Opinião Gabriel Andrade João Ribeiro

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1 Prémio Superbrands Angola 2013 Sexta-feira, 8 de Agosto de 2014 Número 280 Director Carlos Rosado de Carvalho Preço 500 Kz Prémio Maboque de melhor Órgão de Comunicação Social de Angola 2013 Embaixador de Israel O forte das nossas exportações para a Angola é a tecnologia P30 Opinião Gabriel Andrade João Ribeiro Carros BMW 220D Coupé: Bonito e dá gozo a conduzir P46 Evolução dos resultados líquidos do BESA BNA intervenciona BESA após maior prejuízo da história de Angola Nos primeiros seis meses de 2014, o maior banco nacional registou perdas de 47,3 mil milhões Kz e o banco central exigiu um aumento de capital. Silêncio dos accionistas obrigou à intervenção. P Kz EXCLUSIVO EXPANSÃO Confira as quotas de importação que o Governo tem na mesa O Executivo está a estudar quotas de importação que entrarão em vigor em Os produtos da cesta básica serão os mais visados, seguidos das bebidas. P2 DECISÃO DO BNA Taxas dos empréstimos dos bancos vão ficar mais baratas As empresas e particulares que pedirem empréstimos aos bancos vão ter juros mais reduzidos depois de o BNA ter baixado a taxa básica de juros. P16 SEGUROS Apenas 2 em cada 10 lojas têm seguro contra incêndios Entre 2005 e 2014 registaram-se em Luanda dez incêndios de grandes proporções em estabelecimentos comerciais. Apenas dois tinham seguro. P18 Gestão de tesouraria Apoio ao investimento Pagamentos ao exterior PUB PUB As melhores soluções para o seu negócio. A NOSSA ESTÁ SEMPRE DISPONÍVEL PUB Para mais informações dirija-se a qualquer Balcão BFA ou consulte

2 2 EXPANSÃO 8 de Agosto 2014 QUOTAS DE IMPORTAÇÃO A PARTIR DE 2015 Angola quer estabelecer quotas de importação de bens alimentares O critério de selecção dos bens vai basear-se, entre outros, nos produtos com produção nacional expressiva, designadamente cervejas e refrigerantes, e produtos que integram a cesta básica. Medida vai promover investimentos nacionais, permtindo maiores garantias de retorno aos empresários, dizem analistas. ESTÊVÃO MARTINS Com vista à protecção da produção nacional, o Executivo estuda imposição de quotas de importação, a partir de 2015, a bens alimentares e não alimentares, subdivididos em quatro categorias, num total de 30 produtos. Da primeira categoria fazem parte os produtos da cesta básica, nomeadamente açúcar, arroz, farinha de trigo, leite em pó, óleo alimentar, óleo de palma, feijão, farinha de milho e sabão em barra. Seguem-se as categorias referentes às cervejas, águas e refrigerantes. A terceira classe comporta produtos como massas, carne de aves e miudezas, carne bovina, carne suína, carne caprina, ovos, mariscos e crustáceos. O quarto grupo integra hortofrutícolas, designadamente alho, cebola, tomate, repolho, cenoura, pimento, banana, manga, citrinos, ananás e abacate. O critério de selecção dos bens baseou-se, entre outros, nos bens cuja produção nacional é expressiva, designadamente cervejas e refrigerantes, e de produtos para o abastecimento da população, que fazem parte da cesta básica. A medida visa sobretudo fomentar a produção nacional, travando a importação de alguns produtos, acompanhada de iniciativas públicas de investimentos ao nível dos sectores da agricultura, economia, indústria, e também no que toca ao controlo de preços. Quotas de importação vs. importações de 2013 Segundo a Proposta-Modelo de Quotas de Importação, apresentada pelo Ministério do Comércio (MINCO), a quota de importação será estabelecida ao nível das importações de 2013, assumindo diferentes pressupostos. O primeiro tem que ver com o facto de as importações de 2013 terem sido feitas em função da existência de uma indústria nacional que assegura o diferencial relativamente ao consumo nacional. Outro pressuposto indica que o acréscimo esperado do consumo para 2014, fruto do aumento do poder de compra e do crescimento populacional, deverá ser assegurado pelo incremento da capacidade da indústria nacional. A proposta refere igualmente que, para a mitigação das estimativas de quota, uma componente até 20% será atribuída ao Entreposto Aduaneiro de Angola, sendo gerida de uma forma integrada com a Reserva Estratégica A medida visa fomentar a produção nacional, travando a importação de alguns produtos, acompanhada de iniciativas públicas de investimentos Nacional, permitindo absorver variações e atribuindo as mesmas ou à produção nacional ou às importações. Métodos das quotas O método de administração da quota, refere o documento, deverá ser o de alocação histórica (sendo sempre reservada uma componente até 30% para o Entreposto Aduaneiro de Angola). Por outro lado, a identificação do período para aplicação de cada uma das tarifas terá como suporte uma análise detalhada à sazonalidade da produção e consumo. O MINCO é a entidade que coordena a Comissão Multissectorial para a definição de Quotas de Importação de bens alimentares e não alimentares, bem como os mecanismos da sua regulação. A comissão integra ainda os ministros das Finanças, Agricultura, Economia, Indústria, Planeamento e Desenvolvimento Territorial, Geologia e Minas, Transportes e o ministro da Construção. O organismo visa proteger a produção nacional através da estipulação de tarifas, em consonância com as práticas internacionais. Entre os seus objectivos consta o levantamento quantitativo de produtos nacionais com excedentes de produção, que numa primeira fase devem ser protegidos: frutas, hortícolas, tubérculos, raízes, sal, café, mariscos, crustáceos, águas minerais, cervejas e refrigerantes. A Comissão Multissectorial tem ainda como missão avaliar o tipo de barreiras não tarifárias que o País deve adoptar para a protecção da produção nacional, segundo as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC). De acordo com a secretária de Estado da Economia, Laura Monteiro, o programa visa igualmente avaliar os custos Os números em destaque 4 Categorias de produtos alvo de quotas de importação numa primera fase 30 Número de produtos sujeitos a barreiras à importação 60% Percentagem das quotas tarifárias no País referente a produtos da cesta básica 30% Percentagem que o Entreposto Aduaneiro terá na adminsitração da quota 24/10/2013 Decreto Presidencial que cria a Comissão Multissectorial para a Definição de Quotas de produção interna e mitigar os custos de transacção para que os produtos nacionais sejam concorrenciais e haja um acompanhamento dos preços a nível internacional. O trabalho vai contribuir para apoiar a produção nacional e a criação de emprego para a juventude, completou Laura Monteiro. Medida com olhos na produção Entretanto, o presidente do conselho de administração do Grupo Opaia, Agostinho Kapaia, referiu ao Expansão que a medida do Executivo em impor barreiras às

3 EXPANSÃO 8 de Agosto importações é um contributo a fim de se travar o crescente volume de importações no País. Do seu ponto de vista, trata-se de uma medida aplicada com olhos postos na produção nacional e no desenvolvimento económico sustentável do País. O Governo tem feito um esforço no sentido de defender os interesses dos empresários angolanos, apostando na continuidade da reconstrução nacional e na diversificação da economia, disse o empresário, que é também o presidente do conselho directivo da Comunidade de Empresas Exportadoras e Internacionalizadas de Angola (CEEIA). A quota será estabelecida ao mesmo nível das importações de 2013 O gestor sublinhou que a medida visa também fomentar a produção nacional e diminuir a importação de alguns produtos. E frisou que, para dependermos cada vez menos das importações, é necessário insistirmos no apoio às empresas e aos produtores nacionais, através de iniciativas públicas e investimentos ao nível dos sectores da agricultura, economia e indústria. No entanto, o economista e consultor Fiel Constantino sublinhou, em entrevista ao Expansão, que, no presente caso, ao incluir no rol dos produtos sujeitos às barreiras de importação os componentes da cesta básica e não só, o Estado pretende garantir uma segura faixa de mercado aos produtores nacionais. Trata-se de produtos de consumo obrigatório. Logo, quem se dedicar à produção desses bens terá certamente mercado interno garantido, apontou. MODELOS DE BARREIRAS À IMPORTAÇÃO César Magalhães Os modelos integram as Barreiras Tarifárias e não Tarifárias. O primeiro modelo tem que ver com os mecanismos que pressupõem a aplicação de um imposto ou tarifa sobre os valores importados. Não limitam a quantidade de importação e por sua vez proporcionam directamente rendas ao Estado através das tarifas a aplicar. Por seu lado, as Barreiras não Tarifárias compreendem os mecanismos que não pressupõem a aplicação de tarifas, limitam a quantidade de importação e não contribuem directamente com receitas para o Estado (salvo algumas excepções, como por exemplo, aquando da aplicação de leilão enquanto método de administração da quantidade a importar).

