X CONGRESSO NACIONAL DE PSICOLOGIA ESCOLAR E EDUCACIONAL

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1 X CONGRESSO NACIONAL DE PSICOLOGIA ESCOLAR E EDUCACIONAL TEMA Psicologia Escolar e Educacional: Caminhos Trilhados, Caminhos a Percorrer DATA: 03 a 06 de julho de 2011 LOCAL: Universidade Estadual de Maringá Maringá PR

2 APRESENTAÇÃO É com grande satisfação que a ABRAPEE Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional convida psicólogos e profissionais que atuam no campo da educação bem como alunos de graduação, pósgraduação, pesquisadores e docentes para participarem do X CONPE Congresso Nacional de Psicologia Escolar e Educacional na Universidade Estadual de Maringá, na cidade de Maringá, Paraná. A temática desta décima edição do Congresso Psicologia Escolar e Educacional: Caminhos Trilhados, Caminhos a Percorrer visa destacar os vinte anos da ABRAPEE enquanto entidade na luta pela inserção do psicólogo no campo educacional, articulando e apresentando as principais contribuições da Psicologia para o campo da educação escolar e educacional em uma perspectiva da educação para todos e de uma sociedade democrática. O Congresso contará com a apresentação de estudos e pesquisas, exposições, lançamentos de livros, relatos de experiências e de atuação em discussão no âmbito acadêmico, científico e profissional no campo da Psicologia Escolar e Educacional. Contamos, neste Congresso, com a participação de pesquisadores estrangeiros, visando estreitar nossos laços com demais países que também discutem a inserção da Psicologia no campo da Educação. Agradecemos a participação de todos os colegas que permitiram que realizássemos este Congresso, em especial às Dras. Marilda Gonçalves Dias Facci, Marlene Aparecida Wischral Simionato, Marta Chaves, Nilza Sanches Tessaro Leonardo e Sonia Mari Shima Barroco membros da Comissão Organizadora; Marilene Proença Rebello de Souza, Maria Julia Lemes Ribeiro e Zaira de Fátima Rezende Gonzales Leal membros da Comissão Científica - e demais profissionais que participaram como Consultores Ad hoc. Agradecemos também o apoio das entidades científicas e de fomento, FAPESP, CNPq, Fundação Araucária; à Editora Casa do Psicólogo, Conselho Federal de Psicologia, Conselho Regional de Psicologia de São Paulo, Conselho Regional de Psicologia do Paraná e à Universidade Estadual de Maringá que nos acolheu para a realização deste evento. Esperamos que o Congresso contribua para consolidar ainda mais a produção acadêmica e científica na área de Psicologia Escolar, encaminhando propostas e ampliando a participação da Psicologia do campo da Educação em uma perspectiva crítica e com compromisso social. Um ótimo Congresso a todos! Diretoria da ABRAPEE (Gestão ) 2

3 DIRETORIA ABRAPEE BIÊNIO Presidente Atual: Drª Beatriz Belluzzo Brando Cunha - Universidade Estadual Paulista - SP Presidente Eleita: Drª Marilda Gonçalves Dias Facci Universidade Estadual de Maringá PR 1ª Secretária: Drª Marilene Proença Rebello de Souza Universidade de São Paulo SP 2ª Secretária: Drª Iracema Neno Cecílio Tada Universidade Federal de Rondônia RO 1ª Tesoureira: Drª Silvia Maria Cintra da Silva Universidade Federal de Uberlândia MG 2ª Tesoureira: Drª Fátima Regina Pires de Assis Pontifícia Universidade Católica de SP SP CONSELHO FISCAL ELEITO PARA O BIÊNIO 2010/2012 Membros Efetivos: Drª Mercedes Villa Cupolillo - Faculdade Paraíso RJ Dr. Lino de Macedo Universidade de São Paulo - SP Dr. Celso Francisco Tondin Universidade Comunitária da Região de Chapecó - SC Drª Roseli Fernandes Lins Caldas Universidade Presbiteriana Mackenzie SP Membros Suplentes: Drª Lygia de Sousa Viégas Faculdade São Bento BA Drª Anabela Almeida Costa e Santos Peretta Universidade Federal de Uberlândia MG Drª Sueli Édi Rufini Guimarães Universidade Estadual de Londrina PR

4 COMISSÕES PRESIDENTE DO CONGRESSO: Drª Beatriz Belluzzo Brando Cunha PRESIDENTE DE HONRA: Magnífico Reitor Dr. Júlio Santiago Prates Filho COMISSÃO ORGANIZADORA: Presidente: Drª Marilda Gonçalves Dias Facci Universidade Estadual de Maringá Vice-Presidente: Drª Sônia Mari Shima Barroco Universidade Estadual de Maringá Participantes: Drª Nilza Sanches Tessaro Leonardo Universidade Estadual de Maringá Drª Marta Chaves Universidade Estadual de Maringá Ms. Marlene Aparecida Wischral Simionato Universidade Estadual de Maringá COMISSÃO CIENTÍFICA: Presidente: Drª Marilene Proença Rebello de Souza Universidade de São Paulo Vice-Presidente: Drª Zaira de Fátima Rezende Gonzales Leal Universidade Estadual de Maringá Participante: Drª Maria Julia Lemes Ribeiro Universidade Estadual de Maringá CONSULTORES Ad Hoc: Drª Acácia Aparecida Angeli dos Santos Universidade São Francisco SP Drª Adriana Marcondes Machado Universidade de São Paulo- SP Drª Alacir Villa Valle Cruces Centro Universitário de Santo André SP Drª Alexandra Ayach Anache Universidade Federal do Mato Grosso do Sul MS Dr. Altemir José Gonçalves Barbosa Universidade Federal de Juiz de Fora MG Drª Anabela Almeida C. e Santos Peretta Universidade Federal de Uberlândia MG Drª Angela Fátima Soligo Universidade Estadual de Campinas SP Drª Carla Biancha Angelucci Universidade Presbiteriana Mackenzie SP Drª Carla Witter Universidade São Judas Tadeu SP Drª Célia Vectore Universidade Federal de Uberlândia MG Drª Cristina Maria Carvalho Delou Universidade Federal Fluminense RJ Drª Débora Del Bosco Del Aglio Universidade Federal do R. G. do Sul RS Drª Denise Trento Rebello de Souza Universidade de São Paulo SP Drª Diana Carvalho de Carvalho Universidade Federal de Santa Catarina SC Drª Elenita de Rício Tanamachi Universidade Estadual Paulista SP Drª Eliana Rose Maio Braga Universidade Estadual de Maringá PR Drª Elisabeth Gelli Yazzle Universidade Estadual Paulista SP Drª Elsa Maria Mendes Pessoa Pullin Universidade Estadual de Londrina PR Drª Elza Midori Shimazaki Universidade Estadual de Maringá PR Drª Eulália Henriques Maimoni Universidade de Uberaba MG Drª Evely Burochovitch Universidade Estadual de Campinas SP Drª Geraldina Porto Witter Universidade Camilo Castelo Branco SP Drª Gisele Toassa Universidade Federal de Goiás GO Drª Heloisa Toshie Sato Irie Saito Universidade Estadual de Maringá PR Dr. Herculano Ricardo Campos Universidade Federal do Rio Grande do Norte RN Drª Iolete Ribeiro da Silva Universidade Federal do Amazonas AM 4

5 Drª Iracema Neno Cecílio Tada Universidade Federal de Rondônia RO Drª Isabel Cristina Dib Bariani Pontifícia Universidade Católica de Campinas SP Drª Isilda Campaner Palangana Universidade Estadual de Maringá PR Drª Jane de Abreu Universidade Estadual do Centro Oeste Dr. João Batista Martins Universidade Estadual de Londrina PR Dr. Jorge Castellá Sarriera Universidade Federal do Rio Grande do Sul RS Dr. José Aluísio Bzuneck Universidade Estadual de Londrina PR Dr. José Fernando Bittencourt Lomônaco Universidade de São Paulo SP Drª Leila Dupret Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro RJ Drª Leonor Paini Universidade Estadual de Maringá PR Dr. Lino de Macedo Universidade de São Paulo SP Drª Luciane Maria Schlindwein Universidade Federal de Santa Catarina SC Drª Lygia de Sousa Viégas Universidade São Bento da Bahia BA Dr. Marcos Maestri Universidade Ingá do Paraná PR Drª Maria de Fátima Pires Carneiro da Cunha Universidade Estadual de Maringá PR Drª Maria Ivonete Barbosa Tamboril Universidade Federal de Rondônia RO Drª Maria Lídia Sica Szymanski Universidade Estadual do Oeste do Paraná PR Drª Maria Lúcia Boarini Universidade Estadual de Maringá PR Drª Marie Claire Sekkel Universidade de São Paulo- SP Drª Marisa Lopes da Rocha Universidade Estadual do Rio de Janeiro RJ Drª Marli Lucia Tonatto Zibetti Universidade Federal de Rondônia RO Drª Marta Chaves Universidade Estadual de Maringá SP Drª Mercedes Villa Cupolillo Faculdade Paraíso Rio de Janeiro RJ Drª Miriam Aparecida Graciano de Souza Pan Universidade Federal do Paraná PR Drª Mitsuko Antunes Pontifícia Universidade Católica de São Paulo SP Drª Mônica Cintrão França Ribeiro Universidade Paulista SP Drª Mônica Helena Tieppo Alves Gianfaldoni Pontifícia Universidade Católica de São Paulo SP Drª Nerli Nonato Ribeiro Mori Universidade Estadual de Maringá PR Drª Nilza Sanches Tessaro Leonardo Universidade Estadual de Maringá PR Drª Raquel Souza Lobo Guzzo Pontifícia Universidade Católica de Campinas SP Drª Regina Lúcia Sucupira Pedroza Universidade de Brasília DF Drª Rita Laura Avelino Calvacante Universidade Federal de São João del Rei MG Drª Rosane Gumiero Dias da Silva Universidade Estadual de Maringá PR Drª Roseli Fernandes Lins Caldas Universidade Presbiteriana Mackenzie SP Dr. Sérgio Antônio da Silva Leite Universidade Estadual de Campinas SP Drª Silvana Calvo Tuleski Universidade Estadual de Maringá PR Drª Silvia Maria Cintra da Silva Universidade Federal de Uberlândia MG Drª Soely Polidoro Universidade Estadual de Campinas SP Drª Solange Franci Yegashi Universidade Estadual de Maringá PR Drª Sonia Mari Shima Barroco Universidade Estadual de Maringá PR Drª Sueli Rufini Guimarães Universidade Estadual de Londrina PR Drª Tânia dos Santos Alvarez da Silva Universidade Estadual de Maringá PR Drª Tania Suely Azevedo Brasileiro Universidade Federal de Rondônia - RO Drª Tatiana Platzer do Amaral Universidade de Mogi das Cruzes SP Drª Teresa Cristina Siqueira Cerqueira Universidade de Brasília DF Drª Wanda Maria Junqueira de Aguiar Pontifícia Universidade Católica de São Paulo SP

6 SUMÁRIO LOCALIZAÇÃO DO CONGRESSO 01 LOCAIS DAS ATIVIDADES 01 PROGRAMAÇÃO 02 Exposições - Dias 04, 05 e 06 de Julho de Mini-Cursos - Dias 03, 04 e 05 de Julho de Atividades - 03 de julho de Reunião de Estagiários GT Atuação do Psicólogo na Educação Conferência de Abertura Atividades - 04 de julho de Reunião de Pesquisa Conferência Conferência Mesas Redondas / Simpósios Conferência Mesas Redondas / Simpósios Comunicações Científicas Partilhando Experiências Conferência Mesas Redondas / Simpósios Comunicações Científicas Mostra de Filmes Painéis Lançamento de Livros Atividades - 05 de julho de Reunião Representações ABRAPEE Conferência Conferência Mesas Redondas / Simpósios Conferência Mesas Redondas / Simpósios Comunicações Científicas Partilhando Experiências Conferência Mesas Redondas / Simpósios Comunicações Científicas Mostra de Filmes Painéis Assembléia Geral da ABRAPEE Atividades - 06 de julho de Fórum de Debates Medicalização Conferência de Encerramento Comunicações Científicas Partilhando Experiências Comunicações Científicas Mostra de Filmes Painéis

7 LOCALIZAÇÃO DO CONGRESSO Universidade Estadual de Maringá Av. Colombo, Jd. Universitário Maringá PR Acesso pela Av. Colombo Bloco 125 Entrega de Materiais LOCAIS DAS ATIVIDADES Acesso pela Av. Morangueira 01 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ - UEM ANFITEATRO DO CENTRO DE CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS DSC (DACESE) BLOCO 125: BLOCO B-33 PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL PDE: ANFITEATRO DO BLOCO C-67 DO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL: BLOCOS D-34, E-34, E-46, E-67, D-67: 02 FACULDADE METROPOLITANA DE MARINGÁ UNIFAMA Conferências Exposição Secretaria da ABRAPEE Lançamento de livros Exposição de painéis Fórum da ABRAPEE Assembléia Geral da ABRAPEE Conferências Mostra de Filmes Mesas redondas/simpósios Partilhando experiências Comunicações científicas Mini-cursos Reunião de estagiários Reunião das Representações da ABRAPEE Credenciamento Entrega de materiais Livrarias Stand do Conselho Federal de Psicologia ANFITEATRO DA UNIFAMA Av. Mauá, nº 2854 Centro Maringá PR: Conferencia de Abertura e de Encerramento Fórum de Debates Medicalização 1

8 PROGRAMAÇÃO Horário Domingo 03/07/2011 Segunda-feira 04/07/2011 Terça-feira 05/07/2011 Quarta feira 06/07/2011 Mini-cursos Mini-cursos 8h às 10h Entrega de credenciais Entrega de credenciais Exposição (Abertura) Reunião de Pesquisa Exposição Reunião Representações ABRAPEE Fórum de Debates Medicalização 10h às 10h30 Intervalo Intervalo Intervalo Intervalo Conferência 2: Maria Aparecida Moysés Conferência 6: Marilene Proença 10h30 às 12h30 Entrega de credenciais Conferência 3: Ramon Alzate Mesas Redondas / Simpósios Conferência 7: Angela Soligo Mesas Redondas / Simpósios Conferência de Encerramento: Raquel Guzzo Exposição Exposição 12h30 às 14h Almoço Almoço Almoço Almoço Conferência 4: Anne-Marie Chartier Conferência 8: Gloria Fariñas 14h às 16h Mini-cursos Reunião de Estagiários Entrega de credenciais Mesas Redondas / Simpósios Comunicações Científicas Partilhando Experiência Painéis Mesas Redondas / Simpósios Comunicações Científicas Partilhando Experiência Painéis Comunicações Científicas Partilhando Experiência Painéis Exposição (Encerramento) Exposição Exposição 16h às 16h30 Intervalo Intervalo Intervalo Intervalo 16h30 às 18h30 Mini-cursos Entrega de credenciais GT Atuação do Psicólogo na Educação Conferência 5: Newton Duarte Mesas Redondas / Simpósios Comunicações Científicas Painéis Mostra de Filmes Conferência 9: Sergio Leite Mesas Redondas / Simpósios Comunicações Científicas Painéis Comunicações Científicas Painéis Mostra de Filmes Exposição Mostra de Filmes Sessão de Abertura 19h Conferência de Abertura: Maria do Carmo Guedes Lançamento de Livros Assembléia Geral da ABRAPEE 2

