Contexto midiático: o sistema nacional no espaço global

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1 Introdução Contexto midiático: o sistema nacional no espaço global Cosette Castro 1 O mundo vem passando por importantes transformações na área da comunicação e da cultura desde o final dos anos 80 do século XX. Estas mudanças estão relacionadas aos processos de desenvolvimento tecnológicos e de transformações na área econômica, que tem modificado as gestões das empresas midiáticas, estimulado a formação de novos conglomerados, tem favorecido a convergência digital, assim como modificado o papel dos trabalhadores 2 e dos públicos neste contexto. Isso ocorre porque as novas Tecnologias de Informação e Comunicação(TIC s) permitem cruzar processos produtivos com uma combinação flexível de tecnologias. O cruzamento entre as telecomunicações, a informática e o audiovisual também permite apoio e encontro de soluções conjuntas diversificando mercados e desenvolvendo novos, como a televisão por assinatura, os videojogos, o CDrom,o DVD, o grafismo eletrônico, os bancos de dados ou os desenhos por computador. No século XX, o processo de mudança tecnológica na área da Comunicação acelerou-se no final dos anos 40, após a Segunda Guerra Mundial. Em 1950, por exemplo, a TV começava a se expandir pelo mundo enquanto dava seus primeiros passos no Brasil através de Assis Chateaubriand. Nos anos 60, chega no Brasil o videotape, permitindo que os programas de televisão fossem gravados. Nos anos 70, mais exatamente em 1974, é a vez do videocassete; nos anos 80 aparece o CD, enquanto os computadores e os DVDs se popularizam nos anos 90. Nos primeiros anos do século XXI aparecem o cinema, o rádio, a TV digital e a possibilidade de convergência das mídias através de internet e do uso da telefonia móvel. Um ritmo de desenvolvimento bem diferente daqueles que revolucionaram o final do século XIX e o começo do século XX quando as descobertas tecnológicas davam tempo à sociedade se adaptar às mudanças e aos novos tempos. Mas o grande marco das transformações ocorre a partir da década de 80, quando às mudanças tecnológicas se unem transformações econômicas na área das telecomunicações. Em termos mundiais, as telecomunicações eram monopólios públicos e passam a ser 1 Doutora em Comunicação e Jornalismo pela Universidade Autônoma de Barcelona/ ES. Mestre em Comunicação e Cultura pela PUC/RS. Jornalista. Professora de Comunicação na Unisinos. É Coordenadora de Estágio e Pesquisa em TV Digital da Fundação Pe. Urbano Thiesen/RS. É co-autora (junto com André Barbosa Filho e Takashi Tome) do livro Mídias Digitais, Convergência e Inclusão Social (2005). Temas de interesse: mídias digitais, inclusão social, novas sociabilidades, convergência midiática. 2 Mesmo que não seja o ponto central desta reflexão, cabe recordar que enquanto no Brasil dos anos 80 o mundo do trabalho mostrava-se ativo com a reativação dos sindicatos de trabalhadores e o desenvolvimento da Comunicação Sindical através do que foi denominado os Novos Movimentos Sociais, no panorama mundial os modelos de organização de trabalho vão se modificando com mais rapidez. Uma rapidez que vai aparecer mais claramente nos anos 90, através da flexibilização dos empregos, da subcontratação (terceirização e quarteirização) e da desqualificação de alguns ofícios, como ocorreu com os revisores nas redações computadorizadas, por exemplo. Também aumentou drasticamente o número de trabalhadores autônomos na área da Comunicação, ao ponto de que em alguns Estados, como o Rio Grande do Sul, a maior parte dos Jornalistas sobreviva trabalhando sem carteira assinada.

2 monopólios privados 3. Algo que ocorreu em quase todos os países, regidos por três tendências mundiais: a desregulamentação, a privatização e a liberação 4. Com isso, as atividades vinculadas a comunicação e a cultura deixam de ser bens públicos administrados sob o âmbito de uma regulamentação pública ou semi-pública para se transformarem em bens privados, regulados a partir das regras de mercado, como lembra Miège (1995). Mercados que, em termos das empresas, foram se ampliando do plano nacional 5 para o transnacional. A privatização crescente modificou as formas de distribuição desses bens, pois a partir dos preços se produziram (e reproduziram) novos processos de exclusão social. Exemplo disso, é que embora no Brasil existam mais de 80 milhões de telefones celulares, 60% deles são usados apenas com cartão, ou seja, em sistema pré-pago. O caso da televisão paga é mais representativo no país. Apenas 4% da população dispõe de TV por assinatura, sendo que deste percentual, 75% se localiza entre as classes A e B. As condições de competição entre as empresas também variaram nas últimas décadas. Se antes dos anos 80 havia uma separação clara entre as indústrias de materiais, de redes e de conteúdos, hoje não se pode dizer o mesmo. O interesse dos capitais pela integração vertical e o aproveitamento de sinergias 6 comerciais 7 para aumentar as audiências e por conseqüência as vendas motivou o aparecimento dos grandes grupos de comunicação. Nos anos 90 grupos da área da comunicação, da indústria do entretenimento, da informática e das telecomunicações, entre outros, se unem em macrogrupos fazendo alianças que comprometem a democratização da comunicação, o acesso e a participação das diferentes comunidades culturais à informação. Como lembra Zallo et alli (1999, p. 69), a fusão de grandes empresas possibilitou sinergias que atuam em diferentes direções. Em primeiro lugar, possibilitou a combinação de ofícios e eficiências produtivas, através da chamada sinergia técnico-produtiva, onde o mais importante é o fazer