FACULDADE LOURENÇO FILHO ANÁLISE COMPARATIVA DE BANCO DE DADOS GRATUITOS

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1 FACULDADE LOURENÇO FILHO Flávio Martins Colares ANÁLISE COMPARATIVA DE BANCO DE DADOS GRATUITOS FORTALEZA 2007

2 FLÁVIO MARTINS COLARES ANÁLISE COMPARATIVA DE BANCO DE DADOS GRATUITOS Monografia apresentada à coordenação do curso de Ciências da Computação da Faculdade Lourenço Filho, como requisito para obtenção do grau de Bacharel em Ciência da Computação. Orientadora: Valneide Cabral, M.Sc. FORTALEZA 2007

3 MONOGRAFIA APRESENTADA À COORDENAÇÃO DO CURSO DE CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO DA FACULDADE LOURENÇO FILHO INTITULADA, ANÁLISE COMPARATIVA DE BANCO DE DADOS GRATUITOS, COMO REQUISITO PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE BACHAREL EM CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO. POR: FLÁVIO MARTINS COLARES APROVADA EM:10/08/2007 BANCA EXAMINADORA CONSTITUÍDA DOS SEGUINTES PROFESSORES: Prof a. M.Sc. Valneide Cabral Faculdade Lourenço Filho Prof a. Msc Fabiana Gomes Marinho Faculdade Lourenço Filho Prof. Msc. William de Araújo Sales Faculdade Lourenço Filho

4 Agradecimentos Agradeço a professora e orientadora M.Sc. Valneide Cabral, pela dedicação, apoio e encorajamento contínuo para o desenvolvimento deste trabalho, aos demais Professores, pela cobrança e incentivo nas disciplinas por eles ministradas, e todos os funcionários que fazem esta Instituição de ensino, pelo seu trabalho que em muito contribuiu e auxiliou em nossa trajetória, e à direção da Faculdade Lourenço Filho, pelo apoio institucional e pelas facilidades oferecidas.

5 DEDICATÓRIA Dedico à minha mulher, Tarcyana, aos meus filhos, Victor e Déborah, pelo apoio, incentivo, contribuição e compreensão durante todo o curso. Aos meus amigos, colegas de trabalho e faculdade, pela ajuda, incentivo dispensados a mim em toda a elaboração deste trabalho.

6 RESUMO Software Livre (Free Software) é o software disponível com a permissão para qualquer um usá-lo, copiá-lo, e distribuí-lo, seja na sua forma original ou com modificações, seja gratuitamente ou com custo. Em especial, a possibilidade de modificações implica em que o código fonte esteja disponível. Se um programa é livre, potencialmente ele pode ser incluído em um sistema operacional também livre. E importante não confundir software livre com software grátis porque a liberdade associada ao software livre de copiar, modificar e redistribuir, independe de gratuidade. Existem programas que podem ser obtidos gratuitamente mas que não podem ser modificados, nem redistribuídos. A finalidade deste estudo é conhecer um pouco deste mundo livre, buscando conhecer os três maiores expoentes hoje existentes no mercado mundial de SGBD's. Será avaliada a viabilidade da adoção de Banco de Dados Gratuitos, pelas organizações que pretendam adotar a prática da informatização das informações, com integridade dos dados e com redução de custos e serão analisados três principais bancos de dados livres que podem concorrer de fato com as grandes empresas como a IBM, Microsoft e Oracle: Firebird 2.0, MySQL e PostgreSQL Este trabalho tem como objetivo geral investigar se a adoção de banco de dados gratuitos é segura e viável, e como objetivos específicos: analisar conceitos e características de bancos de dados; e apresentar o que sejam bancos de dados gratuitos com suas vantagens e limitações. Quanto ao método de abordagem do presente trabalho, foi feito uso do método indutivo, acompanhado da técnica de pesquisa bibliográfica. Com as consultas a fontes bibliográficas diversas, será possível o exame e estudo do tema sob os mais diversos enfoques e entendimentos, o que propiciará um aprofundamento na matéria e, conseqüentemente, um embasamento teórico para a realização do trabalho e a obtenção dos fins por ele visados. Como resultados finais verificou-se que o MySQL e o PostgreSQL, são os bancos mais utilizados e como se pode ver, possuem muitas facilidades para o dia-a-dia. Além disso, por serem os mais populares, desfrutam de uma grande gama de ferramentas desenvolvidas por terceiros e suporte especializado. Atualmente, ao que tudo indica ambos estão convergindo em termos de recursos. Enquanto o MySQL busca aumentar o seu conjunto de funcionalidades, o que era uma grande necessidade, o PostgreSQL busca aumentar sua performance: a nova versão tem como um dos destaques o aumento de 20% em performance segundo seus desenvolvedores. Palavras-chave: Banco de dados, Firebird, MySQL PostgreSQL, Benchmark, SGBD's.