4 4 EXPANSÃO 8 de Agosto 2014 QUOTAS DE IMPORTAÇÃO

5 EXPANSÃO 8 de Agosto

6 6 EXPANSÃO 8 de Agosto 2014 QUOTAS DE IMPORTAÇÃO Entrevista a Fiel Constantino, economista As medidas devem ser seguidas de cautelas predefinidas Devemos ter muito cuidado na tomada de medidas proteccionistas, alerta o economista e consultor Fiel Constantino. O problema, diz, é que por vezes geram um efeito perverso, com os produtores locais a relaxarem perante a ausência de concorrência, em vez de haver incremento da produção. César Magalhães ESTÊVÃO MARTINS Qual a sua opinião sobre a proposta do Ministério do Comércio em estabelecer quotas de importação a determinados produtos, num total de 30? A questão do estabelecimento de quotas de importação para determinados bens deve sempre ser vista sob diferentes ângulos, nomeadamente, o Estado, os produtores, os importadores, os comerciantes e os consumidores. Num primeiro nível, o Estado tem responsabilidades sobre todos os grupos de interesses e deve equacionar fórmulas para acolher todos esses interesses. Atendendo que o fim último do Estado é garantir a qualidade de vida no seu espaço territorial, deve preocupar-se em garantir a distribuição e, por via disto, o consumo. Para isso deve criar condições de empregabilidade no mercado. E o emprego, nestes casos, pode ser criado por intermédio da produção ou do comércio. E em relação aos outros níveis que citou? No segundo nível, encontramos os produtores, que são indivíduos ou grupos de indivíduos detentores de meios de produção e que deles retiram o seu rendimento. Para estes, as importações constituem-se em concorrentes. No terceiro nível estão os importadores, indivíduos ou grupos de indivíduos que, não estando vocacionados para produzir, detêm recursos financeiros e conhecimentos que lhes permitem encontrar nos mercados externos bens a custos competitivos. No quarto nível estão os comerciantes que, não produzindo nem importando, intermedeiam a relação com os consumidores. Adquirem os bens aos produtores ou importadores e colocam-nos aos consumidores, retirando daí uma margem comercial. Acredita que com esta medida o Executivo está a proteger a produção nacional e a incentivar o aumento dos níveis de produção? A medida em si é claramente uma forma de proteccionismo dirigido, a fim de privilegiar os produtores locais. Atendendo ao elevado nível de competitividade dos produtores estrangeiros desse leque de produtos, pode considerar-se que fica eliminada uma grande faixa de fortes concorrentes, o que traz consigo diversas consequências. Se os produtores locais não aprimorarem os seus processos de forma a atingirem a eficácia dos concorrentes administrativamente eliminados, no que diz respeito à qualidade, ao preço e à regularidade na colocação em mercado, quem sai prejudicado é o consumidor, que fica sem opção. Quais as consequências desta prática? Pode provocar distorções entre o poder de aquisição e as necessidades do consumidor. Daí que há que se ter muito cuidado na tomada de medidas deste tipo. Algumas vezes acontece o efeito perverso, com os produtores locais a relaxarem, em função da ausência de concorrência, em vez de melhorarem os seus processos. Estas medidas devem ser acompanhadas por cautelas predefinidas, nomeadamente, com metas e diferentes prazos de execução. A concorrência deve ser vista como uma oportunidade para melhorarmos a nossa competitividade Além de proteger os produtores, que outras medidas o Executivo deve tomar? Entendo que não basta facilitar a vida aos agentes locais. É necessário impor-lhes metas de competitividade. Por exemplo, verifica-se actualmente, alguma intranquilidade no mercado de ovos, com a limitação das importações. Passados cerca de 10 meses sobre o início da protecção à produção nacional, não encontramos ovos com a qualidade e ao preço que eram garantidos pelos importadores. Penso que o Ministério do Comércio deveria estabelecer uma data a partir da qual os produtores locais devem atingir a eficácia e a qualidade do produto importado. Findo esse prazo, teria de repor a abertura do mercado para garantir a melhor satisfação do consumo. Quais as metas que devem ser estabelecidas para evitar situações do género? Do meu ponto de vista, devem ser estabelecidas metas e objectivos com prazos perfeitamente controláveis, com avaliação permanente, no sentido de se ajuizar o interesse ou não de manter as restrições que agora se propõe implementar outra vez. Mas o estabelecimento deste tipo de barreiras faz-se em muitos países... Concordo. Mas, ao tomarmos este tipo de medidas, há que se ter em conta a reacção dos concorrentes, pois vivemos num mundo global onde todos os intervenientes têm interesses a preservar. As próprias normas das organizações internacionais de comércio são geralmente avessas ao estabelecimento de barreiras. E um País como nosso, que busca a proeminência no comércio internacional, aspirando diversificar as suas exportações, deve mostrar abertura do seu mercado. A reciprocidade de tratamento é a regra básica nas relações de comércio internacional. Que caminho a seguir? O melhor é acelerarmos o crescimento dos nossos níveis de competitividade, e a concorrência deve ser vista como uma oportunidade para melhorarmos a nossa competitividade através da cooperação e da reprodução das melhores práticas. Não devemos fechar-nos pensando que, sozinhos, crescemos mais rápido.

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8 8 EXPANSÃO 8 de Agosto 2014 OPINIÃO DITO É sabido por toda a gente que temos uma cooperação excelente a nível da indústria petrolífera, mas, no quadro do nosso Plano de Desenvolvimento, gostaríamos também de ver os EUA a participarem em outras áreas para o desenvolvimento de Angola Manuel Domingos Vicente Vice-presidente da República Não tem sido fácil o trabalho que se seguiu à conquista da paz. Estes 12 anos parecem poucos, mas foram de grande sacrifício. Porque enquanto se buscam estratégias para o desenvolvimento do País, existem outros sectores que trabalham fazendo o contrário, para destruírem o bem maior que se pretende preservar para Angola Apolónio Graciano Padre Quero reconhecer o papel de Angola e destacar também o excelente nível dos laços de cooperação existentes entre os dois países, e estamos dispostos a incrementar esses níveis John Kerry Secretário de Estado norte-americano Estamos a trabalhar nessa provável parceria do sector dos transportes desde Janeiro. Esperamos que se chegue a um acordo que é ter a representação de uma empresa americana de transporte em Angola Jeannine Scott Presidente da Câmara de Comércio Estados Unidos-Angola (USACC) Com o conjunto de medidas de saneamento extraordinário, o BNA vai desonerar a instituição [BESA] do cumprimento de algumas normas de prudência. Portanto, por essa via não se justifica mais a existência da dita Garantia Soberana José de Lima Massano Governador do Banco Nacional de Angola (BNA) ANÁLISE Gabriel Andrade Senior manager da Accenture na área de gestão de risco Reflexões sobre a importância crescente da gestão de risco Acomparação de dois inquéritos globais à função de Gestão de Risco empresarial, realizados pela Accenture em 2011 e 2013, mostra uma clara evolução da relevância que lhe é atribuída. Presentemente, a quase totalidade dos inquiridos atribui maior prioridade à gestão do risco do que em 2011; o desfasamento entre expectativas e objectivos da gestão de risco e a respectiva percepção de resultados é enorme; o actual ambiente operativo e a sua complexidade elevam os riscos do negócio, implicando o desafio crescente de, também neste domínio, se desenvolver a capacidade de antecipar o futuro. Ou seja, a necessidade de criar as condições técnicas e humanas que permitam às empresas estar, proactivamente, sempre mais à frente na identificação de novos tipos de riscos para o negócio. Neste quadro, é necessário que as empresas e os líderes empresariais angolanos reflictam de forma profunda sobre a estão de grrisco. De uma forma simplificada, entende-se por gestão de risco a identificação, medição, análise e prioritização dos riscos que afectam a actividade da empresa, complementada pela coordenação e utilização de recursos para minimizar os efeitos de eventos negativos ou maximizar a realização de actos que beneficiam de oportunidades surgidas no processo. Toda a actividade humana comporta riscos, uns mais elevados do que outros. Daí a particular importância de definir estratégias de alto nível em que as empresas angolanas possam repassar a ameaça para a outra contraparte, evitá- -la, reduzir o seu efeito negativo e/ou respectiva probabilidade, ou, pelo contrário, aceitar algum ou todo o potencial e consequências de um determinado risco. O contrário se poderá dizer relativamente às oportunidades positivas que possam surgir deste processo. Os princípios básicos Uma boa gestão de risco deverá incorporar um razoável conjunto de princípios básicos, a começar desde logo pela necessidade da criação de valor, pois não faz qualquer sentido ter uma gestão de risco que não determine um efeito positivo para a empresa. É também determinante que a gestão de risco integre, em pleno, os processos organizacionais, não se mantendo isolada do resto da empresa. Por contraponto à subjectividade e à falta de planeamento, a sistematização e estruturação das análises são condições imprescindíveis que poderão e deverão assentar na melhor e mais consistente informação disponível em cada momento da vida da empresa, tanto interna como externa. Para além de ter de ser ajustável, um fato à medida dependendo do sector, actividade ou processo específico, uma boa gestão de risco tem necessariamente de ser dinâmica, interactiva e estar preparada para responder à mudança, ou seja, acompanhar a velocidade de evolução do mundo em geral e desta área de conhecimento em particular. Uma importância crescente Os resultados do estudo realizado em 2013 sobre a função de gestão de capital de risco, que envolveu gestores do ramo ao mais alto nível e abarcou 446 organizações espalhadas pelo mundo, mostram que 98% dos inquiridos assinalam um aumento da percepção da importância da Gestão de Risco nas respectivas organizações. A ligação e interacção entre a gestão de risco e as equipas executivas é crescente: 96% das organizações entrevistadas referem possuir um chief risk officer (CRO) ou função equiparada. O risco está assim mais integrado nos processos da empresa, designadamente ao nível da orçamentação e previsão, decisões de investimento ou estratégia, sendo considerado um factor fundamental para facilitar o conhecimento e a inovação. Que desafios enfrenta esta área de conhecimento actualmente? Destacam-se a disponibilidade de talento, quer quantitativa (número de elementos), quer qualitativa (com capacidades adequadas), a capacidade de interpretar uma imensa quantidade de dados e os transpor para outputs representativos, a gestão de um sempre crescente número de sistemas, Director Carlos Rosado de Carvalho Chefe de Redacção Adjunto Francisco de Andrade Grande Repórter César Silveira Redacção André Samuel, Aylton Melo, Estêvão Martins, Eunice Sebastião, Marcelino Von-Haff, Nelson Rodrigues e Ana Filipe (Secretária de Redacção), Yollanda Pacavira (Secretariado), Rui Gouveia (Revisão) Colaboradores Alexandre Frade Batista, Cândido Mendes Fotografia Edson Chagas (Subeditor), César Magalhães, Lídia Onde Departamento Gráfico Gilson Cássio, Marta Gregório Infografia Expansão/Anyforms Design Projecto Gráfico Económica/+2 designers Produção Ana Marques (Chefia), Artur Camarão, Carlos Martins, João Santos Tratamento de Imagem Samuel Rainho (Coordenador), Paulo Garcia, Tiago Maia Impressão Sogapal Distribuidora Score Media Direcção Comercial Sofía Costa (Directora), Carina Amuedo, Carla Carreira, Cátia Amado, Jorge Domingos Miguel Direcção Administrativa e Financeira Renato Moreira (Director), Garcia José, Herlander Tomás, Katila Denise, Stanislau Pataca Contactos: / Fax: Rua Damião de Góis, n.º 81 Bairro de Alvalade, Luanda Angola Contactos / Distribuição em Portugal Estratégia Media Direcção-Geral Nilza Rodrigues Departamento Administrativo Amélia Saavedra Contactos Registo MCS-520/B2009