técnico ou organizativo sobre os processos mais do que os produtos. Em segundo lugar, possibilitou o uso da sinergia de redes, que busca estar presente em diferentes pontos das novas redes de comunicação (aluguel de satélites, operador de redes, etc). Em terceiro lugar, estão as chamadas sinergias de usuário ou de serviços finais, que dizem respeito ao uso de equipamentos de recepção dos diferentes públicos, convertidos em formas de conexão. Aqui adquire importância o hardware e o software do usuário, assim como as portas de acesso aos serviços, inclusive de telecomunicações. Tudo isso vai redefinindo o papel dos sujeitos sociais que utilizam 3 A implementação de sistemas públicos de redes nacionais não diz respeito apenas as telecomunicações; também estão relacionados ao transporte, a energia. Trata-se de um modelo clássico de serviço público que aconteceu, principalmente nos países desenvolvidos, a partir do final da Segunda Guerra Mundial. 4 Essa modificação trouxe como conseqüência a separação das funções reguladoras e de operação de redes, que antes eram uma responsabilidade do Estado; admissão de empresas privadas na prestação de serviço telefônico básico; modificação dos regimes jurídicos para admitir a competição na comercialização de equipamentos e prestação de serviços; fim dos subsídios cruzados; redefinição de conceitos como serviço universal, exploração e prestação de serviços básicos e, mais recentemente, convergência midiática. 5 Sobre as transformações dos Estados nacionais, a globlaização da economia e a mundialização da cultura, sugerimos a obra de Renato Ortiz. 6 Segundo Zallo (1992, p. 96), a base econômica das sinergias são as chamadas economias de oportunidade. Elas ocorrem quando os custos de produção conjunta de vários bens ou serviço são menores que quando são feitos separadamente. Existem vários tipos, como as sinergias tecnico-produtivas, organizacionais, comerciais, simbólicas, etc. 7 Aproveitamento das redes de distribuição para múltiplos produtos.

3 computadores e Internet, através da interconexão, da multimediação, da integração das linguagens e da formação de novas linguagens entre as comunidades sociais 8, assim como as possibilidades imediatas de comunicação. Enfim, muda o próprio tempo comunicativo. Isso faz com que o papel do Jornalismo também mude. Por exemplo, o Jornalismo on line passou, há 10 anos, a possibilitar o hipertexto e a busca de novas informações, frente ao formato impresso dos jornais tradicionais. Além disso, oferece a exemplo do que faziam tradicionalmente o rádio e a TV - notícias atualizadas durante 24 horas. No caso da fotografia jornalística, a atividade muda radicalmente, pois as câmeras digitais praticamente trabalham sozinhas, muitas vezes relegando a segundo plano a técnica, a habilidade e a arte dos fotógrafos tradicionais. Alguns jornais, como ocorre com o argentino Clarín, vão além do uso da câmera digital em sua versão on line. Algumas entrevistas da capa são filmadas, possibilitando que os interessados leiam e assistam passoa-passo e sem edição 9, o depoimento de personalidades famosas. Alem disso, o mercado publicitário também se transforma, alcançando novas formas de chegar aos públicos através de internet, utilizando para isso banners eletrônicos ou hot sites 10. Ainda sobre o modelo editorial impresso, é possível dizer que tem ampliado suas atividades, editando também materiais informáticos-audiovisuais, como CD-rom, CDI, videojogos e DVD s. Assim, as indústrias culturais convergem, em sua maioria, para a edição informática, pois hoje um CD-rom pode ser feito a partir dos conteúdos oriundos de discos ou livros. Pode-se também misturar conteúdos de diferentes indústrias, como é o caso da edição off line, através do CD-rom e da edição on line, utilizando base de dados ou TV interativa. Esses produtos podem ser apresentados em DVD, que também permite várias versões em áudio. No caso de videojogos ou DVD, os produtos podem ser apresentados de forma interativa, ganhando versões mais modernas em Internet. Tudo isso a módicos preços para o consumidor que acaba comprando o livro que conta a história do videojogo (ou vice-e-versa), compra o CD com as músicas-tema da história, informa-se sobre o livro, CD, DVD ou videojogo em sua página web preferida ou por jornais ou revistas tradicionais, baixa a música predileta da história da Internet para colocar como tom (os já famosos ringtons) no celular e vai ao cinema ver a versão cinematográfica produzida por alguma grande indústria de Hollywood, sem saber que todos fazem parte do mesmo grupo de comunicação. Mas os interesses dos grandes grupos não param por aí. É possível que a sala de projeção também faça parte do conglomerado de comunicação. Democratizar a Comunicação 11 e Incluir Digitalmente é Possível? Muito tem se falado em inclusão digital (ID), convergência tecnológica das mídias e democratização da comunicação, particularmente nos países em desenvolvimento preocupados em acompanharem as novidades das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC s). Um ensaio que reflita sobre contexto midiático não poderia deixar 8 Sobre o tema há interessantes trabalhos que analisam o uso da rede Orkut como participação em comunidades virtuais, dos blogs e fotoblogs, como forma de identidade, assim como o uso dos torpedos e de novas formas de escrita na Internet e telefones celulares. Tais trabalhos discutem as novas formas de socibilidades através do uso de Internet. 9 Ou seja, evita mais essa mediação do Jornalista Editor. 10 Embora o mercado publicitário não tenha conseguido o sucesso que esperava em internet. 11 A Comunicação é aqui pensada como um direito universal dos homens.

