Atelier Temático: Intensificação Tecnológica e Especialização Regional - Eixo Saúde, Dispositivos Médicos e Farmacêutica

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1 NORTE 2015 Grupo de Prospectiva: As Actividades Económicas Atelier Temático: Intensificação Tecnológica e Especialização Regional - Eixo Saúde, Dispositivos Médicos e Farmacêutica Saúde, Dispositivos Médicos e Farmacêutica Documento de Enquadramento Preliminar Perito: Joaquim Cunha Data: Agosto de 2005 Todas as posições expressas nos documentos produzidos pelos peritos são da estrita responsabilidade dos seus autores, não vinculando nem comprometendo, em caso algum, a CCDR-N (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte).

2 Índice 1 Introdução e Enquadramento 3 2 Saúde Actividade Económica Atractiva Cuidados de Saúde 2.2 Dispositivos Médicos 2.3 Farmacêutica 2.4 Conhecimento O Elemento Aglutinador 3 Síntese SWOT 17 4 Nichos de Oportunidade 19 5 Ideias Força 21 6 Condições para o Sucesso 22 7 Acções 23 8 Referências 24 2

3 1. Introdução e Enquadramento O presente documento corporiza uma contribuição para o QRE (Quadro de Referência Estratégico) do eixo Saúde, Dispositivos Médicos e Farmacêutica, do grupo de prospectiva das Actividades Económicas, da iniciativa promovida e coordenada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, designada por Norte2015. De acordo com a revista norte-americana Business Week, em 2003, no ranking das 50 empresas consideradas The Best Performers mais de um terço eram da área biotecnologia farmacêutica - cuidados de saúde, a qual é responsável por 30% do PIB dos Estados Unidos. Os indicadores Europeus não sendo tão marcantes, apontam no mesmo sentido. Será possível ignorar esta oportunidade e este desafio? 3

4 2. Saúde Uma Actividade Económica Atractiva As actividades económicas associadas à saúde caracterizam-se pela sua considerável dimensão e taxas de crescimento, marcadamente superiores às dos restantes sectores económicos. De facto, a despesa com a saúde, e particularmente a sua componente pública, tem vindo a constituir, há já alguns anos, e de forma crescente, uma preocupação dos governos de praticamente todos os países. A título ilustrativo, a despesa pública com a saúde, em Portugal, passou de 3,5 biliões de Euros em 1995, para 7,4 biliões de Euros em 2003 [1,2 e 3]. A despesa total com a saúde (THE, Total Healthcare Expenditure) atinge actualmente, nas economias mais avançadas, valores na casa dos 10% do PIB. Relativamente ao ano de 2003, este indicador foi de 9,2% em Portugal, de 8,6% na média europeia (EU25 + Suíça + Noruega), e de 13,9% no Estados Unidos. São muitos e de variada ordem e ponderação os factores que contribuem para esta evolução. No entanto, a melhoria da qualidade de vida, em geral, e o aumento da esperança de vida, em particular, terão certamente um peso decisivo. Os Quadros seguintes [1] são bem ilustrativos deste fenómeno h m h m esperança de vida à nascença portugal 64,2 70,8 73,8 80,7 ue (15) 72,8 79,4 75,8 81,6 (fonte:apifarma) Quadro 1 Esperança de vida à nascença em Portugal e na União Europeia (15) * % da população com mais de 65 anos na população total portugal 8,0 10,5 13,1 15,7 19,0 ue (15) 10,2 13,4 14,3 15,4 19,9 EUA 9,2 11,3 12,5 12,4 16,3 japão 5,7 9,0 12,0 16,5 25,4 (fonte:apifarma) * estimativa Quadro 2 Percentagem da população com mais de 65 anos na população total A particular sensibilidade associada a este sector, onde a fiabilidade é palavra de ordem, conjugada com uma forte e globalizada competitividade, impõem elevados padrões de qualidade, desempenho e rigor. Como consequência, a inovação surge como elemento comum às estratégias das empresas envolvidas, corporizando um dos melhores exemplos da economia da ciência e do conhecimento. Assim, os níveis de valor acrescentado são muito interessantes, e são-no, por regra, precisamente, na exacta medida da incorporação de conhecimento e de inovação. 4

5 Acresce ainda, enquanto factor de atractividade deste sector económico, a sua quase total imunidade aos ciclos económicos. Trata-se, com efeito, de uma realidade global de grande dimensão, fortemente mobilizadora de muitos sectores da economia, desde os serviços de elevado valor acrescentado associados à inovação, ao conhecimento e à formação, até às inúmeras indústrias subsidiárias ao nível da subcontratação, directa e/ou indirecta, passando pelos serviços de consultadoria económica, fiscal e tecnológica. No sector dos dispositivos médicos merece nota de realce a circunstância de coexistirem grandes multinacionais com PME s, boa parte das quais pequenas empresas, o que abre interessantes nichos de oportunidade, permitindo diferentes níveis de acesso a novos operadores (com custos e investimentos associados também diversos). Tentando quantificar a dimensão do sector, interessará referir que, em 2003, a despesa total com a saúde no mundo terá sido da ordem dos 3250 biliões de Euros, concentrando os blocos económicos Europa, Estados Unidos e Japão 85% deste valor. Como elemento auxiliar na apreensão destes números, refira-se que o PIB português, no mesmo ano foi de 132 biliões de Euros. valor biliões Eur europa 900 USA Japão 350 resto do mundo 500 * estimativa Quadro 3 Despesa total com a saúde no mundo (2003) Focando a análise em Portugal [1 e 2], a despesa total com a saúde, no referido ano de 2003, terá atingido os 13 biliões de Euros, dos quais 57% corresponderam a despesa pública. Neste valor, a maior fatia refere-se aos cuidados e serviços de saúde (68%), seguindo-se, com um peso de 26%, os medicamentos, e por fim, com 6%, os dispositivos médicos. Quadro 4 Despesa total com a saúde em Portugal (2003) 5