9 EXPOSIÇÕES Dias 04, 05 e 06 de julho de 2009 EXPOSIÇÕES BLOCO B-33 PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL PDE SALA BL-33/PDE Dia 04 de julho de h 10h EXPOSIÇÃO HISTÓRIA E MEMÓRIA DA PSICOLOGIA EDUCACIONAL E ESCOLAR NO BRASIL FINANCIADOR: CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA DE SÃO PAULO CARMEM SILVIA R. TAVERNA Recuperar a História da Psicologia na área da Educação é de suma importância, pois através dela poderemos conhecer o sentido que teve e hoje tem a atuação da Psicologia neste campo que é a Educação, tanto para a Psicologia como ciência e profissão quanto para a Educação brasileira. Neste sentido, neste X Congresso Nacional de Psicologia Escolar e Educacional da ABRAPEE propõe-se a apresentação da exposição História e Memória da Psicologia Educacional e Escolar No Brasil. Esta exposição contará com a parceria de dois grupos compostos pelo Grupo de Trabalho (G.T.) História e Memória da Psicologia do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (CRP-SP), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) por meio da equipe do Centro de Documentação e Pesquisa Helena Antipoff (CDPHA), e de participantes do Grupo de Trabalho em História da Psicologia da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia (ANPEPP). O CDPHA e os participantes do GT-ANPEPP serão responsáveis pela parte da Exposição intitulada A Psicologia da Educação no Brasil: aspectos de sua história e a construção da perspectiva sócio-cultural que tem como objetivo apresentar documentos dos acervos da UFMG, da PUC-SP e do CDPHA buscando apresentar a perspectiva sociocultural na Psicologia da Educação nas obras de Manoel Bomfim e Helena Antipoff e o papel destes pioneiros da Psicologia Educacional e Escolar no Brasil. O CRP-SP e Projeto História e Memória levará ao X CONPE três contribuições das produções do grupo: 1)Apresentação do vídeo documentário A Psicologia Educacional e Escolar em São Paulo - A Construção de um Novo Homem, com registros sobre a Psicologia em sua relação com a Educação; 2)A Linha do Tempo em mídia eletrônica que trata dos principais acontecimentos da história da Psicologia brasileira de e 3)A Galeria dos Pioneiros da Psicologia Educacional e Escolar no Brasil que trata do material disponível online do site do CRP-SP e também composto na forma de painéis para exposições itinerantes. A exposição contará também com a exposição Memória da ABRAPEE: uma trajetória de 20 anos, expondo documentos em formato slide show do acervo documental da ABRAPEE. Serão apresentados documentos referentes aos congressos, reuniões e outras atividades das diferentes diretorias, caracterizando-se como informação histórica, social, cultural e científica. A PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL: ASPECTOS DE SUA HISTÓRIA E A CONSTRUÇÃO DA PERSPECTIVA SÓCIO-CULTURAL REGINA HELENA DE FREITAS CAMPOS - FACULDADE DE EDUCAÇÃO/UFMG/ CDPHA-MG, MITSUKO MAKINO ANTUNES - PUC/SP / G.T. HISTÓRIA DA PSICOLOGIA - ANPEPP Atualmente tem crescido o número de investigações em História da Psicologia no Brasil devido à consolidação de grupos de pesquisa especializados nessa área e ao fortalecimento de redes de pesquisadores interessados em estudos históricos sobre a psicologia. Nesse movimento, destacam-se pesquisas cujos objetos são as interfaces entre psicologia e educação. Considerando que o X Congresso Nacional de Psicologia Escolar e Educacional tem como tema os caminhos trilhados pela Psicologia da Educação e Psicologia Escolar e seus diálogos com as perspectivas futuras para a área, propomos a exposição História da Psicologia da Educação no Brasil: aspectos de sua história e a construção da perspectiva sócio-cultural" a ser apresentada no evento. A exposição tem como objetivo apresentar aspectos da história da Psicologia da Educação no Brasil a partir dos documentos preservados nos Arquivos UFMG de História da Psicologia no Brasil, no acervo do Centro de Documentação Helena Antipoff e pesquisas recentes sobre a historiografia da Psicologia da Educação no país. Diante disso, esta proposta se organizará em torno de três grandes temas: interfaces entre Psicologia e Educação no Brasil do século XIX; a perspectiva sociocultural na Psicologia da Educação nas obras de Manoel Bomfim e de Helena Antipoff, suas contribuições para a compreensão dos aspectos psicossociais do desenvolvimento humano, e o papel dos laboratórios de Psicologia e no estabelecimento e consolidação da Psicologia da Educação como ciência e profissão: passado e presente. No século XIX, a Psicologia se constituiu a partir da relação com outros saberes como a Pedagogia e a Filosofia, mas já pode ser entendida como campo específico de estudo, sendo ensinada nas matérias que compunham os currículos de cursos normais, seminários e faculdades. É possível verificar a relação entre Pedagogia e Psicologia, já que a primeira se encarregava da direção da alma enquanto a Psicologia se responsabilizava pelo estudo das faculdades da alma. Apresentaremos pesquisas cujos resultados evidenciam a existência de diversas teorias psicológicas em circulação pelo Brasil, fundamentadas em teorias filosóficas, que davam subsídios para a compreensão da natureza humana e das relações entre faculdades da alma, Educação, cultura e desenvolvimento humano. A segunda parte da exposição será dedicada às obras de Manoel Bomfim, responsável pela instituição do primeiro laboratório de Psicologia no Brasil, no Pedagogium, no Rio de Janeiro e de Helena Antipoff, psicóloga e educadora russa radicada no Brasil, evidenciando seu importante papel na consolidação de uma perspectiva sociocultural em Psicologia da Educação e do desenvolvimento humano, bem como na proposta de renovação de práticas educativas e instituições educacionais em consonância com o Movimento da Escola Nova vigente no Brasil da época. Por fim, a exposição será encerrada pelo tema dos laboratórios de Psicologia e seu papel no estabelecimento e consolidação da Psicologia da Educação como ciência e profissão. Os laboratórios foram elementos essenciais à constituição do campo psicológico no Brasil, especialmente no que diz respeito à Psicologia Educacional e Escolar. Helena Antipoff esteve envolvida na criação de dois laboratórios: o Laboratório de Psicologia da Escola de Aperfeiçoamento e o Laboratório de Psicologia e Pesquisas Educacionais Edouard Claparède. Estas duas instituições seguiram um direcionamento semelhante ao de outros laboratórios de Psicologia no Brasil, ou seja, se constituíram como centros de atendimento psicopedagógico e como espaços onde a pesquisa subsidiava a formação de psicólogos e educadores. HISTÓRIA DA PSICOLOGIA EDUCACIONAL E ESCOLAR MARIA DE FÁTIMA NASSIF, DÉBORAH ROSÁRIA BARBOSA CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA DE SÃO PAULO O objetivo da exposição é o de apresentar o Projeto História e Memória da Psicologia do Conselho Regional de São Paulo, constituído por documentários em vídeos e por uma Linha do Tempo da Psicologia brasileira. Ao resgatar a memória da Psicologia, preserva-la e compreendê-la como construção histórica, este projeto busca encontrar as concepções que a fundamentam em suas bases teóricas e metodológicas e as relações que estabelecem com a sociedade brasileira e construir novos conhecimentos, na perspectiva de ampliar o campo de reflexão sobre a função social do psicólogo; dos seus limites e das suas potencialidades. Nesta exposição apresentaremos: 1) Vídeo Documentário A Psicologia Educacional e Escolar em São Paulo - a construção de um novo homem. O documentário apresenta a Psicologia e a Educação como dois campos que historicamente, no Brasil, têm mantido estreita relação. Pois, se foi a partir das demandas da Educação que a Psicologia desenvolveu-se, em contrapartida foi na Psicologia que a Educação fundamentou suas atividades. Do período colonial o documentário recupera a abordagem dos jesuítas para a Educação e os fatores determinantes do comportamento como as emoções. Destaca a forte presença da psicometria a partir da República e os vários Laboratórios instalados no país a fim de realizar pesquisas somatoantropológicas e pesquisas sobre as funções mentais superiores. Busca refletir sobre a organização e reorganização das escolas em toda sua estrutura ao longo deste processo, considerando o contexto histórico e social e as concepções de cada época. 2) Linha do Tempo da Psicologia Brasileira 1ª etapa (1830 a 1965). A Linha do Tempo apresenta, em mídia eletrônica, registros sobre a Psicologia brasileira. É o produto resultante de pesquisa sobre os acontecimentos, cientificamente reconhecidos como importantes para o desenvolvimento da Psicologia no Brasil e, sobre alguns dos personagens que os protagonizaram, apresentados na forma de verbetes. Respeitando a perspectiva histórica, enfatizou-se, em relação ao tempo, a ordem cronológica dos acontecimentos e as datas de nascimento, ou de nascimento e morte dos personagens. Em relação ao espaço, e, na perspectiva de apresentar a História da Psicologia no Brasil, destacamos as cidades e/ou estados nos quais os fatos ocorreram, o local de nascimento dos personagens a eles envolvidos, além do local de formação e dos órgãos e/ou entidades nos quais trabalharam. Nos verbetes biográficos, ainda, destaca-se a área de formação dos personagens, com o objetivo de apontar a importância de diferentes formações e especialidades, no desenvolvimento da psicologia brasileira. 3)Galeria dos Pioneiros da Psicologia Educacional e Escolar no Brasil material composto de dados biográficos de psicólogos que contribuíram reconhecidamente no processo de construção da área de Psicologia Escolar e Educacional no país, realizando práticas e pesquisas, no período que antecede a regulamentação da profissão ( ). São painéis utilizados em exposições itinerantes. Para esta produção, o CRP realizou em parceria com a USP, por meio do Programa de Pós- Graduação em Psicologia Escolar em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano e do Laboratório Interinstitucional de Estudos e Pesquisas em 3

10 Psicologia Escolar (LIEPPE). Até o momento, a Galeria compõe dados de Helena Antipoff, Ulisses Pernambucano, Lourenço Filho, Noemy Rudolfer, Durval Marcondes, Betti Katzenstein, Norberto de Souza Pinto e Virginia Leone Bicudo. Pretende-se completar esta mostra com novos personagens e materiais ilustrativos, como também, ampliar a Galeria de Pioneiros para outras áreas da Psicologia. Este conjunto de banner s tem por objetivo trazer apenas uma contribuição introdutória, pois aborda apenas alguns dos importantes personagens constitutivos da história da Psicologia brasileira e da área de Psicologia Educacional/Escolar no Brasil. Entretanto, os personagens escolhidos tiveram importantes contribuições que merecem ser conhecidas do grande público e dos profissionais psicólogos. Acreditamos que a produção desta mostra seja apenas o início de um conjunto de materiais ilustrativos que possam através da imagem contar a história da psicologia brasileira. MEMÓRIA DA ABRAPEE: UMA TRAJETÓRIA DE 20 ANOS CARMEM SÍLVIA ROTONDANO TAVERNA, MARILENE PROENÇA REBELLO DE SOUZA, SILVIA MARIA CINTRA DA SILVA - ABRAPEE A ABRAPEE, desde a sua fundação em 1990, tem como um dos seus objetivos, incentivar a melhoria da qualificação e serviços dos psicólogos escolares e educacionais, assegurando padrões éticos e profissionais. Uma das possibilidades de a Associação contribuir na qualificação profissional é preservar a história da psicologia escolar e educacional no país, incluindo sua própria trajetória. É nessa perspectiva que apresentamos a exposição Memória da ABRAPEE. A exposição em formato slide show constitui parte da pesquisa para organização e divulgação do acervo documental desta Associação. Serão apresentados documentos referentes aos congressos, reuniões e outras atividades das diferentes diretorias, caracterizando-se como informação histórica, social, cultural e científica. A ampla divulgação dos documentos oferecerá aos psicólogos escolares e educacionais a oportunidade de encontrar companheiros de jornada, de perceber que seus próprios projetos vinculam-se a outros, de que seus propósitos podem ser os mesmos que outros colegas e grupos já defenderam. As informações contidas nos documentos apresentados, poderão oferecer pistas, caminhos à construção de projetos futuros. Confira toda a programação das Exposições do Congresso no BLOCO B-33 PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL PDE 4

11 MINI-CURSOS (carga horária: 4 horas) MINI-CURSOS Dia 03 de julho de das 14h às 18h30 14h - 18h30 COMO PREPARAR AULAS MEDIANTE A METODOLOGIA DA DCE DE FILOSOFIA DO PARANÁ D-67 - Sala 101 VANDERSON RONALDO TEIXEIRA, CAETANO ZAGANINI FILHO UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA O mini-curso que propomos tem como principal objetivo apresentar aos professores e estudantes de filosofia, música e pedagogia quatro possibilidades de se trabalhar e/ou elaborar aulas tratando de alguns dos conceitos centrais da filosofia (alienação; política e formação). Seguindo a metodologia sugerida na Diretrize Curricular Estadual da disciplina de Filosofia, quais sejam: mobilização; problematização; investigação e criação conceitual, partindo da composição, neste recorte de conceitos, especificamente com músicas autorais. Como o ponto inicial da metodologia nos sugere a mobilização, apresentamos então aos estudantes uma música que irá incitá-lo e aí teremos despertado nele o interesse ou a inquietação necessária para partirmos para o passo dois, que é a problematização, tanto dirigida por nós como levantada pelos sujeitos do processo. Diante da inquietação e do problema, o trabalho filosófico por excelência é realizado na investigação, o terceiro passo, onde o professor traz o referencial teórico-filosófico para a discussão, que culmina no passo final, ou seja, na criação de conceitos, à maneira deleuziana. 14h - 18h30 CONTRIBUIÇÕES DA PEDAGOGIA INSTITUCIONAL NA CULTURA DA NÃO VIOLÊNCIA ESCOLAR D-67 - Sala 102 ROSANE GUMIERO DIAS DA SILVA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ Atualmente são muitas as queixas apresentadas pela escola, principalmente no que se refere à violência escolar. É visível que o sistema educacional brasileiro tem sentido dificuldade em prevenir essas queixas e seus sintomas, como a indisciplina, a agressividade, o roubo, a depredação da instituição, a dificuldade de aprendizagem - enfim, o fracasso escolar. A Escola ainda costuma atribuir a responsabilidade pelo ato violento exclusivamente ao aluno e à sua família. Nosso interesse neste estudo é discutir algumas contribuições da abordagem educativa, Pedagogia Institucional, que questiona as práticas individuais em relação à violência nas escolas através do seu enfoque psicossociológico e apresenta uma alternativa de trabalho coletivo, envolvendo professores, alunos, pais e comunidade que fazem a condição humana em sociedade. 2. Objetivos Geral: - Conhecer a contribuição da Pedagogia Institucional para a prevenção da violência escolar, por meio das técnicas de Freinet e de Fernando Oury. Objetivos Específicos 1- estudar sobre a prevenção da violência escolar na perspectiva da Pedagogia Institucional; 2- compreender o papel da escola, do educador e do aluno no processo de prevenção da violência escolar; Conteúdo: Apresentação de alguns conceitos e princípios da Pedagogia Institucional. A constituição da Pedagogia Institucional pelas Técnicas de Freinet; O Conselho; Cooperação e Autogestão. A importância da Pedagogia Institucinal como proposta de contenção da/ na violência escolar e escolas alternativas. Referências: PAIN, Jacques. Écoles: violence ou pédagogie? Vigneux. Matrice L Ècole et ses violences. Paris: Economica/Anthropos OURY, F. & VASQUES, A. Vers une pédagogie institutionnelle?vigneux. Matrice, h - 18h30 POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS: FALANDO SOBRE A INCLUSÃO ESCOLAR D-67 - Sala 103 MARISTELA SOBRAL CORTINHAS - FACULDADE ASSIS GURGACZ Apresenta-se como tema a Política Pública Educacional brasileira, focando especificamente sobre a inclusão escolar no século XXI. O projeto de mini curso na área das Políticas Públicas Educacionais tendo como foco a inclusão escolar no início do século XXI justifica-se pelo momento histórico tanto na psicologia escolar como na educação. No que se refere à psicologia escolar cada vez mais se percebe a emergente necessidade de delimitar a abrangência do seu corpo teórico, ou seja, quais os conhecimentos necessários para a atuação do psicólogo dentro da escola. A educação, por sua vez, sente a necessidade do profissional da psicologia escolar pela complexidade dos problemas que têm ocorrido principalmente a partir da obrigatoriedade do ensino fundamental (Lei 9.394/96 ) e da política de inclusão escolar (Resolução 02/01). Parte-se do pressuposto de que as Políticas Públicas Educacionais devem obrigatoriamente compor o corpo teórico na formação do psicólogo escolar. Neste mini curso abordar-se-á as principais Políticas Públicas Educacionais Nacionais em vigor tendo como eixo de discussão o paradigma da inclusão escolar. Será estudada a Constituição de 1988, no capítulo referente à educação, passando pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96), a resolução 02/01 do Governo Federal, que determina as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, e o Projeto de Lei 60/07 que dispõe sobre a prestação de serviços de psicologia e de assistência social nas escolas públicas de educação básica, que ainda tramita no Senado Federal. Além destas Políticas Públicas Nacionais, serão estudadas as principais Políticas Internacionais que referendam a perspectiva de inclusão escolar no Brasil, tais como, a Declaração Universal de Direitos Humanos (1948) e a Declaração de Salamanca (1996). 14h - 18h30 A ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL E DE CARREIRA PARA UNIVERSITÁRIOS D-67 - Sala 104 ANDRÉA KNABEM, PATRÍCIA MARIA LIMA DE FREITAS FACULDADE INGÁ DO PARANÁ Público Alvo: estudantes e profissionais interessados na área de orientação profissional. Resumo: Este minicurso aborda a experiência das autoras no desenvolvimento de oficinas de planejamento de carreira, ligado com o projeto de vida e o projeto profissional de estudantes universitários. O curso apresenta a estruturação do projeto em forma de oficinas e a organização dos encontros, sendo que o número de encontros do projeto tem variado de no mínimo 3 (três) e no máximo 10 (dez), com cada encontro com duração de 3 (três) horas. O objetivo é apresentar a sistemática de abordagem para pensar sobre o projeto profissional e a carreira e a relação com o mundo do trabalho não desvinculado de um projeto de vida junto aos universitários em período de conclusão do curso. No minicurso são apresentadas as técnicas relativas ao autoconhecimento profissional e do mundo do trabalho, possibilidades de atuação na área de formação do estudante, as tendências do mercado de trabalho e as profissões. A metodologia utilizada é participativa e explora dinâmicas de grupo e técnica de orientação profissional. 14h - 18h30 TEORIA, MÉTODO E PESQUISA NA PSICOLOGIA HISTÓRICO-CULTURAL D-67 - Sala 105 ELENITA DE RICIO TANAMACHI UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA, FLÁVIA DA SILVA FERREIRA ASBAHR, MARIA ELIZA MATTOSINHO BERNARDES ESCOLA DE ARTES, CIÊNCIA E HUMANIDADES O mini-curso apresenta uma síntese das discussões realizadas pelo grupo de estudos do LIEPPE (Laboratório Interinstitucional de Estudos e Pesquisas em Psicologia Escolar) sobre a relação teoria, método e pesquisa na Psicologia Histórico-cultural, com a finalidade de propor alternativa teórico-metodológica à atividade do psicólogo na educação. Para tanto, discute a atualidade do método criado por Marx, enfocando a categoria trabalho, o caráter material e histórico que explica o processo de humanização e a atenção às dimensões do conhecimento (ontológicas, gnosiológicas, epistemológicas e lógicas), defendendo que a apropriação dessas categorias exige a explicitação do método e a sistematização do conhecimento já elaborado em função de finalidades que vão além do conhecimento específico em foco, visando à transformação da realidade investigada e do próprio pesquisador. Explicita o movimento que permitiu a Vigotski situar as várias teorias da Psicologia como mediadoras entre o saber em geral e a Psicologia Geral como o Capital da Psicologia, objetivando o método Materialista Histórico Dialético para a análise e explicação dos temas específicos da Psicologia. Isso o levou a pensar as ações humanas no contexto das possibilidades universais de desenvolvimento e a postular que o processo de humanização não comporta apenas aspectos psicológicos, desse modo superando as explicações psicologizantes ainda presentes no contexto da Psicologia Escolar. Levanta implicações desse estudo para a atividade de pesquisa, especificamente para a elaboração e análise de teses, destacando a apresentação e a proposição das mesmas; a impossibilidade da aplicação direta do Materialismo Histórico Dialético às questões específicas a serem investigadas e a alegada ausência de procedimentos metodológicos pertinentes ao método para subsidiar a busca e a explicação dos dados apreendidos pela pesquisa. Defende que o movimento peculiar ao método Materialista Histórico Dialético e às investigações de Vigotski deve ser considerado por aquelas pesquisas que anunciam ser essa a sua referência teórico-metodológica, porque permite explicar a realidade e as possibilidades concretas de sua superação. Conteúdo: 1- Categorias do método Materialista Histórico Dialético na Psicologia Histórico-Cultural - Trabalho - Caráter material e histórico da existência humana - Lógica dialética 2- As proposições de Vigotski para transformar o método de Marx no Capital que falta à Psicologia - Princípios necessários à investigação das funções psicológicas superiores - Unidades de análise e o método genético experimental 3- Consequências do estudo do método para as atividades de pesquisa - Relação entre o método de Marx e as questões específicas investigadas - Procedimentos metodológicos para a proposição e a explicação dos dados 5

