavam apenas uma possibilidade remota. Todavia, a pesquisa não se encerra nesta dissertação, pelo contrário, quanto mais se busca respostas, mais se encontra perguntas. A sociedade atual é dinâmica. Desde a revolução industrial vive-se em constante atualização e modernização tanto nos aspectos sociais como tecnológicos, e este fenômeno se intensificou a partir dos anos 80, com a popularização dos computadores domésticos e posteriormente com o acesso à internet.

17 15 Diante deste quadro, as tecnologias de informação e comunicação, que eram restritas a um pequeno grupo e muito onerosas, foram sendo popularizadas, tornando-se gradativamente mais acessíveis à grande parcela da população, principalmente no meio empresarial, que em muitas vezes depende destas para a execução de atividade meio ou até mesmo de sua atividade fim. As novas tecnologias são desenvolvidas em ritmo acelerado, as leis não. Assim surgem diversas lacunas entre o universo fático e o jurídico, que acabam sendo supridas pela doutrina e jurisprudência. No ambiente de trabalho já é possível verificar que as novas tecnologias disponíveis ampliaram o poder de controle do empregador sobre o seu patrimônio, assim como sobre a forma e ritmo da prestação do trabalho. As tecnologias também ampliaram o alcance do trabalho; se antes o trabalho era, via de regra, restrito às dependências da empresa e em horários predeterminados, atualmente pode ser executado em qualquer local e horário. Deve-se admitir que alguns empregados sentem-se beneficiados pelas tecnologias; alguns se encontram muito satisfeitos com a possibilidade de levar trabalho para casa, outros não 1. Da mesma forma, as empresas ficam inquietas com o desempenho de seus empregados quando os mesmos têm acesso às tecnologias, preocupam-se com o tempo que pode ser desperdiçado na internet e com a diminuição da produção; em contrapartida há quem afirme que o acesso a redes sociais pode ser benéfico 2. O tema da privacidade tem ocupado, na atualidade, um lugar de destaque nas discussões acadêmicas, provavelmente impulsionadas pelo advento de inúmeros programas de televisão que tem como objeto a invasão da privacidade de pessoas comuns e de outras com reconhecimento público (artistas, músicos, dançarinas, e etc.), que estimulam a análise mais criteriosa deste direito da personalidade. 1 Na folha.com de 22/08/2010 foi veiculada uma entrevista do sociólogo Ricardo Antunes, onde afirma que aparelhos são escravização digitalizada. Nesta linha, são apresentadas entrevistas com profissionais que estão muito satisfeitos e outros que se sentem escravizados pelas tecnologias. Também há a opinião de um juiz, economista e outros profissionais sobre o aumento da carga horária de trabalho gerado pelas tecnologias. (REFLEXÕES TRABALHISTAS, 2010.) 2 Um estudo, realizado pela Universidade de Melbourne (Austrália) indica que as pessoas que navegam em sites como Facebook, Twitter e Orkut são mais produtivas e criativas no trabalho( UOL NOTÍCIAS, 2009)

18 16 Também as decisões judiciais envolvendo o tema, inclusive em matéria trabalhista como já referido, impulsionam o reexame de conceitos que pareciam absolutos. O núcleo da discussão proposta é a busca de critérios aptos a solucionar a colisão entre os direitos de empregador e empregado. A trajetória da pesquisa se inicia por uma breve retrospectiva do trabalho e das tecnologias, onde são relembrados alguns episódios que representaram mudanças na forma de trabalhar e as mudanças tecnológicas contemporâneas. Com esta análise visa-se demonstrar as influências recíprocas das tecnologias e do trabalho desde as primeiras invenções até os dias atuais, além de algumas de suas consequências nas relações de emprego. A importância desta abordagem está na visualização das influências que as tecnologias representam na forma de prestação de trabalho e consequentemente nas relações de emprego. As tecnologias romperam fronteiras físicas, possibilitaram que o trabalho fosse realizado na intimidade do lar, consequentemente transformaram as vidas pessoais dos empregados, que encontram dificuldade de separar aspectos profissionais e pessoais. E se o trabalho alcança a vida pessoal, o inverso também ocorre; e são estas circunstâncias que devem ser observadas na análise da tênue linha que separa o direito à privacidade do empregado e as prerrogativas do empregador. No momento seguinte, analisa-se o poder empregatício, previsto no art. 2º da Consolidação das Leis do Trabalho que atribui ao empregador o direito de dirigir a prestação de serviços de seus empregados, regulamentar a forma de prestação de serviço, bem como a utilização dos recursos da empresa no ambiente de trabalho, além de fiscalizar e controlar da atividade dos empregados. Para explicar a origem e fundamento do poder conferido ao empregador, a doutrina trabalhista apresenta algumas teorias, dentre quais se destacam as correntes privatística, institucionalista, publicística e contratualista, que serão apresentadas sucintamente. Por fim, demonstra-se que o poder empregatício encontra limites na lei, na doutrina e na jurisprudência. A pesquisa prossegue pelo estudo do direito à privacidade, suas peculiaridades e características derivadas do fato de ser tratar de um direito da personalidade. Objetiva-se a compreensão da abrangência deste direito e suas condições especiais quando aplicadas à relação de emprego.