6 2.1 Cuidados e Serviços de Saúde Cerca de dois terços da despesa total com saúde em Portugal correspondem a cuidados e serviços de saúde, onde se integram, nomeadamente, os custos de funcionamento e os custos com pessoal dos hospitais, das clínicas e dos centros de saúde (SNS e privados), bem assim como os custos com meios auxiliares de diagnóstico e terapêutica. Não sendo certamente este o local nem o enquadramento mais adequados para mais um diagnóstico desta actividade há, no entanto, e tomando em linha de conta os objectivos e os propósitos deste documento e do Atelier Temático em que se insere, um conjunto de constatações óbvias, pacificas e universalmente aceites, que importa reter: - a procura de cuidados de saúde vai continuar a aumentar nos anos mais próximos; - a qualidade, complexidade e sofisticação dos cuidados de saúde (e dos meios auxiliares de diagnóstico e terapêutica) irá, também, continuar a aumentar nesses anos; - os custos associados à prestação de cuidados de saúde são, na sua esmagadora maioria cobertos, pelo SNS. Assim, a factura correspondente aos cuidados de saúde irá também continuar a aumentar, com consequências a diferentes níveis, designadamente no que se refere ao modelo actual de financiamento do SNS (tendencialmente gratuito), cuja sustentabilidade estará, no curto prazo, comprometida. Não sendo sequer aceitável admitir que a solução do problema possa passar pela redução da qualidade do serviço, a alternativa estará no controlo da despesa, ou seja a gestão mais eficiente dos recursos disponíveis. A actividade económica associada aos cuidados de saúde tem estado essencialmente do lado público, apesar da situação estar em mutação, mutação essa materializada por opções e experiências recentes como a empresarialização dos hospitais, os hospitais SA, a gestão privada de hospitais públicos, etc. Também tem estado na ordem do dia o modelo de acesso dos cidadãos aos cuidados de saúde, no que se refere aos custos associados, levantado-se questões como a gratuidade do sistema, o valor e aplicabilidade de taxas moderadoras, a maior ou menor utilização de seguros de saúde, etc. Embora sujeita a regras e enquadramentos específicos, a actividade empresarial tem hoje uma dimensão apreciável na áreas dos meios auxiliares de diagnóstico e terapêutica, em grande medida assegurada por mecanismos de licenciamento e convenção com o SNS, sendo menos expressiva na área hospitalar. De acordo com estatísticas da Direcção - Geral de Saúde [4], relativas ao ano de 2002, das camas disponíveis na Região Norte, 21,7% encontram-se nos 27 hospitais privados, dos quais 15 eram detidos por instituições privadas com fins não lucrativos. 6

7 camas camas hospitais hospitais SNS privados % portugal ,0% Norte ,7% LVT ,7% Centro ,4% (fonte:dgs) Quadro 5 Distribuição de camas hospitalares entre SNS e privados (2003) Assim, na Região Norte (e de uma forma geral na globalidade do país), a actividade empresarial tem um envolvimento residual (inferior a 10%) na área da prestação de cuidados de saúde hospitalares. Têm actualmente alguma expressão neste domínio e na região, entre outros, a HPP Hospitais Privados de Portugal, SA (Grupo CGD), a Clipóvoa, o Hospital da Trofa e a capital de risco Change Partners. Contudo, são de algum modo perceptíveis outros posicionamentos estratégicos nesta área, em boa medida motivados por parcerias público - privados, como por exemplo a que será responsável pela construção e exploração do futuro hospital de Braga Resulta, assim, aparentemente, como inevitável e vantajosa a oportunidade de aparecimento de projectos empresariais de criação de unidades hospitalares em Portugal e, em particular, na Região Norte. A inevitabilidade é consequência da necessidade de encontrar alternativas credíveis à eminente falência dos actuais sistemas de gestão, de financiamento e de acesso dos cidadãos aos cuidados de saúde. A vantagem resulta, não só, da ruptura com uma pesada herança, assente em abordagens desactualizadas, mas também da assunção de modelos de gestão avançados e, acima de tudo, eficientes. O desafio a enfrentar poderá, então, colocar-se do seguinte modo: prestar serviços médicos avançados e garantir qualidade nos cuidados de saúde, num quadro de excelência na gestão dos recursos disponíveis. Uma outra área em acelerado crescimento e na qual a actividade privada estará em excelentes condições para dar uma resposta eficaz, é a dos cuidados de saúde continuados. Aconselhando a boa gestão uma espacial atenção à utilização racional dos hospitais, enquanto centros de utilização intensiva de recursos humanos e meios de equipamento caros e sofisticados, parece uma boa solução que a prestação de cuidados de saúde, de menor especificidade / complexidade e com carácter continuado no tempo, possa ser assegurada por unidades com custos operacionais e de imobilizações muito menores. 7

