só promessas APOIO ÀS PME s Cooperação UE aproxima-se de Angola Indústria Lucros nas dificuldades

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "só promessas APOIO ÀS PME s Cooperação UE aproxima-se de Angola Indústria Lucros nas dificuldades"

Transcrição

1 NÚMERO DA SEMANA 60 mil milhões de dólares Valor total das exportações angolanas, em 2011 Liderança e talento A empresa Accenture e o semanário Expansão promovem, a 14 deste mês, a III edição da conferência CEO Experience Angola, em Luanda, sob o lema Os novos desafios da liderança e gestão de talento, no âmbito do 3º aniversário daquele semanário. O programa do evento inclui ainda uma mesa redonda. APOIO ÀS PME s só promessas fórum mundial do café Angola participou, entre os dias 5 e 8 de Março na 108ª Sessão do Conselho Internacional do Café, no Reino Unido. O encontro visou fazer uma retrospectiva das acções desta organização internacional realizadas em 2011 e perspectivar novas medidas a ser implementadas nos próximos dois anos. A chefiar a delegação angolana esteve o embaixador de Angola no Reino Unido, Miguel Gaspar Fernandes Neto e integrou o presidente do Conselho de Administração do Fundo de Desenvolvimento do Café. Água com alemães O governo angolano e a empreiteira alemã Gauff assinaram, terça-feira, na província da Huíla, um acordo de consignação do projecto para sistema de captação, tratamento e distribuição de água potável à cidade do Lubango e ao município da Humpata. O acordo foi rubricado pelo secretário de Estado do sector, Luís Filipe da Silva e o presidente da Gauff, Estáfano Bollow. >>P.05 actual CFM A caminho de Menongue >>P. 04 entrevista Indústria Lucros nas dificuldades >> P.06 fecho Cooperação UE aproxima-se de Angola >>P.11

2 02 8 Março 2012 Análise BNA apresenta relatório de actividades É um documento há muito reclamado por vários sectores da sociedade e que agora o Novo Jornal publica na integra. Falamos do Relatório e Contas do Banco Nacional de Angola (BNA) relativo a Na primeira parte, os autores fazem uma radiografia da situação macroeconómica mundial. Este Relatório e Contas apresenta, para além da situação patrimonial e financeira do Banco Nacional de Angola (BNA) no exercício económico de 2010, o contexto macroeconómico do país, em matéria de política monetária, cambial e creditícia, tendo em conta a função principal do BNA, como Banco Central e Emissor da República de Angola. O ano de 2010 pode ser caracterizado como o ano da retoma económica, após os efeitos conturbados resultantes da crise económico-financeira mundial ocorrida em finais de 2008 e de que a economia nacional se ressentiu profundamente. O produto interno bruto cresceu 3,4%, superando os 2,7% de 2009, marcado pela recuperação do sector não-petrolífero que no ano atingiu 7,8%. Em termos administrativos importa realçar a aprovação da nova Lei do Banco Nacional de Angola, a Lei n.º 16/10, de 15 de Julho, e a nomeação do actual Governador do Banco Nacional de Angola através do Despacho Presidencial n.º 227/10, de 5 de Outubro. Portanto, este Relatório reflecte a transição de uma nor- ma jurídica, alicerçada na então Lei do Banco Nacional de Angola (Lei n.º 6/97, de 11 de Julho), para outra, enquadrada na moldura jurídica da nova Constituição da República de Angola, promulgada em 5 de Fevereiro de Em termos administrativos importa realçar a aprovação da nova Lei do Banco Nacional de Angola, a Lei n.º 16/10, de 15 de Julho, e a nomeação do actual Governador do Banco Nacional de Angola Enquadramento macroeconómico Em 2010, fruto das medidas tomadas pelas principais economias mundiais para fazer face à crise, a economia mundial mostrou sinais de recuperação. De acordo com o FMI, em 2010 o PIB mundial registou um crescimento de 5% contra -0,5% em 2009, em grande parte justificado pelo aumento do consumo privado e do investimento nos EUA e no Japão, bem como pela recuperação das trocas internacionais pelas economias asiáticas. A recuperação da economia mundial continuou a fortalecer-se no segundo semestre do ano, mas a ritmos diferentes nas várias regiões, com as economias avançadas da Ásia na liderança (excepto o Japão), cujo sector das indústrias transformadoras beneficiaram da recuperação global do comércio. Assim, os indicadores já se situam acima dos níveis anteriores à crise, a exemplo do PIB da região asiática que cresceu cerca de 9,5% em Os EUA atingiram os níveis anteriores à crise, com o PIB a registar um crescimento de 2,8% em O consumo tem crescido desde o terceiro trimestre de 2009; os preços continuam baixos, devido à profundidade da retracção; não se verifica ainda uma recuperação sustentada do emprego (a taxa de desemprego atingiu 9,4% em Dezembro); e a actividade imobiliária continuou fraca. O Japão e a Zona Euro demonstraram um nível de recuperação mais lento. No Japão, o estímulo fiscal e

3 8 Março A recapitalização dos bancos e os gastos públicos efectuados em 2009 deram lugar a défices orçamentais, o que provocou um aumento generalizado da inflação em todas as economias em 2010 (excepto na África Sub-Sahariana) O comércio internacional evoluiu favoravelmente, registando taxas de crescimento acima dos dois dígitos, 12% em 2010, contrariamente à queda acentuada de -10,7% registada em 2009 a recuperação do comércio mundial surtiram algum efeito nos primeiros meses, mas a actividade económica ainda continuou fraca, o PIB cresceu 3,4%, o mais baixo entre as economias mais dinâmicas da região. A crise nos mercados financeiros europeus, com a situação da dívida soberana deteriorada em alguns países, concorreu para que houvesse a depreciação do euro e gerou factores de incerteza diante de um crescimento de apenas 1,7% em A China, cujo PIB cresceu 10,3% em 2010, para além de condições favoráveis de procura interna e externa, beneficiou da fixação sistemática de empresas estrangeiras, com destaque para o sector automóvel e electrónica. O investimento directo estrangeiro (IDE) na China verificou um crescimento de 15,6% em 2010, atingindo o valor recorde de US$ 105,7 mil milhões. Comércio Internacional O comércio internacional evoluiu favoravelmente, registando taxas de crescimento acima dos dois dígitos, 12% em 2010, contrariamente à queda acentuada de -10,7% registada em A recuperação no comércio internacional deveu-se, essencialmente, à forte expansão do comércio das economias asiáticas (com destaque para a China e a Índia), do Brasil e da Rússia, apresentando boas perspectivas para As economias emergentes e em desenvolvimento registaram um maior crescimento das exportações, na ordem dos 12,8%, quando comparadas com as economias avançadas, onde o crescimento foi de 11,4%. As importações registaram, igualmente, uma evolução positiva, tendo crescido em 11,1% nas economias avançadas e em 13,8% nas economias emergentes e em desenvolvimento. Inflação A recapitalização dos bancos e os gastos públicos efectuados em 2009 deram lugar a défices orçamentais, o que provocou um aumento generalizado da inflação em todas as economias em 2010 (excepto na África Sub-Sahariana), depois da redução significativa registada em Nas economias avançadas, a inflação aumentou de 0,1% em 2009 para 1,5% em 2010, enquanto nas economias emergentes e em desenvolvimento atingiu 6,2% contra os 5,2% em A inflação média na África Sub-Sahariana caiu de 10,4% em 2009 para 7,5% em Evolução do mercados financeiros Os mercados financeiros, segundo o FMI, registaram em termos gerais uma melhoria, durante o segundo semestre de 2010, não obstante persistir alguma vulnerabilidade. Quanto às tendências para as taxas de juro, verifica-se que se mantiveram nos mesmos níveis observados em 2009, tanto para a Reserva Federal Americana, como para o Banco Central Europeu, enquanto que o Banco Central da China aumentou a taxa de juro em 0,25 pontos percentuais, medida que, entre outras, visava evitar o aquecimento excessivo da economia. A recuperação do mercado global das commodities, em 2010, continuou positiva ao longo do ano, apesar da adopção de medidas proteccionistas em alguns países As pressões nos mercados da dívida soberana persistiram em No início do ano, assistiu-se a um aumento das taxas de juro praticadas para os Credit Default Swaps (CDS) com maturidade de 5 anos de algumas economias periféricas da Zona Euro, nomeadamente Grécia, Irlanda, Espanha e Portugal. Entre Janeiro e Dezembro os maiores aumentos registaram-se na Irlanda (312%), seguida por Portugal (213%), Espanha (182%), Grécia (170%) e Itália (99%). Em 2010, o euro depreciou-se de forma bastante significativa em relação às principais moedas (18,4% face ao yen, 7,3% em relação ao dólar e 3,1% face à libra), como reflexo da crise da dívida soberana em alguns países da Zona Euro. Nos períodos de maior turbulência, o aumento da aversão ao risco provocou uma expansão da procura de dólares como moeda de refúgio, o que influenciou a sua subida face ao euro e à libra em 7,3% e 4,5%, respectivamente, durante o ano. O iene foi ainda mais procurado do que o dólar como moeda de refúgio devido à expansão monetária sem precedentes da Reserva Federal, tendo registado um máximo de 12% em A difícil situação económica e orçamental do Reino Unido contribuiu para a descida da libra face ao euro e ao dólar em No seguimento de uma política cambial menos rígida e das pressões dos E.U.A, que exigiram uma maior flexibilidade cambial da parte da China, a taxa de câmbio USD/CNY (Dólar por Yuan) registou níveis mínimos desde finais de A valorização do yuan, que para a China deve ser vista como um processo de longo prazo, poderia melhorar o desequilíbrio comercial Afonso Francisco americano cujo défice atingiu um valor recorde de US$ 57 mil milhões em Novembro de 2010, dos quais cerca de US$ 25,6 mil milhões (ou seja, 45%) correspondiam ao saldo comercial com a China. A recuperação do mercado global das commodities continuou positiva ao longo do ano, apesar da adopção de medidas proteccionistas em alguns países durante algum tempo e não obstante as flutuações devido às mudanças nas expectativas acerca da evolução da economia global. O preço do petróleo (brent) subiu cerca de 23%, comparativamente ao fecho de 2009, tendo atingido os USD 91,5/barril. Durante o ano, o gás natural negociou dentro dos limites observados no ano anterior, mas fechou o período nos USD 4,3/milhões de BTU s, representando uma queda de 20% face a 2009.