9 EXPANSÃO 8 de Agosto ferramentas de reporte e aplicações e, por último, a capacidade de acompanhar de forma eficaz um conjunto de novas e crescentes imposições regulatórias. Quanto aos riscos que os executivos esperam ver crescer nos próximos dois anos, foram identificados o risco jurídico (62%), os riscos de negócio (52%), regulatório (49%), de mercados (47%), de crédito (46%), operacionais (46%), estratégicos (46%), políticos (39%) e reputacionais (38%). Banca antecipa maiores riscos De entre todos os sectores considerados, a banca é aquele em que os seus gestores antecipam um maior crescimento de riscos nos próximos anos. O risco jurídico constitui a maior preocupação, e o desenvolvimento da infra-estrutura de risco é um ponto crucial, mesmo com o número de especialistas na matéria a terem aumentado nos últimos anos. Quanto ao sector da energia e utilities, as firmas acreditam que os riscos de negócio crescerão nos próximos dois anos, com foco no risco jurídico, regulatório e de mercados. É necessário que as empresas e os líderes empresariais angolanos reflictam de forma profunda sobre a gestão de risco Os inquiridos deste sector consideram-se entre os mais avançados na gestão dos riscos emergentes, de desenvolvimento ou dinâmicos, mas assumem-se menos preparados para os riscos operacionais. O crescimento dos riscos jurídicos no sector segurador está no horizonte dos executivos das empresas do sector, mas assume uma maior preparação relativamente ao desenvolvimento de capacidades de gestão dos riscos emergentes. Há espaço para crescer na tentativa de cumprir com os requisitos regulatórios, mas são expectáveis benefícios para o ramo. A pressão regulatória crescente levou a uma transformação profunda da governance de risco nas seguradoras, e 98% dos gestores de risco referem reportar directamente ao respectivo chief executive officer (CEO). Preocupações a superar Este tema carece de reflexão, e as empresas angolanas devem fazê-lo, definindo áreas de actuação e pela procura de respostas a algumas questões, como: Terão as empresas os recursos e capacidades necessárias para identificar, de forma dinâmica e permanente, um conjunto de riscos de magnitude e tipologia crescentes? Que passos têm as firmas seguido para acompanhar de perto os crescentes requisitos regulatórios? Estará a gestão de risco suficientemente integrada e alinhada com a estratégia e com todos os intervenientes nos processos-chave da cadeia de valor das firmas? Como têm progredido as companhias no sentido de melhorar a informação e bases de dados de risco? E as respectivas capacidades tecnológicas? Angola tem em curso um processo de diversificação da sua economia, nomeadamente no sentido de reduzir a dependência do sector petrolífero. E tem matéria-prima para isso. Nesse sentido, o desafio de crescimento dos últimos anos deverá induzir à constituição e desenvolvimento deste tipo de estruturas em todo o tecido empresarial. Com a vantagem de poder beneficiar dos frequentes erros cometidos noutros pontos do globo e atalhar caminho de uma forma eficaz e na direcção de uma gestão de risco moderna, eficaz e pronta para os desafios do futuro. ECONOMIA 100 MAKAS Carlos Rosado de Carvalho Director E agora, BESA? Embora devamos sempre esperar o melhor, devemos estar preparados para o pior. Foi com esta frase que terminei o 100 makas de 11 de Julho de 2014 intitulado Explicador sobre o que se passa no BESA. O melhor seria o banco ultrapassar as reservas levantadas pelos auditores da KPMG às suas contas de 2011 e 2012, nomeadamente sobre a qualidade da carteira de crédito, os juros recebidos pelos empréstimos, os imóveis estranhos à sua actividade incluídos no balanço ou a adequação das provisões para pagamento de imposto sobre os lucros. O pior seria uma intervenção do Estado na recapitalização do BESA com dinheiros públicos, isto é dos contribuintes. Quase um mês depois, muita coisa se passou em particular nos alucinantes cinco dias, entre a noite de quarta-feira, dia 30 de Julho, e a manhã de segunda-feira, 4 de Agosto, período em que foi anunciado um prejuízo semestral de 47,3 mil milhões de Kz, o maior da história económica de Angola, e a intervenção do BNA mas receio bem que, no essencial, pouco tenha mudado. Uma das minhas esperanças residia nas contas de 2013, o primeiro ano da nova gestão, que à data não eram conhecidas, mas que foram entretanto divulgadas. Analisando os números concluímos que do ponto de vista da qualidade do crédito as coisas até terão piorado. A gestão antiga deixou o banco no final de 2012 com créditos de 645,6 mil milhões KZ e provisões de 26,1 mil milhões. A nova gestão encerrou o seu primeiro ano com créditos de 770,6 mil milhões Kz e provisões de 23,5 mil milhões, Ou seja, o crédito aumentou em 125 mil milhões Kz... mas as provisões fizeram o caminho inverso, recuando 2,7 mil milhões Kz, quando o simples bom senso aconselharia o contrário. Acresce que dos 125 mil milhões Kz de crédito novo, quase metade, 50 mil milhões Kz referem-se a empréstimos a cinco sociedades que levantam reservas aos auditores, porque essas sociedades têm capitais próprios muito baixos e porque rentabilidade dos projectos está por confirmar. O que vale é que o BNA terá percebido o contra-senso e, no primeiro semestre de 2014, obrigou o BESA a constituir provisões líquidas de reversões no montante no primeiro semestre de 2014 em 40,3 mil milhões Kz. Provisões que, como era inevitável, acabaram por penalizar os resultados do banco que apresentou em apenas seis meses prejuízos de 47,3 mil milhões Kz. Segundo os meus cálculos com base nos relatórios e contas do banco, entre 2004 e 2013, o BESA apresentou lucros acumulados de 109,8 mil milhões Kz. Entre 2002 e 2011, a administração propôs a distribuição de 38,9 mil milhões Kz de dividendos aos accionistas, sendo que os dividendos do triénio ainda não foram pagos para alavancar o crescimento do banco. Já em 2012 e 2013 não foi sequer proposta a distribuição de qualquer dividendo, pelas mesmas razões que os anteriores não foram pagos. Como também era inevitável, os prejuízos de 47,3 mil milhões Kz nos primeiros seis meses de 2014 deixaram o BESA numa situação difícil em termos de liquidez e solvabilidade, o que levou o BNA a exigir um reforço substancial dos seus capitais e a solicitar à administração que inquirisse os accionistas se estavam dispostos a fazê-lo e em que condições. Não tendo obtido uma resposta inequívoca dos accionistas, ao BNA não restou outra alternativa senão intervencionar o BESA nomeando dois administradores provisórios com o objectivo de concluir a avaliação da verdadeira situação do banco e efectuar o levantamento dos activos que podem ser alienados ou reestruturados. A Lei das Instituições Financeiras (LIF) estabelece um prazo de 90 dias, prorrogáveis por igual período, para o trabalho ser feito. Enquanto durar o trabalho, a LIF suspende todas as execuções, incluindo as fiscais, contra a instituição, e dispensa-a de cumprir os rácios exigidos pelo BNA. O governador do BNA disse que, para já, não estava contemplada a intervenção do Estado ou o envolvimento de quaisquer fundos públicos na salvação do banco. Mas nunca fiar Ou seja, para já, o BESA foi colocado numa espécie de redoma de vidro que o protege dos credores e das regras para o sector, razão pela qual a suposta garantia do Estado angolano, que foi anunciada como irrevogável, foi revogada. O governador do BNA disse que, para já, não estava contemplada a intervenção do Estado no capital social do BESA ou o envolvimento de quaisquer fundos públicos. Mas nunca fiar. Em outras latitudes já ouvimos o mesmo discurso, mas no fim do dia foram os contribuintes, os únicos inocentes no meio disto tudo, que acabaram por pagar a factura. Por isso repito o que escrevi no 100 makas de 11 de Julho: Embora devamos sempre esperar o melhor, devemos estar preparados para o pior. No estado em que as coisas estão, do meu ponto de vista o melhor seria uma solução semelhante à adoptada em Portugal, por imposição da União Europeia, para o BES, casa- -mãe do BESA, com a divisão dos activos em bons e maus, ficando estes últimos para os actuais accionistas. Os activos bons seriam entregues a um banco de raiz inicialmente capitalizado com a emissão de obrigações subordinadas garantidas pelo Estado angolano que posteriormente seria vendido, de preferência a um grande banco estrangeiro, ou fundido no âmbito de uma reestruturação do sistema bancário nacional. Prontos, falei...

10 10 EXPANSÃO 8 de Agosto 2014 EMPRESAS PROSPECÇÃO DIAMANTÍFERA Lucapa prevê encontrar mais diamantes de alta qualidade O diamante mais valioso descoberto até ao momento na mina de Lulo é do tipo 2A com 131,4 quilates. Australianos acreditam que encontrarão mais pedras do mesmo tipo na mina situada na Lunda Norte. CÉSAR SILVEIRA Em 2013, a Lucapa vendeu diamantes num valor total de 2,9 milhões USD A diamantífera australiana Lucapa Diamond Company, que faz trabalho de prospecção na mina de Lulo, na província da Lunda Norte, acredita que encontrará na sua concessão mais diamantes do tipo 2A com mais de 130 quilates, disse o director da empresa Miles Kennedy. Em declarações publicadas no site da Lucapa na Internet, o gestor explica que os geólogos depositam esperança numa de quatro amostras efectuadas no mesmo canal onde foram descobertos 50% dos 12 diamantes mais valiosos já descobertos pela empresa na actividade de prospecção, iniciada em Descoberta numa área de exploração de cerca de 220 ha, a Se251 [a referida amostra] é a maior, disse, acrescentando que os geólogos acreditam tratar-se de uma fonte provável de grandes e valiosos diamantes da mesma categoria do maior e mais valioso encontrado até ao momento pela empresa uma pedra do tipo 2A de 131,4 quilates, descoberta em O segundo diamante mais valioso foi descoberto no princípio deste ano e pesava 95,45 quilates. O terceiro, também do tipo 2A, como os restantes, tinha 32,2 quilates. Os diamantes do tipo 2A estão entre os mais raros do mundo e respondem a menos de um 1% da produção mundial, explicou. Com licença apenas de prospecção, a empresa recebeu, em Março deste ano, a segunda autorização (depois de 2013) para comercializar os diamantes descobertos, num total de 371,35 quilates. Avaliados, inicialmente em cerca de 308,4 milhões de Kz (3,16 milhões de dólares) pela consultora independente Jaguar Consultants, proporcionou receitas no valor de 2,9 milhões USD. No total, as vendas de 2013 foram de 496,2 quilates de diamantes, que proporcionaram um encaixe bruto de 2,875 milhões de USD e líquido de 2,486 milhões USD. Desde o início das actividades, a empresa recuperou quase 600 quilates, resultante de 500 diamantes. A Lucapa estima iniciar a produção dentro de dois anos, prevendo superar a Catoca, o maior produtor do País em 2013 produziu 6,5 milhões de quilates. A empresa e o projecto Lulo A Lucapa Diamond Company Ltd., está sediada em Perth, Austrália Ocidental e, em 2007, assinou um contrato de prospecção diamantífera para o Projecto Lulo, na Lunda Norte, com a Endiama. O Projecto Lulo cobre uma área de km 2 e está localizado na bacia do rio Cuango, abrigando uma grande área de kimberlitos O segundo diamante mais valioso foi descoberto no princípio deste ano e pesava 95,45 quilates identificados na concessão e extensos depósitos aluviais de diamantes de suporte que ocorrem ao longo dos rios Cacuilo e Lulo. A proximidade do Lulo da mina de Catoca [ficam a cerca de 150 quilómetros] e o facto de estarem na mesma estrutura geológica levam responsáveis da Lucapa a acreditar no sucesso da mina, tendo em conta que a Catoca é uma das maiores do mundo. Outra questão que reforça a esperança dos investidores é a qualidade de algumas pedras encontradas. Edson Chagas HUÍLA ZAIRE LUANDA Mais de 20 empresas Estarão na 11.ª Feira Agro-Pecuária Um total de 25 empresas nacionais e estrangeiras do ramo agro-industrial vão expor na 11.ª edição da Feira Agro-Pecuária da Huíla que acontece de 9 a 17 de Agosto, no âmbito das Festas da Nossa Senhora do Monte, informou o director-geral da Cooperativa de Criadores de Gado do Sul de Angola (CCGA), Álvaro Fernandes. 200 jovens formados Empreendedorismo Duzentos jovens do município de Mbanza Congo terminaram a primeira acção formativa em matéria de empreendedorismo, sob tutela do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social. A acção formativa surge em orientação do Executivo visando formar jovens capazes de contribuírem para o crescimento do País. Mais de 1000 pedidos Centro de Empreendedorismo O Centro de Empreendedorismo e Serviços Municipais do Instituto Nacional de Segurança Social, em Luanda, recebeu 1728 pedidos de emprego no 1.º semestre deste ano, menos 627 pedidos em relação ao ano de Segundo o relatório semestral da instituição, deste número, 294 candidatos obtiveram empregos em várias empresas.