8 O termalismo [5 e 6], situado na fronteira entre os cuidados de saúde e a as actividades associadas ao lazer e bem-estar, parece dar alguns sinais de querer descolar de uma letargia de décadas. De facto, e apesar de nos últimos dez anos a procura das termas portuguesas, medida em termos de aquistas, apresentar uma tendência indefinida (ver Figura 1), os importantes investimentos realizados em anos recentes na grande maioria dos estabelecimentos termais indiciam uma aposta clara nesta actividade Figura 1 - Nº de aquistas (em milhares) nas nos anos de 1993 a 2002 Nos próximos anos ir-se-á assistir a uma interessante complementaridade entre as componentes de tratamento e lazer/bem estar. De facto, em termos nacionais, apesar do numero anual de clientes não chegar a , gerando um volume de negócios directo (exploração dos balneários) que não ultrapassa os 20 milhões de Euros, os responsáveis do sector apontam a duplicação destes valores como meta a atingir já em 2008, surgindo os mercados externos como uma oportunidade a explorar. As regiões Centro e Norte partilham, sensivelmente em partes iguais, a larga maioria da actividade termal portuguesa. Na Região Norte são conhecidos investimentos e intenções de investimento relevantes, sendo de realçar o carácter mobilizador e polarizador do desenvolvimento destas infraestruturas, em regra localizadas fora dos grandes centros urbanos. Estima-se que a totalidade dos negócios induzido pelas estancias termais seja cerca de 10 vezes superior ao que resulta da exploração dos balneários. São identificáveis sinergias interessantes, desde logo ao nível da actividade hoteleira e dos cuidados de saúde, entre unidades de cuidados continuados e infraestruturas termais, Afiguram-se também evidentes as vantagens de abordagens de cooperação e complementaridade, entre o termalismo, na sua vertente saúde, com as actividades associadas ao turismo. Por último, entende-se que o termalismo se reveste de particular relevância, enquanto factor de atenuação de assimetrias regionais, tendo em consideração a sua vocação como pólo local de desenvolvimento e atractividade. Uma instância termal pode ser um elemento chave da actividade económica e do desenvolvimento de uma região se, por exemplo, se situar em Monção e ser praticamente negligenciável, nesse mesmo sentido, se situada na região do Grande Porto Tradicionalmente assegurada quase em exclusividade pelo Estado, a formação na área das ciências e da prestação de cuidados de saúde, tem vindo a ganhar peso crescente enquanto actividade 8

9 empresarial, sendo de citar, na Região Norte, o ISAVE Instituto Superior de Saúde do Alto Ave, sediado na Póvoa de Lanhoso, a CESPU Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário, com escolas em Famalicão e Paredes e as escolas superiores de enfermagem da Cruz Vermelha (Oliveira da Azeméis), Imaculada Conceição (Porto) e Santa Maria (Porto). 2.2 Dispositivos Médicos A indústria dos dispositivos médicos, o menor dos três sectores abordados neste documento, apresenta consideráveis diferenças face aos cuidados e serviços de saúde e à área farmacêutica, nomeadamente no que respeita à dimensão, homogeneidade e estrutura do tecido empresarial de suporte. Em 2003, que se continua a manter como ano de referência, o mercado mundial era o seguinte [2]: valor biliões Eur Europa 55,2 alemanha 19,0 frança 9,0 itália 6,2 reino unido 5,8 EUA 79,0 Japão 20,0 resto do mundo 29,8 184,0 portugal 0,8 (fonte:eucomed / AdvaMed) Quadro 6 Mercado mundial do dispositivo médico (2003) Nesse ano, o mercado mundial rondava os 184 biliões de Euros, dos quais 55 correspondem à Europa, 79 aos Estados Unidos e 20 ao Japão. A fatia relativa ao resto do mundo situa-se-á nos 30 biliões de Euros. Trata-se de um mercado com taxas de crescimento variadas, em função das características específicas de cada segmento, mas é possível estimar que em sociedades mais estabilizadas em termos da qualidade dos cuidados de saúde, como são os Estados Unidos, o Japão e os grandes países da Europa ocidental (Alemanha, França, Reino Unido e Itália) o crescimento anual seja da ordem dos 3 a 4%. Em sociedades com processos acelerados de melhoria neste domínio, como são bom exemplo os países do Leste europeu, este indicador supera os 10%. Em Portugal estima-se que o mercado se situe muito perto dos 800 milhões de Euros, com uma taxa de crescimento que deverá rondar os 10%. Entende-se oportuno, neste contexto, aclarar e ilustrar o conceito de dispositivo médico, bem assim como caracterizar esta actividade industrial, no espaço europeu e em Portugal. 9