4 04 8 Março 2012 Conjuntura O presidente da Associação de Empreiteiros Construção e Obras da Huíla, António Ricardo, defendeu, no Lubango, a necessidade de haver uma subvenção aos materiais de construção Comboio Namibe-Lubango avança a todo o vapor Os comboios dos caminhos-de-ferro de Moçâmedes que vão ligar as cidades do Namibe e Menongue, na província do Kuando- Kubango, poderão circular a partir de Julho próximo, a julgar pelas declarações do ministro dos Transportes, Augusto Tomás, e dos seus mais próximos colaboradores que estiveram no Namibe a inspeccionar as obras de reabilitação e modernização da linha férrea. Augusto Tomás, disse naquela localidade que a reabilitação e modernização dos Caminhos-de-Ferro de Moçâmedes (CFM) poderá terminar sessenta dias antes do prazo contratual, embora tenha reconhecido que as obras das estações ferroviárias não serão concluídas ao mesmo tempo. Há obras que estão mais adiantadas que as outras. A linha férrea em si, já está pronta, agora procede-se a alguns acertos, algumas estações estão na ponta final, outras serão concluídas em finais dos meses Março, Abril e Julho. Penso que até finais de Junho estaremos em condições de ter as estações centrais a cem por cento, por isso achamos que estamos dentro dos prazos estabelecidos que apontavam os meses de Julho e Agosto para o fim das obras. Aquilo que podemos constatar no terreno é que há uma redução dos prazos de execução e há um ganho de cerca de 60 dias, o que quer dizer que já estamos em condições de fazer a viagem experimental entre Namibe e Lubango. Já foi feita entre Matala e Menongue, achamos que é melhor imprimir uma dinâmica maior às obras, concluir o que deve ser concluído para aumentar a qualidade de vida dos angolanos e a redução do custo unitário através da oferta da mobilidade na circulação de pessoas e mercadorias nesta região sul do país, disse o governante. O director dos CFM, Daniel Quipaxe, considera que as obras estão a 80 por cento do grau de execução e até Maio estarão concluídas 56 estações ferroviárias. De acordo com o diagnóstico que fizemos com o empreiteiro e o fiscal das obras, podemos considerar que estamos a 80 por cento do cumprimento da execução porque já temos a linha estendida do Namibe ao Menongue. Estamos neste momento a efectuar a balastragem, faltam quarenta quilómetros para atacar a linha e permitir uma circulação segura. Temos as estações em fase avançada, umas mais atrasadas que as outras, mas pensamos concluí-las até Maio o mais tardar. A instalação dos sistemas de telecomunicações de fibra óptica e sinalização estão em curso. Tudo aponta que dentro de quatro meses estaremos em condições de ter os comboios a circular. A nova ponte sobre o Rio Giraúl, felizmente, está concluída e segundo o empreiteiro, os testes feitos assim como a certificação efectuada, temos uma ponte para cem anos, afirmou. Força de trabalho Daniel Quipaxe não precisou o número de trabalhadores que será necessário, mas assegurou dizendo que está a efectuar o recrutamento de jovens provenientes das universidades e institutos que estão a ser inseridos gradualmente no sistema ferroviário, para além de um programa de recrutamento local que visa garantir emprego aos jovens e dar vida às localidades onde vivem. Sobre a reabilitação do porto mineraleiro, Quipaxe explicou que a estrutura vai entrar em obras mas não será da responsabilidade dos CFM. Vai estar sob tutela da empresa que vai fazer a exploração das minas de Cassinga e pelo programa que eu conheço tudo aponta que, em 2013, o porto mineraleiro será concluído, adiantou. A alegada inclusão no projecto de novas obras fez com que fosse menos preciso quando questionado sobre o valor da empreitada. Vou darvos um exemplo: não estava prevista a construção de uma linha nova entre a estação e o porto do Namibe, num percurso de cerca de dois quilómetros. A nova ponte sobre o Rio Giraúl é uma obra que surgiu como consequência das grandes enxurradas que caíram sobre a província do Namibe. É um projecto que anda à volta de quase um bilião de dólares, resumiu. Esmael Pena 800 empresários argentinos visitaram Luanda O encontro de negócios entre empresários de Angola e da Argentina, que decorreu quarta-feira, em Luanda, foi marcado pelo forte interesse dos argentinos em encontrar mercado para exportar seus produtos em detrimento do investimento local. Na bolsa de negócios as partes manifestaram aos potenciais parceiros as suas intenções. Da parte angolana foi manifestado o interesse em encontrar parceiros para investir e para representar produtos e marcas, enquanto dos argentinos, fundamentalmente, o objectivo é vender a sua produção. A empresária Cecília Eloi, da firma Tropiafrica, situada em Viana, disse à Angop que procura um parceiro argentino ligado ao sector de comércio de charcutaria. Por sua vez, o empresário argentino, Leonardo Jacobson, da empresa Liliana, de electrodomésticos, manifestou a intenção de encontrar empresários angolanos interessados em adquirir os seus produtos. Numa primeira fase pretendemos comercializar os nossos produtos e posteriormente investir em Angola, disse o empresário, salientando que a sua empresa tem uma produção anual de 12 mil produtos, entre os quais batedeiras eléctricas, liquidificadores e ventiladores. O angolano Tomás Segundo, empresário do sector agro-pecuário e hoteleiro, com escritório no Lubango, província da Huíla, disse que encontrou um parceiro com quem pretende desenvolver negócios nos sectores referidos e noutros ligados ao comércio geral. A ronda de negócios entre angolanos e argentinos termina quartafeira e participam pelo menos 800 empresários dos dois países e empresas de vários sectores de actividade económica, entre os quais alimentar, agro-industrial, equipamentos, electrodomésticos, calçados, indústria petrolífera, equipamento médico, agricultura, transporte, apicultura, avícola, madeira, construção e banca.

5 8 Março Negócios A venda da participação de 33,34% da Eni na Galp deve estar concluída até ao final de Março segundo escreve o Diário Económico, de Portugal Micro, pequenas e médias empresas INAPEM desconhece apoio prometido pelo Governo O Instituto Nacional de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (INAPEM) desconhece os procedimentos e canais a serem utilizados pelos empreendedores individuais para que tenham acesso aos fundos do Governo no âmbito do Programa de Desenvolvimento das Micro, Pequenas e Médias Empresas apurou o NJ. Uma fonte do INAPEM, contactada pelo Novo Jornal, revela total desconhecimento do assunto, alegando que o sector não está articulado para tratar desta situação, nem de outras que envolvam financiamentos às PME s. Idêntico ponto de vista é partilhado por um empresário que, apesar de ter falado ao Novo Jornal, pediu anonimato. Este também foi peremptório em afirmar que se deslocou recentemente ao INAPEM para obter mais informações sobre os requisitos para aceder aos fundos e a resposta que obteve foi que o instituto não sabe de nada. Fui saber o que era preciso para registar a minha empresa, e a resposta que obtive do INAPEM era de que nem o Conselho de Administração está nomeado e tudo está estagnado. Não há ninguém para tomar decisões, salientou o empresário visivelmente desapontado. Outro homem de negócios que acorreu a este instituto com a mesma finalidade é Arão Dias que disse ter recorrido por duas vezes ao INA- PEM e não obteve resposta plausível. Então quem deverá clarificar os pequenos empresários sobre o acesso a estes créditos?, questionou Arão Dias. No passado dia 13 de Fevereiro, o ministro da Economia, Abraão Gourgel, afirmou no programa Espaço Público, da Televisão Pública de Angola, que o Programa de Desenvolvimento das Micro, Pequenas e Médias Empresas reserva 150 milhões de dólares para suportar empreendedores em várias categorias. Segundo o governante, para o programa foram disponibilizados 450 milhões de dólares para atender a um fundo de bonificação a uma linha de crédito, no valor de 1,5 biliões de dólares, e um fundo de garantia no valor de 200 milhões de dólares. Nesse sentido, Gourgel garantiu estarem criadas as condições e identificados os recursos necessários para a implementação do programa. O governante explicou na ocasião que para os empreendedores individuais os procedimentos e canais são os mesmos que os das empresas que dependem do auxílio directo do INAPEM, dos bancos comerciais e do Instituto Nacional do Emprego e Formação Profissional (INEFOP). Abraão Gourgel recordou ainda que entre os critérios para a diferenciação das empresas concorrem o número de trabalhadores e a facturação e que, no caso de uma discussão entre esses dois critérios, vence o segundo. Já o empresário José Martins, que também manifestou interesse em se financiar com os fundos do Estado, disse que a mesma situação de estagnação se vive ao nível do registo imobiliário, que a nível do país está em curso e se processa de forma presencial enquanto a via online seria a melhor opção para agilizar o processo. Tenho, por exemplo, uma casa no Ambriz e são mais de 100 quilómetros a percorrer para lá chegar, aliados aos condicionalismos que se colocam na estrada. A exigência é que o registo da mesma tem que ser feito na presença do proprietário. Isto complica, e de que maneira, o cidadão, observou José Martins. Recentemente o Executivo aprovou um Decreto Presidencial que cria o Balcão Único do Empreendedor (BUE), que visa tornar célere o registo e obtenção de licença para o exercício da actividade empreendedora, um órgão que funcionará junto das Administrações Municipais. HORTÊNCIO SEBASTIÃO MPME beneficiam de créditos Mais de 800 milhões de dólares foram destinados pelo Governo angolano a créditos para as micro, pequenas e médias empresas, que serão disponibilizados a partir da próxima semana, noticiou nesta segunda-feira, 05, a imprensa angolana. Segundo a agência Angop, os créditos, que deverão ser solicitados para já em 500 agências bancárias distribuídas por todo o país, fazem parte do programa de incentivo às empresas privadas, segundo o Programa de Desenvolvimento das Micro, Pequenas e Médias Empresas (PDMPME). Este programa, instrumento de promoção e suporte da lei aprovada a 13 de Setembro de 2011, entrou em vigor no início do ano. O acesso ao crédito varia em função da dimensão das empresas e está aberto a empresários angolanos e estrangeiros. Assim, os micro empresários poderão candidatar-se a créditos até ao máximo de seis mil dólares, com período de carência que varia entre os três e os nove meses, e o reembolso deve ser feito no prazo de 24 meses. Os restantes empresários terão acesso a créditos de até oito milhões de dólares, com um ano de período de carência e sete anos de reembolso. Dos cerca de 800 milhões de dólares disponibilizados, a distribuição desta verba prevê que 200 milhões de dólares são atribuídos ao Fundo de Garantias do Programa, 155 milhões dizem respeito ao Fundo de Bonificação das taxas de juros e 220 milhões asseguram o Micro Fomento, onde cabem os chamados micro empresários. A restante verba está distribuída pelo Fundo de Capital de Risco (100 milhões de dólares), Formação, Consultoria e Incubadora de Empresas (50 milhões), Projectos Específicos de Luanda (39 milhões) e Diversos (43 milhões). A apresentação deste programa foi feita no passado dia 26 de Janeiro por José Eduardo dos Santos, na qualidade de líder do MPLA, partido no poder, durante um encontro promovido por esta formação partidária com empresários nacionais e estrangeiros.

6 06 8 Março 2012 Entrevista Luís Miguel, administrador-financeiro da Mitam Não expatriamos capitais reinvestimos em Angola Depois de um investimento de 18 milhões de dólares, a Mitam espera facturar este ano 25 milhões de dólares e reforçar a sua presença em outros mercados. Texto de Faustino diogo Fotos de ampe rogério O que é a Mitam? A Mitam é uma fábrica de detergentes, material de limpeza, higiene pessoal e de produtos de limpeza e desinfecção direccionados para a indústria. Desde quando é que está a funcionar? Estamos em Angola desde Começámos no Cacuaco em instalações arrendadas e desde 2010 que estamos aqui no Pólo Industrial de Viana. Neste momento, para além dos detergentes, temos o home care, personal care. Temos ainda uma gama de 160 produtos para todos os segmentos Porquê a aposta nos detergentes? Devido ao Know-how. Surgiu na pessoa do director que vinha da Mistolin, uma empresa portuguesa. E vimos a oportunidade de mercado em Angola, onde estava tudo em aberto. Ainda hoje há uma grande importação neste sector específico e nós temos a vantagem de produzir tudo localmente. Foi difícil entrar no mercado angolano? Nós já conhecíamos o ambiente de negócios, digamos assim. Desde que havia prospecções. Numa primeira fase tivemos que importar alguns produtos de Portugal e à medida que fomos conhecendo o mercado e crescendo em volume de negócios encarámos a necessidade de produzir localmente. Quanto é que foi investido nesta fábrica? Estamos a falar de um investimento de cerca de 18 milhões de dólares. Com muito trabalho e apoio bancário e basicamente com ajuda da banca nacional. Têm alguma fábrica fora de Luanda? Não. Mas em termos de vendas estamos em todas as províncias. Qual é a capacidade de produção da Mitam? Estamos com uma capacidade de 40 mil toneladas anuais. O ano passado fechámos com cerca de 19 milhões de dólares em vendas e para este ano apontamos para 24/25 milhões de dólares de facturação anual. Quando viemos para o Pólo de Viana estávamos sozinhos e hoje estamos rodeados de muitas empresas. Assistimos diariamente à criação de novas unidades industriais E ao nível do capital humano? Somos 108 funcionários dos quais 105 angolanos. Que avaliação faz do sector indústrial no país? Vejo-o com bastante satisfação. Nesta área dos detergentes tem havido um grande crescimento. Um dos grandes sectores da nossa actividade é o fornecimento de produtos para a indústria. Quanto viemos para o Pólo de Viana estávamos sozinhos e hoje estamos rodeados de muitas empresas. Assistimos diariamente à criação de novas unidades industriais. Acha que o mercado já está em condições de consumir os produtos que fabricam em grande escala? Ainda não. Eu penso que o crescimento populacional e habitacional vai trazer novos hábitos e acreditamos que o consumo vai aumentar. Quem são os vossos principais clientes? O retalho, que são os principais supermercados. E temos ainda os nossos distribuidores autorizados em todas províncias, bem como clientes industriais. Qual é o produto que mais se destaca em termos de vendas? São vários. Diria que é um grupo de produtos home care, personal care e a gama industrial. E os preços? Como produtores estamos melhores posicionados do que quem importa. A título de exemplo, os nossos produtos para a loiça são mais baratos quando comparados com marcas importadas. E esta tendência se estende para os restantes produtos que produzimos. PERFIL Luís Miguel é licenciado em Contabilidade e Administração. Tem 41 anos. É natural do Congo Brazzaville e já trabalhou no Congo Kinshasa. Está em Angola desde Nos tempos livres gosta de viajar para conhecer o país e contactar com os clientes. Para além de Angola, têm a intenção de marcar presença noutros mercados da região? Só conseguimos exportar ainda para Moçambique. No ano passado exportámos cerca de 150 mil dólares. Este ano podemos triplicar este volume e estamos a estudar a entrada na República do Congo onde já temos os contactos feitos. Em termos logísticos é muito com-