19 17 Destarte, a introdução das novas tecnologias existentes como ferramentas de controle, execução ou fiscalização do trabalho originou preocupações legítimas com eventuais comportamentos invasivos do empregador, eis que permitem um controle muito amplo sobre os empregados e, em algumas ocasiões, desmedido. Neste contexto, a proteção da privacidade do empregado confronta-se com o poder empregatício, intensificando, assim, a necessidade de buscar soluções para a confrontação destes poderes. O passo subsequente é o enfrentamento da colisão destes direitos, que encontram amparo constitucional a partir das soluções apresentadas pela doutrina, passando pela aplicação do princípio da proporcionalidade e a ponderação dos direitos envolvidos. Diante do conflito dos direitos em análise, o caminho para alcançar a solução no caso concreto inicia pela aplicação do princípio da proporcionalidade e das técnicas de ponderação, fases que serão sucintamente explicadas. O passo seguinte consiste na elaboração de quesitos a partir das etapas de ponderação e da aplicação do princípio da proporcionalidade com o objetivo de apresentar critérios coerentes para o julgamento de casos envolvendo a aplicação de novas tecnologias na relação de emprego. Com a sugestão destes quesitos, a próxima etapa compreende a aplicação destes na análise de alguns acórdãos envolvendo as novas tecnologias e a privacidade do empregado. Neste ponto também serão apresentadas algumas jurisprudências envolvendo a temática e a sua compatibilidade com os critérios sugeridos para evitar decisões conflitantes sobre o mesmo tema. Neste tópico serão apresentadas possíveis soluções e condições para a colisão do poder empregatício e do direito à privacidade na utilização de câmeras no local de trabalho. Analisar-se-á, ainda, a possibilidade (ou não) de gravação de conversas telefônicas dos empregados; por fim examinar-se-á as condições para ocorrência de fiscalização do , acesso à internet e histórico do MSN dos empregados. A partir das soluções observadas nos casos analisados e utilizando os critérios sugeridos apresenta-se possível encontrar soluções que podem ser aplicadas no exame dos limites e alcance de outras tecnologias que ainda não foram objeto de demandas judiciais.

20 18 Finalmente as considerações finais levam à constatação que a harmonização das decisões envolvendo o conflito entre as novas tecnologias é viável sem a edição de normas regulamentando tais práticas, sendo inclusive aconselhável que esta solução não passe pela normalização.