10 A Eucomed (a Associação Europeia da indústria do sector) faz apelo à Directiva da UE relativa ao dispositivo médico (93/42/CEE), para definir o conceito. Segundo aquela Directiva, dispositivo médico é: qualquer instrumento, aparelho, equipamento, material ou outro artigo, utilizado isoladamente ou combinado, incluindo os suportes lógicos necessários para o seu bom funcionamento, destinado pelo fabricante a ser utilizado em seres humanos para fins de: - diagnóstico, prevenção, controlo, tratamento ou atenuação de uma doença, - diagnóstico, controlo, tratamento, atenuação ou compensação de uma lesão ou de uma deficiência, - estudo, substituição ou alteração da anatomia ou de um processo fisiológico, - controlo e concepção; cujo principal efeito pretendido no corpo humano não seja alcançado por meios farmacológicos, imunológicos ou metabólicos, embora a sua função possa ser apoiada por esses meios. Trata-se de uma gama muito alargada de produtos onde se incluem: ajudas para pessoas com deficiência, como por exemplo: cadeiras de rodas, canadianas, camas eléctricas ou aparelhos auditivos; implantes activos e não activos, como por exemplo: pacemakers, neuroestimuladores ou bombas de insulina; equipamentos para anestesia / pneumologia, como por exemplo: máscaras de oxigénio ou circuitos de respiração para anestesia; equipamentos para ortopedia, como por exemplo: próteses de joelho, sapatos ortopédicos ou coletes dorsais; dispositivos de estomatologia, como por exemplo: ferramentas e brocas de dentista, ligas e resinas, fio dental ou escovas de dentes; equipamentos de electro-medicina e imagiologia, como por exemplo: aparelhos de raios-x, equipamentos de electrocardiografia, monitores, lasers ou microscópios; sistemas de diagnóstico in-vitro, como, por exemplo, dispositivos para química clinica, microbiologia, imunologia ou testes de genética; equipamento oftalmológico, como, por exemplo, lentes de contacto, optómetros, lentes ópticas, óculos ou oftalmoscópios; instrumentos de cirurgia, como, por exemplo, bisturis, brocas cirúrgicas, forceps, tubos, drenos, suturas ou máscaras; produtos de biotecnologia e engenharia de tecidos, como, por exemplo, osso, cartilagens ou pele artificial; dispositivos descartáveis, como, por exemplo, ligaduras, batas ou seringas. Ainda de acordo com a Eucomed, há na Europa cerca de empresas a produzir dispositivos médicos, das quais mais de 80% são PME s, que na sua globalidade empregam mais de 386 mil 10

11 pessoas. Uma vez que é de 45 o número médio de empregados por empresa e que neste grupo existem grandes empresas, não será certamente difícil encontrar entidades muito pequenas, algumas mesmo com menos de 10 colaboradores. Seis países (Alemanha, Reino Unido, França, Suécia, Itália e Espanha) concentram mais de 70% do número de empresas europeias, as quais, por sua vez, têm uma capacidade de produção superior a 90% do consumo deste espaço económico. Pela sua exemplaridade neste domínio, dois casos merecem particular referência: a República da Irlanda e o Reino da Dinamarca. Em resultado de uma opção estrategicamente concertada envolvendo todos os sectores, actores e actividades relevantes, que compreendeu: - políticas e acções de atracção de investimento estrangeiro estruturante, - convergência do know-how académico com as necessidades da indústria, - aposta na formação de base e profissional, a Irlanda [7] é hoje globalmente reconhecida como um dos players mundiais de referência no dispositivo médico. Um pouco mais de uma centena de fábricas, nas quais se incluem subsidiárias de boa parte dos principais grupos mundiais do sector, empregam pessoas, o que corresponde a cerca de 10% dos activos da indústria transformadora da Irlanda. Como resultado, as exportações andam na casa dos 3,7 biliões de Euros (dados de 2003), o que representa 6,7% do mercado europeu e 2 % do mercado mundial dos dispositivos médicos. Outro caso merecedor de atenção neste domínio, é o da Dinamarca [8], que goza actualmente de uma excelente imagem institucional associada a dispositivos médicos topo de gama. Nesta economia de 5,4 milhões de habitantes, a indústria dos dispositivos médicos emprega cerca de pessoas, cuja produção vale 1,6 biliões de Euros. Como factor decisivo deste sucesso, é apontada a ligação do sector com o muito exigente serviço nacional de saúde, ligação essa que vai muito mais longe do que a mera relação cliente - fornecedor, materializando uma fonte de novas ideias para a indústria. Apesar de aparentemente reunir todas das condições necessárias ao sucesso, a economia portuguesa, com algumas excepções, não tem olhado a indústria dos dispositivos médicos como uma oportunidade, privilegiando outras apostas e outras opções. Com efeito, o mercado nacional, cuja dimensão não é obviamente desprezível (800 milhões de Euros, ou seja, 160 milhões de contos) é essencialmente abastecido através de importações. A realidade industrial portuguesa neste domínio [9], pode ser caracterizada por um grupo de empresas mono-dedicadas ao dispositivo médico, que fabricam e comercializam produtos próprios, designadamente linhas de sangue para hemodiálise, sistemas de soro, batas e outro material de protecção, gazes e compressas e kits para tratamentos. Nestas empresas incluem-se a Pronefro, na Maia, a Fapomed, em Felgueiras, a PMH em Penafiel e Samora Correia, a Bastos Viegas em Penafiel e a Medisp, em Penafiel. 11