7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 8 1 BANCOS DE DADOS 1.1 CONCEITO E CARACTERÍSTICAS DE BANCO DE DADOS 1.2 O MODELO RELACIONAL Conceitos Restrições do modelo relacional 1.3 PADRÃO SQL FATORES DETERMINANTES NA ESCOLHA DE UM BANCO DE DADOS 2.1 O SISTEMA DE BANCOS DE DADOS VERSUS SOFTWARE LIVRE 2.2 TIPOS DE LICENÇA DE SOFTWARE BANCOS DE DADOS GRATUITOS 3.1 MYSQL 3.2 POSTGRESQL 3.3 FIREBIRD NOVA VISÃO DAS EMPRESAS QUE COMERCIALIZAM BANCO DE DADOS 4.1 CARACTERÍSTICAS DO ORACLE EXPRESS 4.2 CARACTERÍSTICAS DA DB2 EXPRESS-C 4.3 CARACTERÍSTICAS DO SQL SERVER 2005 EXPRESS EDITION 4.4 TENDÊNCIAS

8 5 COMPARATIVOS E TESTES DE PERFORMANCE (Benchmark) 5.1 COMPARANDO FIREBIRD, MYSQL, POSTGRESQL Análise de Desempenho (Benchmark) COMPARATIVO DE PERFORMANCE ENTRE BANCO DE PROPRIETÁRIOS E GRATUITOS ANÁLISE DE CUSTOS NA AQUISIÇÃO DE LICENÇAS DE BANCOS PROPRIETÁRIOS 69 6 CONCLUSÃO 71 BIBLIOGRAFIA 73

9 INTRODUÇÃO Inicialmente se faz necessário estabelecer a diferença entre Banco de Dados (BD) e Sistema Gerenciador de Banco de Dados (SGBD). BD é uma coleção de dados que mantém relações entre si e está armazenada em um dispositivo que permite armazenar, modificar e recuperar dados. Este dispositivo é o SGBD. Uma camada entre os dados e as aplicações responsável pela execução de tarefas de manipulação, gerenciamento, concorrência e recuperação de falhas. No decorrer do processo de escolha do SGBD deve-se levar em consideração aspectos como: características do sistema, habilidades, licença e suporte. Hoje, com um mercado cada vez mais competitivo, as empresas buscam diuturnamente informatizar seus processos. A grande massa de informações provenientes destes processos de integração de sistemas, do comércio pela internet e business intelligence é de grande valor para a tomada de decisões destas organizações e estes dados são armazenados utilizando-se Banco de Dados. Os Bancos de Dados são repositórios que não possuem a função específica de armazenagem; podem recuperar, efetuar backup em tempo real e

10 9 manter a segurança dos dados muitas vezes críticos para os negócios das empresas (CANTU, 2005). Quando o assunto banco de dados vem à tona em rodas de profissionais de informática, os nomes mais lembrados são na sua grande maioria, aqueles ditos comerciais ou proprietários: Oracle, SQL Server e DB2. No entanto o mundo do armazenamento de informações não se limita a estes sistemas. Além deles, existem os chamados bancos de dados livres, ou seja, bancos de dados cujo licenciamento e uso não obriga a aquisição por meio do pagamento de licenças, sejam por servidor, por usuários ou por processador. Estas bases de dados há muito mostraram que são capazes de enfrentar seus concorrentes proprietários e de altos custos de igual para igual em vários segmentos e ambientes, tornando-se uma alternativa viável para diversas corporações ao redor do mundo. Além disso, a cada dia estes sistemas estão mais maduros, trazendo para o profissional ou empresa, mais segurança, confiabilidade, estabilidade e principalmente, redução no custo de licenciamento. Assim como o Software Livre, onde dentre eles destaca-se o Linux, hoje os Bancos de Dados Gratuitos também já se tornaram uma realidade. Mesmo sabendo-se que Bancos de Dados Comercias (pagos) estão bastante consolidados, incluindo aí as grandes empresas como IBM, Microsoft e Oracle, os bancos gratuitos, alguns deles Open Source (código aberto), começam a mostrar sua força. Dentre outras vantagens, o uso destes bancos de dados não obriga a aquisição por meio de pagamento de licenças, sejam por servidor, por usuário ou por processador. Repetindo o que já aconteceu com o Linux, o banco