12 14h - 18h30 O PSICÓLOGO ESCOLAR, A VIOLÊNCIA NA ESCOLA E O BULLYING D-67 - Sala 106 HERCULANO RICARDO CAMPOS - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE, SAMIA DAYANA CARDOSO JORGE - FACULDADE MAURÍCIO DE NASSAU/NATAL A violência na escola é um fenômeno que se constituiu enquanto objeto de estudo a partir da década de 1970, na França, inicialmente no campo da Sociologia. No Brasil, sua gradativa absorção pelo debate educacional se deu na medida em que assumiu a feição de padrão de sociabilidade, no contexto da abertura da escola para estratos sociais antes impedidos de nela se fazerem presentes, e quando seus efeitos notadamente passaram a constituir óbice ao processo ensino-aprendizagem. Dentre suas manifestações encontra-se o bullying, prática em geral associada à violência moral, cujas características ainda são por demais discutidas, inclusive dada sua camuflagem enquanto brincadeira, indisciplina, desrespeito. Estudo realizado em 14 escolas privadas de Natal/RN, em 2009, constatou que 40% dos educadores com até cinco anos de experiência profissional desconheciam esse fenômeno, e que 41% dos demais foram informados pela leitura de jornais ou revistas. Na mesma oportunidade, os psicólogos entrevistados relataram se sentir confusos na hora de intervir, lançando mão de estratégias tradicionais, que resultam em patologização do espaço escolar e consequente individualização da ação: chamar a atenção do agressor, aplicar testes psicológicos e encaminhar os alunos envolvidos para terapia individual. Por outro lado, tendo em vista a configuração de nova perspectiva de atuação para o psicólogo escolar, observada desde o início do presente século, se faz necessário que também em relação ao tema da violência sua prática se volte para os contextos de inserção do indivíduo e para o trabalho com a equipe pedagógica, na expectativa de construir um espaço escolar mais democrático. - Objetivo: Oferecer ao psicólogo escolar uma reflexão sobre alguns elementos constitutivos do fenômeno da violência na escola, e do bullying em particular, com vistas a dotá-lo de clara diretriz de ação no trato dessa questão. - Público alvo: Estudantes, professores de Psicologia, psicólogos e demais profissionais comprometidos com o contexto escolar/educacional. Bibliografia básica:. Beaudoin, M. N. & Taylor, M. (2006). Bullying e desrespeito: como acabar com essa cultura na escola. Porto Alegre: Artmed.. Correia, M.; Campos, H. R. (2004) Psicologia escolar: histórias, tendências e possibilidades. In Yamamoto, O. & Cabral Neto, A. (Orgs.), O psicólogo e a escola: uma introdução ao estudo da psicologia escolar. pp Natal: EDUFRN.. Debarbieux, E. (2001). A violência na escola francesa: 30 anos de construção social do objeto ( ). Educação e Pesquisa, 27(1), Fante, C. (2003). Fenômeno Bullying: estratégias de intervenção e prevenção da violência entre escolares. São José do Rio Preto: Ativa.. Maluf, M. R. (2003). Psicologia escolar: novos olhares e o desafio das práticas. In Almeida, S. F. C. (Org.). Psicologia escolar: ética e competências na formação e atuação profissional. pp Campinas/SP: Alínea.. Oliveira, E. C. S. & Martins, S. T. (2007). Violência, sociedade e escola: da recusa do diálogo à falência da palavra. Psicologia e Sociedade, 19(1), h - 18h30 ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NA PERSPECTIVA DA PSICOLOGIA SÓCIO-HISTÓRICA D-67 - Sala 107 FINANCIADOR: CNPq ALESSANDRA DOS SANTOS OLIVEIRA - PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO Possui graduação em Psicologia pela Universidade do Oeste Paulista (Unoeste-SP, 2006). Mestre em Psicologia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, (PUC/SP, 2009). Atualmente é doutoranda (sob orientação da Profa. Dra. Ana Mercês Bahia Bock) e bolsista do CNPq pela PUC-SP com a pesquisa, A dimensão subjetiva do processo de escolha da profissão: um estudo com jovens universitários do Prouni. Participa do grupo de pesquisa A dimensão subjetiva da realidade social, coordenado pela Profa. Dra. Ana Mercês Bahia Bock. Leciona as disciplinas de Psicologia Sócio-Histórica, Psicologia Escolar e Introdução à Psicologia da Educação no curso de Psicologia da Universidade Nove de Julho (Uninove-SP). Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em orientação profissional. Artigos Publicados OLIVEIRA, A. S.; LUENGO, F. C. ; BARROS, F. C. O. M. Brinquedoteca: proporcionando reflexões sob três experiências significativas. Travessias (UNIOESTE. Online), v. 5, p. 1-19, OLIVEIRA, A. S. Adolescência prolongada: um olhar sobre a nova geração. Colloquium Humanarum, v. 4, p , Capítulo de Livro OLIVEIRA, A. S. et. al. Orientação Profissional no Projeto Nós do Centro: uma experiência de pesquisa para o enfrentamento da vulnerabilidade social entre jovens. In: O mundo do Trabalho e o desafio da inclusão social: relato de uma experiência no centro de São Paulo. BOCK, A. M. B., MYRT, T. S. C. (orgs.). Santos-SP: Brasileira, Resumo do curso Partindo do pressuposto que devemos considerar a idéia de que teoria e prática são indissociáveis em nossa atuação profissional (FREIRE, 1999), o presente trabalho será norteado por esse pressuposto. O minicurso Orientação Profissional na perspectiva da psicologia sócio-histórica está embasado nos autores Bock, S. (2002, 2008), Aguiar (2001), Ozella (2002), Bock, A. (1993, 1999) referências da psicologia sócio-histórica, que contribuíram com o avanço da área de orientação profissional. O objetivo da realização do minicurso é de apresentar o campo de orientação profissional a partir d perspectiva sócio-histórica e colaborar para que a atuação nessa área se constitua de forma crítica e consciente. Este minicurso destina-se a estudantes e profissionais (das áreas de pedagogia e psicologia) que se interessam e\ou atuam nesta área. Para tanto, o mesmo está organizado em duas partes: 1ª etapa - serão discutidas temáticas centrais que norteiam a prática em orientação profissional: concepção de indivíduo e adolescência, escolha da profissão, o modo capitalista do trabalho, teorias em orientação profissional e atuação do orientador profissional. 2ª etapa Está dividida em quatro temáticas: I. O significado da escolha da profissão, II. O trabalho, III. Auto-conhecimento e IV. Informação Profissional. Nesse momento, o objetivo é de apresentar algumas técnicas (como por exemplo: curtigrama, frases polêmicas, projeto de futuro, dentre outras), que podem ser empregadas no trabalho com os jovens que solicitam a prestação desse serviço. 14h - 18h30 ACOLHIMENTO INFANTIL: PERSPECTIVAS PARA A ATUAÇÃO DO PSCÓLOGO ESCOLAR/EDUCACIONAL D-67 - Sala 108 FINANCIADOR: FAPEMIG CELIA VECTORE UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA, CÍNTIA CARVALHO - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL Esse mini-curso foi organizado com o objetivo de refletir acerca das possibilidades de atuação do profissional de psicologia escolar/educacional em contextos de acolhimento infantil. Entende-se por instituições de acolhimento, às que se destinam a promover a proteção temporária de crianças e adolescentes que se encontram em situação de abandono, quer pelo Estado ou por negligências familiares. Serão tratadas temáticas, como a importância e as dificuldades na formação de vínculos em tais contextos; a legislação envolvendo o processo de institucionalização e suas derivações, abarcadas pelas interações com a família de origem ou substituta, enfatizando a importância do psicólogo nessas instituições. São previstos relatos de pesquisas recentes realizadas junto à Universidade Federal de Uberlândia e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Portanto, trata-se de estudo inédito, no qual se priorizou o trabalho com grupos pequenos de crianças de quatro a sete anos, de modo a facilitar-lhes a escuta sobre o processo de sua institucionalização. Os estudos empreendidos, sugerem que as crianças são capazes de protagonizar suas próprias vivências, por meio de diversas linguagens facilitadoras dessa comunicação, em especial, as narrativas infantis (contos de fadas), sendo a mesma, um importante recurso para a construção de narrativas e da própria subjetividade de cada criança. Assim, o presente mini-curso trará alguns instrumentos facilitadores, para a expressão infantil, haja vista a importância de se ouvir as crianças e de se vislumbrar o cuidado com a formação de vínculos no seio dessas instituições. Bibliografia básica Bruner, J. (2001). A cultura da educação. Porto Alegre: Artmed. Carvalho, C.;Vectore C. (2009) Abrigamento, Narrativas infantis: a importância da psicologia escolar em contexto de abrigo. In: Marinho-Araújo (Org) (2009). Psicologia escolar: novos cenários e contextos de pesquisa, prática e formação. Campinas, SP: editora Alínea. Dorian, M. (2003). Repensando a perspectiva institucional e a intervenção em abrigos para crianças e adolescentes. Psicologia Ciência e Profissão, 21(3), Estatuto da Criança e do Adolescente (1990). Diário Oficial da União. Lei n de 13 de julho de Brasília, D.F, Palácio do Planalto. Formosinho, J. O (2008) (org.). A Escola vista pelas Crianças. Porto: Porto Editora. Gomes, H. S. (2005). Narrativas infantis. Contribuição para a autoria da criança. Dissertação (Mestrado).Universidade de São Paulo. São Paulo, SP. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada/Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. (2004). O Direito à convivência familiar e comunitária. Os abrigos para crianças e adolescentes no Brasil. Brasília. Kishimoto, T. M. (2007). Narrativas infantis: Um estudo de caso de uma instituição infantil. Educação e Pesquisa, 33 (3), Malaguzzi, L (1994). As Cem Linguagens. In: Faria; Palhares (orgs). Educação Infantil pós LDB. Rumos e desafios. Campinas, Autores associados. 14h - 18h30 A (IN)DISCIPLINA E A VIOLÊNCIA ESCOLAR: REFLEXÕES E AÇÕES D-67 - Sala 109 MARCOS MAESTRI UNIVERSIDADE INGÁ DO PARANÁ O mini-curso objetiva refletir sobre a Indisciplina e a Violência na escola atual e discutir estratégias de ação para uma relação mais sadia entre os envolvidos no processo ensino-aprendizagem. Inicialmente, serão identificadas as principais potencialidades e fragilidades da instituição escolar, hoje. Na sequência, serão discutidos aspectos do contexto em que a instituição escolar está inserida e as influências que recebe desse contexto. É o mo mento de VER a realidade dos atores que atuam na instituição e as influências que sofrem. O próximo passo será compreender as possíveis causas ou explicações para entender o que ocorre nesse processo de ensino-aprendizagem que gera indisciplina, violência, estresse (burnout), fobia escolar entre outros. É o passo do JULGAR/ANALISAR a realidade apresentada. O que fazer diante desta realidade e quais são os desafios para a Educação (Escola)? Terceiro momento do mini-curso para apresentar alguns caminhos, alternativas, propostas no processo ensino-aprendizagem para a superação desta realidade. Ciente que não existem respostas prontas ou formular mágicas. O intuito é levar a reflexão para compreender o que está acontecendo com a escola e com os educadores na época atual. Conteúdos:. Potencialidades e fragilidades da instituição escolar, hoje;. Contexto (pano de fundo) (zeitgeist = espírito ou clima intelectual de uma época) da instituição 6