12 As empresas deste grupo, maioritariamente concentrado na Região Norte, dispõem de boa tecnologia de transformação, operam no mercado nacional e em mercados externos, onde têm vindo a ganhar controlo dos seus circuitos de distribuição. Além deste grupo, o tecido industrial português do sector engloba um conjunto mais alargado de empresas, na sua maioria de pequena dimensão, as quais incluem na sua gama de fabricação dispositivos médicos, tão diversos, como cadeiras de rodas e canadianas, kits de primeiros socorros, calçado ortopédico, próteses e ortóteses. Um terceiro grupo, consideravelmente mais numeroso, é constituído por empresas de vários sectores (moldes, plásticos, metalomecânica, vidro) as quais, na modalidade de subcontratação, fornecem a indústria nacional, e sobretudo a indústria europeia e americana, com componentes e/ou conjuntos funcionais para dispositivos médicos. 2.3 Farmacêutica A indústria farmacêutica, um dos três pilares em que está estruturado este Atelier Temático, tem, em termos europeus, uma produção semelhante à do respectivo mercado, com valores da ordem dos 170 biliões de Euros (Quadro 5). Pela sua dimensão e especificidade, onde porventura o elevadíssimo time-to-market e a dependência da inovação merece nota particular, a indústria farmacêutica está fortemente globalizada e concentrada em poucos operadores. Portugal [1]não foge à regra e o seu mercado, da ordem dos 3,4 biliões de Euros, é operado pelas multinacionais do sector e pela indústria local, sendo a produção nacional estimada em 1,5 biliões de Euros, ou seja 44,2% do mercado. Dentro da indústria local, um operador merece referência no âmbito deste projecto, desde logo pela sua localização na Região Norte, mas, sobretudo, pela dimensão e postura no mercado: o Grupo Bial. Quadro 5 Indústria farmacêutica na Europa e em Portugal (2003) Desde meados da década de 90 as autoridades norte-americanas passaram a adoptar uma política mais liberal (materializada, nomeadamente, em preços mais altos) e a apoiar as empresas do sector que investiam em I&D (através de incentivos fiscais e a fundo perdido). Pelo contrário, na Europa, a política social que tem vindo a ser seguida nas últimas décadas (com consequências nas elevadas 12

13 comparticipações e preços mais baixos) provocou algum declínio da indústria farmacêutica e perda de competitividade relativamente aos Estados Unidos. Parece ser hoje claro e pacificamente aceite, por quem tem responsabilidades na matéria, que urge encontrar formas de tornar a UE mais competitiva o que passa, em larga medida, por aumentar o investimento em inovação. O mercado farmacêutico [1 e 10] é bastante pulverizado, detendo a empresa líder a nível mundial uma quota de apenas 8%. Em Portugal a empresa líder detém 7% do mercado e das 10 empresas no top do mercado nacional apenas uma, a Bial, é nacional (com uma quota de 3%), situação que contrasta com a maioria dos países da Europa, onde várias empresas nacionais integram o top 10 dos respectivos mercados. Ocorreu (e ocorre) nos diferentes países europeus algum proteccionismo e incentivo a empresas nacionais, através do apoio ao seu desenvolvimento, principalmente na área de I&D&I de novos produtos a introduzir no mercado mundial. Apesar do que se disse acima, duas características importantes diferenciam o sector farmacêutico Europeu: um elevado investimento em inovação (15 a 20% do valor das vendas, inquestionavelmente das % mais elevadas de todos os sectores), e o emprego de pessoal altamente qualificado (cerca de pessoas na UE trabalham em centros de I&D desta indústria). Estes duas características, consideradas prioritárias na actual política da UE e do Governo Português, fazem que o desenvolvimento deste sector se enquadre necessariamente nas áreas a incentivar no próximo Quadro Comunitário de Apoio. Em Portugal, o peso do I&D da indústria farmacêutica relativamente à globalidade do I&D da indústria transformadora, não é muito inferior ao de Espanha, sendo mesmo superior ao dos EUA, o que qualifica o sector como de forte investimento em inovação e lhe confere um grande potencial de desenvolvimento. Portugal Espanha EU EUA 11,2 11,4 16,1 8,2 (fonte:efpia) Quadro 6 % do investimento em I&D na indústria farmacêutica, em 1999, relativamente ao da totalidade da indústria O facto da produção portuguesa de medicamentos ser cerca de metade do valor do respectivo mercado, gera, inevitavelmente uma balança comercial muito deficitária. No entanto é um sector com uma posição ímpar no contexto da indústria transformadora nacional, que aposta na internacionalização, na qualidade, na qualificação do pessoal, na marca e produtos próprios e, no caso da empresa Bial, com sede na Região Norte, na investigação & desenvolvimento de novos medicamentos. Desde o início da década de 90 que as empresas multinacionais do sector têm vindo a descontinuar produções e unidades fabris no nosso País. Mas, por outro lado, as empresas de capital de raiz nacional têm vindo a reforçar a sua capacidade produtiva, efectuando investimentos relevantes, 13