11 EXPANSÃO 8 de Agosto ENERGIA Maior empresa europeia de serviços petrolíferos ganha contratos em Angola A multinacional Technip revelou recentemente que ganhou vários contratos com companhias petrolíferas a actuar em Angola. JOSÉ DUARTE FIGUEIREDO A Technip, a maior empresa europeia de prestação de serviços de poços petrolíferos, assinou recentemente contratos de 7,1 mil milhões de euros (933 mil milhões Kz), elevando para 19,9 mil milhões de euros (2,6 biliões Kz) a sua carteira de encomendas. Segundo a agência financeira Bloomberg, Angola foi um dos países onde a Technip ganhou vários contratos, assim como na China, Rússia e Reino Unido. No entanto, Bertrand Hodee, analista da Raymond James, afirmou que o ritmo de novas encomendas será lento durante o próximo ano, e os atrasos podem ter atingido um pico no final de Junho, acrescentando que a Technip podia ver o seu crescimento limitado para lá de Na sua apresentação de resultados, a Technip informou que as margens operacionais da divisão de submarinos diminuíram para 15,3%. A margem para operações onshore e offshore foi de 5,3%, em comparação com 6,7% anteriormente. A empresa advertiu que as companhias de energia estão a colocar pressão sobre os fornecedores para reduzir os custos e as margens de lucro, apesar das sanções da União Europeia e dos Estados Unidos à Rússia, devido à crise ucraniana. O presidente executivo da Technip, Thierry Pilenko, anunciou uma queda dos lucros no segundo trimestre. Alguns dos nossos clientes estão a adoptar uma abordagem muito mais lenta. A Technip, que fornece equipamentos e constrói instalações para os produtores de petróleo e Empresa assinou contratos de 933 mil milhões Kz no último trimestre deste ano Total, Royal Dutch Shell e Chevron são alguns dos clientes da Technip de gás natural, tinha até agora mantido contratos fortes, mesmo quando algumas empresas reduziram o investimento e se comprometeram a reduzir os custos. Com a Total, a Royal Dutch Shell e a Chevron entre os clientes, a Technip pretende conter os gastos, reconheceu Thierry Pilenko. A empresa alterou as metas financeiras para este ano, aumentando as perspectivas de margens na divisão de submarinos e baixou no departamento onshore e offshore, em parte, devido à incerteza sobre como sanções contra empresas russas poderiam afectar o projecto Yamal LNG em águas do Árctico. O lucro líquido do segundo trimestre caiu a 158 milhões de euros contra os 162,4 milhões de um ano antes. A empresa prestadora de serviços de petróleo elevou a previsão de receita da divisão submarina para mais 12%, ou 4,9 mil milhões de euros. PUB

12 12 EXPANSÃO 8 de Agosto 2014 EMPRESAS BREVES Novas fábricas vão dinamizar economia no Kwanza Norte A empresa Rogério Leal prevê colocar em funcionamento, nos municípios de Cambambe e Golungo (província do Kwanza Norte), uma fábrica de farinha de milho, fuba, rações e óleo alimentar. A mesma firma está a instalar uma unidade fabril, destinada à montagem de motorizadas e bicicletas, numa altura em que prevê, igualmente, a instalação de uma cerâmica na localidade de Lucala. Segundo o Jornal de Economia e Finanças, o director provincial da Indústria, Emanuel de Sousa, referiu que se trata de projectos inseridos no Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), elaborado pelo Executivo, que visam dinamizar a actividade industrial na região. TELECOMUNICAÇÕES Unitel abriu 20 novas lojas e prossegue plano de fibra óptica Seis províncias beneficiaram da abertura de novas lojas no ano passado, num investimento de 1,3 mil milhões Kz. Rede de fibra terá quase 12 mil km em Pólo do Cunje cria mais de mil postos de trabalho Mais de mil novos postos de emprego serão criados até 2017 na província do Bié, com a recuperação do Pólo Industrial da comuna do Cunje, na qual o Governo vai investir cerca de 25 milhões USD, revelou o director de Geologia e Minas e da Indústria, Carlos César. O responsável salientou que o pólo industrial terá cerca de 40 unidades fabris, entre as quais indústrias alimentares, de confecções, instrumentos agrícolas, louça de alumínio, cerâmicas, caixilharia de alumínio, carpintaria, moageira, gráficas, bem como recauchutagens. No local, lembrou, o sector da Geologia e Minas e Indústria vai igualmente instalar unidades de engarrafamento de água mineral, montagem de motorizadas e bicicletas, derivados de plásticos, entre outras. 175 milhões Kz para projecto de água na comuna da Arimba O governo provincial da Huíla aplicou, este ano, mais de 175 milhões Kz na execução de um projecto de melhoramento de fornecimento de água potável na comuna da Arimba, município do Lubango, província da Huíla. A informação foi avançada pelo director provincial de Energia e Águas, Abel da Costa. A acção teve início neste mês e prevê-se que seja concluída em Outubro, e serão, neste âmbito, instaladas adutoras com metros, colocada uma rede de distribuição de m e uma cobertura de água nos bairros da comuna com 400 ligações ao domicílio. Unitel quer investir mais na qualidade dos serviçosque presta EUNICE SEBASTIÃO AUnitel investiu 1,3 mil milhões Kz (14 milhões USD) na construção de 20 novas lojas até ao fim de 2013, revelou a responsável pela direcção de lojas da operadora de telefonia móvel, Lorena Fernandes. Até 2015, a empresa vai investir mais 500 milhões USD, não só na expansão da rede mas também na implementação de novos serviços. Segundo a gestora, as novas lojas foram construídas nas províncias do Huambo, Luanda, Huíla, Benguela, Lunda Norte e Cabinda. Actualmente, a empresa conta com 156 lojas, incluindo 89 para atendimento ao público em geral, 59 vocacionadas para agentes (revendedores) e oito empresariais. Entre os planos para o futuro, está a conclusão do projecto de implementação de fibra óptica, que arrancou em 2008 com um investimento de cerca de 700 milhões USD. No próximo ano, explicou a gestora da empresa, este investimento vai permitir, nomeadamente, velocidades de navegação na Internet mais rápidas. Actualmente, a extensão da rede de fibra óptica da operadora ronda os quilómetros, devendo chegar a quilómetros até ao fim deste ano e aos quilómetros até ao fim de Em termos de rede de telecomunicações móveis, há actualmente 163 sedes de municípios com 100% de cobertura de rede da segunda geração (2G) e cerca de 35% com cobertura 3G. A rede 4G, por enquanto, apenas está disponível em algumas partes de Luanda. Segundo Lorena Fernandes, a Unitel tem já alguns sites (onde estão antenas e equipamentos) que funcionam através de energia solar em algumas províncias, eliminando a necessidade de ter geradores em operação. Novos serviços já lançados e outros a caminho Recentemente, a operadora de telefonia móvel lançou vários produtos e serviços. O BigNet, por exemplo, está vocacionado para quem queira navegar na Internet sem custos elevados. Na prática, o saldo para navegar é duplicado. O cliente que faça uma recarga mensal e volte a fazer uma no mês seguinte recebe um bónus de 100% para além do saldo da recarga, explicou o director de atendimento ao cliente, Humberto Mbote, à margem da 31.ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA). Investimento na rede de fibra óptica iniciou-se em 2008 e envolve cerca de 700 milhões USD Outra novidade tem que ver com o tarifário Karga, que conta agora com uma redução substancial no carregamento, com vista a garantir aos clientes o acesso à Internet a preços mais acessíveis. Agora, com 50 UTT (360 Kz), o cliente pode comprar um plano de Internet semanal, disse o director. Para breve, mas ainda sem data de comercialização, estão mais novidades. Na FIL- DA, a Unitel apresentou o Kisom, uma aplicação que permite aos clientes ouvirem música 24 horas por dia, com ou sem ligação à Internet. É uma aplicação musical, em que mais de 90% das músicas disponíveis serão nacionais, explicou o responsável. A criação de um portal de futebol também está nos planos da empresa, assim como outra aplicação, a Unitel Beats, que permite aos clientes da operadora acederem a conteúdos exclusivos sobre o músico Anselmo Ralph. Questionado sobre o investimento associado a estes novos serviços, Humberto Mbote não avançou dados. Este é o menor dos investimentos da Unitel, porque a empresa quer investir mais na qualidade dos serviços, afirmou. A operar desde 2001, a Unitel conta, actualmente, com cerca de trabalhadores directos e mais de 17 mil indirectos, e reclama ter cerca de 10 milhões de clientes. Lídia Onde