11 10 de dados relacional está se tornando uma commodity 1, quer pela oferta de bons produtos ou até mesmo pela concorrência dos softwares livres. Para os padrões tecnológicos atuais, garantir a segurança, a integridade e a autenticidade de informações, quer sejam acessadas localmente ou na troca de informações pela Internet, é o mínimo que se pode esperar. Uma alternativa para informatização e com baixo custo é a adoção de Banco de Dados gratuitos, uma prática ainda pouco utilizada pelas empresas, mais que atende plenamente as necessidades da grande maioria, dependendo é claro do porte da aplicação e das características da aplicação. Neste contexto, pretende-se responder ao seguinte questionamento: adoção de banco de dados gratuitos é viável? Dessa forma, a finalidade deste estudo é conhecer um pouco deste mundo livre, buscando conhecer os três maiores expoentes hoje existentes no mercado mundial de SGBD's. Será avaliada a viabilidade da adoção de Banco de Dados Gratuitos pelas organizações que pretendam adotar a prática da informatização das informações, com integridade dos dados e com redução de custos e serão analisados três principais bancos de dados livres que podem concorrer de fato com os gigantes do mercado: Firebird 2.0, MySQL e PostgreSQL Este trabalho tem como objetivo geral investigar se a adoção de banco de dados gratuitos é segura e viável, e como objetivos específicos: analisar conceitos e características de bancos de dados; e apresentar o que sejam bancos de dados gratuitos com suas vantagens e limitações. 1 O termo commodity é utilizado nas transações comerciais de produtos de origem primária nas bolsas de mercadorias. É uma referência aos produtos em estado bruto ou com pequeno grau de industrialização, de qualidade quase uniforme, produzidos em grandes quantidades e por diferentes produtores. Estes produtos in natura, cultivados ou de extração mineral, podem ser estocados por determinado período sem perda significativa de qualidade. Exemplos: borracha, ouro, aço, prata, cobre, soja e trigo. Também pode ser utilizado para referir-se a produtos sem diferenciação.

12 11 Quanto ao método de abordagem do presente trabalho, foi feito uso do método indutivo, acompanhado da técnica de pesquisa bibliográfica. Com as consultas a fontes bibliográficas diversas, será possível o exame e estudo do tema sob os mais diversos enfoques e entendimentos, o que propiciará um aprofundamento na matéria e, conseqüentemente, um embasamento teórico para a realização do trabalho e a obtenção dos fins por ele visados. O trabalho apresenta-se dividido em quatro capítulos: primeiro capítulo aborda conceitos e características de banco de dados, o sistema de bancos de dados, o padrão SQL, fatores determinantes na escolha de um banco de dados, e tipos de licença de softwares. O segundo capítulo discorre a respeito de bancos de dados gratuitos. O terceiro capítulo, por sua vez, analisa uma nova visão das empresas que comercializam bancos de dados. No quarto capítulo é apresentado um comparativo de custo de licenciamento dos bancos de dados analisados bem como testes de performance (Benchmark) entre eles.

13 1 BANCOS DE DADOS 1.1 CONCEITO E CARACTERÍSTICAS DE BANCO DE DADOS Um sistema de banco de dados é uma forma de armazenar dados e gerir informações para a posterior recuperação ou atualização dessas informações por um usuário. Deve evitar perdas de dados por falhas no sistema, acessos não autorizados e anomalias de dados (TANENBAUM, 2000). Um sistema de banco de dados tem como principais componentes, além dos dados, o hardware, o software e os usuários. Os dados devem ser integrados, ou seja, deve permitir que diversos usuários possam acessar os mesmos dados. O hardware é composto pelos sistemas de armazenamento secundários, como os discos magnéticos e pelas unidades de execução, como os processadores e memória principal. Os softwares, conhecidos como Sistemas de Gerenciamento de Banco de Dados (SGBDs), são os responsáveis por atender às solicitações dos usuários, prover segurança e gerenciamento das atividades. E por fim, os usuários