7 8 Março Só conseguimos exportar ainda para Moçambique. No ano passado exportámos cerca de 150 mil dólares plicado exportar. Por exemplo, para Moçambique, sentimos grandes dificuldades por não haver linhas marítimas regulares. O comboio é de todo impossível. Por estrada nem vamos imaginar. Os empresários queixam-se muito do capital humano no país. Está satisfeito com o talento que tem à sua disposição? Estou. Embora em algumas áreas exista algum défice, sem dúvida. Temos a sorte de ter um núcleo de trabalhadores a quem delegamos responsabilidades desde A outra queixa comum no meio empresarial está relacionada com as dificuldades no acesso ao crédito. Também alinha pelo mesmo diapasão? Não. Temos todos os dias bancos disponíveis para trabalhar connosco. Somos uma empresa super atractiva para a Banca Esta credibilidade de que fala estará relacionada com o facto de produzir localmente? Sim. Porque se perspectiva um projecto de continuidade. Só importar e não deixar valor acrescentado no país não oferece a mesma garantia de quem tem uma fábrica, instalações, trabalhadores... Existe uma garantia e um projecto que envolve já 95% de mão-de-obra Angolana. Mas a importação deste tipo de produtos ainda é significativa... Penso que vamos continuar a nos debater com isso embora cada vez menos. E aí o Estado angolano está fazer um bom trabalho e a beneficiar a produção nacional. Terá, no entanto, de rever a sua pauta aduaneira de forma a defender os interesses de quem produz localmente. Isto é, fazer com que a todos os produtos importados sejam acrescidos taxas aduaneiras de forma a defender a produção nacional. jectos dentro daquilo que é o grande know-how da Ferneto que é a área alimentar. Existem projectos em cursos mas não os posso revelar ainda. Mas todos ligados ao sector alimentar. Em termos de detergentes há muito mais a fazer: certificação do produto, já em curso, juntamente com a Bureau Veritas, lançamento de novos produtos, o melhoramento de alguns, assim como a nossa imagem. E o futuro deste sector? África apresenta um crescimento populacional impressionante. Com os projectos do governo angolano espera-se o crescimento da classe média e que os hábitos de vida das pessoas se possam alterar. E tudo isso vai fazer com que o mercado se desenvolva. Por isso as perspectivas são boas. Contrariar a filosofia angolana A expatriação de capital financeiro tem sido uma realidade em muitas empresas de capital misto... Até ao presente momento isso ainda não aconteceu na Mitam. Todos os lucros estão reinvestidos aqui. Começámos com uma capital de 100 mil kwanzas e hoje temos um capital de 300 milhões de kwanzas. Todo o reinvestimento foi feito na fábrica e em novos equipamentos, máquinas... Ainda não foi distribuído nenhum kwanza de lucro. Tudo está aqui dentro ainda. Investe-se para ter lucros. Mas este lucro tem que ser consolidado. Não podemos descapitalizar uma empresa com poucos anos de vida. A empresa é ainda muito nova e aí contrariamos um pouco a filosofia de Angola e vamos continuar assim durante mais algum tempo. Que filosofia angolana é esta que está a contrariar? A vontade de sacar muito rápido. As pessoas investem hoje e passados alguns meses já querem sacar o seu lucro. Isso é uma coisa que nós combatemos. As empresas têm que crescer e dotar-se de meios financeiros que permitam enfrentar qualquer situação menos boa e seguir em frente. Portugal está a atravessar uma situação financeira complicada. Sabendo que o vosso principal investidor é português isso não está a afectar o negócio? Não. Todo o investimento foi feito com fundos próprios. Somos uma sociedade anónima e o capital está distribuído entre os sócios. Acha que existe uma concorrência desleal entre a produção nacional e o material que é importado? Penso que deveríamos ser mais protegidos. Desleal não é, porque conseguimos estar no mercado e conseguimos estar em todo o lado e a liderar claramente no nosso sector de actividade. Como é que olha para concorrência nacional? Ainda é pouca se olharmos para o que se produz localmente, porque 75 % deste mercado ainda é de importação. Quais são os vossos próximos investimentos? Há investimentos em curso. Há pro- Precisamos que cumpram os contratos Acha que quem produz localmente deve ser mais incentivado? Os incentivos são poucos. Nós não precisamos de incentivos. Apenas precisamos que cumpram com os contratos. É a única coisa que nós pedimos. Penso também que o Estado devia apoiar na criação de infraestruturas. Porque o Estado cada vez mais tem que deixar as empresas trabalhar. O Estado tem que ser apenas um regulador, um árbitro. Se o particular quer investir e tem dinheiro para o fazer o Estado deve permitir que o faça. E o empresário nunca deve estar à espera de ter as condições dadas para fazer o quer que seja. No nosso caso, algumas infra-estruturas seriam bem-vindas como mais estradas alcatroadas. Estou em Viana há três anos e desde então não vejo um metro de asfalto novo. Não temos água potável e a energia da rede só agora chegou. Desde 2010 que trabalhamos com geradores. Se o Estado criar as infraestruturas para que as empresas possam se desenvolver, tudo bem. Tudo óptimo. Tem tido algum apoio por parte do governo? Não. O Estado deve-lhe dinheiro? Sim. Qual é o valor? Não lhe vou dizer. Temos chamado à atenção que isso pode criar alguns dissabores em termos de tesouraria, mas sabemos que vão pagar. Não vou deixar de vender por causa disso. Produzir em Angola é mais caro que importar? No nosso caso não. Mesmo não tendo as infra-estruturas básicas? Mesmo tendo gerador, comprando água e danificando carros nas picadas mantém-se muito mais vantajoso produzir localmente.

8 08 8 Março 2012 Em foco Os clientes da Unitel poderão usufruir dos serviços dos Smarthphones BlackBerry, graças a um acordo entre a operadora e a empresa canadiana Research In Motion Arik Air retoma voos para África do Sul A companhia aérea nigeriana Arik Air retomou os seus voos para a África do Sul após ter anunciado a sua suspensão na rota Lagos-Joanesburgo devido a um diferendo relativo a certificados de vacinação contra a febre amarela. Num comunicado divulgado no seu site na internet, a Arik Air declarou A empresa pública moçambicana Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) revelou durante a semana que os seus lucros subiram 15 por cento em 2011, tendo igualmente melhorado os seus volumes de tráfego, produção e ocupação. Num comunicado distribuído à imprensa, a LAM refere que o volume de tráfego aumentou cinco por cento, o de produção, que é medido pela relação passageiros por quilómetro, subiu 10 por cento e a média de ocu- que voos regulares para o fim de semana serão assegurados como medida temporária, esperando a resolução da crise engendrada pela expulsão sexta-feira de 50 passageiros nigerianos da companhia pelas autoridades sul-africanas por alegadamente carecem de certificados fiáveis de vacinação contra a LAM com lucros pação foi de 73 por cento, três por cento acima da registada em Num relatório de actividade da LAM, refere-se que os bons indicadores resultam do febre amarela. Enquanto espera a resolução do diferendo pelas autoridades dos dois países, a companhia aérea declarou que ela vai proceder a um controlo rigoroso dos certificados de vacinação contra a febre amarela de todos os passageiros. Num comunicado anterior, a Arik Air tinha indicado que numerosos passageiros (do voo de sexta-feira) foram detidos e proibidos de entrar na África do Sul nos últimos meses. As autoridades sanitárias aeroportuárias evocaram dúvidas quanto à autenticidade dos boletins sanitários para impedir a sua entrada no país. A Arik desembocou na conclusão que o carácter irregular e a natureza obscura deste protocolo têm um impacto nos seus passageiros e que ela não deseja continuar voos num país onde os seus clientes correm o risco de detenção ou de outras medidas infligidas arbitrariamente pelas suas autoridades, indicou o comunicado. A partir das suas principais bases no aeroporto internacional Murtala Mohammed de Lagos e no aeroporto internacional Nnamdi Azikiwe de Abuja, a Arik Air opera igualmente voos para numerosos destinos na África Ocidental, bem como na África do Sul, na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. uso pela companhia de aviões mais modernos, num momento em que a linha aérea está a substituir a sua frota de Boeing por outros aparelhos, como o brasileiro Embraer 190 e o canadiano Bombardier Q400. Com os novos aviões, a LAM poupa em combustível, aumenta o número de voos e reduz o tempo das operações, lê-se. Para 2012, quando chegará o terceiro Embraer, a LAM quer aumentar em 17 por cento o número de passageiros transportados e vender electronicamente 10 por cento do total de bilhetes. Em 2011 PIB brasileiro cresceu 2,7% O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,7% em 2011 e alcançou 4,143 triliões de reais( US$ 2,367 mil milhões), segundo dados divulgados terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o IBGE, o desempenho da economia em 2011 aumentou em consequência do consumo das famílias, que teve um crescimento de 4,1% em relação a Registaram-se igualmente aumentos nos sectores agropecuário, com crescimento de 3,9%, e no de serviços, com 2,7%. No sector industrial registou-se um crescimento de 1,6%, devido aos sectores de electricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (3,8%) e da construção civil (3,6%). Em compensação, a indústria de transformação ficou praticamente estagnada em relação a 2010, tendo crescido apenas 0,1%. Galp Energia anuncia investimentos A Galp Energia pretende investir entre mil milhões a mil e 200 milhões de euros por ano até 2016 anunciou a empresa terça-feira, em Londres, durante a apresentação das suas novas perspectivas financeiras para o período O investimento será canalizado sobretudo para a área de exploração e produção, explica a empresa num comunicado disponível no site da CMVM, mas continuará a investir também na refinação de petróleo bruto e distribuição de produtos petrolíferos, na península Ibérica e em África, e na distribuição de gás natural e na produção e comercialização de energia eléctrica em Portugal e Espanha. A Galp Energia anunciou também que irá investir em biocombustíveis no Brasil e em Moçambique. A empresa portuguesa, onde a Sonangol tem uma forte participação accionista, prometeu igualmente um aumento anual de 20% dos dividendos a distribuir neste período, começando já por 2012.