21 19 2 INTERAÇÕES ENTRE TRABALHO E TECNOLOGIAS A realização inteira da pessoa é sempre muito mais um aspirar do que um atingir, posto que o alcançado agora, ambicionado de ontem, já não é mais por que obtido- o desejável para o amanhã Carlos Alberto Chiarelli. 2.1 A evolução do trabalho e das tecnologias O trabalho existe desde os primórdios da civilização, variando com o nível cultural e com o estágio evolutivo de cada sociedade. Inicialmente o trabalho era o meio de sobrevivência, realizado com instrumentos rudimentares para auxiliar o homem na busca de alimentos para saciar sua fome e na criação de meios passíveis de se proteger das intempéries e dos seus predadores. A sobrevivência determinava a necessidade de trabalhar. Preleciona Evaristo de Moraes Filho (1960), que nestes tempos o trabalho ainda se caracterizava por uma cooperação simples, sem divisão ou profissionalização das atividades realizadas. As circunstâncias que o homem primitivo vivenciava contribuíram para que aflorasse sua criatividade e o homem passou a observar cuidadosamente a natureza, aprendendo com ela. Esse homem, portanto, inicialmente coletor, que se caracterizava pelo nomadismo, pela caminhada em busca da subsistência (quando se atreveu e precisou sair da caverna), terminou por refazer-se estático, em termos de habitação. Foi quando, depois de suas andanças de caçador, optou por fixar-se na terra, a fim de cultivá-la como agricultor ou usá-la para a base de incipiente pecuária. Foi quando conseguiu diferenciar a arma do instrumento de trabalho. Até então, a clava que o defendia da fera bravia, era a mesma que usava para derrubar os frutos comestíveis das árvores frondosas. A clava, com funções múltiplas, significava guerra e paz, alimento e defesa. (CHIARELLI, 2005, p.26) A antiguidade encontrou na agricultura sua base econômica, no entanto, também a pecuária, a pesca, o artesanato e o comércio eram praticados. O trabalho era fundamentalmente compulsório, com mão-de-obra pouco diversificada. Embora não se tenha muitos relatos sobre a organização do trabalho dessa época, é sabido que prevaleceu a cooperação na produção.

22 20 Aos poucos aperfeiçoando suas técnicas, conseguiu formas de polir seus instrumentos de trabalho e de luta. De certa maneira organizou-se socialmente e já fazia divisão do trabalho. (OLIVEIRA, 1997, p.36) O arado foi o passo subsequente. A diversificação dos instrumentos atestou, também, o passo decisivo para a mais estruturada e imprescindível divisão do trabalho. (CHIARELLI, 2005, p. 26) Na Grécia, o camponês lavrava os seus pequenos acres de terra, ajudado pelo escravo. O primeiro, naturalmente, trabalhando por conta própria; o outro, por conta alheia. No Egito, o homem livre só cedia a força de seu braço (às vezes, em troca de sandálias e azeite) quando as cheias do Nilo inundavam a sua lavoura e o faraó o chamava para construir pirâmides. Em Roma, por volta do século III, os altos tributos e a insegurança fizeram com que os pequenos proprietários trocassem as suas terras por proteção. Nascia o sistema do colonato, precursor da servidão medieval. No colonato, e depois na servidão, o homem era meio-livre, meio-escravo. Daí por quê o trabalho também se misturava: em alguns dias, por conta própria; em outros, por conta alheia. Quando por conta alheia, era gratuito, já que também forçado. Mais tarde, nas cidades medievais, foi nascendo outra forma de mistura: o trabalho a um só tempo livre e por conta alheia. Mas foi só com o sistema capitalista que essa contradição se acentuou, tornando-se mais radical e massiva 3. Na fase inicial do sistema, o empresário distribuía a matéria-prima entre os camponeses e suas famílias. Mais tarde, notando que era difícil controlá-los, e que o mercado exigia uma racionalidade crescente, resolveu reuni-los na fábrica. [...] Foi essa espécie de fábrica que fez com que todos se sentissem iguais e se unissem. Foi ela que viabilizou a resistência operária, semente da qual brotariam as normas de proteção. (VIANA, 2005, p.1-2) O trabalho foi se modificando, assim como o seu tratamento ao longo da história; ora tido como uma dádiva, ora como vil; tratado como vergonhoso e depois como sinônimo de dignidade; o trabalho que fora realizado como forma de cooperação e que visava apenas à sobrevivência do grupo, tornou-se fonte de riqueza e exploração. O trabalho, símbolo desses novos tempos, tinha e teve- diferentes valorações, ante distintos parâmetros políticos, filosóficos e religiosos. Para os liberais deveria ser entendido como destacado elemento na mercadológica e acirrada disputa mercantil; para Marx, tratava-se sempre da expressão do acionar produtivo do empregado (ou do trabalhador), manipulado pelo capital, a fim de, com ele, gerar e beneficiar-se de mais valia (cria o filósofo alemão que, conscientizado, pelo dano sofrido, o operário prejudicado, rebelar-se- ia para atingir, via luta de classes, a vitória redentora, na Grande Revolução); para Taylor, o trabalho era prática uniforme, repetida e especializada que ensejava, na produção em massa, resultados úteis e produtivos; para Lafavgne, admirador do tempo livre, 3 É que, nas corporações, nem sempre havia liberdade de escolha do ofício; por outro lado, o trabalho por conta alheia não impedia que o aprendiz se tornasse mestre, e passasse a trabalhar por conta própria.