14 13 que são os principais interessados no banco (AGHAZARM; MIRANDA JUNIOR, 1993). Existem três classes de usuários: os programadores, que são os responsáveis pelo desenvolvimento das aplicações; os administradores de banco, que são responsáveis pelo gerenciamento das informações e das aplicações, procurando atender às necessidades dos usuários e os usuários finais. Os usuários finais são as pessoas que terão acesso às informações do banco através de terminais e estações de trabalho. Estes últimos estão alheios à implementação, limitando-se apenas a consultar ou modificar o banco de dados de acordo com as suas permissões. O crescente interesse das empresas e do mercado mundial nas informações tem determinado o surgimento de muitos estudos nesta área e com isso o desenvolvimento de conceitos, técnicas e dos sistemas de banco de dados. Os bancos de dados e os sistemas de banco de dados se tornaram componentes essenciais no cotidiano da sociedade moderna. Um banco de dados pode ser definido como um conjunto de dados relacionados armazenados juntos, sem redundâncias nocivas ou desnecessárias, que modela um sistema do mundo real e pode servir para diferentes aplicações (CANTU, 2005) Um banco de dados é criado e mantido por sistema gerenciador de banco de dados. Um Sistema Gerenciador de Banco de Dados (SGDB) é uma coleção de programas que permite aos usuários criar e manter um banco de dados. O SGDB é, portanto, um sistema de software de propósito geral que facilita os processos de definição, construção, manipulação e compartilhamento de banco de dados ente vários usuários e aplicações (NAVATHE,2002). A definição de um banco de dados

15 14 implica especificar os tipos de dados, as estruturas e as restrições para os dados a serem armazenados em um banco de dados. Na abordagem utilizando um banco de dados, um único repositório de dados é definido uma única vez, mantido e então acessado por vários usuários. As principais características de abordagem de um banco de são: Natureza auto-descritiva do sistema de banco de dados; Isolamento entre os programas e os dados, e a abstração; Independência de dados; Suporte para as múltiplas visões dos dados; e Compartilhamento de dados e processamento de transações de multiusuários. A independência de dados pode ser definida como a capacidade de mudar o esquema em um nível do sistema de banco de dados sem que ocorram alterações do esquema (descrição do banco de dados) no próximo nível mais alto. Na figura 1 temos a definição de uma arquitetura para os sistemas de banco de dados, chamada arquitetura de três-esquemas (também conhecida como arquitetura ANSI/SPARC, segundo o comitê que a propôs (Tsichritzis e Klug 1978), proposto para auxiliar a realização e visualização das três características importantes de abordagem com uso de banco de dados: 1) Separação de programas e dados (independência de dados e operação de programas); 2) Suporte a múltiplas visões (views) de usuários e 3) Uso de catálogo para armazenar a descrição de banco de dados (esquema).

16 15 FIGURA 1 - A arquitetura três-esquemas Fonte: Tsichritzis e Klug (1978, p. 32) O objetivo da arquitetura de três-esquemas (Figura 1) é separar o usuário de aplicação do banco de dados físico. Nessa arquitetura, os esquemas podem ser definidos por três níveis: Esquema interno Descreve a estrutura física de armazenamento do BD, a organização de arquivos e os métodos de acesso; Esquema conceitual Descreve a estrutura do BD completo sob o ponto de vista do usuário. Descrições de entidades, atributos, relacionamentos,operações e restrições; Esquema externo também chamado de visões de usuário. Nível Interno: O nível interno tem um esquema interno que descreve a estrutura de armazenamento físico do banco de dados. Esse esquema utiliza um modelo de dado físico e descreve os detalhes completos de armazenamento de dados e caminhos de acesso ao banco de dados.