9 8 Março Opinião HERMENEGILDO KOSI (*) a tributação do selo sobre produtos financeiros O crescimento económico de qualquer sociedade carece inelutavelmente de um impulso monetário ou financeiro, de que depende o equilíbrio entre as variáveis da procura e da oferta globais. Com efeito, os mercados financeiros apresentam-se como uma grande fonte de financiamento das empresas, das famílias e até mesmo do próprio Estado, sendo que o funcionamento adequado desses mercados, nos termos da respectiva regulação ou auto - regulação reflecte a maior ou menor fluidez na circulação do capital dentro do sistema económico. Por outras palavras, o equilíbrio funcional dos mercados financeiros poderá constituir um factor de atracção ou retracção de capitais, traduzindo um maior ou menor crescimento económico, conforme o caso. A conquista de elevados níveis de crescimento económico constitui nos últimos tempos um dos principais focos de reflexão quer no campo económico, quer e sobretudo no campo político e social, suscitando o afloramento de vários fenómenos conexos e submersos, ligados nomeadamente ao desemprego, ao fluxo de capitais, aos investimentos bem como as trocas comerciais. Com a recente estabilização política e militar do período pós 2002 regista-se em Angola tendências visíveis de crescimento económico, embora directa ou indirectamente afectada com as recentes crises mundiais, são é pelo menos visível o movimento crescente da economia angolana, tendo sido crucial, na visão das autoridades angolanas, inspiradas por uma correcta leitura dos acontecimentos e aconselhadas pelo contexto actual da economia mundial, num momento da internacionalização da economia nacional, o entendimento de que está-se perante o momento de privilégio e excelência para a efectivação de uma reforma fiscal, que seja capaz de acompanhar de modo sustentado e harmónico o crescimento e a estabilização de económica nacional, constituindo por um lado factor de competitividade e dinamização no seio dos agentes económicos e por outro um dos instrumentos adequados a correcção de disfunções sócio - económicas e a redistribuição da riqueza nacional. Neste primeiro momento da reforma fiscal, as autoridades angolanas têm como foco principal a elevação da receita fiscal não petrolífera, sector que hoje conhece um regime fiscal especial, paralelamente ao dos diamantes. Todavia, o sector financeiro, banca e seguros, são dos que mais crescem em Angola, e como foi referido por José Luis Silva partner da consultora KPMG (Jornal Expansão, edição nº 140 de 11 de Novembro de 2011), o mesmo não está sujeito a um regime especial de tributação nos moldes do que hoje existe em relação ao sector dos petróleos e diamantes, no entanto, com suprimento de uma melhor opinião sobre o assunto, não nos parece ser por esta vereda que se propõe trilhar os passos da reforma, certamente pelo facto de não se tratar de um sector complexo e estratégico à dimensão dos petróleos, e fundamentalmente por não manifestar constrangimentos ou pertinências que suscitem a necessidade de definição de um regime especial de tributação. Ora, um dos principais propósitos da reforma fiscal traduz-se em proceder revisões ao sistema fiscal, que hoje, paralelamente a administração e a justiça fiscais, compreende um dos seus principais eixos. A revisão do sistema fiscal em sede da reforma compreende várias medidas legislativas, de que nos propusemos destacar a aprovação de um código de imposto de selo. Ora, o imposto de selo corresponde a uma forma de tributação sobre a despesa, que inicialmente fundava-se na autenticidade dos documentos, que era cobrado através do uso de papel timbrado, ou selado. Hoje o selo apresenta-se como um imposto de incidência múltipla, abrangendo uma imensidão de actos, contratos, livros, papéis ou documentos geralmente constante de uma tabela. Em Angola o sistema de tributação à despesa por via da selagem encontrase vertido no actual Regulamento do Imposto do Selo aprovado pelo Diploma Legislativo n.º 3841, de 06 de Agosto de 1968, tendo sido algumas vezes alterado e actualizado, bem como na respectiva tabela anexa aprovada pelo Decreto n.º 71/04, de 09 de Julho. Quer o texto articulado daquele regulamento, quer a respectiva tabela, ambos muito extensos, consagram normas complexas, desactualizadas e inaplicáveis, que há muito clamam por uma revisão, ajustamentos e simplificação. É um regulamento desarticulado, do ponto de vista da sua sistemática jurídica, o que suscita imensos constrangimentos na sua aplicação e interpretação. A par dos reparos acima esboçados em relação ao regime de selagem actualmente em vigor, a inspirar a provação de um código de imposto de selo completamente novo, releva a necessidade de eliminação da dispersão legislativa relativa selagem de documentos, actos e contratos, e respectiva liquidação, eliminando regimes como o da liquidação por estampilha fiscal, ou selo de reconstrução nacional, o selo a tinta de óleo, as letras seladas, as avenças. Das principais inovações a serem introduzidas pelo Código do Imposto de Selo desperta maior pertinência a sua tendencial concentração a tributação sobre produtos financeiros, Os instrumentos financeiros constituem basicamente veículos de circulação monetária, permitindo a captação de poupanças para o financiamento de investimentos. Essa tributação representa a implementação de algum sentido de justiça tributária no sector da circulação monetária. Todavia estarão sujeitos a imposto de selo produtos como a utilização de crédito sob várias formas, incluindo factoring, desconto de letras, títulos da dívida pública, operações de câmbio de notas em moedas estrangeiras, saque sobre o estrangeiro, operação de locação financeira de bens imóveis, contraprestações devidas por serviços de intermediação financeira e outras, sendo houve a preocupação com a protecção de operações ligadas a fins de natureza social, ao estabelecer-se a isenção de selo relativa a contraprestações de locação financeira de bens imóveis destinados a moradia de família, a isenção de contas jovem, conta terceira idade, ou outra de carácter social, destacando também a isenção de apólices de seguros de vida, saúde, acidentes de trabalho, agrícola e pecuária. A sujeição a tributação de produtos financeiros tende a conferir maior autenticidade, formalidade e segurança às operações dos mercados monetário e financeiro. O novo Código do Imposto de Selo apresenta uma estrutura jurídico tributária de carácter futurista e compatível com os desafios do mercado de capitais a ser implementado em Angola. (*)Jurista / PERT «Neste primeiro momento da reforma fiscal, as autoridades angolanas têm como foco principal a elevação da receita fiscal não petrolífera»

10 10 8 Março 2012 Mercados Dados cedidos pelo ACTIVIDADE ECONÓMICA Crise da dívida trava o crescimento da China A segunda maior economia corte determinante na confiança do mundo cortou a previsão das exportações e nas do seu crescimento para este despesas públicas a favor do ano de 8% para 7,5%, sinalizando consumo. Wen Jiabao, no seu que os governantes discurso do estado da nação, daquele país estão a fazer um disse que mantém a meta que Balanço do BCE atinge níveis históricos O balanço do Banco Central biliões do PIB da Alemanha, Europeu publicado na semana quarta maior economia do passada espelhou um aumento mundo. Na semana passada o para o nível recorde de 3,02 BCE presenteou os bancos com biliões ($3,96 biliões) de empréstimos um financiamento de 529,5 aos bancos comercias mil milhões a três anos, tor- da zona, superando em 31% o nando-se a maior operação de PIB germânico. O empréstimo financiamento individual feita aos bancos comerciais da zona pela instituição, adicionando aumentou 310,7 mil milhões aos 489 mil milhões financiados para 1,13 biliões, na semana em Dezembro último. que findou no dia 2 de Março. O fluxo monetário que ajuda a Neste momento o balanço do Europa a combater da crise de BCE é um terço maior que o da dívida soberana e a desbloquear Reserva Federal dos EUA de os créditos para as empresas $2,9 biliões e eclipsa os 2,3 e famílias tem aumentado a ex- EMPRESAS o país já tinha traçado desde 2001, em manter a taxa de inflação inalterável nos 4% este ano. Em relação a sua política monetária e fiscal, o governo chinês manterá com a sua posição ao risco dos 17 Bancos Centrais da Zona em conjunto Evolução do balanço do BCE Fonte: Bloomberg Lehman Brothers inicia liquidação três anos depois da falência O banco de investimento Lehman americana sobre as falências uma nova fase do desmem- Brothers anunciou a sua de empresas) e a entrada na bramento, onde $65 mil mi- saída do processo judicial, etapa final do processo, as lhões de activos serão distribuídos. três anos e meio depois da distribuições aos credores, falência que precipitou a crise declarou num comunicado o A distribuição começará no financeira mundial. Esta- COO, John Suckow. No entan- dia 17 de Abril com uma pri- mos orgulhosos de anunciar to, o banco, não irá reiniciar meira tranche de $10 mil milhões. a saída do Capitulo 11 (da lei a sua actividade. Trata-se de A falência da Lehman Grécia levanta a voz para poder reduzir a sua dívida A Grécia anunciou na Terçafeira que considerava desfa- aceitam participar na ope- os credores privados que não zer-se da dívida dos credores ração de reestruturação, designada pelo acrónimo PSI, privados que negariam participar na operação de perdão indicou, num comunicado, de parte da sua dívida. O a Agencia grega de gestão programa económico grego da dívida pública (PDMA). O não considera pôr a disposição fundos para reembolsar pormenores de uma mesmo comunicado revela os apresentação feita na Segunda-feira perante investidores alemães pelo Director Geral da PDMA, Petros Christodoulou. A ameaça é dirigida essencialmente aos bancos e fundos que detêm obrigações que não são sujeitas ao direito grego, num valor de 23 mil milhões (cerca de $30,2 mil milhões). Com efeito, a Grécia já anunciou, que em relação aos títulos sujeitos ao direito grego, o país poderá recorrer a algumas cláusulas de acção colectiva que lhe permitiria obrigar os credores reticentes a aceitar as ditas condições do PSI. proactividade e prudência, após em Fevereiro ter baixado a taxa das reservas obrigatórias, com intuito de estimular o crédito e sustentar o crescimento. com o BCE, que compõem o Eurosistema. Brothers, um dos estabelecimentos mais prestigiosos da Wall Street no dia 15 de Setembro de 2008, é até hoje a maior falência registada de sempre nos EUA, com $691 mil milhões de activos em consideração. Monitor da Crise Financeira na Europa CDS PIB 2011 Yelds PIB 4. º Tr.11 5 anos Dívida Défice PAÍS 10 anos (Bp) Var.Hom. Pib 2010 Pib 2011 Portugal Irlanda Itália 1.221,91 628,78 380,68 13,58% 6,81% 5,05% -2,70% -0,10% -0,50% 93,30% 92,50% 118,40% -9,80% -31,30% -4,60% Grécia ,61 33,01% -7,00% 144,90% -10,60% Espanha Hungria Bélgica França Alemanha Reino Unido 406,78 515,00 241,94 183,72 81,33 67,88 5,18% 8,64% 3,55% 2,89% 1,79% 2,13% 0,30% 1,40% 0,90% 1,40% 2,00% 0,70% 61,00% 81,30% 96,20% 82,30% 83,20% 79,90% -9,30% -4,20% -4,10% -7,10% -4,30% -10,30% Taxas de JURO TBC- 63 dias TBC- 182 dias EURIBOR 1 M EURIBOR 6 M EURIBOR 12 M LIBOR 1 M LIBOR 6 M LIBOR 12 M mercados MOEDA AKZ AKZ EUR EUR EUR USD USD USD Taxas de CÂMBIO SPOT Cotação USD/AKZ EUR/AKZ ZAR/AKZ EUR/USD GBP/USD USD/ZAR USD/BRL USD/CNY Mercados Accionistas Índice DOW JONES S & P 500 NASDAQ FTSE 100 BOVESPA PSI 20 Nikkei 225 Commodities Matérias primas Brent Crud oil (Angola) Gas Natural Ouro Spot Platina 5-Mar-12 6,49 6,80 0,521 1,242 1,572 0,243 0,743 1,054 5-Mar-12 95, ,768 12,759 1,3236 1,5872 7,582 1,7358 6, Mar , , , , , , ,59 5-Mar ,82 123,88 2, , ,00 Var. Sm. Bp Var. Sem. 0,00% -0,92% 1,54% -1,30% 0,18% 0,58% 1,70% 0,12% Var.Sem. -0,56% -0,24% -0,26% -0,69% 2,63% 2,15% -0,25% Var. Sem. 2,13% -0,02% -9,23% -4,22% -2,92% IPC Mensal 3,50% 2,20% 3,30% 2,32% 2,00% 5,50% 3,20% 2,30% 2,30% 3,60% Var. Ac. Bp Var. Acum. 0,03% 2,54% 8,27% 1,43% 1,65% -5,68% -5,52% 0,20% Var.Acum. 3,63% 6,83% 11,69% 3,07% 13,48% -0,86% 14,70% Var.Acum. 17,06% 11,00% -20,96% 8,65% 19,15% Standard & Poor s corta o rating da Nokia A agência de notação Standard fabricante finlandês de equi- & Poor s cortou na pamentos de telecomunica- Sexta-feira de um nível o rating ções por suas dificuldades da Nokia, sancionando o no ramo dos smartphones. AIG vende $6 mil milhões em acções da AIA A seguradora que recebeu sua maior parte, pelo Estado, um resgate de $182,3 mil está a oferecer cerca de 1,7 milhões após o colapso do mil milhões de títulos da AIA Lehman Brothers, está a vender a um preço unitário de entre $6 mil milhões em acções 27,15 e 27,50 dólares de Hong da AIA, a sua filial asiática, Kong a investidores institucionais para pagar a Washington. não identificados, de Em concreto, a seguradora acordo com um documento norte-americana, detida, na obtido pela agência Bloomberg. Sublinhe-se que a AIG ficará a deter cerca de 19% da sua filial asiática após a oferta de acções. A AIG foi salva da falência em Setembro de 2008, depois de o colapso do mercado imobiliário subprime e do Lehman Brothers terem provocado O rating a longo prazo foi assim cortado para BBB- de BBB, associado com uma perspectiva negativa, o que 2,3% 700 milhões downgrades sucessivos do rating de crédito da companhia, que cobria mais de $441 mil milhões de investimentos em renda fixa. Acrescentou ainda que a alienação de títulos da AIA vai ajudar a minimizar a preocupação dos investidores. traduz que um novo corte é possível no contexto de uma deterioração nos próximos dois anos. FMI espera que Portugal regresse ao mercado O enviado especial do Fundo mantém-se a ideia básica que Monetário Internacional em Portugal regresse ao mercado Portugal, Abebe Aemro Selassie, de títulos mais tardar no apresentou a possibilidade próximo ano. Com os cortes de Portugal regressar nas despesas e o aumento dos ao mercado obrigacionista impostos, feitos pelo governo em O mesmo reiterou, de Pedro Passos Coelho, para que os investidores privados atender as exigências do plano ainda se sentem avessos a investirem de ajuda do FMI e da União nos títulos de dívida Europeia de 78 mil milhões pública. Selassie, que está a ($103 mil milhões), acredita supervisionar as contas portuguesas ele que Portugal está deter- para receber o próximo minado a receber o próximo financiamento, disse que não fundo de ajuda e regressar ao será uma tarefa fácil, contudo, mercado de títulos em ,7% Crescimento do PIB da Austrália em 2011, abaixo das previsões iniciais de 2.75%, segundo o Banco da Reserva Australiana. Lucros do Bundesbank em 2011, aquém dos 2,5 mil milhões esperados, devido à crise orçamental na Europa. Crescimento do PIB brasileiro em 2011, menor que o crescimento de 7,5% em 2010 e os 3,2% previstos pelo Governo para 2011.