23 21 seria um mal que deveria ser reduzido ao mínimo. Para os católicos, em tempos de Rerum Novarum, era sentença condenatória (obviamente para os trabalhadores), já que se originaria da imposição, por um número mínimo de ricos, a uma multidão de proletários: julgo que é quase servidão. Aduziria, no entanto, complementarmente: mas tal desigualdade não justifica conflito, a ser evitado de qualquer maneira. Leão XIII, nessa Encíclica, e já vivenciando os estragos sócio-econômico-familiares provocados pela tempestade criativa, que foi a Revolução Industrial, atacava tanto liberais quanto comunistas, concluindo, porém, que a propriedade individual é direito natural, logo divino. A Encíclica, que marcou a preocupação do Catolicismo com o drama social e a larga crise que se alastrava, lançando as bases do que viria a ser a Doutrina Social da Igreja (solidarismo), enfatizava que não poderia haver capital sem trabalho, nem trabalho sem capital; no entanto, conclusivamente, dava seu recado maior: o de alcançar-se e consolidar-se a paz social, obstaculizando-se e rejeitando-se a luta de classes. (CHIARELLI, 2006, p.53, grifos do autor). Assim como a cultura, a igreja, os fatores sociais e políticos, também as tecnologias são responsáveis por mudanças no mundo do trabalho, e foram muitas as inovações desde a descoberta do arado até a invenção do vapor, com destaque para as seguintes invenções ocorridas no século XVIII: a) : máquina de fiar; b) 1778 técnica (ou método) de pudlagem (operação que visa a afinar o ferro fundido para transfundi-lo em ferro comum ou em aço); c) , tear mecânico (tornando realidade o esperançosos desafio ou a propostas de utopia de Aristóteles, isto é, a agulha andar por si só no tear ); d) 1790: a máquina a vapor; e) a máquina produtora de papel. (GOMES; GOTTSCHALK apud CHIARELLI, 2005, p.85) O século seguinte também foi palco de invenções que revolucionaram a dinâmica do trabalho na época e que repercutem até os dias atuais, como por exemplo, a criação das primeiras locomotivas movidas a vapor em 1804, a primeira transmissão telegráfica entre duas cidades que ocorreu em 1844 e o surgimento do telefone, ocorrida alguns anos depois. No entanto, pode-se atribuir à utilização da energia elétrica e à invenção da lâmpada a responsabilidade por grandes influências na rotina de trabalho do século XX, eis que acabaram por ditar o aumento da carga horária, não somente neste século, mas em todos os outros subseqüentes. As invenções do automóvel (1985), do avião (1903), dos veículos de esteira (1903), do rádio (1906), do aço inoxidável (1913), do plástico (1914), da televisão (1926), do robô (1928), [...] do computador (1945), da linha de montagem automatizada (1946), do transistor (1947), [...] do laser (1960), do microprocessador (1971) e, depois, do microcomputador, do fax, do telefone celular, das biotecnologias e das drogas farmacêuticas mais recentes uniram-se num único e poderoso impulso para uma verdadeira mudança épica de civilização (em que a dimensão científica e a tecnológica

24 22 cada vez mais se confundem), empenhada na dupla tarefa de prolongar o tempo de vida e intensificar o desfrute do tempo, otimizando a produtividade. (DE MASI, 2000, p. 281) Atreladas a todas estas tecnologias, não se pode desprezar as importantes contribuições de Frederick Taylor e Henry Ford na modificação do trabalho nos primeiros anos no século XX e mais adiante, as influências do toyotismo. Em 1911 Taylor publicou sua obra Os princípios da administração científica, onde ele propunha uma intensificação da divisão do trabalho, ou seja, fracionar as etapas do processo produtivo de modo que o trabalhador desenvolvesse tarefas ultra-especializadas e repetitivas. Uma especialização que perfaz um traçado de todas as ferramentas