17 16 Nível Conceitual: Possui um esquema conceitual que descreve a estrutura de todo o banco de dados para a comunidade de usuários. O esquema conceitual oculta os detalhes das estruturas de armazenamento físico e se concentra na descrição de entidades, tipos de dados, conexões, operações de usuários e restrições. Geralmente, um modelo de dados representacional 2 é usado para descrever o esquema conceitual quando o sistema de banco de dados for implementado. Nível Externo: O nível externo ou visão(view) abrange os esquemas externos ou visões de usuários. Cada esquema externo descreve a parte do banco de dados que um determinado grupo de usuários tem interesse e oculta o restante do banco de dados representacional, possivelmente baseado em um projeto de esquema externo em um modelo de dados de alto nível. Um sistema de banco de dados consiste basicamente na manutenção de registros por computador, ou seja, um sistema cujo principal objetivo é manter as informações e torná-las disponíveis quando estas são solicitadas (CANTU, 2005). Inicialmente se faz necessário esclarecer a utilização do banco de dados. Há bastante tempo os bancos de dados deixaram de ser simples repositórios de informações. Hoje, entre os principais produtos disponíveis do mercado, há uma grande quantidade de serviços agregados a estes. Estruturas de dados cada vez maiores e complexas estão sendo geridas e armazenadas pelos bancos de dados para atender necessidades específicas, em especial a grande demanda da internet. Usa-se banco de dados em função dos seguintes benefícios: é condensado, uma vez que suprime grande quantidade de documentos; é veloz, pois pode reconstruir e transformar as informações com maior rapidez do que o trabalho braçal de uma pessoa; associa as informações e impede repetição, uma vez que o sistema 2 Características derivadas da forma como a informação é apresentada.

18 17 de banco de dados adequa ao usuário o domínio unificado de suas informações operacionais. Torna-se diferenciado do que ocorre em organizações que não têm um sistema automatizado, em que cada aplicação é responsável por seus próprios arquivos de tal forma que as informações operacionais são muito espalhadas; permite compartilhamento, uma vez que as informações podem ser divididas por diferentes usuários em um só banco de dados; valida a entrada de dados com advertência de segurança; e possui modelos bem estabelecidos, o que viabiliza a troca de dados. Em uma organização na qual muitas pessoas usam os mesmos recursos, há a necessidade de um administrador-chefe para gerenciar esses recursos. No ambiente de banco de dados, o principal recurso é o próprio banco de dados e, a seguir, o SGBD e os softwares relacionados. Administrar esses recursos é responsabilidade do administrador de banco de dados database administrator (DBA). As principais responsabilidades do DBA incluem a decisão do conteúdo do banco de dados e da estrutura de armazenamento, a estratégia de acesso e recuperação, monitoramento do desempenho, além de ter que garantir a segurança e a integridade dos dados (RAMALHO, 2002). Uma característica fundamental dos bancos de dados é que eles provêm um nível de abstração dos dados, escondendo detalhes de armazenamento dos dados que não são necessários para a maioria dos usuários de banco de dados. O modelo de dados é a ferramenta principal utilizada para garantir esta abstração. Um modelo de dados é um conjunto de conceitos que se usa para descrever a estrutura do banco de dados e certas restrições que o banco deve garantir.

19 18 Existem três conjuntos de modelos de dados, o conceitual (expõe a composição dos dados de forma abstrata sem se incomodar com a prática), o físico (apresenta formas físicas de implantação) e o de implementação (um grupo com peculiaridades dos dois primeiros). Neste trabalho, três modelos de informação são abordados: o modelo entidade relacionamento (conceitual), o modelo orientado a objetos (implementação) e o modelo relacional (implementação) (RAMALHO, 2002). Em qualquer modelo de informações é necessário diferenciar a definição do banco de dados, do banco de dados propriamente dito. A descrição de um banco de dados é denominada de projeto de banco de dados. O modelo de dados é o critério básico empregado para se qualificar os SGBDs. O mais habitual é o relacional, mas alguns SGBDs modernos são fundamentados em modelos guiados por objetos. 1.2 O MODELO RELACIONAL Conceitos No modelo relacional a representação dos dados é feita através de tabelas, cada uma delas com sua própria denominação. Estas tabelas se relacionam através de um elemento comum, chamada de chave primária, que atenda às restrições impostas pelo próprio modelo, garantindo a integridade dos dados. A tabela é considerada uma relação, as linhas da tabela serão chamadas de tuplas e as colunas de atributos. O número total de atributos da tabela será chamado de grau, enquanto que o número de tuplas será a cardinalidade. O conjunto de valores válidos para um determinado atributo é chamado de domínio (TANENBAUM, 2000).