11 8 Março Fecho Os clientes da Unitel poderão usufruir dos serviços dos Smarthphones BlackBerry, graças a um acordo entre a operadora e a empresa canadiana Research In Motion Angola e UE abraçam caminho conjunto Estão finalmente preparadas as condições para a formalização de uma nova era na cooperação entre Angola e União Europeia (UE). Esta foi uma das conclusões retiradas da visita que Koen Vervaeke, director para a África Austral do Serviço Europeu de Acção Externa, efectuou a Angola e que decorreu entre os dias 27 e 28 de Fevereiro. A visita teve como objectivo principal a negociação do documento Caminho Conjunto Angola União Europeia. Este documento estratégico visa elevar a um novo patamar o relacionamento entre ambas as partes, através do aprofundamento do diálogo político e da cooperação em áreas de interesse comum, reconhecendo o papel crescente de Angola no plano regional e internacional e o potencial de evolução da relação bilateral entre Angola e a União Europeia, segundo comunicado a que o Novo Jornal teve acesso. O documento estava praticamente em banho-maria desde 2009 mas deve ser definitivamente ratificado com a visita oficial do presidente da Comissão Europeu, o português Durão Barroso, que em princípio se vai realizar em Abril. Segundo Carolina Cordeiro, chefe da secção de política da delegação da UE em Angola, este é um acordo que visa reforçar o diálogo político e económico entre as duas partes. A parceria económica sai, no entanto, com um novo impulso. É verdade que há um forte impulso económico neste caminho conjunto. O acordo vai também aprofundar a cooperação em áreas técnicas, como são os casos dos transporte, energia, formação superior e mobilidade, explicou a diplomata portuguesa emprestada às relações exteriores da UE. Nesta nova fase, espera-se que caminho tenha em conta as particularidades de Angola e da UE. É preciso que isso aconteça, que os dois lados troquem experiências. Não é só a UE que tem algo para dar a Angola, Angola também tem sectores onde pode contribuir e mostrar a sua experiência. Falo, concretamente, do sector militar mas também de sectores económicos, como ao nível do LNG, por exemplo, onde Angola tem um grande projecto em fase de arranque, frisou Carolina Cordeiro. A União Europeia é actualmente o maior doador a fundo perdido de Angola. Desenvolve com o Governo de Angola um programa de cooperação plurianual ( ) ao abrigo do 10º Fundo Europeu para o Desenvolvimento e do Orçamento da Comissão Europeia, num total de mais de 250 milhões de euros. Ao abrigo deste programa estão a ser desenvolvidos diversos projectos em sectores identificados como prioritários pelo Governo de Angola, designadamente governação, justiça e apoio institucional, saúde e educação, agua e saneamento, desenvolvimento rural, e outras áreas como desminagem, apoio a actores não-estatais e à integração regional. Este programa é complementado por outros apoios ao abrigo de linhas de financiamento temáticas geridas pela União Europeia nas áreas dos direitos humanos, actores não estatais e segurança alimentar. Segundo os últimos dados disponíveis, a UE é o maior exportador para Angola e o terceiro principal parceiro comercial em termos globais. Tem ainda assumido crescente relevância no quadro dos investimentos. Em termos regionais, Angola é actualmente o segundo principal parceiro comercial da UE na África Austral. M.G. Fausto Martins, economista Apoiar o empreendedorismo para reduzir o desemprego Em Angola, cerca de 40 por cento das pessoas que tem uma actividade remunerada têm o seu próprio negócio, o que pressupõe dizer que 31,9 por cento da população angolana é empreendedora. Estes dados foram apurados pela Global Entreprenurship Monitor, da última vez que esteve em Angola em 2010, e apresentado na terça-feira, 6, pelo economista Fausto de Carvalho Martins, na abertura do ano académico da Universidade Lusíada de Angola, na sua tradicional oração de sapiência que abordou o tema Empreendedorismo um desafio a redução da pobreza e da taxa de desemprego. Com o objectivo de destacar a necessidade e importância do emprendedorismo e o seu contributo na criação de emprego, o palestrante que também é decano da Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto, começou por dizer que o empreendedor é todo individuo que perante uma situação de necessidade ou oportunidade assume uma actividade económica. Para tal, de acordo com o académico, a estrutura organizacional de uma actividade empreendedora não tem que ser necessariamente tão complexa como aquela que subsiste numa estrutura convencional empresarial. Segundo ainda Fausto Martins, em Angola são inúmeros os factores que influenciam o empreendedorismo quer de forma formal bem como o informal. Entre eles está o auto-emprego que é entendido como a pessoa que tem o seu próprio negócio e a taxa de mortalidade das empresas, ou seja, o número de organizações que são criadas e num período de três meses tendem a desaparecer. Esta taxa, de acordo com o orador, ronda os 85 por cento. Que é considerado grave. Em conformidade com Fausto Martins, se a cultura e o comportamento empresarial do empreendedor estiverem assentes nos valores económicos e sociais que inspiram alguma possibilidade de sucesso, através da partilha e todos os métodos legalmente constituídos, então, passa a ser obrigação dos bancos comerciais e do Estado incentivarem e financiarem a actividade empreendedora, por via de infra-estruturas e do acesso a linhas de crédito. De acordo com o professor universitário o emprendedorismo organizado tem um peso forte na redução do desemprego e da pobreza. O economista defende ainda a melhoria das condições da actividade comercial, a melhoraria das associações profissionais, a inclusão dos empreendedores informais em pequenas associações, a organização dos canais de distribuição bem como facilitar o escoamento dos produtos agrícolas. DOMINGOS BENTO

12

01 _ Enquadramento macroeconómico

01 _ Enquadramento macroeconómico 01 _ Enquadramento macroeconómico 01 _ Enquadramento macroeconómico O agravamento da crise do crédito hipotecário subprime transformou-se numa crise generalizada de confiança com repercursões nos mercados

Leia mais

Distintos Membros dos Órgãos Sociais da Banca Comercial; Chegamos ao final de mais um ano e, por isso, é oportuno, fazer-se um

Distintos Membros dos Órgãos Sociais da Banca Comercial; Chegamos ao final de mais um ano e, por isso, é oportuno, fazer-se um Sr. Vice-Governador do BNA; Srs. Membros do Conselho de Administração do BNA; Distintos Membros dos Órgãos Sociais da Banca Comercial; Sr Representante das Casas de Câmbios Srs. Directores e responsáveis

Leia mais

Fundo de Pensões BESA OPÇÕES REFORMA

Fundo de Pensões BESA OPÇÕES REFORMA Dezembro de 2013 Fundo de Pensões BESA OPÇÕES REFORMA Relatório Gestão Sumário Executivo 2 Síntese Financeira O Fundo de Pensões BESA OPÇÕES REFORMA apresenta em 31 de Dezembro de 2013, o valor de 402

Leia mais

MODIFICAÇÕES MAIS RELEVANTES INTRODUZIDAS PELA NOVA LEI DO INVESTIMENTO PRIVADO

MODIFICAÇÕES MAIS RELEVANTES INTRODUZIDAS PELA NOVA LEI DO INVESTIMENTO PRIVADO MODIFICAÇÕES MAIS RELEVANTES INTRODUZIDAS PELA NOVA LEI DO INVESTIMENTO PRIVADO Sofia Vale Agosto de 2015 Foi publicada recentemente a nova Lei do Investimento Privado 1 (doravante A Nova LIP ), que contém

Leia mais

PORTUGAL Economic Outlook. Carlos Almeida Andrade Chief Economist Julho 2008

PORTUGAL Economic Outlook. Carlos Almeida Andrade Chief Economist Julho 2008 PORTUGAL Economic Outlook Carlos Almeida Andrade Chief Economist Julho 2008 Portugal: Adaptação a um novo ambiente económico global A economia portuguesa enfrenta o impacto de um ambiente externo difícil,

Leia mais

Percepção de Portugal no mundo

Percepção de Portugal no mundo Percepção de Portugal no mundo Na sequência da questão levantada pelo Senhor Dr. Francisco Mantero na reunião do Grupo de Trabalho na Aicep, no passado dia 25 de Agosto, sobre a percepção da imagem de

Leia mais

SINAIS POSITIVOS TOP 20 (atualizado a 10JUL2014)

SINAIS POSITIVOS TOP 20 (atualizado a 10JUL2014) SINAIS POSITIVOS TOP 20 (atualizado a 10JUL2014) 1. Taxa de Desemprego O desemprego desceu para 14,3% em maio, o que representa um recuo de 2,6% em relação a maio de 2013. Esta é a segunda maior variação

Leia mais

Mercados informação de negócios

Mercados informação de negócios Mercados informação de negócios Angola Oportunidades e Dificuldades do Mercado Novembro 2008 Índice 1. Oportunidades 03 1.1 Pontos Fortes 03 1.2 Áreas de Oportunidade 03 2. Dificuldades 04 2.1 Pontos Fracos

Leia mais

IMF Survey. África deve crescer mais em meio a mudanças nas tendências mundiais

IMF Survey. África deve crescer mais em meio a mudanças nas tendências mundiais IMF Survey PERSPECTIVAS ECONÓMICAS REGIONAIS África deve crescer mais em meio a mudanças nas tendências mundiais Por Jesus Gonzalez-Garcia e Juan Treviño Departamento da África, FMI 24 de Abril de 2014

Leia mais

GRANDES OPÇÕES DO PLANO 2008 PRINCIPAIS ASPECTOS

GRANDES OPÇÕES DO PLANO 2008 PRINCIPAIS ASPECTOS GRANDES OPÇÕES DO PLANO 2008 PRINCIPAIS ASPECTOS I. INTRODUÇÃO O Governo apresentou ao Conselho Económico e Social o Projecto de Grandes Opções do Plano 2008 (GOP 2008) para que este Órgão, de acordo com

Leia mais

Empresas aéreas continuam a melhorar a rentabilidade Margem de lucro líquida de 5,1% para 2016

Empresas aéreas continuam a melhorar a rentabilidade Margem de lucro líquida de 5,1% para 2016 COMUNICADO No: 58 Empresas aéreas continuam a melhorar a rentabilidade Margem de lucro líquida de 5,1% para 2016 10 de dezembro de 2015 (Genebra) - A International Air Transport Association (IATA) anunciou

Leia mais

www.economiaemercado.sapo.ao Agosto 2015

www.economiaemercado.sapo.ao Agosto 2015 54 CAPA www.economiaemercado.sapo.ao Agosto 2015 CAPA 55 ENTREVISTA COM PAULO VARELA, PRESDIDENTE DA CÂMARA DE COMÉRCIO E INDÚSTRIA PORTUGAL ANGOLA O ANGOLA DEVE APOSTAR NO CAPITAL HUMANO PARA DIVERSIFICAR

Leia mais

nº 3 Novembro 2009 MERCADOS O VINHO NOS E.U.A. BREVE CARACTERIZAÇÃO DO SECTOR

nº 3 Novembro 2009 MERCADOS O VINHO NOS E.U.A. BREVE CARACTERIZAÇÃO DO SECTOR nº 3 Novembro 29 MERCADOS O VINHO NOS E.U.A. BREVE CARACTERIZAÇÃO DO SECTOR O VINHO NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA BREVE CARACTERIZAÇÃO DO SECTOR Índice 1. INTRODUÇÃO 2 2. PRODUÇÃO 3 3. EXPORTAÇÃO 5 4.