de trabalho utilizadas em cada atividade, de todos os movimentos executados por quem as maneja em cada instante, de todas as operações intelectuais necessárias a tal e, consequentemente, de todos os traços comportamentais exigidos nesta condição especial em que é colocado o trabalhador. (PINTO, 2007, p.36) Com sua técnica, Taylor conseguiu suprimir as características pessoais de cada trabalhador, sua forma e ritmo de execução da obra e o mais importante, destituiu os operários do conhecimento da técnica completa de realização de uma tarefa ou mercadoria com a divisão das etapas do processo produtivo, que a partir daquele momento se tornara conhecimento da empresa. Controlando e intensificando o ritmo do trabalho foi possível aumentar a extração da mais valia 4. Henry Ford organizou sua empresa de veículos sobre a plataforma de divisão técnica e minuciosa das funções e atividades entre numerosos agentes, conforme fora desenvolvido pelo sistema taylorista. (PINTO, 2007, p.42) Para alcançar maior controle sobre a produção, eliminando os tempos mortos, Ford aperfeiçoa a dinâmica implantada por Taylor, implantando a linha de montagem sobre uma esteira (mecanismo automático que percorre todas as fases de produção) 5. Se a racionalização taylorista permitia uma significativa intensificação do trabalho humano através do controle pela cronometragem dos tempos de operação parciais, no sistema fordista é a velocidade automática da linha de série (do objeto de trabalho, portanto) que impõe ao trabalhador (o sujeito do trabalho) a sua condição de disposição para o labor, estabelecendo, 4 Mais-valia é o nome dado por Karl Marx à diferença entre o valor produzido pelo trabalho e o salário pago ao trabalhador, que seria a base do lucro no sistema capitalista. 5 Modo de produção que foi imortalizado pela atuação de Charles Chaplin no filme Tempos Modernos.

25 23 dentro de limites cada vez mais estreitos de tempo, a melhor maneira de trabalhar. Basicamente, a idéia fundamental no sistema taylorista/fordista [...] é elevar a especialização das atividades e trabalho a um nível de limitação e simplificação tão extremo que, a partir de um certo momento, o operário torna-se efetivamente um apêndice da máquina, repetindo movimentos tão absolutamente iguais num curto espaço de tempo, quanto possam ser executados por qualquer pessoa, sem menor experiência de trabalho no assunto. (PINTO, 2007, p.45) Neste processo de produção, a intervenção criativa dos trabalhadores é praticamente nula, como lembra Geraldo Pinto. O Fordismo contribuiu para a desqualificação profissional, estabelecendo que as tarefas poderiam ser realizadas sem pensar (De Masi, 2000); ainda, este método de organização permitiu a aceleração da produção a níveis bem mais elevados do que aqueles alcançados pela divisão do trabalho proposta por Taylor. Embora se tratasse de uma sequência de tarefas consideradas aviltantes pelos empregados qualificados, Ford reverteu a pressão que estes tentaram fazer através do pagamento de altos salários. O novo perfil da fábrica se confirma com o comentário de Domenico de Masi acerca da pesquisa encomendada por Ford em 1914: Na sua fábrica os trabalhadores podiam ser agrupados em tarefas diferentes. Menos da metade das tarefas requeria executores de condição física perfeita ou normal, enquanto delas não requeriam uma plena capacidade física. Das tarefas de precisão, 670 podiam ser executadas por pessoas privadas de ambas as pernas; 2637 podiam ser feitas por pessoas de uma perna só; duas podiam ser executadas por pessoas privadas de ambos os braços; 715, por pessoas de um braço só; dez, por cegos. Em compensação, desde 1914 Ford estabeleceu o mínimo salarial de cinco dólares por dia (o mais alto do setor) e a jornada de trabalho de oito horas (a mais curta do setor). (DE MASI, 2000, p.136) Ainda que houvesse o descontentamento dos profissionais qualificados, não se deve ignorar que a divisão de trabalho e as tecnologias implantadas inauguravam uma nova perspectiva para os trabalhadores mutilados no início da Revolução Industrial e que estavam fora do mercado de trabalho, dependentes de seus familiares, sustentados pelas suas esposas e filhos (não sendo rara a presença de crianças nas indústrias). A evolução tecnológica mais uma vez se apresentou como um dos fatores que impulsionou mudanças no trabalho. Estas mudanças não devem ser rotuladas

26 24 como boas ou ruins; se para alguns representam prejuízos ou mudanças desfavoráveis, para outros podem ser a esperança de uma vida melhor 6. Todavia é preciso atentar que estas máquinas, que visavam à otimização do processo produtivo, à evolução das técnicas utilizadas até então e à minimização do esforço físico das pessoas, também trouxeram pontos negativos: É que, ao lado da otimização do sistema produtivo, o maquinismo trouxe desemprego, acentuou contrastes sociais, destruiu o artesanato independente, desorganizou a sociedade camponesa, ensejou o surgimento de moléstias profissionais e entupiu as grandes cidades com legiões de homens, mulheres e crianças obrigados a trabalhar até a exaustão. (OLIVEIRA, 1997, p.61) Um outro fenômeno que influenciou o trabalho e consequentemente as relações de emprego foi o toyotismo, forma de organização do trabalho surgida no período pós II guerra com intuito de possibilitar à Toyota concorrer com as gigantescas fábricas e o alto número de empregados característicos no sistema fordista. Foi Taichi Ohno (engenheiro da Toyota) o idealizador desta nova forma de produção que visou à eliminação de estoques (considerando o espaço físico reduzido da Toyota e do Japão), assim como ao aumento da produtividade. O Toyotismo, como ficou conhecida esta técnica, baseou sua produção na autonomação 7, just-in-time 8, empregados polivalentes, administração por estresse, flexibilização da mão-de-obra, controle de qualidade e subcontratação. Assim, com advento deste sistema expande-se a prestação de trabalho sobre pressão, que 6 Não se deve desprezar que, como no caso citado, as pessoas com alguma deficiência beneficiadas pelo novo modo de produção, são as mesmas que outrora foram prejudicadas pelo ritmo de trabalho ditado pela implantação de máquinas. Também se tem consciência que o trabalhador perdeu sua autonomia quando lhe foi retirado o conhecimento sobre as técnicas, em contrapartida, aqueles que não dispunham de conhecimento algum conseguiram se inserir no mercado de trabalho. E resta a constatação que as tecnologias interferem no trabalho, mas se o saldo é positivo ou negativo, talvez não seja a atual geração que vai conseguir responder. 7 Conforme Benjamin Coriat, citado por Geraldo Pinto, autonomação é um neologismo criado a partir da junção de autonomia e automação, pois se trata de um processo pelo qual é acoplado à máquinas um mecanismo de parada automática em caso de detectar-se algum defeitos no transcorrer da fabricação, permitindo assim funcionar autonomamente (independente da supervisão humana direta), sem que se produzissem peças defeituosas. A implantação de tal mecanismo passou a permitir que a um só operário fosse atribuída a condução de várias máquinas dentro do processo produtivo, rompendo com a relação um trabalhador por máquina, clássica do sistema taylorista/fordista. (PINTO, 2007, p.47-75) 8 just-in-time é uma proposta de organização segundo a qual em cada etapa do processo produzemse somente os produtos necessários para a fase posterior, na quantidade e no momento exato. Seu objetivo maior é a eliminação total dos estoques e obtenção de um nível de qualidade superior.