20 19 Os blocos básicos do modelo relacional são o domínio, ou tipo de dado. Uma tupla é um conjunto de atributos que são ordenados em pares de domínio e valor. Uma relvar (variável relacional) é um conjunto de pares ordenados de domínio e nome que serve como um cabeçalho para uma relação. Uma relação é um conjunto desordenado de tuplas. Apesar destes conceitos matemáticos, eles correspondem basicamente aos conceitos tradicionais dos bancos de dados. Uma relação é similar ao conceito de tabela e uma tupla é similar ao conceito de linha (Figura 2). FIGURA 2 - Representação de uma Tupla em uma tabela de dados O princípio básico do modelo relacional é o princípio da informação: toda informação é representada por valores em relações. Assim, as relvars não são relacionadas umas às outras no momento do projeto. Entretanto, os projetistas utilizam o mesmo domínio em vários relvars, e se um atributo é dependente de outro, esta dependência é garantida através da integridade referencial (DANTAS, 2002). Os sistemas de gerenciamento de banco de dados evoluíram dos modelos hierárquicos para os modelos de rede e relacionais. O modelo de dados mais aceito é o relacional. O Oracle o estende para um modelo objeto-relacional, o qual possibilita o armazenamento de modelos complexos de negócios em um banco de dados relacional.

21 Restrições do modelo relacional - Regras de Integridade O termo integridade de dados refere-se ao formato como os dados são armazenados, ou seja, duas entradas inconsistentes podem gerar arquivos com falha na integridade. Cabe ao administrador do banco de dados implementar restrições de integridade que devem ser verificadas sempre que houver uma alteração no banco de dados ou tentar impedir a inserção de dados inconsistentes. Como exemplo pode-se citar o caso em que um indivíduo coloca caracteres de texto em um campo numérico (TANENBAUM, 2000). As restrições de integridade consistem em tentar impedir que o usuário entre com dados com formatos diferentes do que o campo exige e garante que as mudanças feitas no banco de dados por alguns usuários não violem as regras, que devem ser informadas ao SGBD. - Visões Consiste em uma forma que o SGBD utiliza para gerar uma tabela virtual com resultados oriundos de outras tabelas fisicamente existentes no banco de dados. Isto significa que se pode restringir o acesso a um determinado usuário para que ele não possa enxergar dados que não façam parte do seu trabalho. As visões são muito úteis como uma forma de segurança, não deixando usuários acessarem informações sem permissão; permite que usuários com diferentes permissões vejam uma mesma informação de forma diferente e, também, são úteis para simplificar consultas em um banco de dados (TANENBAUM, 2000).

22 21 De acordo com Dantas (2002), o modelo relacional apresenta as seguintes restrições: - Restrições de Domínio. Especifica que o valor de cada atributo A deve ser um valor atômico do domínio dom(a). - Restrições de chave. Por definição, todos os elementos de um conjunto são distintos. Consequentemente, todas as tuplas em uma relação devem também ser distintas. Isto significa que não deve existir duas tuplas com a mesma combinação de valores para todos os atributos. Usualmente, existem outros subconjuntos de atributos com a mesma propriedade acima, que são chamados super-chave, que especifica a restrição de ser único. Toda a relação tem, no mínimo, uma super-chave que é a junção de todos os atributos. Uma super-chave pode ter, entretanto, atributos redundantes (ou seja não necessários para serem únicos). Um conceito mais útil é o de chave, que é uma super-chave com a propriedade de que se eliminarmos qualquer atributo leva a um conjunto de atributos que não mais é uma super-chave. A restrição de ser única é para todo o estado da relação no esquema, ou seja, deve ser atingida mesmo quando novas tuplas são inseridas na relação. Se uma relação tem mais de uma chave, estas são chamadas chaves candidatas. Uma das chaves candidatas é designada chave primária. - Restrição de nulo. Pode ser especificado se valor nulo pode ou não ser permitido. - Restrição de Integridade Referencial. A restrição de integridade referencial envolve duas relações distintas, ou dois atributos distintos de uma relação. Por exemplo, supondo um relacionamento entre duas entidades Estudantes e Cursos, onde estudantes estão ligados a um curso, podemos supor que haja na relação dos estudantes um atributo contendo o código do seu curso. A