Leia mais

A APLICAÇÃO DE CAPITAIS, IMPOSTO DO SELO E IMPOSTO DE CONSUMOC

A APLICAÇÃO DE CAPITAIS, IMPOSTO DO SELO E IMPOSTO DE CONSUMOC REFORMA FISCAL: IMPOSTO SOBRE A APLICAÇÃO DE CAPITAIS, IMPOSTO DO SELO E IMPOSTO DE CONSUMOC MARÇO 2012 Integrado na reforma fiscal que está em curso, a Imprensa Nacional disponibilizou recentemente o

Leia mais

Relatório Econômico Mensal Agosto 2011

Relatório Econômico Mensal Agosto 2011 Relatório Econômico Mensal Agosto 2011 Tópicos Economia Americana: Confiança em baixa Pág.3 EUA X Japão Pág. 4 Mercados Emergentes: China segue apertando as condições monetárias Pág.5 Economia Brasileira:

Leia mais

6º Congresso Nacional da Administração Pública

6º Congresso Nacional da Administração Pública 6º Congresso Nacional da Administração Pública João Proença 30/10/08 Desenvolvimento e Competitividade: O Papel da Administração Pública A competitividade é um factor-chave para a melhoria das condições

Leia mais

Bom dia, Senhoras e Senhores. Introdução

Bom dia, Senhoras e Senhores. Introdução Bom dia, Senhoras e Senhores Introdução Gostaria de começar por agradecer o amável convite que o Gabinete do Parlamento Europeu em Lisboa me dirigiu para participar neste debate e felicitar os organizadores

Leia mais

Choques Desequilibram a Economia Global

Choques Desequilibram a Economia Global Choques Desequilibram a Economia Global Uma série de choques reduziu o ritmo da recuperação econômica global em 2011. As economias emergentes como um todo se saíram bem melhor do que as economias avançadas,

Leia mais

As Estatísticas do Banco de Portugal, a Economia e as Empresas

As Estatísticas do Banco de Portugal, a Economia e as Empresas 30 11 2012 As Estatísticas do Banco de Portugal, a Economia e as Empresas Teodora Cardoso 1ª Conferência da Central de Balanços Porto, 13 Dezembro 2010 O Banco de Portugal e as Estatísticas O Banco de

Leia mais

Mercados. informação de negócios. Angola Oportunidades e Dificuldades do Mercado

Mercados. informação de negócios. Angola Oportunidades e Dificuldades do Mercado Mercados informação de negócios Angola Oportunidades e Dificuldades do Mercado Dezembro 2011 Índice 1. Oportunidades 03 1.1 Pontos Fortes 03 1.2 Áreas de Oportunidade 03 2. Dificuldades 04 2.1 Pontos Fracos

Leia mais

O incumprimento entre empresas aumenta, em comparação com 2011

O incumprimento entre empresas aumenta, em comparação com 2011 Lisboa, 29 de Maio de 2013 Estudo revela que os atrasos nos pagamentos entre empresas na região da Ásia - Pacífico se agravaram em 2012 - As empresas estão menos optimistas relativamente à recuperação

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Setembro 2011 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS GRADUADOS

Leia mais

Situação Económico-Financeira Balanço e Contas

Situação Económico-Financeira Balanço e Contas II Situação Económico-Financeira Balanço e Contas Esta parte do Relatório respeita à situação económico-financeira da Instituição, através da publicação dos respectivos Balanço e Contas e do Relatório

Leia mais

Entrevistado: Almir Barbassa Entrevistador: - Data:11/08/2009 Tempo do Áudio: 23 30

Entrevistado: Almir Barbassa Entrevistador: - Data:11/08/2009 Tempo do Áudio: 23 30 1 Entrevistado: Almir Barbassa Entrevistador: - Data:11/08/2009 Tempo do Áudio: 23 30 Entrevistador- Como o senhor vê a economia mundial e qual o posicionamento do Brasil, após quase um ano da quebra do

Leia mais

A crise na Zona Euro - Implicações para Cabo Verde e respostas possíveis:

A crise na Zona Euro - Implicações para Cabo Verde e respostas possíveis: A crise na Zona Euro - Implicações para Cabo Verde e respostas possíveis: Uma Mesa-Redonda Sector Público-Privado 7/10/2011 Centro de Políticas e Estratégias, Palácio do Governo, Praia. A crise na Zona

Leia mais

RELATÓRIO DA BALANÇA DE PAGAMENTOS E DA POSIÇÃO DE INVESTIMENTO INTERNACIONAL, 2011

RELATÓRIO DA BALANÇA DE PAGAMENTOS E DA POSIÇÃO DE INVESTIMENTO INTERNACIONAL, 2011 RELATÓRIO DA BALANÇA DE PAGAMENTOS E DA POSIÇÃO DE INVESTIMENTO INTERNACIONAL, 2011 I. BALANÇA DE PAGAMENTOS A estatística da Balança de Pagamentos regista as transacções económicas ocorridas, durante

Leia mais

Relatório Econômico Mensal Agosto de 2015. Turim Family Office & Investment Management

Relatório Econômico Mensal Agosto de 2015. Turim Family Office & Investment Management Relatório Econômico Mensal Agosto de 2015 Turim Family Office & Investment Management ESTADOS UNIDOS TÓPICOS ECONOMIA GLOBAL Economia Global: EUA: PIB e Juros... Pág.3 Europa: Recuperação e Grécia... Pág.4

Leia mais

Dignos Presidentes dos Conselhos de Administração e das Comissões Executivas dos bancos comerciais

Dignos Presidentes dos Conselhos de Administração e das Comissões Executivas dos bancos comerciais Exmo Senhor Presidente da Associação Angolana de Bancos Sr. Amílcar Silva Dignos Presidentes dos Conselhos de Administração e das Comissões Executivas dos bancos comerciais Estimados Bancários Minhas Senhoras

Leia mais

O FOMENTO DAS MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS

O FOMENTO DAS MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS O FOMENTO DAS MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS MAIO 2012 1. REGULAMENTO DAS MICRO,, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS A Lei n.º 30/11, publicada em Setembro, definiu o novo regime das Micro, Pequenas e Médias

Leia mais

Reflexão depreciação do Metical em relação ao Dólar Norte- Americano, 2015.

Reflexão depreciação do Metical em relação ao Dólar Norte- Americano, 2015. CTA-CONFEDERAÇÃO DASASSOCIAÇÕES ECONÓMICAS DE MOÇAMBIQUE Reflexão depreciação do Metical em relação ao Dólar Norte- Americano, Eduardo Sengo Julho 2015 Uma depreciação do Metical, torna os bens e serviços

Leia mais

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA REGIONAL DOS AÇORES SESSÃO PLENÁRIA DE 11 a 13 NOVEMBRO DE 2002 Intervenção do Deputado Cabral Vieira

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA REGIONAL DOS AÇORES SESSÃO PLENÁRIA DE 11 a 13 NOVEMBRO DE 2002 Intervenção do Deputado Cabral Vieira ASSEMBLEIA LEGISLATIVA REGIONAL DOS AÇORES SESSÃO PLENÁRIA DE 11 a 13 NOVEMBRO DE 2002 Intervenção do Deputado Cabral Vieira O Plano e o Orçamento constituem documentos de grande importância para a economia

Leia mais

AS RELAÇÕES ECONÓMICAS PORTUGAL ANGOLA E A ESTRATÉGIA DO BANCO BIC PORTUGUÊS*

AS RELAÇÕES ECONÓMICAS PORTUGAL ANGOLA E A ESTRATÉGIA DO BANCO BIC PORTUGUÊS* ASRELAÇÕESECONÓMICASPORTUGAL ANGOLA I. ACRISEFINANCEIRAEAECONOMIAMUNDIAL EAESTRATÉGIADOBANCOBICPORTUGUÊS* Acrisecomeçounosistemafinanceiroejáatingiuaeconomiareal.O Creditcrunch estáaprovocara contracçãodoprodutonaseconomiasocidentais,reduzindoaprocuranosmercadoseaumentandoo

Leia mais

RELATÓRIO E CONTAS BBVA MULTIFUNDO ALTERNATIVO

RELATÓRIO E CONTAS BBVA MULTIFUNDO ALTERNATIVO RELATÓRIO E CONTAS BBVA MULTIFUNDO ALTERNATIVO FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO 30 JUNHO 20 1 BREVE ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO 1º semestre de 20 No contexto macroeconómico, o mais relevante no primeiro

Leia mais

Sessão de Abertura Muito Bom dia, Senhores Secretários de Estado Senhor Presidente da FCT Senhoras e Senhores 1 - INTRODUÇÃO

Sessão de Abertura Muito Bom dia, Senhores Secretários de Estado Senhor Presidente da FCT Senhoras e Senhores 1 - INTRODUÇÃO Sessão de Abertura Muito Bom dia, Senhores Secretários de Estado Senhor Presidente da FCT Senhoras e Senhores 1 - INTRODUÇÃO Gostaria de começar por agradecer o amável convite que a FCT me dirigiu para

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 11 Pronunciamento sobre a questão

Leia mais

O processo de criação de moeda. 1. Conceitos básicos 31

O processo de criação de moeda. 1. Conceitos básicos 31 Índice LISTA DE SÍMBOLOS 17 PREFÁCIO 23 INTRODUÇÃO 25 Capítulo 1 O processo de criação de moeda 1. Conceitos básicos 31 1.1. Moeda e outros activos de uma economia 31 1.2. Sector monetário de uma economia

Leia mais

COMO ELABORAR UM PLANO DE NEGÓCIOS DE SUCESSO

COMO ELABORAR UM PLANO DE NEGÓCIOS DE SUCESSO COMO ELABORAR UM PLANO DE NEGÓCIOS DE SUCESSO 1 Sumário: Conceito e Objectivos Estrutura do PN o Apresentação da Empresa o Análise do Produto / Serviço o Análise de Mercado o Estratégia de Marketing o

Leia mais

Sessão de Esclarecimento Balanço das Medidas Anti-Cíclicas

Sessão de Esclarecimento Balanço das Medidas Anti-Cíclicas Sessão de Esclarecimento Balanço das Medidas Anti-Cíclicas Açores Investe Linha de apoio à reestruturação de dívida bancária das empresas dos Açores Proposta de decreto legislativo regional que altera

Leia mais

DOCUMENTOS DE GESTÃO FINANCEIRA Realizado por GESTLUZ - Consultores de Gestão

DOCUMENTOS DE GESTÃO FINANCEIRA Realizado por GESTLUZ - Consultores de Gestão DOCUMENTOS DE GESTÃO FINANCEIRA Realizado por GESTLUZ - Consultores de Gestão A Análise das Demonstrações Financeiras Este artigo pretende apoiar o jovem empreendedor, informando-o de como utilizar os

Leia mais

FRANCISCO MANTERO - PWC - CPLP 23/01/2013. 1. Título "Opções de financiamento para a CPLP" não é meu.

FRANCISCO MANTERO - PWC - CPLP 23/01/2013. 1. Título Opções de financiamento para a CPLP não é meu. FRANCISCO MANTERO - PWC - CPLP 23/01/2013 1. Título "Opções de financiamento para a CPLP" não é meu. Poderia dar ideia que há opções de financiamento específicas para a CPLP em si mesma e para os Estados

Leia mais

Relatório de Gestão & Contas - Ano 2012 RELATÓRIO DE GESTÃO. Resende e Fernandes, Construção Civil, Lda.