13 escolar;. Causas ou explicações sobre a (in)disciplina e a violência escolar;. Sugestões / Propostas de superação da (in)disciplina e da violência na escola;. Reflexões e discussões sobre a temática. Referências: ABRAMOVAY, Miriam. Violência na escola. 4ª Ed. Editor(es): UNESCO, Instituto Ayrton Senna, UNAIDS, Banco Mundial, 2004 CONTINI, M. L. J. O psicólogo e a educação de saúde na educação. São Paulo: Casa do Psicólogo, FERNÁNDEZ, A. A inteligência aprisionada: abordagem psicopedagógica clínica da criança e sua família. Porto Alegre: Artmed, FONSECA, V. Introdução às dificuldades de aprendizagem. 2.ed. Porto Alegre: Artmed, FONTANA, R. Psicologia e trabalho pedagógico. São Paulo: Atual, FUNAYAMA. C. A. R.. (org.). Problemas de aprendizagem: enfoque multidisciplinar. Campinas: Alínea, GARCIA, J. N. Manual de dificuldades de aprendizagem: linguagem, leitura, escrita e matemática. Porto Alegre: Artmed, GASPARIN, J. L. Uma didática para a pedagogia histórico-crítica. 3.ed. Campinas: Autores Associados, GERBER, A. Problemas de aprendizagem relacionados à linguagem: sua natureza e tratamento. Porto Alegre: Artmed, LA TAILLE, Y. Piaget, Vygotsky, Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. São Paulo: Summus, LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições.14.ed. São Paulo: Cortez, MIZUKAMI, M. G. N. Ensino: as abordagens do processo. São Paulo: EPU, PAIN, S. Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem. 4.ed. Porto Alegre: Artmed, PATTO, M. H. S. A produção do fracasso escolar: histórias de submissão e rebeldia. São Paulo: Casa do Psicólogo, PATTO, M. H. S. Uma introdução crítica a psicologia escolar. 3.ed. São Paulo: Casa do Psicólogo, SALVADOR, C. C. Aprendizagem escolar e construção do conhecimento. Porto Alegre: Artmed, WALLON, H. Psicologia e educação da criança. Lisboa: Vega, WITTER, G. P. e LOMONACO, J. F. B.(orgs.). Psicologia da aprendizagem.. São Paulo: EPU, WITTER, G. P. e LOMONACO, J. F. B. (orgs.). Psicologia da aprendizagem: aplicações na escola. São Paulo: EPU, WITTER, G. P (org.). Psicologia e educação: professor, ensino e aprendizagem. São Paulo: Alínea, h - 18h30 CÉREBRO E APRENDIZAGEM D-67 - Sala 110 JOSÉ FERNANDO BITENCOURT LOMÔNACO - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO O avanço tecnológico no estudo do cérebro levou a uma compreensão muito mais profunda do que tínhamos alguns poucos anos atrás a respeito de sua estrutura e de suas funções. Alguns dos muitos conhecimentos propiciados por tais recursos, tais como os relacionados a localizações cerebrais, formação de sinapses, papel do hipocampo na consolidação das memórias etc. estão intimamente relacionados ao processo de aprendizagem, constituindo um substrato fisiológico para muitas teorias psicológicas que, ao longo do tempo, tem procurado explicar esse processo. O minicurso em apreço procura resgatar essas contribuições e analisar/discutir as implicações de descobertas neurocientíficas para uma melhor compreensão e fundamentação do processo de aprendizagem. 14h - 18h30 AS POLITICAS PUBLICAS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL: DESAFIOS PARA A ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO D-67 - Sala 111 ELIZABETH GELLI YAZLLE UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA A proposta deste Mini Curso é a de apresentar e debater um histórico da Educação Infantil no Brasil como política publica implantada a partir da Constituição de 1988 e das Leis subsequentes, e os encontros/desencontros decorrentes das várias concepções oficiais, institucionais e sociais que foram se constituindo na história da infância brasileira.paralelamente, serão oferecidos elementos para a discussão sobre a construção de uma psicologia voltada para a infância brasileira na escola e os desafios que se aí apresentam. A Lei de Diretrizes e Bases ( 9.394/96), como desdobramento da Constituição de 1988, já dispunha sobre o atendimento das crianças em creches e pré escolas na primeira etapa da Educação Básica, optativa para a criança e sua família, porém de oferecimento obrigatório por todos os municípios brasileiros. Os Pareceres de especialistas sobre as Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil, de caráter mandatório tanto em sua primeira versão como o Parecer de ressaltam o protagonismo da infância, compreendendo a criança como ser íntegro, histórico e social que se desenvolve nas interações, relações e práticas cotidianas com diferentes adultos e diferentes crianças, em ambiente seguro, acolhedor, respeitando a especificidade de sua condição de infância e seu direito a um espaço público coletivo de socialização e aprendizagens. Entretanto, este espaço planejado pelo sistema educacional para a infância brasileira tem se apresentado com múltiplas faces. Por um lado temos as recomendações oficiais, resultantes de sérios trabalhos de pesquisas nacionais e internacionais. Por outro temos, cotidianamente, já na Educação de crianças pequenas a perversa e covarde inculcação de uma ideologia para a manutenção do projeto neoliberal de sociedade. O mundo adulto, que inclui as famílias, as professoras, as propostas pedagógicas, olham para a criança de hoje projetando-a num futuro triunfalista, de sucesso, de vencedores. Em suas relações com a escola, muitas diferentes psicologias se apresentam; porém, no que se refere à educação de crianças pequenas, vemos a predominância de uma psicologia universal, etapista, naturalizante. A grande questão para a prática psicológica em contextos educacionais tem sido a de buscar maneiras que lhe sejam inéditas, a partir de paradigmas qualitativos, que dêem conta de compreender o universo da criança brasileira pequena e acompanhar, nesse universo, sua singularidade em meio às múltiplas infâncias imaginadas. 14h - 18h30 MEDICALIZAÇÃO/JUDICIALIZAÇÃO: A INFÂNCIA NOS MOVIMENTOS DE CONTROLE E APRISIONAMENTO DA VIDA. D-67 - Sala 112 MARIA HELENA DO REGO MONTEIRO DE ABREU, GIOVANNA MARAFON - UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE, LUCIANA CALIMAN - UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO Neste curso, abordaremos a Judicialização e a Medicalização como duas faces de um mesmo processo, de controle e aprisionamento da vida. Deleuze (1990) nos chama a atenção para modos contemporâneos de confinamento. Soma-se ao lugar do espaço esquadrinhado pela família, escola, prisão, fábrica, pelo hospital, manicômio, tão característicos do período moderno e da sociedade disciplinar, uma sociedade de controle com novas instituições, novas tecnologias de assujeitamento que funcionam através de mecanismos de monitoramento. O biopoder que antes era exercido em espaços fechados com a função de correção ou ortopedia, agora age de modo mais sutil, a céu aberto, interferindo diretamente na produção dos modos de viver, inventando assim, novos modos de aprisionamento da vida. A Judicialização tem se constituído como uma tendência contemporânea, experimentada não apenas no Brasil, a qual se caracteriza pela mediação das relações sociais a partir de dispositivos jurídicos e da defesa do direito, mas de um direito que só poder ser obtido e defendido no campo jurídico, não mais no campo do diálogo. Tendo em vista o outro lado desta mesma moeda - a medicalização da vida - propomos pensá-lo para além da excessiva prescrição de medicamentos observada no contemporâneo, tomando-a como engrenagem na qual a medicina transforma a vida em objeto de sua intervenção, prescrevendo normas e condutas para todos os níveis da existência. Que forças permitiram a extensão do poder medico e judiciário a domínios que eram habitados por outros discursos e práticas? Objetivo Nosso objetivo é entender as duas faces desse processo de captura e assujeitamento na perspectiva de engrenagens que se acoplam e fabricam modos de produção de subjetividade medicalizados, medicalizantes e judicalizantes. Como tem se dado a emergência destas engrenagens e que efeitos/movimentos têm produzido sobre a infância no contemporâneo? Como analisadores dessa problemática, utilizaremos recortes de experiências das proponentes e de matérias midiáticas que têm a infância como alvo de controle e aprisionamento no contemporâneo. PÚBLICO- ALVO: Estudantes e profissionais que atuam na clínica, em escolas e/ou no sistema de garantia de direitos interessados em pensar a maneira como o biopoder tem operado na construção dos corpos medicalizados e judicializados e, ainda, os efeitos do funcionamento do controle contemporâneo no movimento de captura e aprisionamento da vida. 14h - 18h30 APRENDENDO A PLANEJAR E MEDIAR PROGRAMAS SOCIOEDUCACIONAIS E-34 - Sala 1 JAQUELINE CAMARGO BRISOLA, LÍVIA BRUZASCO DE OLIVEIRA, DEIVIS PEREZ - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA Público-alvo: Profissionais e estudantes de Psicologia e Educação. Resumo Temos encontrado em diversos segmentos sociais, uma preocupação crescente com os direitos do cidadão, com criação de oportunidades para inserção dos indivíduos no mundo do trabalho e com a construção de uma sociedade democrática de fato. Não há dúvida que tais preocupações nos remetem à necessidade de formação das novas gerações para a participação produtiva e ativa no mundo do trabalho e nas práticas cidadãs. Nesse cenário, observa-se a emergência de um campo de atuação do psicólogo voltado para a realização de programas socioeducacionais, com foco na formação de jovens e adultos, provenientes das classes empobrecidas, para o mundo do trabalho e da cidadania. Comumente, os psicólogos e profissionais da educação escolar e áreas conexas, são conduzidos ao trabalho socioeducacional, realizado fora dos processos tradicionais de escolarização. Entretanto, observa-se a escassez de oportunidades de capacitação para o campo socioeducacional, que favoreça a compreensão das teorias e práticas dessa área de trabalho. Em função disso, elaboramos essa proposta de minicurso, que terá como objetivo introduzir os seus participantes aos fundamentos teórico-práticos da atuação do psicólogo e demais profissionais interessados no tema. Especificamente, o minicurso tem como objetivo capacitar seus participantes para o uso de instrumentos de planejamento e mediação de programas socioeducacionais, voltados para a formação de jovens e adultos para o mundo do trabalho e cidadania. Durante o minicurso serão abordados os seguintes temas: a) características dos programas socioeducacionais de formação de jovens e adultos para o trabalho e cidadania; b) ferramentas e técnicas para o planejamento de atividades socioeducacionais; c) planejamento de atividades procedimentais, conceituais e atitudinais; d) instrumentos e técnicas de mediação: intervenção, encaminhamento e devolução; e) metodologia de trabalho com jovens e adultos em programas socioeduacionais. Os temas propostos serão abordados utilizando-se metodologia ativa e estratégias como dinâmicas de grupo, recursos audiovisuais e análise de textos referenciais sobre o trabalho do psicólogo no campo socioeduacional. Ao final do minicurso 7

14 8 espera-se que os participantes identifiquem: a) as principais características do trabalho socioeducacional junto a jovens e adultos em formação para o mundo do trabalho e cidadania; b) reconheçam e utilizem de forma básica ferramentas e estratégias de planejamento e mediação específicas para o trabalho socioeducacional. Resumo biográfico dos proponentes Lívia Bruzasco de Oliveira graduanda do curso de Psicologia da UNESP Assis, bolsista da Pró-Reitoria de Extensão da UNESP. Jaqueline Camargo Brisola - graduanda do curso de Psicologia da UNESP Assis, bolsista da Pró-Reitoria de Extensão da UNESP. Deivis Perez Doutor em Educação e professor de Psicologia da UNESP Assis. Bibliografica CLOT, Yves. A Função Psicológica do Trabalho. 2ª edição, trad. Adail Sobral, Petrópolis, RJ: Vozes, h - 18h30 PESQUISA QUALITATIVA EM POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS: PSICOLOGIA ESCOLAR EM UMA PERSPECTIVA CRÍTICA E-34 - Sala 2 LYGIA DE SOUSA VIEGAS UNIVERSIDADE SOCIAL DA BAHIA O presente curso tem por objetivo apresentar alguns aspectos teórico-metodológicos fundamentais da pesquisa qualitativa em psicologia escolar e educacional em uma perspectiva crítica que tenham como objeto de estudo as políticas públicas educacionais. Para tanto, inicia apresentando elementos que compõem a fundamentação teórica dessa modalidade de pesquisa, em especial as concepções que sustentam as modalidades de relação entre o pesquisador, o grupo pesquisado e o tema de pesquisa, em sua triangulação. Também serão discutidos alguns elementos essenciais na leitura crítica do discurso oficial em torno da implantação e defesa das políticas públicas educacionais. Em seguida, serão apresentados os procedimentos mais consagrados na coleta de dados da pesquisa qualitativa em psicologia escolar e educacional, a saber: observação participante em diversos contextos educacionais; entrevistas com todos os envolvidos na pesquisa; análise de documentos que compõem os prontuários institucionais; e encontros grupais com os diferentes coletivos que dão vida à instituição pesquisada. Finalmente, o curso aborda questões metodológicas em torno da análise do material construído na pesquisa, à luz da abordagem qualitativa. Espera-se, com esse minicurso, contribuir com a formação de pesquisadores na área de psicologia escolar e educacional em uma perspectiva crítica, que tenham como foco do estudo as politicas públicas educacionais. Conteúdo: 1. Pesquisa qualitativa em psicologia: aspectos teórico-metodológicos; 2. Análise crítica do discurso oficial das políticas públicas educacionais; 3. Procedimentos de coleta de dados na pesquisa qualitativa em psicologia escolar e educacional; 4. Procedimentos de análise de dados na pesquisa qualitativa. Referências: EZPELETA, J. & ROCKWELL, E. Pesquisa Participante. São Paulo: Cortez, GEERTZ, C. A interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: Guanabara, LÜDKE, M. & ANDRÉ, M. E. D. A. Pesquisa em Educação: Abordagens Qualitativas. São Paulo: EPU, PATTO, M. H. S. A Produção do Fracasso Escolar: histórias de submissão e rebeldia. São Paulo: T. A. Queiroz, VIÉGAS, L.S. Reflexões sobre a pesquisa etnográfica em Psicologia e Educação. Diálogos Possíveis (FSBA), v.1, p , h - 18h30 DESENVOLVIMENTO POSITIVO NA ADOLESCÊNCIA E-34 - Sala 3 DÉBORA DALBOSCO DELL'AGLIO, LUCIANA FERNANDES MARQUES - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL Este mini-curso tem por objetivo instrumentalizar profissionais e estudantes que atuam na área da educação para trabalhar sob a ótica da psicologia positiva com adolescentes. Parte-se do pressuposto que a adolescência é um período normativo do desenvolvimento e que a maioria dos jovens vivencia esta etapa de forma saudável e adaptativa. A partir disso, apresentaremos o referencial teórico da psicologia positiva, enfocando aspectos relacionados aos processos de resiliência durante a adolescência, assim como a importância do fortalecimento das redes de apoio e dos fatores de proteção nos contextos de inserção dos adolescentes, especialmente no ambiente escolar. Serão discutidos os conceitos de resiliência, vulnerabilidade, fatores de risco e proteção na adolescência e redes de apoio. Também serão explorados diferentes conceitos relacionados à psicologia positiva, destacando a espiritualidade e religiosidade. O tema da religiosidade/espiritualidade tem estado presente em estudos da Psicologia, mas ainda cercado de alguns tabus e muitas dúvidas de como o psicólogo pode inserir na sua prática o trabalho com essa dimensão com base na Psicologia como ciência e profissão. Muitos são os equívocos encontrados na prática profissional, usando técnicas, práticas e conceitos sem base científica que ao invés de promover a qualidade de vida e enfrentamentos saudáveis por parte do público-alvo, geram desconforto e mal-estar. Este curso é de cunho teórico, visando oferecer uma revisão de estudos científicos atuais sobre a psicologia positiva e o conceito de espiritualidade e dialogar com o público sobre as principais dificuldades e avanços no trabalho com adolescentes na área PSI. Pretende-se instrumentalizar os participantes, a partir de reflexões e trocas grupais, para uma visão complexa e multifacetada do ser humano, numa perspectiva positiva no trabalho com adolescentes. Conteúdo: psicologia positiva, fatores de risco e proteção, resiliência e vulnerabilidade, redes de apoio, religiosidade e espiritualidade, pesquisas atuais. Referências Calvetti, P. U., Muller, M. C, & Nunes, M. L. T. (2007). Psicologia da saúde e psicologia positiva: Perspectivas e desafios. Psicologia Ciência e Profissão, 27(4), Dell'Aglio, D. D., Koller, S. H., & Yunes, M. A. M. (2006). Resiliência e psicologia positiva: Interfaces do risco à proteção. São Paulo: Casa do Psicólogo. Marques, L. F. & Dell'Aglio, D. D. (2009). A espiritualidade como fator de proteção na adolescência. Cadernos IHU Idéias (Unisinos), 7, Paludo, S. S. & Koller, S. H. (2007). Psicologia Positiva: uma nova abordagem para antigas questões. Paidéia, Ribeirão Preto, 17(36), Sanchez, Z. V. M., Oliveira, L. G., & Nappo, S. (2004). Fatores protetores de adolescentes contra o uso de drogas com ênfase na religiosidade. Ciência & Saúde Coletiva, 9(1), Sapienza, G. & Pedromonico, M. R. M.(2005). Risco, proteção e resiliência no desenvolvimento da criança e do adolescente. Psicologia em Estudo, 10(2), Seligman, M. E. P. & Csikszentmihalyi, M. (2000). Positive psychology: An introduction. American Psychologist, 55, h - 18h30 NEUROCIÊNCIA E EDUCAÇÃO SOB UM ENFOQUE HISTÓRICO CULTURAL E-34 - Sala 4 CLAUDIA LOPES DA SILVA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO BERNARDO DO CAMPO Num cenário de preocupação crescente dos governos com a melhoria da educação, observa-se o avanço da neurociência em áreas relacionadas à educação, como a forma com que a aprendizagem ocorre e a neurofisiologia cerebral. Surge daí a tentativa de aplicação de tais resultados de forma prática nas escolas, através de programas educacionais. São os chamados programas brain-based learning, ou de aprendizagem baseada no cérebro. Surgem produtos e métodos de questionável embasamento científico e resultados frustrantes, que perpetuam neuromitos, apresentando informações discutíveis como fatos científicos irrefutáveis. Além de superficiais e questionáveis, tais propostas podem induzir atitudes discriminatórias, reforçando a crença acrítica em explicações biológicas para questões com importante viés sócio-econômico, como é a questão da escolarização. A busca de uma prática educacional baseada em evidências deve deixar claros os limites em que tais apropriações da neurociência podem ser feitas atualmente, pois se há extraordinários e promissores avanços, ainda há pouca ou quase nenhuma operacionalização prática de aplicação escolar destes aportes. Discute ainda a questão da inclusão escolar e a contribuição da neurociência. O O enfoque teórico é a partir da produção da Psicologia Histórico-Cultural, particularmente as produções de Vigotski e Luria, discutindo que contribuições os autores podem fazer para possibilitar um olhar a partir das potencialidade de desenvolvimento dos alunos. 14h - 18h30 ADOLESCENTES EM CONFLITO COM A LEI: A FORMAÇÃO-ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO ESCOLAR E AS MEDIDAS SÓCIO-EDUCATIVAS E-34 - Sala 5 ERIKA PESSANHA DOLIVEIRA, RAFAELA MEZZOMO UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ O minicurso que se pretende desenvolver surgiu a partir da prática profissional de supervisão de acadêmicos do quinto ano da graduação de Psicologia nos estágios profissionalizantes em um programa municipal de Medidas Sócio-Educativas em Meio Aberto, previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente 8.069/90. O contato semanal com os profissionais de Psicologia, Serviço Social, Pedagogia e Direito responsáveis pela implementação das Medidas Sócio- Educativas em Meio Aberto (MSE) explicitadas no artigo 112 evidenciou concepções, expectativas e práticas preconceituosas sobre as famílias de origem e extensas responsáveis judicialmente por adolescentes autores de atos infracionais. Era possível observar na fala de tais profissionais uma estreita vinculação naturalizante e a-histórica entre pobreza, periculosidade e a suposta desestrutura familiar. As inquietações decorrentes levaram-nos a problematizar, como uma hipótese explicativa para esses comportamentos dos profissionais, uma formação acadêmico-profissional mais tecnicista, que demonstra sinais de ter sido aligeirada quanto ao debate próprio das Ciências Humanas e Sociais sobre a construção social da infância, da família burguesa, a produção do fracasso escolar, entre outros temas. Conforme alguns autores discutem, no desenvolvimento da profissão de psicólogo no Brasil, a formação também é responsabilidade dos professores, que imprimem suas visões de mundo em seus cursos a partir da concepção de que profissional querem formar. Também estabelecem relações entre o contexto político do Regime Militar e a ideologia de adaptação do indivíduo à sociedade. As autoras, ao retomarem pesquisas sobre o perfil do psicólogo brasileiro (CFP, 1988, 1994) entre outros pesquisadores, demonstram o caráter predominantemente clínico e de profissional liberal dos currículos, uma formação que privilegia o técnico em detrimento do generalista. Por meio de uma leitura mais atenta dos documentos que procuram subsidiar a ação dos gestores sociais, percebe-se que tais referências bibliográficas não atribuem às famílias monoparentais ou à incompetência familiares a responsabilidade exclusiva pela infração cometida pelo adolescente, e esses autores optam por tentar elucidar a multideterminação do ato infracional, ao invés de se utilizarem de explicações lineares e simplistas. Contudo, essas obras não delimitam com maior precisão de qual concepção de família partem, qual seria a sua função social, se sempre se estruturou do mesmo modo e com os mesmos objetivos ao longo da história humana. A fundamentação teórica desse curso será baseada nos princípios da Psicologia SócioHistórica, da Pedagogia HistóricoCrítica. O objetivo do minicurso é debater sobre os limites e possibilidades das interfaces do trabalho do psicólogo escolar com a atuação em programa de medidas socioeducativas, uma vez que os adolescentes em