23 22 restrição de integridade referencial define que este atributo código do curso deve corresponder ao valor da chave primária que identifica o curso realizado pelo estudante, ou caso não esteja ligado a um curso, este valor seja nulo. Não é possível este atributo conter algum valor diferente dos que estão na chave primária da relação dos cursos 1.3 PADRÃO SQL Com o aumento na utilização de banco de dados nas mais diversas aplicações, um padrão para manipulação das informações de um banco de dados foi necessário. Desta forma o primeiro padrão de linguagem a surgir foi a SQL (Structured Query Language) em 1986 (CANTU, 2005). Definido pela ANSI (American National Standards Institute) este primeiro padrão ficou conhecido como SQL-86. Após algumas melhorias realizadas, um novo padrão foi adotado sendo chamado então de SQL-89. Já em 1992 o modelo foi definido. Este novo modelo ficou conhecido como SQL-92. Estas mudanças foram finalizadas em 1999 (SQL-99) com alterações significativas e uma delas relacionada com a definição de padrões para banco de dados Objeto-Relacionais. Independente do software ser livre ou proprietário, este mesmo padrão deve ser mantido. Isto quer dizer que um usuário que trabalha, por exemplo, no MySQL não terá grandes dificuldades ao se deparar com um Oracle. O que os difere é a forma de lidar com as informações, a maneira em que as informações serão tratadas, gerenciamento, garantia de integridade diferentes, etc, ou seja, uns mais complexos e outros mais simples (CANTU, 2005).

24 23 De acordo com Garcia-Molina et al (2001), SQL é o acrônimo 3 de Structured Query Language, uma linguagem que apareceu para acessar bancos de dados de forma simples, baseado nos conceitos do modelo Relacional propostos pelo Dr. Codd em Esta linguagem vem tendo grande aceitação na comunidade, e essa aceitação cresce cada vez mais graças ao bem sucedido esforço de padronização e à evolução dos produtos de banco de dados e ambientes de desenvolvimento na busca de soluções para Sistemas Abertos e arquiteturas Cliente servidor. A adoção do padrão SQL por um banco de dados é um indicativo de que o usuário poderá, com facilidade, implementar soluções personalizadas em diversos bancos de dados. O SQL seria apenas este indicador. 3 Um acrônimo ou sigla é um agrupamento das letras iniciais de várias palavras. Os acrônimos são especialmente úteis nas telecomunicações, uma vez que permitem condensar várias palavras em poucas letras, poupando largura de banda e, em alguns casos dinheiro.

25 2 FATORES DETERMINANTES NA ESCOLHA DE UM BANCO DE DADOS Segundo Cantu (2005) constituem-se fatores determinantes para a escolha de um adequado banco de dados as seguintes variáveis: Controle de redundância: o banco de dados deve ser capaz de garantir que os dados não tenham duplicidade. Desta forma, não seria possível incluir dois registros com o mesmo código (integridade de entidade). Também não seria possível excluir um registro que tivesse relacionamento com outras tabelas (integridade referencial). Esta integridade é a base do modelo relacional, portanto é necessário que o banco de dados tenha a capacidade de gerenciar o controle de redundância. Compartilhamento de dados: a informação deve estar disponível para qualquer número de usuários de maneira rápida, concomitante e segura. É impensável, nos dias atuais, imaginar um banco de dados exclusivo para um usuário. A informação, cada vez mais, deve ser compartilhada por diversas pessoas da empresa. Disponibilizar a

26 25 informação com rapidez e segurança é requisito fundamental para determinar a escolha do banco de dados. Controle de acesso: é essencial saber quem fez e o que cada usuário pode fazer dentro do banco de dados. Disponibilizar a informação não é o suficiente. Deve haver controle sobre o que é disponibilizado. Deve-se analisar as possibilidades de controle de acesso às tabelas e colunas do banco de dados e às operações que cada usuário pode realizar (inclusão, alteração, consulta ou exclusão). Cópias de Segurança (back-up): deve haver rotinas específicas para realizar cópias de segurança dos dados armazenados. Suporte às Transações: as transações são originadas em qualquer operação que seja feita nos dados armazenados. Realizar o controle sobre essas transações, garantindo a integridade das informações armazenadas mesmo quando há diversos usuários realizando operações ao mesmo tempo, é uma necessidade cada vez mais importante para os bancos de dados. Há diversos níveis para o controle de transações. O mínimo necessário para os dias atuais é o bloqueio por linha, ou seja, cada alteração bloqueará apenas uma linha no banco de dados. Com isso, há uma maior disponibilidade da informação armazenada visto que poucas linhas estarão efetivamente bloqueadas por transações pendentes. Suporte à programação: mesmo para quem utiliza arquitetura de desenvolvimento em três ou mais camadas, algumas operações continuam sendo mais rápidas se forem realizadas diretamente no banco de dados. Com isso, o banco de dados deve possuir uma linguagem de

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