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14 14 EXPANSÃO 8 de Agosto 2014 ECONOMIA & FINANÇAS RESGATE Falta de resposta dos accionistas força BNA a intervir no BESA O prejuízo histórico de 47,3 mil milhões da instituição exige um reforço substancial dos seus capitais. Como os accionistas não avançaram com o dinheiro, avançou Massano com medidas extraordinárias de saneamento do maior banco angolano. CARLOS ROSADO DE CARVALHO O Governador do Banco Nacional de Angola, José de Lima Massano, anunciou as medidas de intervenção no BESA na segunda-feira Entre a noite de quarta-feira, 30 de Julho, e a manhã de segunda- -feira, 4 de Agosto, o Banco Espírito Santo Angola (BESA) viveu talvez os cinco dias mais alucinantes da sua vida de pouco mais de 12 anos, iniciados em Na quarta-feira à noite, o Banco Espírito Santo (BES) anunciou em Lisboa que o BESA havia registado um prejuízo de 355,7 milhões euros o equivalente a 47,3 mil milhões Kz, provavelmente o maior prejuízo da história económica de Angola. Na segunda-feira de manhã, José de Lima Massano, governador do Banco Nacional de Angola (BNA), chamou a imprensa à sede do banco, na Marginal de Luanda, para comunicar a adopção de medidas extraordinárias de saneamento do BESA, incluindo a nomeação de dois administradores provisórios com poder para vetar quaisquer decisões dos accionistas, da administração ou de qualquer outro órgão deliberativo do banco, e a revogação da garantia prestada ao banco pelo Estado angolano. O BES justificou o prejuízo da sua filial angolana no primeiro semestre de 2014, em parte, com o reforço em 40,3 mil milhões Kz das provisões para créditos de cobrança duvidosa imposto pelo BNA. A escassez de provisões para acudir a eventuais incumprimentos de crédito de clientes vinha sendo colocada pela KPMG, auditor externo do banco, desde o exercício de 2011 (ver cronologia na página ao lado). O BESA terminou o exercício de 2013 com provisões de 23,5 mil milhões Kz, o equivalente a 3% da carteira de crédito de 770,6 mil milhões. No primeiro semestre, a nova equipa de gestão do BESA identificou 32,9 mil milhões Kz de juros incobráveis, lê-se no comunicado divulgado pelo BES. Ou seja, as provisões do BESA nem sequer chegavam para cobrir os juros incobráveis. Uma análise mais fina das contas do BESA revela que o reforço das provisões exigido pelo BNA não está apenas relacionado com a detecção de juros incobráveis. De 2012 para 2013, já sob a nova gestão, a carteira de crédito do banco aumentou de 645,6 mil milhões Kz para os referidos 770,6 mil milhões Kz, isto é, 125 mil milhões Kz. De acordo com a KPMG, quase metade do aumento do crédito foi para financiar, com 50 mil milhões Kz, projectos imobiliários de cinco entidades cujos capitais próprios são significativamente reduzidos quando comparados com o valor total do investimento. Acresce que os auditores duvidam da capacidade de os projectos gerarem cash flows. As reservas dos auditores a estes financiamentos, em particular, sugerem que as provisões que já tinham sido consideradas baixas em 2012 deveriam aumentar em Porém, aconteceu precisamente o contrário. As provisões do BESA para crédito malparado baixaram em 2,7 mil milhões Kz, de 26,1 mil milhões Kz, em 2012, para os referidos 23,5 mil milhões Kz, em O reforço das provisões já no primeiro semestre de 2014 e o consequente prejuízo recorde de 47,3 mil milhões Kz terão deixado o BESA numa situação difícil em termos de liquidez e solvabilidade. O BNA informou o BESA da necessidade de este proceder a um reforço substancial dos seus capitais, tendo solicitado que o BES Angola inquirisse os seus accionistas sobre as possibilidades e condições em que tal reforço de capitais poderia por eles ser realizado, reconhece o BES no comunicado de apresentação de resultados do primeiro semestre. O BES está em contacto com as autoridades regulatórias angolanas e portuguesas, no sentido de ser encontrada uma solução conveniente aos interesses das autoridades angolanas e que salvaguarde os interesses do BES e dos seus accionistas, acrescentava o comunicado divulgado na noite de quarta-feira, 30 de Julho. O facto de cinco dias depois, na manhã de segunda-feira, dia 4 de Agosto, o BNA ter anunciado a intervenção no BESA sugere que os contactos foram infrutíferos. A degradação da carteira de A garantia prestada ao BESA pelo Estado angolano foi revogada crédito do BESA, que afectou os níveis de liquidez e de solvabilidade da instituição, aliada à ausência de respostas inequívocas dos accionistas sobre a possibilidade e termos de realização do aumento dos capitais próprios do banco, forçou o conselho de administração do BNA a adoptar medidas extraordinárias de saneamento da maior instituição de crédito angolana. Entre elas avulta a nomeação de dois administradores provisórios, Ramos da Cruz, e João Quiúma, ambos do BNA, onde exerciam os cargos de administrador e director de tecnologias de informação do banco central, respectivamente. Os dois novos homens fortes do BESA têm a missão de concluir a avaliação detalhada da totalidade da carteira de crédito da instituição e a sua afectação à componente a ser incorporada nos prejuízos. Igualmente, será efectuado o levantamento dos elementos patrimoniais a serem objecto de alienação ou reestruturação. Nos termos da Lei das Instituições Financeiras (LIF), enquanto decorrer a intervenção no BESA ficam suspensas todas as execuções, incluindo as fiscais, contra a instituição, ou que abranjam os seus bens, sem excepção das que tenham por fim a cobrança de créditos com preferência ou privilégio, e são interrompidos os prazos de prescrição ou de caducidade oponíveis pela instituição. Mas não só. A LIF dispensa o banco, durante um ano prorrogável uma só vez por igual período de tempo, da observância de normas sobre controlo prudencial ou de política monetária e do cumprimento pontual de obrigações anteriormente contraídas. Protegido dos credores e dispensado de cumprir os rácios do BNA, a garantia prestada ao BESA pelo Estado angolano é dispensável, razão pela qual foi revogada, consideram os analistas contactados pelo Expansão. Lídia Onde : 10 anos da vida do maior banco angolano Em 10 anos ac vos aumentaram 49 vezes e capitais próprios 68 Em 10 anos ac vos aumentaram 49 vezes e crédito 229 vezes Em 10 anos ac vos aumentaram 229 vezes e provisões 316 vezes Em 10 anos ac vos aumentaram 229 vezes e depósitos 20 vezes Em 10 anos lucros ascenderam a 110 mil milhões Kz, mas só no primeiro semestre de 2014 banco perdeu 47,3 mil milhões Kz Ac vo Ac vo Crédito Capitais próprios Crédito Provisões Crédito Depósitos Resultados líquidos Fonte: Relatórios e Contas do BESA Valores em milhões de Kz

15 EXPANSÃO 8 de Agosto CRONOLOGIA Datas para memória futura Começando pelas primeiras reservas apresentadas pelo auditor às contas de 2011, em Outubro de 2012, e acabando no recente anúncio da intervenção do BNA, confira as datas-chave que marcaram o BESA. CARLOS ROSADO DE CARVALHO 2012, Outubro, 30 Relatório da KPMG, auditor independente do BESA, coloca, pela primeira vez, reservas às demonstrações financeiras da instituição relativas ao exercício de 2011, questionando a adequação das provisões para créditos de cobrança duvidosa e para o pagamento de imposto industrial. Alerta ainda para existência nos activos do banco de imóveis estranhos à sua actividade. 2012, Novembro, 2 Assembleia Geral de accionistas delibera sobre recomposição da administração do BESA. Saem, por renúncia, Ricardo Abecassis Espírito Santo Silva, presidente do conselho de administração (CA), Hélder Bataglia e Pedro Álvaro Sobrinho Ferreira Neto, vogais. Álvaro Sobrinho, até então vice-presidente do CA e presidente da comissão executiva (CE), não só fica no banco como sobe a presidente do CA, para o qual entram Rui Guerra, como vice-presidente, e os vogais Inocêncio Miguel, Francisco João da Silva, Pedro Filipe Pombo Cruchinho e João Carlos Dias Batista. Rui Guerra acumula a vice-presidência do CA com a presidência da CE, onde tem como vogais os estreantes Francisco João da Silva, Pedro Filipe Pombo Cruchinho e João Carlos Dias Batista, e o reconduzido Ilídio das Matas Santos. Porém, fica desde logo estabelecido que a nova equipa só entra em funções em 1 de Janeiro de 2013, não participando na gestão efectiva do banco no exercício de Rui Guerra 2013, Janeiro, 1 Nova comissão executiva presidida por Rui Guerra inicia efectivamente funções. Paulo Kassoma 2013, Junho, 28 Paulo Kassoma, ex-governador do Huambo, ex- -primeiro-ministro e ex-presidente da Assembleia Nacional, é eleito presidente do conselho de administração do BESA em substituição de Álvaro Sobrinho, que deixa a instituição. Aconteceu na reunião de accionistas que aprovou as contas de 2012 e um aumento de capital no contravalor em Kz equivalente a 500 milhões USD, um aporte sem paralelo em Angola para permitir a implementação do plano estratégico da instituição. 2013, Junho, 28 KPMG coloca, pelo segundo ano consecutivo, reservas às demonstrações financeiras da instituição, desta vez relativas ao exercício de 2012, as últimas do consulado de Álvaro Sobrinho. Além de voltarem a questionar a adequação das provisões para créditos de cobrança duvidosa e para imposto industrial, e a alertar para a existência de imóveis estranhos à actividade do banco, os auditores levantam dúvidas sobre os juros contabilizados como proveitos de crédito. 2013, Outubro, 2 Ricardo Salgado, presidente do Banco Espírito Santo, instituição portuguesa que detém 51,94% do BE- SA, visita Angola, sendo recebido pelo Presidente da República José Eduardo dos Santos. Na ocasião o banqueiro confirma que está em marcha o aumento de capital do BESA, no contra- Ricardo Salgado -valor em Kz equivalente a 500 milhões USD através da emissão de 50 milhões de acções. Em simultâneo, o banco registou um aumento de Kz com o contravalor de milhares USD, em virtude da actualização monetária do capital social anteriormente realizado, por contrapartida de resultados. Após o aumento de capital, o BES aumentou a sua posição para 55,71%, as angolanas Portmill e a GENI mantiveram as posições de 24% e 18,99%, respectivamente, e os restantes accionistas privados angolanos reduziram a participação de 5,07% para 1,3%. 2014, Fevereiro, 13 Em comunicado divulgado em Lisboa por ocasião da apresentação dos resultados de 2013, o BES fala, pela primeira vez, de uma Garantia Soberana prestada [pelo Estado angolano] ao BESA atendendo ao papel de relevo que a nossa filial tem tido no financiamento das empresas privadas do sector não petrolífero, em particular das empresas que desenvolvem actividades nos sectores estratégicos para o sucesso do Plano Nacional de Desenvolvimento de Médio Prazo para os anos de da República de Angola. Porém, não são revelados pormenores da garantia, data, forma, valor, prazo ou condições. Diz- -se ainda que os efeitos da garantia não estão reflectidos nas contas do BES, pelo facto de o Banco de Portugal não ter concluído a análise dessa garantia. Isaías Samakuva 2014, Julho, 15 Isaías Samakuva, líder da UNITA, maior partido da oposição, questiona a garantia soberana ao BESA para pagar crédito malparado e diz que o valor falado de 5 mil milhões USD excede o que o Presidente da República está autorizado a fazer pelo OGE 2014 e promete levar o assunto à Assembleia Nacional. José de Lima Massano 2014, Julho, 17 Pela primeira vez, uma autoridade angolana confirma a existência da garantia soberana ao BESA sem, no entanto, adiantar pormenores como data, forma, valor, prazo ou condições. Falando na Assembleia Nacional, no plenário destinado a discutir a execução do OGE no primeiro trimestre de 2014, entre outros pontos, José de Lima Massano, governador do BNA, limitou-se a dizer que a garantia emitida, num primeiro momento, procurou essencialmente assegurar que alguns dos projectos (...) pudessem continuar a ser financiados. Massano respondia a Raul Danda e Mendes de Carvalho, líderes parlamentares da UNITA e CASA-CE, respectivamente, que, em declarações políticas, pediram explicações sobre a situação no BESA. 2014, Julho, 19 O semanário português Expresso publica uma alegada cópia do despacho presidencial interno n.º 7/2013 datado José Eduardo dos Santos de 31 de Dezembro de 2013 em que o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, autoriza o ministro das Finanças a emitir uma garantia autónoma até ao valor de USD a favor do BE- SA, justificada com a necessidade de proteger interesses fundamentais para o equilíbrio do sistema financeiro angolano. Contudo, o despacho não adianta o que a garantia garante, prazos e condições. 2014, Julho, 28 BESA publica na página da Internet as demonstrações financeiras de 2013 onde, pela primeira vez, são dados pormenores sobre a garantia do Estado angolano. À data de 31 de Dezembro de 2013, parte da carteira de crédito concedido, juros remuneratórios e moratórios, vencidos e vincendos, e comissões bancárias em dívida, encontra-se sob uma garantia soberana irrevogável, concedida pelo Estado Angolano, no montante de 5,7 mil milhões de USD (556,4 mil milhões de AOA), incluindo 0,2 mil milhões de USD para outras naturezas de activos. Esta garantia foi emitida, em 31 de Dezembro de 2013 pelo prazo de 18 meses, lê-se no documento. 2014, Julho, 28 Num relatório anexo às demonstrações financeiras de 2013 do BESA publicado no respectivo site, a KPMG coloca, pelo terceiro ano consecutivo, reservas às contas da instituição, no caso as de 2013, as primeiras do consulado de Rui Guerra. Além de voltarem a questionar a adequação das provisões para imposto industrial, os auditores alertam para a concessão de créditos de 50 mil milhões Kz a cinco entidades com baixos níveis de capitais próprios e põem em causa a parte do aumento de capital social efectuada através da actualização monetária do capital social. Embora mantenham as reservas colocadas em 2012 sobre as provisões para créditos de cobrança duvidosa e sobre os juros de proveitos de crédito, os auditores consideram que essas reservas estão cobertas pela garantia soberana emitida pelo Estado angolano. A cobertura pela mesma garantia foi a justificação apresentada para considerar ultrapassada a limitação de âmbito colocada em 2012 relativamente aos imóveis transferidos da rubrica bens de não uso próprio para imobilizações em curso, no valor de 11,6 mil milhões Kz. Já no que se refere aos imóveis transferidos para o fundo BESA Valorização, as reservas colocadas em 2012 foram consideradas ultrapassadas face às avaliações independentes realizadas durante o exercício de 2013 e à convicção do conselho de administração de que o valor futuro desses activos, após conclusão de diversos projectos, é recuperável. Ainda assim, a KPMG aconselha o BESA a avaliar a necessidade de um aumento de capital social para fazer face a eventuais ajustamentos decorrentes das reservas sobre o aumento de capital por actualização monetária e as provisões para impostos, bem como de alterações nas condições da garantia soberana, de forma a manter os requisitos mínimos de fundos próprios estabelecidos pelo BNA. 2014, Julho, 31 BES informa em Lisboa sobre os resultados do primeiro semestre de 2014, revelando que o prejuízo apurado no BES Angola (BESA) no semestre eleva-se a 355,7 milhões de euros, o equivalente a 47,3 mil milhões Kz, provavelmente o maior prejuízo registado por uma empresa na história económica de Angola. 2014, Agosto, 4 Face à degradação da carteira de crédito do BESA, que afectou os níveis de liquidez e de solvabilidade, bem como a ausência de uma resposta Ramos da Cruz inequívoca dos accionistas do BESA sobre a possibilidade e termos de realização do aumento dos capitais, José Massano anuncia medidas extraordinárias de saneamento do BESA, tendo para o efeito procedido à nomeação de dois administradores provisórios, Ramos da Cruz e João Quiúma, e anunciou a revogação da garantia do Estado ao banco.