15 conflito com a lei possuem histórias de fracasso escolar. Para isso, ocorrerá a historicização da proteção social e jurídica da criança e do adolescente no país, considerando que as instâncias jurídicas e pedagógicas dos programas de MSE costumam realizar um encaminhamento discriminatório em várias etapas do processo de aplicação das medidas, penalizando os adolescentes e as famílias de menor poder aquisitivo. Daí depreende-se a relevância social e teórica do acúmulo de conhecimentos e práticas que tentem superar a visão de mundo representada pelo antigo Código de Menores. 14h - 18h30 DESENVOLVIMENTO PSICOLÓGICO DAS CRIANÇAS PEQUENAS E AS PRÁTICAS REALIZADAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL E-34 - Sala 6 VIVIANE APARECIDA FERREIRA FAVARETO CACHEFFO, DANIELE RAMOS DE OLIVEIRA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA O mini-curso tem como objetivos discutir as características de desenvolvimento da criança de 0 a 5 anos, segundo a teoria histórico-cultural e a teoria walloniana, propiciar reflexões por parte das (dos) participantes em relação às práticas educativas desenvolvidas na educação infantil a partir dos pressupostos dessas teorias, de modo a fornecer subsídios teórico-práticos para os profissionais que atuam em instituições de educação infantil. O atendimento as crianças nesse nível de ensino inclui o educar e o cuidar, de forma a assegurar o acolhimento, a segurança, o lugar para a emoção, para o gosto, para o desenvolvimento da sensibilidade, habilidades sociais, domínio do espaço, do corpo, das modalidades expressivas e favorecimento da curiosidade e investigação. Para desenvolver esses aspectos, porém, consideramos que os profissionais de creches e pré-escolas necessitam de subsídios teórico-práticos que permitam refletir sobre as contribuições das práticas realizadas no cotidiano para o desenvolvimento das crianças. Pretendemos, nesse sentido, discutir a relação entre o desenvolvimento infantil e as mediações realizadas pelos educadores. De acordo com a teoria histórico-cultural, cada estádio de desenvolvimento é caracterizado por um tipo de atividade principal, concebida como aquela que promove o desenvolvimento por possibilitar o surgimento de outras atividades, desde que diferenciadas; reorganizar os processos psíquicos e promover mudanças psicológicas na personalidade infantil. Desta forma, a atividade principal modifica-se conforme o desenvolvimento infantil. As atividades principais nos primeiros anos de vida são: comunicação, ação com objetos e o jogo. O bebê, mesmo sem o domínio da linguagem falada, comunica-se emocionalmente com o adulto; posteriormente o interesse pelos adultos transfere-se para o conhecimento e exploração dos objetos e, conforme o desenvolvimento, a criança passará a utilizar-se do jogo para satisfazer suas necessidades, resolver seus conflitos e vivenciar situações imaginárias. Sobre o desenvolvimento da criança, a teoria walloniana pontua que esse é composto por estágios: impulsivo emocional; sensório-motor e projetivo e personalismo. Para a sucessão dos estágios, é necessário que ocorra a alternância e predominância funcional, ou seja, em cada estágio ocorre o predomínio de uma dimensão (afetiva, cognitiva, motora), o que não ocasiona o desaparecimento das demais; e a integração funcional, que significa que cada estágio traz as conquistas dos anteriores e permite a integração da motricidade, afetividade e cognição para a constituição do quarto domínio, a pessoa. A partir das contribuições desses teóricos, portanto, pensamos ser possível refletir com os participantes o desenvolvimento de práticas para uma educação integral a ser realizada com as crianças pequenas, que propicie o desenvolvimento psicológico infantil. 14h - 18h30 AS CONTRIBUIÇÕES DE LEONTIEV E BLAGONADEZHINA PARA A ORGANIZAÇÃO DO TEMPO E DO ESPAÇO NA EDUCAÇÃO INFANTIL E-34 - Sala 7 MARTA CHAVES UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ Esta exposição firma a defesa de que as escolas de Educação Infantil podem se apresentar como espaços de educação por excelência, o que equivale a dizer que, a rotina, ou seja, a organização do tempo e do espaço só se justificam se forem instrumentalizados enquanto práticas edu cativas, capazes de promover o desenvolvimento, onde o brincar e o aprender figurem como os objetivos principais. Consideramos que as salas, pátios, corredores, áreas externas e outros espaços ocupados por crianças devem ser organizados com intencionalidade e sistematização das mais diversas cores, formas, letras, números, ilustrações advindas da arte e de autores e personagens da Literatura Infantil. Defendemos que esta preocupação não secundariza a importância da formação inicial e em serviço de psicólogos e pedagogos, ao contrário reafirma a necessidade de defesa de uma formação atenta e rigorosa permite. Isto permite estudo e reflexão acerca da infância que se mostra, neste início de século XXI, empobrecida. Neste sentido, a Teoria ou Psicologia Histórico-Cultural apresenta-se na condição de amparo possível para uma proposta de formação e atuação junto às crianças pequenas, numa perspectiva de humanização e emancipação. Assim, para que os procedimentos didáticos sejam ricos de significado, a afetividade, a comunicação, as diversas formas de linguagem e a escolha de recursos e procedimentos devem figurar como características essenciais no processo de ensino. Neste propósito de educação, recorremos à ideia de que os sentimentos estéticos se desenvolvem mais quando se apresentam versos especialmente escritos para as crianças, com desenhos de qualidade, com boa música e com rítmicos variados. Neste sentido a organização do tempo e do espaço deve favorecer as vivências estéticas elaboradas, visto que estas mostram-se essenciais à aprendizagem e ao desenvolvimento. Conteúdo: A organização do tempo e do espaço nas Instituições de Educação Infantil Referências: BLAGONADEZHINA, L. V. Las emociones y los sentimientos. In: SMIRNOV, LEONTIEV e outros. Psicologia. Havana: Imprensa Nacional de Cuba, 1961, p. 375 CHAVES, M. et all (Org). Professores Repensando a Prática Pedagógica: propostas, objetivos e conquistas coletivas. Maringá: 1 ed. Programa Interdisciplinar de Estudos de Populações, Laboratório de Arqueologia, Etnologia, FACCI, M. G. D. Valorização ou esvaziamento do trabalho do professor?: um estudo crítico-comparativo da teoria do professor reflexivo, do construtivismo e da psicologia vigotskiana. Campinas, SP: Autores Associados, LEONTIEV e outros. Psicologia. Havana: Imprensa Nacional de Cuba, LIMA, E. A de. Infância e Teoria Histórico-Cultural: (Des) Encontros da Teoria e da Prática. 2005, Tese (Doutorado em Ensino na Educação Brasileira). Faculdade de Filosofia e Ciências, UNESP, Marília, MUKHINA,V. Psicologia da Idade Pré-escolar. Trad. Claudia Berliner. São Paulo: Martins Fontes, VIGOTSKY, L. S. La imaginación y el arte en la infancia: ensayo psicológico. 8. ed. Madrid: Akal, (Akal básica de bolsillo, 87) 14h - 18h30 ESTRUTURAS ADITIVAS E MULTIPLICATIVAS: ASPECTOS DA TEORIA DOS CAMPOS CONCEITUAIS E-34 - Sala 8 JULIANE DO NASCIMENTO UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA Modalidade do curso: mini-curso Estruturas aditivas e multiplicativas: aspectos da teoria dos campos conceituais Carga horária: 4 horas Juliane do Nascimento FCT/ UNESP - Câmpus de Presidente Prudente Resumo Biográfico Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Estadual Paulista - Faculdade de Filosofia e Ciências câmpus de Marília (2007) com Habilitação em Administração Escolar, Orientação Educacional (2008) e Supervisão Escolar (2009). De 2004 à 2009 atuou como professora das séries/anos iniciais do Ensino Fundamental na rede municipal de Pompeia/SP. Em 2010 atuou na área de coordenação de projetos na mesma rede. Atualmente é mestranda em Educação pelo programa de pós-graduação da UNESP/ FCT/ Câmpus de Presidente Prudente, na linha de pesquisa: Práticas e Processos Formativos, desenvolvendo pesquisa na área de Educação Matemática. Integrante do grupo de pesquisa: Ensino e Aprendizagem como Objeto da Formação de Professores (GPEA) coordenado por Maria Raquel Miotto Morelatti e Paulo César de Almeida Raboni. Resumo Este mini-curso tem por objetivo abordar o ensino e a aprendizagem das estruturas aditivas e multiplicativas nas séries iniciais do ensino fundamental tendo como base a teoria dos campos conceituais de Vergnaud. De acordo com essa teoria são vários os fatores que interferem e influenciam no desenvolvimento e na formação dos conceitos, sendo o conhecimento conceitual originado a partir de situações-problemas. Os conceitos matemáticos, só adquirem sentido a partir de uma variedade de situações que são vivenciadas pelos sujeitos. Nessa perspectiva, um campo conceitual pode ser então compreendido como o conjunto de situações que envolvem o domínio de vários conceitos de naturezas diferentes. A aprendizagem de um campo conceitual, está assim relacionada a capacidade de resolver diferentes situações-problemas, o que vai além de simplesmente saber resolver cálculos numéricos. Isso implica reconhecer que uma mesma operação aritmética pode estar associada a diferentes ideias em uma situação-problema. A competência para resolver problemas que envolvem estruturas aditivas e multiplicativas requer tempo e precisa ser desenvolvida ao longo de todo ensino fundamental. Para tanto, desenvolver um trabalho com estruturas aditivas e multiplicativas implica em oferecer ao aluno diferentes tipos de situações que envolvam diferentes modos de raciocinar. Implica também considerar que adição e subtração, multiplicação e divisão pertencem a um mesmo campo conceitual e, portanto estão intimamente relacionadas. As atividades que serão desenvolvidas no mini-curso visam dessa forma, apresentar e discutir aspectos da teoria dos campos conceituais para o desenvolvimento das estruturas aditivas e multiplicativas; analisar os diferentes raciocínios envolvidos nas situações-problemas do campo aditivo e multiplicativo e apresentar propostas para o trabalho com os dois campos nas séries iniciais do ensino fundamental. Público alvo: professores que atuam nas séries iniciais do ensino fundamental e educadores interessados pelo assunto. Bibliografia básica: MAGINA, S., CAMPOS, T. M. M., GATIRANA, V. & NUNES, T. Repensando adição e subtração: contribuições da Teoria dos Campos Conceituais. São Paulo: PROEM, h - 18h30 ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM E DA MOTIVAÇÃO PARA APRENDER: COMO AVALIAR? E-34 - Sala 9 NEIDE DE BRITO CUNHA, ACÁCIA APARECIDA ANGELI DOS SANTOS - UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO As grades curriculares raramente contemplam todos os aspectos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. Dentre os que dificilmente são trabalhados estão as estratégias de aprendizagem e a motivação para aprender, o que leva muitos professores, dos vários níveis de ensino, a se perguntarem qual seria o caminho para desenvolvê-los em seus alunos. A Psicologia Cognitiva, com base na Teoria do Processamento da Informação, acredita na possibilidade de ajudar o aluno a organizar e controlar sua própria aprendizagem por meio de estratégias mais eficazes. Elas são competências ou processos que facilitam a aquisição, o armazenamento e a recuperação da informação e são úteis para manejar, dirigir e controlar a própria aprendizagem em diferentes contextos. Por sua vez, a 9