27 25 dificulta a vida social dos empregados e consequentemente contribui para um alto índice de acidentes de trabalho e até mesmo suicídios 9. Entretanto, é inevitável admitir que, com o advento da indústria, inaugurou-se um dos maiores empreendimentos da espécie humana, comparável à invenção da agricultura há dez mil anos, à fundação da cidade na Mesopotâmia há cinco mil anos [...] (DE MASI, 2000, p.126). Da mesma forma, foi na revolução industrial, no interior das fábricas que se organizou o trabalho, e nesse caso, os grupos integrados, que se mobilizaram progressivamente, em dezenas, centenas e milhares de pessoas. Foi o surgir da massa operária. (CHIARELLI, 2007, p.49, grifos do autor) É possível constatar que, desde as primeiras civilizações, o trabalho influencia e é influenciado pela realidade social. O modo de produção industrial determinou formas de convivência profundamente diferentes das precedentes. As transformações do trabalho são também transformações na vida dos indivíduos. Revisando o dado histórico, na retroativa que se inicia na Revolução Industrial, recupera-se o tempo em que o camponês, e mesmo o artesão, com sua oficina lar, viviam e trabalhavam no mesmo lugar. Foi a indústria que, com a fábrica, seu templo (e para seus detratores, à época: seu antro), quem estabeleceu uma linha divisória entre a morada e o trabalho. Pôs de um lado o doméstico afetivo (família e lazer) e, de outro, o econômico (a produção). Tirou (ou porque, na sua grande maioria, elas ficaram em casa, enquanto eles saíam; ou porque, depois, algumas delas também tiveram de sair para buscar o sustento em outras fábricas) a mulher da companhia dos homens. Aumentou o cansaço laboral e o andar. Diminuiu, pela jornada fabril, o tempo de convívio caseiro. (CHIARELLI, 2007, p.50-51). Com advento da indústria, de fato, o trabalho que durante séculos foi executado mais ou menos do mesmo modo, com os mesmos custos de uma brutal fadiga e os mesmos resultados é organizado em bases realmente novas, até atingir vertiginosos níveis de produtividade. (DE MASI, 2000, p.145) Os trabalhadores perderam grande parcela de sua independência; não possuíam a matéria-prima, como ocorria no sistema de corporações, nem os instrumentos, como no sistema doméstico. A habilidade perdeu a importância de antes, devido ao maior uso da máquina. Passou-se a fazer diferenciação entre o trabalho qualificado e o não-qualificado, entre o produtivo e o não-produtivo, aprofundando-se a distinção entre trabalho manual e intelectual. O capital passou a ditar o ritmo e a forma de trabalhar. Enquanto no cinema as máquinas se rebelavam 9 Segundo a experiência retratada por articulista que trabalhou 2 anos sob o regime toyotista no Japão em meados de (FUTATA, 2005)

28 26 contra os homens 10, na vida real não era muito diferente pois passavam a competir com eles expulsando-os de seus postos de trabalho. (VIANA, 1997, p.134) Esta nova realidade social ditada pelo trabalho com a Revolução Industrial inicia um processo de produção em massa, geração de lucro, acúmulo de capital e exploração do homem pelo homem. Neste contexto, surge o Direito do Trabalho como resultado da combinação de fatores econômicos, sociais e políticos. O Direito do Trabalho é obra desses homens que se perderam por já não terem o que perder. Mas talvez ele próprio não tivesse nascido, ou crescido tanto, não fosse aquela fábrica cada vez mais concentrada, com seus produtos previsíveis, as suas máquinas grandes e potentes e os seus trabalhadores em massa, homogêneos e estáveis. Foi essa espécie de fábrica que fez com que todos se sentissem iguais e se unissem. Foi ela que viabilizou a resistência operária, semente da qual brotariam as normas de proteção. Assim, mais que um subproduto do sistema, o Direito do Trabalho foi consequência de um seu modo de ser, que chegou ao ápice nos anos gloriosos do capitalismo. (VIANA, 2005, p.2) Com a mobilização da classe operária (unida fisicamente na fábrica e emocionalmente pela solidariedade, já que todos vivenciaram as mesmas dificuldades 11 ) em busca de melhoria das condições de trabalho, o Estado passa a responder às pressões com a criação de normas regulando algumas situações até a criação de uma legislação trabalhista. O que somente ocorreu no