Relatório de Gestão & Contas - Ano 2012 RELATÓRIO DE GESTÃO. Resende e Fernandes, Construção Civil, Lda. RELATÓRIO DE GESTÃO Resende e Fernandes, Construção Civil, Lda. 2012 ÍNDICE DESTAQUES... 3 MENSAGEM DO GERENTE... 4 ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO... 5 Economia internacional... 5 Economia Nacional... 5

Leia mais

Angola Breve Caracterização. Julho 2007

Angola Breve Caracterização. Julho 2007 Breve Caracterização Julho 2007 I. Actividade e Preços. Após o final da guerra civil em 2002, e num contexto de relativa estabilidade política, tornou-se numa das economias de mais elevado crescimento

Leia mais

INTERVENÇÃO DE S.EXA. O SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO, DR.BERNARDO TRINDADE, NA SESSÃO DE ABERTURA DO XXXIII CONGRESSO DA APAVT

INTERVENÇÃO DE S.EXA. O SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO, DR.BERNARDO TRINDADE, NA SESSÃO DE ABERTURA DO XXXIII CONGRESSO DA APAVT INTERVENÇÃO DE S.EXA. O SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO, DR.BERNARDO TRINDADE, NA SESSÃO DE ABERTURA DO XXXIII CONGRESSO DA APAVT TURISMO: TENDÊNCIAS E SOLUÇÕES Exmos. Senhores Conferencistas, Antes de

Leia mais

EMBRAER ANUNCIA PERSPECTIVAS DE LONGO PRAZO PARA AVIAÇÃO Estimativas de demanda mundial abrangem os mercados de jatos comerciais e executivos

EMBRAER ANUNCIA PERSPECTIVAS DE LONGO PRAZO PARA AVIAÇÃO Estimativas de demanda mundial abrangem os mercados de jatos comerciais e executivos EMBRAER ANUNCIA PERSPECTIVAS DE LONGO PRAZO PARA AVIAÇÃO Estimativas de demanda mundial abrangem os mercados de jatos comerciais e executivos São José dos Campos, 7 de novembro de 2008 A Embraer (BOVESPA:

Leia mais

Assembleia Nacional. Lei 17/92

Assembleia Nacional. Lei 17/92 REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE Assembleia Nacional Lei 17/92 A Assembleia Nacional, no uso das faculdades que lhe são conferidas pela alínea g) do artigo 86.º da Constituição Política, para

Leia mais

Análise de Conjuntura

Análise de Conjuntura Análise de Conjuntura Novembro 2006 Associação Industrial Portuguesa Confederação Empresarial Indicador de Sentimento Económico O indicador de sentimento económico de Outubro de 2006 apresenta uma melhoria

Leia mais

Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais

Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais João Carlos Ferraz BNDES 31 de agosto de 2008 Guia Contexto macroeconômico Políticas públicas Perpectivas do investimento

Leia mais

2009 BIAC Business Roundtable. Responding to the global economic crisis OECD s role in promoting open markets and job creation. 21 de Maio de 2009

2009 BIAC Business Roundtable. Responding to the global economic crisis OECD s role in promoting open markets and job creation. 21 de Maio de 2009 2009 BIAC Business Roundtable Responding to the global economic crisis OECD s role in promoting open markets and job creation 21 de Maio de 2009 Intervenção do Ministro de Estado e das Finanças Fernando

Leia mais

ASSOCIAÇÃO INDUSTRIAL PORTUGUESA CCI/Câmara de Comércio e Indústria

ASSOCIAÇÃO INDUSTRIAL PORTUGUESA CCI/Câmara de Comércio e Indústria ASSOCIAÇÃO INDUSTRIAL PORTUGUESA CCI/Câmara de Comércio e Indústria Análise de Conjuntura Maio 2011 Indicador de Sentimento Económico Os indicadores de sentimento económico da União Europeia e da Área

Leia mais

DECLARAÇÃO INICIAL DO GOVERNADOR DO BANCO DE PORTUGAL NA APRESENTAÇÃO DO BOLETIM ECONÓMICO DA PRIMAVERA (2009)

DECLARAÇÃO INICIAL DO GOVERNADOR DO BANCO DE PORTUGAL NA APRESENTAÇÃO DO BOLETIM ECONÓMICO DA PRIMAVERA (2009) Conferência de Imprensa em 14 de Abril de 2009 DECLARAÇÃO INICIAL DO GOVERNADOR DO BANCO DE PORTUGAL NA APRESENTAÇÃO DO BOLETIM ECONÓMICO DA PRIMAVERA (2009) No contexto da maior crise económica mundial

Leia mais

Metodologia. Pesquisa Quantitativa Coleta de dados: Público Alvo: Amostra: 500 entrevistas realizadas. Campo: 16 a 29 de Setembro de 2010

Metodologia. Pesquisa Quantitativa Coleta de dados: Público Alvo: Amostra: 500 entrevistas realizadas. Campo: 16 a 29 de Setembro de 2010 Metodologia Pesquisa Quantitativa Coleta de dados: Através de e-survey - via web Público Alvo: Executivos de empresas associadas e não associadas à AMCHAM Amostra: 500 entrevistas realizadas Campo: 16

Leia mais

Perspectivas da Economia Brasileira

Perspectivas da Economia Brasileira Perspectivas da Economia Brasileira Márcio Holland Secretário de Política Econômica Ministério da Fazenda Caxias do Sul, RG 03 de dezembro de 2012 1 O Cenário Internacional Economias avançadas: baixo crescimento

Leia mais

Debate Quinzenal Economia Intervenção do Primeiro-Ministro José Sócrates

Debate Quinzenal Economia Intervenção do Primeiro-Ministro José Sócrates Debate Quinzenal Economia Intervenção do Primeiro-Ministro José Sócrates 11.02.2009 1. A execução da Iniciativa para o Investimento e o Emprego A resposta do Governo à crise económica segue uma linha de

Leia mais

Preçário BANCO PRIVADO ATLANTICO. Instituição Financeira Bancária TABELA DE TAXAS DE JURO. Data de Entrada em vigor: 8 de Janeiro 2015

Preçário BANCO PRIVADO ATLANTICO. Instituição Financeira Bancária TABELA DE TAXAS DE JURO. Data de Entrada em vigor: 8 de Janeiro 2015 Preçário BANCO PRIVADO ATLANTICO Instituição Financeira Bancária TABELA DE TAXAS DE JURO Data de Entrada em vigor: 8 de Janeiro 2015 O Preçário pode ser consultado nos balcões e locais de atendimento ao

Leia mais

REGULAMENTO DE CONCESSÃO DE INCENTIVOS AO INVESTIMENTO

REGULAMENTO DE CONCESSÃO DE INCENTIVOS AO INVESTIMENTO REGULAMENTO DE CONCESSÃO DE INCENTIVOS AO INVESTIMENTO Considerando que os Municípios dispõem de atribuições no domínio da promoção do desenvolvimento, de acordo com o disposto na alínea n) do n.º 1 do

Leia mais

PORTUGAL - INDICADORES ECONÓMICOS. Evolução 2005-2011 Actualizado em Setembro de 2011. Unid. Fonte 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Notas 2011

PORTUGAL - INDICADORES ECONÓMICOS. Evolução 2005-2011 Actualizado em Setembro de 2011. Unid. Fonte 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Notas 2011 Evolução 2005-2011 Actualizado em Setembro de 2011 Unid. Fonte 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Notas 2011 População a Milhares Hab. INE 10.563 10.586 10.604 10.623 10.638 10.636 10.643 2º Trimestre

Leia mais

No rescaldo da crise, fase mais difícil parece ultrapassada

No rescaldo da crise, fase mais difícil parece ultrapassada Angola Setembro 2009 No rescaldo da crise, fase mais difícil parece ultrapassada I.- Evolução recente das reservas cambiais 1. O dado mais relevante a assinalar na evolução da conjuntura económica e financeira

Leia mais

A Fazer Crescer o Nosso Futuro 2 / 3

A Fazer Crescer o Nosso Futuro 2 / 3 1 / 1 A Fazer Crescer o Nosso Futuro 2 / 3 ... os recursos petrolíferos devem ser alocados à constituição de reservas financeiras do Estado que possam ser utilizadas, de forma igualitária e equitativa,

Leia mais

PROMOTORES: PARCEIROS/CONSULTORES: FUNCIONAMENTO RESUMO

PROMOTORES: PARCEIROS/CONSULTORES: FUNCIONAMENTO RESUMO CVGARANTE SOCIEDADE DE GARANTIA MÚTUA PROMOTORES: PARCEIROS/CONSULTORES: FUNCIONAMENTO RESUMO 14 de Outubro de 2010 O que é a Garantia Mútua? É um sistema privado e de cariz mutualista de apoio às empresas,

Leia mais

Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Concelho de Sines

Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Concelho de Sines Programa FINICIA Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Concelho de Sines Anexo I ao protocolo financeiro e de cooperação Normas e Condições de Acesso Artigo 1º. (Objectivo) Pretende-se colocar

Leia mais

Declaração ao país. António José Seguro. 19 de Julho de 2013. Boa tarde. Durante esta semana batemo-nos para que:

Declaração ao país. António José Seguro. 19 de Julho de 2013. Boa tarde. Durante esta semana batemo-nos para que: Declaração ao país António José Seguro 19 de Julho de 2013 Boa tarde. Durante esta semana batemo-nos para que: Não houvesse mais cortes nas reformas e nas pensões Não houvesse mais despedimentos na função

Leia mais

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos.

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de março Prova Escrita de Economia A 10.º e 11.º Anos de Escolaridade Prova 712/2.ª Fase 15 Páginas Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância:

Leia mais

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO II RELATÓRIO ANALÍTICO 15 1 CONTEXTO ECONÔMICO A quantidade e a qualidade dos serviços públicos prestados por um governo aos seus cidadãos são fortemente influenciadas pelo contexto econômico local, mas

Leia mais

Financiamento e Apoio às Micro e Pequenas Empresas

Financiamento e Apoio às Micro e Pequenas Empresas Financiamento e Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Concelho da Nazaré no âmbito do Programa FINICIA Anexo I ao protocolo financeiro e de cooperação Normas e Condições de Acesso Artigo 1º. (Objectivo)

Leia mais

COMENTÁRIOS DA CIP À PROPOSTA DE ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2015 E ÀS

COMENTÁRIOS DA CIP À PROPOSTA DE ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2015 E ÀS COMENTÁRIOS DA CIP À PROPOSTA DE ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2015 E ÀS REFORMAS FISCAIS A CIP lamenta que a dificuldade em reduzir sustentadamente a despesa pública tenha impedido que o Orçamento do Estado

Leia mais

Valor: Qual a fatia de investidores da América Latina no ESM?