16 motivação aparece em sala de aula como um elemento gerador de energia, que ajuda o indivíduo a atingir um determinado objetivo, por meio da seleção de dados importantes e organização de sequências que exigem estratégias de ação. Tendo em vista a importância do desenvolvimento tanto das estratégias de aprendizagem como da motivação em sala de aula, julga-se necessário melhorar a capacidade de aprender a aprender e de ensinar para o aprender a aprender, bem como conhecer as orientações motivacionais de alunos em geral e futuros docentes. Com esses conhecimentos, os educadores poderiam modificar suas práticas e traçar metas e objetivos que contribuiriam para a aprendizagem mais efetiva de seus alunos. Serão apresentados resultados de pesquisas recentes desenvolvidas em vários níveis de educação. Objetivos do curso: apresentar como podem ser avaliadas as estratégias de aprendizagem e a motivação por meio de diferentes instrumentos de medida; demonstrar como os dados coletados podem ser tratados estatisticamente por meio de análises qualitativas e quantitativas. Referências: 1. SANTOS, A. A. A.; SISTO, Fermino Fernandes; BORUCHOVITCH, Evely & Nascimento, E. (Orgs.). Perspectivas em Avaliação Psicológica. 1. ed. São Paulo: Casa do Psicólogo, OLIVEIRA, Katya Luciane, BORUCHOVITCH, Evely & SANTOS, A. A. A.. Escala de avaliação das estratégias de aprendizagem para o ensino fundamental - EAVAP-EF. 1ª. ed. São Paulo: Casa do Psicólogo, SANTOS, A. A. A., BORUCHOVITCH, Evely, & OLIVEIRA, Katya Luciane de (Org.). Cloze: um instrumento de diagnóstico e intervenção. 1. ed. São Paulo-SP: Casa do Psicólogo, p. 14h - 18h30 COREOGRAFIA DO DESENHO: DINÂMICA EDUCACIONAL E-34 - Sala 10 PEDRO MOREIRA DA SILVA NETO, MARIA SARA DE LIMA DIAS - UNIVERSIDADE TUITI DO PARANÁ Objetiva-se aproximações entre psicologia e as artes cênicas, através de vivências estéticas, baseado no referencial proposto por Vygotsky. A arte se processa em variados grupos sociais e fornece referencial para o psicólogo em práticas sociais éticas e estéticas. A intervenção comunitária deve propor atividades emancipadoras e capazes de gerar novos sentidos e significados à prática educativa nas escolas, no dizer de Freire a promoção da ingenuidade à criticidade não pode ou não deve ser feita a distância de uma rigorosa formação ética ao lado sempre da estética (p.32). Isto é possível através das relações entre a psicologia e a arte. Considera-se a educação estética e atividade criadora essencial ao trabalho com grupos. A proposta da coreografia pretende desenvolver materialmente a atividade criadora através do desenho, como um circuito que vai possibilitar a expressão corporal do sujeito. O espaço colaborativo de trabalho favorece a transformação de motivos ao permitir que as ações sejam planejadas coletivamente e que se parte do sujeito singular/coletivo. A educação acentua o lógico-formal e o discurso, num processo de coisificação das relações interpessoais, assim, técnica e dinamização cênica, no caso da dança, revitalizam as configurações sociais que delimitam a afetividade e sua representatividade no trabalho grupal. Bibliografia básica: CAMARGO, Denise de; BULGACOV, Yara (Orgs.). (2006) Identidade e emoção. Curitiba: Travessa dos Editores. FREIRE, P. (2000) Pedagogia da Autonomia. Rio de Janeiro: Paz e Terra. INGARDEN, e Cols.(1976) O Signo teatral : semiologia aplicada a arte dramática. SP: Globo. SANTOS, F.D.(2003) A estética máxima. CHAPECÓ, Argos. VYGOTSKY, L. S. (2008). Psicología del arte. Buenos Aires, Paidós. MINI-CURSOS (carga horária: 4 horas) 10 MINI-CURSOS Dias 04 e 05 de julho de 2011 das 08h às 10h 08h - 10h FORMAÇÃO DE PESSOAS NA PERSPECTIVA SÓCIO-HISTÓRICA: TEORIAS E PRÁTICAS D-67 - Sala 101 MARIANA ANTUNES, DEIVIS PEREZ - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA Público: estudantes e profissionais de Psicologia, interessados em mediação educacional. Resumo A questão da formação de pessoas na contemporaneidade tem ensejado crescente interesse em diversos segmentos sociais. Isto porque ocorrem significativas transformações em diferentes campos do conhecimento, das práticas e sociabilidade humana, que impõem aos indivíduos a necessidade de exercício constante do pensamento e capacidade de utilização de instrumentos que permitam ao homem compreender o mundo que o cerca. Atualmente a formação das pessoas ocorre para além das escolas, nas ONGs, empresas e em atividades educacionais potencializadas pelas tecnologias da informação. A escolarização é compreendida cada vez mais como um dos espaços de articulação dos saberes. Nesse contexto, os profissionais da psicologia têm sido desafiados a contribuir para o desenvolvimento e aperfeiçoamento de teorias e práticas que favoreçam a compreensão e o incremento da qualidade dos processos de formação de pessoas nas empresas, organizações nãogovernamentais/ongs, escolas, etc. Atentos à questão e preocupados com a difusão de saberes e abordagens da Psicologia voltadas para a formação integral do humano, é que elaboramos essa proposta de minicurso. O objetivo é oferecer aos participantes a oportunidade de conhecer os fundamentos da Psicologia Sócio-Histórica, de inspiração vigotskiana, e sua aplicação na elaboração e realização de processos formativos de pessoas, em particular adolescentes e adultos. Os saberes a serem trabalhados no minicurso poderão ser adotados por profissionais e estudantes/estagiários em processos educativos realizados em espaços formais (escolas e universidades) e não formais (ONGs e movimentos sociais). O minicurso abordará: a) Os fundamentos da Psicologia vigotskiana, com destaque para as referências à filosofia de Espinosa e de Marx. b) os conceitos de interiorização, zona de desenvolvimento proximal, processos psicológicos superiores, instrumentos semióticos, mediação e interação; c) articulação entre teoria e prática no processo formativo de pessoas. A metodologia adotada privilegiará a multiplicidade, alternância e diversidade de estratégias de ensino. As técnicas utilizadas serão: exposição dialogada apoiada por recursos visuais, análise e debate de conceitos em pequenos grupos, leitura de texto, dinâmica de grupo. Ao final espera-se que o participante seja capaz de: a) identificar, de forma introdutória, as relações entre a filosofia espinosana e marxiana e a Psicologia Sócio-Histórica; b) articular os conceitos básicos da teoria vigotskiana às práticas de formação de pessoas, com ênfase para a mediação da aprendizagem e o estímulo à interação e colaboração entre aprendizes de um processo educativo; c) refletir criticamente sobre suas práticas profissionais em processos de ensino e aprendizagem, considerando os conceitos e aprendizagens construídas no minicurso. Bibliografia BAQUERO, Ricardo. Vygotsky e a aprendizagem escolar. Trad. Ernani Fonseca Rosa; Porto Alegre: ArtMéd, VIGOTSKI, L.S. Psicologia Pedagógica. 2ª Edição. Trad. Paulo Bezerra, SP: Martins Fontes, h - 10h O JOGO QUARTO COMO RECURSO PARA INTERVENÇÃO CLÍNICA E EDUCACIONAL D-67 - Sala 102 ALEXANDRE GIANNICO BORGES, HELOISA HELENA GENOVESE DE OLIVEIRA GARCIA UNIVERSIDADE PAULISTA Um dos maiores desafios da atualidade é coordenar, de modo coerente e eficaz, as inúmeras informações a que temos acesso diariamente. Ao mesmo tempo, a comunicação interpessoal assume formas múltiplas, exigindo agilidade e responsabilidade e visando uma inserção cidadã no mundo. Nossa hipótese é que os jogos são um recurso útil para a abordagem destes problemas por implicarem o envolvimento afetivo dos jogadores e demandarem o uso de procedimentos cognitivos variados que favorecem o auto-aperfeiçoamento e a socialização. Baseamo-nos em Piaget quanto ao valor estruturante do jogo de regras para a construção do pensamento socializado e sua dimensão dialética: individual e social, particular e universal, histórica e atemporal. Este curso objetiva promover o conhecimento e a prática dos participantes quanto a possibilidades de intervenção clínica e educacional, mediadas pelo jogo Quarto, atualmente um dos mais utilizados por um grupo de pesquisa do departamento de Psicologia Escolar da USP, coordenado pelo Prof. Dr. Lino de Macedo. Criado pelo matemático suíço Blaise Müller, é um jogo de tabuleiro que está entre os mais premiados do mundo, apesar da simplicidade das regras. É composto por um tabuleiro de 16 casas e 16 peças que se diferenciam por quatro atributos: cor, tamanho, forma, superfície. Jogam dois participantes alternadamente: cada qual seleciona uma peça e entrega ao oponente para que este a posicione numa das casas. Na medida que as peças vão sendo inseridas, alinhamentos vão se compondo pela combinatória de cores, tamanho, etc. O jogo termina quando um jogador receber uma peça e a inserir no tabuleiro concluindo um alinhamento com quatro peças com pelo menos um atributo em comum. Por exemplo, todas as quatro peças num alinhamento horizontal são altas. Então, ele diz quarto e vence a partida. O Quarto promove o desenvolvimento de atenções múltiplas, pois o jogador precisa estar atento a quatro diferentes atributos contidos em cada peça para não entregar a vitória ao seu oponente. Isto exige análises combinatórias constantes dos alinhamentos em construção e das peças disponíveis na escolha presente e futura. Com relação às competências cognitivas, portanto, o jogo promove a combinatória, a capacidade de antecipação, inferências e tomada de decisões. Do ponto de vista da competência social, a regra exige que o jogador escolha uma peça, mas esta não será inserida no tabuleiro por ele, e sim pelo seu oponente, o que exige uma antecipação das possibilidades do destino que o outro dará a esta peça. Por isso, a favorecimento a um raciocínio descentrado, já que os jogadores precisam considerar e valorizar a própria escolha e a de seu oponente. Neste

17 sentido, as ações da partida e as intervenções permitem ao mediador promover uma reflexão significativa para uma tomada de consciência da reciprocidade que esteve em curso durante o jogo. Daí a importância do procedimento de intervenção, situação-problema, no qual cada jogador analisa momentos extraídos de partidas, decidindo e justificando a solução proposta. Na conclusão, destacamos a metodologia de situações-problema para o aperfeiçoamento de competências cognitivas e sociais. 08h - 10h ORIENTAÇÃO À QUEIXA ESCOLAR: O ATENDIMENTO PSICOLÓGICO EM UMA PERSPECTIVA CRÍTICA D-67 - Sala 103 LYGIA DE SOUSA VIEGAS UNIVERSIDADE SOCIAL DA BAHIA O presente curso objetiva apresentar a proposta de Orientação à Queixa Escolar, modalidade de atendimento criada no Serviço de Psicologia Escolar do Instituto de Psicologia da USP. Destinada a crianças e adolescentes que vivenciam dificuldades no processo de escolarização, tal modalidade de atendimento compreende os processos de subjetivação no bojo das relações habitadas pelo sujeito, marcadas por grupos e instituições, em um tempo histórico-social determinado. O curso inicia tecendo críticas à concepção tradicional do fracasso escolar. Isso porque, ela tende a priorizar aspectos individuais ou familiares, de ordem física ou emocional, desconsiderando a fundamental participação da escola na produção da queixa, bem como naturaliza ndo problemas sociais, políticos e institucionais. Em seguida, são apresentados os pressupostos teóricos da Orientação à Queixa Escolar, a partir dos quais o foco do olhar deixa de ser a criança e sua família, e passa a ser o território no qual se dá a produção da queixa, o que implica em considerar diversas dimensões e suas mútuas determinações, do sofrimento individual aos atravessamentos institucionais e sociais. Tal compreensão implica em mudanças práticas, de modo que as ações desenvolvidas busquem avaliar a produção histórica e coletiva da queixa, bem como intentem analisar o quanto é possível alterar sua produção, afetando os fenômenos nos quais ela se viabiliza. Posto isso, o curso apresenta práticas e instrumentos que norteiam o atendimento da queixa escolar: a perspectiva breve e focal; a participação dos principais envolvidos na produção e manutenção da queixa (em especial, aluno, pais e escola); a contextualização e problematização da queixa; uma compreensão da vida diária escolar; a potencialização de todos os implicados na produção da queixa. Espera-se, com o curso, contribuir com a formação de psicólogos que atendem a queixa escolar, na direção do fortalecimento do processo de escolarização. Conteúdo: 1. Críticas à concepção tradicional do fracasso escolar. 2. Pressupostos teórico-práticos da Orientação à Queixa Escolar. 3. Práticas e instrumentos do atendimento da queixa escolar. 4. Apresentação de casos. Referências: MACHADO, A.M. Avaliação psicológica na educação: mudanças necessárias. In: TANAMACHI, E.; PROENÇA, M.; ROCHA, M. Psicologia e Educação: desafios teórico-práticos. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2000, p MOYSÉS, M.A.A. A Institucionalização invisível: crianças que não-aprendem-na-escola. São Paulo/Campinas: Mercado de Letras/FAPESP, PATTO, M.H.S. A produção do fracasso escolar: histórias de submissão e rebeldia. São Paulo: T. A. Queiroz, PATTO, M. H. S. Exercícios de indignação: textos de Educação e Psicologia. São Paulo: Casa do Psicólogo, SOUZA, M.P.R. Problemas de aprendizagem ou problemas de escolarização? Repensando o cotidiano escolar à luz da perspectiva histórico-crítica em psicologia. In: OLIVEIRA, M.K; SOUZA, D.T.R. REGO, T.C. Psicologia, educação e temáticas da vida contemporânea. São Paulo: Moderna, SOUZA, B.P. Orientação à Queixa Escolar. São Paulo: Casa do Psicólogo, h - 10h EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS, PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO E GESTÃO DEMOCRÁTICA: FORMAÇÃO DE PROFESSORES D-67 - Sala 104 REGINA LUCIA SUCUPIRA PEDROZA, JULIA CHAMUSCA CHAGAS - UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA Este minicurso visa abordar a formação de professores com relação ao tema da Educação em Direitos Humanos (EDH) tendo em vista a sua pertinência no cenário internacional de mobilização para a efetivação da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Pretende-se discutir a EDH não apenas como uma formação de conteúdos sobre direitos e deveres, mas como uma vivência em todos os espaços da escola. A discussão do respeito aos direitos humanos, mais especificamente ao direito à educação, passa por um movimento constante do universal ao individual, já que não é possível garantir a igualdade sem tolerância à diferença. Levada ao cotidiano escolar, essa concepção exige a criação de espaços de diálogo e de relações mais horizontais na escola. Nesse contexto, a gestão democrática torna-se fundamental para a construção dessa vivência da democracia e do respeito aos direitos de todos. Entretanto, pretendemos defender que esse tipo de gestão não se constrói apenas pela eleição de diretores e representantes em Conselhos Escolares. Concretizar a vivência democrática nos diversos espaços da escola implica uma construção diária do Projeto Político Pedagógico (PPP) por todos os seus membros: professores, estudantes, pais e funcionários. A ênfase no PPP como resultado da participação ativa de todos os membros da comunidade escolar mostra que ele não pode ser apenas um conjunto de planos e projetos de professores, muito menos um documento a ser arquivado na secretaria da escola. Ele deve estar em sala de aula, como um produto específico que reflete a realidade escolar, situada em um contexto social mais amplo que a influencia e é por ela influenciado. Trata-se de um instrumento que permite clarificar a ação educativa da instituição educacional em sua totalidade, necessitando da participação de todos os segmentos envolvidos no processo educacional. Sendo assim, ressaltamos a importância de trabalhar a formação de professores frente a esses princípios educativos. Entendemos que a discussão dos direitos não pode passar por uma objetivação que perca a noção dos sujeitos envolvidos nesse fazer. Essa vivência cotidiana é permeada pelas contradições inerentes ao desenvolvimento humano. Esse ser humano concreto estabelece relações interpessoais que são marcadas por uma organização social também contraditória. Dessa forma, a intenção é desenvolver uma formação que considere a maneira como os direitos humanos ganham forma na vida diária das pessoas. Para isso, a psicologia torna-se fundamental nesse processo formativo. Assim, compreendemos ser possível construir uma educação mais democrática e de qualidade. 08h - 10h ORIENTAÇÃO SEXUAL, DIVERSIDADE E O PSICÓLOGO ESCOLAR D-67 - Sala 105 ERIKA PESSANHA DOLIVEIRA, MARCELO UBIALI FERRACIOLI UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA Considerando a sexualidade como fenômeno inerente à vida humana e compreendendo-a em suas dimensões natural e construída, este minicurso tem como proposta fornecer subsídios ao participante sobre o papel do psicólogo escolar na promoção da saúde e qualidade de vida das coletividades quanto à diversidade de orientações sexuais e do desejo no contexto da educação formal. Os recentes episódios envolvendo as declarações do deputado federal Bolsonaro demonstram o quanto o psicólogo ainda tem um grande caminho para eliminar ou diminuir quaisquer formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão que neste caso se caracterizam como homofobia ou transfobia, por exemplo. Além disso, tem como objetivos específicos: Sensibilização para a complexidade e abrangência do tema sexualidade ; Diferenciação entre significado e sentido da sexualidade para o indivíduo; Abordar a questão da sexualidade humana numa perspectiva histórica, colaborando para a desnaturalização de uma visão repressora da sexualidade; localizar o movimento da luta pelos direitos LGBT no contexto dos direitos humanos. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, v.2. E PCN s Catonné. J.P. A sexualidade ontem e hoje. São Paulo: Cortez, Cavalcanti, R. (coord.) Saúde sexual e reprodutiva ensinando a ensinar. Brasília: CESEX, n/d. Chauí, M. Repressão Sexual essa nossa (des)conhecida. São Paulo: Brasiliense, Cunha, P.F.L. A longa história da repressão sexual. Em: Psicologia em Curso, 2 (8), out/dez, Goldberg, M.A.A. Educação sexual uma proposta, um desafio. São Paulo: Cortez Editora, Lejeune, C. Pedagogia da Educação Sexual. Editora Artenova, Lins, R.N. Cama na varanda. Rio de Janeiro: Rocco, Maia, A. C. B. Sexualidade e deficiências no contexto escolar. Tese de doutorado. Programa de Pós-graduação em Educação, Unesp Marília, Nunes, C.A. Desvendando a sexualidade. Campinas-SP: Papirus, Nunes, C.A & Silva, E. A Educação Sexual da criança. Autores Associados, Ribeiro, C. A fala da criança sobre sexualidade humana: o dito, o explícito e o oculto. São Paulo: Mercado de Letras, Ribeiro, M. (org.) Educação sexual: novas idéias, novas conquistas. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, Ribeiro, P.R.M. Educação sexual além da informação. Temas Básicos de Educação e Ensino. São Paulo: EPU, Rodrigues, O.M. A masturbação e jogos sexuais infantis: um problema na sexualidade infantil ou dos pais? In: ; Sexo: tire suas dúvidas. São Paulo: Iglu Editora, n/d. Salk, L. O que toda criança gostaria que seus pais soubessem. São Paulo: Edibolso, Suplicy, M. et al. Sexo se aprende na escola. São Paulo: FDT, h - 10h EDUCAÇÃO NÃO FORMAL E O TRABALHO DO PSICÓLOGO D-67 - Sala 106 HELENA CRISTINA RAMOS, DEIVIS PEREZ, MARCELA PIMENTEL ROCHA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA PÚBLICO-ALVO: Estudantes e profissionais de Psicologia e interessados em educação não formal. RESUMO Temos observado nos últimos anos uma significativa diversificação nos campos de atuação dos profissionais de Psicologia. A educação apresenta-se como área particularmente propícia para a atividade laboral do psicólogo. Isto porque o ensino e aprendizagem passaram a ser compreendidos como processos que ocorrem por toda a vida humana e podem ser realizados em diferentes contextos e instituições, para além das escolas. Nesse sentido, há uma ampliação da noção e práticas de educação, que deixaram de estar vinculadas à instituição escolar e passaram a contemplar um conjunto de ações educativas intencionais e extraescolares, que compõem o que se tem nomeado educação não formal. Essa modalidade de educação caracteriza-se pela intencionalidade de ensinar, dos agentes educacionais (professores, educadores, monitores, tutores), e de aprender, pelos participantes do processo educativo. A educação não formal é realizada nas empresas, organizações não-governamentais/ongs, movimentos sociais, instituições que oferecem cursos livres, departamentos governamentais que realizam ações educativas fora das escolas. Esse cenário ampliou as possiblidades de atuação do psicólogo, que passou a ser considerado um profissional capaz de contribuir para qualificar as atividades da educação não formal, bem como, realizar a gestão, planejamento, mediação e avaliação do ensino e aprendizagem nessa 11