4 tais questões passarem em branco sob o risco de ficar incompleto. Essa discussão tem sido motivo de artigos e encontros acadêmicos, tem ganhado espaço na Web, em listas de discussão, materiais impressos e/ou virtuais e estimulado a elaboração e desenvolvimento de políticas públicas sobre a inclusão em diferentes países, como é o caso do Brasil no governo Lula. A própria Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu o atraso digital como uma das quatro grandes mazelas da atualidade, ao lado da fome, do desemprego e do analfabetismo. Mas de maneira podemos cruzar diferentes temáticas como a inclusão digital, a convergência tecnológica e a democratização da comunicação, questões que necessariamente passam pelo cruzamento da TV, do rádio, Internet e telefonia celular? Essa situação não ocorre por acaso. A diferença numérica de acesso, uso e produção de conteúdos entre os países ricos e países pobres é assustadora. Atualmente apenas 10% da população mundial possui acesso a web. Deste porcentual, a maior parte está localizada nos Estados Unidos e Canadá, que concentram mais da metade dos usuários, ou seja 68% e 64% da sua população respectivamente 12. No lado inverso destes números estão países como a África e o Brasil. As diferenças de acesso e possibilidade de adquirir um computador deram origem ao Mapa da Exclusão Digital, publicado em 2003, o primeiro estudo nos diversos segmentos da sociedade relacionados às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC s) que levam em consideração o capital físico (máquinas e softwares) e o capital humano, através da capacitação e da educação para o desenvolvimento social. Números mais recentes (2004) revelam que o Brasil está na 8ª posição entre os países com maior número de hospedagem na Internet e é o 10º país com maior número de internautas, mas ainda assim esse número representa apenas 10,8% da população 13. O vasto universo de pessoas que não têm acesso aos computadores, aos provedores de conteúdo, às informações e conhecimentos disponíveis na rede são comumente chamados de excluídos digitais. Mas há uma larga lista de termos para enquadrar a maior parte da população latino-americana, africana e dos países asiáticos que não têm acesso e/ou ainda não aprendeu a utilizar as novas TIC s: apartheid digital, digital gap, digital divide, brecha digital, etc. O termo analfabetismo digital muitas vezes é utilizado como sinônimo da exclusão, mas a exemplo de Sampaio (2001), acreditamos que este termo é restrito. Pensar em inclusão digital vai muito mais além de saber utilizar as novas tecnologias. A inclusão passa pela capacitação dos atores sociais para o exercício ativo da cidadania, através do aprendizado tecnológico, do uso dos equipamentos, assim como pela produção conteúdo e conhecimentos gerados dentro da realidade de cada grupo envolvido para ser disponibilizados na rede e demais tecnologias digitais. Passa ainda pela possibilidade que esses mesmos grupos possam encontrar no ambiente digital um espaço de trabalho e renda, auto-gerindo locais de acesso público a rede. Sampaio categoriza dois tipos de propostas de inclusão digital: uma restrita e outra ampliada. Na primeira, restrita, o aprendizado da população é dirigido ao uso de computadores e de aplicativos de uso comum, como editores de texto, planilhas, ao acesso à internet dos serviços governamentais, ao correio eletrônico e as diferentes páginas web, estimulando a criação de leitores e consumidores das informações disponíveis. Isto é, não promove a cidadania ativa. Já a inclusão social ampliada capacita para a formação de 12 Fonte: Comitê Gestor da Internet no Brasil. Disponível em acessado em janeiro/ Fonte: Comitê Gestor da Internet no Brasil. Disponível em acessado em janeiro/2005.