14 com reflexos em aumentos de produção, de produtividade, de qualidade e de esforço de I&D. Entre os resultados deste processo de reestruturação, merecem nota de destaque: o aumento do investimento em equipamento produtivo (86% entre 2001 e 2003); a duplicação do investimento em I&D no mesmo período; e o aumento em 9% da mediana do VAB por trabalhador. A produção de medicamentos é, no contexto da indústria transformadora portuguesa, um dos sectores que apresenta maiores índices de produtividade, de inovação e mão-de-obra diferenciada, empregando equipas multidisciplinares de profissionais altamente qualificados e especializados (biólogos, médicos, farmacêuticos, engenheiros, químicos, informáticos, gestores, especialistas em marketing e investigadores). Esta aposta nos recursos humanos um terço dos efectivos têm formação superior está patente nos mais de 7,2 milhões de Euros investidos em 2003 em formação e qualificação do pessoal. Este sector produtivo tem ainda revelado uma notável dinâmica de crescimento, tendo o conjunto das principais empresas passado a sua quota de mercado nacional de 8% para 15% na última década. O mercado nacional é ainda o principal destino dos medicamentos destas empresas, correspondendo a 84% dos produtos vendidos, situação esta que se pode e deve inverter, se as empresas investirem no reforço da internacionalização e na cooperação estratégica para novas oportunidades de crescimento. Em termos internacionais, o sector farmacêutico nacional exporta para mais de 100 países, o que revela o reconhecimento internacional da qualidade da produção portuguesa. Em 2003, cerca de 50% das exportações tiveram como destino o Reino Unido, a Espanha e a Alemanha. No entanto e apesar da Indústria Farmacêutica ter sido considerada um sector estratégico pelas Resoluções dos Conselhos de Ministros 75/2001, de 28 de Junho e 133/2002, de 12 de Novembro, há ainda um longo caminho a percorrer, que passa pela aplicação de acções concretas que garantam a sustentabilidade do sector. 2.4 Conhecimento O Elemento Aglutinador A actividade económica nacional associada à saúde, pode ser sistematizada (ver Figura 2), num primeiro nível, que corresponde ao seu núcleo duro, da forma que segue: > fabricantes de dispositivo médico > laboratórios farmacêuticos a que se deverá juntar, nos cuidados e serviços de saúde: > centros de saúde, hospitais e clínicas > meios auxiliares de diagnóstico e terapêutica Alargando o âmbito, pela inclusão de novas e potenciais áreas de negócio / actuação, bem assim como do mercado da subcontratação, esta sistematização deverá contemplar ainda: - nos cuidados e serviços de saúde: 14

15 > cuidados continuados > termalismo e bem-estar > software > electrónica > actividade privada de formação em ciências da saúde - no dispositivo médico: > software > electrónica > plásticos e moldes > metalomecânica > cutelarias > mobiliário > têxtil > embalagem - e na farmacêutica: > embalagem Neste exercício de sistematização falta ainda um elemento essencial: o conhecimento. Na Região Norte, e relativamente às actividades económicas associadas à saúde, o conhecimento é certamente um dos pontos fortes e porventura uma das alavancas decisivas de qualquer aposta neste domínio. Enquanto protagonistas, elencam-se, além das Universidades e dos Institutos Polítécnicos, o IPATIMUP Instituto de Patologia e Imunologia da Universidade do Porto (www.ipatimup.pt), o IBMC Instituto de Biologia Molecular e Celular (www.ibmc.up.pt), o INEB Instituto de Engenharia Biomédica (www.ineb.up.pt), o CITEVE Centro Tecnológico da Indústria Textil e do Vestuário (www.citeve.pt) e o PIEP Polo de Inovação em Engenharia de Polímeros (www.dep.uminho.pt/piep). Figura 2 Actividade económica associada à saúde 15

16 Tomando como indicador a despesa pública em I&D [11] por domínios científicos (Fig.3), o perfil da Região Norte difere do país, nomeadamente no que se refere às ciências da engenharia e da tecnologia e, particularmente, às ciência da saúde, cujo peso é significativamente maior. ciências sociais e humanas ciências agrárias e veterinárias ciências da saúde ciências da engenharia e da tecnologia ciências naturais País Região Norte ciências exactas Figura 3 Despesa pública em I&D (1997). Perfil da Região Norte e do país por domínio científico Esta tendência é também confirmada pelos doutoramentos realizados ou reconhecidos por área de ciência e tecnologia, entre 1970 e 1998 (Fig. 4), onde a Região Norte, face à globalidade do país e ao Ministério da Educação, apresenta maior peso nas ciências da engenharia e da tecnologia e, sobretudo, nas ciências da saúde. ciências sociais e humanas ciências agrárias e veterinárias ciências da saúde ciências da engenharia País Ministério Educação Região Norte ciências naturais ciências exactas Figura 4 Doutoramentos realizados ou reconhecidos por área de ciência e tecnologia (entre 1970 e 1998) 16

17 3. Síntese SWOT A análise swot da realidade económica associada à saúde na Região Norte pode resumir-se da forma que segue: Pontos fortes localização na Região da sede da BIAL, empresa de referência na actividade farmacêutica conhecimento, competência e orientação estratégica das Instituições do Sistema Cientifico e Tecnológico Nacional (ISCTN) localizadas na região complementaridade + sinergias com outras malhas produtivas tradição e competências do tecido industrial (vocação exportadora) bom compromisso custo de mão-de-obra vs. qualificações experiências bem sucedidas/ concentração a norte boas infra estruturas regionais Pontos fracos relativamente baixo interesse (eventualmente por dificuldades de enquadramento) dos actores económicos e empresariais pelas actividades associadas à saúde indústria nacional tradicionalmente orientada para a subcontratação poucas (ou de relativamente reduzida expressão) experiências de gestão privada de unidades hospitalares de prestação de cuidados de saúde nos dispositivos médicos, Portugal é pouco (re)conhecido em mercados internacionais ausência de massa crítica inexistência de IDE do sector na região Riscos concorrência globalizada modelo de financiamento, funcionamento e de organização do SNS envolvente muito agressiva comercial e tecnologicamente concorrência na atractividade por parte de outras regiões mercado de elevada sensibilidade (fiabilidade é palavra de ordem!) time-to-market elevados 17