18 modalidade educacional. Entretanto, nota-se que esse campo ainda é pouco conhecido entre psicólogos e educadores. O minicurso proposto abordará as possibilidades de atuação do psicólogo na educação não formal, com ênfase para a identificação das teorias e estratégias de trabalho do psicólogo nos campos da educação corporativa (empresas) e educação realizada nas ONGs. O objetivo é oferecer ao participante a oportunidade de conhecer as teorias que referenciam o trabalho na educação não formal e as estratégias práticas de atuação do psicólogo nessa área. Serão abordados os seguintes temas: a) modalidades de educação (informal, formal e não formal); b) tipos de educação não formal; c) teorias e estratégias de atuação do psicólogo na educação corporativa e na educação em ONGs, que inclui gestão, planejamento, mediação e avaliação de atividades próprias da educação não formal. No minicurso será adotada metodologia ativa, que permita ao participante vivenciar técnicas de aprendizagem que são utilizadas na prática pelos profissionais da área. Especificamente, serão realizadas dinâmicas de grupo, vivências, simulações e atividades em grupo. Como resultado final espera-se que o participante, seja capaz de diferenciar as modalidades de educação, analisar as possibilidades e estratégias de trabalho do psicólogo no contexto da educação não formal. BIBLIOGRAFIA EBOLI, Marisa. Educação Corporativa no Brasil: mitos e verdades. Editora Gente: São Paulo, PEREZ, Deivis. Formação de Professores para ONGs. Tese de Doutoramento (Doutorado em Educação: Currículo) PUC SP, São Paulo, h - 10h AFETIVIDADE E ENSINO D-67 - Sala 107 SERGIO ANTONIO DA SILVA LEITE UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS Durante os últimos dez anos, tenho realizado e orientado pesquisas, através do grupo de pesquisa ALLE- Alfabetização Leitura Escrita, na FE Unicamp, focando a questão da dimensão afetiva nas práticas pedagógicas desenvolvidas pelos professores. Baseadas nas idéias de Vygotsky e de Henri Wallon ambos defendendo o caráter histórico e cultural do desenvolvimento humano tais pesquisas têm se centrado nas relações que se estabelecem entre o sujeito (aluno) e objeto (conteúdos escolares), mediadas pelos agentes educacionais, com destaque para o papel do professor. Os dados acumulados reforçam as concepções de que essas relações envolvem, simultaneamente, as dimensões afetiva e cognitiva. O presente texto pretende analisar essas relações em sala de aula: defende a idéia de que todas as decisões pedagógicas, planejadas e desenvolvidas pelo professor em sala de aula, têm repercussões afetivas nos alunos, as quais vão determinar, parcialmente, a qualidade das relações que se estabelecem entre os alunos e os referidos objetos de ensino. Sem esgotar a questão, serão analisadas e discutidas cinco decisões que, geralmente, todo professor enfrenta ao planejar o seu curso: a) a escolha dos objetivos e conteúdos de ensino: se motivadores ou não para o aluno; b) a decisão sobre o início do ensino: se não for adequada à condição do aluno, j á no início do processo será criada uma situação não facilitadora para a sua aprendizagem; c) a organização da seqüência dos conteúdos de ensino: quando tal decisão é aleatória, pode implicar grande dificuldade para os alunos se apropriarem dos conteúdos; d) a escolha dos procedimentos e atividades de ensino: quando adequados, facilitam, motivam e propiciam o envolvimento do aluno com os conteúdos; e) a escolha dos procedimentos de avaliação: essa é a decisão que mais tem contribuído para o surgimento de sentimentos negativos na relação entre o aluno e os conteúdos estudados. Os dados das pesquisas permitem identificar que as decisões que facilitam a aprendizagem do aluno portanto, promovem o sucesso na aprendizagem aumentam as chances de se estabelecer uma relação afetiva positiva com o conteúdo. No entanto, o inverso também é verdadeiro: condições de mediação pedagógica que promovem o fracasso pode m determinar relações afetivas negativas com relação aos conteúdos envolvidos nos dois extremos desse contínuo estão as relações de amor e ódio que se estabelecem entre o aluno e os conteúdos escolares, através de histórias de sucesso e de fracasso escolar. É possível supor que essas histórias implicam na constituição da auto-estima do aluno, aqui entendida como sentimentos e percepções derivadas da avaliação que o sujeito elabora sobre si mesmo, a partir das experiências vivenciadas nas suas relações sociais. Na escola, tais sentimentos parecem depender, pelo menos parcialmente, das condições de mediação pedagógica, planejadas e desenvolvidas pelo professor, facilitadoras ou não do processo de aprendizagem do aluno. Cabe à pesquisa revelar essas relações, identificando e analisando, na sala de aula, esses processos na sua concretude, identificando suas possíveis repercussões no processo de constituição da subjetividade dos alunos. 08h - 10h ALTERNATIVAS DE ENFRENTAMENTO AO BULLYING D-67 - Sala 108 LIZIA HELENA NAGEL UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ Público alvo: professores e psicólogos ligados a área de educação Resumo: Pais e professores, atualmente, já encontram um acervo significativo sobre bullying em livros, textos, conferências, documentários publicados e/ou divulgados na mídia. As informações básicas, pois, sobre os diversos tipos de violência (dura, psicológica, relacional) em suas prováveis consequências traumáticas já estão sendo oferecidas, por diversas fontes, aos mestres e aos familiares dos alunos. No entanto, ainda, a literatura em questão carece de maiores debates sobre como inviabilizar, de modo mais concreto, mais operacional, tais comportamentos agressivos na escola ou mesmo na família. Consiste, portanto, no objetivo deste mini-curso, o levantamento e a discussão de alternativas de redução do bullying por todos os que fazem parte da escola, incluindo, obrigatoriamente, os alunos como parceiros. Atividades didáticas, socializantes, dentro e fora da sala de aula, são propostas como possibilidades estimuladoras de hábitos de cooperação e de ajuda mútua. Nessa traj etória, não pode ser excluída a busca, pelos implicados nesse projeto de conscientização, por conhecimentos de psicologia sobre distorções afetivas, comportamentais, entre outros, assim como por conhecimentos sobre a sociedade de consumo, que faz dos cidadãos indivíduos magnetizados por poder e por espetáculo, incapacitando-os, desse modo, tanto para a razão, como para o uso dela, na perspectiva de autocrítica. Resumo bibliográfico: BAUMAN, Z. Vida para o consumo. A transformação das pessoas em mercadoria. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed STEWART JR, F. D. O que é o liberalismo. 3 ed. Rio de Janeiro: Instituto Liberal, ABRAMOVAY, M. et al. Gangues, galeras, chegados e Rappers Juventude, Violência e Cidadania nas Cidades da Periferia de Brasília. Rio de Janeiro: Garamond, ABRAMOVAY, M.; RUA, M. G. Violência nas Escolas, Brasília: UNESCO, Instituto Ayrton Senna, UNAIDS, Banco Mundial, USAID, Fundação Ford, CONSED, UNDIME, ABRAMOVAY, M. et al. Escolas inovadoras. Experiências bem-sucedidas em escolas públicas. Brasília: UNESCO, UNDP, BEANE, A. Proteja seu filho do bullying. Rio de Janeiro: Best Seller, CARREIRA, D. B. X. Violências nas escolas: qual é o papel da gestão? Brasília, DF. Dissertação de mestrado, Universidade Católica de Brasília, 130 folhas, CONSTANTINI, A. Bullying: como combatê-lo? Prevenir e enfrentar a violência entre os jovens. São Paulo: Itália Nova Editora FANTE, C. Fenômeno Bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz. Campinas-SP: Versus Editora, 2ª edição, GUIMARÃES, Áurea M. A dinâmica da violência escolar: conflito e ambigüidade. Campinas/SP: Autores Associados, MIDDELTON-MOZ, J. Zawadski, M. Bullyying. Estratégias de sobrevivência para crianças e adultos. Porto Alegre: ARTMED, 2007 ZAGURY, T. Escola sem conflito: parceria com os pais.são Paulo: Record, h - 10h DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM: ASPECTOS MOTIVACIONAIS E AFETIVOS D-67 - Sala 109 FINANCIADOR: UNASP - CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO LISLIÊ LOPES VIDAL SILVA, EDNA ROSA CORREIA NEVES - UNASP - CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO I. Motivação: abordagens gerais. II. Motivação escolar: motivação intrínseca e extrínseca; teoria de metas. III. Crenças pessoais sobre a aprendizagem: crenças de auto-eficácia do aluno e do professor; expectativas do professor. VI. Teoria da atribuição da causalidade. Objetivos do curso: Fornecer um referencial teórico acerca dos aspectos motivacionais e afetivos na aprendizagem escolar; apresentar os fatores que devem ser considerados na explicação de motivação para aprender e contribuir para o aperfeiçoamento de psicólogos e outros profissionais que realizam atendimentos a queixas escolares no ensino básico. Para tal, tem como proposta analisar os fundamentos das teorias cognitivas da motivação e suas relações com outros aspectos que afetam a aprendizagem tais como: crenças, pensamentos, expectativas e sentimentos relacionados ao processo de aprender. Ênfase será dada ao estudo das crenças pessoais e sua influência na motivação escolar. Objetiva-se ainda promover discussões-reflexões a respeito dos temas propostos. Desse modo, pretende-se discutir a existência de modelos motivacionais inapropriados para o processo de aprendizagem dos indivíduos, o que inclui crenças pessoais disfuncionais e orientações motivacionais inadequadas. Público-alvo: psicólogos; psicopedagogos; professores Bibliografia Básica BORUCHOVITCH, E. (1994). As variáveis psicológicas e o processo de aprendizagem: uma contribuição para a psicologia escolar. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 10 (1), CHAPMAN, J. W. (1988). Cognitive- Motivational characteristics and academic achievement of learning disable children: A longitudinal study. Journal of Educatio nal Psychology, 80(3), DECI, E. L., RYAN, R. M. (2000). The what and why of goal pursuits: human needs and self-determination of behavior. Psychological Inquiry, 11(4), Dweck, C. S. (1986). Motivational processes affecting learning. American Psychologist, 41(10), MCCOMBS, B.L., WHISLER, J.S. (1989). The role affective variables in autonomous learning. Instructional Science, 19(1), NEVES, E. R. C. (2002) As orientações motivacionais e a crenças sobre inteligência, esforço e sorte de alunos do ensino fundamental. Dissertação (mestrado). Universidade Estadual de Campinas. Campinas, SP. PINTRICH, P. R., DE GROOT, E. V. (1990): Motivational and self-regulated learning components of classroom academic performance. Journal of Educational Psychology, 82(1), WEINER, B. (1979). A theory of motivation for some classroom experiences. Journal of Educational Psychology, 71,