5 pessoal com condições de participar como interlocutores e não apenas como receptores na discussão e construção de políticas públicas. Capacita para produção de páginas web, de blogs, jornalismo on line ou programas de rádio digital 14. Enfim, capacitam para o exercìcio da cidadania e do pleno exercício do direito à comunicação. Como afirmam Pretto e Bonilla (2001), para além do aprendizado e da oferta de serviços, informações e conhecimentos, a inclusão digital ampliada colabora para o estabelecimento de relações que promovam a inserção das múltiplas culturas nas redes, em rede. E se apresenta como um espaço de mercado potencial de trabalho para jovens e adultos, possibilitando reduzir a desigualdade social de forma sustentável. A sociedade em rede também exclui A sociedade em rede é um temo cunhado pelo pesquisador catalão Manuel Castells no clássico A Sociedade da Informação, onde o autor lembra que embora o uso dos computadores tenha sido ampliado a partir do surgimento da www em 1994, eles já existiam desde Mas foi a partir da Internet que uma nova sociabilidade passou a existir, abrindo caminho para outros tipos de relacionamentos (através dos chats, por exemplo), onde pessoas de diferentes idades, nível sócio-econômico, cultural ou religioso passaram a expressar-se (através de s, páginas web, de blogs ou fotologs); onde governos desbravaram novos espaços de relacionamento com os cidadãos (através da governança eletrônica 15 ); onde empresas descobriram um lugar virtual para relacionar-se com diferentes públicos; onde os movimentos sociais desenvolveram um outro espaço de comunicação e atuação política; onde a mídia impressa descobriu a possibilidade de tornarse também eletrônica e existir em tempo (quase 16 ) real. Enfim, onde a noção de tempo e espaço modificou-se abrindo caminho para a criação do Homo Media, definição criada por Vicente Gosciola (2003:28) para tratar da pessoa que não só está entre os meios de comunicação, mas interage com eles, nele interfere e por eles é influenciado. A noção de tempo perdeu a rigidez anterior porque as pessoas e organizações passaram a comunicar-se em tempo real, assim como a receber e trocar informações também em tempo real. Também a noção de espaço modificou-se. A sociedade em rede permitiu estar em outro local sem sair de casa, através de videoconferências, permitiu receber notícias de qualquer lugar do mundo em tempo (quase) real, permitiu brincar com a realidade virtual e descobrir as possibilidades da hipermídia, principalmente no que diz respeito ao campo cultural. Como comentamos anteriormente, os grupos sociais que participam da rede mundial de computadores representem apenas 10% da população mundial. Mas esses 10% também possuem a sua brecha digital, pois estão repartidos entre usuários e produtores de conteúdos. Ou seja, mesmo no mundo dos incluídos nas novas tecnologias de informação 14 A capacidade educativa do rádio é triplicada com o advento do rádio digital, assim como das atividades das rádios comunitárias. Sobre o tema ver texto apresentado no Celacom 2005 por Cosette Castro e André Barbosa filho O rádio de Mario Kaplun é o rádio do futuro - a aplicação da práxis de Kaplun como ferramenta para a inclusão digital. Disponível em CD, Cátedra da Unesco, UMESP. 15 A população rural, por exemplo, poderá ter acesso a serviços governamentais, a produtos agropecuários ou informações sobre mercados. As populações rural e urbana terão oportunidade de acesso a educação a distância, a serviços de saúde, a estar informada sobre vagas para empregos e redes de apoio e serviços comunitários,etc. 16 Quase porque o relato dos acontecimentos passa pela mediação jornalística.

6 e comunicação (TIC s), aos usuários cabe usufruir dos benefícios que sociedade em rede oferece através da oferta de produtos (nem sempre) interativos e nem sempre gratuitos. Do outro lado, há um grupo de pessoas produzindo conteúdos a partir do que elas imaginam que os diferentes públicos necessitam ou desejam. Isso significa, que mesmo na sociedade de rede, que se pretende horizontal e libertária, há inúmeras tentativas das grandes corporações da área de comunicação e informação no sentido de decidir o que deve ser produzido, seja na forma de portais com suas informações e entretenimentos, na forma de notícias ou mesmo na produção ficcional em suporte digital. Estamos levantando esta discussão porque os pesquisadores e estudiosos em geral das TIC s têm assumido o termo usuário para designar atores sociais que utilizam Internet e que devem ser estimulados a participar ativamente do processo de convergência digital a ser desencadeado pela implantação da TV digital, um tema, aliás, que até o ano 2000 estava restrito a estudos na área tecnológica. Autores como o pesquisador brasileiro Vicente Gosciola (2003:20) usam o conceito usuário. Segundo ele, engloba as ações de uso, utilização e comunicação com as obras das novas mídias. No entanto, este é um termo restrito, porque não contempla a capacidade criativa e de possível produção de conteúdo dos diferentes grupos sociais, assim como a ampla produção e troca de conhecimentos que pode ser gerada nesse processo. Mesmo na área da Comunicação, a maior parte dos pesquisadores não leva em consideração a importância da linguagem e a produção de sentido que pode ocorrer na escolha deste ou outro termo. Se desejamos e estudamos a inclusão digital e o contexto midiático para, através dela, atingir a inclusão social, precisamos então repensar o uso das palavras e expressões, assim como nos preocupamos com os conceitos e escolhas teóricas. O filósofo da linguagem Mickail Backthin ainda nos anos 20 denunciava que nenhuma palavra é inocente. Elas carregam fios ideológicos e jogos de interesse em nome do poder. Não é por acaso que as grandes corporações descobriram as possibilidades de Internet rapidamente ou que a Microsoft é contra a proposta de software livre 17. O próprio autor da idéia de uma sociedade de redes, Manuel Castells (1999), lembra que a morfologia das redes é uma fonte drástica de reorganização das relações de poder. Gostaríamos de propor, desde um ponto de vista transdisciplinar, através do diálogo com as diferentes áreas envolvidas com a inclusão digital, um termo que aglutine e que incentive os atores sociais envolvidos no processo de convergência digital a desenvolverem suas habilidades. Nossa proposta é utilizar um termo que estimule ainda que subjetivamente um maior números de pessoas a participar ativamente do desenvolvimento das TIC s no Brasil, seja através da produção de conteúdos e novos formatos; seja pela oferta de narrativas que mostrem um olhar particular sobre a realidade de diferentes culturas ou ainda pela participação na discussão de políticas públicas de comunicação e inclusão social. Isso pode começar pela mudança do nome para sujeitos digitais, mas principalmente representa capacitar para a utilização das TIC s, fazendo com que cada pessoa possa decidir como e para que utilizá-las. Existem importante iniciativas no sentido de buscar a inclusão e o estímulo à construção autoral em diferentes projetos, particularmente nos que defendem o software livre. Um exemplo de comunidade virtual da qual fazem parte os sujeitos digitais coautores do processo de construção do conhecimento é o espaço 17 Sobre o tema sugiro a leitura de SILVEIRA, Sérgio Amadeu da, e CASSINO, João. Software livre e inclusão digital. São Paulo: Conrad Editores, 2003.