18 Oportunidades O quadro de oportunidades pode ser alinhado em quatro grupos: oportunidades de carácter global; oportunidades no domínio dos cuidados e serviços de saúde; oportunidades no campo dos dispositivos médicos; oportunidades associadas à actividade farmacêutica. Oportunidades de carácter global dimensão e crescimento do mercado rentabilização do esforço / investimento em inovação mobilização do tecido económico para a modernização alternativa absorvedora de mão-de-obra contribuição para a coesão regional Oportunidades nos domínios dos cuidados e serviços de saúde prestação de cuidados de saúde hospitalares de elevada qualidade, assentes nas mais modernas tecnologias e nas mais eficientes técnicas e metodologias de área dos cuidados continuados (fronteira com o social / 3ª idade) área do termalismo e bem-estar Oportunidades no campo do dispositivo médico dispositivos médicos avançados (electrónica + s/w + polímeros +...) migração para o Dispositivo Médico das indústrias ditas tradicionais embalagem nas indústrias do Dispositivo Médico e Farmacêutica Oportunidades associadas à actividade farmacêutica transformar o Norte como uma região de referência no mapa da indústria farmacêutica mundial indústria farmacêutica motor do desenvolvimento da região 18

19 4. Nichos de Oportunidade A análise da realidade da Região Norte, no que respeita às actividades económicas associadas à saúde, dispositivos médicos e farmacêutica e sobretudo do seu potencial, permite individualizar uma indústria farmacêutica (corporizada essencialmente no Grupo Bial), com implantação no mercado global e com um fortíssimo potencial de crescimento, resultado em larga medida de uma aposta estratégica de muitos anos na inovação. Permite ainda identificar 6 nichos de oportunidade: N1 área dos cuidados de saúde hospitalar N2 área dos cuidados continuados (fronteira com o social / 3ª idade) N3 área do termalismo e bem-estar N4 dispositivos médicos avançados N5 migração para o dispositivo médico de indústrias ditas tradicionais N6 embalagem para as indústrias do dispositivo médico e farmacêutica Figura 4 Nichos de oportunidade A prestação de cuidados de saúde hospitalares de elevada qualidade, assentes nas mais modernas tecnologias e nas mais eficientes técnicas e metodologias de gestão, constitui o nicho de oportunidade N1. Mais que um nicho de oportunidade, a criação de um hospital privado de referência (em termos de dimensão, qualidade do serviço, especialidades oferecidas e excelência na gestão), constituiria um elemento decisivo na afirmação do Norte como a Região da Saúde. A área dos cuidados continuados de saúde (fronteira com o social / 3ª idade) constitui o nicho de oportunidade N2. Esta actividade afigura-se como um interessante complemento de maximização e racionalização dos recursos afectos aos cuidados de saúde hospitalares, podendo, pela sua natureza e especificidade, ser deslocada dos grandes centros e, deste modo, contribuir para a promoção de centros urbanos de menor dimensão. 19

20 Ainda que movimentando valores que podem ser comparativamente considerados modestos, o nicho N3 - área do termalismo e bem estar, encerra um elevado potencial de crescimento, quer ao nível das actividades económicas directamente geradas, quer quanto aos efeitos indutores em actividades adjacentes quer, ainda, e num registo que se considera de elevada importância estratégica, na dinamização das economias das localidades de influência. O nicho N4 - dispositivos médicos avançados, tem subjacente uma aposta no dispositivo descartável de nova geração, potenciando as competências disponíveis na região, ao nível da concepção, da engenharia e da produção, no plástico, na electrónica, no software e na biotecnologia e, sobretudo, na combinação de mais do que uma, ou mesmo, de todas estas áreas. Tratar-se-iam, por exemplo, de dispositivos inteligentes, porque visíveis por um qualquer sistema informático, com óbvias vantagens em termos de possibilidades de gestão, rastreabilidade, segurança, controlo de custos, etc. Este nicho corporiza uma opção com forte conteúdo de inovação, elegendo como alvo o mercado global, nos segmentos de maior valor acrescentado. O nicho N5 - migração para o dispositivo médico de indústrias ditas tradicionais, tem características de largo espectro, assentes numa aposta em tecnologias estabilizadas, ainda que alavancadas por uma cultura de inovação, englobando produtos de muito grande consumo, com um compromisso custo de mão-de-obra vs. qualificações, ajustado ao perfil do capital humano disponível na região. Numa primeira fase, necessariamente empurrado e rentabilizado pelo mercado consumidor interno, a consolidação deste nicho seria seguida pela capacidade de penetração e afirmação nos mercados externos. No âmbito, situa-se uma oportunidade ímpar para boa parte das actividades ditas tradicionais, quer através de apostas em produtos próprios, quer através de lógicas de subcontratação. O nicho N6 - embalagem para as indústrias do dispositivo médico e farmacêutica, resulta, em boa medida, dos dois anteriores, na medida em que estes possam gerar condições à (re)orientação / especialização de parte da oferta actual no domínio da embalagem (plástico, cartão, papel, vidro e metal) para o dispositivo médico e também para a indústria farmacêutica. Entende-se ainda que no âmbito deste nicho haverá espaço para novos operadores, designadamente em especialidades e/ou tecnologias novas. Embora naturalmente com incidência e intensidade diversas, tendo em conta a funcionalidade requerida, os níveis de especificação e de exigência em presença e também, as características dos mercados, a incorporação de conhecimento é um elemento comum a todos os nichos de oportunidade referidos, compreendendo, nomeadamente: as micro- e nano-tecnologias, a biotecnologia, a engenharia de tecidos humanos, os materiais inteligentes, os materiais avançados ou a engenharia de superfícies. 20