16 16 EXPANSÃO 8 de Agosto 2014 ECONOMIA & FINANÇAS TAXA BÁSICA DE JURO BAIXA PARA 8,75% Empresas e pessoas vão ter empréstimos mais baratos A decisão do Comité do Banco Nacional de Angola em reduzir meio ponto percentual a taxa básica de juro, de 9,25% para 8,75%, vai permitir financiamentos à economia mais baratos. Esta é também uma forma de contribuir para a diminuição do crédito malparado nos bancos. NELSON RODRIGUES As empresas e demais agentes económicos que se financiarem através da banca nacional poderão pedir dinheiro emprestado a juros mais baixos depois de, na semana passada, o Comité de Política Monetária do Banco Nacional de Angola (BNA) ter decidido baixar a taxa de juro básica em meio ponto percentual, passando de 9,25% para 8,75%. Esta é uma das consequências imediatas do supervisor bancário que, na altura, justificou a decisão como uma forma de estimular a economia. É essa a opinião do presidente da Associação Angolana de Bancos (ABANC), Amílcar Silva, que, em declarações ao Expansão, afirmou que a redução em meio ponto percentual pode trazer mais negócios para os bancos e maior disponibilidade de recursos a créditos para a financiar a economia, até porque o crédito ficará também mais barato às empresas e aos particulares. Para os bancos, isso é bom, porque pode permitir que, aos seus bons clientes, possa ir reduzindo paulatinamente as suas taxas de juro, as taxas do seu crédito para patamares acessíveis e mais de acordo com as necessidades da nossa economia, além de vir a reduzir também o crédito malparado, defendeu o responsável, acrescentando que o problema do crédito irregular está também associado a alta taxas de juros. Já do lado dos empresários, o presidente da Associação Industrial de Angola (AIA), José Severino, diz existir ainda restrições no acesso ao financiamento, mas advoga que haverá maior disponibilidade de recursos financeiros a preços baixos com o novo instrumento do BNA. As empresas e as pessoas vão ter o dinheiro mais barato, o que é de elevado interesse para a economia e, se formos assertivos, com dinheiro mais barato, mais empresas poderão acercar-se dele, o que também é uma vantagem para as que produzem bens e mesmo os serviços, defendeu. Mas a redução da taxa do BNA não implica facilidades nos requisitos de acesso ao financiamento. Segundo ainda o presidente da ABANC, para que a intenção do banco central se efective, os bancos precisam de manter as modalidades de concessão de crédito, ou seja, têm de continuar a ser criteriosos no crédito concedido, sob pena de passar a malparado. Cada banco vai aplicar os seus critérios de concessão de empréstimos, mas as modalidades não serão reduzidas, advertiu. As empresas e as pessoas vão ter o dinheiro mais barato, o que é de interesse para a economia, diz José Severino Ou seja, se as empresas tiverem um comportamento de acordo com as exigências dos bancos, designadamente no cumprimento dos prazos de liquidação dos créditos e na prestação de contas, poderão, em consequência, ter mais apoio dos bancos. O mesmo não acontecerá àquelas que não cumprirem as políticas das instituições bancárias, sobretudo pela necessidade de, também, se reduzir a situação do crédito malparado. Estão criadas as condições para haver uma redução progressiva das taxas que muito permitirá que haja impactos positivos no crescimento da economia, frisou o presidente da ABANC. Hirondino Garcia, empresário e presidente do conselho de administração da empresa do ramo de construção civil Brafrikon, considera igualmente que as altas taxas de juros têm grande influência na economia de um país. É através dela que os agentes [económicos], em geral, decidem viabilizar os projectos de investimento ou outro tipo de aplicações, como também influencia na decisão de usar em bens não produtivos, o que permite o aumento do consumo agregado, disse. Assim, afirma o gestor, a taxa de juro alta implicará sempre poucos investimentos produtivos e baixo nível de consumo. Hirondino Garcia elogia a medida do regulador do sistema financeiro, acreditando que, como consequência, haverá um estímulo à concessão de crédito ao sector real da economia de modo mais favorável. Taxa dos bancos alinhada com o BNA A taxa de juro do mercado bancário angolano tem vindo a acompanhar, desde Novembro de 2011, o juro básico fixado pelo órgão regulador (ver gráfico). Ou seja, os bancos baixaram sempre as suas taxas de juro ao crédito quando o BNA também decidiu baixar a taxa básica. José Severino concorda e acrescenta ao cenário a taxa de inflação, que, em 2012, caiu historicamente para um dígito. Assim, Severino considera que, se a taxa básica de juros seguir, em ritmo descendente, a taxa de inflação, permite manter a eficácia bancária, baixando a taxa de juro, além de contribuir para a baixa dos custos dos bens. O líder associativo também acredita que, com a medida do BNA, os custos de financiamentos serão mais ou menos onerosos, apesar de, na opinião do responsável, ser ainda necessário ajustar as coisas com os bancos. Esta nova taxa nominal terá depois de ser vista com os bancos, que vão orientar esse custo Evolução da taxa BNA 20 juros 6 meses a um ano taxa bna Nov Fonte: BNA em função da taxa de inflação, riscos de contingência, concorrência interbancária, havendo pois de se entender que aquilo que os bancos vão cobrar estará muito na capacidade de negociação dos recorrentes ao financiamento, alertou Severino. Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun SOBRE A TAXA BNA A Taxa BNA é uma taxa de juro que tem como objectivo sinalizar a orientação da política monetária para o mercado e serve de referência para a formação da taxa de juro do mercado interbancário. O conceito de Taxa Básica de Juro de Referência, denominada Taxa BNA, foi introduzido no sistema financeiro angolano pelo Quadro Operacional para a Política Monetária. Uma subida da Taxa BNA indica um curso mais restritivo da política monetária, em que, por exemplo, o BNA prevê um cenário de aumento geral de preços, no curto prazo, que pode pôr em causa o objectivo de inflação estabelecido pelo Executivo. Por outro lado, uma redução da Taxa BNA indica um curso expansionista da política monetária, por exemplo, num cenário em que o BNA prevê uma diminuição da inflação no curto prazo. Para além de sinalizadora da política monetária, pretende-se igualmente que a Taxa BNA sirva de referência para as taxas praticadas pelas instituições financeiras no mercado monetário interbancário, onde, entre si, trocam posições de liquidez e, deste modo, influencie a taxa de juro a utilizar para a generalidade das operações intermediadas pela banca nacional. A Taxa BNA é definida mensalmente pelo Comité de Política Monetária (CPM) do Banco Nacional de Angola e divulgada através da página do BNA na Internet, ou em outros meios de comunicação, públicos e privados. Jul Lídia Onde