7 onde cada pessoa pode ajudar a construir uma grande enciclopédia virtual para troca de conhecimentos acrescentando informações, imagens, textos científicos, etc. Os wikis, comenta Ricardo Melo (2003), são estruturas dinâmicas na Internet onde textos colaborativos são formados ao mesmo tempo em que links são gerados entre eles. O conceito é muito simples, é como um grande caderno onde todas as pessoas podem escrever sem censura. As opiniões mais fortes acabam resistindo e as mais fracas acabam sendo apagadas. Outro espaço é a comunidade virtual Orkut (www.orkut.org), que permite reunir pessoas com os mesmos interesses em um mesmo portal. Embora não se trate necessariamente de um espaço de construção de saberes em sentido acadêmico, pode ser considerada um espaço virtual de encontro de gostos, saberes e sociabilidade. Antes de finalizar a questão da exclusão entre os incluídos digitais, há um tema em particular que gostaríamos de tratar, pois diz respeito às novas configurações do mundo do trabalho. Cada vez mais os mercados exigem novas habilidades, assim como o conhecimento da Internet e dos computadores e é preciso preparar os jovens para estas modificações. Na área da Comunicação 18, por exemplo, as novas redações de TV digitais, que já estão funcionando em países como Inglaterra, EUA ou Espanha, e começam a se espalhar pelo Brasil, vão terminar com antigas funções da televisão analógica. Cai por terra as figuras do apresentador, do editor de texto e do editor de imagens, em um processo de extermìnio de ofìcios bem mais forte do que ocorreu nas redações de jornal. De um lado isso vai simplificar e agilizar o processo de produção, edição e apresentação de um noticiário para televisão digital, elaborados a partir da nova realidade por um único profissional o repórter. Por outro lado vai diminuir o número de trabalhadores em uma redação, assim como a noção de trabalho em equipe, sem que isso signifique melhora na qualidade do produto final a ser apresentado ou melhora salarial para o repórter que terá de multiplicar-se em três 19. Mas isso é tema para outro artigo... Os Caminhos da TVD e do Rádio Digital Quando se fala em produção de conteúdo, é preciso levar em conta que ela não está restrita à TV digital, já que a convergência midiática 20 passa pelo uso de um mesmo 18 Nos anos 90, a chegada das novas tecnologias ao setor bancário no Brasil representou a demissão de mais de 500 mil trabalhadores em 10 anos, mas não diminuiu o trabalho dos bancários que sobreviveram nem mesmo aumentou sua renda. Quanto ao atendimento automatizado, continua sendo uma regalia dos incluídos digitais, embora os bancos disponibilizem jovens estagiários (em geral terceirizados) para atender a ampla maioria da população que ainda não sabe usar os caixas eletrônicos. 19 Isso mostra a necessidade de repensar o papel das faculdades de Comunicação num mundo de convergência digital, onde cada vez mais os profissionais da comunicação serão profissionais multimídia, como já vem ocorrendo em muitas redações tradicionais, embora neste caso, ser multimídia significa desempenhar diferentes funções em uma cobertura sem ganhar adicionais pelo serviço extra. Mostra também a necessidade de que os professores se preparem para o mundo das TIC s. 20 Um exemplo de convergência midiática partiu daquela que é considerada a melhor rede de TV do mundo: a rede britânica BBC. Ela decidiu estrear na web programas inéditos e só depois de cinco dias colocá-los em rede analógica. Os britânicos poderão ver os programas, mas não baixá-los em seus computadores. Mas para quem mora fora do Reino Unido, a BBC vai vender programas via internet, inclusive grandes eventos culturais e esportivos. Ou seja, o acesso é de caráter privado. Já a maior rede de TV japonesa, a NTV decidiu entrar na corrida da convergência tecnológica através do uso da internet como canal de transmissão de mensagens. Ela vai disponibilizar um acervo de 10 mil programas que poderão ser baixados de internet ao preço de um (01) dólar cada programa. Esta correria dos grandes grupos de comunicação, como bem lembra o Observatório da Imprensa, repete, de alguma maneira, os jornais impressos que há 10 anos, apostaram em

8 formato em diferentes bases tecnológicas. No caso das empresas celulares, pode-se dizer que elas não estão paradas. A Coréia, por exemplo, já está desenvolvendo novelas para serem passadas desde os telefones celulares digitais, pensando a área de conteúdos para diferentes tecnologias digitais. No Brasil, a empresa de telefonia celular Vivo começou, em julho de 2005, a oferecer alguns programas da Globo e da Bandeirantes, neste último caso, resumo de partidas de futebol. No Brasil, a NET - através do canal por assinatura Tele Cine 1 está fazendo experiências com uso de legendas em linguagem de Internet. Quando a TV digital for uma realidade no país 21, os assinantes da NET poderão ver seu filme preferido pela TV, pela Internet ou pelo celular. Uma base digital interativa pensada desde o campo da comunicação dialógica 22 deve contemplar as complexidades inerentes aos âmbitos da produção e da recepção e ser arquitetada dentro de um projeto horizontal e participativo que contemple as audiências. Caso contrário, corre o risco de ser desenvolvida apenas sob o propósito tecnológico de instrumentalizar os diferentes públicos com aplicativos interativos. Corre também o risco de gerar somente meios técnicos para uma relação pseudo-dialógica em