21 5. Ideias Força A aposta da Região Norte nas actividades económicas associadas à saúde, compreendendo os cuidados de saúde, os dispositivos médicos e a farmacêutica, e a consequente adopção do cluster da saúde como vector estratégico para o desenvolvimento regional, pode ser suportada em 4 ideias força: As actividades económicas associadas à saúde, diferenciam-se: - pela sua apreciável dimensão e taxas de crescimento; - pela forte incorporação / dependência do conhecimento; - pelos elevados níveis de valor acrescentado; - pelo carácter globalizado e exportador. São também atraentes e acessíveis a Portugal e muito em particular à Região Norte, tendo em conta: - o conhecimento e capacidade de I&DT disponíveis (ciências médicas, biotecnologia, polímeros, electrónica, processos de manufactura / transformação, - a existência de um grupo farmacêutico de base regional com posicionamento e notoriedade globalizados; - a tradição e competência industrial existente; - a possibilidade de níveis diferenciados de acesso (particularmente no caso dos dispositivos médicos) - a mão-de-obra disponível (em quantidade e em qualificação) As actividades económicas associadas à saúde configuram, assim, uma oportunidade, que detém uma elevada complementaridade com outras malhas produtivas, designadamente a nível: - do compromisso custo de mão-de-obra vs. qualificações ; - das diferentes tecnologias envolvidas (plástico + electrónica +...); - da organização e logística de fabrico (de primeira geração); - das preocupações ambientais (eco-sustentabilidade); - dos meios de desenvolvimento de produtos; - das indústrias subsidiárias de componentes; - das competências em I&DT. As indústrias da saúde, e muito em particular, do dispositivo médico são certamente uma possível alternativa, à medida, para a região, tendo nomeadamente em conta a necessidade de evitar rupturas no tecido social - pela capacidade para absorver boa parte da mão-de-obra excedentária (resultante de ajustes estruturais em curso, ou a ocorrerem no curto prazo, na Região Norte) 21

22 6. Condições para o Sucesso Alinham-se, sem preocupações de hierarquização, um conjunto de condições consideradas necessárias ao sucesso de uma aposta regional no domínio das actividades económicas associadas à saúde: coordenação do esforço promocional interno e externo; definição clara de um quadro de oportunidades; atracção de um ou dois players internacionais de referência para a região; orientação concertada do esforço de I&DT; envolvimento activo do consumidor público, desejavelmente um hospital de referência. Obviamente, o sucesso desta aposta será extraordinariamente potenciado se algumas das apostas regionais forem, por uma vez, também apostas nacionais. 22

23 7. Acções Para terminar, será interessante apresentar, porventura de forma precoce, particularmente quanto ao timing, alguns pressupostos do sucesso de projectos mobilizadores e indutores no domínio das actividades económicas associadas à saúde. Projectos desta natureza, que no domínio do dispositivo médico não poderão ser mais de 2 ou 3 numa fase inicial, terão necessariamente de envolver empresas, instituições do sistema científico e tecnológico nacional e entidades da área da saúde (hospitais, clínicas, centros de saúde,...), nos nichos de oportunidade já identificados. Deverão também, obviamente, partir de necessidades claramente identificadas do mercado. A figura 5 esquematiza a interacção entre todos os vectores que terão de estar na base de uma acção mobilizadora desta natureza: Figura 5.Interacções entre os actores essenciais a uma acção mobilizadora na área da Saúde, Dispositivos Médicos e Farmacêutica 23

24 8. Referências 1 Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica: 2 European Medical Technologya Industry Association (associação europeia da industria do dispositivo médico): 3 WHO - World Health Organization (organização mundial de saúde): 4 DGS - Direcção-Geral de Saúde: 5 Associação das Termas de Portugal: 6 Instituto Geológico e Mineiro: 7 Irish Medical Device Association (associação Irlandesa da indústria do dispositivo médico): 8 Trade Organization for the Medical Device Industry in Denmark (associação Dinamarquesa da indústria do dispositivo médico): 9 INFARMED - Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento: 10 European Federation of Pharmaceutical Industries and Associations (Federação europeia da iindústria farmacêutica e suas associações): 11 Observatório de Ciência e Ensino Superior: 24

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