17 EXPANSÃO 8 de Agosto PETRÓLEO Italianos da Eni vão começar a produzir crude dentro de cinco meses no Bloco A companhia petrolífera Eni espera vir a bombear barris de petróleo diários a partir do início de 2016, altura em que arranca o FPSO N Goma. JOSÉ DUARTE FIGUEIREDO A italiana Eni está a planear iniciar a produção de petróleo em Angola dentro de cinco meses como operador do Bloco 15-06, onde se estimam reservas de 200 milhões de barris. Esta operação vai permitir à companhia petrolífera aumentar a sua capacidade para barris de crude por dia, segundo dados da empresa. O desenvolvimento do bloco permitirá à Eni bombear cerca de barris por dia após o início de O bloco, a 350 quilómetros a noroeste de Luanda, é um dos oito projectos offshore que o ministro dos Petróleos, José Maria Botelho de Vasconcelos, está a contar para ajudar a aumentar a produção para 2 milhões de barris por dia no próximo ano, contra os 1,66 milhões no mês passado. Recorde-se que a Nigéria produz actualmente cerca de 2,15 milhões de barris diários. Um dos maiores projectos, o Clov, da Total, no Bloco 17, começou no mês passado, e as metas de produção são de barris por dia. Os analistas da Wood Mackenzie dizem que os novos projectos vão chegar tarde de mais para compensar a queda de produção em Devemos pensar sobre a necessidade de diminuir o tempo entre a declaração de descobertas de petróleo e o início da produção, disse Botelho de Vasconcelos na inauguração do N Goma, o navio flutuante da Eni que produz, armazena e descarrega o crude. A Eni fez 12 descobertas de 15 poços de exploração, e ainda há potencial remanescente e perfuração contínua, afirmou David Thomson, um analista da Wood Mackenzie, em Edimburgo. Além de aumentar a produção do País, o desenvolvimento da plataforma Ocidente é importante para a criação de infra-estruturas para outras descobertas, mostrando que a evolução de clusters mais O Bloco é um dos oito projectos que poderão aumentar a produção de Angola para os 2 milhões de barris diários pequenos pode funcionar até mesmo com um alto custo ambiental, frisou David Thomson. A plataforma de Ocidente tem reservas que são menos da metade dos outros projectos, como o Clov da Total, e Pazflor e PSVM da BP, referiu. A Eni vai terminar a instalação do N Goma, conhecido como um FPSO, propriedade de Sonasing, disse Paula Farquharson- -Blengino, porta-voz da SBM Offshore NV, uma empresa holandesa que tem uma participação na Sonasing juntamente com a petrolífera estatal Sonangol e a Schiedam, com sede na Holanda. A modernização do FPSO e aluguer por 12 anos do N Goma custa 1,6 mil milhões USD, revelou Farquharson-Blengino. O navio flutuante tem uma capacidade de 100 mil barris por dia, antigamente chamado Xikomba e foi usado pela Exxon Mobil no Bloco 15. O N Goma será operado em nome de Eni pela Serviços de Produção de Petróleos, uma parceria entre a Sonangol e a SBM, disse Farquharson-Blengino. O operador, conhecido como OPS, também executa dois FPSO para a Exxon. A participação da Eni para a produção em Angola foi de cerca de 87 mil barris de petróleo por dia no ano passado, em campos que cobrem quilómetros quadrados. PUB

18 18 EXPANSÃO 8 de Agosto 2014 ECONOMIA & FINANÇAS INCÊNDIO NAS SUPERFÍCIES COMERCIAIS Apenas 20% dos estabelecimentos têm seguro contra incêndios Após o grande fogo que destruiu um supermercado Shoprite, o tema dos seguros contra incêndios voltou à ribalta. Entre 2005 e 2014 registaram-se dez incêndios em estabelecimentos dos quais apenas dois tinham seguro. CÉSAR SILVEIRA Nos últimos dez anos, dez estabelecimentos comerciais incendiaram-se em Luanda, e apenas dois tinham seguro contra incêndio, demonstrativo do pouco investimento dos proprietários na prevenção de acidentes. O pouco investimento no seguro de incêndio é possível também verificar-se nas estatísticas do sector, que mostram que, entre 2009 e 2011, houve uma redução nos prémios do seguro de incêndio e elementos da natureza, passando de 12,71% para 7,87% e, depois, para 10,25% do total dos prémios, que foram de cerca 55 milhões Kz; 76 milhões e 85,6 milhões Kz, respectivamente. No entanto, nestes três anos manteve-se como o quarto produto mais solicitado do pacote vida. O especialista de seguros Muluta Prata certifica a reduzida aposta no seguro de incêndio, argumenta que grande parte das empresas que têm este tipo de seguro são estrangeiras. Desta feita, critica a postura dos empresários, considerando resultar da pouca cultura do seguro que ainda caracteriza o País, assim como pela pouca noção do risco. Outra questão que pode desincentivar os empresários, acrescenta, é o conceito de que as seguradoras demoram a pagar que, assegura, é uma realidade do passado devido à concorrência existente no sector. Muluta Prata é ainda de opinião que o elevado número de incêndios em estabelecimentos comerciais é também consequência da pouca aposta no seguro, visto que, argumenta, as empresas com seguro beneficiam do trabalho de prevenção das seguradoras que visa prevenir os riscos. Por outro lado, considera um produto que não é muito caro. Como exemplo estimou entre 15 e 20 mil USD o valor anual do prémio de um estabelecimento avaliado em cerca de 1 milhão USD. A indemnização, explica, é na totalidade, caso o acidente destrua o bem assegurado na totalidade, e quando o dano é parcial paga- -se em função das perdas. A cadeia de supermercados Shoprite foi vítima de um incêndio numa das suas lojas em Luanda Consumidos pelas chamas O incêndio no supermercado Shoprite, no dia 25 de Julho, encerra a lista dos estabelecimentos vítimas desta calamidade e consta da lista dos segurados, apesar do silêncio da direcção da empresa impossibilitar confirmar a informação prestada por trabalhadores. Não sei qual é a seguradora, mas sei que tem (seguro) e que ainda hoje a direcção esteve reunida com a seguradora, adiantaram alguns dos trabalhadores. Entre 15 mil e 20 mil USD é o valor anual do prémio de um estabelecimento avaliado em cerca de 1 milhão USD No entanto, Muluta Prata, da ENSA, garante que a Shoprite não tem o seu seguro na referida operadora. Por sua vez, Luiz Mattos, responsável do supermercado Alimenta Angola, garante que o mesmo estava assegurado, em 2012, quando, em Setembro daquele ano, um curto-circuito eléctrico, causado por fortes oscilações na rede, provocou um incêndio que causou prejuízos de cerca de 12 milhões USD. Havia seguro e foi indemnizado dentro do período esperado, garantiu, sem adiantar qual era a seguradora, nem o valor da indemnização. Certo é que o referido supermercado está recuperado e a direcção da empresa garante ter redobrado as medidas de segurança. Por sua vez, a direcção da Maquil não só reforçou as medidas de segurança como investiu no seguro, contrariamente ao período que antecedeu o incêndio de 2010, no centro comercial da Mutamba, causando prejuízos avaliados em cerca de 5 milhões USD. Na altura, não tínhamos seguro, por isso tivemos de recuperar com fundos próprios, mas agora já temos (seguro), garantiu o proprietário, Gomes de Castro. O incêndio de grandes proporções do histórico armazém no bairro de São Paulo, em Janeiro de 2005, consumiu os electrodomésticos e produtos feitos à base de plástico, é um dos exemplos de uma calamidade sem seguro. Além da mercadoria armazenada, o fogo também se alastrou para o primeiro andar do edifício deixando 15 famílias ao relento e a destruição de um segundo armazém. Na altura, o proprietário do armazém, um cidadão de nacionalidade maliana, estimou os danos em mais de 10 milhões USD. Em Agosto do ano seguinte, foi a vez do bairro Hoji-ya- -Henda a testemunhar o incêndio de uma nave, constituída por nove armazéns, um dos quais da antiga Arosfram onde teria começado o fogo, provocado por uma operação de soldadura, segundo explicações apresentadas na altura, que ficaram de ser provadas. Na ocasião, alguns membros do corpo de bombeiros ficaram gravemente feridos. Estes também beneficiariam do seguro, caso o armazém tivesse assegurado, mas não era o caso. Além do incêndio que deflagrou na loja da Maquil, em 2010, registou-se um de grande proporção que atingiu três O QUE O SEGURO COBRE armazéns da antiga Macambira, na Vila Alice. Os danos não foram avaliados, mas calculou-se que eram avultados visto que as três naves transformaram-se em escombros e os bens neles comercializados em cinza, argumentou, na altura o então comandante provincial dos Bombeiros, Tito Manuel. Em Dezembro de 2013 e em Maio do ano em curso, mas dois incêndios com o primeiro a destruir um armazém de vestuários, destruindo também residências, no Cazenga, enquanto um armazém de produtos diversos na zona comercial da ex-gajajeira, no bairro do São Paulo encerrara as contas até acontecer o incêndio do supermercado Shoprite. Segundo a oferta das diversas seguradoras, o seguro de incêndio permite, entre outros, a cobertura em caso de incêndio, inundações, queda de aeronave, demolição e remoção de escombros, bem como assaltos e greves. Dados do mercado dão conta de que, em 2009, indemnizações do seguro de incêndio e elementos da natureza representaram 19,58% do total (13 milhões Kz), enquanto em 2010 foi de cerca de 2,1% do total (15 milhões Kz). No ano seguinte o total das indemnizações foi de cerca de 23 milhões Kz e a percentagem do seguro de incêndio foi de 4,12%. O custo do produto varia em função do risco e com a estimativa. Especialista dizem que um estabelecimento no valor de 1 milhão USD pode pagar entre 15 mil e 20 mil USD por ano. Lídia Onde