19 08h - 10h RACISMO, AUTOCONCEITO E AUTOESTIMA À LUZ DA PSICOLOGIA E DOS DIREITOS HUMANOS D-67 - Sala 110 REBECA OLIVEIRA DUARTE UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO O Movimento Negro vêm afirmando, há muito, a necessidade do resgate da autoestima e fortalecimento da identidade do sujeito negro (MOURA, 1994). No Brasil, acompanhando o slogan Black is Beatiful, ações como a campanha Negro é Lindo, Não deixe sua cor passar em branco (Censo de 1990), 100% Negro e, mais atualmente, a campanha Quem é de Axé, diz que é (religiões de matriz africana/censo de 2010) buscam recuperar os aspectos fenotípicos negros como ícone identitário positivado, além de suas tradições culturais. A utilização do cabelo black power e principalmente do rasta-fári ou tranças é um exemplo típico desta tentativa de resgate (SILVA, N. F., 2001; GOMES, 2002). Os estudos psicológicos vêm colaborando na demonstração desse dado, já percebido pela experiência, através de investigações na área da autocategorização, autoconceito e da autoestima como seu componente avaliativo, em crianças e jovens negras(os). Segundo Oliveira e Camino (2005), essas investigações, anteriores à década de 1980, demonstravam que crianças de status social alto tinham mais aceitação da categorização social convencional, enquanto crianças de status social baixo demonstravam rejeitar a categoria socialmente convencionada. Com base nos diversos estudos nesse sentido (Clark et. al., 1947; Katz, 1983; Milner, 1973, 1983, 1984) os autores afirmam que, enquanto nas crianças de grupos de alto status a autocategorização é forte, nas crianças de grupos de baixo status apresentam uma tendência à rejeição da categoria de pertença. Uma pesquisa referencial foi a realizada por França e Monteiro em Sergipe (2000), analisando o efeito da cor da pele e da idade sobre a identidade e a preferência raciais. As autoras demonstraram que havia uma forte tendência ao branqueamento entre as crianças sergipanas, influenciadas pela idade ou seja, a preferência do mulato pelo branco e do negro pelo moreno. Enquanto as crianças negras de 5 a 8 anos afirmaram não gostarem de ser negras, as mulatas percebiam sua identidade racial num meio termo entre positiva e negativa e as crianças brancas, independentemente da idade, possuíam uma identidade racial positiva. Considerando ser cada vez mais reconhecida a importância do educador e da educadora refletirem sobre o tema racial diante dos conflitos acerca das relações, bem como dos problemas de identidade, autoconceito e autoestima entre crianças e, do mesmo modo, das expressões do racismo em sala de aula, o minicurso proposto quer estimular reflexões baseadas em conceitos das teorias psicológicas, bem como nos próprios conceitos de raça VS etnia, racismo, discriminação racial, igualdade e diferença. Como objetivo específico, essas reflexões poderão consubstanciar propostas e encaminhamentos concretos acerca da formação do educador e da educadora que contemplem soluções propositivas aos problemas trazidos pelas relações raciais no Brasil, que têm grande impacto no processo de ensino-aprendizagem. 08h - 10h PROMOVENDO CONDIÇÕES PARA A SUPERAÇÃO DAS DIFICULDADES DE APRENIDZAGEM ESCOLAR D-67 - Sala 111 MARISTELA ROSSATO, ALBERTINA MITJÁNS MARTÍNEZ - UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA A proposta do minicurso é um dos desdobramentos de uma pesquisa realizada com estudantes que superaram dificuldades de aprendizagem escolar, realizada em escola pública do DF. Partimos da hipótese de a superação das dificuldades de aprendizagem escolar é um processo complexo e que não poderia ser analisada somente como uma mudança cognitiva do estudante. A Teoria da Subjetividade de González Rey, desenvolvida com referências da Teoria Histórico-Cultural e da Teoria da Complexidade, forneceu às pesquisadoras base teórica para a compreensão da subjetividade como sistema complexo, transcendendo as representações estático-descritivas da psique, constituída na tensão permanente entre o social e o individual e assumindo as configurações subjetivas, produzidas pela integração do atual e do histórico em cada momento da ação do sujeito nas diversas áreas da vida, como unidade central. A pesquisa possibilitou desenvolver a compreensão de que as dificuldades de aprendizagem escolar se instauram no estudante quando sua organização subjetiva, confrontada ao processo de ensinar e aprender, não expressa, naquele momento, condições favorecedoras para o domínio de um sistema de conceitos dentro do tempo e dos critérios avaliativos utilizados pela escola. Os casos estudados permitiram-nos analisar as dificuldades de aprendizagem escolar a partir da compreensão da organização subjetiva do aluno, concebidas por três caminhos analíticos que se entrelaçam: 1) dificuldade de aprendizagem escolar gerada pela negação do sujeito; 2) dificuldades geradas pela ausência de condições favorecedoras à produção de sentidos subjetivos que promovam a aprendizagem escolar; 3) dificuldades de aprendizagem gerada pela existência de configurações subjetivas geradoras de danos que comprometeriam a produção de sentidos subjetivos favoráveis à aprendizagem escolar. Defendemos a tese de que a superação das dificuldades de aprendizagem escolar requer o desenvolvimento da subjetividade, ou seja, o processo de superação só teria condições de ocorrer quando o estudante for reconhecido como sujeito que aprende, capaz de produzir novos sentidos subjetivos em torno da aprendizagem escolar e reconfigurações subjetivas que tenham algum impacto em sua personalidade. Outra contribuição dessa investigação foram os instrumentos desenvolvidos pelas pesquisadoras para produção das informações, uma vez que podem servir de referência para outros pesquisadores, em clínicas e escolas, na produção de informações que permitam maior aproximação da subjetividade dos estudantes, conhecendo-os e reconhecendo-os como sujeitos capazes de aprender. A proposta do minicurso é inicialmente apresentar as contribuições da pesquisa, tanto teóricas como metodológicas, e, num segundo momento, promover experiências práticas de análise das informações produzidas por estudantes identificados com dificuldades de aprendizagem, com base no modelo construtivo-interpretativo. 08h - 10h INCLUSÃO ESCOLAR: PROMOVENDO ATIVIDADES PARA TODOS D-67 - Sala 112 FERNANDA ARAUJO CABRAL, CAIO PARADA CABRAL FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS O curso tem como objetivo discutir os conceitos de diversidade e inclusão educacional, sob a ótica do preconceito sutil existente na diferenciação das atividades escolares. A proposta é a promoção de atividades escolares em que todas as crianças possam se beneficiar e atuar em conjunto; evitando, portanto, a adaptação de atividades para um tipo de deficiência ou de necessidade educacional específica. O curso será dividido em uma discussão teórica sobre preconceito e diversidade no primeiro dia, tendo a teoria crítica como referencial que embasa a discussão. No segundo dia, será apresentado um modelo de atividade prática que utiliza os cinco sentidos humanos visão, audição, olfato, paladar e tato no momento da contação de histórias infantis, proporcionando a possibilidade de participação de todas as crianças. A parte prática englobará a contação de uma história infantil que privilegie todos os sentidos e a proposição de uma atividade em grupo, para os inscritos no mini-curso, que envolvam a construção de propostas inclusivas para re-contar a história. Enquanto os participantes executam a proposta prática, serão assessorados pelos proponentes do curso. Público alvo: psicólogos, professores, psicopedagogos e demais interessados em educação inclusiva. Bibliografia básica: ADORNO, T. W Educação e emancipação. São Paulo: Paz e Terra. AMARAL, Ligia Assumpção. Resgatando o Passado: Deficiência como figura e Vida como fundo. São Paulo: Casa do Psicólogo, (Deficiência e preconceito) CROCHÍK, José Leon Preconceito, indivíduo e cultura. São Paulo: Casa do Psicólogo. GROSSI, Esther Pillar. Por que ainda há quem não aprende? Petrópolis: Vozes, Mini currículo de Fernanda Cabral: Psicóloga, mestre em educação: história, política e sociedade pela PUC-SP. Atua no atendimento clínico infantil e como professora no curso de psicologia do centro universitário FMU. Estuda os processos de inclusão escolar e suas implicações no processo de individuação da criança com deficiência. Atua como consultora em educação inclusiva Mini currículo de Caio Cabral: Psicólogo, mestre em psicologia escolar e do desenvolvimento humano pela USP. Estuda a formação de conceitos em crianças com deficiência. Leciona no curso de psicologia do centro universitário FMU e atua como consultor de inclusão da pessoa com deficiência. 08h - 10h EDUCAÇÃO INFANTIL INCLUSIVA D-67 - Sala 113 FINANCIADOR: INSTITUTO ESTER ASSUMPÇÃO FABÍOLA FERNANDA DO PATROCÍNIO ALVES - INSTITUTO ESTER ASSUMPÇÃO O curso pretende abordar os princípios e fundamentos da Educação Inclusiva, com ênfase nas crianças com deficiência, no contexto da Educação Infantil. Nesse sentido, apontará que esta etapa da eduação básica apresenta-se como um campo propício à construção de práticas pedagógicas inclusivas, contribuindo para a emancipação social dos sujeitos com deficiência. A partir dessa proposta, serão discutidos os desafios inerentes à proposta da inclusão escolar, desafios estes relacionados ao vínculo mãe e filhos com deficiência, formação dos professoras, processos de aprendizagem e acessibilidade e os sentidos atribuídos à deficiência no cotidiano escolar. Concluindo a discussão, será feita uma reflexão quanto às contribuições da Psicologia Escolar no referido contexto. Os conceitos a serem discutidos no curso são basicamente: Educação Especial X Educação Inclusiva, o conceito de deficiência, as tipologias de deficiência, os tipos de acessibilidade e sua aplicabilidade na educação infantil. O público-alvo do curso são psicólogos, pedagogos, professores e estudantes que se interessem pelo tema Educação Inclusiva, com foco nos alunos com deficiências. Bibliografia básica: COLL, César; PALÀCIOS, Jesus; MARCHESI, Álvaro. Transtornos do desenvolvimento e necessidades educativas especiais In: Desenvolvimento psicológico e educação. Vol. III. Tradução de Fátima Murad. Porto Alegre: Artmed, GOFMAN, Erving Estigma: Notas sobre manipulação da Identidade Social Deteriorada. Tradução de Márcia Bandeira de Mello Leite Nunes. 4ª edição, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, JESUS, Denise Meyrelles de et al (Org). Inclusão, práticas pedagógicas e trajetórias de pesquisa. Porto Alegre: Mediação MANTOAN, Maria Tereza Eglér. Inclusão escolar: o que é por quê como fazer. São Paulo: Moderna, MARCHESI, Álvaro; GIL, Carlos Hernández (Org). Fracasso Escolar Uma perspectiva multicultural. Tradução de Ernani Rosa. Porto Alegre: Artmed, MITLER, Peter. Educação Inclusiva. Porto Alegre: Artes Médicas, SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão. Construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA, STAINBACK Susan & STAINBACK William. Inclusão: um guia para educadores. Tradução de Magda França Lopes. Porto Alegre: Artes Médicas,

20 08h - 10h UMA HISTORIOGRAFIA DA DEFECTOLOGIA SOVIÉTICA: CONTRIBUIÇÕES PARA SE PENSAR À EDUCAÇÃO D-67 - Sala 201 FINANCIADOR: CNPq / CAPES DANIELA LEAL, NILSON BERENCHTEIN NETTO, MITSUKO APARECIDA MAKINO ANTUNES - PUC-SP, ANDREA SOARES WUO - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL-REY O mini-curso tem por objetivo apresentar elementos que permitam compreender a gênese e o desenvolvimento da defectologia soviética, bem como suas contribuições para a Psicologia e para a Educação contemporâneas, principalmente no Brasil. Portanto, esse resgate histórico tem como principal objetivo contribuir com o desenvolvimento de uma nova prática que auxilie na criação de instrumentos culturais especiais e adaptados à estrutura psicológica da pessoa com deficiência, assim como a utilização de procedimentos pedagógicos especiais que a levem a dominar esses instrumentos. O desenvolvimento dessa tarefa se dá a partir de uma análise bibliográfica das contribuições dos cientistas e educadores do período pré-soviético, tanto na Rússia czarista quanto nos demais países que vieram a compor a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, adentrando no período pós-revolução de outubro (1917) até a dissolução da URSS em O conceito de Defectologia foi utilizado a partir do início do século XX, mais precisamente em 1912, pelo Psiquiatra Vsevolod Petrovich Kashchenko, quando o trabalho com crianças com deficiência passa a ser denominado defektologiia, contribuindo com as ramificações específicas da educação como a tyflopedagogika (educação de cegos), surdopedagogica (educação de surdos), surdotyflopedagogika (educação de surdos-cegos), além da oligofrenopedagogika (educação para crianças com deficiências mentais) e da logopediia (educação para pessoas com dificuldades relacionadas à comunicação equivale à atual fonoaudiologia). A partir da década de 1920, a Educação Especial e a Psicologia soviéticas (bem como a Filosofia) passam a ter uma nova qualidade, graças aos trabalhos de Ivan Afanasievich Sokholianski, Lev Semionovich Vigotski e seus colaboradores. Vigotski parte da discussão presente de que toda a cultura humana pressuporia uma organização psicofisiológica normal, ou seja, um tipo normal de pessoa para se pensar a defectologia. Ao deparar-se com o fato de que pessoas que se desviavam desse tipo humano normal, devido a particularidades da organização psicofisiológica, apresentavam uma profunda divergência entre o desenvolvimento natural e o desenvolvimento cultural dessa criança, Vigotski apóia-se nos estudos sobre uma defectologia moderna, para propor a criação de instrumentos culturais especiais e adaptados à estrutura psicológica da pessoa com deficiência. Dessa forma, seu trabalho supera uma perspectiva quantitativa (com base em graus de diferença) da relação entre normalidade e anormalidade evocando a necessidade de se pensar na particularidade estrutural de cada criança. No Brasil, desde a difusão dos textos de Vigotski no início da década de 1980, discutese sobre suas contribuições em relação ao papel das relações sociais na formação do psiquismo, a concepção de homem e mundo, o estudo da relação desenvolvimento e aprendizagem, principalmente o que tange à relação entre pensamento e linguagem, por outro lado, há conceitos que merecem ainda uma análise mais acurada; como aqueles que remetem à educação das pessoas com algum tipo de deficiência. 08h - 10h INCLUSÃO ESCOLAR: COMO ENFRENTAR ESSE DESAFIO? D-67 - Sala 202 MARIA DE FATIMA MINETTO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA Este mini curso tem por objetivo discutir as ações no processo inclusivo. Proposta de trabalho: Introdução: A inclusão é um fato já ocorrido. Estamos em tempo de refletir sobre o estado da arte e não ficarmos nos posicionando contra ou a favor, esses tempo já se foram. Hoje estamos aprendendo a entender, a mudar, a pensar diferente, a ousar fazer diferente. Todos precisam enfrentar as inovações e se capacitar para atender as exigências da atualidade. Certamente não existe receita pronta que responda todas as dúvidas, pois estamos falando de diversidade. É como um grande quebra-cabeça que precisa ser montado por muitas mãos, com paciência, persistência e criatividade para que se atinja o objetivo maior de encontrar o espaço que é de direito para cada peça, compondo o todo. Você aceita o desafio para refletir e encaixar mais algumas peças nesse quebra-cabeça? Conteúdo: 1) ENTENDENDO A NECESSIDADE DE MUDANÇAS O Professor sua Formação e Concepções Diante da Educação Inclusiva Os sentimentos e o professor A formação profissional e o professor 2) ADAPTAÇÕES CURRICULARES: UMA NECESSIDADE NA ESCOLA INCLUSIVA O Currículo e seu Compromisso com a Diversidade Entendendo e operacionalizando as adaptações curriculares. O que considerar para organizar o cotidiano em sala inclusiva. Sugestões de adaptações do contexto 3) DISCUTINDO A TUTORIA: UMA FACA DE DOIS GUMES? Ser tutor Ser mediador Atendimento especializado paralelo Sugestão de referências Bibliográficas: Mantoan, Maria Teresa Egler (2006) Inclusao Escolar - Coleção: Pontos e Contrapontos Editora: SUMMUS Minetto, Maria de Fatima (2008) O currículo na escola inclusiva: entendendo esse desafio. Curitiba: IBPEX 08h - 10h INTERFACES ENTRE GESTALT-TERAPIA E INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS: PENSANDO A EDUCAÇÃO PELAS DIFERENÇAS D-67 - Sala 203 MEIRE NUNES VIANA FACULDADE CATÓLICA RAINHA DO SERTÃO Com embasamento teórico e vivencial, este curso tem como objetivo favorecer as compreensões sobre a Teoria das Inteligências Múltiplas propostas por Howard Gardner, bem como seus meios de expressão, relacionando-as com os processos cognitivos e criativos os pressupostos teóricos que norteiam a Gestalt Terapia. Será proposta deste curso, promover um processo reflexivo sobre os critérios de avaliação a respeito das habilidades humanas diante do processo de ensino-aprendizagem, principalmente num contexto de educação inclusiva considerando que os indivíduos possuem habilidades diferenciadas entre si, necessitando assim que possa se pensar num caminho de avaliação e desenvolvimento da aprendizagem por canais também diferenciados. A compreensão fenomenológica do ser humano, pressuposto que norteia a Gestalt-Terapia, favorece a percepção e compreensão do ser humano na sua totalidade a partir de referenciais pessoais e articulado com seu cotidiano no contexto do presente, desprezando avaliações psicopatogizantes. A concepção do homem como ser ativo e criativo, favorece o pensar sobre o seu desenvolvimento sem efetuar uma comparação com um critério tipológico, pelo contrário, visando ampliar o nível de consciência do indivíduo sobre suas próprias necessidades e a partir de sua própria realidade e contexto pessoal. 08h - 10h AUTISMO NA PERSPECTIVA INCLUSIVA D-67 - Sala 204 EMILENE COCO DOS SANTOS UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO A Secretaria de Educação Especial (SEESP), do Ministério da Educação e Cultura, desenvolve programas, projetos e ações a fim de implementar no país a Política Nacional de Educação Especial. Este documento dá subsidio ao trabalho da educação especial com vistas à inclusão. A partir da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, fica mais claro ao que era exposto anteriormente que, os alunos considerados como público alvo da educação especial, para o Atendimento Educacional Especializado, são aqueles com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e com altas habilidades/superdotação (BRASIL, 2008). O direito à educação para esses alunos supracitados está garantido por lei, a saber: Constituição Federal, 1988; Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, 1996, para citar algumas, porém no cotidiano escolar percebemos que eles nem sempre estão incluídos nas atividades vivenciadas pelo grupo de uma sala regular e muito menos são consideradas suas condições clínicas, cognitivas e afetivo-sociais. Assim, objetivamos com esse mini-curso refletir sobre os possíveis percursos da escolarização da criança com Transtorno Global do Desenvolvimento - TGD (autismo) em tempos de inclusão. Voltamos à atenção, em especial, a esses alunos pelo trabalho que desenvolvemos com os mesmo no ensino fundamental, e as dificuldades, limitações, conflitos encontrados/vividos. O público-alvo para esse diálogo são psicólogos e profissionais da educação assim como outros que se interessem pelo tema. 08h - 10h AS EMOÇÕES COMO OBJETO DE ESTUDO INTERDISCIPLINAR: NOTAS SOBRE VIGOTSKI E KAGAN D-67 - Sala 205 GISELE TOASSA UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS Paixões, sentimentos e afetos: essas e outras palavras que atravessam tanto o linguajar cotidiano quanto as teorias psicológicas impregnaram-se das mais diversas acepções na história da filosofia e das ciências. No confuso contexto das doutrinas científicas do início do século XX, L.S. Vigotski endossou a idéia de Bentley: as emoções não passavam do título de um capítulo dos livros de psicologia, tema muito discutido e pouco compreendido. Num tal contexto, não nos causa espanto que o autor tenha se aproximado do racionalismo espinosano, revolucionária doutrina sobre as relações mente-corpo e que visava, entre outros objetivos, a explicar os afetos como se fossem pontos, retas e planos procurando, pois, defini-los em sua ordem precisa e intrínseca. A partir do debate vigotskiano disposto no texto Teaching about emotions (1933), procuraremos delimitar os problemas histórico-conceituais que habitam esse campo de estudos e colocar a questão das emoções num âmbito interdisciplinar, com prioridade para as contribuições da psicologia experimental contemporânea, divulgando brevemente, sobretudo, a contribuição de Jerome Kagan. Conteúdo: 1) Emoções e filosofia; 2) Emoções e ciência; 3) É possível uma teoria sintética das emoções? Referências: ALVES, J.M., & ENGELMANN, A. (2000) Relatos verbais maternos sobre palavras de estados subjetivos que seus filhos pequenos entendem e/ou falam. Humanitas, 16 (1/2), DARWIN, C. (1934) The expression of the emotions in man and animals. London: Watts & Co. (Trabalho original publicado em 1872). DESCARTES, R. (2004) As paixões da alma. In: Descartes (pp ). São Paulo: Abril Cultural. (Trabalho original publicado em 1649). ENGELMANN, A. (1978) Os estados subjetivos: uma tentativa de classificação de seus relatos verbais. São Paulo: Ática. ESPINOSA, B. (2008) Ética (2a ed.). São Paulo: Autêntica. (Trabalho original publicado em 1677). KAGAN, J. (2007) What is emotion? History, Measures and Meanings. New Haven: Yale 14

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