tempo real, sem considerar os conflitos de poder, desejos e interesses presentes em um discurso que se pretende completo, como o discurso midiático 23. Eis aqui um bom desafio a ser superado pelos países sul-americanos para construir e desenvolver projetos de produção de conteúdos levando em consideação a convergência midiática - desde um ponto de vista democrático que realmente pensem a inclusão digital e a valorização cidadã contemplando o ponto de vista e as necessidades dos diferentes públicos. Na perspectiva do dialogismo e da horizontalidade, faz-se necessária a busca por um ponto de interesse comum entre os sujeitos envolvidos no processo de comunicação. No caso da comunicação voltada para a sociedade contemporânea, acreditamos que o ponto comum é um modelo digital que possa motivar os sujeitos a participarem ativamente e não apenas como consumidores. Cidadãos de diferentes classes sociais (e não apenas de classe média e alta que já têm acesso aos computadores) que possam descobrir na TVD, no rádio digital e na interatividade um espaço de participação, diálogo e construção cidadã, inclusive propondo conteúdos, como vem acontecendo nas experiências de Jornalismo open source (código aberto) 24 na Internet, uma proposta onde as audiências atuam como construtores das notícias. Trata-se de uma iniciativa que retoma as propostas da Comunicação Popular e Alternativa dos anos 80 no Brasil ao propor uma comunicação feita para comunidade pela comunidade com a colaboração de um mediador (o profissional de comunicação). O Jornalismo Open Source propõe que toda pessoa possa produzir e publicar conteúdo, agora em ambientes digitais informativos que dêem espaço a interatividade. Mesmo que o termo seja questionado pelos defensores do Jornalismo como algo restrito a quem tem formação massa na importação de textos para web. Se há uma década isso era impensável para as TVs por causa da lentidão dos sinais, hoje a popularização da banda larga e a recepção de audio e video por sistema streaming (fluxo contínuo) possibilita novos vôos para os canais de TV. 21 Segundo os planos do Governo Lula, isso irá acontecer a partir de fevereiro de No sentido dado por Mickail Backtin em Marxismo e Filosofia da Linguagem. 23 Todo o discurso, mesmo o midiático se pretende completo. Mas segundo Freud, nenhum discurso logra esse objetivo. 24 O Journalismo Open Source foi tema de artigo e conferência que apresentamos no 1º Seminário Nacional sobre Mídias Digitais na Unisinos no mês de maio/2005 sob o título Jornalismo Open Source e a Comunicação Comunitária em Tempos de Convergência Digital.

9 universitária, a abertura do código-fonte de softwares para noticiários on lines abre espaço para que a elaboração das notícias e as ferramentas de publicação sejam de domínio público e não mais reservadas a uma (ou mais) empresa de comunicação. Como comenta a Ana Maria Brambilla no site Webinsider (2004), (...) a notícia pode ser produzida por n mãos e, assim como os softwares, pode mostrar o resultado de um trabalho conjunto, não mais sujeito a uma hierarquia institucional, mas unicamente comprometido com o interesse pessoal de voluntários, utilizando um mediador neste processo. Teoricamente, o noticiário produzido on-line coletivamente tende a apresentar uma melhor qualidade na informação, porque possibilita diversos olhares sobre o mesmo tema, que será checado pelo mediador e pelos próprios leitores. Isso reforça a idéia de que a comunicação pode (e deve) ser dialógica e que o Jornalismo Open Source resgata a prática comunitária da notícia ser feita para o público e pelo público, podendo ser utilizado também em tempos de convergência digital. Além disso, abre espaço para outras formas de pensar, analisar e falar ou escrever sobre o mundo que não estejam restritas as informações que chegam diariamente pelas agências transnacionais de notícias que pertencem a menos de 10 conglomerados de comunicação. Este processo de horizontalidade, dialogismo e, poderíamos acrecentar, participação, não está dado. É um longo caminho a ser traçado, principalmente quando se leva em consideração que alguns problemas começam com o âmbito acadêmico. Nele existe dificuldade (dentro e fora da esfera comunicacional) de pensar para além do campo da produção. Ou seja, em geral, a esfera da recepção 25 é esquecido; ou ocorre algo mais grave: a pesquisa é pensada sem levar em conta o papel e a responsabilidade social do investigador. Somar estas questões às peculiaridades sociais, regionais e culturais é a fórmula que reúne premissas elementares para desenvolver a concepção de interface entre o controle remoto, a TV (aberta e por assinatura 26 ), a Internet e o telefone celular sem esquecer o rádio. Uma interface que compreenda aplicações realmente interativas e abra caminho para a definição de novas linguagens e conteúdos digitais. Por esta razão, a produção de sentido e a pesquisa em recepção é estratégica em qualquer projeto que pense o modelo digital a partir do ponto de vista dos sujeitos envolvidos. O que significa isso? Significa testar se a teoria realmente funciona na prática desde sua concepção, isto é, com a participação dos atores sociais não apenas como objetos de pesquisa, mas como sujeitos na construção do conhecimento. Nela, as audiências, com suas diferentes necessidades e realidades podem servir de fonte para a construção de outras linguagens que não sejam iguais as do modelo de televisão tradicional. Isso não significa ignorar os gêneros 27 e formatos já conhecidos que dão resultado em termos de audiências e como 25 A pesquisa em comunicação no Brasil continua olhando a Comunicação de forma separada, em partes, esquecendo-se que se trata de um processo e, em sendo um processo, precisa ser estudada tanto no campo da produção como da recepção. 26 TV a cabo, a MMDS e DTH. No Brasil, a Associaçãao Brasileira de TVs por Assinatura (ABTA) anunciou no mês de julho de 2005 que está negociando com o governo pacotes mais baratos de até 30 reais - para ampliar o número de assinantes. 27 Gênero não pode ser observado aqui desde um ponto de vista fechado, porque hoje cada vez mais os gêneros televisivos se misturam. Já não se pode mais falar em gêneros puros, pois a ficção se mistura à