Brasil ocorreu em 1943 com a promulgação da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), que inaugurou uma nova realidade para os trabalhadores, tipificando a relação de emprego, lhes garantido direitos e delimitando as obrigações. A máquina, que havia se tornado o centro da produção e norteador da forma e das condições de prestação de trabalho, foi paulatinamente adquirindo novas características e funções. Assim, em 1945 inicia um novo marco para as tecnologias, que, assim como todas as outras invenções, teve grande influência no trabalho: a invenção dos primeiros computadores. Pierre Lévy lembra que os primeiros computadores eram de uso exclusivo dos militares até os anos 60, quando sua utilização civil difundiu-se Uma odisséia no espaço, versão cinematográfica da obra de Arthur Clarke. 11 E essas condições que lhes são impostas, [...] não eram outras, senão um absoluto estado de sujeição à voracidade de lucro dos patrões: salários vis, jornadas extensíssimas, trabalhos penosos, perigosos e insalubres, trabalho de menor de 6,8 e 10 anos em jornadas prolongadas e o da mulher em idêntica condições, tudo imposto ao trabalhador sem um mínimo de complacência ou proteção legislativa. (OLIVEIRA, 1997, p , grifos do autor)

29 27 Os primeiros computadores (calculadoras programáveis capazes de armazenar os programas) surgiram na Inglaterra e nos Estados Unidos em Por muito tempo reservados aos militares para os cálculos científicos, seu uso civil disseminou-se durante os anos 60. Já nessa época era previsível que o desempenho do Hardware aumentaria constantemente. Mas que haveria um movimento geral de virtualização da informação e de comunicação, afetando profundamente os dados elementares da vida social, ninguém, a exceção de alguns visionários, poderia prever naquele momento. (LÉVY, 2000, p. 31) Concomitantemente com a utilização civil dos computadores surgia um sistema de redes que daria origem à internet como lembra Manuel Castells. No entanto, os anos 70 são apontados como o marco de uma nova fase industrial, social e econômica, eis que só na década de 1970 as novas tecnologias da informação difundiram-se amplamente, acelerando seu desenvolvimento sinérgico e convergindo em um novo paradigma. (CASTELLS, 2005, p.76), muitas das tecnologias que se utiliza atualmente surgiram nesta época. Assim, o microprocessador [...] foi inventado em 1971 e começou a ser difundido em meados dos anos 70. O microcomputador foi inventado em 1975, e o primeiro produto comercial de sucesso, o Apple II, foi introduzido em Abril de A fibra ótica foi produzida em escala industrial pela primeira vez pela Corning Glass, no início da década de Além disso, em meados da mesma década, a Sony começou a produzir videocassetes comercialmente [...] E, finalmente, mas não menos importante, foi em 1969 que a ARPA (Agência de Projetos de Pesquisa avançada do Departamento de Defesa Norte-Americano) instalou uma nova e revolucionária rede eletrônica de comunicação que se desenvolveu durante os anos 70 e veio a se tornar a internet. (CASTELLS, 2005, p.91) A partir dos anos 80, com a popularização dos computadores domésticos e posteriormente com o acesso à internet este quadro evoluiu ainda mais. Os anos 80 viram o prenúncio do horizonte contemporâneo da multimídia. A informática perdeu, pouco a pouco, seu status de técnica e de setor industrial particular para começar a fundir-se com as telecomunicações, a editoração, o cinema e a televisão. A digitalização penetrou primeiro na produção e gravação de músicas, mas os microprocessadores e as memórias digitais tendiam a tornar-se a infra-estrutura de todo o domínio da comunicação. Novas formas de mensagens interativas apareceram: este decênio viu a invasão dos videogames, o triunfo da internet amigável (interfaces gráficas e interações sensório-motoras) e o surgimento dos hiperdocumentos (hipertextos, CD-Rom 12 ). (LÉVY, 2000, p.32, grifos do autor) 12 Um CD-ROM (Compact-Discc Read Only Memory) ou um CD-I (Compact Disc Interative) são suportes de informação digital com leitura a laser. Contêm sons, textos e imagens (fixas ou em movimento). [...] Os CD-Rom s são em breve substituídos pelos DVD (Digital Vídeo Disc) (LÉVY, 2000, p.55)

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