Valor: Qual a fatia de investidores da América Latina no ESM? Entrevista com Klaus Regling, Diretor Executivo do Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM) Valor Econômico, 16 de julho de 2013 Valor: Por que buscar investidores no Brasil agora? Klaus Regling: Visitamos

Leia mais

Avaliação do Instrumento de Apoio a Políticas Económicas (PSI) 2010-2012

Avaliação do Instrumento de Apoio a Políticas Económicas (PSI) 2010-2012 REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE Avaliação do Instrumento de Apoio a Políticas Económicas (PSI) 2010-2012 Elaborado Por: Ministério das Finanças Ministério da Planificação e Desenvolvimento Banco de Moçambique

Leia mais

Portugal Forte crescimento no início do ano

Portugal Forte crescimento no início do ano 8 Abr ANÁLISE ECONÓMICA Portugal Forte crescimento no início do ano Miguel Jiménez / Agustín García / Diego Torres / Massimo Trento Nos primeiros meses do ano, a retoma do consumo privado teria impulsionado

Leia mais

NOME: NÚMERO: GRUPO I (8 valores)

NOME: NÚMERO: GRUPO I (8 valores) Universidade do Minho Curso de Comunicação Social Disciplina de Economia 8 de Junho de 2004 PROVA DE AVALIAÇÃO NOME: NÚMERO: Observações obrigatórias - antes de começar a responder, siga as seguintes instruções:

Leia mais

Iniciativas financeiras e fiscais para o Investimento, Crescimento e Emprego. Vítor Gaspar

Iniciativas financeiras e fiscais para o Investimento, Crescimento e Emprego. Vítor Gaspar Iniciativas financeiras e fiscais para o Investimento, Crescimento e Emprego Vítor Gaspar Lisboa, 23 de maio de 2013 Início de uma nova fase do processo de ajustamento 1ª fase: Prioridade na consolidação

Leia mais

MERCADO ECONÓMICO EM ANGOLA PERSPECTIVA DE EVOLUÇÃO

MERCADO ECONÓMICO EM ANGOLA PERSPECTIVA DE EVOLUÇÃO MERCADO ECONÓMICO EM ANGOLA PERSPECTIVA DE EVOLUÇÃO Mercado Economico em Angola - 2015 Caracterização Geográfica de Angola Caracterização da economia Angolana Medidas para mitigar o efeito da redução do

Leia mais

Assembleia Popular Nacional

Assembleia Popular Nacional REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE Assembleia Popular Nacional Lei n.º 2/88 Manda executar o Orçamento para o ano de 1988 A Assembleia Popular Nacional, usando da faculdade conferida pela alínea

Leia mais

no Sistema Financeiro Carlos David Duarte de Almeida Vice-Presidente do Conselho de Administração

no Sistema Financeiro Carlos David Duarte de Almeida Vice-Presidente do Conselho de Administração As consequências do Orçamento Estado 2010 no Sistema Financeiro Carlos David Duarte de Almeida Vice-Presidente do Conselho de Administração As consequências do OE 2010 no Sistema Financeiro Indice 1. O

Leia mais

O ESCONDIDO VALOR ECONÓMICO DOS SEGUROS

O ESCONDIDO VALOR ECONÓMICO DOS SEGUROS O ESCONDIDO VALOR ECONÓMICO DOS SEGUROS A economia mundial, em 2011, ficou marcada pela crise da dívida soberana de países da zona euro, pela desalavancagem do setor bancário devido a maiores exigências

Leia mais

Palestra: Macroeconomia e Cenários. Prof. Antônio Lanzana 2012

Palestra: Macroeconomia e Cenários. Prof. Antônio Lanzana 2012 Palestra: Macroeconomia e Cenários Prof. Antônio Lanzana 2012 ECONOMIA MUNDIAL E BRASILEIRA SITUAÇÃO ATUAL E CENÁRIOS SUMÁRIO I. Cenário Econômico Mundial II. Cenário Econômico Brasileiro III. Potencial

Leia mais

A Carteira de Indicadores inclui indicadores de input, de output e de enquadramento macroeconómico.

A Carteira de Indicadores inclui indicadores de input, de output e de enquadramento macroeconómico. Síntese APRESENTAÇÃO O Relatório da Competitividade é elaborado anualmente, com o objectivo de monitorizar a evolução de um conjunto de indicadores ( Carteira de Indicadores ) em Portugal e a sua comparação

Leia mais

adaptados às características e expectativas dos nossos Clientes, de modo a oferecer soluções adequadas às suas necessidades.

adaptados às características e expectativas dos nossos Clientes, de modo a oferecer soluções adequadas às suas necessidades. A Protteja Seguros surge da vontade de contribuir para o crescimento do mercado segurador nacional, através da inovação, da melhoria da qualidade de serviço e de uma política de crescimento sustentável.

Leia mais

A DÍVIDA PAGA-SE SEMPRE 1

A DÍVIDA PAGA-SE SEMPRE 1 A Dívida Paga-se Sempre Teodora Cardoso A DÍVIDA PAGA-SE SEMPRE 1 Teodora Cardoso As Duas Faces da Dívida Usada com moderação e sentido do risco, a dívida é um factor de desenvolvimento e promove o bem-estar.

Leia mais

Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Concelho de Serpa

Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Concelho de Serpa Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Concelho de Serpa Anexo I ao protocolo financeiro e de cooperação Normas e Condições de Acesso Artigo 1º. (Objectivo) Pretende-se colocar à disposição das

Leia mais

A QUEM PODE DAR ORDENS PARA INVESTIMENTO COMO E ONDE SÃO EXECUTADAS

A QUEM PODE DAR ORDENS PARA INVESTIMENTO COMO E ONDE SÃO EXECUTADAS COMISSÃO DO MERCADO DE VALORES MOBILIÁRIOS COMISSÃO DO MERCADO DE VALORES MOBILIÁRIOS A QUEM PODE DAR ORDENS PARA INVESTIMENTO COMO E ONDE SÃO EXECUTADAS NOVEMBRO DE 2007 CMVM A 1 de Novembro de 2007 o

Leia mais

Soluções de Financiamento para a Internacionalização

Soluções de Financiamento para a Internacionalização Soluções de Financiamento para a Internacionalização por João Real Pereira Internacionalização para Moçambique Oportunidades e Financiamento 15 de Março de 2012 Braga Sumário 1. O que é a SOFID? Estrutura

Leia mais

Cenário Econômico para 2014

Cenário Econômico para 2014 Cenário Econômico para 2014 Silvia Matos 18 de Novembro de 2013 Novembro de 2013 Cenário Externo As incertezas com relação ao cenário externo em 2014 são muito elevadas Do ponto de vista de crescimento,

Leia mais

MISSÃO EMPRESARIAL. ANGOLA - BENGUELA E MALANGE 8 a 16 de Novembro de 2014

MISSÃO EMPRESARIAL. ANGOLA - BENGUELA E MALANGE 8 a 16 de Novembro de 2014 MISSÃO EMPRESARIAL ANGOLA - BENGUELA E MALANGE 8 a 16 de Novembro de 2014 ANGOLA Com capital na cidade de Luanda, Angola é um país da costa ocidental de África, cujo território principal é limitado a norte

Leia mais

IDEFF/OTOC 4.julho.2011 Cristina Sofia Dias Adida Financeira, Representação Permanente de Portugal Junto da UE

IDEFF/OTOC 4.julho.2011 Cristina Sofia Dias Adida Financeira, Representação Permanente de Portugal Junto da UE IDEFF/OTOC 4.julho.2011 Cristina Sofia Dias Adida Financeira, Representação Permanente de Portugal Junto da UE A crise financeira: causas, respostas e os planos de assistência financeira Índice 1. Da crise

Leia mais

INTERVENÇÃO DO SENHOR SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO NO SEMINÁRIO DA APAVT: QUAL O VALOR DA SUA AGÊNCIA DE VIAGENS?

INTERVENÇÃO DO SENHOR SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO NO SEMINÁRIO DA APAVT: QUAL O VALOR DA SUA AGÊNCIA DE VIAGENS? INTERVENÇÃO DO SENHOR SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO NO SEMINÁRIO DA APAVT: QUAL O VALOR DA SUA AGÊNCIA DE VIAGENS? HOTEL TIVOLI LISBOA, 18 de Maio de 2005 1 Exmos Senhores ( ) Antes de mais nada gostaria

Leia mais

3.2 Companhias de seguros

3.2 Companhias de seguros Desenvolvimento de produtos e serviços Tendo em conta o elevado grau de concorrência dos serviços bancários, os bancos têm vindo a prestar uma vasta gama de produtos e serviços financeiros, por um lado

Leia mais

MENSAGEM DE ANO NOVO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

MENSAGEM DE ANO NOVO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA MENSAGEM DE ANO NOVO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA --- EMBARGO DE DIVULGAÇÃO ATÉ ÀS 21:00 HORAS DE 01.01.13 --- Palácio de Belém, 1 de janeiro de 2013 --- EMBARGO DE DIVULGAÇÃO ATÉ ÀS 21:00

Leia mais

Entrevista com BPN Imofundos. António Coutinho Rebelo. Presidente. www.bpnimofundos.pt. Com quality media press para LA VANGUARDIA

Entrevista com BPN Imofundos. António Coutinho Rebelo. Presidente. www.bpnimofundos.pt. Com quality media press para LA VANGUARDIA Entrevista com BPN Imofundos António Coutinho Rebelo Presidente www.bpnimofundos.pt Com quality media press para LA VANGUARDIA Esta transcrição reproduz fiel e integralmente a entrevista. As respostas

Leia mais

METALOMECÂNICA RELATÓRIO DE CONJUNTURA

METALOMECÂNICA RELATÓRIO DE CONJUNTURA METALOMECÂNICA RELATÓRIO DE CONJUNTURA 1. Indicadores e Variáveis das Empresas A indústria metalomecânica engloba os sectores de fabricação de produtos metálicos, excepto máquinas e equipamento (CAE )

Leia mais

O indicador de sentimento económico em Junho manteve-se inalterado na União Europeia e desceu 0.6 pontos na Área Euro.

O indicador de sentimento económico em Junho manteve-se inalterado na União Europeia e desceu 0.6 pontos na Área Euro. Julho 2012 Jun-02 Jun-03 Jun-04 Jun-05 Jun-06 Jun-07 Jun-08 Jun-09 Jun-10 Jun-11 Jun-12 Indicador de Sentimento Económico O indicador de sentimento económico em Junho manteve-se inalterado na União Europeia

Leia mais

RESULTADOS CONSOLIDADOS A 30 DE JUNHO DE 2005 1

RESULTADOS CONSOLIDADOS A 30 DE JUNHO DE 2005 1 COMUNICADO Página 1 / 9 RESULTADOS CONSOLIDADOS A 30 DE JUNHO DE 2005 1 09 de Setembro de 2005 (Os valores apresentados neste comunicado reportam-se ao primeiro semestre de 2005, a não ser quando especificado

Leia mais

2011 / Portugal 2012 / Brasil. 2013 / Angola. 2014 / Cabo Verde

2011 / Portugal 2012 / Brasil. 2013 / Angola. 2014 / Cabo Verde 2011 / Portugal 2012 / Brasil 2013 / Angola 2014 / Cabo Verde Índice: - Porquê GetOut? - O Congresso do Empreendedor Lusófono - Angola - Missão ao Congresso Porquê GetOut? Portugal: Crescimento económico

Leia mais

Observatório da Criação de Empresas. Observatório da Criação de Empresas

Observatório da Criação de Empresas. Observatório da Criação de Empresas Observatório da Criação de Empresas O Observatório da Criação de Empresas é um projecto desenvolvido pelo IAPMEI, com a colaboração da Rede Portuguesa de Centros de Formalidades das Empresas (CFE), que

Leia mais

'DWD 7HPD $FRQWHFLPHQWR

'DWD 7HPD $FRQWHFLPHQWR 'DWD 7HPD $FRQWHFLPHQWR 27/09 Turismo 27/09 Taxas de Juro 21/09 Energia 19/09 Taxas de Juro 15/09 Economia 12/09 Economia INE divulgou Viagens turísticas de residentes 2.º Trimestre de 2006 http://www.ine.pt/prodserv/destaque/2006/d060927/d060927.pdf

Leia mais

Vantagem Garantida PHC

Vantagem Garantida PHC Vantagem Garantida PHC O Vantagem Garantida PHC é um aliado para tirar maior partido das aplicações PHC A solução que permite à empresa rentabilizar o seu investimento, obtendo software actualizado, formação

Leia mais

ASSOCIAÇÃO INDUSTRIAL PORTUGUESA CCI/Câmara de Comércio e Indústria

ASSOCIAÇÃO INDUSTRIAL PORTUGUESA CCI/Câmara de Comércio e Indústria ASSOCIAÇÃO INDUSTRIAL PORTUGUESA CCI/Câmara de Comércio e Indústria Análise de Conjuntura Abril 2012 Indicador de Sentimento Económico Após uma melhoria em Janeiro e Fevereiro, o indicador de sentimento

Leia mais

2.4. Subsector TRABALHO DA PEDRA (CAE 267)

2.4. Subsector TRABALHO DA PEDRA (CAE 267) 2.4. Subsector TRABALHO DA PEDRA (CAE 267) 2.4. Subsector TRABALHO DA PEDRA (CAE 267) a) Universo, Dimensão e Emprego Empresarial do Trabalho da Pedra O trabalho da pedra tinha 2.001 empresas em 2004,

Leia mais

Dos documentos que se seguem quais os necessários para abrir uma conta num banco?

Dos documentos que se seguem quais os necessários para abrir uma conta num banco? Quais as principais funções de um banco? A Captar depósitos e gerir a poupança dos seus clientes. B Conceder empréstimos a empresas, particulares e ao Estado. C Disponibilizar meios e formas de pagamento

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Novembro 2012 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO - PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS- GRADUADOS

Leia mais

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando INFORMATIVO n.º 42 NOVEMBRO de 2015 A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando Fabiana D Atri - Economista Coordenadora do Departamento de Pesquisas e

Leia mais