10 valor de negócio. Significa dar um passo além, respeitando as audiências e estudando as necessidades e interesses dos distintos públicos. A partir de premissas teóricas e éticas, o desenvolvimento de interfaces deverá ser elaborado a partir de um olhar transdisciplinar, envolvendo a comunicação, a computação, a engenharia e áreas afins para conjugar usabilidades eficientes e conteúdos interessantes para as diferentes audiências que, desde esta perspectiva, não serão tratadas como objeto, mas como sujeitos-audiências 28, como comentamos anteriormente 29. É essa forma (nem tão nova, mas pouco utilizada) de conhecer as audiências que vai garantir a sustentabilidade de um projeto de TVD ou de rádio digital acessível a toda população, principalmente porque permite levar em considerações as diversas necessidades (para os deficientes, por exemplo), assim como os distintos níveis de alfabetização digital 30. Em um cenário de TV digital 31 a relação das audiências com o campo da produção se amplia ainda mais porque elas (audiências) poderão interagir com a esfera da produção; interferir nos conteúdos 32 e, sobretudo, criar sua própria grade de programação. Isso significa uma mudança radical na idéia de grade de programação fixa como tem sido concebida até então, porque até hoje quem elabora a programação são as emissoras e a única possibilidade de alteração das audiências é através dos canais pagos onde os assinantes podem escolher entre assistir um filme ou programa em diferentes horários e/ou dias. Isso trará conseqüências também no poder que as emissoras, sejam elas públicas, privadas ou mistas, têm sobre os públicos, pois mudará a relação entre as audiências e a realidade, como é o caso das telenovelas brasileiras, e a realidade se mistura a ficção, como é o caso dos telejornais, com suas simulações ou do uso do infografismo. 28 A noção de sujeito-audiência diz respeito a possibilidade das audiências não serem estudadas como massas anônimas, mas como espaço de concentração em torno da televisão de diferentes grupos sociais que se analisados de forma qualitativa apresentam subjetividades e ajudam na produção de conhecimento seja da sociedade onde vivem e/ou do grupo ao qual pertencem. 29 Ver ensaio sobre o tema no livro Mídias Digitais. Convergência e Inclusão Social (Paulinas, 2005). 30 Diferente de países como o Canadá e os EUA, o Brasil ainda possui 14% de analfabetos e da população alfabetizada, 30% possui algum nível de analfabetismo funcional. 31 Não é por acaso que a TVD é uma das manifestações mais visíveis da convergência tecnológica e da oferta de meios de comunicação e entretenimento, pois possibilita o acúmulo de conteúdos a serem disponibilizados ao mesmo tempo às audiências. Além disso, no caso brasileiro vai se tratar de um caso exemplar de democratização da comunicação, já que a caixa conversora (também chamada Set Top Box) que vem sendo desenvolvida no Brasil deverá ser de baixo custo no modelo Standard e a população poderá aproveitar a TV analógica que possui em casa para assistir e desfrutar da TVD. A comparação entre o modelo analógico conhecido e o novo modelo digital ainda por definir-se - incluindo-se aí aspectos como a viabilidade econômica de alguns negócios essenciais - é inevitável como elemento racional, porque ambos vão conviver ainda durante alguns anos. Projeta-se pelo menos 10 anos de convivência do analógico com o digital, até que o modelo analógico deixe de ser usado definitivamente na maioria dos mercados televisivos amadurecidos. 32 A criação de serviços, aplicações e conteúdos entendendo a audiência como sujeito poderá agregar ainda novas maneiras de comercialização de conteúdo - inclusive publicitário, como o close em um brinco de uma atriz ou apresentadora, por exemplo - para as emissoras. A TVD vai disponibilizar o T-commerce (comércio eletrônico pela TV, já utilizado por alguns canais por assinatura) e o T-Banking (serviços bancários realizados atualmente através da Internet e que também estarão acessíveis no monitor da TV). O sistema de dados da TV faz ainda com que o aparelho substitua em boa parte o computador, já que permite baixar diferentes conteúdos como músicas, jogos, programas de software, jornais e filmes. Ao baixar esses programas, o público poderá construir ou reconstruir seu programa de rádio preferido ou mesmo colaborar diretamente na produção de um programa seja de TV ou de rádio. O(a) torcedor(a) de futebol poderá escolher, por exemplo, as imagens que deseja receber câmera-a-câmera de um jogo. Informações como tempo, tráfego e serviços de educação e saúde também estarão disponíveis em tempo real, como já vem acontecendo em diversos países europeus.