19 EXPANSÃO 8 de Agosto BREVES Depósitos no BAI podem ser feitos em telemóveis Edson Chagas O Banco Angolano de Investimento (BAI) lançou uma nova funcionalidade de serviço no mobile banking que permitem ao cliente movimentar a sua conta através de smartphones com sistemas operativos Android e ios, de acordo com o administrador executivo do BAI, Luís Lélis, citado no Jornal de Angola. Segundo o responsável, os novos aplicativos permitem movimentar a conta através do cartão BAI Kamba, outro produto do banco. Luís Lélis afirmou que as funcionalidades do cartão efectuadas por via telefónica permitem o carregamento e pagamento de serviços de telecomunicações em qualquer parte do mundo. PARCERIA COM GRANDES EMPRESAS BCI alarga negócios com a EPAL no serviço Pagou, Activou A parceria vai permitir aos clientes da EPAL o pagamento das contas de água nas agências do Banco de Comércio e Indústria. Administração do banco quer mais contactos com grandes empresas. NELSON RODRIGUES Um acordo firmado entre o Banco de Comércio e Indústria (BCI) e a Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL) vai permitir que os clientes da EPAL processem o pagamento das suas contas de água através do banco e a consequente activação do serviço, segundo o presidente do conselho de administração da instituição financeira, Filomeno Ceita. Denominado Pagou, Activou, o projecto visa, por um lado, aumentar os serviços dos clientes do BCI, e, por outro, acelerar e modernizar o processo de pagamento das contas dos clientes da EPAL. Em declarações por altura do lançamento do projecto, realizado na semana passada nas instalações da EPAL, Filomeno Ceita avançou que a parceria com a EPAL está alinhada com as estratégias da instituição, sobretudo no reforço das parcerias com as grandes empresas públicas e privadas, no domínio da informática. Esta é uma das principais apostas do conselho de administração do Banco de Comércio e Indústria (BCI) para o ano em curso, afirmou Filomeno Ceita, por altura da apresentação do projecto. Para o presidente da EPAL, Lionídio Ferreira de Ceita, com o novo serviço, o consumidor pode dirigir-se a qualquer balcão do BCI e proceder ao pagamento com registo e activação imediata. Vamos deixar de fazer as conciliações todos os dias, demos um passo para a modernidade, para a história da empresa, o que vai facilitar o fecho das contas anuais, sublinhou. Por sua vez, o presidente do BCI, Filomeno Ceita, referiu que o serviço é resultado de um trabalho organizado e da O projecto visa aumentar os serviços aos clientes do BCI e da EPAL reconquista de parcerias com empresas com um grande número de clientes. A administração da EPAL espera igualmente apoiar as operações da instituição, sobretudo no domínio da tesouraria e na gestão da área do pagamento por parte dos seus clientes. O serviço Pagou, Activou, recorde-se, foi apresentado pela primeira vez em Março deste ano, numa parceria entre o BCI e a empresa Multichoice Angola, que, entre outras vantagens, permite aos clientes fazerem pagamentos de serviços de televisão e activá-los em tempo real, além das facilidades com a assistência técnica gratuita. Também contam para as operações do banco, segundo o responsável, o serviço de internet banking, além de outros direccionados às empresas, bem como novos projectos relacionados com pagamentos, visando a satisfação do cliente final. Ao se pronunciar sobre a relação do BCI com outras empresas, o responsável reconheceu a necessidade de recuperação da cooperação com as grandes empresas através de novos serviços. Não é fácil recuperá-los, pois até agora não aderem a determinados serviços que nós possuímos, porque estão comprometidos com outros bancos e não podem ter contactos com o BCI e melhorar os seus serviços em termos de tesouraria, afirmou. BCI TEM ACTIVO LÍQUIDO DE MILHÕES USD Ao avaliar o desempenho operacional do banco nos 23 anos de existência da instituição, Filomeno Ceitas revelou que o BCI detém activos superiores a milhões USD, tendo destacado também o facto de a instituição possuir a maior taxa de transformação de depósitos em crédito do mercado angolano e uma rede de 114 balcões e centros de negócios, além de dispor das tecnologias de informação mais modernas. Estamos num processo de saneamento contabilístico e financeiro que começa a ter os seus resultados, mas ainda estamos longe daquilo que achamos que deve ser a saúde financeira de uma instituição como a nossa, reconheceu o bancário, que assume a necessidade de reforço das estratégias para o alcance dos objectivos. Por outro lado, salientou que o BCI possui 85 balcões que, somados aos pontos de negócios, perfazem 114 locais de atendimento, na mesma altura que antevia a inauguração de mais uma agência do banco na província do Bié, aguardada este mês. Penso não ser necessário alargarmos a rede de balcões a todos os municípios, mas estaremos onde for necessário, considerou. A concessão de crédito também mereceu atenção do gestor. Sobre o assunto, Filomeno Ceita adiantou que o BCI detém uma das maiores taxas de transformação de depósitos em crédito no mercado angolano, com mais de 60%, quando a média do mercado é de 50%. O BCI, prosseguiu, é um banco virado para o atendimento a particulares e pequenas e médias empresas. Ainda assim, Ceita considera que a instituição é um excelente prestador de serviços para as grandes empresas em função das taxas que tem para a aplicação e pela qualidade do serviço que possui em termos de tecnologias de informação, rematou. Infracções económicas sobem 12,5% no Namibe O comando da polícia económica da província do Namibe registou 45 infracções comerciais durante no fim-de- -semana último, um aumento de 12,5%, quando comparado com os delitos cometidos em igual período anterior, em que as forças da ordem registaram 40 infracções, de acordo com o subinspector André Marcelino, citado pela Angop. A polícia regional justifica as infracções registadas com a falta de livro de movimento diário, de boletins de sanidade, falta documento de fixação de preços, entre outras, penalizadas com multas em cerca de 209 mil Kz. Telecomunicações tomam contacto com valores mobiliários A Comissão do Mercado de Capitais (CMC) promoveu, recentemente, um seminário que visou pontualizar os quadros do sector das telecomunicações e tecnologias de informação sobre a estratégia de implementação do mercado de valores mobiliários e instrumentos derivados, as suas virtualidades como canal alternativo para financiar o desenvolvimento económico e o quadro legal e institucional do seu funcionamento. O evento inscreve-se no programa de literacia financeira da CMC que prevê a cooperação com outras entidades nacionais, a familiarização dos angolanos nos seus diferentes domínios de actividade com os conceitos, a linguagem e o funcionamento do mercado de valores mobiliários e instrumentos derivados.

20 20 EXPANSÃO 8 de Agosto 2014 BLOOMBERG NEWS Emirates pára voos por causa do ébola A Emirates foi a única grande companhia mundial a suspender os seus voos para o Oeste africano por causa do vírus mortal de ébola. A Emirates disse que os voos estão suspensos até nova ordem, citando a orientação das autoridades. Nigéria e Shell falham O governo da Nigéria e a Shell não conseguiram cumprir o que o relatório da ONU de 2011 pedia sobre a poluição por hidrocarbonetos em Ogoniland, no delta do Níger, de acordo com uma avaliação da Amnistia Internacional. 2 mil milhões USD A General Electric vai investir 2 mil milhões USD em África até 2018 por ser um dos mercados mais promissores do mundo. A GE ganhou cerca de 8,3 mil milhões USD em encomendas em África ao longo do último ano. CRÉDITO TRIPLICOU Standard Bank Angola passa de prejuízos a lucros no semestre Pedro Coelho, presidente executivo do Standard Bank Angola O Standard Bank Angola inverteu os prejuízos alcançados no primeiro semestre do ano passado, de 769 milhões Kz, para lucros de 820 milhões Kz (8 milhões USD) este ano. A inversão dos resultados líquidos deveu-se a um aumento dos empréstimos e da nova lei que obriga as petrolíferas a fazerem as transacções em kwanzas aos fornecedores internos. O lucro depois de impostos foi de 820 milhões Kz, face a uma perda de 769 milhões Kz no mesmo período do ano anterior, disse Pedro Coelho, presidente executivo do Standard Bank, à Bloomberg. Segundo o gestor, os empréstimos do banco quase triplicaram, para 43,9 mil milhões de Kz. A nossa carteira de crédito cresceu bastante em comparação com o ano passado, mantendo-se o crédito vencido num nível muito baixo, afirmou Pedro Coelho, acrescentando que, com a mesma estrutura de custos fixos, o lucro cresceu muito mais rápido. O Standard Bank abriu apenas um balcão durante o período de controlo de custos, beneficiando ao mesmo tempo da nova lei que obriga as empresas de petróleo que operam em Angola a pagarem aos fornecedores em kwanzas. A instituição financeira abriu uma rede de 28 agências desde que entrou na terceira maior economia de África, em O Produto Interno Bruto (PIB) de Angola situa-se em 122 mil milhões USD, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), e a organização prevê um crescimento de 3,9% este ano. Pedro Pinto Coelho afirmou que existem bancos estrangeiros interessados em ganhar uma posição em Angola, onde 23 bancos disputam o mercado, nos próximos dois a três anos. O presidente executivo do Standard Bank tem como meta tornar-se no sétimo ou oitavo maior banco do país em activos já este ano e negou ter planos imediatos para aquisições. Perspectiva positiva A nossa perspectiva é bastante positiva, com base na nossa linha de produção e na base de clientes, que tem vindo a crescer, teremos provavelmente um segundo semestre semelhante ou até melhor, disse Pedro Coelho. A nova legislação cambial em Angola levou a uma escassez de dólares no início deste ano, e o banco central esforçou-se para equilibrar a disponibilidade de dólares das companhias petrolíferas para pagar aos fornecedores em kwanzas. A ideia era que os bancos não necessitariam tanto de ir aos leilões do Banco Nacional de Angola por receberem das petrolíferas em dólares e pagarem aos fornecedores locais em kwanzas, mas essa medida foi insuficiente, afirmou Pedro Coelho. Na altura, houve um ambiente particularmente difícil, porque havia falta de dólares durante um determinado período e também a execução do Orçamento do Governo foi um pouco limitada em comparação com as nossas expectativas, acrescentou Pedro Coelho. A produção de petróleo reduziu-se, e isso também teve um impacto sobre a disponibilidade de dólares, acrescentou. Transacções petrolíferas As exportações de petróleo, que representam cerca de 95% das exportações, caíram 9,6% de Janeiro a Maio, para uma média de cerca de 1,6 milhões de barris por dia, de acordo com o Ministério das Finanças. A maior parte da produção vem de campos offshore operados por Total, Chevron, Exxon Mobil e BP. Prestadores de serviços, como a Halliburton e a Schlumberger, também operam no País. As transacções de petróleo das empresas representam menos de metade dos negócios do Standard Bank em Angola, que mais do que duplicou os seus depósitos, para 151 mil milhões Kz no primeiro semestre. MOEDA CAIU 36% EM RELAÇÃO AO DÓLAR DESDE O INÍCIO DO ANO Gana inicia negociações com Fundo Monetário Internacional para conter crise O Gana iniciou nesta semana negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para ajudar a conter a pior queda da sua moeda desde que há memória, encerrando quatro meses de declarações contraditórias do governo sobre se precisa ou não de ajuda de emergência. Os rendimentos dos Eurobonds do país, de Agosto de 2023, caíram a pique nas duas últimas semanas, após o presidente John Dramani Mahama ter dado indicações aos seus assessores económicos para discussões abertas com o credor, com base em Washington. Os programas do Gana com o FMI têm, normalmente, uma vigência de dois a três anos, pelo que o governo ainda precisa de decidir qual o montante do financiamento de que necessita, afirmou o ministro das Finanças, Seth Terkper, em Washington. Se o governo não for disciplinado para tomar uma decisão, pelo menos, vai ajudar na decadência, disse Anthony Kofi Asare, administrador do Ghana Commercial Bank, o maior banco do país. A moeda da segunda maior economia da África Ocidental caiu 36% em relação ao dólar, este ano, com os investidores a deixarem de acreditar na capacidade do governo para conter os gastos e controlar um défice superior a 10% do Produto Interno Bruto (PIB). O Gana equilibrou as suas contas em 2005, quando houve uma campanha global de perdão das dívidas para as nações mais pobres. Desde essa altura, o país acumulou empréstimos, e o governo não conseguiu manter os gastos sob controlo. Tem havido declarações contraditórias do governo sobre se vai ou não pedir ajuda ao FMI, o que tem prejudicado ainda mais o valor da moeda. O cedi caiu 6,2% em relação ao dólar a 30 de Julho, um dia depois de o ministro das Finanças sdjunto, Mona Quartey, ter dito que o governo teria uma estratégia para um empréstimo do FMI e planeava vender 1,5 mil milhões USD de Eurobonds até ao final do mês. A moeda mais fraca estimulou a inflação para 15% em Junho, o que levou o banco central a aumentar a sua taxa de juro de referência em 1 ponto percentual, para 19% a 9 de Julho. A decisão de recorrer ao FMI é aquela que Mahama tentou adiar por tanto tempo quanto pôde e ainda está relutante em tomar, disse Nicholas Spiro, director de estratégia da Spiro Sovereign, em Londres. Percebe- -se que o governo ainda não chegou a um acordo com a gravidade da sua situação financeira, acrescentou. Os comentários de Mahama ocorreram dias antes de participar na primeira cimeira EUA- -África, esta semana.

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