11 televisão dando mais independência às audiências e, conseqüentemente, mudando as formas de (tentativa de) influência até então exercida pela TV. Mas a televisão no modelo analógico (aberta ou por assinatura) é ainda hoje parte importante do cotidiano da sociedade ocidental. Não apenas está presente em 98% dos lares em países como Brasil, Espanha ou Portugal como tem um papel ainda pouco discutido entre pesquisadores do tema, em geral mais preocupados em apontar seus aspectos negativos. Em sua versão analógica a TV tem ajudado a manter a ordem no mundo, garantindo a normalidade de nossas vidas através da divulgação de rituais e rotinas de diferentes culturas na grade de programação. Ao trazer o mundo para dentro do espaço privado (para dentro de casa) e para o espaço público (através da transmissão em bares, escolas ou empresas), as diferentes emissoras de TV mostram a sua versão do cotidiano, recortando, editando produtos culturais, diminuindo as fronteiras entre ficção e realidade e ofertando formatos novos (ou requentados) a cada nova temporada. Com a chegada do modelo digital e a crescente individualização no uso da TV, essa representação e importância tende a sofrer reveses, sem chegar a perder-se. Uma possibilidade é que talvez o papel de mantenedora da ordem no mundo venha a ser reduzido e o olhar das audiências, até então coletivo, em família ou público (como uma partida de futebol no bar), se torne cada vez mais individualizado e virtual. Os discursos até então voltados para a massa anônima, tendem a tornar-se cada vez mais personalizados e adequados aos gostos e preferências da seleta parte da população com acesso a TVD 33, como já vem acontecendo desde o evento da TV por assinatura que se no Brasil é restrito, na vizinha Argentina chega a 78% dos lares. A TVD abre espaço para a produção audiovisual não apenas no que se relaciona ao mercado interno, mas também abre caminho para uma produção audiovisual made in Brazil direcionada para o modelo digital 34, abrindo espaço para a construção de uma indústria de conteúdos 35, que poderá ser dirigida à TVD, à internet e/ou telefonia celular. Assim poderá repetir a exportação de produtos culturais muito além dos já consagrados, como a telenovela e as séries brasileiras elaboradas para o modelo analógico. A partir de estratégias como essa será possível impedir que se repita no Brasil o que vem acontecendo há mais de 10 anos anos com a TV por assinatura, onde a oferta nacional e os preços são excludentes. Mesmo que seja um amplo mercado de produção de conteúdo em potencial e de ampliação de mercado de trabalho, com uma oferta diária de mais de duas mil horas de 33 Quanto aos conteúdos disponibilizados atualmente, eles incluem desde o jornal do dia da sua cidade (ou de qualquer outro lugar do planeta) em tempo (quase) real, serviços como previsão do tempo, situação das estradas e dos aeroportos, até os mais recentes videoclips e lançamentos cinematográficos a partir de um simples apertar de botão. E tudo com rapidez e ótima resolução ofertados através de projetos de inclusão que possibilitem a população não apenas ter acesso, mas a aprender a utilizar e produzir em tecnologia digital. 34 Essa produção de conteúdos requer capacitação em diferentes níveis, tanto de alunos como de professores, pois os diferentes formatos, filmes e vídeos devem ser desenvolvidos em linguagem multimídia, acompanhados de conteúdos expandidos, ou seja, textos, revistas, imagens, áudios, links, objetos de aprendizagem para uso em CD Rom, internet ou TVD. O uso desses recursos deverá subsidiar alunos e educadores em produções escritas, vídeo, rádio, CD Rom, internet e, em breve, produtos para celulares, formando profissionais de comunicação com um perfil transdisciplinar e hipermidiático. Um aprendizado que pode ser levado aos Telecentros e Projetos Casas Brasil que estão sendo espalhados pelo país através do governo Lula para que as comunidades carentes aprendam a produzir conteúdos que possam mostrar e dar visiblidade a sua cultura e modo de vida. 35 Em inglês, creative industry. Sobre o tema ver

12 programação, em termos de TV por assinatura 36 a programação brasileira independente participa com menos de 2% e a produção regional é quase nula. Referências Bibliográficas, Revistas e Sites AZPILLAGA, Patxi, MIGUEL, Juan Carlos e ZALLO, Ramón. Las Indústrias Culturales en la Economía Informacional. Evolución en las formas de trabajo y valoración. In: MASTRINI, Guillermo e BOLAÑO, César. Globalización y Monopólios en la comunicación en América Latina. Buenos Aires: Editorial Bilblos. BARBOSA FILHO, André, CASTRO, Cosette, e TOME, Takashi (orgs.). Mídias digitais, convergência e inclusão social. São Paulo: Paulinas, BRAMBILLA, Ana Maria, Webinsider. Texto disponível na página Acesso em novembro de CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, CASTRO, Cosette. Jornalismo Open Source e a comunicação comunitária em tempos de convergência digital. Artigo apresentado no no 1º Seminário Nacional sobre Mídias Digitais. São Leopoldo: Unisinos, maio/2005 (paper). GOSCIOLA, Vicente. Roteiro para novas mídias digitais. São Paulo:Editora Senac, MASTRINI, Guillermo e BOLAÑO, César. Globalización y Monopólios em la comunicação en América Latina. Buenos Aires: Bilblos. MIÈGE, Bernard. A multidimensionalidade da comunicação. Trabalho apresentado mo XVIII Intercom. Aracaju, Universidade Federal de Sergipe, Aliás, de acordo com dados da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), o segmento de TV a cabo no Brasil gasta anualmente cerca de R$ 1 bilhão com a aquisição de programação majoritariamente produzida no exterior.

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